PORQUÊ POUPAR ENERGIA?



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Transcrição:

PORQUÊ POUPAR ENERGIA? O utilizador doméstico obtém a energia essencialmente de duas formas distintas: Electricidade, que chega a nossas casas maioritariamente através da produção hídrica e térmica, esta última com recurso à queima de combustíveis fósseis (carvão, gás natural e derivados de petróleo) e Utilização directa de combustíveis tais como o butano, o propano, o gás natural ou o gasóleo, que são queimados localmente para a produção de calor (esquentadores, caldeiras, etc.). A utilização de combustíveis fósseis apresenta dois grandes problemas: os impactos ambientais, provocados pelo aumento da produção de CO 2 e de outras fontes de poluição, e a dependência nacional face aos mercados internacionais, originada pela ausência de recursos energéticos fósseis em território português. Adicionalmente a este cenário energético, constata-se que as famílias pagam cada vez mais pela energia que consomem e que existem elevados níveis de ineficiência e desperdício na utilização de energia. É nesse sentido que a poupança se revela tão importante. Quais os resultados da poupança energética? Redução das contas mensais relacionadas com o consumo de energia; Contribuição para a protecção do meio ambiente; Promoção de uma maior eficiência na utilização dos recursos; Diminuição da dependência energética de Portugal. OS TEMAS ILUMINAÇÃO ETIQUETA ENERGÉTICA STANDBYPOWER CONFORTO TÉRMICO ÁGUA QUENTE ELECTRICIDADE

ILUMINAÇÃO. Quer uma ideia brilhante? Nas casas portuguesas os custos de iluminação representam cerca de 15% da factura de electricidade. Na maior parte dos casos, uma parte considerável dos custos podem ser evitados. Fique a saber como fazer para reduzir a sua factura de electricidade. 1º Passo Utilize, sempre que possível, luz natural. Sempre que as características das instalações o permitam, opte por aproveitar a luz natural proveniente do sol. Esta luz, além de não trazer encargos económicos, cria um ambiente mais salutar, para si e para todos. 2º Passo Opte pela melhor tecnologia disponível. Que lâmpada escolher? Existem quatro tipos principais de lâmpadas para uso doméstico, das quais as mais económicas são sem dúvida as fluorescentes e as fluorescentes compactas. Estas lâmpadas emitem a mesma luz que uma lâmpada incandescente convencional, gastando menos 80% de energia. Halogéneo Muito embora a sua utilização esteja a ser generalizada ao nível das novas construções, a eficiência energética e os custos de exploração são desfavoráveis quando comparados com as fluorescentes compactas. Incandescente normal A sua utilização deverá restringir-se apenas àqueles casos em que não é possível a substituição por tecnologia fluorescente. Apresenta níveis de eficiência e fiabilidade reduzidos. Fluorescentes As fluorescentes tubulares são uma solução recomendada para espaços como cozinhas, corredores, escritórios, aparcamentos e outros locais cuja componente estética não seja fundamental. Fluorescentes compactas Apresentando um consumo de energia 80% inferior às lâmpadas tradicionais, são a melhor solução para espaços onde seja necessário iluminação permanente, exterior ou interior, e iluminação de segurança. Ao nível de iluminação de interiores existem já soluções estéticas comparáveis às oferecidas pelas lâmpadas de halogéneo (ao nível dos tectos falsos) ou pelas incandescentes (ao nível dos candeeiros).

3º Passo Desligue a iluminação sempre que não precise. São inúmeras as ocasiões que por dia nos deparamos com situações onde é possível evitar o desperdício com a iluminação. Tal como no caso da água, em que estamos perfeitamente consciencializados acerca da necessidade de não desperdiçar, independentemente do baixo custo associado, também na energia é fundamental aplicar o mesmo princípio. Veja o que pode ganhar! Procedemos a uma comparação entre uma lâmpada incandescente e uma fluorescente compacta capazes de fornecer iguais condições de iluminação. As condições para a comparação foram o funcionamento durante quatro horas por dia, num período de três anos. Os resultados da comparação podem ser consultados na tabela seguinte. Incandescente Fluorescente compacta Potência 100 W 23 W Preçodecompra 1,50 6,00 Tempo de vida 1000 Horas 10000 Horas Custo das lâmpadas (com a substituição por avaria) 10,50 6,00 Custo com electricidade (em 3 anos) 39,33 9,05 Custo total em 3 anos 49,80 15,04 Muito embora a lâmpada incandescente custe cerca de 4 vezes menos do que a fluorescente compacta, verifica-se que na prática existe a necessidade de substituir a incandescente muito mais vezes do que a fluorescente, já que esta apresenta um tempo de vida superior em 10 vezes. Da mesma forma, verifica-se que o custo de funcionamento da incandescente é cerca de quatro vezes superior ao da fluorescente compacta. No total, e ao fim de três anos, o custo com a tecnologia incandescente atinge quase os 50, enquanto que a fluorescente fica-se pelos 15. Utilizando tecnologias mais eficientes pode usufruir do máximo conforto, poupando energia. Ao poupar energia, estará a reduzir a sua factura energética e a preservar o ambiente.

ETIQUETA ENERGÉTICA. Para uma compra inteligente! A etiqueta energética consiste num rótulo informativo sobre a eficiência energética e outras características dos equipamentos domésticos. A existência deste rótulo permite ao cidadão dispor de informação adicional acerca dos custos de funcionamento e dispor de mais um factor de escolha na altura de aquisição do equipamento. Fique a saber como deve proceder. 1º Passo Conheça o significado da etiqueta energética A etiqueta energética pode ser encontrada no exterior da maior parte dos electrodomésticos, incluindo frigoríficos, congeladores, máquinas de lavar roupa e loiça, fornos eléctricos e até nas lâmpadas. Além de indicar dados de consumo, como a electricidade, a água ou o ruído, a etiqueta classifica os equipamentos conforme o seu nível de eficiência, desde a letra A (o mais eficiente) até ao G (o menos eficiente). Muito embora esta classificação se aplique à maioria dos aparelhos, existem equipamentos para os quais apenas é permitida a comercialização das classes A a C (caso de alguns frigoríficos) e existe ainda uma classificação especial para frigoríficos de eficiência superior (Classe A+).

2º Passo Faça uma compra inteligente Se está a pensar adquirir novos equipamentos, seja um consumidor consciente e exigente: Dê especial atenção às etiquetas de eficiência energética; Escolha o equipamento de dimensão adequada às suas necessidades; Opte por electrodomésticos que não usem CFC s, prejudiciais à camada de ozono. 3º Passo Faça uma utilização correcta dos equipamentos Fique a conhecer algumas práticas que poderão ajudá-lo a reduzir o consumo de energia nos electrodomésticos: Frigoríficos Pense no que vai buscar antes de abrir o frigorífico; Evite deixar a porta aberta durante mais tempo que o necessário; Não encha demasiado o frigorífico; Nunca guarde alimentos quentes no frigorífico; Regule a temperatura de acordo com a utilização que o aparelho terá; Não deixe acumular gelo nas paredes do congelador. Máquinas Se possível, utilize as máquinas apenas quando estiverem cheias; Se não for possível encher as máquinas, utilize o programa de ½ carga; Escolha o tipo de programa mais adequado a cada lavagem. Veja o que pode ganhar! A família standard dispõe de equipamentos de Classe C, D e G enquanto que todos os equipamentos da família eco são de Classe A. Compare os consumos de energia e de água:

STANDBY POWER. Descubra o que gasta sem saber! O standby power é a energia consumida pelos vários equipamentos quando estes se encontram em modo de standby ou mesmo quando estão desligados. Este facto fica-se a dever, entre outras razões, à presença de determinados dispositivos eléctricos que apresentam consumo em vazio. A sua casa pode estar a consumir cerca de 10 a 50 por ano desnecessariamente. Saiba como evitar esses gastos. 1º Passo Faça uma compra inteligente. Os fabricantes começam a ter em consideração o consumo em standby. Existem formas de conceber produtos que conseguem reduzir o consumo em standby/off em 90%. Se estiver atento, poderá verificar que cada vez mais os equipamentos trazem referência a estes consumos. Entre dois equipamentos idênticos, procure adquirir aquele que apresenta maiores preocupações ao nível do consumo de energia. 2º Passo Evite gastos desnecessários. Mesmo que os equipamentos apresentem consumo em standby existem formas de o minimizar. A maior parte das vezes o consumo pode ser evitado através de gestos simples no dia-a-dia de cada um de nós. Deixamos aqui alguns conselhos úteis para evitar consumos desnecessários: Desligue o carregador do telemóvel da tomada quando não está a ser utilizado. É um desperdício que não custa evitar; Eviteosmodosdestandby. A maior parte das vezes o equipamento é deixado em standby sem nenhuma necessidade; Necessita realmente de ter um relógio no fogão, no vídeo, na máquina de lavar louça, no hi-fi e no micro ondas? Compare o consumo destes pequenos relógios com a sua importância. Evite comprar electrodomésticos que apresentem consumos supérfluos; No caso de dispor de muitos equipamentos ligados no mesmo local (computador, monitor, impressora, etc.), equacione a compra de uma extensão com um interruptor (de preferência sem luz). Desta forma poderá cortar a alimentação de todos os equipamentos depois de os desligar.

Veja o que pode ganhar! Mais importante do que o valor monetário poupado com a utilização racional da energia, que pode atingir níveis consideráveis, é a consciencialização para a necessidade de introduzir práticas que tenham em atenção o consumo desnecessário. Repare nos consumos resultantes do modo Standby ou OFF para vários equipamentos domésticos: Equipamento Standby Equipamento Standby Televisão 0,1a13W Vídeo 5a19W Áudio compacto 0 a 18 W Caixa de TV cabo 8 a 14 W Relógiocomrádio 1a3W Microondas 2a6W Carregador de bateria 2a4W Atendedor automático 2a4W Fax 5a30W Telefonesemfios 2a5W Telemóvel 2a7W Caixadeantena parabólica 14 a 20 W Computador 0a4W Sistema de som 0 a 18 W Amplificador Hi-fi 0 a 12 W Gravador de cassetes 0a8W Quando considerado o consumo em modo standby de cada um dos equipamentos, tomando por exemplo o valor máximo do caso da televisão, verifica-se que o valor associado ao consumo poderá não ser muito relevante para a maior parte da população ( 4 por ano). No entanto, se considerarmos todos os equipamentos, a iluminação e os electrodomésticos, verifica-se que o potencial de poupança é relevante para a maior parte dos orçamentos familiares. Pense nas consequências dos seus actos. Só em pequenos actos como estes, estamos a evitar a emissão de toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera.

CONFORTO TÉRMICO. Um lar confortável a baixo custo. Na maior parte das vezes, quando uma família decide comprar uma casa, faz um investimento de 30 anos e pretende viver nessa mesma casa pelo menos por igual período. Nesse sentido, a aquisição de uma casa bem construída, mesmo que isso possa implicar um custo inicial mais elevado, irá proporcionar-lhe poupanças mensais ao longo de 30 anos. Faça valer os seus conhecimentos, antecipe-se e exija o melhor para a sua casa. Se pretender comprar, construir ou fazer obras em casa, consulte aqui alguns conselhos que deve seguir: 1º Passo Consulte um especialista. Para um investimento, que na maior parte das famílias, é o maior da sua vida, vale a pena consultar um especialista. Informe-se convenientemente acerca da qualidade de construção do edifício e das soluções tecnológicas utilizadas para assegurar o conforto térmico. Exija informações do construtor acerca destas questões. 2º Passo Fique a conhecer alguns conselhos para a compra da sua nova casa. Orientação do edifício: O objectivo de uma boa orientação do edifício é receber grande incidência de calor no Inverno e evitar a sua entrada durante o verão. Assim, na maioria dos casos, a maior fachada dos edifícios deve estar direccionada para sul (convenientemente protegida para evitar a entrada de sol no Verão). A parte da casa virada a norte deve apresentar o mínimo de janelas possível, para evitar a saída de calor no Inverno. Construção: Uma correcta orientação do edifício é importante mas a qualidade arquitectónica e de construção assumem-se como fundamentais para o bom comportamento térmico da habitação. Fique a conhecer alguns dos pontos essenciais a ter em conta: Isolamento: O edifício pode ser isolado recorrendo a variados materiais e técnicas. Investigue o estado de isolamento da casa que pensa adquirir. Consulte o construtor e fale com especialistas independentes; Janelas: As suas janelas devem ser constituídas por vidros duplos e caixilharias adequadas, servindo de isolante sonoro e impedindo as perdas térmicas; Sombreamentos: um correcto sombreamento pode diminuir os gastos de energia, deixando entrar calor no Inverno e protegendo a casa dos raios solares no Verão. As fachadas viradas a sul e oeste deverão estar protegidas de forma a evitar o sobreaquecimento durante o verão (através de palas, cortinados, vegetação, etc.) Pormenores construtivos: Ao comprar casa, considere também todos os pormenores já que estes podem ser muito significativos, como é o caso das pequenas frinchas de portas e janelas ou a qualidade geral dos materiais e da construção. Apesar de serem muitas vezes descuradas, elas podem implicar perdas de energia.

Sistemas de conforto térmico Nos casos em que o edifício não permite atingir os níveis de conforto adequados, pode-se em último caso recorrer a sistemas de climatização que suprimam as necessidades de aquecimento no Inverno e de arrefecimento no Verão. A escolha acertada dos sistemas e das tecnologias e o seu correcto dimensionamento é fundamental para que a factura energética se mantenha em níveis aceitáveis para o orçamento familiar. A multiplicidade de equipamentos existentes, que se adequam de forma distinta a cada caso, exige a consulta de várias opiniões. Não hesite em contactar um especialista e tenha em consideração que um edifício bem concebido poderá não evitar a necessidade de aquecimento mas a necessidade de arrefecimento no Verão poderá ser minimizada ou mesmo evitada. 3º Passo Melhore a sua casa com medidas simples. Se não tem planos de comprar ou remodelar a sua casa, veja alguns conselhos úteis para minimizar os seus gastos energéticos: Isolamento: Verifique e vigie os sótãos e as caves pois são espaços habitualmente menos cuidados e são simultaneamente locais de mais fácil intervenção. Verifique se o seu isolamento se encontra seco e bem distribuído. Os encaixes das portas e das janelas podem ser isolados com fita adesiva de espuma, preparada para o efeito. É um material bastante económico e de fácil instalação. Janelas: Se tiver que substituir as velhas janelas opte por vidros duplos. No caso de não ser possível, saiba que os cortinados podem dar uma ajuda. Alguns cortinados bem colocados podem ajudar a reduzir a quantidade de energia consumida no aquecimento ou arrefecimento de sua casa. Em termos médios, um cortinado normal pode reduzir em um terço o calor perdido através de uma janela. Veja o que pode ganhar! Numa habitação equipada com gás para o aquecimento da água e do ambiente e ainda com unidades de ar condicionado para o arrefecimento, a factura total de energia ultrapassa, na maior parte dos casos, o valor médio mensal de 60. Com uma escolha adequada das fontes de energia e de uma habitação com qualidade de construção adequada este custo pode ser reduzido para cerca de 35. No limite, tirando partido de uma orientação correcta, de soluções arquitectónicas adequadas e de uma qualidade de construção de referência, a despesa mensal pode ser reduzida para menos de metade dos 60. Nesse caso estaríamos a falar em economizar cerca de 300 por ano. Por tudo isto, não se esqueça. Se vai reconstruir, construir ou comprar uma casa informe-se junto do vendedor, do construtor e de especialistas acerca do desempenho energético do imóvel. É um investimento para o futuro.

ÁGUA QUENTE. Tome um banho de poupança! O aquecimento de água sanitária é um processo no qual é consumida uma grande quantidade de energia, representando aproximadamente 50% da factura energética. Veja como pode reduzir substancialmente a sua factura mensal. 1º Passo Conheça os sistemas de aquecimento ao seu dispor. Esquentador A água é aquecida num permutador exposto ao calor das chamas de queimadores, pelo que a saída de água quente é instantânea. Para funcionar estes aparelhos só necessitam de um combustível, tal como o gás propano, gás butano ou gás natural, e alguma pressão da rede de água. Termoacumulador Funciona com energia eléctrica sendo constituído por um depósito de água, que armazena a água, aquecida por uma resistência eléctrica. No entanto, o aquecimento da água não é imediato. É sempre necessário aguardar algum tempo até que a água aqueça e possa ser utilizada. Este sistema fornece uma quantidade de água limitada e uma temperatura variável durante a utilização. Apesar desta não ser uma boa solução em termos da eficiência, os termoacumuladores ainda são muito utilizados nas casas portuguesas. O aquecimento de água utilizando energia eléctrica é bastante menos eficiente do que a conversão directa de combustível (por exemplo gás) em energia calorífica. Colector Solar A água é aquecida usando a energia proveniente dos raios solares captados por um ou mais colectores solares. No kit a instalar, para além dos colectores solares, é incluído um acumulador que tem a função de armazenar água quente. Este acumulador normalmente está equipado com uma resistência eléctrica para assegurar a continuidade do abastecimento de água quente nos dias mais cinzentos. Uma das vantagens deste sistema é a diminuição dos custos de exploração e a independência face aos aumentos de preços dos combustíveis fósseis, os quais se esperam, no futuro, significativos.

2º Passo Opte por um sistema de aquecimento eficaz. A sua escolha deverá ser suportada pelo aconselhamento de um especialista na matéria, capaz de avaliar as suas necessidades e de integrar os vários sistemas energéticos da sua casa. Consulte vários fornecedores ou um especialista independente. Opte por um sistema de aquecimento eficaz e reduza a sua factura energética, contribuindo activamente para a protecção ambiental e para o desenvolvimento sustentável do nosso país. Veja o que pode ganhar! Os exemplos que se seguem são referentes a uma família de cinco pessoas, que tomem diariamente um duche. O consumo diário de água é de 350 litros, o que corresponde a um consumo de energia da ordem de 10 kwh. Foram calculados os custos anuais das várias alternativas tecnológicas, tendo-se chegado aos resultados expressos na tabela seguinte: Esquentador Termoacumulador Kit Solar Gás Propano Gás Butano Gás Natural Electricidade Electricidade 500,19 / Ano (10 x 45 kg) 514,43 / Ano (40 x 13 kg) 335,86 / Ano (495,65 m3) 383,25 / Ano 100,4 / Ano Apesar do custo inicial do Kit Solar ser o mais elevado, é esta a solução que apresenta o custo mensal mais reduzido e que ambientalmente é a mais correcta. Para promover o interesse na energia solar o Estado oferece benefícios fiscais, nomeadamente através da dedução no IRS (30% dedutível com limite máximo de 700 ), da amortização do investimento em 4 anos (IRC) e ainda da aplicação da taxa intermédia de 12% no IVA. Existem ainda linhas de financiamento bancárias específicas para estes equipamentos que oferecem taxas de juro reduzidas. O gráfico seguinte compara o consumo dos equipamentos num período de doze anos, que se estima ser o tempo médio de vida destes. Custo de AQS em 12 anos (AQS: Água Quente Sanitária) 7000 6.226 6.397 6000 5000 4.404 4.799 4000 3.175 3000 2000 1000 0 Propano Butano Gás natural Electricidade Solar

ELECTRICIDADE. Compre correctamente e poupe. As alternativas de compra de energia são condicionadas à partida pelas escolhas das tecnologias instaladas em casa (esquentadores, ar condicionado, radiadores, etc.). No entanto, no caso da electricidade, existem diversas formas de optimizar o contrato para diminuir o valor mensal da factura. Fique aqui a conhecer os principais conselhos para um contrato que minimize a sua despesa mensal. 1º Passo Definir a potência mais adequada ao seu caso. Para decidir qual a potência a contratar, deve ter em consideração a potência dos aparelhos eléctricos que dispõe em sua casa, construindo cenários de funcionamento em simultâneo. O pior caso de funcionamento de vários equipamentos em simultâneo deverá definir a potência a contratar. Deve ter em atenção que, por exemplo, entre os escalões de 6,9 KVA e 10,35 KVA existe uma diferença mensal de mais de 6 que terá que pagar. Muitas das vezes um escalão superior poderá ser evitado se optar por não ligar determinados electrodomésticos em simultâneo, como o fogão e as máquinas de lavar. Aconselhe-se junto da sua distribuidora de electricidade. 2º Passo Escolher a tarifa mais adequada ao seu perfil de utilização de electricidade. Depois de decidir qual a potência a contratar, o consumidor doméstico poderá optar por dois tipos de tarifários distintos: Tarifa simples: Esta tarifa, utilizada pela maior parte dos consumidores, caracteriza-se pelo encargo da potência (que varia com a potência contratada) e pelo encargo de energia que é facturada a um valor constante qualquer que seja a hora do dia; Tarifa bi-horária: A principal diferença desta tarifa reside na facturação de energia. Ao contrário da tarifa simples, onde só existe um período de facturação, a tarifa bi-horária é constituída por dois períodos de facturação distintos: horas fora de vazio e horas de vazio. O sistema, apesar de possuir um encargo adicional de 2 por mês, possibilita uma redução no valor da tarifa durante o período de vazio. Se conseguir deslocar alguns dos consumos para o período nocturno e para o fim-de-semana (mais de 38 kwh/mês), a redução da facturação será superior aos 2 que terá que pagar mensalmente para ter tarifa bi-horária. A partir desse momento estará a poupar.

3º Passo Saiba o que fazer para aderir As alterações contratuais são gratuitas e podem ser requisitadas em qualquer balcão da EDP Distribuição ou através do endereço www.edp.pt. No mesmo local encontra ainda ao seu dispor a possibilidade de efectuar uma simulação para o seu caso em particular, e assim perceber quanto pode poupar. Ao aderir à Tarifa bi-horária, poderá escolher entre dois ciclos: o Semanal com 76 horas de vazio por semana, ou o ciclo Diário com 70 horas. O ciclo semanal favorecerá assim, em princípio, quem utiliza electricidade com maior intensidade aos fins-de-semana. O ciclo diário destinar-se-á a pessoas que têm um consumo de electricidade mais homogéneo ao longo da semana. Veja o que pode ganhar! Para que possa perceber quanto pode poupar, veja este exemplo entre um consumo em tarifa simples e o mesmo consumo em tarifa bi-horária, com os valores do tarifário de 2004: Tarifa Simples em Euros Tipo de consumo Facturado (KWh) Preço Valor( ) IVA Electricidade 360 0,0965 34,74 5% Potência (3,45 kva) - - 5,38 5% Taxa de exploração - - 0,07 5% Contrib Audio-Visual (L30/2003) - - 1,60 - IVA (5% x 40,19 = 2,01) - - 2,01 - Total 43,80 - Tarifa Bi-Horária em Euros Tipo de consumo Facturado (KWh) Preço Valor( ) IVA Electricidade Vazio 135 0,0528 7,13 5% Electricidade fora de Vazio 225 0,0965 21,71 5% Potência (3,45 kva) - - 7,49 5% Taxa de exploração - - 0,07 5% Contrib Audio-Visual (L30/2003) - - 1,60 - IVA (5% x 36,40 = 1,82) - - 1,82 - Total 39,82 - Nota: Dados da simulação retirados do site www.edp.pt