R E S O L U Ç Ã O Nº 02/2012



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Transcrição:

ÍNDICE DE REVISÕES Rev. 0 EMISSÃO INICIAL DESCRIÇÃO E/OU FOLHAS ATINGIDAS Rev. 0 Rev. 1 Rev. 2 Rev. 3 DATA: 13 dez 2011 ELABORAÇÃO: Vancler Pinto Marcos Santos VERIFICAÇÃO: Élbio APROVAÇÃO: Márcia Rosa SUMÁRIO 1. OBJETIVO... 2 2. DOCUMENTOS RELACIONADOS... 2 3. APLICAÇÃO... 2 4. DEFINIÇÕES... 2 5. RESPONSABILIDADES... 4 6. CONSIDERAÇÕES ESPECÍFICAS... 5 7. PROCEDIMENTO DE ENTRADA E TRABALHO EM ESPAÇOS... 6 8. TREINAMENTO... 7 9. CONSIDERAÇÕES GERAIS... 7 ANEXOS...8 1

A Diretoria Executiva, no exercício das competências instituídas no Estatuto Social, Acordo de Acionistas e Regulamento Interno da Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul, considerando a necessidade de regulamentar o procedimento de Prevenção de Riscos em Espaços Confinados, RESOLVE estabelecer o que segue: 1. OBJETIVO Esta norma tem como objetivo definir os procedimentos a serem adotados nas fases de planejamento, execução e conclusão de trabalhos em espaços confinados, visando garantir a segurança das pessoas e das instalações durante a operação, manutenção dos equipamentos e/ou em situações de emergência. 2. DOCUMENTOS RELACIONADOS Portaria n.º 202/2006 NR 33: Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados. NBR 14787 Espaço Confinado Prevenção de Acidentes em Espaços Confinados. NBR 14606 Entrada em Espaço Confinado. NBR IEC 60079-10 - Classificação de Áreas. Resolução 04/2009 - Sulgás: Credenciamento das Prestadoras de Serviços e suas Subcontratadas. Resolução 13/2009 - Sulgás: Permissão para Trabalho. 3. APLICAÇÃO Aplica-se esta norma a todos os trabalhos a serem executados por empregados da SULGÁS ou de empresas contratadas em instalações da Companhia que se enquadre no conceito de Espaço Confinado. 4. DEFINIÇÕES Acesso ao espaço confinado: Ação pela qual as pessoas ingressam através de uma abertura para o interior de um espaço confinado. Nota: Essa ação passa a ser considerada, como tendo ocorrido, logo que alguma parte do corpo do trabalhador ultrapasse o plano de uma abertura do espaço confinado. Análise Preliminar de Riscos (APR): Técnica de identificação de perigos e avaliação de riscos, executada por equipe constituída por representantes das gerências envolvidas no planejamento da liberação do equipamento ou sistema, 2

como também no planejamento da execução do trabalho a ser realizado, para detalhamento das ações de prevenção e mitigação de acidentes que podem ocorrer durante a sua execução. Atmosfera de Risco: Condição em que a atmosfera, em um espaço confinado, possa oferecer riscos ao local e aos trabalhadores, em função de alguma(s) das seguintes causas: - Gás, vapor ou névoa inflamável em concentrações superiores a 10 % do seu Limite Inferior de Explosividade (LIE); - Concentração de oxigênio atmosférico, em volume, abaixo de 19,5 % ou acima de 23,5%; - Concentração atmosférica de qualquer substância acima de seu limite de tolerância e identificada pelo equipamento analisador de gases (oxiexplosímetro). Avaliação do Local: Processo de análise onde os riscos aos quais os trabalhadores possam estar expostos num espaço confinado, sendo identificados e quantificados. A avaliação inclui a especificação dos ensaios que devem ser realizados e os critérios utilizados. Condição Imediatamente Perigosa à Vida ou à Saúde (IPVS): Qualquer condição que cause uma ameaça imediata à vida ou que possa causar efeitos adversos irreversíveis à saúde ou que interfira com a habilidade dos indivíduos para escapar de um espaço confinado sem ajuda. Emergência: Qualquer interferência, incluindo qualquer falha nos equipamentos de controle e monitoração de riscos ou evento interno ou externo, no espaço confinado, que possa causar perigo aos trabalhadores. Equipamento de Resgate: É o conjunto de equipamentos que inclui, sem estar limitados a movimentadores individuais de pessoas, linha de vida, cinto de corpo inteiro, dispositivo de içamento (polias, mosquetões, cordas, blocantes) e tripé, usados pela equipe de trabalho nos espaços confinados liberados. Equipamento Intrinsecamente Seguro (Ex-i): Situação em que um equipamento não é capaz de liberar energia elétrica (faísca) ou térmica suficiente para, em condições normais, isto é, abrindo ou fechando o circuito, ou anormais, como por exemplo, curto-circuito ou falta a terra, causar a ignição de uma dada atmosfera explosiva, conforme expresso no certificado de conformidade do equipamento. Espaço Confinado: Qualquer local ou área não projetado para ocupação contínua, com meios limitados de entrada e saída, cuja configuração interna possa provocar aprisionamento, asfixia, risco de explosão e na qual a ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes perigosos. Na Sulgás, são considerados espaços confinados todas as caixas de válvulas da Rede de Distribuição de Gás Natural (RDGN) que contenham Gás Natural ou Nitrogênio. 3

Limite Inferior de Explosividade (LEL) - Lower Explosive Limit: Mínima concentração na qual a mistura ar/combustível se torna inflamável. Permissão de Entrada e Trabalho em Espaço Confinado (PET): É a autorização, dada por escrito, em documento próprio, para permitir a entrada das equipes para a realização de trabalhos em espaços confinados. Sua emissão é realizada pelo responsável pelo equipamento ou técnico de operação autorizado pelo gerente da área, sendo necessária a capacitação de Supervisor de Entrada, conforme NR 33, podendo ser assessorado por um Técnico/Engenheiro de Segurança, que após inspeção e avaliação das condições do equipamento, fará o registro do monitoramento e preenchimento da lista de verificação. Supervisor de Entrada: Profissional capacitado para emitir a Permissão de Entrada e Trabalho em Espaços Confinados (PET), para o desenvolvimento de entrada e trabalho seguro no interior de espaços confinados. Nota: Nos termos deste procedimento o Supervisor de Entrada, também pode atuar como vigia ou como trabalhador autorizado, desde que seja uma pessoa treinada e equipada. Rede de Distribuição de Gás Natural (RDGN): Composta pelo conjunto de válvulas e tubulações destinadas à distribuição de gás natural. Trabalhador Autorizado: Profissional capacitado que recebe autorização, mediante o documento formal da Permissão de Entrada e Trabalho em Espaço Confinado (PET), para entrar em um espaço confinado. Vigia: Trabalhador treinado que se posiciona fora do espaço confinado, controlando e monitorando os trabalhadores autorizados, promovendo a evacuação e/ou solicitando resgate em situação de emergência. Atestado de Saúde Ocupacional (ASO): É o atestado que define se o funcionário está apto ou inapto para a realização de suas funções dentro da empresa. Aterramento Elétrico Provisório (AEP): Conexão elétrica temporária entre o gasoduto e o solo, intencionalmente efetuada, visando promover a equipotencialização entre superfícies condutoras de eletricidade e o solo local. Equipamentos de Proteção Individual (EPI): Dispositivo de uso individual, de fabricação nacional ou estrangeira, destinado a proteger à saúde e a integridade física do trabalhador. 5. RESPONSABILIDADES 5.1. Do Supervisor de Entrada a) Emitir a Permissão de Trabalho antes do início da atividade. b) Realizar a avaliação dos riscos antes de liberar o acesso ao espaço confinado. 4

c) Assegurar-se que as medidas de controle e de emergência necessárias estão disponíveis. d) Liberar em condições seguras o acesso ao espaço confinado. e) Proibir o acesso ao espaço confinado se as condições de entrada não estiverem seguras. f) Orientar os trabalhadores sobre os riscos da atividade e as medidas de controle que devem ser adotadas. g) Determinar o abandono do espaço confinado em caso de risco iminente. 5.2. Do Vigia a) Permanecer fora do espaço confinado em contato permanente com os trabalhadores autorizados. b) Adotar os procedimentos de emergência, acionando a equipe de salvamento pública ou privada, quando necessário. c) Operar o equipamento de resgate, caso seja necessário. d) Ordenar o abandono do espaço confinado, sempre que reconhecer algum sinal de alarme, perigo, sintoma, queixa, condição proibida, acidente ou quando não puder desempenhar suas tarefas nem ser substituído por outro vigia. 6. CONSIDERAÇÕES ESPECÍFICAS 6.1. Na condição IPVS (Condição Imediatamente Perigosa à Vida ou à Saúde) não será permitido o acesso ao espaço confinado para realização de qualquer tipo de tarefa. Os fatores que caracterizam tal condição deverão ser eliminados. 6.2. Os serviços no interior de espaços confinados devem ser executados preferencialmente durante o horário de expediente normal de trabalho (horário administrativo). 6.3. Utilizar em espaços confinados, somente aparelhos elétricos com classificação elétrica em conformidade com a atmosfera existente. Procedimentos detalhados estão no Anexo 1 deste procedimento. 6.4. Conjuntos de oxicorte, cilindros de gases em geral e bombonas de produtos químicos, que podem desprender vapores ou gases perigosos, não devem ser introduzidos em espaços confinados. Nos intervalos de paralisação dos trabalhos, as mangueiras de oxigênio devem ser retiradas do interior do espaço confinado. 6.5. Trabalhos em caixas de válvula em áreas onde estiverem ocorrendo descargas atmosféricas, devem ser interrompidos. 7. PROCEDIMENTO DE ENTRADA E TRABALHO EM ESPAÇOS 7.1. Sinalização 5

7.1.1. Antes da entrada nos espaços confinados, os locais de trabalho devem ser sinalizados com placas e/ou cones, de acordo com o explicitado nos Anexos 3 e 4. 7.2. Liberação de Entrada 7.2.1. Todo acesso a espaços confinados deve ser liberado pelo Supervisor de Entrada, após a avaliação do local e emissão da PET (Permissão de Entrada e Trabalho em Espaço Confinado), conforme sistemática da Resolução n.º 13/2009: Permissão para Trabalho. 7.2.2. Somente empregados terceirizados autorizados, conforme indicação no crachá, podem acessar espaços confinados. 7.2.3. Antes do acesso, os empregados devem ser orientados quantos aos riscos da atividade e às medidas de controle que devem ser adotadas. 7.3. Análise de risco e medidas de controle 7.3.1. A análise dos riscos presentes na tarefa deve ser efetuada pelo Supervisor de Entrada, através da avaliação do local e da avaliação da atmosfera do espaço confinado com equipamento oxi-explosímetro. 7.3.2. A atmosfera segura para liberação da entrada deve ser: O 2 LEL CO H 2S 19,5 < O 2 < 23% LEL < 10% CO < 39 ppm H 2S < 8 ppm 7.3.3. Os riscos presentes nos espaços confinados precisam ser devidamente eliminados, neutralizados ou minimizados a níveis toleráveis, de modo a garantir a saúde e a integridade física dos trabalhadores. 7.3.4. É terminantemente proibido ventilar o espaço confinado com oxigênio puro. 7.3.5. Enquanto houver a presença de pessoas no interior do espaço confinado, este será monitorado quanto à explosividade e teor de oxigênio. 7.3.6. Para o acesso aos espaços confinados, devem ser providenciados equipamentos de resgate e EPI (Equipamentos de Proteção Individual), de acordo com o definido no Anexo 4, ou em análise de risco específica. 7.3.7. Após o acesso, o vigia deve permanecer fora do espaço confinado em contato com o trabalhador autorizado, verificando as condições de segurança do local, sendo proibida a realização de atividades que prejudiquem as suas responsabilidades como vigia. 7.3.8. É vedado ao vigia, entrar no espaço confinado, salvo se substituído por outro vigia, e se existirem condições de entrada seguras. 7.3.9. Detectada alguma situação de risco, interna ou externa ao espaço confinado, ou ainda, se o vigia não puder desempenhar efetivamente seus deveres, 6

deverá ser determinado aos trabalhadores o imediato abandono do espaço confinado, sendo a situação comunicada ao supervisor de entrada. 8. TREINAMENTO 8.1. A Sulgás deverá providenciar, conforme NR 33, treinamento teórico e prático para os empregados que atuam como vigias, ou executam/liberam atividades em espaços confinados. 8.2. As empresas contratadas devem encaminhar à Sulgás os certificados de capacitação para trabalho em espaços confinados de seus empregados, conforme determinado pela NR 33. 9. CONSIDERAÇÕES GERAIS 9.1. As empresas contratadas deverão fornecer à Sulgás, os Atestados de Saúde Ocupacional (ASO) dos seus empregados, mantendo controle específico daqueles que apresentam restrições físicas ou psicológicas para a entrada em espaços confinados. 9.2. Esta normativa entra em vigor 30 (trinta) dias a partir da data de sua assinatura, revogando todas as disposições internas que com ela colidirem e deverá ser revisada pela Gerência de QSMS a cada 3 (três) anos. 10. ANEXOS Fazem parte desta normativa, os seguintes anexos: Anexo 1 - Procedimento para Instalação e Utilização de Equipamentos Elétricos em Ambientes Confinados Anexo 2 - Operação em Caixas de Inspeção com Interferência de Corrente Alternada Anexo 3 Classificação dos Espaços Confinados Anexo 4 Análise Preliminar de Risco Porto Alegre, 09 de fevereiro de 2012. ROBERTO DA SILVA TEJADAS Diretor-Presidente DARIU ETCHICHURY FILHO Diretor de Administração e Finanças FLÁVIO RICARDO SOARES DE SOARES Diretor Técnico-Comercial 7

ANEXOS 8

ANEXO 1 - Procedimento para Instalação e Utilização de Equipamentos Elétricos em Ambientes Confinados Deve-se consultar o relatório de classificação de área potencialmente explosiva pertinente a cada local especificamente, anteriormente a instalação ou uso de qualquer equipamento elétrico, a fim de obter a respectiva classificação, atentando à especificação dos tipos de materiais elétricos indicados para cada um dos casos. Tipos de Luminárias: devem ser utilizadas lanternas com segurança intrínseca, à prova de explosão ou segurança aumentada. Caso a lanterna não atenda as necessidades de iluminamento, devem ser utilizadas luminárias com as mesmas propriedades citadas. As luminárias devem possuir: a) Empunhadura em material isolante; b) Grade e globo de proteção em condições de uso; c) Gancho metálico para sustentação; d) Extremidade do cabo de alimentação dobrado fixado na empunhadura. Cabos: deverão ser de PVC anti-chama com 2 ou 3 condutores (segundo norma ABNT), podendo ter emendas devidamente isoladas com 2 camadas de fita plástica. As emendas devem atender os seguintes requisitos: Cabos com bitola compreendida entre 4mm 2 a 10mm 2: a) Emendas desencontradas; b) Isolamento com camada de fita de auto-fusão. Cabos com bitola acima de 10mm 2. a) Emendas com conectores prensados; b) Isolamento com camada de fita de auto-fusão. - Os cabos para luminárias à prova de explosão deverão ser do tipo isolação reforçada e não apresentar emendas. Ligações: as ligações do sistema de iluminação para ambientes confinados deverão ser efetuadas em tomadas apropriadas para evitar erros nas tensões e riscos de acidentes, localizadas na parte externa do local a ser iluminado. - Equipamentos elétricos, como painéis ou transformadores que não sejam à prova de explosão, não poderão estar localizados em áreas que apresentem gases ou vapores inflamáveis. Recomendações Adicionais - O manuseio da luminária deve ser feito pela empunhadura, evitando o máximo o manuseio através do cabo de alimentação. - A dobra do cabo de alimentação, resultante da fixação do mesmo à empunhadura, não deve ser utilizada como alça de sustentação da luminária. 9

ANEXO 2 - Operação em Caixas de Inspeção com Interferência de Corrente Alternada Todas as caixas de inspeção com interferência de corrente alternada são equipadas com sistema de aterramento temporário. Para conectar a rede de aterramento ao gasoduto, utilizar a caixa de Conexão Duto Aterramento (CDA), localizada ao lado da caixa de inspeção. Conexão Duto x Aterramento (CDA) Sempre que houver necessidade de entrar em uma caixa de inspeção do gasoduto com interferência de corrente alternada, deve-se verificar a existência da caixa de CDA (Conexão Duto Aterramento), caso não houver, verificar a necessidade, e comunicar imediatamente a Gerência de Operações. Em caso de dúvidas, entrar em contato com a Gerência de Operações para que esta informe as condições da caixa que se vai trabalhar. Para aterrar o gasoduto é necessário conectar os terminais na caixa CDA (Conexão Duto Aterramento), esta deve estar localizada ao lado da caixa de inspeção. a) CDA com três terminais: NOTA: Usar cabos com terminais tipo olhal em suas extremidades, bitola 6mm 2 ou maior, flexível. Utilizar parafusos e porcas para efetuar a interligação dos cabos aos terminais. 10

b) CDA com dois terminais: Inicialmente, o operador interliga os terminais com garras jacarés, eliminando assim a possibilidade de choque. Após esta interligação, posicionar o cabo, apertando os parafusos de forma que fiquem firmes mecanicamente, promovendo também um firme e bom contato elétrico entre o cabo de interligação e os terminais elétricos. Ligar os cabos conforme as ilustrações acima (a e b). Uma vez conectados os terminais, a caixa pode ser aberta. Enquanto houver trabalho em andamento dentro da caixa, os terminais devem permanecer conectados. ATENÇÃO: Este procedimento não substitui a PET (Permissão de Entrada e Trabalho). A operação em local confinado deve ser feita conforme procedimento específico. A ligação através de jacarés é somente uma medida de segurança para evitar possíveis descargas elétricas na interligação dos cabos, não devendo ser considerado como aterramento definitivo para ingresso na caixa. Trabalhar somente em dias que não esteja chovendo e com a caixa totalmente esgotada (sem água). Existem caixas de válvulas que contém dispositivo de drenagem de correntes alternadas, de nome PCR, fabricado pela Dairyland, estes equipamentos drenam as correntes alternadas e mantêm as correntes contínuas que são provenientes do retificador de proteção catódica. Assim consegue-se proteger o gasoduto contra corrosão e ao mesmo tempo as pessoas que tenham que entrar em contato com o gasoduto. Mas como é um equipamento que pode falhar, apesar da alta confiabilidade, deve-se fazer a interligação de aterramento nas CDA s (Conexões Duto Aterramento) sempre que alguém tenha que entrar em contato com o gasoduto. Nas próximas páginas estão disponibilizados o desenho do equipamento e como o mesmo está instalado. 11

Figura 1 - Equipamento PCR Dairyland 12

Caixa de válvula com junta de isolação elétrica supressor de transientes Aterramento Junta de isolação elétrica PCR Dairyland Figura 2 - Esquema de ligação do PCR Dairyland no gasoduto e na caixa CDA 13

ANEXO 3 CLASSIFICAÇÃO DOS ESPAÇOS Os espaços confinados (caixas de válvulas) são classificados, de acordo com a sua profundidade e localização, conforme a tabela a seguir: Tabela 1 - Classificação de Espaços Confinados (Caixas de Válvulas) Classe Profundidade Localização 1 A < 1,50m (1) Calçada, passeio, terreno baldio (A) 1 B < 1,50m (1) Via Pública (B) 2 A > 1,50m (2) Calçada, passeio, terreno baldio (A) 2 B > 1,50m (2) Via Pública (B) Tabela 2 - Sinalização com Cones, para trabalhos em Espaços Confinados, em via pública (Classe 1B e 2B) Velocidade da Via Distância do 1º Cone (metros) Espaçamento entre Cones (metros) Números de Cones 20 km/hora 12 6 3 40 km/hora 18 6 4 60 km/hora 24 6 5 80 km/hora 49 7 8 100 km/hora 77 7 12 14

ANEXO 4 ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO Tabela 3 - Análise de Riscos Atividade Principais riscos presentes Medidas básicas de controle Trabalho em caixa de válvula Trabalho em via com trânsito de veículos Explosão / Incêndio Asfixia Quedas / Impactos / Cortes Esmagamento de dedos e pés Umidade / Risco biológico Calor / Desidratação Demais exigências Atropelamento Avaliação da atmosfera antes da entrada e de maneira contínua após a entrada. Uso do aerador para ventilar a atmosfera do espaço confinado, em caso de necessidade. Uso de capacete com jugular, botinas de segurança e luvas de raspa, vaqueta, malha ou nitrílica. Uso de sistema de resgate com tripé e cinto tipo paraquedista nas caixas com profundidade superior a 1,50m (classe 2A e 2B). Em outros casos, usar somente cinto de resgate com corda. Uso de ferramentas adequadas para abertura da tampa da caixa de válvula. Drenagem do local alagado. Uso de botinas e/ou calças impermeáveis. Disponibilizar água. Realizar pausas para descanso, conforme a necessidade da equipe. Realizar DSMS* antes da entrada, a fim de esclarecer os procedimentos de trabalho, riscos, medidas de controle, entre outros itens relevantes. Certificar-se de que somente trabalhadores capacitados executarão atividades em caixa ou atuarão como vigia (ver crachá). Sinalizar e isolar a área de trabalho de modo a evitar interferência ou aproximação de pessoas não autorizadas. Uso de colete refletivo. Uso de sinalização com cones e placas de acordo com a tabela 02. 15