RESOLUÇÃO Nº DE DE DE 2012



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Art. 7º Recomenda-se que após a implantação das ondulações transversais a autoridade com circunscrição sobre a rodovia monitore o seu desempenho por

Transcrição:

RESOLUÇÃO Nº DE DE DE 2012 Estabelece os padrões e critérios para a instalação de ondulações transversais (lombadas físicas) em vias públicas, disciplinadas pelo Parágrafo único do art. 94 do Código de Trânsito Brasileiro e proibe a utilização de tachas, tachões e dispositivos similares implantados transversalmente à via pública. O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO - CONTRAN, usando da competência que lhe confere o art. 12 da Lei n 9.503 de 23 de setembro de 1997, que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro - CTB, conforme Decreto nº 4.711, de 29 de maio de 2003, que trata da coordenação do Sistema Nacional de Trânsito SNT; Considerando a necessidade de atualizar as normas referentes à implantação de ondulações transversais em vias públicas; e Considerando o que consta do processo nº Resolve: Art. 1º. É proibida a utilização de tachas, tachões e dispositivos similares aplicados transversalmente à via pública. Art. 2º A definição para utilização de ondulação transversal nas vias públicas é prerrogativa exclusiva da autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via, podendo ser colocada quando outras alternativas de engenharia de tráfego se mostrarem ineficazes para a redução de velocidade e acidentes. Art. 3º A ondulação transversal pode ser utilizada em locais onde se pretenda reduzir a velocidade do veículo, de forma imperativa, nos seguintes casos: I onde há grande circulação de pedestres, II onde a sinalização viária existente se mostrou ineficaz para redução da velocidade; III onde estudos de engenharia demonstram índice significativo ou risco potencial de acidentes, cujo fator determinante é o excesso de velocidade praticado no local. Art. 4º As ondulações transversais denominam-se TIPO I e TIPO II e devem atender aos projetos-tipo constantes do ANEXO I da presente Resolução. I - TIPO I: somente pode ser instalada quando houver necessidade de reduzir pontualmente a velocidade para 20 km/h, em vias locais, onde não circulem linhas regulares de transporte coletivo. II - TIPO II: somente pode ser instalada quando houver necessidade de reduzir pontualmente a velocidade para 30km/h, em via: a) rural (rodovia), em segmentos que atravessem aglomerados urbanos; b) coletora; c) local. Parágrafo Primeiro. Em casos excepcionais, em que haja comprometimento da segurança viária, comprovado mediante estudo específico de engenharia de tráfego, pode ser adotado o uso da

ondulação transversal Tipo II em via rural, em situação não contemplada no inciso II, letra a, e em via arterial, respeitados os critérios estabelecidos nesta Resolução. Art. 5º Recomenda-se que após a implantação da ondulação transversal a autoridade com circunscrição sobre a via monitore o seu desempenho por um período mínimo de 1 (um) ano, devendo estudar outra solução de engenharia de tráfego quando não for verificada redução do índice de acidentes no local. Art. 6º Para a colocação de ondulações transversais do TIPO I e do TIPO II devem ser observadas, simultaneamente, as seguintes características relativas à via e ao tráfego local: I índice significativo ou risco potencial de acidentes relacionados ao excesso de velocidade; II - ausência de rampas em rodovias com declividade superior a 4% ao longo do trecho; III - ausência de rampas em vias urbanas com declividade superior a 6% ao longo do trecho; IV- ausência de curvas ou interferências que impossibilitem boa visibilidade do dispositivo; V - volume de tráfego inferior a 600 veículos por hora durante os períodos de pico; VI - existência de pavimentos rígidos, semirrígidos ou flexíveis em bom estado de conservação. Parágrafo único, A autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via poderá implantar ondulações transversais em vias com características diferentes das citadas nos incisos II, III e V deste artigo, desde que devidamente justificado por estudo de engenharia de tráfego. Art. 7º A colocação de ondulações transversais na via, só será admitida, se acompanhada da devida sinalização viária, constando no mínimo, de: I - Sinal de Regulamentação R-19, Velocidade Máxima Permitida, limitando a velocidade a 20 km/h, quando se utilizar a ondulação TIPO I e a 30 km/h, quando se utilizar a ondulação TIPO II, sempre antecedendo o obstáculo. A distância entre o sinal R-19 e o obstáculo e a alteração da velocidade regulamentada da via devem seguir os critérios estabelecidos pelo Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito, Volume I, Sinalização Vertical de Regulamentação, do CONTRAN restabelecendo-se a velocidade original regulamentada da via após a transposição do dispositivo; II Sinal de Advertência A-18, Saliência ou Lombada, colocado seguindo os critérios estabelecidos pelo Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito, Volume II, Sinalização Vertical de Advertência, do CONTRAN, antes e junto ao dispositivo, devendo esta última ser complementada com seta de posição, conforme desenho constante do ANEXO II, da presente Resolução; III - no caso de ondulações transversais do TIPO II, implantadas em série, devem ser colocados sinais de advertência com informação complementar, indicando início e término do segmento tratado com estes dispositivos, conforme exemplo de aplicação constante do ANEXO III, da presente Resolução; IV - marcas oblíquas com largura mínima de 0,25m e máxima de 0,50m, na cor amarela, espaçadas de no mínimo 0,25m e no máximo 0,50m, alternadamente, sobre o obstáculo admitindo-se, também, a demarcação de toda a ondulação transversal na cor amarela, assim como a intercalada nas cores preta e amarela, principalmente no caso de pavimentos que necessitem de contraste mais definido, conforme desenhos constantes dos anexos da presente Resolução. Art. 8º Recomenda-se que as ondulações transversais do TIPO II, sejam precedidas de linhas de estímulo à redução de velocidade, conforme critérios estabelecidos pelo Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito, Volume IV, Sinalização Horizontal, do CONTRAN. Art. 9 Durante a fase de construção da ondulação transversal, deve ser implantada sinalização viária apropriada, advertindo sobre sua localização.

Art. 10 A colocação de ondulação transversal próxima à esquina, em via urbana, deve respeitar uma distância mínima de 15 m do alinhamento do meio-fio da via transversal. 1º A distância mínima entre duas ondulações sucessivas, deve ser de 50 m em vias urbanas e de 100 m nas rodovias. 2º Numa seqüência de ondulações implantadas em série, em rodovias, recomenda-se manter uma distância máxima de 200 m entre duas ondulações consecutivas. Art. 11. A autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via deve adotar as providências necessárias para imediata adequação ou remoção das ondulações transversais quando implantadas de forma irregular e/ou clandestina. Art. 12. A colocação de ondulação transversal sem permissão prévia da autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via sujeita o infrator às penalidades previstas no 3º do art. 95 do Código de Trânsito Brasileiro. Art. 13. Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário, em especial, a Resolução 39, de 21 de maio de 1998. Anexo I - Dimensões das Ondulações transversais TIPO I: a) largura: igual à da pista, mantendo-se as condições de drenagem superficial; b) comprimento: 1,50m; c) altura (h): 0,06m h 0,08m.

TIPO II: a) largura: igual à da pista, mantendo-se as condições de drenagem superficial; b) comprimento: 3,70m; c) altura (h): 0,08m < h 0,10m. Anexo II Exemplo de sinalização de ondulação transversal

Anexo III Exemplo de sequência de ondulações transversais