Porte Pago 2193/2004 - DR / ES Assembléia Legislativa CORREIOS DEVOLUÇÃO GARANTIDA CORREIOS DIÁRIO OFICIAL PODER LEGISLATIVO ANO XLII - VITÓRIA-ES, QUARTA-FEIRA, 28 DE MAIO DE 2008 - Nº 6088 88 PÁGINAS SMCS Composição, Diagramação, Arte Final. REPROGRAFIA Impressão 2ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 16ª LEGISLATURA APARECIDA DENADAI (PDT) 1ª Secretária MESA DIRETORA GUERINO ZANON (PMDB) Presidente PAULO FOLETTO (PSB) 2 o Secretário GABINETE DAS LIDERANÇAS LUZIA TOLEDO (PTB) 1ª Vice-Presidente RAFAEL FAVATTO (PTB) 2º Vice-Presidente REPRESENTAÇÃO PARTIDÁRIA DEM Theodorico Ferraço PT Claudio Vereza PTB Doutor Rafael Favatto PSB PR Vandinho Leite PDT Da Vitória PSDB Marcelo Coelho PMDB Sérgio Borges PMN Janete de Sá PSC Reginaldo Almeida PP Cacau Lorenzoni PV Elion Vargas PT do B Wanildo Sarnáglia Líder do Governo Élcio Alvares Vice-Líder do Governo Sérgio Borges DEM Atayde Armani, Élcio Alvares, Theodorico Ferraço e Giulianno dos Anjos. PT Claudio Vereza e Carlos Casteglione. PTB Luzia Toledo, Marcelo Santos, Freitas e Doutor Rafael Favatto. PSB Luciano Pereira, Paulo Foletto e Rodrigo Chamoun. PR Robson Vaillant e Vandinho Leite. PDT Aparecida Denadai, Da Vitória, Doutor Wolmar Campostrini e Euclério Sampaio. PSDB Marcelo Coelho. PMDB - Guerino Zanon, Doutor Hércules, Luiz Carlos Moreira e Sérgio Borges. PMN Janete de Sá. PSC Reginaldo Almeida. PP Cacau Lorenzoni. PV Elion Vargas. PT do B Wanildo Sarnáglia. Sem Partido Jardel dos Idosos. Esta edição está disponível no site da Assembléia Legislativa Editoração: Simone Silvares Itala Rizk www.al.es.gov.br
COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO Presidente: Theodorico Ferraço Vice-Presidente: Elcio Alvares Efetivos: Elion Vargas, Doutor Wolmar Campostrini, Doutor Rafael Favatto, Claudio Vereza e Marcelo Santos. Suplentes: Carlos Casteglione, Doutor Hércules, Athayde Armani, Cacau Lorenzoni, Euclério Sampaio, Vandinho Leite e Reginaldo Almeida. COMISSÃO DE CULTURA Presidente: Claudio Vereza Vice-Presidente: Luzia Toledo Efetivos: Luiz Carlos Moreira, Jardel dos Idosos e Sérgio Borges. Suplentes: Carlos Casteglione, Reginaldo Almeida, Elion Vargas e Doutor Rafael Favatto. COMISSÃO DE EDUCAÇÃO Presidente: Vandinho Leite Vice-Presidente: Doutor Wolmar Campostrini Efetivos: Luzia Toledo, Luciano Pereira e Atayde Armani. Suplentes: Robson Vaillant, Da Vitória, Theodorico Ferraço, Janete de Sá e Elcio Alvares. COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS Presidente: Janete de Sá Vice-Presidente: Doutor Wolmar Campostrini Efetivos: Carlos Casteglione, Luiz Carlos Moreira e Robson Vaillant. Suplentes: Atayde Armani, Euclério Sampaio, Da Vitória, Luciano Pereira e Vandinho Leite. COMISSÃO DE SAÚDE, SANEAMENTO E ASSISTÊNCIA SOCIAL Presidente: Doutor Hércules Vice-Presidente: Freitas Efetivos: Theodorico Ferraço, Rafael Favatto e Vandinho Leite. Suplentes: Carlos Casteglione, Luzia Toledo, Robson Vaillant e Marcelo Santos. COMISSÃO DE AGRICULTURA, DE AQÜICULTURA E PESCA, DE ABASTECIMENTO E DE REFORMA AGRÁRIA Presidente: Atayde Armani Vice-Presidente: Luciano Pereira Efetivos: Freitas, Marcelo Coelho e Cacau Lorenzoni. Suplentes: Carlos Casteglione, Elcio Alvares, Janete de Sá e Doutor Rafael Favatto. COMISSÕES PERMANENTES COMISSÃO DE FINANÇAS, ECONOMIA, ORÇAMENTO, FISCALIZAÇÃO, CONTROLE E TOMADA DE CONTAS Presidente: Sérgio Borges Vice-Presidente: Reginaldo Almeida Efetivos: Wanildo Sarnáglia, Euclério Sampaio, Janete de Sá, Luzia Toledo e Elcio Alvares. Suplentes: Luiz Carlos Moreira, Robson Vaillant, Theodorico Ferraço, Freitas, Doutor Rafael Favatto, Da Vitória e Atayde Armani. COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR E DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE Presidente: Reginaldo Almeida Vice-Presidente: Luciano Pereira Efetivos: Da Vitória, Marcelo Santos e Doutor Hércules. Suplentes: Elion Vargas, Janete de Sá, Doutor Wolmar Campostrini, Jardel dos Idosos e Theodorico Ferraço. COMISSÃO DE SEGURANÇA Presidente: Da Vitória Vice-Presidente: Marcelo Santos Efetivos: Euclério Sampaio e Marcelo Coelho. Suplentes: Carlos Casteglione, Doutor Wolmar Campostrini, Doutor Hércules, Jardel dos Idosos, Theodorico Ferraço. COMISSÃO DE TURISMO E DESPORTO Presidente: Elion Vargas Vice Presidente: Luzia Toledo Efetivos: Carlos Casteglione, Freitas e Doutor Hércules. Suplentes: Sérgio Borges, Marcelo Santos, Janete de Sá e Atayde Armani. COMISSÃO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA, INOVAÇÃO, INCLUSÃO DIGITAL, BIOSSEGURANÇA E PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS Presidente: Doutor Rafael Favatto Vice-Presidente: Wanildo Sarnáglia Efetivos: Luiz Carlos Moreira. Suplentes: Claudio Vereza, Luciano Pereira e Elion Vargas. DEPUTADO CORREGEDOR: CACAU LORENZONI DEPUTADO OUVIDOR: ROBSON VAILLANT Atas das Sessões...pág. 8029 a 8068 LIGUE OUVIDORIA Publicação Autorizada...pág. 01 a 07 3382-3846 3382-3845 Atos Legislativos...pág. 07 a 39 0800-2839955 Atos Administrativos...pág. 39 a 44 ouvidoria@al.es.gov.br Suplemento
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 8029 ATAS DAS SESSÕES TERCEIRA SESSÃO ESPECIAL DA SEGUNDA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA SEXTA LEGISLATURA, REALIZADA EM 16 DE MAIO DE 2008. ÀS DEZESSETE HORAS E QUARENTA E CINCO MINUTOS, O SR. DEPUTADO CLÁUDIO VEREZA OCUPA A CADEIRA DA PRESIDÊNCIA O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Invocando a proteção de Deus, declaro aberta a sessão. Procederei à leitura de um versículo da Bíblia (Pausa) (O Sr. Claudio Vereza lê Salmos 40:1) O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) - Senhoras e Senhores, Deputados e autoridades presentes, é com satisfação que a Assembléia Legislativa do Estado do Espírito Santo recebe a todos para a discussão do tema: Cultura e Paz da Milenar Yoga. O objetivo desta Sessão Especial é promover a divulgação dessa prática que mescla saúde com espiritualidade. Convido para compor a Mesa o Sr. Deputado Estadual Claudio Vereza, proponente desta Sessão; a Sr.ª Dalila Lubiana, Presidente da Yoga-ES; a Sr.ª Yoguine Aryamani, palestrante, professora, dançarina e atriz brasileira radicada na Índia; a Sr.ª Dayse Rangel, membro da Diretoria da Yoga-ES; a Sr.ª Regina Lúcia Perim, membro da Diretoria da Yoga- ES e a Sr.ª Virgínia Gerosa, membro da Diretoria da Yoga-ES. (Tomam assento à Mesa os referidos convidados) Convido todos para, de pé, ouvirmos a execução dos Hinos Nacional e do Estado do Espírito Santo. (São executados os Hinos Nacional e do Espírito Santo) O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) Convidamos o Deputado Estadual, Sr. Claudio Vereza para fazer o seu pronunciamento de abertura desta Sessão Especial. O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Sem revisão do orador) Boa noite a todos e a todas. É uma alegria recebê-los nesta Casa, nesta Sessão Especial que procura disseminar uma Cultura da Paz Milenar traduzida, transmitida e construída pela Yoga. Agradecemos imensamente o convite que a Associação nos fez para realizarmos essa sessão, trazendo um elemento diferente para esta Assembléia Legislativa. Temos realizado sessões especiais e solenes de categorias profissionais, comemorativas do dia de determinado grupo social ou de determinado tema e este tema, estava faltando nesta Casa. A partir da iniciativa da Associação de Professores e Praticantes de Yoga no Estado do Espírito Santo, que vem comemorando os seus vinte anos de criação, solicitamos, então, o Plenário da Assembléia Legislativa à realização desta Sessão Especial, felizmente, aprovada pelo conjunto dos Srs. Deputados. A Comissão de Cultura desta Casa vem através desta Sessão Especial realizar esse debate a partir da palestra sobre a Cultura e Paz da Milenar Yoga, buscando despertar na população capixaba a descoberta de si mesmo, divulgando e expandindo as filosofias do Yoga que restauram a harmonia do indivíduo como ser, especialmente a partir da realização dessa sessão especial no dia de hoje, mas, também, pela transmissão do conteúdo da sessão, que será feito pela TV Assembléia, uma vez que os nossos trabalhos estão sendo gravados por ela, sendo veiculado oportunamente. A Associação de Yoga do Estado do Espírito Santo foi fundada há vinte anos, visando o estudo, a técnica, divulgando os ensinamentos e as modalidades culturais, congregando as entidades que trabalham com a Yoga em nosso Estado. O Yoga é uma antiga filosofia de vida que se originou na Índia há mais de cinco mil anos, não obstante, figura em todo o mundo, como o mais antigo e holístico sistema para colocar em forma o equilíbrio psicofísico. Literalmente, Yoga significa união, pois integra os elementos do corpo, da mente e de nossas emoções, para que sejamos capazes de agir de acordo com os nossos pensamentos e com o que sentimos. Dessa forma, saudamos vocês e os integrantes da Mesa. Pela primeira vez, vimos nesta Casa uma atividade realizada com apenas um homem à Mesa. Nunca vimos coisa igual. É a primeira vez. Se alguém viu, levante a mão, pois não vimos. Estão de parabéns Dr. Arimathéa. Normalmente, há um monte de homens que lembram em ter uma mulher a fazer parte da Mesa. Aqui foi o contrário, felizmente, parabéns. Que possamos nesta Sessão Especial, absorvermos e adquirirmos um pouco mais de conhecimento, tendo uma tarde-noite de cultura, de paz na Assembléia Legislativa. Sejam todos e todas bem vindos. Especialmente, agradecemos à vinda da Yoguine Aryamani, a nossa Palestrante, vindo de longe, da Índia nos trazendo seus conhecimentos, sua pessoa e sua vida. Ela, que é brasileira, mas há quase trinta anos é moradora da Índia. É uma alegria imensa termos a sua presença nesta Casa, nesta tarde. São essas as nossas palavras de saudação a todos vocês. (Palmas) O SR. CERIMONIALISTA (SÉRGIO SARKIS FILHO) Concedo a palavra à Presidenta da Yoga Espírito Santo, Sr.ª Dalila Lubiana. A SR.ª DALILA LUBIANA (Sem revisão da oradora) Quando, enfim, quiserem saber quem sou, perguntem ao riacho que murmura e ao pássaro
8030 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 que canta. A flor que desabrocha e a estrela que cintila, ao moço que espera e ao velho que recorda. Eu sou a dinâmica da vida e a harmonia da natureza. Chamo-me amor, o remédio para todos os males que atormentam o espírito. Boa tarde! Agradecemos a acolhida que tivemos nesta Casa do povo, ao Sr. Deputado Claudio Vereza, que desde o primeiro instante em que colocamos essa proposta aceitou-a com muita alegria e fomos muito bem recebidos. Agradecemos imensamente por isso. Antes de passarmos a fala para todas as Presidentas que aqui estiveram, falaremos o nome de todas as pessoas que compuseram a primeira diretoria, sócias fundadoras da associação, começando pela Presidenta, que foi a Sr.ª Divalda Campos Gomes; o Sr. José Maria Coutinho; a Sr.ª Maria Áurea Moulin dos Santos; a Sr.ª Cleonice de Lima Ribeiro; a Sr.ª Maria Helena Monteiro de Araújo, minha grande e primeira professora, que também foi umas das responsáveis, trazendo o Yoga a esta Casa. Quando foi falado, pela primeira vez, que o Estado do Espírito Santo já precisava de uma Associação dos Professores de Yoga, isso, aconteceu lá em Vila Velha, há vinte anos, um pouco mais de vinte anos atrás; o Sr. Lourenço Azevedo Mascarenhas; a Sr.ª Maria da Glória Abreu; a Sr.ª Maryza de Souza Barbosa; a Sra. Holanda Aidê Diais Dondoni, a Sr.ª Alba Regina Deorce Gomes; a Sr.ª Maria da Penha de Jesus Caó; o Sr. Marcos Antonio Vago e o Sr. João Tose. Nossa gratidão a esses sócios fundadores dessa Associação. Queremos apresentar a vocês um trabalho que vimos realizando. Gostaríamos que esse trabalho fosse apresentado somente neste Plenário, não indo à televisão, por favor. Passaremos um vídeo de três a quatro minutos para vocês. É um trabalho que começou com a Universidade Holística da Paz e que teve continuidade, porque a Universidade também acolhe em gênero, número e grau o Yoga. Passaremos os trabalhos que são feitos e tivemos alguns professores de Yoga que estiveram lá ajudando-nos, que foi a Sr.ª Holanda Aidê Diais Dondoni, que estará nesse vídeo e a Sr.ª Angela Vesco que já esteve lá e atualmente a Sr.ª Isabele que está nos ajudando nesse trabalho que está sendo realizado há onze anos no Presídio Feminino de Tucum. (É feita a apresentação do vídeo) (Palmas) A SR.ª DALILA LUBIANA - Verdadeira prisão é a ignorância existencial, é não saber quem eu sou, de onde venho, para onde vou. Ninguém liberta ninguém. E ninguém se liberta sozinho. Nós nos libertamos no encontro, na mesma freqüência, nem ontem, nem amanhã, mas no aqui e agora. Autor: Roberto Crema e o primeiro texto que falamos é do Sr. Rubens Romanelli. Gostaríamos de chamar às pessoas que fizeram essa história de vinte anos, as presidentes e cada presidente que assumiram o cargo, convidando o Sr. Deputado Claudio Vereza a fazer a entrega de uma pequena lembrança a essas pessoas. (É feita a homenagem) Agradecemos a presença da Sr.ª Margarida e do Sr. Arimathéa que aqui estão, representando a nossa primeira Presidenta, que foi a Sr.ª Divalda Campos Gomes. Muito obrigada pela presença de vocês. Obrigada também, a Elisa Lucinda que nos enviou um vídeo que nos será apresentado aqui posteriormente. Obrigada de coração. Gostaríamos que recebessem essa lembrança, em nome de sua mãe que tanto fez pela Yoga no Estado do Espírito Santo. Convido a Srª. Margarida e o Sr. Arimathéa, representando a Sr.ª Divalda Campos Gomes, para receberem as homenagens das mãos dos Sr. Deputado Claudio Vereza. (São feitas as homenagens) Pedimos tanto à Sra. Divalda Campos Gomes quanto à Sra. Maria Helena, esses dois grandes nomes da Yoga aqui no Espírito Santo, para que façamos três respirações, de olhos fechados, lenta e profundamente, para prestarem essa homenagem a elas que já se encontram agora em outro plano. Com certeza, elas estão na luz e no amor. Após, tivemos o segundo mandato que também foi da Sr.ª Divalda Campos Gomes, ficando por dois mandatos, de 1988 a 1990. Em 1992, no terceiro mandato, tivemos a Sr.ª Maria da Penha Caó, aqui presente, que convidamos e agradecemos essa contribuição. (Palmas). O quarto mandato, em 1994, foi da Sr.ª Maria Áurea Moulin dos Santos. Obrigada, Maria Áurea. (Palmas) O sexto mandato, em 1998, foi do Sr. Lourenço Azevedo Mascarenhas, aqui representado pela Sr.ª Tania. (Palmas) O sétimo mandato, em 2000, novamente a Sr.ª Maria Áurea Moulin dos Santos. (Palmas) De 2002 a 2004, a Sr.ª Maryza de Souza Barbosa, cumpriu dois mandatos. (Palmas) (São feitas as homenagens) Estamos aqui, tentando fazer essa parte que também nos compete. Agradecemos a presença de todos vocês. Convidamos a Sr.ª Maria Helena Smith que já foi Presidente da Conyb Confederação Nacional de Yoga. Obrigada Sr. Deputado Claudio Vereza. Assistiremos a um vídeo, da nossa poetiza, Sr.ª Elisa Lucinda. (É feita a apresentação do vídeo) (Palmas)
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 8031 O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Agradecemos esse depoimento emocionado da Srª. Elisa Lucinda, nossa querida conterrânea que leva o nome de nosso Estado e de nossa gente para tão longe, para todo este país e até para fora dele, trazendo-nos esse depoimento tão forte de sua mãe a Sr.ª Divalda Campos Gomes. Antes de prosseguirmos, registramos as presenças do Coral de Manguinhos; do Movimento da Terceira Idade do Bairro Jardim Guadalajara; da Escola de Mistérios de Vitória Hare Krishna ; do Grupo Yoga da Praia do Canto e da Pedra da Cebola; do Procurador da Assembléia Legislativa, Dr. José Arimathéa; da Dr.ª Ivone Vila Nova Representante da Ordem dos Advogados do Brasil e do ex- Deputado José Baioco. Concedo a palavra a Sr.ª Dalila Lubiana. A SR.ª DALILA LUBIANA (Sem revisão da oradora) Uma coisa importante que não falamos são os agradecimentos ao Sr. Deputado Claudio Vereza, a esta Casa, mas também queremos agradecer às pessoas que tanto se empenharam para realizarmos essa Sessão Especial, que foi a Coopmet Cooperativa de Prestadores de Serviço de Engenharia, Segurança e Medicina do Trabalho; a Unipaz-ES Universidade Holística da Paz; a Gráfica Paralelo; a Chocolates Garoto na pessoa da Sr.ª Regina Ferrarini; a IA-Comunicações, na pessoa do Sr. Eustáquio Palhares e a Professora Maria José Simonato, pelas grandes contribuições que fizeram para realizarmos esta Sessão Especial hoje. Muito obrigada. (Palmas) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Obrigado Sr.ª Dalila Lubiana. Prosseguimos, então, com os Contos Tibetanos que serão apresentados pelo Contador de Histórias, Sr. Fabiano Moraes. Fabiano Moraes é Contador de Histórias, Escritor, Mestrando em Linguística e Graduado em Letras. Realiza pesquisas sobre o caráter sagrado da escrita tibetana, os contos e mitos do Tibet. Idealizou e coordena o site Roda de Histórias. No espetáculo Contos Tibetanos são narrados contos e mitos tibetanos com o uso de vestimenta e instrumentos típicos do Tibet. (Palmas) Concedo a palavra ao Sr. Fabiano Moraes. O SR. FABIANO MORAES - (Sem revisão do orador) Contam, que há muito tempo, na Índia, viveu uma mulher chamada Quisa Gotham. Era uma mulher que vivia triste, contam, porque não conseguia se casar. Era de origem pobre e naquele tempo precisava-se de um bom dote para ter um bom casamento. E como ela não conseguia um bom casamento, vivia sempre pensando nisso. Até que um dia, ela se casou e nesse casamento, veio uma grande felicidade, por um bom tempo. É, mas esse tempo foi curto para Quisa, porque quando o casamento foi consumado e todas as festas se acabaram, ela percebeu que diante dela, da família daquele novo marido, da pessoa que vivia com ela, que não era tratada tão bem. As pessoas a tratavam como se ela fosse uma serva, sempre fazendo os trabalhos mais pesados e mais difíceis, até que depois de um tempo, ela ficou grávida. E quando o seu bebê começou a crescer na sua barriga, Quisa sentiu uma coisa muito boa. Ela sentiu que ali trazia uma nova vida e sentiu também que por fora todas as pessoas começaram a tratá-la melhor. Todos os familiares daquele seu marido começaram a tratar Quisa como alguém que trazia à vida um novo herdeiro. Pois assim foi até que aquela criança nascesse. E quando o bebê nasceu ela deu à luz a um menino que estava muito fraco. Ele não tinha muito tempo pela frente, pelo jeito que tinha nascido não tinha muito tempo de vida. Mas mesmo assim, Quisa cuidou o tempo que pôde, porque ela imaginava que aquele bebê era tudo o que ela tinha de felicidade naquele mundo. E assim cuidou daquele neném. Cuidou durante o tempo em que ele viveu, que foram poucas horas, mas mesmo depois de morto Quisa não aceitou que o bebê tivesse morrido. Ela olhou para aquele bebê e disse: Não. O meu bebê não morreu. Eu sei que ele está muito doente, mas ele não morreu. E assim, ela foi para uma casa pedindo socorro: ei, por favor, você pode me ajudar a trazer a cura para o meu bebê? Algumas pessoas vendo aquilo riam, outras tinham compaixão daquilo, outras ainda, olhavam sem saber como ajudar aquela mulher. Umas diziam: a criança já morreu Quisa. E ela dizia: Não. Eu vou conseguir a cura e assim foi, de casa em casa, andando de um lado para outro, até, que numa dessas casas, uma mulher olhou para Quisa e disse: Quisa, você quer a cura? Eu lhe digo que além das montanhas vive o Buda, o iluminado. Vá até lá, talvez ele possa ajudá-la. Já ouvi dizer que ele curou muitas pessoas. Quisa, então, com aquele bebê no colo caminhou e atravessou as montanhas até chegar ao lugar onde o Buda meditava. E quando ele viu aquela mulher que trazia um bebê morto nos braços ele disse: mulher, o que você quer? Ela ansiosa falou: eu quero a vida de meu bebê, eu quero a cura. Ele, calmamente, com um olhar sereno, olhou para ela e disse: se é a cura o que você quer, desça de novo à aldeia e traga-me algumas sementes de mostarda. Quisa, na mesma hora pensou: sementes de mostarda, é prá já, eu vou conseguir a cura para o meu bebê e já ia saindo. Afinal de contas, sementes de mostarda, é uma coisa muito fácil de conseguir lá naquela aldeia de Quisa. Mas Buda, antes que a mulher saísse disse: Quisa, preste atenção: você precisa trazer sementes de mostarda, conseguida na casa de alguém que nunca tenha perdido nenhum parente com a morte, conseguidos na casa de alguém, numa casa que ninguém tenha morrido. Quisa olhou e falou: pode ser difícil, mas tenho certeza de que vou conseguir. E assim desceu, passando por aquela
8032 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 montanha, até chegar a outra montanha, parando de casa em casa e pedindo: você tem um pouco de mostarda? E respondiam: claro que temos, vou buscar. E Quisa falava: é para curar o meu bebê, mas já morreu alguém nessa casa? Não fale isso mulher? Não fale essa palavra aqui na minha frente. Há três meses perdi o meu marido. Não quero que você fale nisso. Quisa pediu desculpas e até ajudou a consolar a pessoa. Daí, foi a outra casa e fez o mesmo pedido: eu preciso de mostrada para curar o meu filho e respondiam: claro é pra já, e Quisa falava: preciso saber se alguém de sua família já morreu? Não fale isso, não quero lembrar, há poucos meses, perdi o meu filho e não quero que você me lembre disso. Quisa, então, vendo que aquela pessoa também se entristecia com a morte, pediu desculpas, consolou e assim seguiu de casa em casa, até que adiante, depois de passar por várias casas, ela compreendeu que já tinha, naquela trajetória, consolado e conversado com muitas pessoas a respeito da morte. E compreendeu mais, que a morte chegava para todos. Naquele momento então, Quisa olhou para o seu filho e compreendeu que estava morto. Então, Quisa foi até a sua casa e lá, junto a todos, prestou às honras fúnebres a seu filho e depois da cremação se despediu de todos, seguindo até o outro lado da montanha. Lá chegando, encontrou o Buda que olhou para aquela mulher e só com o seu olhar Quisa respondeu que sim. Buda, na verdade, perguntava se ela tinha conseguido a cura. Quisa tinha, enfim, conseguido a sua cura. Quando Quisa percebeu que a cura era compreender em permanência a morte, ela olhou para Buda e pediu que ele a aceitasse como sua aluna. E contam que a partir daquele dia foi aceita como aluna de Buda, Quisa escutou todos os ensinamentos que pôde, meditou sobre eles, levando-os para a vida e para a sua prática diária. E contam que naquela mesma vida, Quisa alcançou a iluminação. Essa História chegou ao Tibet, da Índia, junto com o budismo, hoje chamado Budismo Tibetano, lá ficando e permanecendo até hoje. Uma história Indiana e hoje também Tibetana. (É feita uma entoação pelo orador) Contam que no Tibet, viveu uma vez um rei e era um rei muito interessado em assuntos relacionados à espiritualidade, à religião. Contam que ele também era muito impaciente e que perto do palácio onde vivia, havia também um sábio conhecido como o Senhor das Ilusões. Ele era conhecido assim porque conhecia a verdadeira natureza das ilusões. Sendo assim, era capaz de dar ensinamentos sobre as ilusões e iniciações a respeito dessa natureza. Acontece que um dia, o rei reunido com o seu ministro, ordenou que o ministro fosse convidar o Senhor das Ilusões para que viesse até o Palácio. O ministro não perdeu tempo, é claro, ordenando também, que o convite seguisse até o Senhor das Ilusões. Em tempos depois, numa manhã de sol, enquanto o rei e o ministro olhavam aquela manhã bonita e para aquele dia em que se preparavam uma grande caçada que todos os nobres e servos seguiriam, olhando para o dia, toda a cavalaria e para todos aqueles que trabalhavam para que a caçada acontecesse, quando pela estrada, no caminho, viram um senhor descalço que era o Senhor das Ilusões. Ele trazia uma mala e naquela mala repetia o mantra do Tibet, o mantra de Pondicherry, o grande protetor do Tibet. (É feita uma entoação pelo orador) O rei ordenou que o ministro recebesse o Senhor das Ilusões e o conduzisse até o grande salão real. E naquele salão, uma mesa, três cadeiras, o rei esperava ansioso que o Senhor das Ilusões chegasse. Quando o ministro chegou com o Senhor das Ilusões, diante daquela mesa se sentaram: o rei, na maior cadeira; o ministro e o Senhor das Ilusões. E os três, em frente àquela mesa, se cumprimentaram e prestaram as primeiras palavras. Enquanto isso, vinham os servos, os criados, com uma bandeja folheada a ouro e naquela bandeja, traziam uma chaleira de porcelana fina e três xícaras. Só que as xícaras eram um pouco diferentes, não tinham aqueles ganchinhos; eram xícaras que precisavam esfriar um pouco para beber. Aquelas três xícaras foram dispostas na frente de cada um daqueles três homens. O chá soltava aquela fumaça e um cheiro delicioso. Enquanto aquele criado servia cada xícara de chá diante dos três, eles permaneciam em silêncio. E quando o chá foi todo servido, o rei olhou para o Senhor das Ilusões e disse: Senhor das Ilusões, o Senhor é muito conhecido pela sua sabedoria, por saber a natureza das ilusões e por ter poderes sobre as ilusões, por isso, o convidamos. Convidei para humildemente pedir que o Senhor que sabe o Yoga, me conceda as primeiras iniciações e os primeiros ensinamentos sobre a verdadeira natureza das ilusões. Quando o Senhor das Ilusões escutou as palavras do rei, ele calmamente apanhou a sua xícara, sentindo aquela fumaça que passava diante de seu rosto, sentindo também o cheiro daquele chá, olhando com aquele olhar sereno e calmo para o rei, respondendo: meu rei, eu poderia ensinar e até mesmo dar às iniciações mais profundas sobre a verdadeira natureza das ilusões, mas lamento dizer, é claro, eu poderia ensinar isso estralando os dedos, lamento dizer meu rei, não vou poder ensinar. O rei olhou e perguntou: como? Se o Senhor tem os poderes porque não me ensinar? O Senhor das Ilusões disse: meu rei bastaria que o senhor fechasse os olhos. O rei, então, ansioso, fechou os olhos e bastaria também meu rei, que eu estralasse também os meus dedos. O rei escutando aquele estralar de dedos esperou ainda mais ansioso para que alguma coisa acontecesse, alguma mudança que as ilusões transparecessem diante de sua mente. Mas nada
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 8033 aconteceu. Nada. Ele só escutou, quando o Senhor das Ilusões continuou a sua fala dizendo: bastaria fazer isso meu rei, mas lamento dizer que o senhor não está preparado para receber tais ensinamentos e para receber essa profunda iniciação. Quando o rei escutou aquilo gritou forte, levantando e dizendo: como ousa negar um pedido humilde do rei, dono e soberano dessas terras? O Senhor das Ilusões continuou olhando calmamente, segurando aquela xícara de chá, sentindo aquela fumaça no seu rosto e com aquele olhar sereno não disse nada. O rei tirou a sua espada, olhou para o Senhor das Ilusões e disse: eu poderia matá-lo agora. O ministro, vendo que aquilo não acabaria bem disse: meu rei, meu rei, vamos, a caçada já vai começar, não perca o seu tempo com esse homem inútil. Vamos embora daqui. O rei contrariado guardou a sua espada, dando meia volta sem olhar para o Senhor das Ilusões, seguindo para a sua caçada. Lá chegando, o seu cavalo já estava pronto, o mais bonito e o mais bem adornado, todos os servos diante do rei e os nobres que também iriam sair para a caçada acompanhando-o para que nada de ruim acontecesse. Mas como ele estava muito contrariado e não se sentindo bem, olhou para todos e disse: sigam na frente, é uma ordem! Preciso ficar sozinho. E assim, os nobres e os servos seguiram na frente. O rei seguiu em seu cavalo pensando em tudo aquilo que tinha acontecido, até que no caminho da floresta, ele viu um veado. Pensando que tudo poderia ficar melhor se conseguisse uma bela caça seguiu aquele animal. O animal corria cada vez mais e o rei galopava cada vez mais rápido com seu cavalo. Assim, o veado correndo e o rei correndo, até que lá adiante, numa pequena curva, o cavalo tropeçou num tronco e rolou para um lado e o rei para o outro. O cavalo logo que caiu, levantou e saiu correndo. O rei quando caiu, bateu a cabeça numa pedra ali ficando desmaiado, desacordado. Quando os servos e os outros nobres viram que aquele cavalo tinha voltado sozinho, vasculharam todos os lados, mas não conseguiram encontrar o rei que estava ali, no meio do matagal, numa mata, morro abaixo, ninguém sabia em que lugar o rei tinha caído daquele cavalo. E assim procuraram até que a noite chegasse. E à noite, tudo é mais difícil, pois foi justamente na madrugada, longe de todos que o procuravam, que o rei começou a acordar. E ao despertar, não se lembrava quem ele era. Ele não se lembrava que era o rei. Assim, seguiu para onde fora mais fácil, morro abaixo. E seguindo naquele morro, chegou a uma estrada, escolhendo uma das duas direções, caminhando por aquela estrada com fome e sede. Pela manhã, depois de muito caminhar, viu um grupo e ciganos que se aproximava. Os ciganos ficaram admirados em ver um homem tão bem vestido e perguntaram quem ele era e o rei disse-lhes: alguém que não sabe quem é buscando para onde ir. Eles acharam que aquela fala era uma coisa muito comum para eles e disseram: nós também. Venha conosco. Queriam aquela roupa, o rei então, trocou a sua roupa pela roupa dos ciganos, pedindo em troca, comida, alguma coisa para beber, um lugar para trabalhar e um lugar para dormir. E assim, aquele antigo rei que não se lembrava de que um dia tinha sido rei, seguiu com os ciganos como se fosse um deles. Passaram por várias aldeias, várias cidades e depois de muito conhecer, já era um homem muito diferente do que antes, inclusive, na fisionomia. Sem ainda se lembrar de quem foi um dia, passou por uma aldeia e naquela aldeia conheceu uma mulher e por ela se apaixonou. A mulher gostou tanto daquele homem que pediu que ele ficasse. Ele se despediu dos ciganos, agradecendo-os por tudo. Foram embora e aquele antigo rei que não se lembrava que um dia tinha sido rei viveu naquele lugar onde constituiu família, tendo três filhos. O filho mais velho, depois de crescido, já homem, foi convocado para uma guerra. Seguindo para a guerra, pouco tempo depois, veio outra convocação que tirou daquela família também o segundo filho. Já eram dois filhos em batalha. Um pouco depois, chegou à notícia trágica de que o filho mais velho tinha morrido em batalha. Quando a esposa daquele homem, aquele antigo rei que não se lembrava que um dia tinha sido rei, ao saber daquela notícia, se entristeceu profundamente. Foi tão grande a sua tristeza que adoeceu, não conseguindo comer, nem dormir direito. O tempo passou e com ele, outra coisa ruim chegou: a notícia de que o segundo filho também tinha morrido em combate. Se para um pai, aquele antigo rei, essa notícia foi como uma punhalada no coração, para a mãe, foi ainda mais difícil. A mãe já enfraquecida deitou-se numa cama e dali não se levantou mais, ficando ali, esquecendo-se de viver. Até que o tempo passou, levando aquela mulher. Quando aquela mulher morreu, o pai daquele jovem, marido, sentiu uma tristeza muito profunda e forte no coração. E aquele homem que não se lembrava que um dia tinha sido rei, tinha perdido dois filhos em combate, uma mulher de doença, tristeza e fraqueza, não sabia mais o que fazer. Queria muito criar o seu filho, mas não tinha mais forças. E assim, foi parando de comer e parando de viver, até que o seu filho, vendo que o pai, já deitado numa cama estava cada vez mais próximo da morte, pediu: meu pai, não vá embora, o senhor é tudo o que tenho nessa vida. Não vá embora agora. O pai olhou para o filho e disse: meu filho, tudo o que tenho é você, mas a vida já me levou até mesmo à própria vida. O meu momento é chegado. Respirou por alguns instantes, fechou os olhos, deu uma inspiração profunda e de olhos fechados, conseguiu, nesse último momento de sua vida, se concentrar, nessa última inspiração e aquele ar que saía de seu corpo parecia que fazia com que ele fosse tão grande quanto o mundo. Naquele momento, então, sentiu o seu coração e tudo o que estava perto, longe, dentro e fora. Escutou até mesmo um som de estralar de dedos e ao escutar aquele estralar de dedos, conseguiu as últimas forças para abrir os seus olhos. E ao abrir os olhos, para a sua
8034 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 surpresa, aquele homem, aquele rei, estava diante de uma mesa. A mesa real, o mesmo salão real, diante do ministro e do Senhor das Ilusões que ainda segurava a sua xícara com a mão esquerda, sentindo aquela mesma fumaça daquele chá quente passando pelo seu rosto e o cheiro. O rei não conseguiu falar nada e escutou o Senhor das Ilusões dizendo: senhor, nobre rei, o senhor acabou de receber os primeiros ensinamentos e a primeira iniciação sobre o verdadeiro poder das ilusões. Tudo parecia ser verdade: o sofrimento, os desejos, a raiva, mas era tudo ilusão. Quando o Senhor compreender meu rei, que o tecido da vida é tão substancial quanto o tecido do sono durante a noite, o Senhor vai compreender a natureza das ilusões. Levou, então, aquele chá a boca, colocando a xícara na mesa e o rei, agradecido, reconhecendo a sabedoria daquele homem, fez as reverências e três considerações diante daquele grande yoga e a partir daquele dia, passou a escutar os seus ensinamentos todos os dias. Contam que escutou todos os ensinamentos, meditando sobre eles, colocando-os em prática. Em sua vida diária aquele rei alcançou a iluminação, governando com muita sabedoria e muita justiça. (É feita uma entoação pelo orador) (Palmas) Gostaríamos de parabenizar a bela iniciativa desta Sessão, agradecendo a todos pelo convite e principalmente dedicarmos todos os méritos desse nosso encontro e momento precioso às vítimas da China, do governo tibetano para o governo chinês, o governo de Myanmar, para as vítimas de Myanmar, para todo o povo tibetano e todos os seres sencientes. Muito obrigado a todos. Uma boa noite. (Palmas) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Obrigado Sr. Fabiano Moraes, Contador de Histórias, pela participação em nossa Sessão Especial. Apresentaremos uma coreografia com posturas de yoga, com a professora mineira Marta Machado. (É feita a apresentação) (Palmas) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Obrigado Sr.ª Marta Machado, Professora de Yoga em Minas Gerais, pela apresentação e presença. Teremos a apresentação do Coral de Manguinhos, criado a partir de 2005, por iniciativa de alguns moradores do Bairro de Manguinhos, localizado no Município de Serra, agregando vizinhos e amigos, regidos pelo Maestro Darcy Alcântara. O Coral é especializado em repertório de base popular e regional, sendo efetivamente um dos poucos corais livres do Município de Serra. Após, teremos a palestra da professora, dançarina, atriz brasileira radicada na índia, Sr.ª Yoguine Aryamani. Compondo a Mesa, a Sr.ª Dalila Lubiana que preside a Associação do Espírito Santo de integrantes da Yoga; Sr.ªs Dayse Rangel, Regina Lúcia Perim e Virgínia Gerosa. É a primeira vez que a Assembléia Legislativa realiza uma Sessão Especial sobre esse tema. É com muita alegria que estamos participando desse momento. Tivemos o apoio da Coopmet Cooperativa de Prestadores de Serviço de Engenharia, Segurança e Medicina do Trabalho; da Unipaz Universidade Holística da paz do Espírito Santo, que periodicamente realiza atividades, sempre em busca da construção de uma cultura de paz; da Gráfica Paralelo; da Chocolates Garoto; da IA- Comunicações e da Professora Maria José Simonato. Concedo a palavra ao Sr. Maestro Darcy Alcântara. O SR. DARCY ALCÂNTARA (Sem revisão do orador) Boa noite. Daremos início a nossa apresentação, escolhendo músicas que pudessem contribuir com esse momento tão bonito. Agradecemos o convite e começaremos com uma música chamada Dai-nos a Paz, que é uma música que tem mais de setecentos anos. (O coral se apresenta entoando a música) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Aplaudimos o Coral de Manguinhos, regido pelo Maestro Darcy Alcântara. (Palmas) O SR. DARCY ALCÂNTARA Obrigado. Cantaremos três músicas baseadas em lendas folclóricas brasileiras. A primeira chama-se Tambatajá, baseada na lenda dos Índios Macuxis do Norte do País; a segunda, conta a História do Boto e a terceira, chama-se Azulão, contando a História do Pássaro. E por fim, teremos as músicas: Jesus, a alegria dos homens, que é uma música barroca, do século XVII; Arco-Íris e Meu País, de Ivan Lins, com um arranjo que intercala trechos de hinos nossos brasileiros. Reparem nessa junção da melodia. (O Coral se apresenta) (Palmas) A SR.ª REGINA LÚCIA PERIM Gostaríamos, nesse momento, aproveitando a emoção que a música trás ao nosso ser, de pedirmos a todos que cantássemos e entoássemos juntos, o Mantra Um, o Mantra do Universo, que tem o som do universo. Esse Mantra quando entoado, vibra em nosso ser, nos fazendo sentir no infinito. Gostaríamos, que todos juntos, entoássemos esse Mantra por três vezes, cada um no seu ritmo respiratório, inspirando
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 8035 lentamente, ao expirar, deixando que esse som do yoga soe em nossa garganta, vibrando em nosso corpo para sentirmos em todo o nosso ser a vibração desse som sagrado. Todos juntos, inspirando lentamente, com os olhos fechados para sentirmos a vibração. Podemos expirar lentamente. (É entoado o mantra) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Agradecemos ao Coral de Manguinhos, Município de Serra, que agrega vizinhos, amigos, todos regido pelo maestro Darcy Alcântara. Muito obrigado bela belíssima apresentação. Ouviremos a Palestra Cultura da Paz e da Milenar Yoga, proferida pela Professora Yoguine Aryamani. A SR.ª YOGUINE ARYAMANI (Sem revisão da oradora) Boa noite. O meu nome Indiano é Aryamani que quer dizer o poder da aspiração. Estamos muito felizes de aqui estarmos, não sabemos o nome direito das pessoas. Saudamos a Sr.ª Dalila Lubiana e a todos. Gostaríamos de dizer que não somos palestrantes. Sempre dizemos que gostamos mesmo é de conversar com as pessoas, perguntando e trocando idéias. Estamos numa posição hoje onde temos de começar a dizer coisas. Hoje, pela manhã, pensando em como começarmos essa fala, o que nos veio em mente foi a pergunta, visto que o tema hoje é a paz. O que é a paz? Falamos tanto de paz, uma cultura de paz, uma paz no mundo e perguntamos o que é a paz? Fomos olhar no dicionário hoje pela manhã. Leremos para vocês o que eles dizem sobre a paz: paz, é ausência de violências e perturbações sociais ou de conflitos entre pessoas, restabelecimento de relações amigáveis entre países beligerantes. Outra definição é sossego e serenidade. A primeira coisa que nos vem à mente quando falamos de paz é a ausência de guerras. Como conseguimos eliminar as guerras sendo o que somos nós homens? É claro que essa fase, a eliminação de guerras é uma base. Se realmente queremos construir uma sociedade melhor, teríamos de conseguir eliminar ao menos as guerras. Mas perguntamos: já houve um momento histórico do homem onde não houve guerras? Como ser humano, já conseguimos viver sem guerras? Ficamos pensando nos momentos históricos e imaginamos que deve haver uma espécie de lembrança inconsciente, do nosso subconsciente, como se diz na psicologia moderna, arquetípica de um momento de paz, porque senão, não poderíamos querer essa paz, porque nas histórias registradas e em seus livros, não houve momentos sem guerras. Se alguém sabe, pode ilustrar, não nos lembramos. Toda a história do homem é sangrenta, com guerras. Então, como é essa paz? Na Índia, no conhecimento antigo indiano, a paz é uma realização espiritual, ou seja, a paz não é a ausência de conflitos. É curioso pensarmos nisso porque o ser humano vive em uma estranha situação porque de um lado, essa dualidade em que vivemos, todos confinados em seus egos, somos egoístas, egocêntricos. O ego é uma coisa assim. Realmente, é como se vivêssemos numa caixa forte, uma coisa muito poderosa. Do outro lado, há a necessidade do homem de viver com outros. Esse é um grande conflito que temos não resolvido, porque como espécies humanas, isso não está resolvido. Vivemos nessa coisa de cada dia estarmos em um lado, querendo tudo para nós, tudo o que vemos, pensamos, o que queremos e tudo o que existe, cada vez tendo mais coisas que queremos, porque o mundo está cheio de coisas não tendo fim o que desejamos. Outra coisa refere-se a essa necessidade. Estamos aqui reunidos por quê? Porque viemos a esta Casa ouvir os outros cantarem e cantarmos juntos, coisas tão bonitas que fazemos. Esse conflito do ego, a necessidade de estarmos juntos com os outros, como é que resolvemos isso? Não temos matemática, fórmulas e nem receitas. Nesse sentido, é interessante falarmos que a palavra yoga, na tradição indiana quer dizer união, mas a união do yoga, é a união não só consigo mesmo, mas a união com o divino. Se tivermos de fazer união consigo, é porque estaremos desunidos, pois o que está unido, não precisa de união. Se falarmos que yoga é uma união, é porque estamos desunidos. Se voltarmos à idéia da paz, a união consigo e a união com o divino é o que irá, talvez, levarmos a uma paz verdadeira, duradoura, inclusive em nós mesmos, porque essa paz começa dentro de nós. É curioso notarmos, como no caminho do homem essa dualidade entre o ego e o outro, que levou e leva o homem a cada dia a guerra, a um conflito sem fim. Ao mesmo tempo, nunca falamos tanto de paz como agora. Essa necessidade que temos de outro mundo e de outra maneira de vivermos, de outra consciência e situação social, nunca foi tão falada. Temos alguma coisa que está querendo se manifestar através de nós. Em nossa experiência - pensamos muito na coisa Indiana porque vivemos na índia há vinte e nove anos e saímos do Brasil há trinta anos - reconhecemos as nossas raízes brasileiras, mas reconhecemos também as nossas raízes indianas. Nossas raízes aéreas são da Índia e as geográficas e físicas estão no Brasil. Mas também nos sentimos indianos. Essa coisa da espiritualidade indiana é muito forte, porque a unidade é inerente, o sentido da unidade da espiritualidade indiana é inerente ao indiano. Tocaremos em um ponto que poderá suscitar perguntas, mas tem a ver com o nosso conceito do divino, como somos criados. Somos criados por um Deus, falamos da tradição judeu-cristã, que criou a partir de algo fora Dele, porque na tradição bíblica, Ele pegou um punhado de terra, de barro e criou um ser, soprando a vida nesse ser, criando o homem. Na tradição indiana, o homem nasceu de brahman, do corpo de brahman, saindo de dentro, emanando o ser do homem. Nesse sentido, essa coisa da unidade, ou
8036 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 seja, ele é um, como o corpo de brahman, ele não é algo que está fora. Isso é algo muito particular do hinduísmo e muito particular também do indiano. Isso é o que dá essa marca registrada, o conceito dessa unidade. Quando falamos em unidade, referimos a unidade com o mais alto, essa coisa de ser um com ele próprio, dando a sensação e a descoberta de felicidade de ser um e não termos essa dualidade, essa divisão que temos tão forte no ocidente, essa coisa da dualidade. Todo o nosso pensamento é dual, vivemos na dualidade. O yoga se manifestou na Índia, ou seja, na tradição indiana, pois a Índia hoje mudou tanto, não sendo mais como a Índia de mil anos atrás. Falamos da Índia milenar, do conhecimento milenar. O yoga é uma ciência e não o que chamamos de hatha yoga, uma série de exercícios, respiração, pranayamas, ficando magrinho, bonitinho, flexível. Isso é o yoga físico, o que chamamos de hatha yoga. Mas o yoga, essa busca, o caminho da unidade, na Índia antiga tinham três caminhos: o caminho do conhecimento, o caminho do coração e da devoção e o caminho dos trabalhos, das obras. Através desses caminhos e dependendo da sua chamada, poderiam atingir essa unidade com o divino através de um desses três caminhos. É interessante notarmos a diferença, porque o que veio para o ocidente foi muito em relação a esse conceito do corpo, ou seja, o hatha yoga. Isso não é uma crítica e sim apenas uma informação. Em muitos casos, virou uma espécie de ginástica, uma série de coisas, tendo mil variações dessa hatha yoga que ajudam muito as pessoas, mas em muitos casos faltam o elemento mais vasto, maior, mais abrangente do que é essa espiritualidade, essa unidade de que a Índia fala. Como dissemos, o yoga trouxe nesses milhares de anos uma ciência, ou seja, estudaram realmente o que essas práticas, não somente físicas, mas de meditação, jejum, kriyas yoga, concentração, o que isso provocava no ser, estudando a psicologia do homem e chegando a coisas que hoje se falam e se comentam, que a psicologia descobriu, mas que há cinco ou oito mil anos já se sabia. Essas coisas são muito interessantes em percebermos. O que precisamos aqui no Ocidente é isso, alargarmos mais esse yoga, aplicando-o na vida. Aí vem o pensamento de Pondicherry, de um homem contemporâneo que morreu nos anos cinqüenta, mas que trabalhou pela independência da Índia na época da colônia inglesa, dizendo que não podemos separar o espírito da matéria. Isso também é uma das dualidades da vida espiritual: o espírito e a matéria. Fazemos as nossas práticas, vamos à missa aos domingos, mas quando saímos daquelas práticas e daquela missa, a nossa vida continua igual, podemos fazer tudo o que quisermos que a vida segue adiante. Essa separação do espírito e da matéria é o que nos conduz cada vez mais ao aprofundamento da dualidade, nos afastando cada vez mais dessa unidade, pois a vida é uma. Não existem duas vidas, a espiritual e a outra, o que existe é uma vida. Somos o que somos. Uma das coisas que o yoga Sri Aurobindo insiste é que vivamos um momento paliativo, num sentido em que há uma transformação, mudanças muito poderosas que estão acontecendo no mundo, que necessitam de uma resposta coletiva. Nessas separações, temos as realizações, os santos, fazemos as meditações, mas e os outros? Essa consciência que sentimos se manifestando no mundo tem de ser cada vez mais coletiva. Não sabemos se isso diz algo para vocês, mas essas coisas de coletivos, temos de criar núcleos de pessoas, onde as pessoas possam trabalhar juntas, pois não faremos nada senão nos unirmos. Esse é o poder. Se ficarmos esperando que as autoridades, o Presidente, os Deputados e os outros irão fazer algo, eles farão o trabalho deles e esperamos que o façam. Somos nós quem tem de crescer, aliarmos se quisermos que alguma coisa mude. O mundo realmente precisa de mudanças. Participamos de uma experiência coletiva na Índia, em uma cidade em construção no Sul, chamada Auroville, composta de duas mil pessoas. O projeto é para construirmos uma cidade de cinquenta mil pessoas. Perguntam por que a construção de uma cidade lá no Sul? Primeiro, porque a cidade é a história do homem, desempenhando um papel fundamental em nossas civilizações, quaisquer das grandes civilizações. Se formos para o Egito, Grécia, Itália, na Europa, todas nasceram em cidades. Não falamos das megalópoles existentes por aí, falamos das cidades como energia, como centro criativo, onde os seres se encontram e acontecem coisas. Não estaríamos aqui falando, corais cantando, microfones ligados, tudo isso, é porque estamos numa cidade. Isso não poderia acontecer embaixo das árvores, isso ocorre em cidades. Perguntam, por que uma cidade a mais na Índia? A cidade Auroville quer dizer a cidade da aurora e também a cidade de Sri Aurobindo. É uma experiência única no sentido de que o objetivo maior de Auroville é a unidade humana, concreta, física, através do trabalho e da dedicação. Temos uma espiritualidade e não uma religião. Não sabemos se vocês vêem a diferença entre espiritualidade e religião. A religião tem um código de comportamentos, de normas, regras e certos rituais e na espiritualidade não temos isso. Temos uma dedicação através do trabalho e acreditamos, justamente, que existe uma lei, um ser divino, uma energia cósmica que chamamos de divina, que está manifestada em tudo e que cada vez se manifestando mais, tornando-nos cada vez mais conscientes dessa manifestação. A cidade de Auroville existe. Trouxemos o mapa da Índia para mostramos, ficando no Sul da Índia. Temos alguns materiais, livros, folhetos e se alguém quiser olhar depois, mostraremos. A coisa mais interessante sobre Auroville é que primeiro, é muito difícil o coletivo, ou seja, trabalharmos juntos é difícil. Como
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 8037 dissemos, o ser humano está fechado no próprio ego e nada pior para um ego do que outro ego. Esses são os conflitos que temos. No caso de Auroville é uma experiência difícil e maravilhosa porque é uma situação geográfica, um pedaço de terra que existe no planeta para que se possa tentar outra coisa. Auroville tem uma Carta Magna e o primeiro parágrafo dessa Carta Magna diz: Auroville não pertence a ninguém em particular. A Auroville pertence à humanidade no seu conjunto, a humanidade como um todo, mas para viver em Auroville uma pessoa tem de se tornar um servidor voluntário da consciência divina. Nesse sentido, o fato de não pertencer a ninguém, quer dizer que pertence a nós todos num sentido mais vasto, ou seja, foi um convite à humanidade, ao planeta para que tentássemos uma experiência diferente na direção de conseguirmos um dia essa unidade humana. Não sabemos como ela é e nem como se manifestará, mas sabemos que é um fato necessário senão não conseguiremos. Gostaríamos de dizer também que passamos muitos anos sem retornar ao Brasil, e desde 2003, quando começamos a voltar ao Brasil, sentimos uma diferença muito grande no país, sentindo um país cheio de futuro. Sabemos, que quando vivemos aqui no cotidiano é que vemos as dificuldades, o que não funciona e o que é difícil em realizarmos e é claro que está difícil. É interessante quando vimos de fora e reconhecemos as nossas raízes, vimos que não estamos tão envolvidas como a maioria das pessoas, tendo um olhar de fora podendo notar primeiro, a mudança do país. Ficamos maravilhadas, após muitos anos quando voltamos e vimos como o Brasil é lindo. É realmente o país mais lindo do mundo. Quando falávamos às pessoas, dizia-lhes que o Brasil é o país mais rico do mundo. Se disserem a vocês que o Brasil é um país pobre, não acreditem, porque o que faz a riqueza de um país é a sua terra e a sua gente. Como terra, não tem nenhum país mais rico do que o Brasil, em termos geográficos e físicos. Há abundância neste país. E como pessoas, essa mistura que somos é de uma riqueza e um potencial maravilhoso. A coisa que mais apreciamos e descobrimos recentemente é que há uma coisa muito comum entre o Brasil e a Auroville, porque vivemos para o futuro. Lembramos, que quando éramos pequenos sempre nos diziam que o Brasil era o país do futuro e continuamos dizendo, é alguma coisa que vai se manifestar algum dia. Perguntamos quando é que chegaremos a esse futuro? Por que não chegamos logo? É um país em que as pessoas estão habituadas a ouvirem falar do futuro. Isso é uma coisa em que na Europa não se fala. Em outros países, não se fala do futuro nesses termos. No Brasil, acreditamos ainda no futuro. Achamos isso genial. Em Auroville não vimos às pessoas falando que algo será assim ou não, se irão fazer ou não aquilo, se um dia irá acontecer... O Brasil é cheio de futuro. Achamos maravilhoso e sempre gostamos de dizer isso. Outro fato interessante que gostaríamos de compartilhar com vocês sobre a nossa experiência voltando para o Brasil, é que temos a impressão de que o brasileiro agora ama mais o seu país. É algo muito importante amar o próprio país. Quando estivemos no Brasil pela última vez, em 1984, antes de voltarmos para a Índia, fomos buscar em livrarias, alguns livros bonitos sobre o Brasil, um livro bem feito, com fotos, imagens, colorido, bonito e não o achamos. Os que tinham eram feios e não levamos nenhum. Não achamos nenhum livro bonito que dissesse realmente o que era o Brasil. Retornamos em 2003, após dezenove anos. Chegamos ao Aeroporto em São Paulo e esperando o próximo avião, foi muito bonito ver as pessoas nas ruas, o português falado, há muitos anos que não ouvia a língua. A primeira coisa que fomos ver foram as livrarias que estavam cheias de livros sobre o Brasil. Um mais lindo que o outro, com assuntos de todas as capitais, cidades, políticas, tudo, sendo uma alegria enorme para nós vermos aquela abundância de livros sobre as belezas do país. Compartilhamos isso com vocês. Gostaríamos de apresentar um vídeo sobre Auroville, o lugar onde vivemos. Está em inglês, legendado em português. O que irão ouvir é a voz de uma pessoa, uma senhora, uma líder espiritual da Índia, sendo a pessoa que iniciou o projeto de Auroville. Ela começa lendo o primeiro parágrafo da Carta de Auroville e toda a idéia de Auroville, ou seja, há os textos e as frases que falam sobre um sonho. Imaginamos como se fosse um sonho, um lugar ideal, mas que não nos satisfaz, sendo pouco, porque os nossos espíritos precisam de mais. É esse mais que temos de buscar. Onde é que está esse mais que o espírito busca? Deixamos para vocês as perguntas. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Daremos início, agora, às perguntas que serão feitas pelos presentes e respondidas pela Sra. Yoguine Aryamani. (Pausa) Primeira pergunta Estava folheando os livros e vi que o Sri Aurobindo foi o precursor da luta da independência dos ingleses. Gostaria de fazer duas perguntas: uma com relação à questão, por exemplo, de que em alguns países da África, a cultura tradicional da oralidade, onde as pessoas se reuniam embaixo de uma árvore e os mais velhos passando os conhecimentos para os mais novos, e os ingleses cortavam essas árvores, para, de certa forma, criar empecilhos para interferirem na cultura dos povos. Uma das coisas é essa. Como existe essa relação cultural e ambiental? A árvore simbolizava não somente a vida, além do ser humano, mas também um local de agregar a questão cultural? Outra pergunta é que recebi nas ruas papéis sobre Baháí, mas nunca nos interessamos em ler, até que na TVE, assistimos a um documentário sobre a
8038 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 arquitetura, falando também sobre a filosofia. É bem parecido com essa questão da arquitetura, da concepção, porque na Índia aceitam qualquer religião e todas as pessoas vão para se unirem em torno da cultura da paz. Como é essa relação, se tem uma relação e como se relacionam com esse tipo, por exemplo, o Baháí que tem uma filosofia bem parecida, similar? A SR.ª YOGUINE ARYAMANI A primeira pergunta sobre o papel do coronelismo na Índia foi terrível. Primeiro, que a Índia é um país que nunca colonizou e que nunca saiu de casa para colonizar ninguém. É um país com uma cultura milenar, ou seja, de um lado se enfraqueceram muito. A espiritualidade indiana passou por momentos de negação da vida, da matéria, da ilusão, chegando a um ponto de enfraquecerem dentro de si. Como vieram de fora, não tinham nem a energia para reagirem àquilo, sendo terrível. Em termos da essência da alma indiana, a colonização inglesa foi terrível. Até hoje tem os efeitos. Não entraremos nos detalhes, mas foi muito difícil. Os efeitos até os dias de hoje são muito duros. No caso do Baháí, uma das coisas de Auroville, por exemplo, é essa abertura para todo o tipo de pesquisa que vai nessa direção da unidade humana. Até hoje não aconteceu nada oficial entre Baháí e Auroville, mas temos grupos de estudos, justamente de pessoas que estudam bastantes essas coisas que estão acontecendo hoje no mundo que podemos identificar em que direção estão indo. Quais são os movimentos e as organizações. A Auroville tem essa coisa muito aberta para o mundo e recebemos muito. Isso não aconteceu ainda, mas não temos nada que nos impeça de que possa vir a acontecer um dia um intercâmbio, uma parceria de alguma maneira, o que ainda não temos. Segunda pergunta Fale um pouco sobre Auroville. É um templo? A SR.ª YOGUINE ARYAMANI Não é um templo. É como a morada da mãe divina. Gostaríamos de falar sobre esse conceito da mãe divina porque também é um conceito muito indiano. Os indianos têm isso como muito único, ou seja, o divino é o bruxo, o ser cósmico que para se manisfestar toma uma forma feminina, a energia divina, de vida, que em qualquer lugar da Índia chamam de a mãe. São vários os aspectos da mãe divina. Essa energia é uma coisa muito bonita, porque no Ocidente temos a Virgem Maria no Cristianismo, no catolicismo, mas ela é mais sutil, não tendo esse poder do feminismo e da manifestação como tem o inglês, ou seja, o poder da mãe divina. Certas coisas funcionariam de certa maneira. Começamos o filme falando disso, como se descrevêssemos esse sonho e com a pergunta se iremos, algum dia, conseguir esse sonho em Auroville. Normalmente, apresentamos o vídeo e após debatemos sobre as perguntas e respostas desse lugar. Temos impressão de que não dará para vermos porque a legenda ficará muito pequena. O que podemos fazer, se quiserem, são perguntas e ao final, olharem o material e livros que trouxemos. Se quiserem conversar um pouco e é o que gostamos de fazer, estamos à disposição. O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) A cidade tem cinquenta mil habitantes? A SR.ª YOGUINE ARYAMANI A cidade tem duas mil pessoas, mas o projeto é para cinquenta mil pessoas. Temos quase quarenta nacionalidades diferentes. É um projeto internacional. O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Qual é a língua que identifica? A SR.ª YOGUINI ARYAMANI O Inglês. O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Como vocês se auto-governam? A SR.ª YOGUINE ARYAMANI - Uma das coisas interessantes em Auroville é o trabalho de pesquisas em muitos domínios e um deles é a organização. A coisa básica na sociedade Aurovilleana é justamente não ter regras. Criamos as nossas regras. Outra coisa interessante é sobre a liberdade. O ser humano tem muita dificuldade com a liberdade. Não sabemos muito como lidar com a liberdade. Aí vem também a coisa do conceito espiritual, porque a liberdade no Ocidente é a liberdade de fazermos o que quisermos, é a liberdade de nosso ego. Podemos fazer o que quisermos, somos livres, porque temos de estar aqui, pormos uma gravata, sentarmos, enfim, essas coisas da liberdade. A verdadeira liberdade, a liberdade espiritual é quando vocês nem querem mais, indo além de desejos, livres de preferência, de tudo. O seu ser interior é livre, mas não estamos na Índia. Em Auroville temos essa dificuldade em como conciliar a liberdade com uma sociedade que está se construindo e que não tem regras. Aqui no Brasil, se passarmos um sinal vermelho sabemos que temos uma multa e se fizermos várias vezes, pagando as multas, receberemos a carteira de volta. Em Auroville não temos multa, punição, castigo. Tudo é muito baseado no crescimento consciente, coletivo. É muito difícil organizarmos isso. Temos grupos de trabalhos para organizarmos. Auroville é uma fundação, que é do Governo da Índia. Auroville é reconhecida e apoiada pelo Governo da índia através de um ato do parlamento para proteger a experiência de Auroville. Isso é uma coisa muito típica da Índia, essa abertura para receber uma experiência assim. Temos um grupo de trabalho e um órgão oficial que seria um corpo com membros diferentes que são nomeados
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 8039 pelo Ministério do Governo, um grupo interno que é o contato entre Auroville, órgãos oficiais e a Assembléia de Residentes, que é onde as decisões possuem as últimas palavras. Esse é o corpo oficial. Internamente, temos um grupo de trabalho. Cada departamento, cada área tem um grupo de trabalho: educação e cultura, construção, urbanismo, trabalho social, agricultura e florestas. Essa é a nossa organização que se refaz a cada dois anos. A maneira de chegarmos a isso é esperamos muitas maneiras, como os votos, mandando papéis escritos, o levantar o dedo. O que é interessante é que Auroville está sempre experimentando coisas. Terceira pergunta Como é a questão da educação em Auroville? A SR.ª YOGUINE ARYAMANI Temos boas escolas, sobretudo, crianças em creches, até a escola média. No momento ainda não temos faculdades. Temos uma escola livre, aonde o adolescente pode escolher o professor e a matéria, e outra mais formal, sendo para crianças, por exemplo, quando querem estudar certas coisas, de uma forma geral, mas também temas mais específicos ou também quando querem se preparar para estudarem fora. Auroville como estrutura, ainda é muito pequena para termos facilidades tipo universidades, laboratórios... Vocês não virão nunca, em nenhum lugar, com apenas duas mil pessoas, centros universitários, campos, laboratórios. Isso não temos. Mas até lá, o sistema é muito bem organizado. Não temos exames, ou seja, as crianças não têm nenhum exames e sim a escola é baseada em currículos, não contendo provas. Quarta pergunta Qualquer pessoa pode ir a Auroville? Qualquer pessoa pode residir lá? A SR.ª YOGUINE ARYAMANI Pode. Existem certas regras. Em Auroville, você primeiro tem de ir como turista, como hóspede, ficando lá dois a três meses. Após, terá de fazer uma entrevista com o pessoal que se encarrega de receber as pessoas que chegam. Normalmente as pessoas são aceitas, após um ano, ficando como um novo chegado, não sendo oficialmente um aurovilleano e sim um novo chegado, um recém chegado. Existem as práticas legais, porque fazemos parte do governo indiano, seguindo as leis do país, como a coisa do visto, a permissão de residências e outras coisas que devem ser feitas. Após um ano, se tudo correr bem, você será considerado um novo membro da coletividade aurovilleana. É importante que se encontre um trabalho, podendo participar do papel do trabalho, se identificando com os ideais de Auroville, tentando aprofundar o conhecimento que está por trás da criação de Auroville, inclusive, os ideais de Auroville. Quinta pergunta - Foi falado que aqui no Ocidente trabalhamos muito com hatha yoga e a senhora fará um workshop amanhã, sobre a yoga integral de Sri Aurobindo. Poderia nos falar como pode ser esse workshop de outra yoga que não estamos tão acostumados? A SR.ª YOGUINE ARYAMANI Essa foi uma expressão que Sri Aurobindo usou para chamar o yoga que ele criou, que é o yoga integral. Em primeiro lugar, o yoga integral não recusa a vida, ele diz que toda a vida é yoga. Isso quer dizer que tudo o que fazemos deveria ser feito num sentido mais alto, no sentido de não separarmos a vida do espírito, mas estando o espírito na vida e nas pessoas. Tudo o que fazemos deveria estar voltado para o crescimento do espírito em nós e no mundo. Toda vida é yoga, dizendo ele também, que existe um processo cósmico que é a evolução, ou seja, tudo evolui e se transforma e tudo vai numa direção. Nesse momento, agora, está acontecendo uma aceleração nessa evolução. Essa evolução não é somente no ser humano e sim em tudo que está aí, como os seres humanos, os animais, a matéria inanimada, as flores, a natureza, tudo é o yoga da natureza. Tudo, finalmente, está num processo de yoga. Como dissemos, yoga é a união com o divino. Então, tudo nesse processo cósmico evolutivo leva o homem a essa união, não somente o homem, mas tudo a essa união divina. Segundo Sri Aurobindo, na evolução houve planos, momentos evolutivos. Houve um primeiro momento que foi a matéria que se chama inanimada onde a vida se manifestou. Dissemos que a vida se manifestou de forma sábia, através de moléculas, dos primeiros sinais de vida que foi se desenvolvendo até chegar ao homem, que é considerado o máximo da criação. Nessa vida, em certo momento, entraram exatamente o elemento mental que não existia, o que existia era a matéria, a energia de vida e o mental, que no homem chegou, digamos, ao máximo. Esse mental existe em tudo, mesmo um pouco, como as plantas e os animais que dissemos que são inteligentes, chegando o homem, ao máximo desse mental. O que o homem faz com esse mental? Ele criou o mundo e esse nível mental já não pode mais ser controlado. O homem criou uma cadeia que não sabe mais como sair, fechando a porta e não sabendo mais como sair, continuando a querer descobrir soluções, não tendo mais soluções para darmos, porque o mental não é feito para o conhecimento. O mental é muito bom para organizar, catalogar e classificar, conhecendo apenas a dualidade, os extremos. Ele não é vasto. Quando falamos que na Índia antiga o yoga é uma ciência do conhecimento do homem e de onde vem esse conhecimento? É o que chamamos de conhecimento por identidade. Você se torna aquilo que você conhece; então você sabe. Os grandes eruditos na Índia antiga, quando se reuniam para
8040 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 debaterem não perguntavam ao outro o que eles sabiam e pensavam, perguntavam o que conheciam sobre algo. Não dá para pensarmos e termos opiniões. A discussão da conversa, a troca era baseada no saber, não sendo baseada em opiniões e idéias superficiais. Realmente criamos um mundo cada vez mais artificial, que não nos satisfaz. Um mundo efêmero, o querer mais, comprar mais e irão morrer comprando, porque nunca estarão felizes, porque quanto mais compram, mas querem. É sem fim. O nosso desejo, que é o desejo do ego, não pode nunca ser satisfeito. O desejo nunca é satisfeito. Basta olharmos em torno. O desejo é sem fim. Perguntamos, quando iremos sair disso? Com o poder do espírito. Não temos outro poder. Voltando ao yoga e a esse trabalho, é muito simples, fazemos um trabalho de percepção do próprio corpo, de concentração e trabalhamos muito em grupos, descobrindo harmonias em grupos. Trabalho é simplicidade, buscamos muito a simplicidade, a essência das coisas. É interessante dizermos que na Índia existe um santo muito conhecido por lá, todos já ouviram falar, o Cheri Hanna Christian, sendo quase contemporâneo do fim do século XIX para o início do século XX. Um típico exemplo de ser que sabia a sua identidade, sabia de tudo ou quase tudo, com experiências incríveis e tendo discípulos. Ele sabia de tudo, porque estava conectado com a essência, com o ser. O nosso trabalho é buscarmos o que somos e o que o corpo é em sua simplicidade, o que ele nos pede. Trabalhamos articulações, movimentos básicos, coisas simples e muito com músicas. Digamos que Sri Aurobindo é muito vasto, fala da sabedoria integral, essa coisa que é inteira. Pensamos que o trabalho que fazemos se integra no trabalho deles, mas outras coisas também se integram, não é o que fazemos, que é o yoga integral de Sri Aurobindo; outras coisas também são parte disso. O que fazemos é parte disso, porque também fazemos para ele. Finalmente, tudo o que o mundo nos oferece e pode nos dar, é pouco demais. Tudo o que vemos em torno, essas imensas coisas, essas montanhas de coisas, é pouco porque o espírito pede outras coisas. Tudo o que o mundo nos oferece, primeiro, é pouco porque é ilusório, é feio, é um lugar de concentração, cósmico, ou seja, a pessoa que criou Auroville, e chamamos de a mãe, foi justamente a companheira espiritual de Sri Aurobindo. Não fala em meditação e sim em concentração, um lugar onde aprendamos a nos concentrar. Sexta pergunta - No plano arquitetônico, qual o sentido de Auroville para seus habitantes? A SR.ª YOGUINE ARYAMANI Isso tem que ser visto no contexto da cidade, quer dizer, o conceito da cidade é uma galáxia, tendo aquilo como alma, como centro. O fato é o que fizemos antes. Já está concluído praticamente, mas a cidade que é o corpo dessa alma ainda não está visível. Fica meio incongruente, meio bizarra, aquela coisa grande, bonita, dourada, ali no meio do nada. Mas tem que ver isso no conceito do plano global, que seria menos impactante se fosse do conceito da cidade. Fizemos antes porque a alma foi antes construída. Agora que a alma está completa, o corpo começará a tomar forma, como nós. O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) - Sr.ª Yoguine Aryamani, qual a mensagem que a senhora nos deixa para fecharmos esse momento. A SR.ª YOGUINE ARYAMANI Confiança e coragem. Confiança em continuarmos acreditando e chamando o futuro. Esse futuro não quer dizer que é o futuro que pensamos, mas é no futuro que talvez mudaremos muitas coisas. E a coragem de chamar esse futuro, de se tornar outra coisa, porque se continuarmos sendo o que somos, não chegaremos no futuro. Temos que realmente nos tornarmos outra coisa para que alguma coisa nova possa se manifestar. (Palmas) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Obrigado Sr.ª Yoguine Aryamani por sua presença; obrigado a Associação por ter propiciado a todos nós a presença da Sr.ª Aryamani nesta Casa. Ao ouvirmos essas últimas palavras que a senhora pronunciou, em vermos o futuro e termos coragem de puxar o futuro, pensamos no que vivemos aqui no Espírito Santo. Havia uma falta de futuro, uma impotência frente a nós mesmos, sentíamos isso. Achamos que o povo sentia, pois ao sairmos daqui, a sensação que tínhamos era essa. Será que não conseguimos e o que poderíamos fazer? Até que chamamos o futuro, tendo coragem para irmos às ruas, de nos organizarmos, de criarmos fóruns e fazermos imensas passeatas, dando-nos uma virada, a ponto de podermos realizar uma atividade como essa que era inimaginável naquele período. Aquele período era o período do medo, das pessoas não entrarem aqui nesse espaço, a chamada Casa do povo, simbolicamente, os capixabas não circulavam nos seus espaços. Não era assim gente? Captamos isso das suas últimas palavras, da vivência que tivemos em nosso Estado. É verdade que não estamos ainda num paraíso, numa Auroville, mas demos um passo. Chamamos o futuro e o enfrentamos com coragem, porque precisamos ter coragem. No dia, por exemplo, da primeira reunião do Fórum Reage Espírito Santo na pequena sede da OAB que hoje é a sede do Arcebispado, na Cidade Alta, quando começamos a reunião anunciaram que tinha uma bomba para ser estourada dentro da OAB. Houve aquele silêncio e permanecemos lá dentro. Foram lá
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 8041 fora ver se tinha bomba ou chamaram alguém para verificar se tinha bomba e não tendo seguimos em milhares pelas ruas, até que houve o verdadeiro Reage Espírito Santo. Puxamos das suas palavras para as nossas vivências que foi uma vivência coletiva, não participando cem por cento do povo capixaba, mas houve uma emulação dessa busca do futuro que não tínhamos coragem de enfrentar, ficando amarrado durante muito tempo. Que continuemos tendo essa coragem. A coragem que é preciso mesmo naqueles momentos. Temos uma frase de Guimarães Rosa que fala da necessidade da coragem, que a vida embrulha, espicha, empurra, amassa, desamassa, mas o que ela quer mesmo de nós é coragem. Que bom que veio rememorar para nós e reforçar a necessidade de todos, coletivamente, puxarmos o futuro e construirmos esse futuro no presente, agora, em cada momento. Que não deixamos nunca isso recuar. Concedo a palavra a Sr.ª Dalila Lubiana. A SR.ª DALILA LUBIANA (Sem revisão da oradora) Falamos a vocês, que ontem já tivemos uma experiência com a Aryamani, porque como tínhamos horários de aulas de yoga ontem, convidei-a se quisesse fazer as aulas com nossos alunos. E ela gentilmente aceitou em fazer essa aula. Ficamos encantados com a aula e tivemos percepções incríveis naquelas aulas. Amanhã, ela estará de 9h às 18h fazendo esses ensinamentos e essas novas percepções. Começamos a sentir o que é essa yoga integral, ontem felizmente. Gostaríamos que vocês também pudessem sentir isso que sentimos ontem e que todos os alunos ficaram bem emocionados. Será realizado na Sede da Unipaz, na Avenida Champagnat, 583, Vila Velha Praia da Costa sétimo andar, Sala 707. Estaremos lá amanhã nos deleitando com o yoga integral do Sri Aurobindo e a Aryamani. Realmente foi incrível a aula dela. A SR.ª YOGUINE ARYAMANI Gostaríamos de repetir que o que fazemos não é o yoga integral de Sri Aurobindo. O yoga integral de Sri Aurobindo é enorme, vastíssimo. O que fazemos é oferecer a ele o que fazemos. A SR.ª DALILA LUBIANA Vocês percebem a grandeza. Obrigada Aryamani. Agradecemos, de coração, a todas as pessoas que fizeram esse caminho nesses vinte anos; agradecemos a presença de vocês. Falamos que precisamos dessas novas percepções para abrimos novos horizontes nesse momento presente, honrarmos e trazermos esse futuro que falamos. Muito obrigada, de coração. Obrigada a todos os parceiros, ao Sr. Deputado Claudio Vereza e a todos. (Palmas) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Antes de encerrarmos, gostaríamos de agradecer a todos que integram a equipe que permitiram a realizações dessa sessão, neste momento. Toda equipe da TV, som, site da Assembléia, onde as notícias já se encontram, a equipe da Mesa, do painel; a Comissão de Cultura que preparou, organizou e fez os contatos, inclusive, os de última hora. O nome oficial de Aryamani não é Aryamani, então, a passagem foi tirada em nome dela, Sr.ª Yoguine Aryamani e ao chegar no guichê não teve jeito, não sendo esse o nome civil dela, dando-nos o maior problema, inclusive, burocrático aqui na Assembléia Legislativa, pois tem de estar tudo direito, o nome certo. Ontem, aconteceu quase um desastre, tendo que refazer todos os ofícios para acertarmos a burocracia do Poder Público, que é assim. Felizmente as coisas têm de ser feitas. A SR.ª DALILA LUBIANA Agradecemos também aos meios de comunicação que divulgaram esse trabalho, todos da equipe foram maravilhosos, foram muito telefonemas e muitas coisas. Convidamos para um lanche fraterno onde poderemos conversar e descontrair mais. O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) - Agradecemos a todos. Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente sessão, antes, porém, convido os Srs. Deputados para a próxima, que será Ordinária e para a qual designo: EXPEDIENTE: O que ocorrer. ORDEM DO DIA: Votação da Redação Final, do Projeto de Lei nº 573/2007. Discussão única, em regime de urgência, dos Projetos de Lei nºs 558/2007, 336/2007, 85/2008, do Projeto de Resolução nº 45/2007, 111/2008, 82/2008, 556/2007, 86/2008 e 87/2008. Votação adiada, com discussão única encerrada, em 1.º turno, da Proposta de Emenda Constitucional nº 12/2007. Discussão, em 2.º turno, da Proposta de Emenda Constitucional nº 14/2007. Discussão prévia, dos Projetos de Lei nºs 552/2007 e 553/2007. Discussão Especial, em 3ª sessão, dos Projetos de Lei nºs 51/2008 e 62/2008. Discussão Especial, em 1ª sessão, do Projeto de Decreto Legislativo nº 02/2008 e dos Projetos de Lei nºs 544/2007, 84/2008, 95/2008, 116/2008, e Projeto de Resolução nº 01/2008. Está encerrada a sessão. Encerra-se a sessão às vinte horas e quarenta e cinco minutos.
8042 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 QUADRAGÉSIMA SESSÃO ORDINÁRIA DA SEGUNDA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA SEXTA LEGISLATURA, REALIZADA EM 19 DE MAIO DE 2008. (De acordo com a lista de presença apresentada pela Diretoria Legislativa da Mesa Diretora, à hora regimental, presentes as Srªs e Srs. Deputados Aparecida Denadai, Atayde Armani, Cacau Lorenzoni, Carlos Casteglione, Cláudio Vereza, Doutor Rafael Favatto, Doutor Hércules, Doutor Wolmar Campostrini, Élcio Álvares, Euclério Sampaio, Giulianno dos Anjos, Guerino Zanon, Janete de Sá, Jardel dos Idosos, Luciano Pereira, Luiz Carlos Moreira, Marcelo Coelho, Marcelo Santos, Paulo Foletto, Reginaldo Almeida, Robson Vaillant, Rodrigo Chamoun, Theodorico Ferraço e Vandinho Leite). O SR. PRESIDENTE (GUERINO ZANON) Invocando a proteção de Deus, declara aberta a sessão. (A convite de S. Exª., ocupam as cadeiras das 1ª e 2ª Secretarias, respectivamente, a Srª. Aparecida Denadai e o Sr. Deputado Marcelo Coelho) O SR. PRESIDENTE (GUERINO ZANON) Convido o Sr. Deputado Marcelo Coelho a proceder à leitura de um versículo da Bíblia. (O Sr. Marcelo Coelho lê Salmo 37,5) O SR. PRESIDENTE (GUERINO ZANON) Convido o Sr. 2º Secretário a proceder à leitura da ata da sessão anterior. (O Sr. 2º Secretário procede à leitura da ata 38ª ordinária) O SR. PRESIDENTE (GUERINO ZANON) Aprovada a ata como lida.(pausa) Convido o Sr. 2º Secretário a proceder à leitura da ata da sessão anterior. (O Sr. 2º Secretário procede à leitura da ata 39ª ordinária) O SR. PRESIDENTE (GUERINO ZANON) Aprovada a ata como lida. (Pausa) Convido o Sr. 2º Secretário a proceder à leitura da ata da sessão anterior. (O Sr. 2º Secretário procede à leitura da ata da Terceira Sessão Legislativa Especial) O SR. PAULO FOLETTO Sr. Presidente, peço a palavra para discutir a ata. O SR. PRESIDENTE (GUERINO ZANON) Concedo a palavra ao Sr. Deputado Paulo Foletto. O SR. PAULO FOLETTO (Sem revisão do orador) Sr. Presidente, Sr.ª s Deputadas e Srs. Deputados, hoje o mundo mobiliza-se numa situação médica chamada Dia Internacional de Combate às Hepatites. A hepatite é uma doença que tem três tipos de vírus transmissores (A, B e C). A Hepatite A é uma doença normalmente autolimitada, cura-se sozinha. Mas, as Hepatites B e C são doenças que podem se tornar graves, levar a lesões crônicas como cirrose e câncer de fígado. Chamamos a atenção porque em nosso Estado os trabalhos serão realizados na Santa Casa de Misericórdia, em Vitória, de hoje até a próxima quarta-feira, de 8h às 16h. É uma doença de evolução surda, a contaminação é feita de forma que a pessoa não percebe, não é em todos que a contaminação transforma-se em doença, mas quando transformada em doença pode causar sérios riscos na vida de cada um de nós. Por isso estimulamos esse dia internacional, já que haverá mobilizações nos centros de saúde das principais cidades do Estado e especificamente na Santa Casa de Misericórdia de Vitória. O Estado do Espírito Santo tem uma referência nacional porque foi um dos primeiros a realizar a vacinação contra a Hepatite B no serviço público. O Professor Carlos Sandoval Gonçalves é referência nacional e desenvolveu uma luta e hoje é praticamente uma realidade nacional. Enfim, chamamos a atenção daquelas pessoas que tiverem algum tipo de dúvida. O contágio das Hepatites B e C é muito parecido com o da AIDS. Ela é transmitida por via sexual, transfusão sangüínea e pela veia com relação ao uso de drogas injetáveis. As pessoas que tiverem alguma dúvida devem procurar o serviço público nesta semana, porque está ocorrendo uma mobilização voltada para a detecção das Hepatites B e C, que são doenças que podem levar à morte do cidadão. O mundo inteiro se mobiliza nesse dia internacional e fazemos o lembrete para essa mobilização que é muito importante. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (GUERINO ZANON) Continua em discussão a ata. (Pausa) Encerrada. Aprovada a ata como lida. (Pausa) Convido o Sr. 2 Secretário a proceder à leitura da ata da 13ª Sessão Solene. (O Sr. 2 Secretário procede à leitura da ata)
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 8043 O SR. REGINALDO ALMEIDA Sr. Presidente, peço a palavra para discutir a ata. O SR. PRESIDENTE (GUERINO ZANON) Concedo a palavra ao Sr. Deputado Reginaldo Almeida. O SR. REGINALDO ALMEIDA (Sem revisão do orador) Sr. Presidente, Sr.ª s Deputadas e Srs. Deputados, assomamos à tribuna para dizer que votaremos pela aprovação da Ata. Aproveitamos para fazermos menção à matéria veiculada hoje nos principais jornais do Estado, que trouxeram lamentavelmente a seguinte manchete, na página policial: Jovens presos por vender Ecstasy e LSD em festa rave. Essa foi a manchete do Jornal A Gazeta. O Jornal A Tribuna estampa em sua página policial: Jovens presos com drogas em festa rave. Isso, lamentavelmente ocorreu em uma festa de música eletrônica, denominada festa rave, na madrugada de sábado para domingo, no Município de Vila Velha, mais precisamente na Barra do Jucu. O problema vem de encontro justamente com o que propomos, através de um projeto de lei protocolado nesta Casa, no mês de novembro do ano passado. Na ocasião, criticado por alguns, elogiado por outros. Mas com a convicção e a certeza de que estávamos no caminho certo ao que propomos em um projeto de lei, que proíbe esse tipo de festa no Estado do Espírito Santo. Festa essa que já levou a óbitos jovens e adolescentes de outros Estados do Brasil. Todos sabem, principalmente às autoridades da área de segurança pública, que é uma feira, um mercado livre, de drogas, principalmente de drogas sintéticas que são comercializadas. Na madrugada de sábado para domingo, a polícia prendeu traficantes que estavam levando esse tipo de drogas para venderem e aliciarem adolescentes e jovens, ali no Fazenda Camping em Barra do Jucu. Lamentamos que esse projeto de lei ainda esteja tramitando nesta Casa. Fazemos um apelo à Comissão de Cidadania onde o projeto de lei estacionou. Foi dado o seu parecer na Comissão de Justiça pela aprovação, dependendo agora, da Comissão de Cidadania desta Casa emitir o seu parecer. Apelamos, para que os membros daquela Comissão dêem o parecer, para que em breve, possamos apreciar esta matéria no Plenário desta Casa. Faremos uma reunião com a Presidenta da Comissão de Cidadania ainda hoje, para sabermos o motivo do projeto não ter caminhado. Se for necessário estaremos pedindo a urgência da matéria para votarmos o mais rápido possível. Não passaremos, no Estado do Espírito Santo, pelo que passou o Estado do Rio de Janeiro no final do ano passado, quando um jovem, por overdose, veio a óbito, justamente numa festa como essa rave. (Muito bem!) A SR.ª APARECIDA DENADAI - Sr. Presidente, peço a palavra para discutir a ata. O SR. PRESIDENTE (GUERINO ZANON) Concedo a palavra a Sr.ª Deputada Aparecida Denadai. A SR.ª APARECIDA DENADAI (Sem revisão da oradora) Sr. Presidente, Sr.ª s Deputadas e Srs. Deputados, fizemos questão de assomarmos à tribuna para fazermos coro com a fala do Sr. Deputado Reginaldo Almeida. Falamos ao nobre Deputado que tem o nosso apoio integral ao projeto apresentado a esta Casa, porque pensamos da mesma forma que o Sr. Deputado Reginaldo Almeida. Hoje, temos de encarar esse problema de frente, dizendo como alguns dizem ou defendem a realização das festas raves e dos bailes funks, festas que muitas vezes são a ante-sala da venda de drogas. É esquisito quando alguém defende a realização dessas festas. Temos a impressão de que essas pessoas não sabem o que está acontecendo ali. Fomos in loco verificar essas festas na cidade de Cariacica. Fizemos questão de sair pela madrugada, com alguns companheiros da nossa igreja e percorremos as imediações das festas repletas de jovens. Verificamos que não são os traficantes que vão às portas dos bailes vender as drogas; são crianças entre doze e dezesseis anos que ficam às portas desses bailes entregando drogas para outras crianças. Isso tudo debaixo dos olhos do poder público. Muitas vezes a viatura da polícia está na outra esquina! Isso nos incomoda muito. Não sabemos se a polícia não está vendo ou se está fazendo vistas grossas. As pessoas que estavam conosco viram e atitudes para se coibir a venda de drogas não acontecem. E, quando o poder público se omite, acontece o que foi noticiado nos jornais no final de semana. Vimos no noticiário que isso acontece com o filho dos outros, com o filho do vizinho ou com alguém que não conhecemos. Mas está muito próximo das nossas casas. Temos duas filhas adolescentes e na nossa casa procuramos conduzi-las levando-as à igreja. Estamos presente. Mas não é o suficiente. Criamos as nossas filhas no temor de Deus e ensinando que o caminho das drogas é o caminho da perdição, é o caminho da destruição. Mas nossas filhas convivem com a juventude. Isso tudo é muito comum entre eles. Temos que nos preocupar. Não somos contra a diversão dos jovens, mas que essa diversão seja saudável, que seja uma diversão segura. Não podemos admitir que em uma festa rave tenha comprimidos de ecstase, cocaína e maconha. Tudo isso de forma livre. Todo jovem sabe que isso acontece. Ressaltamos a nossa convicção de que não são todos que fazem isso. Há jovens que vão às festas
8044 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 para se divertir e não são usuários de drogas. A esses jovens rendemos as nossas homenagens. Mas as festas são usadas para o comércio de drogas. Se o poder público não consegue impedir o comércio de drogas, temos que começar a rever a forma como são realizadas essas festas. Isso virou um câncer na nossa sociedade! Temos que encarar o problema de frente. É um problema nosso também. É um problema dos deputados desta Casa, do Governo do Estado, do Presidente da República. Todos somos responsáveis! As famílias, os pais, as mães são responsáveis! Temos que parar e discutir esse problema. (Muito bem!) O SR. MARCELO SANTOS Sr. Presidente, peço a palavra para discutir a ata. O SR. PRESIDENTE (GUERINO ZANON) - Concedo a palavra ao Sr. Deputado Marcelo Santos. O SR. MARCELO SANTOS (Sem revisão do orador) - Sr. Presidente, Srs. Deputados e Sras. Deputadas, a nossa fala é sobre um registro de correção feito pelo jornal A Gazeta, quando faz uma avaliação do ranking de aprovação das prefeituras municipais e dos seus gestores. Inicialmente, cumprimentamos o Prefeito Municipal de Serra, Sr. Audifax Barcelos, mesmo não sendo da nossa agremiação partidária. S.Ex.ª é um exemplo claro de modernidade de gestão e faz com que a sua administração seja reconhecida pela população. Não somente isso. A avaliação pessoal do prefeito também lidera o ranking com 79,2 pontos percentuais, superior à avaliação da prefeitura. Mesmo não sendo do nosso partido, cumprimentamos o Sr. Audifax Barcelos. A aprovação de sua administração é um reconhecimento do povo da cidade de Serra, um município que cresce, não só por atuação da máquina estatal mas pela gestão aplicada e capitaneada pelo Sr. Prefeito Municipal de Serra, Audifax Barcelos. S.Ex.ª faz mais um gol na campanha nacional de combate à pedofilia. A Prefeitura Municipal de Serra entra nesse enfoque através de campanhas preventivas. Destaca-se a cidade de Serra também nessas questões. Não poderíamos deixar de comentar nesta tarde o pronunciamento do Sr. Deputado Reginaldo de Almeida, sobre as festas raves e a utilização de drogas ilícitas. Sr. Deputado Reginaldo de Almeida, chamamos a atenção de todos mais uma vez para o trabalho importante de V. Ex.ª. O papel das igrejas tem uma importância muito grande. Chamamos a atenção do Sr. Secretário de Estado da Segurança Pública, Rodney Miranda. Diante da escalada crescente da violência as igrejas têm um papel fundamental na redução da violência. São as igrejas que, na omissão do estado, buscam o cidadão drogado, o alcoólatra, o que estupra a mulher e os filhos e os ressocializam levando até eles a Palavra de Deus. O papel da Igreja tem que ser considerado pelo poder público por mais que o estado seja laico. Se não fosse as igrejas, ai de nós! Citamos o exemplo do Município de Cariacica. Naquela cidade é crescente o papel das igrejas no combate à violência. As igrejas têm uma participação efetiva na luta contra a violência. Parabenizamos essas igrejas pelo brilhante trabalho realizado. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (GUERINO ZANON) Aprovada ata como lida. (Pausa) O SR. EUCLÉRIO SAMPAIO - Sr. Presidente, pela ordem! Caso não dê tempo para chegar ao item n. 28 do Expediente, solicitamos a V.Ex.ª que no Requerimento n. 121/2008, seja alterada a data para o dia 26 de maio de 2008, tendo em vista do adiantado da hora. (Pausa) A SRª APARECIDA DENADAI Sr. Presidente, pela ordem! Registramos e agradecemos a presença dos alunos do Colégio Alternativo, da cidade de Serra, administrada pelo Prefeito mais bem-avaliado do Estado. S.Ex.ª conseguiu esses números graças também ao trabalho magnífico do nosso querido companheiro Dr. Sérgio Vidigal, que é amado por todos esses alunos, através de um trabalho que começou há doze anos. Um belo trabalho também na Educação. O Dr. Sérgio Vidigal e o Sr. Audifax Barcelos mandam um beijo para todos os alunos presentes. Esses alunos estão acompanhados das professoras Silvia Guimarães, Tânia Mara Silva e Aparecida Andreão. São todos muito bem-vindos! O SR. PRESIDENTE (GUERINO ZANON) Convido a Sr.ª 1ª Secretária a proceder à leitura do Expediente. A SR.ª 1ª SECRETÁRIA lê: COMUNICADO N.º 375/2008. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO PRESIDÊNCIA Brasília, 07 de maio de 2008. Ilm.º(ª) Senhor (a), PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESPIRITO SANTO.
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 8045 De acordo com a legislação vigente, informamos a (s) liberação (ões) de recursos financeiros destinados a garantir a execução de programas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, conforme abaixo: ENTIDADE: SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO PROGRAMA Ordem Bancária Data Emissão Valor em R$ PNAP PRÉ - ESCOLA 03/05/2008 136,40 Rede Creche Pré - Escolar Fundamental Qtd. valor Qtd. Valor Qtd. Valor Alunos Alunos Alunos ESTADUAL 0 0,00 19 83,60 0 0,00 N.º DIAS ATENDIMENTO 20 Atenciosamente, DANIEL SILVA BALABAN Presidente do FNDE Nota: Maiores informações quanto à liberação de recursos, Siglas e legislação pertinente aos programas mantidos por este FNDE, favor consultar o endereço: www.fnde.gov.br na internet. COMUNICADO N.º 376/2008. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO PRESIDÊNCIA Brasília, 07 de maio de 2008. Ilm.º(ª) Senhor (a), PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESPIRITO SANTO. De acordo com a legislação vigente, informamos a (s) liberação (ões) de recursos financeiros destinados a garantir a execução de programas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, conforme abaixo: ENTIDADE: SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO Ordem Bancária PROGRAMA Data Emissão Valor em R$ PNAP FUNDAMENTAL 03/05/2008 621.808,00 Rede Creche Pré - Escolar Fundamental Qtd. valor Qtd. Valor Qtd. Valor Alunos Alunos Alunos ESTADUAL 0 0,00 0 0,00 138682 610.200,80 N.º DIAS ATENDIMENTO 20 Atenciosamente, DANIEL SILVA BALABAN Presidente do FNDE Nota: Maiores informações quanto à liberação de recursos, Siglas e legislação pertinente aos programas mantidos por este FNDE, favor consultar o endereço: www.fnde.gov.br na internet. COMUNICADO N.º 377/2008. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO PRESIDÊNCIA Brasília, 07 de maio de 2008. Ilm.º(ª) Senhor (a), PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESPIRITO SANTO. De acordo com a legislação vigente, informamos a (s) liberação (ões) de recursos financeiros destinados a garantir a execução de programas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, conforme abaixo: ENTIDADE: SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO Ordem Bancária PROGRAMA Data Emissão Valor em R$ PNAC PNAE CRECHE 03/05/2008 110,00 Rede Creche Pré - Escolar Fundamental Qtd. valor Qtd. Valor Qtd. Valor Alunos Alunos Alunos ESTADUAL 17 74,80 0 0,00 0 0,00 N.º DIAS ATENDIMENTO 20 Atenciosamente, DANIEL SILVA BALABAN Presidente do FNDE Nota: Maiores informações quanto à liberação de recursos, Siglas e legislação pertinente aos programas mantidos por este FNDE, favor consultar o endereço: www.fnde.gov.br na internet. O SR. PRESIDENTE (GUERINO ZANON) Ciente. Às Comissões de Finanças e de Educação. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª 1ª SECRETÁRIA lê: OFÍCIO S/N.º - 2008.
8046 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Vitória, 15 de maio de 2008. Sr. Presidente, O Deputado Jardel Vieira Machado Nunes (JARDEL DOS IDOS.O.S.), no uso de suas prerrogativas regimentais, de acordo com o Artigo 267 do Regimento Interno, requer a Vossa Excelencia, que após ouvido o Plenário, seja concedida TRIBUNA POPULAR para a Associação dos Amigos dos Bairros de Cariacica, a ser realizada no dia 02 de junho de 2008. Na oportunidade, o Presidente da entidade, Sr. Elias Etiene, fará uso da palavra para discorrer sobre o programa social da CEASA, IPTU em Cariacica e os bairros de Cariacica e seus problemas. Termo em que pede deferimento JARDEL DOS IDOSOS Deputado Estadual Ao Exm.º Sr. DEP. GUERINO ZANON Presidente da Assembléia Legislativa do ES. NESTA O SR. PRESIDENTE (GUERINO ZANON) Defiro. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª 1ª SECRETÁRIA lê: OFÍCIO N.º 260/2008 SECRETARIA DE SANEAMENTO, HABITAÇÃO E DESENVOLVIMENTO URBANO. Vitória, 13 de maio de 2008. À ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Excelentíssimo Senhor Deputado Estadual, Vimos pelo presente, em cumprimento, ao disposto no art. 116, 2º da Lei 8.666/93, encaminhar copia do Convênio n.º 006/2008 celebrado entre o Estado do Espírito Santo, por intermédio desta Secretaria e o Município de Viana/ES, visando à execução das obras de drenagem e pavimentação de diversas ruas da municipalidade. Pelo exposto, aproveito o ensejo para apresentar minhas expressões de estima e elevada consideração, colocando-nos desde logo à disposição para maiores esclarecimentos. Atenciosamente, PAULO RUY VALIM CARNELLI Secretário de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano Rua Sete de Setembro, 362 Palácio da Fonte Grande Centro Vitória/ES Tel (27) 3380 3799/3223 9660 CEP 29.015.000 Ao Excelentíssimo Senhor GUERINO ZANON Deputado Estadual Presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Espírito Santo. O SR. PRESIDENTE (GUERINO ZANON) Ciente. À Comissão de Finanças. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª 1ª SECRETÁRIA lê: OFÍCIO N º 050/2008. Vitória, 13 de maio de 2008. Sr. Presidente, O Deputado Estadual, infra - assinado, no uso de suas prerrogativas regimentais, vem por meio deste, de acordo com o art. 267 e parágrafos, do Regimento Interno, indicar a Assinpol (Associação dos Investigadores da Policia Civil do Estado do Espírito Santo), na pessoa do Presidente Antônio Fialho Garcia Júnior, para Tribuna Popular da sessão ordinária do dia 03 de março de 2008. EUCLÉRIO SAMPAIO Deputado Estadual PDT Ao Exm.º Sr. DEP. GUERINO ZANON Presidente da Assembléia Legislativa do ES. NESTA O SR. PRESIDENTE (GUERINO ZANON) Defiro. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª 1ª SECRETÁRIA lê: OFÍCIO N.º 79/2008. Vitória, 09 de maio de 2008. Sr. Presidente, Comunico a V. Ex ª, para que seja incluída no expediente da próxima sessão e registrada nos anais desta Casa, a Lei n º 8865, vetada parcialmente, oriunda do Projeto de Lei n 334/2007, de autoria do senhor Deputado Marcelo Santos que Torna obrigatória a fixação de mapas de localização do Estado do Espírito Santo, em postos de combustíveis, nas estradas capixabas, visando orientar os cidadãos que as utilizem, sancionada em 08 de maio de 2008 e, publicada no Diário Oficial do dia 09 de maio de 2008.
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 8047 Respeitosamente, NACIENE LUZIA MODENESI VICENTE Diretora Legislativa DLPL Ao Exm.º Sr. DEP. GUERINO ZANON Presidente da Assembléia Legislativa do ES. NESTA O SR. PRESIDENTE (GUERINO ZANON) Ciente. Arquive-se. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª 1ª SECRETÁRIA lê: OFÍCIO N.º 80/2008. Vitória, 09 de maio de 2008. Sr Presidente, Comunico a V. Ex ª, para que seja incluída no expediente da próxima sessão e registrada nos anais desta Casa, a Lei Complementar n º 440, oriunda do Projeto de Lei Complementar n 08/2008, de autoria do senhor Governador do Estado que Cria cargos de provimento efetivo no âmbito do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos IEMA e dá outras providências, sancionada em 08 de maio de 2008 e, publicada no Diário Oficial do dia 09 de maio de 2008. Respeitosamente, NACIENE LUZIA MODENESI VICENTE Diretora Legislativa - DLPL Ao Exm.º Sr. DEP. GUERINO ZANON Presidente da Assembléia Legislativa do ES. NESTA O SR. PRESIDENTE (GUERINO ZANON) Ciente. Arquive-se. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª 1ª SECRETÁRIA lê: OFÍCIO N.º 81/2008. Vitória, 09 de maio de 2008. Sr Presidente, Comunico a V. Exª, para que seja incluída no expediente da próxima sessão e registrada nos anais desta Casa, a Lei Complementar nº 439, oriunda do Projeto de Lei Complementar n 09/2008, de autoria do senhor Governador do Estado que Dispõe sobre a modalidade de remuneração por subsídio para o cargo de Agente de Polícia Civil da carreira de policial civil, sancionada em 08 de maio de 2008 e, publicada no Diário Oficial do dia 09 de maio de 2008. Respeitosamente, NACIENE LUZIA MODENESI VICENTE Diretora Legislativa DLPL Ao Exm.º Sr. DEP. GUERINO ZANON Presidente da Assembléia Legislativa do ES. NESTA O SR. PRESIDENTE (GUERINO ZANON) Ciente. Arquive-se. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª 1ª SECRETÁRIA lê: OFÍCIO N.º 82/2008 Vitória, 14 de maio de 2008. Sr. Presidente, Comunico a V. Ex ª, para que seja incluída no expediente da próxima sessão e registrada nos anais desta Casa, a Lei n º 8.866, oriunda do Projeto de Lei n 313/2007, de autoria do senhor Deputado Marcelo Santos que Torna obrigatório o fornecimento, por escrito, das razões do indeferimento de crédito ou aceitação de título de crédito ao consumidor por parte dos estabelecimentos comerciais ou financeiros estabelecidos no Estado do Espírito Santo, promulgada em 13 de maio de 2008 e, publicada no Diário Oficial e no DPL do dia 14 de maio de 2008. Respeitosamente, NACIENE LUZIA MODENESI VICENTE Diretora Legislativa - DLPL Ao Exm.º Sr. DEP. GUERINO ZANON Presidente da Assembléia Legislativa do ES. NESTA O SR. PRESIDENTE (GUERINO ZANON) Ciente. Arquive-se. Continua a leitura do Expediente. A SR.ª 1ª SECRETÁRIA lê: OFÍCIO N.º 83/2008 Vitória, 14 de maio de 2008. Sr. Presidente,
8048 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Comunico a V. Ex ª, para que seja incluída no expediente da próxima sessão e registrada nos anais desta Casa, a Lei nº 8.867, oriunda do Projeto de Lei n 44/2008, de autoria do senhor Deputado Valter de Paula que Declara de utilidade pública o Conselho Interativo de Segurança Pública da Grande Jacaraípe e Manguinhos CISPJAM, localizado no Município de Serra, neste Estado, promulgada em 13 de maio de 2008 e, publicada no Diário Oficial e no DPL do dia 14 de maio de 2008. Respeitosamente, NACIENE LUZIA MODENESI VICENTE Diretora Legislativa - DLPL O SR. PRESIDENTE (GUERINO ZANON) Ciente. Arquive-se. (De acordo com a lista de presença apresentada pela Diretoria Legislativa da Mesa Diretora, comparecem os Srs. Deputados Da Vitória, Elion Vargas, Freitas e Sérgio Borges). O SR. CLAUDIO VEREZA Sr. Presidente, pela ordem! Como o tempo do Expediente foi curto, de apenas três minutos, requeremos de V.Ex.ª a publicação autorizada dos projetos de lei que tratam de Títulos de Cidadão Espírito-Santense, devido a prazos de tramitação. Nós, por exemplo, temos a necessidade, se for possível regimentalmente, da publicação do item 21 da pauta do expediente de hoje, na medida em que pretendemos entregar esse título ao bispo auxiliar Dom Mário Marquez no dia da sessão solene que comemorará cinqüenta anos da Arquidiocese de Vitória e que se realizará nesta Casa de Leis. O SR. PRESIDENTE (GUERINO ZANON) Sr. Deputado Claudio Vereza, a publicação de Títulos de Cidadão são de competência da Presidência e assim o farei. Findo o tempo destinado ao Pequeno Expediente, passa-se à fase das Lideranças Partidárias. Concedo a palavra ao Líder do PSDB, Sr. Deputado Marcelo Coelho. O SR. MARCELO COELHO (Sem revisão do orador) Sr. Presidente, Sr. as Deputadas e Srs. Deputados, funcionários da Casa, colaboradores e amigos, pessoas que nos assistem através da TV Assembléia, boa-tarde. O tema que abordaremos pelo PSDB, Partido que já contribuiu muito com o Espírito Santo e com o País, que ainda está contribuindo de forma efetiva, tema esse já abordado por alguns Pares que nos antecederam, é sobre segurança pública e família. Uma notícia que nos estarreceu e foi veiculada no jornal A Gazeta diz: TRÁFICO NO ESTADO: CADA VEZ MAIS JOVEM E CRUEL Setenta por cento dos homicídios em 2007 tiveram relação com o tráfico de drogas. Para termos uma idéia da onda de violência que atinge nosso Estado, apenas na semana retrasada quarenta pessoas foram assassinadas, isto em quatro dias. E segundo o Sr. Secretário Rodney Miranda estamos vivendo uma situação de guerra. Diariamente assistimos estarrecidos à crescente onda de violência que varre nosso País, nosso Estado, nosso município e nossa comunidade. Por mais que procuremos encontrar os motivos que levam a esta escalada da violência fica cada vez mais nítido para todos nós que diversos fatores influenciam para os índices alarmantes da criminalidade. Apenas para nossa reflexão tivemos semana passada um pastor sendo morto pelo próprio irmão porque não possuía o valor necessário para custear o seu vício e comprar drogas. A nosso ver a droga é a principal raiz deste mal. O tráfico está arregimentando pessoas cada vez mais novas, porque a ousadia e a coragem são características da pouca idade e eles não medem conseqüências na hora de puxar o gatilho. Outro fator relevante é o alto consumo e o tráfico de drogas sintéticas, que estão invadindo nossas cidades e alcançando os jovens da classe média e da elite, pois são difíceis de serem detectadas e o seu efeito é devastador, fazendo uma mutação em seu período de ação no corpo levando o usuário a alucinações e distúrbios físicos que fatalmente afetam o sistema nervoso. Portanto, não existem limites de classes sociais, existe droga para todos os bolsos. Ocorre que o sistema de crédito estabelecido pelo tráfico não perdoa: quem não paga morre! Sem contar a briga entre gangues pela posse dos pontos de venda, que é uma verdadeira guerra civil, e só no Brasil mata em um único ano mais do que a guerra da invasão americana ao Iraque. Sabemos que nosso modelo prisional é ultrapassado e ineficaz, funcionando na verdade como um curso de doutorado para o crime, pois o indivíduo acaba saindo pior e mais violento do que era quando entrou. Não temos projeto nacional de ressocialização desses presos, que apenas são armazenados em condições subumanas até que cumpram suas penas. Os desníveis sociais, a impunidade, a injusta distribuição de renda e a legislação ultrapassada e inadequada contribuem, de fato, para essa cruel realidade. Mas acreditamos que a falta de valores morais, a desagregação das famílias e a falta de evangelização no cotidiano familiar são causas muito mais significativas. Vivemos em uma sociedade capitalista e a necessidade de consumo desenfreado está mudando nossas referências. Hoje o ter tem mais importância do que o ser. Essa sociedade que valoriza o que você tem e não o que você é está gerando pessoas frias e individualistas. O senso comum, a preocupação com
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 8049 seu semelhante e a solidariedade vão aos poucos deixando de ter importância. É imperioso que nossa sociedade tenha consciência de que a segurança é pública e, portanto, um direito e um dever de todos. É uma noção de cidadania criar nossos filhos e educá-los com limites, pois também assim contribuímos com a segurança pública. Os legisladores federais, quais sejam, os deputados federais e os senadores precisam com urgência providenciar a revisão das leis penais e processuais. Importante destacar que o Estatuto da Criança e do Adolescente foi aprovado há mais de dezessete anos, quando a realidade era bem diferente da que vivenciamos hoje. Portanto, é imprescindível uma urgente e ampla revisão do mesmo, para que a falta de punição adequada não seja mais um fator que contribua para esse alarmante índice de criminalidade. Enquanto gestores públicos temos de fazer a nossa parte e cuidar das pessoas. As obras de infraestrutura são importantes, mas temos de priorizar a obra humana fornecendo saúde de excelência e com atendimento mais humano, priorizando a educação, o acesso ao lazer, investindo no social e em alternativas de emprego e renda, sem deixar de investir a sua parte em segurança, como por exemplo, a criação de guardas municipais e o auxílio às forças policiais. Não se concebe mais culpar somente o governo estadual e o governo federal como se não tivéssemos responsabilidade por isso. As soluções muitas vezes estão no próprio município. Necessitamos, urgentemente, reconhecer o importantíssimo papel das igrejas no processo de estabelecimento de valores morais na nossa sociedade. Temos que tê-las como parceiras, de fato, do poder público. Junto poderemos alcançar resultados bastante significativos, como disse o nosso Deputado Marcelo Santos. As igrejas católicas e evangélicas já fazem um excelente trabalho social, precisando apenas de mais apoio dos nossos governantes para a perfeita implementação dos seus projetos e programas, que trazem sempre agregados a palavra de Deus. E sabemos do grande poder de transformação da palavra de Deus. Para justificar nossa tamanha preocupação com o tema em discussão, cumpre-nos ainda destacar a matéria noticiada pelo Jornal A Gazeta no último dia 14, que publicou a entrevista com o pai do menor que recentemente matou de forma bárbara o gerente do Banco do Brasil, em Vila Velha. Trata-se de um trabalhador da construção civil, respeitado entre seus vizinhos e colegas de profissão, que teve seus quatro filhos presos, envolvidos com crime. O Jornalista Geraldo Nascimento perguntou ao pai: como é para o senhor conviver, agora, com quatro filhos presos. E ele respondeu: sofrimento para definir isso é pouco. É humilhante. Estou envergonhado. Eu e minha família. Trabalhei pesado durante muitos anos, rapaz, para agora passar por isso. Porem, mesmo assim, mantenho a cabeça erguida, porque fui criado para ser uma pessoa correta e assim é até hoje. Meus vizinhos nos conhecem e sabem como são as coisas. Esse depoimento nos mostra que temos que começar de dentro para fora, mudando o nosso relacionamento com nossos filhos, tendo mais tempo para eles, impondo limites, ensinando-os o que é o amor, habituando-os a freqüentar uma igreja. Temos obrigação de transformá-los em pessoas de bem. A ocupação do tempo ocioso com o trabalho e a responsabilidade ensinados desde cedo, como fez meu pai, incentivando-me e apoiando-me, aos sete anos de idade, a vender laranja e coco na beira do campo de futebol, na Barra do Riacho, são fatores que contribuíram de forma decisiva na minha formação. Aos nove anos já sabia, inclusive, desossar um boi. Trabalhei no comércio juntamente com ele, de domingo a domingo, até completar vinte e quatro anos, quando então comecei minha carreira política. Desta forma, penso que combater o crime e a violência é combater apenas o efeito. Entretanto, precisamos, acima de tudo, combater as causas da violência, que vão muito além dos problemas sociais. O grande desafio dos tempos atuais para a humanidade é como enfrentar o câncer das drogas, que destrói de forma veloz a convivência das pessoas. Nossa proposta é que os deputados federais e senadores, que detém a competência legislativa para elaboração e revisão de leis federais, promovam uma grande discussão com a participação dos deputados estaduais, dos Poderes Executivo e Judiciário, do Ministério Público, dos representantes das forças policiais e da sociedade civil, além de lideranças religiosas. Acreditamos que esta grande obra de reconstrução do novo Espírito Santo deve estar fincada no tripé da saúde, educação e segurança pública. Estejamos todos atentos, pois precisamos sair da nossa zona de conforto e comprometermo-nos a buscar forças em Deus a cada dia, trabalhando para que as pessoas não sigam pelos caminhos das drogas, sejam elas lícitas ou ilícitas, a fim de que a violência seja uma página virada no Estado e na nossa sociedade. A solução não é fácil, mas é possível. Não apenas com críticas, mas, sobretudo, com efetivas ações, buscando conhecer com profundidade a triste realidade que nos assola, para não sermos, no futuro, mais uma das vítimas do mundo das drogas. Vamos todos os dias, manhãs, tardes e noites, fazer mais do que pensamos ser o nosso dever. Esse tema que abordamos talvez seja o que mais tem maltratado a nossa sociedade e as nossas famílias, e este final de semana não foi diferente. Temos em mãos o depoimento de um pai que sabemos estar sofrendo muito. Ele diz no depoimento: nunca imaginei que isso fosse acontecer. Meu filho mora comigo e saiu ontem
8050 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 dizendo que ia para casa da namorada. Eu não sabia que ele iria para essa festa rave, na Barra do Jucu. Nunca imaginei que isso fosse acontecer e de repente recebo um telefonema dizendo que ele está preso em uma delegacia. É muito difícil passar por isso e estou surpreso. Nunca desconfiei de nada. A gente fica até meio desorientado. Agora vou arrumar um advogado e tentar tirá-lo da cadeia. Esse é o depoimento de um senhor, um agente municipal de saúde do Município da Serra. Temos certeza de que esse pai e toda sua família estão sofrendo muito em função dessa praga que tanto corrói a nossa sociedade. O Sr. Jardel dos Idosos Jovens presos por causa de drogas acontece todos os dias. Lembramos de um acidente que aconteceu na Curva da Jurema, quando a lancha de um empresário atropelou um jovem, decepando seu braço. Esse acidente foi noticiado nos jornais durante um mês. Acabou. Não se fala mais nesse caso. Aconteceu acidente parecido com esse, num ônibus do Transcol, e não houve comentário algum. Essas coisas acontecem todos os dias, todas as horas. Na verdade é preciso que alguma coisa aconteça para estar na mídia e assim fundir a mente do ser humano. O ser humano realmente tem que estar ocupado com alguma desgraça, com alguma coisa ruim. Mas é fácil mudar o mundo. Estivemos ontem no Município de São Gabriel da Palha, onde realizamos uma festa para mais de cinco mil pessoas. Na ida reparamos que a estrada estava sem sinalização. Muito dinheiro é arrecadado e poucas coisas são feitas. Na volta vimos um acidente com três veículos. Enfim, jovens presos por causa de drogas acontece todos os dias, mas muitas vezes essas prisões não são publicadas nos jornais. O SR. MARCELO COELHO Infelizmente isso está acontecendo e é por isso que estamos debatendo esse tema. Uma dos motivos para que essas coisas aconteçam talvez seja a falta desses valores nas nossas famílias. Infelizmente, a população carcerária é cada dia mais jovem e, muitas vezes, por falta de conselho, de apoio, de amor, de um abraço, de carinho. A Sr.ª Aparecida Denadai Parabenizamos o excelente discurso e fazemos coro com a linha de pensamento de V.Ex.ª e ousamos discordar do nosso querido amigo Deputado Jardel dos Idosos. Concordamos com S. Ex.ª ao afirmar que não são todas as pessoas que freqüentam as raves ou os bailes funks que fazem uso de drogas. O que estamos afirmando aqui, sem nenhum medo de errar, é que esses bailes funks e essas festas raves são usadas para o comércio de drogas. É uma colocação diferente. O que cobramos do Poder Público é que se não há uma fiscalização efetiva não se pode, por falta de condição, manter esse tipo de evento. Porque a maior parte do comércio de droga é feito nas madrugadas, nessas festas. Passamos diante deles, e não há nenhum tipo de fiscalização. Quem está sofrendo com isso? São exatamente esses jovens, como bem disse o Deputado Jardel dos Idosos, que não usam drogas e acabam pagando o preço. Hoje, defendemos a proibição desses eventos uma vez que temos deficiência de policiais nas ruas para proteger a população. Todo mundo tem de pagar o preço e a solução é diminuir os espaços onde esse comércio de drogas pode ser feito. Se o Estado diz que temos um número reduzido de policiais e não temos dinheiro para aumentar esse número, então cada um tem que fazer a sua parte, tem que diminuir o número desses eventos onde prolifera o comércio de drogas. As famílias têm que estar mais presente junto a seus filhos e o Estado e os municípios devem se integrar nessa fiscalização. Parabenizamos o Deputado Marcelo Coelho, porque nesta Casa todos temos orgulho do seu trabalho e o povo de Aracruz tem que ter mais orgulho ainda, porque V. Ex.ª é um dos melhores políticos que saiu daquela região. O SR. MARCELO COELHO Agradecemos o aparte da Sr.ª Deputada Aparecida Denadai. Voltando ao tema do nosso pronunciamento, também acreditamos que a impunidade talvez seja um gerador de fatos como esse, porque há muitas leis que não estão sendo trabalhadas com afinco. Mas não entraremos nessa seara. Enviaremos este discurso aos deputados federais e aos senadores para que debatam sobre o tema, pois talvez seja o de maior dificuldade a ser enfrentado pela humanidade. Consideramo-nos jovem e por esse motivo falamos a cada jovem que esteja nos ouvindo: Não vá nesse caminho, porque muitas vezes não tem volta. Esse caminho só traz infelicidade, causa desgosto a seus pais, a seus familiares e vocês vão sofrer muito com isso. Por favor, sigam o caminho correto, o caminho que possa servir de exemplo dado por suas famílias. Muito obrigado. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (GUERINO ZANON) Obrigado Deputado Marcelo Coelho e parabéns pelo pronunciamento. Concedo a palavra à Sr.ª Deputada Aparecida Denadai. A SR.ª APARECIDA DENADAI (Sem revisão da oradora) Sr. Presidente, Sr. as Deputadas e Srs. Deputados, achamos que este é um momento de reflexão e o debate sobre a violência é muito apropriado, apesar de não ser o tema da nossa fala.
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 8051 Temos que encarar esses problemas de frente, como as festas raves, os bailes funks, a falta de policiais nas ruas e o problema de abandono por parte das famílias dos seus jovens. Todo mundo tem que começar a trabalhar para ajudar a diminuir a insegurança pública que estamos vivendo. Sempre cobramos do Estado, mas mais do que ninguém temos a consciência de que todos nós somos responsáveis: Estados, Municípios, Governo Federal, Assembléia Legislativa, Câmara de Vereadores e as Prefeituras. Vale ressaltar que não adiantará nada o Estado se empenhar se os prefeitos da Grande Vitória não estiverem envolvidos no problema da segurança pública. É obrigação de todos nós. Temos que debater esse assunto. Temos convicção de que encontraremos colegas que vão se opor à nossa linha de pensamento, como o Deputado Jardel dos Idosos, que é a favor das festas raves e respeitamos muito. Mas nos posicionamos de forma contrária. Achamos que é uma forma que não traz nenhuma segurança aos nossos jovens. Precisamos oferecer aos nossos filhos, aos nossos jovens algo mais saudável, um ambiente mais seguro para que possam transitar. Temos a convicção de que quem é pai e quem é mãe, e que estão nos ouvindo agora, têm a mesma ansiedade que nós. Tenho duas filhas adolescentes e me preocupo muito com elas. Não quero que amanhã - não digo que todos os jovens que freqüentem esses lugares usem drogas, mas cria um ambiente ruim, com traficantes na porta, devido a uma troca de tiros, morra um jovem que nem usuário de drogas é. A nossa preocupação é essa. Nada contra quem produz esses eventos. Temos a convicção de que a idéia original, que a intenção inicial é boa em criar um ambiente bom para os jovens, mas hoje não é o que verificamos. Mudando a rota do nosso assunto, parabenizamos a Faculdade São Geraldo, do Município de Cariacica, pois no último final de semana foi realizado um evento naquela faculdade e pudemos perceber de forma clara que a iniciativa privada pode dar a sua contribuição, quando quer. A Faculdade São Geraldo criou um movimento parecido com a ação global que é feita pelos municípios, abrindo suas portas para o atendimento à população. Havia técnicos, médicos, enfermeiros fazendo exames preventivos direcionados às mulheres e um grande número de estudantes tirando Carteira de Identidade. Foi uma ação praticada por uma instituição privada em favor da população. Quando vimos o tamanho da fila das mulheres que faziam o exame preventivo, demo-nos conta do tamanho da necessidade que existe, hoje, na nossa cidade, Cariacica, de assistência à saúde. Hoje, no nosso município há uma deficiência muito grande no atendimento à população. Mais do que nunca temos defendido aqui a construção de um Hospital Geral para Cariacica. Temos dito isso até de forma reiterada, repetitiva, porque quando não vencemos pelo amor vencemos pela dor. Falaremos muitas vezes nesta Casa que temos a convicção de que o Governador do Estado, Sr. Paulo Hartung, com a sensibilidade e um coração bondoso que tem, entenderá, num determinado momento, que o povo do Município de Cariacica merece ter um hospital geral. Quando falamos do Município de Cariacica, de uma solução para a área de saúde da cidade de Cariacica, estamos falando da solução para a saúde da Grande Vitória. Hoje, se formos ao Hospital São Lucas e ao Hospital Dório Silva, veremos que lá está cheio de cariaciquense buscando atendimento e pelos corredores daquele hospital. Quando defendemos a criação do Hospital Geral para o Município de Cariacica, na verdade estamos defendendo a saúde da população da Região Metropolitana. Sabemos hoje que há uma carência generalizada nessa área e a construção desse hospital é sinônimo de se fazer justiça com o povo de Cariacica. A nossa cidade vem sofrendo com a injustiça e a desigualdade na repartição e na divisão do ICMS, ficando com uma das menores parcelas. Temos a menor renda per capita do estado, apesar de ter uma das maiores arrecadações. Precisamos priorizar a saúde da nossa cidade de Cariacica, pois há uma demanda muito grande. Ouvimos quase que diariamente em todos os bairros nos quais circulamos essa solicitação. Nesse final de semana nos reunimos com várias lideranças e em todas as reuniões, em todas, a prioridade, aquilo que mais tem angustiado a população de Cariacica é a deficiência na área da saúde. Hoje, o Deputado Marcelo Santos fez referência ao modelo de gestão - sentimos muito orgulho em falar nele - implantado no Município de Serra. Esse final de semana o jornal A Gazeta noticiou os índices de aprovação do Sr. Prefeito Audifax Barcelos e da prefeitura da Serra. Isso é motivo de orgulho para nós e para toda a bancada do PDT porque o Prefeito Audifax Barcelos é um prefeito do PDT. Temos que lembrar também que esse trabalho bem avaliado foi fruto de um trabalho iniciado há doze anos pelo nosso querido presidente do PDT, ex-prefeito da Serra, Sr. Sérgio Vidigal. Há doze anos o Município de Serra tinha uma situação idêntica à que vive hoje a cidade de Cariacica. E quando o prefeito da Serra assumiu a prefeitura pegou um município com seis folhas de pagamento atrasadas, com uma arrecadação baixíssima, um município cheio de problema social: problemas na área da saúde, na área da educação, enfim, em todas as áreas o município tinha mais problemas que soluções a serem apresentadas. Há doze anos o então prefeito Sérgio Vidigal arregaçou as mangas: começou uma gestão eficiente, competente, mostrando o modelo PDT de
8052 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 administrar. Foi um trabalho de quatro anos, inicialmente só de enxugar. Retirou da Prefeitura da Serra os marajás que abocanhavam quase um milhão de reais do dinheiro público do povo serrano. Começou um trabalho de moralização, de resgate da ética, de aplicação do dinheiro público com seriedade. Esse trabalho não foi feito em um dia; foram quatro anos o então prefeito trabalhando de sol a sol, trabalhando em parceria com as entidades, com o povo serrano, com o Ministério Público, que também foi determinante, naquela oportunidade, para tirar os bandidos que roubavam o povo da Serra. Para fazer isso foi preciso a coragem e a determinação do então prefeito Sérgio Vidigal. Quem é da Serra se lembra bem que quando S. S.ª fez isso as pessoas o ameaçaram de morte, mas em nenhum momento ele duvidou que pudesse fazê-lo. Hoje, quando vemos esses números que nos empolgam muito e vemos nosso colega, companheiro de partido, Prefeito Audifax Barcelos, um exemplo para o Estado todo, não podemos nos esquecer dos oito anos da administração do nosso querido Sérgio Vidigal, também parceiro do atual prefeito Audifax Barcelos. Juntos conseguiram construir um município que hoje pode ser referência para os outros municípios. Cariacica sente um pouco de inveja santa do Município de Serra. Cariacica gostaria de ter um modelo de gestão como foi implantado no Município de Serra, administrado pelo nosso partido, o PDT. Hoje, o Município de Vila Velha, administrado pelo companheiro Max Filho, e o Município de Serra são exemplos para a Grande Vitória. E chamamos a atenção para um problema que tanto a Serra quanto Vila Velha enfrentaram, venceram e hoje são referência: aumento da arrecadação de ISS. Recentemente Vila Velha foi citada pela revista Exame como município que mais cresceu em arrecadação de ISS no País. Isso se deu porque buscou políticas de atração de prestadores de serviços. Isso também aconteceu na Serra, repetimos. É essa política que defendemos para a cidade de Cariacica. Queremos que seja implantado na nossa cidade o mesmo modelo de gestão da Serra, hoje conduzida pelo Prefeito Audifax Barcelos, fruto de um trabalho desenvolvido pelo nosso querido Sérgio Vidigal, que não pode ser esquecido. Talvez por isto o povo serrano tenha tanto amor e gratidão por S. S.ª: porque foi um prefeito que trabalhou, que construiu os alicerces. Hoje a Serra está erguida sob alicerces seguros. Ficamos feliz com o sucesso empreendido pela administração do Prefeito Audifax Barcelos. Isso é fruto de quem trabalha com seriedade e competência. O Sr. Jardel dos Idosos Sr.ª Deputada, V. Ex.ª e o prefeito de Vila Velha são do mesmo partido. V. Ex.ª tem algo a falar sobre aquela administração? A SR.ª APARECIDA DENADAI Acabamos de registrar que a prefeitura de Vila Velha foi citada inclusive pela revista Exame como a que mais aumentou a arrecadação de ISS no País. Isso foi fruto de uma política de atração de investimentos para a cidade, e isso também muito nos orgulha. Infelizmente nosso tempo acabou, mas deixamos registrados nossos parabéns ao querido amigo e presidente do nosso partido, Sr. Sérgio Vidigal, pelo trabalho espetacular que implantou no Município de Serra, e também ao Prefeito Audifax Barcelos. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE - (GUERINO ZANON) Concedo a palavra ao Sr. Deputado Claudio Vereza. O SR. CLAUDIO VEREZA (Sem revisão do orador) Sr. Presidente, Srs. Deputados e Sr. as Deputadas, assomamos a esta tribuna para abordar três temas. Primeiro, fazer uma saudação aos defensores e defensoras públicas pelo seu dia. O defensor público é o advogado público encarregado de fazer justiça aos que não têm acesso a ela. É uma função pública de grande importância, e nosso Estado deu exemplo em nível nacional, pois criou a sua Defensoria Pública e recentemente realizou concurso ampliando o quadro, que era muito limitado. Parabenizo todos os defensores públicos pelo trabalho dedicado às pessoas que não têm como pagar ao advogado. Essa postura faz com que a justiça seja acessível a todos. Comunico a este Plenário uma notícia positiva: a implantação, nos próximos dias, da ZPE Zona de Processamento de Exportação - em Vila Velha. O tema é antigo, estava adormecido há muitos anos, mas com a Lei Federal nº 11.508, de julho de 2007, de autoria do Presidente Lula, a Zona de Processamento de Exportação teve o prazo de validade ampliado até julho deste ano. Com isso a ZPE capixaba que será instalada em Vila Velha ganhou corpo, ganhou possibilidades. E semana passada, com a aprovação do projeto de relocalização, ficou mais próxima a implantação dessa ZPE de Vila Velha. A Câmara Municipal aprovou projeto relocalizando a área onde será instalada a Zona de Processamento de Exportações em Vila Velha, na Rodovia Darly Santos, junto da área ambiental da Lagoa Encantada. Será uma ZPE ecológica, porque em conjunto com a implantação da área industrial será implantado também o Parque Municipal da Lagoa Encantada, que envolve a lagoa e todo um conjunto ecológico de manguezais e nascentes do Rio Aribiri, em Vila Velha. Após a sanção do projeto de lei aprovado na Câmara, que se dará na Sessão Solene de amanhã à noite, quando serão entregues Títulos de Cidadão e Comendas do Município de Vila Velha, como parte das comemorações do Dia da Colonização do Solo Espírito-Santense, o processo será encaminhado ao
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 8053 Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior para aprovação. Houve apenas uma pequena mudança no ponto de implantação da ZPE capixaba, e é aprovar essa relocalização. Sendo aprovado no Ministério, a ZPE estará pronta para ser implantada. A equipe de empresários proprietários da área, que já tem empresas não-poluidoras preparadas para se instalarem nesse novo pólo industrial, já está pronta para iniciar as obras ainda antes do dia 25 de julho, prazo fatal para sua implantação. De que se trata a Zona de Processamento de Exportação ZPE? É uma área geográfica delimitada - no nosso caso, em frente à Rodovia Darly Santos, portanto, com uma logística perfeita porque está muito próxima ao Porto de Capuaba - onde se instalarão indústrias que têm a obrigação de produzir oitenta por cento para exportação, com incentivos fiscais - os outros vinte por cento que podem ser vendidos para o mercado interno não têm o benefício da isenção de impostos - e procedimentos administrativos simplificados que permitam que a produção seja destinada ao mercado externo com mais facilidade. Também, são instrumentos mais utilizados no mundo para: atrair investimentos estrangeiros voltados para a exportação; colocar as empresas em igualdade de condições com as demais localizadas em outros países que dispõe de mecanismos semelhantes; criar empregos; aumentar o valor agregado das exportações e fortalecer a balança de pagamentos do país; difundir novas tecnologias e corrigir desequilíbrios, utilizando matérias primas regionais, transformando-as em produtos industrializados, contribuindo para maior ingresso de divisas, utilizando a mesma capacidade instalada do Porto ou Aeroporto próximo a essa área. A ZPE do Município de Vila Velha já é uma realidade. Basta o prefeito sancionar a lei aprovada na Câmara e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior aprovar sua relocalização e aí Vila Velha conquistará uma nova área industrial voltada para a exportação próxima ao Porto daquela cidade gerando emprego, renda e divisas. Apresentamos, neste momento, aos colegas uma moção de apoio à implantação da ZPE em Vila Velha. Essa moção será encaminhada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior para que seja aprovada a relocalização já aprovada pelo Município e com condicionantes ambientais importantíssimas porque essas condicionantes viabilizarão a implantação do sonhado Parque Municipal da Lagoa Encantado, situado entre os bairros Jardim Marilândia, Vale Encantado e a Rodovia Darly Santos. Parabenizamos a Prefeitura Municipal de Vila Velha por meio da Secretaria de Desenvolvimento que se empenhou buscando essa nova localização, integrando e conquistando a ZPE que já estava perdida. No Brasil apenas quatro ZPEs haviam sido instaladas até o momento; com a prorrogação que o Sr. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva permitiu pela Lei nº 11.508 de julho de 2007, houve a possibilidade do prazo para que novas áreas fossem implantadas. Parabenizamos o Sr. Prefeito Helder Salomão e toda a sua equipe pela realização da 3ª Feira de Negócios do Município de Cariacica. A imprensa divulgou amplamente como aquela cidade vem crescendo a partir da criação da Secretaria de Desenvolvimento; a partir da criação do Pólo Industrial e a partir da aprovação da lei da Micro e Pequena Empresa. A primeira lei no Brasil a ser implantada nessa área. O Município de Cariacica teve um crescimento de vinte nove por cento ao ano virando manchete na primeira página do jornal A Gazeta da edição da última sexta-feira, divulgando os números, por exemplo: investimentos da iniciativa privada em 2006 e 2007 foram duzentos e sessenta e um milhões de reais. Só em 2008, duzentos e cinqüenta milhões de reais. Geração de quatro mil duzentos e oitenta novos postos de trabalho em 2005, 2006 e 2007, só em 2008 três mil e trezentos novos postos de trabalho e com um número recorde de empresas abertas neste ano de 2008. Parabenizamos o companheiro Sr. Prefeito Helder Salomão e sua equipe, especialmente o Sr. Secretário Pedro Rigo, por ser declarado prefeito empreendedor pelo SEBRAE e por ter realizado essa belíssima Feira de Negócios. (Muito bem!) A SR.ª PRESIDENTA - (APARECIDA DENADAI) - Antes de concedermos a palavra ao próximo orador inscrito, registramos nas galerias, desta Casa de leis, a presença do pastor, Sr. Ely Antônio da cidade de Cachoeiro de Itapemirim conterrâneo do nosso querido Sr. Deputado Theodorico Ferraço. Um homem de Deus e iluminado. Agradecemos a Deus e ao pastor, Sr. Ely Antônio, pela presença. Concedo a palavra ao Sr. Deputado Luciano Pereira. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Sr. Deputado Jardel dos Idosos. O SR. JARDEL DOS IDOSOS - (Sem revisão do orador) - Sr.ª Presidenta, Sr.ªs Deputadas e Srs. Deputados, hoje estamos muito tristes; um vazio no coração muito grande. Ontem realizamos, no Município de São Gabriel da Palha, uma festa que contou com a presença de umas quatro a cinco mil pessoas. Pudemos ver como esses municípios se desenvolverem. E como a prefeita daquele município, Sr.ª Raquel Lessa, trabalha. Parabéns prefeita! Que festa bonita!não a minha, mas a de V.Exª. Que cidade linda! Assistimos também na rede de televisão a uma propaganda do Prefeito Municipal de Vila Velha
8054 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 que diz: todo o desejo do ser humano é morar em Vila Velha. A cidade que todos sonham em morar. Uma propaganda mentirosa, exibida em horário nobre, e com a qual o prefeito gasta uma fortuna. Dinheiro que poderia fazer como as cidades de Linhares que tem como Prefeito o Sr. José Carlos Elias, onde também estivemos presente; João Neiva, com o Prefeito, Sr. Luiz Carlos Peruchi, gente fina demais e também Baixo Guandu. Quem mora nessas cidades jamais quer morar em outras cidades. Quem mora no Município de João Neiva quer morar em outro lugar? Não quer. Porque a cidade é linda, uma higiene total, uma limpeza fora do comum. Agora, Vila Velha é uma cidade cheia de buracos, uma sujeira, uma imundície. O Sr. Sérgio Borges - Anunciamos hoje o aniversário do Sr. Deputado Doutor Hércules. Agradecemos o aparte. O SR. JARDEL DOS IDOSOS - Estivemos no Município de Linhares e ficamos impressionados com a capacidade daquele prefeito. Lá a macrodrenagem realmente existe, as galerias têm altura de um prédio, talvez sejam do tamanho do terceiro piso desta Assembléia Legislativa. Tiramos fotos mas não tivemos tempo de revelá-las. A manilha cabe este deputado com as mãos na cabeça e em pé. Enquanto as manilhas, que mostramos na semana passada, usadas na orla do Município de Vila Velha, quase não nos cabe agachados. Fomos ao Município de Baixo Guandu e parabenizamos a prefeita daquela cidade. Realmente o Município de Vila Velha está atrasado. É preciso urgentemente uma eleição porque o povo quer mudança. Sobre o ISSQN - Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - o Município de Vila Velha cresceu na construção civil, teve o aumento maior do Brasil. Mas o desemprego naquela cidade é muito grande. Já mostrei da tribuna desta Casa e até saiu no jornal, mil e trezentos currículos no ano passado; hoje estou com mais ou menos dois e quinhentos currículos, sendo noventa por cento de Vila Velha. O desemprego em Vila Velha é muito grande, pois na verdade falta incentivo fiscal, valorização e empreendimentos. Perdemos, em média, mais de trezentos grandes empresários que naquele município estavam instalados, e hoje estão em outros municípios. Vila Velha parede que parou no tempo. Dizemos ao Doutor Hércules que Vila Velha parou no tempo. É triste vermos propagandas enganosas na televisão em horário nobre. Todos sabem que não é barato uma propaganda em horário nobre, principalmente durante o Jornal Nacional, novela das seis e das sete. O dinheiro está sendo jogado fora! Coisas boas nós vemos, um comenta com o outro. Não é preciso gastar dinheiro da forma como o prefeito vem gastando em Vila Velha, com propagandas enganosas. Acorda Vila Velha! Acorda, porque o povo já acordou, só está esperando outubro chegar para dar a resposta nas urnas. Foi noticiado: Forças Armadas em reservas da Amazônia. Quantas vezes falamos que era preciso que as Forças Armadas tomassem conta da Amazônia? A matéria do jornal A Tribuna diz: Ao chegar de Paris ontem, o Secretário do Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, convidado para assumir o Ministério do Meio Ambiente, disse que vai propor ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva o uso das Forças Armadas na proteção de parques e reservas da Amazônia A Amazônia está sendo devastada! Assistimos ao programa de TV, Discovery, um anúncio que dizia que em cada segundo é desmatado um área do tamanho de um campo de futebol no mundo. A Amazônia está sendo devastada! Levamos um amigo ao aeroporto e ao retornar vimos uma senhora cheia de malas e a perguntamos se queria uma carona; ela respondeu: Com certeza, estou precisando. Não conheço ninguém na cidade. Perguntei de onde ela era e disse que era do Pará. Viemos conversando e em um momento ela disse: Jardel, na Amazônia, o que vem destruindo é a pecuária; os fazendeiros estão desmatando para fazer pastos. Não é somente as madeireiras não, a grande parte é desmatada pelos pecuaristas, para fazer pastos e plantação de soja O futuro Ministro do Meio Ambiente, Sr. Carlos Minc, esteve nos Estados Unidos e com certeza trouxe uma ordem, dos estrangeiros, para que as Forças Armadas tomem conta da Amazônia. Considero Acho que seria bom, principalmente se os americanos tomassem conta da Amazônia, pois nós, brasileiros, não estamos com nada do que nos pertence. A Amazônia, todo mundo sabe é o pulmão do Brasil! Solicito ao cinegrafista que focalize estas fotos. (Pausa) A foto mostra o desmatamento na região de Linhares. Olhem a covardia! Madeira em extinção! Esta outra foto é de um acidente, que fotografei, ela mostra que não tem faixa de pedestre. Realmente está totalmente abandonado. Ontem, me sujei todo de sangue. Não tem faixa, não tem sinalização. Olhem, que coisa horrorosa! Temos muitas coisas para falar através desta tribuna, mas não teremos mais tempo. As fotos chegaram atrasadas. É preciso que o Exército tome conta deste país.
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 8055 A foto que exibimos é de uma festa que fizemos no Município de São Gabriel da Palha, onde conseguimos reunir, em média, de cinco a seis mil pessoas. Nunca vimos uma festa tão bonita, com tanta gente bonita. Dizemos ao Prefeito Max Mauro Filho que quem mora no Município de São Gabriel da Palha não quer mudar de lugar; quem mora no Município de Colatina ou de Linhares também não quer mudar de lugar. Não queira mudar o pensamento e a vontade de ninguém, Sr. Prefeito. Agora, quem mora em Vila Velha, com certeza, está com vergonha de morar naquele município, que parou no tempo. Sr. Deputado Doutor Hercules, com certeza mudaremos esse município para melhor. Faremos realmente um trabalho sério e honesto, sem enganar o povo do daquele município. (Muito bem!) A SR.ª PRESIDENTA (APARECIDA DENADAI) Concedo a palavra ao Sr. Deputado Marcelo Santos. O SR. MARCELO SANTOS - (Sem revisão do orador) - Sr.ª Presidente, Sr.ª s Deputadas e Srs. Deputados, registramos que duas leis de nossa autoria foram sancionadas e promulgadas hoje, conforme leitura do DLPL. Essas leis tiveram a iniciativa de pessoas comuns na sociedade. Cumprimos o nosso papel de legislador, que transmite aquilo que escuta da sociedade através de ações, pronunciamentos e projetos de lei como esses, sancionados pelo Sr. Governador Paulo Hartung, e tantos outros que apresentamos nesta Casa, amplamente divulgados pela mídia. Destacamos um registro que fizemos no momento da discussão da ata, do ranking de aprovação das prefeituras. Naturalmente, seguida da aprovação que tiveram seus administradores, porque há uma diferença entre a prefeitura e seu gestor. Algumas vezes a prefeitura tem um índice de aprovação maior que o do prefeito; em outras, o prefeito tem um índice de aprovação maior que o da prefeitura, pelo seu jeito, pelo trato. O Sr. Deputado Claudio Vereza deve ter ouvido quando fizemos registro criticando o Governo do Presidente da República, Sr. Luiz Inácio Lula da Silva. Criticamos S.Ex.ª algumas vezes, não meramente por uma opção política e partidária, mas porque achávamos, naquele momento, que as ações promovidas pelo Governo Federal estavam aquém da sociedade. Criticamos também o Governo do Presidente da República, Sr. Luiz Inácio Lula da Silva S.Ex.ª quando pedimos, através desta tribuna, a duplicação da rodovia do Contorno, vulgarmente conhecida como a rodovia da morte. Quantas manifestações, encontros com empresários, para fazermos, inclusive, um novo projeto que visava garantir o acesso ao bairro São Francisco, no trevo da Ceasa, no Município de Cariacica. Também, da mesma forma que criticamos e pedimos, através desta tribuna e através de ofício, parabenizamos e agradecemos o Presidente da República, Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, quando do anúncio da ordem de serviço que autorizou a duplicação da rodovia BR 101, a rodovia do Contorno. Foi uma vitória do povo do Município de Cariacica. Uma vitória das famílias que tiveram seus entes ceifados, brutalmente atropelados com parte do corpo tirada; outros, tirada a vida. Da mesma forma, fazemos um elogio ao Prefeito Audifax Barcelos. S.Ex.ª não é do nosso partido, mas é de um município que faz divisa com o nosso, Cariacica. Reconhecemos a gestão de S.Ex.ª que vai muito além das fronteiras partidárias; uma gestão de equilíbrio e de saber escutar as pessoas. Muitas pessoas falaram que o Presidente Lula está navegando meramente numa ação que o Governo Fernando Henrique deixou. Pode até ser. Acreditamos que tenha a participação do antigo presidente. Mas o Presidente Lula, com sua competência e equipe, colocou o Estado Brasileiro para trabalhar e deu alguns passos a mais, por sua competência. Como disse o Governador Paulo Hartung, Lula é uma força da natureza. Lembramo-nos de um discurso que Lula, no momento do anúncio da expansão do aeroporto de Vitória, falou sobre sua cidade natal, no Nordeste Brasileiro, sobre a criança que alcançava o quinto ano de idade que seria conhecida como um herói. Lula passou dos cinco anos de idade e se tornou Presidente da República. Essa história não é diferente das de outras pessoas que moram no Nordeste brasileiro e em Cariacica; da dificuldade, da luta, da perseverança. Hoje S.Ex.ª comanda o Estado Brasileiro. Não acreditávamos e não admirávamos a administração do Prefeito Audifax Barcelos. Não é vergonhoso admitir que é uma administração brilhante, reconhecida pelo povo daquele município. O jornal A Gazeta divulgou amplamente que o prefeito tem uma aprovação de 79,2% e a prefeitura de 70%. O prefeito é maior do que a cidade, do que a gestão da cidade. Isso é fruto de um trabalho, de reconhecimento da população. O gestor público não pode meramente transformar a cidade em um mecanismo, não é dono da cidade. Ele faz o que a sociedade indica, as prioridades nos mais diversos segmentos. Foi reconhecido assim pela associação das empresas do Município de Serra. Registramos o nosso reconhecimento, Prefeito Audifax Barcelos, de um município vizinho que está num ranking totalmente diferente. Cariacica ocupa a 12ª posição. Acreditamos, diante da esperança que tem a cidade de Cariacica e sua gente, que Cariacica pode
8056 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 ter um projeto em que as pessoas terão igualdade de oportunidades. O Prefeito de Serra aplica igualdade de oportunidades. A gestão pública não pode ser diferente da privada, aliás a pública tem que dar muito mais valor ao recurso. Temos um cliente: o povo. O povo tem que ser bem atendido. Não se pode admitir que uma administração pública trate mal o seu maior cliente, o povo. Uma administração pública não pode achar o que a população quer se não perguntar aos munícipes, nos segmentos, nos bairros, nas ruas. Um administrador público tem que ter noção exata. Essa noção não oriunda meramente de sua intelectualidade, mas das ruas. Nas ruas ele escuta as prioridades das associações de moradores, do comércio, da indústria, da sociedade civil organizada, das igrejas que tem um papel fundamental. Não sabemos o que seria de Cariacica e de Serra se não fossem as igrejas. Seu papel vai muito além de suas paredes internas, seja católica ou evangélica. Falávamos em nosso primeiro pronunciamento de um cidadão que quando desempregado virou alcoólatra, usuário de drogas - que não é o alcoolismo - acaba estuprando sua mulher, filho ou outra pessoa, quem dá assistência a ele é a igreja. A igreja, em sua concepção social, promove a campanha do agasalho, a cmpanha de combate à fome, ressocializar esse cidadão e o coloca de novo no mundo, no mercado de trabalho. Precisamos, enquanto poder público, reconhecer o trabalho de todos porque cada um tem sua participação na sociedade. O gestor não deve meramente achar que sabe tudo. Não sabemos nada. Nossa voz eclode neste momento, pois escutamos isto nas ruas: deputado, se não fosse as igrejas, Cariacica talvez fosse a cidade mais violenta do Espírito Santo. Ouvimos isso de um pastor, de um padre, dos cidadãos Sr. Deputado Rodrigo Chamoun, deputado estadual que tem uma relação muito grande com o Município de Guarapari. É assim que devemos cumprir nosso papel. Quantas vezes erramos nesta tribuna por fazermos grandes discursos e achar que sabíamos ou que estávamos nos pronunciando corretamente. Achismo. Isso acabou. Não se pode mais ter uma administração em qualquer setor na sorte ou no achismo. Quantas vezes recebemos reclamações e elogios, muitos, mas reclamações diversas, pois muitas vezes em nosso primeiro ano de mandato, na primeira legislatura, pronunciamo-nos achando que estávamos correto. A partir daí começamos a perceber que correto estaremos é assim que me posiciono hoje - se escutarmos os anseios da sociedade. Acreditamos que o Prefeito Audifax Barcellos age dessa forma. O partido tem muita importância. Orgulhamo-nos de ser do PTB porque assumimos dois mandatos no mesmo partido. Demos nossa retribuição ao partido tendo uma das maiores votações do Estado do Espírito Santo. Orgulho-me em ser petebista e da história do partido, mas não é o partido que me faz deputado. Na verdade é escutando o povo que transformo minhas ações, naquilo que escutei nas ruas, nas cidades, no Estado do Espírito Santo. (Muito bem!) A SR.ª PRESIDENTA (APARECIDA DENADAI) Concedo a palavra ao Sr. Deputado Carlos Casteglione. O SR. CARLOS CASTEGLIONE (Sem revisão do orador) Sr.ª Presidente, Sr.ªs Deputadas e Srs. Deputados, público que nos acompanha através da TV Assembléia, nossa saudação. Registraremos nesta tarde de segunda-feira dois fatos, um acontecido e outro a acontecer amanhã. Amanhã, numa audiência que acontecerá no Palácio Anchieta, os micro e pequenos empresários do Estado do Espírito Santo serão contemplados, após uma luta histórica, pelas compras governamentais. O Governo do Estado do Espírito Santo através da Secretaria de Gestão e Recursos Humanos fez um estudo, que demorou um pouco, a partir da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa buscando encontrar formas e caminhos para possibilitar aos micro e pequenos empresários do Estado do Espírito Santo acesso ao mercado governamental, ou seja, fazer venda de seus produtos para o Governo do Estado. O Governo compra muito por várias modalidades, mas especialmente por pregão e jamais na história do Estado do Espírito Santo os micro e pequenos empresários tiveram a possibilidade de participar vendendo seus produtos. Citaremos alguns exemplos, especialmente um que vivemos na condição de Secretário de Estado. Fazíamos pregão para compra de pó de café, que vem dos mais longínquos estados brasileiros. Isso sempre nos incomodou, mas não havia outro jeito, era por pregão e dentro das características que garantiam a qualidade do produto, tínhamos que aceitar o menor preço. Sendo que o Espírito Santo é grande produtor de café e no Estado existem várias iniciativas de empresas, de cooperativas, pequenas iniciativas de associações na torrefação e no empacotamento do pó de café. Mas essas empresas, muitas delas micros e pequenas, não podem participar dos pregões para oferecer o seu produto ao governo. Amanhã, finalmente, teremos o lançamento do programa de compra governamental, que teve a parceria do Sebrae, da Secretaria de Gestão e Recursos Humanos, dos fóruns da micro e da pequena empresa, e neste caso citamos a Federação da Micro e da Pequena Empresa do Estado do Espírito Santo. Lembramos o Sr. Stefano Lima, que coordenou, discutiu e participou ativamente desse
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 8057 processo, que sem dúvida nenhuma é um importante passo para a consolidação da lei geral da micro e da pequena empresa, instrumento que por muito tempo se buscou consolidar e avançar. Na prática, com o lançamento desse programa na manhã desta terça-feira, consolidaremos no Estado do Espírito Santo a lei geral da micro e da pequena empresa, oferecendo oportunidade aos micros e pequenos empresários de terem acesso a esse grande comprador, que é o governo. Existe uma série de itens importantes que podem ser adquiridos das micros e pequenas empresas, o que certamente representará resultados efetivos na geração de oportunidade de renda, na melhoria quantitativa e qualitativa de empregos, que estamos tão necessitados no Estado do Espírito Santo. Sendo que os micros e pequenos empresários são os responsáveis pela maior parte dos empregos gerados no nosso Estado e no nosso País. O Sr. Claudio Vereza Companheiro Carlos Casteglione, presidente do nosso Partido, parabenizamos V.Ex.ª pelo pronunciamento a respeito da implantação do projeto de compras governamentais voltado para a micro e pequena empresa no Estado do Espírito Santo. É uma iniciativa ultrapositiva, que vem complementar a lei geral da micro e da pequena empresa e que permitirá imensas oportunidades para pequenas empresas, como papelarias, pequenos fornecedores, que na concorrência geral não têm condições de competir com as grandes empresas. A partir do programa de compras governamentais esse quadro irá se reverter. Enfim, é uma imensa oportunidade para a geração de emprego e renda para o nosso povo. Parabenizamos V.Ex.ª pelo pronunciamento e o Governo do Estado por essa iniciativa, que complementa a lei geral. O SR. CARLOS CASTEGLIONE Seguimos para o nosso próximo assunto, um fato que marcou a política nacional na última semana: o pedido de demissão da Senadora Marina Silva, ministra do Meio Ambiente desde o primeiro mandato do Presidente Lula, em 2003. A Sr.ª Marina Silva escreveu a seguinte carta de demissão: Caro presidente Lula, Venho, por meio desta, comunicar minha decisão em caráter pessoal e irrevogável, de deixar a honrosa função de ministra de Estado do Meio Ambiente, a mim confiada por Vossa Excelência desde janeiro de 2003. Esta difícil decisão, senhor presidente, decorre das dificuldades que tenho enfrentado há algum tempo para dar prosseguimento à agenda ambiental federal. Quero agradecer a oportunidade de ter feito parte de sua equipe. Nesse período de quase cinco anos e meio esforcei-me para concretizar sua recomendação inicial de fazer da política ambiental uma política de governo, quebrando o tradicional isolamento da área. Agradeço também o apoio decisivo, por meio de atitudes corajosas e emblemáticas, a exemplo de quando, em 2003, Vossa Excelência chamou a si a responsabilidade sobre as ações de combate ao desmatamento na Amazônia, ao criar grupo de trabalho composto por 13 ministérios coordenado pela Casa Civil. Esse espaço de transversalidade de governo, vital para a existência de uma verdadeira política ambiental, deu início à série de ações que apontou o rumo da mudança que o país exigia de nós, ou seja, fazer da conservação ambiental o eixo de uma agenda de desenvolvimento cuja implementação é hoje o maior desafio global. Fizemos muito: a criação de quase 24 milhões de hectares de novas áreas de conservação federais, a definição de áreas prioritárias para conservação de biodiversidade em todos os nossos biomas, a aprovação do Plano Nacional de Ação Nacional de Combate à Desertificação e temos em curso o Plano Nacional de Mudanças Climáticas. Reestruturamos o Ministério do Meio Ambiente, com a criação da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e o Serviço Florestal Brasileiro; com melhoria salarial e realização de concursos públicos que deram estabilidade e qualidade à equipe; com a completa reestruturação das equipes de licenciamento e o aperfeiçoamento técnico e gerencial do processo. Abrimos debate amplo sobre as políticas socioambientais, por meio da revitalização e criação de espaços de controle social e das conferências nacionais de Meio Ambiente, efetivando a participação
8058 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 social na elaboração e implementação dos programas que executamos. Em negociações junto ao Congresso Nacional ou em decretos, estabelecemos ou encaminhamos marcos regulatórios importantes, a exemplo da Lei de Gestão de Florestas Públicas, da criação da área sob limitação provisória, da regulamentação do artigo 23 da Constituição, da Política Nacional de Resíduos Sólidos, da Política Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais. Contribuímos para a aprovação da Lei da Mata Atlântica. A nossa senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Sr.ª Marina Silva, ainda conclui dizendo o seguinte: Durante essa trajetória, Vossa Excelência é testemunha das crescentes resistências encontradas por nossa equipe junto a setores importantes do governo e da sociedade. Em muitos momentos, só conseguimos avançar devido ao seu acolhimento direto e pessoal. No entanto, as difíceis tarefas que o governo ainda tem pela frente sinalizam que é necessária a reconstrução da sustentação política para agenda ambiental. Tenho o sentimento de estar fechando um ciclo cujos resultados foram significativos, apesar das dificuldades. Entendo que a melhor maneira de continuar contribuindo com a sociedade brasileira e o governo é buscando, no Congresso Nacional, o apoio político fundamental para a consolidação de tudo o que conseguimos construir e para a continuidade da implementação da política. Nosso trabalho à frente do Ministério do Meio Ambiente incorporou conquistas de questões anteriores e procurou dar continuidade àquelas políticas que apontavam para a opção do desenvolvimento sustentável. Certamente, os próximos dirigentes farão o mesmo com a contribuição deixada por esta gestão. Deixo seu governo com a consciência tranqüila e certa de, nesses anos (cinco anos e meio) de profícuo relacionamento, termos feito algo de relevante para o Brasil. Muito obrigado. (Muito bem!) A SR.ª PRESIDENTA (APARECIDA DENADAI) Findo o tempo destinado aos Oradores Inscritos, passa-se à: ORDEM DO DIA 1. Votação da Redação Final, do Projeto de Lei nº 573/2007, de autoria do Deputado Paulo Foletto, que denomina de Rodovia do Café Gether Lopes de Farias, Rodovia do Café Henrique Rodrigues Santana e Rodovia do Café, os trechos da ES 080. Publicado no DPL do dia 10/12/2007. Parecer nº. 135/2008, da Comissão de Justiça, pela aprovação, publicado no DPL do dia 12/05/2008. 2. Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei nº 558/2007, do Deputado Da Vitória, alterando as sanções por descumprimento da Lei nº 6.629/2001, que proíbe as empresas que operam com financiamento, negar crédito em razão do consumidor ser maior de 65 anos. Publicado no DPL do dia 06/12/2007. Parecer n.º 113/2008, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade. Parecer oral da Comissão de Defesa do Consumidor, pela aprovação. Na Comissão de Finanças, o Deputado Sérgio Borges se prevaleceu do prazo regimental para relatar a matéria na Sessão Ordinária do dia 07.05.2008. (COMISSÃO DE FINANÇAS). 3. Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei nº 336/2007, do Deputado Da Vitória, que determina a veiculação na internet de cadastro estadual de foragidos da justiça e dá outras providências. Publicado no DPL do dia 03/09/2007. Pareceres n.ºs 519/2007, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade; 02/2008, da Comissão de Cidadania e 04/2008, da Comissão de Segurança, ambos pela aprovação. Na Comissão de Finanças, o Deputado Sérgio Borges se prevaleceu do prazo regimental para relatar a matéria na Sessão Ordinária do dia 07.05.2008. (COMISSÃO DE FINANÇAS). 4. Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei nº 85/2008, da Deputada Aparecida Denadai, que dispõe sobre a exploração econômica do turismo nas regiões de represas e lagos, naturais e artificiais localizados no Estado. Publicado no DPL do dia 17/04/2008. (COMISSÕES DE
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 8059 JUSTIÇA, DE MEIO AMBIENTE, DE TURISMO E DE FINANÇAS). 5. Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Resolução nº 45/2007, da Mesa Diretora, que cria o Procon-Assembléia e dá outras providências. Publicado no DPL do dia 21/09/2007. Parecer n.º 70/2008, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade. (COMISSÕES DE CIDADANIA, DEFESA DO CONSUMIDOR, DE FINANÇAS E À MESA DIRETORA). 6. Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei nº 111/2008, oriundo da Mensagem Governamental nº 79/2008, que altera dispositivos da Lei nº 8.590/07, que cria cargo de Analista Administrativo e Financeiro e instituindo o respectivo Plano de Cargos e Subsídios e dá outras providências. Publicado no DPL do dia 06/05/2008. (COMISSÕES DE JUSTIÇA, DE CIDADANIA E DE FINANÇAS). 7. Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei nº 82/2008, da Deputada Aparecida Denadai, que institui a Política Estadual de Descentralização de Emissão de Carteiras de Identidade Identidade na Escola. Publicado no DPL do dia 09/04/2008. (COMISSÕES DE JUSTIÇA E DE CIDADANIA, DE EDUCAÇÃO E DE FINANÇAS). 8. Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei nº 556/2007, do Deputado Da Vitória, alterando as sanções por descumprimento da Lei nº 7.703/2004, que dispõe sobre a proibição dos supermercados, armazéns e congêneres de expor em locais de destaque e prateleiras de fácil acesso, o produto álcool etílico hidratado, na forma líquida. Publicado no DPL do dia 06/12/2007. Parecer nº 115/2008, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade. (COMISSÕES DE DEFESA DO CONSUMIDOR, DE SAÚDE E DE FINANÇAS). 9. Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei nº 86/2008, da Deputada Aparecida Denadai, que dispõe sobre a Política Estadual de Incentivo ao Turismo para o Idoso. Publicado no DPL do dia 17/04/2008. (COMISSÕES DE JUSTIÇA, DE CIDADANIA, DE TURISMO E DE FINANÇAS). 10. Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei nº 87/2008, da Deputada Aparecida Denadai, que institui o Selo Empresa Amiga da Terceira Idade. Publicado no DPL do dia 17/04/2008. (COMISSÕES DE JUSTIÇA, DE CIDADANIA, DE SAÚDE E DE FINANÇAS). 11. Votação adiada, com discussão única encerrada, em 1.º turno, da Proposta de Emenda Constitucional nº 12/2007, do Deputado Elion Vargas, que acrescenta o inciso VII no artigo 211, da Constituição Estadual, que trata da preservação da biodiversidade genética. Publicado no DPL do dia 09/08/2007. Pareceres nºs 303/2006, da Comissão de Justiça, pela admissibilidade; 37/2007, da Comissão de Defesa do Consumidor e Meio Ambiente; 07/2007, da Comissão de Agricultura, ambos, pela aprovação e 62/2008, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade/legalidade, publicados no DPL do dia 02/04/2008. 12. Discussão, em 2.º turno, da Proposta de Emenda Constitucional nº 14/2007, do Deputado Elion Vargas, que altera dispositivos da Constituição do Estado que tratam do controle de constitucionalidade. Publicado no DPL do dia 18/10/2007. Parecer nº. 53/2008, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade, publicado no DPL do dia 27/03/2008. A matéria foi aprovada, em 1.º turno, com 19 (dezenove) votos favoráveis, (02) contrários e (01) abstenção, na Sessão Ordinária do dia 06/05/2008. Quorum para aprovação: 3/5(18 votos) votação nominal. 13. Discussão prévia, do Projeto de Lei nº 552/2007, do Deputado Da Vitória, que dispõe sobre a obrigatoriedade de limpeza e desinfecção de caixa d água. Publicado no DPL do dia 06/12/2007. Parecer nº 114/2008, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade, publicado no DPL do dia 12/05/2008. 14. Discussão prévia, do Projeto de Lei nº 553/2007, do Deputado Da Vitória, que obriga a inclusão do telefone e endereço do PROCON-ES nos documentos fiscais emitidos pelos estabelecimentos comerciais. Publicado no DPL do dia 06/12/2007. Parecer nº 102/2008, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade, publicado no DPL do dia 12/05/2008. 15. Discussão Especial, em 3ª sessão, do Projeto de Lei nº 18/2008, do Deputado Robson
8060 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Vaillant, que obriga os Shopping Centers a disponibilizarem espaço para a implantação de Postos do Procon. Publicado no DPL do dia 22/02/2008. 16. Discussão Especial, em 3ª sessão, do Projeto de Lei nº 51/2008, do Deputado Elion Vargas, que institui a Política Estadual de Combate e Prevenção à Desertificação e dá outras providências. Publicado no DPL do dia 26/03/2008. 17. Discussão Especial, em 3ª sessão, do Projeto de Lei nº 62/2008, do Deputado Marcelo Coelho, que dispõe sobre a não cobrança de consumo mínimo nas faturas referente à energia elétrica dos imóveis cuja medição mensal ficar provado que não houve qualquer consumo e dá outras providências. Publicado no DPL do dia 08/04/2008. 18. Discussão Especial, em 1ª sessão, do Projeto de Decreto Legislativo nº 02/2008, do Deputado Da Vitória, que susta os efeitos de dispositivos do Decreto nº 254-R/2000 que aprova o Regulamento Disciplinar da Polícia Militar. Publicado no DPL do dia 18/04/2008. 19. Discussão Especial, em 1ª sessão, do Projeto de Lei nº 544/2007, do Deputado Reginaldo Almeida, que cria o Projeto Cultura Para Todos Sistema de Adoção de Bibliotecas e Equipamentos Culturais por Empresas de Responsabilidade Social, conforme especifica e dá outras providências. Publicado no DPL do dia 29/11/2007. 20. Discussão Especial, em 1ª sessão, do Projeto de Lei nº 84/2008, do Deputado Doutor Wolmar Campostrini, que torna obrigatória a instalação de caixas para uso privativo de deficientes, idosos e gestantes, no andar térreo dos estabelecimentos bancários e dá outras providências. Publicado no DPL do dia 17/04/2008. 21. Discussão Especial, em 1ª sessão, do Projeto de Lei nº 95/2008, da Deputada Aparecida Denadai, que institui o Programa de Prevenção, Controle e Orientação da Osteoporose. Publicado no DPL do dia 17/04/2008. 22. Discussão Especial, em 1ª sessão, do Projeto de Lei nº 116/2008, oriundo da Mensagem Governamental nº 93/2008, que dispõe sobre a instituição de prêmio como mecanismo para auxiliar a identificação de crimes e sua autoria e dá outras providências. Publicado no DPL do dia 06/05/2008. 23. Discussão Especial, em 1ª sessão, do Projeto de Resolução nº 01/2008, do Deputado Theodorico Ferraço e outros, que denomina Deputado Cristiano Dias Lopes Filho, a sala da Secretaria de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação da Assembléia Legislativa.. Publicado no DPL do dia 05/03/2008. A SR.ª PRESIDENTA (APARECIDA DENADAI) Votação da Redação Final do Projeto de Lei nº 573/2007. A Presidência, de ofício, Requer recomposição de quorum para efeito de votação. Solicito aos Srs. Deputados que registrem presença no terminal eletrônico. (Pausa) (Procede-se ao registro das presenças) (Registram presença os Srs. Deputados Aparecida Denadai, Carlos Casteglione, Claudio Vereza, Doutor Rafael Favatto, Doutor Wolmar Campostrini, Elcio Alvares, Jardel dos Idosos, Luciano Pereira, Luiz Carlos Moreira, Marcelo Coelho, Rodrigo Chamoun, Sérgio Borges e Theodorico Ferraço.) (13) (De acordo com a lista de presença apresentada pela Diretoria Legislativa da Mesa Diretora, retiram-se os Srs. Deputados Atayde Armani, Cacau Lorenzoni, Da Vitória, Doutor Hércules, Elion Vargas, Euclério Sampaio, Freitas, Giulianno dos Anjos, Guerino Zanon, Janete de Sá, Marcelo Santos, Paulo Foletto, Reginaldo Almeida, Robson Vaillant e Vandinho Leite). A SRª. PRESIDENTA - (APARECIDA DENADAI) - Srs. Deputados, registem presença treze Srs. Deputados. Não há quorum para votação pelo que fica adiada. Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei nº 558/2007. Concedo a palavra à Comissão de Finanças, para que esta ofereça parecer oral à matéria. (De acordo com a lista de presença apresentada pela Diretoria Legislativa da Mesa Diretora, comparece o Sr. Deputado Da Vitoria) O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO (SÉRGIO BORGES) Convoco os membros da Comissão de Finanças, Srs. Deputados Elcio Alvares, Theodorico Ferraço, Da Vitória e Doutor Rafael Favatto.
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 8061 Avoco a matéria para relatar. (Pausa) Srs. Membros da Comissão de Finanças, somos pela aprovação da matéria. (Muito bem!) (Pausa) O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO (SÉRGIO BORGES) Em discussão o parecer. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Srs. Deputados? O SR. ELCIO ALVARES Com o relator. O SR. THEODORICO FERRAÇO Com o relator. O SR. DA VITÓRIA Com o relator. O SR. DOUTOR RAFAEL FAVATTO Com o relator. O SR. SÉRGIO BORGES A Presidência acompanha o voto do relator. Sr. Presidente, o parecer foi aprovado por cinco votos pela Comissão de Finanças. Devolvo a matéria à Mesa. O SR. PRESIDENTE (MARCELO COELHO) Em discussão o Projeto de Lei nº 558/2007. Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. Em votação o Projeto de Lei nº 558/2007. Fica adiada a votação do Projeto de Lei nº 558/2007 por falta de quorum. O SR. PRESIDENTE - (MARCELO COELHO) Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei nº 336/2007. Concedo a palavra à Comissão de Finanças, para que esta ofereça parecer oral à matéria O SR. PRESIENTE DA COMISSÃO (SÉRGIO BORGES) Convoco os membros da Comissão de Finanças, para que esta ofereça parecer oral à matéria, os Srs. Deputados Elcio Álvares, Theodorico Ferraço, Doutor Rafael Favatto e Da Vitória. Avoco a matéria para relata. (Pausa) Srs. Membros da Comissão de Finanças, somos pela aprovação da matéria. (Muito bem!) Em discussão o parecer. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Srs. Deputados? O SR. ELCIO ALVARES - Com o relator. O SR. THEODORICO FERRAÇO - Com o relator. O SR. DOUTOR RAFAEL FAVATTO - Com o relator. O SR. DA VITÓRIA - Com o relator. O SR. SÉRGIO BORGES Sr. Presidente, a matéria foi aprovada por unanimidade pela Comissão de Finanças. Devolvo a matéria à Mesa. O SR. PRESIDENTE (MARCELO COELHO)- Em discussão o Projeto de Lei nº 336/2007. A Presidência, de ofício, requer recomposição de quorum para efeito de votação. Solicito aos Srs. Deputados que registrem presença no terminal eletrônico. (Pausa) (Procede-se ao registro das presenças) (Registram presença os Srs. Deputados Aparecida Denadai, Atayde Armani, Carlos Casteglione, Claudio Vereza, Da Vitória, Doutor Rafael Favatto, Doutor Wolmar Campostrini, Elcio Alvares, Jardel dos Idosos, Luciano Pereira, Luiz Carlos Moreira, Marcelo Coelho, Rodrigo Chamoun, Sérgio Borges e Theodorico Ferraço.) (15) (De acordo com a lista de presença apresentada pela Diretoria Legislativa da Mesa Diretora, comparece o Sr. Deputado Atayde Armani). O SR. PRESIDENTE (MARCELO COELHO)- Srs. Deputados registram presença quinze Srs. Deputados. Não há quorum para votação. Em discussão o Projeto de Lei nº 336/2007. O SR. PRESIDENTE (MARCELO COELHO)- Concedo a palavra ao Sr. Deputado Da Vitória para discutir a matéria. O SR. DA VITÓRIA (Sem revisão do orador) - Sr. Presidente, Sr. as, Deputadas e Srs. Deputados, enquanto discutimos esse projeto, pode ser que algum Parlamentar que esteja atendendo em seu gabinete, venha ao Plenário para aprovarmos este projeto que é de grande importância para o Estado do Espírito Santo, devido ao tema da Segurança Pública que estamos sempre discutindo. O Projeto de Lei nº. 336/2007, tramita nesta Casa desde o dia 21 de agosto de 2007. Essa matéria visa determinar a veiculação na internet de cadastro estadual de foragidos da justiça e dá outras providências.
8062 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 É um projeto importante para a discussão, até porque, temos uma Mensagem Governamental, que trata sobre a recompensa para quem fizer a denúncia de foragidos da Justiça, de criminosos encontrados no seio da sociedade em liberdade. Este projeto visa facilitar que o cidadão possa fazer a denúncia do foragido da Justiça em sua própria casa, do próprio escritório ou da sua própria empresa. Esse projeto visa, também, a integridade do denunciante. Buscamos alternativas em outros Estados e apresentamos, hoje, ao Secretário de Estado de Segurança Pública para que avalie. Estaremos discutindo e até emendando o projeto do governo, até porque temos de atentar para a receptividade da Procuradoria da Justiça do Governo do Estado. A Justificativa desse Projeto de Lei é a seguinte: A criminalidade é crescente e possui muitas formas de burlar a lei, e ainda possuem padrões de ação que se modificam a cada novo crime praticado. A sociedade não pode ficar inerte diante da demonstração de força e da organização que alguns criminosos têm demonstrado em nosso Estado. A presente lei também permitirá que elementos nocivos à sociedade e que hoje se encontram no anonimato, muitas das vezes usando nomes falsos e passando-se por cidadãos comuns, sejam denunciados e levados ao cárcere. O art. 144 da Constituição Federal estabelece que, A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos policiais. Por força da Lei Maior, não é apenas o Estado que é responsável pela segurança pública, mas todas as pessoas que integram a sociedade. Nesse sentido, a presente proposição visa a rápida localização do preso, criando um elo entre a sociedade e nosso aparato de segurança pública, objetivando uma maior participação dos cidadãos nas atividades de busca e captura das pessoas que insistem em viver à margem da Lei. Portanto, queremos que logo após a nossa discussão sobre essa proposta, V. Ex.ª reitere o pedido, a fim de que nossos colegas parlamentares façam-se presentes neste plenário, considerando a importância dessa matéria para a sociedade. Hoje, o jornal A Gazeta trouxe-nos uma informação que nos deixou muito preocupados, tratase da mulher capixaba. O número de mulheres presas no Estado cresceu cento e vinte e um por cento nos últimos cinco anos. Saltou de trezentas e quatro para seiscentas e setenta e quatro detentas. O jornal mostra que as mulheres estão se envolvendo com todo tipo de crime, e são responsáveis por oitenta por cento dos inquéritos que tramitam na Delegacia de Defraudações. Diz ainda que em média chegam dez mulheres todos os dias ao presídio de Tucum, em Cariacica, inclusive famílias inteiras. São duas, três gerações de mulheres no mundo do crime. O jornal A Gazeta alerta ainda também para a superlotação do presídio de Tucum. Com capacidade de cento e setenta e nove detentas, abriga hoje quatrocentas e setenta e cinco. Nesse ambiente estão pessoas que, independente de terem cometido crimes, carecem de uma série de cuidados próprios do mundo feminino. Sr. Presidente, Sr.ª s Deputadas e Srs. Deputados, foi pensando em minimizar os problemas envolvendo a mulher encarcerada que apresentamos tempos atrás, nesta Casa de Leis, a proposta que cria a política de saúde da mulher detenta. Uma série de ações que, feitas de forma sistemática, podem proporcionar um ambiente melhor para essas mulheres. São ações que envolvem a prevenção do câncer do colo e de mama, incentivo ao aleitamento materno, aumento da qualidade do pré-natal, a diminuição dos índices de mortalidade materna, o controle de doenças sexualmente transmissíveis, dentre outras. Não adianta simplesmente encarcerar essas mulheres sem a garantia de um tratamento adequado para as mesmas. Isso faz parte do processo de ressocialização, que é obrigação natural do poder estatal, para no futuro retornarem física e mentalmente saudáveis para a sociedade. Sr. Presidente, Sr. Deputado Elcio Alvares, Líder do Governo, Sr. Deputado Jardel dos Idosos, a mulher detenta também é mãe. Também tem filho na sociedade, também tem um jovem que crescerá e viverá no seio da sociedade. Muitas vezes, por não terem uma política de tratamento de ressocialização, torna-se mais um criminoso nas ruas. Essas propostas que fazemos a esta Casa de Leis são de repercussão importantíssima no seu resultado para que tenhamos um futuro melhor na segurança pública em nosso Estado. Essa lei não beneficiará a cidade de Colatina e as instituições policiais por ter menos criminosos nas ruas. Num contexto geral a sociedade capixaba clama por mais segurança. Estas são algumas das iniciativas que hoje apresentamos ao Secretário de Estado de Segurança
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 8063 Pública, visa o que exceder na arrecadação do Estado, que sejam designados trinta por cento para investimentos nas instituições policiais militares, civis, bombeiros e todos os operadores de segurança pública. Que eles tenham uma intenção do governo do Estado voltada para a qualificação, para o profissionalismo e para a motivação. E que cinqüenta por cento desses investimentos sejam voltados para a ressocialização dos detentos do nosso Estado. Não temos como falar de segurança pública sem falar na situação carcerária. Nessa linha de raciocínio é que estamos investindo tempo, buscando conhecimento em outros Estados para apresentarmos propostas ao governo do Estado. E que o Estado, através do cadastro de foragidos pela internet, com a proposta de recompensa pela busca de presos, realize as detenções. Que tenha locais dignos para colocar os presos, tratando-os e os devolvendo curados para o seio da sociedade. Quando um jovem de outra cidade é internado na UNES para ser ressocializado, volta com status, falando que ficou preso na UNES. Se antes ele só roubava, começa a ceifar vidas. Temos que voltar nossos olhos para a política de internação dos jovens. Fizemos uma proposta ao Secretário de Segurança e precisamos que as crianças da Região noroeste sejam retiradas da rua para internação e tenham uma oportunidade de atenção. O juiz da Vara da Infância e da Adolescência, Sr. Carlos Magno, disse-nos que por não ter local para colocar uma criança, liberou-o. À noite ele matou o padrasto! Todos os Srs. Deputados recebem em seus gabinetes pedidos para internação de pessoas com dependência química. E no noroeste do Estado não temos casa de recuperação. Fizemos uma proposta ao Secretário de Estado de Segurança Pública para levar a questão ao Sr. Governador Paulo Hartung de forma clara. Fizemos um estudo junto ao Poder Judiciário e ao Ministério Público de Colatina. Há necessidade de atendimento aos anseios da sociedade da região Noroeste. A dependência química é uma desgraça para a sociedade e sabemos que o Governo quer investir. O Sr. Luciano Pereira Parabenizamos o discurso de V. Ex.ª. Todo o pronunciamento condiz com a realidade da Região Norte, onde não temos centro de recuperação. Sabemos que as drogas estão nos seios das famílias e chega ao interior do Estado. Buscamos, juntamente com os oito Srs. Deputados da Região Norte, ajuda junto ao governo do Estado para a construção de um centro de recuperação para nossos jovens. A violência no interior do Estado está aumentando, o que nos preocupa. Recebemos pedidos de famílias desesperadas que desejam recuperação para seus entes queridos. Estamos juntos com V. Ex.ª na busca de um caminho para solucionar o problema. O SR. DA VITÓRIA Falamos para todos que a nossa intenção é unir forças, conseguir atingir o resultado e dar nossa parcela de contribuição. Prometemos isto na nossa campanha política e não podemos ser omissos. Esperamos que o Sr. Governador Paulo Hartung entenda as informações que recebemos da nossa região através do Secretário de Estado de Segurança Pública designado para a pasta. Acreditamos que hoje entendeu que não estamos aqui para ter o mérito de ter colocado placa de inauguração em penitenciária. Queremos apenas cumprir nossa palavra. Esses projetos são de relevância para a sociedade capixaba. Não resolverão o problema imediatamente, mas contribuirão. Se V. Ex.ª s os avaliarem minuciosamente saberão que os mesmos darão uma colaboração para resolver o problema da segurança pública. (Muito bem!) (De acordo com a lista de presença apresentada pela Diretoria Legislativa da Mesa Diretora, comparecem os Srs. Deputado Elion Vargas e Janete de Sá e retira-se a Srª. Deputada Aparecida Denadai). O SR. LUCIANO PEREIRA Sr. Presidente, pela ordem! Informamos a todos que sábado passado ocorreu a eleição do novo presidente regional do Partido Socialista Brasileiro do Estado do Espírito Santo. Com muita alegria, elegemos o Sr. Luiz Carlos Ciciliotti, no 13º Congresso Estadual do PSB. Ciciliotti é Subsecretário de Estado da Ciência e Tecnologia, ingressou no partido em 1996 e substituirá o Sr. Senador da República Renato Casagrande, que ficou à frente do partido durante doze anos, assumindo o cargo de 1º vice-presidente. Lembramos ainda que o Sr. Senador Renato Casagrande abriu mão da presidência do partido para se dedicar mais tempo aos compromissos de mandato. Mas S.Ex.ª continua líder do partido no Senado Federal. Desejamos um bom trabalho ao Sr. Luiz Carlos Ciciliotti, preparando o partido para as próximas eleições municipais, quando apresentaremos mais de quarenta candidatos a prefeito no Estado do Espírito Santo. O SR. PRESIDENTE (MARCELO COELHO) Não havendo mais oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. Em votação o Projeto de Lei n.º 336/2008. Os Srs. Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. À Secretaria para extração de autógrafos. Discussão única, em regime de urgência, do projeto de Lei n.º 85/2008. Concedo a palavra á Comissão de Justiça, para que esta ofereça parecer oral à matéria.
8064 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO (THEODORICO FERRAÇO) Convoco os membros da Comissão de Justiça, Srs. Deputados Elcio Alvares, Claudio Vereza, Elion Vargas e Doutor Rafael Favatto. Designo para relatar a matéria o Sr. Deputado Elion Vargas. O SR. ELION VARGAS (Sem revisão do orador) - Sr. Presidente e Srs. membros da Comissão de Justiça, o Projeto de Lei n.º 85/2008, de autoria da Sr.ª Deputada Aparecida Denadai, dispõe sobre a exploração econômica do turismo nas regiões de represas e lagos, naturais e artificiais localizados no Estado. O presente projeto, no seu bojo, tem o intuito de promover o desenvolvimento sustentável e o turismo, preservando o meio ambiente. E nós, do Partido Verde, temos como bandeira de luta o meio ambiente e o seu desenvolvimento sustentável. A Comissão de Justiça é pela constitucionalidade e legalidade da matéria. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO (THEODORICO FERRAÇO) - Em discussão o parecer. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Srs. Deputados? O SR. DOUTOR RAFAEL FAVATTO Com o relator. O SR. ELCIO ALVARES - Com o relator. O SR. DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI - Com o relator. O SR. CLAUDIO VEREZA Com o relator. O SR. THEODORICO FERRAÇO - A Presidência acompanha o voto do relator. Sr. Presidente, o parecer foi aprovado à unanimidade pela Comissão de Justiça. Devolvo a matéria à Mesa. O SR. PRESIDENTE (MARCELO COELHO) - Concedo a palavra à Comissão de Meio Ambiente, para que esta ofereça parecer oral à matéria. O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO (LUCIANO PEREIRA) Sr. Presidente, na forma regimental assumo a presidência da Comissão de Meio Ambiente e convoco seus membros, Srs. Deputados Elion Vargas, Theodorico Ferraço, Doutor Wolmar Campostrini e Jardel dos Idosos. Avoco a matéria para relatar. (Pausa) Sr. Presidente, requeiro a V.Ex.ª prazo de até setenta e duas horas para oferecer parecer à matéria. Devolvo a matéria à Mesa. O SR. PRESIDENTE (MARCELO COELHO) - É regimental. (De acordo com a lista de presença apresentada pela Diretoria Legislativa da Mesa Diretora, comparecem os Srs. Deputados Reginaldo Almeida). Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei n 45/2007. Concedo a palavra à Comissão de Cidadania, para que esta ofereça parecer oral à matéria. A SR.ª PRESIDENTA DA COMISSÃO (JANETE DE SÁ) Convoco os membros da Comissão de Cidadania, Srs. Deputados Doutor Wolmar Campostrini, Carlos Casteglione e Luciano Pereira. Avoco a matéria para relatar. (Pausa) Sr. Presidente, requeiro a V.Ex.ª prazo de até setenta e duas horas para oferecer parecer à matéria. Devolvo a matéria à Mesa. O SR. PRESIDENTE (MARCELO COELHO) - É regimental. Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei n 111/2008. Concedo a palavra à Comissão de Justiça, para que esta ofereça parecer oral à matéria. O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO (THEODORICO FERRAÇO) Convoco os membros da Comissão de Justiça, Srs. Deputados Elcio Alvares, Claudio Vereza, Doutor Wolmar Campostrini e Elion Vargas. Avoco a matéria para relatar. (Pausa) Srs. membros da Comissão de Justiça, o Projeto de Lei n 111/2008 cria exigência ao candidato ao cargo de Analista Administrativo e Financeiro graduado em Ciências Contábeis, a inscrição no Conselho Regional de Contabilidade. Nada mais justo e mais correto do que esta decisão. O parágrafo único diz: Parágrafo único. A progressão de que trata o caput deste artigo só poderá ocorrer verificada a existência regular da inscrição de que
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 8065 tratam os 4º e 5º do art. 1º desta lei. Art. 6º As despesas decorrentes da aplicação desta lei correrão por conta das dotações orçamentárias contidas na Lei nº 8.822, de 28 de janeiro de 2008, destinadas a esse fim. Assim sendo, dentro da previsão orçamentária e com a matéria oriunda do Governo do Estado, que tem a responsabilidade de criar cargos e de fazer despesas, o nosso parecer é pela constitucionalidade. (Muito bem!) (Pausa) Em discussão o parecer. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Srs. Deputados? O SR. ELCIO ALVARES Com o relator. O SR. CLAUDIO VEREZA Com o relator. O SR. DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI Com o relator. O SR. ELION VARGAS Com o relator. O SR. DOUTOR RAFAEL FAVATTO Com o relator. O SR. REGINALDO ALMEIDA Com o relator. O SR. THEODORICO FERRAÇO Sr. Presidente, o parecer foi aprovado à unanimidade pela Comissão de Justiça. Devolvo a matéria à Mesa. O SR. PRESIDENTE - (MARCELO COELHO) - Concedo a palavra à Comissão de Cidadania, para que esta ofereça parecer oral à matéria. A SR.ª PRESIDENTA DA COMISSÃO (JANETE DE SÁ) Convoco os membros da Comissão de Cidadania, Srs. Deputados Doutor Wolmar Campostrini, Carlos Casteglione e Luciano Pereira. Avoco a matéria para relatar. (Pausa) Srs. membros da Comissão de Cidadania, o Projeto de Lei nº 111/08 é de autoria do Governador do Estado do Espírito Santo e altera dispositivos da Lei nº 8.590/07, que cria o cargo de analista administrativo e financeiro, instituindo respectivo plano de cargos e salários, subsídios e dá outras providências. A Mensagem de nº 79/2008 encaminha projeto a esta Casa de Leis com um anexo onde estão relacionados os referidos cargos e os proventos, ou seja, qual o salário de cada cargo. E diz o seguinte: Encaminho à elevada apreciação dessa Casa de Leis, o anexo Projeto de Lei, que tem por objetivo alterar dispositivos da Lei nº 8.590, de 4 de julho de 2007. No ano de 2007 foi instituída a carreira de Analista Administrativo e Financeiro, Lei nº 8.590/07, visando selecionar, por meio de concurso público, servidores qualificados para prestar serviços nas áreas de administração, finanças, orçamento, objetivando profissionalizar a gestão pública. Os primeiros servidores aprovados no concurso público foram nomeados e já se encontram trabalhando. Depois de realizado o primeiro concurso verificou-se a necessidade de promover adequações na lei, ora propostas, para possibilitar a seleção de profissionais, com graduação em Engenharia da Computação ou outra graduação na área de Informática, além de exigir, no caso dos graduados em Ciências Contábeis, inscrição no Conselho Regional de Contabilidade. Para as demais graduações cada edital de convocação do concurso poderá exigir ou não a inscrição. A inscrição no Conselho se faz necessária, obrigatoriamente, no caso dos servidores que façam lançamentos contábeis. Por isso a necessidade de mudar a lei, ou seja, para garantir que haja, por parte do candidato, a referida inscrição no Conselho Regional de Contabilidade. Proponho, ainda, uma readequação remuneratória para a carreira de Analista Administrativo e Financeiro, visando atrair servidores comprometidos com a prestação de serviço público de qualidade à população. O realinhamento da remuneração será implantado em duas fases. A primeira com vigência a partir 1º de julho até 31 de dezembro de 2008 e a segunda estará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2009. Em observação às normas da Lei de Responsabilidade Fiscal encaminho, anexo, Declaração de Atendimento ao Limite de Pessoal Definido pela LRF, corroborado pelo Relatório de Gestão Fiscal - Demonstrativo da Despesa com Pessoal - Orçamento Fiscal e da Seguridade Social - Janeiro/2007 a Dezembro/2007. Por todo o exposto, tenho a certeza de que essa nobre Casa de Leis, apreciando o teor da alteração proposta e as razões que a justificam, apoiará e aprovará esta iniciativa, por reconhecer o interesse público que ela traduz. O projeto visa criar cargos de analista administrativo e financeiro que têm por atribuições elaborar, coordenar, supervisionar, avaliar e executar atividades relacionadas com atendimento ao público e com a administração de pessoal, material e patrimônio; na área de informação, documentação, processos, compras, finanças, orçamentos e outras
8066 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 atividades correlatas no âmbito da Administração Pública. Tem como pré-requisito para o candidato pleitear as cento e cinqüenta vagas que estão sendo solicitadas neste projeto de cargo de analista administrativo e financeiro, a graduação em Administração, Ciências da Computação, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Direito, Engenharia da Computação ou outra graduação na área de Informática. Com qualquer tipo desses de graduação que o candidato tiver poderá se inscrever para o cargo de analista administrativo e financeiro. Os cargos serão preenchidos por concurso público. Como relatamos, o projeto de lei está em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Diante do esclarecido para os nobres Deputados e para a população, relatamos favoravelmente à matéria na Comissão de Cidadania e Direitos Humanos e que tenha uma passagem rápida nesta Casa de Leis, porque se trata de concurso público e visa aprimorar a instituição pública deste Estado no que se refere à Secretaria de Finanças. (Muito bem!) (Pausa) Em discussão o parecer. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Srs. Deputados? O SR. DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI Com a relatora. O SR. CARLOS CASTEGLIONE Com a relatora. O SR. LUCIANO PEREIRA Com a relatora. A SR.ª JANETE DE SÁ Sr. Presidente, o parecer foi aprovado à unanimidade pela Comissão de Cidadania. Devolvo a matéria à Mesa. O SR. CARLOS CASTEGLIONE Sr. Presidente, pela ordem! Registramos, a pedido da Sr.ª Deputada Luzia Toledo, que a ausência de S. Ex.ª deve-se ao fato de estar participando de uma audiência pública na Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais, com a finalidade de discutir o projeto Estrada Real. O SR. PRESIDENTE (MARCELO COELHO) Justificada a ausência. Concedo a palavra à Comissão de Finanças, para que esta ofereça parecer oral à matéria. O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO (REGINALDO ALMEIDA) Sr. Presidente, na forma regimental assumo a presidência da Comissão de Finanças e convoco seus membros, Srs. Deputados Elcio Alvares, Theodorico Ferraço e Janete de Sá. Avoco a matéria para relatar. (Pausa) Srs. membros da Comissão de Finanças, o Projeto de Lei n. 111/2008, de iniciativa de S.Ex.ª, o Sr. Governador do Estado Paulo Hartung, altera o dispositivo da lei n. 8.590/2007, que cria o cargo de analista administrativo e financeiro, instituindo o respectivo plano de cargo e subsídios e dá outras providências. O nosso relato é pela sua aprovação, com voto de louvor ao Poder Executivo por essa brilhante matéria enviada a esta Casa de Leis. (Muito bem!) (Pausa) Em discussão o parecer. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Srs. Deputados? O SR. ELCIO ALVARES Com o relator. O SR. THEODORICO FERRAÇO Com o relator. A SR.ª JANETE DE SÁ Com o relator. O SR. REGINALDO ALMEIDA Sr. Presidente, o parecer foi aprovado por unanimidade pela Comissão de Finanças. Devolvo a matéria à Mesa. O SR. PRESIDENTE (MARCELO COELHO) Em discussão o Projeto de Lei n. 111/2008. Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. Em votação o Projeto de Lei n. 111/2008. Os Srs. Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. À Secretária para extração de autógrafos. O SR. CARLOS CASTEGLIONE Sr. Presidente, peço a palavra para declarar voto. O SR. PRESIDENTE (MARCELO COELHO) Concedo a palavra ao Sr. Deputado Carlos Casteglione. O SR. CARLOS CASTEGLIONE (Sem revisão do orador) - Sr. Presidente, Sr. as Deputadas e Srs. Deputados, parabenizamos os
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 8067 votos de todos os Srs. Deputados, especialmente a iniciativa do Governo do Estado do Espírito Santo em propor essa matéria tão relevante, principalmente porque está vinculada à questão de qualificação da nossa Secretaria de Estado de Meio Ambiente. Isso é importante, porque estamos observando que o Governo do Estado tem investido nesta área, uma vez que é fundamental organizar a referida área, inclusive qualificando bons técnicos que de fato dêem conta do grande desafio que são as licenças ambientais. Há pouco, lemos o pronunciamento da carta enviada pela ex-ministra Marina Silva ao Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, quando ela pede o afastamento do ministério. Congratulamo-nos aqui no Estado do Espírito Santo pela escolha que o nosso Presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez com o Ministro Carlos Minc. Somos conhecedores da trajetória do exdeputado Carlos Minc, agora Secretário de Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro, que neste momento deve estar conversando com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Estamos torcendo para que o nosso companheiro, ambientalista histórico, seja de fato conduzido ao Ministério de Meio Ambiente, uma vez que conhecemos a trajetória do Sr. Carlos Minc e sabemos que, como a exministra Marina Silva, dará prosseguimento à implementação da política pública de preservação ambiental, desafio inclusive que estamos vivendo no nosso país frente ao aquecimento global. Neste momento, na Universidade Federal do Espírito Santo está acontecendo a primeira etapa do ciclo de debates ambientais. Muitas iniciativas estão acontecendo neste sentido e este fato da substituição da ex-ministra Marina Silva, que vem de certa forma coadunar com todo esforço em que todos estados brasileiros se registram na organização dos espaços públicos de preservação ambiental. Hoje se comemora em Cachoeiro de Itapemirim os dez anos de implantação da RPPN de Cafundó - Reserva do Patrimônio Público Natural de Cafundó. A história da reserva de Cafundó é belíssima, graças ao esforço da família Nascimento. E registramos o esforço do companheiro Luiz Nascimento, que teve a idéia de implantação da primeira reserva do patrimônio público natural no Estado do Espírito Santo, uma das primeiras do país a serem implementadas, que hoje comemora dez anos. Então, da tribuna da Assembléia Legislativa, em nome do conjunto dos Srs. Deputados, saudamos a iniciativa da família Nascimento e todos aqueles que hoje se reúnem em torno desse projeto tão importante, que é da RPPN Cafundó, um espaço onde a educação ambiental tem grande influência, grandes parcerias da região sul do Espírito Santo, participa do projeto Corredor Ecológico da Cafundó, ligando também a floresta nacional de Pacotuba. Estamos apresentando a esta Casa um voto de congratulações com a Reserva de Cafundó. Esse é um grande momento a comemorar. São dez anos de luta pela preservação de uma importante área no sul do Espírito Santo, próximo ao distrito de Pacotuba. Por isso, nesta tarde, queremos solenemente nos congratular com todos os eventos que estão acontecendo desde ontem. Acontece na sede da reserva uma missa celebrada pelo bispo da diocese de Cachoeiro de Itapemirim, Dom Célio Goulart, e hoje, no Centro Universitário São Camilo, a partir das 17h, inicia-se também um ciclo de debates sobre preservação ambiental. Com essas comemorações e daqui da Assembléia Legislativa registramos esse momento importante em comemoração aos dez anos de implantação da Reserva Particular do Patrimônio Natural de Cafundó, em Cachoeiro de Itapemirim. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (MARCELO COELHO) Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei n.º 82/2008. O SR. CLAUDIO VEREZA Sr. Presidente, pela ordem! Solicito a V.Ex.ª recomposição do quorum para efeito de manutenção da sessão. O SR. PRESIDENTE (MARCELO COELHO) Defiro o requerimento de V. Ex.ª. Convido os Srs. Deputados para registrarem presença no terminal eletrônico. (Pausa) (Procede-se ao registro das presenças) (Registram presença os Srs. Deputados Atayde Armani, Carlos Casteglione, Claudio Vereza, Doutor Rafael Favatto, Doutor Wolmar Campostrini, Elcio Alvares, Elion Vargas, Luciano Pereira, Marcelo Coelho, Rodrigo Chamoun e Theodorico Ferraço).(11) (De acordo com a lista de presença apresentada pela Diretoria Legislativa da Mesa Diretora, retiram-se os Srs. Deputados Da Vitória, Janete de Sá, Jardel dos Idosos, Luiz Carlos Moreira, Reginaldo Almeida e Sérgio Borges).
8068 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 O SR. PRESIDENTE (MARCELO COELHO) Srs. Deputados, registraram presença onze Srs. Deputados. Há quorum para manutenção da sessão. Concedo a palavra à Comissão de Justiça, para que esta ofereça parecer oral à matéria. O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO (THEODORICO FERRAÇO) Convoco os membros da Comissão de Justiça, Srs. Deputados Elion Vargas, Elcio Alvares e Claudio Vereza. Designo para relatar a matéria o Sr. Deputado Elion Vargas. O SR. ELION VARGAS (Sem revisão do orador) Sr. Presidente e Srs. membros da Comissão de Justiça, o Projeto de Lei n.º 82/2008, de autoria da Sr.ª Deputada Aparecida Denadai, institui política estadual de descentralização de emissão de carteira de identidade na escola. Ele estabelece algumas diretrizes em seu artigo 2º, entre elas a garantia de acesso à emissão anualmente nas escolas. Também no seu artigo 3º objetiva a formalização de convênios entre os órgãos inerentes do Estado do Espírito Santo. Entendemos que a matéria é constitucional. Não entraremos no seu mérito porque não é competência da Comissão de Justiça neste momento. Então, o nosso parecer é pela constitucionalidade e legalidade do projeto. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO (THEODORICO FERRAÇO) - Em discussão o parecer. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Srs. Deputados? O SR. ELCIO ALVARES Com o relator. O SR. CLAUDIO VEREZA Com o relator. O SR. THEODORICO FERRAÇO A Presidência acompanha o voto do relator. Srs. Presidente, o parecer foi aprovado à unanimidade pela Comissão de Justiça. Devolvo a matéria à Mesa. O SR. PRESIDENTE (MARCELO COELHO) Concedo a palavra à Comissão de Cidadania, para que esta ofereça parecer oral à matéria. (Pausa) Não está presente a presidenta e nenhum membro da Comissão de Defesa da Cidadania. O Presidente, de ofício, convida os Srs. Deputados para registrarem presença no terminal eletrônico para efeito de verificação de quorum para manutenção da sessão. (Pausa) (Procede-se ao registro das presenças) (Registram presença os Srs. Deputados Atayde Armani, Claudio Vereza, Elcio Alvares, Elion Vargas e Marcelo Coelho) (5) (De acordo com a lista de presença apresentada pela Diretoria Legislativa da Mesa Diretora, retiram-se os Srs. Deputados Carlos Casteglione, Doutor Rafael Favatto, Doutor Wolmar Campostrini, Luciano Pereira, Rodrigo Chamoun e Theodorico Ferraço). O SR. PRESIDENTE (MARCELO COELHO) Srs. Deputados, registraram presença cinco Srs. Deputados. Não há quorum para manutenção da sessão, pelo que vou encerrá-la. Antes, porém, convoco os Srs. Deputados para a próxima, ordinária, e para a qual designo: EXPEDIENTE: O que ocorrer. ORDEM DO DIA: Votação da Redação Final, do Projeto de Lei nº 573/2007. Votação adiada, com discussão única encerrada, em regime de urgência, do Projeto de Lei nº 558/2007. Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei nº 85/2008, do Projeto de Resolução nº 45/2007, de Lei nºs 82/2008, 556/2007, 86/2008 e 87/2008. Votação adiada, com discussão única encerrada, em 1.º turno, da Proposta de Emenda Constitucional nº 12/2007. Discussão prévia, dos Projetos de Lei nºs 552/2007 e 553/2007. Discussão Especial, em 2ª sessão, do Projeto de Decreto Legislativo nº 02/2008, dos Projetos de Lei nºs 544/2007, 84/2008, 95/2008, 116/2008 e do Projeto de Resolução nº 01/2008. Está encerrada a sessão. Encerra-se a sessão às dezessete horas e quarenta e três minutos. *Deixam de comparecer a presente sessão a Srª. Deputada Luzia Toledo por estar em representação oficial e o Sr. Deputado Wanildo Sarnáglia.
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 1 PUBLICAÇÃO AUTORIZADA PODER LEGISLATIVO PROJETO DE LEI Nº 177/08 Concede Título de Cidadão Espírito-Santense a Helvio Brostel Andrade A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Fica concedido o Título de Cidadão Espírito- Santense ao Sr. Helvio Brostel Andrade. Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Sala das Sessões, em 26 de maio de 2008. DA VITORIA Deputado Estadual Líder do PDT JUSTIFICATIVA O homenageado Sr. HELVIO BROSTEL ANDRADE, é Coronel da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo. Filho de Vazi Cândido de Andrade e Edinilza Rodrigues Brostel Andrade nasceu na cidade de Resplendor em Minas Gerais e graduou-se no Curso de Formação de Oficiais na Academia de Polícia Militar do Estado de Minas Gerais. É Secretário de Estado Chefe da Casa Militar pelo 2º mandato do Governador Paulo Hartung, residindo em nosso Estado desde 1973. Portanto, agraciar o Sr. Helvio Brostel Andrade com a concessão do honroso título é medida oportuna e merecida, e para que nossa proposição se concretize, esperamos apoio e aprovação dos Senhores Deputados. Da Vitória Deputado Estadual Líder do PDT PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 06/2008 Dispõe sobre a colocação de recipientes especiais nas dependências da Assembléia Legislativa para o recolhimento de pilhas e baterias usadas e dá outras providências. Assembléia Legislativa do Estado do Espírito Santo Decreta Art 1º A Assembléia Legislativa instalará em suas dependências recipientes especiais para recolher pilhas e baterias que contenham em suas composições chumbo, cádmio, mercúrio e seus compostos, para repasse aos fabricantes ou importadores, ou para que estes adotem, diretamente ou por meio de terceiros, os procedimentos de reutilização, reciclagem, tratamento ou disposição final ambientalmente adequada dentro do que dispõe a Resolução nº 257 do Conama. Art 2º Para os fins do disposto nesta Resolução considera-se: I bateria: conjunto de pilhas ou acumuladores recarregáveis interligados convenientemente (NBR 7039/87); II pilha: gerador eletroquímico de energia elétrica, mediante conversão geralmente irreversível de energia química. (NBR 7039/87); III acumulador chumbo-ácido: acumulador no qual o material ativo das placas positivas é constituído por compostos de chumbo, e os das placas negativas essencialmente por chumbo, sendo o eletrólito uma solução de ácido sulfúrico. (NBR 7039/87); IV pilhas e baterias portáteis: são consideradas pilhas e baterias portáteis aquelas utilizadas em telefonia, e equipamentos eletro-eletrônicos, tais como jogos, brinquedos, ferramentas elétricas portáteis, informática, lanternas, equipamentos fotográficos, rádios, aparelhos de som, relógios, agendas eletrônicas, barbeadores, instrumentos de medição, de aferição, equipamentos médicos e outros; Art 3º As caixas coletoras de pilhas e baterias serão confeccionadas em acrílico transparente, com medidas fixadas em 50 cm de altura por 30 cm de largura, devendo estar apoiadas em prato coletor de eventuais vazamentos de produtos químicos. Parágrafo único Inicialmente serão disponibilizadas 2 (duas) caixas coletoras, sendo fixadas ao lado das duas principais recepções do prédio da Assembléia Legislativa, contendo a seguinte frase: DEPOISTE AQUI PILHAS E BATERIAS USADAS. Art 4º As pilhas e baterias recebidas na forma do artigo anterior serão acondicionadas adequadamente e armazenadas de forma segregada, obedecidas as normas ambientais e de saúde pública pertinentes, bem como as recomendações definidas pelos fabricantes ou importadores, até o seu repasse a estes últimos.
2 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Art 5º A Mesa Diretora da Assembléia Legislativa poderá firmar parceria com o Poder Executivo Municipal para recolhimento dos materiais depositados nas caixas coletoras. Art 6º Os gastos com esta Resolução correrão por conta de dotação orçamentária própria. Art 7º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, 14 de maio de 2008. GUERINO ZANON Presidente APARECIDA DENADAI 1ª Secretária PAULO FOLETTO 2º Secretário JUSTIFICATIVA Enviamos para análise e deliberação do Douto e Soberano Plenário este Projeto de Resolução que dispõe sobre a colocação de recipientes especiais nas dependências da Assembléia Legislativa para o recolhimento de pilhas e baterias usadas e dá outras providências. A população brasileira compra 800 milhões de pilhas por ano; 10 milhões de baterias de celular; 12 milhões de baterias automotivas e 200 milhões de baterias industriais. A maioria desses produtos possui metais pesados em sua composição mercúrio, cádmio e chumbo que são prejudiciais ao meio ambiente e à saúde das pessoas. No entanto, são jogados no lixo comum, em aterros sanitários e em qualquer lugar da natureza, onde levam anos se decompondo e poluindo o solo e a água. Esse descarte perigoso é proibido por lei desde 30 de junho de 1999, pela Resolução 257 do Conama (Conselho Estadual do Meio Ambiente). O Brasil é o único país da América do Sul que regulamentou a fabricação, a venda e a destinação final de pilhas e baterias, mas a resolução não é cumprida corretamente. Dispõe a Resolução que baterias e pilhas devem ser devolvidas aos fabricantes e vendedores autorizados após a extinção da carga, e nunca guardados em casa ou misturados ao lixo domiciliar. Neste sentido, elaboramos a presente proposição com o escopo de colocar pontos de recolhimento de materiais dessa natureza nas dependências desta Casa, para que os servidores e a população em geral tenham opções de descarte desses materiais, contribuindo, assim, para a preservação do meio ambiente e de sua própria saúde. Pelo exposto, solicitamos o apoio dos nobres membros deste Parlamento para que a proposição seja aprovada dando esta Casa o necessário exemplo que deve ser multiplicado para o bem estar da população. PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR N 13/2008 Dispõe sobre a criação da Corregedoria, da Ouvidoria, do Ministério Público Especial de Contas. Cria duas Câmaras, cargos especiais de Gabinete de Conselheiro e dá outras providências. A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Ficam criados na estrutura orgânica do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo a Corregedoria, a Ouvidoria, o Ministério Público Especial de Contas e duas Câmaras e cargos em comissão de Assessores Especiais para Assuntos Jurídicos nos Gabinetes dos Conselheiros. DA CORREGEDORIA Art. 2º A Corregedoria do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo, órgão fiscalizador e disciplinador interno, compete: I - realizar de ofício, a pedido do Plenário, ou da Presidência do Tribunal, inspeções e correições gerais permanentes, visando fiscalizar e supervisionar a uniformidade e a regularidade do exercício do controle externo; II - expedir atos para disciplinar os procedimentos a serem observados quando das inspeções e correições, que serão levados à efeito; III - fiscalizar as atividades funcionais dos servidores que exercem funções específicas de controle externo no Tribunal, advertindo e punindo, onde for necessário por atos praticados não atinentes as suas atribuições na forma da lei; IV - examinar e relatar ao Tribunal Pleno o processo sobre o desempenho dos servidores submetidos ao estágio probatório, opinando, fundamentalmente, por sua confirmação no cargo ou exoneração; V - relatar os processos administrativos disciplinares referentes a deveres e obrigações de todos os
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 3 servidores do Tribunal, em conformidade com a Lei Complementar nº 46/94; VI - apresentar ao Tribunal Pleno relatório semestral com dados estatísticos sobre as atividades e produção das unidades da Secretaria do Tribunal; VII - Apresentar ao Tribunal Pleno, até a última Sessão do mês de fevereiro do ano subseqüente, relatório de suas atividades. Parágrafo Único - Os procedimentos relacionados com os Conselheiros e Auditores obedecerão ao disposto na Lei Orgânica da Magistratura Nacional LOMAN e na Lei Orgânica do Tribunal. Art. 3º A Corregedoria terá como titular o Corregedor-Geral na pessoa do Conselheiro eleito para o cargo, por maioria absoluta do Tribunal Pleno, a ser escolhido em sessão extraordinária a ser designada pelo Conselheiro-Presidente na primeira semana, após ter ocorrido à eleição para Presidente e Vice-Presidente, sendo permitida a reeleição. 1º O Corregedor para o biênio já iniciado será eleito e empossado em sessão extraordinária no prazo de até 10 (dez) dias contados de publicação desta Lei, devendo completar o mandato na forma do caput deste artigo. 2º Na hipótese de vacância do cargo de Corregedor Geral, aplicar-se-á as disposições contidas no art. 14 da Lei Complementar nº 32/93. 3º O Corregedor Geral será substituído, em seus impedimentos, pelo Conselheiro mais antigo em exercício no Tribunal. 4 Fica fixada em 30% (trinta por cento) e em 25% (vinte e cinco por cento), a mais do subsídio mensal de Conselheiro para o Conselheiro Presidente e para o Conselheiro Vice-Presidente, respectivamente, a título de verba indenizatória. 5º Fica fixada em 20% (vinte por cento) a mais do subsídio mensal de Conselheiro para o Conselheiro- Corregedor Geral, a título de verba indenizatória. Art. 4º Ficam criados 03 (três) cargos de provimento em comissão, sendo um de Chefe de Gabinete do Corregedor-Geral, e os outros dois de Assessores Especiais da Corregedoria-Geral do Tribunal de Contas. 1º Compete ao Chefe de Gabinete do Corregedor- Geral, com formação superior 3º Grau Completo assessorar a Corregedoria em assuntos relacionados a Direito, Finanças, Economia, Contabilidade, Orçamento e Administração Pública e outras atribuições administrativas que o caso requer; 2º Compete aos Assessores Especiais, com formação de nível médio 2º Grau desincumbir-se dos processos que lhe forem cometidos; emitir parecer em processos quando designado pelo Corregedor-Geral ou pelo seu respectivo Chefe de Gabinete, assessorando no que mais preciso for, tudo ao bom desempenho da função administrativa na Corregedoria; 3º O cargo de Chefe de Gabinete de Corregedor perceberá vencimentos de R$ 5.125,69 (cinco mil, cento e vinte e cinco reais e sessenta e nove centavos) e o cargo de Assessor Especial da Corregedoria perceberá vencimentos de R$ 2.744,68 (dois mil, setecentos e quarenta e quatro reais e sessenta e oito centavos). 4º Os cargos criados a que se refere o caput deste artigo serão da estrutura do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo. A respectiva nomeação ou exoneração compete exclusivamente ao Conselheiro- Presidente no uso de suas atribuições a que se refere ao inciso III do art. 15 da Lei Complementar nº 32/93. DA OUVIDORIA Art. 5º Ouvidoria funcionará junto ao Tribunal de Contas como instrumento de participação popular no acompanhamento da gestão fiscal, recebendo reclamações externas e dar-lhes o devido encaminhamento. Art. 6º À Ouvidoria do Tribunal de Contas, compete: I - contribuir para a melhoria da gestão do Tribunal e dos órgãos e entidades a eles jurisdicionados, dando maior transparência, fazendo com que a sociedade civil organizada fique mais próxima dos atos provenientes dos seus agentes públicos; II implementar junto aos meios de comunicação, seja escrita, falada ou televisiva, dando maior publicidade aos atos dos gestores públicos, com a respectiva efetividade das decisões prolatadas pelo Tribunal de Contas. 1º O cargo de Ouvidor terá como titular o Conselheiro eleito para o cargo, pela maioria absoluta do Tribunal Pleno, a ser escolhido na sessão extraordinária a ser designada pelo Conselheiro Presidente na primeira semana, após ter decorrido a eleição para Presidente e Vice-Presidente, sendo permitida a reeleição. 2º O Ouvidor para o biênio já iniciado será eleito e empossado em sessão extraordinária no prazo de até 10 (dez) dias contados de publicação desta Lei. 3º Na hipótese de vacância do cargo de Corregedor Geral, aplicar-se-á as disposições contidas no art. 14 da Lei Complementar nº 32/93. 4º Fica fixada em 15% (quinze por cento) a mais do subsídio mensal de Conselheiro para o Conselheiro- Ouvidor, a título de verba indenizatória.
4 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Art. 7º Ficam criados 03 (três) cargos de provimento em comissão, sendo um de Chefe de Gabinete do Ouvidor, e os outros dois cargos de Assessores Especiais da Ouvidoria do Tribunal de Contas. 1º Compete ao Chefe de Gabinete do Ouvidor, com formação de nível superior 3º Grau Completo assessorar a Ouvidoria em assuntos relacionados a Direito, Finanças, Economia, Contabilidade, Orçamento, Administração Pública, Comunicação Social e Jornalismo, e outras atribuições administrativas que o caso requer; 2º Compete aos Assessores Especiais, com formação de nível médio 2º Grau Completo desincumbir-se dos processos que lhe forem cometidos; emitir parecer em processos quando designado pelo Ouvidor ou pelo seu respectivo Chefe de Gabinete, assessorando no que mais preciso for, tudo ao bom desempenho da função administrativa na Ouvidoria; 3º O cargo de Chefe de Gabinete do Ouvidor perceberá vencimentos de R$ 5.125,69 (cinco mil, cento e vinte e cinco reais e sessenta e nove centavos) e o cargo de Assessor Especial perceberá vencimentos de R$ 2.744,68 (dois mil, setecentos e quarenta e quatro reais e sessenta e oito centavos). 4º Os cargos criados a que se refere o caput deste artigo serão da estrutura do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo. A nomeação ou exoneração compete exclusivamente ao Conselheiro-Presidente no uso de suas atribuições a que se refere ao inciso III do art. 15 da Lei Complementar nº 32/93. DO MINISTÉRIO PÚBLICO ESPECIAL DE CONTAS Art. 8º O Ministério Público Especial para o Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo, será composto de 03 (três) Procuradores Especiais de Contas, sendo um Procurador-Geral de Contas. 1 Aplica-se aos Procuradores Especiais de Contas, desde a investidura, o disposto no art. 130 da Constituição Federal e no art. 121 da Constituição Estadual, assegurando-lhes os mesmos direitos, garantias, prerrogativas e vedações dos membros do Ministério Público Estadual. 2 O cargo de Procurador Especial de Contas que será em número de 03 (três), preenchidos após a realização de concurso público de provas e títulos realizado pelo Tribunal de Contas do Espírito Santo, assegurada à participação da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Espírito Santo em sua realização, exigindo-se que o candidato seja bacharel em direito com no mínimo 03 (três) anos de atividade jurídica, com regular inscrição nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil, com conhecimentos específicos em Direito Constitucional, Administrativo, Civil, Processual Civil, Penal, Processual Penal, Tributário, e notórios conhecimentos gerais. 3 Os Procuradores Especiais de Contas serão nomeados pelo Governador do Estado, obedecida a ordem de classificação; 4 Os Procuradores Especiais de Contas farão jus à percepção de subsídio mensal no valor de R$ 21.005,69 (vinte e um mil cinco reais e sessenta e nove centavos). 5 Fica fixada em 10% (dez por cento) a mais do subsídio mensal dos Procuradores Especiais de Contas para o Procurador-Geral de Contas, a título de verba indenizatória. Art. 9º Aos Procuradores Especiais de Contas será assegurado tratamento compatível com a dignidade do cargo e os meios necessários ao desempenho das suas funções, na condição de fiscais da Lei e por força das suas funções institucionais. Art. 10 Compete aos Procuradores Especiais de Contas, além de outras atribuições estabelecidas na Norma Interna do Ministério Público Especial de Contas: I promover a defesa da ordem jurídica, representando contra a ilegitimidade ou irregularidade de qualquer despesa; II emitir parecer escrito em todos os processos sujeitos à apreciação do Tribunal na forma que dispuser a Norma Interna do Ministério Público Especial de Contas, com exceção dos processos administrativos internos; III interpor os recursos e requerer as revisões previstas em lei; IV juntar documentos, produzir provas e requerer medidas ou diligências que julgar necessárias; V comparecer às sessões do Tribunal Pleno ou de Câmaras, designado pelo Procurador-Geral de Contas; VI prover as medidas necessárias ao efetivo respeito ao ordenamento jurídico; VII encaminhar os Títulos Executivos emitidos pelo Tribunal de Contas, por meio de ofício, a fim de que os órgãos competentes adotem as providências cabíveis; Art. 11 Compete ao Procurador-Geral de Contas as seguintes atribuições: I dirigir o Ministério Público Especial de Contas;
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 5 II comparecer às sessões do Pleno e das Câmaras, onde terá assento à direita do Conselheiro- Presidente, podendo manifestar-se, verbalmente ou por escrito, em todos os assuntos sujeitos a deliberação do Tribunal, exceto nos atos de natureza administrativa do Tribunal de Contas; III representar a Procuradoria de Contas no seu relacionamento externo; IV - opinar nos processos, após a análise técnica conclusiva; V assinar atos de cuja decisão tenha participado; VI delegar competência aos Procuradores, com exceção daquela prevista no inciso I. Parágrafo único - Nos casos de ausências, impedimentos ou qualquer afastamento legal, o Procurador-Geral de Contas será substituído por um dos Procuradores Especiais de Contas, observada a ordem decrescente de antiguidade no cargo, e no caso de empate, o Procurador com maior idade. Art. 12 A norma Interna do Ministério Público Especial de Contas será elaborado pela maioria absoluta de seus membros, e referendado pelo Tribunal Pleno, também pela maioria de seus membros. Parágrafo único - A norma Interna do Ministério Público de Contas deverá guardar perfeita sintonia com o Regimento interno do Tribunal de Contas. Art. 13 Os Procuradores Especiais de Contas tomam posse em Sessão Ordinária do Tribunal Pleno e o Procurador Geral de Contas em sessão especial a ser designada pelo Conselheiro-Presidente. Parágrafo único - Será lavrado pela Secretaria-Geral das Sessões, em livro próprio, o termo de posse do Procurador-Geral de Contas e dos Procuradores Especiais de Contas. Art. 14 Ficam criados 03 (três) cargos de provimento em comissão, sendo um do Gabinete do Procurador- Geral, e os outros dois de Assessores Especiais do Ministério Público Especial de Contas. 1º Compete ao Chefe de Gabinete do Procurador- Geral, com formação de nível superior 3º Grau Completo assessorar o Procurador-Geral em assuntos relacionados a Direito, Finanças, Economia, Contabilidade, Orçamento e Administração Pública e outras atribuições inerentes ao bom desempenho da função administrativa do Ministério Público Especial; 2º Compete aos Assessores Especiais, com formação de nível médio 2º Grau Completo desincumbir-se dos processos que lhe forem cometidos; emitir parecer em processos quando designado pelo Procurador-Geral ou pelo seu respectivo Chefe de Gabinete, assessorando no que mais preciso for, tudo ao bom desempenho da função administrativa no Ministério Público Especial de Contas; 3º O cargo de Chefe de Gabinete do Procurador- Geral perceberá vencimentos de R$ 5.125,69 (cinco mil, cento e vinte e cinco reais e sessenta e nove centavos) e o cargo de Assessor Especial do Ministério Público perceberá vencimentos de R$ 2.744,68 (dois mil setecentos e quarenta e quatro reais e sessenta e oito centavos). 4º Os cargos criados a que se refere o caput deste artigo serão da estrutura do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo. A nomeação ou exoneração compete exclusivamente ao Conselheiro-Presidente no uso de suas atribuições a que se refere ao inciso III do art. 15 da Lei Complementar nº 32/93. 5º Ficará mantida a estrutura já existente do Ministério Público Especial de Contas. DAS CÂMARAS Art. 15 Cada Câmara compor-se-á de 3 (três) membros, inclusive o seu Presidente. Art. 16 Será eleito para a Presidência de cada Câmara, o Conselheiro que obtiver maioria absoluta entre os seus componentes. Parágrafo único - Fica fixada em 5% (cinco por cento) a mais do subsídio mensal de Conselheiro para os Presidentes das Câmaras, a título de verba indenizatória, ficando vedada essa verba, a quem estiver ocupando outra função administrativa que tenha outra verba indenizatória. Art. 17 Ficam criados 08 (oito) cargos de provimento em comissão, sendo 02 (dois) de Secretário de Câmara, 04 (quatro) de Assessores Especiais de Câmara do Tribunal de Contas e 02 (dois) de Adjunto Operativo. 1º Compete ao Secretário de Câmara, com formação de nível superior 3º Grau Completo assessorar em assuntos relacionados às Sessões Plenárias das Câmaras, no que tange a leitura das atas, colher as assinaturas e todas as demais atribuições atinentes ao bom desenvolvimento dos atos a serem praticados nas sessões, sendo 01 (um) Secretário para cada Câmara; 2º Compete aos Assessores Especiais de Câmara, com formação de nível médio 2º Grau Completo desincumbir-se dos processos que lhe forem cometidos, assessorando no que mais preciso for, tudo ao bom desempenho da referida função administrativa, sendo 02 (dois) Assessores para cada Câmara;
6 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 3º Compete aquele que exercer o cargo de Adjunto Operativo, com formação de nível fundamental 1º Grau Completo a função de assistente de serviços gerais, sendo 01 (um) Adjunto para cada Câmara; 4º O cargo de Secretário de Câmara perceberá vencimentos de R$ 5.125,69 (cinco mil, cento e vinte e cinco reais e sessenta e nove centavos) e o cargo de Assessor Especial perceberá vencimentos de R$ 2.744,68 (dois mil, setecentos e quarenta e quatro reais e sessenta e oito centavos) e o cargo de Adjunto Operativo perceberá vencimentos de R$ 1.229,38 (um mil, duzentos e vinte e nove reais e trinta e oito centavos). 5º Os cargos criados a que se refere o caput deste artigo serão da estrutura do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo. A nomeação ou exoneração compete exclusivamente ao Conselheiro-Presidente no uso de suas atribuições a que se refere ao inciso III do art. 15 da Lei Complementar nº 32/93. 6º O Tribunal fixará, mediante instrução normativa, o funcionamento, competências e atribuições das Câmaras. DOS GABINETES Art. 18 Além dos cargos da estrutura já existente no Gabinete de Conselheiro, fica criado mais 01 (um) cargo em comissão de Assessor Especial para Assuntos Jurídicos com lotação em cada Gabinete de Conselheiro. 1º Compete ao Assessor Especial para Assuntos Jurídicos, com formação de nível superior em direito 3º Grau Completo assessorar o órgão a que estiver vinculado, em assuntos relacionados a Direito, Finanças, Economia, Contabilidade, Orçamento e Administração Pública, desincumbir-se dos processos que lhe forem cometidos e atribuições atinentes ao bom desenvolvimento dos atos a serem praticados no Gabinete de Conselheiro a que estiver vinculado. 2º O cargo de Assessor Especial para Assuntos Jurídicos perceberá vencimentos de R$ 7.000,00 (sete mil reais). 3º Os cargos criados a que se refere o caput deste artigo serão da estrutura de Gabinete. A nomeação ou exoneração compete exclusivamente ao Conselheiro- Presidente no uso de suas atribuições a que se refere ao inciso III do art. 15 da Lei Complementar nº 32/93, mediante indicação do Conselheiro a que estiver vinculado. 4º Ficará mantida a estrutura já existente nos Gabinetes dos Conselheiros. Art. 19 As despesas advindas desta Lei serão custeadas pelo orçamento do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo. Art. 20 As despesas decorrentes da execução da presente lei correrão à conta de dotação orçamentária própria, que será suplementada, se necessário. Art. 21 Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 19 de maio de 2008. GUERINO ZANON Presidente APARECIDA DENADAI 1ª Secretária PAULO FOLETTO 2º Secretário JUSTIFICATIVA A promulgação da atual Constituição em 1988 ao alçar a eficiência como princípio constitucional a ser observado por toda a administração ampliou as funções institucionais dos órgãos de controle, refletindo, especialmente na atuação dos Tribunais de Contas. E mais, com a edição da Lei de Responsabilidade Fiscal em 2000, instituindo um novo regime fiscal, ao inserir novas práticas a serem observadas quando da gestão da coisa pública, além de implantar um nova cultura pautada no equilíbrio das contas públicas, por certo, fez surgir para os Tribunais de Contas novos encargos no desempenho de seu mister. Com a ampliação das atribuições do controle externo, as Cortes de Contas passam a reclamar a atuação de um órgão de correição dentro da instituição, atuando não somente no fortalecimento do seu controle interno, mas refletindo diretamente nos resultados de sua atividade-fim, contribuindo, desse modo, para uma maior efetividade e potencializando a capacidade de atendimento aos cidadãos e aos jurisdicionados, justificando a importância e a necessidade de sua atuação cada vez mais forte, voltada, inclusive, para proposição de medida saneadoras e de orientação. A realização de correições e inspeções periódicas, com a participação efetiva do setor envolvido e da alta administração do órgão, busca agregar a experiência das pessoas que desempenham o trabalho na unidade correicionada com a função orientativa da corregedoria, proporcionando um melhor desempenho da atividade de controle externo. Aliado a atividade da Corregedoria, a seu turno, a Ouvidoria, como canal específico de comunicação do Tribunal e a sociedade, assume papel de relevo na sua estrutura orgânica, sob a ótica da fiscalização operacional da administração interna, acompanhando rotineiramente o desempenho e os resultados da ação de seus membros e servidores, considerando a tendência mundial de os órgãos de controle atuarem
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 7 como indutores de melhoria da gestão pública, através dos jurisdicionados e cidadãos que interagem cotidianamente com o Tribunal, colaborando para aperfeiçoamento do funcionamento do Tribunal. De igual forma, a criação de duas Câmaras e de um cargo em comissão de Assessor Especial para Assuntos Jurídicos para cada Conselheiro irá dar maior agilidade e celeridade nos processos que correm perante esta Corte de Contas. Ademais, quanto ao Ministério Público Especial de Contas, fundamenta-se nas reiteradas decisões do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL em Ações Direta de Inconstitucionalidade (v.g. ADINs nº 892-7/RS, 1545-1/SC, 1957-1/AP, 2596-1/PA e 2068-4/MG), que estabeleceram como necessária a observância pelos Tribunais de Contas dos Estados da adoção do Ministério Público Especial, dissociado do Ministério Público Estadual, com atribuições próprias e quadro de pessoal atrelado ao Tribunal de Contas, e principalmente a decisão do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL nos autos da ADIN nº 3.192-9, publicada em maio de 2006, que declarou inconstitucional as disposições da legislação estadual que disciplinavam essa matéria, trazendo vazada em sua ementa os seguintes termos: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. IMPUGNAÇÃO DO 1º, INCISO IV, E DO 2º, DO ARTIGO 21; DO 2º DO ARTIGO 33 E DA EXPRESSÃO E AO TRIBUNAL DE CONTAS, CONSTANTE DO ARTIGO 186 E DO PARÁGRAFO ÚNICO DO ARTIGO 192, TODOS DA LEI COMPLEMENTAR N. 95 DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL. ATRIBUIÇÕES DE OFICIAR EM TODOS OS PROCESSOS DO TRIBUNAL DE CONTAS ESTADUAL.VIOLAÇÃO DOS ARTIGOS 75 E 130, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. Impossibilidade de Procuradores de Justiça do Estado do Espírito Santo atuarem junto à Corte de Contas estadual, em substituição aos membros do Ministério Público especial. Esta Corte entende que somente o Ministério Público especial tem legitimidade para atuar junto aos Tribunais de Contas dos Estados e que a organização e composição dos Tribunais de Contas estaduais estão sujeitas ao modelo jurídico estabelecido pela Constituição do Brasil [artigo 75].Precedentes. É inconstitucional o texto normativo que prevê a possibilidade de Procuradores de Justiça suprirem a não-existência do Ministério Público especial, de atuação específica no Tribunal de Contas estadual. Pedido julgado procedente, para declarar inconstitucionais o inciso IV, do 1º, do artigo 21; o 2º, do artigo 21; o 2º do artigo 33; a expressão e ao Tribunal de Contas constante do artigo 186; e o parágrafo único do artigo 192, todos da Lei Complementar n. 95,de 28 de janeiro de 1997, do Estado do Espírito Santo. Sugerimos que sejam criados três cargos de Procurador Especial de Contas, a serem providos por meio de concurso público, em observância à regra equiparativa observância ao princípio da simetria das normas estabelecido na Constituição Estadual, art. 121, e na Constituição Federal, art. 130. Salienta-se, ainda, que, por se tratar de instituição de um novo órgão, é necessário contemplar no anteprojeto uma regra de caráter resolutório, de forma que os atuais titulares do Ministério Público Estadual Comum ficarão exercendo as suas atribuições no TCEES até que entrem em exercício os aprovados em concurso público, quando se dará a revogação da Lei Complementar 30/92. Certos de que o apoio ao presente anteprojeto irá ao encontro dos anseios da sociedade capixaba, além do que a sua efetivação permitiráa adequação das condutas deste Tribunal ao decidido pela Suprema Corte judiciária do País sobre o tema proposto, cremos estar contribuindo para o fortalecimento do Estado, para a fiscalização dos recursos públicos, bem como para o dever de obediência às decisões judiciais. Espera-se enfim, que a exemplo da experiência vivenciada por outros Tribunais de Contas possamos conta com o apoio dessa Augusta Casa de Leis para a aprovação do presente expediente, sempre com vistas a contribuir cada vez mais para o aperfeiçoamento e efetividade das ações deste Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo. ATOS LEGISLATIVOS RESOLUÇÃO Nº 2.551 Admite na Ordem do Mérito Domingos Martins a Senhora Waldeth Nunes Theodoro. A MESA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 17, XXVI do Regimento Interno, aprovado pela Resolução nº 1600, de 11.12.1991, combinado com os artigos 2º da Resolução 1.390, de 10.10.1984 e 4º da Resolução nº 1.391, de 17.10.1984, promulga a seguinte Resolução: Art. 1º Admitir na Ordem do Mérito Domingos Martins no Grau de Comendador, a Senhora Waldeth Nunes Theodoro, concedendo-lhe as insígnias e o Diploma do respectivo Grau. Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
8 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Palácio Domingos Martins, em 27 de maio de 2008. GUERINO ZANON Presidente APARECIDA DENADAI 1ª Secretária PAULO FOLETTO 2º Secretário RESOLUÇÃO Nº 2.552 Admite na Ordem do Mérito Domingos Martins o Senhor Anarim Albino da Silveira. A MESA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 17, XXVI do Regimento Interno, aprovado pela Resolução nº 1600, de 11.12.1991, combinado com os artigos 2º da Resolução 1.390, de 10.10.1984 e 4º da Resolução nº 1.391, de 17.10.1984, promulga a seguinte Resolução: Art. 1º Admitir na Ordem do Mérito Domingos Martins no Grau de Cavaleiro, o Senhor Anarim Albino da Silveira, concedendo-lhe as insígnias e o Diploma do respectivo Grau. Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Palácio Domingos Martins, em 27 de maio de 2008. GUERINO ZANON Presidente APARECIDA DENADAI 1ª Secretária PAULO FOLETTO 2º Secretário RESOLUÇÃO Nº 2.553 Admite na Ordem do Mérito Domingos Martins o Senhor Marinho Salviano da Costa. A MESA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 17, XXVI do Regimento Interno, aprovado pela Resolução nº 1600, de 11.12.1991, combinado com os artigos 2º da Resolução 1.390, de 10.10.1984 e 4º da Resolução nº 1.391, de 17.10.1984, promulga a seguinte Resolução: Art. 1º Admitir na Ordem do Mérito Domingos Martins no Grau de Cavaleiro, o Senhor Marinho Salviano da Costa, concedendo-lhe as insígnias e o Diploma do respectivo Grau. Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Palácio Domingos Martins, em 27 de maio de 2008. GUERINO ZANON Presidente APARECIDA DENADAI 1ª Secretária PAULO FOLETTO 2º Secretário RESOLUÇÃO Nº 2.554 Admite na Ordem do Mérito Domingos Martins o Senhor José Affonso Coelho. A MESA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 17, XXVI do Regimento Interno, aprovado pela Resolução nº 1600, de 11.12.1991, combinado com os artigos 2º da Resolução 1.390, de 10.10.1984 e 4º da Resolução nº 1.391, de 17.10.1984, promulga a seguinte Resolução: Art. 1º Admitir na Ordem do Mérito Domingos Martins no Grau de Cavaleiro, o Senhor José Affonso Coelho, concedendo-lhe as insígnias e o Diploma do respectivo Grau. Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Palácio Domingos Martins, em 27 de maio de 2008. GUERINO ZANON Presidente APARECIDA DENADAI 1ª Secretária PAULO FOLETTO 2º Secretário RELATÓRIO RELATÓRIO FINAL DA CPI DO ROUBO E RECEPTAÇÃO DE CARGAS ROUBADAS NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO RELATOR: DEPUTADO MARCELO SANTOS (PTB) Assunto: Análise e conclusão dos trabalhos investigatórios desenvolvidos pela CPI do Roubo de Cargas. INTRODUÇÃO A Comissão Parlamentar de Inquérito foi criada pela Resolução nº. 2.361/07, e constituída pelo Ato nº 1.223, de 02 de abril de 2007, para apurar possíveis irregularidades que envolvem o roubo e a receptação de cargas no Estado do Espírito Santo, e especialmente as operações que legalizam as
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 9 mercadorias roubadas com notas frias e com empresas laranjas, a sonegação e criação de empresas laranjas para legalizarem esses roubos. Formam o corpo de membros dessa Comissão Parlamentar os seguintes Deputados: Membros Efetivos: Deputado Euclério Sampaio Presidente; Deputado Luiz Carlos Moreira Vice-presidente; Deputado Marcelo Santos Relator. Deputado Rafael Favatto Deputado Sargento Valter Membros Suplentes: Deputado Da Vitória Deputado Hércules Deputado Luciano Pereira Na primeira reunião realizada 01, EM 02 DE ABRIL DE 2007, deu-se a instalação da CPI, no plenário da Assembléia, ocasião em que foram eleitos o Presidente e Relator : Presidente: Deputado Euclério Sampaio Vice-Presidente: Deputado Luiz Carlos Moreira Relator: Deputado Marcelo Santos Presentes à reunião os Senhores Deputados Euclério Sampaio, Marcelo Santos, Luiz Carlos Moreira e Giulianno dos Anjos. DESENVOLVIMENTO DOS TRABALHOS A grande repercussão do tema que constitui objeto da dessa CPI despertou enorme interesse social quanto ao andamento dos seus trabalhos. Desde o inicio a sociedade percebeu que a investigação sobre o roubo de carga trazia implicações serias de interesse não só das vitimas, mas da sociedade capixaba dupla mente atingida, pela violência criminosa das ações ceifando vitimas, e afetando patrimônios, e, em segundo lugar, pela rede de sonegação de tributos comprometendo a arrecadação de receitas públicas. Tendo em vista a natureza jurídica dos crimes investigados e a complexidade da identificação dos autores esta Comissão optou por instruir o presente inquérito, principalmente com elementos coligidos com o auxílio das forças policias, da Secretaria de Estado da Fazenda e do Ministério Público. A adoção de conduta cautelosa e prudente nos procedimentos de apuração das possíveis irregularidades e seus autores teve o propósito de, não apenas apontar um rol de indiciados, mas também o escopo de buscar soluções para minimizar os prejuízos causados ao erário, seja pela legalização das mercadorias roubadas, realizadas pelas empresas laranjas, seja pela prática de um conjunto de ilícitos tributários que afetam as finanças do Estado já que permitem burla as obrigações tributarias de recolhimento dos impostos Evidente que a prática de ilícitos penais e tributários com o propósito de sonegar ou, permitir, de algum modo, que o Estado deixe de arrecadar compromete a solidez das finanças públicas e, conseqüentemente, afeta diretamente a vida do cidadão que acaba penalizado pelos recursos que deixam de ser revertidos em seu beneficio. À unanimidade se reconhece que o crime de sonegação, em suas diversas modalidades de execução denota especial gravidade no contexto social tendo em vista que impede o ingresso de receita destinada a manutenção de setores vitais do serviço público, inclusive aqueles destinados a preservação da vida como os setores da saúde e, da segurança pública. Cumpre esclarecer ainda, que parcela considerável dos documentos examinados pela CPI estão protegidos pelo sigilo fiscal, daí as cautelas especiais adotadas pela Comissão com o propósito de preservar a incolumibilidade do sigilo de documentos em face do que determina a legislação vigente. Sendo assim, certos dados fornecidos pelos órgãos fazendários contendo, por exemplo a relação das trinta maiores empresas devedoras do Estado e inscritas em divida ativa foram preservados. Ademais, não se pode desconsiderar que muitas das empresas consideradas devedoras do estado exerceram o seu direto de defesa e realizaram a impugnação administrativa ou mesmo a impugnação judicial destes débitos por considerá-los indevidos. Diante destes fatos, a condição de devedor passou a depender, em alguns casos de manifestação do poder judiciário. Por outro lado, no curso das investigações algumas empresas inseridas no rol dos sonegadores, tiveram sua situação jurídica alterada, seja pelo sucesso de alguma demanda judicial seja pelo reconhecimento do débito e realização do termo de parcelamento da divida fiscal. Ambos os fatos alteraram o status jurídico-fiscal dessas empresas resultando, muitas das vezes na baixa, nos registros fazendários da condição de sonegador. Estes fatos, obviamente, interfeririam de forma direta no objeto das investigações, razão pela qual algumas das linhas de investigações
10 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 inicialmente projetadas para os trabalhos da CPI restaram, irremediavelmente, prejudicadas. PROCEDIMENTOS ADOTADOS PELA CPI INVESTIGATÓRIOS Nesse passo, é digno de nota registrar que a simples instalação da CPI, demonstrando, de modo ostensivo, a intenção do parlamento capixaba em emprestar sua colaboração na luta para coibir estas ações criminosas, por si só já constituiu um fato marcante que alterou sensivelmente a postura dos agentes econômicos, em cuja área de atuação são praticados estes delitos. Mas não é só a inserção do parlamento neste tema constituiu também um fonte rica de aprendizado indicando a necessidade de maior articulação institucional entre os poderes de estado como forma de gerar uma combate mais eficaz aos delitos dessa natureza. Importante, frisar que embora se trate da leitura do relatório final da CPI a atuação do parlamento capixaba não cessará aqui. Com efeito, fazendo uso das prerrogativas constitucionais que possuímos, é desejo dos Deputados acompanhar os desdobramentos das ações dos inquéritos, além de outras medidas algumas propostas pela própria CPI com a finalidade de coibir a prática desses crimes. No que diz respeito à configuração dos crimes definidos na legislação penal comum e na legislação penal tributária a Comissão Parlamentar de Inquérito coligiu dados resultantes de autos de flagrantes e inquéritos policiais cujos resultados não haviam sido concluídos. Esta circunstância, agravada pelo fato de que mesmo após a conclusão do inquérito a materialidade e autoria dos crimes será objeto de apreciação judicial, constituí embaraço a justa e exata identificação dos autores dos crimes ocorridos. Releva destacar também que durante as fases do processo penal tributário o agente acusado do ilícito pode pagar o imposto que lhe é cobrado, circunstância que trará como conseqüência a extinção da punibilidade do agente. Assim, ao longo das investigações também se observou a conduta dos agentes suspeitos que buscaram, o parcelamento e a quitação dos seus débitos como elemento para a extinção da punibilidade, anulando-se dessa forma a caracterização do crime. Ora, diante de tais fundamentos, é certo que todos estes fatos e motivações anteditos impõem condicionamentos a atuação conclusiva da CPI, relativamente aos indiciamentos. Para apuração dos fatos objetos do inquérito parlamentar a CPI no uso das atribuições legais que lhe confere o Artigo 58, 3º da Constituição da Republica e as normas regimentais, realizou diversas diligencias, dentre as quais realço: tomada de depoimentos, requerimento de informações fiscais aos órgãos fazendários estaduais e federais, requerimento as empresas seguradores de cargas e de veículos do rol das ocorrências realizadas acompanhado da relação de empresas e dados estatísticos dos sinistros; requisição às empresas das copias dos livros ficais de registro de entrada de mercadorias e notas fiscais; requisição do apoio de técnicos da Secretária de Estado da Fazenda para exame da documentação obtida; Destaque-se no âmbito da segurança pública a colaboração das autoridades policiais aos quais a CPI solicitou, dentre outros, os seguintes dados: a relação dos estabelecimentos comerciais que estão sendo investigados pela receptação de mercadorias roubadas, fato que caracteriza o crime capitulado no Artigo 180 do CP e, ainda, a relação dos inquéritos policiais relativos à apuração dos crimes de receptação de cargas roubadas EXTRATO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS REUNIÃO N 002, DE 09 DE ABRIL DE 2007 Reunião em que foram aprovados os seguintes requerimentos: Enviar ofícios: - solicitando ao Secretário da Fazenda José Teófilo de Oliveira, que disponibilize dois fiscais da receita para acompanhamento dos trabalhos desta Comissão e, requerendo ainda, relação das trinta maiores empresas devedoras de ICMS, informando os valores devidos; - solicitando ao Secretário de Estado de Segurança Pública que encaminhe, no prazo máximo de cinco dias, relação de todos os estabelecimentos que estão sendo investigados por receptação de cargas e mercadorias roubadas; - solicitando ao Chefe de Polícia André Luiz Neves que encaminhe, no prazo máximo de cinco dias, cópia de todos os inquéritos policiais referentes ao crime de receptação de cargas e mercadorias roubadas;
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 11 - solicitando ao Presidente desta Casa de Leis que disponibilize um veículo tipo van, apropriado para transportar os membros desta Comissão, durante a realização de diligências; - requerendo aos responsáveis pelos supermercados Perim, Calvi, Santo Antônio, Extrabom e Schowambach que sejam encaminhadas, no prazo máximo de cinco dias, cópias das notas fiscais de compra de mercadorias (entrada) e do livro razão das mesmas, dos últimos três anos; - solicitando ao Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da -7ª Região cópia integral, caso existam, dos processos que tramitam na justiça do trabalho, cujo requerente solicita direitos trabalhistas devidos por empresas laranjas ; - solicitando à Procuradora Geral de Justiça a indicação de um representante para acompanhar os trabalhos desta Comissão; - solicitando ao Delegado Titular de Veículos e Roubos de Cargas do Estado de São Paulo que encaminhe cópia completa do Inquérito Policial referente a Operação Pirâmide, que ensejou em prisões em vários Estados brasileiros, inclusive neste Estado do Espírito Santo; - solicitando ao Delegado Geral de São Paulo que informe as incidências de roubo de cargas em que estejam envolvidas empresas sediadas no Estado do Espírito Santo, encaminhando cópia do respectivo inquérito policial; - solicitando ao Presidente da Junta comercial do Espírito Santo que encaminhe relação de registros de estabelecimentos empresariais no ramo de supermercados, de transporte de cargas e que comercializam produtos eletro-eletrônicos sediados no Estado do Espírito Santo, dos últimos três anos, juntamente com cópias dos contratos sociais e suas respectivas alterações. REUNIÃO N 003, DE 17 DE ABRIL DE 2007 Reunião em que foi feita a leitura dos ofícios e petições abaixo transcritas e oficiados os supermercados dando ciência quanto às deliberações da CPI em relação ao requerimento dos mesmos. In verbis: - Ofício do Supermercado Extrabom solicitando ao Presidente desta Comissão se é possível fornecer no lugar das notas fiscais, os livros fiscais, uma vez que o prazo de cinco dias, é pequeno para atender ao pedido; - Petição dos representantes legais do Supermercado Santo Antônio requerendo dilação de prazo, em resposta ao OF/CPI 00/07; - Requerimento do Supermercado Calvi solicitando que as cópias de notas fiscais sejam entregues em arquivos magnéticos, aproveitando ainda, requer prorrogação de prazo por mais 20 dias. Foram oficiados os supermercados para que tomassem ciência da deliberação da Comissão sobre os requerimentos dos mesmos. REQUERIMENTOS APROVADOS: Enviar ofícios: - Solicitando aos Supermercados Calvi, Extrabom e Santo Antônio, para que no prazo de setenta duas horas, envie cópias do livro de entrada de mercadorias, livro de apuração de ICMS, livro razão e notas fiscais em meio magnético, relativos aos últimos cinco anos; - Solicitando aos Supermercados Porto Novo, Casagrande, Faé, Carone, Internacional, Epa, Dalmery, Ramos, Atacadista Lube, Atacadista Ribeiro e a Sudeste Farma, para que no prazo máximo de cinco dias, envie cópias do livro de entrada de mercadorias, livro de apuração de ICMS, livro razão e notas fiscais em meio magnético, relativos aos últimos cinco anos; - Informando sobre a instalação desta Comissão a todas as Prefeituras, Câmaras, Promotorias e Comarcas do Estado. REUNIÃO N 004, DE 23 DE ABRIL DE 2007 Nesta ocasião a CPI recebeu da Realmar Distribuidora Ltda (Supermercados Extrabom) os documentos solicitados pelo ofício nº 008/07, em que foram solicitadas cópias de notas fiscais de compra de mercadorias e do livro razão dos últimos 3 anos, e pelo oficio nº 029/07, em que foi solicitado cópias do livro de entrada de mercadorias, livro de apuração de ICMS e notas fiscais em meios magnéticos dos últimos 5 anos. Foi recebido o ofício da Secretaria da Fazenda com o nome das trinta maiores empresas devedoras de dívida ativa. Além de deliberada convocações de todos os estabelecimentos já notificados com pedidos de informações por esta Comissão, com data a ser agendada. REQUERIMENTO APROVADO:
12 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Enviar ofício: - à Farmácia e Drogaria Pague Menos, ao Posto BR 3- e ao Posto Bourguignon, para que no prazo de no máximo cinco dias, envie cópias do livro de entrada de mercadorias, livro de apuração de ICMS, livro razão e notas fiscais em meio magnético, relativos aos últimos cinco anos; REUNIÃO Nº 005, DE 23 DE ABRIL DE 2007 Reunião em que foram aprovados as seguintes medidas: - Oficiar a Mega Forte Atacadista e a Red Rid Atacado, para que no prazo máximo cinco dias, enviem cópias do livro de entrada de mercadorias, livro de apuração de ICMS, livro razão e notas fiscais em meio magnético, relativos aos últimos cinco anos; - Convocar o Senhor Adelar Schultz e a Senhora Leandra Rosa de Souza Puppim, sócios do Supermercado Schwambach para comparecerem a reunião extraordinária do dia vinte e sete de abril do corrente ano. REUNIÃO N 006, DE 03 DE MAIO DE 2007 Reunião em que foram aprovados os seguintes requerimentos: Enviar ofício: - á Distribuidora Paraíso, Comercial Gasperazzo, Dibrás Distribuidora Ltda, Cadis Campineira Distribuidora de Produtos Alimentícios Ltda, Minas Rio Distribuidora e Ricardo Eletro, para que no prazo máximo de cinco dias, enviem cópias do livro de entrada de mercadorias, livro de apuração de ICMS, livro razão e notas fiscais em meio magnético, relativos aos últimos cinco anos. REUNIÃO N 007, DE 07 DE MAIO DE 2007 O Senhor Presidente toma ciência e solicita que se junte aos autos: - ao ofício do Supermercado Ramos, em que encaminhou o CD contendo as informações solicitadas por esta Comissão; - ao Ofício dos representantes legais do Supermercado Santo Antônio, em que encaminhou o CD-R contendo as informações do livro de entrada e saída de mercadorias, de apuração de ICMS, bem como notas fiscais por meio magnético. Informando ainda, que o livro razão encontra-se com o Fisco Estadual, motivo pela qual ainda não pode cumprir integralmente o pedido desta Comissão; - ao ofício do Auto Serviço Internacional Ltda One encaminhou o disquete contendo as informações solicitadas por esta Comissão, em resposta ao OF/CPI Nº-20/07; - ao ofício do Auto Serviço Faé, em que foi encaminhado o CD contendo as informações solicitadas por esta Comissão, em resposta ao OF/CPI Nº-23/07; - ao ofício do Supermercado Calvi Ltda, em que foi encaminhado o CD contendo as informações solicitadas por esta Comissão, em resposta ao OF/CPI Nº030/07; - ao ofício do Comercial Gaivotas, em que foi encaminhado o CD contendo as informações solicitadas por esta Comissão, em resposta ao OF/CPI Nº--9/07; - ao ofício da Lube Distribuidora, em que foi encaminhado o CD contendo as informações solicitadas por esta Comissão, em resposta ao OF/CPI Nº035/07; - ao ofício da Drift Comércio de Alimentos Ltda. Supermercados Carone, em resposta ao OF/CPI nº 038/07, encaminhando CD contendo as informações solicitadas por esta Comissão; - à Drogaria e Farmácia Pague Menos que encaminhou o CD contendo as informações solicitadas por esta Comissão; - ao relatório das Diligências do dia 25 e 26 de abril do corrente ano, nos Supermercados Schowambach e Porto Novo em Cariacica e, na Drogaria e Farmácia Pague Menos; - ao ofício da Junta Comercial em que se encaminhou o CD contendo os nomes dos estabelecimentos registrados no ramo de supermercados e produtos eletrônicos sediados no ES, dos últimos três anos, em resposta ao OF/CPI Nº-28/07; - ao ofício da DMA Distribuidora S/A em que se encaminhou o CD contendo as informações solicitadas por esta Comissão, em resposta ao OF/CPI Nº034/07; - ao ofício da Sudeste Farma em que encaminhou a cópia dos documentos exigidos por esta Comissão, em resposta ao OF/CPI Nº036/07; O Senhor Presidente deferi as solicitações abaixo: - ao ofício da DMA Distribuidora (Supermercado EPA), em que foi solicitada a dilação de prazo, por mais sessenta dias, do prazo originariamente concedido para apresentação dos documentos solicitados por esta Comissão, em resposta ao OF/CPI 034/07. Pedido deferido;
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 13 - ao ofício da Sudeste Farma, em que foi encaminhado o CD com parte da documentação solicitada e, requerendo dilação de prazo, por mais cinco dias, a partir da data de entrega dos referidos documentos, em resposta ao OF/CPI 036/07 Deferida a dilação do prazo por mais cinco dias; - à solicitação do Exmo. Senhor Deputado Marcelo Santos, quanto à transferência da reunião designada para o dia 27 de abril de 2007 Pedido já deferido; - ao requerimento da empresa Megafort Distribuidora, solicitando a dilação do prazo para atendimento ao solicitado pelo OF/CPI nº -3-/2007 em trinta dias Deferida a dilação de prazo por dez dias; Quanto ao requerimento do Senhor Roberto Joanilho Maldonado, advogado da Senhora Leandra Rosa de Souza Puppim e do Senhor Adelar Schultz, solicitando o adiamento das oitivas designadas para o dia 27 de abril de 2007, foi prejudicado; PROPOSTAS APROVADAS - Classificar, com base na Resolução nº 2.-96/04, o documento encaminhado pela Secretaria da Fazenda através do OF/GAB/SEFAZ Nº -58/07, como secreto, com prazo de sigilo de quinze anos; - Convocar os Senhores Lourival Simmer, Aldemir Penha Fernandes e Hivanil Loureiro Ferreira para prestarem depoimento na próxima reunião ordinária no dia - 4 de maio do corrente ano; - Oficiar a todas as empresas seguradoras de cargas que forneçam relação de todas as cargas furtadas/roubadas na região Sudeste e no Estado da Bahia, nos últimos cinco anos e ainda: o número de ocorrências de cargas roubadas, identificação das vítimas, código de barra das mercadorias furtadas/roubadas, se foram recuperadas e seus registros; - Encaminhar ofício ao Superintendente da Polícia Civil Especializada com o objetivo de formalizar a parceria entre esta CPI e a Policia Civil na realização de diligências. - Encaminhar pedido de informação à Superintendência da Polícia Federal do Estado do Espírito Santo com relação à existência de inquéritos policiais referentes à constituição de empresas laranjas, sonegação fiscal e receptação de cargas furtadas/roubadas por parte de empresas com sede ou filiais no Estado do Espírito Santo; - oficiar as empresas Schincarioll e Posto Kadillac, para que no prazo máximo de cinco dias, apresentem por meio magnético, livros de apuração de ICMS, razão, e notas fiscais de entrada de mercadorias, dos últimos cinco anos. - PRORROGADA POR MAIS NOVENTA DIAS O PRAZO DE FUNCIONAMENTO DESTA CPI; REUNIÃO N 008, DE 09 DE MAIO DE 2007. REQUERIMENTOS APROVADOS: Enviar ofício aos estabelecimentos Athos Farma Medicamentos, Distribuidora Moura, Distribuidora Baratela, Star Farma, Benemed, Medic Lar, Lunar Distribuidora, Cesconetto Comercial Ltda, Fiorot Atacadista, Abrevo Brasil Distribuidora, Comercial Cerealista Pretti Ltda, Unimarka Distribuidora, Dalla Bernardina Distribuidora, Yanna Hanna Distribuidora e DME Distribuidora, para que no prazo máximo de cinco dias, enviem por meio magnético, o livro de entrada de mercadorias, o livro de apuração de ICMS, livro razão e notas fiscais, relativos aos últimos cinco anos. REUNIÃO N 09, DE 21 DE MAIO DE 2007. Presente à reunião a procuradora do Ministério Público Dr. Mônica Cristina Moreira Pinto designada para acompanhar os trabalhos desta CPI. O Senhor Presidente toma ciência e solicita que se junte aos autos: - ao ofício da empresa Parma Comercial Ltda, encaminhando, em meio magnético (dois CDs), a documentação solicitada através do ofício OF/CPI nº 032/2007; - aos documentos encaminhados pela Junta Comercial, em atendimento ao ofício OF/CPI nº 272/2007; - ao ofício da Distribuidora Paraíso Ltda, encaminhando, em meio magnético, as notas fiscais e cópia dos livros de apuração e razão, em resposta ao OF/CPI nº 2-6/2007; - ao ofício da Comercial Gasperazzo, encaminhando, em meio magnético, as notas fiscais e cópia dos livros de apuração de ICMS e razão, em resposta ao OF/CPI nº 2-8/2007; - ao ofício da Megafort Distribuidora de Importação e Exportação Ltda, solicitando que seja juntado aos autos o instrumento de procuração de seu representante legal; - ao ofício do Posto Kadillac Ltda, encaminhando, em meio magnético, os livros de entradas de mercadorias, livros de apuração e razão, em resposta ao OF/CPI nº 22-/2007. Comunicando ainda que não dispõem de notas fiscais de entrada em meio
14 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 magnético, deixando ao dispor desta CPI, as notas originais conforme entendimento verbal mantido com o Presidente desta Comissão; - ao ofício dos Supermercados Dalmerry, encaminhando, em meio magnético, as notas fiscais e cópia dos livros de apuração de ICMS e razão, em resposta ao OF/CPI nº -2-/2007; - ao ofício da Newred Distribuidora Importação e Exportação Ltda, encaminhando, em meio magnético, as notas fiscais e cópia dos livros de apuração de ICMS e razão, como solicitado por esta Comissão; - ao ofício do Auto Serviço Perim Ltda, encaminhando, em meio magnético, as notas fiscais e cópia dos livros de apuração de ICMS e razão, como solicitado por esta Comissão; - ao ofício da Benemed Comércio de Medicamentos Ltda, enviando documentos em meio magnético como solicitado por esta Comissão, em resposta ao OF/CPI Nº 3-6/07; O Senhor Presidente deferi as solicitações abaixo: - à petição do Representante Legal dos Senhores Ivanil Lorêncio, Ademir Penha Fernandes e Lourival Simmer, requerendo o adiamento da convocação do dia -4 de maio do corrente ano, para data a ser designada conforme pauta - Deferido. - ao ofício da DME Distribuidora, requerendo dilação de prazo por mais quinze dias úteis para apresentação dos documentos solicitados por esta Comissão Defiro a dilação do prazo por mais dez dias. - a ofício da Distribuidora Baratella Ltda-Me, requerendo dilação do prazo estabelecido no ofício encaminhado pela CPI, por mais quinze dias, prazo este em que a empresa se compromete a entregar os documentos pedidos Defiro a dilação do prazo por mais dez dias; - ao ofício da Cadis Campineira Distribuidora de Produtos Alimentícios Ltda, solicita a dilação de prazo para o dia 2- de maio de 2007 (segunda-feira), para a entrega da documentação solicitada em arquivos magnéticos Defiro a dilação do prazo por mais dez dias; - ao ofício da Distribuidora de Prod. Farm. Hospitalares Moura Ltda, requerendo a prorrogação do prazo estabelecido no oficio por mais quinze dias, prazo este em que a empresa se compromete a entregar os documentos pedidos - Defiro a dilação do prazo por mais dez dias; - à petição do representante legal da Medic Lar (Drogaria Farmaco Ltda), Dr. Jaques Marques Pereira, requerendo dilação de prazo estabelecido no ofício por trinta dias, devido a total impossibilidade do envio dos documentos solicitados por esta Comissão supra descritos no prazo de cinco dias, pelo seu grande volume - Defiro a dilação do prazo por mais dez dias; - ao ofício da Abrevo do Brasil Distribuidora Ltda., solicitando prorrogação do prazo estabelecido no oficio OF/CPI nº 322/2007 por mais quinze dias para apresentação dos documentos solicitados - Defiro a dilação do prazo por mais dez dias. A providenciar - ofício do Juiz Luiz Serafini, Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da -7ª Região, solicitando que seja fornecido o nome dos autores ou das empresas laranjas, a fim de que se possa efetivar a consulta solicitada através do ofício OF/CPI nº 03/07. REUNIÃO Nº 10, DE 28 DE MAIO DE 2007. Presente à reunião a procuradora do Ministério Público Dr. Mônica Cristina Moreira Pinto designada para acompanhar os trabalhos desta CPI. O Senhor Presidente toma ciência e solicita que se junte aos autos: - Ofício da Cescom Cesconeto Comercial Ltda, encaminhando, a documentação solicitada por esta Comissão, através do ofício OF/CPI nº 320/2007; - Ofício da Fiorot Comércio Importação e Exportação Ltda, encaminhando, a documentação solicitada por esta Comissão, através do ofício OF/CPI nº 32-/2007; - Ofício da DME Distribuidora, encaminhando, em meio magnético as notas fiscais e cópia dos livros de apuração de ICMS e razão, em resposta ao OF/CPI nº 325/2007; - Ofício da Cadis Campineira Distribuidora de Produtos Alimentícios Ltda, encaminhando a documentação solicitada por esta Comissão; - Ofício da comercial Cerealista Pretti Ltda, encaminhando, em meio magnético as notas fiscais e dos livros de apuração de ICMS e razão, como solicitado por esta Comissão; - Ofício da Megafort Distribuidor Importação e Exportação Ltda, encaminhando, em meio magnético as notas fiscais e cópia dos livros de apuração de ICMS e razão, como solicitado por esta Comissão; - Ofício da Distribuidora Baratela Ltda-Me, encaminhando em meio magnético as notas fiscais e
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 15 cópias dos livros de apuração de ICMS e razão, como solicitado por esta Comissão pelo OF/CPI Nº 3-4/07. - Ofício da Distribuidora de Produtos Farmacêuticos e Hospitalares Moura Ltda, encaminhando em meio magnético as notas fiscais e cópias dos livros de apuração de ICMS e razão, como solicitado por esta Comissão pelo OF/CPI Nº 3-3/07; - Ofício da Abrevo do Brasil Distribuidora Ltda., encaminhando em meio magnético as notas fiscais e cópias dos livros de apuração de ICMS e razão, como solicitado por esta Comissão pelo OF/CPI Nº 322/07; - Ofício da Athos Farma Sudeste S.A, encaminhando em meio magnético os Livros de Entrada e Saída de 2002 a 2006 e fotocópias do Livro de Apuração de ICMS de 2002 a 2006. O Senhor Presidente deferi as solicitações abaixo: - Ofício Da Ricardo Eletro Divinópolis Ltda, requerendo dilação de prazo por mais trinta dias para apresentação dos documentos solicitados por esta Comissão Defiro, Prorrogado prazo por mais dez dias; - Ofício da Minas Rio Distribuidor Atacadista S/A, requerendo prorrogação de prazo para cumprimento do OF/CPI Nº 336/07 Defiro. Prorrogado o prazo por mais dez dias. - Ofício da Yara Hanna Comércio e Indústria Ltda, requerendo cópia integral do presente processo administrativo, cópia da ata taquigráfica da reunião que indicou e deliberou pela notificação da empresa no processo em referência. Ainda solicita, a prorrogação de prazo por mais sessenta dias para integral atendimento dos pedidos feitos por esta Comissão, em resposta ao OF/CPI Nº 326/07 Ao pedido de dilação do prazo, defiro por mais dez dias. Ao pedido de cópia da ata taquigráfica, bem como, do processo administrativo, por ora, indeferido. - Ofício da Athos Farma Sudeste S/A, requerendo a prorrogação do prazo estabelecido no oficio por mais trinta dias, prazo este em que a empresa se compromete a entregar os documentos pedidos Defiro Prorrogado o prazo por mais dez dias. Envia para análise - Ofício da Distribuidora Moura Ltda, informando que por motivos técnicos, não possuem a documentação solicitada em meio magnético. Requer outra forma para atender aos pedidos desta Comissão. - Ofício da Unimarka Distribuidora Ltda, encaminhando, a documentação solicitada por esta Comissão, através do ofício OF/CPI nº 324/2007 - Ofício do Juiz do Trabalho de Guarapari (Dr. Alvino Marchiori Junior), informando que não foi possível realizar a pesquisa requerida por esta Comissão, no sistema de acompanhamento processual, com parâmetros solicitados nesta CPI, conforme OF/CPI Nº 03/07. Quanto ao documento recebido pela Seguradora Pamcary, seu conteúdo deverá ser resguardado em sigilo. REQUERIMENTOS APROVADOS Envio de ofício para: - Senhor Rodney Rocha Miranda - Secretário de Segurança Pública para que encaminhe cópia dos autos de prisão em flagrante de Everton Francisco Vilela, Luiz Carlos Silva Souza, Márcio Bruno dos Santos Vieira, Saulo Martins Lamoia e Fernando Barbosa, pelos crimes dispostos no art. -57, 2º, inciso I, II e art. 288 do Código Penal Brasileiro c/c art. -4 da Lei -0.826/03; - Os estabelecimentos Lojas Dadalto, D&D Matérias de Construção, Carrefour Comércio e Industria Ltda, Pro Farma, Supermercados Marrequinho, Refrigerantes UAI, Rio de Janeiro Refrescos Ltda (Coca Cola), Roncetti Atacadista e Refrigerantes Coroa Ltda, no prazo máximo de dez dias, através de meio magnético, livro de entrada de mercadorias, livros razão, livro de apuração de ICMS e notas fiscais dessa Empresa, relativos aos últimos cinco anos; - Ao Inspetor Chefe da Alfândega do Porto de Vitória, solicitando que nos informe os nomes das empresas envolvidas nas apreensões de mercadorias ocorridas no presente ano no Porto de Vitória; - A Sindiex, solicitando que nos informe a relação das empresas Fundapianas no Espírito Santo. REUNIÃO Nº 11, DE 8 DE JUNHO DE 2007 - EXTRAORDINÁRIA. O Senhor Presidente toma ciência e solicita que se junte aos autos: - Ofício da L&D Logística e Distribuição Ltda, encaminhando, a documentação solicitada por esta Comissão, por meio magnético, através do ofício OF/CPI nº 220 e 335/2007; - Ofício da D. Dalla Produtos Siderúrgicos Ltda, encaminhando, a documentação solicitada por esta Comissão, por meio magnético, através do ofício OF/CPI nº 339/2007; - Ofício da D. Dalla Produtos Siderúrgicos Ltda, encaminhando, a documentação solicitada por esta Comissão, por meio magnético, através do ofício OF/CPI nº 339/2007;
16 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 - Ofício da Cescom Cesconeto Comercial Ltda, encaminhando, a documentação solicitada por esta Comissão, por meio magnético, conforme solicitação do ofício expedido por esta Comissão; - Ofício da Megafort Distribuidor Importação e Exportação Ltda, encaminhando o livro de saída de mercadorias de 2002 a 2006 por meio magnético, conforme solicitado por esta Comissão; - Ofício do Supermercado Dalmerry, informando que já foi atendido o pedido desta Comissão de envio da documentação fiscal e, encaminhando cópia do contrato social e suas alterações; - Ofício da UBF Garantias & Seguros S/A, informando que não atuam no ramo de seguros de transportes; - Ofício da Yara Hanna Comércio e Indústria Ltda, encaminhando documentos fiscais em meio magnético, conforme solicitado por esta Comissão pelo OF/CPI Nº 326/07; - Ofício da Sindiex, encaminhando relação das empresas importadoras e exportadoras afiliadas ao Sindicato do Comércio de Exp. E Imp. Do Estado do ES, conforme solicitado por esta Comissão pelo OF/CPI Nº 346/07; - Ofício da Áurea Seguro S/A, informando que não atuam no ramo de seguros de transportes. - Ofício da Bamércio S/A Previdência Privada, informando que nunca foi vítima ou se envolveu em roubo e receptação de cargas. O Senhor Presidente deferi as solicitações abaixo: - Petição do Dr. Gilberto Nunes Lima Advogado da Megafort Distribuidora, solicitando prorrogação de prazo por mais cinco dias, para cumprimento do OF/CPI Nº 356/07. Defiro; - Ofício da Drogaria Farmaco Ltda (Medic lar), solicitando que sejam recebidos os documentos originais por esta Comissão, mediante protocolo, ficando tais documentos totalmente a disposição para análise. Deferido conforme acordado com o representante legal em reunião do dia 04/06/07; - Petição do Dr. Alexandre Faria Cerutti (advogado da Carrefour Comércio Indústria Ltda), requerendo dilação de prazo por mais dez dias, para apresentação dos documentos solicitados por esta Comissão pelo OF/CPI Nº 343/07. Deferido despacho dado em - 2/06/07; - Ofício dos Refrigerantes Coroa Ltda, requerendo dilação de prazo, por mais cinco dias, para entrega dos referidos documentos solicitados por esta Comissão pelo OF/CPI Nº 34-/07. Deferido devendo os documentos ser apresentados até o dia -3/06/07; - Ofício da Dadalto S/A, requerendo dilação de prazo, por mais quinze dias, para entrega dos referidos documentos solicitados por esta Comissão, em resposta ao OF/CPI 354/07. Deferido despacho dado em 06/06/07; - Ofício da D&D Home Center da Construção Ltda, requerendo dilação de prazo, por mais quinze dias, para entrega dos referidos documentos solicitados por esta Comissão, em resposta ao OF/CPI 355/07. Deferido despacho dado em 06/06/07; Enviado para análise: - Ofício da Rio de Janeiro Refrescos Ltda (Coca- Cola), encaminhando notas fiscais de entrada e saída de 2002 a 2006 e livros diários de 2002 a 2006, em meio magnético, conforme solicitado por esta Comissão pelo OF/CPI Nº 342/07. Solicita ainda, dilação de prazo por mais sessenta dias, devido ao grande volume de documentos, para que assim possa atender integralmente o pedido em questão feito por esta Comissão; - Ofício da Dibras Distribuidora Brasileira Ltda, requerendo dilação de prazo, por mais trinta dias, para entrega dos referidos documentos solicitados por esta Comissão; - Ofício da Drogaria Farmaco Ltda (Medic lar), encaminhando a documentação solicitada por esta Comissão, que não foi aceita por serem os originais. PROPOSTAS APROVADAS: - Oficiar o Supermercado Wal Mart Brasil Ltda, Frigorífico Frigopan, Farmácia São Tomé e Supermercados Perim de Cachoeiro para que no prazo máximo de dez dias, através de meio magnético, livro de entrada e saída de mercadorias, livros razão, livro de apuração de ICMS e notas fiscais dessa Empresa, relativos aos últimos cinco anos; - Realizar uma reunião reservada, ao término desta, para deliberação de proposta de pedido judicial de interceptação telefônica. REUNIÃO N 12, DE 08 DE JUNHO DE 2007 EXTRAORDINÁRIA RESEVADA. Aprovado pedido judicial de interceptação telefônica de pessoa de prenome Valmir, residente em Praia Grande, no Município de Fundão, usuário da linha de telefonia móvel número 993--9538, denunciado por
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 17 fontes anônimas a membros desta Comissão como suposto agenciador de cargas roubadas. REUNIÃO N 13, DE 19 DE JUNHO DE 2007 - EXTRAORDINÁRIA. PROPOSTAS APROVADAS - Convocar para prestarem depoimento na próxima reunião ordinária desta Comissão, a ser realizada no dia vinte e cinco de junho do corrente ano, os representantes legais das empresas Ricardo Eletro Divinópolis Ltda e Dibrás Distribuidora; - Requerer às empresas Patinho, Eletrocity, Ponto Frio, Ponto Quente, Atacado São Paulo, Casa dos Brinquedos, Casa e Vídeo, Sipolatti, Lojas Americanas, Lojas Insinuante e Gecore Comercial Distribuidora Ltda. que enviem, no prazo de dez dias, através de meio magnético, livro de entrada de mercadorias, livros razão, livro de apuração de ICMS e notas fiscais dessa Empresa, relativos aos últimos cinco anos; - Requerer ao Exmo. Senhor Secretário de Estado da Fazenda que informe se a empresa Ricardo Eletro Divinópolis Ltda. foi autuada por aquela Secretaria, encaminhando cópia dos respectivos autos de infração. O Senhor Presidente comunica aos Senhores Deputados que não participará da análise da documentação nem de quaisquer outros atos referentes à empresa Eletrocity, por considerar-se impedido em razão de seus laços de amizade com seu proprietário. REUNIÃO N 14, DE 25 DE JUNHO DE 2007. O Senhor Presidente toma ciência e solicita que se junte aos autos: - Ofício da Brasil Veículos Companhia de Seguros, informando que comercializa seguro no ramo de automóveis, porém não realiza seguro de cargas, motivo pelo qual não possui registro de roubo e receptação de cargas; - Ofício da Ricardo Eletro Divinópolis Ltda, requerendo a juntada dos arquivos magnéticos dos livros de entradas, apuração de ICMS, e razão do exercício 2004 e 2005, ou seja, desde abertura da empresa; - Ofício da Refrigerantes Coroa Ltda, encaminhando todos os documentos solicitados, através de meio magnético em resposta ao OF/CPI Nº 34-/07; - Ofício da Combined Seguros do Brasil, informando que não opera no ramo de seguro de transportes; - Ofício da Golden Cross Assistência Internacional de Saúde Ltda, informando que não possui qualquer registro de sinistro (roubo e receptação de cargas) no estado do Espírito Santo; - Ofício da Conapp Seguros, informando que não possui qualquer registro de cargas roubadas/furtadas nos últimos cinco anos; - Ofício da AVS Seguradora S/A, informando que não atua no ramo de seguros referente a transportes de cargas; - Ofício da KYOEI do Brasil Companhia de Seguros, informando que não atua no ramo de seguros referente a transportes de cargas; - Ofício do Banco Cruzeiro do Sul S/A, informando que não possui qualquer registro de roubo e receptação de cargas no estado do Espírito Santo; - Ofício da APS Sulina Seguradora, informando que não atua no ramo de seguros referente a transportes de cargas; - Ofício do HSBC Bank Brasil S/A, informando que as notificações envolvendo seguros de automóveis e bens sejam direcionados à empresa HDI Seguros S/A, atual gestora destes produtos; - Ofício do Rio de Janeiro Refrescos Ltda, encaminhando o livro de entrada e registros de apuração dos anos de 2002 a 2006 em meio magnético; - Ofício da Brasilprev Seguros e Previdência S/A, informando que comercializa seguro no ramo de automóveis, porém não realiza seguro de cargas, motivo pelo qual não possui registro de roubo e receptação de cargas; - Ofício da Ricardo Eletro Divinópolis Ltda, requerendo a juntada comprovante de recebimento dos documentos requeridos por esta Comissão aos autos; - Ofício Sabemi Seguradora, informando que não possui qualquer registro de roubo e receptação de cargas no estado do Espírito Santo e no Estado da Bahia, nos últimos cinco anos; - Ofício da Cardif do Brasil Seguros Previdência S/A, informando que não atua no ramo de seguros referente a transportes de cargas;
18 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 - Ofício da Dibras Distribuidora Ltda, encaminhando o restante da documentação solicitada por esta Comissão. O Senhor Presidente indefere as solicitações abaixo: - Ofício da Link Comunicação e Projetos Ltda, requerendo andamento dos trabalhos desta Comissão, via e-mail para que possamos conhecer o desenvolvimento da CPI. Indefiro por hora o pedido. Requereu: - às empresas Embali Indústrias Plásticas Ltda e Unilider Distribuidora que enviem no prazo de dez dias, através de meio magnético, livro de entrada de mercadorias, livros razão, livro de apuração de ICMS e notas fiscais dessa Empresa, relativos aos últimos cinco anos; - que sejam classificados como secretos, com prazo de reserva de 15 anos, os documentos protegidos por sigilo fiscal encaminhados pelos estabelecimentos já notificados por esta Comissão, com base no art. 5º, inciso I, da Resolução nº 2.196/04, estendendo a classificação a todos os outros, de natureza semelhante, que forem recebidos por esta CPI. Recebido o parecer do Inspetor Chefe José Henrique Mauri, da Secretaria da Receita Federal, em atenção ao OF/CPI Nº 347/07, onde indefere o pedido solicitado pela Comissão. Ouvido: Primeiro depoente - Senhor Ricardo Rodrigues Nunes, representante legal da Ricardo Eletro, que após qualificar-se e prestar o compromisso de dizer a verdade, faz a entrega de cópia do índice de sinistro da referida empresa e responde às perguntas dos Senhores Deputados. O Senhor Ricardo Nunes Rodrigues compromete-se ainda a enviar a esta Comissão os autos de infração da Empresa Ricardo Eletro e os documentos fiscais dos últimos cinco anos. Segundo depoente - Senhor Ewaldo Badotto Moura Júnior, representante legal da Dibrás Distribuidora, que após qualificar-se e prestar o compromisso de dizer a verdade, responde às perguntas dos Senhores Deputados. Foi solicitado a empresa Dibrás Distribuidora para que envie, no prazo de quarenta e oito horas, em meio magnético, livro de entrada de mercadorias, livros razão, livro de apuração de ICMS e notas fiscais apenas dos últimos dois anos. REUNIÃO N 15, DE 02 DE JULHO DE 2007. O Senhor Presidente toma ciência e solicita que se junte aos autos: - Ofício da Equatorial Previdência Privada, informando que não atua no ramo de seguros referente a transportes de cargas; - Ofício da Aspecir Previdência, informando que comercializa seguro no ramo de automóveis, não realizando seguro de cargas, motivo pelo qual não possui registro de roubo e receptação; - Ofício da Jacaraípe Comércio de Bebidas Ltda, Informando que não é possível atender a solicitação desta Comissão, vez que todos os documentos da empresa foram apreendidos em ação conjunta do Ministério Público Estadual e Secretária da Receita Estadual no dia -3.04.07; - Ofício da Investprev Seguros e Previdência S/A, informando que não opera no ramo de seguro de transportes; - Ofício da D&D Home Center da Construção Ltda, encaminhando em meio magnético o restante da documentação solicitada por esta Comissão, em resposta ao OF/CPI Nº 364/07; - Ofício da Dadalto S/A, encaminhando em meio magnético o restante da documentação solicitada por esta Comissão, em resposta ao OF/CPI Nº 355/07; - Ofício da Dadalto S/A, solicitando maiores esclarecimentos sobre a entrega da documentação referente ao ano de 2007, uma vez que este exercício não foi encerrado por completo e seus respectivos livros ainda não foram emitidos, em resposta ao OF/CPI Nº 355/07; - Ofício da Comercial Superaudio Ltda (Eletrocity), encaminhando em meio magnético a documentação solicitada por esta Comissão, em resposta ao OF/CPI Nº 380/07; - Ofício da Banestes Seguros, informando que não registrou nenhuma indenização referente à cobertura de roubo/furto de cargas; - Ofício da Icatu Hartford Seguros S/A, informando que não opera no ramo de seguro de transportes; - Ofício da Real Seguro S/A, informando que não dispõem dos controles que permitam o levantamento de dados requeridos por esta Comissão, o que impossibilita o atendimento do mesmo; - Ofício da Tókio Marine Brasil Seguradora S/A, informando que não dispõem dos controles que permitam o levantamento de dados requeridos por esta Comissão, o que impossibilita o atendimento do mesmo;
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 19 - Ofício da Dibras Distribuidora, encaminhando em meio magnético o restante da documentação solicitada por esta Comissão em reunião do dia 25.06.07; - Ofício da Ricardo Eletro Divinópolis Ltda, encaminhando as notas fiscais de entrada e saída da requerente nos moldes do Síntegra, cópias dos autos de infração oriundos da fiscalização do Estado do Espírito Santo e, informando os dados da transportadora que efetua o transporte de cargas da Empresa Ricardo Eletro, conforme solicitado por esta Comissão em reunião do dia 25.06.07, pelos membros desta CPI; - Ofício da Frigodan Indústria e Comércio de Carnes Ltda, encaminhando em meio magnético a documentação fiscal solicitada por esta Comissão, em resposta ao OF/CPI Nº 373/07; - Ofício da empresa Supermercados Perim (razão social: Osvaldo Perim Supermercados Ltda), encaminhando em meio magnético a documentação fiscal solicitada por esta Comissão, em resposta ao OF/CPI Nº 369/2007; - Ofício do Banco Santander Banespa Seguros, informando que a empresa não comercializa seguros de cargas, em resposta ao OF/CPI Nº 290/07; - Ofício da Procuradora Geral de Justiça Catarina Cecin Gazele, informando que foi revogada a designação da Dra. Mônica Cristina Moreira Pinto, tendo em vista os constantes constrangimentos que a mesma sofreu nesta Casa de Leis. O Senhor Presidente recebe e indefere: - Ofício da Dadalto S/A, solicitando dilação de prazo por mais trinta dias para entrega dos documentos solicitados por esta Comissão, em resposta ao OF/CPI Nº 355/07. Indefere - o pedido de dilação de prazo por 30 dias. Solicitando documentação no prazo de quarenta e oito horas mais contrato social da Empresa e suas respectivas alterações. PROPOSTAS APROVADAS - Oficiar ao Delegado Titular da Delegacia de Defraudações e Falsificações Lauro Coimbra, requerendo que remeta cópia dos inquéritos policiais referentes a empresas sob acusação de crimes de sonegação fiscal, formação de quadrilha, estelionato, falsificação de documentos públicos e particulares, contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro, intituladas empresas laranjas ; - Oficiar a Procuradora Geral de Justiça Catarina Cecin Gazele, requerendo que nos informe os nomes da empresas alvos de investigação dessa Douta Procuradoria, sob acusação de crimes de sonegação fiscal, formação de quadrilha, estelionato, falsificação de documentos públicos e particulares, contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro, intituladas empresas laranjas ; - Convocar para a próxima reunião do dia 09 de julho do corrente ano, os representantes legais das Empresas Belmok Transportadora Ltda e Fiorot Transportadora Ltda; - Classificar como confidenciais, com prazo de reserva de 05 anos, os documentos entregues em reunião pelo Representante Legal da Ricardo Eletro Divinópolis, o Senhor Ricardo Rodrigues Nunes, contendo a relação de sinistros da empresa de seguros Mapfre Pamcary referentes à empresa supramencionada e todos os demais de igual teor encaminhados pelos estabelecimentos já notificados por esta Comissão, com base no art. 3º, inciso II, da Resolução nº 2.-96/04. REUNIÃO N 16, DE 4 DE JULHO DE 2007. - EXTRAORDINÁRIA PROPOSTAS APROVADAS - Convocar para a próxima reunião ordinária desta Comissão, a ser realizada no dia nove de julho do corrente ano, o representante legal da Empresa Móveis Meireles Senhor Elon Vieira Meireles; - Oficiar a empresa Casa do Açúcar de Alimentos, que envie, no prazo de quarenta e oito horas, através de arquivo magnético com extensão TXT e no formato previsto no anexo XXXVI do RICMS/ES, livro de entrada e saída de mercadorias, livros razão, livro de apuração de ICMS, relativos aos últimos cinco anos; - Oficiar a Ricardo Eletro Divinópolis e Frigodan Indústria e Comércio Ltda, para que reenviem, após analise dos documentos que não atenderam as exigências fiscais, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, toda documentação em arquivo magnético com extensão TXT e no formato previsto no anexo XXXVI do RICMS/ES, sob pena dos responsáveis responderem as penalidades previstas em lei. REUNIÃO N 17, DE 09 DE JULHO DE 2007 PROPOSTAS APROVADAS - Reconvocar o Senhor Luiz Belmok Representante Legal da Transportadora Belmok Ltda para a próxima reunião que será extraordinária no dia doze de julho do corrente ano;
20 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 - Ofício ao Secretário da Fazenda - José Teófilo para que através dos auditores disponibilizados a essa Comissão, procedam à análise das informações fiscais remetidas pelas empresas a esta CPI. Ouvido: Depoente - Senhor Elon Vieira Meireles - Representante das Móveis Meireles, que após qualificar-se e prestar o compromisso de dizer a verdade, responde às perguntas dos Senhores Deputados. O Senhor Elon Vieira Meireles compromete-se ainda a enviar a esta Comissão os documentos fiscais dos últimos sete anos. REUNIÃO Nº 18, DE 09 DE JULHO DE 2007 EXTRAORDINÁRIA PROPOSTA APROVADA - Convocar o Senhor José Augusto Gusmão Representante Legal da Empresa Megafort Ltda para a próxima reunião que será extraordinária no dia doze de julho do corrente ano. REUNIÃO Nº 19, DE 12 DE JULHO DE 2007 EXTRAORDINÁRIA O Senhor Presidente toma ciência dos ofícios e solicita que se junte aos autos: - Ofício da IcatuHartford Seguros S/A, informando que não atua no ramo de seguros referente a transportes de cargas e, por estes motivos nada tem acrescentar as investigações realizadas por esta CPI; - Ofício da Unibanco AIG Seguros S/A, informando que não possui registros de furto/roubo de cargas; - Ofício do Atacado São Paulo Ltda, encaminhando em meio magnético os registros de entrada de mercadorias, livro razão e livro de apuração de ICMS, conforme solicitado por esta Comissão pelo OF/CPI Nº 382/07; - Ofício das Lojas Insinuante Ltda, encaminhando em meio magnético os livros de registro de entrada, livros de apuração de ICMS e livros razão referentes aos últimos cinco anos, conforme solicitado por esta Comissão pelo OF/CPI Nº 387/07; - Ofício do Diretor da Secretaria André Luiz Ferreira Machado, requerendo que informe nome do requerente em relação ao qual se solicita pesquisa sobre existência de processos em que pleiteia direito trabalhista devido de empresas laranja. Para analise; - Ofício da Dibras Distribuidora Brasileira Ltda, encaminhando em meio magnético o restante da documentação solicitada por esta Comissão, os registros de entrada e saída de mercadorias (Sintegra); - Ofício das Lojas Sipolatti Indústria & Comércio Ltda, encaminhando em meio magnético os registros de entrada de mercadorias, livro razão, livro de apuração de ICMS e notas fiscais, conforme solicitado por esta Comissão pelo OF/CPI Nº 385/07; - Ofício da Globex Utilidades S/A (Ponto Frio), encaminhando em meio magnético, Sintegra e os livros razão de 2003 a fevereiro de 2006, conforme solicitado por esta Comissão pelo OF/CPI Nº 379/07; - Ofício da BVA Seguros S/A, informando que não atua no ramo de seguros referente a transportes de cargas e, por estes motivos nada tem acrescentar as investigações realizadas por esta CPI; - Ofício da Embali Indústria Plástica Ltda, encaminhando em meio magnético os registros de entrada de mercadorias, livro razão, livro de apuração de ICMS e notas fiscais, conforme solicitado por esta Comissão pelo OF/CPI Nº 390/07; - Ofício do Carrefour Comércio e Indústria Ltda, encaminhando relatório em meio magnético com todas as notas fiscais de entrada e saída, a razão contábil, os arquivos magnéticos de operações fiscais, cópia do convênio de ICMS e livros fiscais de apuração de ICMS, referentes aos últimos cinco anos, conforme solicitado por esta Comissão pelo OF/CPI Nº 396/07; - Ofício da Empresa Atacado São Paulo Ltda, encaminhando em meio magnético os registros de entrada de mercadorias e livro razão, conforme solicitado por esta Comissão pelo OF/CPI Nº 382/07; - Ofício da Empresa Frigodan Indústria e Comércio de Carnes Ltda, encaminhando em arquivo magnético o Sintegra referente aos últimos cinco anos, conforme solicitado por esta Comissão pelo OF/CPI Nº 406/07. Ressalva-se que os períodos que se encontram apenas com os dados do contribuinte, a empresa não estava movimentando mercadoria devido à baixa da sua inscrição estadual, até a finalização dos pagamentos tributários; - Ofício da Ricardo Eletro Divinópolis Ltda, encaminhando em meio magnético as notas fiscais de entrada nos moldes exigidos por esta Comissão. O Senhor Presidente deferiu as seguintes solicitações: - Ofício da Atacado São Paulo Ltda, solicitando dilação de prazo por mais dez dias para entrega das notas fiscais impressas. Deferido por mais dez dias
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 21 conforme despacho dado em 03 de julho do corrente ano. - Ofício da Gecore Comercial Distribuidora Ltda S/A, solicitando dilação de prazo por mais dez dias a partir da data para apresentação da documentação solicitada no OF/CPI Nº 388/07. Deferido por mais dez dias conforme despacho dado em 03 de julho do corrente ano. - Ofício da Unilider Distribuidora S/A, solicitando dilação de prazo por para entrega da documentação solicitada por esta Comissão conforme OF/CPI Nº 3-9/07. Deferido por mais dez dias a partir da data do despacho dia 03 de julho do corrente ano. - Ofício da Farmácia São Tomé Ltda, solicitando dilação de prazo por mais dez dias para entrega da documentação solicitada por esta Comissão. Deferido. - Ofício da Wallmart Brasil Ltda, requerendo dilação de prazo por mais 30 (trinta) dias para entrega dos documentos solicitados por esta Comissão. Defiro. Prorrogado o prazo por mais dez dias, a contar da data do despacho. Designada nova oitiva para o dia 12 de julho de 2007 atendendo a solicitação de adiamento da oitiva designada para o dia 09/07/07 do Senhor Luiz Belmok, da Transportadora Belmok Ltda. PROPOSTAS APROVADAS - Convocar o Representante Legal anterior à gestão do Senhor José Augusto Gusmão da Empresa Megafort Ltda, Representante Legal dos Supermercados Wallmart e, Reconvocar o Senhor Ricardo Nunes Rodrigues Proprietário da Ricardo Eletro Ltda para a próxima reunião que será ordinária no dia seis de agosto do corrente ano; - Oficiar as empresas Big Móveis, Central de Compras, Casa do Adubo, Campo Verde, Indústria de Móveis PVE e Armarinho Caçula, que enviem, no prazo máximo de cinco dias, através de arquivo magnético com extensão TXT e no formato previsto no anexo XXXVI do RICMS/ES, livro de entrada e saída de mercadorias, livros razão, livro de apuração de ICMS, relativos aos últimos cinco anos. Ouvido: Depoente - José Augusto Gusmão Representante Legal da Megafort Ltda que após qualificar-se e prestar juramento, responde os questionamentos dos Senhores Deputados e, compromete-se a enviar o nome do representante legal anterior a sua gestão para esta Comissão. REUNIÃO N 20, DE 06 DE AGOSTO DE 2007 O Senhor Presidente toma ciência dos ofícios e solicita que se junte aos autos: - Ofício da Seguradora Gralha Azul, informando que não registrou nenhum sinistro avisado para o ramo de transportes de cargas nos últimos cinco anos, razão pela qual não tem com prestar as informações solicitadas por esta Comissão; - Ofício da Empresarial D Previdência Privada, informando que não atua no ramo de transportes de cargas; - Ofício da Azul Companhia de Seguros Brasil, informando que nos últimos cinco anos, registrou 148 (cento e quarenta e oito) sinistros envolvendo roubo/furto de carga na região Sudeste e no Estado da Bahia; - Ofício da Gecore Papelaria e Informática, encaminhando arquivo magnético nos molde do Sintegra, conforme solicitado por esta Comissão pelo OF/CPI Nº 388/07; - Ofício da Farmácia São Tomé Ltda, encaminhando arquivo de entrada e saída de mercadorias e livro caixa dos últimos cinco anos, conforme solicitado por esta Comissão; e informando que o livro caixa segue em substituição ao livro razão, tendo em vista que o mesmo está dispensado para as ME e MEE; - Ofício da Casa dos Brinquedos Ltda, encaminhando arquivo magnético das notas fiscais de entrada e saída, conforme solicitado por esta Comissão pelo OF/CPI Nº 383/07; - Ofício da Casa do Adubo Ltda, encaminhando arquivo Sintegra dos últimos cinco anos, arquivo de lançamentos contábeis, arquivo dos saldos mensais e tabela do plano de contas; - Ofício da CCB Central de Compras do Brasil Ltda, encaminhando arquivo magnético dos últimos cinco anos, conforme solicitado por esta Comissão pelo OF/CPI Nº417/07; - Ofício do Campo Verde Shopping Rural Ltda, encaminhando arquivo magnético do livro de entrada e saída de mercadorias e livro de apuração de ICMS, dos anos de 2003 a 2006; - Ofício da Interbrazil Seguradora S/A, informando que não registrou nenhum sinistro para o ramo de transportes de cargas nas regiões Sudeste e/ou no Estado da Bahia, razão pela qual não tem como prestar as informações solicitadas por esta Comissão; - Ofício da Generali Companhia de Seguros, informando que não dispõem em seus registros, de todos os dados solicitados por esta Comissão e encaminhando os que possui;
22 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 - Ofício da Itaú Vida e Previdência S/A, informando que não atua no ramo de transportes de cargas; - Ofício do Supermercado Walmart Brasil, encaminhando arquivo magnético do livro de entrada de mercadorias e livro razão e cópias impressas do livro de apuração de ICMS e notas fiscais de entrada, referente ao período de abril de 2005 a junho de 2005; - Ofício do R. D Alimentos Ltda, encaminhando arquivo magnético do livro de entrada e saída de mercadorias e livro razão e livro de apuração de ICMS, conforme solicitado pelo OF/CPI Nº 404/07; - Ofício da Fenaseg Seguro Privados e Capitalização, informando que não atua no ramo de transportes de cargas e reenviando o ofício para as companhias de seguros que detenham tais informações a fim de melhor atender o pedido desta Comissão; - Ofício da Parco Papelaria Ltda (Papelaria Caçula), encaminhando arquivo magnético do livro de entrada e saída de mercadorias e livro razão e livro de apuração de ICMS, conforme solicitado pelo OF/CPI Nº 413/07. O Senhor Presidente deferiu as seguintes solicitações: - Ofício da Casa do Açúcar, requerendo dilação de prazo, por mais dezesseis dias, tendo em vista, as dificuldades operacionais para atender o contento. Deferida a prorrogação do prazo por mais dez dias, a contar da data do recebimento do AR. Despacho dado em 16.07.07; - Ofício da Transportadora Belmok Ltda, esclarecendo que por motivo de congestionamento, não foi possível comparecer no horário marcado da convocação. Em face do exposto, o requerente solicita designação de nova data, informando ainda que nunca foi de seu interesse furtar de prestar colaboração a esta Comissão. Deferido despacho no dia 16/07/07. Data a agendar de nova oitiva; - Ofício da Papelaria Caçula, requerendo dilação de prazo, por mais dez dias, para gerar os arquivos conforme solicitado por esta Comissão. Deferido. Prorrogado o prazo por mais dez dias a contar da data do recebimento do AR; - Requerimento da Ricardo Eletro Divinópolis Ltda, solicitando cópia da ata da reunião do dia 25/06/07 e da decisão, que convocou pela segunda vez o proprietário da referida empresa. Indeferido o pedido de cópias e deferido o pedido de cancelamento da oitiva. Despacho dado no dia 01/08/07; - Petição da Megafort Distribuidor Importação e Exportação Ltda, informando que não foi possível a confecção da documentação solicitada por esta Comissão no até a data da presente oitiva. Em face do exposto, o requerente solicita designação de nova data, prorrogando-a por mais trinta dias a contar da data do protocolo do presente requerimento. Deferido pedido de adiamento da oitiva, com nova data a agendar. Despacho dado dia 01/08/07; - Petição da Ricardo Eletro Divinópolis Ltda, informando que devido aos inúmeros compromissos inadiáveis diante da nova aquisição da Ricardo Eletro denominada Lojas Mig não será possível o comparecimento do Senhor Ricardo Nunes na presente oitiva. Em face do exposto, o requerente solicita o cancelamento da oitiva e ainda que o fornecimento de novas informações seja feito por meio de ofício com a possibilidade de resposta por meio escrito. Deferido o pedido de adiamento da oitiva. E, indeferido por ora, o pedido de fornecimento de informações do depoente por meio de ofício. Enviado para análise: - Ofício da Gecore Papelaria e Informática Ltda, requerendo maiores esclarecimentos sobre a entrega dos livros razão, apuração de ICMS e entrada e saída de mercadorias para o atendimento preciso dos pedidos feitos por esta Comissão. Recebido ofício do Exmo. Senhor José Teófilo de Oliveira, Secretário de Estado da Fazenda, encaminhando os lançamentos lavrados contra a empresa Ricardo Eletro Divinópolis Ltda., conforme solicitado pelo OF/CPI nº 389/2007, ressaltando o caráter sigiloso das informações enviadas. PROPOSTAS APROVADAS - Requerer ao Secretário de Estado da Fazenda José Teófilo de Oliveira, os valores referentes aos tributos recolhidos pela empresa Parco Papelaria Ltda, na prestação de serviço junto a Secretaria de Estado da Educação, sobre os processos licitatórios em que a empresa tenha sido vencedora no últimos cinco anos; - Ofício a Empresa Parco Papelaria Ltda, requerendo cópias das notas fiscais de venda de mercadorias referente aos processos licitatórios junto à Secretaria de Estado da Educação em que a mesma tenha sido vencedora. Solicitando ainda, o nome das prefeituras, em que nos processos licitatórios a Empresa tenha sido vencedoras nos últimos cinco anos. - Ofício ao Secretário de Estado da Educação Haroldo Correa Rocha, solicitando que nos envie cópia de notas fiscais de venda de mercadorias referentes aos processos licitatórios em que a
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 23 empresa Parco Papelaria Ltda, tenha sido vencedora nos últimos cinco anos. REUNIÃO N 21, DE 14 DE AGOSTO DE 2007 - EXTRAORDINÁRIA APROVADA A PRORROGAÇÃO DE PRAZO POR MAIS 90 (NOVENTA DIAS) PARA ESTA COMISSÃO. REUNIÃO N 22, DE 01 DE OUTUBRO DE 2007 PROPOSTA APROVADA Ofício ao Supermercado Wall Mart Brasil Ltda solicitando que nos informe quais são os dispositivos legais utilizados na incidência da alíquota dos produtos comercializados por esta Empresa. REUNIÃO N 23, DE 16 DE OUTUBRO DE 2007 - EXTRAORDINÁRIA O Senhor Presidente toma ciência dos ofícios e solicita que se junte aos autos: - Ofício da Itaú Seguros, informando que no período de cinco anos foram registrados, 2.060 sinistros no ramo de transportes de cargas. Em face ao exposto, esta seguradora levará 45(quarenta e cinco) dias para encaminhar tais informações solicitadas por esta Comissão; - Ofício da Indiana Seguro S.A, informando que não atua no ramo de seguros de cargas; - Ofício da empresa MAPFRE VERA CRUZ SEGURADORA S/A, empresa de seguros privados, em resposta ao oficio da CPI nº 298/2007, comunicando a impossibilidade de responder aos questionamentos desta CPI, em razão de não possuir em seu banco de dados as informações solicitadas; - Ofício da empresa MARES MAPFRE RISCOS ESPECIAIS SEGURADORA S/A, empresa de seguros privados, em resposta ao ofício da CPI nº 292/2007, informando que não atua no ramo de transportes, não possuindo em seu banco de dados qualquer informação requerida por esta Comissão; - Ofício da COSESP Seguros, em resposta ao ofício da CPI nº 227/2007, informando a existência de uma ocorrência no período solicitado por esta Comissão; - Ofício do Exmo. Senhor Rodney Rocha Miranda, Secretário de Estado da Segurança Pública, encaminhando a fotocópia do auto de prisão em flagrante por crime de tentativa de roubo de carga, conforme solicitado em OF/CPI nº 359/2007; - Ofício da empresa Lar e Lazer Comércio e Representações Ltda (Casa e Vídeo), em resposta ao ofício CPI nº 384/2007, encaminhando o CD com as informações solicitadas; - Ofício da Zurich Brasil Seguros S/A, em resposta ao ofício da CPI nº 300/2007, encaminhando dados sobre registros de roubo de carga na região Sudeste e Estado da Bahia, conforme solicitado por esta Comissão; -E-mail da Transcares (Sindicado de Empresa de Transportes de Cargas do Estado do ES) manifestando a preocupação em relação ao alto índice de roubo de cargas no país e solicitando o auxílio desta CPI na tomada de providências que minimizem tais incidências; - Ofício da Parco Papelaria Ltda, em resposta ao ofício da CPI nº 421/2007, informando que já está sendo providenciada a documentação solicitada por esta Comissão; - E-mail encaminhado pela empresa Wall Mart, em resposta ao ofício CPI 429/07, informando as alíquotas adotadas pela empresa no Estado do Espírito Santo; - Ofício da Bradesco Auto/RE Companhia de Seguros, em atenção ao OF/CPI nº 248/2007, informando que não possui as informações solicitadas em seu banco de dados; - Ofício da FINASA Seguradora S/A, em atenção ao ofício nº 232/2007, informando que não possui as informações solicitadas em seu banco de dados; - Oficio da empresa Itaú Seguros, em atenção ao oficio nº 261/2007, encaminhando as informações e dados solicitados referentes ao levantamento de cargas roubadas e furtadas. O Senhor Presidente deferiu as seguintes solicitações: Enviado para análise: - Parecer do Senhor Procurador Legislativo Gustavo Merçon, informando a inexistência de amparo jurídico em relação às alegações apresentadas pelo Parecer Decisório nº 494/07, encaminhado pelo Inspetor Chefe da Alfândega do Porto de Vitória, em resposta ao pedido encaminhado pelo OF/CPI nº 347/07. Recebido ofício do Exmo. Senhor José Teófilo de Oliveira, Secretário de Estado da Fazenda, encaminhando os lançamentos lavrados contra a empresa Ricardo Eletro Divinópolis Ltda, conforme solicitado pelo OF/CPI nº 389/2007,
24 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 ressaltando o caráter sigiloso das informações enviadas. PROPOSTA APROVADA - Oficie a empresa Big Distribuidora Importadora e Exportadora Ltda. seja oficiada e que apresente no prazo máximo de cinco dias, através de meio magnético, livro de entrada de mercadorias, livros razão, livro de apuração de ICMS e notas fiscais relativos aos últimos cinco anos. REUNIÃO Nº 024, DE 04 DE OUTUBRO DE 2007 - EXTRAORDINÁRIA Aprovado o prazo de trinta dias para a elaboração do Relatório Final desta Comissão. REUNIÃO N 25, DE 03 DE DEZEMBRO DE 2007 - EXTRAORDINÁRIA Aprovada a prorrogação do prazo desta Comissão por mais 90 (noventa) dias e, a transposição da mesma para a próxima Legislatura. REUNIÃO N 26, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2007 - EXTRAORDINÁRIA PROPOSTA APROVADA - oficie o Senhor Fábio Colodetti que envie, no prazo máximo de cinco dias, através de arquivo magnético com extensão TXT e no formato previsto no anexo XXXVI do RICMS/ES, livros de entrada e saída de mercadorias, livros razão, livro de apuração de ICMS, relativos aos últimos cinco anos, da empresa registrada em nome do mesmo. REUNIÃO N 01, DE 14 DE ABRIL DE 2008 - EXTRAORDINÁRIA. O Senhor Presidente toma ciência dos ofícios e solicita que se junte aos autos: - Ofício da empresa Companhia de Seguros Aliança da Bahia, em resposta ao Ofício CPI n. 239/07, informando que não foi encontrada em seus registros nenhuma reclamação decorrente de roubo e/ou furto de cargas durante os cinco últimos exercícios 2002-2006; - Oficio da Big Distribuidora Imp. E Exp. Ltda., em resposta ao Oficio CPI n. 444/2007, solicitando o prazo de vinte dias para entrega dos documentos solicitados. Já despachado em 24/10/2007 onde foi deferida a dilação do prazo por mais dez dias a contar da data do despacho; - Ofício Megafort distribuidora, solicitando juntada de documentos complementares requeridos por esta CPI; - Oficio da Sefaz em resposta ao Oficio/CPI n. 447/07, encaminhando o resultado dos trabalhos dos auditores fiscais designados para auxiliar os trabalhos desta CPI. NESTA OCASIÃO FOI MARCADA, PARA O DIA 07 DE MAIO, A REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA PARA A APRECIAÇÃO DO RELATÓRIO FINAL. RESUMO DOS DEPOIMENTOS No dia 25 de junho de 2007, começaram a ser ouvidos os depoentes, a começar pelo Sr. Ricardo Rodrigues Nunes, Presidente da Ricardo Eletro, a seguir foi ouvido o Sr. Evaldo Baudotto da Rocha Júnior, Proprietário da Dibras Distribuidora. Ata n. taquigráfica 07 de 25-06-07. Depoente Sr. Ricardo Rodrigues Nunes declarou ser o único responsável pela empresa Ricardo Eletro de Divinópolis, e que a empresa é vítima de roubo de cargas, inclusive mostrou a CPI todos os sinistros a respeito. Informou que sua seguradora é a Pancary. Informou também que a maior incidência de roubos é entre o Espírito e a Bahia, e que o transporte feito pela empresa é apenas de transferência, já que a maioria de seus produtos são entregues pelos fornecedores. Trabalham com transportadoras de Belo Horizonte e também uma de Vitória, só informando o nome da SE de Belo Horizonte. Afirmou também que a Ricardo Eletro já foi autuada pelo fisco do Estado, por motivos que segundo ele às vezes é devido e outras vezes não. Quando devido eles pagam, quando consideram não ser devido discutem na justiça. Nesta ocasião foi concedido o prazo de 48 horas para que a empresa apresentasse à CPI as notas fiscais de saída e a cópia dos autos de infração e multas da Secretaria de Estado da Fazenda. Depoente Sr. Evaldo Baudotto da Rocha Júnior justificou a falta de documentação e obteve da Comissão um prazo para o fornecimento das notas fiscais dos últimos dois anos, e a liberação da
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 25 necessidade de entrega das notas dos 3 anos restantes, visto que a CPI havia exigido a apresentação das notas fiscais dos últimos cinco anos. Em 12 de julho de 2007, Ata taquigráfica n. 10, depoimento do Sr. José Augusto Gusmão, coordenador da unidade do Espírito Santo da empresa Megafot, informou a CPI que a empresa já foi vítima de roubo de carga nos Estados do Rio de Janeiro e um no Espírito Santo, mas este foi recuperado pela polícia. Informou também que a Megafort já foi multada pelo Fisco do Estado, porém não soube dizer o motivo, visto que foi a área contábil da empresa que tratou do assunto. Desconhece o fato de ter ocorrido outras autuações antes de sua gestão. Quanto às notas fiscais antigas emitidas para empresas já fechadas, disse que só emitem notas de acordo com o cadastro, embora o presidente da CPI tenha tido informação de um milhão delas, o depoente não soube acrescentar nenhuma informação neste sentido por estar a pouco tempo na empresa. Ficou então marcado para o dia 06 de agosto de 2007, o depoimento do Diretor Comercial, do Diretor Contábil e do antecessor do Sr. José Augusto Gusmão, nos últimos cinco anos, a fim de que se tenham maiores e mais precisas informações quanto à área contábil da empresa Megafort, além disto, foram solicitadas as cópias de todos os autos de infração emitidos pela Secretaria de Estado da Fazenda contra a empresa para confrontá-los com os da Secretaria da Fazenda. Com referência a Transportadora Belmok LTDA, tendo em vista o não comparecimento de seu representante, ficou marcado nova data para o depoimento - dia 06 de agosto de 2007. Ficou também definido nova convocação do Sr. Ricardo Rodrigues Nunes, Presidente da Ricardo Eletro Divinópolis, para o dia 06 de agosto de 2007, a fim de prestar esclarecimentos quanto a aquisição de outra empresa, que também está sob suspeita nesta Comissão. Em 09 de julho de 2007 foi ouvido o Sr. Elon Vieira de Meirelles, antigo proprietário da Indústria de Móveis Irmãos Meirelles, e que atualmente trabalha como marceneiro autônomo sendo-lhe concedido o prazo de 10 dias para apresentação de cópias dos documentos referentes aos impostos recolhidos nos últimos sete anos em que trabalha como autônomo. diagnose jurídica específica da hipótese. Nesse mister, observa-se que o roubo de cargas está inserido no crime de roubo (artigo 157 do Código Penal Brasileiro), sendo que a sua tipificação apresenta como ação proibida a seguinte prescrição legal: Art. 157. Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência. Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 10 (dez) anos, e multa. Desta forma, o roubo compõe um tipo penal com as mesmas características do crime de furto, ocorre, porém, que a subtração de coisa alheia móvel se dá com o emprego da grave ameaça ou violência, em cotejo esta condição (grave ameaça ou violência), o crime de roubo, agrava sobremaneira tanto o dano causado a sociedade quanto ao causado a vítima. Nessa linha, ambos os crimes localizam-se dentre aqueles classificados como delitos praticados contra o patrimônio. Segundo Heleno Cláudio Fragoso 1 "a distinção conceitual entre furto e roubo é que no primeiro a subtração é clandestina; no segundo, o arrebatamento é público e violento". Não obstante, verifica-se que o tipo penal do crime de roubo tutela juridicamente o patrimônio contra terceiros por se tratar essencialmente de um crime contra o patrimônio, mas tutela também a vida, a integridade física e a liberdade. Como bem esclarece Júlio Fabbrini Mirabete 2 : tratando-se de crime complexo, o objeto jurídico imediato do roubo é o patrimônio. Tutelam-se, também, a integridade corporal, a liberdade e, no latrocínio, a vida do sujeito passivo". FUNDAMENTAÇÃO DO RELATÓRIO Sob a ótica do gravame social implicado no contexto do roubo de cargas e dos demais delitos satélites desta ação criminosa, cabe, preliminarmente, aferir a 1 FRAGOSO, Heleno Cláudio. Lições de direito penal - Parte especial. 10. ed., Rio de Janeiro: Forense, 1988, v. I, p. 342. 2 MIRABETE, Júlio Fabbrini. Manual de direito penal. 18. ed., São Paulo: Atlas, 2001, v. II, p. 235.
26 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Por seu turno, Edgard Magalhães Noronha 3 tece interessantes considerações sobre o tema: (...) pode essa ofensa não recair diretamente sobre o possuidor da coisa, mas como a violência ou ameaça constituem, com a subtração, um todo que corporifica o delito, haverá um sujeito passivo direto da violência ou da ameaça, e um sujeito passivo direto da violação possessória. Os dois serão sujeitos passivos do roubo. Ambos estarão estreitamente ligados pelo objetivo final do agente: a subtração e o apossamento da coisa alheia". Corroborando com a compreensão jurídica do delito em análise, Damásio de Jesus 4 anota que a característica do emprego da violência pode ser: "própria com o emprego de força física, consistente em lesão corporal ou vias de fato; imprópria com emprego de qualquer outro meio' descrito na norma incriminadora, abstraída a grave ameaça; imediata: contra o titular do direito de propriedade ou posse; mediata: contra um terceiro; física: emprego da vis absoluta (força física) e moral com o emprego da vis compulsiva (grave ameaça)". Sua consumação se dá quando é retirado da vítima o completo domínio da coisa, ou como bem explica Juilo Fabbrini Mirabete 5 : O delito de roubo, tal como o de furto, somente se consuma quando a coisa sai da esfera de vigilância da vítima. Será irrelevante o tempo de posse tranqüila da coisa para configurar a consumação, o importante é ter a posse tranqüila mesmo que por pouco tempo. 3 MAGALHÃES NORONHA, Edgard. Direito penal. 2. ed., São Paulo: Saraiva, 1963, v. II, p. 311-312. 4 JESUS, Damásio E. de. Código Penal anotado. 11. ed., São Paulo: Saraiva, 2001, p. 558. 5 MIRABETE, Júlio Fabbrini. Manual de direito penal. 18. ed., São Paulo: Atlas, 2001, v. II, p. 237. Notadamente, o crime de roubo é complexo na medida em que a sua ação delituosa encampa outros crimes graves, modificando-o estruturalmente. Nesse contexto, temos o caso da morte da vítima (homicídio) que transforma a tipificação do crime para latrocínio ou, ainda, imanta para a sua órbita um conjunto de crimes inerentes (crimes satélites), como, por exemplo: (I) o crime de receptação da carga roubada, (II) o crime de formação de quadrilha, (III) os crimes fiscais respectivos etc. Latrocínio: Art. 157 omissis. 3 - Se da violência resulta lesão corporal grave, a pena é de reclusão, de 7 (sete) a 15 (quinze0 anos, além de multa; se resulta morte, a reclusão é de 20 (vinte) a 30 (trinta) anos, sem prejuízo da multa. O Latrocínio é uma forma de roubo, em que ocorrendo a violência resulta a morte da vítima. Este resultado o transforma em uma modalidade de roubo agravado, sendo assim é classificado como crime hediondo e inafiançável. O latrocínio apesar de ser considerado crime contra o patrimônio, já que a finalidade do agente é a apropriação de bem alheio móvel, está, elencado no rol da Lei n. 8.072 de 25 de julho de 1990, em seu artigo 1º, II, pois tal ação finda por matar a vítima, in verbis: Receptação: Art. 1 São considerados hediondos os seguintes crimes, todos tipificados no Decreto-Lei n. 2.848, de 7 de dezembro de 1940 Código Penal, consumados ou tentados: (...) II latrocínio (art. 157, 3, in fine); Art. 180. Adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime, ou influir para que terceiro, de boa-fé, a adquira, receba ou oculte: Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 27 Receptação qualificada 1º - Adquirir, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em depósito, desmontar, montar, remontar, vender, expor à venda, ou de qualquer forma utilizar, em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, coisa que deve saber ser produto de crime: Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa. Por exigir uma qualificação especial do sujeito ativo podemos concluir que o tipo em comento trata de crime próprio, pois o autor só poderá ser pessoa que exerce atividade comercial ou industrial. Na receptação simples descrita no caput do artigo 180, o agente deve saber da origem criminosa da coisa, porém na forma qualificada disposta no 1, a exigência legal é de que se deva saber que a origem da coisa é criminosa. Luiz Regis Prado 6, ao analisar o artigo 180, 1, elucida que "a péssima redação da norma, aliada a interpretação literal, leva, de fato, ao entendimento preconizado por alguns de que a norma incriminadora não abrange a conduta de quem age com dolo direto. No entanto, a intenção do legislador foi de que não apenas o dolo direto como também o dolo eventual implicarão no reconhecimento do crime de receptação qualificada. No caso, o legislador disse menos do que queria expressar e deve-se buscar o espírito normativo, ampliando-se o alcance da expressão utilizada no tipo, aplicando-se, por conseguinte, a interpretação extensiva". E nem se diga, como pretendem alguns, que em se tratando de norma penal incriminadora, veda-se a interpretação extensiva. Como bem alude Damásio E. de Jesus 7, "se é permitida a interpretação extensiva, constitui um erro a adoção da regra geral segundo a qual as normas penais incriminadoras devem ser interpretadas restritivamente, enquanto as permissivas se interpretam extensivamente. (...) Os adágios 6 PRADO. Luiz Régis. Curso de Direito Penal, Vol.II São Paulo: RT, 2000, p.605. 7 JESUS, Damásio E. de. Direito Penal. Vol. I. 24. ed. São Paulo: Saraiva, 2001, p42/43. apontados não podem servir de normas interpretativas, uma vez que constituiria um erro afirmar, a priori, que o resultado da interpretação deva ser restritivo, extensivo ou sempre favorável ao agente. Se a finalidade desta é apontar a vontade da lei, só depois do emprego de seus meios surgirá o resultado: extensivo, se aquela for extensiva; restritivo, se restritiva (...)". Donde se conclui que a qualificadora narrada no 1º, do art.180 do CP abrange, por interpretação extensiva, a situação em que a receptação comercial ou industrial é realizada com plena ciência da procedência delituosa da coisa, e não só a hipótese em que o agente atua com dolo eventual. Formação de quadrilha: Art. 288. Associarem-se mais de três pessoas, em quadrilha ou bando, para o fim de cometer crimes: Pena reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos. Parágrafo único. A pena aplica-se em dobro, se a quadrilha ou bando é armado. Para Julio Fabbrini Mirabete 8, "a formação de quadrilha ou bando é um crime coletivo, plurissubjetivo ou de concurso necessário de condutas paralelas. Nos termos da lei brasileira exige-se a associação de pelo menos quatro pessoas (RJTJESP 57/345, 59/404; RT 457/418, 529/317, 535/346, 556/318, 582/348). Para o reconhecimento desse numero são computadas as pessoas que, inimputáveis, não serão responsabilizadas pelo ilícito." Crimes Fiscais: A Lei n. 4.729, de 14 de julho de 1965, define em seu artigo 1, o crime de sonegação fiscal, bem como a pena a ele cominada, ipsis verbis: Art. 1º Constitui crime de sonegação fiscal: I - prestar declaração falsa ou omitir, total ou parcialmente, informação que deva ser produzida a agentes das pessoas jurídicas de direito público interno, com a intenção de 8 MIRABETE. Julio Fabbrini. In Manual de Direito Penal. São Paulo: Atlas, 2005, p. 199
28 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 eximir-se, total ou parcialmente, do pagamento de tributos, taxas e quaisquer adicionais devidos por lei; II - inserir elementos inexatos ou omitir, rendimentos ou operações de qualquer natureza em documentos ou livros exigidos pelas leis fiscais, com a intenção de exonerar-se do pagamento de tributos devidos à Fazenda Pública; III - alterar faturas e quaisquer documentos relativos a operações mercantis com o propósito de fraudar a Fazenda Pública; IV - fornecer ou emitir documentos graciosos ou alterar despesas, majorando-as, com o objetivo de obter dedução de tributos devidos à Fazenda Pública, sem prejuízo das sanções administrativas cabíveis; V - exigir, pagar ou receber, para si ou para o contribuinte beneficiário da paga, qualquer percentagem sobre a parcela dedutível ou deduzida do Imposto sobre a Renda como incentivo fiscal. (acrescentado pela Lei nº 5.569, de 25 de novembro de 1969) Pena: Detenção, de seis meses a dois anos, e multa de duas a cinco vezes o valor do tributo. O Supremo Tribunal Federal definiu na Sumula 609 o crime de sonegação fiscal como crime de ação penal pública incondicionada. Já a Lei n. 8.137/90, define os crimes contra a ordem tributária, econômica e contra as relações de consumo, e mais precisamente em seu artigo 1 define os crimes contra a ordem tributária, in verbis: Art. 1 Constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo, ou contribuição social e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas: I - omitir informação, ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias; II - fraudar a fiscalização tributária, inserindo elementos inexatos, ou omitindo operação de qualquer natureza, em documento ou livro exigido pela lei fiscal; III - falsificar ou alterar nota fiscal, fatura, duplicata, nota de venda, ou qualquer outro documento relativo à operação tributável; IV - elaborar, distribuir, fornecer, emitir ou utilizar documento que saiba ou deva saber falso ou inexato; V - negar ou deixar de fornecer, quando obrigatório, nota fiscal ou documento equivalente, relativa a venda de mercadoria ou prestação de serviço, efetivamente realizada, ou fornecê-la em desacordo com a legislação. Pena - reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. Parágrafo único. A falta de atendimento da exigência da autoridade, no prazo de 10 (dez) dias, que poderá ser convertido em horas em razão da maior ou menor complexidade da matéria ou da dificuldade quanto ao atendimento da exigência, caracteriza a infração prevista no inciso V.
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 29 O bem jurídico tutelado nos crimes de sonegação fiscal é a arrecadação tributária, o sujeito ativo, em regra, é o contribuinte ou o responsável (caso a lei preveja substituição tributária), excepcionalmente, poderá ser qualquer pessoa, como nos casos do art. 2, III e V da Lei 8.137/90. O sujeito passivo será sempre um dos entes da Federação, ou seja, a União, os Estados, os Municípios ou o Distrito Federal. Já a sua consumação ocorrerá com a efetiva supressão ou redução do tributo, contribuição social e/ou acessório. Vale ressaltar que são crimes que exigem o resultado naturalístico, ou seja, são crimes materiais. A sonegação de tributo gera prejuízos para toda a sociedade, pois a falta de investimento afeta o crescimento de todo o país, além de aumentar a carga tributária. O aumento da carga tributária se faz necessário devido ao alto índice de sonegação tributária. O Estado precisa pagar seus gastos e investir, e quem arca com estes valores são os contribuintes, que também deveriam ser os beneficiários destes investimentos. O crime de sonegação tributária é muito mais prejudicial para a sociedade do que aparenta ser, pois o dinheiro sonegado poderia levar saúde, educação, medicamentos, dentre outros benefícios para a população, este pode dinheiro salvar vidas. Todavia, infelizmente, a justiça criminal tornou-se mera cobradora de tributos, visto que durante qualquer fase do processo, o pagamento do imposto extingue a punibilidade do agente, conforme reiteradas decisões de nossos tribunais superiores interpretando a norma prevista no art. 9º, da Lei 10.684/03, ou seja, este crime bárbaro não será punido se as quantias forem restituídas ao erário público, com os devidos juros, correção monetária e multa. A Jurisprudência aponta quanto à receptação e ao roubo de cargas que: STJ 6ª Turma HC 6612 Relator Anselmo Santiago A receptação qualificada, como forma de fomentar o roubo de caminhões de carga, onde, em muitas ocasiões, os motoristas são assassinados, é crime grave e que mereceu a devida atenção do legislador, através da lei 9426/96, que, introduziu um parágrafo ao art.180 do CP, aumentandolhe consideravelmente a apenação. (j.26.05.98 - DJU 03.08.98, P.324). STJ - 5ª - Turma HC 28648 / SP Relatora Laurita Vaz HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. CRIME DE RECEPTAÇÃO QUALIFICADA DE CARGAS ROUBADAS E FORMAÇÃO DE QUADRILHA. PRISÃO PREVENTIVA. NECESSIDADE. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. DECISÃO FUNDAMENTADA. 1. Não há falar em constrangimento ilegal pela falta de fundamentação do decreto prisional, se restou demonstrada, ainda que de maneira sucinta, a necessidade da medida constritiva, como garantia da ordem pública, dada as circunstâncias do caso concreto, em que há robustos indícios de autoria e materialidade dos delitos de tamanha gravidade. 2. Pelo que se depreende da simples leitura dos autos, exsurge evidente o risco e o desassossego que a atividade delituosa em questão traz à sociedade, porquanto desenvolvida com grande proporção e repercussão, agregando e organizando vários crimes e criminosos. O caso requer, pois, uma pronta e incisiva atuação do Estado-Juiz no sentido de frear a ação criminosa, como, de fato, ocorreu com a segregação cautelar dos envolvidos. 3. Ordem denegada.
30 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 STJ - 5ª - Turma HC 23421 / RJ Relator Félix Fischer PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. QUADRILHA. RECEPTAÇÃO DE CARGAS ROUBADAS. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. FUNDAMENTAÇÃO SUFICIENTE. SEPARAÇÃO DOS PROCESSOS. I - Demonstrando o magistrado de forma efetiva as circunstâncias concretas ensejadoras dos requisitos da custódia cautelar, consistentes na intranqüilidade do meio social causada pelo delito e na periculosidade do réu, resta devidamente justificado e motivado o decreto prisional fundado na garantia da ordem pública. II - A existência de condições pessoais favoráveis não é suficiente para eximir o paciente da decretação do encarceramento provisório, quando há outros elementos constantes nos autos que recomendam, efetivamente, a custódia cautelar. III - A alegação do paciente de que não possui envolvimento com a conduta delitiva a ele atribuída, por reclamar ampla dilação probatória, é insuscetível de exame na via do mandamus. IV - Não incorre em violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa o decisório que denega a pretensão de coréu de ver a sua Defesa intimada dos atos processuais ocorrentes no processo cindido (CPP, art. 80). Com efeito, separados os feitos, não pode o paciente querer ver-se cientificado dos atos de uma relação processual da qual não mais faz parte. Writ denegado. STJ - 5ª - Turma HC 87495/SP Relator Napoleão Nunes Maia Filho HABEAS CORPUS. ROUBO DE CAMINHÃO E RESPECTIVA CARGA. CONCURSO DE AGENTES. UTILIZAÇÃO DE ARMA DE FOGO. RESTRIÇÃO À LIBERDADE DA VÍTIMA. AUSÊNCIA DE APREENSÃO E PERÍCIA DA ARMA. DESNECESSIDADE PARA A APLICAÇÃO DA CAUSA ESPECIAL DE AUMENTO DE PENA. PRECEDENTES DO STJ. PENA-BASE FIXADA NO MÍNIMO LEGAL (4 ANOS), AUMENTADA DE METADE (1/2) PELA INCIDÊNCIA DE TRÊS CAUSAS DE AUMENTO. TOTAL CONCRETIZADO: 6 ANOS DE RECLUSÃO. EXPRESSIVA QUANTIDADE DE AGENTES (4) E MODUS OPERANDI QUE DENOTAM O DESTEMOR, A AUDÁCIA E A PERICULOSIDADE DO PACIENTE. EXASPERAÇÃO SUFICIENTEMENTE JUSTIFICADA. REGIME INICIAL FECHADO. RECONHECIMENTO DE CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS FAVORÁVEIS. PRECEDENTES DO STF E STJ. RESSALVA DO PONTO DE VISTA DO RELATOR. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA, TÃO-SÓ E
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 31 APENAS PARA FIXAR O REGIME SEMI-ABERTO PARA O INÍCIO DO CUMPRIMENTO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE IMPOSTA AO PACIENTE. 1. A apreensão e a perícia da arma de fogo utilizada no roubo são desnecessárias para configurar a causa especial de aumento de pena, mormente se esta restou comprovada pelas firmes e coerentes declarações da vítima e das testemunhas, que, nas duas fases do processo (inquisitorial e judicial) mencionaram seu uso como forma de intimidação. Precedentes do STJ. 2. Segundo iterativa jurisprudência desta Corte, a presença de mais de uma circunstância de aumento da pena no crime de roubo não é causa obrigatória de majoração da punição em percentual acima do mínimo previsto, exigindose, para tal, a constatação de fatos concretos que indiquem a necessidade dessa exasperação; entretanto, como bem assinalado pela ilustre Ministra JANE SILVA, em caso análogo, dar tratamento idêntico a quem incide em uma única majorante e àquele que incide em duas ou três, fere os princípios da individualização e da suficiência da pena, bem como o objetivo de reprovação e prevenção geral de delitos (HC 73.335/SP, DJU 07.09.07). 3. No presente caso, o expressivo número de agentes (4) e o planejamento detalhado da operação, com clara divisão de tarefas, constituem motivação suficiente para a manutenção do aumento em 1/2, pois o modus operandi demonstra maior destemor, audácia e periculosidade do paciente. 4. As doutas Cortes Superiores do País (STF e STJ) já assentaram, em inúmeros precedentes, que, fixada a pena-base no mínimo legal e reconhecidas as circunstâncias judiciais favoráveis ao réu, é incabível o regime prisional mais gravoso (Súmulas 718 e 719 do STF). 5. Ressalvado o entendimento pessoal do Relator, de que o Magistrado não está vinculado, de forma absoluta, à pena-base aplicada ao crime, quando opera a fixação do regime inicial de cumprimento da sanção penal. 6. Ordem parcialmente concedida, tão-só e apenas para estabelecer o regime semi-aberto para o início do cumprimento da pena do paciente, em consonância com o parecer ministerial. STJ - 5ª - Turma HC 86131 / SP Relator Napoleão Nunes Maia Filho PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. ROUBO CIRCUNSTANCIADODE CARGAS. PRISÃO EM FLAGRANTE. MANUTENÇÃO DA CONSTRIÇÃO PARA ASSEGURAR A ORDEM PÚBLICA. POSSIBILIDADE DE REITERAÇÃO CRIMINOSA. NEGATIVA DE LIBERDADE PROVISÓRIA SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. CONDIÇÕES PESSOAIS
32 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA. ORDEM DENEGADA. 1. A real periculosidade do réu, evidenciada na possibilidade de reiteração da prática do crime roubo de cargas, diante da liberdade e não identificação dos demais parceiros, além de, em tese, pertencer a um grupo organizado especializado em crimes contra o patrimônio, é motivação idônea, capaz de justificar a manutenção da constrição cautelar, por demonstrar a necessidade de se resguardar a ordem pública. Precedentes do STJ. 2. A prisão cautelar justificada no resguardo da ordem pública visa prevenir a reprodução de fatos criminosos e acautelar o meio social, retirando do convívio da comunidade aquele que diante do modus operandi demonstra ser dotado de periculosidade; neste caso, apesar de exígua, a fundamentação do decisum monocrático que indeferiu a liberdade provisória é suficiente, enquanto a do acórdão do Tribunal de Justiça de origem é detalhada e esclarecedora, fornecendo base segura para se intuir que, em liberdade, o paciente voltará a delinqüir. 3. As condições subjetivas favoráveis do paciente, tais como primariedade, bons antecedentes, residência fixa e trabalho lícito, por si sós, não obstam a segregação cautelar, quando preenchidos seus pressupostos legais. 4. Habeas Corpus denegado, em que pese o parecer ministerial em sentido contrário. Segundo a Confederação Nacional de Transportes (CNT) o interesse do crime organizado migrou do assalto a bancos para o roubo de cargas. Seus estudos concluíram que depois que os bancos fortaleceram seus esquemas de segurança, os caminhões passaram a ser o alvo mais visado pelos assaltantes. Desde então, o crescimento dos assaltos a caminhões no País passou a ser vertiginoso. Todavia, o roubo de carga é executado dentro de uma estrutura sofisticada, onde uma quadrilha especializada age aterrorizando motoristas e empresários diariamente nas rodovias que cortam o Brasil. O aumento de destas ocorrências levou os empresários de transportes e os transportadores autônomos à investiram no gerenciamento de risco para evitar grandes perdas. As cargas mais valiosas, por exemplo, são transportadas em horários e rotas diferentes, e em mais viagens. Causa espanto o número sempre crescente de motoristas assassinados e o número de caminhões que desaparecem com suas cargas nas rodovias mais movimentadas do País. Desde a década de noventa, no Brasil, cuja infraestrutura de transportes se assenta quase, exclusivamente, na malha rodoviária federal e estadual, essa modalidade criminosa ganhou proporções alarmantes. Segundo a Confederação Nacional de Transportes (CNT), os prejuízos chegam a 1 bilhão de reais por ano, dentre os roubos de cargas e de valores. Sendo considerado pelas autoridades policiais como uma das facetas do crime organizado, o roubo de cargas conta até com a participação de integrantes de grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, dentre outros. A Região Sudeste tem sido a região de maior incidência deste tipo de delito, e infelizmente, as investidas contra os veículos de transporte de cargas e de valores são sempre marcadas pela violência contra seus motoristas, resultando até mesmo em latrocínio. Diante deste crescimento alarmante, os segmentos sociais e econômicos envolvidos, deram início às inúmeras iniciativas e reivindicações, sempre no sentido de dotar o sistema de melhor proteção e segurança, além disto, em âmbito federal foi instaurada, em maio de 2000, uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), e em âmbito estadual outras tantas CPI s foram estabelecidas por todo o país a fim de investigar as causas e os efeitos da questão, e de se buscar soluções para frear a crescente onda de roubo de cargas nas rodovias nacionais.
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 33 Foi constatada, pelos membros da CPMI nos quatro anos de investigação, a real extensão dos problemas causados pelos roubos de cargas e de valores, e seus crimes conexos, para toda a população brasileira. Verificou-se, também, que esse tipo de infração penal finda por financiar outras ações criminosas, posto que o dinheiro obtido é comumente reinvestido na compra de armas e no financiamento, por exemplo, de tráfico de armas e drogas, falsificação de documentos e até mesmo em corrupção ativa. Foi sugerido, no relatório final, pela CPMI a criação de um serviço especializado no âmbito da Policia Federal para facilitar o combate a este tipo de crime, visto que geralmente a carga é roubada em um Estado e vendido em outro. Foi então criada a Divisão de Repressão a Crimes Contra o Patrimônio (DPAT), subordinada à Diretoria de Combate ao Crime Organizado (DCOR) da PF, que entre outras atribuições, passou a ter a missão de investigar e combater o roubo de cargas e de valores. Além desta medida, outras foram tomadas a partir do diagnóstico aferido pelos membros da CPMI quanto a situação vivida pelo segmento de transporte de cargas. A partir de então, a Polícia Federal passou a trabalhar na repressão deste delito, sendo esta uma das suas principais áreas de atuação. Considerando que cerca de 70% do Produto Interno Brasileiro passa pelas rodovias brasileiras, a atuação da Polícia Federal passou a ser estrategicamente fundamental no combate a esta infração penal. O Delegado Getúlio Bezerra, da Diretoria de Combate ao Crime Organizado (PF), destacou que a melhor tática para desarticular estas organizações especializadas, bem como diminuir o número de ocorrências, consiste em fechar o cerco aos receptadores de mercadorias roubadas. Segundo o chefe da DPAT, delegado Antônio Celso dos Santos, a maior dificuldade encontrada é que este tipo de crime está cada vez mais requintado e conta com moderno aparato tecnológico para driblar os equipamentos de rastreamento dos veículos. Hackers vêm sendo usados pelas quadrilhas para invadirem os sistemas e enviar sinais falsos às empresas, destarte utilizando a própria tecnologia os agentes confundem as empresas e a polícia com estes sinais. Além desta arma tecnológica, outro ponto forte das organizações é o alto investimento em armamento pesado. Nos últimos quinze anos, os alvos das quadrilhas passaram das cargas de cigarros, bebidas e gêneros alimentícios, cargas visadas nos anos 80, para as cargas que passaram a ter mais valor no mercado ilegal, como medicamentos e produtos eletroeletrônicos, além dos produtos alimentícios. Atualmente, nem as bobinas siderúrgicas, que para serem remanejadas de um veículo para outro precisam de guindastes de grande porte, não escapam a ação dos marginais. Os produtos mais visados pelas quadrilhas segundo a Polícia Federal são: 1) Gêneros alimentícios 2) Carga fracionada: mercadorias diversas 3) Eletroeletrônicos 4) Medicamentos 5) Produtos metalúrgicos 6) Produtos químicos e defensivos agrícolas 7) Autopeças e pneus 8) Combustíveis 9) Cigarros/Fumo 10) Têxteis e outros produtos diversos O delegado Antônio Celso destaca que para atuar, os criminosos dispõem de logística para colocar de imediato na praça as mercadorias. O roubo de cargas mobiliza diversos setores criminosos. É uma rede complexa que envolve agentes públicos, policiais e não-policiais, empresários e falsificadores. Donde se conclui que existe uma grande movimentação de dinheiro por parte dos receptadores, que hoje são o principal alvo das investigações conduzidas pela PF. O chefe da Divisão de Repressão a Crimes Contra o Patrimônio (DPAT), aposta no trabalho de inteligência para conhecer o esquema criminoso como um todo. Segundo o delegado da DPAT, O receptador é o pior. Se ele não existisse, não existiria o roubo. As leves penas e a ausência de punições para os empresários que colocam produtos ilegais no mercado formal, tornaram o campo fértil para a expansão do crime organizado neste segmento, destarte verifica-se que a impunidade mais uma vez, é sem dúvida, a principal causa do aumento da criminalidade no Brasil. As quadrilhas têm como características dominantes a organização e a ousadia para atuarem no roubo de carga, agindo de forma articulada e com logística garantem o êxito da operação.
34 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Desta forma vemos em sua organização pessoal para monitoração do movimento dos veículos, galpões para guardar a carga roubada, isto quando esta não é colocada em outro caminhão e entregue diretamente ao receptador, assim, verifica-se até mesmo uma frota de caminhões próprios para o transporte das mercadorias roubadas. Ficou constatado que os assaltantes costumam agir de forma mais violenta e possuem poderio bélico mais expressivo, quando se trata de roubo de valores, esta característica é que difere a quadrilha do roubo de carga para a de roubo de valores. Já as quadrilhas de roubo de cargas não utilizam, via de regra, armamento tão pesado. Escolhem com antecedência um local para esconder as mercadorias, quer seja um galpão, fazenda ou chácara, todavia, está se tornando cada vez mais comum, a entrega do produto direto ao receptador, que vai buscar a carga com seus próprios caminhões, ou esta é entregue em outro caminhão pela própria quadrilha. A deficiência ou até mesmo a inexistência de integração e comunicação entre os órgãos de segurança pública estadual, devido a suas limitações territoriais, são aproveitadas pelas quadrilhas de roubo de carga, que atuam como verdadeiras estruturas empresariais, e passam a operar ousadamente em todo o país beneficiadas pelas deficiências de controle e fiscalização dos Estados. Historicamente, a situação já foi pior. Tratadas como crime comum as ocorrências de furto e roubo de cargas, por exemplo, realizadas no Espírito Santo, com a fuga da quadrilha para a Bahia, tinham a ação policial dificultada, porque as polícias não podiam invadir a área de atuação do estado vizinho. Porém, a partir do momento em que foi verificado que o problema assumia os contornos de crime organizado, buscou-se a adequação dos mecanismos institucionais legais para reprimir este tipo de crime. Nesse sentido, um instrumento importante foi a Lei n.º 10.446/2002 que viabilizou a federalização da competência para apurar os crimes de furto, roubo e receptação de cargas e valores, permitindo assim a ação da Polícia Federal, sem inviabilizar a atuação dos demais órgãos de segurança pública nos Estados. Apesar do reconhecido esforço envidado pela Polícia Federal, e de iniciativas da sociedade civil, em especial, das promovidas pelo Conselho Nacional dos Transportes, resultados satisfatórios somente poderão ser alcançados, na medida em que o problema passar a se constituir em prioridade nacional, com políticas públicas específicas para o setor e ações coordenadas pelo governo federal. Ante a gravidade da situação, o Congresso parece não se sensibilizar o suficiente a ponto de votar importante matéria que contribuiria, em muito, para sanar essas dificuldades. O Projeto de Lei do Deputado Asdrubal Bentes, de agosto de 2004, visa criar um instrumento legal capaz de coibir a atuação de quadrilhas especializadas em subtrair cargas e veículos nas estradas e cidades e que causam prejuízos enormes, inclusive de vidas humanas, disseminando a insegurança e o medo. Abaixo transcrito in verbis: Acrescenta inciso VI e 2º-A ao artigo 157 do Decreto-Lei nº2848, de 7 de dezembro de 1940 Código Penal. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Esta Lei dispõe sobre o tipo de subtração de cargas executada na estrutura sofisticada, inclusive, legalização de documentos fiscais e legitimidade dos caminhões roubados e ação dos receptadores e compradores das mercadorias subtraídas na hipótese que menciona. Art. 2º O art. 157 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), fica acrescido do inciso VI e do 2º-A com a redação seguinte: (...) VI subtração de cargas conduzidas pelos transportes rodoviários, ferroviários, aeroviários e aquaviários. (...) 2º-A - No caso do inciso VI, além da pena prevista no 2º são efeitos da condenação a perda das coisas e objetos utilizados para a prática do crime, em favor do Estado, ressalvados os direitos de
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 35 restituição e indenização à vítima. Art. 3º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Já em nosso Estado tramita um projeto de Lei que visa punir mais severamente, na esfera civil, os receptadores de mercadorias roubadas, transcrevemos abaixo o referido Projeto de Lei: PROJETO DE LEI Nº 291/2005 Dispõe sobre a cassação da eficácia da inscrição estadual dos estabelecimentos que comercializarem produtos oriundos de cargas roubadas. Art. 1º Fica o Poder Executivo Estadual obrigado a cassar a eficácia da inscrição, no cadastro de contribuintes do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Serviço de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação ICMS, do estabelecimento que adquirir, distribuir, transportar, estocar ou revender produtos oriundos de cargas roubadas. Parágrafo único. Sem prejuízo das sanções civis e penais cabíveis, os produtos oriundos de cargas roubadas serão apreendidas pelo Poder Público, mediante a não comprovação da sua origem legal. Art. 2º A falta de regularidade da inscrição no cadastro de Contribuintes do ICMS inabilita o estabelecimento à prática de operações relativas à circulação de mercadorias e de prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, e, ainda, as seguintes implicações: I aos sócios, pessoas físicas ou jurídicas, comum ou separadamente, do estabelecimento penalizado: a) o impedimento de exercerem o mesmo ramo, de atividade, mesmo que em estabelecimento distinto daquele; b) a proibição de entrarem com pedido de inscrição de nova empresa, no mesmo ramo de atividade; II ao gerente ou preposto, ainda que temporariamente ou a qualquer título, do estabelecimento penalizado: pertencer ao quadro administrativo como sócio, diretor-gerente ou gestor de negócios, de empresa ou estabelecimento comercial que pretenda sua inscrição no Cadastro de Contribuintes do ICMS. Parágrafo único. As restrições previstas nos incisos I e II prevalecerão pelo prazo de 05 (cinco) anos contados da data da cassação. Art. 3 O Poder Executivo divulgará, através do Diário Oficial do Estado do Espírito Santo, a relação dos estabelecimentos comerciais penalizados com base no disposto nesta Lei, fazendo constar os respectivos CNPJ e endereços de funcionamento. Art. 4 Com a cassação da inscrição estadual ficam vedadas: I a restituição ou autorização para o aproveitamento como crédito fiscal do valor do imposto que tiver sido utilizado como crédito pelo
36 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 CUSTO BRASIL estabelecimento destinatário; II a restituição ou autorização para aproveitamento de saldo de crédito existente na data do encerramento das atividades de qualquer estabelecimento; III a transferência de saldo de crédito de um estabelecimento para outro estabelecimento; IV a restituição ou amortização para aproveitamento como crédito fiscal do valor do imposto pago a maior, no regime de substituição tributária com centralização de cobrança, que resultar como crédito de revenda de produtos provenientes de cargas roubadas, conforme definida em legislação federal. Art. 5 O Poder Executivo Estadual, no uso de sua competência exclusiva, regulamentará a apresente lei, permitindo a eficácia de seus dispositivos voltados ao combate sistêmico ao roubo de cargas. Art. 6 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Conforme dados da CPMI, o roubo de cargas e de valores provocou o aumento, em média, de 40% no custo do seguro, o que passou a inviabilizar, em parte, o lucro das empresas transportadoras. Concluíram os parlamentares no relatório final que de 130 seguradoras investigadas pela Comissão, apenas 10 faziam seguro do roubo de carga, impondo condições quase impossíveis de serem cumpridas, o que levou mais de 200 empresas à falência nos últimos dois anos. E ainda: Este cenário é grave, pois nenhum empresário tem condições de bancar os prejuízos do roubo de cargas, e isso poderá comprometer o abastecimento do país, considerando que cerca de 80% do transporte de cargas é feito por caminhões. A situação exigiu que as empresas investissem mais em tecnologia, instalando equipamentos de rastreamento nos caminhões. Entretanto, segundo o presidente da CNT, essa proteção representa um ônus não muito acessível. Nem todos podem ter essa tecnologia moderna. O caminhoneiro que é proprietário do caminhão não tem condições de instalar os equipamentos de rastreamento. Muitas barreiras precisam ser derrubadas para que o Brasil retome o caminho do desenvolvimento sustentável. Parcela considerável delas passa pelo investimento em infra-estrutura. Estradas, portos, aeroportos, energia não respondem mais às necessidades do país. Tornaram-se menores que a demanda. Obsoletos, insuficientes e carentes de manutenção, levam ao desperdício de mercadorias, tempo e dinheiro. Respondem em parte pelo custo Brasil, que reduz a competitividade nacional e rouba das empresas fatias do disputado mercado internacional. Outro item a ser levado em conta é a insegurança pública. A violência crescente obriga empresários a se defender por conta própria. Equipamentos capazes de prevenir assaltos e homicídios constituem comércio florescente em todo país. Fatores como mudanças de legislação e avanços tecnológicos contribuíram para um novo cenário no setor de transporte rodoviário de cargas. O aumento no índice de roubo de carga no País, por exemplo, é um item que aguçou a necessidade das empresas em adotar medidas que garantissem mais segurança para o seu negócio. Entre 1999 e 2004, o Sindicato das Empresas de Transportadores de Cargas de São Paulo e Região (Setcesp) registrou, somente no Estado de São Paulo, 14.384 roubos de carga, uma média de 2.398 mil/ano, e prejuízo de R$ 1.157.475,00, média de 193 milhões/ano. Em todo o País, as transportadoras registraram, em 2004, perdas que ultrapassaram R$ 600 milhões em mais de 10 mil ocorrências. Os números cada vez mais crescentes fizeram com que as empresas de transporte adotassem medidas de prevenção. Em relação ao motorista de caminhão começou a exigir um cadastro que lhe garantisse idoneidade. Já para a segurança dos caminhões e cargas adotou o sistema de rastreamento e monitoramento e passou a oferecer treinamento para preparar os profissionais para a nova tecnologia. O grande índice de roubo de carga, principalmente de produtos de alto valor agregado, e o fato da empresa precisar ser cada vez mais competitiva no mercado, as levaram a adotar o sistema de rastreamento, que é utilizado também com enfoque logístico, para melhorar o acesso as informações para o cliente, afirma Rodrigo Clausen, gerente de operações de transferência da Expresso Araçatuba. A empresa
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 37 utiliza o sistema há nove anos e aponta como vantagens a prevenção de roubos e acidentes. Além de ser eficiente para o controle da movimentação de carga, principalmente em relação a precisão e informação em tempo real. A vantagem do uso operacional do rastreador compensa o custo. Mas do ponto de vista custo e receita a empresa não consegue absorver este valor, principalmente por conta da pressão do mercado. Em menos de 10 anos o segmento de rastreamento se tornou um dos mais competitivos do País, afinal, o sistema é considerado um importante aliado das empresas e dos motoristas autônomos contra o roubo de carga, além de ser um dos itens avaliados pelas empresas de seguro na hora de reduzir o valor das apólices. Hoje, o mercado oferece um leque de produtos para enfrentar esta competitividade. A comunicação híbrida - uma combinação do sistema satelital e celular, que proporciona monitoramento contínuo, sistemas GSM, TDMA, CDMA ou por satélite de alta órbita, é uma das tecnologias disponíveis. Apesar de cada empresa oferecer sistemas diferentes o objetivo é único: disponibilizar soluções que garantam segurança à carga e ao motorista e ganhos reais em toda operação logística. Sem contar com o respaldo necessário das autoridades, injetar capital em parafernálias tecnológicas passou a ser única alternativa para os empresários. Por conta disso, os custos relacionados com o gerenciamento de risco já respondem por cerca de 15% das despesas das empresas. Para se ter uma idéia de como o roubo de carga mexeu com o financeiro das empresas, em 1990, o gerenciamento de risco respondia por apenas 3% das despesas. Infelizmente, não existe outra maneira de resolver a questão, afirma o coronel. O GPS (Sistema de Posicionamento Global) possui precisão de 30 metros e opera através de 24 satélites a 20.200 km de altura. Estima-se que cerca de 50 mil caminhões no Brasil possuam rastreadores via satélite. De acordo com os levantamentos realizados pela Setecesp, aproximadamente 80% dos roubos de cargas no País ocorrem na região Sudeste, com predomínio de São Paulo e Rio de Janeiro, que respondem por 45% e 30%, respectivamente, de tudo que é desviado da rota no Brasil. Considerando todo o território nacional, entre 30 e 35% ocorrem nas rodovias, o restante atinge as áreas urbanas e interioranas. Dentro das cidades, o roubo acontece, geralmente, pela manhã. São caminhões menores, com cargas de menor valor, que fazem o abastecimento das cidades, explica o coronel. Nas rodovias, na maioria das vezes, as quadrilhas abordam os caminhões à noite. Nesta área, geralmente, o prejuízo é maior, já que as cargas são de maior valor agregado. São veículos de quatro ou cinco eixos, carregados com cerca de R$ 100 mil em produtos, conta. Para se ter uma idéia da atratividade de São Paulo, cerca de 165 mil veículos abastecem a cidade todos os dias. Os produtos mais visados pelas quadrilhas segundo a Polícia Federal são: 1) Gêneros alimentícios 2) Carga fracionada: mercadorias diversas 3) Eletroeletrônicos 4) Medicamentos 5) Produtos metalúrgicos 6) Produtos químicos e defensivos agrícolas 7) Autopeças e pneus 8) Combustíveis 9) Cigarros/Fumo 10) Têxteis e outros produtos diversos Segundo a Setecesp as quadrilhas especializadas em roubo de carga não se limitam a assaltantes que interceptam caminhos nas rodovias ou nas vias urbanas. A situação é bem mais complexa e engenhosa, envolvendo, muitas vezes, empresários e executivos receptadores, polícias e motoristas. Vejamos algumas situações envolvendo o roubo de carga: MOTORISTA ENVOLVIDO: o motorista simula um assalto, mudando o trajeto da entrega e descarregando o caminhão direto no receptador. O objetivo é receber o dinheiro do seguro e lucrar com a venda do produto roubado. FALSO MOTORISTA: Em outros casos, o bandido se passa por motorista. Ingressa na empresa para conhecer toda a rotina e efetuar o roubo. COAÇÃO: Muitas vezes, o motorista acaba cedendo à pressão das quadrilhas, que conhecem o dia-a-dia do profissional e fazem ameaças a sua família. Alguns oferecem participação no lucro da venda da carga. Não bastassem as adversidades estruturantes rodovias em péssimo estado de conservação, elevadas taxas de pedágio, precário serviço de apoio parece mesmo que as empresas do ramo de transporte de
38 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 cargas e de valores estão fadadas a enfrentar também o crime organizado. Apesar do reconhecido esforço envidado pela PF, e de iniciativas da sociedade civil, em especial, das promovidas pela CNT, resultados satisfatórios somente poderão ser alcançados, na medida em que o problema passar a se constituir em prioridade nacional, com políticas públicas específicas para o setor e ações coordenadas pelo governo federal. Importante salientar que a expressão "ROUBO DE CARGA" utilizado pelos profissionais do seguro, mencionada em vários sinistros que ocorrem diariamente, é uma simplificação utilizada para a fácil comunicação, que abrange os casos de roubo, furto ou até mesmo desvio de carga, todos caracterizados como crime em nosso Sistema Legal. A utilização de novos e mais modernos procedimentos de segurança (rastreamento via satélite/escoltas), passam a ter importância fundamental nos transportes de cargas. As cargas mais visadas são as de fácil escoamento no varejo e de difícil reconhecimento de fontes de origem. Dentre elas, os produtos alimentícios, cigarros, cargas fracionadas, confecções e têxteis e eletroeletrônicos, que em termos de prejuízos acumulados no mesmo período, eles representaram R$ 73,5 milhões. A realização dos assaltos ocorrem em 59% nas rodovias federais e 41% em rodovias estaduais. Os horários preferenciais dos ladrões são no período matutino (42%), entre 8h e 11h, quando as transportadoras fazem a maioria das entregas. Os períodos vespertino e noturno correspondem, respectivamente, a 36% e 22%. Já os dias de maior incidência são, primeiramente, quartas-feiras, seguido das terças e quintas-feiras. Em se tratando de zonas urbanas ou áreas industrializadas, os percentuais alusivos aos roubos noturnos são incrementados, sendo estas mais significativos do que os roubos matutinos. Os prejuízos não se resumem apenas ao valor das mercadorias roubadas e dos veículos. A estas perdas devem ser somados, conforme mencionado anteriormente, os prejuízos das empresas transportadoras de carga que, na tentativa de evitar o roubo de seus produtos, gastam com gerenciamento de risco 20% do custo do frete, o qual encontra-se 44,03% abaixo do ideal para cobrir suas despesas que, conseqüentemente, reduz a possibilidade de renovação da frota e, também, a segurança dos veículos. Os gastos relativos à proteção das cargas estão entre os que mais contribuíram para a defasagem do frete. De todas as seguradoras existentes no País, apenas seis fazem seguro de cargas contra roubos. Alegam que 52% dos prêmios da carteira de transportes foram consumidos com indenizações o que caracteriza como um índice alto demais para que possam continuar atuando nesse segmento. Eis mais um motivo pelo qual os Juízos e Tribunais não reconhecem o roubo como causa excludente de responsabilidade, uma vez que o dano contratual acaba restando por inadimplido e a mecânica do transporte de bens seriamente afetada, importando ônus econômicos e mercadológicos sem precedentes na já sofrida economia brasileira. Por outro lado, o reconhecimento do roubo como ônus a ser suportado pelo transportador motivará implemento no mercado de seguros, permitindo as seguradoras, após o pagamento da indenização ao segurado (proprietário da carga), buscar em regresso, em face do verdadeiro responsável pelos danos, o transportador desidioso, o valor pago a título de indenização. Reflexamente, restará no mercado somente os bons transportadores, aqueles com capital e patrimônios suficientes para suportar a dinâmica das operações, arcando com os gastos econômicos do cuidado operacional e da segurança das cargas e, ainda, reparando a quem de direito em casos de sinistros. Não é exagero nem errado dizer que muitos transportadores são coniventes com os roubos de cargas transportadas por via rodoviária, uma vez que se trata de "mercado" muito lucrativo. Assim, alterar a mentalidade então vigente, passando a não mais considerar o roubo como causa excludente de responsabilidade é, em última análise, contribuir para o desaparelhamento de muitas organizações criminosas e, até mesmo, diminuir os índices de criminalidade no país. Entende-se, hoje, que o evento caracterizado como "incerto", como era o ROUBO DE CARGAS, passa a ser caracterizado como um "evento certo", dificultando as condições para a alegação de caso fortuito, uma vez que o evento está despido de dois, ao menos, dos três requisitos básicos: imprevisibilidade e inesperabilidade. Além dos prejuízos diretos suportados pelas empresas transportadoras, toda a sociedade sofre os reflexos dessa atividade criminosa. A sistemática incidência de assaltos contra veículos de transporte de cargas e de valores tem como efeito imediato o aumento nos preços do seguro e do custo final do transporte, pelo conseqüente reflexo nos valores do frete. A repercussão alcança o preço final dos produtos, gerando aumento da inflação e, desta forma, afetando indistintamente toda a sociedade.
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 39 DISPOSITIVO 1.Diante do incontestável avanço organizacional e operacional da ação criminosa do roubo de cargas, a CPI constatou que esta infeliz realidade denota-se a atual fragilidade do fisco em coibir a inserção dos produtos roubados no mercado. Desta forma, a gravidade da situação requer uma remodelagem do sistema fiscalizador do estado, além de uma melhor instrumentalização com novos equipamentos e pessoal para atender a demanda hodierna da fiscalização. Observa-se que uma operação dessa magnitude não funciona apenas como uma ferramenta de fiscalização do estado, mas como ferramenta inibidora dos delitos satélites inerentes ao roubo e receptação de carga roubada. Taão pouco pode prescindir da colaboração dos agentes econômicos.se houvesse um maior controle dos estoques e das mercadorias certamente teríamos menos receptadores destas cargas roubadas. 2. Destarte, é importante que os órgãos públicos respectivos do Estado do Espírito Santo participem de uma forma mais operacional e sinérgica em relação ao crime organizado do roubo de cargas. Nesse mister, cabe, por fim, reafirmar o importante papel do Ministério Público nesse processo de remodelação do sistema fiscal, pois o seu contributo aproximará sobremaneira o resultado dos trabalhos do fisco com a própria atividade do Parquet. 3. A Comissão reconhece a necessidade urgente de elaboração e implantação de um novo Plano Estratégico de Fiscalização da Origem das Mercadorias visando efetivar um maior controle dos estoques e das origens dos produtos. Este plano deve ser implementado imediatamente, assim reavaliando tanto as leis tributárias, quanto os protocolos já existentes e, ainda, criando outros, bem como trazendo novos meios tecnológicos para otimizar o controle e a fiscalização dos estoques, origens e circulação de mercadorias, tudo vinculado ao conjunto de obrigações tributárias acessórias. responsabilidades civis e criminais pelas infrações apuradas, bem como, promova todos os meios necessários para articular a melhor forma de inserção do Ministério publico na implementar o novo Plano Estratégico de Fiscalização da Origem das Mercadorias ; A.1) Que seja indicada ao Ministério Público Estadual a sugestão de indiciamento das empresas Wal Mart Brasil Ltda. e Rio de Janeiro Refrescos Ltda. por estarem enquadradas nos crimes previstos na Lei nº 8.137/90, com base no resultado dos trabalhos desempenhados pelos auditores da Secretária de Estado da Fazenda. (Emenda apresentada pelo Deputado Euclério Sampaio, acatada pelo Relator.) Recomendações ao Poder Executivo: B) Que sejam encaminhadas as cópias integrais dos autos e do relatório final desta CPI ao Senhor Governador do Estado, de forma que promova por intermédio das Secretarias de Estado da Fazenda, da Procuradoria Geral e da e de Segurança Pública todos os meios necessários para implementar o novo Plano Estratégico de Fiscalização da Origem das Mercadorias. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, 12 de maio de 2008. Deputado Euclério Sampaio Presidente Deputado Luiz Carlos Moreira Vice-Presidente Deputado Marcelo Santos Relator Deputado Membro Deputado Membro ATOS ADMINISTRATIVOS Ex positis, com fulcro no art. 51, incisos III e IV, da Resolução n.º 1.600/1991 e na Lei Federal n.º 1.579/1952, delibera-se pelo encaminhamento à Mesa Diretora do presente Relatório, com a recomendação da adoção das seguintes providências: Recomendações ao Ministério Público: A) Que sejam encaminhadas as cópias integrais dos autos e do relatório final desta CPI ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público do Estado do Espírito Santo, de modo que se promovam: a continuidade das investigações e, a posteriori, as ATOS DO PRESIDENTE ATO Nº 2727 O PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO, usando de suas atribuições legais, resolve: CONSIDERAR LICENCIADO, para tratamento de saúde no dia 28.04.2008, o Deputado GIULIANNO DOS ANJOS, na forma do Art. 295, inciso II da Resolução nº 1.600/91. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 27 de maio de 2008.
40 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 GUERINO ZANON Presidente ATOS DA MESA (*) ATO Nº 2722 A MESA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: NOMEAR, na formado artigo 12, inciso II, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, KATYUSCIA PASSOS DE JESUS, para exercer o cargo em comissão de Técnico Júnior de Gabinete de Representação Parlamentar, código TJGRP, no gabinete do Deputado Dr. Wolmar Campostrini, por solicitação do próprio Deputado, contida no processo nº 081753/2008. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 26 de maio de 2008 GUERINO ZANON Presidente APARECIDA DENADAI 1ª Secretária PAULO FOLETTO 2º Secretário (*) Reproduzido por ter sido publicado com incorreção. (*) ATO Nº 2726 A MESA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: EXONERAR, a pedido, na forma do artigo 61, 2º, alínea b, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, VIRGINIA HELENA ZANCHETTA E GAVA, do cargo em comissão de Assessor Legislativo, da Secretaria da Assembléia Legislativa. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 26 de maio de 2008. GUERINO ZANON Presidente APARECIDA DENADAI 1ª Secretária PAULO FOLETTO 2º Secretário (*) Reproduzido por ter sido publicado com incorreção. ATO Nº 2728 A MESA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: EXONERAR, a pedido, na forma do artigo 61, 2º, alínea b, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, NACIENE LUZIA MODENESI VICENTE, do cargo em comissão de Diretor Legislativo de Processo Legislativo, código DLPL, da Secretaria da Assembléia Legislativa a partir de 05.06.2008 PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 27 de maio de 2008 GUERINO ZANON Presidente APARECIDA DENADAI 1ª Secretária PAULO FOLETTO 2º Secretário ATO Nº 2729 A MESA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: EXONERAR, na forma do artigo 61, 2º, alínea a, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, VERA LÚCIA CAMPOS BRANDÃO, do cargo em comissão de Técnico Júnior de Gabinete de Representação Parlamentar, código,tjgrp, do gabinete do Deputado Rafael Favatto, por solicitação do próprio Deputado, contida no processo nº 081744/2008. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 27 de maio de 2008. GUERINO ZANON Presidente APARECIDA DENADAI 1ª Secretária PAULO FOLETTO 2º Secretário ATO Nº 2730 A MESA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: EXONERAR, na forma do artigo 61, 2º, alínea a, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, SIDDARTHA GOUTAMA BUSSULAR SEIXAS, do cargo em comissão de Técnico Sênior de Gabinete de Representação
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 41 Parlamentar, código, TSGRP, do gabinete do Deputado Jardel dos Idosos, por solicitação do próprio Deputado, contida no processo nº 081779/2008. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 27 de maio de 2008 GUERINO ZANON Presidente APARECIDA DENADAI 1ª Secretária PAULO FOLETTO 2º Secretário ATO Nº 2731 A MESA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: EXONERAR, na forma do artigo 61, 2º, alínea a, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, ALEXON SOARES CIPRIANO, do cargo em comissão de Assistente de Gabinete de Representação Parlamentar, código, ASGRP, do gabinete do Deputado Teodorico Ferraço, por solicitação do próprio Deputado, contida no processo nº 081831/2008 a partir de 31.05.2008. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 27 de maio de 2008. GUERINO ZANON Presidente APARECIDA DENADAI 1ª Secretária PAULO FOLETTO 2º Secretário ATO Nº 2732 A MESA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: EXONERAR, na forma do artigo 61, 2º, alínea a, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, MARCELA MARCO DE SOUZA FERRAZ, do cargo em comissão de Técnico Junior de Gabinete de Representação Parlamentar, código,tjgrp, do gabinete do Deputado Theodorico Ferraço, por solicitação do próprio Deputado, contida no processo nº 081789/2008 a partir de 27.05.2008. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 27 de maio de 2008 GUERINO ZANON Presidente APARECIDA DENADAI 1ª Secretária PAULO FOLETTO 2º Secretário ATO Nº 2733 A MESA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: EXONERAR, na forma do artigo 61, 2º, alínea a, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, DIRCEU DE SOUZA VIANA, do cargo em comissão de Auxiliar de Gabinete de Representação Parlamentar, código AXGRP, do Gabinete do Deputado Jardel dos Idosos, por solicitação do Próprio Deputado, contida no Processo nº 081781/2008. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 27 de maio de 2008. GUERINO ZANON Presidente APARECIDA DENADAI 1ª Secretária PAULO FOLETTO 2º Secretário ATO Nº 2734 A MESA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: EXONERAR, na forma do artigo 61, 2º, alínea a, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, MARIA AUREA BUSSULAR SEIXAS, do cargo em comissão de Assistente de Gabinete de Representação
42 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Parlamentar, código ASGRP, do Gabinete do Deputado Jardel dos Idosos, por solicitação do Próprio Deputado, contida no Processo nº 081781/2008. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 27 de maio de 2008. GUERINO ZANON Presidente APARECIDA DENADAI 1ª Secretária PAULO FOLETTO 2º Secretário ATO Nº 2735 A MESA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: NOMEAR, na forma do artigo 12, inciso II, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, LEONARDO BARBOSA CLÁUDIO, para exercer o cargo em comissão de Assessor Legislativo, da Secretaria da Assembléia Legislativa. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 27 de maio de 2008. GUERINO ZANON Presidente APARECIDA DENADAI 1ª Secretária PAULO FOLETTO 2º Secretário ATO Nº 2736 comissão de Assistente Legislativo, da Secretaria da Assembléia Legislativa. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 27 de maio de 2008. GUERINO ZANON Presidente APARECIDA DENADAI 1ª Secretária PAULO FOLETTO 2º Secretário ATO Nº 2737 A MESA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: NOMEAR, na forma do artigo 12, inciso II, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, DIRCEU DE SOUZA VIANA, para exercer o cargo em comissão de Assistente de Gabinete de Representação Parlamentar, código ASGRP, no Gabinete do Deputado Jardel dos Idosos, por solicitação do Próprio Deputado, contida no Processo nº 081783/2008. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 27 de maio de 2008. GUERINO ZANON Presidente APARECIDA DENADAI 1ª Secretária PAULO FOLETTO 2º Secretário A MESA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: NOMEAR, na forma do artigo 12, inciso II, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, VERA LÚCIA LAYA TRINDADE, para exercer o cargo em ATO Nº 2738 A MESA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: NOMEAR, na forma do artigo 12, inciso II, da Lei Complementar nº 46, de 31 de
Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 Diário do Poder Legislativo - 43 janeiro de 1994, WENDEL ENDLICH GUISSO, para exercer o cargo em comissão de Técnico Júnior de Gabinete de Representação Parlamentar,, código TJGRP, no Gabinete do Deputado Rafael Favato, por solicitação do Próprio Deputado, contida no Processo nº 081744/2008. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 27 de maio de 2008. GUERINO ZANON Presidente APARECIDA DENADAI 1ª Secretária PAULO FOLETTO 2º Secretário ATO Nº 2739 A MESA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: NOMEAR, na forma do artigo 12, inciso II, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, ALDICÉA POBEL MARÇAL, para exercer o cargo em comissão de Auxiliar de Gabinete de Representação Parlamentar,, código AXGRP, no Gabinete do Deputado Jardel dos Idosos, por solicitação do Próprio Deputado, contida no Processo nº 081782/2008. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 27 de maio de 2008. GUERINO ZANON Presidente APARECIDA DENADAI 1ª Secretária PAULO FOLETTO 2º Secretário ATO Nº 2740 A MESA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: NOMEAR, na forma do artigo 12, inciso II, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, GERUSA ARCANJO DE OLIVEIRA, para exercer o cargo em comissão de Assistente de Gabinete de Representação Parlamentar,, código ASGRP, no Gabinete do Deputado Theodorico Ferraço, por solicitação do Próprio Deputado, contida no Processo nº 081832/2008. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 27 de maio de 2008. GUERINO ZANON Presidente APARECIDA DENADAI 1ª Secretária PAULO FOLETTO 2º Secretário ATO Nº 2741 A MESA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: NOMEAR, na forma do artigo 12, inciso II, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, ELIZANGELA DE SOUZA, para exercer o cargo em comissão de Técnico Sênior de Gabinete de Representação Parlamentar,, código TSGRP, no Gabinete do Deputado Jardel dos Idosos, por solicitação do Próprio Deputado, contida no Processo nº 081784/2008. PALÁCIO DOMINGOS MARTINS, em 27 de maio de 2008. GUERINO ZANON Presidente APARECIDA DENADAI 1ª Secretária PAULO FOLETTO 2º Secretário
44 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 28 de maio de 2008 ATOS DO DIRETOR-GERAL PORTARIA Nº 706 O DIRETOR-GERAL DA SECRETARIA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, usando de suas atribuições legais, resolve: CONSIDERAR SUSPENSAS, a partir de 26.05.2008, as férias regulamentares referentes ao exercício de 2008, do servidor LEONARDO WANDERLEY LOPES, matrícula nº 203828, exercendo o cargo em comissão de Assistente Legislativo, da Secretaria da Assembléia Legislativa, marcadas anteriormente conforme Portaria nº 376/07, reservando-lhe o direito de gozar os 06 (seis dias) restantes, em época oportuna. Secretaria da Assembléia Legislativa, em 27 de maio de 2008. BRUNO MARGOTTO MARIANELLI Diretor-Geral da Secretaria ATOS DO SUBDIRETOR-GERAL RESUMO DE CONVÊNIO Nº 004/2008 A Subdireção-Geral da Secretaria da Assembléia Legislativa do Estado do Espírito Santo em atendimento ao que dispõe o parágrafo único do artigo 61 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, torna pública a celebração de Convênio, conforme descrito abaixo: CONVENENTE: ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. CONVENIADA: BANCO DAYCOVAL S.A. OBJETO: Concessão de empréstimo sob a garantia de consignação em folha de pagamento. PROCESSO: 081005. Secretaria da Assembléia Legislativa em, 27 de maio de 2008. JOSÉ CARLOS PEREIRA Subdiretor Geral da Secretaria RESUMO DE CONTRATO Nº 012/2008 A Subdireção-Geral da Secretaria da Assembléia Legislativa do Estado do Espírito Santo em atendimento ao que dispõe o parágrafo único do artigo 61 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, torna pública a celebração de Contrato, conforme descrito abaixo: CONTRATANTE: ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. CONTRATADA: EMPÓRIO DO TRIGO COMERCIAL LTDA. OBJETO: Contratação da Empresa para prestação de serviços referente a Fornecimento de Coquetéis e Coffee Breaks. VALOR: O valor do CONTRATO é de R$ 78.000,00 (setenta e oito mil reais). VIGÊNCIA: O prazo de vigência deste CONTRATO será de 12 (doze) meses, com início no dia subseqüente a publicação deste Instrumento. ELEMENTO DE DESPESA: 3.3.90.30. ATIVIDADE: 2001. PROCESSO: 080038. Secretaria da Assembléia Legislativa, em 27 de maio de 2008. JOSÉ CARLOS PEREIRA Subdiretor-Geral da Secretaria
HINO NACIONAL BRASILEIRO Poema: Joaquim Osório Duque Estrada Música: Francisco Manuel da Silva I Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heróico o brado retumbante, E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, Brilhou no céu da Pátria nesse instante. Se o penhor dessa igualdade Conseguimos conquistar com braço forte, Em teu seio, ó liberdade, Desafia o nosso peito a própria morte! Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve! Brasil, um sonho intenso, um raio vívido De amor e de esperança à terra desce, Se em teu formoso céu, risonho e límpido, A imagem do Cruzeiro resplandece. Gigante pela própria natureza, És belo, és forte, impávido colosso, E o teu futuro espelha essa grandeza. Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil II Deitado eternamente em berço esplendido Ao som do mar e a luz do céu profundo, Fulguras, ó Brasil, florão da América, Iluminado ao sol do Novo Mundo! Do que a terra mais garrida Teus risonhos lindos campos têm mais flores; Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida no teu seio mais amores. Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve! Brasil, de amor eterno seja símbolo O lábaro que ostentas estrelado, E diga o verde-louro desta flâmula -Paz no futuro e glória no passado. Mas, se ergues da justiça a clava forte, Verás que um filho teu não foge à luta, Nem teme, quem te adora, a própria morte. Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil! HINO DO ESPÍRITO SANTO Música: Arthur Napoleão Letra: Pessanha Póvoa Surge ao longe a estrela prometida Que a luz sobre nós quer espalhar; Quando ela ocultar-se no horizonte, Há de o sol nossos feitos lumiar. Nossos braços são fracos, que importa? Temos fé, temos crença a fartar. Suprem a falta de idade e da força Peitos nobres, valentes, sem par. Estribilho Salve, oh povo espírito-santense. Herdeiro de um passado glorioso, Somos nós a falange do presente Em busca de um futuro esperançoso. Saudemos nossos pais e mestres, A Pátria, que estremece de alegria, Na hora em que seus filhos, reunidos, Dão exemplo de amor e de harmonia. Venham louros, coroas, venham flores Ornar os troféus da mocidade. Se as glórias do presente forem poucas, Acenai para nós Posteridade! Estribilho Salve, oh povo espírito-santense. Herdeiro de um passado glorioso, Somos nós a falange do presente Em busca de um futuro esperançoso. Saudemos nossos pais e mestres, A Pátria, que estremece de alegria, Na hora em que seus filhos, reunidos, Dão exemplo de amor e de harmonia. Venham louros, coroas, venham flores Ornar os troféus da mocidade. Se as glórias do presente forem poucas, Acenai para nós Posteridade! Surge ao longe a estrela prometida Que a luz sobre nós quer espalhar; Quando ela ocultar-se no horizonte, Há de o sol nossos feitos lumiar.
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DIRETORIAS DO PODER LEGISLATIVO SECRETARIA-GERAL DIRETOR-GERAL DA SECRETARIA BRUNO MARGOTTO MARIANELLI SECRETÁRIO-GERAL DA MESA CARLOS EDUARDO CASA GRANDE PROCURADOR-GERAL JULIO CESAR BASSINI CHAMUN SECRETÁRIA DA MESA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL THEREZA CHRISTINA ROSA ABELHA SECRETÁRIO DA MESA P/ASSUNTOS ECONÔMICOS FERNANDO LYRA SUBDIRETOR-GERAL JOSÉ CARLOS PEREIRA SUBPROCURADOR-GERAL - NILSON ESCOPELLE GOMES DIRETORES LEGISLATIVOS Valdecyr José Zen - DLA Ricardo Wagner Viana Pereira DLMD Eduardo Soares de Barros DLCPD Paulo Marcos Lemos DLR Naciene Luzia Modenezi Vicente DLPL João Manoel Miranda Nunes DLP Simone Victor DLMAE Arildo José Cassaro DLDI Christiane Linhalis DLSM Marcelo Siano Lima DLCPT Luzia Maria Rabello Amm de Assis - DLTP Luis Carlos Giuberti ASLM