Disciplina Química Geral



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Transcrição:

FACULDADE DE TECNOLOGIA E CIÊNCIAS CURSOS: ENGENHARIA MECATRÔNICA/AUTOMAÇÃO TURMA EME1AN Disciplina Química Geral Aula Prática 1 Segurança no Laboratório e Manuseio de Vidrarias Professor Alexandre dos Santos Machado

1. SEGURANÇA NO LABORATÓRIO QUÍMICO O laboratório de química é um local empregado para obtenção de dados sobre um certo processo. O emprego adequado dos recursos que oferecem um laboratório pode possibilitar a observação de vários fenômenos. O laboratório biológico realiza experimento com materiais que quase sempre são fontes de contaminação. As Boas Práticas de um Laboratório Biológico (seguindo as regras de Biossegurança), devem ser adotadas para minimizar a ocorrência de eventuais acidentes, contaminações ambientais e das pessoas que ali estiverem executando atividades laboratoriais. Em um laboratório biológico há que se pensar nas atividades que envolvem manipulação de microorganismos. Estes são classificados segundo a sua patogenicidade em classes de riscos 2 e 3. O laboratório químico da FTC é classificado como Classe de Risco 2 (mesmo enquadramento da maioria dos laboratórios biológicos): a) Classe de Risco 2 Risco individual moderado e risco limitado para a comunidade patógeno capaz de acusar doenças aos homens e aos animais, mas que não consiste em sério risco a quem manipula, a comunidade, aos seres vivos e ao meio ambiente quando manipulado em condições de contenção. Durante o curso, algumas vezes será necessária a manipulação com reagentes, materiais e equipamento, que quando manuseados inadequadamente, podem se tornar perigosos. É importante, então, que ao realizar um experimento, se observe as precauções e medidas de segurança que devem ser tomadas para o uso desses materiais, uma vez que, a ocorrência de acidentes em laboratório, infelizmente, não é tão rara quanto possa parecer. Com a finalidade de diminuir a freqüência e a gravidade desses eventos, torna-se absolutamente imprescindível que durante os trabalhos realizados em laboratório se observe uma série de normas de segurança: Ter sempre em mente que o laboratório é um local de trabalho sério e de risco potencial. Nunca trabalhar sozinho no laboratório. Usar sempre avental limpo e justo, que deve ser branco, de algodão, de mangas compridas e até os joelhos. Usar sapatos fechados. Usar óculos de proteção, luvas apropriadas e máscara sempre que as situações assim o exigirem. Durante o experimento as portas de entradas e saídas do laboratório devem permanecer fechadas. É proibido a entrada de crianças e animais.

O laboratório deve ser mantido sob o programa de controle de pragas e vetores urbanos. É vetado a colocação de plantas, vasos ornamentais no laboratório. Manter os cabelos, quando forem compridos, devidamente amarrados. É obrigatório a lavagem das mãos antes e depois do manuseio de cada produto químico e biológico; bem como antes de sair do laboratório. Proteger as feridas expostas. Evitar o manuseio dos aparelhos elétricos com as mãos úmidas. Não comer ou beber nada no laboratório devido ao perigo de contaminação com as substâncias tóxicas químicas e/ou biológicas. Não fumar no laboratório devido ao perigo de contaminação com substâncias tóxicas e à presença de inúmeras substâncias inflamáveis. Pesquisar as propriedades físicas e a toxicidade das substâncias que serão utilizadas antes de iniciar o experimento. Criar o hábito de ler atentamente o rótulo dos frascos / meios de cultura,etc antes de manusear qualquer substância para obter informações adicionais e tomar conhecimento dos riscos e cuidados necessários durante a sua manipulação. Fazer um planejamento cuidadoso da experiência, antes de iniciar qualquer trabalho no laboratório, verificando o procedimento e as precauções que devem ser tomadas para evitar acidentes. Não deixar abertos os frascos das substâncias que estão sendo utilizadas no experimento. Verificar o estado das tubulações de gás e instalações elétricas e de todo material existente no laboratório, que deve passar por revisões periódicas. Cuidar da limpeza adequada do material utilizado para não contaminar as substâncias com impurezas que irão prejudicar o resultado de futuras experiências. Nunca manusear ou deixar frascos com substâncias inflamáveis próximas à chama. Evitar qualquer contato das substâncias utilizadas com a pele. Nunca provar ou cheirar diretamente soluções ou substâncias utilizada nas experiências. Ao testar o odor de uma substância, deslocar com a mão, para sua direção, os vapores que se desprendem do frasco. Nunca colocar o frasco sob o nariz. Usar a capela em experiências em que ocorra a liberação de gases ou vapores ou quando se tratar de experimentos biológicos. No aquecimento de um tubo de ensaio com qualquer substância, não voltar a extremidade aberta do tubo na própria direção ou na direção de outra pessoa. Não jogar nenhum material sólido dentro de pias. Observar sempre a maneira correta de descartar as substâncias utilizadas ou obtidas em uma experiência. Nunca pipetar líquidos com a boca, usando para isso aparelhos apropriados, como pêra e macrocontrolador de pipetas. Sempre que for necessária a diluição de um ácido concentrado, adicione-o lentamente e sob agitação sobre a água. Nunca faça o contrário.

Após o experimento, cuidar da limpeza da bancada e da aparelhagem utilizada. Todos os acidentes que venham a ocorrer e que resultem em incêndios, ferimentos ou prejuízos, por menores que sejam, devem ser comunicados de imediato ao responsável, para que possam ser investigados e mencionados em um relatório, de modo a contribuírem para a aprendizagem e prevenção futuras. Consulte Fichas de Informação de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ) de todos reagentes de seu laboratório. Mantenha uma cópia em lugar de fácil acesso a todos de seu grupo de trabalho. O conhecimento é a melhor estratégia de segurança. Produtos químicos não devem ser estocados por ordem alfabética. Separe todos os reagentes em grupos quimicamente compatíveis. Armazenar os diferentes grupos separados entre si por barreiras físicas. Mantenha grupos incompatíveis o mais distante possível. Use compartimentos secundários, tais como bandejas plásticas, para acomodar os reagentes Separe líquidos de sólidos. Para evitar geração de um meio adequado para reações no caso de quebra de frascos. Os seguintes grupos devem ser segregados: Ácidos e bases. Separe os ácidos orgânicos de ácidos inorgânicos. Agentes oxidantes de redutores. Materiais potencialmente explosivos. Materiais reativos com água. Substâncias pirofóricas. Materiais formadores de peróxidos. Materiais que sofrem polimerização. Químicos que envolvem perigo: inflamáveis, tóxicos, carcinogênicos. Químicos incompatíveis Procedimentos gerais: Ácido perclórico deve ser separado de todas outras substâncias. Ácido Nítrico deve ser separado de todas outras substâncias. Ácido fluorídrico deve ser separado de todas outras substâncias. Metais reativos devem ser estocados em armário para inflamáveis. Mercúrio deve ser armazenado em frascos resistentes e condicionado em bandejas (recipiente secundário). Químicos carcinogênicos e altamente tóxicos devem ser estocados em armários isolados e ventilados. Inflamáveis inorgânicos e orgânicos devem ser armazenados separadamente em armários para inflamáveis. Verifique a incompatibilidade entre os inflamáveis orgânicos para uma segregação adequada. Materiais extremamente tóxicos ou perigosos devem ter embalagem dupla e inquebrável. Dessecadores podem ser utilizados para este fim. A separação, pela distância ou por barreiras físicas, deve ser o suficiente para prevenir a mistura de dois incompatíveis no caso de queda e quebra de recipientes.

Os produtos químicos quando dispostos lado a lado, deverão estabelecer posições que se neutralizem entre si em caso de acidentes. Os produtos químicos deverão ser armazenados devidamente rotulados nos locais previamente definidos e sinalizados. Todas as regras citadas devem ser aplicadas no armazenamento de frascos contendo resíduos químicos. Dicas para o acondicionamento de reagentes em estantes: Os produtos químicos acondicionados em recipientes de vidro deverão ser estocados em estantes próximas do piso. Os mais pesados nas prateleiras inferiores. Ácidos e bases distribuídos conforme a força relativas, mais fortes embaixo, mais fracos em cima. Os inertes podem ser agrupados de modo a facilitar sua localização. Os reagentes incompatíveis com água devem ser colocados em estantes situadas longe da tubulação de água. Sugestão para o armazenamento em armários: (prateleira mais baixa é representada pelo no 1 e a mais alta pelo no 5) o Inorgânicos: Ácidos, exceto nítrico, devem ser estocados em armários para ácidos, separados de outros químicos inorgânicos. Estoque ácido nítrico separado de outros ácidos. Reserve um compartimento separado. Armário no 1: na prateleira mais baixa, no 1, colocar hidróxidos, óxidos, silicatos, carbonatos e carbono. Na prateleira no 2, metais e hidretos (estocar distante de água); estocar sólidos inflamáveis em armário separado. Na prateleira no 3, amidas, nitratos (exceto nitrato de amônia), nitritos, azidas; estoque nitrato de amônia distante de todas outras substâncias. Na prateleira no 4, haletos, sulfatos, sulfitos, tiosulfatos, fosfatos, halogênios e acetatos. Na prateleira no 5 (a mais alta), enxofre, fósforo, arsênio, e pentóxido de fósforo. Armário no 2: na prateleira mais baixa, no 1, miscelâneas. Na prateleira no 2, cloratos, percloratos, ácido perclórico, peróxidos, hipocloritos e peróxido de hidrogênio. Na prateleira no 3, boratos, cromatos, manganatos e permanganatos. Na prateleira no 4, sulfetos, fosfetos, carbetos e nitretos. Na prateleira no5 (a mais alta), arsenatos, cianatos e cianetos (estocar longe de água). o Orgânicos (estocar substâncias venenosas em armários isolados). estocar inflamáveis em armários isolados: prateleira mais baixa, no 1, éter e cetonas; prateleira no 2, hidrocarbonetos, ésteres e etc; na prateleira mais alta, álcoois e glicóis. Armário no 1: na prateleira mais baixa, no 1, sulfetos e polisulfetos. Na prateleira no 2, compostos epóxi e isocianatos. Na prateleira no 3, éter, cetonas e cetenos, hidrocarbonetos halogenados e óxido de etileno. Na prateleira no 4, hidrocarbonetos, ésteres, aldeídos (os

inflamáveis em armário isolado). Na prateleira no5 (a mais alta), álcoois, glicois, aminas, amidas e iminas (os inflamáveis em armário isolado). Armário no 2: na prateleira mais baixa, no 1 e no 2, miscelâneas. Na prateleira no 3, ácidos orgânicos, anidridos e peracidos. Na prateleira no 4, peróxidos, azidas e hidroperóxidos. Na prateleira no5 (a mais alta), fenóis e cresóis. Evite usar o chão do laboratório e os corredores de seu departamento para armazenar produtos químicos 2. ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO Segundo o sistema de avaliação da disciplina, os alunos devem apresentar relatório referente aos experimentos realizados sobre um assunto específico do programa. Os relatórios são trabalhados em grupo e devem ser entregues nos prazos estabelecidos. I. Capa/Folha de rosto Na capa de um relatório deve constar o título do experimento realizado e o nome do(s) autor(es). A folha de rosto corresponde à folha seguinte a capa e nela devem constar: cabeçalho com o título, data da realização do experimento, nome do(s) autor(es) e instituição II. Objetivos do Experimento III. Introdução Teórica Apresentação do trabalho, no qual se justifica e discute-se teoricamente o experimento realizado através de uma pesquisa bibliográfica. Neste item, as fórmulas utilizadas no experimento devem ser deduzidas. IV. Parte Experimental Dividido em duas partes: Material Utilizado aparelhagem, vidraria, reagentes e materiais diversos. Procedimento descrição de todo o procedimento do experimento realizado. V. Resultados e Discussões Todos os resultados, tratamento de dados e observações feitas durante a realização do experimento devem ser apresentados e discutidos nesse item e relacionados com informações obtidas na literatura. As medidas e os dados obtidos devem ser organizados em forma de tabela. A apresentação de cálculos, gráficos e resposta de questionários, quando houver, também devem fazer parte deste item.

VI. Conclusões, comentários e sugestões Neste item, além de serem apresentadas as conclusões do experimento realizado, pede-se que se faça uma avaliação resumida sobre o experimento realizado e o aproveitamento e aprendizado dos alunos. VII. Bibliografia 3. MATERIAL BÁSICO DE LABORATÓRIO A execução de qualquer experimento na Química envolve geralmente a utilização de uma variedade de equipamentos de laboratório, a maioria muito simples, porém com finalidades específicas. O emprego de um dado equipamento ou material depende dos objetivos e das condições em que a experiência será executada. EQUIPAMENTO DE VIDRO : Vidro Comum: Não podem ser aquecidos, pois não resistem a variações bruscas de temperatura. Possuem baixa resistência química e mecânica. São os que apresentam o menor custo. Vidro Pirex: Resistente ao choque térmico. Possui boa resistência química, suportando ácidos fortes, cloro, bromo e solventes orgânicos como benzeno e fenol. É atacado pelos ácidos fluorídrico e fosfórico concentrado e a quente e por soluções de bases fortes como soda cáustica e potassa cáustica. Apresentam-se incolores ou levemente âmbar. Apesar do custo elevado, são os mais utilizados em laboratório. Vidro de Quartzo Fundido: Muito resistente a variações bruscas de temperatura. Não apresenta desgaste químico. Somente é atacado pelos ácidos fluorídrico e fosfórico a quente e por bases fortes em fusão.são translúcidos ou transparentes. São os que apresentam o maior custo.

TUBOS DE ENSAIO: Usados para realização de reações químicas em pequena escala, principalmente testes qualitativos, ou seja, feitos para identificar as substâncias que compõem uma determinada amostra. BALÃO DE FUNDO CHATO: É usado para aquecer brandamente líquidos ou soluções e fazer reações com desprendimentos gasosos. ERLENMEYER: Devido a seu gargalo estreito, é usado para dissolver substâncias e agitar soluções. Também é utilizado no aquecimento de líquidos sobre a tela de amianto e integra várias montagens como filtrações, destilações e titulações. BALÃO DE FUNDO REDONDO: Usado para aquecer líquidos ou soluções, fazer reações com desprendimentos gasosos e em montagens de refluxo. BALÃO VOLUMÉTRICO: Usado para preparar e diluir soluções com volumes precisos e prefixados. BÉQUER: Usado para dissolver uma substância em outra, preparar soluções em geral, inclusive soluções exotérmicas, aquecer líquidos sobre tela de amianto e realizar reações.

BALÃO DE DESTILAÇÃO: Utilizado em montagens de destilação. CONDENSADOR DE LIEBIG OU DE TUBO RETO: Usado para condensar os vapores produzidos nas montagens de destilação. PROVETA: Aparelho, normalmente graduado, usado para medir volumes variáveis de líquidos, dentro de sua escala, sem grande precisão. ALONGA: Conector entre o condensador e o frasco coletor em um sistema de destilação. CONDENSADOR DE SERPENTINA: É utilizado para condensar vapores em montagens de destilação. PIPETAS GRADUADAS: Medem volumes variáveis de líquidos com boa precisão, dentro de uma determinada escala. COLUNAS DE FRACIONAMENTO: Usada para separar líquidos voláteis com pontos de ebulição próximos, em aparelhos de destilação fracionada.

CONDENSADOR DE BOLAS (ALIHIN): Utilizado para condensar vapores em montagens com aquecimento sob refluxo. PIPETAS VOLUMÉTRICAS: Fabricadas e calibradas para medir com grande precisão um volume único e fixo de líquidos, em geral abaixo de 100 ml. BURETA: Equipamento calibrado com graduação para medida precisa de volume de líquidos. Permite o escoamento controlado do líquido através da torneira e é muito utilizado em titulações. KITASSATO E TROMPA DE VÁCUO: Usados em filtrações a vácuo, ou seja, nas quais é provocado um vácuo parcial dentro do recipiente para acelerar o processo de filtração, evitando a contaminação do resíduo sólido pelo meio ambiente

TUBO EM U: É mais utilizado nas montagens de eletrólise (decomposição da substância feita pela passagem de corrente elétrica). FUNIL COMUM: Usado para filtrar misturas com auxílio de papel de filtro ou para transferir líquidos de um recipiente para outro. VIDRO DE RELÓGIO: Normalmente é utilizado na pesagem e no transporte de substâncias e também para cobrir a cápsula de porcelana, de modo a proteger os sólidos e evitar a perda de reagentes. BAQUETA: É utilizada para agitar soluções ou transferir líquidos de um recipiente para outro. FUNIL DE DECANTAÇÃO: Usado para separar líquidos imiscíveis. Também conhecido por funil de bromo, devido a cor vermelha do vidro utilizado na confecção de alguns desses equipamentos.

PLACA DE PETRI: Recipientes rasos de vidro ou acrílico com tampa utilizados para secagens de substâncias. TUBO DE THIELE: É usado na determinação do ponto de fusão das substâncias. UTENSÍLIOS GERAIS: São equipamentos auxiliares ou específicos para uma determinada operação. Podem ser feitos de materiais diversos, tais como : a) Porcelana : é resistente ao choque térmico, suporta temperaturas elevadas, possui boa resistência química. É atacada apenas por bases fortes em fusão. b) Metais e ligas metálicas: Apresentam ponto de fusão elevado, são de fácil limpeza e resistente ao ataque químico e mecânico. Os mais utilizados no laboratório são: ferro alumínio, platina cobre, níquel, aço e aço inox (liga de ferro e carbono com 18% de cromo e 8% de níquel). c) Plástico : as propriedades dependem do tipo de plástico utilizado, por exemplo: - politetrafluoretileno (teflon) possui elevada resistência química. a. Policarbonato alta resistência ao impacto. b. Poliestireno ( isopor) ótimo isolante térmico. Podem ser encontrados rígidos ou maleáveis, transparentes ou opacos, normalmente possui baixa densidade ( são leves) e custo baixo.

BOLINHAS DE VIDRO OU PORCELANA: Utilizadas em montagens de refluxo e destilação para evitar a superebulição, fenômeno em que um líquido ferve numa temperatura maior que o seu ponto de ebulição. CÁPSULA: É feita normalmente de porcelana ou metal e pode ser aquecida diretamente na chama. É usada para dissolver sólidos em líquidos e concentrar soluções por evaporação do solvente. FUNIL DE BUCHNER: É feito de porcelana. Indicado para filtrações à vácuo, recomendado quando as partículas sólidas dissolvidas são muito pequenas e formam uma pasta entupindo os poros do papel de filtro. É utilizado junto com o kitassato. CADINHO: Recipiente feito de porcelana, ferro, prata ou platina. Pode ou não ter tampa. Resiste a elevadas temperatura, sendo utilizado para calcinações ( processo de decomposição de substâncias sem oxidação). DESSECADOR: Aparelho que contém substâncias higroscópicas, isto é, que absorvem a umidade do meio. Como, por exemplo, o cloreto de cálcio ou a sílica gel. Pode ser feito de vidro ou porcelana e é usado quando é necessário esfriar ou preservar algum material sem que haja absorção de umidade.

ALMOFARIZ E PISTILO: São usados para triturar sólidos. Normalmente são feitos de porcelana ou ágata. BICO DE BUNSEN: Aparelho ligado ao gás, que serve para o aquecimento de materiais não inflamáveis. Possui em sua base um regulador de entrada de ar para controlar o tipo de chama, impedindo a entrada de ar, a chama torna-se amarela e relativamente fria (ou melhor, com temperatura mais baixa), a combustão é incompleta. Aumentando a entrada de ar, a chama torna-se azul, mais quente, e forma um cone interior, distinto, mais frio. Zona Neutra: é uma zona interna próxima da boca do tubo, limitada por uma camada azulada que contém os gases que ainda não sofreram combustão (na zona neutra não ocorre combustão do gás). É a região de menor temperatura da chama, variando entre 300 o C e 530 o C. Zona Redutora: uma zona intermediária, luminosa, que fica acima da zona neutra e forma um pequeno cone, onde se inicia a combustão do gás, caracterizada por ser incompleta devido a deficiência no fornecimento de gás oxigênio. Na zona redutora forma-se gás monóxido de carbono, que se decompõe por ação do calor,dando origem a pequenas partículas de carbono, que, sendo incandescentes, dão luminosidade à chama e espalham-se sobre a tela de amianto na forma de negro de fumo (carbono finamente dividido). É uma região da chama de temperatura intermediária, variando entre 530 o C e 1540 o C. Zona Oxidante ( comburente): é uma zona externa de cor violeta-pálido, quase invisível, que compreende toda região acima e ao redor da zona redutora, onde os gases que são expostos ao ar sofrem

combustão completa, formando gás carbônico e água. É a região de maior temperatura da chama, podendo chegar a 1570 o C. TELA DE AMIANTO: Trata-se de uma tela metálica ( de aço ), com o centro recoberto de amianto ou cerâmica, utilizada para distribuir uniformemente o calor recebido do bico de Bunsen para todo o recipiente, durante um aquecimento indireto. TRIPÉ DE FERRO: É usado para dar sustentação à tela de amianto ou ao triângulo de porcelana. Em geral, é feito de ferro fundido. MANTA ELÉTRICA: É utilizada para o aquecimento de substâncias e misturas inflamáveis que, em geral, são dispostas em balões de fundo redondo de vidro refratário. GARRA METÁLICA: Serve para fixar os diversos equipamentos, como condensador, erlenmeyer, balão de fundo redondo, béquer no suporte universal, mantendo a montagem estável. PIPETADOR DE BORRACHA OU PÊRA: É usado para encher pipetas por sucção, principalmente no caso de líquidos que são voláteis, irritantes ou tóxicos.

SUPORTE UNIVERSAL: É usado para dar sustentação aos equipamentos em diversas montagens, como filtração, destilação e refluxo. MUFA: Usado para a fixação de garras metálicas ao suporte universal em diversos ângulos. PINÇAS PARA VIDRARIA: Podem ser de ferro ou de madeira. São utilizadas para segurar tubos de ensaio, becker e erlenmeyer durante o aquecimento. ANEL DE FERRO: Suporte para funil de vidro em montagem de filtração, decantação e para telas de amianto, no caso de aquecimentos. ESPÁTULAS: Podem ser feitas de aço, de plástico ou de madeira. São utilizadas para transferência de sólidos ou como elementos cortantes.

SUPORTE PARA TUBOS DE ENSAIO: Sustentação de tubos de ensaio na posição vertical. FURADOR DE ROLHAS: Utilizada para fazer furos de diâmetros variados em rolhas de cortiça ou de borracha. DENSÍMETRO: Mede a densidade de uma substância ou solução na fase líquida. FRASCO LAVADOR: É usado para a lavagem de frascos e precipitados. BALANÇA DE PLATAFORMA: Mede a massa de materiais sólidos e líquidos com uma sensibilidade de +/- 0,1g.

TERMÕMETRO: É utilizado para o controle e a medida de temperatura. É encontrado com diversas capacidades e graduações. BALANÇA ANALÍTICA: Mede a massa de materiais sólidos e líquidos com no máximo 210 g e no mínimo 10 mg, com uma sensibilidade de 0,1 mg. AUTOCLAVE: Aparelho utilizado para inativar (esterilizar) microorganismos e utensílios através de calor úmido, com alta temperatura (121ºC) e pressão (1 atm). ESTUFA BACTERIOLÓGICA: Equipamento utilizado em temperatura ideal, para cultivar os meios de cultura, favorecendo o crescimento do microorganismo (quando presente). MEMBRANA FILTRANTE: Membrana circular, utilizada como meio filtrante de amostras destinadas a análises bacteriológicas. Após a filtração a membrana é colocada sob placas de petri contendo meios de cultura adequados.

CONTADOR DE COLÔNIAS: Aparelho utilizado para contagem de colônias existente por cada campo (técnica das membranas filtrantes). FRASCO COLETOR: Frasco utilizado em coleta de amostras de água para análises físico-químicas-biológicas. PAPEL DE FILTRO: Utilizado nas filtrações comuns e a vácuo. O papel de filtro é encontrado com vários diâmetros diferentes cuja medida deve ser escolhida em função do sólido que será retido e não do líquido filtrado. Pode ser utilizado de duas maneiras: Papel de filtro dobrado liso: deve ser dobrado quando se deseja produzir uma filtração mais lenta, utilizado quando o que mais interessa no processo é o líquido. A técnica para obter o papel de filtro dobrado segue o esquema abaixo:

1. Dobrar o papel ao meio. 2. Dobrar o papel novamente para obter um ângulo de aproximadamente 10ºC(não vincar a dobra). 3. Cortar um canto do papel para facilitar a aderência ao funil de vidro. Abrir o papel em cone e colocá-lo no funil, umedecendo levemente com o líquido que será filtrado e pressionando a parte superior do filtro contra a parede do funil para uma perfeita aderência. Papel de filtro pregueado: Deve ser pregueado quando se deseja fazer uma filtração mais rápida (maior superfície de filtração), principalmente quando a parte que mais interessa é o resíduo sólido. A técnica para obter o papel de filtro pregueado segue o esquema abaixo: 1. Dobrar o papel ao meio. 2. Dobrar outra vez o papel ao meio, repetindo esta operação pelo menos quatro vezes. 3. Não fazer vincos no vértice do papel.

4. Abrir as pregas e umedecer o papel levemente com o líquido a ser filtrado. 4. TÉCNICAS BÁSICAS DE LABORATÓRIO AIgumas instruções a respeito do uso de equipamentos e operações básicas de laboratório são necessárias visto que os mesmos serão empregados na realização das experiências propostas. Não se pretende fazer uma discussão completa de cada caso e nem de apresentar todas as operações possíveis. No caso de se desejar obter informações mais detalhadas, recomenda-se consulta à literatura. 5.3 MEDIDAS DE SÓLIDOS E LÍQUIDOS 5.1 Determinação de massa Sólidos e líquidos podem ser quantitativamente medidos determinandose suas massas com auxílio de uma balança. Embora se trate de uma medida de massa, o procedimento é comumente denominado "pesagem". As balanças são aparelhos delicados e caros que devem ser manejados com cuidado. Devem ser levadas em conta as seguintes precauções: A balança deve ser mantida limpa. Caso algum material caia sobre o prato ou outra parte da balança deve ser imediatamente removido. Somente objetos sólidos, limpos e secos são colocados diretamente sobre o prato da balança. Todos os Iíquidos ou reagentes sólidos devem ser colocados num recipiente apropriado para serem pesados (béquer, pesa-filtro, vidro de relógio etc.). Os objetos a serem pesados devem estar a temperatura ambiente. 5.1 Medida de Volume de Líquidos As vidrarias utilizadas para medida de volumes são normalmente: a proveta, a pipeta e a bureta. A proveta é usada para medidas de menor precisão, enquanto usa-se pipeta, bureta para medidas mais precisas. A proveta é empregada para medir um volume predeterminado ou também por diferença, isto é, cheio completamente e depois esvaziando de certa quantidade. A bureta e a pipeta graduada são em geral cheias completamente e depois esvaziadas conforme o volume de líquido que se quer medir. A pipeta vo!umétrica fornece um volume determinado de líquido conforme a sua capacidade.

Quando se mede o volume numa proveta, bureta ou pipeta, o nível do líquido no recipiente é comparado com linhas calibradas existentes na parede do mesmo. A parte inferior do menisco (superfície curva do líquido) é usualmente considerada como sendo o nível do líquido. As leituras são mais precisas quando o nível do olho coincidir com o nível do menisco para evitar o erro de paralaxe (Fig. 1 e 2). Fig. 1 e 2- Leitura do menisco de um líquido 5.3 MANUSEIO DE UM BICO DE BUNSEN O bico de Bunsen é usado no aquecimento de materiais não inflamáveis. A figura 3 mostra o esquema de um bico de Bunsen. O gás chega ao bico por meio de um tubo de borracha ligado à entrada de gás. O ar, necessário à combustão, entra através de orifícios em torno do anel que existe na base do bico. O ar e o gás se misturam no tubo e quantidade de ambos pode ser regulada manualmente. A regulagem do fluxo de gás é feita na torneira de gás ou pelo regulador que alguns bicos possuem na base. O ar é regulado através do anel giratório. Ao se acender a mistura gás-ar, deve-se obter uma chama azul com o aspecto mostrado na figura 4. Notam-se duas regiões cônicas distintas: a interna, mais fria, chamada de zona redutora, e a externa, quase invisível, chamada de zona oxidante. A parte mais quente da chama está situada logo acima do cone interno. Este é o tipo de chama mais usado nas operações de laboratório.

Fig.3 Partes de um bico de Bunsen Fig.4 Regiões da chama 5.3 MATÉRIA Será que o ar está mesmo em qualquer lugar e é matéria? Se você acha difícil acreditar, faça a seguinte experiência: Pegue uma esponja de plástico, mergulhe-a numa bacia de água e esprema a esponja em seguida. Veja o que acontece. Pegue um frasco plástico vazio e mergulhe a boca dele em água. Aperte o frasco. Observe a saída de bolhas de ar. Pegue uma bacia cheia de água. Emborque um béquer vazio nela, tomando o cuidado de não inclinar o béquer. Veja se a água entra no béquer. Experimente colocar papel de jornal amassado no fundo do béquer, você vai ver que o papel não se molha, mesmo você mergulhando o béquer totalmente na água. O papel não se molha porque o ar que está dentro do béquer não deixa a água chegar no papel. Num outro béquer, coloque papel amassado até enchê-lo e emborque-o na água. Você vai ver que o papel fica molhado. Porque isto acontece? O que você pode concluir dessa experiência?

5.3 TÉCNICA DE DECANTAÇÃO Um jornaleiro não conseguiu separar a areia da água do mar por decantação. Na hora de despejar a água limpa, ele misturou tudo de novo. Para isso dar certo, deve-se inclinar o béquer só um pouco, aumentando a inclinação à medida que a água vai saindo. Se isso não funcionar para tirar o restinho de água, pode-se usar um conta-gotas. Se a quantidade de água for muito grande ¾ no caso de um balde ¾ pode-se tirar a água com um sifão. Para isso põe-se a ponta de uma pequena mangueira no balde, só um pouquinho acima do sólido decantado. A outra ponta da mangueira vai num outro balde, que deve estar um pouco abaixo do primeiro. Puxa-se a água até ela começar a correr sozinha. Para fazer o líquido escoar através do sifão, encha a mangueira com o líquido que vai ser puxado e faça como na figura acima. Cuidado! Quando usar sifão, nunca puxe o líquido com a boca. Mesmo que você tome cuidado para o líquido não entrar na boca, na hora de aspirar, você vai respirar seus vapores e isso é muito prejudicial. Use uma bombinha. 5.3 TÉCNICA DE FILTRAÇÃO Num laboratório de Química, usa-se um papel de filtro redondo para filtrar. Dobra-se esse papel conforme descrito a seguir e anteriormente. Abrindo-o como mostra a figura abaixo, coloca-se o papel num funil e o funil, num suporte. Despeja-se a mistura que se quer filtrar no papel, com o cuidado de nunca encher totalmente o funil. Observação: a haste do funil deve ficar encostada na parede do recipiente que vai receber o líquido.

5.3 DISSOLUÇÃO Tente dissolver o sal na água, mas a quantidade de sal deve ser tal que sobre no fundo do béquer, ou seja, sobre sal sem se dissolver. Esse tipo de solução, que não consegue mais dissolver soluto, se chama solução saturada. O jornaleiro acrescentou mais água, até dissolver todo sal. Essa solução se chama solução insaturada. 5.3 DESTILAÇÃO