Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - INMETRO Portaria n o 114 de 16 de outubro de 1997. O PRESIDENTE DO INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE INDUSTRIAL - INMETRO, no uso de sua atribuições, conferidas pela Lei nº 5.966, de 11 de dezembro de 1973 e tendo em vista o disposto no artigo 39, inciso VIII, da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 e na alínea "a" do subitem 4.1 da Resolução CONMETRO nº 11, de outubro de 1988, resolve: Considerando que os medidores tipo rotativo e tipo turbina utilizados nas medições de gases devem atender a especificações mínimas, de forma a garantir a sua confiabilidade metrológica. Considerando as Recomendações da Organização Internacional de Metrologia Legal sobre o assunto, amplamente discutidas com os fabricantes nacionais, importadores, entidades de classe e organismos governamentais interessados, resolve baixar Portaria com as seguintes disposições: Art.*1 º Art.*2 º Fica aprovado o Regulamento Técnico Metrológico, anexo à presente Portaria, estabelecendo as condições a que devem satisfazer os medidores tipo rotativo e tipo turbina utilizados nas medições de gases. A fabricação de medidores, dos tipos referidos no artigo 1º, desta Portaria, deverá, a partir de 01 de julho de 1999, atender integralmente às prescrições deste Regulamento Técnico Metrológico. 1º Os medidores nas características em que são atualmente produzidos, serão submetidos a ensaios de verificação inicial a partir de 01 de julho de 1998. 2º Os medidores já instalados e em utilização pelas empresas e serviços de abastecimento de gás, continuarão a ser utilizados, enquanto os erros máximos que apresentarem estiverem dentro do estabelecido no Regulamento Técnico Metrológico, ora aprovado. Art.*3 º Art.*4 º A infrigência a quaisquer dispositivos do Regulamento Técnico Metrológico, ora aprovado, sujeitará os infratores às penalidades previstas no artigo 9º, da Lei 5.966 de 11 de dezembro de 1973. Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial de União. JULIO CESAR CARMO BUENO Presidente do INMETRO 1
REGULAMENTO TÉCNICO METROLÓGICO A QUE SE REFERE A PORTARIA N O 114 DE 16 DE outubro DE 1997. 1 Objetivo e campo de aplicação 1.1 O presente Regulamento estabelece as condições mínimas a que devem satisfazer os medidores tipo rotativo e tipo turbina utilizados nas medições de gases, as quais envolvem as atividades previstas no item 8 da Resolução CONMETRO n 11/1988. 2 DEFINIÇÕES 2.1 Medidores tipo rotativo : Medidores nos quais as paredes internas que definem as câmaras medidoras entram em rotação e o volume de gás escoado é função do número de revoluções dessas paredes. 2.2 Medidores tipo turbina : Medidores nos quais o escoamento do gás coloca em movimento um rotor e o volume do gás escoado é função do número de revoluções desse rotor. 2.3 Vazão (Q) : Volume do gás que escoa através do medidor por unidade de tempo, expresso em metros cúbicos por hora. 2.4 Vazão mínima (Q min ) : Vazão acima da qual todo o medidor deve permanecer dentro dos erros máximos admissíveis, expressa em metros cúbicos por hora. 2.5 Vazão máxima (Q máx ) : Maior vazão na qual o medidor deve operar permanecendo dentro dos erros e perda de pressão máxima admissíveis, expressa em metros cúbicos por hora. 2.6 Pressão máxima de trabalho (P máx ) : Máxima pressão a que pode ser submetido o medidor em trabalho contínuo, sem que ocorram alterações em suas características construtivas e metrológicas. 2.7 Perda de pressão( P ) : Valor da perda de pressão em um ciclo de trabalho correspondente à média entre os valores máximo e mínimo, expressa em Pascal. 2.8 Erro admissível : Erro máximo que o medidor pode indicar quando operando dentro da faixa de vazões de trabalho. 2.9 Designação do medidor (G) : Convenção que designa a capacidade do medidor. 2.10 Faixa de vazões de trabalho : Valores compreendidos entre as vazões máximas e mínimas correspondentes aos medidores de gases conforme mostrado na tabela 1: 2
Designação do medidor (G) TABELA 1 - Classificação dos medidores Q máx (m 3 /h) Faixa de medição Observações : 1:10 1:20 1:30 1:50 Q min (m 3 /h) 16 25 2,5 1,3 0,8 0,5 25 40 4,0 2,0 1,3 0,8 40 65 6,0 3,0 2,0 1,3 65 100 10,0 5,0 3,0 2,0 100 160 16,0 8,0 5,0 3,0 160 250 25,0 13,0 8,0 5,0 250 400 40,0 20,0 13,0 8,0 400 650 65,0 32,0 20,0 13,0 650 1000 100,0 50,0 32,0 20,0 1000 1600 160,0 80,0 50,0 32,0 - A designação G pode ser usada como referência nominal; - São aceitos também medidores de designação igual a múltiplos decimais das últimas cinco linhas da tabela acima. 2.11 Condição de operação : Condição de temperatura e pressão em que se encontra o gás a ser medido. 2.12 Condição Base : Condição de referência para a qual deve ser convertida a leitura de volume. 2.12.1 A condição base de temperatura deve ser 20 C. 2.12.2 A condição base de pressão deve ser 101 325 Pa. 2.13 Dispositivo de conversão : Dispositivo que converte as leituras de volume nas condições de operação para as condições base. 2.14 Dispositivo indicador : Conjunto de componentes que indica o valor da grandeza medida ou um valor a ela relacionada. 2.15 Curvas características : Curvas de erro de medição e perda de pressão em função da vazão. 3
2.16 Rotor : Parte do mecanismo do medidor que gira pela ação direta do gás escoado. 2.17 Turbina de escoamento total : Aquela onde todo escoamento do gás passa pelo rotor. 2.18 Turbina de inserção : Aquela em que o rotor é inserido na tubulação e apenas parte do escoamento do gás passa pelo mesmo 2.19 Erro de medição : sendo : E = Erro de medição em porcentagem; C = Volume indicado pelo medidor, em metros cúbicos; C 1 = Volume verdadeiro convencional escoado pelo medidor, em metros cúbicos. 3 CONSTRUÇÃO 3.1 Geral Os medidores de gás devem ser projetados e fabricados de maneira que seus erros não excedam os erros máximos admissíveis em condições normais de temperatura de operação, conforme indicado no item 5.1 e dentro das faixas de temperatura e pressão do gás medido (condições de operação), conforme especificado pelo fabricante. 3.1.1 Materiais Os medidores de gás devem ser fabricados com materiais robustos que sofram pouca alteração com o tempo de uso e suficientemente resistentes à corrosão e ao ataque químico dos gases com os quais o medidor está previsto para operar. 3.1.2 Carcaça As carcaças dos medidores devem ser estanques quando submetidas à pressão máxima de trabalho. Caso os medidores sejam instalados à céu aberto eles devem ser resistentes a intempéries. 3.1.3 Proteção contra interferências externas Os medidores devem ser construídos de forma que qualquer interferência mecânica passível de afetar a exatidão da medição só seja possível mediante dano visível ao medidor ou às suas marcas de proteção e verificação. 3.1.4 Sentido de escoamento Nos medidores que registrem positivamente a passagem do escoamento em apenas uma direção, essa direção deve ser indicada através de uma seta. 3.1.5 Propriedades metrológicas A uma vazão equivalente à Q Máx o medidor deve ser capaz de funcionar continuamente por um intervalo de tempo de 1000 horas sem que as suas propriedades metrológicas sejam alteradas, e mantendo-se os valores limites estabelecidos nesta portaria. 3.2 Detalhes de construção 3.2.1 Medidores tipo rotativo 4
3.2.1.1 Medidores tipo rotativo devem comportar duas tomadas de pressão estática, na entrada e na saída, nas proximidades das conexões (flanges), para medir a perda de pressão. A pressão medida a montante constitui a pressão de medição. 3.2.1.2 Medidores do tipo rotativo podem comportar um dispositivo manual que permita fazer girar os pistões, na condição de que esse dispositivo não interfira no funcionamento correto do medidor. 3.2.1.3 Os mancais dos eixos dos medidores tipo rotativo, de designação superior a G160, devem ser construídos de maneira a serem substituídos sem danos aos selos de proteção. 3.2.2 Medidores tipo turbina 3.2.2.1 Os medidores tipo turbina devem comportar uma tomada de pressão que permita ( se for o caso de maneira indireta ) a determinação da pressão imediatamente à montante do rotor da turbina, como pressão de medição. 3.2.2.2 Se existir à montante do rotor da turbina um dispositivo de estrangulamento do escoamento do gás, o medidor pode comportar além da tomada de pressão exigida em 3.2.2.1, uma segunda tomada de pressão, situada imediatamente antes deste estrangulamento, de maneira a permitir a medição da perda de pressão devido ao estrangulamento. 3.2.3 Tomadas de pressão 3.2.3.1 As aberturas das tomadas de pressão devem possuir diâmetro de, no mínimo, 3 mm. No caso de tomadas de pressão em formas de fenda, as fendas devem possuir largura mínima de 2 mm na direção do escoamento e uma seção transversal mínima de 10 mm 2. 3.2.3.2 As tomadas de pressão devem ser munidas de dispositivos de fechamento que as torne estanque ao gás. 3.2.3.3 A tomada de pressão de medição deve portar de maneira visível e indelével a indicação "Pm" e as demais, a indicação "P". 3.3 Marcações 3.3.1 Cada medidor de gás deve ter, agrupados na placa frontal ou numa placa de identificação especial, os seguintes dados, de forma clara, visível e indelével : a) número da portaria da aprovação de modelo; b) símbolo ou marca do fabricante; c) número de série; d) ano de fabricação; e) designação do medidor (G); f) vazão máxima: ( Q Máx ) em m 3 / h ; g) vazão mínima: (Q min ) em m 3 / h; h) pressão máxima de trabalho ( P Máx ) em Pa ; 5
i) país de origem; j) a faixa das condições de operação na qual o medidor deve trabalhar dentro dos erros máximos admissíveis, expresso na forma : t m =... -... ºC ; p m =... -... Pa ( ou kpa ou MPa ) ; k) se requerido, uma designação comercial do medidor de gás, um número de série especial, o nome do distribuidor de gás, o nome do reparador e o ano de reparo. 3.4 Dispositivo indicador 3.4.1 Condições gerais 3.4.1.1 Todo medidor deve possuir um dispositivo que indique diretamente o volume do gás medido em m 3. 3.4.1.2 O dispositivo indicador pode ser : a) um dispositivo indicador mecânico, conforme item 3.4.2; b) um dispositivo indicador eletromecânico ou eletrônico, conforme item 3.4.3; c) uma combinação de ambas situações anteriores. 3.4.1.3 O dispositivo indicador deve enquadrar-se em uma das alternativas : a) um dispositivo indicador totalizando o volume nas condições de operação. O símbolo "m 3 " é uma marca obrigatória da placa de identificação; b) dois dispositivos indicadores, um totalizando o volume nas condições de operação, e o outro nas condições base. O símbolo m 3 é marca obrigatória da placa de identificação, bem como as condições de base em conformidade com os subítens 2.12.1. e 2.12.2; 3.4.1.4 O dispositivo indicador deve ser construído de maneira a viabilizar a leitura por simples justaposição. 3.4.1.5 O número de dígitos do dispositivo indicador, considerando-se as condições base (ou condições de operação, caso o medidor se enquadre na situação prevista na alínea a do subítem 3.4.1.3), deve ser suficiente para possibilitar a totalização de um volume equivalente ao funcionamento do medidor durante 2.000 horas na vazão máxima, à temperatura mínima, e caso seja aplicável, à pressão máxima, sem que os dígitos retornem a posição inicial. 3.4.2 Dispositivo Indicador Mecânico 3.4.2.1 O dispositivo indicador mecânico deve ser constituído por roletes, com exceção do último elemento (aquele de menor resolução) 3.4.2.2 Quando o dispositivo indicador possuir roletes indicando submúltiplos de m 3, estes devem ser separados dos demais roletes através de um sinal decimal de boa visibilidade, assegurando-se a distinção clara e visível dos dígitos referentes a submúltiplos de m 3. 3.4.2.3 No caso do último rolete ser um múltiplo decimal de m 3, a placa de identificação do 6
dispositivo indicador deve incluir alternativamente as marcações: a) um ou mais zeros fixos, conforme o caso, após o último rolete. b) a marcação "x10" (ou "x100", ou "x1000", etc), de maneira que a leitura seja sempre feita em m 3. 3.4.2.4 O dispositivo de indicação mecânico deve ser provido de um número suficiente de roletes que assegure que o mesmo não retorne a zero quando for escoado um volume de gás equivalente a 2000h de funcionamento na vazão máxima. 3.4.2.5 O diâmetro mínimo dos roletes deve ser de 16 mm. 3.4.2.6 O avanço de um rolete deve ocorrer quando um rolete imediatamente inferior estiver passando pelo último décimo de seu deslocamento. 3.4.2.7 O dispositivo indicador mecânico deve ser facilmente removível quando esta remoção for necessária para verificação. 3.4.3 Dispositivo indicador eletromecânico ou eletrônico 3.4.3.1 A indicação do volume totalizado pelos dispositivos indicadores eletromecânicos e eletrônicos não deve ser zerável ou volátil (isto é, deve manter sempre a última indicação de volume totalizado mesmo que ocorra uma interrupção no fornecimento de energia). 3.4.3.2 Aplicam-se aos indicadores eletromecânicos e eletrônicos as prescrições dos itens 3.4.2.2. e 3.4.2.3. 3.5 Elemento de teste 3.5.1 Disposições gerais 3.5.1.1 Os medidores devem ser construídos de maneira a viabilizar a execução dos ensaios de desempenho em períodos de tempo relativamente curtos, mantendo, no entanto, a incerteza dos ensaios dentro dos limites estabelecidos pelas portarias e normas técnicas vigentes. Por esta razão, os medidores devem incorporar elemento de teste ou possuir meios que permitam o acoplamento com elementos de teste portáteis. 3.5.1.2 Caso o medidor possua dois dispositivos indicadores, em conformidade com a alínea b) do item 3.5.1.3 cada um deles deve dispor de um elemento de teste obedecendo as prescrições do item 3.5.1.1. 3.5.2 Elemento de teste integrado a um dispositivo indicador mecânico 3.5.2.1 O elemento de teste pode ser constituído pelo último elemento do dispositivo indicador sob uma das duas formas seguintes : a) um cilindro em movimento contínuo que incorpore uma escala graduada; b)um ponteiro deslocando-se sobre uma escala fixa ou um disco munido de uma escala graduada, deslocando-se em relação a uma referência fixa. O diâmetro da escala graduada deve ser, no mínimo, de 16 mm. 3.5.2.2 Na escala graduada do elemento de teste referida na alínea b) do item 3.5.2.1., o valor de uma revolução completa do ponteiro deve ser indicado na forma : "1 tr = m 3 (ou 7
dm 3 )". O início da escala deve ser indicado pelo algarismo zero. 3.5.2.3 O intervalo de escala deve ser constante para toda a escala e não inferior a 1 mm. 3.5.2.4 O intervalo de escala deve ser na forma 1 x10 n, 2 x10 n ou 5 x10 n m 3 (sendo n um número inteiro, positivo, negativo ou nulo) 3.5.2.5 Os traços de graduação da escala devem ser finos e uniformes. Caso o intervalo de escala seja na forma 1 x10 n m 3, ou 2 x10 n m 3, marcações múltiplas de 5, ou 5 x10 n m 3, marcações múltiplas de 2, as marcações principais devem ser diferenciadas por um maior comprimento. Os traços da escala devem ser suficientemente finos, permitindo uma leitura fácil e exata. 3.5.2.6 O elemento de teste deve ser munido de um traço contrastante em relação às divisões da escala graduada que possa permitir varredura fotoelétrica automática. Este traço não deve obstruir ou prejudicar a leitura das demais marcas de graduação da escala normal e sua presença não deve prejudicar a exatidão da leitura. 3.5.2.7 A escala do elemento de teste deve satisfazer as exigências da tabela 2 : TABELA 2 Intervalo de escala e numeração do elemento de teste Designação G, por faixa de vazão 1:10 / 1:20 1:30 1:50 Máximo intervalo de escala (m 3 ) Intervalo entre dígitos (m 3 ) - - 16 0,0002 0,001 16-65 16-100 25-160 0,002 0,01 100-650 160-1000 250-1600 0,02 0,1 1000-10000 1600-10000 2500-16000 0,2 1 16000 16000 25000 2 10 3.5.2.8 O intervalo de escala do elemento de teste de um dispositivo indicador nas condições base deve ser inferior a 0,1% do volume convertido, medido em três minutos, na vazão máxima,à temperatura máxima e, se for o caso, à pressão mínima. 3.5.3 Elemento de teste constituído por um gerador de pulsos 3.5.3.1 Um gerador de pulsos pode ser utilizado como elemento de teste, desde que satisfaça aos requisitos dos itens 3.5.3.2. a 3.5.3.5. 3.5.3.2 O valor de um pulso expresso em unidades de volume deve ser indicado no medidor. Este valor deve ser expresso com pelo menos 6 casas decimais, a menos que coincida com um número inteiro ou fração decimal da unidade de volume marcada no medidor. 3.5.3.3 O valor do pulso deve ser calculado a partir da relação de transmissão entre a indicação do medidor e o ponto onde os pulsos são gerados. O fabricante deverá 8
submeter a documentação inerente a este cálculo para que o mesmo seja verificado. 3.5.3.4 O medidor de gás deve ser construído de maneira que o do valor do pulso possa ser verificado experimentalmente antes do ensaio de desempenho, com uma incerteza inferior a 0,05%. 3.5.3.5 Caso seja utilizado um gerador de pulsos removível, este deve ser facilmente acoplado e removido do medidor. Caso o medidor de gás tenha de fornecer um torque adicional para acionar o gerador de pulsos, este torque deve ter influência desprezível no funcionamento do mesmo. Considera-se que o gerador de pulsos removível atende este requisito quando sua influência no resultado do ensaio de desempenho na vazão de 0,1 Q Máx for inferior a 0,1 %. 3.6 Dispositivos adicionais 3.6.1 Os medidores de gás podem ser equipados com: a) dispositivo de pré-pagamento; b) geradores de pulso incorporado, cujas saídas deverão ter uma indicação de valor de um pulso na forma: "1 imp... m 3 ( ou dm 3 )" ou "1 m 3... imp" ; c) dispositivo de conversão incorporado; d) dispositivo de auto-verificação e, possivelmente, auto-ajuste incorporado. Esses dispositivos são considerados como formando parte integral do medidor de gás e deverão ser instalados no medidor de gás por ocasião da aprovação de modelo e da verificação inicial. 3.6.2 Os medidores de gás podem ser equipados com eixos de saída, aos quais podem ser instalados outros eixos ou outros meios para operação de dispositivos adicionais destacáveis. O torque que os medidores de gás precisam produzir a fim de impulsionarem os dispositivos adicionais instalados não deverão introduzir mudanças na indicação do medidor de gás maiores do que os valores especificados no presente Regulamento Técnico Metrológico. 3.6.2.1 Se houver somente um eixo de saída, ele deverá ser caracterizado pela indicação de seu fator ( C ) na forma "1 tr m 3 ( ou dm 3 )", pelo torque máximo permissível na forma "M Máx =... N.mm", e pelo sentido da rotação. Nota: "tr" é a abreviação da palavra francesa "tour", que significa revolução; 3.6.2.2 Se houver vários eixos de saída, cada eixo deverá ser caracterizado pela letra M com subscrito na forma "1tr... m 3 ( ou dm 3 )" pelo sentido de rotação. A fórmula a seguir deverá ser indicada no medidor de gás, de preferência na placa de identificação: 9
K 1 M 1 + K 2 M 2 +...+ K n M n A N. mm onde: A é o valor do torque máximo admissível aplicado ao eixo de saída de fator mais elevado, onde o torque é aplicado somente a este eixo: Este eixo será caracterizado pelo símbolo Mi Ki ( i = 1; 2;...n) é um valor numérico determinado por : K i = C1/C í Mi ( i = 1; 2;...n) representa o torque aplicado ao eixo impulsor caracterizado pelo simbolo M i ; Ci ( i = 1; 2;...n) representa a constante para o eixo impulsor caracterizado pelo símbolo M i. 3.6.2.3 Quando não conectado a um dispositivo adicional destacável, as extremidades expostas dos eixos de saída deverão ser protegidas adequadamente. 3.6.2.4 A conexão entre o dispositivo de medição e a engrenagem intermediária não deverá ser alterada se um torque de três vezes o torque admissível, como indicado nos itens 3.6.2.1 e 3.6.2.2, for aplicado. 3.7 Condições de aplicação para medidores de gás eletrônicos 3.7.1 Classificação em função das condições ambientais da instalação 3.7.1.1 Os medidores de gás dotados de dispositivos eletrônicos classificam-se em 3 categorias, considerando-se as condições de instalação : Classe B: Instalação em locais protegidos com baixos níveis de choque e vibração. Classe C: Instalação em locais abertos com baixos níveis de choque e vibração. Classe F : Instalação em locais abertos sujeitos a níveis médios de choque e vibração. 3.7.2 Fatores de Influência a) Temperatura : Classe B de -10 C a +40 C Classe C e F de -25 C a +55 C Condição de referência : um valor entre 15 e 25 C b) Umidade Relativa: 93% c) Variações na alimentação de acordo com o nível de severidade d) Campos magnéticos externos : dentro de um campo alternado, 50 Hz ou 60 Hz, em qualquer orientação, equivalente ao produzido por uma bobina circular de 1 (um) metro de diâmetro tendo 400 ampère espira. 3.7.3 Fontes de distúrbio: 10
a) Vibração (apenas classe F) b) Choque (apenas classe F) c) Interrupção na linha de alimentação d) Transientes elétricos e) Descargas eletrostáticas f) Susceptibilidade eletromagnética 3.7.4 Condições de operação : de acordo com os níveis de severidade especificados por ocasião da verificação nos medidores. 3.7.5 Condições de referência : Inexistência da fonte de distúrbio 3.7.6 Alimentação por bateria: Medidores que operem com bateria devem indicar a necessidade de substituição ou recarga pelo menos 90 dias antes da descarga total da mesma. A substituição ou recarga da bateria não deve afetar a programação ou operação do medidor. 3.8 Prescrições para medidores de gás eletrônicos 3.8.1 Requisitos Gerais Os medidores de gás eletrônicos devem satisfazer as seguintes prescrições técnicas e metrológicas: 3.8.1.1 Os medidores de gás eletrônicos devem ser projetados e fabricados de maneira a não ultrapassarem os erros máximos permitidos nas condições normais de uso. 3.8.1.2 Os medidores de gás eletrônicos devem ser projetados e fabricados de maneira que quando expostos às fontes de distúrbio não ocorram variações nos erros percentuais superiores a 0,5%, tomando como base os ensaios realizados antes dos medidores serem submetidos às referidas fontes. Notas: a) Este requisito independe da magnitude dos erros em questão. b) Apesar da existência deste requisito, fica aberta a possibilidade do uso de dispositivos de alarme 3.8.1.3 As disposições dos itens 3.8.1.1 e 3.8.1.2 devem ser satisfeitas de maneira permanente. Os medidores de gás eletrônicos devem ser projetados e fabricados de maneira que : a) a diferença entre os erros percentuais antes e depois do ensaio de desgaste acelerado não ultrapasse os valores preconizados nesta portaria ou, b) a ultrapassagem desta diferença seja evidenciada por meio de um dispositivo de alarme do desgaste acelerado. 3.8.2 Requisitos para medidores de gás eletrônicos com dispositivos de alarme de durabilidade 3.8.2.1 Deve ser possível a verificação da presença e do funcionamento correto destes 11
dispositivos Nota : esta verificação pode ser efetivada através de um botão de teste ou outros meios. 3.8.2.2 O requisito explicitado no item 3.8.2.1 não se aplica a medidores de gás ou componentes de medidores, nos quais o fabricante declara que eles se enquadram no disposto no item 3.8.1.3 (a) e que não são equipados com dispositivos de alarme de durabilidade. 4 EXIGÊNCIAS METROLÓGICAS 4.1 Nenhum medidor de gás abrangido pelo item 1 deste Regulamento, poderá ser utilizado, comercializado ou posto a venda, sem corresponder a modelo aprovado bem como sem ter sido aprovado em verificação inicial. 4.1.1 O fabricante deverá colocar à disposição do Órgão Metrológico competente executor das verificações, meios adequados para a realização dos ensaios, caso os ensaios de verificação inicial sejam executados nas instalações do fabricante ou por ele indicadas. Em ambos os casos tais instalações devem ser previamente aprovadas para o uso previsto. 4.2 Os medidores devem manter seus erros de indicação segundo a tabela 3. TABELA 3: Erros máximos admissíveis Vazão Q Erros Máximos Admissíveis m 3 / h em verificação inicial em serviço Q min Q < Qt + 2% + 3% Qt Q Q máx + 1% + 1,5% 4.3 Os valores da vazão de transição Q t são os constantes da tabela 4. TABELA 4: Vazão de transição Faixa de Medição Q t 1:10 0,20 Q máx 1:20 0,20 Q máx 1:30 0,15 Q máx 1:50 0,10 Q máx 12
4.4 Na verificação inicial, para um conjunto de valores de condição de medição, o medidor deve ser ajustado de tal maneira que seu erro médio ponderado (EMP) seja tão próximo de zero quanto a regulagem dos erros máximos admissíveis permitirem. Onde Q i / Q máx - fator de ponderação; E i - erro nas vazões Q i como especificado em 5.2.1 (para Q i = Q Máx, é utilizado um fator de ponderação de 0,4 ao invés de 1). O EMP deve estar compreendido entre -0,4 e +0,4 % 4.5 Os erros máximos admissíveis na verificação inicial se referem a medidores novos ou aos verificados após recondicionamento ou o lacre ter sido danificado. 4.6 Quando os torques máximos indicados no medidor de gás de acordo com 3.6.2.1 e 3.6.2.2 são aplicados nos eixos de saída, a indicação do medidor de gás à Q min, quando ensaiado com ar atmosférico (ρ =1,2 kg/m 3 ) não deve variar acima do valor indicado na tabela 5: TABELA 5 : Variação à Q min Valor de Q min Variação permitida na indicação de volume à Q min 0,02 Q máx 1% 0,03 Q másx 1% 0,05 Q máx 1% 0,1 Q máx 0,5 % 5 APROVAÇÃO DE MODELO 5.1 Generalidades 5.1.1 A solicitação de aprovação de modelo deve ser acompanhada dos seguintes documentos: a) requerimento dirigido ao Sr. Diretor de Metrologia Legal pelo interessado ou representante legal, contendo razão social, endereço, telefone ou fax do requerente e nome do técnico ou pessoa responsável para contato; b) descrição do medidor, com as características técnicas e princípios de operação; c) desenho em perspectiva ou foto do medidor; d) nomenclatura dos componentes do medidor com descrição dos materiais 13
constituintes; e) desenho de montagem com indicação dos componentes listados ; f) desenho dimensional do conjunto; g) desenho do dispositivo de indicação com os mecanismos de ajuste, se houverem; h) desenho dimensional de partes consideradas importantes metrologicamente; i ) desenho demonstrador e do arranjo das inscrições obrigatórias; j) uma lista de documentos submetidos a exame; k) uma declaração especificando que os medidores fabricados em conformidade ao modelo apresentado, satisfazem os requisitos de segurança, particularmente quanto a pressão máxima de trabalho indicada no mostrador. No caso de medidores eletrônicos devem ser anexadas também: a) uma lista dos componentes eletrônicos com suas características básicas; b) uma descrição dos dispositivos eletrônicos, com desenhos, diagramas e programação geral, explicando o seu funcionamento e operação. 5.1.2 Cada medidor de gás de cada fabricante deve ser submetido ao procedimento de aprovação de modelo. Para tanto o solicitante deve submeter ao INMETRO de 2 a 6 amostras do medidor em conformidade com o modelo a ser aprovado. 5.1.3 A pedido do órgão o número de medidores pode ser dividido em vários tamanhos, no caso de solicitação simultânea dos mesmos. 5.1.4 Segundo o desenrolar dos ensaios, podem ser exigidos protótipos suplementares conforme as disposições acima, o envio dos protótipos pode ser feito em várias fases, todavia, a decisão de aprovação de modelo só será concluída quando todos os protótipos forem recebidos e ensaiados. 5.2 Ensaios de desempenho 5.2.1 Os erros para cada modelo devem ser determinados pelo menos nas seguintes vazões: a) para medidores com faixa de medição 1:10 e 1:30; em Qmin, 0,05 Qmáx e 0,1 Qmáx, se estes últimos valores forem superiores a Qmin, 0,25 Qmáx, 0,40 Qmáx, 0,70 Qmáx e Qmáx; b) para medidores com faixa de medição 1:50, em Qmin, 0,05 Qmáx, 0,15 Qmáx, 0,25 Qmáx, 0,70 Qmáx e Qmáx. c) o ensaio deve ser repetido três vezes sendo considerada a média das determinações. Se os ensaios forem efetuados em outras vazões, as garantias devem ser pelo menos equivalentes àquelas obtidas pelo ensaio acima 5.2.2 Para as vazões compreendidas entre 0,4 Qmáx e Qmáx, o desvio entre o máximo e o mínimo da curva de erro em função da vazão não deve ser superior, para cada um dos 14
medidores, a 1 %.. 5.3 Ensaio de estanqueidade Os medidores devem ser submetidos a 1 (uma) vez e meia a pressão máxima de trabalho durante 10 minutos sem apresentar vazamentos. 5.4 Ensaio de perturbação 5.4.1 Os medidores de gás tipo turbina são submetidos a ensaio de perturbação de escoamento conforme Anexo A. 5.4.2 Durante o ensaio, o desvio da curva de erro não deve ultrapassar a 0,33% 5.4.3 Se a concepção de um modelo de medidor tipo turbina for similar, para todas as dimensões de canalização, é suficiente efetuar os ensaios de perturbação em medidores de dois tamanhos. 5.5 Ensaio de desgaste acelerado 5.5.1 Os medidores do tipo pistões rotativos e medidores tipo turbina são submetidos a ensaio de vida, na medida do possível, na vazão máxima com ar ou fluidos. 5.5.2 O tempo do ensaio de desgaste acelerado deve ser tal que cada medidor meça um volume de ar ou de fluido correspondente a 1000 horas de funcionamento do medidor na vazão máxima; o ensaio deve ser concluído em 2 meses. 5.5.3 Após o ensaio de desgaste acelerado os medidores de gás, ensaiados com ar de massa específica 1,2kg / m 3 e utilizando os mesmos instrumentos padrões que aqueles dos ensaios resultantes do item 5.3.1.1, devem satisfazer às seguintes exigências: a) os valores dos erros das vazões mencionadas em 5.2.1 não devem diferir em mais 0,5% dos erros encontrados nos ensaios resultantes dos capítulos: 2, 3, 4 e 5. 5.6 Medidores de gás munidos de eixos de transmissão 5.6.1 No caso de medidores tipo pistões rotativos e de medidores tipo turbina com um ou vários eixos de transmissão, pelo menos três medidores de cada tamanho devem ser ensaiados com ar de massa específica 1,2 kg / m 3, a fim de verificar a conformidade às exigências dos itens 3.6.2.2, 3.6.2.3 e 4.6 do presente RTM. 5.6.1.1 Para os medidores tipo pistões rotativos e medidores tipo turbina com vários eixos de transmissão, o ensaio deve ser executado no eixo que oferece os resultados mais desfavoráveis. 5.6.1.2 Para os medidores de mesmo tamanho, o menor valor do torque obtido no ensaio deve ser considerado como valor máximo tolerado no torque. 5.6.1.3 Quando um modelo compreende medidores de diferentes tipos, o ensaio de torque deve ser efetuado somente nos medidores de menor tamanho, desde que o mesmo torque seja especificado para os medidores mais importantes e que seu eixo de transmissão possua uma constante de saída igual ou superior. 5.6.2 Para medidores com vários valores de Q min, deve ser efetuado somente o ensaio previsto no item 5.2.1.1 e 5.2.2 para o valor menor de Q min. 5.6.2.1 Os torques tolerados para as outras faixas de medição podem ser calculadas a partir 15
dos resultados do ensaio anterior. 5.6.2.2 A conversão para os outros valores Q min se faz de acordo com as seguintes regras: a) se a vazão for constante, a variação do erro é proporcional ao torque; b) se o torque for constante, a variação do erro, para os medidores de pistões rotativos é inversamente proporcional à vazão e para os de turbina é inversamente proporcional ao quadrado da vazão. 5.7 Ensaio de repetibilidade Para teste de repetibilidade o ensaio deve ser realizado no ponto correspondente a 0,2 Qmáx. São executados 5 medições sucessivas e caso uma delas seja discrepante em relação as demais, desprezam-se todas e se faz nova série de medições em igual número. O calculo de dispersão dos resultados é realizado de acordo com as seguintes fórmulas: t ( student ) para 5 pontos Desvio padrão (S) t 95 = 2,776 r = t 95. s = < + / - 0,20 6 VERIFICAÇÃO INICIAL 6.1 Os medidores de gás produzidos devem ser verificados de modo a assegurar que eles estão de acordo com o modelo aprovado e sua calibração deve ser feita com 5 ou 7 vazões conforme item 5.2 deste Regulamento. 6.2 Se os medidores forem previstos para comportar dispositivos adicionais, acionados por eixos de saída, esses dispositivos devem ser fixos, a não ser que anexação após a verificação seja expressamente autorizada. 6.3 O medidor pode ser verificado utilizando-se um fluido diferente do ar e/ou em condições outras que se aproxime das condições ambientais. 7 VERIFICAÇÕES PERIÓDICAS E EVENTUAIS 7.1 As verificações periódicas são efetuadas nos medidores de gás em uso, em intervalo estabelecido pelo INMETRO, não superior a 5 anos. 7.2 As verificações eventuais são efetuadas nos medidores em uso a pedido do usuário, ou quando as autoridades competentes julgarem necessário. 7.3 Recomenda-se utilizar os limites para medidor em serviço na reverificação de medidores desde que estes estejam com selos íntegros. 7.4 Os medidores de gás em uso, quando reprovados em verificação periódica ou eventual, após a sua manutenção preventiva e/ou corretiva, deverão ser submetidos a nova verificação metrológica por parte do INMETRO e estar de acordo com os erros máximos admissíveis para verificação inicial. 8 CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO 8.1 O medidor de gás deverá ser protegido do risco de ser danificado por intempéries, 16
choques ou vibrações induzidas. 8.2 Todos os pontos previstos no plano de selagem deverão permanecer lacrados. 8.3 Qualquer dispositivo adicional, projetado para ser instalado junto ao medidor, deverá ser aprovado pelo Órgão competente, com vistas a verificação de interferência no funcionamento do medidor. 9 DISPOSIÇÕES GERAIS 9.1 Os medidores de gás atualmente em uso, que não tenham o seu modelo aprovado, continuarão a ser utilizados nas medições e estarão sujeitos às mesmas verificações previstas no item 7 deste Regulamento. 9.2 Os recondicionadores de medidores deverão solicitar a presença de técnicos do INMETRO, para a necessária inspeção de suas instalações e aprovação de suas bancadas de ensaios. 9.3 Os medidores recondicionados deverão ser submetidos a nova verificação metrológica por parte do Órgão Metrológico competente e estar de acordo com as prescrições previstas no item 6 deste Regulamento. 9.4 Para efeito deste RTM, o importador assemelha-se ao fabricante. 9.5 Nas verificações periódicas e eventuais, os medidores já instalados que não atendam ao disposto neste regulamento com relação à classificação poderão, por um período máximo de 10 anos, ser ensaiados em suas vazões características originais desde que atendam aos erros máximos admissíveis previstos na tabela 3 deste RTM. 17
ANEXO A ENSAIO DE PERTURBAÇÃO PARA MEDIDORES DE GÁS TIPO TURBINA Nota: O presente anexo integra o Regulamento Técnico Metrológico sobre medidores Tipo Rotativo e Tipo Turbina. A.1 O ensaio deve ser realizado com ar, próximo das condições ambiente, nas vazões: 0,25 Q máx, 0,4 Q máx e Q máx. A.1.2 Se a concepção de um modelo for similar para todas as dimensões de canalização é suficiente efetuar o ensaio sob duas dimensões. A similaridade das dimensões é assumida se os valores H/D e S/L (figura 1) são, para todas as dimensões do medidor, iguais ou inferiores às dos medidores ensaiados. A.2 Baixo nível de perturbação A.2.1 A configuração de canalização (figuras 2a e 2b) consiste de um tubo com diâmetro nominal DN1 e comprimento 5DN1, duas curvas com raio DN1 não no mesmo plano e uma redução concêntrica com os diâmetro DN1 e DN e comprimento entre DN e 1,5 DN. 18
Os valores de DN1 em relação aos valores de DN estão listados na tabela abaixo. TABELA 1 - Relação entre diâmetro do medidor e da tubulação DN (medidor) ( mm ) DN (canalização) ( mm ) 50 40 80 50 100 80 150 100 200 150 250 200 300 250 400 300 500 400 600 500 750 600 1000 750 A.2.2 O ensaio deve ser efetuado com as configurações de canalização descrita em A.2.1, instaladas à 2DN antes da entrada do medidor (figura 2c) ou em trecho maior de canalização e/ou retificador de escoamento especificado pelo fabricante. 19
A.2.2.1 A.2.3 Nesse último caso, a necessária extensão da canalização e/ou retificador devem ser considerados como parte do modelo aprovado e especificados no certificado de aprovação. Durante o ensaio, o deslocamento da curva de erro do medidor não deve exceder 0,33%. A.3 Alto nível de perturbação A.3.1 Utilizar a mesma configuração de canalização especificada em A.2.1, com adição de uma placa obturante na metade da seção de canalização, como indicada na figura 3, instalada entre as duas curvas com o orifício disposto no raio externo da primeira curva. A.3.2 Se aplica o disposto em A.2.2 e A.2.3. 20