CONGRESSO SET 2012 FUCAPI
CONGRESSO SET 2012 TECNOLOGIA DE TELAS PARA RECEPTORES DE TV
Características da FUCAPI FUCAPI é uma abreviatura para Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica; Fundação de Direito Privado sem Fins Lucrativos criada em 1982 com a missão de analisar os projetos de implantação na Zona Franca de Manaus. Possui hoje mais de 1500 colaboradores, prestando serviços em duas grandes áreas: Tecnológica e Educacional Qualificação: Colaboradores: Graduados 426 Especialistas 146 Mestrandos 16 Mestres 81 Doutorandos 10 Doutores 15
O que a FUCAPI oferece? Produtos Tecnológicos Produtos Educacionais
Breve histórico Introdução A Tecnologia costuma imitar a Natureza Em um passado não muito distante, comprar um monitor de vídeo ou uma televisão consistia em adquirir um aparelho grandalhão e pesado, afinal, estes dispositivos eram do tipo CRT (Catodic Ray Tube - Tubo de raios catódicos). Hoje, monitores e televisores ocupam muito menos espaço e oferecem melhor qualidade de imagem. Duas tecnologias bastante populares neste segmento são as telas de LCD (Liquid Crystal Display) e Plasma. Como se não bastasse, estas tecnologias logo começaram a dividir espaço com telas de OLED (Organic Light-Emitting Diode) e AMOLED (Active Matrix Organic Light-Emitting Diode).
Breve histórico No televisor analógico tradicional que faz uso de um cinescópio de raios catódicos, o sinal que é reproduzido consiste em variações de sua amplitude e além disso informações sobre a cor, também dadas na forma analógica por uma subportadora. Esse sinal modula os três feixes de elétrons que varrem a tela, gerando assim a imagem que todo o profissional de Eletrônica aprendeu em certo momento de seus estudos. A figura mostra como isso ocorre.
LCD LCD LCD significa Liquid Crystal Display ou Display de Cristal Líquido. Para compreender como essa tecnologia funciona vamos imaginar (em corte), um ponto de uma tela que corresponde à reprodução de um ponto de imagem ou 1 pixel (picture element), conforme a figura. Na parte posterior do painel de LCD há uma fonte de luz que fica constantemente emitindo luz branca. A seguir, encontramos um componente de material translúcido que difunde a luz, podendo ser de vidro ou plástico. Nessa peça existem eletrodos que correspondem aos pontos de imagem e que vão aplicar o sinal elétrico ao cristal líquido.
LCD O cristal líquido é uma substância com propriedades elétricas especiais, uma vez que sua transparência pode ser controlada por um campo elétrico. Ele é formado por moléculas que se posicionam de forma que a luz possa passar através delas, o que torna o material transparente em condições normais, veja a figura abaixo. Quando aplicamos uma tensão elétrica através dos eletrodos, o campo elétrico criado gira as moléculas de modo que elas impeçam a passagem da luz. Dessa forma, podemos comparar o cristal líquido a uma espécie de persiana que pode ter a passagem da luz controlada por um sinal elétrico. O sinal é aplicado pelos disparadores que abrem e fecham então cada região do LCD de modo que a luz passe ou seja bloqueada.
LCD Em sua constituição mais simples, as moléculas de cristal líquido são distribuídas entre duas lâminas transparentes polarizadas chamadas substratos. Este processo é orientado de maneira diferente nas duas lâminas, de forma que estas formem eixos polarizadores perpendiculares, como se formassem um ângulo de 90º. A grosso modo, é como se uma lâmina recebesse polarização horizontal, e a outra, polarização vertical, formando um esquema do tipo "linhas e colunas". As moléculas de cristal líquido são capazes de orientar a luz. Quando uma imagem é exibida em um monitor LCD, elementos elétricos presentes nas lâminas geram campos magnéticos que induzem o cristal líquido a "guiar" a luz oriunda da fonte luminosa para formar o conteúdo visual. Sempre que necessário, uma tensão diferente pode ser aplicada, fazendo com que as moléculas de cristal líquido se alterem de maneira a impedir a passagem da luz. Em telas monocromáticas (comuns em relógios e calculadoras, por exemplo), as moléculas assumem dois estados: transparente (a luz passa) e opaco (a luz não passa). Para telas que exibem cores, diferentes tensões e filtros que trabalham sobre a luz branca são aplicados às moléculas.
LCD Para cada ponto de imagem (pixel) temos assim três aberturas para a passagem da luz, controladas por disparadores ou circuitos elétricos, que correspondem às cores básicas RGB (red-green-blue). Em outras palavras, os sinais elétricos aplicados aos eletrodos modulam a luz que passa através do cristal líquido. Como a luz que passa através de cada um dos disparadores ou subpixel é branca, é colocado na frente de cada uma deles um filtro correspondente ao ponto da cor que deve compor o pixel. Desse ponto passa, então, a luz correspondente a cada ponto da imagem que será visualizada pela pessoa que se encontrar na parte da frente do display. O LCD é suficientemente rápido para permitir a reprodução de imagens de TV e como se necessita de muito pouca energia para controlar os disparadores, o consumo do sistema é relativamente baixo. O consumo maior vem da fonte de luz posterior, pois é ela que vai determinar a luminosidade de cada ponto de imagem. Evidentemente, para se obter uma imagem nítida são necessários milharesde pontos de imagens, o que torna a estrutura de cada um dos Pontos que vimos extremamente pequena.
TFT Thin Film Transistor
Estrutura do LCD TFT
Teoria de Operação
COMPOSIÇÃO
COMPOSIÇÃO LÂMPADA FLUORESCENTE (BACKLIGHT); Fonte de iluminação do tipo fluorescente localizada na parte traseira do painel que permite a exibição das imagens. VIDRO DIFUSOR; Como a luz emitida concentra-se na região próxima da lâmpada, um vidro difusor é colocado na frente das mesmas, para uniformizar e distribuir igualmente a luz através de todos os pontos da tela. PLACA POLARIZADORA TRAZEIRA; É a Primeira placa polarizadora onde os feixes de luz são polarizados verticalmente e ajustados as camadas de cristal líquido. PLACA COM MATRIZ DE TRANSISTORES TFT; É um arranjo de milhares de transistores em forma de matriz de linhas e colunas, de tal forma que cada transistor se adeque perfeitamente a cada umas das milhares de moléculas de LCD, característica dos atuais painéis LCDs, que empregam a tecnologia TFT (Twisted Film Transistor), também chamada matriz ativa.
COMPOSIÇÃO PLACA DE CRÍSTAL LÍQUIDO; Esta placa é constituída por milhares de células arranjadas em forma de uma matriz de linhas e colunas. Cada célula individualmente deixará passar mais ou menos luz, conforme a corrente recebida. PLACAS COM FILTRO COLORIDOS RGB; É um painel formado por uma grade de células, com as mesmas dimensões das células LCD, porém composta por filtros coloridos nas cores básicas RGB, é este componente que permite que o painel de LCD mostre as imagens coloridas. Cada conjunto de 3 células com seus respectivos filtros representa um pixel da imagem a ser mostrada. PLACA POLARIZADORA FRONTAL; É a segunda placa polarizadora, onde os feixes de luz são polarizados horizontalmente. A parte traseira do painel é constituida geralmente de uma placa metálica ou plástica para propiciar rigidez mecânica ao painel. Na parte Frontal há um vidro externo protetor, formado de película fina de vidro e transparente.
Mecanismo de Operação LCD TFT
Polarizador
Estrutura do Módulo LCD
Estrutura do Módulo LCD
Filtro de Cores
MATRIZ ATIVA MATRIZ PASSIVA Matriz ativa e matriz passiva As telas LCD se dividem, basicamente, em duas categorias: matriz ativa (Active Matrix LCD) e matriz passiva (Passive Matrix LCD). O primeiro tipo tem como principal diferença a aplicação de transistores para cada pixel (um pixel é um ponto que representa a menor parte de uma tela), na matriz passiva, os transistores são aplicados tomando como base o já mencionado esquema de linhas e colunas. Com isso, nas telas de matriz ativa, cada pixel pode receber uma tensão diferente, permitindo, entre outros, a utilização de resoluções altas. Por outro lado, sua fabricação é muito complexa. As telas de matriz passiva, têm constituição mais simples. O cristal líquido é posicionado entre dois substratos, tal como indica a ilustração ao lado. Circuitos integrados são encarregados de controlar as cargas que ativam os pixels, permitindo que as imagens sejam formadas na tela.
TIPOS DE LCD Tipos de LCD A busca por imagens melhores aliada a processos viáveis de fabricação fez com que a indústria desenvolvesse vários tipos de LCD. A seguir, os tipos mais comuns: -TN (Twisted Nematic): Este é um dos tipos mais comuns, utilizado em dispositivos de baixo custo. Nele, as partículas de cristal líquido são posicionadas de forma retorcida. A aplicação de carga elétrica é capaz de fazer os cristais girarem em até 90 graus, de acordo com o nível de tensão utilizado, determinando a passagem ou não de luz. Há também um tipo chamado STN (Super TWisted Nematic) que é uma espécie de evolução do TN. Suas moléculas têm movimentação melhorada, fazendo com que o usuário consiga ver a imagem satisfatoriamente em ângulos muitas vezes superiores a 160º, característica não existente nos painéis TN. Há ainda outras variações, como Double Layer STN e Film compensated STN;
TIPOS DE LCD - IPS (In-Plane Switching): Trata-se de uma tecnologia mais sofisticada, aplicada principalmente em equipamentos de LCD de maior qualidade. Nela, as partículas de cristal líquido seguem um alinhamento horizontal em vez de vertical, como geralmente acontece com painéis TN. Graças a isso, telas IPS conseguem trabalhar com maior taxa de atualização, resultando em mais conforto visual ao usuário. Painéis IPS também oferecem mais nitidez e brilho, além de visualização satisfatória mesmo quando a tela é olhada de um ponto lateral. Há também uma variação chamada S-IPS (Super IPS), capaz de trabalhar com mais ângulos, resoluções maiores e taxas mais acentuadas de brilho. Como gastam mais energia - consequência principalmente da utilização de quantidades maiores de transistores -, telas IPS não são frequentemente empregadas em dispositivos portáteis, como laptops e tablets;
TIPOS DE LCD - AFFS (Advanced Fringe Field Switching): Semelhante à tecnologia IPS, já que também utiliza alinhamento horizontal, a especificação AFFS é empregada em equipamentos que oferecem alta qualidade de imagem, tendo como diferenciais a capacidade de apresentar boa visualização em variados ângulos de observação e de oferecer excelente fidelidade de cores; - VA (Vertical Alignment): Neste tipo, as partículas de cristal líquido se encontram em posição vertical em relação aos substratos. Telas do tipo são capazes de oferecer boa reprodução de cores e visualização em vários ângulos, mas geralmente têm tempo de resposta em níveis piores em comparação ao IPS e ao AFFS. Tal como acontece com os outros tipos, telas VA também contam com variações, sendo as mais comuns a MVA (Multi-domain Vertical Alignment) e a PVA (Patterned Vertical Alignment);
TIPOS DE LCD -ASV (Advanced Super View): trata-se de uma tecnologia desenvolvida pela Sharp que se assemelha ao VA. De acordo com a empresa, sua principal vantagem está no suporte a vários ângulos de visão, podendo chegar a 170 graus. Isso porque as moléculas de cristal líquido conseguem se posicionar em várias direções; - Super PSL (Plane-to-Line Switching): sendo uma das mais recentes e tendo a Samsung por trás de seu desenvolvimento, a tecnologia PSL é similar ao padrão IPS. No entanto, de acordo com a empresa, uma tela do tipo é cerca de 10% mais brilhante e tem custo de fabricação 15% menor em comparação a este último. Sua aplicação é destinada tanto para monitores e aparelhos de TV quanto para dispositivos móveis.
PLASMA Plasma O princípio de funcionamento das TVs de plasma é bem diferente daquele empregado nas TVs de cristal líquido. Na parte posterior do painel de plasma existe uma placa de vidro sobre a qual encontramos inicialmente os eletrodos de endereçamento em um sentido (linhas). Cada eletrodo está associado a uma cavidade cheia de gás
PLASMA Na parte superior de cada cavidade temos associado um eletrodo de endereçamento também, mas correspondendo às colunas. As cavidades são revestidas de fósforos nas cores que deve ser produzido cada subpixel ou seja, vermelho, verde e azul. Quando um pulso de alta tensão é aplicado aos eletrodos (na cavidade endereçada), o gás ioniza-se emitindo luz. Essa luz será absorvida pelo fósforo e reemitida na cor correspondente, que então passará para a parte da tela frontal onde pode ser vista. Com a varredura feita digitalmente, os pontos acendem conforme a cor de cada pixel que deve ser reproduzido, gerando assim a imagem correspondente. Veja que para excitar o gás nas pequenas cavidades é preciso gerar uma tensão relativamente alta. Observe também que nesse tipo de display a luz é produzida pelo próprio pixel, não sendo usada nenhuma fonte adicional de luz para ser modulada, conforme ocorre nos displays de cristal líquido.
CARACTERÍSTICAS Características das telas Na hora de escolher uma TV, independente da tecnologia, é importante observar alguns aspectos para fazer uma boa aquisição. A seguir, as principais características a serem observadas. Tempo de resposta O tempo de resposta é uma característica importante, principalmente a quem deseja utilizar o monitor ou a TV para jogos ou vídeos em alta definição. Isso porque estas são aplicações que exigem alterações rápidas do conteúdo visual. Se a TV não for capaz de acompanhar estas mudanças, ou seja, tiver um tempo de resposta ruim, causará efeitos indesejados, como "objetos fantasmas" na imagem ou sombra em movimentos. Quanto menor o tempo de resposta, melhor a atualização da imagem. Para os padrões atuais, é recomendável um equipamento que tenham esta medida com tempo inferior a 10 ms.
CARACTERÍSTICAS Taxa de atualização A taxa de atualização (refresh rate) indica a quantidade de vezes que a tela é renovada por segundo. Sua medida é feita em Hertz (Hz). Se um monitor trabalha com 75 Hz, por exemplo, isso significa que a imagem é renovada 75 vezes por segundo na tela. Em termos gerais, quanto maior a taxa de atualização, mais conforto visual o usuário terá, especialmente em sequências de vídeo bastante movimentadas. O mínimo recomendável é 60 Hz.Para melhorar imagens em movimento, existem modelos principamente Plasma com 600 Hz de taxa de atualização, qualquer rastro na imagem é eliminado, fornecendo imagens em movimento perfeitas. Vale frisar, no entanto, que este aspecto foi muito importante nos aparelhos CRT, já que estes utilizam um feixe de luz que varre toda a tela. Assim, quanto maior sua taxa de atualização, mas rapidamente o feixe termina uma varredura e começa outra. Nas telas atuais, sejam elas LCD, Plasma ou OLED, a taxa de atualização não é tão importante assim, já que os pixels permanecem ativos até que uma mudança de imagem os faça mudar de condição.
CARACTERÍSTICAS Tamanho da tela e resolução Quando os monitores de LCD começaram a se popularizar, era comum encontrar telas com tamanho de 14, 15 e 17 polegadas. Hoje, o tamanho mínimo mais comum para monitores é de 19 polegadas, não sendo raro monitores com telas de 20, 21, 23 ou até mais polegadas. Os Televisores mais comuns variam entre 32 e 50 polegadas, sendo que telas de Plasma geralmente são aplicadas mais comumente nos modelos maiores. Também é interessante notar que, atualmente, praticamente todos os televisores são do tipo widescreen. Isso indica que suas telas são mais largas, tornando-os uma excelente opção para a visualização de filmes ou para a exibição de mais informações na tela. Via de regra, um monitor pode ser considerado widescreen quando tem um aspect ratio igual ou superior a 16:9.
CARACTERÍSTICAS Ainda sobre resolução, no progressive scan, todas as linhas de pixels da tela são atualizadas simultaneamente. Por sua vez, no modo interlaced scan, primeiro as linhas pares recebem atualização e, em seguida, as linhas ímpares, ou seja, é um esquema do tipo "linha sim, linha não". Em geral, o modo progressive scan oferece melhor qualidade de imagem. Assim sendo, a letra 'p' existente em 720p, 1080p e outras resoluções indica que o modo usado é progressive scan. Se for utilizado interlaced scan, a letra aplicada é 'i' (por exemplo, 1080i). O número, por sua vez, indica a quantidade de linhas de pixels na vertical. Isso significa que a resolução 1080p, por exemplo, conta com 1080 linhas verticais e funciona com progressive scan. Eis algumas resoluções comuns: 480i = 640x480 pixels com interlaced scan; 480p = 640x480 pixels com progressive scan; 720i = 1280x720 pixels com interlaced scan; 720p = 1280x720 pixels com progressive scan; 1080i = 1920x1080 pixels com interlaced scan; 1080p = 1920x1080 pixels com progressive scan.
CARACTERÍSTICAS Contraste e brilho O contraste é outra característica importante na escolha de monitores e televisores. Trata-se de uma medição da diferença de luminosidade entre o branco mais forte e o preto mais escuro. Quanto maior for esse valor, mais fiel será a exibição das cores da imagem. Isso acontece porque esta taxa, quando em número maior, indica que a tela é capaz de representar mais diferenças entre cores. Para o mínimo de fidelidade, é recomendável o uso de telas com contraste de pelo menos 500:1 ou, se o fabricante informar esta medida como sendo "contraste dinâmico", de 10.000:1. Em relação ao brilho, o ideal é o uso de tela que tenham esta taxa em, pelo menos, 250 cd/m² (candela por metro quadrado).
Ângulo de visão A maneira mais fácil de visualizar o conteúdo exibido na tela é estando bem à frente dela. Mas, na sala de uma casa com várias pessoas, por exemplo, alguém sempre ficará em uma posição lateral em relação à TV. Por isso, é importante escolher um televisor com suporte a ângulos de visão mais "generosos". O ideal é escolher um dispositivo que ofereça ângulo de visão máximo o mais próximo possível de 180 graus. Perceba que alguns fabricantes podem anunciar esta medida como sendo, por exemplo, 170H/150V. A letra 'H' indica o ângulo na horizontal, enquanto que 'V' o faz considerando a vertical, isto é, a visualização a partir de tantos graus para cima e para baixo. CARACTERÍSTICAS
CARACTERÍSTICAS Velocidade de resposta Sabemos que todo o princípio de funcionamento da televisão reside na persistência retiniana, na incapacidade que temos de perceber duas imagens sucessivas muito rápidas, pois a primeira persiste antes que a segunda seja apresentada. Essa persistência também acontece com o fósforo dos televisores de raios catódicos comuns, e evidentemente com os televisores de plasma e LCD, influindo na reprodução de imagens, principalmente que tenham movimentos rápidos. Se a persistência de uma imagem for grande, ela poderá gerar rastros, conforme ilustra a figura, o que reduzirá a qualidade da reprodução.
CARACTERÍSTICAS Os televisores de plasma têm uma velocidade de resposta muito boa, da mesma ordem que os televisores de raios catódicos comuns, não havendo portanto problemas. Os primeiros tipos de LCD tinham respostas na faixa de 5 a 15 ms de tempo de persistência, mostrando pequenos problemas apenas nas imagens muito mais rápidas (por exemplo, uma bola que atravessa a tela). Atualmente, os LCDs usados já possuem tempos de persistência ou screen refresh rates inferiores a 5 ms o que significa uma redução considerável dos eventuais problemas que podem ocorrer na reprodução de imagens rápidas. Podemos dizer que em relação a essa características os televisores de plasma levam pequena vantagem em relação aos televisores LCD.
CARACTERÍSTICAS Vida Útil Os televisores de plasma têm uma vida útil estimada entre 30 000 e 60.000 horas. Se levarmos em conta 3 horas de TV por dia, isso resulta em 10 000 dias a 20 000 dias, o que dividido por 360 nos dá aproximadamente de 27 a 54 anos! Assim, em metade do tempo estimado para a vida útil, as células dos pixels têm sua intensidade luminosa reduzida a aproximadamente metade. Podemos estimar em aproximadamente 15 anos a vida útil de um aparelho desse tipo. No caso dos televisores de LCD, as lâmpadas ou fontes de luz usadas na parte posterior também se desgastam. Se levarmos em conta que a vida útil de um televisor tradicional com cinescópio de raios catódicos é da ordem de 25 000 horas, a durabilidade dos televisores de plasma ou LCD não deixa nada a dever.
LCD ou PLASMA? Qual é melhor: LCD ou Plasma? Depende. Por padrão, podemos dizer que o LCD tem as seguintes desvantagens: menos brilho, não exibe cor preta "profunda" com fidelidade, possibilidade de um ou mais pixels não funcionarem corretamente (dead pixel), pode haver mais limitações na variedade de resoluções disponíveis, entre outros. Telas de Plasma antiga, por sua vez, são suscetíveis a um problema chamado burn-in, que consiste em marcas deixadas no painel quando determinadas imagens são exibidas por muito tempo no aparelho, como por exemplo, o logotipo de uma emissora de TV no canto da tela. Telas de Plasma tem um consumo de energia elevado. No tópico sobre tipos de LCD, a indústria trabalha incansavelmente em formas de melhorar as tecnologias, por isso, não raramente, os problemas associados a cada padrão podem ser amenizados ou até mesmo eliminados. Por este motivo, diante do dilema de escolher entre um produto LCD e outro Plasma, certamente é mais adequado observar as especificações de cada dispositivo.
LCD ou PLASMA? Conclusão LCD ou Plasma? Fica por conta de cada um decidir qual é o melhor para o seu caso. Observe bem a qualidade de imagem, as condições de operação, localização do aparelho, inclusive estabelecendo uma relação custo/benefício. Consulte as garantias dadas pelas diversas marcas para ver se elas atendem às suas expectativas de qualidade e verifique também se a qualidade do sinal que você recebe em sua localidade, ou com que pretende trabalhar, está de acordo com aquilo que o receptor pode reproduzir.
OLED e AMOLED OLED e AMOLED As tecnologias LCD e Plasma representam um marco para a indústria de telas, mas não estão sozinhas. Mais recentemente, as tecnologias OLED (Organic Light Emitting Diode) e AMOLED (Active Matrix OLED) começaram a ter espaço neste segmento. É importante frisar que muitos aparelhos possuem telas LCD com retroiluminação LED (enquanto outros o fazem com lâmpadas especiais). Isso significa que o painel conta com um conjunto de LEDs responsável por iluminar cada trecho do LCD. LED (Light Emitting Diode) consiste, tal como o nome indica, em um diodo (material semicondutor) capaz de emitir luz quando energizado. Trata-se de um componente com ampla utilização pela indústria por ser barato e mais durável. É possível encontrá-lo em eletrônicos dos mais variados tipos, até mesmo em lanternas de carros.
OLED OLED O OLED tem certa semelhança com o LED, mas difere em sua composição: trata-se de um material formado por diodos orgânicos (isto é, constituídos com carbono) que geram luz quando recebem carga elétrica. Estes diodos podem ser bastante pequenos, permitindo que cada pixel da tela receba este material de forma a ser iluminado individualmente. Como o OLED é capaz de gerar luz, a tela não necessita de retroiluminação. Por causa disso, a indústria pode criar telas mais finas e que geram menos custos de fabricação, já que este processo também é mais simples. A espessura de painéis OLED é tão minúscula que é possível até mesmo a fabricação de telas flexíveis, já em teste em vários fabricantes. Telas OLED também gastam menos energia; geram cores mais nítidas, inclusive de preto, já que não há camadas que possam diminuir a intensidade de iluminação; suportam maior ângulo de visão; e oferecem menos tempo de resposta. Por causa disso, telas OLED são utilizadas principalmente em dispositivos móveis, que necessitam de telas mais finas por causa do seu tamanho reduzido e também de menor consumo de energia, já que somente são conectados às tomadas para recarga de bateria
AMOLED Há uma variação do OLED chamada AMOLED. A principal diferença entre ambos é que telas composta com esta última tecnologia são do tipo matriz ativa. É uma situação semelhante à existente no LCD: telas OLED com matriz passiva são orientadas com um esquema de transistores organizados em linhas e colunas; em telas AMOLED, os transistores são aplicados considerando cada pixel. Para que isto seja possível, as telas AMOLED, tal como o LCD, também utilizam uma camada de TFT (Thin Film Transistor), o que deixa sua fabricação um pouco mais complexa. Mas, deste processo surgem várias vantagens, como telas com tempo de resposta ainda menor e cores mais vivas. AMOLED
TELAS SENSÍVEIS AO TOQUE Telas sensíveis ao toque Há várias tecnologias para este tipo de aplicação, como as telas que utilizam sensores infravermelho ou ondas acústicas de superfícies. No entanto, as tecnologias mais comuns são as telas resistivas e capacitivas. Telas resistivas Telas resistivas chegaram primeiro ao mercado e são utilizadas principalmente com stylus, embora também possam ser acionadas com a ponta dos dedos. Seu funcionamento ocorre, essencialmente, da seguinte forma: a tela possui duas lâminas bastante finas sobrepostas, havendo um espaço bastante pequeno entre elas. Quando um toque é realizado na tela, as duas lâminas se tocam naquele ponto, causando uma mudança na corrente elétrica que passa Por ali. Esta alteração é identificada e suas coordenadas são Repassadas para o aparelho em si, que executará a tarefa relacionada.
RESISTIVAS
Telas capacitivas Telas capacitivas são mais sofisticadas e, consequentemente, mais caras, mas oferecem uma experiência muito melhor ao usuário. É o tipo de tela sensível ao toque encontrado nas linhas iphone e ipad da Apple, por exemplo. As telas capacitivas possuem uma lâmina que recebe carga elétrica. Quando o usuário toca na tela, a carga elétrica existente na ponta dos dedos causa uma alteração no campo elétrico presente ali. Com isso, o dispositivo é capaz de identificar os pontos que estão sendo tocados e executar a ação necessária. CAPACITIVAS
TELAS 3D Telas 3D Não faz muito tempo que a, exemplo dos cinemas, a indústria começou a apresentar telas capazes de gerar imagens 3D. Em poucas palavras, isso significa que uma pessoa é capaz de visualizar determinado conteúdo na tela com uma percepção de profundidade acentuada, fazendo-a ter a impressão de que a imagem em foco está, de fato, à sua frente. Telas do tipo 3D são mais sofisticadas e, consequentemente, mais caras. Boa parte delas exige a utilização de óculos especiais para a visualização do conteúdo tridimensional, embora o mercado já conte com aparelhos que dispensam o uso destes dispositivos. Basicamente, o conteúdo 3D é formado pela exibição simultânea de duas imagens iguais, mas deslocadas ligeiramente na horizontal. Cada imagem é captada de maneira individual por cada olho. Este processo todo gera a percepção de profundidade. Perceba que, com isso, pessoas que possuem um dos olhos comprometidos acabam não conseguido "juntar" (convergir) as imagens para visualizar o material como estando em 3D.
TELAS 3D No caso de TVs 3D, é mais comum o uso de óculos ativos. Estes geralmente são formados por lentes que fazem uso da tecnologia LCD que ficam transparentes e opacos de acordo com o conteúdo 3D exibido, de forma que o olho direito fique sem recepção das luzes quando imagens para o olho esquerdo são mostradas e vice-versa. Isso acontece de maneira extremamente rápida. Além disso, os óculos podem se comunicar com a TV por alguma tecnologia sem fio (geralmente, infravermelho ou Bluetooth) para "saber" o momento de ativar ou desativar a passagem de luz para cada olho.
FINALIZANDO Finalizando A indústria tem se mostrado incansável na busca por telas que possam oferecer excelente qualidade de imagem, menor consumo de energia e custos reduzidos de fabricação. Mas, apontar qual tecnologia é a melhor depende das circunstâncias. Por isso, independente do que você estiver pensando em comprar, o ideal é testar, se possível. Em uma loja, você pode comparar as imagens de televisores LCD ou Plasma com especificações parecidas, por exemplo. Fonte: Infowester Toshiba Panasonic LG
Contatos: Por email: ademir.lourenco@fucapi.br Por telefone: (92) 2127-3036 Obrigado!