Iluminação e equipamentos fotográficos



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Iluminação e equipamentos fotográficos

Iluminação: A luz natural é proporcionada pelo sol, que pode incidir diretamente ou indiretamente sobre o assunto. O aspecto da luz solar pode variar de acordo o horário e o tempo, resultando nos mais diversos aspectos à sua fotografia. Ao amanhecer, por exemplo, provoca tons quentes, com cores avermelhadas ou alaranjadas que são muito agradáveis para paisagens. A intensidade da luz logo pela manhã e à tarde é mais fraca, e produz imagens com boa definição e detalhes definidos, sem exagerar no contraste.

Nestes horários, a luz incide de forma lateral, iluminando diretamente os objetos fotografados e criando sombras que dão volume e realçam as formas dos elementos da fotografia. No pôr-do-sol, observe com paciência todas as variações de tonalidades e cores que vão ocorrendo e aproveite, pois são momentos em que podemos conseguir belas imagens!

A luz artificial: Além da luz natural, podemos usar outras fontes para iluminar nossas fotografias. Na maioria das vezes, usamos uma luz artificial quando a luz natural não é suficiente para iluminar a cena fotografada, como dentro de um ambiente fechado, ou em cenas noturnas.

A fonte de luz artificial mais usada é o flash eletrônico. Atualmente, todas as câmeras amadoras e semi-profissionais já tem um embutido no corpo da câmera, e funciona de maneira automática. Qualquer outra fonte de luz pode ser usada para iluminar uma cena a ser fotografada, como um holofote, lâmpadas, velas... São as chamadas "fontes de luz contínua".

Iluminação: Luz direta: Produz fortes sombras e contrastes, a menos que se utilize um filtro difusor, pode estar mesmo com difusor, relativamente longe do objeto. Geralmente exige também uma luz de preenchimento para suavizar as sombras e controlar contrastes. Para focalizar a luz direta, que consiste em um feixe continuo de luz que pode ser trocado de grande angular para ângulo estreito e dessa forma dando um maior controle ao usuário.

Flash: é um instrumento utilizado em fotografia que dispara luz em simultâneo com a abertura do obturador. Usado em situações de pouca luz ou mesmo com bastante luz, ao sol por exemplo, para preenchimento de sombras muito fortes evitando o contraste exagerado, o chamado fill flash.

Mais recentemente, com o surgimento ao consumo das câmeras digitais (segunda metade da década de 1990), os flash sempre estão incorporados. Nas câmeras profissionais é opção os flash TTLs, inteligentes que "conversam" com a câmera ajustando seus disparos de acordo com os dados de abertura, velocidade, ISO, distância e outros.

Chegam a disparar mais de uma vez em uma única foto, primeiro para calcular a luminosidade, um possível segundo disparo (quando programado) para evitar o "olho vermelho" (quando a pupila do fotografado se "ajusta" a luminosidade) e o segundo ou terceiro disparo para iluminar a cena com vistas a imagem pretendida.

Mesmo pequenos flash TTLs, possuem um "poder" de iluminação de 15 ou mais metros, enquanto os flash incorporados raramente ultrapassam a iluminação de 4 metros. Comum também, em uso profissional, são as "tochas", são flash mais fortes isolados da câmera e disparados por sinais de rádios ou fotocélulas (hoje quase não usadas).

É comum também em eventos, como casamentos, e onde é exigido mais iluminação, os profissionais utilizarem de dois ou mais flash, conduzidos por auxiliares (pessoas) e disparados simultaneamente pelo rádio que é incorporado na câmera e envia o sinal para esses flash.

A capacidade de um flash é medida pelo chamado número guia, ou em inglês guide number, resultado do produto entre a distância entre a objetiva e o assunto fotografado, e a abertura necessária para correta exposição com o flash operando em sua potência plena.

Por exemplo, se um flash em sua potência total permite fotografar um objeto a 10m com abertura 4.0, teremos: n guia = 4.0 10 = 40 Similarmente, o número guia pode ser calculado em pés, ao invés de metros. Ao se aplicarem filtros ou modificadores de luz (ex.: gels, sombrinhas, colméias, softboxes) o número guia da iluminação será diferente do apresentado pelo flash original (sem modificações).

Tipos de flashes mais comuns: Flash compacto: são mais baratos e podem ser transportados com facilidade para outros ambientes fora do estúdio. As tochas são ligadas individualmente em tomadas.

Tipos de flashes mais comuns: Flash geradores: são mais caros, mas são mais ágeis, pois diminuem a quantidade de fios e tomadas necessários. As tochas são ligadas à um gerador de energia, que é ligado a uma tomada.

Luz indireta: É uma luz geralmente de uma fonte grande (como um céu incoberto) produz luzes delicadas e sombras leves, precisa estar mais próxima do objeto, não requer luzes de preenchimento pois tende a se derramar e equilibrar o contraste, podendo até ser utilizada como uma luz de preenchimento. É mais indicada onde se precise de algo mais suave.

Apesar de ser fácil falar que, colocando a luz longe do modelo, ela se torna suave, na prática isso não acontece da forma ideal. Isso por que se você afastar demais a iluminação, ela pode se tornar fraca demais para fazer diferença na imagem!

Aí é que entram os difusores e refletores. Existem duas maneiras de suavizar a luz: filtrando-a ou rebatendo-a. Isto é, você pode usar um difusor, que age como se fosse uma nuvem para o sol, ou pode rebater a luz utilizando uma superfície clara e grande, como uma folha de cartolina ou a própria parede.

Materiais translúcidos, como uma folha de papel vegetal ou um difusor profissional, funcionam bem para filtrar a luz. Já para rebater, podem ser usados outros materiais caseiros, como folhas de cartolina brancas, lâminas de isopor, paredes brancas etc...

Para filtrar a iluminação, posicione o difusor entre a fonte de luz e o modelo ou objeto. Já para rebater, vire a luz de costas para o modelo e utilize o rebatedor para refleti-la. O uso de difusores pode ser feito em dias de sol, ao ar livre, para simular efeitos mais delicados.

Refletores: são usados para preencher sombras com luz.

Tipos de Refletores: Refletor WA: refletor grande angular para uso c/ sombrinha. Refletor Parabólico: de média angulação Para uso geral.

Refletor LF: Cortado em ângulo, Refletor Normal: p/ iluminação direta e p/ uso como luz de fundo concentrada é o que tem maior ganho de luz

Refletor Portrait: Colméia: De iluminação indireta, concentra e p/ retratos a curta distância direciona a luz

Snoot: Barndoors: Concentrador de luz controla a intensidade Ideal p/ iluminação de luz por meio de pontual (como cabelo) abas dobráveis

Octosoft: Caixa octogonal difusora c/ encaixe para flash Sombrinha rebatedora:

Difusores: Light bank: Caixa difusora para 3 tochas/flashes Globo difusor:

Softbox: Luz de menor alcance e maior contraste Sombrinha difusora: Luz de maior alcance e menor contraste

Iluminadores contínuos mais comuns: Quartz light: Digital Light p/ lâmpadas halógenas p/ lâmp. fluorescentes produzem calor não produzem calor

Suportes para iluminação: Tripé: Girafa:

Suportes de teto Rail system: Não obstrui o caminho prático para pequenos espaços.

Fotografia de produto: Table Top ideal para fotografar pequenos e médios objetos

Direção da luz: Frontal: também conhecida como iluminação lavada, é considerada uma luz de má qualidade, chapando a cena, reduzindo o relevo.

Contra-luz: iluminação por trás, que vai gerar uma silhueta.

Superior: produz sombras duras e inadequadas para modelos, pois aumenta a sensação de olheiras escuras.

Inferior: produz sombras pouco naturais que causam estranheza e incômodo, usada para causar suspense e terror.

Lateral 45 : a iluminação mais utilizada, produz sombras diagonais que ajudam a definir a perspectiva e a profundidade da cena.

Lateral 0 : conhecida por luz rasante, é colocada paralelamente ao objeto, ideal quando necessário mostra a textura e destacar relevos.

Obrigado!