DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO

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Transcrição:

DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Parte 1 Prof. Renata Menezes

Guerra: nos termos da Carta das NU, meio ilícito de solução de controvérsias internacionais e não direito do Estado. Considerações importantes:. Atualmente, guerra como instrumento mais político que jurídico evolução do fenômeno da guerra, com utilização de outros meios que não apenas a força armada;

Veja! Meios tecnológicos - muito mais dinâmicos e atuais que os métodos da guerra clássica, própria do século XX: difícil para o DI acompanhar tais meios e suas consequências. Daí o abandono da doutrina internacionalista no estudo da guerra.

Conceito: conflito armado entre dois ou mais Estados, dirigido e mantido por seus governos, para obrigar um Estado a abdicar de seus interesses em razão do outro Estado. Em regra, se inicia com uma declaração formal de guerra e finda com um Tratado de Paz, precedido este de um armistício (suspensão provisória e convencional das hostilidades para restabelecimento da paz).

Declaração de guerra : Ato unilateral por meio do qual um Estado dá ciência ao outro de que a luta armada será iniciada, logo, ato prévio ao início das hostilidades, de regra, concretizado por nota diplomática. Previsto na Convenção de Haia de 1907, serve para evitar ataques surpresa, a despeito de descumprimento por parte de alguns Estados (prática em desuso?).

. Início das hostilidades - governo ataca de fato o território de outro Estado. Substituição dos métodos tradicionais (campos de luta terrestres, marítimos, aéreos) por métodos novos, tecnológicos: guerra biológica, guerra química, guerra física.

A quem compete declarar a guerra? Em regra, quem a ordem interna constitucional determinar. No Brasil: Art. 21, II c/c art. 84, XIX e art. 49, II, CF/88 competência privativa do Presidente da República, autorizado ou referendado pelo Congresso Nacional, quando ocorrida a agressão no intervalo de sessões legislativas e, nas mesmas condições, decretar, total ou parcialmente, a mobilização nacional.

Efeitos da declaração de guerra: principalmente, rompimento das relações diplomáticas e consulares, suspensão ou extinção dos tratados e convenções internacionais, em regra, sem possibilidade de confisco dos bens (apenas sequestro com guarda e administração), nacionais do Estado inimigo não mais podem ser feitos prisioneiros de guerra, início das hostilidades.

Guerra tornada questão jurídica no século passado: Pacto da Liga das Nações, Tratado de Briand-Kellog (1928), confirmado na Carta de São Francisco (arts. 2º, 3º e 4º): Artigo 2. A Organização e seus Membros, para a realização dos propósitos mencionados no Artigo 1, agirão de acordo com os seguintes Princípios: (...)

(...) 3. Todos os Membros deverão resolver suas controvérsias internacionais por meios pacíficos, de modo que não sejam ameaçadas a paz, a segurança e a justiça internacionais. (...)

(...) 4. Todos os Membros deverão evitar em suas relações internacionais a ameaça ou o uso da força contra a integridade territorial ou a dependência política de qualquer Estado, ou qualquer outra ação incompatível com os Propósitos das Nações Unidas.

Obs.: Texto Carta ONU com expressão guerra apenas no preâmbulo: 1- Sem previsão, sem necessidade de definição. 2- Leque de possibilidade maior que apenas guerra. Logo, após O.I s de caráter universal (séc. XX) utilização da força proibida, salvo casos de legítima defesa.

Força: qualquer meio de agressão art. 1º, Resolução 3.314 da AGNU: Agressão é o uso da força armada por um Estado contra a soberania, integridade territorial ou independência política de outro Estado, ou qualquer outra atitude que seja inconsistente com a Carta das NU, conforme determinado por esta definição.