- SERMÃO 7 - RESTAURAÇÃO DA VIDA FINANCEIRA PROPÓSITO Levar as pessoas a entenderes que o problema financeiro pode atingir pessoas em todas as idades, camadas sociais e, até mesmo, pessoas bem assalariadas. Levar as pessoas a se conscientizarem que Deus nos entrega os recursos para administra-los para seu reino. TEXTO PRINCIPAL Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem, a imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou, e lhes disse: sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre todo animal que rasteja pela terra (Gn 1:27-28). I - INTRODUÇÃO Nossa vida financeira está relacionada com nossa vida espiritual e, por não buscar a orientação divina, muitas vezes nos desorganizamos e cada vez mais esse ciclo vai se tornando. Deus pode nos dar o equilíbrio em todas as áreas da vida e inclusive a financeira, basta buscar a fidelidade a Deus e ele cumpre em nós a Sua fidelidade - 36 -
II - A FIDELIDADE QUE RESTAURA A. Entendendo os limites Quando, porém, experimentaram ser fiéis ao preceito do dízimo, surpreenderam-se ao constatar que seus recursos financeiros se multiplicaram. Isso porque, com a bênção de Deus, passamos a administrar melhor nossas finanças. O dízimo nos ensina a controlar e organizar os ganhos e os gastos, e nossa vida financeira, sob o beneplácito divino, vai se restaurando. O dízimo é uma prova, porque estabelece limites à nossa liberdade e chama a atenção para nossa dependência de Deus. Podemos facilmente concluir que o dízimo é o testemunho da relação de confiança e amor estabelecida com nosso Senhor e Salvador. B. Mordomia na prática Devemos lembrar que somos colocados aqui como administradores de Deus, e temos que aprender a ordenar as nossas finanças seguindo os princípios do Céu. É importante ter consciência de que o dinheiro devolvido como dízimo não é para o pastor, ancião ou sacerdote, mas para Deus. O Senhor deseja que você seja fiel a Ele, não porque Ele precisa, mas porque O ama. O amor deve motivá-lo à fidelidade. Devolver o dízimo é um ato de adoração. C. Deus, o eterno proprietário Assim, lembrava-se constantemente ao povo que Deus era o verdadeiro proprietário de seus campos, rebanhos e gado, que Ele lhes enviava a luz do sol e a chuva para a semeadura e a ceifa, e que tudo o que possuíam era de Sua criação, e Ele os fizera mordomos de Seus bens. Reunindo-se no tabernáculo os homens de Israel, carregados com as primícias do campo, dos pomares e dos vinhedos, faziase um reconhecimento público da bondade de Deus. - 37 -
D. Deus nos honra quando sacrificamos para seu reino As contribuições exigidas dos hebreus para fins religiosos e caritativos montavam a uma quarta parte completa de suas rendas. Poder-se-ia esperar que uma taxa tão pesada sobre os recursos do povo os reduzisse à pobreza; mas, ao contrário, a fiel observância desses estatutos era uma das condições de sua prosperidade. Sob a condição de Sua obediência, Deus lhes fez esta promessa: Por causa de vós repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; e a vide no campo vos não será estéril. E todas as nações vos chamarão bemaventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos exércitos (Ml 3:11 e 12.17). III - RESTAURANDO NOSSA VIDA FINANCEIRA A. Dízimo e prosperidade financeira Um estudo realizado nos Estados Unidos pelo State of the Plate apontou que as pessoas que são dizimistas têm um maior controle de sua vida financeira do que as pessoas que não adotam a prática. O objetivo do estudo foi lançar um olhar mais atento sobre as práticas financeiras e espirituais das pessoas que dão 10% ou mais do seu rendimento para igrejas e instituições de caridade a cada ano. Os resultados foram classificados como sem precedentes por seus organizadores, que compararam dizimistas com nãodizimistas através de nove indicadores de saúde financeira, descobrindo que os dizimistas apresentavam resultados melhores em cada uma das categorias. Pelos indicadores medidos pelo estudo, foi constatado que, entre os dizimistas, 80% não têm contas de cartão de crédito não pagas, 74% não devem nada na compra de seus carros, 48% possuem sua casa própria e 28% estão livres da hipoteca. - 38 -
O estranho é que um dizimista olha para o resultado desses estudos e diz para si mesmo: Bem, eu estou melhor porque eu dou. O não-dizimista olha e diz: Oh! Eles dão porque estão melhores, disse Brian Kluth, responsável pelo estudo. Nunca antes este grupo foi estudado, e acho que, para cada pastor, líder da igreja e líderes eclesiásticos seria útil se eles entendem isso, afirmou Kluth ao The Christian Post. Estamos no meio de um declínio de 40 anos no percentual que os cristãos dão, e precisamos ver um movimento de generosidade nos Estados Unidos; que os cristãos abracem novamente a generosidade como um valor espiritual, mas não por causa do orçamento da igreja, mas por causa da Bíblia. As igrejas tornaram o dar em torno do orçamento, e não se trata de orçamento, se trata da Bíblia, completou ele. A pesquisa, que foi conduzida pela Generosidade Máxima, entidade fundada por Kluth, e copatrocinada por ECFA, Christianity Today and Evangelical Christian Credit Union, gerou um relatório completo de 27 páginas, intitulado 20 Verdades sobre dizimistas, que mostrou também que, entre os cristãos que não dizimam e têm dificuldade em dar, 38% dizem que é porque eles não podem pagar, 33% dizem que tem muita dívida e 18% dizem que o seu cônjuge não concorda com o dízimo. Outro dado levantado pelo estudo foi que 70% fazem suas doações com base em sua renda bruta ao invés de seus rendimentos líquidos, e 77% dão mais do que os 10% tradicionais. A estimativa é de que há nos EUA 10 milhões de cristãos que dizimam, totalizando um valor de mais de US$ 50 bilhões por ano. IV-APELO A bênção do dízimo não é simplesmente financeira, mas sim em todas as áreas da vida, e se todas as áreas estão em equilíbrio, automaticamente isso se reflete sobre suas finanças também. - 39 -
Paulo era membro de uma igreja que pregava a teologia da prosperidade. Seu sonho era se tornar um rico empresário, por isso, participava de todas as campanhas que prometiam sucesso financeiro. Mas diante de tudo isso, nada adquiriu, a não ser muitas dívidas. Estas foram crescendo de tal forma que ele já estava entrando em desespero, pensando até em tirar a sua vida. Um dia teve um contato com a Rede Novo Tempo e começou a estudar a bíblia. Se deparou com as verdades nela contidas e logo se decidiu pelo batismo, procurando uma Igreja Adventista. Isso aconteceu depois de muita resistência e preconceito em relação aos adventistas, pois aprendeu em outras igrejas evangélicas que a Igreja Adventista era uma seita e um povo com espírito de pobreza, pois não acreditavam na teologia da prosperidade. Quando Paulo entrou pela primeira vez em uma pequena Igreja Adventista, no bairro próximo de sua casa, teve um impacto ao perceber naquela pequenina igreja que as pessoas tinham um bom padrão financeiro e que superava as igrejas que ensinavam a prosperidade. Mais tarde, em seu batismo, ele testemunhou: procurei através das igrejas a prosperidade, mas encontrei aqui a teologia da felicidade. Vocês, adventistas, têm a benção de Deus em todas as áreas da vida, bem como a financeira. Por isso, posso dizer que aqui temos a verdadeira teologia bíblica da prosperidade. Apesar da igreja não destacar ganhos e dinheiro, vejo que Deus tem abençoado a vida financeira de cada irmão. Estou feliz de ter encontrado a igreja de Deus. Realmente, faz muito sentido. Deus tem abençoado seus filhos. É só você parar um pouco e pensar como era sua vida antes e depois de aceitar esta fé. O dízimo, além do propósito de suprir a casa de Deus, também supre suas necessidades. Deus não promete ao fiel dizimista uma prosperidade material. O que Ele promete é que Ele terá controle de suas finanças. E se Deus está no controle, não há espaço para o fracasso. Deus estará à frente abençoando. - 40 -