PREVENÇÃO E COMBATE A INCENDIOS



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Transcrição:

PREVENÇÃO E COMBATE A INCENDIOS A história mostra que incêndios eram comuns na antiguidade tendo como causas classificadas como divinas, acidentais e propositais (muitas utilizadas para a realização de grandes conquistas militares). Como exemplos podemos citar: Sodoma e Gomorra: Então, o Senhor fez chover enxofre e fogo, do Senhor desde os céus, sobre Sodoma e Gomorra. E derrubou aquelas cidades e toda aquela campina, e todos os moradores daquelas cidades, e o que nascia da terra. Gênesis 19.24-25. O grande incêndio de Roma (ano 64 d.c), que alastrou-se rapidamente pelas áreas mais densamente povoadas, com as suas ruelas sinuosas (a maioria dos romanos viviam em edifícios altamente inflamáveis devido à sua estrutura de madeira de três, quatro ou cinco andares), prolongando-se por seis dias seguidos até que pudesse ser controlado. Existem várias versões sobre a causa do incêndio. A versão mais contada é a de que os moradores que habitavam as construções de madeira usavam do fogo para se aquecer e se alimentar. E por algum acidente, o fogo se alastrou. Para piorar a situação, ventos fortes arrastavam o fogo pela cidade. O grande incêndio de Londres (1666). Destruiu 13.200 casas, 87 igrejas, a Catedral de St. Paul e a maior parte das construções das autoridades da cidade. Entretanto, acredita-se que poucas pessoas morreram, pois não há muitos registros de mortes verificadas. A técnica contra incêndios da época (derrubar construções e assim impedir o espalhamento do fogo) foi atrasada pela indecisão política. Quando as demolições foram autorizadas, uma tempestade de fogo impediu que fossem feitas sendo somente controlada após quatros dias através de uma ação antiincêndio. 08/12/1864 - Incêndio em igreja, Santiago (Chile) com 2000 mortos; 30/12/1903 - Incêndio em teatro, Chicago (EUA) com 602 mortos; 1907 - Incêndio em São Francisco (EUA), provocado por um terremoto. 23/04/1940 - Incêndio em um clube, Natchez (EUA) com 207 mortos; 28/11/1942 - Incêndio em um clube, Boston (EUA), com 492 mortos; 17/12/1961 - Incêndio em circo, Niterói (Brasil) com 400 mortos; 22/05/1967 - Incêndio em shopping center em Bruxelas (Bélgica) com 325 mortos; 25/12/1971 - Incêndio no hotel TAE YON KAN, Seoul (Coréia do Sul) com 163 mortos; 20/08/1978 - Incêndio em cinema, Abadan (Iran) com 422 mortos; 10/05/1993 - Incêndio em fábrica de brinquedos (Tailândia) - 188 mortos 1

Destas grandes tragédias surgiram à criação de leis, cujo objetivo era estabelecer regras para as construções. Dentre elas, citamos algumas para conhecimento: Código de Leis de Hammurabi - Babilônia (2200 AC): Artigo 229 Se um construtor constrói uma casa de forma inapropriada e esta cai, matando o seu proprietário, o primeiro deve pagar com a própria vida; Artigo 230 Se a ruína da casa mata o filho do proprietário, o filho do construtor deve morrer; Artigo 231 Se a casa cai e o escravo do proprietário morre, o construtor deve pagar por um novo escravo; Artigo 232 Se o conteúdo da casa sofre danos, o construtor deve compensar pelos danos e também reconstruir a casa com meios próprios. Roma Antiga: Determinação de um recuo total de aprox. 5 pés (150 cm) entre as edificações, sendo 2,5 pés do limite do lote de cada edificação (origem dos recuos) em 450 AC; Limitação na altura total da edificação (devido a desmoronamentos) a 70 pés (aprox. 7 pavimentos) em 27 AC. Roma de Nero (54 a 68 DC) - Após o incêndio de Roma: - Altura das edificações limitadas ao dobro da largura das vias; - Instalação de arcadas nas construções; - Exigências relativas às aberturas para iluminação. No Brasil, as grandes tragédias em que aconteceu uma mudança significativa na área de proteção contra incêndio, ocorreu na década de 70: 2

Até esta época, o Corpo de Bombeiros Militar atuava apenas na área de combate a incêndio e salvamento não tendo até aquele momento, visão ou condições (ferramentas legais), para atuar na área de prevenção e proteção contra incêndio. Outra característica importante a ser ressalvada é que no início da década de 70, começaram a ser introduzido nas construções das edificações (divisórias, paredes, tetos e pisos), material mais leve, fácil de serem instalados (praticidade), como também o aumento da quantidade de mobiliários para ocupações comerciais (mesas, cadeiras e muitos papéis) aumentando assim a carga de fogo nas edificações que antes eram insignificantes. Também ocorreu o aumento na utilização de equipamentos elétricos (ar condicionado, televisores, aparelhos de som, geladeiras, frezeres, etc), não ocorrendo o redimensionamento das redes elétricas (falta de legislação e cultura). 3

Nestes incêndios foi verificado que: (Bombeiros não tinham equipamentos e materiais apropriados para combater o fogo e salvar as pessoas); Bombeiros não tinham equipamentos e viaturas para poder dar suporte de salvamento em grandes edificações; Edificações não possuíam saídas de emergências apropriadas para a saída de pessoas e a entrada dos bombeiros para a realização do salvamento; As edificações eram construídas de maneira desorganizada por não existir regras e cultura prevencionista a serem praticadas pelos diversos segmentos da sociedade. A partir de então, com base nas legislações utilizadas pelo Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) e experiências adquiridas no atendimento destas grandes tragédias, iniciou a Atividade Técnica no Brasil com a criação das Normas de Segurança Contra Incêndio por parte dos Bombeiros em cada Estado e em alguns municípios com os Códigos de Obras Municipais, onde, devido ao grau de comprometimento e conhecimento de alguns profissionais, a cultura da região e o interesse público e privado, alguns Estados estão na vanguarda desta atividade. Mesmo não sendo naquela época uma atividade Legal praticada pelo Corpo de Bombeiros (não previsto em Lei), (era legítima e inteligente). O Corpo de Bombeiros de Santa Catarina Destinação Constitucional Art. 8º Fica incluído o Capítulo III-A no Título V, da Constituição do Estado de Santa Catarina, contendo o art. 108, com a seguinte redação: Capítulo III-A Do Corpo de Bombeiros Militar Art. 108. O Corpo de Bombeiros Militar, órgão permanente, força auxiliar, reserva do Exército, organizado com base na hierarquia e disciplina, subordinado ao Governador do Estado, cabe, nos limites de sua competência, além de outras atribuições estabelecidas em Lei: I realizar os serviços de prevenção de sinistros ou catástrofes, de combate a incêndio e de busca e salvamento de pessoas e bens e o atendimento pré-hospitalar; II estabelecer normas relativas à segurança das pessoas e de seus bens contra incêndio, catástrofe ou produtos perigosos; III analisar, previamente, os projetos de segurança contra incêndio em edificações, contra sinistros em áreas de risco e de armazenagem, 4

manipulação e transporte de produtos perigosos, acompanhar e fiscalizar sua execução, e impor sanções administrativas estabelecidas em Lei; IV realizar perícias de incêndio e de áreas sinistradas no limite de sua competência; corporação; e V colaborar com os órgãos da defesa civil; VI exercer a polícia judiciária militar, nos termos de lei federal; VII estabelecer a prevenção balneária por salva-vidas; e VIII prevenir acidentes e incêndios na orla marítima e fluvial. 1º O Corpo de Bombeiros Militar: I é comandado por oficial da ativa do último posto da II disporá de quadro de pessoal civil para a execução de atividades administrativas, auxiliares de apoio e de manutenção. 2º Os cargos não previstos nos quadros de organização da corporação, poderão ser exercidos pelo pessoal do Corpo de Bombeiros Militar, por nomeação do Governador do Estado. (13/06/03) CICLO OPERACIONAL Fase Passiva ou Estrutural - Esta fase da elaboração e execução dos projetos. DST (Diretoria de Serviços Técnicos), SEP (Seção de Estudos e Projetos. SVP 5

(Seção de Vistorias e Pareceres), SC (Seção de Credenciamento), CAT (Centro de Atividades Técnicas), SH (Seção de Hidrantes) e Órgãos de Engenharia.. Fase Preventiva ou Normativa - Esta fase estabelece e elabora normas técnicas, trabalhos e conscientização (prevenção) e estudos estatísticos, que dão subsídios para o enriquecimento da eficiência do ciclo operacional, bem como relações de Custo/Beneficio. União, Estados, Municípios, Entidades não Governamentais, IBGE, Fundações, Associações, organismos não governamentais, sociedades civis e sociedades anônimas. Obs.: Os trabalhos Estatísticos são de profunda importância para o Ciclo Operacional, realizados por órgãos ou seções de estatística (IBGE, Seção de Estatística, etc.), oferecem dados que facilitam o melhor redimensionamento dos recursos humanos e materiais e cálculos de Custo/Benefício que fortificam a importância da aplicação de recursos nas atividades bombeiro militar. Público Alvo (nível de instrução, renda). Tipos de Incêndios Ex. Estatística (IBGE).. Quantidade Mortos. Tipos de Feridos. Tempo de Internação dos Feridos. Relação Custo/Benefício. Fase Ativa ou Combativa - Nesta fase temos o combate ao sinistro já que não foi possível evitá-lo. Devemos aprender como nossas falhas e limitações, como Tempo/Resposta, disponibilidade de Recursos Humanos e Materiais, emprego de técnicas e táticas. Corpo de Bombeiros, Brigadas de Incêndio e Bombeiros Voluntários.. Fase Pericial ou Investigativa - Esta fase trata de apurar as causas e conseqüências dos incêndios, podendo colher dados para elaborar melhores métodos de combatê-lo ou evitar que ocorra posteriormente. Justiça, Indústria, Seguradoras, Perito de Liquidação de Sinistro Perito Criminal, Perito Judicial e Perito do Corpo de Bombeiros, Engenheiro de Segurança de Trabalho. TEORIA GERAL DO FOGO 1 Conceito de Combustão: É a reação química entre o comburente e um combustível, onde os gases resultantes da mistura destes, se inflamam, apresentando um desprendimento de energia, que se dá sob a forma de luz e calor. 2 Elementos da Combustão: Os elementos essenciais para que haja a combustão são: 6

- Calor; - Combustível; - Comburente; - Reação em cadeia; 2.1 Calor Forma de energia que aumenta a temperatura, gerada da transformação de outra energia, através de processo físico ou químico. Pode ser considerado como uma condição de matéria em movimento, ou seja, vibração das moléculas que formam a matéria. As moléculas estão constantemente em movimento. Quando um corpo é aquecido, a velocidade das moléculas aumenta e o calor também aumenta. O calor pode ser gerado pela transformação de outras formas de energias: - Energia química; - Energia elétrica; - Energia mecânica - Energia nuclear; 2.1.1 Pontos de Temperatura Para que haja a combustão os materiais ou combustíveis são expostos ao calor e começam a liberar vapores que se combinam com o oxigênio existente no ar atmosférico, resultando a combustão, mas sim os vapores que são liberados. - Ponto de Fulgor: Aquecendo um material chegando a uma certa temperatura, ocorre um desprendimento de vapores que se incendeiam caso houver uma fonte externa de calor. Retirado à fonte externa de calor as chamas não se matem devido à insuficiência de vapores; - Ponto de combustão: Aquecendo o mesmo material, a uma temperatura maior, a um desprendimento maior de vapores que em contato com uma fonte externa de calor, iniciam a combustão, e continuam a queimar sem o auxílio daquela fonte; - Ponto de Ignição: Continuando o aquecimento, atinge-se um ponto no qual o combustível, exposto ao ar, entra em combustão sem que haja fonte externa de calor. 2.1.2 Propagação do Calor O calor pode ser transmitido por três formas diferentes: condução, convecção e irradiação. Condução: é a transmissão de calor através de corpos sólidos, sem o deslocamento da matéria, ou seja, de molécula para molécula. Pela condução, o calor de um corpo é transferido para outro pelo contato direto ou através de um condutor intermediário, como por exemplo, de uma colher de chá, do chá para 7

mão. Da mesma forma uma chaminé em contato com a madeira transfere calor para a mesma pelo contato direta. Convecção: é a transmissão de calor através do movimento ascendente das massas de gases aquecidas ou dos líquidos dentro de si mesmo. Como exemplo podemos citar a água quando aquecida num recipiente de vidro, onde se pode observar um movimento dentro do próprio líquido de baixo para cima. Da mesma forma os gases quando aquecidos se expandem, e tendem a subir para as partes mais altas do ambiente, enquanto o ar mais frio tende a ocupar níveis mais baixos. Nas edificações de razão vertical, essa é uma das principais causas de propagação do calor para os pavimentos superiores. Irradiação: é a transmissão de calor de um corpo para outro através de ondas caloríficas que se deslocam através do espaço intermediário. Um exemplo de transferência de calor por irradiação é o calor da luz solar. Um corpo aquecido tende a transferir calor para outro menos aquecido até que a temperatura deles se equilibrem. 2.1.3 Efeitos do calor O calor provoca efeitos físicos e químicos nos corpos e efeitos fisiológicos nos seres vivos: Efeitos físicos e químicos: - Aumento do volume: viga de concreto de 10 metros exposta a uma temperatura de 700 ºC. A essa variação, o ferro, dentro da viga, aumentará seu comprimento cerca de 84 mm, e o concreto, 42 mm. - Elevação da temperatura: ocorre nos corpos considerados bons condutor de calor (por exemplo, os metais) e, mais vagarosamente, nos corpos tidos como maus condutores de calor (por exemplo, o amianto) - Mudança do estado físico da matéria: corpos tendem a mudar seu estado físico, alguns sólidos transformam-se em líquidos (liquefação), líquidos se transformam em gases (gaseificação) e há sólidos que se transformam diretamente em gases (sublimação) - Mudança do estado químico da matéria: a madeira aquecida não libera moléculas de madeira em forma de gases, e sim outros gases, diferentes, em sua composição, das moléculas originais da madeira. Efeitos fisiológicos: - Desidratação; - Fadiga; - Insolação; 8

- Queimaduras; - Problemas respiratórios. 2.2 Comburente É o elemento associado quimicamente ao combustível, em proporções adequadas, possibilita a combustão. O oxigênio é o comburente mais facilmente encontrado na natureza. A atmosfera possui aproximadamente em sua composição 78% de Nitrogênio, 21% de Oxigênio e 01% de outros gases. 2.3 Combustível É todo elemento que serve de campo de propagação do fogo. Os materiais orgânicos são todos combustíveis, porém dentre os inorgânicos (nas condições normais), apenas alguns são combustíveis. Os combustíveis podem ser sólidos, líquidos ou gasosos, e a grande maioria precisa passar pelo estado gasoso para então, combinar com o oxigênio e queimar. 2.3.1 Combustíveis Sólidos: Os combustíveis sólidos transformam-se primeiro em vapor e após combinam com oxigênio para entrar em combustão. Sempre que a superfície exposta ao calor for maior, será mais rápido o aquecimento do combustível. Como exemplo podemos citar uma chapa de aço que em sua forma original precisará de muito calor para queimar, mas que se, no entanto for desmembrada para palha de aço irá queimar com maior facilidade. Desta forma, podemos concluir que quanto mais fracionado o material, mais rápido será sua queima. 2.3.2 Combustíveis Líquidos: Estes combustíveis inflamáveis possuem qualidades físicas que tornam mais difícil a extinção do calor, trazendo maior dificuldade para a extinção por parte dos bombeiros, como também maior risco. Veremos agora algumas qualidades destes combustíveis: - Peso: as maiorias dos líquidos inflamáveis são mais leves do que a água e desta forma flutuam sobre a mesma. - Solubilidade: os derivados do petróleo possuem pouca solubilidade, por isso não se misturam com a água; já os solventes polares como o álcool e a acetona misturam-se facilmente com a água, não sendo desta forma inflamáveis. 9

- Volatilidade: capacidade de liberar vapores; quanto mais volátil o liquido maior a possibilidade de entrar em combustão. 2.3.3 Combustíveis Gasosos Os gases não possuem volume definido, vindo rapidamente a preencher todo o vasilhame em que estão contidos. Quando o peso do gás for menor do que o ar, o mesmo tende a subir e espalhar-se, mas quando o peso do gás for maior do que o ar, o mesmo tende a permanecer junto ao solo e deslocar conforme a corrente de ar. Para que se concretize a queima é necessário que o mesmo esteja em uma mistura ideal com o ar atmosférico, e, portanto, se estiver fora de determinados limites, ele não queimará. Cada gás, ou vapor tem seus limites próprios. 2.4 Reação em Cadeia A reação em cadeia é o elemento que torna a queima auto-sustentável, ou seja, o calor originado pelas chamas atinge o combustível e o decompõe em partículas menores, que por sua vez combinam com o oxigênio e queimam, levando outra vez calor para o combustível, formando ciclo constante. 3 Forma de Combustão A combustão pode ocorrer de quatro formas: completa, incompleta, espontânea e explosão. 3.1 Combustão Completa: Na combustão completa todo combustível é consumido e existe a produção de calor e chamas. Acontece em ambientes ricos em oxigênio. 3.2 Combustão Incompleta: É aquela que tem a produção de calor e poucas chamas, e ocorre em local com pouco oxigênio. 3.3 Combustão Espontânea: É o que ocorre, por exemplos, quando do armazenamento de certos vegetais que, pela ação de bactérias, fermentam. A fermentação produz calor e libera gazes que podem incendiar. Alguns materiais entram em combustão sem fonte externa de calor (materiais com baixo ponto de ignição); outros entram em 10

combustão à temperatura ambiente (20ºC), como o fósforo branco. Ocorre também a mistura de determinadas substâncias químicas, quando a combinação gera calor e libera gases em quantidade suficiente para iniciar combustão. Por exemplo, água + sódio. 3.4 Explosão: É a queima de gases (ou partículas sólidas), em altíssima velocidade, em locais confinados, com a liberação de energia e deslocamento de ar. Combustíveis líquidos, acima da temperatura de fulgor, liberam gases que possam explodir (num ambiente fechado) na presença de uma fonte de calor. 4 Fases do Fogo O incêndio provoca danos, ás vezes, irreversíveis as pessoas e ao patrimônio, se o mesmo for combatido em seu começo, as chances de salvarmos as pessoas e os bens são maiores. Para melhor entendimento estudaremos agora as fases do mesmo: 4.1 Fase Inicial: Nesta fase o oxigênio contido no ar encontra-se na casa dos 20 %, a temperatura no ambiente é de 38 ºC e existe a produção de gases inflamáveis (CO² e CO). Nesta fase as alterações no ambiente são pequenas, existindo pouco calor, fumaça, e os danos causados pelo fogo já existem. 4.2 Queima Livre: Nesta fase os gases aquecidos ocupam a parte mais alta do ambiente, por isso os bombeiros devem adentrar a edificação agachados e com proteção respiratória, para evitar danos que podem ser provocados pelo calor. A temperatura na parte superior do ambiente pode passar dos 600 ºC. Nesta fase os materiais existentes no ambiente atingem o ponto de ignição ao mesmo tempo e entram em combustão, provocando uma explosão no ambiente, fenômeno esse conhecido como Flashover. Com a ocorrência do Flashover o ambiente fica com temperatura do chão ao teto e totalmente tomado pelas chamas. 11

FLASHOVER: Na fase da queima livre, o fogo aquece gradualmente todos os combustíveis do ambiente.quando determinados combustíveis atingem seu ponto de ignição, simultaneamente, haverá uma queima instantânea e concomitante desses produtos, o que poderá provocar uma explosão ambiental, ficando toda a área envolvida pelas chamas. 4.4 Queima Lenta: Nesta fase o nível de oxigênio contido no ar é baixo, mas a temperatura ainda é alta. O fogo geralmente não existe ou está reduzido a brasas, e a fumaça densa é rica em monóxido de carbono toma conta do ambiente. Na queima lenta a combustão é incompleta devido à falta de oxigênio, no entanto, o calor ainda é muito grande e a quantidade de vapores também, e com a entrada de oxigênio no ambiente pode haver a reignição e a explosão ambiental. Esse fenômeno chamamos de Backdraft. Por isso é muito importante a ventilação adequada do ambiente, pois uma ventilação inadequada poderá acarretar o Backdraft. BACKDRAFT: A Combustão é definida como oxidação, que é uma reação química na qual o oxigênio combina-se com outros elementos. O carbono é um elemento naturalmente abundante, presente, entre outros materiais, na madeira. Quando a madeira queima, o carbono se combina com o oxigênio para formar o dióxido de carbono (CO²), ou monóxido de carbono (CO). Quando o oxigênio é encontrado em quantidades menores, o carbono livre (C) é liberado, o que pode ser notado na cor preta da fumaça. Na fase de queima lenta em um incêndio, a combustão é incompleta porque não há oxigênio suficiente para sustentar o fogo. Contudo, o calor da queima livre permanece, e as partículas de carbono não queimadas (bem como outros gases inflamáveis, produtos da combustão) estão prontas para incendiar-se rapidamente assim que o oxigênio for suficiente. Na presença de oxigênio, esse ambiente explodirá. A essa explosão chamamos backdraft. A ventilação adequada permite que a fumaça e os gases combustíveis superaquecidos sejam retirados do ambiente. Uma ventilação inadequada suprirá abundante e perigosamente o local com o elemento que faltava (oxigênio), provocando uma explosão ambiental. A seguir relacionaremos as principais condições que indicam uma situação de backdraft: Fumaça sob pressão, num ambiente fechado; Fumaça escura, tornando-se densa, mudando de cor (cinza e amarelada) e saindo do ambiente em forma de lufadas; Calor excessivo (nota-se pela temperatura na porta); Pequenas chamas ou inexistência destas; Resíduos da fumaça impregnando o vidro das janelas; Pouco Ruído; 12

Movimento de ar para interior do ambiente quando alguma abertura é feita (em alguns casos ouve-se o ar assoviando ao passar pelas fretas). 5 Métodos de Extinção do Fogo Os métodos de extinção de um incêndio estão baseados na retirada de um ou mais elementos indispensáveis na formação da combustão. 5.1 Abafamento: Baseia-se na retirado do comburente para extinção do incêndio. Existem chamas enquanto há oxigênio suficiente, sendo que ao retirarmos o oxigênio extinguimos o fogo. 5.2 Resfriamento: Baseia-se na retirada do calor do material do combustível para extinção do incêndio. Com a retirada do calor o material não desprende vapores inflamáveis. Para a extinção o agente mais utilizado é a água. 5.3 Isolamento ou Retirada do Material: Baseia-se na retirada do material ainda não atingido da área de propagação do incêndio, acabando com a alimentação do mesmo. Como exemplo podemos citar a realização do aceiro. 5.4 Quebra da Reação em Cadeia: Na combustão ocorre a liberação de radicais livres, que com o aumento do fogo cada vez será maior. A quebra da reação em cadeia consiste em lançar um agente extintor sobre estes radicais, interrompendo dessa forma a reação. 6 Classificação dos Incêndios e Métodos de Extinção Conforme os materiais envolvidos nos incêndios e também para determinar o melhor agente extintor para cada tipo de incêndio, foi elaborada pela NFPA (National Fire Protection Association Associação Nacional de Proteção a Incênidos/EUA), uma classificação para incêndios, que também é adotada pela maioria dos Corpos de Bombeiros dos Estados Brasileiros. 13

6.1 Incêndio Classe A É aquele envolvendo materiais sólidos, como madeira, palha, serragem, couros, borracha, etc. A queima acontece em superfície e profundidade e deixa resíduos como resultado. 6.1.1 Método de Extinção: Para extinguir o incêndio de Classe A, o melhor método é o resfriamento, que irá reduzir o calor do material. A água é o agente extintor mais adequado. 6.2 Incêndio de Classe B É o incêndio que ocorre com combustíveis líquidos inflamáveis, gases combustíveis e graxas. Caracteriza-se por queimar apenas em superfície e por não deixar. 6.2.1 Método de Extinção: Para extinção do incêndio Classe B abafar é a melhor opção, sendo que a quebra da reação em cadeia também pode ser utilizada. O abafamento através de espuma é destacado como a melhor opção para combater um incêndio de Classe B. 6.3 Incêndio de Classe C O incêndio de Classe C é aquele que ocorre em equipamentos energizados, como geradores, motores e equivalentes. A apartir do momento que é interrompido o fluxo elétrico ele passa a ser de Classe A, sendo que alguns equipamentos mesmo desligados acumulam energia elétrica, por isso o bombeiro deve ter muito cuidado. 6.3.1 Método de Extinção: Para extinção do incêndio de Classe C, O abafamento ou quebra de reação em cadeia é o mais indicado. O agente extintor mais utilizado no combate a incêndio classe C é o Gás Carbônico, pois não conduz eletricidade. 14

6.4 Incêndios de Classe D É o incêndio que ocorre em metais combustíveis pirofóricos, como magnésio, selênio, antimônio, lítio, potássio, alumínio fragmentado, zinco, titânio, sódio, zircônio. Caracteriza-se por queimar-se em temperaturas muito altas e por reagir com agentes extintores comuns, principalmente a água. 6.4.1 Método de Extinção: Para sua extinção são necessários agentes extintores especiais, interrompendo a combustão pelo princípio do abafamento. A utilização de pósquímicos especiais é o melhor método para extinguir o incêndio de classe D. 7 Agentes Extintores Os extintores devem conter uma carga de agente extintor em seu interior, essa carga é chamada de unidade extintora e é especificada em norma. 7.1 Água: É o agente extintor mais abundante na natureza. Age principalmente por resfriamento, devido a sua propriedade de absorver grandes quantidades de calor. Atua também por abafamento (dependendo da forma como é aplicadas, neblina, jato contínuo, etc.). A água é o agente extintor mais empregado, em virtude do seu baixo custo e da facilidade de obtenção. 7.2 Pó químico seco: Os pós-químicos secos são substâncias constituídas de bicarbonato de sódio, bicarbonato de potássio ou cloreto de potássio, que, pulverizadas, formam uma nuvem de pó sobre o fogo, extinguindo-o por quebra da reação em cadeia e por abafamento. 7.3 Gás Carbônico (CO²): Também conhecido como dióxido de carbono, o CO² é um gás mais pesado que o ar, sem cor, não condutor de eletricidade e não venenoso (mas asfixiante). Age principalmente por abafamento, tendo secundariamente, ação de resfriamento. 15

7.4 Compostos Halogenados (Halon): São compostos químicos formados por elementos halogênicos, tais como o flúor, o cloro, o bromo e o iodo. Atuam na quebra da reação em cadeia devido às suas propriedades específicas e, forma secundária, por abafamento. São ideais para o combate a incêndios em equipamentos elétricos eletrônicos sensíveis, sendo mais eficientes que o CO². 7.5 Espuma: A espuma pode ser química ou mecânica conforme seu processo de formação. Química, se resultou da reação entre as soluções aquosas de sulfato de alumínio e bicarbonato de sódio; mecânica, se a espuma foi produzida pelo batimento da água, líquido gerador de espuma (LGE) e ar. A rigor, a espuma é mais uma das formas de aplicação da água, pois se constitui de um aglomerado de bolhas de ar ou gás (CO²) envoltas por película de água. Mais leve que todos os líquidos inflamáveis é utilizada para extinguir incêndios por abafamento e, por conter água, possui uma ação secundária de resfriamento. 8 Extintores 8.1 Extintores de água: 8.1.1 Extintor de Água Pressurizada: Um cilindro de aço, contendo água e gás pressurizado. Combate incêndios de Classe A extingue por resfriamento. 8.1.2 Extintor de Água-Gás: Possui uma ampola externa que serve como propelente da água. Combate incêndios de Classe A extingue por resfriamento. 8.1.3 Capacidade dos Extintores: Água-gás: 06 a 10 kg Água pressurizada: 06 a 10 kg Sobre rodas: 65 a 120 kg 16

8.2 Extintores de Espuma 8.2.1 Extintores de Espuma Química: O agente extintor é a espuma proveniente da reação química entre o sulfato de alumínio e o bicarbonato de sódio. Empregados nas Classes A e B, combate por resfriamento e abafamento. 8.2.2 Extintor de Espuma Mecânica: Quando usado em Classe A, o jato deve ser direcionado a base do fogo. Quando usado em Classe B, devemos utilizar um anteparo para que a espuma possa ser formada, agindo por abafamento cobrindo o recipiente progressivamente. 8.3 Extintores de Gás Carbônico Cilindro de aço contendo Gás Carbônico. Pode ser empregado em incêndios de Classes A e C. Melhor atuação nas Classes B e C. 8.3.1 Capacidade dos extintores: 01, 02, 04, 07, 10, 25 e 50 kg. OBSERVAÇÕES: - Toxicidade do CO²: o gás carbônico não é tóxico. Em grande quantidade pode causar desmaios e até a morte. - Nos incêndios da Classe B: ao ar livre há perigo de reignição, por isso é preciso que a quantidade de extintor usado seja grande a ponto de resfriar muito bem a área afetada. 8.4 Extintor de Pó Químico Consiste em um cilindro de aço contendo 90% de bicarbonato de sódio e 4% de aditivos podendo ser usado em todos os tipos de incêndios. 8.4.1 Pó químico pressurizado; 8.4.2 Pó químico com ampola externa de CO² ou de nitrogênio; 17

8.4.3 Pó químico especial usado para incêndios de Classe D, na base de fosfato de monoamônia e trifosfato de cálcio com grafite e estereato metálico. 8.4.4 Capacidade dos extintores: - Normal: 04, 06 e 10 kg - Sobre rodas: 35 a 165 kg. TÁTICAS DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIOS O comandante da operação deve obedecer às fases das ocorrências, para que haja sucesso na operação, as quais são: 1 Reconhecimento Análise da Situação: É o primeiro passo realizado pela guarnição, quando da chegada no local do incêndio: 1. Material que está queimando; 2. Área atingida; 3. Possibilidade de propagação; 4. Volume do fogo; 5. Existência de vida em perigo; 6. Vias de acesso para o combate; 7. Outros riscos; Resumindo, é a verificação como um todo, coletando informes e observando os riscos. 2 Salvamento: É o conjunto de operações necessárias para a retirada das vítimas que se encontrem na edificação sinistrada, e remoção para um local seguro. Analisar os seguintes pontos: 1. Existência de pessoas no interior; 2. Localização das saídas de emergências; 3. Quais os sistemas preventivos existentes; 4. Existência de rota de fuga alternativa; 18

5. Quantidade de vítimas que necessitam de remoção; 6. Existência de pessoal suficiente para remoção; 7. Necessidade de reforço; 3 Isolamento: Consiste no conjunto de ações necessárias para impedir a propagação do fogo para outras edificações existentes nas proximidades. Devem agir da seguinte forma: 1. Lançar jatos de água do tipo chuveiro ou cortina de água nas edificações, no intuito de resfria-las; 2. Derrubar as paredes da edificação atingida para que não ameace a integridade de outras edificações; 4 Confinamento: São operações idênticas a de isolamento, porém com a finalidade de restringir as chamas a um recinto no interior de edificação, inclui as operações que são necessárias para prevenir qualquer extensão de um incêndio de um cômodo ou dependências ainda não atingidas. 5 Ataque: Consiste no conjunto de ações destinadas a atacar e extinguir o fogo principal do incêndio. Os elementos básicos que devem ser avaliados para o ataque são: 1. Natureza do material combustível envolvido na ocorrência; 2. Quantidade de material envolvido; 3. Disposição em que se encontram; 6 Rescaldo: Inclui aquelas operações necessárias para completar a extinção do fogo restante, evitar sua reignição e colocar a edificação em condições seguras. 19

7 Ventilação: Inclui aquelas operações necessárias para substituir o ar aquecido e contaminado de dentro de uma edificação afetada por ar normal da atmosfera exterior. Pode-ser: 1. Ventilação Natural: é a aquela que utiliza o fluxo de ar, bem como o princípio da convecção, objetivando ventilar o ambiente, através da retirada das obstruções nas aberturas, tais como portas, janelas e telhas. 2. Ventilação Forçada: é aquela realizada de maneira artificial, onde é possível estabelecer um fluxo natural de ar, sendo utilizado para tanto, equipamentos de exaustão ou jatos de água, para a remoção da atmosfera tóxica. OBSERVAÇÕES: A ventilação inadequada pode ocorre: 1. Aumento da temperatura; 2. Propagação rápida do incêndio; 3. Dificuldades nas operações de combate e salvamento; 4. Aumento dos riscos de explosão ambiental; 8 Proteção ou Salvatagem: Consiste no conjunto de ações destinadas a evitar ou diminuir os danos causados pela água, calor e fumaça, durante e após as operações de combate a incêndio. Realizar as seguintes ações: 1. Cobertura de objetos; 2. Escoamento da água; 3. Secagem; 4. Transporte de objetos. Bibliografia: Apostila Corpo de Bombeiros Militar de São Paulo e Santa Catarina. 20