Águas, Refrigerantes e Sumos INFORMAR Boletim digital ANIRSF / APIAM Nº 12 Agosto a Outubro 2004 ESTUDO DO SECTOR DAS ÁGUAS ENGARRAFADAS No quadro de uma parceria entre a APIAM e a Canadean foi concluído o estudo sectorial Caracterização da Situação Actual e Análise de Tendências no Mercado, que permite caracterizar a actual situação e analisar as tendências de evolução do mercado das águas engarrafadas em Portugal. Esse estudo abrange uma análise de Benchmarketing, que compara a publicidade, as promoções, a inovação e o posicionamento de preços em França, Itália, Espanha e Portugal. O Estudo, já disponibilizado aos Sócios da APIAM, está disponível na Extranet APIAM/ANIRSF. (pag as 2 e 3) REGULAMENTO DE CARGAS E DESCARGAS Entrou em vigor no passado mês de Setembro de 2004 o Regulamento de Cargas e Descargas para a cidade de Lisboa, publicado no Boletim Municipal nº 545, de 29 de Julho de 2004. 1 Neste Número: Estudo Sector Águas Engarrafadas - 2/3 Campanha Água vem, Embalagem vai -3 Serviço de Informação Estatística APIAM/ANIRSF -3 Regulamento de Cargas e Descargas para a cidade de Lisboa -4 Notícias -5 Legislação -6 Mercados Águas Engarrafadas - 7 Sumos de Frutos e Néctares - 7 Bebidas Refrigerantes - 8 NOVO PRESIDENTE Desde o passado mês de Julho de 2004, assumiu a Presidência da APIAM, o Dr. Alberto da Ponte, novo representante da Sociedade da Água de Luso na Presidência da Associação. O Dr. Alberto da Ponte é Presidente da Comissão Executiva da Sociedade Central de Cervejas, desde Abril último. Ao Dr. Alberto da Ponte damos os votos públicos de Boas Vindas. Neste âmbito, a APIAM / ANIRSF, foram convidadas a integrar a Comissão de Acompanhamento do processo de implementação do Regulamento de Cargas e Descargas para a cidade de Lisboa, criada no quadro da Câmara Municipal de Lisboa. A APIAM e a ANIRSF estão, igualmente, a concluir a celebração de um protocolo com a EMEL, no âmbito do qual as Associações serão Locais de Atendimento para efeito de inscrição de viaturas e credenciação das entidades proprietárias. Cont. pagª 4
ESTUDO DO SECTOR DAS ÁGUAS ENGARRAFADAS (continua pagª seguinte) Entre outras conclusões e recomendações do estudo, salientamos: CONCLUSÕES No mercado das águas engarrafadas em Espanha, França e Itália, mercados que apresentam elevado grau de maturidade, os produtos são promovidos activamente com os objectivos de: -Aumentar vendas - Construir valor de marca - Fidelizar consumidores - Promover a diferenciação no mercado No mercado das águas engarrafadas o nível de actividade promocional é menor do que na categoria dos refrigerantes -Há menos marcas de refrigerantes e as maiores marcas têm maiores quotas de mercado -Nos refrigerantes as margens de rentabilidade são superiores - As marcas de refrigerantes têm em geral maior variedade de referências (SKU s), estando no mercado em todos os canais, nichos e ocasiões de consumo. O preço tem uma influência primordial no volume de água engarrafada vendida. É, igualmente, um factor de posicionamento no mercado. Algumas inovações, nas embalagens e nos produtos, mostram-se relativamente pouco estruturadas. Raramente geram maiores volumes e rentabilidades. Não trazem mais consumidores, nem geram mais necessidades e ocasiões de consumo A evolução do poder de compra e a crescente percepção dos valores de saúde associados às águas engarrafadas consolidam uma evolução dos níveis de consumo no mercado, tendência que se manterá nos próximos anos. Em Portugal, a análise permite evidenciar que os litros Premium apenas geram 6,4% do valor total das águas engarrafadas, ao contrário do que ocorre em Itália em que as marcas Premium representam 35% do valor total do mercado e na média dos países analisados em que esse valor é de 24,2%. Portugal, como país mediterrâneo e vocacionado para o turismo seguirá as tendências verificadas nos países da Europa do Sul, onde o consumo de água engarrafada já atingiu uma primeira fase de maturidade. RECOMENDAÇÕES Prestigiar as marcas e evidenciar a qualidade Observando os modelos analisados (exemplos: San Benedetto, Levíssima e Solan de Cabras), é desejável: Posicionar as marcas na sua globalidade ou como submarcas para o grupo de consumidores mais sensíveis às questões de saúde e de qualidade: -Adultos urbanos, em geral; -Mães com filhos pequenos; -Mulheres jovens e profissionalmente activas Estes nichos de mercado, potencialmente mais rentáveis, podem ser alavancados através de: - Publicidade quanto aos benefícios do produto; - Segmentação com valores diferenciados: pureza, origem, sais minerais; - Embalagem de qualidade, com ênfase para as capacidades individuais. Os canais de distribuição mais favoráveis são: - Moderna distribuição nas zonas urbanas; - Distribuição tradicional de conveniência nas regiões mais populosas; -Distribuição tradicional de conveniência nas zonas frequentadas por profissionais activos. Marcas de água para o prazer, como substituição de outras bebidas sociais Observando outros modelos (exemplos: Volvic, Vittel e Perrier), é desejável: Posicionar as marcas na sua totalidade ou como sub-marcas para consumidores mais sensíveis aos valores do prazer e da modernidade, competindo com as bebidas refrigerantes e focalizando o produto para o adulto jovem. O aproveitamento deste nicho é especialmente favorável no canal Horeca e no canal impulso. Este posicionamento deverá ser construído com recurso a: - Publicidade sobre os benefícios associados ao produto; - Inovação (adição de aromas, por exemplo); - Legitimação social do estilo; - Embalagens diferenciadas com design moderno. 2
ESTUDO DO SECTOR DAS NOTÍCIAS ÁGUAS ENGARRAFADAS (cont.) ÁGUA VEM, A ESTRATÉGIA GLOBAL PARA PORTUGAL DEVERÁ SER GANHAR VALOR E RENTABILIDADE - A aposta nos valores de marca visando a segmentação e a diferenciação dos produtos. A valorização da marca promove a diferenciação, permitindo que num mercado em que o número de marcas é alargado, o preço não seja o principal factor de diferenciação; - A intensificação da publicidade segmentada, com base numa actuação integrada e sustentada, visando a notoriedade da marca e a sua focalização nos públicos-alvo dos produtos; - A procura de novos públicos-alvo, designadamente, no segmento do adulto jovem, urbano, individual e activo; - A orientação da comunicação para novos momentos de consumo, em especial no período entre as refeições, no local de trabalho e no lazer; - A apresentação de propostas de novos benefícios, como a hidratação da pele, o complemento de dietas, a substituição de bebidas açucaradas; - O desenvolvimento de uma política de embalagens, estrategicamente enquadrada e integrada, que permita reconhecer e identificar diferenças entre os produtos, que dê atenção aos elementos visuais de grafismo, de design e da cor; que seja orientada e adequada nos formatos e nos tamanhos às necessidades e conveniências do consumidor; e que atenda aos aspectos ambientais, designadamente, ao nível dos materiais utilizados; - Uma política de preços que não se limite a procurar vantagens de mercado de curto prazo, visando o preço mais elevado possível em função da diferenciação que cada marca puder suportar e sustentando no médio e longo prazo o valor de mercado; - A inovação, através da apresentação de diferentes propostas, a comunicar com o consumidor as vantagens comparativas que representam o bem estar, a saúde, a funcionalidade e o prazer. EMBALAGEM VAI Sendo as águas minerais naturais e as águas de nascente produtos que se distinguem pela sua pureza original e que possuem características próprias que as tornam especialmente adequadas para o consumo humano, não é demais lembrar que, percorrendo um longo caminho, desde a captação ao enchimento, passando pelo transporte e laboratórios de controlo, até à venda e consumo, é imperioso um cuidado redobrado ao nível da sua preservação e protecção, com especial ênfase para as consequências que poderá ter um manuseamento incorrecto e má utilização das suas embalagens. Neste âmbito, sob o signo Água Vem, Embalagem Vai, a APIAM está a preparar uma campanha de comunicação que pretende contribuir para prevenir acidentes devidos à má utilização das embalagens. Esta campanha destina-se, por um lado, a sensibilizar os operadores dos estabelecimentos HORECA e, por outro, todos os colaboradores das empresas engarrafadoras e das distribuidoras. 3 APIAM / ANIRSF RETOMAM SERVIÇO DE INFORMAÇÃO ESTATÍSTICA Decorreram nos passados dias 15 de Setembro e 11 de Outubro as Assembleias Gerais Extraordinárias da APIAM e da ANIRSF, respectivamente, em que foram adoptados novos Regulamentos Internos para troca de Informação Estatística entre as Associações e as suas Associadas. Para mais informações os Associados podem contactar a APIAM / ANIRSF.
REGULAMENTO DE CARGAS E DESCARGAS PARA A CIDADE DE LISBOA Principais informações transmitidas pela EMEL: 1. Na 1ª fase de aplicação do Regulamento (fase experimental) e até ao próximo mês de Dezembro, a EMEL dará prioridade à demarcação no terreno das bolsas de estacionamento e respectiva sinalização. (através de nova sinalização vertical e horizontal). 2. Até final de Outubro estará completa a demarcação de 73 bolsas de estacionamento, esperando-se que até ao final do mês de Novembro estejam demarcadas as 149 bolsas de estacionamento, das inicialmente previstas; 3. As bolsas de estacionamento são espaços da via pública, consubstanciadas por módulos de 10 metros de comprimento, especialmente destinadas ao estacionamento de veículos de pequena dimensão (até 6500 kg de peso bruto), devidamente credenciados e que estejam afectos ao transporte de mercadorias. 4. Até à data (mês de Outubro), os serviços da EMEL observam alguma apetência dos distribuidores para a utilização das bolsas, estando a ser intensificada a fiscalização nessas áreas com vista à sua não utilização por viaturas ligeiras de passageiros; 5. A EMEL refere estar consciente dos problemas suscitados pelo presente Regulamento de Cargas e Descargas, designadamente, em relação à tipificação das viaturas (viaturas de pequena e de média dimensão), às janelas horárias (restrição de horários, sobretudo para as viaturas de média dimensão) e ao pagamento de taxas de estacionamento (a partir de 30 minutos). 6. Por esta razão, a EMEL está disponível para receber criticas construtivas tendo em vista a melhoria do Regulamento, o qual terá obrigatoriamente de ser revisto ao fim dos seis meses do período experimental. 7. Durante o período experimental, a EMEL irá gradualmente introduzir, gratuitamente, os identificadores concebidos pela Via Verde especialmente para o efeito da aplicação do Regulamento, que no futuro permitirão a utilização das bolsas de estacionamento e o respectivo pagamento de taxas, para períodos superiores a 30 minutos. 4
Notícias NOVA ESTRUTURA DE TABELA DE VALORES PONTO VERDE Tendo em vista o licenciamento da Sociedade Ponto Verde, e a necessidade de melhor ajustar as receitas de Valor Ponto Verde a cada fluxo de resíduos a S.P.V. vai introduzir algumas alterações na actual estrutura da Declaração Anual dos Embaladores. Neste contexto, a Embopar promoveu, no passado dia 2 de Setembro, uma reunião de esclarecimento na qual foi apresentado o futuro modelo a preencher pelas empresas no qual vai haver dois tipos de categorias de embalagens primárias categorias A e B. Estas categorias aplicam-se a todos os tipos de materiais consoante a sua utilização. Relativamente aos Valores Ponto Verde (VPV) a serem pagos serão diferenciados consoante se trate do tipo de embalagem, A ou B. A declaração de embalagens a ser entregue à SPV até 28 de Fevereiro de 2005 (relativa a 2004) será ainda preenchida nos moldes actuais, embora eventualmente o VPV possa vir a ser alterado. A declaração de embalagens a ser entregue até Fevereiro de 2006 (relativa a 2005) já será feita nos moldes da nova classificação. MAPAS DE QUADROS DE PESSOAL E BALANÇO SOCIAL 2004 Com a entrada em vigor, no passado dia 28 de Agosto, da Lei n.º 35/2004, de 29 de Julho, que regulamenta o Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 99/2003, de 27 de Agosto, os mapas de quadros de pessoal, bem como o balanço social devem ser apresentados anualmente à Inspecção-Geral do Trabalho, ao departamento de estudos, estatística e planeamento do ministério responsável pela área laboral, e às Associações de empregadores e às estruturas representativas de trabalhadores com assento na Comissão Permanente de Concertação Social (CPCS). (Capítulos XXXVI e XXXVII da Lei n.º 35/2004, de 29 de Julho, que regulamenta o Código do Trabalho). Relativamente às Associações de empregadores e às estruturas representativas de trabalhadores com assento na CPCS, tal apresentação só deverá ocorrer se, no ano em causa, estas solicitarem, até 15 de Outubro, os mapas de quadros de pessoal e, até 30 de Abril, o balanço social. Por último, importa referir que os mapas de quadros de pessoal devem ser apresentados, nos termos explicitados, em Novembro, e o balanço social até 15 de Maio. GRUPO DE TRABALHO NUTRIÇÃO A ANIRF criou um Grupo de Trabalho totalmente dedicado à problemática da Nutrição, tendo em consideração as suas diferentes vertentes: nutrição e saúde; marketing e publicidade; comunicação e media. REUNIÃO DA COMISSÃO TÉCNICA DA UNESDA EM PORTUGAL Realizou-se nos passados dias 7 e 8 de Outubro, em Cascais, uma reunião da Comissão Técnica da UNESDA. Nesta reunião foi dado especial ênfase, pela sua actualidade e importância, aos assuntos relacionados com a Nutrição e toda a problemática envolvente, designadamente as estratégias adoptadas pela UNESDA, CIAA e OMS, a legislação europeia em preparação a nível comunitário (alegações de saúde e adição de nutrientes e rotulagem nutricional). Foi, ainda, feito o ponto de situação e traçadas linhas de acção relativamente aos seguintes dossiers: rotulagem de alergénicos, aditivos, aromas e enzimas, bebidas para desportistas, gestão de segurança Alimentar, materiais em contacto com alimentos e novos alimentos - produtos de fermentação. IDICT DISTINGUE BOAS PRÁTICAS EM SEGURANÇA E SAÚDE Até 31 de Dezembro estão abertas as candidaturas à segunda edição do Prémio Prevenir Mais Viver Melhor no Trabalho do Instituto de Desenvolvimento e Inspecção das Condições de Trabalho, que visa incentivar o desenvolvimento de boas práticas em segurança e saúde no trabalho, através do reconhecimento público de entidades que, em cada ano, se tenham distinguido nos domínios da inovação e melhoria da prevenção dos acidentes de trabalho e de doenças profissionais. A entrega das candidaturas deve ser efectuada pessoalmente ou por carta registada, até 31 de Dezembro de 2004, nos serviços do IDICT, na rua José Estevão, 133, 1.º Andar, 1150-201 Lisboa. Regulamento, formulário de candidatura e mais informações em www.idict.gov.pt ou através do Telef.: 21 3194660 Fax. 21 3194669 5
LEGISLAÇÃO CRIAÇÃO DA AGÊNCIA PORTUGUESA DE SEGURANÇA ALIMENTAR Foi, finalmente, criada a Agência Portuguesa de Segurança Alimentar (APSA), através da publicação do Decreto Lei nº 217-B/2004, de 9 de Outubro. A nova Agência estará sujeita à tutela e superintendência do Ministro da Presidência e será a entidade nacional responsável pela avaliação e comunicação de riscos na cadeia alimentar, tendo por missão contribuir para a protecção da saúde e da vida humana e para a promoção da confiança dos consumidores. Tais objectivos serão prosseguidos mediante uma avaliação científica, credível e independente e uma comunicação transparente e acessível. Apesar dos sucessivos atrasos na criação desta entidade, indispensável no âmbito da reforma da política de segurança alimentar, estas Associações não podem deixar de considerar extremamente positiva a criação da APSA e do modelo consagrado, o qual contempla no essencial os princípios e as sugestões sempre defendidas pela FIPA, com o apoio da APIAM e da ANIRSF. Neste âmbito, o Governo anunciou a criação próxima da Inspecção Geral da Alimentação, enquanto entidade encarregue do controlo oficial dos géneros alimentícios e alimentação animal, e da Direcção-Geral de Veterinária e Alimentação. DL 217-B/2004 - (ref.:01 /12) Decreto Legislativo Regional n.º 21/2004/M, de 7 de Agosto, que adapta à Região Autónoma da Madeira o Decreto-Lei n.º 243/2001, de 5 de Setembro, que aprova as normas relativas à qualidade da água destinada ao consumo humano (ref.:02 /12) Decreto-Lei n.º 200/2004, de 18 de Agosto, que altera o Decreto-Lei n.º 53/2004, de 18 de Março, que aprova o Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas (ref.:03 /12) Decreto-Lei n.º 201/2004, de 18 de Agosto, que altera o Decreto-Lei n.º 316/98, de 20 de Outubro, que institui o procedimento extrajudicial de conciliação para viabilização de empresas em situação de insolvência ou em situação económica difícil (ref.:04 /12) Decreto-Lei n.º 215-A/2004, de 3 de Setembro, que aprova a orgânica do XVI Governo Constitucional. (ref.:05 /12) DECRETO LEI Nº 216/2004 UTILIZAÇÃO DE EDULCORANTES NOS GÉNEROS ALIMENTÍCIOS Foi publicado no passado dia 8 de Outubro, o Decreto Lei nº 216/2004 que transpôs para o direito português a Directiva 2003/115/CE, de 10 de Dezembro, relativa à utilização de edulcorantes nos géneros alimentícios. Neste âmbito, são aprovados dois novos edulcorantes a sucralose e o sal de aspártamo e acessulfame e é reduzida a dose diária admissível de ácido ciclâmico e respectivos sais de sódio e cálcio nas bebidas aromatizadas à base de água, nas bebidas à base de leite e produtos derivados de sumos de frutos, com baixo valor energético ou sem adição de açúcares. Assim, as alterações agora introduzidas são as seguintes: 1. Ácido ciclâmico e respectivos sais de sódio e cálcio a dose máxima era de 400 mg/l e baixa para 250 mg/l para bebidas aromatizadas à base de água com baixo valor energético ou sem adição de açúcares e bebidas de leite e produtos derivados ou de sumo de fruta, com baixo valor energético ou sem adição de açúcares; 2. Sucralose E955 a dose máxima de utilização é 300 mg/l para bebidas aromatizadas à base de água com baixo valor energético ou sem adição de açúcares e bebidas de leite e produtos derivados ou de sumo de fruta, com baixo valor energético ou sem adição de açúcares; 3. Sal de aspártamo e acessulfame E 962 a dose máxima de utilização é 350 mg/l para bebidas aromatizadas à base de água com baixo valor energético ou sem adição de açúcares e bebidas de leite e produtos derivados ou de sumo de fruta, com baixo valor energético ou sem adição de açúcares; (ref.:06 /12) ROTULAGEM NUTRICIONAL Como divulgámos no último número do nosso Boletim, foi publicado no passado dia 7 de Julho o Decreto Lei nº 167/2004 que altera, no âmbito da rotulagem nutricional, a menção glícidos para hidratos de carbono. Todavia, o Diploma legal em questão não previu nenhum prazo transitório para o escoamento dos rótulos já existentes. Neste âmbito, após solicitação da FIPA, o Sr. Director Geral de Fiscalização e Controlo da Qualidade Alimentar concedeu aos operadores económicos o prazo de um ano, a partir da entrada em vigor do supra referido Decreto Lei ou seja, até 7 de Julho de 2005 para escoamento dos rótulos existentes conformes à Portaria nº 751/93, de 23 de Agosto, podendo, os produtos com eles rotulados, ser comercializados até ao escoamento das suas existências. 6
VENDAS DE ÁGUAS MINERAIS NATURAIS E DE ÁGUAS DE NASCENTE CRESCEM 6,5% EM PORTUGAL E 2,7% EM ESPANHA Os dados da APIAM mostram uma evolução de vendas de águas minerais naturais e de águas de nascente, no acumulado em litros, até ao final de Agosto de 2004, de 6,5%, por comparação a igual período de 2003. Em Espanha, dados da ANEABE mostram uma evolução acumulada em litros, em idêntico período, de 2,7%, verificando-se as maiores variações nas embalagens até 2 litros, que registaram um crescimento de cerca de 3,1%. 7,0% 6,0% 5,0% 4,0% 3,0% 2,0% 1,0% 0,0% Vendas Variação 2003 / 2004 (acumulado Agosto) Portugal Espanha Não obstante a evolução positiva do mercado português, assinala-se uma evolução negativa do mercado das águas com gás (-7,9%). Quanto a capacidades, as embalagens de 1,5 L e 5 L são as que registaram maiores crescimentos (+9,7% e 7,3%, respectivamente. Acumulado de Janeiro a Junho 2004 MERCADO DE SUMOS DE FRUTOS E NÉCTARES Sumos e Néctares 2003 2004 % Total Sumos 10.280 12.260 19,3 Regulares 9.870 12.020 21,8 Funcionais 410 240-41,5 Total Néctares 45.480 47.610 4,7 Regulares 37.540 38.470 2,5 Funcionais e Light 7.940 9.140 15,1 Por tipos em milhares de litros Fonte: Total Geral 55.760 59.870 7,4 7
MERCADO NACIONAL DE BEBIDAS REFRIGERANTES Acumulado de Janeiro a Setembro 2004 Bebidas Refrigerantes 2003 2004 % Total com gás 465,95 449,78-3,5 Total sem gás 125,31 120,26-4,0 De Sumo 296,23 287,03-3,1 Extractos 267,56 258,36-3,4 Aromatizados 15,37 14,44-6,1 Outros 12,10 10,21-15,6 Total 591,26 570,04-3,6 Por tipo de refrigerante em milhões de litros Bebidas Refrigerantes - sabores Ano 2003 Bebidas Refrigerantes - sabores Ano 2004 Maçã 2,4% Ananás 9,4% Tropical 3,4% Lima- Limão 14,1% Outros 8,9% Maçã 2,5% Ananás 9,4% Tropical 3,1% Lima- Limão 13,9% Outros 8,7% Por sabores em % Laranja 30,8% Colas 30,9% Laranja 31,2% Colas 31,2% 600,0 550,0 500,0 450,0 400,0 350,0 300,0 250,0 200,0 150,0 100,0 50,0 0,0 46,0 10,7 410,7 64,7 30,8 28,3 40,1 9,9 2003 2004 Milhões de litros 397,1 64,4 30,1 28,5 Vidro reutilizável Vidro não reutilizável Plástico Latas Cartão Pré/Post Mix 400,0 350,0 300,0 250,0 200,0 150,0 100,0 50,0 0,0 164,2 42,7 266,9 196,0 95,4 1,4 Milhões de embalagens 144,1 39,6 259,5 195,1 94,2 1,4 2003 2004 Por tipo de embalagem Fonte: Nota: Mercado Nacional - Não inclui valores de bebidas à base de chá e de bebidas para desportistas. 8