IPTU IMPOSTO PREDIAL E TERRITORIAL URBANO

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Transcrição:

Bem Vindo!

IPTU IMPOSTO PREDIAL E TERRITORIAL URBANO

IMPOSTO SOBRE PROPRIEDADE PREDIAL E TERRITORIAL URBANA - IPTU; O Imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU) é um imposto brasileiro instituído pela Constituição Federal cuja incidência se dá sobre a propriedade urbana. Ou seja, o IPTU tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de propriedade imóvel localizada em zona urbana ou extensão urbana.

IPTU é a sigla para Imposto Predial e Territorial Urbano, sendo o mesmo um imposto municipal, devidamente instituído por lei, que incide sobre todos os tipos de imóveis casas, lojas, terrenos, prédios comerciais e industriais e outros.

contribuinte (art. 34 do CTN) O contribuinte desse imposto é o proprietário do imóvel, o titular de seu domínio ou o seu possuidor a qualquer título. No entanto, respondem solidariamente pelo pagamento do IPTU, o titular do domínio pleno, o possuidor a qualquer título, o titular do direito de usufruto, os promitentes compradores emitidos na posse, os cessionários, os comodatários e os ocupantes a qualquer título do imóvel tributado, ainda que pertencente a qualquer pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, isento ou a ele imune.

FATO GERADOR tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de bem imóvel por natureza ou por acessão física, como definido na lei civil, localizado na zona urbana do Município

BASE DE CÁLCULO De acordo com o CTN a base de cálculo é art. 33 a base do cálculo do imposto é o valor venal do imóvel. Parágrafo único. Na determinação da base de cálculo, não se considera o valor dos bens móveis mantidos, em caráter permanente ou temporário, no imóvel, para efeito de sua utilização, exploração, aformoseamento ou comodidade.

PERIODICIDADE O Imposto Predial Territorial Urbano - IPTU, é anual e constitui ônus real, acompanhando o imóvel em todos os casos de transmissão de propriedade ou de direitos a ele relativos, a qualquer título.

VEDAÇÕES

ISENÇÕES As isenções são de autonomia plena do ente municipal quanto a este imposto, assim o gestor deve prever em legislação quais são os contribuintes e/ou a propriedade atingida por esta prerrogativa legal, porém não deve esquecer que deve levar em consideração a lei 101/2000 para não caracterizar renuncia de receita

ALIQUOTA O Imposto Predial e Territorial Urbano, será calculado mediante a aplicação sobre o valor venal dos imóveis, sob alíquotas devidamente definidas em lei, podendo estas serem iguais ou diferentes, para imóveis prediais (imóvel edificado) e territoriais (imóvel não edificado).

ALIQUOTA PROGRESSIVA Tal prerrogativa se aplica a imóveis não edificados, não utilizados ou subutilizados, que não cumprirem a sua função social e a política de desenvolvimento urbano instituída no Plano Diretor do Município em conformidade com o Estatuto da Cidade - Lei 10.257/2001, poderão sofrer a notificação do proprietário e a aplicação da alíquota progressiva de até 15% conforme legislação especifica.

GLEBAS Denominam-se GLEBAS, os imóveis com áreas grandes situados no perímetro urbano, porém destinadas a cultivo agrícola familiar ou similar, normalmente com área superior a 3.000,00 m² (três mil metros quadrados); inseridas nos perímetros urbanos.

COMISSÃO DE AVALIAÇÃO A comissão da planta genérica de valores é uma ferramenta gestora democrática fundamental para deter uma gestão tecnicamente respaldada, normalmente é constituída por três membros, sendo um representante dos cartórios e notariais, 01 representante das imobiliárias e 01 representante da secretaria da fazenda do município.

Planta Genérica instrumento técnico de avaliação imobiliária que identifica o valor venal do imóvel para os fins cobrança de IPTU e de ITBI, no qual se considera: I - para terrenos não edificados, o valor da terra nua; II - nos demais casos, o valor da terra nua e das edificações, consideradas em conjunto.

Do lançamento O lançamento do Imposto Predial e Territorial Urbano-IPTU será efetivado a vista dos elementos constante do cadastro imobiliário fiscal, devidamente atualizado, quer por declaração prestada pelo contribuinte, quer apurados pela Administração Pública. Far-se-á o lançamento no nome sob o qual estiver inscrito o imóvel no Cadastro Fiscal.

Recolhimento O lançamento e o recolhimento do imposto serão efetuados na época e pela forma estabelecida na lei e/ou no Regulamento e/ou nas respectiva data de vencimento impressa no documento de arrecadação.

Das penalidades A falta de pagamento do IPTU, nos prazos e datas estipuladas, implicará cumulativamente na incidência de multa, juro e correção conforme dispuser a legislação municipal.

Recurso É facultado ao contribuinte, interpor impugnação ao lançamento do presente imposto, até a data do vencimento estipulado para pagamento da parcela única ou primeira parcela, incumbindo-lhes o ônus da prova.

Valor mínimo Fica estipulado o valor mínimo de x Unidade Fiscal Municipal-UFM, para o valor venal dos imóveis, a qual servirá de base para o lançamento do imposto.

Divida Ativa tributos não arrecadados em exercícios anteriores, devidamente inscritos, os quais de acordo com a constituição, define-se como: Art. 201. Constitui dívida ativa tributária a proveniente de crédito dessa natureza, regularmente inscrita na repartição administrativa competente, depois de esgotado o prazo fixado, para pagamento, pela lei ou por decisão final proferida em processo regular.

EXECUÇÃO FISCAL É o procedimento pelo qual o Ente da Federação pode cobrar os tributos inscritos em dívida ativa e os seus acréscimos legais, na esfera judicial. Seu Fundamento legal está na lei n.º 6.830/80. A execução fiscal tem cabimento após o encerramento de eventual discussão administrativa ou logo após a autuação, no caso de o contribuinte não interpor defesa administrativa

Lei de Responsabilidade Fiscal A Lei Complementar nº 101/2000, Lei de Responsabilidade Fiscal ou apenas LRF, dita regras específicas de previsão e efetiva arrecadação dos tributos de sua competência.

é importante levar em consideração os dados dos institutos de pesquisa sobre os dados econômicos dos municípios, os quais demonstram que mais de 50% dos municípios não chegam a arrecadar 50% do valor lançado de IPTU ano, quando legalmente e administrativamente deveria arrecadar no mínimo 70% desta, estando na busca de arrecadar os 100%. Mais grave ainda é que na maioria dos municípios, o IPTU não chega a representar 1% da receita corrente liquida e que não existe uma análise de custo benefícios sobre os lançamentos efetivados.