SUGESTÃO DE PROGRAMA EM LISBOA



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Transcrição:

férias 2011 Lisboa

SUGESTÃO DE PROGRAMA EM LISBOA 19 SET (2ª) MANHÃ TARDE CASTELO DE SÃO JORGE (2) MIRANTE DE STA. LUZIA (4) CATEDRAL DA SÉ (3) ALFAMA 20 SET (3ª) MANHÃ PONTE 25 D ABRIL (30) PAREDÃO DO DESCOBRIMENTO (19) TORRE DE BELÉM (23) MOSTEIRO DO JERÔNIMOS (18) TARDE MUSEU DA MARINHA PALÁCIO DE BELÉM (20) PLANETÁRIO (22) DOCERIA PESTEL DE BELÉM 21 SET (4ª) MANHÃ PALÁCIO DE QUELUZ SINTRA TARDE CABO DA ROCA (CASCAIS) OBIDOS (?) 22 SET (5ª) MANHÃ PARQUE DAS NAÇÕES TELEFÉRICO OCEANÁRIO (26) TARDE ROSSIO (13) ELEVADOR DA GLORIA (8) MIRADOURO DE SÃO PEDRO PARQUE EDUARDO VII (29) RUÍNAS IGREJA DO CARMO

CASTELO DE SÃO JORGE O Castelo de São Jorge é um sítio encantado, uma encantadora cidadela onde ainda se encontram gansos e patos a passear pelos jardins do castelo. Em tempos usado como fortaleza, é hoje casa de muitas famílias e é com certeza um local a não perder! Os visitantes podem subir às torres, passear pelas plataformas das muralhas e deliciar-se com as espectaculares vistas sobre Lisboa e o Rio Tejo, enquanto os residentes desta pitoresca zona de Lisboa passam o seu tempo a jogar às cartas debaixo das árvores. Conquistado aos Mouros em 1147, o Castelo de São J o r g e e s t e n d e - s e p o r u m a á r e a d e aproximadamente 6000 metros quadrados, incluindo diversas torres, vigias, um fosso (agora seco) e duas praças divididas por uma muralha interior, mas com uma porta comunicante. Algo a não perder neste castelo é a Casa Ogival, com os seus cinco arcos ogivais, onde pode ver a porta do século XVII que fazia a ligação às prisões outrora existentes aqui. A simbiose entre o castelo e a paisagem não podia ser mais perfeita. Devido ao seu passado histórico e às fascinantes vistas que oferece, este é o local ideal para uma tarde bem passada!

ELEVADOR DA GLÓRIA O Elevador da Glória é um dos poucos elevadores que restam em Lisboa e situa-se na baixa, mais precisamente na Praça dos Restauradores. Faz a ligação entre esta praça e o Bairro Alto numa viagem de 265 metros para cima e para baixo. Quando sair do elevador, encontra no lado direito o miradouro de S. Pedro de Alcântara, de onde tem vistas excelentes sobre o centro de Lisboa e o mágico Castelo de São Jorge. Mesmo do outro lado da rua, ligeiramente para a direita, na Rua de S. Pedro de Alcântara, nos.3949, fica o Instituto do Vinho do Porto, onde pode provar e comprar uma grande variedade de vinhos do Porto. O Elevador da Glória abriu a 24 de Outubro de 1885 e, desde essa altura, dois elevadores têm feito o percurso nos sentidos ascendente e descendente, transportando turistas e residentes numa viagem que, apesar de não ser rica em paisagem, continua a ser única e muito agradável! Este elevador é o mais movimentado de Lisboa e também o mais acessível aos turistas, uma vez que fica mesmo ao lado do principal posto de informação do turismo no Palácio da Foz. Funciona todos os dias entre as 07.00 e as 00.55. IGREJA DO CARMO Este impressionante monumento gótico, ou o que resta dele, foi fundado por Nuno Álvares Pereira, o comandante que se tornou membro da Ordem Carmelita. A construção terminou em 1423, sendo esta na altura a maior igreja de Lisboa. As ruínas da Igreja Carmo, deixadas pelo devastador terramoto de 1755, vêem-se melhor da Baixa, especialmente do Rossio, da Graça ou do Castelo de São George. Representam séculos de história e acolhem o Museu Arqueológico do Carmo. Neste museu existe uma colecção histórica de valor incalculável, com peças que retratam épocas tão distintas como a pré-história e a contemporaneidade. Por isso, faça questão de ir além da riqueza exterior destas ruínas e dê uma espreitadela no interior para uma gratificante viagem ao passado!

MIRADOURO DE SÃO PEDRO Este miradouro situa-se no topo do percurso do Elevador da Glória, perto de uma das muitas entradas para o Bairro Alto. Daqui tem acesso a vistas incríveis sobre Lisboa, especialmente das áreas da Graça e do Castelo de São Jorge. Este magnífico local dálhe uma perspectiva única da cidade que tem vindo a misturar o velho e o novo. Calmo durante o dia, este miradouro fica completamente diferente à noite. Idosos a jogar às cartas ou a passear os seus amigos de quatro patas cedem o espaço a uma multidão mais jovem que procura a diversão e a acção que caracterizam a noite do Bairro Alto. ALFAMA Visitar Alfama é visitar a arquitectura, os sons e os odores da Lisboa antiga. Este é um dos bairros mais típicos de Lisboa. Nas suas estreitas e sinuosas ruas encontrará o tesouro escondido de Alfama e nas suas íngremes escadas poderá respirar a alma de Lisboa. Em Alfama, ainda é possível ver vestígios das ocupações Romana e Árabe, duas das civilizações mais dominantes no passado de Lisboa. As ruas estreitas, resultado da cultura Muçulmana, guiamse por leis individualistas em que os espaços públicos não são importantes. Estas ruas são uma marca do Corão, onde pouco valor é dado às fachadas em detrimento do interior das casas, que é muito mais valorizado. Alfama foi em tempos lar de delinquentes, desafortunados ou ingratos e, devido à sua proximidade com o mar, foi também casa de muitos marinheiros. Reconstruída pela população local depois do terramoto de 1755, Alfama correu o risco de ser demolida, o que felizmente não aconteceu uma vez que esta zona da cidade foi considerada um livro de história viva, onde o passado se mistura com o presente...

PALÁCIO DE BELÉM O Palácio de Belém é a residência oficial do Presidente de Portugal. Construído em 1559 pelo nobre D. Manuel de Portugal, este Palácio está localizado numa área que certamente não quererá deixar de visitar. No século XVIII, este palácio era conhecido como 'palácio dos leões' - símbolo solar que combina Sabedoria e Poder - animais que podem ser vistos um pouco por todo o palácio. O acesso ao Palácio é vigiado por dois guardas. É impressionante a sua seriedade nas suas fardas magníficas; um curioso capacete com penacho e uma espada pendurada num cinto... Parece que voltámos atrás no tempo. Pode visitar o Palácio e os seus lindos jardins aos sábados das 10h30 às 17h00, sempre que não estejam programados actos protocolares a decorrer no Palácio. Existem visitas guiadas, realizadas por um técnico do Museu da Presidência da República, e os ingressos custam 5 (com desconto de 2 para estudantes e reformados com mais de 65 anos). PAREDÃO DO DESCOBRIMENTO O Padrão dos Decobrimentos foi inaugurado em 1960, aquando das celebrações dos 500 anos da morte do Infante D. Henrique (Henrique O Navegador). Evoca claramente a expansão marítima e foi desenhado na forma de uma caravela, liderada pelo Infante D. Henrique - que segura numa mão uma pequena caravela -, seguido de muitos outros heróis da história portuguesa (Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral - que descobriu o Brasil - Fernão Magalhães que atravessou o Pacífico em 1520 -, o escritor Camões e muitos outros). Visto da gigantesca Rosa-dos-Ventos, este monumento fascina pela sua majestosidade e pelos seus 50 metros de altura, sendo visitado por milhares de pessoas todos os anos. Minuciosamente esculpida em pedra, a Rosa-dosVentos (veja o painel no topo da página) foi um presente da República da África do Sul e percepciona-se melhor do cimo do Padrão dos Descobrimentos, cujo acesso é feito pelo elevador situado dentro do edifício. O mapa central, com figuras de galeões e sereias desenhadas, mostra as rotas das descobertas concretizadas nos séculos XV e XVI. Este monumento situa-se em Belém, mesmo na margem do rio Tejo, numa área única e é particularmente impressionante à luz do pôr-do-sol.

PARQUE EDUARDO VII O Parque Eduardo VII situa-se no extremo norte da Avenida da Liberdade, mesmo por trás da Praça Marquês do Pombal. Originalmente designado Parque da Liberdade, foi rebaptizado com o nome do Rei de Inglaterra que veio a Lisboa em 1903 para reafirmar a aliança Anglo-Portuguesa. Detentor de excelentes vistas sobre a cidade, é frequentemente palco de exposições, concertos e da Feira Anual do Livro. Neste espaço pode encontrar o Pavilhão dos Desportos, construído em 1932 - hoje conhecido como "Pavilhão Carlos Lopes" em honra do atleta português com esse nome -, alguns lagos, estátuas, uma impressionante escultura concebida por João Cutileiro em honra da Revolução do 25 de Abril e o Clube VII com court de ténis, ginásio, piscina e restaurante. E o Óscar vai para... (consegue ouvir o rufar dos tambores?)... a Estufa Fria! Esta estufa é um verdadeiro museu verde, onde plantas e flores dos cinco continentes crescem harmoniosamente sob um tecto que regula a temperatura do ar e a intensidade da luz. Foi construída em 1930 e fornece aos que a visitam a tão procurada paz de espírito e uma purificação dos sentidos, num cenário encantado com lagos, pequenas fontes e estátuas. Esta área encontra-se dividia em três zonas diferentes: a estufa original, a estufa quente e a estufa doce. Na primeira (que é também a mais fresca) encontra uma vegetação extraordinária que, em conjunto com a construção em que está inserida (ferro e tiras de madeira), o presenteia com cenários magníficos; a estufa quente, coberta de vidro, mostralhe espécies que precisam de uma atmosfera mais quente para sobreviver; e a estufa doce, que de doce tem pouco, é o território de diversas espécies de cactos... atençao a onde põe os pés!

MOSTEIRO DOS JERONIMOS O Mosteiro dos Jerónimos é frequentemente conhecido como a 'jóia' do estilo Manuelino. Este estilo combina elementos arquitectónicos dos períodos Gótico e Renascentista, juntandoos a uma simbologia real e naturalista, que o tornam verdadeiramente único. Em 1496, o rei D. Manuel I pediu à Santa Sé autorização para construir um grande mosteiro à entrada de Lisboa, perto das margens do rio Tejo. As obras começaram em 1501 e só terminaram quase um século depois. D. Manuel I e os seus descendentes foram enterrados em túmulos de mármore situados na capela-mor da Igreja e capelas laterais do transepto. A dedicação do mosteiro à Virgem de Belém foi outro factor que influenciou a decisão régia. O Mosteiro dos Jerónimos veio substituir a igreja que invocava Santa Maria de Belém, onde os monges da Ordem de Cristo davam assistência aos muitos marinheiros que por ali passavam. Por esta razão, D. Manuel I escolheu os monges da Ordem de S. Jerónimo, cujas funções eram rezar pela alma do rei e dar apoio espiritual aos que partiram da Praia do Restelo à descoberta de novas terras. Por ter sido construída nos bancos de areia do rio Tejo, a estrutura do mosteiro não sofreu muitos danos com o terramoto de 1755. Em 1907 foi declarado Monumento Nacional e em 1984 foi classificado Património Cultural de toda a Humanidade pela UNESCO. Muito mais haveria a dizer acerca deste monumento, mas deixo-o apenas com uma palavra final... IMPRESSIONANTE! TORRE DE BELÉM A Torre de Belém foi construída na era das Descobertas (quando a defensa da cidade era de extrema importância) em homenagem ao santo padroeiro da cidade, São Vicente. Para melhorar a defesa de Lisboa, o rei João II desenhou um plano que consistia na formação de uma defesa constituída por três fortalezas junto do estuário do Tejo. Formava um triângulo, sendo que em cada ângulo se contruiría uma fortaleza: o baluarte de Cascais no lado direito da costa, a de S. Sebastião da Caparica no lado esquerdo e a Torre de Belém na água (já mandada construir por D. Manuel I). Este monumento está repleto de decoração Manuelina que simboliza o poder do rei: calabres que envolvem o edifício, rematando-o com elegantes nós, esferas armilares, cruzes da Ordem Militar de Cristo e elementos naturalistas. Com o passar do tempo, e com a construção de novas fortalezas, mais modernas e mais eficazes, a Torre de Belém foi perdendo a sua função de defesa. Durante os séculos que se seguiram, desempenhou funções de controle aduaneiro, de telégrafo e até de farol. Foi também prisão política, viu os seus armazéns transformados em masmorras, a partir da ocupação filipina (1580) e em períodos de instabilidade política. Finalmente, em 1983 a UNESCO classificou-a Património Cultural de Toda a Humanidade.

PLANETÁRIO O homem já lançou inúmeros satélites, já andou no espaço e na lua e enviou diversas sondas para as partes mais remotas do sistema solar. Mas, apesar destes avanços tecnológicos e científicos, ainda nos resta muito para conhecer acerca da lua... do sol... das estrelas... e até do nosso próprio planeta! Aqui está uma oportunidade para os ficar a conhecer melhor. Recoste-se e relaxe enquanto os céus se abrem e se revelam para si. O Planetário situa-se em Belém, mesmo ao lado do Mosteiro dos Jerónimos e perto do Centro Cultural de Belém e da Fábrica dos Pastéis de Belém. O Planetário recria o céu à noite e revela os mistérios do cosmos. As diversas sessões, apresentadas em Português, Inglês e Francês, falam dos seguintes temas 'O Sistema Solar', 'A Lua', 'A Evolução das Estrelas, 'O Movimento da Terra', ' Terra - Planeta Vivo', 'O universo', 'O sol', 'As constelações' e muitos outros. PONTE 25 DE ABRIL A Ponte 25 de Abril, também conhecida como Ponte sobre o Tejo, foi inaugurada em 1966 com o nome Ponte Salazar, em memória ao ditador que a mandou construir. Mais tarde, a ponte recebeu o actual nome em homenagem à 'Revolução dos Cravos' que aconteceu a 25 de Abril de 1974. Este foi um dia de revolução "não sangrenta". Na Revolução dos Cravos, os soldados puseram cravos no cano das suas armas e revoltaram-se contra a ditadura mais longa do mundo. Esta ponte é muito parecida à Ponte Golden Gate em São Francisco. Tem 2.278km de comprimentos e parte do cimo de Lisboa, mais precisamente de Alcântara e termina em Almada, na margem sul do rio. Sendo particularmente procurada aos fins-de-semana, aproveite e evite os congestionamentos e vá pela recentemente construída Ponte Vasco da Gama, ou deixe o seu carro num parque de estacionamento e apanhe o comboio que passa na parte de baixo da ponte desde 1999. Já no lado de Almada poderá ver o monumento do Cristo Rei, semelhante ao Redentor no Brasil, virado para o Tejo. Se desejar visitar o Cristo Rei, terá que subir de elevador até cerca de 82m de altitude e, uma vez lá, de certeza que ficará completamente fascinado com as vistas que pode ver sobre a cidade e sobre o rio.

PONTE VASCO DA GAMA Esta nova ponte de Lisboa, permite que o tráfico no sentido norte-sul tenha uma via secundária para a capital portuguesa e foi construída como alternativa à Ponte 25 de Abril, frequentemente congestionada em horas de ponta. Esta ponte que parece não ter fim, aquando da sua construção, teve que ter especial cuidado com uma reserva de pássaros local, tendo-se procedido também ao realojamento de 300 famílias, que viviam em condições precárias. A Vasco da Gama é a maior ponte da Europa com um comprimento de 17.2 km, 10 dos quais sobre o Rio Tejo. Foi inaugurada a 4 de Abril de 1998. Situada perto do Parque das Nações (onde se realizou a Expo 98), recebeu o seu nome no mesmo ano em que se festejou o 5º centenário da chegada de Vasco da Gama à Índia. A ponte foi construída de modo a suportar um terramoto quatro vezes maior do que o de 1755 que devastou Lisboa. PALÁCIO SÃO BENTO O Palácio de São Bento também é conhecido como "Assembleia da República" ou "Parlamento Português". Este é o sítio onde os políticos, eleitos por um período de quatro anos, decidem o futuro do país. O Palácio de São Bento teve origem no primeiro mosteiro Beneditino construído em Lisboa em 1598. O mosteiro foi, então, deslocado para esta zona para dar abrigo a uma comunidade religiosa crescente e para estar nais perto do núcleo urbano. Ainda não se tinham concluído as obras e já o terramoto de 1755 causava graves danos no mosteiro. Mas foram a Revolução Liberal de 1820 e a extinção das ordens religiosas em 1834 que conduziram à instalação do Parlamento no Palácio de São Bento. A escadaria exterior foi construída em 1941 e encontra-se ladeada por dois leões, simbolicamente utilizados como sentinelas. Na fachada principal, ao cimo das escadas, encontra uma arcada onde se pode ler a palavra em latim 'Lex' - em alusão à função da Assembleia - e quatro estátuas alegóricas femininas - 'Prudência', 'Justiça', 'Força' e'temperança'. O frontão situado a cima da varanda tem 30m de comprimento e 6 de altura e o tímpano foi decorado pelo escultor Simões de Almeida, dentro de uma estética de acordo com o academismo vigente na Escola de Belas Artes, onde leccionava. Este tímpano representa o Estado Novo, com a Nação ao meio simbolizada pela insígnia latina 'Omnia Pro Patria' (Tudo pela Nação) e rodeada por 18 imagens que representam, entre outras, áreas como a Indústria e o Comércio.

PALÁCIO DE QUELUZ Queluz é uma localidade muito próxima de Lisboa e conta com um dos palácios mais bonitos na zona: o Palácio Nacional de Queluz! Em 1747, o Infante D. Pedro (futuro D. Pedro III - Rei de Portugal), contratou o arquitecto Mateus Vicente de Oliveira para transformar esta casa de caça do séc. XVII num palácio de Verão em estilo Rococó. O corpo principal do Palácio, construído até 1758, concluiuse depois do casamento de D. Pedro com D. Maria Francisca, futura Rainha D. Maria I (1760). Por esta altura, enobreceram-se os ricos salões, bem como os encantadores jardins, com os mais variados tipos de fontes barrocas, azulejos e estátuas. Jean Baptiste Robillion foi o mestre francês responsável pelo magnífico Pavilhão Robillion, pelos jardins e pela renovação da Sala de Música. Frequentemente comparado ao Palácio de Versailles, este monumento - para além do Pavilhão construído por Robillion que detém claras influências europeias - é muito português, tanto em escala como no próprio espírito artístico. Actualmente, este palácio é usado pelo Estado Português como residência do Governo e de Chefes de Estado em visita a Portugal, bem como para reuniões especiais. Encontra-se também aberto a todos que o queiram visitar, por isso faça questão de provar um dos muitos deliciosos pratos servidos no restaurante Cozinha Velha, situado numa das alas do palácio, e de não perder a incrível exposição de artes decorativas proveniente de colecções reais. PARQUE DAS NAÇÕES Esta é a mais recente zona nobre de Lisboa. O espaço em tempos ocupado pela 'Expo 98' não foi deixado ao abandono e é hoje conhecido como Parque das Nações. Frequentado tanto de dia como de noite, reúne inúmeras atracções: pode optar por um passeio na promenade junto ao rio ou apenas apreciar a Ponte Vasco da Gama sentado à beira-rio; visitar alguns dos pavilhões que se mantiveram abertos, como o Oceanário, o Pavilhão da Realidade Virtual, o Pavihão do Conhecimento; ver concertos ao vivo no Pavilhão Atlântico; andar de teleférico; atravessar a estrada e fazer compras no Centro Comercial Vasco da Gama; deliciar-se com uma refeição especial em alguns dos melhores restaurantes da cidade; ou apenas tomar uma bebida num dos muitos bares existentes na zona! Como pode ver, existem opções para todos. O parque foi construído sob o tema "Os oceanos, uma herança para o futuro" e contou com a participação de cerca de 142 países e organizações internacionais. Hoje, oferece aos visitantes uma experiência única!

OCEANÁRIO Visitar o maior Oceanário da Europa é um nunca acabar de emoções e sensações. Habitado por mais de 16.000 animais e plantas que representam mais de 450 espécies diferentes, o Oceanário oferece aos que o visitam uma experiência única e encantadora. Quatro biotipos, representando diferentes zonas costeiras à volta do globo, estão dispostos nos cantos de um tanque central, que representa o conjunto dos Oceanos. Formando um todo harmonioso, estes cinco tanques são o núcleo central da exposição, enfatizando o referido conceito de Oceano Global. Só existe um aquário no mundo maior do que o do Oceanário - o Aquário Osaka no Japãon. Foi construído há cerca de 10 anos pelo mesmo arquitecto que concebeu o de Lisboa Peter Chermayeff. O Oceano Global, um dos maiores aquários do mundo (4 milhões de litros), é visível ao longo de todo o percurso de visita pelo Oceanário. Representa o mar Aberto e uma boa parte dos seus habitantes são animais de grande porte, bem conhecidos pela sua grande velocidade. São vulgarmente migradores, podendo atravessar vários oceanos. Os mais conhecidos são os tubarões, as raias e as barracudas. Os grandes cardumes também se movimentam nas águas do mar aberto, embora se encontrem frequentemente nas águas costeiras e da plataforma continental.