RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA DEFINIÇÃO INFORMAÇÕES GERAIS INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES FUNDAMENTAÇÃO LEGAL PERGUNTAS FREQUENTES
DEFINIÇÃO Decorre da transgressão de normas administrativas pelo servidor, quando o servidor pratica um ato ilícito administrativo, bem como o desatendimento de deveres funcionais.
INFORMAÇÕES GERAIS Essas práticas ilícitas poderão redundar na responsabilidade administrativa do servidor, que após apuração por meio de sindicância e processo administrativo, sendo culpado, será punido.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES O servidor que sendo culpado, poderá ser punido com uma das seguintes medidas disciplinares: a) advertência faltas de menor gravidade, previstas no artigo 129 da Lei 8112/90; b) suspensão se houver reincidência da falta punida com advertência; c) demissão aplicada quando o servidor cometer falta grave, previstas no artigo 132 da Lei 8112/90; d) cassação de aposentadoria ou disponibilidade aplicada ao servidor aposentado, que, quando em atividade, praticou falta grave destituição de cargo em comissão ou função comissionada também por falta grave.
FUNDAMENTAÇÃO LEGAL 1. Art. 124 a 126, Lei nº 8.112/90.
PERGUNTAS FREQUENTES - Responsabilidades civil, penal e administrativa podem ser cumuladas? - Existe exceção para a regra da independência das instâncias? - Responsabilidades civil, penal e administrativa podem ser cumuladas? Sim. Um único ato cometido por servidor pode repercutir, simultaneamente, nas esferas administrativa, penal e civil. - Lei nº 8.112, de 11/12/90 Art. 121. O servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições. - Art. 122. A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros. - Art. 123. A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputadas ao servidor, nessa qualidade. -Art. 124. A responsabilidade civil-administrativa resulta de ato omissivo ou comissivo praticado no desempenho do cargo ou função. - Art. 125. As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se, sendo independentes entre si. (Fonte: http://www.cgu.gov.br/correicao/perguntasfrequentes/respon_civil_penal_adm.asp) - Existe exceção para a regra da independência das instâncias? Sim. Embora a princípio se consagre a independência das instâncias, há situações que, uma vez comprovadas no rito penal, repercutem necessariamente nas outras duas esferas. Assim, como exceção à independência das instâncias, à vista do princípio da economia processual e buscando evitar decisões contraditórias, tem-se que as responsabilizações administrativas e civis, decorrentes de crime, serão afastadas pela
absolvição criminal em função da definitiva comprovação da inocorrência do fato ou da não-autoria, nos termos do artigo nº 126 da Lei nº 8.112/90 Embora não expresso na Lei nº 8.112/90, inclui-se também como exceção à independência das instâncias a possibilidade da ação criminal comprovar a existência de excludente de ilicitude a favor do servidor (atuação ao amparo de estado de necessidade, legítima defesa, exercício regular de direito ou cumprimento de dever legal) ou comprovar a sua inimputabilidade. Seria incoerente o juízo criminal aceitar que uma afronta a um bem tutelado estivesse amparada por excludente de ilicitude e a autoridade administrativa não acatasse tal conclusão. Por fim, tem-se que, em primeira leitura, no CPP e na Lei n 8.112, de 11/12/90, a condenação criminal definitiva não vincula de forma expressa as responsabilizações administrativa e civil se o ato criminoso englobar também uma falta disciplinar e dele decorrer prejuízo ao erário ou à vítima. Mas, uma vez que a esfera penal, com toda sua cautela e rigor na aceitação da prova, ainda assim considerou comprovados o fato e a autoria, pode parecer incompatível e incoerente que a instância administrativa chegue a um resultado diferente. (Fonte: http://www.cgu.gov.br/correicao/perguntasfrequentes/respon_civil_penal_adm.asp)