PLANEJAMENTO PATRIMONIAL, FAMILIAR E SUCESSÓRIO



Documentos relacionados
PLANEJAMENTO PATRIMONIAL, FAMILIAR E SUCESSÓRIO

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 24, DE 17 DE SETEMBRO DE 2007

GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA GOVERNADORIA

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE:

Lei nº , de (DOU )

ITCMD para AFR/SP PARTE 2

LEI Nº 111/88. O PREFEITO MUNICIPAL DE COLÍDER. Faz saber que a Câmara Municipal decretou e eu sanciono a seguinte Lei:

Desse modo, esse adquirente

LEI N.º DE 13 DE FEVEREIRO DE Alterações posteriores Lei n.º 2.052/92, Lei n.º 2.821/97, Lei n.º 3.515/00, Lei n.º 3.

Lei nº Dispõe sobre a tributação dos planos de benefícios de caráter previdenciário e dá outras providências.

UNIDADE VI Tributação sobre a transmissão de bens e direitos e operações financeiras Constituição (art. 156, inciso II e parágrafo segundo)

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988

ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE TERESINA

PERMUTA DE IMÓVEIS CONCEITO

EDIÇÃO 222, SEÇÃO 1, PÁGINA 32 E 33, DE 17 DE NOVEMBRO DE 2014 SUPERINTENDÊNCIA NACIONAL DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR

GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA GOVERNADORIA

GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA GOVERNADORIA

ESTADO DO PIAUÍ SECRETARIA DA FAZENDA

LEI Nº 02/89. A Câmara Municipal de São José dos Pinhais, Estado do Paraná, decretou e

Questões Controvertidas do ITBI.

Entre as inovações do presente projeto de lei, devem ser destacadas:

CONCEITO DE RENDA DO PONTO DE VISTA JURÍDICO-TRIBUTÁRIO, PRESSUPÕE SER RENDA;

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE CAPÍTULO I DA DEFINIÇÃO

IR/ PESSOAS FÍSICAS GANHO DE CAPITAL NA ALIENAÇÃO DE BENS OU DIRIEITOS

ITBI/ITD PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO SUCESSÓRIO. Gustavo Brigagão

Imposto de Renda sobre o Ganho de Capital

Código de Processo Civil, encontramos regras nesse sentido nos artigos 1003 e seguintes, 1022 e seguintes, artigo 1026.

ESTADO DOACRE LEI COMPLEMENTAR N 271 DE 27 DE DEZEMBRO DE 2013

RETA FINAL MODULAR PARA O CONCURSO DO ICMS - SP Disciplina: Legislação Tributária Prof.: Vilson Cortez Data: 12/02/2009 Aula: 11 2ª Parte

Resolução Conjunta SF/PGE - 5, de : Disciplina os procedimentos administrativos necessários ao recolhimento de débitos fiscais do Imposto

Dispõe sobre o Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF).

PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO DA PESSOA FÍSICA. José Henrique Longo. IBCPF Março, 2015 LEGITIMIDADE DO PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO:

LEGISLAÇÃO RELATIVA AO ITCD. Constituição Federal Artigo 155, Inciso I, 1º. Seção IV DOS IMPOSTOS DOS ESTADOS E DO DISTRITO FEDERAL

VERITAE TRABALHO - PREVIDÊNCIA SOCIAL - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO LEX PREVIDÊNCIA SOCIAL E TRIBUTOS

LEI N 3.818, DE 20 DE MARÇO DE 1967

INSTRUÇÃO CVM Nº 554, DE 17 DE DEZEMBRO DE 2014, COM AS ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS PELA INSTRUÇÃO CVM Nº 564/15.

Código Tributário Estadual CTE - Lei /1991 Artigos 72 a 89.

ICMS/ES - Armazém geral - Remessa e retorno - Roteiro de procedimentos

ITCMD. Perguntas mais frequentes:

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº , DE 10 DE MAIO DE 2002.

Regulamenta os incentivos e benefícios fiscais instituídos pela Lei nº 5.780, de 22 de julho de 2014.

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos Transferência de Crédito de ICMS de Fornecedor Optante do Simples Nacional

RESOLUÇÃO N Parágrafo único. Para efeito desta resolução:

Parecer Consultoria Tributária Segmentos IRRF de Transportador Autônomo

LEI , DE 29 DE DEZEMBRO DE

ITBI. Manual do Usuário. ITBI - Transmissão de Bens Imóveis

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

14. TRIBUTOS EM ESPÉCIE Impostos sobre a Transmissão ITBI e ITCMD

CIRCULAR N Documento normativo revogado pela Circular nº 3.432, de 3/2/2009.

Especial Imposto de Renda 2015

Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90): Artigos 260 a 260-L


CIRCULAR Nº Art. 2º O CCS consiste em sistema informatizado, sob a gestão do Banco Central do Brasil, com a capacidade de:

RESOLUÇÃO Nº 4.292, DE 20 DE DEZEMBRO DE 2013

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE

O Prefeito Municipal de vitória, Capital do Estado do Espírito Santo, faço saber que a Câmara Municipal decretou e eu sanciono a seguinte lei:

Lei nº /07 Aspectos Jurídicos e Tributários

DECRETO N , DE 05 DE JUNHO DE 2006

Prefeitura Municipal De Belém Gabinete do Prefeito

ÂMBITO E FINALIDADE SERVIÇO DE EMPRÉSTIMO DE VALORES MOBILIÁRIOS

Prefeitura Municipal de Ibirataia Estado da Bahia

RESOLUÇÃO SMF Nº 2835 DE 05 DE FEVEREIRO DE 2015

MARAFON & FRAGOSO ADVOGADOS. pmarafon@marafonadvogados.com.br Fone

DECRETO Nº , DE 6 DE DEZEMBRO DE 2013.

GOVERNO DE SERGIPE DECRETO Nº DE 03 DE FEVEREIRO DE 2014

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Diferencial de alíquota para produtos com destino industrialização

DECRETO Nº DE 15 DE FEVEREIRO DE 2013 (D.O. RIO DE 18/02/2013) O Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, no uso de suas atribuições legais,

CONDIÇÕES GERAIS DO CAP FIADOR I INFORMAÇÕES INICIAIS. SOCIEDADE DE CAPITALIZAÇÃO: Brasilcap Capitalização S.A. CNPJ: / II GLOSSÁRIO

RESOLUÇÃO Nº 4.263, DE 05 DE SETEMBRO DE 2013 Dispõe sobre as condições de emissão de Certificado de Operações Estruturadas (COE) pelas instituições

PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL - PGFN

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

DECRETO Nº , DE 18 DE DEZEMBRO DE 2014.

PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº, DE As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal promulgam a seguinte emenda constitucional:

TÍTULO DE CAPITALIZAÇÃO APLUBCAP POPULAR 510 MODALIDADE POPULAR PAGAMENTO ÚNICO CONDIÇÕES GERAIS SOCIEDADE DE CAPITALIZAÇÃO: APLUB CAPITALIZAÇÃO S. A.

Planos de Opções de Compra de Ações Aspectos Tributários

O Prefeito Municipal de Resende, no exercício das atribuições, que lhe são conferidas pela Lei Orgânica do Município, em seu artigo 74, inciso XV,

Simulado Super Receita 2013 Direito Tributário Simulado Rafael Saldanha

Considerações sobre recolhimento de imposto sobre doação de espécie nos Estados e no Distrito Federal

COMISSÃO MISTA PARA DISCUSSÃO DA LEGISLAÇÃO DA MICRO EMPRESA E EMPRESA DE PEQUUENO PORTE

CONDIÇÕES GERAIS DO PÉ QUENTE BRADESCO PESSOA JURÍDICA

Boletim Informativo junho/2015 ITCMD

DIFERENCIAL DE ALÍQUOTA - Hipóteses de Incidência, Cálculo e Formas de Recolhimento. Matéria elaborada com base na Legislação vigente em:

CONDIÇÕES GERAIS DO BRADESCO SOLUÇÃO DE ALUGUEL

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Anexos 4. 0 Substituição Tributária

PROJETO DE LEI Nº 022/15 DE 14 DE MAIO DE AUTORIA DO PODER EXECUTIVO

INSTRUÇÃO NORMATIVA SMFA Nº 01/2010

INSTRUÇÃO CVM Nº 506, DE 27 DE SETEMBRO DE 2011

Responsabilidade Tributária: Na Sucessão Empresarial, na Dissolução Irregular e na Substituição Tributária. Marcelo Campos

EXEMPLO DE EMISSÃO DA NOTA FISCAL

USUFRUTO. 1) Conceito:

Abrangência: Esse programa abrange:

I quando o prestador de serviços estabelecido no Município do Rio de Janeiro executar serviço;

TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO PRESIDÊNCIA ATO Nº 590/DILEP.CIF.SEGPES.GDGSET.GP, DE 30 DE AGOSTO DE 2013

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos IRRF de Locador Residente no Exterior

Maratona Fiscal ISS Direito tributário

Portaria CAT 29, de

Transcrição:

PLANEJAMENTO PATRIMONIAL, FAMILIAR E SUCESSÓRIO CLIENT ALERT DEZEMBRO/2015 GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO SANCIONA AS NOVAS REGRAS REFERENTES AO IMPOSTO SOBRE A TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS E DOAÇÃO DE QUAISQUER BENS OU DIREITOS (ITD) ÁREA DE PRÁTICA Planejamento Patrimonial, Familiar e Sucessório Foi publicada no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro do dia 29 de dezembro de 2015 a Lei 7.174/2015, que dispõe acerca do imposto sobre a transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos ( ITD ) no âmbito do Estado do Rio de Janeiro. Conforme havíamos previsto, o Governador do Estado do Rio de Janeiro sancionou integralmente o Substitutivo ao Projeto de Lei nº 1.250/2015, objeto de nosso Client Alert divulgado no dia 23 de dezembro de 2015. Relacionamos, a seguir, as principais alterações trazidas pela Lei 7.174/2015, apontando quando cada uma delas entrará em vigor (apesar de a Lei 7.174/2015 ter entrado em vigor na data de sua publicação, as alterações implementadas por ela apenas produzirão efeitos a partir de 28 de março de 2016 ou 1º de julho de 2016, conforme o caso): Para mais informações, envie uma mensagem para news@veirano.com.br 1. Novas Alíquotas: A alíquota do ITD deixará de ser de 4% e passará a ser de (i) 4,5% para valores até 400.000 UFIRs-RJ (atualmente correspondentes a R$ 1.084.760, considerando-se o valor da UFIR-RJ vigente em 2015 1 ) e (ii) 5% para valores superiores a 400.000 UFIRs-RJ. 2 Essa alteração produzirá efeitos no prazo de 90 (noventa) dias contados da publicação da Lei, ou seja, a partir do dia 28 de março de 2016. 3 Este documento foi elaborado exclusivamente para fins informativos, não devendo ser considerado como opinião legal ou consulta jurídica. No caso de dúvidas, nossos advogados estão à disposição para esclarecimentos. 1 Um novo valor será estabelecido para a UFIR-RJ, com vigência a partir de janeiro de 2016. 2 Art. 26. O imposto é calculado aplicando-se, sobre o valor fixado para a base de cálculo, considerando-se a totalidade dos bens e direitos transmitidos, a alíquota de: I - 4,5% (quatro e meio por cento), para valores até 400.000 UFIR-RJ; II - 5% (cinco por cento) para valores acima de 400.000 UFIR-RJ. É vedada a distribuição, reprodução ou divulgação deste documento, total ou parcial, sem o consentimento prévio de Veirano Advogados. 3 Art. 47. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, sendo que os arts. 8º, 9º, 24, 26, 41 e 42, bem como a revogação dos dispositivos referidos no inciso I do parágrafo único do 46, produzem efeitos no ano subsequente e após decorrido o prazo de 90 (noventa) dias, e os demais dispositivos em 1º de julho de 2016. 2015 Veirano Advogados. Todos os direitos reservados.

2. Incidência sobre VGBL e PGBL: O ITD passará a incidir sobre a transmissão causa mortis de valores e direitos relativos a planos de previdência complementar com cobertura por sobrevivência, estruturados sob o regime financeiro de capitalização, tais como PGBL ou VGBL, para os beneficiários indicados pelo falecido ou pela legislação. Nesses casos, a base de cálculo do ITD será (i) o valor total das quotas dos fundos de investimento vinculados ao plano de que o falecido era titular na data do fato gerador, se o óbito ocorrer antes do recebimento do benefício; ou (ii) o valor total do saldo da provisão matemática de benefícios concedidos, na data do fato gerador, se o óbito ocorrer durante a fase de recebimento da renda. 4 As entidades de previdência complementar e as sociedades seguradoras autorizadas passarão a ser responsáveis pela retenção e pelo recolhimento do ITD. 5 Tais alterações apenas produzirão efeitos a partir do dia 1º de julho de 2016. 6 3. Usufruto: Nas doações com reserva de usufruto, não será mais possível realizar o pagamento de apenas 50% do ITD na data da doação, restando o pagamento dos outros 50% diferido para a data da extinção do usufruto. 7 A nova regra é de que, nessas hipóteses, o pagamento do ITD deverá ser integralmente realizado no ato da doação. 8 Essa alteração 4 Art. 23. Na transmissão causa mortis de valores e direitos relativos a planos de previdência complementar com cobertura por sobrevivência, estruturados sob o regime financeiro de capitalização, tais como Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) ou Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), para os beneficiários indicados pelo falecido ou pela legislação, a base de cálculo é: I - o valor total das quotas dos fundos de investimento, vinculados ao plano de que o falecido era titular na data do fato gerador, se o óbito ocorrer antes do recebimento do benefício; ou II - o valor total do saldo da provisão matemática de benefícios concedidos, na data do fato gerador, se o óbito ocorrer durante a fase de recebimento da renda. 5 Art. 13. São responsáveis pela retenção e recolhimento do imposto: I - as instituições autorizadas pelo Banco Central do Brasil a operar no mercado de câmbio, nas doações realizadas por meio de transferências financeiras para o exterior e do exterior para o País; e II - as entidades de previdência complementar, bem como as sociedades seguradoras autorizadas, na hipótese da transmissão causa mortis referida no art. 23. Parágrafo único. Não efetuada a retenção referida no caput deste artigo, o pagamento do imposto pode ser exigido do responsável ou do contribuinte. 6 Art. 47. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, sendo que os arts. 8º, 9º, 24, 26, 41 e 42, bem como a revogação dos dispositivos referidos no inciso I do parágrafo único do 46, produzem efeitos no ano subsequente e após decorrido o prazo de 90 (noventa) dias, e os demais dispositivos em 1º de julho de 2016. 7 Art. 7º O imposto não incide: I - quando houver renúncia pura e simples à herança ou ao legado, sem ressalva ou condição, desde que o renunciante não indique beneficiário ou tenha praticado ato que demonstre aceitação; II - no recebimento de capital estipulado de seguro de vida contratado com cláusula de cobertura de risco; III - na extinção de usufruto ou de qualquer outro direito real; IV - sobre o fruto e rendimento do bem do espólio havidos após o falecimento do autor da herança ou legado; e V - nas hipóteses relativas às imunidades previstas no inciso VI do caput do art. 150 da Constituição Federal. 8 Art. 24. Na transmissão de bens imóveis ou de direitos a eles relativos, a base de cálculo é: I - o valor integral do bem na: a) transmissão do domínio pleno; b) doação com reserva de usufruto ou outro direito real; c) transmissão da nua-propriedade, sendo o transmitente o último titular do domínio pleno; d) instituição de fideicomisso; e) transmissão do domínio útil relativo à enfiteuse; e f) transmissão da propriedade resolúvel. II - 50% (cinquenta por cento) do valor do bem na transmissão da nua-propriedade, não sendo o transmitente o último titular do domínio pleno: III - 50% (cinquenta por cento) do valor do bem na: a) instituição de usufruto, uso e habitação; e b) instituição e transmissão do direito de superfície. IV - o valor integral do bem na transmissão da posse. 1º No caso de promessa de compra e venda, devidamente registrada, a base de cálculo será proporcional: I - sendo transmitente o promitente vendedor, à parcela ainda não quitada do valor do bem;

produzirá efeitos no prazo de 90 (noventa) dias contados a da publicação da Lei, ou seja, a partir do dia 28 de março de 2016. 4. Conceito de Domicílio: O ITD continua sendo devido ao Estado do Rio de Janeiro nas transmissões de (i) bens imóveis e direitos a eles relativos, desde que eles estejam situados no Estado do Rio de Janeiro; e (ii) bens móveis ou bens imóveis situados no exterior, assim como os direitos a eles relativos, se estiver localizado no Estado do Rio de Janeiro o domicílio: (ii.a.) do doador; (ii.b.) do donatário, quando o doador for domiciliado no exterior; (ii.c.) do falecido, na data da sucessão; (ii.d.) do herdeiro ou legatário, quando o falecido, na data da sucessão, era residente ou domiciliado no exterior. A Lei 7.174/2015 estabelece os seguintes critérios para o conceito de domicílio : No caso das pessoas naturais (i.e., físicas), o domicílio é o local onde se mantenha a residência habitual. Caso a pessoa natural mantenha residência em mais de uma unidade federada, presume-se como sendo o seu domicílio para fins de pagamento do ITD: (i) o local onde, cumulativamente, a pessoa possua residência e exerça profissão; ou (ii) caso a pessoa exerça profissão em mais de um local, assim como caso a pessoa não possua residência ou não exerça profissão, o domicílio para fins de pagamento do ITD será o endereço constante da declaração de Imposto de Renda. Por fim, a Lei 7.174/2015 estabelece que, quando o falecido, na data da sucessão, não tinha domicílio certo ou tinha mais de um domicílio, o imposto relativo aos bens móveis será devido ao Estado do Rio de Janeiro se nele for processado o inventário judicial ou administrativo. 9 Tais alterações apenas produzirão efeitos a partir do dia 1º de julho de 2016. II - sendo transmitente o promitente comprador, à parcela já quitada do valor do bem. 2º Na transmissão de direitos relativos a bens adquiridos por meio de alienação fiduciária, a base de cálculo será proporcional à parcela já quitada do valor do bem. 3º Resolução do Secretário de Estado de Fazenda pode estabelecer, como limite mínimo para fixação do valor do bem, dentre outros critérios: I - valor fixado para o lançamento do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbano - IPTU, em se tratando de imóvel urbano ou de direito a ele relativo; ou II - valor total do imóvel informado pelo contribuinte para efeito do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR, em se tratando de imóvel rural ou de direito a ele relativo. 4º Constatado que os valores mencionados nos incisos do 3º deste artigo são inferiores aos de mercado, poderão ser aplicados índices de ajuste aos mesmos. Art. 25. Na transmissão de bens móveis ou de direitos a eles relativos, a fixação da base de cálculo observará, além da previsão dos artigos específicos contidos nesta seção, o disposto no art. 24, no que couber. 9 Art. 5º O imposto é devido ao Estado do Rio de Janeiro: I - na transmissão de bem imóvel, bem como de direitos a ele relativos, se o mesmo estiver situado neste Estado; ou II - na transmissão de bem móvel ou de bem imóvel situado no exterior, bem como de direitos a eles relativos, se nele estiver localizado o domicílio: a) do doador; b) do donatário, quando o doador for domiciliado no exterior; c) do falecido, na data da sucessão, observado o disposto no 3 deste artigo; ou d) do herdeiro ou legatário, quando o falecido, na data da sucessão, era residente ou domiciliado no exterior. 1º Para os efeitos do disposto neste artigo, considera-se domicílio: I - da pessoa natural, a sua residência habitual, observado o disposto no 2º deste artigo; e II - da pessoa jurídica, o estabelecimento que praticar o fato gerador. 2º No caso de pessoa natural com residência em mais de uma unidade federada, presume-se como domicílio tributário para fins de pagamento do imposto: I - o local onde, cumulativamente, possua residência e exerça profissão; ou II - caso exerça profissão em mais de um local ou onde não possua residência, ou não exerça profissão, o endereço constante da declaração de Imposto de Renda. 3º Quando o falecido, na data da sucessão, não tinha domicílio certo ou tinha mais de um domicílio, o imposto relativo aos bens móveis é devido ao Estado do Rio de Janeiro se nele for processado o inventário judicial ou administrativo, nos termos do Código de Processo Civil.

5. Responsabilidade Solidária: A Lei 7.174/2015 estabelece um rol muito mais amplo de responsáveis solidários com o contribuinte ou responsável pelo pagamento do ITD: (i) o doador, o cedente ou o donatário, quando não contribuinte; (ii) os notários, os registradores, os escrivães e os demais servidores do Poder Judiciário, em relação aos atos praticados por eles ou perante eles, em razão de seu ofício, que não exigirem o cumprimento do disposto na legislação tributária; (iii) a empresa, a instituição financeira ou bancária e todo aquele a quem caiba a responsabilidade pelo registro ou pela prática de ato que implique na transmissão de bem móvel ou imóvel e respectivos direitos e ações; (iv) o inventariante ou o testamenteiro em relação aos atos que praticarem; (v) o titular, o administrador e o servidor dos demais órgãos ou entidades de direito público ou privado onde se processe o registro, a anotação ou a averbação de doação; (vi) qualquer pessoa natural ou jurídica que detenha a posse do bem transmitido ou doado; (vii) o cessionário, inclusive na cessão onerosa, em relação ao imposto devido pela transmissão causa mortis dos direitos hereditários a ele cedidos; (viii) a pessoa natural ou jurídica que tenha interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal; e (ix) os coerdeiros, legatários e codonatários, em relação à totalidade do bem transmitido. 10 Tais alterações apenas produzirão efeitos a partir do dia 1º de julho de 2016. 6. Base de Cálculo: A Lei 7.174/2015 estabelece o valor de mercado do bem como base de cálculo do ITD e determina que ele deverá ser calculado por meio de avaliação judicial ou administrativa, que poderá considerar, dentre outros elementos: o valor declarado pelo contribuinte, valores praticados ou oferecidos em operações onerosas relativas aos bens e direitos transmitidos ou a similares, ou fixados para incidência de outros tributos, bem como indicadores de mercado e normas técnicas ou contábeis aplicáveis. 11 Essa alteração apenas produzirá efeitos a partir do dia 1º de julho de 2016. 10 Art. 11. São solidariamente obrigados pelo pagamento do crédito tributário devido pelo contribuinte ou responsável: I - o doador, o cedente ou o donatário quando não contribuinte; II - os notários, os registradores, os escrivães e os demais servidores do Poder Judiciário, em relação aos atos praticados por eles ou perante eles, em razão de seu ofício, que não exigirem o cumprimento do disposto na legislação tributária; III - a empresa, a instituição financeira ou bancária e todo aquele a quem caiba a responsabilidade pelo registro ou pela prática de ato que implique na transmissão de bem móvel ou imóvel e respectivos direitos e ações; IV - o inventariante ou o testamenteiro em relação aos atos que praticarem; V - o titular, o administrador e o servidor dos demais órgãos ou entidades de direito público ou privado onde se processe o registro, a anotação ou a averbação de doação; VI - qualquer pessoa natural ou jurídica que detenha a posse do bem transmitido ou doado; VII - o cessionário, inclusive na cessão onerosa, em relação ao imposto devido pela transmissão causa mortis dos direitos hereditários a ele cedidos; VIII - a pessoa natural ou jurídica que tenha interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal; e IX - os coerdeiros, legatários e codonatários, em relação à totalidade do bem transmitido. 11 Art. 14. A base de cálculo do imposto é o valor de mercado do bem ou do direito transmitido. 1º O valor de mercado é determinado por meio de avaliação judicial ou administrativa, que poderão considerar, dentre outros elementos, as disposições desta seção, o valor declarado pelo contribuinte, valores praticados ou oferecidos em operações onerosas relativas aos bens e direitos transmitidos ou a similares, ou fixados para incidência de outros tributos, bem como indicadores de mercado e normas técnicas ou contábeis aplicáveis. 2º Excluem-se da base de cálculo do imposto: I - desde que comprovadas a origem, autenticidade e pré-existência, as dívidas: a) do falecido; ou b) que onerem o bem doado. II - as despesas de funeral. 3º Não se aplica o disposto no inciso I do 2º deste artigo quando: I - o valor da dívida já tiver sido levado em consideração para determinação do valor de mercado do bem ou direito; ou II - a dívida estiver acobertada por seguro total. 4º Nos casos não previstos nesta seção, a base de cálculo do imposto será o valor do bem ou direito na data da avaliação.

7. Desconsideração de determinadas transações onerosas: A autoridade fiscal poderá desconsiderar, total ou parcialmente, atos ou negócios alegadamente onerosos nos quais o adquirente não dispuser de capacidade financeira ou a contrapartida tiver valor significativamente inferior ao valor de mercado do bem ou direito adquirido. 12 Essa alteração apenas produzirá efeitos a partir do dia 1º de julho de 2016. Permanecemos à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais. Atenciosamente, Pedro Boueri Affonso de Almeida pedro.boueri@veirano.com.br Rachel Maçalam Saab Lima rachel.saab@veirano.com.br 12 Art. 38. A autoridade fiscal poderá desconsiderar total ou parcialmente atos ou negócios jurídicos, a despeito de alegadamente onerosos, quando o adquirente não dispuser de capacidade financeira ou a contrapartida tiver valor significativamente inferior ao valor de mercado do bem ou direito adquirido, observados os procedimentos fixados nos parágrafos deste artigo e demais normas regulamentares a serem editadas pela Secretaria de Estado de Fazenda. 1º Para a realização da desconsideração do ato ou negócio jurídico prevista no caput deste artigo, após o início da ação fiscal a autoridade fiscal deverá intimar o sujeito passivo a prestar esclarecimentos e informações, no prazo de 30 (trinta) dias, sobre os fatos, causas, motivos e circunstâncias que justifiquem a prática do ato ou do negócio jurídico, capazes de afastar a premissa de falta de capacidade financeira e/ou desproporção do valor atribuído. 2º Não atendida a intimação a que se refere o 1º deste artigo, ou sendo insuficientes as informações ou esclarecimentos, a autoridade fiscal efetuará a lavratura de auto de infração, fundamentado com a descrição do ato ou negócio jurídico, a justificativa de sua desconsideração e a especificação da base de cálculo do imposto, da alíquota incidente e dos acréscimos legais. 3º Além do procedimento de que trata o 1º deste artigo, o direito ao contraditório e à ampla defesa será exercido no contencioso relativo ao auto de infração lavrado com base no disposto neste artigo. veirano.com.br Rio de Janeiro São Paulo Porto Alegre Brasília