Dia Mundial do Meio Ambiente 2007 Haroldo Mattos de Lemos Presidente, Instituto Brasil PNUMA Vice Presidente, ISO TC 207 (ISO 14000) Presidente, Conselho Técnico da ABNT Presidente, Conselho Empresarial de Meio Ambiente da CRJ Professor de Engenharia Ambiental da Escola Politécnica da UFRJ 2 0 Congresso Brasileiro do PVC São Paulo, 19 de junho de 2007
Transformação da BIOSFERA nos últimos 100 anos População humana: de 1,5 para 6,1 bilhões Atividade econômica: aumentou 10 vezes entre 1950 e 2000 Maioria dos pesqueiros mundiais: sobre-explorados Atmosfera: aumento das concentrações de gases-estufa 40% das reservas conhecidas de petróleo exauridas Fonte: Global Change and the Earth System A Planet Under Pressure, IGBP, 2004.
Alguns problemas globais que teremos que enfrentar Escassez de Água POPs Poluentes Orgânicos Persistentes Aquecimento Global Energia Esgotamento do petróleo
Entre 1751 e 1990: 230 bilhões toneladas de CARBONO que estavam enterrados debaixo do solo foram introduzidos na atmosfera terrestre (CO 2 ) pela queima dos combustíveis fósseisf sseis. Entre 1850 e 1990: 120 bilhões toneladas de CARBONO foram transferidos da biosfera para a atmosfera pelo desmatamento.
Aquecimento Global p Temperatura global média: +0,74 o C 1906 e 2005. entre p p Temperatura da atmosfera na superfície da Terra deverá subir entre 1,8 e 4 o C até 2100 (IPCC* 2007). Melhor estimativa: 3 o C. A quantidade de vapor d água (gás estufa) aumenta com a temperatura. * IPCC: 2.500 cientistas de mais de 130 países.
Conseqüências Aumento na freqüência e intensidade de eventos climáticos extremos. Desaparecimento de metade das geleiras e redução da capa de gelo no Ártico. Nível do mar: vai subir entre 28 e 43 cm até 2100 (IPCC 2007). - ecossistemas mais afetados: manguezais, recifes de corais, e estuários de rios (alta biodiversidade).
Seguros 2005: Fundação Re Munique estimou as perdas econômicas devidas a desastres relacionados ao clima (tempestades tropicais e incêndios florestais) em mais de US$ 200 bilhões, com perdas em seguro de mais de US$70 bilhões. 2004: perdas econômicas totalizaram US$145 bilhões, e perdas com seguro chegaram a US$45 bilhões.
Dia Mundial do Meio Ambiente 2007 Derretimento das geleiras: Um assunto quente? Como o gelo reflete a energia solar e calor é absorvido pela água: aceleração do derretimento. Ártico: esquentando duas vezes mais rápido que a média mundial. A área do Oceano Ártico coberta com gelo encolhe a cada verão, gelo remanescente está mais fino.
Ursos polares: fêmeas grávidas constroem tocas de inverno em áreas com espessa cobertura de neve. Não comem por cinco a sete meses. Emergem com seus filhotes na primavera. Precisam de gelo marinho em boas condições para caçar focas para suas própria sobrevivência e a de sua cria.
Duas últimas décadas, ursos polares na área da Baía de Hudson, Canadá: redução entre 15% e 26% no peso corporal médio e no número de filhotes nascidos entre 1981 e 1998. Modelos climáticos: pode haver perda quase completa de gelo marinho no Ártico antes do fim do século. É improvável que ursos polares sobrevivam como espécie.
Ártico O Lençol de Gelo da Groenlândia é a maior massa glacial ártica: constitui 10% das reservas mundiais totais de água doce. O derretimento do gelo marinho não irá aumentar o nível do mar, mas se todo o gelo da Groenlândia derretesse, o nível do mar em todos os oceanos do mundo cresceria em 7 metros.
Conseqüências no Brasil - Região Sul: chuvas intensas, mas irregulares provocariam colapso da agricultura e perda de produtividade pecuária. No RGS o plantio de trigo e soja seria inviável; - Região Sudeste: área para cultura de café em São Paulo seria reduzida de 39% para 1%. Fato semelhante deve acontecer em MG.
COP 10 Buenos Aires, 12/04 Relatório brasileiro: em 1994 emitimos 1,03 bilhões de toneladas de CO 2 (contra 979 milhões em 1990). 75% das emissões: desmatamentos. equivalente MCT: representa 3% das emissões globais. Brasil: sexto maior emissor de gases estufa.
Custo econômico de redução de emissões: Brasil - posição favorável vel para redução com baixo custo. Bem melhor que países desenvolvidos e outros do grupo BRIC: reduzir 2/3 do desmatamento custaria 0,3% do PIB em monitoramento e controle, mas diminuiria rapidamente em 50% as emissões totais (desmatamento na Amazônia: poucos ganham, muitos perdem). Brasil: 3% do PIB global, 2,5% da população mundial e 4% das emissões globais de Carbono.
Possibilidades para minimizar o aquecimento global: 1) Captura e armazenamento de CO 2 no subsolo: Remoção do CO 2 das emissões de fontes estacionárias industriais (termoelétricas, cimenteiras, siderúrgicas), comprimir e transportar no estado líquido para armazenar em estrutura geológica adequada. Em fase de testes em países como EUA e Noruega. (IPCC Special Report on Carbon Dioxide Capture and Storage, 2005). 2) Aumentar o fitoplâncton nos oceanos: Fertilização dos oceanos com ferro, espalhado em forma granulada por embarcações. Já vem sendo testado em pequena escala, com sucesso. (Revista Veja n. 52, 12/2006).
3) Plantar árvores Achim Steiner, Diretor Executivo do PNUMA, e Wangari Maathai, Premio Nobel da Paz, lançando a campanha Plant for the Planet: Billion Tree Campaign, Nairobi,, 08 de novembro de 2006.