Linguagem C: Árvores Binarias



Documentos relacionados
INF1007: Programação 2 10 Árvores Binárias. (c) Dept. Informática - PUC-Rio 1

INF 1007 Programação II

Métodos Computacionais. Árvores

Estruturas de Dados. Prof. Gustavo Willam Pereira Créditos: Profa. Juliana Pinheiro Campos

Busca. Pesquisa sequencial

Estruturas de Dados I

INF PROGRAMAÇÃO II LISTA DE EXERCÍCIOS 15

Estruturas de Dados Aula 15: Árvores 17/05/2011

Figura 13.1: Um exemplo de árvore de diretório.

struct arv { char info; struct arv* esq; struct arv* dir; };

ALGORITMOS E ESTRUTURAS DE DADOS CES-11 CES-11 CES-11

EAD Árvore árvore binária

Árvores Binárias de Busca

Árvores. Algoritmos e Estruturas de Dados 2005/2006

Árvore Binária de Busca

- UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS Curso: Informática / Ciência da Computação

ESTRUTURA DE DADOS DCC013

ESTRUTURAS DE DADOS I. Notas de Aula. Prof. Dr. Gilberto Nakamiti

Estruturas de Dados. Módulo 17 - Busca. 2/6/2005 (c) Dept. Informática - PUC-Rio 1

Árvores Binárias - continuação

Pesquisa em Memória Primária. Algoritmos e Estruturas de Dados II

EAD Árvore - representação usando listas ligadas

ESTRUTURAS DE DADOS II MSc. Daniele Carvalho Oliveira

BUSCA EM LISTAS LISTAS SEQÜENCIAIS, LISTAS SIMPLESMENTE E DUPLAMENTE ENCADEADAS E LISTAS CIRCULARES

Pesquisa Sequencial e Binária

Árvore Binária de Busca. Algoritmos e Estrutura de Dados II. Operações Busca e Sucessor. Árvore Binária de Busca. Árvores Rubro-Negras

2ª Lista de Exercícios

Fontes Bibliográficas. Estruturas de Dados Aula 15: Árvores. Livros:

Árvores Binária de Busca. Prof. César Melo DCC/ICE/UFAM

Prof. Yandre Maldonado - 1 PONTEIROS. Prof. Yandre Maldonado e Gomes da Costa

Árvore Binária de Busca. Prof. César Melo

1. Introdução Definição Conceitos relacionados... 2

Árvores Binárias de Busca

Algoritmos e Estruturas de Dados: Árvore Binária

DAINF - Departamento de Informática

INF 1010 Estruturas de Dados Avançadas

Árvores Balanceadas. Árvore binária completamente balanceada. Ocorre quando a árvore está cheia ou quase cheia com o nível n-1 completo

FACULDADE CAMPO LIMPO PAULISTA MESTRADO EM CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO. Projeto e Análise de Algoritmos II Lista de Exercícios 2

PROGRAMAÇÃO II 4. ÁRVORE

Estruturas de Dados. Árvores AVL. Cesar Tadeu Pozzer. Curso de Ciência da Computação UFSM (12/12/2007)

Métodos Computacionais. Fila

ESTRUTURAS DE DADOS AVANÇADAS (INF 1010) (a) Seja um TAD definido por uma lista circular implementada em um vetor.

Árvores binárias de pesquisa com balanceamento. Algoritmos e Estruturas de Dados II

Pesquisa em Memória Primária. Prof. Jonas Potros

Instituto de C. Linguagem C: Listas. Luis Martí Instituto de Computação Universidade Federal Fluminense -

Programação II. Árvores Binárias (Binary Trees) Bruno Feijó Dept. de Informática, PUC-Rio

Estruturas de Dados Árvores

Aula T20 BCC202 Pesquisa (Parte 2) Árvores de Pesquisa. Túlio Toffolo

Árvores AVL. Prof. Othon M. N. Batista Estrutura de Dados

INF 1010 Estruturas de Dados Avançadas. Árvores binárias

DAS5102 Fundamentos da Estrutura da Informação

Árvores Binárias. Observação: Material elaborado a partir do material do Professor Marcos Costa.

Trabalho 3: Agenda de Tarefas

INF 1007 Programação II

Pedro Vasconcelos DCC/FCUP. Programação Funcional 15 a Aula Árvores de pesquisa

Estrutura de Dados Árvores. Prof. Robinson Alves

CT-234. Análise de Algoritmos e Complexidade Estrutural. Carlos Alberto Alonso Sanches

Árvores Binárias de Busca (ABB) 18/11

ÁRVORES BINÁRIAS DE BUSCA. Vanessa Braganholo Estruturas de Dados e Seus Algoritmos

BC1424 Algoritmos e Estruturas de Dados I. Aula 16: Árvores (introdução) Prof. Jesús P. Mena-Chalco. jesus.mena@ufabc.edu.br

Índice. Capítulo 2 Estrutura de Dados sequencial com armazenamento sequencial

- UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS Curso: Informática / Ciência da Computação

INF 1007 Programação II

Pesquisa digital. Algoritmos e Estruturas de Dados II

Algoritmos e Estruturas de Dados 2

Árvore Binária Exemplo de Implementação

10. Listas Encadeadas

Programação de Computadores II. Cap. 17 Busca

Busca em Memória. Secundária

Algoritmos e Estrutura de Dados III. Árvores

Algoritmos e Estruturas de Dados: Árvore Binária de Busca

Estruturas de Dados Pilhas, Filas e Deques

DAS5102 Fundamentos da Estrutura da Informação

INF 1007 Programação II

Árvores e Árvores Binárias

ÁRVORE BINÁRIA DE BUSCA

Complexidade de Algoritmos

Árvores Binárias e Busca. Jeane Melo

/* percorreu todo o vetor e não encontrou elemento */ return -1;

Árvores Binárias de Busca (ABB) 18/11

struct LISTA item quant

INF 1620 P1-10/04/02 Questão 1 Nome:

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL INSTITUTO DE INFORMÁTICA INFORMÁTICA APLICADA

Estruturas de Dados Aula 16: Árvores com Número Variável 13/06/2011

Estruturas de Dados Aula 11: TAD Pilha 09/05/2011

Estruturas de Dados. Parte dos slides a seguir são adaptações, extensões e traduções para C dos originais:

UFJF - DCC - Estrutura de Dados e Laboratório de Programação II

Algoritmos e Estrutura de Dados II. Árvore. Prof a Karina Oliveira.

Transcrição:

Instituto de C Linguagem C: Árvores Binarias Luis Martí Instituto de Computação Universidade Federal Fluminense lmarti@ic.uff.br - http://lmarti.com

Tópicos Principais Introdução Árvores binárias Implementação em C Ordens de percurso Árvore binária de busca (ABB) Funções para ABBs Impressão Busca 23/04/14 Estrutura de Dados I 2

Tópicos Complementares Inserção em ABB Remoção em ABB 23/04/14 Estrutura de Dados I 3

Introdução Árvore um conjunto de nós tal que existe um nó r, denominado raiz, com zero ou mais sub-árvores, cujas raízes estão ligadas a r os nós raízes destas sub-árvores são os filhos de r os nós internos da árvore são os nós com filhos as folhas ou nós externos da árvore são os nós sem filhos nó raiz... sub-árvores 23/04/14 Estrutura de Dados I 4

Árvores binárias Árvore binária uma árvore em que cada nó tem zero, um ou dois filhos uma árvore binária é: uma árvore vazia; ou um nó raiz com duas sub-árvores: a sub-árvore da esquerda (sae) a sub-árvore da direita (sad) vazia sae raiz sad 23/04/14 Estrutura de Dados I 5

Árvores binárias Exemplo árvores binárias representando expressões aritméticas: nós folhas representam operandos nós internos operadores + exemplo: (3+6)*(4-1)+5 * 5 + 3 6 4 1 23/04/14 Estrutura de Dados I 6

Implementação em C Representação de uma árvore: através de um ponteiro para o nó raiz Representação de um nó da árvore: estrutura em C contendo a informação propriamente dita (exemplo: um caractere) dois ponteiros para as sub-árvores, à esquerda e à direita struct noarv { int info; struct noarv* esq; struct noarv* dir; }; 23/04/14 Estrutura de Dados I 7

Implementação em C Interface do tipo abstrato Árvore Binária: arv.h typedef struct noarv NoArv; NoArv* arv_cria (int x, NoArv* e, NoArv* d); void arv_libera (NoArv* a); int arv_contem (NoArv* a, int x); void arv_imprime (NoArv* a); 23/04/14 Estrutura de Dados I 8

Implementação em C Implementação das funções: implementação recursiva, em geral usa a definição recursiva da estrutura Uma árvore binária é: uma árvore vazia; ou um nó raiz com duas sub-árvores: raiz a sub-árvore da direita (sad) a sub-árvore da esquerda (sae) vazia sae sad 23/04/14 Estrutura de Dados I 9

Implementação em C função arv_cria cria um nó raiz dadas a informação e as duas sub-árvores, a da esquerda e a da direita retorna o endereço do nó raiz criado NoArv* arv_cria (int x, NoArv* sae, NoArv* sad) { NoArv* p=(noarv*)malloc(sizeof(noarv)); p->info = x; p->esq = sae; p->dir = sad; return p; } 23/04/14 Estrutura de Dados I 10

Implementação em C função arv_libera libera memória alocada pela estrutura da árvore as sub-árvores devem ser liberadas antes de se liberar o nó raiz retorna uma árvore vazia, representada por NULL void arv_libera (NoArv* a){ if (a!= NULL){ arv_libera(a->esq); /* libera sae */ arv_libera(a->dir); /* libera sad */ free(a); /* libera raiz */ } } 23/04/14 Estrutura de Dados I 11

Implementação em C função arv_contem verifica se uma árvore contém um dado inteiro retorna um valor inteiro (1 ou 0) indicando a ocorrência ou não do inteiro na árvore int arv_contem (NoArv* a, int x){ if (a == NULL) return 0; /* árvore vazia: não encontrou */ if (a->info==x) return 1; else return (arv_contem(a->esq, x) arv_contem(a->dir, x)); } 23/04/14 Estrutura de Dados I 12

Implementação em C função arv_imprime percorre recursivamente a árvore, visitando todos os nós e imprimindo sua informação void arv_imprime (NoArv* a) { if (a!= NULL){ printf("%d ", a->info); /* mostra raiz */ arv_imprime(a->esq); /* mostra sae */ arv_imprime(a->dir); /* mostra sad */ } } 23/04/14 Estrutura de Dados I 13

Implementação em C Exemplo: /* sub-árvore 'd' */ NoArv* a1= arv_cria(9,null, NULL); /* sub-árvore 'b' */ NoArv* a2= arv_cria(5, NULL, a1); /* sub-árvore 'e' */ NoArv* a3= arv_cria(3, NULL, NULL); /* sub-árvore 'f' */ NoArv* a4= arv_cria(6, NULL, NULL); /* sub-árvore 'c' */ NoArv* a5= arv_cria(8, a3, a4); /* árvore 'a' */ NoArv* a = arv_cria(7, a2, a5 ); 7 5 8 9 3 6 23/04/14 Estrutura de Dados I 14

Implementação em C Exemplo: NoArv* a = arv_cria(7, arv_cria(5, NULL, arv_cria(9, NULL, NULL) ), arv_cria(8, arv_cria(3, NULL, NULL), arv_cria(6, NULL, NULL) ) ); 7 5 8 9 3 6 23/04/14 Estrutura de Dados I 15

Implementação em C Exemplo - acrescenta nós a->esq->esq = arv_cria(2, arv_cria(4, ), arv_cria(1, ); ) NULL, NULL NULL, NULL 4 2 7 5 8 9 3 1 6 23/04/14 Estrutura de Dados I 16

Implementação em C Exemplo - libera nós a->dir->esq = libera(a->dir->esq); 7 5 8 2 9 3 6 4 1 23/04/14 Estrutura de Dados I 17

Ordens de percurso Ordens de percurso: pré-ordem: trata raiz, percorre sae, percorre sad exemplo: 7 5 9 8 3 6 ordem simétrica: percorre sae, trata raiz, percorre sad exemplo: 5 9 7 3 8 6 pós-ordem: percorre sae, percorre sad, trata raiz exemplo: 9 5 3 6 8 7 7 5 8 9 3 6 23/04/14 Estrutura de Dados I 18

Imprime em Ordem Simétrica função arv_imprime_sim percorre recursivamente a árvore, visitando todos os nós e imprimindo sua informação em ordem simétrica void arv_imprime_sim (NoArv* a) { if (a!= NULL){ arv_imprime_sim(a->esq); /* mostra sae */ printf("%d ", a->info); /* mostra raiz */ arv_imprime_sim(a->dir); /* mostra sad */ } } 23/04/14 Estrutura de Dados I 19

Imprime em Pós-ordem função arv_imprime_pos percorre recursivamente a árvore, visitando todos os nós e imprimindo sua informação em pós-ordem void arv_imprime_pos (NoArv* a) { if (a!= NULL){ arv_imprime_pos(a->esq); /* mostra sae */ arv_imprime_pos(a->dir); /* mostra sad */ printf("%d ", a->info); /* mostra raiz */ } } 23/04/14 Estrutura de Dados I 20

Tipos de Árvores Binárias Árvores Estritamente Binárias Árvores Binárias Completas Árvores Binárias Cheias 23/04/14 Estrutura de Dados I 21

Árvores Estritamente Binárias Ocorre quando todo nó que não é folha tiver sub-árvores esquerda e direita não vazias. Ou seja: todo nó tem 0 ou 2 filhos. Número de nós em uma árvore estritamente binária com n folhas: 2n-1 7 9 19 4 8 6 17 15 1 23/04/14 Estrutura de Dados I 22

Árvores Binárias Completas É uma árvore estritamente binária, na qual todos os nós folha estão ou no penúltimo ou no último nível 9 7 19 Todas as sub-árvores vazias são filhas de nós do último ou penúltimo nível 15 1 12 13 10 5 11 2 4 8 23/04/14 Estrutura de Dados I 23

Árvores Binárias Cheias É uma árvore estritamente binária, na qual todos os nós folha estão no último nível 7 Todas as subárvores vazias são filhas de nós do último nível 9 12 13 19 4 8 Embora possua muitos nós, a distância da raiz até os nós é relativamente baixa 15 1 10 5 11 2 6 17 23/04/14 Estrutura de Dados I 24

Nível de um nó da Árvore Os vértices da árvore estão classificados em níveis. O nível pode ser calculado como o número de nós no caminho entre o vértice e a raiz nível da raiz é zero B A D C E nível de B e C é 1 nível de F e G é 3 nível de H é 4 nível de um nó = nível de seu pai + 1 F G H I 23/04/14 Estrutura de Dados I 25

Altura de uma Árvore Existe um único caminho da raiz para qualquer nó da árvore. A altura de uma árvore pode ser definida como sendo o comprimento do caminho mais longo da raiz até uma das folhas. Por definição, a altura de uma árvore que possui somente o nó raiz é zero. A altura de uma árvore é igual a maior altura de uma das suas sub-árvores +1 23/04/14 Estrutura de Dados I 26

Árvore Binária - altura mínima nível 0 (somente a raiz) contém um nó nível 1 contém no máximo 2 nós nível 2 contém no máximo 4 nós... no nível L - pode conter no máximo 2 L nós Uma árvore binária cheia de altura d tem exatamente 2 L nós em cada nível 0 L d 27 23/04/14 Estrutura de Dados I 27

Árvore Binária - altura mínima O total de nós n em uma árvore binária cheia (que seria o máximo) de altura d é a soma do número de nós a cada nível d n = 2 0 + 2 1 + 2 2 +... + 2 d = Σ 2 j j=0 n = 2 d+1-1 à d = log (n+1) 1 pode-se mostrar também por indução! OBS.: número de folhas de uma árvore cheia com n nós 2 d = 2 log(n+1)-1 = 2 log(n+1) = n+1 2 2 23/04/14 Estrutura de Dados I 28

Árvore Binária - altura mínima 7 9 19 12 13 4 8 15 1 10 5 11 2 6 17 Árvore Binária Cheia de altura 3 à 2 3+1-1 = 15 nós 29 23/04/14 Estrutura de Dados I 29

Árvore Binária - altura mínima A árvore binária cheia é a árvore binária com o máximo de nós para uma dada altura, mas a distância da raiz é pequena Lema: Seja T uma árvore binária completa com n>0 nós. Então, T possui altura h mínima. Além disso, h = log n 30 23/04/14 Estrutura de Dados I 30

Árvore Binária de Busca (ABB) o valor associado à raiz é sempre maior que o valor associado a qualquer nó da sub-árvore à esquerda (sae) e o valor associado à raiz é sempre menor ou igual (para permitir repetições) que o valor associado a qualquer nó da sub-árvore à direita (sad) quando a árvore é percorrida em ordem simétrica (sae - raiz - sad), os valores são encontrados em ordem não decrescente 23/04/14 Estrutura de Dados I 31

Pesquisa em Árvore Binária de Busca compare o valor dado com o valor associado à raiz se for igual, o valor foi encontrado se for menor, a busca continua na sae se for maior, a busca continua na sad 23/04/14 Estrutura de Dados I 32

Pesquisa em Árvore Binária de Busca Em árvores balanceadas os nós internos têm todos, ou quase todos, 2 filhos Qualquer nó pode ser alcançado a partir da raiz em O(log n) passos 6 4 2 5 8 7 9 1 3 23/04/14 Estrutura de Dados I 33

Pesquisa em Árvore Binária de Busca 1 2 Em árvores degeneradas todos os nós têm apenas 1 filho, com exceção da (única) folha 3 4 5 Qualquer nó pode ser alcançado a partir da raiz em O(n) passos 6 7 8 9 23/04/14 Estrutura de Dados I 34

Tipo Árvore Binária de Busca árvore é representada pelo ponteiro para o nó raiz struct noarv { int info; struct noarv* esq; struct noarv* dir; }; typedef struct noarv NoArv; 23/04/14 Estrutura de Dados I 35

Implementação em C Extensão da interface do tipo abstrato Árvore Binária para uma árvore binária de busca: arvbb.h typedef struct noarv NoArv; NoArv* arv_cria (int x, NoArv* e, NoArv* d); NoArv* arv_libera (NoArv* a); void abb_imprime (NoArv* a); int abb_busca (NoArv* a, int x); NoArv* abb_insere (NoArv* a, int x); NoArv* abb_retira (NoArv* a, int x); 23/04/14 Estrutura de Dados I 36

ABB: Impressão imprime os valores da árvore em ordem crescente, percorrendo os nós em ordem simétrica void abb_imprime (NoArv* a) { if (a!= NULL) { abb_imprime(a->esq); printf("%d\n",a->info); abb_imprime(a->dir); } } 23/04/14 Estrutura de Dados I 37

ABB: Busca explora a propriedade de ordenação da árvore possui desempenho computacional proporcional à altura (O(lg n) para o caso de árvore balanceada) NoArv* abb_busca (NoArv* a, int v) { if (a == NULL) return NULL; else if (a->info > v) return abb_busca (a->esq, v); else if (a->info < v) return abb_busca (a->dir, v); else return a; } 23/04/14 Estrutura de Dados I 38

ABB: Inserção recebe um valor v a ser inserido retorna o eventual novo nó raiz da (sub-)árvore para adicionar v na posição correta, faça: se a (sub-)árvore for vazia crie uma árvore cuja raiz contém v se a (sub-)árvore não for vazia compare v com o valor na raiz insira v na sae ou na sad, conforme o resultado da comparação 23/04/14 Estrutura de Dados I 39

NoArv* abb_insere (NoArv* a, int v) { int hesq =-1, hdir =-1; if (a==null) { a = (NoArv*)malloc(sizeof(NoArv)); a->info = v; a->esq = a->dir = NULL; a->h = 0; } else { if (v < a->info) a->esq = abb_insere(a->esq,v); else /* v >= a->info */ a->dir = abb_insere(a->dir,v); if (a->esq!=null) hesq = a->esq->h if (a->dir!=null) hdir = a->dir->h if(hesq>hadir) a->h = hesq+1; else a->h = hdir+1; } return a; 23/04/14 Estrutura de Dados I 40

Exemplo cria insere 6 insere 4 insere 8 insere 2 insere 5 insere 1 insere 3 insere 7 insere 9 Arv 4 2 5 1 3 6 8 7 9 23/04/14 Estrutura de Dados I 41

Exemplo (c/ repetição de valores) cria insere 6 insere 4 insere 8 insere 2 insere 5 insere 1 insere 3 insere 7 insere 9 insere 6 4 2 5 1 3 6 6 8 7 9 23/04/14 Estrutura de Dados I 42

ABB: Remoção recebe um valor v a ser inserido retorna a eventual nova raiz da árvore para remover v, faça: se a árvore for vazia nada tem que ser feito se a árvore não for vazia compare o valor armazenado no nó raiz com v se for maior que v, retire o elemento da sub-árvore à esquerda se for menor do que v, retire o elemento da sub-árvore à direita se for igual a v, retire a raiz da árvore 23/04/14 Estrutura de Dados I 43

ABB: Remoção para retirar a raiz da árvore, há 3 casos: caso 1: a raiz que é folha caso 2: a raiz a ser retirada possui um único filho caso 3: a raiz a ser retirada tem dois filhos 23/04/14 Estrutura de Dados I 44

ABB: Remoção de folha Caso 1: a raiz da sub-árvore é folha da árvore original libere a memória alocada pela raiz retorne a raiz atualizada, que passa a ser NULL retirar 3 23/04/14 Estrutura de Dados I 45

ABB: Remoção de pai de filho único Caso 2: a raiz a ser retirada possui um único filho libere a memória alocada pela raiz a raiz da árvore passa a ser o único filho da raiz retirar 4 23/04/14 Estrutura de Dados I 46

ABB: remoção de pai de dois filhos Caso 3: a raiz a ser retirada tem dois filhos encontre o nó N que precede a raiz na ordenação (o elemento mais à direita da sub-árvore à esquerda) troque o dado da raiz com o dado de N retire N da sub-árvore à esquerda (que agora contém o dado da raiz que se deseja retirar) retirar 6 retirar o nó N mais à direita é trivial, pois N é um nó folha ou N é um nó com um único filho (no caso, o filho da direita nunca existe) 23/04/14 Estrutura de Dados I 47

NoArv* abb_retira (NoArv* a, int v) { if (a == NULL) return NULL; else if (a->info > v) a->esq = abb_retira(a->esq, v); else if (a->info < v) a->dir = abb_retira(a->dir, v); else { /* achou o nó a remover */ /* nó sem filhos */ if (a->esq == NULL && a->dir == NULL) { free (a); a = NULL; } /* nó só tem filho à direita */ else if (a->esq == NULL) { NoArv* t = a; a = a->dir; free (t); } 23/04/14 Estrutura de Dados I 48

} /* só tem filho à esquerda */ else if (r->dir == NULL) { NoArv* t = r; r = r->esq; free (t); } /* nó tem os dois filhos */ else { NoArv* f = r->esq; while (f->dir!= NULL) { f = f->dir; } r->info = f->info; /* troca as informações */ f->info = v; r->esq = abb_retira(r->esq,v); } } return r; 23/04/14 Estrutura de Dados I 49

Referências Waldemar Celes, Renato Cerqueira, José Lucas Rangel, Introdução a Estruturas de Dados, Editora Campus (2004) Capítulo 13 Árvores Capítulo 17 Busca 23/04/14 Estrutura de Dados I 50

Material adaptado por Luis Martí a partir dos slides de José Viterbo Filho que forem elaborados por Marco Antonio Casanova e Marcelo Gattas para o curso de Estrutura de Dados para Engenharia da PUC-Rio, com base no livro Introdução a Estrutura de Dados, de Waldemar Celes, Renato Cerqueira e José Lucas Rangel, Editora Campus (2004).