PROJETO DE LEI Nº, DE 2015
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- Edson Monsanto Mirandela
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1 PROJETO DE LEI Nº, DE 2015 (Do Sr. Takayama) Dispõe sobre a prestação de assistência religiosa e espiritual por meio de capelania nos estabelecimentos que menciona e dá outras providencias. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Fica assegurada a assistência religiosa e espiritual por meio do serviço de capelania em hospitais da rede pública ou privada, em estabelecimentos prisionais civis ou militares, estabelecimentos de ensino, entidades sócioeducativas, bem como quartéis no âmbito do nosso país. 1º Entende-se por serviço de capelania, entre outros, os seguintes: I- aconselhamento; II - III - IV- V orientações aos assistidos; cultos e orações; ministrar a Santa Comunhão; ministrar a palavra. 2º A assistência religiosa e espiritual de que trata o caput será ministrada por Capelão devidamente constituído. 3º Os estabelecimentos a que se refere o caput deste artigo manterão local apropriado para os cultos religiosos. Art. 2º São beneficiários da assistência de que trata esta lei: I-discentes e docentes dos estabelecimentos de ensino da rede pública ou privada; II- pacientes internados em hospitais públicos e privados;
2 III- reclusos em estabelecimentos prisionais, delegacias, quartéis, ou estabelecimentos sócio-educativos; IV- militares no ambiente dos quartéis. Parágrafo único Somente poderá ser prestada a assistência religiosa a que se refere esta Lei mediante manifestação dos interessados, uma vez que nenhum assistido poderá ser obrigado a participar das atividades religiosas. Art. 3º - As instituições religiosas que desejarem prestar a assistência de que trata esta lei, deverão cadastrar-se preferencialmente no Instituto Nacional da Justiça de Paz e Juízes de Paz do Brasil INJUPA-Br, e ou em qualquer instituição credenciadora que ministre o curso de capelania. Parágrafo único A instituição credenciadora deverá ser legalmente constituída, obedecidos os requisitos e limites de atuação estabelecidos pela legislação vigente, mediante a apresentação de documento contendo os atos constituídos, devidamente registrado junto a uma ordem regulamentadora da atividade. Art. 4º - O interessado em obter a credencial para exercer a atividade de que trata esta Lei deverá apresentar o termo de apresentação, identificação, idoneidade e responsabilidade, subscrito pelo INJUPA-Br ou pela instituição credenciadora a qual pertença. Art. 5º - Será criado e mantido pelo INJUPA-Br um registro de identificação de pessoas credenciadas, na sua instituição. Art. 6º - O cartão de credenciamento conterá, além da identificação pessoal, foto recente do credenciado e sua validade limita-se a 1(um) ano. Art. 7º - São requisitos indispensáveis para o credenciamento dos interessados: I-ser maior de 21 anos; II- estar no exercício de seus direitos políticos, se brasileiro; III- estar em condição regular no país, se estrangeiro; IV- ser pessoas de ilibada conduta moral e profissional; V- ser apresentado por entidade religiosa interessada, nos termos do art. 10 desta Lei;
3 VI- ser habilitado por instituição de capelania e registrado em entidade reconhecida como regulamentadora da atividade, tendo cumprido as exigências impostas pela lei em vigor. Art. 8º - Para os fins da aplicação do disposto nesta lei, fica garantida a livre prática de culto para todas as crenças religiosas aos assistidos e seus familiares, sendo permitindo a participação nos serviços organizados nos estabelecimentos a que se refere o art. 1º desta lei, tendo em vista o interesse prevalecente da coletividade. Parágrafo Único Os Capelães poderão prestar concursos públicos ou ser contratados na Marinha, Exército, Aeronáutica, hospitais, presídios, Instituições Militares, instituições carcerárias e respectivas entidades sócio-educativas, desde que atendam os requisitos exigidos pelos mesmos. Art. 9º - Os Capelães de instituições legalmente constituídas, quando apresentados por estas, poderão ser supervisionados por outro Capelão quando forem prestar serviços auxiliares de assistência religiosa e espiritual. Art. 10º Será garantido o acesso de Capelães, desde que devidamente credenciados nos termos desta Lei, às dependências das unidades hospitalares, prisionais e sócio-educativas, bem como dos estabelecimentos de ensino, com a finalidade de assistência religiosa e espiritual, ficando dispensados, no caso dos estabelecimentos prisionais, da revista manual, na visita assistida, mediante a colaboração e segurança dos agentes penitenciários. 1º - A credencial a que se refere o caput será emitida pelo Instituto Nacional da Justiça de Paz e dos Juízes de Paz do Brasil INJUPA-Br, ou pela instituição credenciadora a qual pertença. 2º - A assistência prestada pelos capelães inclui o sigilo no caso de entrevistas com presos e de confidências destes, de internados e funcionários. Art. 11 As instituições cadastradas poderão requerer credenciamento especial para que o capelão tenha acesso livre, ou seja, possa ingressar, visitar, e permanecer em qualquer dependência dos estabelecimentos a que se refere o art. 1º desta Lei. Art. 12 Os locais e horários para realização das atividades e cerimônias religiosas serão definidos pela direção dos estabelecimentos citados nesta Lei, podendo a assistência religiosa e espiritual, que poderá ser prestada fora dos horários normais de visitas, sendo que os Capelães deverão contar com a colaboração necessária ao desempenho de suas atribuições.
4 Art. 13 O descumprimento desta Lei, quanto às faculdades e garantias da pessoa credenciada, gera responsabilidade disciplinar imputável ao agente público que lhe der causa. Art. 14 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 10 de agosto de 2015 Deputado HIDEKAZU TAKAYAMA JUSTIFICAÇÃO A atividade de capelania pressupõe uma abordagem do ser humano como criatura de Deus que apresenta potencialidades e necessidades físicas, intelectuais, emocionais e espirituais. Por exemplo, um Capelão integrante da equipe multidisciplinar de saúde, é uma pessoa capacitada e sensível às necessidades humanas, dispondo-se a dar ouvidos, confortar e encorajar, ajudando o enfermo a lutar pela vida,com esperança em Deus e na medicina. Oferece aconselhamento espiritual e apoio emocional tanto ao paciente e seus familiares, como aos profissionais da saúde. E um importante elo com a comunidade local. Assim os Capelães são homens e mulheres preparados para resgatar vidas, levando aos assistidos palestras e seminários acerca de como viver uma vida melhor, embora estejam no ambiente de hospitais, clinicas e presídios. Os formandos para o curso de capelania, independentemente da faixa etária, são treinados para resgatar pessoas do sofrimento, e estão capacitados para trabalhar na prevenção da violência, do uso das drogas, contra pedofilia, na recuperação e na reabilitação de drogados, recuperação de meninos de rua, mendigos e presidiários, promovendo, com sua atividade, a cultura de paz aos assistidos e suas famílias por meio das visitas em hospitais, escolas e presídios. A expectativa é de que essa atividade de capelania viabilize mudanças fundamentais e comportamentais no seio da sociedade, com as pessoas se tornando mais conscientes dos seus deveres humanitários e mais solidárias para com aqueles que vivem em situação de risco e de vulnerabilidade devido à violência e ao uso de drogas, e, dessa forma, se sintam motivadas e encorajadas a combater e irradiar os malefícios do uso e do abuso de drogas.
5 Vale destacar que os males causados pelas drogas tem impactado sobremaneira a vida dos cidadãos de bem e da família brasileira, ensejando atos de violência e causando danos significativos na saúde física e emocional dos usuários. Enfim, esperamos alcançar as metas propostas e contribuir decisivamente para melhoria da qualidade de vida de pessoas das mais diversas faixas etárias que pretendemos assistir nas comunidades de todo o nosso país. Nesse sentido, é essencial que o Parlamento e a Administração Pública não se omitam quanto a esse papel de oferecer aos assistidos e a suas famílias um serviço fundamentado na manifestação de altruísmo, amizade, fraternidade, capaz de promover a Paz e a Solidariedade cidadã. É o que pretendo com a apresentação dessa proposição. Brasília, 10 de agosto de 2015 Deputado HIDEKAZU TAKAYAMA
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