FIOS E CABOS DE COBRE NU

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1 NORMA TÉCNICA COPEL - NTC MATERIAIS DE DISTRIBUIÇÃO - ESPECIFICAÇÃO NTC SETEMBRO/2018 ÓRGÃO EMISSOR: COPEL DISTRIBUIÇÃO SUPERINTENDÊNCIA DE PLANEJAMENTO E INFRAESTRUTURA EXPANSÃO DA DIS SPI DEPARTAMENTO DE GESTÃO ACESSANTES E NORMALIZAÇÃO TÉCNICA DGNT DIVISÃO DE NORMALIZAÇÃO TÉCNICA DA DIS - VNTD

2 APRESENTAÇÃO Esta Norma tem por objetivo estabelecer as condições mínimas exigíveis para o fornecimento do material em referência a ser utilizado nas Redes Aéreas de Distribuição Urbana e Rural na área de concessão da Companhia Paranaense de Energia - COPEL. Para tanto foram consideradas as especificações e os padrões do material em referência, definidos nas Normas Brasileiras Registradas - NBR da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, particularizando-os para as Normas Técnicas COPEL - NTC, acrescidos das modificações baseadas nos resultados de desempenho destes materiais da COPEL. Com a emissão deste documento, a COPEL procura atualizar as suas Normas Técnicas de acordo com a tecnologia mais avançada no Setor Elétrico. Em caso de divergência esta Norma prevalecerá sobre as outras de mesma finalidade editadas anteriormente. Esta Norma encontra-se disponível na INTERNET: Acesso Rápido Normas Técnicas Materiais Padrão para Redes de Distribuição ANDREA CRISTINA B. BERTOLIN SPI SUPERINTENDÊNCIA DE PLANEJAMENTO E INFRAESTRUTURA EXPANSÃO DA DIS SETEMBRO/2018 SPI/DGNT/VNDT Página 2 de 16

3 ÍNDICE 1 OBJETIVO NORMAS E/OU DOCUMENTOS COMPLEMENTARES DEFINIÇÕES CONDIÇÕES GERAIS Condições de serviço Acabamento Embalagem Demais condições CONDIÇÕES ESPECIFICAS Material Fios componentes do cabo Cabo completo Módulo de elasticidade médio Coeficiente de dilatação linear Características mecânicas Características elétricas Massa especifica Massa nominal ENSAIOS Relação dos ensaios Classificação dos ensaios Execução dos ensaios INSPEÇÃO, ACEITAÇÃO E REJEIÇÃO Generalidades Formação da amostra Aceitação e rejeição Ficha técnica ANEXO A TABELAS ANEXO B FIGURAS SETEMBRO/2018 SPI/DGNT/VNDT Página 3 de 16

4 1 OBJETIVO Esta NTC fixa as condições exigíveis que devem ser atendidas no fornecimento de fio e cabos de cobre nu destinados às Redes de Distribuição da COPEL, conforme itens discriminados no quadro abaixo: 2 NORMAS E/OU DOCUMENTOS COMPLEMENTARES Para fins de projeto, seleção de matéria prima, fabricação, controle de qualidade, inspeção, utilização e acondicionamento dos conectores a serem fornecidos, esta NTC adota as normas abaixo relacionadas, bem como as normas nelas citadas, nas revisões indicadas ou mais recentes. ABNT NBR 6524:1998 ABNT NBR 5111:1997 ABNT NBR 5426:1989 ABNT NBR 5456:2010 ABNT NBR 5471:1986 ABNT NBR 6810:2010 ABNT NBR 6814:2001 ABNT NBR 6815:2010 ABNT NBR 7312:1998 ABNT NBR 11137: Fios e cabos de cobre com ou sem cobertura protetora para instalações aéreas - Especificação - Fios de cobre nus de seção circular para fins elétricos - Especificação - Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por atributos - Procedimento - Eletrotécnica e Eletrônica - Eletricidade Geral - Terminologia - Eletrotécnica e Eletrônica - Condutores Elétricos - Terminologia - Fios e cabos elétricos - Tração à ruptura em componentes metálicos - Método de Ensaio - Fios e cabos elétricos - Ensaio de resistência elétrica - Método de Ensaio - Fios e cabos elétricos - Ensaio de determinação da resistividade em componentes metálicos - Rolos de fios e cabos elétricos - Características dimensionais - Padronização - carretéis de madeira para acondicionamento de fios e cabos elétricos - Padronização COPEL NTCs Padrão A Materiais de Distribuição As siglas acima referem-se a: ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas NBR - Norma Brasileira Registrada NTC - Norma Técnica COPEL As normas mencionadas não excluem outras reconhecidas desde que concomitantemente: a) assegurem qualidade igual ou superior; b) sejam mencionadas pelo proponente na proposta; c) sejam anexadas à proposta; d) sejam aceitas pela COPEL. Em caso de duvida ou omissão prevalecem: 1º) esta NTC - Especificação; 2º) demais Normas Técnicas COPEL; 3º) as normas citadas no item 2 desta NTC; 4º) as normas apresentadas pelo proponente e aprovadas pela COPEL. 3 DEFINIÇÕES Os termos técnicos utilizados nesta NTC estão definidos na NBR 5456 e NBR 5471 e nas demais normas mencionadas no item 2 desta NTC. 4 CONDIÇÕES GERAIS 4.1 Condições de serviço O fio e os cabos de cobre nu abrangidos por esta NTC devem ser adequados para operar a uma altitude de até 1000 metros, em clima tropical com temperatura ambiente de -5 C até 40 C, com média diária não superior a 35 C, umidade relativa do ar de até 100%, precipitação pluviométrica média anual de 1500 a 3000 milímetros, sendo que os condutores ficarão expostos ao sol, à chuva e a poeira. O clima contribui para a formação de fungos e acelera a deterioração e a corrosão. O fornecedor deve providenciar a tropicalização e tudo mais que for necessário para o bom desempenho dos condutores nas condições objeto deste item. O fio e os cabos de cobre nu aqui especificados são aplicáveis a sistemas elétricos de freqüência nominal 60Hz, com as características dadas na Tabela 1 do Anexo A e configurações dadas na Figura 1 do Anexo B desta NTC. SETEMBRO/2018 SPI/DGNT/VNDT Página 4 de 16

5 4.2 Acabamento O fio sólido ou os fios componentes do cabo devem ser livres de óxido ou materiais estranhos e não devem apresentar fissuras, escamas, rebarbas, asperezas, estrias e/ou inclusões que comprometam o desempenho do produto. O cabo pronto deve apresentar diâmetro e encordoamento uniformes. 4.3 Embalagem Generalidades O acondicionamento do fio e dos cabos de cobre nu deve ser efetuado de modo a garantir um transporte seguro em quaisquer condições e limitações que possam ser encontradas. O fio e os cabos de cobre nu devem ser adequadamente embalados para transporte até o local da instalação, de modo a protegê-los contra intempéries, maresia, umidade, choques e manuseio inadequado. A embalagem é considerada satisfatória se os condutores forem encontrados em perfeito estado na chegada ao destino. A embalagem final, assim como o acondicionamento parcial, devem ser feitos de modo que a massa e as dimensões sejam mantidas dentro de limites razoáveis a fim de facilitar o manuseio, o armazenamento e o transporte. As embalagens não serão devolvidas ao fornecedor. As embalagens devem estar de acordo com a ABT NBR No caso do fornecedor possuir o seu próprio sistema de embalagem e sendo este mais econômico em relação ao da ABNT NBR 11137, este deve enviá-lo à COPEL para análise e posterior aprovação. Para os fornecedores estrangeiros, o transporte deve ser feito por meio de cofre de carga (containers) Acondicionamento Em carretéis: os carretéis destinados ao acondicionamento dos cabos devem ser de madeira resistente e isenta de defeitos, previamente aprovados pela COPEL e tais que: a) permitam o enrolamento do cabo em um ou, no máximo dois lances, sem que haja perda de espaço útil; b) tenham massa bruta máxima de 2.000kg; c) apresentem, externamente, pintura ou tratamento adequado, que não ataque o cabo; d) apresentem-se internamente sem pintura, com o tambor revestido por material a prova d'água de modo a servir de forro para o cabo, ou outro sistema mais eficiente a ser aprovado pela Copel. As pontas do cabo devem ser firmemente amarradas. O cabo deve ser enrolado uniformemente no carretel, não sendo permitida remontagem. Para a cobertura do carretel, devem ser usadas ripas de espessura mínima de 25mm, pregadas firmemente na periferia das abas, de modo a fechar completamente o carretel. Como arremate, devem ser pregadas em cada uma das ripas de cobertura, na altura das abas, duas fitas de aço resistentes a corrosão de largura mínima de 19mm e espessura mínima de 0,5mm. As extremidades destas fitas, nos pontos de encontro devem ser superpostas em um comprimento de pelo menos 200mm Em rolos: o acondicionamento em rolos é limitado a 40kg para movimentação manual. Em rolos cuja movimentação deve ser efetuada por meios mecânicos, é permitida massa superior a 40kg. Os rolos devem estar de acordo com a ABNT NBR Marcação Do carretel: os carretéis devem apresentar marcação externa, nas duas faces laterais, diretamente sobre os discos ou por meio de etiquetas metálicas, em local visível, com caracteres legíveis e indeléveis, com as seguintes indicações: a) nome e endereço do fornecedor; b) o nome COPEL; c) número do Contrato e item; d) número de série do carretel; e) código de material da COPEL; f) área da seção nominal do condutor em mm 2, classe de encordoamento e material (cobre meio duro); g) lance nominal; h) número de lances; i) massa liquida em quilogramas; j) massa bruta em quilogramas; k) seta indicativa e a frase "DESENROLE NESTE SENTIDO". SETEMBRO/2018 SPI/DGNT/VNDT Página 5 de 16

6 Marcações adicionais, necessárias para facilidade de transporte de materiais importados, podem ser usadas e serão indicadas no contrato de compra Da bobina: em cada bobina deve ser amarrada na extremidade do fio ou cabo, correspondente a camada externa, uma etiqueta com as indicações do item desta NTC, com exceção da alínea k Do rolo: os rolos devem ser identificados através de uma etiqueta, contendo as informações do item desta NTC, com exceção das alíneas d e k Embarque Os materiais devem ser liberados para embarque depois de devidamente inspecionados e conferidos. Todo o material deve ser despachado de acordo com o cronograma de fornecimento Tolerância de fornecimento Para o fornecimento admite-se uma variação de mais ou menos 5% na quantidade estipulada no contrato de compra. 4.4 Demais condições Emendas Conforme a ABNT NBR 6524, não são permitidas emendas no fio da NTC e nem nos fios componentes dos cabos das NTCs e vide tabela 2 do Anexo A. São permitidas emendas nos fios componentes do cabo da NTC (cabo de 19 fios) - vide tabela 2 do Anexo A, desde que a distância mínima entre emendas não seja inferior a 15 metros. As emendas devem ser feitas de tal maneira a não alterar o diâmetro, a configuração e a flexibilidade do cabo completo Classes de encordoamento a) Classe 1A - condutor sólido NTC b) Classe 2A - condutores encordoados, não compactados, NTCs , e Designação O fio e os cabos desta NTC devem ser designados pela sua têmpera, sua seção transversal nominal em milímetros quadrados e sua classe de encordoamento Tolerância As tolerâncias no diâmetro nominal do fio da NTC e dos fios componentes dos demais cabos desta NTC, bem como as propriedades mecânicas e elétricas dos fios nus após a sua última fase de fabricação, devem estar de acordo com a NBR CONDIÇÕES ESPECIFICAS 5.1 Material O fio e os cabos devem ser de cobre meio duro, de resistividade elétrica máxima e condutividade elétrica mínima especificadas no item desta NTC. 5.2 Fios componentes do cabo Os fios componentes do cabo, logo após o processo de trefilação, devem possuir características mecânicas e elétricas e ter as tolerâncias de seus diâmetros nominais de acordo com a NBR Todos os fios componentes devem possuir o mesmo diâmetro nominal. SETEMBRO/2018 SPI/DGNT/VNDT Página 6 de 16

7 5.3 Cabo completo Diâmetros e formações das coroas Os cabos desta NTC devem ter formação conforme a Tabela 2 do Anexo A. E aceitável uma variação de até 2% nos diâmetros medidos em relação aos diâmetros nominais Encordoamento Os cabos desta NTC devem ser encordoados uniformemente em toda a sua extensão. As sucessivas coroas devem ser encordoadas em sentidos alternados, sendo que a coroa externa deve ter encordoamento para a esquerda (sentido anti-horário) Passo do encordoamento O comprimento do passo de uma coroa dos cabos desta NTC deve estar compreendido entre 8 a 16 vezes o seu diâmetro externo Área da seção transversal real A área calculada da seção transversal do fio e dos cabos desta NTC, em função dos diâmetros medidos dos fios formadores, deve atender ao especificado na Tabela 2 do Anexo A. 5.4 Módulo de elasticidade médio Os cabos de cobre desta NTC, devem apresentar um módulo de elasticidade médio final a 20 C de MPa. É aceitável uma variação de ±10% no valor do módulo de elasticidade médio final. 5.5 Coeficiente de dilatação linear Os cabos de cobre de referências desta NTC devem ter coeficiente de dilatação linear inicial ou final a 20 C de 16,9 x 10-6 ºC (-1). E aceitável uma variação de ±5% no valor do coeficiente de dilatação linear inicial ou final. 5.6 Características mecânicas A resistência à tração e o alongamento na ruptura do fio de cobre (NTC ) deve ser calculada de acordo com a NBR A resistência à tração dos cabos de cobre desta NTC, deve ser maior ou igual a 90% do valor calculado com base na resistência à tração mínima dos fios componentes, conforme a NBR Para efeito do cálculo da resistência à tração, a área da seção transversal do fio deve ser calculada a partir de seu diâmetro nominal. A resistência à tração calculada deve atender aos valores mínimos especificados na Tabela 3 do Anexo A. 5.7 Características elétricas Resistência elétrica: do fio e dos cabos desta NTC não devem exceder aos valores especificados na Tabela 3 do Anexo A, em corrente continua a 20 C Capacidade de condução de corrente: os valores aproximados do fio de cobre e dos cabos de cobre desta NTC devem estar de acordo com a Tabela 3 do Anexo A. Estas correntes foram calculadas estando o condutor a 75 C, 60Hz, temperatura ambiente de 25 C e vento de 2,2 km/h. As capacidades de condução de corrente especificadas na Tabela 3 do Anexo A foram extraídas do livro: Electric Utility Engineering Reference Book - Volume 3 Distribution Systems - Westhinghouse - Copyright 1959, 1965 by Appendix Table 1 - Adaptado para a série métrica Curvas limites de operação em curto-circuito: o fio de cobre e os cabos de cobre desta NTC devem satisfazer as curvas tempo x corrente dadas na Figura 3 do Anexo B desta NTC, sem que as cargas de ruptura fiquem inferiores a 80% dos valores mínimos especificados na Tabela 3 do Anexo A. SETEMBRO/2018 SPI/DGNT/VNDT Página 7 de 16

8 5.7.4 Resistividade elétrica: para o fio de cobre a 20 C não deve ser superior a 0,017837Ωmm²/m ou 0,15857Ωg/m², correspondente a condutividade elétrica mínima de 96,66% IACS, quando determinada conforme o item desta NTC. 5.8 Massa especifica Para efeitos de cálculo a massa específica do cobre deve ser considerada igual a 8890kg/m³ a 20 C. 5.9 Massa nominal A massa por unidade de comprimento calculada deve atender aos valores especificados na Tabela 2 do Anexo A. É aceitável uma variação de ± 3% no valor da massa nominal. 6 ENSAIOS 6.1 Relação dos ensaios Para a comprovação das características de projeto, material e mão-de-obra são exigidos os seguintes ensaios Fios nus após sua última fase de fabricação: a1) inspeção geral; a2) verificação do diâmetro; a3) ensaio de resistência mecânica à tração; a4) ensaio de resistividade elétrica Cabos de cobre: b1) inspeção geral; b2) verificação dos diâmetros e da formação das coroas do cabo; b3) verificação do encordoamento; b4) verificação do passo do encordoamento; b5) verificação de emendas; b6 verificação da área da seção transversal; b7) ensaio de resistência elétrica em corrente contínua; b8) ensaio de resistência mecânica à ruptura. Os ensaios relacionados neste item não invalidam a realização por parte do fornecedor, daqueles que julgar necessários ao controle de qualidade do seu produto. 6.2 Classificação dos ensaios Os ensaios previstos nesta NTC são classificados em: - Ensaios de tipo; - Ensaios de recebimento; - Ensaios complementares de recebimento Ensaios de tipo São os ensaios relacionados na Tabela 4 do Anexo A, a serem realizados pelo fornecedor, no mínimo em uma unidade, retirada das primeiras unidades construídas de cada lote, para verificação de determinadas características de projeto e de material. Estes ensaios devem ter seus resultados devidamente comprovados, através de relatórios de ensaios emitidos por órgãos tecnicamente capacitados, devendo os relatórios de ensaios atender ao item desta NTC. Estes ensaios devem ser realizados conforme o item 6.3 desta NTC Ensaios de recebimento São os ensaios relacionados na Tabela 4 do Anexo A, realizados nas instalações do fornecedor ou em órgão tecnicamente capacitado, na presença de inspetor da COPEL, por ocasião do recebimento de cada lote. Estes ensaios devem ser realizados conforme o item 6.3 desta NTC. SETEMBRO/2018 SPI/DGNT/VNDT Página 8 de 16

9 6.2.3 Ensaios complementares de recebimento São os ensaios relacionados na Tabela 4 do Anexo A, realizados nas instalações do fornecedor ou em órgão tecnicamente capacitado, na presença do inspetor da COPEL, por ocasião do recebimento de cada lote. A realização destes ensaios fica a critério da COPEL e neste caso, deverão ser realizados conforme o item 6.3 desta NTC. 6.3 Execução dos ensaios Os métodos de ensaios dos cabos e respectivos fios formadores devem obedecer o descrito a seguir e estar de acordo com as normas e/ou documentos complementares citados no item 2 desta NTC Fio nu após sua última fase de fabricação Inspeção geral: a inspeção deve ser feita logo após o processo de trefilação e recozimento, verificando todos os requisitos dos itens 4.2, 4.3 e 4.4 desta NTC. Constitui falha a não conformidade de qualquer uma das características verificadas com as especificadas. Verificação do diâmetro: os diâmetros dos fios devem ser medidos conforme a ABNT NBR NM IEC :2001. Constitui falha o não atendimento ao item 5.2 desta NTC. Ensaio de resistência à tração: o ensaio de resistência à tração dos fios deve ser realizado conforme a ABNT NBR Constitui falha o não atendimento ao item 5.6 desta NTC. Ensaio de resistividade elétrica: a resistividade elétrica dos fios de cobre deve ser determinada conforme a ABNT NBR 6815, observadas as condições da ABNT NBR 5111 e da ABNT NBR Constitui falha o não atendimento ao item desta NTC Cabo de cobre Inspeção geral: devem ser verificados todos os requisitos dos itens 4.2, 4.3 e 4.4 desta NTC. Constitui falha a não conformidade de qualquer uma das características verificadas com as especificadas. Verificação dos diâmetros e das formações das coroas: os diâmetros das coroas devem ser medidos conforme a ABNT NBR NM IEC :2001. A formação do cabo deve ser verificada através de simples contagem. Constitui falha o não atendimento ao item desta NTC. Verificação do encordoamento: o encordoamento deve ser verificado visualmente por ocasião da verificação dos diâmetros e das formações das coroas. Constitui falha o não atendimento aos itens e desta NTC. Verificação do passo do encordoamento: o passo do encordoamento deve ser verificado conforme a ABNT NBR NM IEC :2001. Constitui falha o não atendimento ao item desta NTC. Verificação de emendas: só é permitida emendas nos fios componentes do cabo da NTC Constitui falha o não atendimento ao item desta NTC. Verificação da área da seção transversal: A área da seção transversal, calculada a partir dos diâmetros medidos dos fios componentes deve atender ao contido no item desta NTC Ensaio de resistência elétrica Este ensaio deve ser realizado conforme a NBR 6814, observando as condições da ABNT NBR Constitui falha o não atendimento do item desta NTC Ensaio de resistividade elétrica no fio A resistividade elétrica deve ser determinada com o valor da resistência referida a 20 C, conforme o item desta NTC. Constitui falha o não atendimento do item desta NTC. SETEMBRO/2018 SPI/DGNT/VNDT Página 9 de 16

10 6.3.5 Ensaio de resistência mecânica à tração No caso do fio de cobre (NTC vide tabela 3 do anexo A), a resistência à tração e alongamento à ruptura do fio deve ser determinada conforme as ABNT NBR 6810 e ABNT NBR No caso do cabo de cobre completo (NTCs a vide tabela 3 do anexo A) este ensaio deve ser realizado conforme a ABNT NBR Constitui falha o não atendimento dos itens 5.6 e da Tabela 3 do Anexo A. 7 INSPEÇÃO, ACEITAÇÃO E REJEIÇÃO 7.1 Generalidades A COPEL reserva-se o direito de inspecionar o fio e cabos de cobre nu abrangidos por esta NTC, quer no período de fabricação, quer na época de embarque ou em qualquer momento que julgar necessário. O fornecedor tomará, às suas expensas todas as providencias para que a inspeção do fio e cabos de cobre nu por parte da COPEL se realize em condições adequadas, de acordo com as normas recomendadas e com esta NTC. Assim, devera propiciar livre acesso aos laboratórios, às dependências onde estiverem sendo fabricados o fio e cabos de cobre nu e respectivas embalagens, aos locais de estocagem etc., bem como fornecer pessoal habilitado a prestar informações e executar os ensaios, além de todos os dispositivos, instrumentos etc, para realizá-los. O fornecedor deve avisar a COPEL, com antecedência de no mínimo 15 (quinze) dias, para fornecedor nacional e de 30 (trinta) dias para fornecedor estrangeiro, sobre as datas em que o fio e cabos de cobre nu estarão prontos para inspeção. O período para inspeção deve estar contido nos prazos de entrega estabelecidos no contrato de compra. Nota: Todos os instrumentos utilizados no laboratório para a inspeção devem ter sua calibração comprovada pela apresentação dos respectivos relatórios de calibração dentro da validade (período máximo de 24 meses), emitidos por empresa acreditada junto à Rede Brasileira de Calibração RBC. 7.2 Formação da amostra Ensaios de recebimento O tamanho da amostragem a ser retirada de cada lote completo deve estar de acordo com a Tabela 5 do Anexo A desta NTC. As amostras (bobinas) devem ser escolhidas pelo Inspetor da COPEL nos lotes prontos para embarque. De cada amostra (bobina) devem ser retirados corpos de prova de fio ou cabo, em número e comprimento adequados a realização de todos os ensaios previstos, desprezando-se sempre o primeiro metro da extremidade. Se um corpo de prova for reprovado em qualquer ensaio, este deverá ser repetido em dois outros corpos de prova da mesma amostra (bobina). Ocorrendo nova falha a amostra (bobina) será considerada defeituosa Ensaios complementares de recebimento Para cada ensaio devem ser retirados 3 (três) corpos de prova, de comprimento suficiente para a realização do ensaio, de quaisquer unidades (bobinas) do lote, a critério do inspetor da COPEL. 7.3 Aceitação e rejeição Ensaio de recebimento O número total de amostras (bobinas) defeituosas deve ser levado à Tabela 5 do Anexo A, que definirá a aceitação ou rejeição do lote. Mudanças no regime de inspeção, ou quaisquer outras considerações adicionais, devem ser feitas de acordo com a ABNT NBR Ensaios complementares de recebimento Para cada ensaio, não havendo falhas no primeiro corpo de prova, o lote estará aprovado em relação a este ensaio. Caso haja falha no primeiro corpo de prova, o fornecedor deverá apresentar relatório apontando as causas da falha. A critério da COPEL poderão ser ensaiados os dois corpos de prova restantes, não sendo admitida, então, nenhuma falha. Para aceitação do lote é necessário que o lote seja aprovado em relação a todos os ensaios realizados. SETEMBRO/2018 SPI/DGNT/VNDT Página 10 de 16

11 7.3.3 Considerações adicionais A aceitação do fio ou cabos de cobre nu pela COPEL, seja pela comprovação dos valores, seja por eventual dispensa de inspeção, não eximirá o fornecedor de sua responsabilidade em fornecer o fio ou cabos de cobre nu em plena concordância com o contrato de compra e com esta NTC, nem invalidará ou comprometerá qualquer reclamação que a COPEL venha a fazer baseada na existência de fio ou cabos de cobre nu inadequados ou defeituosos. Por outro lado, a rejeição do fio ou cabos de cobre nu em virtude de falhas constatadas por meio de inspeção durante os ensaios, ou em virtude da discordância com o contrato de compra ou com esta NTC, não eximirá o fornecedor de sua responsabilidade em fornecê-los na data de entrega prometida. Se, na opinião da COPEL a rejeição tornar impraticável a entrega na data prometida, ou se tudo indicar que o fornecedor será incapaz de satisfazer os requisitos exigidos, a COPEL reserva-se o direito de rescindir todas as suas obrigações e adquirir o fio ou cabos de cobre nu em outra fonte, sendo o fornecedor considerado como infrator do Contrato de compra, estando sujeito às penalidades aplacáveis ao caso. 7.4 Ficha técnica O fornecimento à Copel deste material fica condicionado à homologação da Ficha Técnica do mesmo pela área de normalização da Copel Distribuição. Para maiores informações consultar a internet no seguinte endereço: -Para sua empresa -Normas Técnicas Os relatórios dos ensaios a serem realizados devem ser em formulários com as indicações necessárias à sua perfeita compreensão e interpretação, conforme abaixo. Poderão ser aceitos relatórios de ensaios realizados em fábrica, acompanhados pela Copel ou não, a seu critério. Poderão ser aceitos relatórios de ensaio em órgão tecnicamente capacitado, desde que atualizados. - nome do ensaio; - nome da COPEL e fornecedor; - número e item do contrato de compra da COPEL (se existente) e o número da ordem de fabricação do fornecedor; - data e local dos ensaios; - identificação e quantidade de fios e cabos de cobre nu submetidos a ensaio; - descrição sumária do processo de ensaio indicando as constantes, métodos e instrumentos empregados; - valores obtidos no ensaio; - sumário das características (garantidas versus medidas); - atestado dos resultados, informando de forma clara e explícita se o cabo ensaiado passou ou não no referido ensaio. SETEMBRO/2018 SPI/DGNT/VNDT Página 11 de 16

12 ANEXO A TABELAS TABELA 1 CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA ELÉTRICA DA COPEL TENSÃO NOMINAL DO SISTEMA 13,8 kv 34,5 kv TENSÃO MÁXIMA DE OPERAÇÃO DO SISTEMA (FASE-FASE) 13,8 kv 34,5 kv ATERRAMENTO POR REATÂNCIA: MULTIATERRADO: NEUTRO TENSÃO MÁXIMA ADMISSÍVEL FASE-TERRA EM CASO DE FALTA 15 kv 27 kv NÍVEL DE ISOLAÇÃO DO ISOLADOR (NBI) POTÊNCIA MÁXIMA DE CURTO- CIRCUITO DO SISTEMA 110 kv 170 kv 250 MVA 500 MVA TABELA 2 CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DO FIO E CABOS FORMAÇÃO CONDUTOR COMPLETO NTC PADRÃO CÓDIGO COPEL SEÇÃO NOMINAL (mm²) SEÇÃO REAL (mm²) NÚMERO DE FIOS DIÂMETRO NOMINAL DOS FIOS (mm) DIÂMETRO NOMINAL "D" (mm) MASSA NOMINAL (kg/km) RAIO MÉDIO GEOMÉTRICO A 60Hz "G" (mm) ,9 1 4,5 4, , ,36 7 2,5 7, , ,44 7 3,45 10, , ,5 19 2,9 14, , TABELA 3 CARACTERÍSTICAS MECÂNICAS E ELÉTRICAS NTC PADRÃO CARGA DE RUPTURA MÍNIMA (dan) CAPACIDADE APROXIMADA DE CONDUÇÃO DE CORRENTE (A) (a) NOTA: (*) Ver item desta NTC. RESISTÊNCIA ELÉTRICA C.C. A 20 C MÁXIMA (Ω/km) , , , , SETEMBRO/2018 SPI/DGNT/VNDT Página 12 de 16

13 TABELA 4 RELAÇÃO DOS ENSAIOS FIO/CABO ITEM DESCRIÇÃO DOS ENSAIOS CLASSIFICAÇÃO DE TIPO RECEBIMENTO FIO NU APÓS SUA ÚLTIMA FASE DE FABRICAÇÃO a1 Inspeção geral X X a2 Verificação do diâmetro X X a3 Ensaio de resistência mecânica à tração X X a4 Ensaio de resistividade elétrica X X b1 Inspeção geral X X b2 Verificação dos diâmetros e da formação das coroas do cabo X X CABO DE COBRE b3 Verificação do encordoamento X X b4 Verificação do passo do encordoamento X X b5 Verificação de emendas X X b6 Verificação da área da seção transversal X X b7 Ensaio de resistência elétrica de corrente contínua X X b8 Ensaio de resistência mecânica à ruptura X X SETEMBRO/2018 SPI/DGNT/VNDT Página 13 de 16

14 TABELA 5 PLANO DE AMOSTRAGEM PARA OS ENSAIOS DE RECEBIMENTO TAMANHO DO LOTE (NÚMERO DE BOBINAS) A M O S T R A SEQÜÊNCIA TAMANHO Ac Re DE 2 A A A A A A A A A A A ª 1ª 1ª 1ª 1ª 1ª 1ª ª 2ª 2ª 2ª 2ª 2ª 2ª Regime de Inspeção Normal Amostragem Dupla Nível de Inspeção II NQA = 2,5 % Ac - número de unidades defeituosas que ainda permitem aceitar o lote Rc - número de unidades defeituosas que implica na rejeição do lote Procedimento para a amostragem dupla: - Inicialmente ensaiar um número de unidades igual ao da primeira amostra obtida na Tabela. - Se o número de unidades defeituosas encontradas estiver compreendido entre Ac e Rc (excluídos esses valores), deverá ser ensaiada a segunda amostra. - O total de unidades defeituosas encontradas após ensaiadas as duas amostras deverá ser igual ou inferior ao maior Ac especificado. SETEMBRO/2018 SPI/DGNT/VNDT Página 14 de 16

15 ANEXO B FIGURAS a) SISTEMA 13,8 kv - Sistema de Neutro Isolado, aterrado através de Reator ou Transformador Trifásico de Aterra-mento para proteção contra faltas fase-terra, sendo permitida apenas a ligação de transformadores de distribuição monofásicos entre fase e de trifásicos em triângulo. b) SISTEMA 34,5 kv - Sistema de Neutro Aterrado conforme configuração abaixo, sendo os transformadores de distribuição monofásicos ligados entre fase e terra e os trifásicos em estrela aterrada. FIGURA 1 CONFIGURAÇÃO DOS SISTEMAS ELÉTRICOS DA COPEL SETEMBRO/2018 SPI/DGNT/VNDT Página 15 de 16

16 NTC PADRÃO CONVENÇÃO CURVAS SÉRIE MÉTRICA A B C D 120 OBS.: 1) Fonte - MCGRAW-EDISON - adaptado para série métrica. FIGURA 2 GRÁFICO DAS CURVAS LIMITES DE OPERAÇÃO EM CURTO-CIRCUITO SETEMBRO/2018 SPI/DGNT/VNDT Página 16 de 16

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