Implementando subprogramas
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- Emanuel Caiado Capistrano
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1 Implementando subprogramas Linguagens de Programação Marco A L Barbosa cba Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.
2 Conteúdo A semântica geral das chamadas e retornos Implementando subprogramas simples Implementando subprogramas com variáveis locais dinâmicas na pilha Implementando subprogramas aninhados Blocos Implementando escopo dinâmico Referências
3 A semântica geral das chamadas e retornos
4 A semântica geral das chamadas e retornos As operações de chamada e retorno de subprogramas são denominadas conjuntamente de ligação de subprograma (subprogram linkage) 4 / 50
5 A semântica geral das chamadas e retornos As operações de chamada e retorno de subprogramas são denominadas conjuntamente de ligação de subprograma (subprogram linkage) A implementação de subprogramas deve ser baseada na semântica da ligação de subprogramas 4 / 50
6 A semântica geral das chamadas e retornos Ações associadas com as chamadas de subprogramas Passagem de parâmetros Alocação e vinculação das variáveis locais dinâmicas na pilha Salvar o estado de execução do subprograma chamador Transferência do controle para o subprograma chamado Mecanismos de acesso a variáveis não locais (no caso de subprogramas aninhados) 5 / 50
7 A semântica geral das chamadas e retornos Ações associadas com as chamadas de subprogramas Passagem de parâmetros Alocação e vinculação das variáveis locais dinâmicas na pilha Salvar o estado de execução do subprograma chamador Transferência do controle para o subprograma chamado Mecanismos de acesso a variáveis não locais (no caso de subprogramas aninhados) Ações associadas com os retornos de subprogramas Retorno dos parâmetros out e inout Desalocação das variáveis locais Restauração do estado da execução Retorno do controle ao subprograma chamador 5 / 50
8 Implementando subprogramas simples
9 Implementando subprogramas simples Subprogramas simples Subprogramas não podem ser aninhados Todas as variáveis locais são estáticas 7 / 50
10 Implementando subprogramas simples Subprogramas simples Subprogramas não podem ser aninhados Todas as variáveis locais são estáticas Semântica da chamada requer as ações 1. Salvar o estado da unidade de programa corrente 2. Computar e passar os parâmetros 3. Passar o endereço de retorno ao subprograma chamado 4. Transferir o controle ao subprograma chamado 7 / 50
11 Implementando subprogramas simples Subprogramas simples Subprogramas não podem ser aninhados Todas as variáveis locais são estáticas Semântica da chamada requer as ações 1. Salvar o estado da unidade de programa corrente 2. Computar e passar os parâmetros 3. Passar o endereço de retorno ao subprograma chamado 4. Transferir o controle ao subprograma chamado Semântica do retorno requer as ações 1. Copiar os valores dos parâmetros formais inout (passagem por cópia) e out para os parâmetros reais 2. Copiar o valor de retorno (no caso de função) 3. Restaurar o estado de execução do chamador 4. Transferir o controle de volta ao chamador 7 / 50
12 Implementando subprogramas simples Subprogramas simples Subprogramas não podem ser aninhados Todas as variáveis locais são estáticas Semântica da chamada requer as ações 1. Salvar o estado da unidade de programa corrente 2. Computar e passar os parâmetros 3. Passar o endereço de retorno ao subprograma chamado 4. Transferir o controle ao subprograma chamado Semântica do retorno requer as ações 1. Copiar os valores dos parâmetros formais inout (passagem por cópia) e out para os parâmetros reais 2. Copiar o valor de retorno (no caso de função) 3. Restaurar o estado de execução do chamador 4. Transferir o controle de volta ao chamador Como estas ações são distribuídas entre o chamador e o chamado? 7 / 50
13 Implementando subprogramas simples Memória requerida para a chamada e retorno Estado do chamador Parâmetros Endereço de retorno Valor de retorno para funções Valores temporários utilizados no código do subprograma As ações do subprograma chamado podem ocorrer No início da execução (prólogo) No final da execução (epílogo) 8 / 50
14 Implementando subprogramas simples Um subprograma simples consiste de duas partes de tamanhos fixos Código do subprograma As variáveis locais e os dados (não código, listados anteriormente) O formato (layout) da parte não código do subprograma é chamado de registro de ativação Uma instância do registro de ativação é um exemplo concreto do registro de ativação Como as linguagens com subprogramas simples não suportam recursão só pode haver uma instância do registro de ativação de cada subprograma Como o registro de ativação tem tamanho fixo, pode ser alocado estaticamente 9 / 50
15 Implementando subprogramas simples Exemplos de registros de ativação (omitindo o estado de execução salvo do chamador) 10 / 50
16 11 / 50
17 Implementando subprogramas com variáveis locais dinâmicas na pilha
18 Implementando subprogramas com variáveis locais dinâmicas na pilha Registros de ativação mais complexos 13 / 50
19 Implementando subprogramas com variáveis locais dinâmicas na pilha Registros de ativação mais complexos O compilador precisa gerar código para alocação e desalocação das variáveis locais Suporte a recursão (mais de uma instância de registro de ativação para um subprograma) 13 / 50
20 Implementando subprogramas com variáveis locais dinâmicas na pilha Registros de ativação mais complexos O compilador precisa gerar código para alocação e desalocação das variáveis locais Suporte a recursão (mais de uma instância de registro de ativação para um subprograma) O formato de registro de ativação é conhecido em tempo de compilação (na maioria das linguagens) O tamanho do registro de ativação pode variar (se existirem arranjos dinâmicos na pilha, por exemplo) Os registros de ativação precisam ser criados dinamicamente 13 / 50
21 Implementando subprogramas com variáveis locais dinâmicas na pilha 14 / 50
22 Implementando subprogramas com variáveis locais dinâmicas na pilha O endereço de retorno geralmente consiste em um ponteiro para a instrução que segue a chamada do subprograma O vínculo dinâmico aponta para a base da instância do registro de ativação do chamador Os parâmetros são valores ou endereços dados pelo chamador As variáveis locais são alocadas (e possivelmente inicializadas) no subprograma chamado 14 / 50
23 Implementando subprogramas com variáveis locais dinâmicas na pilha void sub(float total, int part){ int list[5]; float sum;... } 15 / 50
24 16 / 50
25 Implementando subprogramas com variáveis locais dinâmicas na pilha Ativar um subprograma requer a criação dinâmica de um registro de ativação O registro de ativação é criado na pilha de execução (run-time stack) O ponteiro de ambiente (EP - Enviromnet Pointer) aponta para a base do registro de ativação da unidade de programa que está executando 17 / 50
26 Implementando subprogramas com variáveis locais dinâmicas na pilha O EP é mantido pelo sistema 18 / 50
27 Implementando subprogramas com variáveis locais dinâmicas na pilha O EP é mantido pelo sistema O EP é salvo como vínculo dinâmico do novo registro de ativação quando um subprograma é chamado O EP é alterado para apontar para a base do novo registro de ativação No retorno, o topo da pilha é alterado para EP - 1, e o EP é alterado para o vínculo dinâmico do registro de ativação do subprograma que está terminado 18 / 50
28 Implementando subprogramas com variáveis locais dinâmicas na pilha O EP é mantido pelo sistema O EP é salvo como vínculo dinâmico do novo registro de ativação quando um subprograma é chamado O EP é alterado para apontar para a base do novo registro de ativação No retorno, o topo da pilha é alterado para EP - 1, e o EP é alterado para o vínculo dinâmico do registro de ativação do subprograma que está terminado O EP é usado como base do endereçamento por deslocamento dos dados na instância do registro de ativação 18 / 50
29 Implementando subprogramas com variáveis locais dinâmicas na pilha Ações do chamador 1. Criar um registro de ativação 2. Salvar o estado da unidade de programa corrente 3. Computar e passar os parâmetros 4. Passar o endereço de retorno ao subprograma chamado 5. Transferir o controle ao subprograma chamado 19 / 50
30 Implementando subprogramas com variáveis locais dinâmicas na pilha Ações no prólogo do chamado 1. Salvar o antigo EP com vínculo dinâmico, e atualizar o seu valor 2. Alocar as variáveis locais 20 / 50
31 Implementando subprogramas com variáveis locais dinâmicas na pilha Ações no prólogo do chamado 1. Salvar o antigo EP com vínculo dinâmico, e atualizar o seu valor 2. Alocar as variáveis locais Ações do chamado 1. Copiar os valores dos parâmetros formais inout (passagem por cópia) e out para os parâmetros reais 2. Copiar o valor de retorno (no caso de função) 3. Atualizar o topo da pilha e restaurar o EP para o valor do antigo vinculo dinâmico 4. Restaurar o estado de execução do chamador 5. Transferir o controle de volta ao chamador 20 / 50
32 Implementando subprogramas com variáveis locais dinâmicas na pilha Exemplo sem recursão void fun1(float r) { int s, t;... //< fun2(s); } void fun2(int x) { int y;... //< fun3(y); } void fun3(int q) {... //< } void main() { float p;... fun1(p); } 21 / 50
33 Implementando subprogramas com variáveis locais dinâmicas na pilha Exemplo main chama fun1, que chama fun2, que chama fun3 22 / 50
34 23 / 50
35 Implementando subprogramas com variáveis locais dinâmicas na pilha A coleção de vínculos dinâmicos na pilha em um determinado momento é chamado de cadeia dinâmica ou cadeia de chamada Referência as variáveis locais podem ser representadas por deslocamentos a partir do início do registro de ativação (local offset) O local offset pode ser determinado em tempo de compilação 24 / 50
36 Implementando subprogramas com variáveis locais dinâmicas na pilha Exemplo com recursão int fatorial(int n) { //< if (n <= 1) { return 1; } else { return n * factorial(n - 1); } //< } void main() { int value; value = factorial(3); //< } 25 / 50
37 26 / 50
38 27 / 50
39 28 / 50
40 Implementando subprogramas aninhados
41 Implementando subprogramas aninhados Algumas linguagens com escopo estático permitem subprogramas aninhados (Fortran 95, Ada, Python, Javascript, Ruby, Lua) Todas as variáveis não locais que podem ser acessadas estão em algum registro de ativação na pilha Processo para encontrar um referência não local Encontrar o registro de ativação correto Determinar o deslocamento dentro do registro de ativação A forma mais comum de implementação é o encadeamento estático 30 / 50
42 Implementando subprogramas aninhados Um vínculo estático aponta para a base de uma instância do registro de ativação de uma ativação do pai estático Uma cadeia estática é uma cadeia de vínculos estáticos que conecta certas instâncias de registros de ativação A cadeia estática conecta todos os ancestrais estáticos de um subprograma em execução A cadeia estática é usado para implementar acesso as variáveis não locais 31 / 50
43 Implementando subprogramas aninhados Encontrar a instância do registro de ativação correta é direto, basta seguir os vínculos. 32 / 50
44 Implementando subprogramas aninhados Encontrar a instância do registro de ativação correta é direto, basta seguir os vínculos. Mas pode ser ainda mais simples static depth é um inteiro associado com o escopo estático cujo valor é a profundidade de aninhamento deste escopo O chain offset ou nesting depth de uma referência não local é a diferença entre o static depth do subprograma que faz a referência e do subprograma onde a variável referenciada foi declarada Um referência a uma variável pode ser representada por um par (chain offset, local offset), sendo local offset o deslocamento no registro de ativação da variável referenciada 32 / 50
45 Implementando subprogramas aninhados procedure Main is X : Integer; procedure Bigsub is A, B, C : Integer; procedure Sub1 is A, D : Integer; begin -- of Sub1 A := B + C; < end; -- of Sub1 33 / 50
46 -- continuaç~ao procedure Sub2(X : Integer) is B, E : Integer; procedure Sub3 is C, E : Integer; begin -- of Sub3 Sub1; E := B + A; < end; -- of Sub3 begin -- of Sub2 Sub3; A := D + E; < end; -- of Sub2 begin -- of Bigsub Sub2(7); end; -- of Bigsub begin Bigsub; end; -- of Main Considerando a sequência de chamadas Main, Bigsub, Sub2, Sub3, Sub1. Qual é o valor (chain offset, local offset) da referência a variável A nos pontos 1, 2 e 3? 34 / 50
47 35 / 50
48 Implementando subprogramas aninhados Como a cadeia estática é mantida? 36 / 50
49 Implementando subprogramas aninhados Como a cadeia estática é mantida? A cadeia estática precisa ser modificada a cada chamada ou retorno de subprograma 36 / 50
50 Implementando subprogramas aninhados Como a cadeia estática é mantida? A cadeia estática precisa ser modificada a cada chamada ou retorno de subprograma O retorno é trivial 36 / 50
51 Implementando subprogramas aninhados Como a cadeia estática é mantida? A cadeia estática precisa ser modificada a cada chamada ou retorno de subprograma O retorno é trivial A chamada é mais complexa 36 / 50
52 Implementando subprogramas aninhados Como a cadeia estática é mantida? A cadeia estática precisa ser modificada a cada chamada ou retorno de subprograma O retorno é trivial A chamada é mais complexa Embora o escopo do pai seja facilmente determinado em tempo de compilação, a mais recente instância do registro de ativação do pai precisa ser encontrada a cada chamada 36 / 50
53 Implementando subprogramas aninhados Como a cadeia estática é mantida? A cadeia estática precisa ser modificada a cada chamada ou retorno de subprograma O retorno é trivial A chamada é mais complexa Embora o escopo do pai seja facilmente determinado em tempo de compilação, a mais recente instância do registro de ativação do pai precisa ser encontrada a cada chamada Este processo pode ser feito com dois métodos Buscar pela cadeia dinâmica 36 / 50
54 Implementando subprogramas aninhados Como a cadeia estática é mantida? A cadeia estática precisa ser modificada a cada chamada ou retorno de subprograma O retorno é trivial A chamada é mais complexa Embora o escopo do pai seja facilmente determinado em tempo de compilação, a mais recente instância do registro de ativação do pai precisa ser encontrada a cada chamada Este processo pode ser feito com dois métodos Buscar pela cadeia dinâmica Tratar as declarações e referências de subprogramas como as de variáveis 36 / 50
55 Implementando subprogramas aninhados Críticas ao método de encadeamento estático Acesso a uma referência não local pode ser lento se a profundidade do aninhamento for grande Em sistemas de tempo crítico, é difícil determinar o custo de acesso a variáveis não locais 37 / 50
56 Blocos
57 Blocos Algumas linguagens (incluindo C), permitem a criação de escopos definidos pelos usuários, chamados blocos { } int temp; temp = list[upper]; list[upper] = list[lower]; list[lower] = temp; 39 / 50
58 Blocos Algumas linguagens (incluindo C), permitem a criação de escopos definidos pelos usuários, chamados blocos { } int temp; temp = list[upper]; list[upper] = list[lower]; list[lower] = temp; Blocos podem ser implementados de duas maneiras Usando encadeamento estáticos (blocos são tratados como subprogramas sem parâmetros) Como o valor máximo de memória requerido pelas variáveis de bloco podem ser determinados em tempo de compilação, esta memória poder ser alocada na pilha e as variáveis de bloco são tratadas como variáveis locais 39 / 50
59 Blocos void main() { int x, y, z; while (...) { int a, b, c;... while (...){ int d, e;... } } while (...) { int f, g;... }... } 40 / 50
60 41 / 50
61 Implementando escopo dinâmico
62 Implementando escopo dinâmico Existem duas maneiras para implementar acesso a variáveis não locais em linguagens com escopo dinâmico 43 / 50
63 Implementando escopo dinâmico Existem duas maneiras para implementar acesso a variáveis não locais em linguagens com escopo dinâmico Acesso profundo As referências não locais são encontradas seguindo os registros de ativação na cadeia dinâmica O tamanho da cadeia não pode ser estaticamente determinada Os nomes das variáveis devem ser armazenadas nos registros de ativação 43 / 50
64 Implementando escopo dinâmico void sub3() { int x, z; x = u + v;... } void sub2() { int w, x;... } void sub1() { int v, w;... } void main() { int v, u;... } Camadas main, sub1, sub1, sub2, sub3 44 / 50
65 45 / 50
66 Implementando escopo dinâmico Acesso raso As variáveis locais ficam em um lugar central (não ficam no registro de ativação) 46 / 50
67 Implementando escopo dinâmico Acesso raso As variáveis locais ficam em um lugar central (não ficam no registro de ativação) Uma pilha para cada nome de variável 46 / 50
68 Implementando escopo dinâmico Acesso raso As variáveis locais ficam em um lugar central (não ficam no registro de ativação) Uma pilha para cada nome de variável Tabela com uma entrada para cada nome de variável Cada entrada tem um bit indicando se a variável está vinculada com alguma memória O acesso é direto com um deslocamento estático Veja o livro para mais detalhes 46 / 50
69 Implementando escopo dinâmico void sub3() { int x, z; x = u + v;... } void sub2() { int w, x;... } void sub1() { int v, w;... } void main() { int v, u;... } Camadas main, sub1, sub1, sub2, sub3 47 / 50
70 48 / 50
71 Referências
72 Referências Robert Sebesta, Concepts of programming languages, 9 a edição. Capítulo / 50
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