CURSO PPPS DE SANEAMENTO BÁSICO
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- Benedito Filipe Avelar
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1 CURSO PPPS DE SANEAMENTO BÁSICO Brasília, 2 e 3 de outubro de 2015 Instrutores Prof. Rui Cunha Marques Dr. Wladimir Antônio Ribeiro
2 Parcerias Público-Privadas Experiências em saneamento básico: o caso da PPP de Rio Claro
3 Contexto o Tratamento de apenas 23% dos esgotos urbanos o Delegação da prestação dos serviços de esgotamento sanitário o Necessidade de readequação da tarifa de esgoto para viabilizar a execução do projeto Alteração do valor da tarifa de esgoto de 67% para 80% do valor da tarifa de água
4 Contexto o A questão dos funcionários do DAAE Diante da delegação da prestação dos serviços de esgotamento sanitário, os mesmos servidores públicos que antes eram responsáveis pela execução tanto dos serviços de água, quanto de esgoto, passam a trabalhar na prestação dos serviços de água exclusivamente A concessionária contrata ainda outros funcionários para executar os serviços delegados O resultado é o aumento de custos e a ineficiência na prestação dos serviços Deve-se atentar à escolha do modelo de prestação dos serviços públicos, pois o modelo implementado por conduzir à ineficiência na execução das atividades
5 Procedimentos pré-licitatórios e licitação o Não houve a realização de PMI o Os estudos de viabilidade técnica e econômica foram elaborados pelo DAAE o Publicação da Lei Municipal nº 3.639/06, autorizando a realização da PPP o Realização de audiência e consulta pública o Publicação do Edital de Concorrência Pública nº 003/2006 em 25 de maio de 2006 o Licitante vencedor: Consórcio Rio Claro (Odebrecht e Lumina Engenharia Ambiental)
6 Aspectos contratuais o Contrato de Concessão Administrativa (Lei nº /04) o Objeto: Prestação do serviço público de esgotamento sanitário no Município de Rio Claro e realização de todas as atividades de apoio referentes ao sistema de esgoto municipal Execução das obras de complementação, adequação e modernização do sistema de esgoto o Prazo: 30 anos, podendo ser prorrogado uma única vez, até o limite máximo legal o Valor: R$ ,00
7 Partes Poder Concedente Concessionária Município de Rio Claro Foz de Rio Claro S.A. Interveniente- Anuente Anuente Departamento Autônomo de Água e Esgoto de Rio Claro (DAAE) Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (ARES-PCJ)
8 Principais Obrigações Município Concessionária DAAE ARES-PCJ Efetuar o pagamento da contraprestação pública Zelar pela boa qualidade do serviço Prestar os serviços de esgoto Realizar as obras para construção e ampliação do sistema de esgoto Executar atividades complementares e acessórias Cobrar e arrecadar as tarifas de água e esgoto Exercer a função de gestor do contrato Fiscalizar a execução das obras Regular os serviços de água e esgoto Fiscalizar a prestação dos serviços de esgoto Reajustar as tarifas de água e esgoto o Substituição do prestador público pelo privado na execução dos serviços de água e esgoto
9 Projetos de engenharia A responsabilidade pela elaboração dos projetos de engenharia foi alocada ao Poder Concedente e ao DAAE Vinculação da proposta da concessionária aos projetos de engenharia Modelo de PPP, com aspectos de um contrato de empreitada Problema: após a celebração do contrato, foram verificadas falhas e realizadas alterações nos projetos de engenharia quem arca com os riscos do projeto? Solução: revisão extraordinária do contrato e alteração da matriz de riscos
10 Estrutura Remuneratória Atividades Acessórias Concessionária Poder Concedente 95% da tarifa de água DAAE Cobrança e arrecadação Tarifa de esgoto Instituição Financeira Usuários Tarifa de água e esgoto Fundo de Compensação Tarifária 5% da tarifa de água + recuperação de ativos dos usuários inadimplentes
11 Estrutura Remuneratória o Contraprestação pública: Valor Referencial dos Serviços = R$ 1,907, multiplicado pela vazão mensal de esgoto gerado no mês (igual à água fornecida e faturada dos usuários) Mecanismo de pagamento: repasse da tarifa de esgoto à concessionária Em caso de insuficiência da tarifa de esgoto, a contraprestação pública deverá ser complementada pelo repasse de parte dos valores arrecadados com os serviços de abastecimento de água Reajuste anual automático da contraprestação pública, com base no IPCA/IBGE o Atividades acessórias e complementares (definidas no Regulamento da PPP): pagamento pelo DAAE
12 Garantias o Garantia do contrato Prestada pela concessionária para cumprimento de suas obrigações contratuais Valor: 3% do valor do contrato, a ser progressivamente reduzido no decorrer da execução contratual o Garantia do pagamento da contraprestação pública Lei municipal n.º 3.639/2006: criação do Fundo de Compensação Tarifária dos Serviços de Esgoto do Município de Rio Claro FCTSE Finalidade: garantir o adimplemento das obrigações devidas pelo Município à concessionária no âmbito do contrato de PPP
13 Garantias Repasse de receitas auferidas pelo DAAE o Problemas Utilização dos recursos do FCTSE para o pagamento da remuneração da concessionária, e não como garantia a ser utilizada, em caráter excepcional, nas hipóteses de inadimplemento do Poder Concedente Insuficiência do fluxo de recursos que alimentam o patrimônio do FCTSE para suprir as remessas realizadas Possíveis soluções: alimentação do FCTSE com os recursos provenientes do FPM; administração direta do Fundo pelo Banco Centralizador (atuação como trustee)
14 ARES-PCJ o Lei Municipal nº 4.129, de 13/12/2010: ratificação do Protocolo de Intenções para a delegação do exercício das funções de regulação econômica e fiscalização da qualidade da prestação dos serviços públicos de saneamento básico à ARES-PCJ o Fiscalização da prestação dos serviços da concessão Recebimento dos dados operacionais emitidos pela concessionária Recebimento das demonstrações financeiras anuais publicadas pela concessionária, acompanhadas do relatório dos auditores independentes e de relatório circunstanciado sobre a prestação dos serviços concedidos durante o ano anterior Definir o modelo do plano de contas a ser adotado pela concessionária
15 ARES-PCJ o Revisão contratual Edição de regulamento estabelecendo as regras para o processamento dos pleitos de reequilíbrio econômico-financeiro Decisão sobre o pleito de reequilíbrio econômico-financeiro
16 Reversibilidade dos Bens o Dever da concessionária de entregar os bens reversíveis em perfeitas condições operacionais, de utilização e manutenção, ressalvado o desgaste normal resultante do seu uso, livres de quaisquer ônus ou encargos Retenção de valores a serem recebidos pela concessionária, em caso de degradação ou negligência na manutenção dos bens o Indenização da concessionária, pelo Poder Concedente, em caso de não amortização integral dos investimentos Investimentos autorizados previamente serão indenizados pelo valor residual de seu custo, depois de deduzidas as depreciações Retenção dos valores eventualmente devidos pela concessionária para o desconto do valor da indenização
17 Obrigado! Wladimir Antonio Ribeiro Advogado Contato: (11) Rui Cunha Marques Prof. Catedrático do Instituto Superior Técnico da Universidade Lisboa Contato:
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