MANUAL DE INSTRUÇÕES TÉCNICAS
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- Beatriz de Caminha Campos
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1 COPEL DISTRIBUIÇÃO SED - SUPERINTENDÊNCIA DE ENGENHARIA DE DISTRIBUIÇÃO DPOM DEPARTAMENTO DE PROJETOS, OBRAS E MANUTENÇÃO MANUAL DE INSTRUÇÕES TÉCNICAS PASTA: TÍTULO : MANUTENÇÃO DE REDES DE DISTRIBUIÇÃO Manutenção de Redes de Distribuição MÓDULO : Trabalhos em Cruzamentos Aéreos Não Interligados Órgão emissor : SED / DPOM Número: ELABORAÇÃO: OUTUBRO DE 2006 REVISÃO: JANEIRO DE 2007
2 Distribuição ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO TRABALHOS EM REDES RURAIS - NIVEIS INFERIORES TRABALHOS EM REDES RURAIS - NIVEIS SUPERIORES TRABALHOS EM REDES URBANAS - NIVEIS INFERIORES TRABALHOS EM REDES URBANAS - NIVEIS SUPERIORES REGULARIZAÇÕES DE CRUZAMENTO AÉREOS EXISTENTES...8 NOTA IMPORTANTE Tendo em vista nossa política de melhorias contínuas, reservamo-nos o direito de alterar as informações constantes desta documentação, sem prévio aviso. As recomendações deste manual não invalidam qualquer código que sobre o assunto estiver em vigor ou for criado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT ou outros órgãos competentes. Todavia, em qualquer ponto onde porventura surgirem divergências entre este manual e os mencionados códigos, prevalecerão as exigências mínimas aqui estabelecidas.
3 Distribuição INTRODUÇÃO O objetivo deste Manual de Instruções Técnicas é estabelecer os critérios para trabalhos de construção, manutenção (emergencial e programada) e operação de redes de distribuição de energia elétrica envolvendo cruzamentos aéreos de redes primárias não interligadas em tensões de até 34,5 kv, nos casos em que impliquem em tarefas de tracionamento e/ou amarração de condutores. Podem ser citadas como algumas destas tarefas na rede primária a emenda de condutores, lançamento de condutores, substituição de isoladores e cruzetas etc.. Estes cruzamentos aéreos poderão ser de um mesmo alimentador ou de alimentadores diferentes com tensões iguais ou distintas. 2. TRABALHOS EM REDES RURAIS - NIVEIS INFERIORES 2.1. Na execução de serviços programados e emergenciais de manutenção e/ou obra com linha morta, deverá ser inspecionado o tramo (trecho entre dois encabeçamentos) do circuito inferior a ser manutenido para constatar a existência de cruzamentos e cumprir as seguintes condições: a) Havendo poste no cruzamento, figura 1, pode-se atuar no circuito rural inferior a ser manutenido sem desligar o outro. Exceção se faz no próprio poste onde estão fixados ambos os circuitos, situação em que deverão ser desligados, testados e aterrados os dois circuitos. Figura 1 Cruzamento aéreo de circuitos rurais com poste trabalhos em níveis inferiores
4 Distribuição Observando-se as áreas delimitadas na figura 1 e de acordo com o descrito no texto acima, conclui-se que para trabalhos em: A Desliga-se os dois circuitos; B Desliga-se apenas o circuito inferior. b) Não havendo poste neste cruzamento, figura 2, então deverá ser desligado, testado, e aterrado os dois circuitos rurais. Nestas situações, deverá ser encaminhado à área de Projetos e Obras para avaliação das condições técnicas e outras pertinentes à regularização da situação. Figura 2 Cruzamento aéreo de circuitos rurais sem poste trabalhos em níveis inferiores c) Nos casos de inspeção para manutenção programada, deverá ser observado pela equipe, em croqui, os pontos com cruzamento aéreo de circuitos rurais em tensão primária até 34,5 kv (não interligados) no tramo a ser trabalhado. 2.2 Em todos os trabalhos a serem executados em redes rurais de distribuição aérea por equipe de linha morta, deverão ser adotados os procedimentos básicos de desligar, testar e aterrar o circuito (Conjunto de Aterramento Sela), para a proteção contra riscos de energizamento acidental (circuitos em anel, geração própria, descargas atmosféricas, etc.).
5 Distribuição Poderá ser minimizado o desligamento dos circuitos desde que adotados os procedimentos de linha viva ou instalação de big jumper. 3. TRABALHOS EM REDES RURAIS - NIVEIS SUPERIORES 3.1 Inicialmente deverá ser inspecionado o tramo do circuito superior (trecho entre dois encabeçamentos) para constatar a existência de cruzamentos. Havendo cruzamento com ou sem poste, figura 3, então deverá ser desligado, testado e aterrado os dois circuitos rurais, pois há risco dos condutores do circuito superior romperem ou se desconectarem dos isoladores e se energizarem através do contato com os condutores do circuito inferior. Nestas situações, deverá ser encaminhado à área de Projetos e Obras para avaliação das condições técnicas e outras pertinentes à regularização da situação. Figura 3 Cruzamento aéreo de circuitos rurais sem poste trabalhos em níveis superiores 3.2 Poderá ser minimizado o desligamento dos circuitos desde que adotados os procedimentos de linha viva ou a instalação de big jumper. 4. TRABALHOS EM REDES URBANAS - NIVEIS INFERIORES Na execução de serviços programados e emergenciais de manutenção e/ou obra com linha morta, deverá ser inspecionado o tramo (trecho entre dois encabeçamentos) do circuito inferior a ser manutenido para constatar a existência de cruzamentos e cumprir as seguintes condições:
6 Distribuição Havendo poste no cruzamento, figura 4, pode-se atuar no circuito urbano inferior a ser manutenido sem desligar o outro. Exceção se faz no próprio poste onde estão fixados ambos os circuitos diferentes, situação em que deverão ser desligados, testados e aterrados os dois circuitos; Figura 4 Cruzamento aéreo de circuitos urbanos com poste trabalhos em níveis inferiores Observando-se as áreas delimitadas na figura 4 e de acordo com o descrito no texto acima, conclui-se que para trabalhos em: Não havendo poste no cruzamento: A Desliga-se os dois circuitos; B Desliga-se apenas o circuito inferior. a) Nos serviços a serem executados no vão do cruzamento (vão inferior onde cruza o circuito superior, inclusive nos postes que o delimitam), figura 5, desligar, testar e aterrar os dois circuitos.
7 Distribuição b) Nos serviços a serem executados fora do vão do cruzamento, figura 5, se na análise preliminar de risco for constatado que as cotas de afastamento entre os condutores dos dois circuitos, no vão do cruzamento, estiver de acordo com as cotas normatizadas (NTC RDA Afastamento mínimo entre condutores de circuitos diferentes), desde que o vão do cruzamento do circuito inferior não ultrapasse 45 (quarenta e cinco) metros, não haverá a necessidade de desligamento do circuito superior. Porém, neste caso, deverá ser solicitado o bloqueio de religamento automático do RA fonte do circuito superior. Se o afastamento não atender a cota mínima e/ou o vão for superior a 45 metros, então deverá desligar, testar e aterrar os dois circuitos. Ainda, encaminhar a área de Projetos e Obras para avaliar as condições técnicas e outras pertinentes à regularização da situação. Figura 5 Cruzamento aéreo de circuitos urbanos sem poste trabalhos em níveis inferiores 4.3 Poderá ser minimizado o desligamento dos circuitos (evitando o desligamento do circuito superior) desde que adotados os procedimentos de linha viva ou instalação de big jumper.
8 Distribuição TRABALHOS EM REDES URBANAS - NIVEIS SUPERIORES 5.1 Inicialmente deverá ser inspecionado o tramo do circuito superior (trecho entre dois encabeçamentos) para constatar a existência de cruzamentos. Havendo cruzamento com ou sem poste, figura 6, então deverá ser desligado, testado e aterrado os dois circuitos urbanos, pois há risco dos condutores do circuito superior romperem ou se desconectarem dos isoladores e se energizarem através do contato com os condutores do circuito inferior. Nestas situações, deverá ser encaminhado à área de Projetos e Obras para avaliação das condições técnicas e outras pertinentes à regularização da situação. Figura 6 Cruzamento aéreo de circuitos urbanos sem poste trabalhos em níveis superiores 5.2 Poderá ser minimizado o desligamento dos circuitos desde que adotados os procedimentos de linha viva ou a instalação de big jumper. 6. REGULARIZAÇÕES DE CRUZAMENTO AÉREOS EXISTENTES Os cruzamentos aéreos de circuitos não interligados e sem poste deverão ser encaminhados à área de Projetos e Obras para avaliação das condições técnicas e outras pertinentes à regularização da situação. Os projetos novos (de ampliação, reforma, melhoria, reforço, etc.) envolvendo cruzamentos aéreos de circuitos urbanos e rurais em tensão primária até 34,5 kv (não interligados) serão, preferencialmente, fixados em postes, atendendo especificações da NTC Afastamento Mínimo na Estrutura (RDA), conforme figura 7. Nas
9 Distribuição situações onde não for possível instalar poste, outras alternativas deverão ser adotadas como instalar postes adjacentes com alturas superiores, estruturas N4 no circuito inferior, etc., que minimizem as condições inseguras. Figura 7 Estrutura padrão a ser utilizada nos cruzamentos aéreos urbanos e rurais
10 Distribuição Observações: 1) Os afastamentos mínimos entre vários níveis de cruzetas constantes nesta NTC são sempre das partes energizadas e não de fixação. 2) Estes afastamentos são os mínimos permitidos por Norma (Projeto ABNT nº out/2006) para situações possíveis de ocorrer numa construção, adaptados para isolador pilar NBI 110 e 170 kv, conforme NTC ) Os procedimentos definidos neste manual não dispensam as orientações ministradas pela área de treinamento e as recomendações da área de segurança, tais como a análise preliminar de risco, características construtivas das redes montagens não padronizadas, tensionamento de condutores (Folha Tarefa /30 Tensionar condutores de alumínio ou cobre em redes de distribuição), cuidados para trabalhos em postes protendidos, etc..
11 Distribuição Participantes da Elaboração deste MIT REGISTRO NOME ÁREA José Marcos Kloster SED Eliseu Teixeira de Vasconcelos SDT Sérgio Roberto Ferreira SDT Paulo Voss SDL Norberto Scaglioni SDC Fernando Velloso SDO Luiz José Morschbacher SDO Gilberto de Souza SDO Rafael de Oliveira SDO Nilson de Jesus SDO Sergio Alexandre dos Santos SDN Odayr Luiz do Prado SED Ciro Shimada SDN Jesiel Antonio dos Santos SDL Carlos Movar M. Machado SED Ademar Osvaldo Borges SED Alexandre Sermann Filho SRH Eduardo Otto Filho SED Rogério Prestes de Oliveira SED
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