MANUAL DAS LICENCIATURAS
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- Victor Gabriel Aquino Bastos
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1 1 MANUAL DAS LICENCIATURAS - 3ª EDIÇÃO - POR: VANESSA PEREIRA DE SOUSA DIAS IESGO/2018
2 2 MANUAL DAS LICENCIATURAS 3ª EDIÇÃO Por: Vanessa Pereira de Sousa Dias, professora especialista no curso de Graduação em Pedagogia nas Faculdades IESGO, Mestre em Ciências da Educação.
3 3 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO NORMAS TÉCNICAS ESQUEMA Características do esquema RELATÓRIO Relatório técnico-científico FICHAMENTO Características do fichamento Estrutura mínima sugerida para um fichamento Tipos de fichas Fichas de indicação bibliográfica Fichas de transcrições (citação) Fichas de apreciação (crítica) Fichas de resumos Fichas de ideias sugeridas pelas leituras Fichas de esquemas RESUMO Tipos de Resumo Regras para resumo RESENHA Como se inicia uma resenha Tipos de resenha Resenha-resumo Estrutura da resenha-resumo Resenha-crítica Outra forma de estrutura da resenha crítica PARÁFRASE ARTIGO CIENTÍFICO Estrutura de artigo científico Elementos pré-textuais Elementos textuais Elementos pós-textuais PROJETOS DE PESQUISA Elementos que compõem o projeto de pesquisa Dados de identificação na capa e folha de rosto Sumário Introdução Estrutura provisória da futura pesquisa Referencial teórico Procedimentos metodológicos Cronograma Orçamento Referências Apêndices e Anexos MONOGRAFIA Elementos pré-textuais Capa Lombada Folha de rosto... 34
4 Errata Folha de aprovação Dedicatória Agradecimentos Epígrafe Resumo na língua vernácula e palavras-chave Lista de ilustrações Lista de tabelas Lista de abreviaturas e siglas Lista de símbolos Sumário Elementos textuais Introdução Desenvolvimento Conclusão Elementos pós-textuais Referências Glossário Apêndices Anexos Índice PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS DA PESQUISA Caracterização da pesquisa quanto ao modo de abordagem Pesquisa qualitativa Pesquisa quantitativa Pesquisa quali-quantitativa Caracterização da pesquisa segundo o objetivo geral Pesquisa exploratória Pesquisa descritiva Pesquisa causal, explicativa ou explanatória Caracterização da pesquisa segundo os procedimentos técnicos Detalhamento dos procedimentos técnicos Documentação Observação Entrevistas Condução da entrevista Questionário Formulário Medidas de opinião e de atitudes Pesquisa de mercado História de vida Testes Análise de conteúdo Análise léxica Sociometria Checklist Métodos de pesquisa Método dedutivo Indutivo Hipotético-dedutivo Hipotético-indutivo Dialético Fenomenológico Cartográfico... 52
5 Normas legais para a pesquisa em seres humanos e animais HIPÓTESES E VARIÁREIS Variáveis independentes, dependentes e intervenientes VERBOS NA PESQUISA Verbos para formulação de objetivos Verbos para os diferentes tipos de investigação POPULAÇÃO E AMOSTRA REFERENCIAL TEÓRICO ILUSTRAÇÕES E TABELAS Apresentação das tabelas segundo o IBGE NUMERAÇÃO PROGRESSIVA DAS SEÇÕES REGRAS GERAIS DE APRESENTAÇÃO DE REFERÊNCIAS PLÁGIO E COMPRA DE TRABALHOS ACADÊMICOS CITAÇÕES Notas de rodapé Notas explicativas Notas de Referência Citações Citação direta (literal, textual ou transcrição) Citação indireta Citação de citação Formulação, quantidade e qualidade de citações num trabalho acadêmico Sistema de chamada de citações Autor-data Numérico Regras gerais para apresentação de citações Data da citação Citações indiretas de diversos documentos da mesma autoria, publicados em anos diferentes e mencionados simultaneamente Citações indiretas de diversos documentos de vários autores mencionados simultaneamente Citações diretas de obra com dois ou três autores Dados obtidos por informação verbal ou na citação de trabalhos em fase de 66 elaboração (palestras, debates, comunicações etc.) Citação com texto traduzido pelo autor Sobrenome do autor na sentença das citações Enfatizar trechos da citação Nome do autor, instituição responsável incluído na sentença Coincidência de sobrenomes de autores Diversos documentos de um mesmo autor publicados num mesmo ano Mais de um trabalho de um mesmo autor Obra com mais de três autores O autor é uma instituição ou entidade Obras sem autoria identificada Indicação de supressão, interpolação, comentário, ênfase ou destaque em citações REGRAS GERAIS PARA APRESENTAÇÃO - FACULDADES IESGO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
6 6 APRESENTAÇÃO Regras metodológicas e técnicas de trabalhos acadêmicos são assuntos complexos e polêmicos. Neste sentido, há de existir uma normatização como instrumento para harmonia e facilitação da compreensão do conteúdo. A orientação aos acadêmicos é um compromisso desta instituição, que decidiu manter como obrigatória a elaboração e apresentação da monografia como requisito parcial para a conclusão dos cursos de licenciaturas. Até chegar a finalização da monografia, o acadêmico precisa desenvolver ações munidas de conceitos teóricos, e muitas tentativas e erros no desenvolvimento de variados trabalhos acadêmicos. Assim, o acadêmico precisa desenvolver a monografia dentro das regras gerais apresentadas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas e Técnicas), na estrutura das Normas Brasileiras - NBR e também regras específicas oriundas das concepções da própria instituição. A ciência, a pesquisa e a experimentação precisam ser fomentadas, e as Faculdades IESGO buscam esse desenvolvimento através do incentivo e orientação, desde uma linguagem mais científica até a normatização dos documentos, garantindo a existência da comunicação entre as partes - pesquisadores de hoje e pesquisadores de amanhã. As Faculdades IESGO, com responsabilidade na formação de pesquisadores, objetiva com este material subsidiar estudantes e professores na elaboração e apresentação de trabalhos acadêmicos, apresentando conceitos mínimos necessários para a produção de resumos, resenhas, fichamentos, esquemas, artigos e monografias. A necessidade dessa ação surgiu na discussão entre professores das licenciaturas, e o material apresentado advém de leituras e pesquisas feitas que apontaram os melhores materiais lidos e pesquisados. É uma compilação de textos, materiais que foram coletados e/ou adaptados para estarem nesta coletânea, visto a qualidade da linguagem, o objetivo e o fim a que se destinam. Vanessa Pereira de Sousa Dias Professora da IESGO. Graduada em Pedagogia. Especialista em Psicopedagogia, Mestre em Ciências da Educação.
7 7 1 NORMAS TÉCNICAS As normas técnicas fundamentam-se na necessidade de uma padronização para os trabalhos acadêmicos. As normas da Associação Brasileira de Normas técnicas (ABNT) são essenciais para dar maior confiança e seriedade ao conhecimento científico. Os trabalhos elaborados, em qualquer nível acadêmico, devem ser desenvolvidos e apresentados de acordo com as regras de normatização exigidas pelos padrões vigentes. ABNT NBR 6022/ Informação e Documentação Artigo em publicação periódica científica impressa; ABNT NBR 6023/ Informação e Documentação - Referências - Elaboração; ABNT NBR 6024/ Informação e Documentação - Numeração progressiva das seções de um documento escrito - Apresentação; ABNT NBR 6027/ Informação e Documentação - Sumário - Apresentação; ABNT NBR 6028/ Informação e Documentação - Resumo - Apresentação; ABNT NBR 6029/ Informação e documentação - Livros e folhetos Apresentação; ABNT NBR 6034/ Informação e Documentação - Índice - Apresentação; ABNT NBR 10520/ Informação e Documentação - Citações em documentos - Apresentação; ABNT NBR 12225/ Informação e documentação - Lombada Apresentação; ABNT NBR 14724/ Informação e Documentação - Trabalhos acadêmicos - Apresentação; ABNT NBR 15287/2011- Informação e Documentação - Projeto de pesquisa - Apresentação; ABNT NBR 10719/ Informação e documentação - Relatório técnico e/ou científico Apresentação. 2 ESQUEMA O esquema funciona como um roteiro do que foi lido, de forma muito concisa. Ele deve ser elaborado na mesma sequência em que o texto original foi escrito, apresentando as partes mais relevantes do texto. [...] corresponde, grosso modo, a uma radiografia do texto, pois nele aparece apenas o esqueleto, ou seja, as palavras-chave, sem necessidade de se apresentar frases redigidas (ANDRADE, 2006, p. 26, grifo do autor). Para elaborar um esquema, usam-se setas, linhas retas ou curvas, círculos, colchetes, chaves, símbolos diversos. Assemelha-se a um gráfico que pode ser feito em linha vertical ou horizontal, desde que apareçam as ideias principais do texto, de forma clara, compreensível. As setas são usadas quando há relação entre palavras. As chaves são usadas para ordenar diversos itens. O esquema pode ser elaborado como um organograma, gráfico ou com secções e subsecções, desde que facilite seu entendimento geral. Ruiz (2002) sugere algumas regras para elaboração de um esquema: ser fiel ao texto original; compreender o tema e destaque para os títulos e subtítulos que conduzirão a introdução, o desenvolvimento e as conclusões do texto; usar simplicidade e clareza; subordinar ideias e fatos; manter sistema uniforme de observações, gráficos e símbolos para as divisões e subordinações que caracterizam a estrutura do texto. 2.1 Características do esquema Síntese das ideias principais de um texto organizada através de palavras-chaves, em torno das quais é possível adquirir grandes quantidades de conhecimentos.
8 8 A visualização de um esquema deve remeter o leitor aos principais pontos tidos como mais importantes. O esquema assemelha-se a um esqueleto, não apresentando assim maiores preocupações com os elementos inerentes à construção textual. O esqueleto permite ao leitor visualizar e destacar aquilo que é essencial. No esquema podem ser utilizados diversos símbolos, como letras, números, setas, círculos etc. Pode ser do tipo linear, quando apresenta a informação na horizontal e na vertical; circular, quando organiza a informação em círculo; piramidal, quando a informação está disposta em forma de pirâmide; e sistemático, quando as informações estão organizadas em forma de um quadro. Deve ter linguagem clara, concisa e objetiva. Abaixo segue esquemas elaborados a partir do fragmento de texto sobre o problema da seca no Nordeste: A história demonstra que a região nordestina é marcada pela falta de chuvas. Entretanto, faz-se necessário compreender como o fenômeno da escassez pluviométrica ocorre no Nordeste. Para tal, convém analisar este fenômeno nos seus aspectos geográficos, políticos e sociais. O problema da seca não é só um problema de falta d água, como se imagina superficialmente, é um problema muito mais grave que envolve muitas outras variáveis e ciências diversas como a economia, a política, a sociologia, a meteorologia, a engenharia dentre outras, ou seja, é um problema complexo, mas que se consegue conviver com o mesmo, como acontece em outros países situados em regiões geográficas mais desfavoráveis que a do semi-árido nordestino. Apesar de ser um fenômeno meteorológico previsível, as secas continuam ainda hoje a atingir de forma devastadora as populações carentes nordestinas, que vivem na zona rural e nos pequenos municípios no interior da região e que têm como fonte de renda principal a agricultura de subsistência. Na realidade, o problema das secas no Nordeste e dos flagelos causados às populações já foram documentados e relatados na imprensa desde inicio do século, e foi um tema que sensibilizou os grandes escritores, músicos e artistas do Nordeste. Disponível em: < Acesso em 31 de ago de 2017 adaptado. Exemplo 1: Exemplo 2: 1. Região nordestina 1.1 Fenômeno da escassez pluviométrica Aspectos geográficos, políticos e sociais 1.2 O problema da seca Envolve diversas variáveis e ciências Atinge populações carentes Zona rural e pequenos municípios 3 RELATÓRIO O relatório (dependendo do curso e/ou da finalidade, é também chamado de relatório de estágio, relatório técnico, ou outro) é um trabalho desenvolvido em cursos de graduação e de pós-graduação em nível de especialização, ou como um trabalho de consultoria. Este tipo de trabalho, segundo Gonçalves e Meirelles (2004), descreve estudos
9 9 realizados em temas específicos, de ordem prática, podendo ser ou não original, como, por exemplo, relatórios de estágio feitos em escolas, em organizações empresariais, entre outras; ele deve mostrar que o relator possui capacidade de solucionar problemas práticos e de natureza intervencionista. É mais resumido do que outros trabalhos assemelhados, mas, mesmo assim, se deve respeitar o rigor metodológico no trato das questões enfocadas e revisão teórica que fundamenta o estudo elaborado e as conclusões obtidas. A ABNT, NBR 10719/2015, salienta que relatório técnico-científico é o documento que descreve formalmente o progresso ou resultado de pesquisa científica e/ou técnica; essa espécie de relatório, por ser técnico-científico, apresenta de forma sistemática informação suficiente para um leitor qualificado, aborda conclusões e faz recomendações. Geralmente vem acompanhado de documentos demonstrativos como tabelas e gráficos. De um modo geral, os relatórios são escritos com os objetivos de: divulgar os dados técnicos obtidos e analisados; registrá-los em caráter permanente. Os tipos de relatórios são: técnico-científicos; de viagem; de estágio; de visita; administrativos; e para fins especiais. 3.1 Relatório técnico-científico É o documento original pelo qual se faz a difusão da informação corrente, sendo ainda o registro permanente das informações obtidas. É elaborado principalmente para descrever experiências, investigações, processos, métodos e análises. Geralmente, a elaboração do relatório passa pelas seguintes fases: a) plano inicial: determinação da origem, preparação do relatório e do programa de seu desenvolvimento; b) coleta e organização do material: durante a execução do trabalho, é feita a coleta, a ordenação e o armazenamento do material necessário ao desenvolvimento do relatório. c) redação: recomenda-se uma revisão crítica do relatório, considerando-se os seguintes aspectos: redação (conteúdo e estilo), sequência das informações, apresentação gráfica e física. Os relatórios técnico-científicos constituem-se dos seguintes elementos: capa folha de rosto resumo sumário texto: O texto dos relatórios técnico-científicos contém as seguintes seções fundamentais: a) Introdução: parte em que o assunto é apresentado como um todo, sem detalhes. b) Desenvolvimento: parte mais extensa e visa a comunicar os resultados obtidos. c) Considerações Finais (Resultados e conclusões): consistem na recapitulação sintética dos resultados obtidos, ressaltando o alcance e as consequências do estudo. d) Recomendações: contêm as ações a serem adotadas, as modificações a serem feitas, os acréscimos ou supressões de etapas nas atividades. Referências; Anexo (ou Apêndice). 4 FICHAMENTO A prática do fichamento representa uma forma fundamental para o exercício da escrita. Aqueles envolvidos em trabalhos de investigação científica que se dispuserem a
10 10 utilizar o fichamento, na sua pesquisa bibliográfica, irão verificar a eficácia do fichamento na preparação e execução do trabalho científico. O fichamento é um procedimento utilizado na organização de dados da pesquisa de documentos. Sua finalidade é a de arquivar as principais informações das leituras feitas e auxiliar, na identificação da obra. As fichas constituem um dos mais valiosos recursos de estudo de que se valem os pesquisadores, para a realização de uma pesquisa, por isso, ao elaborar o fichamento, é importante a utilização de critérios segundo as normas da ABNT, pois, assim, se tem as anotações necessárias, no momento em que precisar escrever sobre determinado assunto. O fichamento poderá ser armazenado no computador, facilitando o acesso às informações quando da elaboração dos trabalhos acadêmicos. As fichas podem ser manuscritas, datilografadas ou impressas no computador. Devem ser enumeradas no alto, à direita, em algarismos arábicos. Não se deve diminuir o tamanho de caligrafia habitual ou espremer as palavras, na tentativa de aproveitar melhor o espaço. O mais conveniente é não utilizar os dois lados da ficha, o que facilita o manuseio e arquivamento da mesma. Nunca misturar assuntos ou autores. Cada ficha deve conter um assunto relativo a um autor, do mesmo modo que os fichários devem separar títulos e autores, ou seja, um fichário para títulos, outro para autores. Os fichários devem ser organizados por ordem alfabética de autores, de títulos ou de assuntos. Para separar assuntos (títulos), ou mesmo disciplinas, caso o estudante utilize um único fichário para todas as disciplinas, usam-se fichas-guia, que indicam o assunto ou o autor. Os tamanhos internacionalmente padronizados de fichas são: Pequeno: 7,5 x 12,5 cm Médio: 10,5 x 15,5 cm Grande: 12,5 x 20,5 cm Para fazer o fichamento de uma obra ou texto é necessário: ler o texto inteiro uma vez ininterruptamente; ler o texto novamente, grifando, fazendo anotações e procurando entender o que o autor quer dizer em cada parágrafo (fazer o Estudo pela Leitura Trabalhada); elaborar o fichamento. 4.1 Características do fichamento Deve dar uma visão global do texto. É basicamente o arquivo do texto que se leu contendo a referência e o que entendeu do conteúdo. É uma forma de estudar /assimilar criticamente os melhores textos, pois durante o processo de fazer o fichamento adquire-se uma compreensão maior do conteúdo do texto. Excelente maneira de manter um registro de tudo o que se lê. Depois de um bom fichamento de um texto ou livro, não haverá necessidade de recorrer ao original a todo instante, só quando houver a precisão de rever ou reconstruir conceitos. Faz com que o aluno ganhe tempo. 4.2 Estrutura mínima sugerida para um fichamento Cabeçalho; Referência; Corpo ou texto da ficha. Sabia que o sistema de fichas foi criado por Abade Rozier, da Academia Francesa de Ciências no século XVII?
11 11 Cabeçalho Referência bibliográfica Reservado para o caso de as fichas serem várias. Use letras maiúsculas Texto Local onde se encontra a obra Refere-se ao plano de ideias (esquema, projeto) do texto que o autor vai escrever. 4.3 Tipos de fichas De acordo com Andrade (2006) as fichas podem se classificar em: - Fichas de indicação bibliográfica; - Fichas de transcrições (citação); - Fichas de apreciação (crítica): - Fichas de resumos; - Fichas de ideias sugeridas pelas leituras; - Fichas de esquemas Fichas de indicação bibliográfica Referem-se aos elementos contidos na bibliografia como indicações bibliográficas: autor; título; edição; local de publicação; editor e data de publicação. Servem bastante para organizar a bibliografia de um trabalho. As fichas bibliográficas são as que registram as informações bibliográficas completas, as anotações sobre tópicos da obra, as palavras chave, e a temática do texto. O primeiro passo de uma pesquisa bibliográfica é fazer um levantamento bibliográfico nas bibliotecas que se tem acesso, montando para isso seu próprio banco de dados bibliográfico. O uso do arquivo eletrônico (Word, Excel, etc.) facilita a catalogação destes dados, oferecendo assim maior rapidez na localização e transcrição dos dados. Modelo de ficha bibliográfica: Indicação da letra Referência alfabética Nome do autor. Nome da obra. Edição. Local da publicação, editora, ano. Anotações sobre tópicos da obra; palavras-chave; temática do texto. A obra insere-se no campo da história e da antropologia social. A autora utiliza-se de fontes secundárias colhidas por meio de livros, revistas e depoimentos. A abordagem é descritiva e analítica. Aborda os aspectos históricos da condição feminina no Brasil. A autora descreve em linhas gerais todo o processo de lutas e conquistas da mulher Fichas de transcrições (citação) É o tipo de fichamento que vai ser composto por citações do próprio autor da obra lida. É a transcrição literal do texto: após leitura sistemática da obra, o estudante/pesquisador sublinha frases, parágrafos, partes que expressam a ideia principal do autor. Partes estas que podem ser transcritas no trabalho de pesquisa (artigo, monografia, ensaio...). Deve-se ter o cuidado de abrir e encerrar a citação com aspas, e indicar a página da qual se fez a transcrição. Quando se fizer supressão de alguma parte
12 12 da obra, deve se indicar tal supressão com reticências entre colchetes [...]. Quando a citação passar de uma página para outra, deve-se conter o número das duas páginas (Exemplo: p ). Modelo de ficha de citação direta: Nome do autor. Nome da obra. Edição. Local da publicação, editora, ano. Citações diretas é a reprodução fiel das frases que se pretende usar como citação na redação do trabalho. Modelo de ficha de citação com supressão: Nome do autor. Nome da obra. Edição. Local da publicação, editora, ano. Citação com supressão Fichas de apreciação (crítica) Nestas fichas devem ser anotadas as críticas, comentários e opiniões sobre o que se leu. É neste tipo de ficha que o estudante/pesquisador vai além de descrever o conteúdo da obra lida, ele interpreta, incluindo uma crítica pessoal às ideias expressas pelo autor da obra. O fichamento crítico é a base, juntamente com o de resumo, para a construção de resenhas. Lakatos e Marconi (2003) afirmam que o fichamento crítico pode apresentar um comentário sobre a forma pela qual o autor desenvolve seu trabalho, no que se refere aos aspectos metodológicos. Modelo de fichamento crítico (de comentário ou analítico): Sugere-se: informações sobre o texto (parte). Nome do autor. Nome da obra. Edição. Local da publicação, editora, ano. Comentário ou análise do texto (ou obra completa) e apresentação de novas perspectivas.
13 13 Características do fichamento crítico: É uma análise crítica do conteúdo, tomando como referencial a própria obra; É uma interpretação de um texto obscuro para torná-lo mais claro; É a comparação da obra com outros trabalhos sobre o mesmo tema; É a explicitação da importância da obra para o estudo em pauta; É a elaboração pessoal sobre a leitura, e deve conter: comentários (parecer e crítica); ideação (novas perspectivas) Fichas de resumos É a apresentação sintética, clara e precisa do pensamento do autor; a apresentação das ideias principais, das teses defendidas. Não é uma cópia dos tópicos, nem a exposição abreviada das ideias do autor, bem como também não é a transcrição. Os resumos transcritos nas fichas podem ser descritivos ou informativos, dependendo da sua finalidade. É uma ficha não muito longa, mas traz todos os elementos necessários para a compreensão do texto. O autor da ficha vai por a sua compreensão do texto, usando seu próprio estilo. Não se afastando jamais das teses originais. Não cabem neste fichamento comentários ou julgamentos pessoais a respeito do que está sendo resumido. Modelo de fichamento de resumo ou conteúdo: Sugere-se: informações sobre o texto (parte). Nome do autor. Nome da obra. Edição. Local da publicação, editora, ano. Síntese das principais ideias contidas na obra. O aluno elabora com suas próprias palavras a interpretação do que foi dito Fichas de ideias sugeridas pelas leituras Muitas vezes, enquanto é feito o levantamento bibliográfico, surgem ideias para a realização de trabalhos ou para complementar um tipo de raciocínio ou de exemplificação no trabalho que se realiza Fichas de esquemas Podem se referir a resumos de capítulos, obras ou a planos de trabalhos. 5 RESUMO Resumo, Recensão, Resenha, Abstract e Sinopse são exposições breves das ideias principais de um texto, mas apresentam diferenças de acordo com Martins; Zilberknop (2002): resumo é, em geral, seletivo, objetivo e destituído de comentário/crítica; a recensão e a resenha envolvem, respectivamente, menor ou maior juízo crítico; o abstract é o resumo redigido em língua estrangeira (inglês) e aparece em trabalhos científicos como monografias de pós-graduação, dissertações de mestrado, teses de
14 14 doutorado e artigos científicos; sinopse é a condensação bem concisa, na qual aparecem o tema da obra e suas partes principais, redigida pelo próprio autor do texto ou por seus editores. Resumo é a apresentação breve e concisa das ideias mais importantes de um texto, cuja característica principal é a fidelidade a estas ideias, fornecendo uma visão rápida e clara do conteúdo e das conclusões do trabalho. Em sua estrutura, é sequencial e lógico com introdução, desenvolvimento e conclusão. Deve ser composto de uma sequência de frases concisas, afirmativas, se atentando para que o mesmo não se torne uma enumeração de tópicos. Há resumos com introdução, desenvolvimento e conclusão num só parágrafo. Na redação do resumo deve-se dar preferência ao uso da terceira pessoa do singular e do verbo na voz ativa (MARTINS; ZILBERKNOP, 2002). 5.1 Tipos de resumo O resumo pode ser informativo, indicativo ou crítico. a) resumo informativo Informa suficientemente o leitor para que ele possa ter uma ideia geral sobre o texto, expondo finalidades, metodologias, resultados e conclusões, podendo, por essa síntese, dispensar a consulta ao original. Esse tipo de resumo é o indicado para artigos científicos e artigos acadêmicos. b) resumo indicativo Indica somente os pontos principais do texto, sem apresentar dados qualitativos, quantitativos ou outros. De modo geral, esse tipo de resumo não dispensa a consulta ao texto original. c) resumo crítico Possui finalidade interpretativa. Nele aparecem comentários, juízos de valor do resumidor, sendo também chamado de resenha crítica ou recensão, conforme o maior ou menor grau de juízo crítico. Quanto a sua extensão os resumos devem ter: a) de 150 a 500 palavras os de trabalhos acadêmicos (teses, dissertações e outros) e relatórios técnico-científicos; b) de 100 a 250 palavras os de artigos de periódicos; c) de 50 a 100 palavras os destinados a indicações breves. d) Os resumos críticos, por suas características especiais, não estão sujeitos a limite de palavras. 5.2 Regras para resumo a) ler o texto por completo para que tenha a compreensão do que ele trata; b) fazer releitura do texto sempre que necessário, observando a conexão das palavras e parágrafos; c) segmentar o texto em unidades de sentido sublinhando as ideias primárias, identificando as secundárias; d) condensar a ideia central de cada segmento com palavras abstratas mais genéricas excluindo exemplos e explicações; e) produzir a redação final do resumo com palavras próprias, colocando os segmentos resumidos na sequência do texto original.
15 15 Exemplo de resumo informativo e de resumo indicativo de um mesmo texto: Resumo informativo: Muitas mulheres param de fumar durante a gestação, mas a maioria volta ao tabagismo pouco tempo após o parto. O objetivo da pesquisa relatada neste artigo é testar um programa para a prevenção da recidiva do tabagismo no período pós-parto comparando-se os índices de abstinência contínua do fumo, os cigarros fumados por dia e a autoconfiança no abandono do fumo nos grupos em tratamento e de controle. Os métodos envolveram um ensaio clínico aleatório, realizado inicialmente no hospital, na época do nascimento, em que as enfermeiras proporcionaram sessões de aconselhamento face a face, seguidas por aconselhamento por telefone. A população alvo incluía as mulheres que interromperam o fumo durante a gestação e deram à luz em um de cinco hospitais. As 254 mulheres participantes foram entrevistadas seis meses depois do parto e investigadas bioquimicamente para a determinação do estado de tabagismo. Os resultados indicaram que o índice de abstinência contínua do fumo foi de 38% no grupo de tratamento e 27% no grupo de controle [...]. Mais participantes do grupo de controle (48%) do que do grupo de tratamento (34%) declararam fumar diariamente [...]. A autoconfiança no abandono do tabagismo não variou significativamente entre os grupos. As conclusões são de que as intervenções para o abandono do tabagismo concentradas no período pré-natal não resultaram em abstinência a longo prazo e que elas podem ser fortalecidas se forem estendidas no período pós-parto. Resumo indicativo: JOHNSON et al. apud CHEMIN, 2015, p. 22. Há mulheres que param de fumar durante a gestação, mas retomam o hábito depois do parto. A pesquisa testou programa para a prevenção do fumo nesse período, por meio de ensaio clínico aleatório, realizado com grupos de tratamento e de controle. Um programa de intervenções para o abandono do tabagismo no período pré e pós-parto é fundamental para aumentar a abstinência a longo prazo. Exemplo de resumo informativo de artigo acadêmico: CHEMIN, 2015, p. 23. AVALIAÇÃO DA CONTAMINAÇÃO POR HIDROCARBONETOS POLICÍCLICOS AROMÁTICOS NAS ETAPAS DE FABRICAÇÃO DA CERVEJA Resumo: Os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs) são compostos presentes na natureza como contaminantes de solos, ar, água e alimentos, que apresentam atividade mutagênica e carcinogênica. A contaminação por HPAs em alimentos deve-se a processos como secagem, torrefação e defumação. Assim, o objetivo deste trabalho é determinar a presença de HPAs em diferentes etapas do processo de fabricação de cerveja. Foram elaborados três lotes de cerveja no estilo Rauchbier e em diversas etapas foram coletadas amostras para extração e determinação do teor de HPAs. Somente o malte defumado apresentou contaminação por HPAs totalizando 1,19 mg.kg-1, sendo identificados o benzo[a]pireno e o fluoreno. Os resultados obtidos demonstram a necessidade de um maior controle no processo de elaboração de cerveja em relação à presença de HPAs na matéria-prima malte. Palavras-chave: Hidrocarbonetos policíclicos aromáticos. Cerveja. Malte. Torrefação. Defumação. DRESCH, Michael R.; OLIVEIRA, Eniz C.; SOUZA, Claucia F. Volken de., 2011 apud CHEMIN, 2015, p. 23. Exemplo de resumo informativo e palavras chave em língua vernácula de artigo didático-acadêmico elaborado a partir de uma monografia de conclusão de curso de graduação. A RELAÇÃO ENTRE SAÚDE-LAZER E QUALIDADE DE VIDA Resumo: Os direitos à saúde e ao lazer, destacados na Constituição Federal de 1988 (CF/1988), estão em evidência nos últimos tempos, tendo em vista as pessoas desejarem ter uma vida boa no meio dos problemas desta época. Assim, este artigo, baseando-se em pesquisa quali-quantitativa, tem como objetivo analisar a relação entre saúde e lazer e qualidade de vida do corpo docente do Curso de Direito do Centro Universitário UNIVATES/RS, tomando como referência o levantamento de dados feito por meio de questionário sobre suas atividades pessoais, profissionais e sociais desenvolvidas no semestre A/2007. Utiliza técnica bibliográfica e documental e método dedutivo, em que considerações de doutrinadores e de legislação a respeito da evolução e conceitos dos direitos sociais elencados na CF/1988, especialmente envolvendo a saúde e o lazer, auxiliam na compreensão do levantamento enfocado, cujo resultado revelou que as atividades relacionadas à qualidade de vida dos professores estão mais próximas do lazer do que da saúde. Palavras-chave: Direitos sociais. Saúde. Lazer. Qualidade de vida. CASARA, Rosibel C.; CHEMIN, Beatris F., 2008 apud CHEMIN, 2015, p.27
16 16 6 RESENHA A resenha é uma espécie de resumo, de síntese de um objeto, o qual pode ser um acontecimento qualquer da realidade (jogo de futebol ou outro esporte, exposição de arte, peça de teatro, uma feira de produtos, uma comemoração solene etc.) ou textos e obras culturais (filme, livro, capítulo de livro, peça de teatro etc.), com o objetivo de passar informações ao leitor/ouvinte/assistente. É, portanto, um texto de caráter efêmero, pois "envelhece" rapidamente, muito mais que outros textos de natureza opinativa. Resenhar significa destacar as propriedades de um objeto, mencionar seus aspectos mais importantes, descrever as circunstâncias que o envolvem, sempre de acordo com uma intenção/finalidade previamente definida pelo resenhador (FIORIN; SAVIOLI, 1990). Em geral, a resenha é veiculada por jornais e revistas recebendo o nome de crítica, ou simplesmente não recebendo nome algum; na universidade é denominada resenha mesmo (MACHADO, 2007). Por suas características especiais a resenha, não está sujeita a limite de palavras: deve ser verificada a finalidade do trabalho e o espaço em que ela será utilizada, pois se for, por exemplo, publicada em jornais/revistas, o periódico orienta sobre o número máximo de linhas. Observa-se, em geral, não se tratar de um texto longo, "um resumão" como normalmente feito nos cursos superiores. A resenha, por ser em geral um resumo crítico, exige que o resenhista tenha conhecimentos na área, uma vez que avalia a obra, julgando-a criticamente. 6.1 Como se inicia uma resenha Há, evidentemente, numerosas maneiras de se iniciar um texto-resenha. A leitura (inteligente) desse tipo de texto poderá aumentar o leque de opções para iniciar uma recensão crítica de maneira criativa e cativante, que leve o leitor a interessar-se pela leitura. a- Pode-se começar citando imediatamente a obra a ser resenhada. Exemplos: "Língua e liberdade: por uma nova concepção da língua materna e seu ensino" (L&PM, 1995, 112 páginas), do gramático Celso Pedro Luft, traz um conjunto de ideias que subvertem a ordem estabelecida no ensino da língua materna, por combater, veementemente, o ensino da gramática em sala de aula. "Michael Jackson: uma Bibliografia Não Autorizada (Record: tradução de Alves Calado; 540 páginas, 29,90 reais), que chega às livrarias nesta semana, é o melhor perfil de astro mais popular do mundo". (Veja, 4 de outubro, 1995). b- pode-se escrever um ou dois parágrafos relacionados com o conteúdo da obra. Exemplos: O que é ser jovem Hilário Franco Júnior Há poucas semanas, gerou polêmica a decisão do Supremo Tribunal Federal que inocentava um acusado de manter relações sexuais com uma menor de 12 anos. A argumentação do magistrado, apoiada por parte da opinião pública, foi que "hoje em dia não há menina de 12 anos, mas mulher de 12 anos". Outra parcela da sociedade, por sua vez, considerou tal veredito como a aceitação de "novidades imorais de nossa época". Alguns dias depois, as opiniões foram novamente divididas diante da estatística publicada pela Organização Mundial do Trabalho, segundo a qual 73 milhões de menores entre 10 e 14 anos de idade trabalham em todo o mundo. Para alguns isso é uma violência, para outros um fato normal em certos quadros sócio-econômico-culturais. Essas e outras discussões muito atuais sobre a população jovem só podem pretender orientar comportamentos e transformar a legislação se contextualizadas, relativizadas. Enfim, se historicizadas. E para isso a "História dos Jovens" - organizada por dois importantes historiadores, o modernista italiano Giovanno Levi, da Universidade de Veneza, e o medievalista francês Jean-Claude Schmitt, da Écoledes Hautes Études em Sciences Sociales - traz elementos interessantes. Resenha sobre o livro "História dos Jovens" (Giovanni Levi e Jean-Claude Schmitt), escrita por Hilário Franco Júnior (Folha de São Paulo, 12 de julho, 1996).
17 17 Receitas para manter o coração em forma Entre os que se preocupam com o controle de peso e buscam uma alimentação saudável são poucos os que ainda associam estes ideais a uma vida de privações e a uma dieta insossa. Os adeptos da alimentação de baixos teores já sabem que substituições de ingredientes tradicionais por similares light garantem o corte de calorias, açúcar e gordura com a preservação (em muitos casos total) do sabor. Comprar tudo pronto no supermercado ou em lojas especializadas é barbada. A coisa complica na hora de ir para a cozinha e acertar o ponto de uma massa de panqueca,crepe ou bolo sem usar ovo. Ou fazer uma polentinha crocante, bolinhos de arroz e croquetes sem apelar para a frigideira cheia de óleo. O livro Cozinha do Coração Saudável apresenta 110 saborosas soluções para esses problemas. Produzido pela LDA Editora com apoio da Becel, Cozinha do Coração saudável traz receitas compiladas por Solange Patrício e Marco Rossi, sob orientação e supervisão dos cardiologistas Tânia Martinez, pesquisadora e professora da Escola Paulista de Medicina, e José Ernesto dos Santos, presidente do departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia e professor da faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Os pratos foram testados por nutricionistas da Cozinha Experimental Van DenBergh Alimentos. Resenha sobre o livro "Cozinha do Coração Saudável", LDA Editores, 144 páginas (Zero Hora, 23 de agosto, 1996). O texto-resenha, como todo texto, tem título e pode ter subtítulo conforme os exemplos a seguir: Título da resenha: Astro e vilão Subtítulo: Perfil com toda a loucura de Michael Jackson Livro: Michael Jackson: uma Bibliografia não Autorizada (Christopher Andersen) - Veja, 4 de outubro, 1995 Título da resenha: Com os olhos abertos Livro: Ensaio sobre a Cegueira (José Saramago) - Veja, 25 de outubro, 1995 Título da resenha: Estadista de mitra Livro: João Paulo II - Bibliografia (TadSzulc) - Veja, 13 de março, 1996 Exemplos de resenhas Exemplo 1: Atwood se perde em panfleto feminista Marilene Felinto Da Equipe de Articulistas Margaret Atwood, 56, é uma escritora canadense famosa por sua literatura de tom feminista. No Brasil, é mais conhecida pelo romance "A mulher Comestível" (Ed. Globo). Já publicou 25 livros entre poesia, prosa e não-ficção. "A Noiva Ladra" é seu oitavo romance. O livro começa com uma página inteira de agradecimentos, procedimento normal em teses acadêmicas, mas não em romances. Lembra também aqueles discursos que autores de cinema fazem depois de receber o Oscar. A escritora agradece desde aos livros sobre guerra, que consultou para construir o "pano de fundo" de seu texto, até a uma parente, LenoreAtwood, de quem tomou emprestada a (original? significativa?) expressão "meleca cerebral". Feitos os agradecimentos e dadas as instruções, começam as quase 500 páginas que poderiam, sem qualquer problema, ser reduzidas a 150. Pouparia precioso tempo ao leitor bocejante. É a história de três amigas, Tony, Roz e Charis, cinqüentonas que vivem infernizadas pela presença (em "flashback") de outra amiga, Zenia, a noiva ladra, inescrupulosa "femmefatale" que vive roubando os homens das outras. Vilã meio inverossímel - ao contrário das demais personagens, construídas com certa solidez -, a antogonista Zenia não se sustenta, sua maldade não convence, sua história não emociona. A narrativa desmorona, portanto, a partir desse defeito central. Zenia funcionaria como superego das outras, imagem do que elas gostariam de ser, mas não conseguiram, reflexo de seus questionamentos internos - eis a leitura mais profunda que se pode fazer desse romance nada surpreendente e muito óbvio no seu propósito. Segundo a própria Atwood, o propósito era construir, com Zenia, uma personagem mulher "fora-da-lei", porque "há poucas personagens mulheres fora-da-lei". As intervenções do discurso feminista são claras, panfletárias, disfarçadas de ironia e humor capengas. A personagem Tony, por exemplo, tem nome de homem (é apelido para Antônia) e é professora de história, especialista em guerras e obcecada por elas, assunto de homens: "Historiadores homens acham que ela está invadindo o território deles, e deveria deixar as lanças, flechas, catapultas, fuzis, aviões e bombas em paz". Outras alusões feministas parecem colocadas ali para provocar riso, mas soam apenas ingênuas: "Há só uma coisa que eu gostaria que você lembrasse. Sabe essa química que afeta as mulheres quando estão com TPM? Bem, os homens têm essa química o tempo todo". Ou então, a mensagem rabiscada na parede do banheiro: "HerstoryNotHistory", trocadilho que indicaria o machismo explícito na palavra "História", porque em inglês a palavra pode ser desmembrada em duas outras, "his" (dele) e story (estória). A sugestão contida no trocadilho é a de que se altere o "his" para "her" (dela). As histórias individuais de cada personagem são o costumeiro amontoado de fatos cotidianos, almoços, jantares, trabalho, casamento e muita "reflexão feminina" sobre a infância, o amor, etc. Tudo isso narrado da forma mais achatada possível, sem maiores sobressaltos, a não ser talvez na descrição do interesse da personagem Tony pelas guerras. Mesmo aí, prevalecem as artificiais inserções de fundo histórico, sem pé nem cabeça, no meio do texto ficcional, efeito da pesquisa que a escritora - em tom cerimonioso na página de agradecimentos - se orgulha de ter realizado. Disponível em: < Acesso em 10 de mai de 2017.
18 18 Exemplo 2: Estadista de mitra Na melhor bibliografia de João Paulo II até agora, o jornalista TadSzulc dá ênfase à atuação política do papa Ivan Ângelo Como será visto na História esse contraditório papa João Paulo II, o único não-italiano nos últimos 456 anos? Um conservador ou um progressista? Bom ou mau pastor do imenso rebanho católico? Sobre um ponto não há dúvida: é um hábil articulador da política internacional. Não resolveu as questões pastorais mais angustiantes da Igreja Católica em nosso tempo - a perda de fiéis, a progressiva falta de sacerdotes, a forma de pôr em prática a opção da igreja pelos pobres -; tornou mais dramáticos os conflitos teológicos com os padres e os fiéis por suas posições inflexíveis sobre o sacerdócio da mulher, o planejamento familiar, o aborto, o sexo seguro, a doutrina social, especialmente a Teologia da Libertação, mas por outro lado, foi uma das figuras-chave na desarticulação do socialismo no Leste Europeu, nos anos 80, a partir da sua atuação na crise da Polônia. É uma voz poderosa contra o racismo, a intolerância, o consumismo e todas as formas autodestrutivas da cultura moderna. Isso fará dele um grande papa? O livro do jornalista polonês Tad Szulc João Paulo II - Bibliografia (tradução de Antonio Nogueira Machado, Jamari França e Silvia de Souza Costa; Francisco Alves; 472 páginas; 34 reais) toca em todos esses aspectos com profissionalismo e competência. O autor, um ex-correspondente internacional e redator do The New York Times, viajou com o papa, comeu com ele no Vaticano, entrevistou mais de uma centena de pessoas, levou dois anos para escrever esse catatau em uma máquina manual portátil, datilografando com dois dedos. O livro, bastante atual, acompanha a carreira (não propriamente a vida) do personagem até o fim de janeiro de 1995, ano em que foi publicado. É um livro de correspondente internacional, com o viés da política internacional. Szulc não é literariamente refinado como seus colegas Gay Talese ou Tom Wolfe, usa com freqüência aqueles ganchos e frases de efeito que adornam o estilo jornalístico, porém persegue seu objetivo como um míssil e atinge o alvo. Em meio à política, pode-se vislumbrar o homem Karol Wojtyla, teimoso, autoritário, absolutista de discurso democrático, alguém que acha que tem uma missão e não quer dividi-la, que é contra o "moderno" na moral, que prefere perder a transigir, mas é gentil, caloroso, fraterno, alegre, franco... Szulc, entretanto, só faz o esboço, não pinta o retrato. Temos, então, de aceitar a sua opinião: "É difícil não gostar dele". Opus Dei - O livro começa descrevendo a personalidade de João Paulo II, faz um bom resumo da História da Polônia e sua opção pelo Ocidente e pela Igreja Católica Romana (em vez da Ortodoxa Grega, que dominava os vizinhos do Leste), fala da relação mística de Wojtyla com o sofrimento, descreve sus brilhante carreira intelectual e religiosa, volta à sua infância, aos seus tempos de goleiro no time do ginásio ""um mau goleiro", dirá mais tarde um amigo), localiza aí sua simpatia pelos judeus, conta que ele decidiu ser padre em meio ao sofrimento pela morte do pai, destaca a complacência de Pio XII com o nazismo, a ajuda à Opus Dei (a quem depois João Paulo II daria todo o apoio), demora-se demais nos meandros da política do bispo e cardeal Wojtyla, cresce jornalisticamente no capítulo sobre a eleição desse primeiro papa polonês, mostra como ele reorganizou a Igreja, discute suas posições conservadoras sobre a Teologia da Libertação e as comunidades eclesiais de base, CEBs, na América latina, descreve sua decisiva atuação na política do Leste Europeu, a derrocada do comunismo, e termina com sus luta atual contra o demônio pós-comunista. Agora o demônio, o perigo mortal para a humanidade, é o capitalismo selvagem e o "imperialismo contraceptivo" dos EUA e da ONU. Szulc, o escritor-míssil, não se desvia do seu alvo nem quando vê um assunto saboroso como a Cúria do Vaticano, que diz estar cheia de puxa-sacos e fofoqueiros com computadores, nos quais contabilizam trocas de favores, agrados, faltas e rumores. O sutil jornalista Gay Talese não perderia um prato desses. Entretanto, Szulc está sempre atento às ações políticas do papa. Nota que João Paulo II elevou a Opus Dei à prelatura pessoal enquanto expurgou a Companhia de Jesus por seu apoio à Teologia da Libertação; ajudou a Opus Dei a se estabelecer na Polônia, beatificou rapidamente seu criador, monsenhor Escrivã. Como um militar brasileiro dos anos 60, cassou o direito de ensinar dos padres Küng, Pohier e Curran, silenciou os teólogos Schillebeeckx (belga), Boff (brasileiro), Häring (alemão) e Gutiérrez (peruano), reduziu o espaço pastoral de dom Arns (brasileiro). Em contrapartida, apoiou decididamente o sindicato clandestino polonês, a Solidariedade. Fez dobradinha com o general dirigente polonês Jaruzelski contra Brejnev, abrindo o primeiro país socialista, que abriu o resto. O próprio Gorbachev reconhece: "Tudo o que aconteceu no Leste Europeu nesses últimos anos teria sido impossível sem a presença deste papa". Talvez seja assim também com relação ao que acontece com as religiões cristãs no nosso continente. Tad Szulc, com cautela, alerta para a penetração, na América Latina, dos evangélicos e pentecostais, que o próprio Vaticano chama de "seitas arrebatadoras". A participação comunitária e o autogoverno religioso que existia nas CEBs motivavam mais a população. Talvez seja. Acrescentando-se a isso o lado litúrgico dos evangélicos que satisfaz o desejo dos fiéis de serem atores no drama místico, não tanto espectadores, tem-se uma tese. O perfil desenhado por Szulc é o de um político profundamente religioso. Um homem que reza sete horas por dia, com os olhos firmemente fechados, devoto de Nossa Senhora de Fátima e do mártir polonês São Estanislau e que acredita no martírio e na dor pessoais para alcançar a graça. Disponível em: < Acesso em 10 de mai de Exemplo 3: Um gramático contra a gramática Gilberto Scarton Língua e Liberdade: por uma nova concepção da língua materna e seu ensino (L&PM, 1995, 112 páginas) do gramático Celso Pedro Luft traz um conjunto de idéias que subverte a ordem estabelecida no ensino da língua materna, por combater, veemente, o ensino da gramática em sala de aula. Nos 6 pequenos capítulos que integram a obra, o gramático bate, intencionalmente, sempre na mesma tecla - uma variação sobre o mesmo tema: a maneira tradicional e errada de ensinar a língua materna, as noções falsas de língua e gramática, a obsessão gramaticalista, inutilidade do ensino da teoria gramatical, a visão distorcida de que se ensinar a língua é se ensinar a escrever certo, o esquecimento a que se relega a prática lingüística, a postura prescritiva, purista e alienada - tão comum nas "aulas de português". O velho pesquisador apaixonado pelos problemas da língua, teórico de espírito lúcido e de larga formação lingüística e professor
19 19 de longa experiência leva o leitor a discernir com rigor gramática e comunicação: gramática natural e gramática artificial; gramática tradicional e lingüística; o relativismo e o absolutismo gramatical; o saber dos falantes e o saber dos gramáticos, dos lingüistas, dos professores; o ensino útil, do ensino inútil; o essencial, do irrelevante. Essa fundamentação lingüística de que lança mão - traduzida de forma simples com fim de difundir assunto tão especializado para o público em geral - sustenta a tese do Mestre, e o leitor facilmente se convence de que aprender uma língua não é tão complicado como faz ver o ensino gramaticalista tradicional. É, antes de tudo, um fato natural, imanente ao ser humano; um processos espontâneo, automático, natural, inevitável, como crescer. Consciente desse poder intrínseco, dessa propensão inata pela linguagem, liberto de preconceitos e do artificialismo do ensino definitório, nomenclaturista e alienante, o aluno poderá ter a palavra, para desenvolver seu espírito crítico e para falar por si. Embora Língua e Liberdade do professor Celso Pedro Luft não seja tão original quanto pareça ser para o grande público (pois as mesmas concepções aparecem em muitos teóricos ao longo da história), tem o mérito de reunir, numa mesma obra, convincente fundamentação que lhe sustenta a tese e atenua o choque que os leitores - vítimas do ensino tradicional - e os professores de português - teóricos, gramatiqueiros, puristas - têm ao se depararem com uma obra de um autor de gramáticas que escreve contra a gramática na sala de aula. 6.2 Tipos de resenha Resenha-resumo Disponível em: < Acesso em 10 de mai de É um texto que se limita a resumir o conteúdo de um livro, de um capítulo, de um filme, de uma peça de teatro ou de um espetáculo, sem qualquer crítica ou julgamento de valor. Trata-se de um texto informativo, descritivo, que apenas resume as informações básicas, pois o objetivo principal é informar o leitor/ ouvinte Estrutura da resenha-resumo a) folha de rosto, para a identificação do estudante resenhador e dados gerais do trabalho b) em outra página, a resenha em si, composta das seguintes partes (sem mudar de página a cada uma delas): - título (diferente do título da obra resenhada); - referência bibliográfica do objeto resenhado: autor, título, editora, data da publicação, local da publicação, número de páginas, preço do exemplar (às vezes não consta o lugar da publicação, o número de página e/ou o preço). Esses dados podem constar destacados do texto (num box ou caixa) ou dentro de um parágrafo do texto; - alguns dados biobibliográficos do autor do livro resenhado: dizer algo sobre quem é o autor, o que ele já publicou etc.; - resumo do conteúdo da obra: indicação breve do assunto tratado e do ponto de vista adotado pelo autor (perspectiva teórica, gênero, método, tom etc.) e resumo dos pontos essenciais do texto e seu desenvolvimento geral. O resumo que consta numa resenha apresenta os pontos essenciais do texto e seu plano geral. Pode-se resumir agrupando num ou vários blocos os fatos ou ideias do objeto resenhado. Exemplo: "Nos 6 pequenos capítulos que integram a obra, o gramático bate, intencionalmente, sempre na mesma tecla - uma variação sobre o mesmo tema: a maneira tradicional e errada de ensinar a língua materna, as noções falsas de língua e gramática, a obsessão gramaticalista, a inutilidade do ensino da teoria gramatical, a visão distorcida de que se ensinar a língua é se ensinar a escrever certo, o esquecimento a que se relega a prática lingüística, a postura prescritiva, purista e alienada - tão comum nas "aulas de português". O velho pesquisador apaixonado pelos problemas de língua, teórico de espírito lúcido e de larga formação lingüística e professor de longa experiência leva o leitor a discernir com rigor gramática e comunicação: gramática natural e gramática artificial; gramática tradicional e lingüística;o relativismo e o absolutismo gramatical; o saber dos falantes e o saber dos gramáticos, dos lingüistas, dos professores; o ensino útil, do ensino inútil; o essencial, do irrelevante". Resumo feito de "Língua e liberdade: uma nova concepção da língua materna e seu ensino" (Celso Luft), na resenha intitulada "Um gramático contra a gramática", escrita por Gilberto Scarton). Disponível em: < Acesso em 10 de maio de 2017.
20 20 Pode-se também resumir de acordo com a ordem dos fatos, das partes e dos capítulos. Exemplo: Receitas para manter o coração em forma "Na apresentação, textos curtos definem os diferentes tipos de gordura e suas formas de atuação no organismo. Na introdução os médicos explicam numa linguagem perfeitamente compreensível o que é preciso fazer (e evitar) para manter o coração saudável. As receitas de Cozinha do Coração Saudável vêm distribuídas em desjejum e lanches, entradas, saladas e sopas; pratos principais; acompanhamentos; molhos e sobremesas. Bolinhos de aveia e passas, empadinhas de queijo, torta de ricota, suflê de queijo, salpicão de frango, sopa fria de cenoura e laranja, risoto com açafrão, bolo de batata, alcatra ao molho frio, purê de mandioquinha, torta fria de frango, crepe de laranja e pêras ao vinho tinto são algumas das iguarias". Resenha "Receitas para manter o coração em forma" (Zero Hora, 26 de agosto, 1996), sobre o livro "Cozinha do Coração Saudável", produzido pela LDA Editora, com o apoio da Beal).Disponível em: < Acesso em 10 de maio de Exemplo de resenha-resumo de um livro: O DIREITO COMO TEORIA SEPARADA DE OUTRAS CIÊNCIAS SOCIAIS KELSEN, Hans. Teoria pura do Direito. São Paulo: Martins Fontes, A obra Esta obra, tradução de João Baptista Machado, é o resultado da segunda edição alemã (a primeira é de 1934), publicada em Viena em 1960, composta de oito capítulos: direito e natureza; direito e moral; direito e ciência; estática jurídica; dinâmica jurídica; direito e estado; o estado e o direito internacional; a interpretação, todos com subdivisões, num total de 378 páginas. O autor Hans Kelsen nasceu em Praga, cidade pertencente ao então Império Áustro-húngaro, cuja capital era Viena, em 11 de outubro de 1881, e faleceu em Berkeley, EUA, em 19 de abril de Em 1911 publicou sua primeira tese. Foi professor de Filosofia do Direito e Direito Público na Universidade de Viena, tendo fundado o grupo de estudos A Escola de Viena - uma doutrina pura do direito. Ensinou em diversas outras universidades, na Alemanha, Suíça, Estados Unidos. Além disso, foi constitucionalista e atuou como juiz e relator permanente do Tribunal Constitucional da Áustria. Possui obras traduzidas em vários idiomas, sendo as principais Teoria Pura do Direito e Teoria Geral das Normas. Resumo A obra trata da descrição de uma teoria jurídica pura, utilizando-se de uma pureza metodológica capaz de isolar o estudo do direito do estudo das outras ciências sociais (história, economia, psicologia etc.), descrição essa isenta de ideologias políticas e de elementos de ciência natural: Isso quer dizer que ela [teoria pura do Direito] pretende libertar a ciência jurídica de todos os elementos que lhe são estranhos. Esse é o seu princípio metodológico fundamental (p.1). Sua concepção lógico-normativista rejeita o direito natural, os juízos de valor, os critérios de justiça, as considerações de ordem axiológica, pretendendo determinar o direito que é, e não o que deveria ser. Analisa o objeto do Direito como (a) ordens de conduta humana, sendo ordem tida como um sistema de normas cuja unidade é constituída pelo fato de todas elas terem o mesmo fundamento de validade, ou seja, a norma fundamental, e como (b) ordem coativa, no sentido de que ela reage contra as situações consideradas indesejáveis, por serem socialmente perniciosas. [...] O mestre austríaco constrói o sistema jurídico alicerçado no critério de validade das normas jurídicas. Ao indagar sobre o fundamento de validez de uma norma, responde que deve ser dada como resposta outra norma, formando-se, assim, uma hierarquia, uma estrutura escalonada de normas, em cujo ápice estaria a norma fundamental, a qual não pertence ao direito positivo. No topo desta hierarquia de normas, dando validade a todo o sistema jurídico, está uma norma fictícia, um produto do pensamento: [...] [...] o fundamento de validade de uma outra norma é, em face desta, uma norma superior. Mas a indagação do fundamento de validade de uma norma não pode, tal como a investigação da causa de um determinado efeito, perder-se no interminável. Tem de terminar numa norma que se pressupõe como a última e a mais elevada. Como norma mais elevada, ela tem de ser pressuposta, visto que não pode ser posta por uma autoridade, cuja competência teria de se fundar numa norma ainda mais elevada. [...] Uma tal norma, pressuposta como a mais elevada, será aqui designada como norma fundamental (GRUNDNORM, p ). Para finalizar sua obra, Kelsen trabalha a questão da interpretação, dizendo que a interpretação científica é pura determinação cognoscitiva do sentido das normas jurídicas (p. 370), que estabelece as possíveis significações de uma norma jurídica, repudiando a jurisprudência dos conceitos e alegando ser incapaz de preencher as lacunas do Direito, já que isto é função criadora de Direito que apenas pode ser realizada por um órgão aplicador do Direito. Defende a ideia de que, tendo em vista a plurissignificação da maioria das normas jurídicas, o ideal da ficção de que uma norma jurídica apenas permite uma só interpretação, a interpretação correta, somente é realizável de forma aproximativa. (CHEMIN, 2015, p.14) Resenha-crítica É um texto que, além de resumir o objeto também o comenta, faz uma avaliação sobre ele, uma crítica, julgamento(s) de valor, apreciação, apontando os aspectos positivos e negativos. Trata-se, portanto, de um texto de informação e de opinião, também denominado de recensão crítica. A resenha crítica não deve ser vista ou elaborada mediante um resumo a que se acrescenta, ao final, uma avaliação ou crítica. A postura crítica deve estar presente desde a
21 21 primeira linha, resultando num texto em que o resumo e a voz crítica do resenhista se interpenetram. O tom da crítica poderá ser moderado, respeitoso, agressivo, etc. Deve ser lembrado que os resenhistas - como os críticos em geral - também se tornam objetos de críticas por parte dos "criticados" (diretores de cinema, escritores, etc.), que revidam os ataques qualificando os "detratores da obra" de "ignorantes" (não compreenderam a obra) e de "impulsionados pela má-fé". A estrutura da resenha crítica é composta por: a) folha de rosto, para a identificação do estudante resenhador e dados gerais do trabalho (se este for entregue ao professor). b) em outra página, a resenha em si, composta das seguintes partes (sem mudar de página a cada uma delas): - título (diferente do título da obra resenhada) e pode ter subtítulo. - referência bibliográfica do objeto resenhado: autor, título, editora, data da publicação, local da publicação, número de páginas, preço do exemplar (às vezes não consta o lugar da publicação, o número de página e/ou o preço). - alguns dados bibliográficos do autor da obra resenhada: dizer algo sobre quem é o autor, o que ele já publicou etc.; - resumo do conteúdo da obra: indicação breve do assunto tratado e do ponto de vista adotado pelo autor (perspectiva teórica, gênero, método, tom etc.) e resumo dos pontos essenciais do texto e seu desenvolvimento geral. - avaliação crítica: comentários, julgamentos, juízos de valor do resenhador sobre as ideias do autor, o valor da obra etc.; - referências (só se for um trabalho de maior extensão, em que houver a utilização de outras obras para complementar o estudo crítico). Exemplo de resenha crítica curta referente a um filme: UM ELEFANTE QUE INCOMODA MUITA GENTE Horton e o Mundo dos Quem (HortonHears a Who!, Estados Unidos, Estréia nesta sexta-feira) Juntar novamente Jim Carrey e a obra do autor infantil Dr. Seuss ( ) parece, à primeira vista, uma temeridade como quem viu o insuportável O Grinch não consegue esquecer. Mas, graças à criatividade do ateliê Blue Sky, de Robôs, e da série A Era do Gelo, o saldo aqui é encantador. Carrey empresta sua voz ao expansivo elefante Horton, que incomoda muita gente quando cisma que, num pequeno grão de pólen que passou voando perto dele, existe todo um mundo habitado por pessoas minúsculas. Perseguido por uma canguru reacionária e pela massa que ela manobra, Horton ainda assim insiste na sua teoria. Não só prova que ela é verdadeira, como, com a ajuda do prefeito do pequeno mundo dos Quem (com a voz excelente de Steve Carell), enfrenta perigos terríveis para conduzir o grãozinho até um lugar seguro. O enredo é perfeito para o time da Blue Sky, cujos maiores atributos são o humor com um quê de absurdo (o traço marcante das rimas de Dr. Seuss, preservadas na narração) e o talento para sequências de ação que são verdadeiros delírios da causa e efeito. (CHEMIN, 2015, p.14). Exemplo de resenha crítica curta referente a um artigo de opinião: O CONTADOR E SUAS RESPONSABILIDADES O contador tem grande responsabilidade de preparar as informações contábeis, cuja qualidade está diretamente ligada à ética profissional, mostrando, dessa forma, suas habilidades e técnicas profissionais cada vez mais atendendo às necessidades do contexto socioeconômico da atualidade. Nesse sentido, o texto A responsabilidade social e civil do contabilista, de Reinaldo Luiz Lunelli, publicado em 2007 no site Portal de Contabilidade ( descreve os efeitos nos usuários externos da utilização da contabilidade criativa em toda sua área de atuação. Além disso, ele explica a participação do contador nessas situações e a sua conduta ética, referindo sua responsabilidade profissional que deve acompanhar o crescimento das relações sociais, uma vez que tem uma visão mais ampla de todos os acontecimentos das organizações e entidades em geral. O autor, que é contabilista, autor de livros e consultor de empresas, salienta vários aspectos em que os profissionais de contabilidade estão deixando a desejar, tendo, assim, consequências significativas com o envolvimento em crimes tributários e lesões patrimoniais provocadas por erros nos documentos contábeis. Destaca que os princípios éticos aplicáveis à profissão de contador mostram [...]. Alerta que uma das condições mais necessárias para o sucesso profissional do contador é sua capacidade em torno de um conjunto de princípios éticos que sirvam de premissas a suas ações [...]. O consultor de empresas também menciona que [...], pois o mundo intelectual de hoje tem cada vez mais ferramentas e meios de conhecimento para que os profissionais se atualizem para sempre melhorar a qualidade do serviço prestado pelo contador aos clientes, inclusive a formação profissional está mais preparada para apresentar o estudo da contabilidade para seus alunos, assim formando profissionais mais eficientes e éticos na profissão que vão exercer.
22 22 Já em relação ao aspecto [...], concorda-se com o autor do texto quando refere que [...], uma vez que [...] na preocupação em formar contadores mais capazes, para suprir as necessidades dos clientes, se atualizando com as novas realidades, sendo valorizado em sua profissão e principalmente mantendo a ética profissional. Desse modo, será possível ver as conquistas da inteligência humana ligadas às necessidades das pessoas e organizações. Portanto, acredita-se que a contabilidade como uma ciência social deve preocupar-se com [...]. Desse modo, o contador deve ter a consciência de seu papel imprescindível na sociedade, o qual não se restringe exclusivamente ao registro de fatos contábeis e documentos que atendam a exigências fiscais e legais. Para que isso continue acontecendo, é necessário que o contador [...], porque assim todas as pessoas e organizações envolvidas estarão sendo privilegiadas por essas ações. O artigo de Lunelli vale a pena ser lido, não só como reflexão, mas também como um exemplo a ser levado a sério pelos operadores da contabilidade em geral, já que [...]. A resenha foi feita com base nesta fonte: LUNELLI, Reinaldo L. A responsabilidade social e civil do contabilista. Portal de Contabilidade, Curitiba, Disponível em: < Acesso em: 15 maio (CHEMIN, 2015, p.18) Outra forma de estrutura da resenha crítica A resenha poderá conter introdução, desenvolvimento e conclusão - mas esses títulos não aparecerão no trabalho, a sequência do texto é que vai revelar essas partes. A introdução é breve. Nela se procura identificar o objeto que está sendo resenhado e contextualizar o assunto de que ele trata. Por exemplo, se for resenha de um livro, na introdução mencionar seus dados básicos: autor, título, editora, local de publicação, número de páginas, preço do exemplar etc., discutindo-se a importância do assunto, a fim de o leitor, a quem será entregue o trabalho, ficar localizado no tempo e no espaço. O desenvolvimento consiste em um resumo com crítica aberta, em que se apresentam as ideias principais do autor, concatenando-as e ordenando-as. Sempre um parágrafo, ou uma frase, deve ser relacionado com o que vem antes e depois. Como é um resumo com crítica, ao mesmo tempo em que se resume a obra, já vai expondo sua opinião, já vai emitindo seu julgamento, mostrando os pontos falhos, destacando os pontos válidos, confirmando com exemplos de outros autores os argumentos apresentados, apontando causas e efeitos concordantes e/ou discordantes, comparando o livro em análise com outras obras lidas, com outros autores etc. O resenhador usa principalmente adjetivos, substantivos e advérbios para expressar sua opinião. Verbos que expressam o ato de falar, em suas várias nuances, podem ser utilizados: afirmar, alertar, anunciar, apontar, citar, concordar, considerar, declarar, destacar, dizer, esclarecer, explicar, expor, lembrar, mencionar, propor, ressaltar, salientar. Deve-se dar preferência para o verbo no presente do indicativo. Na conclusão, a qual, em alguns casos, já se vai misturando com os parágrafos do desenvolvimento, o resenhador dá sua opinião pessoal para fazer o fechamento da crítica, ou seja, ao ler e analisar o livro, ele dispõe de um bom material, seleciona-se esse material para apresentá-lo na conclusão. O livro tem alguma validade para quem lê-lo? Que tipo de validade? O que falta/sobra no livro? Há originalidade? A leitura é agradável? O texto está bem escrito? A linguagem utilizada é acessível? Qual a mensagem deixada pelo autor, ou o que fica com a leitura? Há vários aspectos, além dos citados, que podem ser considerados na conclusão, devendo todos eles estar inter-relacionados. Exemplo: A TECNOLOGIA SERÁ INVISÍVEL Um dos fenômenos que marcaram os últimos anos do século 20 foi a democratização da tecnologia. Durante décadas, apenas as grandes corporações podiam manter uma estrutura própria de equipamentos caros e poderosos. A miniaturização e o barateamento de componentes permitiram mais tarde que os computadores passassem a fazer parte da vida cotidiana no trabalho e nas casas. O mundo da tecnologia, porém, está às vésperas de uma nova e profunda transformação. Em um futuro próximo, tudo o que acontece dentro do computador desde o processamento até o armazenamento de informações deve migrar para a internet. [...] Os contornos dessa transformação mais profunda do que parece à primeira vista são delineados na obra The Big Switch: Rewiring the World, from Edison to Google ( A grande virada: reconectando o mundo, de Edison ao Google, em tradução livre e ainda sem previsão de lançamento no Brasil), escrita pelo especialista em tecnologia e ex-editor da revista Harvard Business Review Nicholas Carr. Recém-lançado nos Estados Unidos, o livro é uma visão do novo mundo da tecnologia. Exemplo de um parágrafo de introdução de uma resenha crítica de um livro, em que a referência dos dados da obra aparece descrita no interior do
23 23 A ideia é poderosa e tem implicações profundas e imediatas para a indústria de software e hardware, na qual prosperaram potências inquestionáveis como Microsoft e IBM. No cenário delineado por Carr, ninguém mais precisará comprar um software para ter em sua máquina o programa que deseja. Ele será um serviço disponível via internet, pago em mensalidades ou até mesmo gratuito. Um dos exemplos disso é [...]. A internet tornou-se literalmente nosso computador. Os diferentes componentes que costumavam estar isolados na caixa fechada de um computador podem ser agora dispersos pelo mundo, integrados pela rede e compartilhados por todos (p. 21), escreve o autor. A narração fluente e didática de Carr, colaborador de publicações como o jornal Financial Times e a revista Forbes, equilibra ideias e boas histórias. Uma das mais atraentes é [...]. The Big Switch é menos polêmico que a obra de estréia de Carr, Does IT matter? ( TI importa?, em tradução livre), publicado em Na época do lançamento, Carr causou furor ao argumentar que a tecnologia [...]. Em seu novo livro, não há nenhuma afirmação tão corajosa ou original. Carr, no entanto, alfineta ícones da tecnologia. Ele dedica um capítulo inteiro, com o sugestivo título Adeus, Senhor Gates, [...]. Composto de duas partes, o livro perde capacidade analítica e riqueza de detalhes da primeira para a segunda. O leitor encontra na primeira etapa o ponto alto da narrativa uma consistente descrição sobre os paralelos históricos [...]. Na segunda, embora haja uma descrição do que é viver na nuvem da internet, não existem respostas ou reflexões claras sobre o impacto da era da computação como serviço. A argumentação de Carr é, em alguns momentos, insuficiente para convencer o leitor, por exemplo, da teoria de que mesmo empregos [...]. Ele insinua que os efeitos dessa transição devem afetar inclusive profissionais que trabalham em áreas como finanças, mídia e até saúde. [...] O que o livro não deixa dúvida é que, embora o amadurecimento desse novo formato de computação talvez demore a acontecer, os primeiros passos foram dados. E, para alguns, o barulho que eles já fazem é assustador. FUSCO, Camila. A tecnologia será invisível. Exame, São Paulo, 27 fev Disponível em: < NO= Acesso em: 28 fev (CHEMIN, 2015, pp.19-21). Exemplo de parte de desenvolvimento da introdução Exemplo de conclusão do desenvolvimento em que ela se mistura ao próprio desenvolvimen livro: Exemplo de resenha crítica, com subtítulos, sem citações diretas, referente a um O FENÔMENO DA INVENÇÃO AMOROSA NA VOZ FEMININA Heloisa Caldas O livro Amor paixão feminina, de Malvine Zalcberg [Editora Campus, 256 p., R$ 39,90], destaca-se pela importância de seu tema. Afinal, desde os tempos mais remotos, o amor interessa à humanidade. O banquete, de Platão, e A arte de amar, de Ovídio, para citar apenas duas grandes obras da cultura ocidental, atestam isso. [...] Ela sabe entrelaçar conceitos diversos, valendo-se, em especial, da psicanálise e da arte. Seu texto é delicado, cuidadoso, preciso. Sustenta predominantemente a psicanálise e atesta como esta se enriquece ao não prescindir da arte e da cultura. Texto viril e feminino Pode-se dizer que é um texto feminino. Não porque a autora é uma mulher, mas pelo fato de ela escrever deixando lacunas à reflexão, espaços abertos à fecundação, ao engendramento e à invenção. Contudo, é também um texto viril, se se levar em conta a sustentação dos conceitos. [...] A autora o explica ao mesmo tempo que o faz. Sua habilidade com a linguagem e o rumo claro da prosa tomam o leitor pela mão e o conduzem, passo a passo, por uma teorização nada simples, nem fácil. O livro ensina tanto o jovem que se aproxima do assunto, como o estudioso mais experiente. Endereçar-se num mesmo texto a um público tão vasto não é comum. É preciso dedicar-se com amor a essa tarefa de transmissão. [...] Diferença radical Quando se escolhe a psicanálise, escolhe-se uma teoria que introduz uma diferença radical. Essa diferença se deve ao fato de a teoria psicanalítica não se separar da experiência analítica. Assim e este é um aspecto desenvolvido de forma exemplar no livro ainda que o amor nasça de um encontro fortuito, a forma como se estabelece para cada sujeito é determinada por condições. O apaixonado tende a pensar que o encontro lhe era destinado, estava de alguma forma escrito. Nisso, pode-se dizer que ele tem alguma razão, pois, ainda que a pessoa amada não seja em si predestinada, as condições para que ela tenha se tornado a pessoa amada obedecem a uma necessidade lógica específica a cada amante. [...] Malvine nos mostra que o amor é uma tentativa de construir, através da fala, uma solução aos impasses do ser. [...] Alegria infantil Eis, então, a demonstração de Malvine Zalcberg: o feminino apela ao amor. Uma demanda por algo valioso, devido a seu aspecto de imprevisibilidade, à alegria infantil do novo, à renovação que torna as coisas cheias de vida, ao que transborda os limites conhecidos e traz esperança de felicidade. [...] Trata-se de uma leitura instigante recomendável a todos: seja o leitor iniciante ou experiente nas coisas do amor; amante ou amado; parceiro ou companheiro; ficante, rolo, caso ou namorado; romântico ou contemporâneo; crente de que o amor possa ser eterno ou descartável; duradouro ou mutável; sólido ou fluído; quer ame alguém em especial, quer ame de forma especial a alguém; quer vise a pessoa amada como complemento de seu ser, quer a tenha como companhia transitória ao longo de seu viver. Exemplo de resenha de livro, adaptado pela autora, retirado desta fonte: CALDAS, Heloisa. O fenômeno da invenção amorosa na voz feminina. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 8 mar Caderno Ideias. Disponível em: < Acesso em: 9 mar (CHEMIN, 2015, pp.19-21).
24 24 7 PARÁFRASE Paráfrase é o desenvolvimento de texto de um livro ou de um documento mantendose as ideias originais da fonte utilizada, ou seja, parafrasear é traduzir as palavras de um texto por outras de sentido equivalente, mantendo, porém, as ideias originais (MEDEIROS, 2006, p. 176). Ela tem como finalidade traduzir textos, informações complexas em uma linguagem mais acessível; escrever com outras palavras sem mudar o significado, os conceitos e o posicionamento do autor; referenciar as palavras de um texto por outras de sentido equivalente mantendo, porém, as ideias originais. Há um entendimento de que existam graus de paráfrase, sendo o simples: uma simples substituição de vocábulos; o médio: um resumo; e o elevado: o comentário apreciativo, o juízo de valor, a crítica sobre um texto. A paráfrase é um dos exercícios mais proveitosos para aprimorar o vocabulário e melhorar a estrutura das frases. A partir dela, fica mais fácil aprender a fixar o conteúdo, a resumir e a resenhar textos. Artigos acadêmicos, monografias ou outros trabalhos acadêmicos são resultado, em grande parte, de paráfrases. 8 ARTIGO CIENTÍFICO Artigo científico (paper) é um texto com autoria declarada que apresenta e discute ideias, métodos, técnicas, processos e resultados nas diversas áreas do conhecimento, e que faz parte de uma publicação coletiva, com outros artigos e autores, segundo a NBR 6022/2003, da ABNT. Seguidamente, o artigo é utilizado como requisito para avaliação de disciplinas de cursos de graduação (normalmente artigo de revisão) e pós-graduação e, em alguns casos, quando mais elaborados e aprofundados, até como trabalho de conclusão de curso. Quando o artigo se tratar de um trabalho acadêmico, nem sempre ele será considerado científico, pois pode ou não estar intimamente ligado a determinado esforço de pesquisa acadêmica de caráter científico; mesmo assim, precisa seguir certas regras de elaboração. Este texto, dependendo da sua qualidade, é publicado em veículos como revista, boletim, anuário, jornal, anais de eventos científicos, repositórios digitais etc., os quais, para serem considerados periódicos científicos especializados da área, precisam ser objeto de Número Padrão Internacional para Publicação Seriada (International Standard Serial Numering ISSN), na versão impressa e/ou online, serem indexados a bases de dados nacionais e/ou internacionais e terem qualidade científica. Os periódicos, antes de publicarem o texto recebido do autor, submetem os artigos a pareceristas (referees, peer review, ou revisores científicos, que também são pesquisadores), que recomendam se o artigo deve ser aceito, rejeitado, ou revisado e reavaliado. No Brasil, é utilizado o sistema Qualis, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), que é composto por uma lista de veículos utilizados para a divulgação da produção intelectual de professores e alunos dos programas de pósgraduação stricto sensu (mestrado e doutorado). Pela NBR 6022/2003, há mais de um tipo de artigo científico: a) artigo original: texto que apresenta temas ou abordagens originais, que podem ser relatos de pesquisa, relatos de estudo de caso, comunicação, notas prévias etc.; b) artigo de revisão: texto que resume, analisa e discute informações já publicadas. 8.1 Estrutura de artigo científico Para submissão com vistas à publicação de forma geral, as partes principais de um artigo são: resumo, introdução, métodos (e materiais), resultados, discussão, conclusão e referências. Portanto, o autor do artigo deverá se informar sobre as regras de submissão do material ditadas pelo periódico científico antes de encaminhar seu
25 25 trabalho, a fim de, ao segui-las cuidadosa e integralmente, possuir mais chance de aceite e publicação. Conforme normas da ABNT - NBR 6022/2003, a estrutura de um artigo científico é constituída de elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais, todos digitados em sequência nas páginas, sem abertura de nova página a cada seção ou subseção. Conforme a regra a estrutura de um artigo é composta por: Elementos pré-textuais a) título, e subtítulo (se houver) b) nome(s) do(s) autor(res) c) resumo na língua do texto d) palavras chave na língua do texto Elementos textuais: a) introdução b) desenvolvimento c) conclusão Elementos pós-textuais a) título e subtítulo (se houver) em língua estrangeira b) resumo em língua estrangeira c) palavras-chave em língua estrangeira d) nota(s) explicativa(s) e) referências f ) glossário g) apêndice(s) h) anexo(s) Elementos pré-textuais a) Título O artigo inicia pelo título (e subtítulo, se houver) centralizado, em fonte tamanho 14 (recomenda-se Times New Roman como a letra padrão do artigo); o título deve ser simples, significativo, informativo e atraente; o subtítulo (se houver) deve ser separado do título por dois-pontos. b) Autor(es) O nome do(s) autor(es) do artigo, aparece após o título, seguido de indicação, por asterisco ou número, de nota de rodapé com referências pessoais breves (titulação, vínculos institucionais, etc.). Sugere-se que, quando for artigo oriundo de conclusão de curso de graduação ou pós-graduação, seja indicado também o nome do professor orientador, com sua titulação. c) Resumo e palavras-chave O resumo é um elemento obrigatório (ver item ). É importante enfatizar que o resumo deve ser uma miniatura do artigo. Portanto, uma sugestão de técnica de redação do resumo é que a primeira frase, a introdução, deve ser significativa, contextualizando o tema principal do trabalho. A seguir, deve-se indicar a categoria do que está sendo tratado (relatório de pesquisa, artigo, comunicação etc.), seguida de frases que indiquem objetivo(s), material(is) e método(s), resultado(s), discussão e conclusões da pesquisa. A linguagem do texto deve ser objetiva e clara, e o vocabulário técnico de cada área deve ser utilizado com discrição. Após o resumo, vêm as palavras-chave, elemento obrigatório, que encerram o sentido principal do texto, indicando ao leitor a área ou subárea a que pertence o artigo.
26 26 Exemplo de resumo e palavras-chave de artigo: ANÁLISE DA PAISAGEM POR SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA (SIGs) E MÉTRICAS DE PAISAGEM COMO SUBSÍDIO PARA TOMADA DE DECISÕES EM NÍVEL AMBIENTAL Resumo: A utilização de novas áreas para a agricultura e pastagem bem como a expansão dos centros urbanos propiciam o aparecimento de paisagens florestais fragmentadas. Essas ilhas de vegetação apresentam-se alteradas quanto à luminosidade, temperatura, disponibilidade de água, vento e até mesmo pesticidas, quando estão associados a fragmentos rurais. O trabalho teve como objetivo verificar a fragmentação florestal da bacia ideográfica do Rio Forqueta, Rio Grande do Sul, Brasil, nos anos de 1989 e 2008, por meio de técnicas de geoprocessamento e ecologia de paisagens, e fornecer subsídios para implantação de uma política ambiental para a região. Os resultados indicaram uma diminuição de 31% no número de fragmentos florestais, com um aumento de 79,9% na área florestada em 19 anos. Verificou-se um significativo aumento no total de áreas nucleares nos fragmentos, passando de 57,6% em 1989 para 70,6% em A distância média entre os fragmentos apresentou ligeira diminuição e o índice de forma dos fragmentos indica uma forma ovalada. A análise desses índices sugere o favorecimento da formação de corredores ecológicos entre os fragmentos, bem como o aumento de áreas centrais essenciais à manutenção de processos ecológicos eficiente. Palavras-chave: Fragmentação florestal. Métricas de paisagem. Qualidade ambiental. DUCATTI, Alexandre; PÉRICO, Eduardo; AREND, Úrsula; CEMIN, Gisele; HAETINGER, Claus; REMPEL, Claudete. Análise da paisagem por Sistemas de Informação Geográfca (SIGs) e métricas de paisagem como subsídio para tomada de decisões em nível ambiental. Revista Espacios, Caracas, v. 32, n. 1, p , Disponível em: < Acesso em: 30 jan (CHEMIN, 2015, p. 120) Elementos textuais a) Introdução Depois das palavras-chave, deixar alguns espaços (2 ou 3) na página e iniciar a digitação do corpo do texto, em letra tamanho 12: INTRODUÇÃO, que é a parte textual inicial do artigo, onde devem constar a delimitação do assunto tratado, os objetivos da pesquisa, a justificativa e outros elementos necessários para situar o tema do trabalho. b) Desenvolvimento Contém a exposição ordenada e pormenorizada do assunto tratado, apresentado numa sequência lógica, sem mudança de página; não existem capítulos, mas tópicos numerados progressiva e escalonadamente (relacionadas a métodos, materiais, resultados, discussão etc.) no que for necessário. É a parte principal do artigo e se divide em seções e subseções, conforme a NBR 6024/2012 (ver item 17). Na seção do método descreve-se as etapas de definição de termos e de variáveis, a delimitação da população ou amostra, a coleta de dados etc. (recomenda-se que escreva o verbo no tempo passado, pois será descrito algo que já foi feito). Na seção dos resultados, deve-se apresentar os resultados alcançados, de forma direta, objetiva, sucinta e clara, inclusive expondo sua relevância. Nesta parte, normalmente aparecem ilustrações e tabelas (ver item 16). A seção da discussão tem como objetivo discutir, analisar os resultados encontrados na pesquisa e compará-los, se for o caso, com resultados de pesquisas já realizadas e levantados na revisão teórica. É a parte em que se interpreta, argumenta, justifica e destaca os resultados encontrados. As seções e subseções variam conforme a abordagem do tema e do método, além de seguir outras características: o indicativo de seção é alinhado na margem esquerda, precedendo o título, dele separado por um espaço; não se utilizam ponto, hífen, travessão ou qualquer sinal após o indicativo de seção ou de seu título; destacam-se gradativamente os títulos das seções, utilizando os recursos de negrito, itálico ou outro, com uniformidade dos destaques; o título das seções (primárias, secundárias etc.) deve ser colocado após sua numeração, dele separado por um espaço; a letra dos títulos(seções) e subtítulos (subseções) do desenvolvimento deverá ser tamanho 12, negrito, na mesma fonte do texto: os títulos serão em maiúsculo; os subtítulos só com a inicial e substantivos próprios em maiúsculo; não se usa o termo desenvolvimento como título de seção, mas os títulos relacionados ao conteúdo da parte que está sendo exposta, e o texto deve iniciar-se na linha seguinte;
27 27 todas as seções devem conter um texto relacionado com elas, contendo o que se considera afim na exposição ordenada do assunto. o tempo verbal, conforme Hübner (1998), varia de acordo com a natureza do trabalho e a seção em que ele for inserido. Assim: - emprega-se o tempo presente, quando o autor se referir ao próprio trabalho, objetivos, conclusões etc.: - este artigo tem como objetivo... - são possíveis as seguintes constatações... - a qualidade de vida possui relação direta... - cabe ressaltar que... - observa-se que os entrevistados possuem... - o autor destaca que... - ao relatar outros estudos ou ações passadas, recomenda-se o emprego do verbo no pretérito perfeito ou no pretérito imperfeito, conforme a duração da ação descrita: - cinco entrevistados responderam que... - na última década, surgiram estudos sobre... - constatou-se que... - a outra pergunta relacionava-se a atividades... as citações de autores, os espaços e outros aspectos afins são apresentados conforme explicado no item 20 deste Manual. as descrições apresentadas na parte textual devem ser suficientes para a fácil compreensão do assunto estudado; para isso, é importante que as ilustrações essenciais ao entendimento do texto (ex.: tabelas, gráficos, quadros, figuras etc.) constem do desenvolvimento do trabalho, e a quantidade dessas ilustrações deve ser comedida dentro da totalidade da extensão do artigo; as equações e fórmulas, quando houver, devem aparecer destacadas no texto, para facilitar a sua leitura. Demais especificidades são encontradas na NBR 6022/2003. as ilustrações, quando houver, devem ser inseridas o mais próximo possível do trecho do texto a que se referem, devendo o tamanho da letra do conteúdo da ilustração ser preferencialmente menor do que o texto do trabalho acadêmico, conforme couber no espaço a ela destinado, sendo importante cuidar da uniformidade gráfica no uso do tipo e tamanho de letra, das maiúsculas e minúsculas e dos sinais gráfico em geral utilizados nas ilustrações. c) Conclusão É a parte textual final do artigo, na qual se apresentam as conclusões correspondentes aos objetivos, ao problema e hipóteses do trabalho. Nela também o autor pode fazer constar as limitações do estudo e sugestões/recomendações para futuros trabalhos Elementos pós-textuais a) Título (e subtítulo, se houver) em língua estrangeira após a conclusão Vem o título (e subtítulo, se houver) em língua estrangeira. Normalmente, língua inglesa, mas, dependendo do periódico, é aceita outra língua. b) Resumo Logo depois do título em língua estrangeira, apresenta-se a versão do resumo para um idioma de divulgação internacional (em inglês, chamado Abstract; em espanhol, Resumen; em francês, Résumé; em italiano, Riassunto, etc.). c) Palavras-chave Depois do resumo, são colocadas as palavras-chave, vertidas para a mesma língua do resumo em língua estrangeira (em inglês, Keywords; em espanhol, Palavras clave; em francês, Mots-clés etc.).
28 28 d) Notas explicativas de rodapé A numeração das notas explicativas de rodapé, se houver, é feita em algarismos arábicos, devendo ser única e consecutiva para cada artigo; não se inicia a numeração a cada página. (Ver item ). e) Referências Elemento obrigatório, a ser estruturado conforme a NBR 6023/2002, caso o periódico não exigir outro sistema diferente da ABNT. O título referências acompanha o tamanho de letra (fonte 12) e disposição na página conforme os títulos anteriores, sem abrir nova página. f) Glossário Lista em ordem alfabética de palavras ou expressões técnicas de uso restrito ou de sentido obscuro, utilizadas no texto, acompanhadas das respectivas definições. É preciso cuidar para que o conceito adotado tenha relação de uniformidade e harmonia com os significados dos demais conceitos e que o conjunto categorial seja efetivamente adotado no decorrer do trabalho com o sentido exato ali colocado (MEZZAROBA; MONTEIRO, 2006, p. 206). g) Apêndice(s) De acordo com a NBR 14724/2011, consiste em um texto ou documento elaborado pelo autor, a fim de complementar sua argumentação, sem prejuízo da unidade principal do trabalho. Ele é identificado por letras maiúsculas consecutivas, travessão e pelo respectivo título. Quando a palavra Apêndice for inserida na redação normal da frase, ela vem sem parênteses e escrita só com a inicial maiúscula; quando apenas for citada (no final de uma frase) vem toda em maiúscula e entre parênteses. (Ver mais em ). h) Anexo(s) Consiste em um texto ou documento normalmente não elaborado pelo autor, mas por terceiros, que serve de fundamentação. Conforme a NBR 14724/2011 devem ser individualmente identificados por letras maiúsculas consecutivas, seguidas de travessão e pelos seus respectivos títulos; devem ser citados no corpo do texto, entre parênteses, quando vierem no final de uma frase; e quando a palavra Anexo for inserida na redação normal da frase, ela vem sem parênteses e só com a inicial maiúscula. (Ver mais em ) 9 PROJETOS DE PESQUISA Projeto é o documento que sistematiza um planejamento operacional de pesquisa. O projeto de pesquisa apresenta as informações necessárias ao desenvolvimento de um processo de investigação, num roteiro teoricamente fundamentado e metodologicamente apoiado em procedimentos científicos em fases inter-relacionadas, cada uma com seus respectivos desdobramentos. A importância dele reside, especialmente, na tarefa de traçar um caminho eficaz que leve ao fim pretendido pelo pesquisador, livrando-o do risco de se perder pelo caminho antes de ter alcançado o seu objetivo; contudo, ele não deve representar um engessamento para os pesquisadores, já que, durante o processo de investigação, há a possibilidade de descobrir novos elementos, novos aprendizados, ou impossibilidades até então desconhecidas. O Projeto de Pesquisa nos cursos de licenciatura da IESGO, é executado em disciplinas específicas, sob coordenação de um professor ou orientador, levando em conta recomendações da ABNT, NBR 15287/ Elementos que compõem o projeto de pesquisa a) Dados de identificação na capa e folha de rosto; b) Sumário;
29 29 c) Introdução: Tema; Problema; Hipóteses; Objetivos; Justificativa; d) Estrutura provisória da futura pesquisa; e) Referencial teórico; f) Procedimentos metodológicos; g) Cronograma; h) Orçamento; i) Referências; j) Apêndices e anexos Dados de identificação na capa e folha de rosto A apresentação do projeto de pesquisa é feita com a capa e a folha de rosto, nas quais consta a identificação, tanto da Instituição de Ensino quanto do autor e do trabalho Sumário É o esqueleto do trabalho; se constitui de uma enumeração da sequência dos itens que irão compor o projeto de pesquisa (introdução, tema, problema, hipótese, objetivos, justificativa, referencial teórico com seções e subseções, metodologia, referências, anexos e outros), na mesma ordem, grafia e número da página em que aparece no texto. (Ver exemplo e detalhes em ) Introdução Contemplará o tema, que deve ser o mais delimitado possível, seguido de uma problematização e eventualmente de hipóteses, além de objetivos e justificativa. Sugere-se que o pesquisador escreva algumas frases explicando, situando, introduzindo o assunto, para que, depois, o tema e o problema sejam mais objetivos. A redação dos elementos poderá ser em forma de itens (tema, problema etc.) destacados e separados visualmente um do outro, ou em forma de texto corrido (sem títulos em cada item). I- Tema: é o objeto, o assunto, a área que se deseja investigar; pode ser redigido numa só frase ou em várias, não importando que seja longo ou técnico, mas interessa que ele seja coerente com o que será o título exposto na capa e folha de rosto. Ele deverá explicar, situar, introduzir o assunto a ser tratado. A delimitação do tema é necessária quando o mesmo não for suficientemente claro. II- Problema: é a expressão do tema que o investigador deseja estudar: o quê? Normalmente, o problema é feito em forma de pergunta, a qual deve ser elaborada de tal forma que haja possibilidade de resposta por meio da pesquisa (VENTURA, 2002). Um problema é de natureza científica quando envolve variáveis que podem ser tidas como testáveis, conforme Gil (2006, p. 24), que exemplifica: Em que medida a escolaridade determina a preferência político-partidária?. Para esse autor, é perfeitamente possível verificar a preferência político-partidária de determinado grupo, da mesma forma seu nível de escolaridade, para em seguida determinar em que medida essas variáveis estão relacionadas entre si. Eventualmente, podem existir subproblemas ou problemas secundários. Em geral, conforme Mezzaroba e Monteiro (2006), em qualquer pesquisa, o pesquisador se defronta com o estudo da(s) causa(s) e/ou do(s) efeito(s) do problema, e isso deve ficar claro: a pretensão é pesquisar causas ou efeitos, ou os dois? Caso tenha
30 30 havido clareza o suficiente na delimitação e exposição do tema, o problema pode ser redigido de modo mais direto e objetivo. III- Hipóteses: são respostas prováveis, a priori, possíveis, supostas e provisórias do problema. Elas servem de orientação para a pesquisa, e podem ser afirmativas ou negativas, pois se procura, no decorrer do desenvolvimento do trabalho, elementos para confirmá-las ou refutá-las. É importante que não se confunda a hipótese com o problema da pesquisa: a hipótese sempre será resposta para o seu problema. Isto quer dizer que o problema sempre virá antes da hipótese (MEZZAROBA; MONTEIRO, 2006, p. 152). Gil (2006) destaca que as hipóteses devem ser: - redigidas na forma de sentenças declarativas, concisas e claras; - específicas e com referências empíricas; - estabelecer uma relação explicativa, de resposta para o problema; - estabelecer uma relação quantitativa ou de associação/correlação entre duas ou mais variáveis, ou seja, devem estar relacionadas com as técnicas disponíveis e adequadas para a coleta dos dados exigidos para seu teste. Quadro 1 Exemplo de relação entre tema, problema e hipótese Tema Problema Hipótese - Quais condições exercem mais influência na decisão das mães em deixar o filho recém-nascido na creche? - O perfil da mãe que deixa o filho recémnascido na creche. - A utilização da informática no aprendizado de geometria - Até onde a utilização de um sistema gráfico (com figuras geométricas) pode auxiliar no aprendizado de geometria? Fonte: Da autora, adaptado de Chemim (2015). - As condições que representam fatores desenvolvedores de comportamento e cognição exercem maior influência na decisão das mães em deixar o filho recém-nascido na creche do que as condições que representam fatores socioeconômicos. - Alunos fixam os conceitos de geometria se uma ferramenta permite a manipulação de figuras geométricas e exibe resultados com as formas utilizadas. IV- Objetivos: eles esclarecem o que se deseja alcançar com a pesquisa: para quê? Para quem? Em regra, são redigidos numa única frase, que começa com um verbo no infinitivo indicando uma ação. O Objetivo geral está relacionado com o conteúdo intrínseco do tema, com a indicação do resultado pretendido pela pesquisa; ele está ligado a uma visão global e abrangente, e define o que o pesquisador pretende alcançar com a execução da pesquisa. Os objetivos específicos possuem caráter mais concreto, mais instrumental, voltados às etapas, às fases do desenvolvimento do trabalho, que levarão à concretização do objetivo geral, mantendo relação com a sequência do planejamento e metodologias adotadas. A escolha do verbo é subjetiva, devendo o pesquisador optar por aquele que melhor expressar o que realmente ele quer como resultado do seu trabalho, e que possa ser viabilizado na pesquisa. Dependendo do tipo de trabalho, sugere-se elaborar um objetivo específico para cada seção primária/capítulo da pesquisa. V- Justificativa: fala da importância geral da pesquisa; vai ao particular dando respostas à questão: por quê? É uma exposição resumida das razões de ordem teórica e dos motivos de ordem prática que tornam relevantes e válidas a realização da pesquisa. É importante se atentar para o fato de que não se justifica hipótese, nem se conclui o que será pesquisado. A tarefa é colocar as razões da importância/relevância, da oportunidade, da viabilidade de execução da proposta (viabilidades técnica, financeira, política etc.) e da validade do tema/problema a ser estudado. Segundo Marconi e Lakatos (2002), a justificativa pode também indicar a curiosidade do pesquisador; uma experiência anterior própria ou de outra pessoa/instituição; possibilidades de sugerir mudanças no âmbito da realidade do tema proposto; contribuições teóricas e/ou práticas que a pesquisa poderá trazer na solução de problema da comunidade local ou regional em que está sendo realizada; descoberta de soluções para casos gerais e/ou particulares; apresentar as dificuldades práticas de um problema da realidade, descrevendo-o sinteticamente e, em seguida, apontar para a
31 31 necessidade de solucioná-lo, demonstrando a relevância do tema escolhido para o curso, para o próprio estudante, para a comunidade local, regional etc Estrutura provisória da futura pesquisa É a estrutura da primeira versão do sumário da pesquisa com as seções/itens, subseções/subitens etc. Serve como guia, como esqueleto, como esquema para o estudante na elaboração da redação da sua pesquisa, pois esse sumário reunirá uma síntese das principais partes que serão desenvolvidas, posteriormente, em cada seção do trabalho. Essa estrutura provisória é facultativa Referencial teórico É também chamado de revisão teórica, revisão de literatura, embasamento teórico, pressupostos teóricos, fundamentação teórica, estado da arte, dentre outras denominações, dependendo do tipo de trabalho. Consiste na apresentação breve da revisão das principais fontes/obras/referências que tratam do tema da pesquisa, pois parte-se do pressuposto de que nenhuma investigação começa da estaca zero. Tem como objetivo, dentre outros, destacar e resumir as ideias já formuladas por outras pessoas e compará-las com alguns autores, descrever a evolução de conhecimentos sobre o tema, mostrar as contradições, tecer críticas e elogios, reafirmar comportamentos ou interpretações, salientar como a pesquisa a ser feita irá se diferenciar, assemelhar ou contribuir para o avanço do conhecimento. A complexidade, a amplitude e a importância do referencial teórico variam em função do tipo de trabalho feito, da mídia utilizada para a sua futura divulgação e do público a quem se dirige, conforme Gonçalves e Meirelles (2004). O referencial teórico deve ser apresentado dentro das normas da ABNT, com subseções quantas forem necessárias, as quais vão envolver, na sua redação, também citações diretas e indiretas de autores. Conforme Gil (2006, p. 162), essa revisão não pode ser constituída apenas por referências ou sínteses dos estudos feitos, mas por discussão crítica do estado atual da questão. Em suma, é um texto, logicamente ordenado, que se parece com uma paráfrase ou resenha crítica do material consultado Procedimentos metodológicos Caminhos, métodos, normas, regras, padrões, modos, protocolos, materiais são procedimentos metodológicos adotados para alcançar determinado objetivo conforme o objeto de estudo. Cada tipo de trabalho terá uma metodologia (ou metodologias) mais apropriada(s) do que outra(s). A metodologia responde às questões: Como? Com o quê? Onde? Quanto? Quando? Indicando os modos pretensos de trabalho na investigação e exposição da pesquisa. Na parte metodológica do projeto, a redação do tempo verbal é feita no futuro do presente, pois a pesquisa ainda será realizada; contudo, ao fazer, por exemplo, o referencial teórico, deverá ser empregado o tempo verbal de acordo com a localização temporal do fato descrito. De forma geral, segundo Gil (2006), o projeto de pesquisa deverá apresentar informações sobre os seguintes aspectos (selecionados conforme a necessidade ou tipo do trabalho): I- tipo de pesquisa: - esclarecer, com base no modo de sua abordagem, se a pesquisa é de natureza qualitativa, quantitativa ou quali-quantitativa. (Ver 11); - com base nos seus objetivos gerais, se é de natureza exploratória, descritiva ou explicativa. (Ver 11.2); - com base nos procedimentos técnicos mencionar o tipo de delineamento adotado (pesquisa bibliográfica, documental, experimental, levantamento, estudo de coorte, estudo
32 32 de caso, estudo de campo etc.), e ainda o detalhamento dos instrumentais utilizados. (Ver 11.3); II- população e amostra: (Ver mais detalhes no item 14) - apresentar quem é a população de interesse para a pesquisa; - apresentar em qual local se pretende abordar o estudo; - apresentar, como se pretende obter uma amostra. III- coleta de dados: - descrever as técnicas utilizadas para a coleta de dados, incluindo modelos de questionários, testes ou escalas (sempre que necessário), roteiros no caso de entrevista ou observação, inclusive mencionando questões éticas/legais. (Ver itens e 11.5). IV- análise dos dados: - sumarizar, classificar e codificar os dados obtidos e as informações coletadas, para buscar as respostas pretendidas para a pesquisa, por meio de raciocínios dedutivos, indutivos, comparativos ou outros; - envolve a descrição dos procedimentos a serem adotados tanto para a análise quantitativa (por meio de procedimentos estatísticos) quanto qualitativa ou quali-quantitativa; - especialmente nas pesquisas quantitativas, ainda há a interpretação dos resultados, que é o processo de dar sentido a esses dados e examinar as suas implicações em um contexto maior. O êxito na análise dos dados, para Barros e Lehfeld (2002, p. 87), dependerá, indiscutivelmente, do próprio pesquisador; do nível de seu conhecimento, da sua imaginação, de seu bom senso e de sua bagagem teórico-prática, capacidade de argumentação e de elaboração propriamente ditas Cronograma Indica a previsão do tempo necessário para passar de uma fase à outra; deve prever o tempo necessário para cada etapa da pesquisa. Exemplo de cronograma: Orçamento CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO DA(O)... Metas Mês: ago. Mês: set. Mês: out. Mês: nov. Coleta de material bibliográfico, leitura e fichamento x x x Redação do 1º capítulo x Coleta de dados x Redação do 2º capítulo x Redação do 3º capítulo x Redação da introdução e da conclusão x x Revisão da redação final e das normas técnicas x Entrega e defesa da(o) Entrega da versão definitiva É obrigatório em projetos com pedido de recursos ou bolsa de financiamento. Responde à questão: Com quanto? Geralmente não aparece nos trabalhos acadêmicos em geral Referências Também chamadas de referências provisórias, referências preliminares ou referências principais. Inclui a lista de referências do projeto, abrangendo as obras/autores e/ou fontes efetivamente utilizadas e referenciadas na elaboração da revisão teórica e metodológica do projeto. (Ver ) Apêndices e Anexos É possível apensar e/ou anexar documentos utilizados na realização do trabalho. Apensar questionários, roteiros de entrevistas, formulários etc., elaborados pelo próprio Mês: dez x x
33 33 pesquisador; anexar decisões jurisprudenciais, legislação, ilustrações etc. (Ver e ). 10 MONOGRAFIA Monografia significa um só + escrever. É a análise de um tema específico ou particular, com valor representativo obedecendo a uma rigorosa metodologia. Investiga determinado assunto não só em profundidade, mas também em todos os seus ângulos e aspectos, dependendo dos fins a que se propõe. (MARCONI; LAKATOS, 2003). Também conhecido como trabalho de conclusão de curso TCC é utilizado especialmente para cursos de graduação e especialização; pode ser teórico (quando é resultado de uma pesquisa bibliográfica exaustiva sobre um certo tema), teórico-prático (quando, baseado em uma revisão teórica, resulta numa pesquisa de campo) e estudo de caso específico (quando é resultado da análise de uma situação institucional específica). Seu caráter acadêmico exige tratamento metodológico de investigação de forma intensa e exaustiva; é uma espécie de ensaio (BEUREN,2006); um estudo pormenorizado e exaustivo, que aborda vários aspectos e ângulos de um mesmo caso, de uma mesma situação (LAKATOS; MARCONI, 2001). A estrutura e forma de produção da monografia é contemplada, principalmente, pela NBR 14724/2011 que trata da apresentação de trabalhos acadêmicos. Monografias, dissertações, teses e similares, de acordo com a regra, obedecem a uma ordem sendo distribuídos em três partes: Elementos Pré-Textuais Elementos Textuais CAPA (obrigatório) FOLHA DE ROSTO (obrigatório) ERRATA (se necessário) FOLHA DE APROVAÇÃO (obrigatório) DEDICATÓRIA (opcional) AGRADECIMENTOS (opcional) EPÍGRAFE (opcional) RESUMO NA LÍNGUA PORTUGUESA (obrigatório) LISTA DE ILUSTRAÇÕES (opcional) LISTA DE TABELAS (opcional) LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS (opcional) LISTA DE SÍMBOLOS (opcional) SUMÁRIO (obrigatório) INTRODUÇÃO (obrigatório) DESENVOLVIMENTO (obrigatório) CONCLUSÃO (obrigatório) REFERÊNCIAS (obrigatório) GLOSSÁRIO (opcional) Elementos APÊNDICE(S) (opcional) Pós-textuais ANEXO (S) (opcional) ÍNDICE(S) (opcional) Fonte: Universidade do Vale do Rio dos Sinos UNISINOS com alterações Elementos pré-textuais O objetivo destes é fornecer visão geral do trabalho e, em especial, dos dados de identificação Capa Proteção externa do trabalho. Sugere-se que as informações nela sejam dispostas com letras maiúsculas, sem emprego do ponto final, a cada linha. As informações devem ser apresentadas na seguinte ordem:
34 34 a) Instituição (Nome da Faculdade, Área e Curso) Fonte tamanho 12, em maiúsculo e em letra Arial ou Times New Roman, sem destaque, centralizados na folha; b)título - claro e preciso que identifique o seu conteúdo; subtítulo, se houver, precedido de dois pontos; número do volume (se houver mais de um, deve constar na capa a identificação do mesmo) disposto em letra Arial ou Times New Roman, fonte tamanho 14, maiúsculo, em negrito, centralizado na folha; c) Nome do autor Fonte 12, somente as iniciais em maiúsculo, centralizado na folha; d) Local (cidade) da instituição; Ano de depósito/da entrega Fonte 12, letra clara, centralizados na folha Lombada É elemento opcional, cujas regras de impressão são normalizadas pela NBR 12225/2204, sendo: a) nome do autor, impresso longitudinalmente e legível do alto para o pé da lombada (esta forma possibilita a leitura quando o trabalho está disposto no sentido horizontal, com a face voltada para cima); b) título do trabalho, impresso da mesma forma que o nome do autor; c) elementos alfanuméricos de identificação, por exemplo: v Folha de rosto Deve constar os mesmos elementos da capa e, abaixo do título informações complementares, necessárias à perfeita identificação do mesmo (a natureza do trabalho). Natureza do trabalho: tipo do trabalho (tese, dissertação, trabalho de conclusão de curso, artigo, projeto de pesquisa, resenha, resumo, ficha de leitura, relatório de estágio, relatório de pesquisa etc.) e objetivo (aprovação em disciplina, grau pretendido e outros); nome da instituição a que é submetido; nome do orientador, precedido da palavra Orientador e, se houver do Coorientador precedido da palavra Coorientador. Em fonte 10 e com recuo da margem da metade da página, em direção à margem direita. Exemplo: Relatório de Estágio para aprovação do semestre, apresentado na disciplina de..., do Curso de..., das Faculdades IESGO. Professora: Monografia apresentada como parte da exigência para a obtenção do título de..., na disciplina de..., do Curso de..., das Faculdades IESGO. Orientador: Artigo apresentado como parte da exigência para a obtenção do título de..., na disciplina de..., na linha de formação específica em..., das Faculdades IESGO. Orientador: Errata Consiste em uma lista das folhas e linhas em que ocorreram erros, seguidas das devidas correções. Deve ser inserida logo após a folha de rosto, constituída pela referência do trabalho e pelo texto da errata; apresentada em papel avulso, acrescida ao trabalho depois de impresso (para a banca examinadora). Após as alterações e sugestões feitas pela banca examinadora, o conteúdo da errata deverá ser, obviamente, incluído na versão final do texto pelo autor do trabalho. Exemplo: FERRIGNO, C. R. A. Tratamento de neoplasias ósseas apendiculares com reimplantação de enxerto ósseo autólogo autoclavado associado ao plasma rico em plaquetas: estudo crítico na cirurgia de preservação de membro em cães f. Tese (livre-docência) - Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, São Paulo, Folha Linha Onde se lê Leia-se Auto-clavado autoclavado
35 Folha de aprovação Contém os elementos essenciais à aprovação do trabalho. Deve ser inserida após a folha de rosto. É constituída pelo nome do autor do trabalho, título do trabalho e subtítulo (se houver), natureza (tipo do trabalho, objetivo, nome da instituição a que é submetido, área de concentração) data de aprovação, nome, titulação e assinatura dos componentes da banca examinadora. A data de aprovação e as assinaturas dos membros componentes da banca examinadora devem ser colocadas após a aprovação do trabalho. Exemplo: Monografia aprovada em XX de XXXXXXXXX de XXXX para obtenção do título de Licenciado em XXXXXXXXX. Banca Examinadora: Professor Fulano de Tal Orientador Professora Sicrana de Tal Convidada Professor Beltrano de Tal Convidado Dedicatória Não se escreve a palavra dedicatória. O autor presta homenagem ou dedica seu trabalho às pessoas (uma ou mais). Sugere-se recuo esquerdo de 8 cm e posicionado embaixo, na folha Agradecimentos XXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXX São dirigidos a quem verdadeiramente contribuiu, de maneira relevante, à elaboração do trabalho sendo empresas, organizações ou pessoas que colaboraram efetivamente para sua construção. Sugere-se colocar os agradecimentos em ordem hierárquica de importância. XXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Epígrafe (NBR 10520/2002) O autor apresenta uma citação colocada entre aspas, seguida de indicação de autoria, relacionada com a matéria tratada no corpo do trabalho para manter coerência e uniformização. Podem também constar epígrafes nas folhas de aberturas das seções primárias. Sugere-se recuo esquerdo de 8 cm. Lembrar que a identificação completa dos dados da citação/autoria será colocada nas referências, ao final do trabalho, junto com as demais fontes. XXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXX XXXXX 1 A CIENCIA E A EDUCAÇÃO XXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXX XXXXX
36 Resumo na Língua Vernácula e palavras-chave É a apresentação concisa dos pontos relevantes do texto, fornecendo uma visão rápida e clara do conteúdo e das conclusões do trabalho. Será apresentado em língua portuguesa e também em língua estrangeira (dependendo do tipo de trabalho). O resumo deve ressaltar o objetivo, o método, os resultados e as conclusões da pesquisa. Deve ser composto de uma sequência de frases concisas, afirmativas e não de enumeração de tópicos. A primeira frase deve ser significativa, explicando o tema principal do documento. A seguir, deve-se indicar a informação sobre a categoria do trabalho (estudo de caso, análise da situação, monografia, relatório de estágio, artigo etc.). Sugere-se, para a redação deste item, uma síntese da introdução com a conclusão do trabalho, contextualizando o tema principal. Recomenda-se o uso de parágrafo único, justificado, sem recuo na 1ª linha. Deve ser apresentado em fonte tamanho 10, se artigo. Deve ser apresentado em fonte tamanho 12, se monografias e similares. Deve-se usar o verbo na voz ativa e na terceira pessoa do singular. Devem-se evitar símbolos e contrações que não sejam de uso corrente; fórmulas, equações, diagramas etc., que não sejam absolutamente necessários; quando seu emprego for imprescindível, defini-los na primeira vez que aparecerem. Deve ter de 150 a 250 palavras para monografias, artigos e relatórios de pesquisa. Palavras-chave: são palavras representativas do conteúdo do documento, escolhidas em vocabulário controlado. Devem figurar logo abaixo do resumo, antecedidas da expressão Palavras-chave: em negrito (ficando normalmente entre 3 e 4 palavras ou expressões), separadas entre si por ponto e finalizadas também por ponto Lista de ilustrações Deve ser apresentada de acordo com a ordem em que as ilustrações (desenhos, esquemas, fluxogramas, fotografias, gráficos, mapas, organogramas, plantas, quadros, retratos e outros) aparecem no texto; Cada item deve ser designado por seu nome específico, travessão, título e respectivo número de página; A norma não estabelece listas de ilustrações específicas em páginas separadas e também não determina um mínimo de ilustrações para que seja elaborada uma lista. Sugere-se que seja estruturada uma lista para cada tipo de ilustração (figuras, quadros, gráficos, desenhos, fotografias, organogramas, gravuras e outros), caso haja pelo menos três elementos. Exemplo: Quadro 1 Fases e modalidades de ensino...pág Lista de tabelas Deve ser elaborada de acordo com a ordem em que aparecem (as tabelas) no texto, com cada item designado por seu nome específico, acompanhado do respectivo número da página, em fonte 12, letra sem destaque Lista de Abreviaturas e Siglas Abreviatura é a representação de uma palavra por meio de alguma(s) de suas sílabas ou letras; sigla é a reunião das letras iniciais dos vocábulos fundamentais de uma denominação ou título; Consiste na relação alfabética das abreviaturas e siglas utilizadas no texto, seguidas das palavras ou expressões grafadas por extenso;
37 37 Sugere-se a elaboração de lista própria para cada tipo (abreviatura ou sigla) Lista de Símbolos Deve ser elaborada conforme a ordem em que os símbolos aparecem no texto, acompanhadas do devido significado Sumário É o último elemento pré-textual. Trata-se da enumeração dos capítulos (seções) e subcapítulos (subseções), referências, anexos e outras partes de uma publicação na mesma ordem, grafia e número da página em que se apresentam no trabalho. A palavra sumário deve ser centralizada, escrita com letras maiúsculas, em negrito e fonte 12; Os indicativos das seções (capítulos) e subseções (subcapítulos) com seus respectivos títulos devem ser alinhados à esquerda, fonte tamanho 12 e negrito (Ver item 17); Os elementos pré-textuais NÃO PODEM aparecer no sumário; Deve-se indicar apenas o número da primeira página em que o item aparece no corpo do trabalho. Exemplo: 1 INTRODUÇÃO REFERENCIAL TEÓRICO Xxxxxxxxx Xxxxxxxxxx Xxxxxxx Xxxxxxxxx Xxxxxxxxxx Xxxxxxx... 3 MATEMÁTICA E TECNOLOGIA NA ESCOLA Xxxxxxxxx Xxxxxxxxxx Xxxxxxx Xxxxxxxxx Xxxxxxxxxx Xxxxxxx Xxxxxxxxx Xxxxxxxxxx Xxxxxxx ANÁLISE DAS PRÁTICAS EM MATEMÁTICA NO ENSINO FUNDAMENTAL I Xxxxxxxxxx Xxxxxxxxx Xxxxxxxxxxxxxxxx CONCLUSÃO REFERÊNCIAS APÊNDICE A Xxxxxxxxxxxxxxxx ANEXO A Xxxxxxxxxxxxxx Elementos textuais A parte textual é o corpo do trabalho, normalmente estruturado em três partes: introdução, desenvolvimento e conclusão do estudo. Quando dividido, o corpo do trabalho deve ter cada uma dessas partes apresentada em nova página. A letra deve ser Arial ou Times New Roman, fonte tamanho 12. A IESGO orienta para esta composição um mínimo de 35 laudas Introdução Parte inicial do trabalho que fornece uma visão global da pesquisa realizada. Deve apresentar o tema, a delimitação do assunto abordado, o problema específico da pesquisa, a(s) hipótese(s), os objetivos, as justificativas, a metodologia e outros elementos necessários para situar o tema do trabalho. Os assuntos podem ser tratados de forma
38 38 conjunta na redação da introdução, separados por parágrafos ou podem ser segmentados em tópicos (como subitens). Deve ser seguida a orientação do professor/orientador; Deve incluir a descrição sintetizada do conteúdo apresentado em cada capítulo, mas sem apresentação de elementos conclusivos antecipados; A introdução é o primeiro título com indicativo de número na monografia; Sugere-se a utilização de verbos no futuro e na terceira pessoa, por produzir efeito de objetividade no trabalho ( Este trabalho tratará da ; Na sequência do estudo, serão discutidos os ); Não se usam citações diretas de autores/fontes na introdução Desenvolvimento O desenvolvimento apresenta os resultados da pesquisa, é a parte principal e mais extensa do trabalho. Divide-se, geralmente, em capítulos (seções) e subcapítulos (subseções), que variam em função da natureza do conteúdo. Normalmente, é a parte que envolve o referencial teórico, os procedimentos metodológicos, a coleta de dados, a análise e a discussão dos resultados da pesquisa realizada. Não se escreve a palavra Desenvolvimento como título desta parte, mas o(s) título(s) do(s) capítulo(s) relacionado(s) ao seu conteúdo. É preciso preservar a coerência entre as partes sucessivas, e cuidar para que as seções/subseções não fiquem nem muito extensas nem muito curtas. Para dar maior objetividade ao texto, devem ser usados verbos na terceira pessoa: verifica-se que..., trata-se de..., acredita-se que..., é possível verificar que..., e não eu verifiquei que..., nós verificamos que.... A fim de evitar plágio, devem-se incluir os dados da fonte ao se valer de ideias de outros autores na redação. As citações devem ser indicadas no texto por um sistema de chamada: o autor-data, sistema de fácil organização e simplificação, ou o numérico, com referências em notas de rodapé. (Ver 20.4). A ABNT não permite mistura dos dois sistemas. Deve conter a revisão de literatura sobre o assunto, resumindo os resultados de estudos feitos por outros autores (as obras citadas e consultadas devem constar na lista de referências). O método da pesquisa deve apresentar os procedimentos usados para realizar cientificamente o estudo, ou seja, o propósito do trabalho, o método de delineamento, as técnicas de coleta de dados e a técnica de análise. (Ver item 11) Os capítulos de desenvolvimento do texto devem conter conclusões parciais. O posicionamento pessoal do autor, frente à ideia apresentada, deve aparecer de forma sintetizada. (NUNES, 2008) Conclusão Apresenta, de forma sintética, os resultados e ideias correspondentes aos objetivos e hipóteses do trabalho, salientando a extensão e os resultados de sua contribuição, bem como seus méritos. Podem conter, opcionalmente, recomendações, encaminhamentos do autor etc. Deve basear-se em dados comprovados e fundamentar-se nos resultados e na discussão do texto, contendo deduções lógicas que correspondam aos objetivos propostos apresentando soluções encontradas (ou não) no desenvolvimento do trabalho. Recomenda-se o uso do verbo no passado, de acordo com Mazzaroba e Monteiro (2006) na parte que envolver a reconstrução dos assuntos abordados no desenvolvimento: na segunda seção, constatou-se que... ; No estudo, ficou evidenciado que....
39 39 Não devem ser apresentadas informações que não tenham sido apresentadas no corpo do texto. Não há lugar para notas de rodapé e nem para citações diretas de autores. Se, na conclusão, ainda persistirem dúvidas em relação ao estudo realizado o autor poderá utilizar advérbios como provavelmente, possivelmente, aparentemente; substantivos como conjetura, especulação, suposição, visão, ideia e noção; e verbos como sugere, parece, indica, pode. (PICOLLI, 2004) Elementos pós-textuais Parte constituída de material complementar ao texto e de referências usadas no trabalho. Dentre os itens complementares, destacam-se os apêndices e os anexos (elementos opcionais) Referências É um conjunto padronizado de elementos descritivos retirados de um documento que permite sua identificação individual. Em qualquer trabalho acadêmico é obrigatório apresentar as autorias/fontes efetivamente utilizadas e indicadas ao longo do texto. A apresentação das referências aparece após a conclusão do trabalho, em página separada, em ordem alfabética dos autores/fontes e deve obedecer ao rigor de padronização da NBR 6023/2002, da ABNT. Essa NBR traz apenas a palavra REFERÊNCIAS, e não referências bibliográficas ou bibliografia. A referência é constituída de elementos essenciais (sobrenome do autor, título, edição, local e data da publicação etc.) e, quando necessário, de elementos complementares. A pontuação entre um elemento e outro da referência segue padrões internacionais e deve ser uniforme em todas as referências. Quanto à sua redação, o recurso tipográfico (negrito, itálico ou sublinhado), deve ser uniforme em todas as referências do trabalho. São alinhadas à margem esquerda e sem justificativa na margem direita. São digitadas em ordem alfabética por sobrenome do autor, e separadas entre si por um espaço simples. Para cada citação direta e/ou indireta utilizada, deve haver uma referência correspondente no final do trabalho. Na abreviação dos meses do ano nas referências deve-se utilizar o idioma de origem do texto. Em língua portuguesa, espanhola, italiana e francesa, os meses do ano são iniciados por letra minúscula; já em inglês e no alemão, eles são iniciados por letra maiúscula, por exemplo. Quanto à ordenação das referências o(s) nome(s) do(s) autor(es) de várias obras referenciadas sucessivamente, na mesma página, pode(m) ser substituído(s), nas referências seguintes à primeira, por um traço sublinear (equivalente a seis espaços) e ponto. Exemplo: FREYRE, Gilberto. Casa grande & senzala: formação da família brasileira sob regime de economia patriarcal. Rio de Janeiro: J. Olympio, v.. Sobrados e mucambos: decadência do patriarcado rural no Brasil. São Paulo: Ed. Nacional, Os casos omissos devem ser resolvidos utilizando-se o Código de Catalogação Anglo- Americano vigente.
40 Glossário Consiste em uma lista em ordem alfabética de palavras ou expressões técnicas de uso restrito ou de sentido obscuro, utilizadas no texto, acompanhadas das respectivas definições com base em conceitos próprios do autor do trabalho ou de autores e de dicionários especializados. Mezzaroba; Monteiro (2006, p. 206) destacam que é preciso cuidar para que o conceito adotado tenha relação de uniformidade e harmonia com os significados dos demais conceitos e que o conjunto categorial seja efetivamente adotado no decorrer do trabalho com o sentido exato ali colocado Apêndices É o texto ou o documento elaborado pelo próprio autor, com a finalidade de complementar seu trabalho. Os apêndices devem ser colocados logo após o glossário (se houver) ou as referências, precedidos de uma folha na qual conste o título: APÊNDICES. O termo APÊNDICE deve ser escrito em letras maiúsculas, centralizado e em negrito e Identificado por letras maiúsculas consecutivas, travessão e pelos respectivos títulos segundo orienta a NBR 14724/2011. Exemplo: APÊNDICE A - Estatística de uso do setor de multimeios 2015 APÊNDICE B - Estatística de uso do setor de multimeios 2016 Quando esgotadas as letras do alfabeto, utilizam-se letras maiúsculas dobradas. Exemplo: APÊNDICE AA Roteiro de entrevista dos pesquisados APÊNDICE BB Avaliação professores residentes em outro município A numeração das páginas dos apêndices é consecutiva à paginação do texto, em algarismos arábicos. Devem ser citados no corpo do texto, entre parênteses e com letras maiúsculas, quando vierem no final de uma frase. Quando a palavra Apêndice for inserida na redação normal da frase, ela vem sem parênteses e só com a letra inicial maiúscula Anexos Destinam-se à inclusão de materiais não elaborados pelo próprio autor, como cópias de artigos, manuais, folders, balancetes etc., que servem de fundamentação, comprovação e ilustração e não precisam estar em conformidade com o modelo. O termo ANEXO deve ser escrito em letras maiúsculas, centralizado, em negrito e Identificado por letras maiúsculas consecutivas, travessão e pelos respectivos títulos. Exemplo: ANEXO A - FOLDER DO SETOR DE MULTIMEIOS Devem ser colocados logo após o apêndice (se houver) ou as referências, precedidos de uma folha na qual conste o título: ANEXOS. Excepcionalmente, conforme a NBR 14724/2011, usam-se letras maiúsculas dobradas quando esgotadas todas as letras do alfabeto. Exemplo: ANEXO A Mapa da região central do município de Formosa. ANEXO AA Julgado sobre conduta profissional docente A numeração das páginas dos anexos é consecutiva à paginação do texto, em algarismos arábicos.
41 41 Os anexos devem ser citados no corpo do texto, entre parênteses e com letras maiúsculas, quando vierem no final de uma frase. Quando a palavra Anexo for inserida na redação normal da frase, ela vem sem parênteses e só com a letra inicial maiúscula Índice Traz relação de palavras ou frases, ordenadas conforme determinado critério, que localiza e remete para as informações contidas num texto (NBR 6034/2004); Quanto à ordenação, o índice pode ser em ordem alfabética, cronológica, numérica, ou outra; Quanto ao enfoque, ele pode ser organizado por autores, assuntos, títulos, pessoas e/ou entidades, nomes geográficos etc. 11 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS DA PESQUISA Há vários tipos de pesquisas, cada qual com suas peculiaridades. De acordo com Leopardi (2002), Gil (2006), Mezzaroba e Monteiro (2006), Brenner e Jesus (2007), Gonçalves e Meirelles (2004), Triviños (1987) e Malhotra (2006) apenas alguns desses tipos são mais comuns nos manuais de metodologia. Estes serão apresentados de forma sintética Caracterização da pesquisa quanto ao modo de abordagem Há três formas de pesquisa quanto ao modo de ser abordada: qualitativa, quantitativa ou uma mistura das duas (quali-quantitativa ou quantiqualitativa): Pesquisa qualitativa Investigação de valores, atitudes, percepções e motivações do público pesquisado, com o objetivo principal de compreendê-los em profundidade; não tem preocupação estatística (GONÇALVES; MEIRELLES, 2004). Esse tipo de pesquisa trabalha com o exame rigoroso da natureza, do alcance e das interpretações possíveis para o fenômeno estudado e (re)interpretado de acordo com as hipóteses estabelecidas pelo pesquisador. A pesquisa qualitativa não busca a generalização, ou seja, quando da análise dos dados coletados ela terá por objetivo apenas compreender um fenômeno em seu sentido mais intenso, em vez de produzir inferências que possam levar à constituição de leis gerais ou a extrapolações que permitam fazer previsões válidas sobre a realidade futura (APPOLINÁRIO, 2006, p.159) Pesquisa quantitativa Representa aquilo que pode ser medido, mensurado, contado; exige descrição rigorosa das informações obtidas em que o pesquisador pretenderá obter o maior grau de correção possível em seus dados; é adequada quando se deseja conhecer a extensão (de modo estatístico) do objeto de estudo, do ponto de vista do público pesquisado. É utilizada nas situações que exigem um estudo exploratório para um conhecimento mais profundo do problema da pesquisa; quando se necessita de um diagnóstico inicial de uma situação e, principalmente, nos estudos experimentais e pesquisa de campo (LEOPARDI, 2002; MEZZAROBA; MONTEIRO, 2006). Nesse tipo de pesquisa, é preciso apresentar os resultados investigados de forma ordenada e resumida para auxiliar a comparação e a análise dos dados; esses dados geralmente são apresentados sob a forma de tabelas e de gráficos em que, segundo Brenner; Jesus (2007), o conhecimento de estatística é indispensável. A pesquisa
42 42 quantitativa possui maior poder de generalização dos experimentos científicos do que a qualitativa Pesquisa quali-quantitativa Em algumas pesquisas, um delineamento integrado que puder combinar dados qualitativos e quantitativos numa mesma investigação pode ser positivo, uma vez que as duas abordagens possuem aspectos fortes e fracos que se complementam. Polit, Beck e Hungler (2004) apresentam alguns exemplos em que pode haver a integração das pesquisas quali-quantitativas: a) Inclusão de dados quantitativos a um estudo de caso O estudo de caso é de pesquisa qualitativa, mas pode também ser contemplado com dados quantitativos, dependendo da forma estatística de apresentação e análise dos seus resultados; b) Inclusão de abordagens qualitativas a um levantamento Depois de o pesquisador obter a resposta, é possível coletar dados mais aprofundados com um subconjunto dos informantes iniciais; o pesquisador poderá consultar os motivos para o resultado obtido, auxiliando o pesquisador a interpretar os resultados do levantamento; c) Inclusão de medidas quantitativas ao trabalho de campo Na pesquisa de campo, os dados qualitativos são mais significativos, mas em algumas situações, o pesquisador de campo poderia fazer uma coleta mais estruturada de informações, tanto de uma amostra maior ou mais representativa quanto dos participantes do estudo e, aproveitando a cooperação dos informantes, fazer um levantamento ou uma atividade de extração de registros Caracterização da pesquisa segundo o objetivo geral A investigação do objeto, levando-se em conta o seu objetivo geral, dar-se-á por meio de pesquisa exploratória, descritiva ou causal: Pesquisa exploratória Seu problema de pesquisa normalmente está voltado a o quê, qual, quais. Exemplo de problema de pesquisa com o quê: O que pode ser feito para tornar as escolas mais eficazes? (YIN, 2005, p. 24). Em geral, conforme Gil (2006), Leopardi (2002) e Malhotra (2006), a pesquisa exploratória envolve revisão de literatura, entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado, testes padronizados, escalas ou emprego de questionários, análise de exemplos que auxiliem a compreensão de forma mais ampla etc. A partir dos dados, cuja análise geralmente é qualitativa, é possível formular sugestões para a melhoria de práticas administrativas, educacionais, de saúde e outras. Seu planejamento é flexível e não-estruturado, a amostra selecionada é simples e não-representativa, os resultados não são considerados como definitivos e, normalmente, esse tipo de pesquisa assume a forma de pesquisa bibliográfica ou de estudo de caso Pesquisa descritiva Seu objetivo é descrever as características de determinada população ou fenômeno, ou estabelecer relações entre variáveis. A utilização de técnicas padronizadas de coleta de
43 43 dados, como o questionário e a observação sistemática, são muito comuns, ou seja, ela geralmente assume a forma de levantamento de dados ou ainda a forma de pesquisa bibliográfica e documental. Para Yin (2005), a forma do problema de pesquisa envolverá normalmente questões do tipo quem, o quê, onde, quantos, quanto. Triviños (1987) refere que a maioria dos estudos realizados no campo da educação é de natureza descritiva, pois o foco reside na vontade de conhecer a comunidade, seus traços característicos, suas gentes, problemas, escolas, professores, educação, preparação para o trabalho, valores, problemas do analfabetismo, desnutrição, reformas curriculares, métodos de ensino, mercado ocupacional, problemas dos adolescentes, dentre outros. O especialista acrescenta que os estudos descritivos exigem do pesquisador várias informações, como, por exemplo, se ele deseja pesquisar sobre os interesses de formação e aperfeiçoamento dos professores de uma comunidade, deverá saber que existem regimes de trabalho, tipos diferentes de escolas, idades diferentes dos professores, sexo, estado civil, dentre outras informações. O autor ainda expõe que estudos descritivos que têm como objetivo descrever profundamente uma realidade específica podem ser denominados estudos de casos, porém os resultados valem apenas para o caso estudado. Por exemplo, o resultado do estudo de uma dada realidade em uma escola vale apenas para essa escola, não pode ser generalizado. Então, ele enfatiza que aqui está o grande valor do estudo de caso: fornecer o conhecimento aprofundado de uma realidade delimitada que os resultados atingidos podem permitir e formular hipóteses para o encaminhamento de outras pesquisas (p. 111) Pesquisa causal, explicativa ou explanatória Procura identificar os fatores que determinam ou que contribuem para a ocorrência dos fatos e fenômenos; aprofundar o conhecimento da realidade. Essa pesquisa envolve investigação que procura criar teoria aceitável a respeito de um fato ou fenômeno; determinar relações de causa e efeito, para Malhotra (2006). De acordo com ele, são finalidades desse tipo de pesquisa: compreender quais das variáveis são a causa (variáveis independentes) e quais são os efeitos (variáveis dependentes) de um fenômeno; determinar a natureza da relação entre as variáveis causais e o efeito a ser previsto. A maioria das pesquisas deste grupo, segundo Gil (2006), pode ser classificada como experimentais e ex-post facto. É uma modalidade mais complexa comparando-se com os outros, pois, ao aprofundar o conhecimento da realidade, ao explicar como, por que as coisas são/acontecem de determinado modo, o risco de cometer erros torna-se maior Caracterização da pesquisa segundo os procedimentos técnicos Analisar os fatos do ponto de vista prático e/ou confrontar a visão teórica dos materiais consultados com os dados da realidade envolve um delineamento o qual, de forma geral, mostra o desenvolvimento da pesquisa com base nos procedimentos técnicos (técnicas de pesquisa, instrumentais técnicos, estratégias de pesquisa, ou outras denominações) de coleta e análise de dados. Para Gil (2006), há dois grandes grupos de delineamentos: a) O que se vale das fontes de papel : a pesquisa bibliográfica e a pesquisa documental; b) O que se vale de dados fornecidos por pessoas: a pesquisa experimental, a pesquisa ex-post facto, o levantamento, o estudo de caso, a pesquisa ação/participante. a) Pesquisa bibliográfica Perpassa todos os momentos do trabalho acadêmico e é utilizada em todas as pesquisas. É desenvolvida especialmente com base em compilação de materiais como livros, publicações periódicas, anais de encontros científicos, relatórios de pesquisa, ensaios, resenhas, monografias, teses, dissertações, apostilas etc.; e materiais encontrados em
44 44 meios eletrônico-digitais (bases de dados, sistemas de buscas e sítios diversos via internet, CD-ROM, blu-ray etc.). Para Gil (2006, p. 45), a principal vantagem da pesquisa bibliográfica reside no fato de permitir ao investigador a cobertura de uma gama de fenômenos muito mais ampla do que aquela que poderia pesquisar diretamente. Utiliza-se basicamente das contribuições impressas/publicadas de diversos autores/fontes sobre determinado tema. b) Pesquisa documental É parecida com a pesquisa bibliográfica, contudo se vale, principalmente, de fontes que ainda não receberam organização, tratamento analítico e publicação específica, como as tabelas estatísticas de órgãos do governo; legislação; relatórios de empresas; documentos arquivados em repartições públicas, associações, igrejas, cartórios, hospitais, sindicatos; discursos; desenhos; memórias; depoimentos; diários; filmes; correspondência pessoal; inscrições em banheiros etc. c) Pesquisa experimental Consiste em determinar um objeto de estudo, selecionar as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo e definir as formas de manipulação, controle e observação dos efeitos que a variável produz no objeto (GIL, 2006). d) Pesquisa ex-post facto ( a partir do fato passado ) Também conhecida como causal comparativa ou correlacional. O estudo é realizado depois da ocorrência dos fatos, quando o pesquisador observa um fenômeno já produzido (variável dependente) numa situação, e não em outra e, em seguida, tenta encontrar as possíveis causas ou fatores que originaram esse fenômeno (variáveis independentes); após, estuda as semelhanças e diferenças existentes entre as duas situações e descreve os fatores que parecem explicar a presença do fenômeno numa situação e sua ausência na outra (LEOPARDI, 2002). e) Estudo de coorte Refere-se a um grupo de pessoas que possuem alguma característica comum, servindo de amostra a ser acompanhada por determinado período de tempo, a fim de que se observe e analise o que ocorre com elas. O estudo de coorte pode ser prospectivo (contemporâneo) ou retrospectivo (histórico). f) Levantamento ou survey Constitui-se pela interrogação direta de pessoas, para que se conheçam informações sobre o assunto estudado para, depois, mediante análise quantitativa, se obterem as conclusões relacionadas aos dados coletados (GIL, 2006). A forma do problema de pesquisa é apresentada normalmente desta forma: quem, o quê, onde, quantos, quanto? e focaliza acontecimentos contemporâneos (YIN, 2005). g) Pesquisa de campo Parecido com o levantamento, que tem maior alcance, mas o estudo de campo possui maior profundidade. Tende a estudar um único grupo ou comunidade social (comunidade geográfica, ou de trabalho, de estudo, de recuperação da saúde, de lazer ou de qualquer outra atividade humana), agregando outros procedimentos, como análise de documentos, filmagem, fotografias, além de utilizar técnicas de observação e de entrevistas com informantes para obter suas explicações e captar interpretações do que ocorre no grupo, a fim de ressaltar a interação entre seus componentes.
45 45 É geralmente desenvolvida em cenários naturais, feita em campo, realizada com observação direta, levantamento ou estudo de caso. Apropriada para as áreas da sociologia, antropologia, educação, direito, saúde pública e administração (GIL, 2006; LEOPARDI, 2002). h) Estudo de caso Procura estudar profunda e exaustivamente um ou poucos objetos, de modo que permita seu amplo e detalhado conhecimento. Um mesmo problema de pesquisa pode ser tratado por estudo de caso único ou estudo de casos múltiplos. O estudo de caso único apresenta um único caso para um problema de pesquisa e revisão teórica, sendo, geralmente, usado para analisar fenômenos de difícil ocorrência ou de difícil observação; já o estudo de casos múltiplos cuja vantagem permite que os casos proporcionem evidências inseridas em diferentes contextos, tornando a pesquisa mais substancial e robusta, baseia-se em replicações de um dado fenômeno, mas sem necessariamente existir lógica de amostragem como se utilizam normalmente em levantamentos ou surveys (YIN, 2005). O objeto de estudo deve ser alguma coisa que realmente exista e possa ser experimentada pela percepção de realidade do pesquisador, mesmo que nomes fictícios precisem ser usados para preservar a integridade moral de pessoas físicas, jurídicas ou de instituições envolvidas. É relevante que o estudo do caso procure deixar uma contribuição para promover novas relações em função da problemática central, isto é, que forneça contribuição original à área de estudo do tema; portanto, deve evitar que seja uma simples descrição do objeto, fato, coisa ou fenômeno (MEZZAROBA; MONTEIRO, 2006). Yin (2005) destaca que a forma de problema da pesquisa do estudo de caso normalmente envolve como, por que as coisas são/acontecem de determinado modo e costumam focalizar acontecimentos contemporâneos, além de incluir observação direta, entrevista sistemática, dentre outras estratégias de coleta de dados. O estudo de caso é exemplo típico de pesquisa qualitativa, podendo, também, dependendo da forma de apresentação dos resultados, aparecer em estudos quantitativos. Se for pesquisa quantitativa, deve-se utilizar formulários e/ou questionários para a coleta de dados e conhecimentos estatísticos para sua operacionalização. Mezzaroba e Monteiro (2006) salientam que há diferenças na utilização dos métodos dedutivo e indutivo no estudo de caso: a) no estudo de caso dedutivo (aquele que parte de argumentos gerais, como, por exemplo, de uma teoria de base, para conclusões particulares), usam-se as informações da revisão teórica, teoria de base ou conjunto categorial como orientadores da análise do caso estudado; b) no estudo de caso indutivo (a partir da observação de um ou de alguns fenômenos particulares, uma proposição mais geral é estabelecida para ser aplicada a outros fenômenos) o pesquisador pode optar por descrever logo o caso em seus pormenores, para depois inferir, das soluções encontradas para o problema proposto, um indicativo do que poderia ser generalizado para solucionar outros casos semelhantes. Uma das principais limitações do estudo de caso refere-se a não-possibilidade de generalizações de seus resultados, pois as conclusões de um estudo específico valem, geralmente, só para o objeto em particular. As etapas de um estudo de caso, com base em Gil (2006), podem ser resumidas desta forma: 1 escolha do tema; 2 formulação do problema e objetivos; 3 definição da unidade-caso ou do número de casos;
46 46 4 elaboração do protocolo com o instrumento de coleta de dados e o caminho a ser adotado para sua aplicação; 5 coleta de dados; 6 análise e interpretação dos dados; 7 redação do relatório, da monografia, do artigo etc Detalhamento dos procedimentos técnicos Os procedimentos técnicos ou instrumentais técnicos correspondem à parte prática da coleta de dados de uma pesquisa, e saber quais serão usados depende principalmente dos objetivos que o pesquisador deseja alcançar e do universo a ser pesquisado. Algumas das formas mais utilizadas de se obter dados para dar suporte a uma pesquisa segundo Marconi e Lakatos (2002), Beuren (2006), Freitas e Janissek (2000) e Malhotra (2006), são: - documentação - observação - entrevista - questionário - formulário - ckecklist - medidas de opinião e de atitudes - testes - sociometria - análise de conteúdo - história de vida - pesquisa de mercado Documentação Conforme já visto na pesquisa documental, os documentos, escritos ou não, aceleram o processo de investigação, além de serem fundamentais em algumas pesquisas que exigem tais fontes. A coleta de dados em documentos pode ser dividida da seguinte forma: a) pesquisa documental ou de fontes primárias: aquelas que ainda não receberam tratamento analítico, como documentos de arquivos públicos e privados; cartas; contratos; publicações parlamentares, jurídicas e administrativas; censos estatísticos; notas fiscais; documentos não escritos, como fotografias, objetos, canções, vestuário, filmes, mapas, gráficos, desenhos etc.; b) pesquisa bibliográfica ou de fontes secundárias: utilizam basicamente contribuições já publicadas sobre o tema estudado: teses, dissertações, monografias, artigos científicos, anais, artigos eletrônicos, publicações avulsas, livros, revistas, boletins, jornais etc Observação É um instrumento de coleta de dados que faz uso dos sentidos para obter determinados aspectos da realidade investigada; consiste em ver, ouvir e examinar fatos ou fenômenos que se deseja investigar. A observação pode ser: a) sistemática (estruturada, planejada, controlada por quadros, anotações, escalas, dispositivos mecânicos etc.) ou assistemática (espontânea, informal, sem meios técnicos especiais); b) participante (o pesquisador pertence à mesma comunidade ou grupo que investiga ou então se integra ao grupo para obter informações) ou não-participante (o pesquisador, ao entrar em contato com a comunidade ou grupo de investigados permanece fora dele); c) individual ou em equipe;
47 47 d) na vida real (trabalho de campo, em que as informações são registradas à medida que vão ocorrendo) ou em laboratório Entrevistas Técnica de obtenção de informações instantâneas, realizadas de forma presencial ou a distância (telefone, videoconferência etc.), em que o investigador formula perguntas para conseguir dados para seu problema. As entrevistas são conversações que servem de instrumento de coleta de dados principalmente do campo social. Conforme o propósito da pesquisa e do pesquisador, a entrevista pode ser: a) padronizada ou estruturada: o entrevistador segue um roteiro previamente estabelecido, com perguntas predeterminadas em formulário próprio para esse fim, sem liberdade para adaptar suas perguntas à determinada situação que considerar adequada, nem alterar a ordem dos tópicos ou fazer outras perguntas fora do roteiro. b) despadronizada ou não-estruturada: as perguntas são abertas e podem ser respondidas em ambientes de conversação informal. Esse tipo de entrevista, segundo Marconi e Lakatos (2002), apresenta três modalidades: - entrevista focalizada: há um roteiro de tópicos relacionados ao problema do estudo, sendo que o entrevistador possui liberdade de fazer as perguntas que quiser, sem obedecer a uma estrutura formal, o que requer maior habilidade por parte do perguntador; - entrevista clínica: serve para estudar os motivos, os sentimentos, a conduta das pessoas, podendo, para isso, ser organizada uma série de perguntas específicas; - não-dirigida: o entrevistado possui liberdade total para expressar sentimentos e opiniões; o papel do entrevistador é incentivar o entrevistado a falar sobre certo assunto, mas sem forçá-lo a responder. c) semipadronizada ou semiestruturada: são acrescentadas perguntas ao roteiro prévio na medida em que ocorrem novos aspectos na entrevista; d) painel: são feitas perguntas repetidas, de tempo em tempo, às mesmas pessoas, para analisar a evolução das respostas em períodos curtos; as perguntas, a cada vez, devem ser formuladas de maneira diferente uma da outra Condução da entrevista Quanto à condução da entrevista, Gil (2006) reforça que a estratégia de levantamento de dados deve contemplar duas etapas básicas: a) a especificação dos dados - com o estabelecimento das relações possíveis entre as múltiplas variáveis que interferem no problema a ser pesquisado; b) a formulação das perguntas - cuja escolha deve ser bem pensada pelo entrevistador observando, dentre outros, os seguintes fatores: As questões da entrevista devem ser diretas ou indiretas? As pessoas possuem conhecimento suficiente para responder às perguntas? As palavras empregadas nas perguntas apresentam significação clara e precisa? As perguntas estão ordenadas de modo que os pesquisados façam o menor esforço mental possível? As perguntas sugerem respostas? Os aspectos a que se referem as perguntas são importantes?
48 48 Sugere-se que o pesquisador faça um contato inicial com o entrevistado, quando deverão ser explicadas, principalmente, a finalidade da pesquisa e a necessidade de colaboração, assegurando-lhe o sigilo das informações. O clima de cordialidade deve ser mantido antes, durante e depois da entrevista. Há casos em que ainda é conveniente o entrevistador registrar as reações do entrevistado às perguntas feitas, como, por exemplo, a expressão não-verbal (gestos, atitudes, inflexões de voz etc.), que poderão ser úteis na análise da qualidade das respostas. Sugere-se que o pesquisador faça um pré-teste do instrumento em uma amostra pequena de informantes, para determinar se ele está formulado com clareza, sem parcialidade, se é útil para as informações desejadas para o estudo Questionário Consiste de uma série de perguntas a serem respondidas por escrito pelo informante sem a presença do pesquisador. Normalmente, envolve um número mais ou menos elevado de questões apresentadas por escrito às pessoas para conhecer suas opiniões, crenças, sentimentos, interesses, expectativas, situações vivenciadas etc. O questionário deve conter introdução que informe sobre a instituição/curso; as razões que determinaram a realização da pesquisa; a importância das respostas para atingir os objetivos; instruções acerca do correto preenchimento das questões, preferencialmente, com letras e destaques diferenciados, e do prazo e modo para a devolução. As perguntas do questionário devem ser claras, concretas e precisas, ter linguagem acessível ao entendimento da média da população estudada, para facilitar a interpretação e evitar ambiguidades; Deve-se procurar dividir o tema da pesquisa em partes e formular perguntas significativas para cada uma delas, de forma que o total não seja muito numeroso e que não ocupe mais do que 30 minutos do informante. Deve-se iniciar com as perguntas mais simples e gerais e finalizado com as mais complexas e específicas; Devem ser evitadas (na medida do possível) perguntas personalizadas, diretas, que iniciam assim: Na sua opinião,..., O que você pensa a respeito..., pois elas tendem a provocar respostas de fuga; Devem-se evitar perguntas que penetrem na intimidade das pessoas etc. As questões do questionário, para Marconi e Lakatos (2002), podem ser de várias formas: abertas: questões que permitem ao informante responder livremente, usando sua própria linguagem; também chamadas de perguntas livres ou não-limitadas. Esse tipo de questão possibilita investigações mais aprofundadas e precisas, mas dificulta ao próprio informante, que deverá redigir as respostas, além de também tornar mais difíceis e demorados o processo de tabulação, o tratamento estatístico e a interpretação por parte do pesquisador. fechadas: também chamadas de perguntas limitadas ou de alternativas fixas. Podem ser: - dicotômicas: duas alternativas: sim, não. Exemplo: Você se acidentou alguma vez no trânsito? a) Sim ( ) b) Não ( ) - tricotômicas: três alternativas. Exemplo: A lei de trânsito deveria permitir ou proibir motoristas com até 0,6 gramas de álcool no sangue de dirigirem? a) Deveria permitir ( ) b) Deveria proibir ( ) c) Não sei. ( ) - de múltipla escolha: escolha entre várias alternativas de respostas oferecidas (deve ficar
49 49 claro se é para escolher uma, duas ou mais respostas, ou se é por ordem de preferência etc.). Exemplo: Qual a principal causa de evasão escolar no município de Formosa? (Assinalar só uma resposta) a) Escola distante de casa. ( ) b) Falta de transporte escolar. ( ) c) Não ter adulto que leve até a escola. ( ) d) Falta de interesse e ainda doenças/dificuldades dos alunos. ( ) e) Proibição dos pais de ir à escola. ( ) Alguns exemplos de formulação de questões: mistas: as perguntas são fechadas, podendo haver alternativas de respostas livres por parte do informante. Quando se deseja apenas uma só resposta, isso deve ser destacado na questão. Exemplo: Em uma escala de 1 a 5, em que 1 significa extremamente insatisfeito e 5 significa extremamente satisfeito, qual o seu nível de satisfação com a condução das escolas municipais por ocasião da percepção de uma provável evasão escolar? Extremamente insatisfeito Extremamente satisfeito Qual a principal causa de evasão escolar no município de Formosa? (Assinalar só uma resposta) a) Escola distante de casa. ( ) b) Falta de transporte escolar. ( ) c) Não ter adulto que leve até a escola. ( ) d) Falta de interesse e ainda doenças/dificuldades dos alunos. ( ) e) Proibição dos pais de ir à escola. ( ) f) Outra ( ) Qual? Segundo Malhotra (2006), o pesquisador precisa reduzir as taxas de recusa por meio de algumas providências, tais como: notificação prévia; bom planejamento das questões (dispostas numa sequência psicológica que encoraje a cooperação e a sinceridade por parte dos informantes) se a aplicação for feita por meio de entrevistadores, estes deverão ser bem treinados e habilidosos na conversão das recusas em aceitação. Marconi e Lakatos (2002) citam vantagens e desvantagens do questionário: Algumas vantagens: - economia de tempo; - abrangência de maior número de pessoas de modo simultâneo; - economia de pessoal; - obtenção de respostas mais rápidas e precisas; - maior liberdade e segurança nas respostas em razão do anonimato; - menor risco de distorção, pelo fato de não haver a presença do pesquisador; - liberdade de tempo e local para responder; - mais uniformidade na avaliação, tendo em vista a impessoalidade do instrumento; -obtenção de respostas que materialmente seriam impossíveis. Algumas desvantagens: - pequena porcentagem de questionários que voltam; - grande número de perguntas sem respostas; - não-aplicação a pessoas que possuem alguma dificuldade em especial; - impossibilidade de auxiliar o informante em perguntas mal compreendidas; - a leitura antecipada de todas as perguntas, antes de respondê-las, pode levar a uma questão e influenciar a outra; - devolução tardia do questionário, o que prejudica o cronograma da pesquisa; - nem sempre o respondente é a pessoa destinatária real do questionário; exigência de um universo mais homogêneo.
50 50 Sugere-se um pré-teste com o questionário, utilizando-se uma pequena amostra (preferencialmente com outros componentes que não o da amostra-alvo da pesquisa), a fim de verificar possíveis falhas e poder aperfeiçoar tudo o que for necessário Formulário Instrumento para coleta de dados, composto de roteiro de questões que são perguntadas e anotadas pelo entrevistador, face a face com o respondente, no momento da entrevista. Marconi e Lakatos (2002) apresentam vantagens e desvantagens para o formulário: Algumas vantagens: - o formulário pode ser utilizado em amplos segmentos da população, porque seu preenchimento é feito pelo próprio entrevistador; - permite estabelecer ambiente de cooperação e interação, pelo contato pessoal entre entrevistador e informante; - flexibilidade de adaptação às necessidades de cada situação, pois o entrevistador poderá reformular itens do formulário para a compreensão de cada informante; - obtenção de dados mais complexos e úteis; - como é preenchido pelo próprio entrevistador, permite uniformidade dos símbolos usados nas respostas. Algumas desvantagens: - menos liberdade nas respostas, pela presença do entrevistador; - risco de distorções nas respostas pela influência do perguntador; - menos prazo para responder às perguntas, com menos tempo para o informante pensar sobre a questão, podendo sua resposta ser invalidada; - mais demorado, pois é aplicado a uma pessoa por vez; - por falta de anonimato, pode gerar insegurança das respostas; - dificuldade de acesso a informantes necessários, pela distância, o que pode tornar a resposta difícil, demorada e mais dispendiosa Medidas de opinião e de atitudes Técnica de padronização que auxilia na equivalência de diferentes opiniões e atitudes com o objetivo de compará-las. Há vários tipos de escalas para essa mediação, as quais podem transformar uma série de fatos qualitativos em quantitativos ou variáveis, com a aplicação de processos de mensuração e de análise estatística Pesquisa de mercado Obtenção de dados sobre o mercado, de modo organizado e sistematizado, que busca auxiliar no processo decisório nas empresas, a fim de diminuir a margem de erro. Em geral, é feito o levantamento de dados por amostragem História de vida Procura obter informações e reações espontâneas relativas à experiência íntima, particular ou pessoal de alguém que tenha significado relevante para o conhecimento da pesquisa Testes Técnicas utilizadas com o objetivo de obter dados que permitam medir o rendimento, a frequência, a capacidade ou a conduta de pessoas, de forma quantitativa. Dependendo
51 51 dos objetivos da investigação, há diversos tipos de testes: testes projetivos, psicológicos, de aptidão, medidas de personalidade etc Análise de conteúdo Permite a descrição sistemática, objetiva e quantitativa do conteúdo manifesto de uma comunicação; instrumento voltado ao estudo de ideias, e não de comportamentos ou de objetos físicos Análise léxica Estudo do vocabulário, do léxico, com aplicação de métodos estatísticos para a descrição desse vocabulário, permitindo, por exemplo, identificar com mais clareza as citações, as palavras, as expressões dos participantes Sociometria Técnica quantitativa que procura explicar as relações pessoais entre indivíduos de um grupo. Pretende investigar a estrutura interna de grupos, indicando a posição de cada indivíduo em relação aos demais, inclusive permitindo analisar os grupos, identificar os líderes, os subgrupos, os desajustados, os preferidos, os indiferentes etc. Os resultados das respostas são representados graficamente por um diagrama conhecido como sociograma Checklist Técnica que serve para verificar se a população (universo) pesquisada dispõe de elementos necessários para aplicação de uma determinada proposta teórica Métodos de pesquisa Alguns projetos de pesquisa trazem também, na parte dos procedimentos metodológicos, a explicação sobre o caminho que será adotado para alcançar determinado objetivo, o qual servirá de referencial de análise das ideias, informações ou resultados, em forma de métodos (deverá ser analisada pelo aluno, se essa classificação deve ou não aparecer no seu trabalho). Há uma diversidade de métodos, os quais sempre dependerão do tipo de objeto que se irá investigar e dos argumentos que fundamentam a pesquisa. Com base em Mezzaroba e Monteiro (2006) e Gonçalves e Meirelles (2004), destacam-se: Método dedutivo Aquele que parte de argumentos gerais, como, por exemplo, de uma teoria de base, para chegar a argumentos/conclusões particulares; ele usa princípios, pressupostos reconhecidos como verdadeiros e, por meio de operações lógicas de derivação, chega a determinadas conclusões. Autores clássicos que tratam a respeito desse método: Descartes, Spinoza, Leibniz, Russel Indutivo A partir da observação de um ou de alguns fenômenos particulares, uma proposição mais geral é estabelecida para ser aplicada a outros fenômenos; a partir da observação de fatos e casos concretos, busca-se uma generalização; é possível usar amostragens para tentar inferir parâmetros e generalizações para uma população. Autores clássicos que tratam a respeito desse método: Bacon, Hume, Hobbes, Locke.
52 Hipotético-dedutivo Método definido por Popper, para quem a corroboração é sempre provisória. O pesquisador elege como estratégia de abordagem, para se aproximar de seu objeto, o conjunto de proposições hipotéticas que acredita serem viáveis. No decorrer da pesquisa, essas hipóteses podem vir a ser comprovadas ou não, mediante a experimentação. Dito de outra forma: com base em um problema, são elaboradas hipóteses (conjecturas de solução a priori, proposições possíveis) e, a partir de princípios estabelecidos, são deduzidas consequências que são testadas por meio de derivações (ou silogismos), ou tentativa de se chegar a um falseamento, contradições que rejeitam ou corroboram a(s) hipótese(s) formulada(s) Hipotético-indutivo Com base em dados de um experimento, busca-se confirmar ou refutar as hipóteses que são testadas por meio de uma experimentação (tentativa de falseamento), a qual, por fim, rejeita ou corrobora a(s) hipótese(s) Dialético Processo de pensar de modo idealista o objeto, conforme Hegel, ou uma forma de analisar o objeto sob o aspecto material transformado e transportado para a mente (também chamado de materialismo histórico), segundo Marx e Engels. Método de interpretação da realidade que se fundamenta no princípio de que todos os objetos e os fenômenos apresentam aspectos contraditórios organicamente unidos e indissolúveis Fenomenológico Prega o contato direto do observador com o acontecimento, o fato, o dado, o fenômeno em si; o objetivo é descrever, de forma direta, a experiência tal como ela é, nos vários ângulos de visão e detalhes dos objetos e suas relações, sem considerações sobre sua origem ou causalidade; interessa apenas a realidade a partir da experiência de interpretação, compreensão, comunicação. Teve origem nos estudos do matemático e filósofo Husserl Cartográfico Nos últimos anos, tem sido utilizado o método da cartografia para trabalhos acadêmicos em cursos de Psicologia, Artes, Design, Pedagogia e outros. Esse método foi proposto por Gilles Deleuze e Félix Guattari, e tem relação com acompanhamento de percursos, mapeamento de territórios, envolvimento com processos de produção e conexão de redes, conforme Passos, Kastrup e Escóssia (2010). Trata-se de possibilidade de prática investigativa que procura acompanhar o processo da pesquisa em vez de buscar um resultado ou conclusão. O método cartográfico pratica a intervenção, a participação, a subjetividade, pois o cartógrafo se mantém ligado e próximo à pesquisa, ao contrário do método científico no qual o pesquisador se mantém neutro e distante para fazer a análise do tema. A cartografia produz os dados da pesquisa e não os julga, ao contrário do outro método, que coleta os dados e os discute/examina objetivamente. A produção de conhecimento, baseada na cartografia, exige desprendimento das práticas acadêmicas tradicionais, pois procura novas maneiras de exercitar o pensar e o viver. Contudo, o usuário deste método deve lembrar que, ao usar da criatividade de expressão na produção de conhecimento, continua a necessidade de apresentar com
53 53 clareza os conceitos, a fundamentação do saber, a associação de ideias e pensamentos, dentre outros aspectos importantes Normas legais para a pesquisa em seres humanos e animais De acordo com a Resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde, devem ser apresentados ao Comitê de Ética em Pesquisa todos os projetos de pesquisa de qualquer área de conhecimento que envolva seres humanos, de forma direta ou indireta, sejam eles indivíduos ou coletividades, cuja participação na pesquisa dependa da autonomia de decisão dos sujeitos envolvidos e da previsão e aceitação dos seus riscos e benefícios. Acrescenta-se a isso a condição referente à exigência de privacidade e confidencialidade no manejo de informações ou materiais desses sujeitos. Desde 2012, todos os projetos a serem submetidos a algum Comitê de Ética do país deverão ser cadastrados na Plataforma Brasil, não havendo mais projetos impressos para análise. 12 HIPÓTESES E VARIÁREIS Hipótese é uma resposta provável a um problema formulado, indagações a serem verificadas na investigação, afirmações provisórias a respeito de um determinado problema tendo como regras para sua formulação: a) ter conceitos claros; b) ser específica; c) Não se basear em valores morais; d) ter como base uma teoria que a sustente. As hipóteses nem sempre são explícitas por escrito, ou seja, nem sempre aparecem nos projetos de pesquisa e quando aparecem pode ser apenas uma hipótese, e não várias. Elas aparecem, principalmente, em pesquisas conclusivas e quantitativas, pelo fato de estas trabalharem com dados estatísticos. Normalmente, as hipóteses são implícitas naqueles estudos em que o objetivo é descrever determinado fenômeno ou as características de um grupo. Nesses casos, elas envolvem uma única variável e o modo mais comum é indicá-las nos objetivos da pesquisa. Contudo, conforme Gil (2006), nas pesquisas que possuem como objetivo verificar relações de associação ou dependência entre variáveis, as hipóteses claras e precisas são fundamentais. Quando a pesquisa envolver hipóteses, é importante deixar claras as relações previstas entre as variáveis (quantidades, qualidades, características, magnitudes, traços etc., como, por exemplo: idade - que pode ter diferentes valores: 12, 21,40 anos, sexo, estatura, profissão, religião, nível socioeconômico, estado civil, atividade de lazer, atividade profissional, condições de saúde, tipo de organização, porte da organização, índices etc.), ou seja, fatores teóricos e/ou práticos que podem vir a influenciar o objeto da investigação, ou ainda interagir com ele, alterando suas características e interferindo nos resultados obtidos (MEZZAROBA; MONTEIRO, 2006, p. 154) Variáveis independentes, dependentes e intervenientes Variáveis são as características ou dimensões que o pesquisador elege como relevantes para a sua investigação, e, portanto, constituem-se nas entidades organizadoras centrais de um trabalho científico (CAMPOS, 2001 apud APPOLINÁRIO, 2006, p. 103). Segundo Triviños (1987), em pesquisas quantitativas, as variáveis devem ser medidas, já nas pesquisas qualitativas, as variáveis são descritas, acrescentando que nas pesquisas experimentais geralmente se trabalha com variáveis independentes, dependentes e intervenientes.
54 54 As variáveis são aspectos, propriedades, características individuais ou fatores observáveis ou mensuráveis de um fenômeno. Encontram-se exemplos de variáveis em todas as áreas do conhecimento como na física: massa, peso, velocidade, energia, força, impulso, atrito; nas ciências sociais: inteligência, classe social, sexo, salário, idade, ansiedade, preconceito, motivação, agressão, frustração; na economia: custo, tempo, qualidade, produtividade, eficiência, desempenho. As variáveis podem ser classificadas de diversas maneiras. Uma dessas classificações é feita segundo a relação que expressam. CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO A RELAÇÃO EXPRESSA VARIÁVEL INDEPENDENTE VARIÁVEL DEPENDENTE É aquela que é fator determinante para que ocorra um determinado resultado; é a condição ou causa para um determinado efeito ou consequência; é o estímulo que condiciona uma resposta. É aquele fator ou propriedade que é efeito, resultado, consequência ou resposta de algo que foi estimulado; não é manipulada, mas é o efeito observado como resultado da manipulação da variável independente. VARIÁVEL CONTROLE DE É aquele fator ou propriedade que poderia afetar a variável dependente, mas que é neutralizado ou anulado, através de sua manipulação deliberada, para não interferir na relação entre a variável independente e a dependente. VARIÁVEL INTERVENIENTE É aquele fator ou propriedade que teoricamente afeta o fenômeno observado. Esse fator, no entanto, ao contrário das outras variáveis, não pode ser manipulado ou medido. Exemplo de variáveis relacionáveis: As crianças que foram bloqueadas em suas ações mostram-se mais agressivas do que aquelas que não o foram. Variável independente: ter ou não ter o bloqueio; Variável dependente: grau de agressividade; Variável interveniente: a frustração (o bloqueio conduz à frustração e esta à agressividade). Como as variáveis se referem a aspectos observáveis ou mensuráveis, podem ser classificadas também segundo seu tipo. CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO O TIPO VARIÁVEIS QUALITATIVAS São caracterizadas pelos seus atributos ou aspectos qualitativos e relacionam aspectos não somente mensuráveis, mas também definidos descritivamente. Os elementos do conjunto original são agrupados em classes ou categorias (classificação) distintas, obedecendo a determinado critério classificatório. Nas variáveis qualitativas não existem ordem, hierarquia ou proporção. Exemplos: sexo, estado civil, raça, nacionalidade, histeria, psicose, etc. VARIÁVEIS QUANTITATIVAS São determinadas em relação aos dados ou proporção numérica; são os atributos ou aspectos que podem ser quantificados. As variáveis quantitativas são sempre resultado de um processo de contagem ou mensuração. Exemplos: peso, altura, idade, temperatura, volume, massa, renda familiar, etc. Disponível em < em30 de set de As variáveis são propriedades que podem variar entre indivíduos, objetos ou coisas e outros. Exemplo de identificação de variáveis: Numa pesquisa que se propunha estudar a viabilidade e as condições de execução de cursos a distância via Internet, foram identificadas as seguintes variáveis: Existência de infraestrutura de rede adequada para atendimento das necessidades do curso a distância. Demanda por cursos a distância por parte dos profissionais de comunicação. Capacidade das ferramentas da Internet de produzirem um ambiente interativo que assegure o aproveitamento do curso pelos participantes.
55 Verbos para formulação de objetivos 13 VERBOS NA PESQUISA Os objetivos esclarecem o que é pretendido com a pesquisa, e indicam as metas que se almeja alcançar ao final da investigação. São eles que apontam o que um pesquisador realmente deseja fazer. Sua definição clara ajuda na tomada de decisões quanto aos aspectos metodológicos da pesquisa. Os objetivos são normalmente categorizados em geral e específicos: Santos (apud LEOPARDI, 2002) destaca que os vários graus de complexidade de estágios ou estados cognitivos do cérebro humano possibilitam atividades ou ações intelectuais, expressas por verbos específicos, como estes: a) estágio de conhecimento inicial: apontar, citar, classificar, conhecer, definir, identificar, reconhecer, relatar. b) estágio de compreensão: compreender, concluir, deduzir, demonstrar, derivar, descrever, determinar, diferenciar, discutir, estimar, explicar, expressar, exprimir, extrapolar, ilustrar, induzir, inferir, informar, interpolar, interpretar, localizar, modificar, narrar, predizer, preparar, prever, reafirmar, reorganizar, representar, revisar, traduzir, transcrever, transformar, transmitir. c) estágio de aplicação: aplicar, desenvolver, empregar, estruturar, operar, organizar, praticar, selecionar, traçar, demonstrar, desenhar, dramatizar, empregar, esboçar, generalizar, ilustrar, interpretar, inventariar, relacionar, selecionar, usar, utilizar. d) estágio de análise: analisar, comparar, criticar, debater, diferenciar, discriminar, examinar, investigar, provar; calcular, categorizar, combinar, comprar, constatar, correlacionar, deduzir, discutir, distinguir, inspecionar, tentar. e) estágio de síntese: sintetizar, compor, construir, documentar, especificar, esquematizar, formular, produzir, propor, sugerir, reunir; codificar, comunicar, conjugar, constituir, coordenar, criar, dirigir, erigir, escrever, estabelecer, organizar, originar, planejar, preparar, prestar, projetar. f) estágio de avaliação: argumentar, avaliar, contrastar, decidir, escolher, estimar, julgar, medir, selecionar, verificar, classificar, comparar, precisar, qualificar, taxar, validar, valorar, valorizar Verbos para os diferentes tipos de investigação Exploratória: conhecer, definir, descobrir, detectar, estudar, explorar, indagar, sondar. Explicativa: avaliar, comprovar, demonstrar, determinar, estabelecer, explicar, inferir, relacionar, verificar. Descritiva: analisar, calcular, caracterizar, classificar, comparar, descrever, examinar, identificar, quantificar. 14 POPULAÇÃO E AMOSTRA A população deve ser entendida como a totalidade de elementos (sujeitos ou objetos) que possuem informações relevantes para a compreensão do problema de pesquisa. A amostra é apenas uma parte da população de estudo que deve procurar preencher duas exigências: a representatividade e a proporção. A amostra pode ser obtida de acordo com uma determinada técnica de amostragem, que pode ser probabilística ou não-probabilística. Amostragem probabilística é aquela em que cada unidade amostral na população tem uma probabilidade conhecida e diferente de zero de pertencer à amostra, ou seja, os
56 56 elementos do universo da pesquisa possuem a mesma chance de serem escolhidos aleatoriamente, já que há uma probabilidade igual para todos os elementos, e isso ocorre quando se utiliza o sorteio (ou outros mecanismos aleatórios) como forma de seleção dos elementos da amostra; do contrário, a amostragem é conhecida como não-probabilística, quando os elementos da amostra são compostos de forma intencional, acidental ou por quotas; elas não garantem certeza quanto à representatividade do universo (BARROS; LEHFELD, 2002). O uso de amostras obtidas de maneira probabilística permite que o pesquisador possa deduzir os resultados da amostra para a população da pesquisa (BREVIDELLI; DE DOMENICO, 2006). A probabilidade se refere à possibilidade de uma determinada afirmação ser verdadeira, existindo relação direta com a amostra, ou seja, a probabilidade expressa a frequência da ocorrência de um determinado fato em relação à frequência da não ocorrência desse mesmo fato. A probabilidade, portanto, possui uma concepção essencialmente matemática (BARROS; LEHFELD, 2002, p. 58): - Exemplo de probabilidade: Ao se atirar uma moeda para cima, existe chance igual de aparecer cara ou coroa. - Exemplo de amostra probabilística: Amostra de dois casos de uma população de cinco casos: A, B, C, D, E; há dez possíveis pares de casos: AB, AC, AD, AE, BC, BD, BE, CD, CE, DE. Escreve-se cada combinação num papel, misturam-se esses papéis e procede-se ao sorteio: os dois casos sorteados constituirão a amostra. 15 REFERENCIAL TEÓRICO A complexidade, a amplitude e a importância do referencial teórico variam em função do tipo de trabalho feito, da mídia utilizada para a sua futura divulgação e do público a quem se dirige, conforme Gonçalves e Meirelles (2004). É a parte do projeto que apresenta, de forma breve, a revisão das principais fontes/obras/referências (livros, revistas/periódicos especializados, dicionários, teses, dissertações, enciclopédias, anais de encontros científicos, documentos eletrônicos e outros trabalhos já desenvolvidos sobre o assunto) que tratam do tema da pesquisa, pois parte-se do pressuposto de que nenhuma investigação começa da estaca zero. Também é chamado de revisão teórica, revisão de literatura, embasamento teórico, pressupostos teóricos, fundamentação teórica, estado da arte, dentre outras denominações, dependendo do tipo de trabalho. Em outras palavras, o referencial teórico ilumina o problema com a discussão de novos enfoques, dados, informações, esclarecendo melhor a matéria em exame, e, segundo Boaventura (2004, p. 63), são os suportes teóricos que sustentam o problema. Um referencial teórico exige muita leitura, boa redação e, sobretudo, bom conhecimento na área específica do tema, além de competência para discutir e criticar (VIEIRA; HOSSNE, 2001, p. 136). A finalidade do referencial teórico, dentre outras, é destacar e resumir as ideias já formuladas por outras pessoas e compará-las com alguns autores, descrever a evolução de conhecimentos sobre o tema, mostrar as contradições, tecer críticas e elogios, reafirmar comportamentos ou interpretações, salientar como a pesquisa a ser feita irá se diferenciar, assemelhar ou contribuir para o avanço do conhecimento. Em suma, é um texto, logicamente ordenado, que se assemelha a uma paráfrase ou resenha crítica do material consultado. Assim, por exemplo, a estrutura provisória (sumário) da futura pesquisa será utilizada como guia para ser recheada, resumidamente, naquilo que for possível e necessário pelo referencial teórico e metodológico do projeto de pesquisa. Conforme Gil (2006, p. 162), o referencial teórico, ou revisão teórica, deve esclarecer os pressupostos teóricos que dão fundamentação à pesquisa e a contribuições proporcionadas por investigações anteriores: essa revisão não pode ser constituída apenas por referências ou sínteses dos estudos feitos, mas por discussão crítica do estado atual da questão. Em outras palavras, o referencial teórico ilumina o problema com a discussão de
57 57 novos enfoques, dados, informações, esclarecendo melhor a matéria em exame, e, segundo Boaventura (2004, p. 63), são os suportes teóricos que sustentam o problema. Nessa compilação organizada de dados de autores, é necessário ter coerência em relação às fontes pesquisadas: edições/autores atualizados ou edições/autores clássicos, ou seja, evitar misturas, a não ser que o objetivo seja uma retrospectiva histórica ou comparativa entre os autores. Sugere-se, como Mezzaroba e Monteiro (2006), que o pesquisador, ao definir o tema, logo procure coletar dados e materiais bibliográficos sobre o assunto, uma vez que esse levantamento inicial das fontes de consulta, já na fase de elaboração do projeto, possibilitará mais clareza da viabilidade ou não da pesquisa e o primeiro contato com o pensamento de autores e escolas que já trataram o mesmo assunto. 16 ILUSTRAÇÕES E TABELAS Conforme a NBR 14724/2011, qualquer que seja o tipo de ilustração (desenhos, esquemas, fluxogramas, fotografias, gráficos, mapas, organogramas, plantas, quadros, retratos ou outros), sua identificação deve aparecer: - Na parte superior - ser identificada com a palavra designativa (por exemplo: Gráfico...), seguida de seu número de ordem de ocorrência no texto, em algarismos arábicos, do respectivo título escrito em fonte tamanho Na parte inferior (após a ilustração) - indicar a fonte utilizada (elemento obrigatório, mesmo que seja produção do próprio autor), legenda, notas e outras informações necessárias à compreensão (se houver), escritas em fonte tamanho 10. Quando a palavra designativa de uma ilustração (por exemplo, gráfico, quadro) for inserida na redação normal da frase do texto, ela vem sem parênteses, corpo 12 e só com a inicial maiúscula (Conforme o Gráfico 1...); Quando a palavra designativa de uma ilustração (por exemplo, gráfico, quadro) for citada apenas como referência de uma frase normal do texto, ela vem entre parênteses, toda em maiúscula e em fonte tamanho 12: A evasão escolar está associada à condução familiar (GRÁFICO 1); Segundo a NBR 14724/2011, tabelas são elementos demonstrativos de síntese que constituem unidade autônoma, ou seja, devem ter significação própria em que o dado numérico se destaca como informação central. As tabelas são elementos essenciais nas pesquisas quantitativas e devem ter o texto descritivo dos seus dados o mais próximo possível delas. Elas apresentam informações tratadas estatística e numericamente segundo as normas de apresentação tabular do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (lbge); 16.1 Apresentação das tabelas segundo o IBGE I- toda tabela deve ter título, colocado na parte superior, precedido da palavra Tabela, para indicar a natureza (o quê?) e as abrangências geográfica (onde?) e temporal (quando?) dos dados numéricos, os quais devem ser escritos por extenso e em fonte tamanho 12; II- a palavra Tabela deve ser seguida de seu número de ordem em algarismos arábicos sempre que um trabalho apresentar duas ou mais tabelas, para identificá-la e permitir a sua fácil localização; III- as tabelas têm numeração consecutiva, podendo ser subordinadas ou não à numeração empregada nas seções do texto; IV- nas tabelas, utilizam-se fios horizontais e verticais para separar o cabeçalho e as colunas e para fechar a última linha; V- os extremos da tabela, à direita e à esquerda, são abertos, sem linha ou fio algum;
58 58 VI- a fonte da letra usada no corpo da tabela deve ser menor (tamanho 10 ou 11) do que a do título (tamanho 12), observando sempre a uniformidade gráfica no uso do tipo de letra, das maiúsculas e minúsculas e nos sinais gráficos em geral utilizados; VII- as fontes citadas, na construção de tabelas, e notas eventuais aparecem no rodapé delas, após o fio de fechamento; VIII- a tabela deve ser inserida o mais próximo possível do trecho do texto a que se refere; IX- se a tabela não couber em uma folha, deve ser continuada na folha seguinte e, nesse caso, não é delimitada por traço horizontal na parte inferior, sendo o título e o cabeçalho repetidos na folha seguinte; X- quando a tabela continuar na página seguinte, cada página deve ter uma das seguintes indicações: Continua para a primeira, Conclusão para a última, e Continuação para as demais. XI- recomenda-se que uma tabela seja elaborada de forma a ser apresentada em uma única página; XII- quando a palavra Tabela for inserida na redação normal da frase do texto, ela vem sem parênteses e só com a inicial maiúscula: XIII- Quando a palavra tabela for citada apenas como referência de uma frase normal do texto, ela vem entre parênteses e toda em maiúscula. Recomenda-se escolher o tipo de tabela que traga maior legibilidade para os dados que estão sendo apresentados no seu trabalho. Se houver no texto necessidade de escrever unidades de medida, recomenda-se o Sistema Internacional de Unidades, mais complexo e sofisticado (adotado também pelo Brasil em 1962 e ratificado pela Resolução nº 12 de 1988 do Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial Conmetro), de uso obrigatório em todo o país. 17 NUMERAÇÃO PROGRESSIVA DAS SEÇÕES A seção é a parte em que se divide o texto do trabalho acadêmico, que contém as matérias consideradas afins na exposição ordenada do assunto. A numeração das seções pode ser: a) Seção primária: principais divisões do trabalho (por exemplo: capítulos), numeradas sequencialmente a partir de 1 e identificadas sempre por um único algarismo, separado do título da seção por espaço. b) Seção secundária: constituída pelo indicativo da seção primária a que pertence, seguido do número que lhe for atribuído na sequência do assunto, separado por um ponto. c) Seção terciária; seção quaternária; seção quinaria: repete-se o mesmo processo da seção secundária. O indicativo de seção é alinhado na margem esquerda, precedendo o título, separado por um espaço, sem utilização de ponto, hífen, travessão ou qualquer sinal após o indicativo de seção ou de seu título. Destacam-se, gradativamente, os títulos das seções, utilizando os recursos em negrito, itálico ou outro, sempre observando a uniformidade dos destaques. O título das seções (primárias, secundárias etc.) deve ser colocado após sua numeração, separado por um espaço. Todas as seções devem conter um texto relacionado com elas. O primeiro título com indicativo numérico é a introdução. Errata, agradecimentos, lista de ilustrações, lista de tabelas, lista de abreviaturas e siglas, lista de símbolos, resumos, sumário, referências, glossário, apêndice, anexo e índice não recebem indicativo numérico. Folha de aprovação, dedicatória e epígrafe são elementos sem título e sem indicativo numérico.
59 59 Recomenda-se subdividir o trabalho até, no máximo, a seção quinária, de acordo com o quadro abaixo: Seção primária 2 Todo título maiúsculo e negrito Seção secundária 2.1 Seção terciária Seção quaternária Todo título negrito, apenas a inicial em maiúsculo Seção quinária REGRAS GERAIS DE APRESENTAÇÃO DE REFERÊNCIAS a) O título referências é escrito todo em maiúsculo, negrito, fonte tamanho 12, centralizado. b) A referência pode aparecer: no rodapé; em lista de referências. c) Os elementos essenciais e complementares da referência devem ser apresentados em sequência padronizada: autor (es), título, edição, local, editora e data de publicação. d) Os elementos complementares: indicação de outras responsabilidades (tradutor, ilustrador, revisor etc.), descrição física (número de páginas ou volumes), ilustração, dimensão; série ou coleção; notas especiais; ISBN (Número Internacional Normalizado para Livro) etc. e)as referências constantes em uma lista padronizada devem obedecer aos mesmos princípios. Ao optar, por exemplo, pela utilização de elementos complementares, estes devem ser incluídos em todas as referências daquela lista. f) Se se começa numa lista de referências colocando o(s) autor(es) com os prenomes escritos por extenso, deve-se continuar até o fim, e não só abreviá-los pelas iniciais; g) A pontuação das referências segue padrões internacionais e deve ser uniforme para todas as referências. h) As referências são alinhadas somente à margem esquerda do texto, separadas entre si por um (01) espaço simples; quando aparecerem em notas de rodapé, serão alinhadas, a partir da segunda linha da mesma referência, abaixo da primeira letra da primeira palavra, de forma a destacar o expoente e sem espaço entre elas. i) As abreviaturas também possuem normalização. j) O recurso tipográfico (negrito, grifo ou itálico) utilizado para destacar o elemento título deve ser uniforme em todas as referências. Isso não se aplica às obras sem indicação de autoria, ou de responsabilidade, cujo elemento de entrada é o próprio título, já destacado pelo uso de letras maiúsculas na primeira palavra, com exclusão de artigos (definidos e indefinidos) e palavras monossilábicas. k) As referências são dispostas em ordem alfabética de sobrenomes/fontes utilizadas no trabalho. l) Registro de Data - a data é um elemento essencial para a referência. Sempre deve ser indicada uma data, seja da publicação, seja da impressão ou outra. Se nenhuma dessas datas puder ser determinada, registra-se uma data aproximada entre colchetes, conforme o indicado: Data aproximada: [ca.2014] Data certa, mas não indicada no documento: [2015] Data provável: [2014?] ou [entre 2010 e 2015] (sugere-se usar intervalos menores de 20 anos) Década certa: [201-] Década provável: [201-?] Século certo: [19--] Século provável: [19--?] Um ano ou outro: [2014 ou 2015] m) Para observar modelos de referências consulta-se a NBR 6023/2002. Os casos omissos devem ser resolvidos utilizando-se o Código de Catalogação Anglo-Americano vigente.
60 60 19 PLÁGIO E COMPRA DE TRABALHOS ACADÊMICOS A NBR 6029/2006 destaca o direito autoral (copyright). A violação do direito autoral, comumente chamado de plágio (apresentar como de sua própria autoria algo produzido por outrem). Quando o acadêmico não identifica adequadamente, segundo as normas, informações que retira de autores/objetos/fontes de consulta pode incorrer em crime tipificado pelo Código Penal Brasileiro e pela Lei de Direitos Autorais (Lei 9.610/1998). O plagiador ainda corre o risco de sofrer penalidades acadêmicas e administrativas, inclusive podendo ter o título/grau já recebido, em condições irregulares, anulado. Há também penalidades para acadêmicos que compram/pagam por trabalhos já prontos e os apresenta como de sua autoria Notas de rodapé 20 CITAÇÕES São anotações colocadas ao pé da página, identificadas por números e servem para incluir elementos explicativos adicionais fora do corpo do texto, e para indicar as referências das citações do texto. Os números que identificam as notas de rodapé têm a finalidade de indicar as fontes das citações feitas no texto; acrescentar bibliografias de reforço; fazer remissões internas do texto onde o assunto em discussão é tratado; introduzir uma citação que, inserida no texto, poderia prejudicar a sua leitura normal; dar a tradução de uma citação em língua estrangeira essencial ao texto e explicar questões paralelas que não estejam diretamente vinculadas ao assunto em desenvolvimento. Existem duas modalidades: as notas explicativas e as de referências. As notas explicativas e as de referência devem ser alinhadas a partir da segunda linha da mesma nota, abaixo da primeira letra da primeira palavra, de forma a destacar o expoente, sem espaço entre elas e com fonte menor (sugere-se tamanho 10). Ficam separadas do texto por um traço que avança cerca de 3 (três) cm dentro da página. Elas são justificadas à esquerda (não há margem de parágrafo) e à direita, obedecendo às mesmas margens do texto normal. Sua digitação é feita com a fonte tamanho 10, em espaço simples, iniciando em um espaço simples no traço que a precede. Deve-se utilizar o sistema autor-data para as citações no texto e o numérico para notas explicativas. Exemplo: 1 Veja-se como exemplo desse tipo de abordagem o estudo de Netzer (1976). 2 Encontramos esse tipo de perspectiva na 2ª parte do verbete referido na nota anterior, em grande parte do estudo de Rahner (1962) Notas explicativas São usadas para comentários, esclarecimentos ou explanações, que não possam ser incluídas no texto, sendo, então, colocadas ao pé da página. Sua numeração é feita em algarismos arábicos, devendo ter numeração única e consecutiva para todo o capítulo. O tamanho da fonte é 10 e o espaço é simples. Caso o trabalho tenha notas explicativas, esclarecimentos, comentários no rodapé da página, o sistema de chamada de citações no texto deverá ser o autor-data. Se o sistema de chamada das citações for numérico, as notas explicativas deverão ir no próprio corpo do texto, cabendo ao rodapé apenas as referências das fontes das citações feitas no texto. Exemplos de Notas Explicativas no Texto e no Rodapé da Página:
61 61 O comportamento liminar correspondente à adolescência vem se constituindo numa das conquistas universais, como está, por exemplo, expresso no Estatuto da Criança e do Adolescente. 1 Os pais estão sempre confrontados diante das duas alternativas: vinculação escolar ou vinculação profissional. 4 1 Se a tendência à universalização das representações sobre a periodização dos ciclos de vida desrespeita a especificidade dos valores culturais de vários grupos, ela é condição para a constituição de adesões e grupos de pressão integrados à moralização de tais formas de inserção de crianças e de jovens. 2 Sobre essa opção dramática, ver também Morice (1996, p ) Notas de Referência As notas de referência indicam fontes/autoria utilizadas no trabalho, ou remetem a outras partes da obra na qual o assunto foi abordado e são colocadas ao pé da página do trabalho. Conforme Nunes (2008) possuem funções específicas: a) dar crédito à citação direta ou indireta feita no corpo do trabalho, atendendo à exigência legal de respeito à fonte citada; b) fazer referência a obras que reforcem a argumentação do texto principal; c) fazer referência a obras que apontam sentido contrário à argumentação do corpo do trabalho; d) referenciar outras obras, para uma comparação com outros textos, um confronto com outras posições. Pode-se usar a abreviatura Cf ou Conf.. Exemplo: Confronte-se tal obra. Conf. Silva (2009, p. 110). e) fazer remissões internas de partes do próprio texto que está sendo escrito; Exemplo: Ver a respeito o Capítulo X. Ver o item X. f) apresentar o texto original da língua estrangeira traduzida no corpo principal do trabalho, ou vice-versa. A numeração das notas de referência é feita por algarismos arábicos, devendo ter numeração única e consecutiva para cada capítulo ou parte. Não se inicia a numeração a cada página. A Primeira Citação de Uma Obra, em Nota de Rodapé deve ter sua referência completa. Exemplo: 8 FARIA, José Eduardo (Org.). Direitos humanos, direitos sociais e justiça. São Paulo: Malheiros, As Citações Subsequentes da Mesma Obra em Nota de Rodapé podem ser referenciadas de forma abreviada, utilizando as seguintes expressões abreviadas quando for o caso: a) Idem mesmo autor Id.; Exemplo: 8 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1989, p Id., 2000, p. 19. b) Ibidem na mesma obra Ibid.; Exemplo:
62 62 3 DURKHEIM, 1925, p Ibid., p c) Opus citatum, opere citato obra citada op. cit.; Exemplo: 8 ADORNO, 1996, p GARLAND, 1990, p ADORNO, op. cit., p. 40. Atenção: As expressões constantes nas alíneas a), b), e c) só podem ser usadas na mesma página ou folha da citação a que se referem Citações Citação é a menção de uma informação extraída de outra fonte. Para os efeitos da Norma, aplicam-se as seguintes definições: Citação direta (literal, textual ou transcrição) Transcrição textual, literal de parte da obra com as mesmas palavras do autor consultado, conservando a grafia e a pontuação originais. Se for observada alguma incorreção, é possível acrescentar a palavra latina sic entre colchetes - [sic], que significa que estava assim mesmo no original. Porém, se é visível que há equívoco de digitação de alguma letra, recomenda-se corrigir. (Ver item 20.6) Se a passagem reproduzida for retirada de texto da internet ou de um DVD, CD ou outro suporte similar em que não consta página usa-se a expressão texto digital no lugar da página. Ex.: Pela pesquisa, ficou constatado que as grandes altitudes podem prejudicar o atleta pela combinação de vários efeitos, como a diminuição do apetite, mal-estar e náusea, que acabam por levar a uma perda de massa corporal (BUSS; OLIVEIRA, 2006, texto digital). A citação direta pode ser de dois tipos: a) Citação direta curta, de até três linhas. b) Citação longa, de mais de três linhas. a) Citação direta curta, de no máximo 3 (três) linhas - deve ser colocada na sequência do parágrafo do trabalho, ser identificada entre aspas duplas, com autor, data e página, se for pelo sistema autor-data; e com nota de referência no rodapé da página, com os dados da autoria, se for pelo sistema numérico de citação das fontes. As aspas simples são utilizadas para indicar citação no interior da citação. Exemplos: Quando expresso na sentença o nome do autor deve vir apenas com a inicial maiúscula e ano e página entre parênteses. Barbour (1971, p. 35) descreve: O estudo da morfologia dos terrenos [...] ativos [...] Quando o nome do autor não está expresso na sentença, no final da citação, deve ser mencionado, entre parênteses, autor, ano e página do documento. Nesse caso, o sobrenome do autor deve vir em letras maiúsculas. Não se mova, faça de conta que está morta. (CLARAC; BONNIN, 1985, p. 72). Aspas simples:
63 63 Segundo Sá (1995, p. 27): [...] por meio da mesma arte de conversação que abrange tão extensa e significativa parte da nossa existência cotidiana [...] b) citação direta longa, de mais de 3 (três) linhas - deve ser colocada separada no texto, com recuo de 4 cm da margem esquerda, fonte tamanho 10, espaçamento simples, e sem as aspas. Recomenda-se que a citação não fique fragmentada (parte em uma folha, parte em outra folha). A citação no final ou no início da folha não representa problema de estruturação. Exemplos: A teleconferência permite ao indivíduo participar de um encontro nacional ou regional sem a necessidade de deixar seu local de origem. Tipos comuns de teleconferência incluem o uso da televisão, telefone, e computador. Através de áudio-conferência, utilizando a companhia local de telefone, um sinal de áudio pode ser emitido em um salão de qualquer dimensão. (NICHOLS, 1993, p. 181). Para Freire-Maia (2007, p. 102), [...] não se pode ingenuamente acreditar que a ciência, como um conjunto de conhecimentos (ciência disciplina) e de atividades (ciência-processo), seja algo independente do meio social, alheio a influencias estranhas e neutro em relação às várias disputas que envolvem a sociedade. [...] Produto da sociedade, influi nela e dela sofre as influências. Atualmente, muitas revistas são apresentadas em meio digital e algumas delas disponibilizam os artigos sem paginação. Nestes casos, a forma de apresentar a autoria direta deverá indicar que se trata de documento on-line (sem paginação). Exemplo: Sendo assim, Peçanha (2009, on-line) sugere que "..." Citação indireta Os textos originais podem conter informações complexas que apresentem dificuldades de entendimento ao leitor/estudante. Assim, com a finalidade de colocar o texto em uma linguagem mais acessível é possível fazer uma paráfrase das ideias do autor lido, ou seja, uma reescritura do texto no qual o leitor/estudante usa as ideias do autor lido, mas escreve do seu jeito. Em suma, é um texto baseado na obra do autor consultado. Não se faz uso de aspas, já que o texto foi construído com as próprias palavras do leitor/estudante. Não tem indicação da página, mas o autor e a data são mencionados, se o sistema for o autor-data; já se o sistema de citação for o numérico, indicação da referência à autoria deverá aparecer na nota de rodapé. Quando o autor for citado na sentença, apenas a data é acrescentada, entre parênteses, e o sobrenome do autor é escrito apenas com a inicial maiúscula. Se o autor não for citado no corpo do texto, seu sobrenome deve ser colocado no final, entre parênteses, junto com a data, e escrito em caixa alta. Exemplos: Em síntese, de acordo com Gil (2006), a diferença básica entre ciências naturais e sociais, no que se refere às suas explicações, é que as primeiras são mais determinísticas, e as últimas, mais probabilísticas. Em síntese, a diferença básica entre ciências naturais e sociais, no que se refere às suas explicações, é que as primeiras são mais determinísticas, e as últimas, mais probabilísticas (GIL, 2006). Quanto ao número de vezes em que aparece a autoria/fonte da citação utilizada no corpo do trabalho, o leitor/estudante deve observar: - se for primeira e única vez, será necessária a referência ao autor/fonte original;
64 64 - se se tratar de comentário amplo de parte da obra ou opinião do autor, uma só nota de referência geral bastar para introduzir o assunto. - para não repetir excessivamente o autor/fonte numa sequência de ideias de mesma autoria, sugere-se utilizar, sempre que necessário, expressões do tipo: o autor..., o especialista..., o doutrinador..., o estudioso..., no entendimento do estudioso,..., conforme posicionamento do autor..., etc Citação de citação É a transcrição direta ou indireta de um texto em que não se teve acesso ao original. Deve-se colocar o nome do autor e a data da obra original, seguida da expressão latina apud, que significa citado por, e o sobrenome do autor e a data de publicação da obra efetivamente consultada. [...] funcionamento intelectual geral significativamente abaixo da média, oriundo do período de desenvolvimento, concomitante com limitações associadas a duas ou mais áreas da conduta adaptativa ou da capacidade de responder adequadamente às demandas da sociedade, nos seguintes aspectos: comunicação, cuidados pessoais, habilidades sociais, desempenho na família e comunidade, independência na locomoção, saúde e segurança, desempenho escolar, de lazer e de trabalho. (BRASIL, 1997, p.27, apud DESSEN; SILVA, 2000, p.13). É importante lembrar! No caso do uso do apud, a referência no final do trabalho é feita apenas à obra efetivamente consultada. No nosso exemplo, Silva (2000). Orienta-se evitar esse tipo de citação Formulação, quantidade e qualidade de citações num trabalho acadêmico A quantidade e extensão das citações são livres, mas o bom senso deve orientar o uso, uma vez que o autor do trabalho deverá dar uma boa contribuição pessoal do que compreendeu do assunto investigado, ou seja, deverá misturar as citações com argumentos próprios, fazer citações com uma amarração intermediária pessoal. É importante lembrar que poucas citações ou a ausência delas não é característica de trabalhos científicos. Eco (2003) sugere algumas orientações sobre a formulação de citações: os textos objeto de análise interpretativa são citados com razoável amplitude; os textos de literatura crítica só são citados quando, com sua autoridade, corroboram ou confirmam a afirmação do autor; a citação pressupõe que a ideia daquele autor seja compartilhada, a menos que o trecho seja precedido e seguido de expressões críticas; o autor e a fonte impressa ou manuscrita de todas as citações devem ser claramente reconhecíveis; as citações de fontes primárias devem, preferencialmente, ser colhidas da edição crítica ou da edição mais conceituada; quando se estuda um autor estrangeiro, as citações devem ser na língua original (esta regra é taxativa em se tratando de obras literárias); a remissão ao autor e à obra deve ser clara; as citações devem ser féis. Citar é como testemunhar num processo Sistema de chamada de citações O método adotado deverá ser seguido consistentemente ao longo de todo o trabalho, permitindo sua correlação na lista de referências ou em notas de rodapé, pois não podem ser utilizados simultaneamente sistema numérico e autor-data no mesmo trabalho;
65 65 Todas as obras citadas, tanto pelo sistema autor-data como pelo numérico, devem constar com os dados completos na lista de referências, no final do texto Autor-data A referência resumida da autoria aparece dentro do próprio texto, sendo os dados completos da fonte utilizada colocados ao final do trabalho, nas Referências. A indicação da fonte é feita pelo sobrenome do autor ou pela instituição/entidade responsável, ou, ainda, pelo título de entrada, seguido da data de publicação do documento e da(s) página(s) da citação, no caso de citação direta, separados por vírgula e entre parênteses. A NBR 10520/2002 recomenda utilizar este sistema para as citações no texto, e a forma numérica para notas de esclarecimentos, de explicações ao rodapé da página Numérico As referências da autoria/fonte aparecem em notas de rodapé na página onde aparece a citação. As fontes de citações devem ter numeração única e consecutiva, em algarismos arábicos, para todo o trabalho, capítulo ou página. De acordo com a NBR 10520/2002, esse sistema não deve ser utilizado quando há outros tipos de notas de rodapé. É facultativo aparecer o nome do autor no corpo da citação pelo sistema numérico, mas ela deverá remeter, obrigatoriamente, por meio de numeração sequencial, à identificação da autoria no rodapé da página. Se for a primeira vez que a referência ao autor aparece no trabalho, ela deverá ser feita de forma completa na nota de rodapé. Quando houver endereço eletrônico, ele pode ficar para ser colocado nas referências ao final do texto Regras gerais para apresentação de citações Data da citação Se nenhuma data de publicação, distribuição, impressão etc. puder ser determinada no texto ou na obra consultada, via digital ou impressa, registra-se uma data aproximada entre colchetes, conforme indicado: - um ano ou outro [2012 ou 2013] - data provável [2014?] - data certa não indicada no item [2011] - entre determinado período [entre 1906 e 1912] (use intervalos menores de 20 anos) - data aproximada [ca. 1990] - década certa [199-] - década provável [199-?] - século certo [18--] - século provável [18--?] Exemplo: A esse respeito, Piaget ([1975], p.95) declara: A formação lógica da criança evidencia fatos essenciais na sua linguagem Citações indiretas de diversos documentos da mesma autoria, publicados em anos diferentes e mencionados simultaneamente Têm as suas datas separadas por vírgula. Exemplos: (DREYFUSS, 1989, 1991, 1995)
66 66 (CRUZ; CORREA; COSTA, 1998, 1999, 2000) Citações indiretas de diversos documentos de vários autores mencionados simultaneamente Devem ser separadas por ponto-e-vírgula, em ordem alfabética. Exemplo: Ela polariza e encaminha, sob a forma de demanda coletiva, as necessidades de todos (FONSECA, 1997; PAIVA, 1997; SILVA, 1997). Diversos autores salientam a importância do acontecimento desencadeador no início de um processo de aprendizagem (CROSS, 1984; KNOX, 1986; MEZIROW, 1991) Citações diretas de obra com dois ou três autores Todos os autores (sobrenomes) são citados, separados por ponto-e-vírgula, seguidos da data de publicação. Exemplo: As autoras definem trabalho acadêmico como: [...] produção textual decorrente de atividade de ensino, pesquisa e extensão. Esse trabalho geralmente aborda um tema único, com graus diversos de profundidade, especificidade e extensão, e está voltado para a obtenção de grau ou título acadêmico ou para o cumprimento de requisito de disciplinas curriculares (MENDONÇA; ROCHA; GOMES, 2005, p. 12) Dados obtidos por informação verbal ou na citação de trabalhos em fase de elaboração (palestras, debates, comunicações etc.) Indicar, entre parênteses, a expressão informação verbal ou em fase de elaboração, mencionando-se os dados disponíveis, em nota de rodapé Citação com texto traduzido pelo autor Deve-se incluir, após a chamada da citação, a expressão tradução nossa, entre parênteses. Exemplo: Ao fazê-lo pode estar envolto em culpa, perversão, ódio de si mesmo [...] pode julgar-se pecador e identificar-se com seu pecado. (RAHNER, 1962, v. 4, p. 463, tradução nossa) Sobrenome do autor na sentença das citações Deve ser em letras maiúsculas quando estiverem entre parênteses, e minúsculas quando estiverem compondo a sentença. Exemplos: A ironia seria assim uma forma implícita de heterogeneidade mostrada, conforme a classificação proposta por Authier-Reiriz (1982). Apesar das aparências, a desconstrução do logocentrismo não é uma psicanálise da filosofia [...] (DERRIDA, 1967, p. 293) Enfatizar trechos da citação Deve-se destacá-los indicando esta alteração com a expressão grifo nosso entre parênteses, após a chamada da citação, ou grifo do autor, caso o destaque já faça parte da obra consultada.
67 67 Exemplos: [...] para que não tenha lugar a producção de degenerados, quer physicos quer moraes, misérias,verdadeiras ameaças à sociedade. (SOUTO, 1916, p. 46, grifo nosso). [...] b) desejo de criar uma literatura independente, diversa, de vez que, aparecendo o classicismo como manifestação de passado colonial [...] (CANDIDO, 1993, v. 2, p. 12, grifo do autor) Nome do autor, instituição responsável incluído na sentença Indica-se a data, entre parênteses, acrescida da página, se a citação for direta. Nesse caso, o sobrenome do autor deve trazer apenas a inicial maiúscula. Exemplo: Segundo Gil (2006, p. 22), uma das objeções de alguns autores à inclusão das ciências sociais no rol de ciências verdadeiras reside no fato de que os pesquisadores sociais [...] trazem para suas investigações certas normas implícitas acerca do bem e do mal e certo e do errado, prejudicando os resultados de suas pesquisas Coincidência de sobrenomes de autores Acrescentam-se as iniciais de seus prenomes; se mesmo assim existir coincidência, colocam-se os prenomes por extenso. Exemplos: (BARBOSA, C., 1958) (BARBOSA, Cássio, 1965) (BARBOSA, O., 1959) (BARBOSA, Celso, 1965) Diversos documentos de um mesmo autor publicados num mesmo ano São diferenciados pelo acréscimo de letras minúsculas, em ordem alfabética, após a data e sem espacejamento. A letra minúscula (a, b) após a data deve constar também das Referências, no final do trabalho. Exemplos: De acordo com Barnez (2007a) (BARNEZ, 2007b) Mais de um trabalho de um mesmo autor Indica-se, entre parênteses, o sobrenome do autor, seguido das datas e páginas, separadas por ponto e vírgula. Exemplo: Vejamos como Freud nos apresenta a noção de superego, inicialmente descrita como censura: [...] esta instância de auto-observação é nossa conhecida, é o censor do ego, a consciência moral; é exatamente a que à noite exerce a censura dos sonhos, é dela que partem os recalques de desejos inadmissíveis. (FREUD, 1902, p. 2; 1915, p. 17; 1917, p. 39) Obra com mais de três autores Indica-se o sobrenome do primeiro, seguido da expressão latina et al. Exemplo: Segundo os autores, a especificidade das disciplinas acessórias e sua organização interdisciplinar estão sendo paulatinamente construídas na reforma curricular do Ensino Médio do CEPAE/UFG. Trata-se, pois, de um processo gradual e, por isso mesmo, a especificidade de tais disciplinas e sua organização em projetos interdisciplinares são ainda incipientes (DELGADO et al., 2007, p. 153).
68 O autor é uma instituição ou entidade Se a referência é de documentos publicados por uma instituição ou entidade (empresas, associações, congressos, seminários etc.), esta deve ser tratada como autor e ser citada pelo seu próprio nome por extenso, seguido de data. A(s) página(s) do documento somente deve(m) ser mencionadas em caso de transcrição literal. Exemplo: A ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (1987) publicou um documento sobre diagnóstico, tratamento, controle e prevenção da dengue hemorrágica, o que mostra que o problema não é recente. NOTA: No caso de órgão governamental, menciona-se o nome da jurisdição geográfica correspondente, seguido da data e da(s) página(s) do documento. Conforme a Lei de Diretrizes de Bases da Educação Nacional, Lei nº 9394/96 (BRASIL, 1996, p. 10), embora a educação seja dever da família e do Estado, apenas o ensino fundamental é obrigatório e gratuito, ao passo que, para o ensino médio, é simplesmente apontada a extensão progressiva da obrigatoriedade e gratuidade Obras sem autoria identificada Caso a referência seja feita a obras sem autoria identificada, a chamada deve ser feita pela primeira palavra do título, em maiúsculas, seguida de reticências, da data e da(s) página(s) do documento. Caso o título comece com artigo ou palavra monossilábica, esse elemento também deverá aparecer em maiúsculas. Exemplo: O coordenador nacional de relações sindicais do Dieese afirma que, em 2007, 88% dos acordos salariais fechados tiveram ganho real, isto é, ficaram acima da inflação (REAJUSTES..., 2008, p. 18) Indicação de supressão, interpolação, comentário, ênfase ou destaque em citações As supressões, interpolações, comentários, ênfase ou destaque devem ser indicadas do seguinte modo: a) supressões Para omitir palavra(s) na citação, desde que a omissão dessa(s) palavra(s) não altere o sentido da citação [...] Se a omissão for de um ou mais parágrafos, deve ser usada a linha pontilhada.... b) interpolações, acréscimos ou comentários Qualquer correção ou observação feita em uma citação deve ser indicada corretamente. É fundamental ter exatidão na citação. A correção deve ser da seguinte forma: Inserir a expressão sic entre colchetes: [sic] - sic é um advérbio latino, que significa desse modo, assim mesmo, exatamente assim. É como se o autor dissesse: Olha, essa palavra (frase) estranha está exatamente assim na fonte original, o erro não é meu. A NBR 10520/2002 orienta que o termo sic seja utilizado entre colchetes logo após o termo de grafia exótica. Se a mesma expressão aparecer escrita da mesma maneira várias vezes, deve-se usar a expressão [sic passim], significando assim mesmo em todo lugar. Porém, recomenda-se que, por questões éticas, o sic não seja utilizado, já que, sendo uma citação direta e entre aspas, já indica que tudo o que ali está foi transcrito exatamente como o original. Inserir a correção entre parênteses ou colchete: ( ), [ ]; c) ênfase ou destaque (grifo ou negrito ou itálico):
69 69 Quando for utilizado o grifo (negrito, itálico etc.): deve ser mencionado: (grifo do autor) ou (grifo nosso). d) Para demonstrar dúvida: inserir [?] e) Para demonstrar perplexidade com a ideia do texto original: inserir [!] 21 REGRAS GERAIS PARA APRESENTAÇÃO - FACULDADES IESGO Capítulos / Título dos capítulos/ Seções Citação com mais de três linhas Equações e fórmulas Fonte Forma de apresentação Ilustrações O capítulo não é indicado pela palavra CAPÍTULO. Um novo capítulo é sempre iniciado em uma nova folha. O titulo é indicado por número arábico, a partir do 1 (um) e seguido de sua caracterização. O titulo deve ser alinhado à esquerda, separado por um espaço de caractere da sua numeração indicativa. Utiliza-se 1 (um) espaçamento de 1,5 entre linhas como separação do título ao texto que o sucede. Recuo de parágrafo: 4 cm da margem esquerda. Espaçamento simples. Texto justificado. Sem parágrafo. Sem aspas. Dois espaços de 1,5 do texto que a precede e do texto que a sucede. Aparecem destacadas no texto, a fim de facilitar sua leitura. Na sequência normal do texto, é permitido o uso de uma entrelinha maior que comporte seus elementos (expoentes, índice e outros). Se necessário, deve-se numerá-las com algarismos arábicos entre parênteses, alinhados à direita. Exemplo: x² + y² = z²...(1) (x² + y²)/5 = n...(2) Tamanho: 12 para o texto. Tamanho: 10 para citação de mais de três linhas, legendas, notas de rodapé. Após a autorização de depósito pelo orientador (a) deverão ser depositadas 04 vias em espiral (coloridas se necessário) e um CD contendo todo o conteúdo da Monografia no formato DOC ou PDF. (Portaria nº 057/ DG/DEPIC - IESGO). Após aprovação pela banca examinadora, CASO HAJA CORREÇÕES a serem executadas, o aluno deverá apresentar uma cópia com as devidas correções ao orientador(a) que irá autorizar a versão final em capa dura. Após aprovação pela banca examinadora, caso NÃO HAJA CORREÇÕES a serem executadas o aluno será autorizado a providenciar a versão final em capa dura. A versão final deve ser entregue em uma via impressa e um CD em formato PDF, sendo que as demais especificações serão determinadas pelo DEPIC. (Portaria nº 057/ DG/DEPIC - IESGO). Sua identificação sempre é na parte inferior, precedida da palavra designativa (gráficos, fotografias, mapas, quadros, plantas, organogramas e outros), seguida do número de ordem de
70 70 Legendas, ilustrações, tabelas e notas de rodapé Margens Natureza do trabalho Numeração progressiva Número de páginas Sem título e sem indicativo numérico Paginação Papel Referências Siglas Tabelas ocorrência no texto (em algarismos arábicos) e do respectivo título. Devem ser incluídas próximo ao trecho a que se referem. É obrigatória a indicação da fonte. Devem ser digitados em espaço simples e com uma fonte menor (sugere-se fonte 10). Superior e esquerda: 3,00 cm. Inferior e direita: 2,00 cm. É o tipo de documento (tese, dissertação, trabalho de conclusão de curso, projeto científico) e objetivo (aprovação em disciplina, grau pretendido); nome da instituição a que é submetido; área. Deve ser incluída na folha de rosto e na folha de aprovação, logo abaixo do título. Recuo de 8 cm para a margem direita e digitada em fonte 10, espaço simples. Deve-se adotar a numeração progressiva para os capítulos e subcapítulos de um documento, visando à exposição lógica do tema e à rápida localização das partes que o compõe. Monografia mínimo de 35 páginas de elementos textuais, sendo Introdução, Desenvolvimento e Conclusão. (Portaria nº 057/ DG/DEPIC - IESGO). Folha de aprovação. Dedicatória. Epígrafe. ATENÇÃO: a CAPA é apenas a proteção do trabalho. Não deve ser contada. Todas as folhas, a partir da folha de rosto, devem ser contadas sequencialmente, mas, não numeradas. A numeração é impressa a partir da introdução, em algarismos arábicos até a última folha do trabalho, incluindo os apêndices e anexos. O número deve ser colocado no canto superior direito da folha, a 2 cm da borda superior. Folha branca, formato A4, digitado somente o anverso das folhas. Impressão em cor preta. Utilizam-se cores somente para as ilustrações e gráficos. Digitadas em espaço simples e separadas entre si, por um espaço também simples. Ordenadas em ordem alfabética, por sobrenome de autor ou título. Alinhamento à direita. A primeira vez em que a sigla aparece no texto deve ser escrita por extenso, seguida pela sigla colocada entre parênteses. Exemplo: (IESGO). A ABNT NÃO POSSUI norma para apresentação de tabelas. Indica o uso da obra: Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Normas de apresentação tabular. 3. ed. Rio de Janeiro: IBGE, As tabelas apresentam, basicamente, informações numéricas, tratadas estatisticamente. Sua identificação sempre é no topo da mesma. O título é precedido pela palavra TABELA, seguido do seu número de ordem (em algarismos arábicos);
71 71 Texto Título dos subcapítulos/ subseções Título sem indicativo de seção A fonte deve situar-se logo abaixo da tabela. É obrigatória a indicação da fonte, mesmo quando a tabela for elaborada pelo autor. Deve ser digitado, com espaço 1,5 entrelinhas. Alinhamento justificado. Recuo do parágrafo: 1,25 cm (1 tab.). É indicado por número arábico. Alinhamento à esquerda, separado por um espaço de caractere. Separado do texto que o precede e o sucede por um espaçamento de 1,5. OBSERVAÇÃO: quando uma seção terminar próxima ao fim de uma página, coloca-se o título da seção na página seguinte. Errata, agradecimentos, listas de ilustrações, lista de abreviaturas e siglas, resumos, sumário, referências, glossário, apêndices, anexos. Digitados centralizados, em letras maiúsculas e em negrito. Fonte: Universidade do Vale do Rio dos Sinos UNISINOS com alterações.
72 72 REFERÊNCIAS ALVARENGA, M. A. de F. P. Apontamentos de metodologia para a ciência e técnicas de redação científica. Porto Alegre: Sergio Antonio Fabris Ed., ANDRADE, M. M. Técnicas para elaboração dos trabalhos de graduação. In:. Introdução à metodologia do trabalho científico. 7. ed. São Paulo: Atlas, APPOLINÁRIO, Fábio. Metodologia da ciência: flosofa e prática de pesquisa. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: informação e documentação, citações em documentos, apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10719: Informação e documentação - Relatório técnico e/ou científico Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12225: Informação e documentação - Lombada Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: informação e documentação, trabalhos acadêmicos, apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15287: informação e documentação, projeto de pesquisa, apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6021: Informação e documentação Publicação periódica científica impressa Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6022: informação e documentação, artigo em publicação periódica científica impressa, apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e documentação, referências, apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6024: informação e documentação, numeração progressiva das seções de um documento escrito, apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6027: informação e documentação, sumário, apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6028: informação e documentação, resumo, apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6029: Informação e documentação - Livros e folhetos Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6034: Informação e Documentação - Índice Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2003.
73 73 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Perguntas mais frequentes. Disponível em:< Acesso em: 17 abr BARROS, Aidil de J. P. de; LEHFELD, Neide A. de S. Projeto de Pesquisa: propostas metodológicas. 13. Ed. Petrópolis: Vozes, BEUREN, Ilse M. (Org.). Como elaborar trabalhos monográficos em contabilidade: teoria e prática. 3. Ed. São Paulo: Atlas, BOAVENTURA, Edivaldo M. Metodologia da pesquisa: monografia, dissertação, tese. São Paulo: Atlas, BRASIL. Conselho Nacional de Saúde. Resolução n 466, de 12 de dezembro de Aprova normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Brasília: Diário Oficial da União, BRENNER, Eliana de M.; JESUS, Dalena M. N. Manual de planejamento e apresentação de trabalhos acadêmicos: projeto de pesquisa, monografia e artigo. São Paulo: Atlas, BREVIDELLI, Maria M.; DE DOMENICO, Edvane B. L. Trabalho de conclusão de curso: guia prático para docentes e alunos da área da saúde. São Paulo: Iátria, CHEMIN, Beatris F. Manual da Univates para trabalhos acadêmicos: planejamento, elaboração e apresentação. 3. ed. Lajeado: Univates, E-book. Disponível em: < Acesso em: 12 mai DINIZ, Célia Regina. SILVA, Iolanda Barbosa da. Metodologia científica. Campina Grande; Natal: UEPB/UFRN - EDUEP, ECO, Umberto. Como se faz uma tese. 15A ed., Trad. Gilson Cesar Cardoso de Sousa. São Paulo: Editora Perspectiva, ECO, Umberto. Como se faz uma tese. 18. ed. São Paulo: Perspectiva, FIORIN, José L.; SAVIOLI, Francisco P. Para entender o texto: leitura e redação. São Paulo: Ática, FORMOSA. Faculdades IESGO. Portaria nº 057 de 26 de abril de 2012 DG/DEPIC. Regulamenta as regras de elaboração, apresentação e critérios de avaliação do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). FREITAS, Henrique; JANISSEK, Raquel. Análise léxica e análise de conteúdo: técnicas complementares, seqüenciais e recorrentes para exploração de dados qualitativos. Porto Alegre: Sphinx: Sagra Luzzatto, GIL, Antônio C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. Ed. São Paulo: Atlas, GONÇALVES, Carlos A.; MEIRELLES, Anthero M. Projetos e relatórios de pesquisa em Administração. São Paulo: Atlas, HUBNER, Maria M. Guia para elaboração de monografias e projetos de dissertação de mestrado e doutorado. São Paulo: Mackenzie, 1998.
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