REABILITAÇÃO DE EDIFÍCIOS Uma visão estratégica
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- Milena Pinto Rosa
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1 REABILITAÇÃO DE EDIFÍCIOS Uma visão estratégica V ASCO PEIXOTO DE FREITAS Pr of. Catedr ático Labor atório de Física das Constr uções - FEUP PORTO_FEUP NOV ESTRUTURA 1. O PROBLEMA 2. TIPIFICAÇÃO DOS EDIFÍCIOS A REABILITAR 3. ESTADO ACTUAL DO PATRIMÓNIO EDIFICADO 4. METODOLOGIAS DE ABORDAGEM 5. CONCLUSÃO PORTO_FEUP NOV
2 PORTUGAL CONSTRUÇÃO NOVA REABILITAÇÃO CONSEQUÊNCIAS DEGRADAÇÃO DOS CENTROS URBANOS PORTO_FEUP NOV IMPORTÂNCIA ECONÓMICA DA REABILITAÇÃO SITUAÇÃO ACTUAL MUITO PREOCUPANTE! TOTAL: 3,5 MILHÕES MAIS DE 1 MILHÃO DE EDIFÍCIOS DEGRADADOS (IV Recenseamento Geral da Habitação 2001) PORTO_FEUP NOV
3 POTENCIAL DE INVESTIMENTO INH Desafios e Opor tunidades RU milhões milhões????? fogos por ano milhões Gaia C. Histórico 817 milhões Lisboa Baixa/Chiado milhões PORTO_FEUP NOV POTENCIAL INVESTIMENTO PROGRAMAS PÚBLICOS RESOLUÇÃO Conselho Min. 1/2007 PROGRAMA DE MODERNIZAÇÃO DO PARQUE ESCOLAR DESTINADO AO ENSINO SECUNDÁRIO PORTO_FEUP NOV
4 VALE A PENA REABILITAR? PORTO_FEUP NOV REABILITAR É FUNDAMENTAL PORTO_FEUP NOV
5 Qual a estratégia a seguir? PORTO_FEUP NOV REABILITAÇÃO DE EDIFÍCIOS É UM EXERCÍCIO COMPLEXO PORTO_FEUP NOV
6 INVESTIMENTO EM REABILITAÇÃO Habitação nova Não residenciais Obras públicas Reabilitação/Conservaç ão de edifícios 50% 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% CE Alemanha França Itália Reino Unido Espanha Suécia Suíça PORTUGAL PORTO_FEUP NOV INVESTIMENTO EM REABILITAÇÃO Reabilitação Áus tria Bélgi ca Dinamarca Finlândi a França Alemanha Irlanda I táli a Holanda Noroega Es panha S uéci a S uí ça Grã-Bretanha Portugal Média da Europa PORTO_FEUP NOV
7 Fogos concluídos Construções novas º Trim. 2º Trim. 3º Trim. 4º Trim PORTO_FEUP NOV COMO INVERTER ESTA SITUAÇÃO?? PORTO_FEUP NOV
8 COMO INVERTER A SITUAÇÃO? Ensino Diagnóstico Projecto Obra????????????? PORTO_FEUP NOV COMO INVERTER A SITUAÇÃO? 1.Estratégia governamental 2.Estratégia municipal 3.Regulamentação técnica aplicável 4.Licenciamento 5.Construção (do diagnóstico à conclusão da obra) PORTO_FEUP NOV
9 INCENTIVO FISCAL IVA 5% PORTO_FEUP NOV COMO INVERTER ESTA SITUAÇÃO? CONTRUÇÃO Desenvolver uma metodologia para a elaboração de projectos de reabilitação Desenvolver estudos de diagnóstico experimentação Conhecer as patologias mais correntes - PATORREB Conhecer as tecnologias utilizadas em reabilitação Elaborar cadernos de encargos exigenciais Execução ESTUDO DE CASOS PORTO_FEUP NOV
10 2 TIPIFICAÇÃO DOS EDIFÍCIOS A REABILITAR LFC TOMAR, 21. MAIO QUE TIPO DE EDIFÍCIOS É NECESSÁRIO REABILITAR? CONSTRUÇÕES HISTÓRICAS PORTO_FEUP NOV
11 CONSTRUÇÕES HISTÓRICAS PORTO_FEUP NOV QUE TIPO DE EDIFÍCIOS É NECESSÁRIO REABILITAR? CONSTRUÇÕES HISTÓRICAS EDIFÍCIOS ANTIGOS PORTO_FEUP NOV
12 EDIFÍCIOS ANTIGOS PORTO_FEUP NOV QUE TIPO DE EDIFÍCIOS É NECESSÁRIO REABILITAR? CONSTRUÇÕES HISTÓRICAS EDIFÍCIOS ANTIGOS EDIFÍCIOS DAS DÉCADAS DE 60, 70 E 80 PORTO_FEUP NOV
13 EDIFÍCIOS DAS DÉCADAS DE 60, 70 E 80 PORTO_FEUP NOV QUE TIPO DE EDIFÍCIOS É NECESSÁRIO REABILITAR? CONSTRUÇÕES HISTÓRICAS EDIFÍCIOS ANTIGOS EDIFÍCIOS DAS DÉCADAS DE 60, 70 E 80 EDIFÍCIOS RECENTES PORTO_FEUP NOV
14 EDIFÍCIOS RECENTES PORTO_FEUP NOV O QUE É PRIORITÁRIO? 1. PATRIMÓNIO MONUMENTAL 2. EDIFÍCIOS ANTIGOS 3. EDIFÍCIOS DAS DÉCADAS DE 60, 70 E EDIFÍCIOS RECENTES TODO O PATRIMÓNIO?????? PORTO_FEUP NOV
15 3 ESTADO ACTUAL DO PATRIMÓNIO EDIFICADO LFC TOMAR, 21. MAIO Estado de conservação dos fogos Portugal Lisboa Porto Fonte: INE Estado de conservação Sem necessidade de reparação Pequenas e médias reparações Grandes reparações e muito degradado Sem necessidade de reparação Pequenas e médias reparações Grandes reparações e muito degradado Sem necessidade de reparação Pequenas e médias reparações Grandes reparações e muito degradado Total PORTO_FEUP NOV
16 ESTADO DE CONSERVAÇÃO DOS FOGOS ÉPOCA DE CONSTRUÇÃO Sem necessidade de repa ração Pequenas reparações Reparações médias Grandes reparaçõ es 90% 80% 70% Muito deg radado EDIFÍCIOS DAS DÉCADAS DE 60, 70 E 80 EDIFÍCIOS RECENTES 60% 50% 40% EDIFÍCIOS ANTIGOS 30% 20% 10% 0% antes de a a a a a a a a 2001 PORTO_FEUP NOV QUAL O PESO DOS DIFERENTES TIPOS DE EDIFÍCIOS? 28% 30% 42% Edifícios antigos (antes de 1960) Edifícios das décadas de 60, 70 e 80 ( ) Edifícios recentes ( ) PORTO_FEUP NOV
17 4 METODOLOGIAS DE ABORDAGEM LFC TOMAR, 21. MAIO REABILITAÇÃO METODOLOGIA CONHECIMENTO PRÁTICA PORTO_FEUP NOV
18 4.1 PATRIMÓNIO MONUMENTAL LFC TOMAR, 21. MAIO PATRIMÓNIO MONUMENTAL Há um enorme conhecimento acumulado Estará esse conhecimento DISPONÍVEL? PORTO_FEUP NOV
19 PATRIMÓNIO MONUMENTAL CENTRO DE SABER UNIVERSIDADES DGEMN LABORATÓRIOS C. MUNICIPAIS IPPAR GUIÃO - DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA PORTO_FEUP NOV TRATAMENTO DA HUMIDADE ASCENSIONAL Ventilação Evaporaçã o Humidade asc ensional Ventilação da base das paredes PORTO_FEUP NOV
20 1. TRATAMENTO DA HUMIDADE ASCENSIONAL Impermeabilização Par ede exter ior da Igreja Geotêxtil P avimento em lageado A reia T ubo perfurado Ventilação da base das paredes...princípio da solução construtiva PORTO_FEUP NOV CONDENSAÇÕES SUPERFICIAIS / VENTILAÇÃO Caleira Dreno Admissão de ar através do pavimento da nave central PORTO_FEUP NOV
21 2. CONDENSAÇÕES SUPERFICIAIS / VENTILAÇÃO HR= T= % º C HR= % T= º C Condições higrotérmicas resultantes do processo de ventilação PORTO_FEUP NOV CONDENSAÇÕES SUPERFICIAIS / VENTILAÇÃO O problema PORTO_FEUP NOV
22 3. AQUECIMENTO / HUMIDADE RELATIVA / CONDENSAÇÕES Flutuações da temperatura e da humidade relativa resultantes do aquecimento intermitente PORTO_FEUP NOV HUMIDADE RELATIVA / INÉRCIA HIGROSCÓPICA RHkr RHkr+h Relative Humidity (%) RHi Sim. 1 (no hygroscopic surfaces) 20 RHi Sim. 2 (mortar - 2 c m) 10 RHmortar Sim Time (h ) É possível reduzir naturalmente os picos da humidade relativa? PORTO_FEUP NOV
23 4.HUMIDADE RELATIVA / INÉRCIA HIGROSCÓPICA Gesso + Cal PORTO_FEUP NOV EDIFÍCIOS ANTIGOS LFC TOMAR, 21. MAIO
24 QUAL O PESO DOS DIFERENTES TIPOS DE EDIFÍCIOS? 28% 30% FOGOS 42% Edifícios antigos (antes de 1960) Edifícios das décadas de 60, 70 e 80 ( ) Edifícios recentes ( ) PORTO_FEUP NOV IMPORTÂNCIA DOS EDIFÍCIOS ANTIGOS 8% 13% 30% 20% FOGOS 29% Sem necessidade de reparação Pequenas reparações Reparações médias Grandes reparações Muito degradado PORTO_FEUP NOV
25 EDIFÍCIOS ANTIGOS METODOLOGIA DE ABORDAGEM - PROBLEMAS 1. SATISFAÇÃO DA REGULAMENTAÇÃO ACTUAL 2. APROVEITAMENTO DOS ELEMENTOS CONSTRUTIVOS 3. INSTALAÇÕES E COMPATIBILIZAÇÃO DE EXIGÊNCIAS PORTO_FEUP NOV EDIFÍCIOS DAS DÉCADAS DE 60, 70 E 80 LFC TOMAR, 21. MAIO
26 QUAL O PESO DOS DIFERENTES TIPOS DE EDIFÍCIOS? 28% 30% FOGOS 42% Edifícios antigos (antes de 1960) Edifícios das décadas de 60, 70 e 80 ( ) Edifícios recentes ( ) PORTO_FEUP NOV IMPORTÂNCIA DOS EDIFÍCIOS DAS DÉCADAS DE 60, 70 E 80 25% 8% 3% 1% 63% FOGOS Sem necessidade de reparação Pequenas reparações Reparações médias Grandes reparações Muito degradado PORTO_FEUP NOV
27 EDIFÍCIOS DAS DÉCADAS DE 60, 70 E 80: CONDOMÍNIOS 1. AUSÊNCIA DE INFORMAÇÃO 2. DIFICULDADE DE DECISÃO 3. AUSÊNCIA DE FUNDO DE RESERVA PORTO_FEUP NOV METODOLOGIA PARA A ELABORAÇÃO DE PROJECTOS DE REABILITAÇÃO 1.ª Fase Elabor ação de um estudo de diagnóstico - proposta de soluções e estimativ a de custos da intervenção 2.ª Fase Definição por par te do dono-de-obra da estratégia de intervenção - dependente da disponibilidade financeira 3.ª Fase Elabor ação do projecto de execução 4.ª Fase Consulta de empresas de construção e análise técnicoeconóm ica das propostas 5.ª Fase Contr atação da equipa de fiscalização (controlo técnico e financeiro dos tr abalhos) e adjudicação da obr a 6.ª Fase Execução da obra (DO DIAGNÓSTICO À CONCLUSÃO DA OBRA ) PORTO_FEUP NOV
28 EDIFÍCIOS DAS DÉCADAS DE 60, 70 e 80: QUANTO CUSTA REABILITAR A ENVOLVENTE? PORTO_FEUP NOV QUANTO CUSTA REABILITAR A ENVOLVENTE? Reabilitar a envolvente implica investir 5 a 7% do valor residual do edifício? E qual a valorização? PORTO_FEUP NOV
29 QUAL O ESFORÇO FINANCEIRO MÉDIO ANUAL PARA A REABILITAÇÃO? Será 0,5% a 1% do valor do edifício a partir do período de garantia um valor exagerado para o Fundo de Reserva? Será suficiente o Fundo de Reserva actual (10%)? O valor das despesas correntes terá de ser adicionado a um valor que garanta o fundo necessário para a reabilitação do edifício a médio prazo definido por comissão independente PORTO_FEUP NOV FUNDO DE RESERVA - CONDOMÍNIOS COMISSÃO INDEPENDENTE DEFINE UM VALOR DE FORMA DINÂMICA PORTO_FEUP NOV
30 EDIFÍCIOS DAS DÉCADAS DE 60, 70 E 80 Cadernos de encargos exigenciais e não prescritivos Qual a durabilidade de cada uma das soluções propostas PORTO_FEUP NOV CUSTO INICIAL / DURABILIDADE / MANUTENÇÃO PORTO_FEUP NOV
31 4.4 EDIFÍCIOS RECENTES LFC TOMAR, 21. MAIO QUAL O PESO DOS DIFERENTES TIPOS DE EDIFÍCIOS? 28% 30% FOGOS 42% Edifícios antigos (antes de 1960) Edifícios das décadas de 60, 70 e 80 ( ) Edifícios recentes ( ) PORTO_FEUP NOV
32 IMPORTÂNCIA DOS EDIFÍCIOS RECENTES 11% 3% 1% 0% 85% FOGOS Sem necessidade de reparação Pequenas reparações Reparações médias Grandes reparações Muito degradado PORTO_FEUP NOV QUE TIPO DE PROBLEMAS? 1. Comportamento patológico 2. Amortização - Durabilidade 3. Capacidade financeira das Famílias 4. Código da Construção 5. Seguro da construção PORTO_FEUP NOV
33 FÍSICA DAS CONSTRUÇÕES É FUNDAMENTAL Alteração da tecnologia PORTO_FEUP NOV CATÁLOGO DE PATOLOGIAS Site do Grupo de Estudos da Patologia da Construção PORTO_FEUP NOV
34 CATÁLOGO DE PATOLOGIAS Estrutura do Site PORTO_FEUP NOV ESTRUTURA DO CATÁLOGO REFª ELEMENTO CONSTRUTIVO Cobertura Inclinada Cobertura em Terraço Não Acessível Cobertura em Terraço Acessível Cobertura em Terraço Jardim 05 Parede Exterior 06 Parede Enterrada 07 Parede Interior 08 Pavimento Térreo Pavimento Intermédio 10 Pavimento sobre Espaço Exterior 11 Vão envidraçado 12 Platibanda 13 Junta de dilataç ão 14 Clarabóia 15 Outros PORTO_FEUP NOV
35 CATÁLOGO DE PATOLOGIAS Descrição da patologia Sondagens e medidas ºC % HR Causas Soluções possíveis de reparação Grupo de Estudos PATORREB PORTO_FEUP NOV AMORTIZAÇÃO - DURABILIDADE EMPRÉSTIMO BANCÁRIO ANOS VIDA ÚTIL DA ENVOLVENTE? PROBLEMA = ECONÓMICO + SOCIAL + TÉCNICO PORTO_FEUP NOV
36 CAPACIDADE FINANCEIRA DAS FAMÍLIAS QUAL O CENÁRIO NA PRÓXIMA DÉCADA 1. AUMENTO DOS SALÁRIOS 2. MUDANÇA CULTURAL FACE À REABILITAÇÃO 3. NECESSIDADE DE UM PROGRAMA DE APOIO FINANCEIRO PORTO_FEUP NOV CÓDIGO DA CONSTRUÇÃO PARTE 1 Objectivos Exig ências PARTE 2 Documentos de Aplicação do Código Técnico da Constr ução PORTO_FEUP NOV
37 SISTEMA NACIONAL DE ESPONSABILIDADES, GARANTIAS E SEGUROS INTERVENIENTES NO PROCESSO CONSTRUTIVO DONO DE OBRA SEGURO DE RESPONSABILIDADE SEGURO DE REPAR AÇÃO DE DANOS GARANTIA DECENAL PORTO_FEUP NOV CONCLUSÕES LFC TOMAR, 21. MAIO
38 CONCLUSÃO SUSTENTABILIDADE TÉCNICO REABILITAÇÃO ECONÓMICO CULTURAL PORTO_FEUP NOV CONCLUSÃO A REABILITAÇÃO DO PATRIMÓNIO EDIFICADO EXIGE UMA ESTRATÉGIA DE CONTINUIDADE PORTO_FEUP PATORREB NOV
39 A NATUREZA ENSINA-NOS QUE HÁ SEMPRE UM NOVO CICLO. PORTO_FEUP NOV
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