Radiação Cósmica de Fundo
|
|
|
- João Vítor Arruda de Barros
- 8 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 Radiação Cósmica de Fundo Elói Ugo Pattaro Introdução a Cosmologia Física Prof. Dr. Raul Abramo 12 de Novembro de 2015
2 Introdução A cosmologia busca formular e entender modelos para a evolução do universo e das estruturas pertencentes a ele. Uma radiação cósmica de fundo remanescente é prevista no modelo cosmológico atualmente aceito do Big Bang. Essa radiação se da de maneira isotrópica e uniforme, e pode ser entendida como a luz remanescente mais antiga do universo, datando da época da recombinação, quando o universo tinha apenas anos. Historia Dois astrônomos de radio nos Estados Unidos, Arno Penzias e Robert Wilson, estavam tentando efetuar medições de sinais de refletidos por satélites em orbita quando se depararam com um problema de ruído nas suas medições. Em busca de melhorar suas medições tentaram encontrar a causa técnica do ruído, sem sucesso. Acabaram por perceber que o mesmo se dava de maneira isotrópica e invariante com o tempo. Imagem 1: Antena do laboratório Bell utilizada por Penzias e Wilson para fazer a primeira medição da CMB. Em paralelo, na mesma época, o físico Robert Dicke, da Princeton University, previa a existência da CMB caso o universo tivesse começado num estado quente e denso. Para tentar validar sua teoria, o mesmo já estava no processo de construir uma antena de, quando foi colocado em contato com Penzias e Wilson. Medições As medições iniciais feitas por Penzias e Wilson estavam longe de serem ideais, eles observaram a CMB em um, que é cerca de 40 vezes maior do que o comprimento de onda onde o espectro da CMB atinge seu pico. O problema em se observar a CMB da Terra é que para a radiação interage com moléculas de água, sendo facilmente absorvida. Logo, para se efetuar medições da Terra, é
3 aconselhado se utilizar de lugares com baixa umidade e altas atitudes. Normalmente tais medidas são feitas com equipamentos em balões, lançados no polo Sul. Naturalmente, para se obterem medidas melhores, elas devem ser feitas de fora da atmosfera terrestre. Em 1989 o satélite COBE foi o primeiro a medir um grande espectro com precisão da CMB. Figure 1: Espectro da CMB, como medido pelo satélite COBE (as incertezas são menores do que a espessura da linha). Resultados Há três resultados importantes das medições efetuadas pelo satélite COBE. Primeiro: Para qualquer direção em que se efetuava a medição o espectro observado se comporta como o de um corpo negro ideal (figura 1). Segundo: As temperaturas observadas apresentação uma distorção de dipolo, tendo temperaturas mais altas num polo e mais baixas no outro. Este efeito é devido ao efeito Doppler, proveniente do movimento do satélite ao redor da Terra ( ), do movimento orbital da Terra ao redor do Sol ( ), do movimento do Sol ao redor do centro da Galáxia ( ) e do movimento da mesma por sua vez em torno do grupo local ( ).
4 Figure 2: Imagens da flutuação da temperatura como medida pelo satélite COBE e depois da remoção do efeito de dipolo. Terceiro: Depois de remover as distorções de dipolo da CMB, as flutuações remanescentes de temperatura tem uma amplitude muito pequena. Ou seja, nesta temperatura o universo é aproximadamente isotrópico. Ao se remover o efeito de dipolo da CMB, temos como resultado que o sistema solar tem uma velocidade de em relação a um referencial inercial da CMB. Processo Acredita-se que a CMB foi produzida num processo que pode ser melhor entendido se dividido em algumas etapas. Inicio: Logo após o Big Bang o universo era basicamente uma mistura quente de partículas, um plasma de fótons, elétrons e prótons. Os fótons desta época tinham um caminho livre médio muito curto até encontrar um elétron livre. Desta maneira a luz não conseguia se propagar, dado
5 que devido ao constante processo de espalhamento Thomson havia perda de informação, sendo assim o universo nesta época opaco. Recombinação: À medida que o universo se expandiu, o mesmo esfriou, permitindo assim que átomos de hidrogênio formados se mantivessem. Desacoplamento: Uma vez que se deu a recombinação, há uma quantidade muito menor de elétrons livres no universo. O desacoplamento é o período em que o parâmetro de Hubble fica maior do que a razão com que os fótons sofrem espalhamento pelos elétrons. Em termos simples, é a época em que o universo fica transparente a luz. Ultimo espalhamento: É a época em que os fótons da CMB sofreram seu ultimo espalhamento devido a elétrons livres. Naturalmente esse processo não foi simultâneo para todos os fótons, e a superfície de ultimo espalhamento pode ser melhor entendida como uma casca de ultimo espalhamento. Evento Redshift Temperatura (K) Tempo (mega-anos) Recombinação Desacoplamento Ultimo espalhamento Picos Acústicos A CMB inicialmente descoberta em 1960 era completamente uniforme. Apenas em 1992 (COBE) foram descobertas as flutuações de temperatura (da ordem de ). Estas flutuações representam pequenas variações de densidade na sopa primordial do universo, que viriam a crescer por atração gravitacional e formar as estruturas de larga escala (estrelas, galáxias e aglomerados) conhecidas hoje. Essas pequenas flutuações de temperatura, frequentemente referidas como ruído, podem ser analisadas de maneira similar a como se analisaria um ruído normal. Naturalmente para tal, devemos analisar o espectro das mesmas. Normalmente analisaríamos a evolução temporal de um ruído, porem não temos esta opção para a CMB. Temos então que nos satisfazer com uma analise em relação à frequência angular (chamada de momento de multipolo ), ou seja, como se da à variação das oscilações de temperatura em termos da resolução angular. *o termo é aproximadamente o inverso da escala angular em radianos.
6 O COBE possuía uma resolução angular de apenas 7 graus, podendo assim enxergar apenas as maiores flutuações angulares. Naturalmente então, o objetivo dos experimentos de CMB que sucederam o COBE foram em sua maioria de melhorar a resolução angular do mapa da CMB. Imagem 2: Resolução dos experimentos BOOMERanG e Maxima em comparação com COBE. Figure 3: Espectro circa 2000 de por Para melhor entender a fonte destas flutuações de temperatura é necessário dar um passo para trás. No universo primordial, havia uma espécie de sopa de barions e fótons. Acredita-se que duas principais forças agiam neste sistema; a gravidade, tentando comprimir este fluido, e a pressão, exercida pela radiação, tentando expandi-lo. Podemos assim traçar uma analogia a um sistema massa mola, onde a radiação faria o papel da mola. Desta forma o sistema oscilava, havendo pontos de maior (poços de potencial) e menor (picos de potencial) densidade. É importante notar, que apesar deste fenômeno se dar em diferentes escalas, uma relação é preservada; dado que se demora metade do tempo para um fluido se comprimir num potencial de metade da escala, a frequência de oscilação do mesmo deve ser o dobro. As flutuações de energia presentes nos fótons são maiores quando os mesmos são produzidos num dos extremos de potencial. As maiores oscilações se dão quando o fluido só teve tempo de ser contraído uma vez antes da recombinação. Como um modo que tenha o dobro do comprimento oscila duas vezes mais rápido, ele teria tempo de se comprimir e expandir antes da recombinação, e analogamente para modos com tamanhos n vezes maior que o fundamental. Esses modos representam os picos seguintes nas oscilações de temperatura observadas na figura 3.
7 Figure 5: Forças agindo sob partículas Figure 4: poços de potenciais formados no universo primordial Anisotropia da CMB & Harmônicos Esféricos É estranho falar em anisotropia e CMB quando já estipulamos a isotropia como uma das propriedades da mesma. Mas enquanto a temperatura pode ser isotrópica, em escalas suficientemente pequenas, há muitas flutuações desta temperatura, que por sua vez, são anisotrópicas. Como as flutuações de temperatura são um escalar projetado numa superfície esférica 2D, é de bom senso utilizar harmônicos esféricos para descrever as mesmas. *vale notar que para pequenas áreas do céu é possível descrever com precisão a temperatura por series de Fourier Os primeiros termos são de interesse especial. O termo é a temperatura media Os termos (termos de dipolo) são gerados pelo efeito Doppler do movimento em relação ao referencial cosmologico.
8 Referencias Barbara Ryden, Introduction to Cosmology background.uchicago.edu/~whu
Radiação Cósmica de Fundo
Radiação Cósmica de Fundo António Vale, CENTRA / IST 6ª Escola de Astronomia e Gravitação, IST, Setembro 2012 Radiação Cósmica de Fundo (CMB) O que é? Radiação relíquia, emitida após recombinação (~380000
Introdução à cosmologia observacional. Ribamar R. R. Reis IF - UFRJ
Introdução à cosmologia observacional Ribamar R. R. Reis IF - UFRJ 4 Cosmologia observacional III e IV: Radiação cósmica de fundo e Oscilações acústicas de bárions 2 Em 1965, Arno Penzias e Robert Wilson
O Big Bang e a Evolução do Universo
FSC1057: Introdução à Astrofísica O Big Bang e a Evolução do Universo Rogemar A. Riffel Modelos do Universo Universo estacionário (imutável no tempo). Herman Bondi (1919-2005), Thomas Gold (1920-2004)
O Big Bang e a Evolução do Universo II
Fundamentos de Astronomia e Astrofísica O Big Bang e a Evolução do Universo II Rogério Riffel http://astro.if.ufrgs.br Modelos do Universo Universo estacionário (imutável no tempo).herman Bondi (1919 2005),
O COMEÇO DO UNIVERSO. O BIG-BANG Parte II
O COMEÇO DO UNIVERSO O BIG-BANG Parte II RESUMO DA HISTÓRIA DO UNIVERSO Era da radiação Época Tempo Densidade Temperatura Característica principal (após o Big- Bang) (kg/m 3 ) (K) Planck 0-10 -43 s - 10
Cosmologia. (Parte I) Apresentação por Thays Barreto
Cosmologia (Parte I) { Apresentação por Thays Barreto [email protected] Parte I Cosmo-o-quê? O Universo; Histórico; O Nascimento da Cosmologia Moderna; O Big Bang; A Evolução do Universo; Evidências
Tópicos de Física Geral I Cosmologia: o que sabemos sobre a história do universo? Miguel Quartin
Tópicos de Física Geral I 2016 Cosmologia: o que sabemos sobre a história do universo? Miguel Quartin Instituto de Física, UFRJ Grupo: Astrofísica, Relatividade e Cosmologia (ARCOS) 1 Resumo do Seminário
Curso de Cosmologia. 2013B Parte I. Aula 7. M a r t í n M a k l e r CBPF
Curso de Cosmologia 2013B Parte I Aula 7 M a r t í n M a k l e r CBPF Resumo RCF Copyleft Martín Makler Universo recombinou em z ~ 1100 e reionizou em z ~ 10 Universo ~ plano, requer matéria e energia
Introdução à Cosmologia
Introdução à Cosmologia 14. Evidências: A Radiação Cósmica de Fundo Prof. Pieter Westera [email protected] http://professor.ufabc.edu.br/~pieter.westera/cosmo.html Evidências Uma das Evidências
Fundamentos de Astronomia e Astrofísica. Cosmologia. Tibério B. Vale
Fundamentos de Astronomia e Astrofísica Cosmologia Tibério B. Vale O Universo em larga escala Não vivemos no centro do universo! No começo do século passado (1900) o homem teve que admitir que vivemos,
Arquitetura do Universo Nascimento e Estrutura do Universo
Unidade 1 Arquitetura do Universo Nascimento e Estrutura do Universo s O Big Bang O Universo tem uma história! Uma história com cerca de 15 mil milhões de anos. Começou com o Big Bang, não tendo parado
O espectro medido da maior parte das galáxias, em todas as direções no céu, apresenta linhas com deslocamento para s
LEI DE HUBBLE O espectro medido da maior parte das galáxias, em todas as direções no céu, apresenta linhas com deslocamento para s maiores em relação ao em repouso (REDSHIFT). Efeito observado em grandes
Astrofísica Geral. Tema 22: O Big Bang
ema 22: O Big Bang Outline 1 Modelos cosmológicos 2 Expansão do universo 3 Big Bang 4 Evidências do Big Bang 5 Bibliografia 2 / 29 Índice 1 Modelos cosmológicos 2 Expansão do universo 3 Big Bang 4 Evidências
Noções de Astronomia e Cosmologia. Aula 14 Cosmologia Parte I
Noções de Astronomia e Cosmologia Aula 14 Cosmologia Parte I Cosmologia Cosmologia (cosmo- + -logia): s. f. Ciência das leis que regem o universo (Dicionário Priberam da Língua Portuguesa) É o estudo da
As galáxias estão-se a afastar umas das outras. O Universo encontra-se em expansão. Recordando. Atenção às Páginas do MANUAL
1.2- Teoria do Big Bang, galáxias e enxames de galáxias Pp. 18 a 23 Evolução e organização do Universo Teoria do Big Bang Radiação cósmica de fundo Radiotelescópios Telescópios espaciais Enxames de galáxias
Astrofísica Geral. Tema 22: O Big Bang
ig Bang Índice 1 Modelos cosmológicos 2 Expansão do universo 3 Big Bang 4 Evidências do Big Bang 5 Bibliografia 2 / 31 Índice 1 Modelos cosmológicos 2 Expansão do universo 3 Big Bang 4 Evidências do Big
Amanda Yoko Minowa 02/08/2014
CURSO DE ASTRONOMIA COSMOLOGIA (PARTE I) Amanda Yoko Minowa 02/08/2014 [email protected] O UNIVERSO E A HISTÓRIA DO COSMOS COSMOLOGIA (do grego κοσμολογία, κόσμος="cosmos"/"ordem"/"mundo" +- λογία="discurso"/"estudo")
Astrofísica Geral. Tema 22: O Big Bang. Alexandre Zabot
Astrofísica Geral Tema 22: O Big Bang Alexandre Zabot Índice Modelos cosmológicos Expansão do universo Big Bang Evidências do Big Bang Bibliografia 1 30 Índice Modelos cosmológicos Expansão do universo
Cosmologia observacional: a radiação cósmica de fundo em microondas
Cosmologia observacional: a radiação cósmica de fundo em microondas 104 REVISTA USP, São Paulo, n.62, p. 104-115, junho/agosto 2004 Ao ligarmos um televisor em um canal em que não THYRSO VILLELA, IVAN
COSMOLOGIA II. Daniele Benício
COSMOLOGIA II Daniele Benício Relembrando da aula passada... COSMOLOGIA: É o ramo da Ciência que se dispõe a estudar e propor teorias sobre a origem, estrutura e evolução do Universo Evidências do Big
INTRODUÇÃO À COSMOLOGIA
INTRODUÇÃO À COSMOLOGIA O UNIVERSO EM GRANDE ESCALA O mapa mostra a maior estrutura conhecida no universo: o Sloan Great Wall. Nenhuma estrutura maior do que 300 Mpc é observada. Esta distribuição de matéria
Aula 27: Cosmologia O início do Universo
Aula 27: Cosmologia O início do Universo Maria de Fátima Oliveira Saraiva, Kepler de Souza Oliveira Filho & Alexei Machado Müller Mapeamento da radiação cósmica de fundo - a radiação mais remota que se
INTRODUÇÃO À RELATIVIDADE GERAL - Aula 4 p. 1
INTRODUÇÃO À RELATIVIDADE GERAL - Aula 4 Victor O. Rivelles Instituto de Física Universidade de São Paulo [email protected] http://www.fma.if.usp.br/ rivelles/ XXI Jornada de Física Teórica 2006 INTRODUÇÃO
Prova 05/06/2012. Halliday Vol 3-6ª edição Cap 29, 30, 31,32. Halliday Vol 3-8ª edição Cap 28, 29, 30, 32. Aulas 9-15
7. Campo Magnético 7.1 - Campo magnético de uma corrente elétrica 7.2 - Linhas de força 7.3 - Fluxo magnético e indução magnética 7.4 - Campo magnético de uma espira 7.5 - Lei de Ampère 7.6 - Campo magnético
A Radiação Cósmica de Fundo em Microondas e a Origem do Universo
A Radiação Cósmica de Fundo em Microondas e a Origem do Universo Carlos Alexandre Wuensche INPE - Divisão de Astrofísica [email protected] 67a. Reunião Anual da SBPC UFSCar São Carlos, SP 16/07/2015
O tamanho do Universo. Profa. Thaisa Storchi Bergmann Departamento de Astronomia Instituto de Física UFRGS
O tamanho do Universo Profa. Thaisa Storchi Bergmann Departamento de Astronomia Instituto de Física UFRGS Sumário Unidades de distância Métodos de determinação de distâncias Tamanhos no Sistema Solar:
COSMOLOGIA RELATIVÍSTICA
COSMOLOGIA RELATIVÍSTICA A GEOMETRIA DO ESPAÇO Idéias da Teoria da Relatividade Geral! Não se define intensidade da gravidade e sim CURVATURA DO ESPAÇO-TEMPO Deve-se pensar em termos de geometria do universo
Sensoriamento remoto 1. Prof. Dr. Jorge Antonio Silva Centeno Universidade Federal do Paraná 2016
Sensoriamento remoto 1 Prof. Dr. Jorge Antonio Silva Centeno Universidade Federal do Paraná 2016 Súmula princípios e leis da radiação eletromagnética radiação solar conceito de corpo negro REM e sensoriamento
Cosmologia 1. Gastão B. Lima Neto Vera Jatenco-Pereira IAG/USP.
Aspectos históricos Princípio cosmológico Base teórica Expansão do Universo Lei de Hubble Parâmetros cosmológicos Evolução do Universo Cosmologia 1 Gastão B. Lima Neto Vera Jatenco-Pereira IAG/USP www.astro.iag.usp.br/~aga210
Teoria da Relatividade
Teoria da Relatividade Cosmologia II Prof. Pieter Westera [email protected] http://professor.ufabc.edu.br/~pieter.westera/relatividade.html Resumo Teoria do Big Bang 0: Big Bang, começo do tempo.
Thaisa Storchi Bergmann
Thaisa Storchi Bergmann Membro da Academia Brasileira de Ciências Prêmio L Oreal/UNESCO For Women in Science 2015 3/11/16 Thaisa Storchi Bergmann, Breve história do Universo, Parte II 1 Resum0 da primeira
Nossa Estrela: O Sol. Adriana Válio Roque da Silva. Centro de Rádio Astronomia e Astrofísica Mackenzie Universidade Presbiteriana Mackenzie
Nossa Estrela: O Sol Adriana Válio Roque da Silva Centro de Rádio Astronomia e Astrofísica Mackenzie Universidade Presbiteriana Mackenzie O Sol Parâmetros físicos do sol Estrutura solar Evolução solar
COSMOLOGIA. O Universo em grande escala e a dinâmica do Universo como um todo
COSMOLOGIA O Universo em grande escala e a dinâmica do Universo como um todo Cosmologia é a parte da Astronomia que estuda as estruturas e evolução do Universo. A homogeneidade do Universo é a primeira
Energia certa significa: quando a energia do fóton corresponde à diferença nos níveis de energia entre as duas órbitas permitidas do átomo de H.
ESPECTROSCOPIA II A relação da luz com as linhas espectrais O que acontece se átomos de H forem bombardeados por fótons? R. Existem três possibilidades: 1) a maioria dos fótons passa sem nenhuma interação
Introdução à Química Moderna
Introdução à Química Moderna Prof. Alex Fabiano C. Campos, Dr Radiação de Corpo Negro Objeto com T 0K:emite radiação eletromagnética. T 0K Física Clássica: vibração térmica dos átomos e moléculas, provoca
Capítulo 4 Resumo. Cosmologia estudo do Universo como um todo.
ATENÇÃO: esses resumos visam a auxiliar o estudo de cada capítulo, enfatizando os principais pontos levantados em cada trecho do livro Extragalactic Astronomy and Cosmology: an Introduction, de Peter Schneider.
O LADO ESCURO DO UNIVERSO. Pedro Abreu LIP/IST, Lisboa Escola de Profs no CERN em Língua Portuguesa 2013
O LADO ESCURO DO UNIVERSO Pedro Abreu LIP/IST, Lisboa Escola de Profs no CERN em Língua Portuguesa 2013 (Heinrich Wilhelm Olbers, 1823) Universo Porque é que o Universo é escuro? E porque era isto um paradoxo?
Cosmologia 1 Gastão B. Lima Neto IAG/USP
Cosmologia 1 Gastão B. Lima Neto IAG/USP www.astro.iag.usp.br/~aga101 Hubble Ultra Deep Field-HST/ACS AGA 101 2 semestre 2017 Cosmologia História e estrutura do universo Como se distribui a matéria? Onde
O átomo de Rutherford
O átomo de Rutherford Elétrons orbitando o núcleo F Elétrica F Centrifúga Quando uma carga elétrica muda de velocidade ou direção, ela deve irradiar energia. Radiação Eletromagnética É o produto de campos
ESTRUTURA EM GRANDE ESCALA: Distribuição das galáxias no universo
ESTRUTURA EM GRANDE ESCALA: Distribuição das galáxias no universo Galáxias não estão distribuídas uniformemente no espaço Somente 20 ou 30 % das galáxias estão isoladas no espaço integaláctico Normalmente
Cosmologia 1. Gastão B. Lima Neto Vera Jatenco-Pereira IAG/USP.
Aspectos históricos Princípio cosmológico Base teórica Expansão do Universo Lei de Hubble Parâmetros cosmológicos Evolução do Universo Cosmologia 1 Gastão B. Lima Neto Vera Jatenco-Pereira IAG/USP www.astro.iag.usp.br/~aga210
Departamento de Astronomia - Instituto de Física Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Departamento de Astronomia - Instituto de Física Universidade Federal do Rio Grande do Sul FIS2001 - FUNDAMENTOS DE ASTRONOMIA E ASTROFÍSICA 3.a PROVA 2011/2 NOME: TURMA:C I. ( 0,2 pontos cada) Nas questões
Introdução à Astrofísica. Espectroscopia. Rogemar A. Riffel
Introdução à Astrofísica Espectroscopia Rogemar A. Riffel Radiação de Corpo Negro Corpo negro: corpo que absorve toda a radiação que incide sobre ele, sem refletir nada; - Toda a radiação emitida pelo
Introdução a Astronomia...uma breve perspectiva do caminho que realizaremos durante o curso...
Introdução a Astronomia...uma breve perspectiva do caminho que realizaremos durante o curso... I- A Ciência Astronomia-Astrofísica II- Estrutura Hierárquica do Universo III- Escalas de Dimensões e Distâncias
Quasares e Matéria Escura
Quasares e Matéria Escura Atila Costa, Ingrid Rais, Marcelo Diedrich, e Patrícia Gonçalves Seminário de Astronomia IFRS Novembro de 2013 Sumário Introdução...03 História...04 Radiotelescópios...06 Redshift...08
O tamanho, idade e conteúdo do Universo: sumário
O tamanho, idade e conteúdo do Universo: sumário Unidadese métodos de determinação de distâncias Tamanhos no Sistema Solar Tamanho das Estrelas Tamanho das Galáxias Tamanho dos Aglomerados de Galáxias
A expansão do Universo. Roberto Ortiz EACH/USP
A expansão do Universo Roberto Ortiz EACH/USP O problema da distância A distância às galáxias pode ser determinada se considerarmos que um objeto nela localizado tem a mesma luminosidade que um objeto
Astrofísica Geral. Tema 04: Luz. Alexandre Zabot
Astrofísica Geral Tema 04: Luz Alexandre Zabot Índice Dualidade onda-partícula Onda eletromagnética Espectro eletromagnético Efeito Doppler Corpo negro Átomo de Bohr e a luz Leis de Kirchhoff para a luz
Astrofísica Geral. Tema 04: Luz
Outline 1 Dualidade onda-partícula 2 Onda eletromagnética 3 Espectro eletromagnético 4 Efeito Doppler 5 Corpo negro 6 Átomo de Bohr e a luz 7 Leis de Kirchhoff para a luz 8 Efeitos da Atmosfera na luz
Cosmologia Básica: 4 - as eras do universo
1 Cosmologia Básica: 4 - as eras do universo Laerte Sodré Jr. August 17, 2011 As 4 eras do Universo O paradigma cosmológico atual sugere que o universo passou por 4 etapas distintas: o Big-Bang e a inflação
GLONASS Sistema idêntico ao GPS, mas projetado e lançado pela Rússia.
Sumário UNIDADE TEMÁTICA 1 Movimentos na Terra e no Espaço. 1.1 - Viagens com GPS Funcionamento e aplicações do GPS. Descrição de movimentos. Posição coordenadas geográficas e cartesianas. APSA GPS e Coordenadas
A distância Sol-Terra para um observador fixo na Terra é L0 com velocidade v = 0,6c, essa distância é de 10
1.Com relação à teoria da relatividade especial e aos modelos atômicos podemos afirmar que: ( ) A velocidade da luz no vácuo independe da velocidade da fonte de luz. ( ) As leis da física são as mesmas
Física de Plasmas Introdução. Carlos Alexandre Wuensche Processos Radiativos I
Física de Plasmas Introdução Carlos Alexandre Wuensche Processos Radiativos I 1 1 Introdução Onde Podemos Encontrar Plasmas? No Planeta Terra: Ionosfera e Laboratórios de Pesquisa em Fusão Nuclear; Nas
NOTAS DE AULAS DE FÍSICA MODERNA
NOTAS DE AULAS DE FÍSICA MODERNA Prof. Carlos R. A. Lima CAPÍTULO 4 MODELOS ATÔMICOS Primeira Edição junho de 2005 CAPÍTULO 4 MODELOS ATÔMICOS ÍNDICE 4.1- Modelo de Thomson 4.2- Modelo de Rutherford 4.2.1-
IX Olimpíada Ibero-Americana de Física
1 IX Olimpíada Ibero-Americana de Física Salvador, Setembro de 2004 Questão 1 - Sensores Hall (10 pontos) H * H 8 0 Figura 1: Chapinha de material semicondutor atravessada por uma corrente I colocada em
A fonte Solar de Energia da Terra
A fonte Solar de Energia da Terra A energia solar é criada no núcleo do Sol quando os átomos de hidrogênio sofrem fusão nuclear para hélio. Em cada segundo deste processo nuclear, 700 milhões de toneladas
Imagens de galáxias estrelas. estrela. Algumas são espirais como a nossa Galáxia e Andrômeda, outras não.
estrela Imagens de galáxias estrelas imagens das galáxias são mais difusas Algumas são espirais como a nossa Galáxia e Andrômeda, outras não. Aglomerado de Coma ( 100 Mpc de distância da Terra) MORFOLOGIA:
Lista 1_Gravitação - F 228 1S2010
Lista 1_Gravitação - F 228 1S2010 1) a) Na figura a abaixo quatro esferas formam os vértices de um quadrado cujo lado tem 2,0 cm de comprimento. Qual é a intensidade, a direção e o sentido da força gravitacional
1. DAS ESTRELAS AO ÁTOMO
1. DAS ESTRELAS AO ÁTOMO 1.1 A arquitectura do Universo 1.1.4. Organização do Universo 1.1.5. Reacções nucleares e a sua aplicação 1.1.4. Organização do Universo PARTE 1 COMO ESTÁ ORGANIZADO O UNIVERSO?
Tópicos Especiais em Física
Tópicos Especiais em Física Vídeo-aula 2: cosmologia e relatividade geral Vídeo-aula 2: cosmologia e relatividade geral 18/06/2011 Cosmologia: aspectos históricos Fundamentos da Relatividade Geral Cosmologia
Introdução à Cosmologia: 1 - a cosmologia newtoniana
1 Introdução à Cosmologia: 1 - a cosmologia newtoniana Laerte Sodré Jr. August 15, 2011 objetivos: abordagem rápida dos principais conceitos de cosmologia foco no modelo cosmológico padrão veremos como
O Lado Escuro do Universo
O Lado Escuro do Universo Thaisa Storchi Bergmann Departamento de Astronomia, Instituto de Física, UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil Em 400 anos Telescópio Espacial Hubble (2.4m) Telescópio de Galileu (lente
Unidade Arquitectura do Universo. 1.1 Nascimento e Estrutura do Universo. 10º Ano Física e Química A Adaptado de Florbela Rêgo
Unidade 1 1. Arquitectura do Universo 1.1 Nascimento e Estrutura do Universo 10º Ano Física e Química A Adaptado de Florbela Rêgo A coisa mais incompreensível acerca do nosso Universo é que ele pode ser
MODELOS ATÔMICOS BIK0102: ESTRUTURA DA MATÉRIA. Professor Hugo Barbosa Suffredini Site:
BIK0102: ESTRUTURA DA MATÉRIA Crédito: Sprace MODELOS ATÔMICOS Professor Hugo Barbosa Suffredini [email protected] Site: www.suffredini.com.br Ondas (uma breve revisão...) Uma onda é uma perturbação
FIS Cosmologia e Relatividade
FIS02012 - Cosmologia e Relatividade Thaisa Storchi Bergmann Bibliografia de consulta: Introduction to Cosmology, de Barbara Ryden; Introdução à Cosmologia de Ronaldo E. de Souza; Wikipedia; ilustrações
