Indicação Nº..., de... ( Do Senhor Carlos Abicalil)
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- Júlio Medina da Silva
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1 Indicação Nº..., de... ( Do Senhor Carlos Abicalil) Sugere, ao Ministro de Estado dos Transportes, Anderson Adauto a edição de decreto regulamentando a Contribuição de Melhoria, instituída pelo Decreto-lei nº 195, de 24 de fevereiro de 1967, no âmbito do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte-Dnit. Excelentíssimo Senhor Ministro, O Deputado Federal Carlos Abicalil, do Partido dos Trabalhadores de Mato Grosso indica a edição de decreto regulamentando a Contribuição de Melhoria, instituída pelo Decreto-lei nº 195, de 24 de fevereiro de 1967, no âmbito do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte- Dnit, conforme proposta que segue abaixo. Essa proposta deve prestar-se a iniciar a discussão da matéria em pauta, já que se pretende que o próprio Dnit encaminhe sua proposta, considerando a legislação em vigor e objetivando rápidas instituição e cobrança do tributo, evitando mudanças no Decreto-lei nº 195/67. Decreto nº, de de de 2003 Regulamenta a Contribuição de Melhoria instituída pelo Decreto-lei nº 195, de 24 de fevereiro de 1967, no âmbito do Departamento Nacional de Infra- Estrutura de Transporte. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso de sua atribuição que lhe confere o Art. 84, inciso IV, da Constituição Federal e, Considerando que constituem requisitos essenciais da responsabilidade na gestão fiscal a instituição, previsão e efetiva arrecadação de todos os tributos da competência constitucional do ente da Federação, conforme disposto no art. 11 da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2001 e; Considerando a necessidade de regulamentação, por decreto, da Contribuição de Melhoria, para que possa ser efetivamente cobrada, conforme disposto no Art. 20 do Decreto-lei nº 195, de 24 de fevereiro de 1967;
2 DECRETA: Art. 1º. A Contribuição de Melhoria cobrada pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte - Dnit, é instituída para fazer face ao custo de obras públicas, no âmbito de duas atribuições, de que decorra valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. Art. 2º. Será devida a Contribuição de Melhoria ao Dnit, no caso de valorização de imóveis urbanos ou rurais de propriedade privada, em virtude de qualquer das seguintes obras públicas, realizadas pelo Dnit de forma direta ou indireta: I - abertura, alargamento, pavimentação, iluminação, arborização, esgotos pluviais e outros melhoramentos de praças e vias públicas; II - construção ou ampliação de sistemas de trânsito rápido, inclusive todas as obras e edificações necessárias ao funcionamento do sistema; III - construção de estradas de ferro e construção, pavimentação e melhoramento de estradas de rodagem; IV - construção de aeródromos e aeroportos e seus acessos; V - aterros e realizações de embelezamento em geral, inclusive desapropriações em desenvolvimento de plano de aspecto paisagístico. Art. 3º. O fato gerador da contribuição de melhoria cobrado pelo Dnit é o acréscimo de valor do imóvel localizado nas áreas beneficiadas direta ou indiretamente pelas obras públicas que realizar. Art. 4º. Ato do diretor-geral do Dnit aprovará o projeto de instituição de contribuição de melhoria para a obra, contendo os seguintes elementos: a) a referência ao projeto básico da obra; b) a referência ao projeto de desapropriação da obra; c) a referência ao processo de licenciamento ambiental, quando for o caso; d) a zona de influência da obra, discriminando as diversas áreas com perfil sócio econômico diferenciado; e) a discriminação os índices cadastrais das diversas áreas da zona de influência, utilizados para a avaliação dos imóveis; f) a relação dos imóveis nas diversas áreas da zona de influência da obra, indicando o proprietário, o possuidor, os elementos utilizados para a avaliação, a avaliação do imóvel antes da obra, a valorização esperada e o prazo de valorização; g) o benefício total esperado resultante da obra com valorização de imóveis;
3 h) orçamento da obra discriminando todas as despesas com a mesma, inclusive as despesas com estudos, projetos, fiscalização, desapropriações, administração, execução, financiamento, prêmios de reembolso e outras de praxe em financiamentos ou empréstimos, custos de emissão de títulos específicos para a obra, além das despesas com a instituição e cobrança da contribuição de melhoria; i) o valor de contribuição de melhoria a ser cobrado de cada proprietário de imóvel e a respectiva forma de pagamento; j) o valor das desapropriações a serem realizadas e as compensações possíveis entre a contribuição de melhoria e o valor da desapropriação; k) o valor total de contribuição de melhoria a ser arrecadado com a obra; l) os cronogramas de desapropriação e de execução da obra; m) o plano de lançamento da contribuição de melhoria e o respectivo cronograma; 1º. Poderão ser utilizados como fatores explicativos da valorização do imóvel:, localização, testada, área, finalidade de exploração econômica, ou outros que se verificarem representativos. 2º. Os índices cadastrais são os coeficientes dos fatores explicativos, utilizados para a avaliação dos imóveis dentro de cada uma das áreas da zona de influência da obra. 3º. O plano de lançamento da contribuição de melhoria priorizará o lançamento das áreas mais valorizadas pela obra. 4º. Para a definição das áreas de influência será considerada uma valorização mínima das áreas, de forma a evitar que o custo da obra não se dilua excessivamente entre os beneficiados, inviabilizando a cobrança do tributo. Art. 5º. A determinação da Contribuição de Melhoria far-se-á rateando-se, proporcionalmente à valorização de cada imóvel, o custo total das obras atualizado monetariamente, entre todos os imóveis de domínio privado incluídos na zona de influência Parágrafo único. Após o rateio do custo total da obra será observado para cada imóvel se foi respeitado o limite individual de tributação. Art. 6º. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, a Secretaria da Receita Federal e os cartórios de registro de imóveis prestarão, ao Dnit, e àqueles à sua ordem, todas as informações necessárias ao lançamento da contribuição de melhoria. Parágrafo único. O Dnit adotará as providências necessárias para o resguardo de informações sigilosas que lhe forem fornecidas. Art. 7º. O Dnit informará ao Incra e à AGU acerca das terras devolutas e acerca de imóveis em situação irregular que constatar.
4 Art. 8º. Aprovado o projeto de instituição de contribuição de melhoria para a obra, o Dnit publicará edital no D.O.U. e em jornal local ou regional (conforme a abrangência da obra) contendo os seguintes elementos: a) memorial descritivo do projeto; b) orçamento total do custo da obra; c) delimitação das áreas direta e indiretamente beneficiadas pela obra e a relação dos imóveis nelas compreendidos; d) determinação da parcela do custo das obras a ser financiada pela contribuição, com o correspondente plano de rateio entre os imóveis beneficiados. e) determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a zona de influência. 1º. O disposto neste artigo aplica-se, também, aos casos de cobrança de Contribuição de Melhoria por obras públicas em execução, constantes de projetos ainda não concluídos. 2º. Nos trinta dias subseqüentes à publicação do edital, o Dnit dará vista ao projeto de instituição de contribuição de melhoria para os proprietários e possuidores de imóveis beneficiados com a obra, nas Units dos Estados onde a obra se realizar. Art. 9º. Os proprietários de imóveis situados na zona de influência da obra têm o prazo de trinta dias, a começar da data da publicação do edital referido no artigo anterior, para impugnação de qualquer dos elementos dele constantes, cabendo, ao impugnante, o ônus da prova. 1º. A impugnação será dirigida ao diretor-geral do Dnit que, não acolhendo o pedido, remeterá a impugnação para o Conselho de Administração do Dnit para decisão em votação única e definitiva. Art. 10º. Responde pelo pagamento da Contribuição de Melhoria o proprietário do imóvel ao tempo do seu lançamento, e tal responsabilidade se transmite aos adquirentes e sucessores, a qualquer título, do domínio do imóvel. 1º. No caso de enfiteuse, responde pela Contribuição de Melhoria o enfiteuta. 2º. Os bens indivisos serão considerados como pertencentes a um só proprietário e àquele que for lançado terá direito de exigir dos condôminos as parcelas que lhes couberem. Art 11. Executada a obra de melhoramento na sua totalidade ou em parte suficiente para beneficiar determinados imóveis, de modo a justificar o início da cobrança da Contribuição de Melhoria, proceder-se-á ao lançamento referente a esses imóveis. 1º. Cada lote de lançamento do tributo será precedido de publicação no D.O.U. e em jornal local ou regional, conforme a abrangência da obra, de demonstrativo sintético dos custos já realizados na obra. 2º. O Dnit manterá sistema de contabilidade de custos que permita identificar todas as despesas diretamente alocadas com cada uma de suas obras, bem como que permita o rateio das despesas indiretas
5 3º. O Dnit manterá página na Internet, com as informações básicas sobre cada uma das obras, inclusive com o demonstrativo dos custos da obra e da contribuição de melhoria a ser arrecadada. Art. 12. O Dnit escriturará em registro próprio o débito da contribuição de melhoria correspondente a cada imóvel. Art 13. O Dnit notificará os proprietários dos imóveis por meio de carta com aviso de recebimento - mão própria: a) do valor da contribuição de melhoria; b) do prazo para o seu pagamento, suas prestações e vencimentos; c) do local de pagamento; d) dos elementos que integraram o seu cálculo;. e) do prazo de 30 dias para impugnação. 1º. Não tendo sucesso a notificação por meio de carta com aviso de recebimento - mão própria, o Dnit notificará o proprietário do imóvel por meio de edital publicado no D.O.U. e em jornal local ou regional (conforme a abrangência da obra), Art. 14. Dentro do prazo de trinta dias da notificação do lançamento o contribuinte poderá impugnar o lançamento ao Dnit contra: a) erro na localização e dimensões do imóvel; b) cálculo dos índices atribuídos; c) o valor da contribuição; d) o número de prestações. 1º. A impugnação será dirigida ao diretor-geral do Dnit que, não acolhendo o pedido, remeterá a impugnação para o conselho de administração do Dnit para decisão em votação única e definitiva. 2º. Cabe ao contribuinte o ônus da prova de sua impugnação. Art 15. As impugnações dos contribuintes, como também quaisquer recursos administrativos, não suspendem o início, ou o prosseguimento das obras, nem terão efeito de obstar, à administração, a prática dos atos necessários ao lançamento e à cobrança da Contribuição de Melhoria. Art. 16. O lançamento da Contribuição de Melhoria poderá ser complementado ante a constatação de nova valorização resultante da obra, posteriormente ao lançamento ou lançamentos efetuados. Art 17. A Contribuição de Melhoria será paga pelo contribuinte da forma que a sua parcela anual não exceda a três por cento do maior valor fiscal do seu imóvel, atualizado na época da cobrança.
6 1º. O ato da autoridade que determinar o lançamento poderá fixar desconto à taxa de seis por cento ao ano para pagamento à vista, ou em prazos menores que o lançado. 2º. As prestações da Contribuição de Melhoria serão corrigidas monetariamente pela taxa do Serviço de Liquidação e Custódia - Selic. 3º. O atraso no pagamento das prestações fixadas no lançamento sujeita o contribuinte à multa de mora de doze por cento, ao ano. 4º. É lícito, ao contribuinte, liquidar a Contribuição de Melhoria com títulos da dívida pública, emitidos especialmente para financiamento da obra pela qual foi lançado; neste caso, o pagamento será feito pelo valor nominal do título, se o preço do mercado for inferior. 5º. Mediante convênio, o Dnit poderá legar, aos Estados e aos Municípios, ou ao Distrito Federal, o lançamento e a arrecadação da Contribuição de Melhoria devida por obra pública federal, fixando a percentagem na receita, que caberá ao Estado ou Município que arrecadar a contribuição. Art. 18. A cobrança da Contribuição de Melhorias, resultante de obras executadas pela União, situadas em áreas urbanas de um único Município, poderá ser efetuada pelo órgão arrecadador municipal, em convênio com o órgão federal que houver realizado as referidas obras. Art. 19. A conservação, a operação e a manutenção das obras referidas no artigo anterior, depois de concluídas constituem encargos do Município em que estiverem situadas. Art. 20. Não efetivado tempestivamente o pagamento do tributo, o Dnit encaminhará o processo respectivo para a Procuradoria da Fazenda Nacional, que inscreverá em dívida ativa da União. Art. 21. A dívida fiscal oriunda da Contribuição de Melhoria, terá preferência sobre outras dívidas fiscais quanto ao imóvel beneficiado. Art. 22. Este decreto entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, de de 2003; da Independência e da República. Sala de Sessões, em de de 2003 Deputado Carlos Abicalil
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