Inteligência Artificial Aplicada a Robôs Reais
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- Raphael Santarém Castel-Branco
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1 Inteligência Artificial Aplicada a Robôs Reais Prof. Dr. Eduardo Simões Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação USP [email protected]
2 Pensamento: Quem acreditaria em uma Formiga em teoria? S. J. Gould, 1950 Como se projeta uma Girafa? O que é Vida Artificial?...
3 Sumário 1- Computação Evolutiva 1.1 Conceito 1.2 Inspiração na Natureza 1.3 Redes Neurais Artificiais 2- Aplicações da Computação Evolutiva na Robótica 2.1 Robótica Evolutiva 2.2 Implementação 2.3 Experimentos 2.4 Predação 3- Conclusões
4 1- Computação Evolutiva
5 1.1- Computação Evolutiva: Conceito g Sistemas de Computação Tradicionais: Problema Universo de Possíveis Soluções Tentar exaustivamente todas as possíveis soluções e escolher a mais adequada
6 1.1- Computação Evolutiva: Conceito g Algoritmos Genéticos Universo de possíveis Soluções Problema 1 o Grupo de Soluções Teste de um critério definido e interrompimento do processo quando uma solução aceitável é produzida. Problema Combinação das melhores Soluções 2 o Grupo de Soluções
7 1.1- Computação Evolutiva: Conceito g Computação Evolutiva Ambiente 1 o Grupo de Agentes Teste de um critério definido e interrompimento do processo quando um desempenho aceitável é produzido. Ambiente Combinação dos Melhores Agentes 2 o Grupo de Agentes
8 1.1- Computação Evolutiva: Conceito g Computação Evolutiva: Uma Seleção Natural artificial dos mais adequados agentes ou soluções g Premissa mais importante: Especificar o que é desejado do robô, sem definir como ele deve fazer para obter esse comportamento
9 1.2- Inspiração na Natureza Interação entre Organismo e Ambiente: g Comportamento: propriedade emergente da interação entre organismo e meio ambiente g O ambiente não é apenas uma entidade complexa e variável, mas um mundo de oportunidades Organismo por J.J. Gibson (1950) Ambiente
10 1.3- Redes Neurais Artificiais g Redes Neurais Artificiais (cérebro dos Robôs): o o o
11 1.3- Redes Neurais Artificiais g Generalização Aprendizado por Tutor Processa inf. ruidosa Rede Neural Arquitetura do Robô Sensores o o o Controlador Motor1 Motor2
12 2- Aplicações da Computação Evolutiva na Robótica
13 2.1- Robótica Evolutiva
14 2.1- Robótica Evolutiva Processo Evolucionário: Estação de Trabalho Estação de Reprodução Testar a habilidade de Executar a tarefa Seleção dos Parceiros -- Canto de acasalamento Troca de Cromossomos Reconfiguração dos Robôs
15 2.1- Robótica Evolutiva
16 2.1- Robótica Evolutiva
17 2.1- Robótica Evolutiva Material Genético Memória Circuito de Controle Morfologia g Configuração da Rede Neural g Velocidade de movimento g Seleção dos Sensores
18 2.2- Implementação g Arquitetura do Robô Sensores Módulo dos Sensores Rede Neural Módulo dos Motores Motores Posição e Alcance dos Sensores Configuração da Rede Neural ("Instinto") Velocidade e Manobras
19 2.2- Implementação g Controle por Solução Tradicional Left = Right = 0; If (Sensor4=1) then Left = Left + 1; If (Sensor3=1) then Left = Left + 1; If (Sensor2=1) then Left = Left + 1; If (Sensor6=1) then Right = Right + 1; If (Sensor7=1) then Right = Right + 1; If (Sensor8=1) then Right = Right + 1; If (Left > Right) then Command = TRS1; If (Left = Right) then Command = FF; If (Left < Right) then Command = TLS1; If (Sensor1=1) then Command = TRS2; S4 S3 S2-60 o -90 o Left Motor -30 o S1 0 o 180 o S5 S8 30 o 60 o 90 o Right Motor S7 S6
20 2.2- Implementação Neuron Group 1 (Class FF) Neuron Group 2 (Class TLS1) Neuron Group 3 (Class TRS1) Neuron Group 4 (Class TRS2) Li 1 S1 Lj 1 N1,1 N2,1 N3,1 N4,1 g Controle por Rede Neural S2 S3 Li 2 Lj 2 N1,2 N2,2 N3,2 N4,2 Li 3 Lj 3 N1,3 N2,3 N3,3 N4,3 Li 4 S4 Lj 4 N1,4 N2,4 N3,4 N4,4 Li 5 S6 Lj 5 N1,5 N2,5 N3,5 N4,5 Li 6 S7 Lj 6 N1,6 N2,6 N3,6 N4,6 Li 7 S8 Lj 7 N1,7 N2,7 N3,7 N4,7 7 / 7 / 7 / 7 / O1 Adder O2 Adder O3 Adder O4 Adder Winner Takes All Block
21 2.2- Implementação Sensor Control Module Sensor 1 Control Module Sensor1 A/D 2 bits Bit0 Bit1 If C1 = 0 And C2 = 0 Output = S1 Else Output = 0 Bit0 Bit1 Neural Network Chromosome C1 C2
22 2.2- Implementação Motor Control Module Command from Neural Network Pulse Modulation Command Interpretation Signal to Motor1 Signal to Motor2 Fast Medium Slow Chromosome
23 2.2- Implementação g Função de Fitness 1- Começa com 5000 pontos; 2- Recompensa: + 1 pontos para cada 1 seg. de movimento à Frente; 3- Punição: - 10 pontos a cada colisão.
24 2.3- Experimentos
25 2.3- Experimentos g Objetivo: Navegação sem Colisões Simples Robôs Complexo
26 2.3- Experimentos 400 Simple Environment 350 Complex Environment Fitness Fitness Generations Generations g 120 Gerações: (1 min.) g Pontuação do Melhor Robô Média da População
27 2.3- Experimentos 400 Simple Environment 350 Complex Environment Fitness Fitness Generations Generations Espécie 1 Um sensor frontal Espécie 2 Dois sensores, um frontal e outro lateral Espécie 3 Três sensores, um frontal e dois laterais
28 2.4- Predação Fitness Mutation Rate = 0.0% Predation NoPredation Simulated Generations
29 3- Futebol de Robôs
30 3.1- Futebol de Robôs: Histórico g Histórico: 1992: idéia de robôs jogando futebol (prof. Alan Mackworth, Canadá); 1993: japoneses & coreanos; 1995: anúncio da iniciativa RoboCup e FIRA; 1996: realização das primeiras competições mundiais; : campeonatos anuais; g RoboCup & FIRA
31 3.2- Futebol de Robôs: Sistema g Sistema Inteligente de Futebol de Robôs g 3 Módulos Principais: Sistema de Visão Sistema Inteligente de estratégia de jogo Projeto dos Robôs Autônomos g Infra-estrutura: Campo Rádio-modem Iluminação Camera de Vídeo
32 3.2- Futebol de Robôs: Visão Reconhecimento de cores Detectar a posição da bola e de cada robô Tabela com as coordenadas da bola e dos robôs
33 3.2- Futebol de Robôs: Estratégia de Jogo g Objetivo: Analisar a Situação Atual Planejar a estratégia de jogo Controlar cada robô do time g Diferentes Abordagens: Sistema de Decisão Baseado em Regras Sistema de Decisão Baseado em Regras com aprendizado por reforço Sistema Evolutivo Sistema de Agentes Autônomos distribuídos Rede Neural Artificial com treinamento por exemplos
34 3.2- Futebol de Robôs: Estratégia de Jogo g Fase 1: Visão Global e Inteligência Centralizado Imagem do Campo de Futebol Sistema de Visão Sistema Inteligente de Estratégia de Jogo 5 Robôs e Campo Rádio Modem Computador Servidor
35 3.2- Futebol de Robôs: Estratégia de Jogo g Fase 2: Visão Global e Inteligência Distribuída Imagem do Campo de Futebol Sistema Inteligente de Estratégia de Jogo Distribuído nos Robôs Sistema de Visão 5 Robôs e Campo Rádio Modem Computador Servidor
36 3.2- Futebol de Robôs: Estratégia de Jogo g Fase 3: Visão e Inteligência Distribuída Sistema de Visão e Sistema Inteligente de Estratégia de Jogo Distribuído nos Robôs 5 Robôs e Campo
37 3.3- Futebol de Robôs: RoboCup g By the year 2050, develop a team of fully autonomous humanoid robots that can win against the human world soccer champion team. g RoboCup Soccer Small Robot League (f-180) Middle Size Robot League (f-2000) Sony Legged Robot League Humanoid League g RoboCup Rescue g RoboCup Junior
38 3.3- Futebol de Robôs: RoboCup g Small Robot League (f-180) Campo: g 2,9m x 2,4m (cercado por muros); g superfície verde, plana e dura (qualquer textura); g marcações brancas da área, círculo central, etc. Bola de golfe laranja. Jogadores: g mínimo 1; máximo 5; g robôs claramente numerados; g goleiro designado antes da partida; g substituições ilimitadas.
39 3.3- Futebol de Robôs: RoboCup g Small Robot League (...continuação) Intervenção humana somente para pênaltis, escanteios, etc; Robôs: g até o tamanho de um cilindro de 180mm diâmetro; g identificação do time: amarelo ou azul (círculo 40mm); g identificação individual com outras cores; g 2 tempos de 10 minutos cada; Comunicação sem fio com computadores. Visão global externa local. Permitido o uso de mecanismos de chute. 80% da bola sempre deve estar livre;
40 3.3- Futebol de Robôs: RoboCup g Small Robot League (...continuação)
41 3.3- Futebol de Robôs: RoboCup g Middle Size Robot League (f-2000) Tamanho dos robôs (projeção no chão): g posição normal : quadrado de 50cm; g com seus dispositivos ativos: quadrado de 60cm; g altura entre 30cm e 80cm. Peso máximo de 80Kg. Robôs podem alterar seu formato. 2/3 da bola devem ficar sempre desobstruídos. Não é permitida visão global ou qualquer outro tipo de sensor global. Tamanho do campo: 10m x 5m Tamanho do gol: 2m x 90cm Bola de Futsal;
42 3.3- Futebol de Robôs: RoboCup g Sony Legged Robot League Campo: 2800mm x 1800mm Jogadores são os cachorrinhos da Sony; g Humanoid League (em discussão) Robôs com duas pernas, dois braços, um corpo e uma cabeça; Competições: g ficar em pé com apenas uma perna por 1 minuto; g Humanoid Walk; g Pênaltis (com e sem goleiro); Jogo de futebol: g de 1 a 3 robôs por time;
43 3.4- Futebol de Robôs: FIRA g Federation of International Robot-soccer Association g The main objective of FIRA is to take the spirit of science and technology to the laymen and the younger generation. g Categorias: MiroSot; NaroSot; HuroSot; KheperaSot; SimuroSot.
44 3.4- Futebol de Robôs: FIRA MiroSot g Micro Robot World Cup Soccer Tournament times de 3 robôs; 1 computador por time; tamanho dos robôs: cubos de 7,5cm; Small League: g campo: 150cm x 130cm; g gol de 40cm; g bola de golfe laranja. g 2 tempos de 5 minutos cada; g visão global permitida. Middle League: g campo: 220cm x 180cm;
45 3.4- Futebol de Robôs: FIRA MiroSot g Campeonato da FIRA em 2002 na categoria MiroSot
46 3.4- Futebol de Robôs: FIRA NaroSot Times de 5 robôs; Robôs de 4cm x 4cm x 5,5cm; Campo de 130cm x 90cm; Gol de 25cm; Bola de pingue-pongue laranja;
47 3.4- Futebol de Robôs: FIRA HuroSot g Humanoid Robot World Cup Soccer Tournament regras em discussão; robô bípede: 40cm altura; 15cm diâmetro;
48 3.4- Futebol de Robôs: FIRA KheperaSot g 2 times de 1 robô cada; g robôs: cilindro com 60mm de diâmetro; g visão on board ; g campo: 1050mm x 680mm; g gol: 300mm largura; 150mm altura; g bola de tênis amarela ou branca; g sem comunicação; g 5 tempos de no máximo 4 minutos; g sem pausas ou substituições;
49 3.5- Futebol de Robôs: Estilo do Campo
50 3.6- Futebol de Robôs: Situação no Brasil g 1998 Copa Brasil de Futebol de Robôs Escola Politécnica da USP preparo para a FIRA '98, na França times de 3 robôs e time de 1 único robô g 1999 FIRA Robot World Cup Brazil Colégio Notre Dame (Campinas)
51 3.6- Futebol de Robôs: Situação no Brasil g Até Existiam alguns campeonatos regionais e, eventualmente, partidas amistosas. Não havia um ponto de referência ou organização que reunisse a comunidade. Não era realizado nenhum campeonato nacional periódico. Falta de comunicação entre equipes.
52 3.7- Futebol de Robôs: CBF-R g Comissão Brasileira de Futebol de Robôs A partir de Setembro de 2002 Reunir a comunidade no Brasil Lista de Discussão: g [email protected] g g realizar troca de idéias; g organizar campeonato nacional; g discutir as regras; Adesão da comunidade acadêmica é da maior importância!!!
53 3.7- Futebol de Robôs: CBF-R g Campeonato Nacional 1a edição do Campeonato Nacional da CBF-R no IEEE LATIN AMERICAN CONTEST FOR ROBOTICS g A ser realizado em Bauru, de 17 a 19 de setembro, junto ao VI Simpósio Brasileiro de Automação Inteligente; g 1. Beginners Lego Competition g 2. Advanced Competition g 3. Robot Soccer 1 (close to MIROSOT league from FIRA) g 4. Robot Soccer 2 (close to F-180 league from Robocup) g 5. Robot Soccer Simulation (Simulation League Robocup)
54 4- Conclusão
55 4- Conclusão g A Computação Evolutiva pode contribuir muito com a Robótica Evolução Contínua X Busca de Solução Produz soluções aceitáveis para problemas de navegação e desvio de obstáculos Possibilita auto-programação de sistemas complexos Construção de 40 robôs móveis autônomos Construção de dois times de futebol contendo 5 robôs Disciplina de Pós-Graduação p/ próximo semestre: SCE5828 Metodologias Avançadas para Projeto de Hardware
56 FIM Cópia das transparências e referências bibliográficas podem ser obtidas no site: [email protected]
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