:: :: únicos na web com explicação das respostas correctas

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download ":: :: únicos na web com explicação das respostas correctas"

Transcrição

1 A Educação Rodoviária com a publicação O Novo Código Motociclos, tem como principal objetivo auxiliar os futuros condutores, na preparação do seu exame teórico de Código da Estrada. O Novo Código Motociclos aborda o conteúdo programático necessário para o exame, de uma forma simples e objetiva, associando os diversos exemplos de situações de trânsito a imagens reais, o que permite uma melhor compreensão e memorização, bem como uma melhor associação entre ideias. A Educação Rodoviária sabendo que o comportamento do condutor constitui uma das variáveis mais importantes nas causas da sinistralidade rodoviária e nas principais medidas de segurança, pretende desta forma contribuir para a adoção de comportamentos adequados e aumentar a segurança rodoviária na educação dos futuros condutores, capaz de produzir efeitos positivos na redução da sinistralidade, a médio e longo prazo. A equipa da Educação Rodoviária

2 :: Título: O Novo Código de Motociclos Educação Rodoviária :: Autoria, Edição e Distribuição: CDNET Informática e Serviços, Lda. Praceta Soeiro Pereira Gomes, Lote 2 Loja Dta Bobadela LRS Telefone: Fax: :: Coordenação: CDNET Informática e Serviços, Lda. :: Composição Gráfica e Paginação: CDNET Informática e Serviços, Lda. :: Seleções e Pré-Impressão: CDNET Informática e Serviços, Lda. :: CTP, Impressão e Acabamento: SIG - Sociedade Industrial Gráfica Lda. Rua Pero Escobar Camarate N.I.F.: :: 7ª Edição Exemplares :: ISBN: :: Depósito Legal: /11 É expressamente proibido reproduzir, no todo ou em parte, sob qualquer meio ou forma, nomeadamente fotocópia, esta obra. As transgressões são passíveis das penalizações previstas na legislação em vigor. P.V.P. 10,50 IVA incluído à taxa legal em vigor Diferentes tipos de motociclos Habilitação para condução de motociclos :: Categoria AM, A1, A2 e A :: Requisitos necessários e comuns a todas as categorias Alguma sinalização diretamente relacionada com a condução de Motociclos e Ciclomotores Equipamentos de proteção 01.1 Equipamento: luvas, botas, vestuário e capacete Finalidade e utilização :: Luvas :: Botas :: Vestuário :: Capacete :: Protetor de pescoço :: Protetor de coluna Visibilidade relativamente aos outros utentes da via 02.1 Adaptação da condução às características específicas do veículo :: Transporte de passageiros e carga :: Comportamento em curva :: Comportamento para ultrapassar :: Limites de velocidade :: Outros limites de velocidade :: Infrações por excesso de velocidade Sua instabilidade e fragilidade Posicionamento na via: ver e ser visto :: Necessidade de ver :: Necessidade de ser visto Iluminação :: Na frente :: Na retaguarda dos veículos :: Outros dispositivos Luzes indicadoras de mudança de direção Luzes avisadoras de perigo Refletores Avaria nas luzes Sinalização gestual Classificação das vias - o perfil, o estado de conservação e as características do pavimento 03.1 Adaptação da condução às condições da via :: Condução urbana

3 04 :: Condução em estrada :: Condução em autoestrada e vias reservadas a automóveis e motociclos :: Condução noturna :: Condução sob a influência do Sol Fatores de risco associados aos diferentes estados do piso :: Condições ambientais adversas Pontos de instabilidade: tampas de esgoto, marcações (linhas, setas e carris de elétrico) Constituintes do veículo 04.1 Quadro, forquilha e coluna de direção Painel de instrumentos, órgãos de comando, regulação e sinalização Motor e sistemas :: Motores a 2 tempos :: Motores a 4 tempos :: Interruptor de paragem de emergência :: Sistemas Sistema de alimentação Sistema de lubrificação Sistema de refrigeração Sistema de transmissão Sistema de suspensão Sistema de direção Sistema de travagem Sistema de elétrico Sistema de arranque Sistema de ignição Fusíveis de proteção de circuitos Sistema de escape :: Avarias mais correntes, precauções de rotina e utilização adequada Avarias Precauções de rotina e utilização adequada Descanso Inspeções técnicas DIFERENTES TIPOS DE MOTOCICLOS Existe no mercado uma enorme variedade de motociclos de diferentes modelos, características, potências, etc. Quando se pretende comprar um motociclo, deve considerar-se se as características do veículo são compatíveis com o fim a que se destina, se o modelo é adequado à estatura do seu normal utilizador e se este, ao sentar- -se, consegue chegar com os dois pés ao chão. Diversos Comportamento em relação a sinistrados Em caso de acidente Estojo de emergência Identificação dos intervenientes Classificação das contraordenações Licensas especiais de condução de ciclomotores Validade e revalidação dos titulos de condução A - 1

4 MOTOCICLOS, CICLOMOTORES, TRICICLOS E QUADRICICLOS MOTOCICLOS Motociclo Veículo dotado de duas rodas, com ou sem carro lateral, com motor de propulsão de cilindrada superior a 50 cm ³, no caso de motor de combustão interna, ou que, por construção, exceda a velocidade de 45 km/h. Os motociclos de cilindrada superior a 125 cm 3 podem acoplar carro lateral destinado ao transporte de um passageiro. TRICICLOS Triciclo Veículo dotado de três rodas dispostas simetricamente, com motor de propulsão com cilindrada superior a 50 cm 3, no caso de motor de combustão interna, ou que, por construção, exceda a velocidade de 45 km/h. Os triciclos também podem atrelar à retaguarda, um reboque de um eixo, destinado ao transporte de carga. Qualquer motociclo pode atrelar à retaguarda um reboque de um eixo destinado ao transporte de carga. VEÍCULOS COM MENOS DE 50 CM 3 (CICLOMOTORES) CATEGORIAS A carta de condução habilita a conduzir uma ou mais das seguintes categorias de veículos: São os veículos dotados de duas ou três rodas, com uma velocidade máxima em patamar e por construção, não superior a 45 km/h e cujo motor: a) No caso de veículos de duas rodas, tenha cilindrada não superior a 50 cm ³, tratando-se de motor de combustão interna ou cuja potência máxima não exceda 4 kw, tratando- -se de motor elétrico. b) No caso de veículos de três rodas, tenha cilindrada não superior a 50 cm 3 tratando-se de motor de ignição comandada ou cuja potência máxima não exceda 4 kw, no caso de outros motores de combustão interna ou de motores elétricos. Qualquer veículo com motor com menos de 50 cm 3 (ciclomotor) pode atrelar, à retaguarda, um reboque de um eixo destinado ao transporte de carga. A - 2 A - 3

5 HABILITAÇÃO LEGAL Requisitos necessários e comuns a todas as categorias - Estar apto física e psicologicamente. - Ter residência em território Português. - Saber ler e escrever. - Não estar a cumprir proibição ou inibição de conduzir ou medida de segurança de interdição de concessão de carta de condução. - Aprovar no exame de condução. Documentos que o condutor deve ser portador Sempre que um motociclo ou ciclomotor transite na via pública o condutor deve ser portador dos seguintes documentos: - Título de Condução; - Documento legal de identificação pessoal; - Certificado de seguro; - Documento de identificação do veículo; - Título de registo de propriedade do veículo ou documento equivalente; - Documento único - este documento acumula os dados de identificação do veículo com o registo de propriedade; ALGUMA SINALIZAÇÃO DIRETAMENTE RELACIONADA COM A CONDUÇÃO DE MOTOCICLOS E CICLOMOTORES C3a Trânsito proibido a automóveis e motociclos com carro Indicação de acesso interdito a automóveis ligeiros, pesados e motociclos com carro. C3e Trânsito proibido a motociclos simples Indicação de acesso interdito a motociclos simples. O motociclo com carro pode passar. A - 4 A - 5

6 C3f Trânsito proibido a ciclomotores Indicação de acesso interdito a ciclomotores. O sinal aplica-se a veículos de duas e três rodas, de cilindrada inferior a 50cm 3 e que não excedam a velocidade de 45Km/h. C14c Proibição de ultrapassar para motociclos e ciclomotores Indicação de que é proibida a ultrapassagem para os motociclos e ciclomotores. Neste sinal os condutores dos motociclos e ciclomotores poderão ser ultrapassados, não poderão é ultrapassar. C4a Trânsito proibido a automóveis e motociclos Indicação de acesso interdito a automóveis e motociclos. A todos os automóveis e a todos os motociclos. C20e Fim da proibição de ultrapassar para motociclos e ciclomotores Indicação do local a partir do qual deixa de ser proibida a ultrapassagem para motociclos e ciclomotores imposta pelo sinal C14c. C4c Trânsito proibido a automóveis, a motociclos, e a veículos de tração animal Indicação de acesso interdito a automóveis, a motociclos e a veículos de tração animal. H25 Via reservada a automóveis e motociclos Indicação de entrada numa via destinada apenas ao trânsito de automóveis e motociclos. Via equiparada à Autoestrada. C4e Trânsito proibido a peões, a animais e a veículos que não sejam automóveis ou motociclos Indicação de acesso interdito a peões, animais e veículos que não sejam automóveis nem motociclos com cilindrada superior a 50 cm 3. H39 Fim de via reservada a automóveis e motociclos Indicação de que terminou a via reservada a automóveis e motociclos. C4f Trânsito proibido a veículos de duas rodas Indicação de acesso interdito a todos os veículos de duas rodas. O motociclo com carro, pode circular. Painéis indicadores de veículos que a que se aplica a regulamentação C14a Proibição de ultrapassar Indicação de que é proibido a ultrapassagem de outros veículos que não sejam velocípedes, ciclomotores de duas rodas ou motociclos de duas rodas sem carro lateral. O mod. n.º 11f para motociclos; O mod. n.º 11g para ciclomotores; C20c Fim da proibição de ultrapassar Indicação do local a partir do qual deixa de ser proibida a ultrapassagem imposta pelo sinal C14a. A - 6 A - 7

7 01 Equipamentos de proteção 01.1 EQUIPAMENTOS: LUVAS, BOTAS, VESTUÁRIO E CAPACETE Os condutores e passageiros de veículos de 2 rodas, nomeadamente de motociclos, devido às características especiais destes veículos, necessitam de utilizar equipamentos de proteção, como luvas, botas, vestuário e capacete. Estes equipamentos são, não só elementos de segurança passiva, pois protegem o condutor e passageiro em caso de acidente, como também podem ser elementos de segurança ativa, se permitirem melhores condições de circulação FINALIDADE E UTILIZAÇÃO LUVAS As luvas podem ser fabricadas de diversos materiais, no entanto qualquer que seja o material utilizado, devem proporcionar conforto, mobilidade, proteção ao frio e proteção em caso de queda. Devem ainda ser de tamanho adequado e permitir uma boa ventilação e não retirar sensibilidade. Em caso de queda a tendência dos condutores é porem as mãos à frente para se protegerem, por isso, as luvas devem possuir reforços na zona das articulações dos dedos e na palma da mão, para minimizar as sequelas de um possível contacto com o asfalto. Devido ao contacto com o vento e com o frio, as mãos do condutor tendem a enregelar, diminuindo assim a sensibilidade e dificultando o manuseamento dos comandos do motociclo, aumentando por isso o tempo de reação do condutor. Por isso, o uso de luvas adequadas aumenta também a segurança no exercício da condução, embora não seja um acessório de uso obrigatório. BOTAS A utilização de botas não é obrigatória, no entanto são um equipamento de proteção importante na condução de motociclos. Regra geral, são feitas de pele e protegem os pés, não só de queimaduras resultantes de quedas e do contacto da pele com o asfalto (abrasão), mas também de queimaduras resultantes de algum contacto com o motor ou escape. Protegem ainda da chuva, do frio e de pedras ou objetos projetados. As botas têm que permitir ao utilizador/condutor conforto e mobilidade apesar dos reforços e proteções específicas para algumas zonas do pé, devem ter sola antiderrapante para que o condutor ao apoiar os pés para parar/sair do motociclo, não escorregue, perdendo o equilíbrio em zonas escorregadias (por exemplo, o piso das bombas abastecedoras de combustível). Recomendam-se botas de cano alto, ou em alternativa, calçado sem atacadores uma vez que estes se não forem bem presos podem soltar-se e prender-se nos comandos inferiores do motociclo, podendo desta forma provocar a queda do condutor. VESTUÁRIO A nível de vestuário para motociclistas, existe uma grande variedade e oferta no mercado, nomeadamente fatos integrais, calças e blusões. É importante na condução de motociclos a utilização de vestuário de proteção adequado para proteger das condições climatéricas ou, em caso de queda ou acidente, diminuir a gravidade das lesões que possam daí ocorrer. Na impossibilidade de um facto integral, existem blusões e calças em couro (pele) que sendo um material resistente aos rasgões e à abrasão, permite uma melhor proteção e também uma boa liberdade de movimentos, apesar dos reforços e proteções em determinadas zonas do corpo como ombros, cotovelos e joelhos. Para uma maior segurança o blusão não deve ter botões mas sim fecho e molas, as calças devem ser justas ao corpo para não oferecer resistência ao vento, criando instabilidade aerodinâmica. Não podem, no entanto, dificultar os movimentos. Os fatos integrais, os blusões e as calças em pele ou couro, revestida com uma membrana interna de Goretex, são mais aconselhados que o mesmo A - 8 A - 9

8 vestuário em pele convencional, pois garantem um bom isolamento térmico e são impermeáveis. Há ainda fatos manufaturados com proteções integradas nas zonas mais expostas em caso de queda ou acidente, tais como, coluna vertebral, ombros, cotovelos, ancas e joelhos. Existem ainda outros acessórios que podem ser utilizados pelos motociclistas e que servem para aumentar o conforto e a segurança na condução, tais como passa-montanhas, lenços e cintas. Os passa-montanhas colocam-se na cabeça antes do capacete e servem para proteger do frio. Os lenços servem para proteger do frio a zona do pescoço, evitando a entrada de ar (deve evitar-se o uso cachecol). oferecem mais garantias de resistência e durabilidade que os segundos. Estes últimos, revelam menos resistência quer aos químicos, quer aos raios ultravioleta. O revestimento interior é constituído por espuma sintética, normalmente de poliestireno expandido, cuja função é absorver a força de impacto que não tenha sido absorvida pela camada exterior. Contêm ainda o forro interior em espuma com uma cobertura de tecido, confortável e cómodo para a pele. Existem no mercado diversos modelos de capacetes de proteção, mas basicamente podemos classificá-los em 3 tipos: As cintas protegem a região lombar do frio, das vibrações, diminuem o cansaço provocado pela posição exigida na condução de motociclos e sobretudo protegem a coluna do condutor de um impacto. Um vestuário de qualidade pode diminuir consideravelmente, as sequelas duma queda ou acidente, devendo os motociclistas optar por fatos de cores claras e vivas ou com material refletor, para serem mais facilmente vistos pelos demais utentes da via, especialmente quando conduzem durante a noite. CAPACETE O capacete de proteção é obrigatório por lei e obedece a modelos aprovados e homologados pelo I.M.T.T. (ECE 22-05). A obrigatoriedade do uso do capacete aplica-se aos condutores e passageiros dos motociclos com ou sem carro lateral, ciclomotores, triciclos e quadriciclos, com exceção dos veículos providos de caixa rígida ou de veículos que possuam simultaneamente estrutura de proteção rígida e cintos de segurança. Também é de uso obrigatório para condutores de velocípedes com motor e de trotinetas com motor. Os capacetes de proteção são constituídos por uma cobertura exterior ou calota que tem como função principal absorver e dispersar as forças resultantes de um impacto. As melhores são construídas em materiais compósitos (polímeros de fibra reforçada), ou de termoplásticos. Os primeiros Capacete aberto - É o tipo de capacete convencional, protege unicamente a cabeça. É o tipo de capacete mais usado em pequenos percursos, com velocidades mais moderadas e em condução urbana, permite um maior ângulo de visão por parte do seu utilizador. Capacete integral - O capacete integral ou fechado é o que oferece mais proteção. Protege a cabeça, os olhos e o rosto incluindo a zona dos maxilares. É o tipo de capacete mais utilizado e adequado na condução em estrada, autoestrada ou vias equiparadas. Recomenda-se também a sua utilização em condução urbana. Capacete modular - Também designado por capacete híbrido, é aquele que possui a frente móvel, ou seja, quando a frente está levantada transforma-se num capacete aberto, quando a frente está descida, fica idêntico ao capacete integral. Este tipo de capacete tem vantagem em situações de acidente pois permite uma melhor assistência ao utilizador, como desvantagem é o facto de permitir um aumento de ruído no interior. O uso de um capacete não homologado não oferece segurança ao utilizador e está sujeito a coima. A - 10 A - 11

9 A finalidade do uso do capacete é a de proteger a cabeça em caso de queda, por isso recomenda-se: Um capacete de boa qualidade à medida do utilizador, adaptado ao tipo de veículo e à utilização, homologado e devidamente apertado. Com viseira, para proteção do rosto e dos olhos. As viseiras devem ser claras, as pretas ou fumadas dificultam a condução noturna pois diminuem a visibilidade. Devem manter-se limpas e sem riscos. Como regra geral, as viseiras devem ser substituídas sempre que já não permitam uma boa visibilidade. Se o capacete não estiver equipado com viseira, recomenda-se o uso de óculos de proteção, pois as poeiras, insetos, folhas ou outros objetos que possam vir pelo ar podem criar sérias dificuldades ao condutor se ele tiver o rosto e os olhos sem proteção. Existem diferentes sistemas de fechos de segurança para capacetes de proteção, nomeadamente fecho duplo anel em D, fecho rápido por aplicações de velcro especial e fechos rápidos constituídos por duas partes que se encaixam entre si. Este último sistema é o mais prático e mais rápido. A finalidade, é fixar o capacete à cabeça, impedindo que este salte ou caia em caso de queda ou acidente. Existem alguns modelos de capacete com spoiler (defletor), que tem como função principal, aumentar o conforto do condutor ou passageiro, eliminando ou reduzindo a turbulência a alta velocidade. Um bom sistema de insonorização também é fundamental para o bem estar do condutor. Um bom sistema de ventilação e aerodinâmica nos capacetes é fundamental para a segurança na condução e para o bem estar físico e psicológico do condutor, ao permitir a entrada de ar limpo e a saída de ar sujo e da humidade, assim como também reduz o esforço a que a cabeça está sujeita durante a condução. O peso do capacete não tem relação direta com a segurança, no entanto um capacete mais leve permite ao seu utilizador mais conforto e menos esforço do que um capacete mais pesado. Os capacetes de proteção devem ser de cores claras e/ou refletoras e devem permitir o maior ângulo de visão possível. O tempo de vida útil de um capacete de proteção é de mais ou menos 5 anos, no entanto devem ser substituídos segundo as indicações do fabricante e sempre que se verifiquem quedas do capacete ou dos seus utilizadores e ainda após situações de acidente. Aparentemente pode parecer que não sofreu qualquer dano, mas as estruturas internas e externas podem ter ficado danificadas e numa futura situação não proteger do mesmo modo. Na limpeza do capacete, o seu utilizador deve utilizar água e sabão ou produtos próprios para a limpeza deste tipo de material, nunca utilizar produtos abrasivos. O forro interior pode ser retirado e lavado com água e sabão. As viseiras devem ser limpas com água e sabão ou produtos próprios para o efeito. A não utilização do capacete de proteção constitui uma contraordenação leve, sancionada com coima de 120 a 600. No caso do passageiro transportado, a responsabilidade pela não utilização do capacete de proteção, recai no condutor no caso de ser menor de idade. PROTETOR DE PESCOÇO Os sistemas de proteção de pescoço são, regra geral, estruturas desenhadas para funcionar em conjunto com o capacete, de forma a reduzir a compressão do pescoço, através de absorção, difusão e deflexão das energias do impacto, reduzindo o risco, a gravidade e eventuais danos cervicais em caso de acidente. Também reduzem a probabilidade de lesões musculares graves devido a torções excessivas da cabeça. PROTETOR DE COLUNA Os protetores de coluna devem ser usados pelo condutor e passageiro de um motociclo. A função essencial deste equipamento de proteção é proteger a coluna, aumentando e contribuindo para a segurança passiva. A - 12 A - 13

10 02 Visibilidade relativamente aos outros utentes da via 02.1 ADAPTAÇÃO DA CONDUÇÃO ÀS CARACTERÍSTICAS ESPECÍFICAS DO VEÍCULO Os condutores dos veículos de duas rodas, têm de adaptar a sua condução às características específicas do veículo, pois existem variadíssimos modelos concebidos para diferentes fins, motos de estrada, urbanas, competição, etc. Uma postura correta do condutor no motociclo é essencial para obter uma rápida adaptação ao veículo, bem como para uma condução segura e equilibrada. O condutor deve subir para o veículo pelo lado esquerdo e com o descanso lateral na posição de descido, quando se senta, deve fazê-lo na parte da frente do banco de modo confortável e com uma boa postura. Deve regular as manetes, o pedal de travão, e os espelhos retrovisores, por forma a que não seja necessário movimentar muito o corpo, bem como, colocar as mãos a meio dos punhos de forma a que os dedos coincidam com as extremidades das manetes, com os braços fletidos e o tronco ligeiramente curvado. Quanto aos pés devem ficar colocados no centro dos apoios. O correto posicionamento do condutor no motociclo vai permitir também um melhor ângulo de visão sobre o meio envolvente. Por regra, os motociclos permitem o transporte de um passageiro por isso, além do posicionamento do condutor, é de considerar a importância do posicionamento e do comportamento do passageiro para que se assegure a estabilidade do veículo. TRANSPORTE DE PASSAGEIROS E CARGA Nos motociclos, triciclos, quadriciclos e ciclomotores é proibido o transporte de passageiros de idade inferior a 7 anos, salvo tratando-se de veículos providos de caixa rígida não destinada apenas ao transporte de carga. O passageiro transportado no motociclo, deve sentar-se depois do condutor recolher o descanso e ter os dois pés no chão, deve apoiar os pés e segurar-se devidamente ao condutor. A inclinação a dar ao corpo e à cabeça, será sempre a inclinação dada pelo condutor. Por exemplo, numa curva para a direita a inclinação será para a direita, numa curva para a esquerda a inclinação será para a esquerda, ao inclinarem-se, estão a baixar o centro de gravidade do conjunto e a contrariar a força centrifuga. Com o transporte de um passageiro aumenta o peso sobre o veículo, e quanto maior for a massa em deslocação, maior será a distância de travagem, sendo maior o peso sobre a roda traseira maior será a força a utilizar sobre o travão traseiro. O centro de gravidade do conjunto condutor/passageiro/ veículo pode variar, provocando oscilações e/ou perda de aderência. Por isso, o condutor deve: Regular a pressão dos pneus; Regular a suspensão (especialmente a traseira, nomeadamente a pré-carga da mola); Evitar acelerações e travagens bruscas; Aumentar as distâncias de segurança; Adequar a velocidade e; Regular a orientação das luzes (quanto maior for o peso do passageiro, mais o feixe luminoso levanta o que pode vir a provocar encandeamento aos outros utentes da via, assim como deixar de iluminar eficazmente a via, o condutor deverá ter o mesmo cuidado ao transportar cargas mais pesadas). Os motociclos de cilindrada superior a 125 cm 3 podem acoplar carro lateral destinado ao transporte de um passageiro. Os passageiros transportados em motociclo devem utilizar vestuário adequado e obrigatoriamente capacete de proteção devidamente homologado e apertado. A - 14 A - 15

11 O transporte de carga em motociclo, triciclo, quadriciclo, ciclomotor ou velocípede, só pode fazer-se em reboque ou caixa de carga. É proibido aos condutores e passageiros dos veículos referidos no número anterior, transportar objetos suscetíveis de prejudicar a condução ou constituir perigo para a segurança das pessoas e das coisas ou embaraço para o trânsito. Os motociclos, triciclos, quadriciclos, ciclomotores e velocípedes, podem atrelar à retaguarda, um reboque de um eixo destinado ao transporte de carga. COMPORTAMENTO EM CURVA Os sinais de perigo, advertem os condutores para determinadas situações de perigo e estão colocados, regra geral, entre 150 a 300 metros do perigo a que se referem. Esta distância vai permitir ao condutor reduzir a velocidade e adaptar o seu comportamento em função do perigo de que se aproxima. Os sinais de perigo que advertem os condutores para a aproximação de curvas são: Ao entrar na curva o motociclo é sujeito a duas forças: Centrípeta e Centrífuga. A força centrípeta é a força que tende a puxar o veículo para o interior da curva. Esta força é potencializada pelo condutor ao inclinar o veículo e o corpo, no entanto quanto menor for a superfície de pneu em contacto com a via, menor será a aderência e como consequência maior será a probabilidade de derrapagem, e maior será a distância de travagem. A força centrífuga é a força que tende a puxar o motociclo para o exterior da curva. Esta força será tanto maior quanto maior for a velocidade com que se entra na curva e tanto maior, quanto menor for o raio da curva. Para uma condução segura a força centrípeta terá que se sobrepor à força centrífuga. Antes de entrar numa curva, o condutor deve: Avaliar a curva e os ângulos de desvio que terá de executar, nomeadamente numa curva à direita, colocar o motociclo ao eixo da via (ou à esquerda na sua via de trânsito). Na curva à esquerda encostar ao limite direito da via. Perante estes sinais e ao aproximar-se de uma curva o condutor deve: Reduzir a velocidade; Ter capacidade de avaliação dessa curva, pois cada curva é uma curva diferente; Inclinar o corpo conjuntamente com o motociclo na direção da curva. O grau desta inclinação depende de vários fatores, tais como: - Condições climatéricas/ambientais; - Velocidade; - Visibilidade da curva/tipo de piso; - Estado dos pneu; - Experiencia do condutor; Reduzir a velocidade antes de entrar na curva e ter em atenção a relação velocidade/transmissão. Avaliar o ponto de saída. Dar a inclinação necessária ao veículo e ao corpo, para minimizar a força centrifuga sem perigo de derrapagem, mas mantendo os joelhos junto ao veículo. Na fase final da curva, o motociclista vai endireitando o veículo e, suave e gradualmente, aumentar a velocidade. A - 16 A - 17

12 COMPORTAMENTO PARA ULTRAPASSAR A manobra de ultrapassagem é a manobra que permite passar para a frente de outros veículos ou animais que circulam no mesmo sentido e na mesma via de trânsito. Como regra geral é feita pela esquerda, daí que contemple determinados riscos e perigosidade, estando na origem de um grande número de acidentes de viação. EXCEÇÕES Deve efetuar-se pela direita a ultrapassagem de veículos ou animais: Cujo condutor, assinalando devidamente a sua intenção, pretenda mudar de direção à esquerda, deixando livre a parte mais à direita da faixa de rodagem. Cujo condutor, numa via de sentido único pretenda parar ou estacionar à esquerda, deixando livre a parte mais à direita da faixa de rodagem. Que transitem sobre carris desde que estes não utilizem esse lado da faixa de rodagem e: - Não estejam parados para a entrada ou saída de passageiros. - Se estiverem parados para a entrada ou saída de passageiros, exista placa de refúgio para peões. Através dos espelhos retrovisores, o condutor tem que certificar-se que nenhum condutor que siga na mesma via ou na que se situa imediatamente à esquerda, iniciou a manobra para o ultrapassar. Deve ainda virar a cabeça para verificar que não se encontra nenhum condutor no ângulo morto da visão. Deve verificar se o condutor que o antecede na mesma via não assinalou a intenção de ultrapassar um terceiro veículo ou de contornar um obstáculo. O condutor deve verificar se existe ou não sinalização vertical que proíba a manobra direta ou indiretamente. C14c - Proibição de ultrapassar para motociclos e ciclomotores. C14a - Proibição de ultrapassar. C10 - Proibição de transitar a menos de 70 m do veículo precedente. C14c C14a C10 Assim como verificar a sinalização horizontal, nomeadamente as linhas longitudinais contínuas que não podem ser pisadas nem transpostas. É, portanto, uma manobra que tem que ser avaliada e só pode efetuar-se em local e por forma que da sua realização não resulte perigo ou embaraço para o trânsito. Os condutores de motociclos, devido ao poder de aceleração destes veículos e ao facto de serem veículos lineares, realizam esta manobra com alguma facilidade, no entanto não a podem iniciar sem se certificar de que a podem realizar sem perigo de colidir com veículos que transitem no mesmo sentido ou em sentido oposto. O condutor deve especialmente certificar-se de que a faixa de rodagem se encontra livre na extensão e largura necessárias à realização da manobra com segurança. Deve certificar-se de que pode retomar a direita sem perigo para aqueles que aí transitem. Deve o condutor certificar-se que não circula num local onde a manobra de ultrapassagem é proibida, tal como: Lombas; Imediatamente antes e nas passagens de nível; Imediatamente antes e nos cruzamentos e entroncamentos; Imediatamente antes e nas passagens assinaladas para a travessia de peões; Curvas de visibilidade reduzida; Qualquer local de visibilidade reduzida ou insuficiente; Sempre que a largura da faixa de rodagem seja insuficiente; É ainda proibida a ultrapassagem de um veículo que esteja a ultrapassar um terceiro. A - 18 A - 19

13 O condutor deve ainda atender às características do seu veículo e daquele que pretende ultrapassar. LIMITES DE VELOCIDADE Sem prejuízo de limites inferiores que lhes sejam impostos, os condutores de motociclos, ciclomotores e triciclos não podem exceder os seguintes limites de velocidade: O condutor deve certificar-se que ao efetuar a manobra em filas paralelas, as distâncias laterais lhe permitem realizar a manobra em segurança Durante a ultrapassagem que é feita pela esquerda, o condutor deve aumentar a velocidade e guardar distância lateral de segurança. A ultrapassagem deve ser realizada o mais rapidamente possível. O condutor deve sinalizar a sua intenção de ultrapassar com a devida antecedência através do indicador luminoso ligado para a esquerda. Todo o condutor deve saber adequar e regular a velocidade de circulação a todos os fatores que possam influenciar de modo a praticar uma condução segura, realizar as manobras que sejam de prever especialmente fazer parar o veículo, no espaço livre e visível à sua frente. Para isso, é necessário saber guardar uma distância de segurança, saber que quanto maior é a velocidade, maior é o espaço percorrido durante o tempo de reação do condutor e maior será a distância de travagem do veículo. OUTROS LIMITES DE VELOCIDADE Após a realização da manobra de ultrapassagem, o condutor deve retomar a direita, logo que o possa fazer, sem perigo para aqueles que aí transitem. O condutor deve verificar através dos espelhos retrovisores, se a distância a que se encontra do veículo que acabou de ultrapassar lhe permite retomar a sua direita em segurança. Assim como deve utilizar o indicador de mudança de direção para a direita, de modo a avisar os outros utentes da via da sua intenção. O desrespeito das regras e dos sinais da manobra de ultrapassagem constitui contra ordenação grave ou muito grave quando a infração for praticada em autoestrada ou via equiparada. A - 20 Sempre que a intensidade do trânsito ou as características das vias o aconselhem, podem ser fixados para vigorar em certas vias, troços de via ou períodos: a) Limites mínimos de velocidade instantânea; b) Limites máximos de velocidade instantânea inferiores ou superiores aos estabelecidos no n.º 1 do artigo anterior. A - 21

14 INFRAÇÕES POR EXCESSO DE VELOCIDADE Os condutores ao praticarem limites de velocidade superiores aos fixados, quer em regulamento, quer por sinalização, incorrem em infração contraordenacional, podendo em alguns casos constituir crime. Pela fragilidade, porque, não tendo carroçaria para proteger os condutores e passageiros, estes ficam mais expostos em situações de queda ou de acidentes de viação, bem como às condições climatéricas e ambientais. Devido à instabilidade e à fragilidade, os condutores de veículos de duas rodas, não podem: Conduzir com as mãos fora do guiador, salvo para assinalar qualquer manobra; Circular com os pés fora dos pedais ou dos apoios; Rebocar ou fazer-se rebocar; Levantar a roda da frente ou de trás no arranque ou em circulação; Seguir a par, salvo se transitarem em pista especial e não causarem perigo ou embaraço para o trânsito SUA INSTABILIDADE E FRAGILIDADE Os motociclos, os ciclomotores e os velocípedes, são caracterizados pela sua instabilidade e pela sua fragilidade; Pela instabilidade, porque, sendo veículos de duas rodas necessitam de equilíbrio constante por parte do condutor, para serem conduzidos. A instabilidade na condução de motociclos é mais acentuada a velocidades baixas, à medida que a velocidade vai aumentando, aumenta também a estabilidade do veículo devido ao efeito giroscópio das rodas (tendência para ficar de pé ao girar), assim como o aumento de velocidade leva a uma diminuição da utilização da direção. A utilização da direção é portanto mais acentuada a baixas velocidades. As acelerações bruscas provocam diminuição da aderência e como tal um aumento na instabilidade. A - 22 Travar ou arrancar bruscamente; Sobrecarregar a mota; Deve ser sempre praticada uma condução suave e cuidadosa para evitar situações de perigo POSICIONAMENTO NA VIA: VER E SER VISTO. A circulação do motociclo deve fazer- -se pelo lado direito da faixa de rodagem e o mais próximo possível da berma ou passeio, conservando destes uma distância que permita evitar acidentes, podendo variar em função do traçado da via e das ocorrências do trânsito. Como exceção, quando necessário, pode ser utilizado o lado esquerdo da faixa de rodagem para efetuar a manobra de ultrapassagem ou mudança de direção. Os veículos só podem usar as bermas ou os passeios desde que o acesso aos prédios o exija, salvo as exceções previstas em regulamento local. A - 23

15 Fora das localidades, sempre que, no mesmo sentido, sejam possíveis duas ou mais filas de transito, os condutores devem utilizar a via de transito mais à direita, podendo, no entanto, utilizar outra se não houver lugar naquela e, bem como, para efetuar a manobra de ultrapassagem ou mudança de direção. A velocidade é um fator que provoca diminuição da visão do condutor. Quanto maior for a velocidade, menor será a visão lateral ou periférica e menos tempo haverá para recolher toda a informação pertinente e necessária à segurança da condução. Sempre que no mesmo sentido exista mais de uma via de trânsito, os veículos, devido à intensidade da circulação, ocupem toda a largura da faixa de rodagem destinada a esse sentido e estando a velocidade de cada um dependente da marcha dos que o precedem, os condutores não podem sair da respetiva fila para outra mais à direita salvo, para mudar de direção, parar ou estacionar. Dentro das localidades, os condutores devem utilizar a via de trânsito mais conveniente ao seu destino, só lhe sendo permitida a mudança para outra, depois de tomadas as devidas precauções, a fim de mudar de direção, ultrapassar, parar ou estacionar. Ao trânsito em rotundas, situadas dentro e fora das localidades, é também aplicável o disposto no número anterior, salvo no que se refere à paragem e ao estacionamento. Este conceito de trânsito em filas paralelas, é uma regra aplicável nas autoestradas, nas vias reservadas a automóveis e motociclos, dentro e fora das localidades e nas restantes vias públicas. NECESSIDADE DE VER De todos os órgãos dos sentidos, é a visão aquele que mais índices de informação capta no exercício da condução. Podemos definir a acuidade visual como sendo a capacidade de distinguir com nitidez os objetos que se avistam a uma certa distância, esta capacidade varia de pessoa para pessoa, tendo tendência a diminuir com a idade. Além da visão frontal ou de profundidade, o ser humano tem ainda a visão lateral ou periférica. Quanto maior for o campo visual, mais informação se vai recolhendo. O condutor deve alargar o seu campo visual através dos espelhos retrovisores (visão indireta) que devem ser utilizados sistemática e rapidamente, para não descuidar a visão direta e a direção do veículo. Quanto mais cedo o condutor tem conhecimento do que se passa à sua volta, mais cedo processa essa informação e mais cedo pode agir em conformidade. Na realização de determinadas manobras como a ultrapassagem, a mudança de direção à esquerda, a inversão do sentido de marcha, que pode ser feita de uma só vez, ou mudança de via de trânsito, o condutor deve olhar por cima do ombro, para o lado em que vai virar, certificando-se que o pode fazer e que não se encontra nenhum outro condutor no seu ângulo morto de visão. NECESSIDADE DE SER VISTO Os veículos de duas rodas, porque são veículos lineares não ocupando toda a largura da via de trânsito em que circulam e pela sua maneabilidade, «ziguezagueiam» com muita facilidade entre os outros veículos (apesar de ser proibido) e também porque aproximandose com grande rapidez, não são logo detetados pelos outros condutores. Os condutores de motociclos além de verem os outros e de funcionarem por aquilo que veem ou preveem, têm que se certificar que são VISTOS, para poder circular, ou realizar determinadas manobras em segurança. A - 24 A - 25

16 Devido às suas pequenas dimensões, um veículo de duas rodas pode entrar com facilidade nos ângulos mortos de visão dos condutores dos outros veículos, com todos os perigos que daí resultam. Deve o motociclista: Sinalizar as manobras com a necessária antecedência, para não surpreender os demais utentes da via; Guardar as distâncias de segurança; Utilizar corretamente as luzes do veículo, nomeadamente circular durante o dia com as luzes de cruzamento acesas; Para melhor ser visto é importante as cores do vestuário e dos capacetes, que devem ser claras, garridas e refletoras se possível. Adequar a velocidade e evitar entrar nos ângulos mortos de visão dos outros condutores. Utilizar os sinais sonoros, sempre que o condutor ache pertinente (em situações de perigo iminente). Dentro da localidade de noite o seu uso é proibido. Seja um condutor defensivo. Preveja e antecipe potenciais situações de perigo. Evite o acidente ILUMINAÇÃO Nos motociclos, triciclos, quadriciclos e ciclomotores, o uso de dispositivos de sinalização luminosa e de iluminação é obrigatória em qualquer circunstância de modo a permitir aos condutores ver e ser vistos. Os dispositivos de sinalização luminosa destinam-se a ser vistos pelos outros utentes da via e são constituídos pelas luzes de presença, indicadores de mudança de direção, de perigo, de travagem, de nevoeiro (à retaguarda) e refletores. Os dispositivos de iluminação destinam-se a iluminar a via e são constituídos pelas luzes de cruzamento (médios), de estrada (máximos) e de nevoeiro (na frente). NA FRENTE DOS VEÍCULOS Luzes de presença (mínimos) Destinam-se a assinalar a presença e a largura do veículo quando visto de frente. Devem apresentar uma intensidade tal que sejam visíveis de noite e por tempo claro a uma distância mínima de 150 m. Motociclos sem carro 1 ou 2 luzes de presença (mínimos) - de cor branca. Motociclos com carro 2 ou 3 luzes de cor branca (sendo 1 instalada no carro na parte superior direita ou do lado esquerdo sempre que o carro esteja colocado à frente ou à retaguarda do motociclo). Ciclomotores de 2 rodas 1 ou 2 luzes de cor branca (de caráter facultativo) Ciclomotores de 3 rodas e triciclos 1 ou 2 luzes de cor branca (sempre que a largura do veículo exceda 1300 mm são exigidas 2 luzes). É obrigatória a utilização das luzes de presença: Sempre que circule; Utilizam-se durante a noite, ou de dia perante condições climatéricas ou ambientais adversas, enquanto se aguarda a abertura de passagens de nível; Durante a paragem ou estacionamento em locais cuja iluminação não permita o fácil reconhecimento do veículo à distância de 100 m; Luzes de cruzamento (médios) Destinam-se a iluminar a via para a frente do veículo numa distância até 30 m, por forma a não causar encandeamento aos demais utentes da via pública, qualquer que seja a direção em que transitem. Motociclos sem carro 1 ou 2 luzes de cor branca. Motociclos com carro 1 ou 2 luzes de cor branca. Ciclomotores de 2 rodas 1 ou 2 luzes de cor branca. Ciclomotores de 3 rodas e triciclos 1 ou 2 luzes de cor branca (sempre que a largura do veículo exceda 1300 mm, são exigidas 2 luzes). A - 26 A - 27

17 É obrigatória a utilização dos médios: Sempre que circule; Em locais cuja iluminação permita ao condutor uma visibilidade não inferior a 100 m; No cruzamento com outros veículos, pessoas ou animais; Quando o veículo transite a menos de 100 m daquele que o precede; Na aproximação de passagem de nível fechada, ou Durante a paragem ou detenção da marcha do veículo. Luzes de estrada (máximos) Destinam-se a iluminar a via para a frente do veículo numa distância não inferior a 100 m. Motociclos sem carro 1 ou 2 luzes de cor branca. Motociclos com carro 1 ou 2 luzes de cor branca. Triciclos 1 ou 2 luzes de cor branca (sempre que a largura do veículo exceda 1300 mm, são exigidas 2 luzes). Ciclomotores de 3 rodas e triciclos 1 ou 2 luzes de cor branca sendo de caráter facultativo. Utilizam-se: - Em qualquer local mal iluminado ou sem iluminação; - Para fazer sinais luminosos, alternando com as luzes de cruzamento (médios); - Para evitar o encandeamento os condutores são obrigados a passar de máximos para médios nas seguintes situações: No cruzamento com outros veículos pessoas ou animais Quando o veículo transite a menos de 100 m daquele que o precede Durante a paragem ou detenção da marcha do veículo, e Na aproximação de uma passagem de nível fechada. A utilização dos máximos por forma a provocar encandeamento aos demais utentes da via pública, constitui contraordenação muito grave. Luzes de nevoeiro (facultativas) Destinam-se a melhorar a iluminação da estrada em caso de nevoeiro ou outras situações de visibilidade reduzida, não podendo em caso algum a incidência do feixe luminoso, exceder os 30m. Motociclos sem carro 1 ou 2 luzes de cor branca ou amarela. Motociclos com carro 1 ou 2 luzes de cor branca ou amarela. Triciclos 1 ou 2 luzes de cor branca ou amarela. Ciclomotores de 3 rodas e triciclos 1 ou 2 luzes de cor branca ou amarela. A utilização indevida das luzes de nevoeiro constitui contraordenação leve. NA RETAGUARDA DOS VEÍCULOS Luzes de presença (mínimos) As luzes de presença (mínimos) destinam-se a assinalar a presença e largura do veículo quando visto da retaguarda. Motociclos sem carro 1 ou 2 luzes de cor vermelha. Motociclos com carro 2 ou 3 luzes de cor vermelha (sendo 1 instalada no carro). Ciclomotores de 2 rodas 1 ou 2 luzes de cor vermelha. Ciclomotores de 3 rodas e triciclos 1 ou 2 luzes de cor vermelha (sempre que a largura do veículo exceda 1300 mm são exigidas 2 luzes). A - 28 A - 29

18 Luzes de travagem As luzes de travagem destinam-se a indicar aos outros utentes o acionamento do travão de serviço. Motociclos sem carro 1 ou 2 luzes de cor vermelha. Motociclos com carro 2 ou 3 luzes de cor vermelha. Ciclomotores de 2 rodas 1 ou 2 luzes de cor vermelha. Ciclomotores de 3 rodas e triciclos 1 ou 2 luzes de cor vermelha (sempre que a largura do veículo exceda 1300 mm, são exigidas 2 luzes). Se estiverem agrupadas ou incorporadas com as luzes de presença, a cor será vermelha e a intensidade da luz, superior. Luzes de nevoeiro (facultativas) Motociclos com ou sem carro 1 ou 2 luzes de cor vermelha. Ciclomotores de 3 rodas e triciclos 1 ou 2 luzes de cor vermelha. A utilização indevida das luzes de nevoeiro constitui contraordenação leve. Luz da chapa da matrícula Os motociclos com ou sem carro e os triciclos devem estar equipados com um dispositivo de iluminação da chapa de matrícula de cor branca, que permite a fácil leitura do número de matrícula a uma distância de pelo menos 20 metros. Nos ciclomotores de 2 ou 3 rodas este dispositivo luminoso é facultativo Luz de marcha atrás (facultativa) Os ciclomotores de 3 rodas e os triciclos podem estar equipados com 1 ou 2 luzes de cor branca destinada a iluminar a via para a retaguarda e avisar os outros utentes que o veículo faz ou vai fazer marcha atrás. OUTROS DISPOSITIVOS Luzes indicadoras de mudança de direção (piscas) As luzes indicadoras de mudança de direção (piscas), destinam-se a indicar aos outros utentes a intenção de mudar de direção, ou para sinalizar qualquer manobra que o condutor pretenda realizar. Estas são intermitentes. Motociclos com ou sem carro 2 luzes à frente e 2 luzes à retaguarda de cor âmbar. Ciclomotores de 3 rodas com carroçaria 2 luzes à frente e 2 luzes à retaguarda de cor âmbar. Triciclos 2 luzes à frente e 2 luzes à retaguarda de cor âmbar. As luzes de mudança de direção são de caráter facultativo nos ciclomotores de 2 ou 3 rodas. Luzes avisadoras de perigo (facultativas) Destinam-se a assinalar que o veículo representa um perigo especial para os outros utentes e são constituídas pelo funcionamento simultâneo de todos os indicadores de mudança de direção. São obrigatórias nos triciclos. Devem utilizar-se: Quando o veículo representa um perigo especial para os outros utentes da via. Em caso de imobilização forçada do veículo por acidente ou avaria. Em caso de avaria nas luzes do veículo pelo tempo e distância estritamente necessários à sua circulação até um lugar de paragem ou de estacionamento. Em caso de súbita redução de velocidade, provocada por obstáculo imprevisto ou por condições meteorológicas ou ambientais especiais. A - 30 A - 31

19 REFLETORES Este dispositivo serve para sinalizar a presença do veículo por reflexão da luz incidente. Um refletor não triangular - de cor vermelha. Os motociclos com ou sem carro e os ciclomotores de duas ou três rodas devem estar equipados à retaguarda com um refletor não triangular de cor vermelha. Os ciclomotores de 2 rodas devem possuir, de cada lado, um ou dois refletores não triangulares de cor âmbar. Na frente podem dispor de um refletor não triangular de cor branca. Os ciclomotores de 2 ou 3 rodas equipados de pedais não retráteis devem possuir em cada pedal, dois refletores de cor âmbar. Os motociclos com ou sem carro, os ciclomotores de 3 rodas e os triciclos podem dispor de cada lado de um ou dois refletores não triangulares de cor âmbar. AVARIA NAS LUZES É proibida a circulação de veículos sem utilização dos dispositivos de sinalização luminosa e de iluminação quando obrigatórios, a menos que disponham de: a) 2 médios, ou um médio e 2 mínimos, um indicador de presença e 1 luz de travagem, ou b) Luzes avisadoras de perigo, caso em que apenas podem transitar pelo tempo e distância estritamente necessários até um local de paragem ou estacionamento. A avaria nas luzes, quando em autoestrada ou via reservada a automóveis e motociclos, impõe imobilização do veículo fora da faixa de rodagem, salvo se dispuserem das luzes referidas na alínea a) do número anterior, caso em que a circulação é permitida até à área de serviço ou saída mais próxima. Nos motociclos, triciclos, quadriciclos e ciclomotores em caso de avaria de luzes, é aplicável o disposto anterior com as necessárias adaptações às características dos veículos. O trânsito em autoestrada, ou via equiparada, sem utilização das luzes regulamentares constitui contraordenação muito grave. O trânsito sem utilização das luzes regulamentares constitui contraordenação grave. O trânsito sem utilização das luzes de cruzamento durante o dia constitui contraordenação grave. A) VOU REDUZIR A VELOCIDADE Estende-se horizontalmente o braço esquerdo, com a palma da mão voltada para o solo, e faz- -se oscilar lentamente, repetidas vezes, no plano vertical, de cima para baixo; B) PARE Estende-se horizontalmente o braço esquerdo, com a palma voltada para trás; C) VOU VOLTAR PARA O LADO ESQUERDO Estende-se horizontalmente o braço esquerdo, com a palma da mão voltada para a frente; D) VOU VOLTAR PARA O LADO DIREITO Estende-se horizontalmente o braço direito, com a palma da mão voltada para a frente; E) PODE ULTRAPASSAR-ME SINALIZAÇÃO GESTUAL Em qualquer situação, os condutores devem sinalizar as manobras que se propõem realizar com a necessária antecedência para não surpreender os outros utentes e, assim, aumentar a segurança da condução. Em caso de avaria dos indicadores de mudança de direção, ou na sua falta, os sinais luminosos podem ser substituídos pelos seguintes sinais gestuais: Estende-se horizontalmente o braço esquerdo, inclinando-o para o solo, com a palma da mão para a frente e movendo-o repetidas vezes de trás para diante e de diante para trás (este sinal é facultativo). A - 32 A - 33

20 03 Classificação das vias - o perfil, o estado de conservação e as características do pavimento O Plano Rodoviário Nacional integra e define a rede rodoviária nacional do continente, que desempenha funções de interesse nacional ou internacional. A rede rodoviária nacional é constituída pelas: 1º - Rede Nacional Fundamental A Rede Nacional Fundamental integra os itinerários principais (IP) e as autoestradas (AE). 2º - Rede Nacional Complementar A Rede Nacional Complementar integra os itinerários complementares (IC) e as estradas nacionais (EN), assim como, autoestradas ou troços de autoestradas. IC (Itinerário Complementar): São as vias de comunicação que estabelecem as ligações de maior interesse regional, bem como as principais vias envolventes e de acesso às áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. IP (Itinerário Principal): São as vias de comunicação de maior interesse nacional, servem de base a toda a rede rodoviária nacional e asseguram a ligação entre os centros urbanos com influência supradistrital e destes com os principais portos, aeroportos e fronteiras. Nos itinerários principais é proibida a circulação de peões, velocípedes e veículos de tração animal. A esta rede viária corresponde a cor verde. EN (Estradas Nacionais): São as vias que asseguram a ligação entre a rede nacional fundamental e os centros urbanos de influência concelhia ou supraconcelhia, mas infradistrital. Via equiparada a via pública: Via de comunicação terrestre do domínio privado aberta ao trânsito público. Via reservada a automóveis e motociclos: Via pública onde vigoram as normas que disciplinam o trânsito em autoestrada e sinalizada como tal. Via Pública: Via de comunicação terrestre afeta no trânsito público. Autoestrada: Via pública destinada a trânsito rápido, com separação física da faixa de rodagem, sem cruzamentos de nível nem acesso a propriedades marginais, com acessos condicionados e sinalizada como tal. A - 34 A - 35

21 Caminho: Via pública especialmente destinada ao trânsito local em zonas rurais. Via de aceleração: Via de trânsito resultante do alargamento da faixa de rodagem e destinada a permitir que os veículos que entram numa via pública adquiram a velocidade conveniente para se incorporarem na corrente de trânsito principal. Faixa de rodagem: Parte da via pública especialmente destinada ao trânsito de veículos. Via de abrandamento: Via de trânsito resultante do alargamento da faixa de rodagem e destinada a permitir que os veículos que vão sair de uma via pública diminuam a velocidade já fora da corrente de trânsito principal. Eixo da faixa de rodagem: Linha longitudinal, materializada ou não, que divide uma faixa de rodagem em duas partes, cada uma afeta a um sentido de trânsito. Berma: Superfície da via pública não especialmente destinada ao trânsito de veículos e que ladeia a faixa de rodagem. Via de trânsito: Zona longitudinal da faixa de rodagem, destinada à circulação de uma única fila de veículos. Passeio: Superfície da via pública, em geral sobrelevada, especialmente destinada ao trânsito de peões e que ladeia a faixa de rodagem. Via de sentido reversível: Via de trânsito afeta alternadamente, através de sinalização, a um ou outro dos sentidos de trânsito. Corredor de circulação: Via de trânsito reservada a veículos de certa espécie ou afetos a determinados transportes. A - 36 A - 37

22 Pista especial: Via pública ou via de trânsito especialmente destinada, de acordo com sinalização, ao trânsito de peões, de animais ou de certa espécie de veículos. Localidade: Zona com edificações e cujos limites são assinalados com os sinais regulamentadores. Cruzamento: Zona de intersecção de vias públicas ao mesmo nível. Zona de estacionamento: Local da via pública especialmente destinado, por construção ou sinalização, ao estacionamento de veículos. Entroncamento: Zona de junção ou bifurcação de vias públicas. Ilhéu direcional: Zona restrita da via pública, interdita à circulação de veículos e delimitada por lancil ou marcação apropriada, destinada a orientar o trânsito ADAPTAÇÃO DA CONDUÇÃO ÀS CONDIÇÕES DA VIA Rotunda: Praça formada por cruzamento ou entroncamento, onde o trânsito se processa em sentido giratório e sinalizada como tal. Os condutores de motociclos e ciclomotores têm de adaptar a sua condução às diferentes características da via, designadamente: À sua geometria e declive - Conduzir num troço de via reta, plana e com boa aderência, não é o mesmo que conduzir num troço inclinado, curvilíneo, molhado e/ou com precárias condições de aderência A - 38 Parque de estacionamento: Local exclusivamente destinado ao estacionamento de veículos. À intensidade do tráfego - A intensidade e a diversidade de utentes influenciam muito a circulação e a fluidez do trânsito. Com muito trânsito a circulação dos veículos processa-se mais lentamente do que com pouco trânsito. Se o espaço for comum a veículos pesados, veículos ligeiros, veículos de 2 rodas e até mesmo peões a atenção dos condutores terá que ser redobrada. A - 39

23 Condições climatéricas e/ou ambientais adversas - A condução num piso molhado, enlameado, com areia, sujidade é com certeza diferente do que um piso seco, limpo e com boas condições de aderência. Circular com nevoeiro ou outras condições de visibilidade reduzida será circular de forma diferente se tivermos um céu limpo e um dia de sol. Assim como é diferente circular de dia ou de noite, de noite além da visibilidade ser reduzida, também as capacidades visuais são diferentes, nomeadamente a visão cromática e a visão estereoscópica. CONDUÇÃO URBANA A condução urbana impõe ao condutor um estado de atenção e vigilância constante para poder captar e processar as informações necessárias à prática de uma condução segura. Independentemente dos limites de velocidade serem mais baixos, o risco de acidente e o número de acidentes que ocorrem nos meios urbanos é mais elevado. Os fatores de risco num ambiente rodoviário urbano são: Maior intensidade/congestionamento de trânsito; Maior número de peões e diferentes grupos de risco, idosos, crianças, etc.; Mais vias com trânsito em filas paralelas e a consequente necessidade de se fazer mudanças de via consoante os diferentes destinos; Mais sinalização, quer seja vertical, horizontal ou luminosa; Mais pontos de conflito na via. A - 40 Grande número de veículos estacionados; as distâncias laterais de segurança a guardar e o risco de entre eles surgirem peões e/ou crianças; uma porta que se abre sem precauções ou um condutor que inicia a marcha sem sinalizar a sua intenção, etc.; Mais cruzamentos, entroncamentos e rotundas; É, portanto, importante que na condução urbana os motociclistas circulem com: Velocidade especialmente moderada e respeitem os limites impostos; Guardem as distâncias de segurança tanto em relação aos veículos precedentes como distâncias de segurança laterais em relação aos veículos que transitam no mesmo sentido ou em sentido inverso, bem como em relação aos veículos estacionados; Devem ainda: Olhar sistematicamente os espelhos retrovisores e procurar não entrar nos ângulos mortos dos outros condutores; Cumprir as regras e os sinais de trânsito; Ter uma atitude de respeito pelos outros condutores e praticar uma condução defensiva; Mantenham um constante estado de atenção e vigilância sobre o meio envolvente, para poderem prever e antecipar-se a potenciais situações de perigo; Não se deixem surpreender nem surpreendam os outros condutores, sinalizando atempadamente as manobras; Procurem ver e ser vistos, utilizando os dispositivos de iluminação e sinalização luminosa; Efetuar a paragem ou o estacionamento nos locais especialmente destinados a esse efeito e pela forma indicada, ou na faixa de rodagem o mais próximo possível do respetivo limite direito paralelamente a este e no sentido da marcha. Eventualmente pode ser autorizada a subida de passeios, nesses casos a manobra deve ser feita na perpendicular à via de trânsito. O motociclista pratica uma contraordenação grave se circular na localidade a mais de 20 km/h acima do limite imposto, ou contraordenação muito grave se circular a mais de 40 km/h. A - 41

24 CONDUÇÃO EM ESTRADA Fora das localidades o ambiente rodoviário é diferente, as velocidades praticadas são mais elevadas, portanto a atenção do condutor não deve diminuir. Os imprevistos surgem e os espaços necessários para a imobilização dos veículos aumentam. O comportamento do motociclista terá de ser adequado a todos os fatores por forma a permitir uma condução segura, nomeadamente, deve: Cumprir a sinalização; Respeitar os limites de velocidade; Aumentar as distâncias de segurança; Antes de realizar uma manobra de ultrapassagem, ter a certeza que a pode realizar em segurança, especialmente se tiver necessidade de ocupar o lado esquerdo da faixa de rodagem; No cruzamento com outros veículos deve reduzir a velocidade, aumentar a distância lateral, ter em atenção a deslocação de ar e as consequentes oscilações e desvios provocados; O risco de acidente é menor, mas o estado de atenção e vigilância não deve diminuir, porque sendo a velocidade de circulação mais elevada, se acontecer um acidente, as consequências também são mais graves; Adequar a velocidade ao traçado das vias, nomeadamente, reduzi-la à aproximação de curvas, lombas, cruzamentos, entroncamentos, rotundas e de qualquer outro local de má visibilidade; O condutor do motociclo não deve conduzir mais de 2 horas consecutivas. Deve fazer paragens de pelo menos 10 minutos, para combater a fadiga devida à posição de condução e para conseguir manter um bom nível de atenção e vigilância. Em caso de sono dever dormir o suficiente para reiniciar a condução em segurança; Fora das localidades a circulação de motociclos a mais de 30 km/h ou a mais de 60 km/h acima dos limites impostos constitui contraordenação grave ou muito grave respetivamente. CONDUÇÃO EM AUTOESTRADA E VIAS RESERVADAS A AUTOMÓVEIS E MOTOCICLOS As autoestradas e as vias reservadas a automóveis e motociclos são vias destinadas a tráfego rápido onde se praticam velocidades mais elevadas, e onde se circula com maior segurança e comodidade, o que é possível devido às características especiais que as distinguem das outras vias. Ao circularem nestas vias e para praticar uma condução segura os motociclistas devem: Respeitar os limites de velocidade, quer os fixados em regulamento, quer os impostos por sinalização vertical; Manter a correta distância de segurança em relação ao veículo precedente, (esta distância é fundamental em caso de redução brusca de velocidade ou necessidade de imobilizar o veículo no espaço livre e visível); Observar as regras de trânsito, ter especial cuidado à aproximação de vias de aceleração e à entrada de outros condutores. Sendo maior a velocidade as distâncias vencem-se rapidamente; Evitar conduzir muito tempo consecutivo. Deve parar de 2 em 2 horas e descansar, para evitar a fadiga, utilizando para esse efeito as áreas de serviço ou de repouso. A fadiga é consequência (entre outras causas) do excesso de tempo a conduzir e da monotonia da condução (característica deste tipo de vias), manifesta-se por uma diminuição das capacidades físicas e intelectuais, nomeadamente, diminuição da atenção e do estado de vigilância; Em caso de congestionamento no trânsito, o motociclista não deve circular entre as filas de veículos, nem pelas bermas, além de proibido, pode tornar-se perigoso. A - 42 A - 43

25 Ao sair da autoestrada ou via equiparada, os motociclistas devem reduzir a velocidade. Muitas vezes há tendência para se continuar a praticar a mesma velocidade que se vinha praticando até então (hipnose da velocidade), o que além de ser proibido, não permite uma condução segura. O excesso de velocidade é punido por lei e está considerado como sendo uma das principais causas da sinistralidade rodoviária. CONDUÇÃO NOTURNA Alguns condutores têm preferência pela condução noturna, uns pela menor intensidade de trânsito, outros porque se avista mais facilmente os outros veículos devido à utilização das luzes. A verdade é que a condução noturna torna-se mais cansativa, mais difícil e mais perigosa, por diversos motivos como: A visão cromática fica significativamente reduzida, verificando-se dificuldade na identificação dos objetos e obstáculos pois os contrastes diminuem e qualquer pormenor facilmente visível de dia, passa a ser impercetível durante a noite. A tendência para praticar velocidades elevadas devida à pouca intensidade de trânsito; O ângulo de visão do condutor resume- -se àquele que é dado pelos faróis do veículo (quando circula em locais sem iluminação ou mal iluminados), ou seja a visão periférica fica praticamente anulada. Maior risco de adormecimento, pois sendo mais cansativa e exigindo um maior esforço para os motociclistas, acentua-se a fadiga, provocando o aumento do tempo de reação, e como consequência o aumento da distância de paragem; Devido à menor visibilidade (para todos os condutores) os motociclos são mais dificilmente detetados pelos outros condutores; O risco de encandeamento provocado, pelos máximos dos outros veículos. Assim, para que possam aumentar a segurança na condução noturna, os motociclistas devem: Adaptar a velocidade às condições da visibilidade; Utilizar corretamente os dispositivos de iluminação, nomeadamente, comutar de luzes de estrada (máximos) para luzes de cruzamento (médios) ao cruzar-se com outros veículos, pessoas ou animais, para não provocar encandeamento. Provocar encandeamento constitui uma contraordenação muito grave; Não olhar diretamente para as luzes dos veículos que transitem em sentido oposto, para evitar ser encandeado. Perante esta situação, o condutor deve olhar para o limite direito da faixa de rodagem; Assinalar as manobras com maior antecedência e certificar-se de que as pode realizar em segurança; Dar especial atenção aos peões, aos velocípedes e veículos de tração animal, que nem sempre se detetam com facilidade e dos quais o motociclista se aproxima rapidamente; A afetação da visão em profundidade (estereoscópica), verificando-se uma má avaliação das distâncias e da velocidade dos outros veículos, com a agravante de que sendo maior a velocidade praticada, as distâncias vencem-se rapidamente; A - 44 Aumentar as distâncias de segurança; Utilizar vestuário e capacete de cores garridas e refletoras; A - 45

26 Diminuir os tempos de condução e aumentar os períodos de descanso; Ao sentir sono, parar e dormir até adquirir condições de reiniciar a marcha. CONDUÇÃO SOB A INFLUÊNCIA DO SOL Pela manhã, ao raiar do dia (aurora) e pela tarde, ao fim do dia (crepúsculo), o sol está muito baixo e torna difícil a avaliação das distâncias, das formas, das cores, etc., chegando muitas vezes a provocar encandeamento. Nestas condições, o motociclista deve: Reduzir a velocidade; Evitar realizar determinadas manobras, como a ultrapassagem; Utilizar a viseira de proteção do capacete ou óculos de sol; Sinalizar as manobras de mudança de direção com a devida antecedência reforçando essa sinalização através dos sinais gestuais; Tomar uma atitude defensiva e pensar que também os outros condutores têm dificuldade em ver. FATORES DE RISCO ASSOCIADOS AOS DIFERENTES ESTADOS DO PISO Os diversos tipos de piso que constituem as nossas vias oferecem condições de segurança, de aderência e de estabilidade diferentes, podendo ser de asfalto, macadame, betão ou calçada. Um pavimento de asfalto em bom estado e com uma textura autodrenante, permite com certeza uma maior aderência dos pneus mesmo em dias de chuva, uma maior estabilidade do veículo e uma menor necessidade de alterações de trajetórias, aumentado a segurança rodoviária. Por sua vez, um pavimento esburacado e em más condições de conservação obriga a alterações de trajetória que, aliado à pouca estabilidade destes veículos, podem originar quedas e acidentes de viação. Por exemplo o espaço das vias de trânsito junto às bermas é especialmente perigoso, pois os buracos são aí mais comuns. Os pavimentos de macadame e calçada, oferecem, regra geral, precárias condições de aderência, umas vezes pela irregularidade do empedrado, outras pelo desgaste/polimento que ao longo do tempo se vai manifestando. CONDIÇÕES AMBIENTAIS ADVERSAS A condução com más condições atmosféricas, como chuva, nevoeiro, neve, gelo ou vento, exige um maior esforço e atenção por parte do motociclista. A condução nestas condições, caracterizase pela diminuição da visibilidade e pela diminuição da aderência dos pneus à faixa de rodagem. Como tal é necessário adotar medidas, adequadas às diversas condições ambientais, de modo a prevenir e a evitar situações de perigo ou acidente, para que não seja posta em causa a segurança rodoviária. Em caso de queda ou acidente as consequências são sempre mais graves para os motociclistas. Chuva: Em tempos de chuva, os pavimentos tornam-se bastante escorregadios, especialmente quando nas primeiras chuvas esta é pouco intensa, não sendo suficiente para lavar a via. Alia-se à sujidade os óleos existentes, formando uma massa extremamente escorregadia, impedindo a aderência dos pneus e fazendo com que estes deslizem sobre o pavimento. Quando chove intensamente o ambiente fica mais escuro e produz-se um efeito de cortina que reduz a visibilidade. As gotas de água nos espelhos retrovisores e na própria viseira do capacete, bem como o seu embaciamento, também a reduzem, dificultando a condução. A - 46 A - 47

27 O motociclista ao circular num pavimento molhado precisa de aproximadamente mais 50% de espaço para parar do que num piso seco. A aderência dos pneus é deficiente e o risco de queda ou acidente é maior, com a agravante de se poderem verificar situações de Aquaplanagem, devido às poças e lençóis de água que se vão acumulando no pavimento. Dá-se a Aquaplanagem quando os pneus deslizam sobre a água. Esta situação pode agravar- -se se os pneus não se encontrarem em boas condições. Estes devem ter uma altura mínima de relevo de 1 mm. O condutor, em situações de chuva ou pavimentos molhados, deve: - Reduzir a velocidade; - Aumentar as distâncias de segurança; - Antecipar e prever uma distância de travagem maior; - Evitar acelerações e travagens bruscas; - Evitar as poças e os lençóis de água sem movimentos bruscos; - Utilizar vestuário impermeável e que evite a perda de demasiado calor corporal; - Circular durante o dia, independentemente do estado do tempo, com as luzes de cruzamento acesas. Nevoeiro: A falta de visibilidade e de aderência são os principais fatores de risco na condução com nevoeiro, com a agravante de que o reduzido tamanho de um veículo de duas rodas, o torna mais difícil de detetar pelos outros condutores, aumentando o risco de queda e acidente. Na condução com nevoeiro, os motociclistas devem: - Circular com a velocidade adaptada à situação de visibilidade e aderência (especialmente moderada); A Aumentar as distâncias de segurança; - Obrigatoriamente, circular com as luzes de cruzamento ligadas, bem como as de nevoeiro, se fizerem parte do equipamento do veículo; - Utilizar sempre que possível, vestuário e capacete de cores claras, garridas e se possível, refletoras; - Evitar realizar determinadas manobras como, por exemplo, a ultrapassagem; - Procurar pontos de orientação na circulação, como a linha guia (que está pintada no bordo da faixa de rodagem) e todas as outras marcas que sinalizem as vias públicas. Neve ou gelo: A condução de veículos de 2 rodas em situações de neve ou gelo é extremamente perigosa. A queda de neve torna praticamente impossível a sua circulação, não só pela falta de aderência dos pneus, como também pela falta de visibilidade que a neve produz ao cair sobre a viseira. Em relação ao gelo, a situação é tanto ou ainda mais perigosa. O motociclista tem de ter especial cuidado quando circula em locais húmidos, especialmente durante as madrugadas, pois é mais propícia a formação de gelo. Sobre as superfícies de gelo o pneu escorrega anulando, por vezes, completamente a aderência. Outro problema com que os condutores dos veículos de 2 rodas se deparam nestas condições atmosféricas, é o frio e o perigo de enregelar. As capacidades do condutor diminuem quer a nível psicológico, quer a nível físico (sensibilidade), por isso devem parar com bastante frequência para se aquecer e ainda: - Reduzir a velocidade; - Aumentar as distâncias de segurança; - Antecipar e prever uma distância de travagem maior; - Evitar acelerações e travagens bruscas, ou qualquer outro movimento; - Adequar a velocidade às curvas, para não fazer uso dos travões; A - 49

28 - Não ultrapassar, salvo em algum caso excecional; - Utilizar vestuário adequado para enfrentar as condições atmosféricas adversas e parar com frequência, por causa do frio, procurando aquecer-se. - Circular durante o dia, independentemente do estado do tempo, com as luzes de cruzamento acesas. Vento lateral: A condução de motociclos sob a influência de vento lateral, que umas vezes é mais forte que outras, vai ter consequências na trajetória destes veículos. Quanto mais forte, maior será o perigo. Estes veículos já são, por natureza, veículos instáveis, portanto quanto maior for a força do vento e a velocidade a que se circula, maior será essa instabilidade. Outra situação a considerar na condução com vento é quando, momentaneamente, se fica protegido da força do vento, quando se passa de um descampado para uma zona abrigada ou vice-versa. Quando os motociclos se cruzam com veículos pesados ou quando os ultrapassam, além da força do vento, existe uma grande deslocação de ar que provoca desvios e alterações na trajetória deste veículos, já por si instáveis. Ao circular em dias de vento, o motociclista deve: Circular com velocidade moderada (adaptando-a à direção e intensidade do vento); Exercer firmeza sobre o guiador, virando-o para o lado de que sopra o vento; e Conduzir inclinando-se sobre o guiador, para não oferecer tanta resistência à força do vento (quanto menor for a altura, menor será a resistência à deslocação de ar). Estar atento aos possíveis desvios dos outros condutores; Estar especialmente atento à faixa de rodagem e à possível existência de ramos de árvores ou outros objetos caídos na via; Estar especialmente atento ao circular em passagens superiores ou pontes, onde, por serem mais elevadas, se sente o vento mais forte; Redobrar a atenção sobre as distâncias laterais, especialmente quando ultrapassa ou se cruza com os outros veículos, em particular quando as manobras são efetuadas com veículos pesados; Circular com o vestuário bem fechado, nomeadamente os fechos, os botões ou as molas, para impedir a entrada de ar, não apresentando resistência ao vento e para não contribuir para a diminuição da temperatura corporal, devendo, para maior conforto, o vestuário ser justo ao corpo; PONTOS DE INSTABILIDADE: TAMPAS DE ESGOTO, MARCAS RODOVIÁRIAS E CARRIS DE ELÉTRICO Aos condutores dos veículos de duas rodas, nomeadamente, os condutores de motociclos, é-lhes exigido um estado de vigilância e de atenção constante. Existem nas vias públicas locais de instabilidade para os veículos em questão e que podem transformar-se em locais de perigosos, por exemplo, tampas de esgoto, carris e pavimento empedrado ou em mau estado. Na maioria dos casos as tampas de esgoto não se encontram ao mesmo nível do asfalto, umas vezes muito baixas e outras demasiado altas, podem provocar desequilíbrio e obrigar a desvios na trajetória dos veículos. Também as marcações que se encontram na faixa de rodagem, tais como bandas cromáticas, ou bandas redutoras de velocidade, que alertam para a necessidade de reduzir a velocidade em determinados locais e que na maioria dos casos consistem numa sequência de pares de linhas transversais contínuas com espaçamentos degressivos, mas que têm uma determinada altura, são suscetíveis de provocar instabilidade aos veículos de duas rodas. Especialmente perigosas, podem tornar-se algumas marcas longitudinais, por serem muito escorregadias. Em relação aos carris, os condutores dos veículos de duas rodas nunca os devem pisar com as duas rodas em simultâneo. Para os atravessar, devem primeiro fazê-lo com a roda da frente e só depois a de trás, o mais possível na perpendicular, nunca circular sobre eles e isto porque sendo uma superfície polida não há aderência, e não havendo aderência pode verificar-se resvalamentos, queda e acidentes de viação com consequências quase sempre graves para os condutores deste tipo de veículos. Os pavimentos empedrados, em mau estado de conservação, a existência de folhas, óleo, areia, etc. reduzem as condições de aderência, podendo dar origem a despistes e derrapagens. Deve o motociclista, nestas situações, circular com velocidade especialmente moderada, não travar, reduzir através da caixa de velocidades e não fazer movimentos bruscos, caso tenha necessidade de se desviar de algum buraco. A - 50 A - 51

29 04 Constituintes do veículo 04.1 QUADRO, FORQUILHA E COLUNA DE DIREÇÃO Os veículos de duas ou três rodas apresentam quadros constituídos por uma estrutura tubular construída em materiais diversos como o alumínio, aço, ferro, etc., onde estão montados o motor, restantes órgãos e constituintes do veículo. Estes veículos, geralmente, não têm carroçaria. O quadro, juntamente com a forquilha e restantes componentes da suspensão, é a estrutura que integra todos os sistemas do motociclo, onde normalmente é colocado o motor e equipamentos como a bateria, banco, depósito de combustível e demais acessórios. A coluna de direção articula o movimento entre o quadro e a suspensão dianteira, permitindo dirigir o veículo. A forquilha ou suspensão dianteira é utilizada para estabelecer a ligação do veículo à roda dianteira e absorve os choques provocados pelas irregularidades do pavimento, através do misto mola/amortecedor PAINEL DE INSTRUMENTOS E ÓRGÃOS DE COMANDO, REGULAÇÃO E SINALIZAÇÃO PAINEL DE INSTRUMENTOS O condutor de um veículo de duas rodas tem de conhecer em pormenor e saber fazer a leitura dos órgãos do painel de instrumentos do veículo que conduz. O modelo e características do painel de instrumentos varia com a marca e o modelo do veículo, no entanto, a sua leitura, através de símbolos e sinais é praticamente igual em todos, com ligeiras alterações e adaptações, que são características do próprio construtor. Situado em zona de fácil acesso e visibilidade, o painel de instrumentos permite obter diversas informações, como velocidade, regime do motor, temperatura, etc. O guiador comporta outros órgãos de comando que vão permitir dirigir o motociclo, bem como operar as luzes. Comutadores, buzina e operar travões, acelerador e embraiagem, são exemplos. Velocímetro É o dispositivo que serve para marcar a velocidade instantânea ou momentânea, inserindo o conta-quilómetros total e parcial. Conta-quilómetros total: Indica os quilómetros totais percorridos pelo veículo. Conta-quilómetros parcial: Indica os quilómetros percorridos num determinado percurso, à escolha do condutor. Conta-horas: Indica o número de horas de funcionamento do motor, sendo, normalmente utilizado em veículos que percorrem trajetos de curta duração, mas com elevados regimes de rotação. Conta-rotações: Indica o regime de rotações por minuto do motor. O condutor deve evitar a zona vermelha para evitar danos no motor. Pressão do nível do óleo: Alerta para a falta de pressão com que o óleo está a ser levado aos diversos órgãos do motor que têm necessidade de lubrificação. Para verificar o nível do óleo correto, todas as motos têm uma janela ou vareta de inspeção, normalmente situada numa tampa lateral do motor. Temperatura: Alerta para a temperatura anormal do líquido de refrigeração do motor. Este indicador deve ser de consulta regular, porque se a temperatura for demasiado elevada, o condutor deve imobilizar de imediato o seu veículo. Ponto morto (neutro): Quando a caixa se encontra sem qualquer mudança, entre 1ª e 2ª, acende-se uma luz verde no painel. Amperímetro: Este avisador alerta para uma anomalia no circuito de energia que está a ser enviada pelo dínamo/alternador para o acumulador de energia (bateria). Se a energia enviada for insuficiente, a luz acenderá. Nível do combustível (reserva): Alerta para a quantidade mínima de combustível existente no reservatório, normalmente 1,5 litro. A circulação sistemática na reserva pode permitir uma indesejável absorção de impurezas pelo motor. Máximos: Indica que a luz de máximos está ligada. A - 52 A - 53

30 Mudança de direção: Indica o funcionamento dos indicadores de mudança de direção (piscas). Anomalia no circuito de travagem: Em alguns motociclos existe uma luz vermelha que acenderá sempre que houver uma anomalia no circuito de travagem, como desgaste excessivo nas pastilhas ou insuficiência do liquido de travões (óleo de travões). Seletor de mudança (encontra-se em baixo do lado esquerdo) - por regra, a 1ª mudança é para baixo e as outras para cima, sequencialmente, ficando o ponto morto entre a 1ª e a 2ª; Descanso: Indica que o descanso se encontra em posição de sustentação (aberto). Órgãos de comando: O guiador é o elemento que permite ao condutor orientar a direção do veículo na via pública e ponto de apoio dos principais órgãos de comando, como acelerador, embraiagem, travão dianteiro, interruptores e buzina. Manete do travão - Encontra-se junto do punho direito do guiador, tem como função acionar o travão dianteiro e deve pressionar- -se apenas como um ou dois dedos, para não bloquear a roda da frente. Acelerador (encontra-se no punho direito do guiador) - o condutor deve colocar a mão numa posição horizontal, que lhe permite acelerar e desacelerar suave e progressivamente; Pedal do travão (travão de pé) - Encontrase junto ao apoio do pé, do lado direito do veículo e tem como função acionar o travão traseiro; Na maioria dos motociclos é possível a regulação das manetes. Esta regulação pode ser feita pelo habitual condutor do veículo, para ajustar o comprimento dos dedos à força a exercer. Órgãos de sinalização: Interruptor das luzes de perigo - Alguns veículos estão equipados com um sistema, que através de um botão permite acionar em simultâneo todos os indicadores de mudança de direção. O botão tem como símbolo um duplo triângulo e quando acionado o avisador é normalmente vermelho intermitente; Interruptor dos dispositivos de iluminação; Comutador dos médios/máximos; Comutador dos indicadores de mudança de direção (piscas); Avisador sonoro (buzina); Espelhos retrovisores: Manete da embraiagem (encontra-se no punho esquerdo do guiador) - deve ser acionada com os dedos todos, para permitir um desembraiar completo, fácil e não entalar algum dedo. Os motociclos devem estar equipados com um espelho retrovisor de cada lado, para permitir um aumento do ângulo de visão do condutor sobre o meio envolvente. A - 54 A - 55

31 04.3 MOTOR E SISTEMAS A - 56 MOTOR O motor é o órgão responsável pela deslocação do veículo, devido à transformação de energia química, em energia mecânica. Os motores utilizados em motociclos são normalmente motores de explosão (gasolina) podendo o ciclo de funcionamento ser a dois ou quatro tempos. Motores a 2 tempos Num motor a 2 tempos (dois percursos do êmbolo - piston - no interior do cilindro) acontecem todas as fases do ciclo de funcionamento (admissão, compressão, explosão e escape) numa só volta da cambota, ou seja: No 1º tempo (percurso) faz a admissão (ar + gasolina + óleo) e a compressão 2º tempo (percurso) faz a explosão e o escape Motores a 4 tempos INTERRUPTOR DE PARAGEM DE EMERGÊNCIA Este dispositivo, também chamado corta corrente, está colocado no guiador do lado direito e permite desligar o motor em qualquer situação de emergência. Por exemplo, no caso do motor ficar a trabalhar após uma queda ou acidente. Este sistema desliga apenas o motor, o sistema de iluminação permanece ligado. Num motor a 4 tempos (4 percursos do êmbolo - piston - no interior do cilindro) acontecem as 4 fases do ciclo de funcionamento, em 2 voltas da cambota. Nestes motores a ordem é: No 1º tempo, a admissão (ar + gasolina) No 2º tempo, a compressão No 3º tempo, a explosão No 4º tempo, o escape SISTEMAS Sistema de alimentação Nos motociclos, a alimentação do motor é feita pela ação da gravidade quando o depósito de gasolina se encontra por cima do motor, ou com recurso a uma bomba elétrica sempre que a gravidade não assegure convenientemente a alimentação. Do depósito sai um tubo com uma torneira que liga ao carburador. Por sua vez o carburador é o órgão onde se mistura a gasolina com o ar, formando a mistura gasosa, necessária no primeiro tempo de funcionamento do motor, para posterior explosão e assim se obter a energia necessária para a deslocação do veículo. Num motor a 2 tempos, a mistura é composta por gasolina/ar/óleo. Atualmente os sistemas de alimentação por carburador, estão a desaparecer, dando lugar ao sistema de injeção, que contribui para um melhor rendimento do motor e consequentemente uma menor emissão de gases para a atmosfera. Sistema de lubrificação O sistema de lubrificação é indispensável para o bom funcionamento do motor. O óleo contido no cárter é enviado aos diversos componentes do motor para serem lubrificados, permitindo assim uma diminuição do atrito, deo desgaste, do aquecimento e do ruído de funcionamento. O nível de óleo deve ser verificado através de uma janela ou de uma vareta, com assiduidade com o motor parado e frio. O nível deve estar compreendido entre o mínimo e o máximo; se o nível estiver demasiado baixo pode gripar o motor ou provocar desgaste excessivo; se demasiado acima do nível, cria resistências indesejáveis, podendo mesmo verter e provocar quedas. Se for necessário adicionar óleo, deve ser utilizado óleo da mesma marca e graduação. Em circulação, o condutor deve ir atento ao painel de instrumentos, se eventualmente se acender a luz do óleo deve parar imediatamente o veículo, pode ser falta de óleo ou outra anomalia mais grave. Nos motores a 2 tempos não existe óleo no cárter, a lubrificação é feita através de um processo chamado lubrificação por suspensão, ao contrário dos motores a 4 tempos. Por isso, no tempo da admissão de um motor a 2 tempos, além da mistura gasosa (ar + gasolina), entra também uma percentagem de óleo no motor. Este tipo de motores têm tendência a desaparecer, pois além de ruidosos, são muito poluentes. A - 57

32 Sistema de refrigeração O funcionamento de um motor gera uma grande quantidade de calor, pelo que, todos os motores estão equipados com um sistema de refrigeração a fim de controlar e manter o motor a funcionar a uma determinada temperatura. Assim, durante o normal funcionamento do motor, a temperatura deste deve situar-se entre 80º C e os 90º C. Se os veículos não estivessem equipados com um sistema de refrigeração, haveria lugar a um sobreaquecimento do motor que poderia resultar na fusão de alguns dos seus componentes. O sistema de refrigeração do motor pode ser de dois tipos: Refrigeração por ar Refrigeração por líquido de refrigeração (água) Este tipo/sistema de refrigeração é utilizado em ciclomotores e motociclos. As peças do motor têm umas alhetas que fazem aumentar a sua superfície e como tal a superfície de irradiação de calor, com a deslocação do veículo e o contacto com o ar, as peças arrefecem. As alhetas devem estar limpas para permitir um melhor arrefecimento. Este sistema de refrigeração é o mais utilizado e está hoje em dia generalizado a quase todos os veículos. O líquido de refrigeração circula com ajuda de uma bomba, através das cavidades existentes no bloco do motor, arrefecendo-o; segue para o radiador, onde o calor absorvido pelo líquido é dissipado pela ação do ar e da marcha do veículo. O condutor deve regularmente verificar os níveis do líquido de refrigeração. É conveniente fazer a manutenção dos níveis com o motor frio, num plano horizontal e no descanso central. Sistema de transmissão Este sistema é o responsável pela transmissão do movimento do motor à roda traseira, que é a roda motriz. É constituído pela embraiagem, caixa de velocidades e transmissão. A Embraiagem É o órgão que transmite, ou interrompe, o trabalho do motor à caixa de velocidades, podendo ser manual ou automática. A tensão do cabo e a própria manete devem estar corretamente regulados, podendo ser ajustados pelo utilizador. No caso de embraiagem hidráulica, deve o utilizador verificar o nível do óleo, cujo depósito se encontra no guiador. A Caixa de Velocidades É o órgão de transmissão que serve para desmultiplicar o trabalho do motor (mudanças), permitindo ao condutor adaptar a velocidade do motociclo às diferentes situações. Permite também, quando em ponto morto interromper a transmissão. O aumento da velocidade deve ser progressivo, como tal, o aumento das diversas velocidades (mudanças), também. Quando se trata de diminuir a velocidade, também as reduções na caixa devem ser feitas de mudança em mudança de forma suave e sequencial. A Transmissão A transmissão, propriamente dita, transmite o movimento da caixa de velocidades até à roda motriz e pode ser por corrente, por correia ou por veio. Corrente Mais exposta aos elementos, sujase com facilidade e necessita de lubrificação frequente, oferece simplicidade mecânica e uma maior elasticidade. Veio Usado em motores de maior cilindrada, sistema mais complexo, mas que não requer grande manutenção, torna a transmissão direta, o que exige certos cuidados na condução, nomeadamente ao nível das reduções. Correia Reúne o melhor da corrente e do veio de transmissão, tem a simplicidade e leveza da corrente e a limpeza e ausência de manutenção do veio, quando exposta tem mais desgaste. A - 58 A - 59

33 Sistema de suspensão Os órgãos de suspensão destinam-se a amortecer os golpes provocados pelas irregularidades do pavimento, proporcionando um maior conforto. Estando os órgãos de suspensão bem regulados, favorecem a redução da distância de travagem, influenciando diretamente as condições de segurança ativa. Os órgãos de suspensão são constituídos por: Pneus Os pneus são os órgãos do veículo que estão em permanente contacto com o solo, motivo pela qual merecem uma especial atenção por parte do condutor, pois que, do seu estado de conservação depende a menor ou maior aderência ao piso. Devem circular com a pressão de ar recomendada pelo fabricante do veículo e têm de ter uma altura de relevo de pelo menos 1 mm. A pressão de ar incorreta nos pneus pode provocar-lhes danos irreversíveis. Com uma pressão insuficiente, o desgaste vai verificar-se nos bordes laterais do pneu, potencializando a probabilidade de separação da jante e de sobreaquecimento. Com uma pressão acima da indicada pelo fabricante, o desgaste vai verificar-se na parte central, diminuindo a área de contacto com a faixa de rodagem, implicando diminuição da aderência. É após algum tempo de circulação, quando já não estão frios, que se verifica a aderência ideal. Sempre que os pneus se encontrem em mau estado devem ser rapidamente substituídos. Em caso de necessidade de substituição deve atender-se às especificações do fabricante. Molas As molas oscilam conforme os choques sofridos pelas irregularidades do pavimento. Quando se transporta um passageiro ou carga, pode haver necessidade de um aumento da pré-carga da mola traseira. A regulação da pré-carga da mola, consiste em fazer rodar o aro no sem-fim que fixa a mola à estrutura do amortecedor e dispositivo de regulação, comprimindo-a, neste caso. Amortecedores Os amortecedores servem para amortecer as oscilações suaves e lentas das molas, e ainda para suavizar o desvio do centro de gravidade, sempre que se acelera, trava ou entra numa curva. Em determinados motociclos, a compressão dos amortecedores pode ser regulada. Esta regulação terá que ser feita com muito cuidado para não interferir com o equilíbrio da mota. A finalidade é diminuir a velocidade ascensional da roda, reduzindo a possibilidade do amortecedor chegar ao fim do curso. Tipos de suspensão: Dianteira: Forquilha com suspensão telescópica. Forquilha com suspensão por trapézio articulado. Traseira: Suspensão telescópica. Suspensão por forquilha articulada. Sistema de direção O sistema de direção permite, ao condutor orientar o movimento do veículo na via pública, por ação do guiador. Atualmente, existem motociclos equipados com amortecedores de direção, hidráulicos ou eletrónicos que servem para absorver as oscilações da direção, permitindo maior estabilidade com o aumento da velocidade e perdendo o efeito em velocidades mais lentas. Nos amortecedores de direção hidráulicos a direção fica mais pesada a baixa velocidade. Sistema de travagem A interrupção do movimento ou a sua redução (travagem), é feita pela imobilização das rodas, fazendo com que uma superfície fixa (calços e/ou pastilhas de travão), atue sobre outra móvel (tambor e/ou discos de travão). Os motociclos estão equipados com dois travões, o de mão que atua à roda da frente, regra geral de disco; E o travão de pé que atua à roda traseira, podendo ser de disco ou de tambor. Como regra geral o sistema de travagem é de funcionamento hidráulico. A - 60 A - 61

34 O condutor, ao travar, deve fazê-lo suavemente, as travagens bruscas podem originar derrapagens e despistes, por bloqueio das rodas. Deve acionar o travão da frente, que é o que tem mais poder de travagem e o de trás para poder manter o equilíbrio e a estabilidade do veículo e também para diminuir a pressão sobre a roda da frente, devido à deslocação da massa. Alguns motociclos encontram-se equipados com o sistema antibloqueio das rodas (ABS). Este sistema permite aos motociclistas travar em qualquer situação sem o risco das rodas bloquearem, evitando derrapagens e despistes. No entanto, o motociclo equipado com este sistema percorre uma maior distância de travagem. Periodicamente, o condutor deve verificar o nível do líquido de travões (óleo de travões). Se o nível estiver baixo, é necessário adicionar mais e da mesma graduação. Deve ainda verificar o desgaste das pastilhas de travão, no caso de travão de disco ou os calços, no caso de travão de tambor. A diminuição do nível do líquido de travões pode ser devido ao mau estado das pastilhas (desgaste). Quando as pastilhas são novas o nível do óleo deverá estar no máximo, ao ficarem mais finas (gastas), o nível do liquido vai baixando. Existem motociclos equipados com repartidor de travagem (sistema de travagem simultânea) que, quando se atua no sistema de travagem, aciona ao mesmo tempo, o travão da frente e o travão da retaguarda (DUAL CBS). Sistema elétrico A corrente elétrica de um motociclo é fornecida pela bateria (quando o motor não está a funcionar) e pelo gerador de corrente (Alternador) que fornece a corrente necessária para o número, sempre crescente, de acessórios elétricos que os motociclos incluem. Numa bateria com manutenção é necessário verificar periodicamente o eletrólito da bateria, se o nível estiver baixo, deve adicionar-se água destilada até 1cm acima das placas. No entanto, existem baterias que não têm manutenção (blindadas). No caso de imobilização prolongada do motociclo é conveniente desligar o borne negativo da bateria, para não consumir a respetiva carga. Sistema de arranque O sistema de arranque de um motociclo pode ser feito através de pedal ou através de sistema elétrico. No sistema de pedal, em ponto morto, solta-se a embraiagem e dá-se uma forte pedalada no pedal arrancador, o movimento produzido na caixa de velocidades é transmitido ao motor. No sistema elétrico, através de um interruptor START, aciona-se o motor de arranque elétrico que por sua vez põe o motor em funcionamento. Sistema de ignição O sistema de ignição é constituído por circuitos de baixa e alta tensão, com o fim de produzir uma faísca elétrica suficiente para provocar a explosão da mistura gasosa no interior do cilindro (piston). Fusíveis de proteção dos circuitos O fusível é um condutor calibrado para uma determinada intensidade de corrente elétrica (amperes). Este é colocado no circuito de instalação, de forma a proteger os órgãos e acessórios elétricos. Se, de repente, algum órgão elétrico do círculo deixar de funcionar, o condutor deve verificar o estado do fusível. Se danificado, deve substituir o fusível fundido por outro com a mesma amperagem. Recomenda-se, um kit de fusíveis e de lâmpadas no veículo. Sistema de escape Os gases queimados resultantes das explosões no interior dos cilindros do motor, são lançados para a atmosfera por meio do sistema de escape. Todos os veículos a motor são obrigados a estar equipados com um silencioso (silenciador) de modo a diminuir a poluição sonora. Se se verificar algum aumento de ruído deve o utilizador tomar as medidas necessárias à reparação da anomalia respeitando as respetivas características das peças substituídas. Alguns veículos estão ainda equipados com catalisador, que tem como função a diminuição da quantidade dos gases poluentes para a atmosfera. A - 62 A - 63

35 AVARIAS MAIS CORRENTES, PRECAUÇÕES DE ROTINA E UTILIZAÇÃO ADE- QUADA Avarias Furos - Normalmente detetam-se por uma sensação esponjosa na condução. Se a direção ficar pesada e instável, o furo deverá ser na roda dianteira, se a moto sacode a traseira, pode ser um furo na roda traseira. Avaria elétrica Fica sem luzes ou o motociclo não dá qualquer sinal. Motor falha Falha na alimentação, sujidade ou a gasolina não chega aos carburadores. Motor não arranca Bateria descarregada. Falta de gasolina Torneira do combustível fechada; está sem combustível ou precisa comutar a torneira para a reserva. Precauções de rotina e utilização adequada Porque o motociclo é um veículo com características especiais, exige especial atenção e cuidados frequentes por parte do condutor. Por isso, deve: Regularmente verificar: O nível do óleo do motor; O nível do liquido dos travões (óleo dos travões); Deve evitar-se a exposição deste fluido ao ar porque tem tendência a absorver a humidade, perdendo a eficácia. As pastilhas de travão; O sistema elétrico; A tensão da corrente/correia; O estado dos pneumáticos; A lubrificação da corrente; O estado da suspensão; O nível do óleo da caixa de velocidades; O nível do óleo das forquilhas telescópicas e do veio de transmissão; O nível do óleo da embraiagem hidráulica (depósito no guiador); O estado de limpeza do motor para facilitar o seu arrefecimento; Caso a utilização do motociclo se verifique em zonas junto ao mar, é propício o aparecimento de ferrugem, no entanto existem produtos no mercado para utilizar como forma de prevenção. Antes de iniciar a marcha, verificar: O nível de combustível; Verificar se a torneira da gasolina não está na posição fechada; Verificar se os órgãos de iluminação/sinalização estão em perfeitas condições de funcionamento. Se os espelhos estão convenientemente regulados. Se tem os médios ligados e Se o descanso está corretamente recolhido Descanso Os motociclos estão equipados com um ou dois descansos, o central e o lateral, que permitem equilibrar o veículo quando está estacionado. Uma preocupação a ter com os descansos é a elasticidade das molas, essa elasticidade pode ficar afetada após a lavagem do motociclo ou quando se circula em dias de chuva, se a mola se movimenta com dificuldade então tem de ser lubrificada. Inspeções técnicas A Inspeção Periódica Obrigatória (IPO) para motociclos, triciclos e quadriciclos já foi aprovada, contudo, encontra-se suspensa, aguardando regulamentação específica. Até entrar em vigor, são os agentes fiscalizadores de trânsito que procedem a inspeções aleatórias, no decurso das operações de controle/fiscalização. DIVERSOS Comportamento em relação aos sinistrados As nossas vias são palco de imensos acidentes rodoviários. O utente da via pública ao deparar-se com um acidente deve acionar os meios de alerta: Telefonar para o N.º 112 (Emergência) Postos S.O.S. A - 64 A - 65

36 Ambos os meios de comunicação são gratuitos. Ao acionar um destes meios de comunicação deverá dar uma informação precisa do local exato do acidente, do tipo e do número de feridos ou vítimas. O condutor ao avistar um veículo acidentado deve parar, salvo se verificar que o auxílio está a ser prestado, caso em que se deve continuar a marcha. Em caso de acidente toda e qualquer pessoa que se depare com o ocorrido, é obrigada a prestar o auxílio necessário às vítimas, seja por ação pessoal seja promovendo o socorro, sob pena de cometer um crime punido pelo Código Penal. Em caso de acidente Medidas / Sinalização A sinalização dos acidentes é fundamental que desse acidente não venham a resultar outros, assim os condutores devem: Ligar as luzes de perigo; Pedir ajuda a outras pessoas, nomeadamente para fazer sinal aos outros condutores para abrandarem; Ao aproximar-se dos veículos acidentados deve observar algumas medidas, como: Desligar o motor do veículo acidentado; Se necessário, travar o veículo; No caso de combustível ou óleo derramado, não deixar que ninguém fume no local e utilizar terra ou areia para os tapar; No caso de incêndio, utilizar um extintor ou, na falta deste, terra, areia ou roupa que não seja facilmente inflamável; Em relação à vítima, até à chegada de socorro: A - 66 Se não tiver conhecimentos mínimos de socorrismo, não lhe deve tocar; Não deixar que coma, ou beba, ainda que manifeste vontade de tal; No caso de se tratar de motociclista, não retirar o capacete de proteção nem deixar que alguém o tire; Deve falar com a vítima e manter-se junto dela; Quem não prestar o auxílio necessário, comete o crime de omissão de auxílio, previsto e punido com pena de prisão até um ano ou multa até 120 dias. Estojo de emergência - Kit de primeiros socorros O condutor deve ter no seu veículo um estojo de emergência com: Álcool Água Oxigenada Algodão hidrófilo Gaze esterilizada Ligaduras / Adesivos Tesoura Luvas esterilizadas etc. Identificação dos intervenientes Os condutores intervenientes em acidente devem fornecer aos restantes a sua identificação, a do proprietário do veículo, seguradora (e/ou n.º de apólice), exibindo quando solicitado os documentos comprovativos. Se do acidente resultarem mortos ou feridos o condutor deve aguardar no local, a chegada de agente de autoridade. A - 67

37 Classificação das contraordenações Infração Contraordenação As contraordenações rodoviárias, nomeadamente as previstas no código da estrada e legislação complementar classificam-se em leves, graves e muito graves. As contraordenações leves são punidas com pagamento de coima, as graves e muito graves, além da coima estão sujeitas à sanção acessória de inibição de conduzir, respetivamente de 1 mês a 1 ano (graves) e de 2 meses a 2 anos (muito graves). Infração Contraordenação O desrespeito das regras e sinais relativos à distância entre veículos, cedência de passagem, ultrapassagem, mudança de direção ou de via de trânsito, inversão do sentido de marcha, início de marcha, posição de marcha, marcha-atrás e atravessamento de passagem de nível; Grave Muito Grave Quando praticada nas autoestradas ou vias equiparadas; (Com exceção do início de marcha e atravessamento de passagem de nível, por não ser suscetível de ser praticado nessas vias). O trânsito de veículos em sentido oposto ao legalmente estabelecido; Grave Muito Grave Quando praticado em autoestrada, vias equiparadas e vias com mais de uma via de trânsito em cada sentido; A paragem ou estacionamento nas bermas das autoestradas ou vias equiparadas; Grave O excesso de velocidade fora das localidades superior a 30 km/h sobre os limites legalmente impostos, quando praticado pelo condutor de motociclo ou de automóvel ligeiro, ou superior a 20 km/h, quando praticado por condutor de outro veículo a motor; O excesso de velocidade dentro das localidades superior a 20 km/h sobre os limites legalmente impostos, quando praticado pelo condutor de motociclo ou de automóvel ligeiro, ou superior a 10 km/h, quando praticado por condutor de outro veículo a motor. O excesso de velocidade superior a 20 km/h sobre os limites de velocidade estabelecidos para o condutor, ou especialmente fixados para o veículo. Grave Grave Grave Muito Grave Quando o excesso de velocidade for superior a 60 km/h ou superior a 40 km/h respetivamente. Muito Grave Quando o excesso de velocidade for superior a 40 km/h ou a 20 km/h respetivamente. Muito Grave Quando o excesso de velocidade for superior a 40 km/h. O desrespeito das regras de trânsito de automóveis pesados e de conjuntos de veículos, em autoestradas ou vias equiparadas; A não cedência de passagem aos peões pelo condutor que mudou de direção dentro das localidades, bem como o desrespeito pelo trânsito dos mesmos nas passagens para o efeito assinaladas; O trânsito de veículos sem utilização dos dispositivos de iluminação ou de sinalização luminosa, quando obrigatórios, bem como o trânsito de motociclos e ciclomotores sem utilização das luzes de cruzamento. Grave Grave Grave Muito Grave Quando praticado em autoestradas ou vias equiparadas. (Com exceção do trânsito de ciclomotores porque não podem transitar nestas vias) O trânsito com velocidade excessiva para as características do veículo ou da via, para as condições atmosféricas ou de circulação, ou nos casos em que a velocidade deve ser especialmente moderada; Grave A condução sob a influência de álcool, quando a taxa de álcool no sangue for igual ou superior a 0,5 g/l e inferior a 0,8 g/l; Grave Muito Grave Quando a taxa de álcool no sangue foi igual ou superior a 0,8 g/l e inferior a 1,2 g/l, ou quando o condutor for considerado influenciado pelo álcool em relatório médico; A - 68 A - 69

38 Infração Contraordenação Infração Contraordenação A não utilização do sinal de pré- -sinalização de perigo e das luzes avisadoras de perigo; Grave Muito Grave Quando praticada em autoestradas ou vias equiparadas. A entrada ou saída das autoestradas ou vias equiparadas por locais diferentes dos acessos a esses fins destinados; Muito Grave A utilização, durante a marcha do veículo, de auscultadores sonoros e de aparelhos radiotelefónicos; A paragem e estacionamento nas passagens assinaladas para a travessia de peões; Grave Grave A utilização, em autoestradas ou vias equiparadas, dos separadores de trânsito ou de aberturas eventualmente neles existentes, bem como o trânsito nas bermas; Muito Grave O transporte de passageiros menores ou inimputáveis sem que estes façam uso dos acessórios de segurança obrigatórios; Grave O desrespeito da obrigação de parar por sinal regulamentar dos agentes fiscalizadores ou reguladores do trânsito ou pela luz vermelha de regulação do trânsito; Muito Grave A circulação de veículos sem seguro de responsabilidade civil. (Recai a responsabilidade sobre o titular do documento de identificação do veículo); A paragem ou estacionamento nas faixas de rodagem, fora das localidades, a menos de 50m dos cruzamentos e entroncamentos, curvas ou lombas de visibilidade insuficiente, e ainda a paragem ou o estacionamento nas faixas de rodagem das autoestradas ou vias equiparadas; Grave Muito Grave A condução sob a influência de substâncias psicotrópicas; O desrespeito pelo sinal de paragem obrigatória nos cruzamentos entroncamentos e rotundas; A transposição ou a circulação em desrespeito de uma linha longitudinal contínua delimitadora de sentidos de trânsito, ou de uma linha mista com o mesmo significado; Muito Grave Muito Grave Muito Grave O estacionamento de noite nas faixas de rodagem fora das localidades; Muito Grave A condução de veículo de categoria ou de subcategoria para o qual a carta de condução de que o infrator é titular não confere habilitação; Muito Grave A utilização dos máximos de modo a provocar encandeamento; Muito Grave O abandono pelo condutor, do local do acidente, quando tiverem resultado mortos ou feridos, antes da chegada de agentes de autoridade. Muito Grave A - 70 A - 71

39 LICENÇAS ESPECIAIS DE CONDUÇÃO DE CICLOMOTORES A licença especial de condução de ciclomotores é emitida pelo IMT, a favor de indivíduos com idade não inferior a 14 anos que não tenham completado os 16 e satisfaçam as condições seguintes: LIMITES DE VELOCIDADE Os condutores não podem exceder a velocidade instantânea (km/h), sem prejuízo de limites inferiores que lhes sejam impostos. Ter entre 14 e 15 anos; Autorização da pessoa que exerça o poder paternal; Cópia de documento identificativo do candidato; Certificado de avaliação física e psicológica; Certificado de frequência, no mínimo, 7º ano de escolaridade, com aproveitamento no ano letivo anterior; Sejam aprovados em exame após frequência de ação especial de formação, ministrada por entidade creditada pelo IMT; Validade: Caducam automaticamente quando o seu titular perfizer 16 anos. São canceladas as licenças especiais de condução quando o seu titular pratique uma infração para a qual seja prevista a sanção de proibição ou inibição de conduzir. Os titulares de licença especial de condução caducada podem, nos 60 dias imediatos à caducidade, requerer emissão de Licença de Condução de Ciclomotores com dispensa de exame, no serviço do IMT, da área da sua residência. VALIDADE E REVALIDAÇÃO DOS TÍTULOS DE CONDUÇÃO A habilitação titulada pelas cartas e licenças de condução é válida pelos períodos nelas averbadas. O termo de validade das habilitações tituladas pelas cartas e pelas licenças de condução ocorre nas datas em que os seus titulares perfaçam as idades constantes no quadro seguinte. Os novos prazos de validade só são aplicáveis às cartas emitidas pela primeira vez após 2 de janeiro de 2013, mantendo- -se as cartas emitidas antes daquela data válidas pelo período delas constante, com exceção das cartas de condução das categorias A1, A, B1, B e BE (motociclos e ligeiros) cujo prazo de validade continua a situar-se nas datas em que os seus titulares perfaçam 50 ou 60 anos, independentemente do prazo inscrito na carta de condução. A - 72 A - 73

40 A - 74

A condução do meu veículo com estas condições climatéricas: Deve ser feita com especial cuidado. Deve ser feita como normalmente.

A condução do meu veículo com estas condições climatéricas: Deve ser feita com especial cuidado. Deve ser feita como normalmente. A circulação neste tipo de via de características urbanas e com trânsito intenso implica o reconhecimento por parte do condutor que: A condução pode tornar-se monótona. O ambiente rodoviário é mais estável

Leia mais

A faixa de rodagem está dividida por uma linha descontínua. Estou correctamente posicionado se estiver a efectuar uma ultrapassagem. Certo. Errado.

A faixa de rodagem está dividida por uma linha descontínua. Estou correctamente posicionado se estiver a efectuar uma ultrapassagem. Certo. Errado. A faixa de rodagem está dividida por uma linha descontínua. Estou correctamente posicionado se estiver a efectuar uma ultrapassagem. Certo. Errado. A faixa de rodagem está dividida por uma linha descontínua.

Leia mais

Teste n.º 2 Tema III e IV. Iluminação, passageiros e carga, condução defensiva e peões

Teste n.º 2 Tema III e IV. Iluminação, passageiros e carga, condução defensiva e peões Teste n.º 2 Tema III e IV Iluminação, passageiros e carga, condução defensiva e peões 1 o entrar neste túnel devo utilizar: s luzes de cruzamento porque o sinal obriga e vou entrar num túnel. s luzes de

Leia mais

Teste n.º 3 Tema V. Vias de trânsito, condições ambientais adversas

Teste n.º 3 Tema V. Vias de trânsito, condições ambientais adversas Teste n.º 3 Tema V Vias de trânsito, condições ambientais adversas 1 O que se entende por via de trânsito? Via de comunicação terrestre do domínio privado aberta ao trânsito público. Via de tráfego resultante

Leia mais

A distância de segurança deve ser sempre a que me permita imobilizar o ciclomotor sem perigo de acidente. Certo. Errado.

A distância de segurança deve ser sempre a que me permita imobilizar o ciclomotor sem perigo de acidente. Certo. Errado. A distância de segurança deve ser sempre a que me permita imobilizar o ciclomotor sem perigo de acidente. A distância que devo guardar do ciclomotor depende: Da idade do veículo. Da potência do meu veículo.

Leia mais

CIRCULAÇÃO. O transporte de carga numa bicicleta só pode fazer-se em reboque ou caixa de carga.

CIRCULAÇÃO. O transporte de carga numa bicicleta só pode fazer-se em reboque ou caixa de carga. BREVE GUIA CIRCULAÇÃO As bicicletas podem transportar passageiros, desde que estejam equipadas com um reboque ou uma cadeira devidamente homologados para esse efeito. O transporte de carga numa bicicleta

Leia mais

Teste n.º 8 Tema III e IV Iluminação, passageiros e carga, condução defensiva e peões

Teste n.º 8 Tema III e IV Iluminação, passageiros e carga, condução defensiva e peões Teste n.º 8 Tema III e IV Iluminação, passageiros e carga, condução defensiva e peões 1 Quando, de noite, me aproximo de uma passagem de nível fechada, posso ligar as luzes de estrada? Não. Sim, desde

Leia mais

Teste n.º 7 Tema III e IV Iluminação, passageiros e carga, condução defensiva e peões

Teste n.º 7 Tema III e IV Iluminação, passageiros e carga, condução defensiva e peões Teste n.º 7 Tema III e IV Iluminação, passageiros e carga, condução defensiva e peões 1 O veículo longo que segue à minha frente é obrigado a circular sempre com as luzes de cruzamento acesas? Não. Só

Leia mais

Categoria A1, A2, A (inicial)

Categoria A1, A2, A (inicial) Categoria A1, A2, A (inicial) Conteúdos programáticos Módulo comum de segurança rodoviária (7 horas) A Perfil do condutor 2 horas 1. Personalidade, estilos de vida, influências sociais e normas entre pares;

Leia mais

A condução nocturna deve influenciar a velocidade? Não, porque a utilização das luzes é obrigatória. Sim, mas apenas dentro das localidades. Sim.

A condução nocturna deve influenciar a velocidade? Não, porque a utilização das luzes é obrigatória. Sim, mas apenas dentro das localidades. Sim. A condução nocturna deve influenciar a velocidade? Não, porque a utilização das luzes é obrigatória. Sim, mas apenas dentro das localidades. Sim. A diminuição da aderência provoca o aumento da distância

Leia mais

A aquaplanagem pode ocorrer: Apenas com pneus lisos. Se eu não adaptar a velocidade às condições do piso.

A aquaplanagem pode ocorrer: Apenas com pneus lisos. Se eu não adaptar a velocidade às condições do piso. A aquaplanagem pode ocorrer: Apenas com pneus lisos. Se eu não adaptar a velocidade às condições do piso. A aquaplanagem, regra geral, é provocada por: Água. Óleo na estrada. Qualquer substância que se

Leia mais

Devo fazer uso das luzes avisadoras de perigo sempre que:

Devo fazer uso das luzes avisadoras de perigo sempre que: Teste n.º 3 Tema III e IV Iluminação, passageiros e carga, condução defensiva e peões 1 Devo fazer uso das luzes avisadoras de perigo sempre que: Exista grande intensidade de trânsito. Me aproxime de uma

Leia mais

Módulo de Segurança Rodoviária (7 horas) Lição n.º Conteúdos programáticos Duração

Módulo de Segurança Rodoviária (7 horas) Lição n.º Conteúdos programáticos Duração B1, B Módulo de Segurança Rodoviária (7 horas) Lição n.º Conteúdos programáticos Duração AB1 AB2 AB3 AB4 AB5 AB6 AB7 A Perfil do condutor 1. Personalidade, estilos de vida, influências sociais e normas

Leia mais

A condução do meu veículo com estas condições climatéricas: Deve ser feita com especial cuidado. Deve ser feita como normalmente.

A condução do meu veículo com estas condições climatéricas: Deve ser feita com especial cuidado. Deve ser feita como normalmente. A circulação neste tipo de via de características urbanas e com trânsito intenso implica o reconhecimento por parte do condutor que: A condução pode tornar-se monótona. O ambiente rodoviário é mais estável

Leia mais

Módulo de Segurança Rodoviária (7 horas) Lição n.º Conteúdos programáticos Duração

Módulo de Segurança Rodoviária (7 horas) Lição n.º Conteúdos programáticos Duração B1, B Módulo de Segurança Rodoviária (7 horas) Lição n.º Conteúdos programáticos Duração AB1 AB2 AB3 AB4 AB5 AB6 AB7 A Perfil do condutor 1. Personalidade, estilos de vida, influências sociais e normas

Leia mais

A chapa de matrícula dos ciclomotores deve encontrar-se sempre em bom estado de conservação. Certo. Errado.

A chapa de matrícula dos ciclomotores deve encontrar-se sempre em bom estado de conservação. Certo. Errado. A chapa de matrícula dos ciclomotores deve encontrar-se sempre em bom estado de conservação. À frente os ciclomotores devem ter luzes: De nevoeiro e de estrada. De presença, cruzamento e estrada. Indicadoras

Leia mais

1 Instituo da Mobilidade e dos Transportes - Questões de Exames de Condutores

1 Instituo da Mobilidade e dos Transportes - Questões de Exames de Condutores Se o meu motociclo emitir ruídos superiores aos limites máximos fixados, fico sujeito ao pagamento de uma coima? Regra geral, devo reduzir a velocidade na aproximação de uma curva, mas é de evitar a redução

Leia mais

Ao descrever uma curva devo ter maior cuidado em manobrar o meu veículo? Certo. Errado.

Ao descrever uma curva devo ter maior cuidado em manobrar o meu veículo? Certo. Errado. Ao descrever uma curva devo ter maior cuidado em manobrar o meu veículo? Circulo numa via com prioridade. Devo ceder a passagem aos veículos que se encontram à minha direita? Não. Sim. Circulo numa via

Leia mais

Manual do Código da Estrada

Manual do Código da Estrada O condutor de um veículo em marcha deve manter entre o seu veículo e o que o precede a distância suficiente para evitar acidentes em caso de súbita paragem ou diminuição de velocidade deste. O condutor

Leia mais

As botas que oferecem mais segurança ao condutor de motociclos:

As botas que oferecem mais segurança ao condutor de motociclos: As botas que oferecem mais segurança ao condutor de motociclos: Devem oferecer protecção ao nível dos tornozelos. São bastante leves e maleáveis. São totalmente impermeáveis e muito fáceis de calçar e

Leia mais

Teste n.º 5 Tema III e IV. Iluminação, passageiros e carga, condução defensiva e peões

Teste n.º 5 Tema III e IV. Iluminação, passageiros e carga, condução defensiva e peões Teste n.º 5 Tema III e IV Iluminação, passageiros e carga, condução defensiva e peões 1 Nesta situação, devo estar especialmente atento: À existência de veículos imobilizados na faixa de rodagem. À presença

Leia mais

Princípio geral. Regra geral de cedência de passagem nos cruzamentos e entroncamentos

Princípio geral. Regra geral de cedência de passagem nos cruzamentos e entroncamentos CEDÊNCIA DE PASSAGEM Princípio geral O condutor sobre o qual recai o dever de ceder a passagem deve abrandar a marcha e parar, se necessário ou, no caso de impossibilidade de cruzamento de veículos em

Leia mais

Contra-Ordenação Responsabilidade Leve Grave Muito-Grave. Condutor

Contra-Ordenação Responsabilidade Leve Grave Muito-Grave. Condutor Contra-Ordenação Responsabilidade Leve Grave Muito-Grave A utilização durante a marcha do veículo de auscultadores sonoros e de aparelhos radiotelefónicos Condutor x 6.14 - Velocidade Designa-se por velocidade

Leia mais

A manobra de inversão do sentido de marcha é permitida neste local?

A manobra de inversão do sentido de marcha é permitida neste local? A manobra de inversão do sentido de marcha é permitida neste local? Não, a sinalização existente na via não me permite efectuar a manobra. Sim, a sinalização existente na via permite-me efectuar a manobra.

Leia mais

A condução em auto-estrada implica: A manutenção da distância de segurança. A redução da distância de segurança. O aumento da distância de segurança.

A condução em auto-estrada implica: A manutenção da distância de segurança. A redução da distância de segurança. O aumento da distância de segurança. A chapa de matrícula colocada à retaguarda dos motociclos deve ser iluminada? Não, a iluminação da chapa de matrícula nos motociclos não é obrigatória. Sim, a chapa de matrícula deve ser iluminada por

Leia mais

Sinais de Proibição. Os sinais de proibição transmitem aos utentes a interdição de determinados comportamentos.

Sinais de Proibição. Os sinais de proibição transmitem aos utentes a interdição de determinados comportamentos. Sinais de Proibição Os sinais de proibição transmitem aos utentes a interdição de determinados comportamentos. Os sinais de proibição devem ser colocados na proximidade imediata do local onde a proibição

Leia mais

A indicação dada pelo sinal de mensagem variável:

A indicação dada pelo sinal de mensagem variável: Teste n.º 1 Tema I Sinais de proibição 1 indicação dada pelo sinal de mensagem variável: Não tem qualquer valor. Tem carácter facultativo. Tem carácter obrigatório. 2 proibição de transitar, imposta pelo

Leia mais

A partir da sinalização vertical posso inverter o sentido de marcha? Não. Sim.

A partir da sinalização vertical posso inverter o sentido de marcha? Não. Sim. A partir da sinalização vertical posso inverter o sentido de marcha? Não. Sim. A velocidade a que devo circular neste local é: 40 Km/h. 50 Km/h. A que for mais aconselhável perante estas condições. A velocidade

Leia mais

O PEÃO Pessoa que anda a pé na faixa de rodagem e pelo passeio ou berma. Ver e ser visto é andar em segurança. Circular sempre nos passeios. Circular

O PEÃO Pessoa que anda a pé na faixa de rodagem e pelo passeio ou berma. Ver e ser visto é andar em segurança. Circular sempre nos passeios. Circular Prevenção Rodoviária CRUZ VERMELHA PORTUGUESA Faça férias em segurança O PEÃO Pessoa que anda a pé na faixa de rodagem e pelo passeio ou berma. Ver e ser visto é andar em segurança. Circular sempre nos

Leia mais

Nesta situação posso inverter o sentido de marcha? Nesta situação, devo: A via de trânsito à minha esquerda pode ser utilizada por condutores que:

Nesta situação posso inverter o sentido de marcha? Nesta situação, devo: A via de trânsito à minha esquerda pode ser utilizada por condutores que: Teste n.º 3 Tema I Outras Manobras 1 Nesta situação posso inverter o sentido de marcha? Não posso. Posso, se acender os ' máximos'. Posso, se buzinar ao mesmo tempo. 2 Nesta situação, devo: Mudar de direção.

Leia mais

A linha descontínua marcada no pavimento permiteme pisá-la ou transpô-la, apenas para efectuar manobras. Certo. Errado.

A linha descontínua marcada no pavimento permiteme pisá-la ou transpô-la, apenas para efectuar manobras. Certo. Errado. A linha descontínua marcada no pavimento permiteme pisá-la ou transpô-la, apenas para efectuar manobras. Certo. Errado. A luz amarela intermitente obriga-me a avançar: Com especial precaução Rapidamente.

Leia mais

1 Instituo da Mobilidade e dos Transportes - Questões de Exames de Condutores

1 Instituo da Mobilidade e dos Transportes - Questões de Exames de Condutores Nesta situação, devo parar? a) Sim, para ceder passagem. b) Não, porque não tenho de ceder passagem. Nesta situação, não sou obrigado a assinalar a realização de manobras. Em viagens muito longas a fadiga

Leia mais

1 Instituo da Mobilidade e dos Transportes - Questões de Exames de Condutores

1 Instituo da Mobilidade e dos Transportes - Questões de Exames de Condutores Circulo numa via não urbana. Qual a velocidade máxima a que pode circular o veículo à minha frente? a) 70 km/h. b) 80 km/h. c) 90 km/h. d) 100 km/h. Ao circular nesta via pública com um automóvel pesado

Leia mais

A distância mínima permitida para parar ou estacionar para trás da paragem de eléctricos é de: 3 metros 5 metros 6 metros

A distância mínima permitida para parar ou estacionar para trás da paragem de eléctricos é de: 3 metros 5 metros 6 metros A distância mínima permitida para parar ou estacionar para trás da paragem de eléctricos é de: 3 metros 5 metros 6 metros A manobra do veículo à minha frente deve ser realizada: Lentamente e no menor trajecto

Leia mais

A pouca luminosidade existente diminui o campo de visão dos condutores. Certo. Errado.

A pouca luminosidade existente diminui o campo de visão dos condutores. Certo. Errado. A posição das mãos no guiador do motociclo deve permitir o accionamento de todos os comandos e interruptores: Com recurso a ligeiras deslocações do corpo. Retirando se necessário só uma das mãos do guiador.

Leia mais

A sinalização desta via pública, informa-me que circulo: Na auto-estrada A25. Na estrada nacional A25. Na estrada nacional N16.

A sinalização desta via pública, informa-me que circulo: Na auto-estrada A25. Na estrada nacional A25. Na estrada nacional N16. A referência IC 17, colocada na sinalização indica: Que circulo no itinerário complementar nº 17. Que faltam 17 kms para o início da A1. Que me encontro no km 17, da via em que circulo. A sinalização com

Leia mais

Teste n.º 6 Tema III e IV. Iluminação, passageiros e carga, condução defensiva e peões

Teste n.º 6 Tema III e IV. Iluminação, passageiros e carga, condução defensiva e peões Teste n.º 6 Tema III e IV Iluminação, passageiros e carga, condução defensiva e peões 1 O comportamento do condutor do veículo de duas rodas: É correto, desde que transite lentamente. É correto, porque

Leia mais

A Carta de Condução por Pontos vai funcionar assim...

A Carta de Condução por Pontos vai funcionar assim... A Carta de Condução por Pontos vai funcionar assim... Date : 25 de Maio de 2016 É já de hoje a uma semana que entrará em vigor a Carta de Condução por Pontos. Todos os condutores, até mesmo os que possuem

Leia mais

A cor verde do sinal à minha direita indica-me que circulo: Num itinerário principal. Numa auto-estrada. Numa estrada nacional.

A cor verde do sinal à minha direita indica-me que circulo: Num itinerário principal. Numa auto-estrada. Numa estrada nacional. A cor verde do sinal à minha direita indica-me que circulo: Num itinerário principal. Numa auto-estrada. Numa estrada nacional. À distância de 300 metros vou encontrar um posto de abastecimento de combustível

Leia mais

Circulação. Automóveis ligeiros, motociclos. Contra-Ordenação. Até 20 km/h 60 a 300 euros Leve. 20 a 40 km/h 120 a 600 euros Grave

Circulação. Automóveis ligeiros, motociclos. Contra-Ordenação. Até 20 km/h 60 a 300 euros Leve. 20 a 40 km/h 120 a 600 euros Grave Circulação VELOCIDADE - A velocidade mínima nas auto-estradas passa de 40 para 50 km/h. - Sanções em caso de excesso de velocidade: (ver quadro) Automóveis ligeiros, motociclos Excesso de velocidade Coima

Leia mais

ÍNDICE INTRODUÇÃO... 3 APRESENTAÇÃO... 4 FICHAS TEMÁTICAS A BICICLETA COMPLETA OS ESPAÇOS A SOPA DE LETRAS... 26

ÍNDICE INTRODUÇÃO... 3 APRESENTAÇÃO... 4 FICHAS TEMÁTICAS A BICICLETA COMPLETA OS ESPAÇOS A SOPA DE LETRAS... 26 ÍNDICE INTRODUÇÃO... 3 APRESENTAÇÃO... 4 FICHAS TEMÁTICAS... 24 A BICICLETA COMPLETA OS ESPAÇOS... 25 A SOPA DE LETRAS... 26 O JOGO DAS DIFERENÇAS... 27 O JOGO DOS SINAIS... 28 AS PALAVRAS EM FALTA...

Leia mais

A partir deste sinal de perigo é proibido inverter o sentido de marcha. Certo. Errado.

A partir deste sinal de perigo é proibido inverter o sentido de marcha. Certo. Errado. A partir deste sinal de perigo é proibido inverter o sentido de marcha. Certo. Errado. A que distância vou encontrar o perigo indicado pelo sinal? Entre 150m a 300m do sinal. Entre 25m a 50m do sinal.

Leia mais

VÍTIMAS A 30 DIAS ANO Relatório - Anual

VÍTIMAS A 30 DIAS ANO Relatório - Anual VÍTIMAS A 30 DIAS ANO 1 ÍNDICE DEFINIÇÕES... 4 EVOLUÇÃO GLOBAL... 5 1. Acidentes com : 2010/... 5 ACIDENTES E VÍTIMAS... 7 1. Acidentes e segundo o mês... 7 2. Acidentes e segundo o dia da semana... 8

Leia mais

SINALIZAÇÃO RODOVIÁRIA

SINALIZAÇÃO RODOVIÁRIA SINALIZAÇÃO RODOVIÁRIA Regulamentação e Cedência de Passagem Sinalização Vertical - Sinalização Temporária - Painéis Desvio Sinalização Temporária - Outros Painéis Temporários Sinais de Indicação e Informação

Leia mais

QUESTIONÁRIO (escrito)

QUESTIONÁRIO (escrito) 008 As passadeiras indicam o caminho que devemos seguir para atravessar a rua. A - Sinal verde para peões Eu atravesso B Sinal vermelho para peões Eu atravesso A forma e a cor de um sinal dão-nos indicações

Leia mais

OBJETIVOS INSTRUÇÕES

OBJETIVOS INSTRUÇÕES OBJETIVOS Consciencializar, no sentido de responsabilidade, para a compreensão de comportamentos e atitudes necessárias a uma inserção segura no trânsito como peão, passageiro e ciclista. Saber o significado

Leia mais

2) O condutor que levar pessoas, animais ou cargas nas partes externas do veículo, terá como punição:

2) O condutor que levar pessoas, animais ou cargas nas partes externas do veículo, terá como punição: 1) A figura abaixo ilustra as manobras efetuadas pelos veículos A e B, em um cruzamento. O veículo A realiza as manobras 1 e 2 e o veículo B realiza as manobras 3 e 4, sendo assim, podemos considerar infrações

Leia mais

ANO de Sinistralidade Rodoviária: VÍTIMAS no local

ANO de Sinistralidade Rodoviária: VÍTIMAS no local ANO de Sinistralidade Rodoviária: VÍTIMAS no local 1 ÍNDICE DEFINIÇÕES... 4 EVOLUÇÃO GLOBAL... 5 1. Acidentes com : 2007/... 5 ACIDENTES E VÍTIMAS... 6 1. Acidentes e segundo o mês... 6 2. Acidentes e

Leia mais

Teste n.º 3 Tema III. O condutor e o veículo. Em caso de avaria ou acidente, salvo se o veículo se encontrar imobilizado na faixa de rodagem.

Teste n.º 3 Tema III. O condutor e o veículo. Em caso de avaria ou acidente, salvo se o veículo se encontrar imobilizado na faixa de rodagem. Teste n.º 3 Tema III O condutor e o veículo 1 O uso pelo condutor do colete retrorrefletor é obrigatório: Depois do condutor colocar o sinal de pré-sinalização de perigo. Em caso de avaria ou acidente,

Leia mais

Este sinal é de: Este sinal é de:

Este sinal é de: Este sinal é de: Teste n.º 2 Tema I Sinais de Indicação 1 Este sinal é de: Indicação. Perigo. Pré-sinalização. 2 Este sinal é de: Indicação. Proibição. Regulamentação. 3 O sinal complementar indica-me a aproximação de

Leia mais

Este sinal indica: Este sinal indica:

Este sinal indica: Este sinal indica: Teste n.º 2 Tema I Sinais de perigo 1 Este sinal indica: nimais sem condutor. irculação proibida a animais. Zona de caça. 2 Este sinal indica: urva à direita e contracurva. urva à esquerda e contracurva.

Leia mais

A sinalização presente indica: Fim da estrada com prioridade. Mudança de direcção da via com prioridade. Proximidade de um cruzamento.

A sinalização presente indica: Fim da estrada com prioridade. Mudança de direcção da via com prioridade. Proximidade de um cruzamento. A referência IC 17, colocada na sinalização indica: Que circulo no itinerário complementar nº 17. Que faltam 17 kms para o início da A1. Que me encontro no km 17, da via em que circulo. A sinalização presente

Leia mais

VÍTIMAS A 30 DIAS ANO

VÍTIMAS A 30 DIAS ANO VÍTIMAS A 30 DIAS ANO 017 1 ÍNDICE DEFINIÇÕES... 4 EVOLUÇÃO GLOBAL... 5 1. Acidentes com : 010/017... 5 ACIDENTES E VÍTIMAS... 6 1. Acidentes e segundo o mês... 6. Acidentes e segundo o dia da semana...

Leia mais

ANO de Sinistralidade Rodoviária. Observatório de Segurança Rodoviária Relatório - Anual

ANO de Sinistralidade Rodoviária. Observatório de Segurança Rodoviária Relatório - Anual ANO de Sinistralidade Rodoviária Observatório de Segurança Rodoviária 1 ÍNDICE DEFINIÇÕES... 4 EVOLUÇÃO GLOBAL... 5 1. Acidentes com : 2002/... 5 ACIDENTES E VÍTIMAS... 7 1. Acidentes e por mês... 7 2.

Leia mais

A camada de protecção interior de um capacete tem a função de absorver o impacto em caso de acidente. A afirmação é falsa. A afirmação é verdadeira.

A camada de protecção interior de um capacete tem a função de absorver o impacto em caso de acidente. A afirmação é falsa. A afirmação é verdadeira. A camada de conforto ou forro de um bom capacete de protecção deve poder absorver o suor resultante da transpiração? Não, deve possuir apenas capacidade respirante. Não, uma vez que dessa forma o interior

Leia mais

Características dos simuladores de condução

Características dos simuladores de condução Deliberação Características dos simuladores de condução Considerando que o n. 6 do artigo 6. 0 do Regime Jurídico do Ensino da Condução, aprovado pela Lei n. 141/ 2014, de 18 de março, estabelece que,

Leia mais

Escola De Condução Segura Frente praça de palmarejo Tel: Móvel Teste nº 1

Escola De Condução Segura Frente praça de palmarejo Tel: Móvel Teste nº 1 Teste nº 1 B C A D E Observe os sinais A, B e C. Qual deles é classificado como sendo de perigo? 61- Todos 62- Apenas o sinal B 63- Nenhum 64- O sinal B e o sinal C Como devem proceder os condutores na

Leia mais

A ambulância deve: A ambulância deve:

A ambulância deve: A ambulância deve: Teste n.º 1 Tema I edências de Passagem 1 ambulância deve: vançar, mas apenas se assinalar a marcha de urgência. vançar. eder-me a passagem. 2 ambulância deve: vançar. eder a passagem apenas ao meu veículo.

Leia mais

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE CICLOTURISMO E UTILIZADORES DE BICICLETA PROPOSTA DE ALTERAÇÕES AO CÓDIGO DA ESTRADA PORTUGUÊS

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE CICLOTURISMO E UTILIZADORES DE BICICLETA PROPOSTA DE ALTERAÇÕES AO CÓDIGO DA ESTRADA PORTUGUÊS FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE CICLOTURISMO E UTILIZADORES DE BICICLETA PROPOSTA DE ALTERAÇÕES AO CÓDIGO DA ESTRADA PORTUGUÊS A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) tem como

Leia mais

Marcas Rodoviárias. As marcas rodoviárias têm sempre cor branca, com excepção das marcas M12, M12a, M13, M13a, M14, M14a, M17b, M18 e M21.

Marcas Rodoviárias. As marcas rodoviárias têm sempre cor branca, com excepção das marcas M12, M12a, M13, M13a, M14, M14a, M17b, M18 e M21. Marcas Rodoviárias As marcas rodoviárias destinam-se a regular a circulação e a advertir e orientar os utentes das vias públicas, podendo ser completadas com outros meios de sinalização. A materialização

Leia mais

Escola De Condução Segura Frente praça de palmarejo Tel: Móvel Teste nº 1

Escola De Condução Segura Frente praça de palmarejo Tel: Móvel Teste nº 1 Escola De Condução Segura Frente praça de palmarejo Tel:2628748 Móvel 9922331 9381708 9997086 Teste nº 1 Um veículo automóvel ligeiro é: 1. Um veículo que transporta só passageiros; 2. Um veículo que não

Leia mais

X - em local e horário proibidos especificamente pela sinalização (placa - Proibido Parar): Infração - média; Penalidade - multa.

X - em local e horário proibidos especificamente pela sinalização (placa - Proibido Parar): Infração - média; Penalidade - multa. IX - na contramão de direção: Penalidade - multa; X - em local e horário proibidos especificamente pela sinalização (placa - Proibido Parar): Art. 183. Parar o veículo sobre a faixa de pedestres na mudança

Leia mais

LeasePlan. Alterações ao Código da Estrada e Regime de Carta por Pontos

LeasePlan. Alterações ao Código da Estrada e Regime de Carta por Pontos LeasePlan Alterações ao Código da Estrada e Regime de Carta por Pontos LeasePlan Alterações ao código da estrada e regime de carta por pontos Introdução 3 PARTE I Regime de Carta por Pontos 5 Funcionamento

Leia mais

A ambulância assinala adequadamente a marcha de urgência. Devo ceder a passagem. Não devo ceder a passagem.

A ambulância assinala adequadamente a marcha de urgência. Devo ceder a passagem. Não devo ceder a passagem. A ambulância assinala adequadamente a marcha de urgência. Devo ceder a passagem. Não devo ceder a passagem. A ambulância cujo ano de matrícula é 2002, teve a primeira inspecção periódica obrigatória em:

Leia mais

ANEXO. (a que se refere o artigo 11.º da lei) CÓDIGO DA ESTRADA TÍTULO I. Disposições gerais CAPÍTULO I. Princípios gerais. Artigo 1.

ANEXO. (a que se refere o artigo 11.º da lei) CÓDIGO DA ESTRADA TÍTULO I. Disposições gerais CAPÍTULO I. Princípios gerais. Artigo 1. ANEXO (a que se refere o artigo 11.º da lei) CÓDIGO DA ESTRADA TÍTULO I Disposições gerais CAPÍTULO I Princípios gerais Artigo 1.º Definições legais Para os efeitos do disposto no presente Código e legislação

Leia mais

A carta de condução caduca quando, sendo provisória, o seu titular tenha sido condenado pela prática de:

A carta de condução caduca quando, sendo provisória, o seu titular tenha sido condenado pela prática de: Teste n.º 1 Tema VI Diversos 1 carta de condução caduca quando, sendo provisória, o seu titular tenha sido condenado pela prática de: Uma contraordenação grave e três contraordenações leves. Uma contraordenação

Leia mais

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR LEST GOVERNO. Decreto lei nº 6/2003 de 3 de Abril CÓDIGO DA ESTRADA

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR LEST GOVERNO. Decreto lei nº 6/2003 de 3 de Abril CÓDIGO DA ESTRADA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR LEST GOVERNO Decreto lei nº 6/2003 de 3 de Abril CÓDIGO DA ESTRADA A prevenção da sinistralidade constitui uma das prioridades do Governo de Timor Leste no domínio da segurança

Leia mais

Antes do sinal vertical, posso ultrapassar? Não. Sim.

Antes do sinal vertical, posso ultrapassar? Não. Sim. Antes do sinal vertical, posso ultrapassar? Não. Sim. Ao efectuar a ultrapassagem, devo estar especialmente atento: À sinalização existente. Às características do meu veículo e à largura da faixa de rodagem.

Leia mais

CÓDIGO DA ESTRADA. Disposições gerais. WHO Region: EURO / Portugal Helmet Legislation Submitted to GSRRS Last Updated: February 2010

CÓDIGO DA ESTRADA. Disposições gerais. WHO Region: EURO / Portugal Helmet Legislation Submitted to GSRRS Last Updated: February 2010 CÓDIGO DA ESTRADA Disposições gerais TÍTULO I - Disposições gerais CAPÍTULO I Princípios gerais Artigo 1.º Definições legais Para os efeitos do disposto no presente Código e legislação complementar, os

Leia mais

Para obter um título de condução é obrigatório saber ler e escrever?

Para obter um título de condução é obrigatório saber ler e escrever? Teste n.º 3 Tema VI Diversos 1 Para obter um título de condução é obrigatório saber ler e escrever? Não, apenas é necessário saber ler. Não, o candidato pode requerer prova oral. 2 Pela prática de uma

Leia mais

Neste entroncamento, devo: Neste entroncamento, o condutor do velocípede deve ceder a passagem, porque:

Neste entroncamento, devo: Neste entroncamento, o condutor do velocípede deve ceder a passagem, porque: Teste n.º 4 Tema I edências de Passagem 1 Neste entroncamento, devo: vançar em primeiro lugar. eder a passagem ao veículo branco. Parar obrigatoriamente. 2 Neste entroncamento, o condutor do velocípede

Leia mais

ALGUNS INDICADORES PARA CARACTERIZAÇÃO DA ENVOLVENTE RODOVIÁRIA JUNTO DE ESCOLAS

ALGUNS INDICADORES PARA CARACTERIZAÇÃO DA ENVOLVENTE RODOVIÁRIA JUNTO DE ESCOLAS ALGUNS INDICADORES PARA CARACTERIZAÇÃO DA ENVOLVENTE RODOVIÁRIA JUNTO DE ESCOLAS INTRODUÇÃO A segurança rodoviária diária das crianças e dos jovens depende de todos nós. Por isso, está também nas suas

Leia mais

especialmente concebida para utilização partilhada por peões e veículos, onde vigoram regras especiais de trânsito e sinalizada como tal.

especialmente concebida para utilização partilhada por peões e veículos, onde vigoram regras especiais de trânsito e sinalizada como tal. Miguel Barroso «Zona de coexistência» - zona da via pública especialmente concebida para utilização partilhada por peões e veículos, onde vigoram regras especiais de trânsito e sinalizada como tal. Conceito

Leia mais

ANIECA. Código da Estrada. (republicado pela Lei 72/2013) Inclui alterações da Declaração Retificação 46-A/2013

ANIECA. Código da Estrada. (republicado pela Lei 72/2013) Inclui alterações da Declaração Retificação 46-A/2013 ANIECA Código da Estrada (republicado pela Lei 72/2013) Inclui alterações da Declaração Retificação 46-A/2013 1 CÓDIGO DA ESTRADA (Republicado pela Lei 72/2013) TÍTULO I Disposições gerais CAPÍTULO I Princípios

Leia mais

Nível 4 Nível Operacional. Tema 7 Controlo do Veículo

Nível 4 Nível Operacional. Tema 7 Controlo do Veículo FICHA TÉCNICA ADAPTAÇÃO DO CONDUTOR AO VEÍCULO Níveis GDE: Nível 4 Nível Operacional Temas Transversais: Tema 7 Controlo do Veículo Síntese informativa: Posição do condutor ao volante Utilização dos pedais

Leia mais

Estilo executivo. Atitude desportiva

Estilo executivo. Atitude desportiva Estilo executivo. Atitude desportiva Opte pela classe executiva, opte pela. Viaje confortavelmente e em grande estilo, quer seja nas suas viagens diárias ou em grandes aventuras Concebida para garantir

Leia mais

A cor verde do sinal à minha direita indica-me que circulo: A distância indicada no sinal de aproximação de saída é relativa:

A cor verde do sinal à minha direita indica-me que circulo: A distância indicada no sinal de aproximação de saída é relativa: Teste n.º 1 Tema I Sinais de Indicação 1 cor verde do sinal à minha direita indica-me que circulo: Num itinerário principal. Numa autoestrada. Numa estrada nacional. 2 distância indicada no sinal de aproximação

Leia mais

4482 DIÁRIO DA REPÚBLICA I SÉRIE-A N. o de Maio de 2002 MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA

4482 DIÁRIO DA REPÚBLICA I SÉRIE-A N. o de Maio de 2002 MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA 4482 DIÁRIO DA REPÚBLICA I SÉRIE-A N. o 111 14 de Maio de 2002 MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA Decreto-Lei n. o 132/2002 de 14 de Maio O presente diploma transpõe para o ordenamento jurídico nacional

Leia mais

A capacidade do condutor prever e antecipar, aumenta: Com a categoria do veículo. Com a experiência. Com o número de ocupantes do veículo.

A capacidade do condutor prever e antecipar, aumenta: Com a categoria do veículo. Com a experiência. Com o número de ocupantes do veículo. 'TRAVE COM MOTOR' significa: Desligar o motor, mantendo uma mudança engrenada. Engrenar uma mudança de força em andamento. Utilizar o motor de arranque como auxiliar de travagem. Devemos estar atentos

Leia mais

Alterações ao Cód. Estrada 2013

Alterações ao Cód. Estrada 2013 Alterações Consequências / Observações Pág. Livro Ed. Seg. Rod. Os veículos de segurança prisional passam a ser classificados como veículos em serviço de urgência Velocípedes passam a poder transportar

Leia mais

A scooter ideal para deslocações diárias

A scooter ideal para deslocações diárias A scooter ideal para deslocações diárias Não deixe que um orçamento limitado diminua as suas opções escolha a qualidade e a fiabilidade da Yamaha. A é uma scooter clássica, concebida para condutores que

Leia mais

As regras de trânsito e o Código da Estrada. Se for a pé...

As regras de trânsito e o Código da Estrada. Se for a pé... GUIA DO PROFESSOR O Guia do Professor tem como objetivo auxiliá-lo no ensino da temática da segurança rodoviária. Composto por cinco temas, este guia apresenta o conteúdo essencial de cada um e algumas

Leia mais

CÓDIGO DA ESTRADA. TÍTULO I - Disposições gerais. CAPÍTULO I Princípios gerais

CÓDIGO DA ESTRADA. TÍTULO I - Disposições gerais. CAPÍTULO I Princípios gerais CÓDIGO DA ESTRADA TÍTULO I - Disposições gerais CAPÍTULO I Princípios gerais Artigo 1.º Definições legais Para os efeitos do disposto no presente Código e legislação complementar, os termos seguintes têm

Leia mais

Mais informações e atualizações desta obra em PUBLICAÇÃO GRATUITA NÃO PODE SER VENDIDA

Mais informações e atualizações desta obra em  PUBLICAÇÃO GRATUITA NÃO PODE SER VENDIDA Título: Código da Estrada - Da Lei aos Pontos Autor: Eurico Santos, Advogado Correio eletrónico do Autor: [email protected] Editor: CoLLex: Coletâneas e Legislação (www.collex.pt) N.º de Páginas: 173

Leia mais

LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO Infrações Graves Parte 1 Prof. Denis Brasileiro Art. 167. Deixar o condutor ou passageiro de usar o cinto de segurança, conforme previsto no art. 65: Penalidade - multa; Medida administrativa

Leia mais

O todo-o-terreno na cidade

O todo-o-terreno na cidade O todo-o-terreno na cidade Quer em corridas todo-o-terreno, quer na estrada, a tem todo o potencial necessário apresentando-se como uma moto de 125 cc com um design agressivo ao estilo do todo-o-terreno,

Leia mais

Legislação de Trânsito 1

Legislação de Trânsito 1 Legislação de Trânsito 1 Conhecer as premissas que regem o CTB, bem como seus órgãos e sistemas. Conhecer os direitos e deveres de um cidadão no trânsito. Introdução Regulamentação. Fundamentação do CTB.

Leia mais

ASPETOS TÉCNICOS, HISTÓRICOS E LEGAIS RELACIONADOS COM OS VEÍCULOS

ASPETOS TÉCNICOS, HISTÓRICOS E LEGAIS RELACIONADOS COM OS VEÍCULOS ASPETOS TÉCNICOS, HISTÓRICOS E LEGAIS RELACIONADOS COM OS VEÍCULOS Mário Vicente 04.05.2013 ASPETOS TÉCNICOS, HISTÓRICOS E LEGAIS RELACIONADOS COM OS VEÍCULOS Definições História Relação entre a sinistralidade

Leia mais

Legislação de Trânsito 1

Legislação de Trânsito 1 Legislação de Trânsito 1 Conhecer as premissas que regem o CTB, bem como seus órgãos e sistemas. Conhecer os direitos e deveres de um cidadão no trânsito. Introdução Regulamentação. Fundamentação do CTB.

Leia mais

Portaria n.º 502/96 de 25 de Setembro

Portaria n.º 502/96 de 25 de Setembro Portaria n.º 502/96 de 25 de Setembro O Código da Estrada, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 114/94, de 3 de Maio, dispõe, no n.º 4 do seu artigo 128.º, que as cartas de condução devem indicar todas as adaptações

Leia mais

Decreto-Regulamentar n.º 22-A/98 de 01OUT

Decreto-Regulamentar n.º 22-A/98 de 01OUT Regulamento de Sinalização de Trânsito Decreto-Regulamentar n.º 22-A/98 de 01OUT (Alterado pelo Decreto-Regulamentar n.º 41/2002, de 20AGO; Decreto-Lei n.º 39/2010, de 26ABR e Decreto-Regulamentar n.º

Leia mais

Semana Temática SST Condução Automóvel Profissional Segurança na Condução - Equipamentos ACT Lisboa,19 de Novembro de 2015

Semana Temática SST Condução Automóvel Profissional Segurança na Condução - Equipamentos ACT Lisboa,19 de Novembro de 2015 Semana Temática SST Condução Automóvel Profissional Segurança na Condução - Equipamentos ACT Lisboa,19 de Novembro de 2015 Boas práticas a adotar Sumário - Segurança ativa e passiva - Equipamentos de segurança

Leia mais

Art. 43. Ao regular a velocidade, o condutor deverá observar constantemente as condições físicas da via, do veículo e da carga, as condições

Art. 43. Ao regular a velocidade, o condutor deverá observar constantemente as condições físicas da via, do veículo e da carga, as condições Art. 43. Ao regular a velocidade, o condutor deverá observar constantemente as condições físicas da via, do veículo e da carga, as condições meteorológicas e a intensidade do trânsito, obedecendo aos limites

Leia mais

Clube Automovel de Lousada REGULAMENTO TÉCNICO. II Edição TROFÉU DE RESISTENCIAS CLUBE AUTOMOVEL DE LOUSADA

Clube Automovel de Lousada REGULAMENTO TÉCNICO. II Edição TROFÉU DE RESISTENCIAS CLUBE AUTOMOVEL DE LOUSADA Clube Automovel de Lousada REGULAMENTO TÉCNICO II Edição TROFÉU DE RESISTENCIAS CLUBE AUTOMOVEL DE LOUSADA Aprovado em 18/02/2015 1 Os concorrentes, que pretendam, participar nas provas do Troféu de resistência

Leia mais

A AMARRAÇÃO. Alguns conselhos R. Tipos de amarração R BIZART

A AMARRAÇÃO. Alguns conselhos R. Tipos de amarração R BIZART 7 A AMARRAÇÃO Alguns conselhos R Tipos de amarração R Fevereiro 2012 BIZART A amarração Se uma carga não for amarrada de forma adequada, poderá constituir um perigo para si e para terceiros. Uma carga

Leia mais

CONHECIMENTOS BÁSICOS

CONHECIMENTOS BÁSICOS CONHECIMENTOS BÁSICOS VIA CONHECIMENTOS BÁSICOS LOTES LINDEIROS FAIXA DE TRÂNSITO FAIXA DE TRÂNSITO PISTA DE ROLAMENTO CICLOFAIXA FAIXA DE DOMÍNIO - superfície lindeira às vias rurais, delimitada por lei

Leia mais

Legislação e Segurança Rodoviária. Princípios Gerais do Código da Estrada

Legislação e Segurança Rodoviária. Princípios Gerais do Código da Estrada Legislação e Segurança Rodoviária Princípios Gerais do Código da Estrada 1 CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS: Âmbito de aplicação do CE Liberdade de trânsito Realização de obras e utilização das vias públicas para

Leia mais

Legislação e Segurança Rodoviária. Responsabilidade pela regularização, ordenamento e fiscalização do trânsito

Legislação e Segurança Rodoviária. Responsabilidade pela regularização, ordenamento e fiscalização do trânsito Legislação e Segurança Rodoviária Responsabilidade pela regularização, ordenamento e fiscalização do trânsito 1 Conteúdos Programáticos: Regularização, ordenamento e fiscalização do trânsito Ordens das

Leia mais