Lei 9.099, de 26 de setembro de 1995

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1 Dispõe sobre os Juizados Especiais Cíveis e Criminais e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. 1º Os Juizados Especiais Cíveis e Criminais, órgãos da Justiça Ordinária, serão criados pela União, no Distrito Federal e nos Territórios, e pelos Estados, para conciliação, processo, julgamento e execução, nas causas de sua competência. 1. Regulamentação em razão de determinação constitucional: a Lei 9.099/95 regulamenta os Juizados Especiais Cíveis e Criminais no âmbito da Justiça Estadual, tendo sido elaborada em decorrência do que estabelece o art. 98, I, CF. 2. Criação dos Juizados Especiais no âmbito da Justiça Federal: em razão das dúvidas que surgiram à época, em relação a uma eventual interpretação extensiva para fins de aplicação à jurisdição federal, adveio a Emenda Constitucional nº 22/1999, acrescentando, ao referido art. 98, o parágrafo único (posteriormente modificado pela EC nº 45/2004, que inseriu os 1º e 2º) disciplinando que lei federal disporia sobre a criação dos Juizados Especiais no âmbito da Justiça Federal. Editou-se, assim, a Lei / Coincidência: as leis de regência dos Juizados Especiais Estaduais e Federais consignam, no art. 3º, as matérias que são de sua competência. 4. Atenção Norma de natureza processual: a Lei 9.099/95 é norma de natureza processual (portanto, com aplicação subsidiária das normas processuais inseridas no CPC) com origem constitucional, jamais podendo ser tratada como uma mera norma procedimental. 11

2 Maurício Ferreira Cunha Art. 2º O processo orientar-se-á pelos critérios da oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade, buscando, sempre que possível, a conciliação ou a transação. 1. Oralidade: princípio ligado a outros dois, quais sejam, o da concentração (pressupondo que os atos processuais nas audiências sejam os mais concentrados possíveis) e o da imediatidade (preconiza que o juiz deve proceder diretamente à colheita das provas), e que visa assegurar a solução das demandas de uma forma mais ágil e mais equitativa, sendo autorizado, inclusive, que a postulação das partes se dê de modo direto e oral (reduzido a termo, de modo sucinto, porém, pelo serventuário da justiça art. 14, da lei de regência). Sua adoção decorre de determinação constitucional (art. 98, I), sendo que nas fases conciliatória, instrutória e decisória, a oralidade demonstra evidente repercussão, principalmente na sessão de conciliação, oportunidade em que há contato direto entre os litigantes e o conciliador, estabelecendo-se o debate sobre as questões controvertidas, através da palavra oral pronunciada, tudo, evidentemente, para fins de se chegar a um consenso. É da oralidade em seu aspecto maior que surge o procedimento verdadeiramente sumaríssimo. Analista/TJRJ 2009 CESPE Em relação aos JECs, o legislador reconheceu o princípio da oralidade como norteador do procedimento e, para a verificação da competência, considerou que o valor da causa deve corresponder ao benefício econômico que o autor poderia experimentar, no caso de procedência do pedido. A afirmativa está correta. 2. Simplicidade: princípio diretamente relacionado aos demais e que preconiza a ideia de que o desenvolvimento do processo deve se dar de maneira facilitada, liberto do formalismo. 3. Informalidade: princípio que busca tornar o procedimento especial menos complicado, mais simples, decorrente do fato de a Lei Especializada ter instituído um sistema apartado dos elevados custos e da demora na solução dos conflitos, obstáculos presentes no processo tradicional e que constituem causa de agravamento da litigiosidade e da total falta de credibilidade na atuação da Justiça. Exemplos: a simplificação do pedido inicial, sem as exigências formais ditadas pelos arts. 282 e 283, CPC (art. 14); a prática de atos 12

3 processuais em outras comarcas (art. 13, 2º); a facilitação dos modos de comunicação processual (conforme indicam os arts.18 e 19), dentre outros. Juiz de Direito/PR 2008 FAE Nos Juizados Especiais o processo orientar-se-á pelos critérios da oralidade, simplicidade, formalidade, economia processual e celeridade, buscando, sempre que possível, a conciliação ou transação. A afirmativa está errada. O erro está na palavra formalidade. 4. Economia Processual: princípio que caracteriza-se pela obtenção, em juízo, do máximo resultado com o mínimo de esforço. Exemplos: as regras que disciplinam a postulação do autor e a resposta do réu (arts. 14, 30 e 31); a previsão de utilização da liberdade das formas (art. 13); o oferecimento da peça de resposta na audiência de instrução e julgamento (arts. 27 e 30), dentre outros. Juiz de Direito/MS 2008 FGV À luz do princípio da economia processual, os atos processuais serão válidos sempre que preencherem as finalidades a que se propõem. A afirmativa está errada. O princípio em questão é o da instrumentalidade das formas 5. Celeridade: trata-se de princípio fundamental para que o objetivo de proporcionar, aos jurisdicionados, principalmente aos hipossuficientes, a pronta tutela jurisdicional, seja plenamente alcançado. Defensor Público/SP 2009 FCC Conforme estabelece o artigo 2º da Lei dos Juizados Especiais (Lei nº 9.099/95), os processos nela fundados devem ser orientados pelos critérios da oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade. Decorrem desses princípios e da Lei nº 9.099/95, as seguintes assertivas, EXCETO: a) é vedada a intervenção de terceiro nas modalidades de assistência simples, oposição, nomeação à autoria, denunciação da lide ou chamamento ao processo, mas é admitido o litisconsórcio e a assistência litisconsorcial. b) os embargos de declaração e o recurso inominado são os únicos meios de impugnação da sentença proferida nas ações de competência do juizado especial. 13

4 Maurício Ferreira Cunha c) o autor pode formular pedido genérico quando não for possível, no momento da propositura, determinar a extensão da obrigação. d) em sede de juizado especial, é possível a instrução da causa ser dirigida por juiz leigo, mas sob a supervisão do juiz togado. e) nas causas em que o Código de Processo Civil estabelece a obrigatoriedade do procedimento sumário independentemente do valor, o autor pode fazer opção entre esse procedimento sumário e o regulado pela Lei nº 9.099/95, ainda que ultrapassem 40 salários mínimos. A alternativa correta é a letra a. O art. 10 deixa claro que qualquer forma de intervenção de terceiro não será admitida, nem de assistência. As demais alternativas estão corretas e decorrem, diretamente, dos princípios mencionados no art. 2º. CAPÍTULO II DOS JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS Art. 3º O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação, processo e julgamento das causas cíveis de menor complexidade, assim consideradas: I as causas cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo; II as enumeradas no art. 275, inciso II, do Código de Processo Civil; III a ação de despejo para uso próprio; IV as ações possessórias sobre bens imóveis de valor não excedente ao fixado no inciso I deste artigo. 1º Compete ao Juizado Especial promover a execução: I dos seus julgados; II dos títulos executivos extrajudiciais, no valor de até quarenta vezes o salário mínimo, observado o disposto no 1º do art. 8º desta Lei. 2º Ficam excluídas da competência do Juizado Especial as causas de natureza alimentar, falimentar, fiscal e de interesse da Fazenda Pública, e também as relativas a acidentes de trabalho, a resíduos e ao estado e capacidade das pessoas, ainda que de cunho patrimonial. 3º A opção pelo procedimento previsto nesta Lei importará em renúncia ao crédito excedente ao limite estabelecido neste artigo, excetuada a hipótese de conciliação. 14

5 1. Pequeno valor e menor complexidade: a Lei 9.099/95 prescreveu profundas e significativas inovações, levando para o conhecimento, na esfera cível, não apenas as causas de pequeno valor, mas as demandas de menor complexidade que, segundo o art. 3º, são identificadas pelo valor (inciso I) e pela matéria (incisos II a IV). STF AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PULSOS ALÉM DA FRANQUIA. JUIZADO ESPECIAL. COMPETÊNCIA. RELAÇÃO DE CON- SUMO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que em se tratando de demanda que se resolve pela análise de matéria exclusivamente de direito, a dispensar instrução complexa, cabível seu processamento no Juizado Especial. Reveste-se de natureza infraconstitucional a matéria relacionada à relação de consumo e ao equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão [RE n ]. Agravo regimental a que se nega provimento (AI AgR/BA, rel. Min. Eros Grau, 2 T., j ). FONAJE Enunciado 54 A menor complexidade da causa para a fixação da competência é aferida pelo objeto da prova e não em face do direito material. Enunciado 69 As ações envolvendo danos morais não constituem, por si só, matéria complexa. Enunciado 70 As ações nas quais se discute a ilegalidade de juros não são complexas para o fim de fixação da competência dos Juizados Especiais, exceto quando exigirem prova pericial contábil. Atenção: TEMA BASTANTE COBRADO EM CONCURSO! 2. Ampliação da competência cível: ampliou-se, ainda mais, a competência cível dos Juizados Especiais quando autorizada, nos incisos I e II, do 1º, a promoção das execuções dos seus julgados e dos títulos executivos extrajudiciais no valor de até 40 (quarenta) vezes o salário mínimo (arts. 52 e 53). STJ PROCESSO CIVIL. COMPETÊNCIA CONCORRENTE. Nada importa que a causa esteja na alçada do Juizado Especial Estadual Cível; o autor pode 15

6 Maurício Ferreira Cunha propô-la no Juízo Comum porque a competência é concorrente. Conflito conhecido para declarar competente o Juízo de Direito da 4ª Vara Cível da Comarca de Uberaba, MG (CC 90218/MG, rel. Min. Ari Pargendler, 2ª S. DJ ). FONAJE Enunciado 1 O exercício de ação no Juizado Especial é facultativo para o autor. Enunciado 9 O condomínio residencial poderá propor ação no Juizado Especial, nas hipóteses do art. 275, inciso II, item b, do Código de Processo Civil. Enunciado 30 É taxativo o elenco das causas previstas no art. 3º da Lei 9.099/1995. Enunciado 87 A Lei /2001 não altera o limite da alçada previsto no artigo 3º, inciso I, da Lei 9.099/1995. Analista/TJRJ 2009 CESPE Compete ao JEC a liquidação e execução de seus próprios julgados, desde que o valor a ser liquidado ou executado não seja superior a 40 salários mínimos. Nessa situação, o título executivo judicial deverá ser processado perante o juízo cível a quem couber por distribuição aleatória. A afirmativa está errada, pois não é admissível a sentença condenatória por quantia ilíquida, mesmo que genérico o pedido (art. 38), sem contar que nenhuma exceção é feita em relação ao foro competente para a execução de seus próprios julgados. Analista/TJRJ 2009 CESPE É da competência absoluta do JEC o julgamento de causa que não exceda quarenta salários mínimos e cuja prova não dependa de conhecimentos técnicos que exijam perícia. A afirmativa está errada, vez que é facultado ao autor demandar nos Juizados ou em Vara Comum, diferentemente do que ocorre com os Juizados Especiais Federais. Juiz de Direito/MS 2008 FGV Incluem-se na competência dos Juizados Especiais Cíveis: a) causas cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo e ações possessórias sobre bens imóveis sem qualquer limitação de valor da causa. 16

7 b) ação de despejo para uso próprio e causas enumeradas no art. 275, I, do CPC. c) causas cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo e ação de despejo para uso próprio. d) causas enumeradas no art. 275, II, do CPC e ações possessórias sobre bens imóveis de valor excedente a quarenta salários mínimos. e) causas enumeradas no art. 275, I, do CPC e ações possessórias sobre bens imóveis de valor não excedente a vinte salários mínimos. A alternativa correta é a letra c. Juiz de Direito/PR 2008 FAE O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação, processo e julgamento das causas cíveis de menor complexidade, assim consideradas as causas cujo valor não a sessenta vezes o salário mínimo. A afirmativa está errada. Como se sabe, na Justiça Estadual, o valor de alçada não pode superar quarenta vezes o salário mínimo. 3. Competência em razão da matéria do art. 275, II, CPC: diz respeito às causas de menor complexidade que envolvam o arrendamento rural e a parceria agrícola; a cobrança em face do condômino; o ressarcimento por danos em prédio urbano ou rústico e por danos causados em veículos; a cobrança de seguro, advindos de acidente de veículos; a cobrança de honorários de profissionais liberais. 4. Ação de despejo para uso próprio: compreende aquela ajuizada pelo proprietário (abrange o promissário comprador ou cessionário) do imóvel locado, para seu uso ou de seu cônjuge ou companheiro, ou para uso residencial de ascendente ou descente. STF FONAJE Súmula 175 Admite-se a retomada de imóvel alugado para uso de filho que vai contrair matrimônio. Enunciado 4 Nos Juizados Especiais só se admite a ação de despejo prevista no art. 47, inciso III, da Lei 8.245/1991. Enunciado 58 As causas cíveis enumeradas no art. 275, II, do CPC admitem condenação superior a 40 salários mínimos e sua respectiva execução, no próprio Juizado. 17

8 Maurício Ferreira Cunha Juiz de Direito/PR 2012 UFPR Acerca dos Juizados Especiais Cíveis, assinale a alternativa correta: A) Além das causas cujo valor não exceda quarenta salários mínimos, os juizados especiais cíveis têm competência para processar e julgar a ação de despejo para uso próprio. B) Prevalece, nos juizados especiais cíveis, a regra geral de competência territorial prevista pelo Código de Processo Civil de 1973, qual seja, o domicílio do réu. C) A equidade não é critério decisório estabelecido pela Lei dos juizados especiais. D) Os juízes leigos, por realizarem a direção do processo nos juizados, têm as garantias constitucionais inerentes a todo magistrado, expressas na vitaliciedade, inamovibilidade e irredutibilidade de subsídio. A alternativa correta é a letra a. Defensor Público/RS 2011 FCC O Juizado Especial Cível não tem competência para as ações de despejo para uso próprio. A afirmativa está errada. A competência para a apreciação das ações de despejo para uso próprio tem previsão legal (art. 3º, III). Juiz de Direito/SC 2010 TJSC Sobre os Juizados Especiais Cíveis, assinale a alternativa correta: I. Podem processar-se, dentre outras, ações de despejo para uso próprio, de indenização por acidentes de veículos de via terrestre, de cobrança ao condômino de quaisquer quantias devidas ao condômino. A afirmativa está correta. Juiz de Direito/SP 2007 VUNESP O Juizado Especial Cível possui competência para processamento das causas cíveis de menor complexidade, cujo valor não exceda a 40 salários mínimos, abrangendo aquelas enumeradas no art. 275, inc. I, do Código de Processo Civil, também a ação de despejo para uso próprio e de seu companheiro. A afirmativa está errada. As causas abrangidas no artigo 275, do CPC, estão no inciso II, e não no inciso I. 5. Sanção penal para o caso de imóvel reclamado e não utilizado dentro do prazo legal: a Lei 8.245/91 (locações de imóveis urbanos e os procedimentos e elas pertinentes) prevê, conforme reza o inciso II, do art. 44, pena de três meses a um ano de detenção, caso o imóvel reclamado nos fins do pedido de despejo não seja utilizado dentro de 180 (cento e oitenta) 18

9 dias, a contar da entrega do imóvel, ou utilizando-o, não o faça pelo tempo mínimo de 1 (um) ano, a contar da data da ocupação. 6. Aplicabilidade de multa para o caso de imóvel reclamado e não utilizado dentro do prazo legal: através de ação de cobrança, o ex-locatário poderá pleitear, a teor do que prevê o parágrafo único, do art. 44, multa equivalente a um mínimo de doze e máximo de vinte e quatro meses do valor do último aluguel atualizado ou do que esteja sendo cobrado do novo locatário, se realugado o imóvel. 7. Atenção Retomada para uso próprio e valor da causa: o manejo da ação de retomada para uso próprio, em sede de Juizados Especiais, não se restringe ao valor da causa, vez que o pedido pode ser superior ao valor de alçada (quarenta salários mínimos), até porque a pretensão tem por objeto a retomada de imóvel e não a condenação em dinheiro (pleiteia-se coisa/ objeto e não crédito). Analista/TJRJ 2009 CESPE Uma ação de despejo por falta de pagamento de aluguéis pode ser proposta perante o JEC, desde que o valor da causa não seja superior a quarenta salários mínimos. A afirmativa está errada. Na ação de despejo para uso próprio, os Juizados Especiais terão competência para o seu julgamento, independentemente do valor. 8. Demandas regidas por procedimentos especiais: a rigor, não podem ser processadas nos Juizados Especiais, exceto as possessórias sobre imóveis, observando-se o valor de alçada. FONAJE Enunciado 8 As ações cíveis sujeitas aos procedimentos especiais não são admissíveis nos Juizados Especiais. Juiz de Direito/MS 2010 FCC As causas cíveis de menor complexidade cuja competência para conciliação, processo e julgamento estão afetas aos Juizados Especiais Cíveis são, entre outras, as ações a) cujo valor não exceda a sessenta vezes o salário mínimo. 19

10 Maurício Ferreira Cunha b) de despejo em geral. c) de natureza alimentar. d) relativas ao estado e à capacidade das pessoas, desde que de cunho patrimonial. e) possessórias sobre bens imóveis de valor não excedente a quarenta vezes o salário mínimo. A alternativa correta é a letra e. 9. Valor da causa nas demandas possessórias: o entendimento mais razoável é o de que o valor da causa deve ser fixado levando em consideração o real conteúdo econômico perseguido pela parte autora, computando o preço da posse, bem como os eventuais prejuízos decorrentes do esbulho, da turbação ou da ameaça. Defensor Público/CE 2007 CESPE Nos JECs, o valor da causa, para verificação da competência, corresponderá ao valor do objeto do pedido. A afirmativa está correta. 10. Causas excluídas da competência dos Juizados Especiais: conforme dispõe o 2º, as justificativas para tanto se assentam: a) na necessidade de certas provas, logicamente além da oral e documental, nas causas alimentares; b) na complexidade do processo falimentar; c) nos interesses da Fazenda Pública, especialmente em matéria fiscal; d) na imprescindibilidade da prova pericial nas ações acidentárias; e) no julgamento consciente, quando versem sobre resíduos ou estado e capacidade das pessoas, notadamente diante da necessidade de real amadurecimento das causas. Defensor Público/SE 2005 CESPE Os direitos indisponíveis não podem ser discutidos no Juizado Especial Cível, uma vez que o interesse público exige a discussão deles por meio de procedimentos em que é possível produzir provas de maior complexidade. A afirmativa está correta. Juiz de Direito/PR 2010 PUC/PR Incluem-se na competência dos Juizados Especiais Cíveis as causas de natureza alimentar não excedentes a 40 (quarenta) salários mínimos. 20

11 A afirmativa está errada. As causas de natureza alimentar são expressamente excluídas da competência dos Juizados Especiais Cíveis. Promotor de Justiça/PE 2008 FCC Nos Juizados Especiais Cíveis: b) podem ser ajuizadas causas relativas ao estado e capacidade das pessoas, desde que de cunho patrimonial. A afirmativa está errada, pois as causas relativas ao estado e capacidade das pessoas, ainda que de cunho patrimonial, são legalmente vedadas. 11. Renúncia ao crédito excedente: em casos cujo valor auferido à causa seja superior a 40 (quarenta) salários mínimos, entende-se que estará o autor, tacitamente, renunciando ao crédito excedente. Todavia, se houver concordância da parte adversa, através da conciliação, em pagar-lhe valor superior, este restará homologado e servirá de parâmetro em eventual cumprimento de sentença. Defensor Público/CE 2007 CESPE Se o autor atribuir à causa valor superior ao de alçada, o juiz deverá, liminarmente, indeferir a petição inicial, reconhecendo a incompetência absoluta do JEC, e declarar extinto o processo sem resolução de mérito. A afirmativa está errada, pois a opção pelos Juizados Especiais implica em renúncia ao crédito excedente ao limite estabelecido no art. 3º, p. 3º. Juiz de Direito/PR 2008 FAE A opção pelo procedimento dos Juizados Especiais importará em renúncia ao crédito excedente ao limite legal estabelecido, excetuada a hipótese de conciliação. A afirmativa está correta. Juiz de Direito/SP 2007 VUNESP Na hipótese de conciliação, a opção pelo procedimento previsto nesta lei importará em renúncia ao crédito excedente a 40 vezes o salário mínimo. A afirmativa está errada. A legislação dispõe que a opção pelo procedimento previsto na Lei 9.099/95 importa em renúncia ao crédito excedente ao limite estabelecido neste artigo, excetuada a hipótese de conciliação. 12. Atenção Conflito de competência entre Juízo de Direito Comum e Juizado Especial: o posicionamento do STF é no sentido de que compete ao Tribunal de Justiça ou ao Tribunal Regional Federal dirimir o referido conflito, pois ambos os Juízes (Comum e Juizado) estão vinculados ao 21

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