Marcas e certificação
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- Guilherme Domingos Sequeira
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1 Seminário Artes e Ofícios Tradicionais Negócios com Futuro? Ribeira de Pena, 8 e 9 de Maio 2014 Marcas e certificação Centro de Estudos e Promoção das Artes e Ofícios Portugueses
2 Associação Portugal à Mão Centro Estudos e Promoção das Artes e Ofícios Portugueses Associação sem fins lucrativos, com sede no centro histórico de Vila Nova de Gaia, cujo objetivo geral visa a promoção da reflexão e o debate sobre as artes e ofícios e a cultura tradicional portuguesa, apoiando o setor através do seu estudo, promoção, divulgação e defesa, contribuindo para o seu desenvolvimento enquanto fator imprescindível ao conhecimento e salvaguarda da identidade portuguesa.
3 o estudo e a promoção das artes e ofícios portugueses; a investigação e a divulgação das manifestações da arte e cultura popular; a publicação sistemática nesta área de conhecimento; a defesa e salvaguarda das produções artesanais tradicionais através da sua certificação; a valorização e qualificação dos artesãos e das produções artesanais; a comercialização do artesanato numa perspetiva promocional da cultura portuguesa; a interligação entre o setor das artes e ofícios e atividades de animação cultural e turística; a promoção das artes e ofícios portugueses além fronteiras.
4 Marcas e Certificação Marca A marca é um sinal que identifica no mercado os produtos ou serviços de uma empresa, distinguindo-os dos de outras empresas. Se a marca for registada, passa o seu titular a deter um exclusivo que lhe confere o direito de impedir que terceiros utilizem, sem o seu consentimento, sinal igual ou semelhante, em produtos ou serviços idênticos ou afins.
5 Marcas e Certificação Tipos de marcas Marcas nominativas: compostas apenas por elementos verbais, nomeadamente palavras, letras ou números. Marcas figurativas: compostas apenas por elementos figurativos, como desenhos, imagens ou figuras Marcas mistas: compostas por elementos verbais e figurativos Marcas sonoras: compostas por sons Marcas tridimensionais: compostas pela forma do produto ou da respetiva embalagem Marcas compostas por slogans: constituídas por frases publicitárias Marcas coletivas (de associação ou de certificação) O registo da marca coletiva confere ao seu titular o direito de disciplinar a comercialização dos respetivos produtos, nas condições estabelecidas na lei, nos Estatutos ou nos Regulamentos internos.
6 Quais as vantagens da proteção Marcas e Certificação Permite valorizar o esforço intelectual e o investimento utilizado na conceção da marca; Confere um direito exclusivo que impede que terceiros, sem o consentimento do titular, produzam, fabriquem, vendam ou explorem economicamente a marca registada; Impede que outros registem sinal igual ou semelhante para produtos ou serviços idênticos ou afins; Possibilita ao titular do registo a utilização das indicações "marca registada", "MR" ou.
7 Marcas e Certificação Denominação de Origem / Indicação Geográfica Quando um nome geográfico - como o nome de uma região, de um local ou de um país -, para além de informar o consumidor sobre a origem ou a proveniência de um produto, serve também para garantir que o produto reúne determinadas características e qualidades específicas.
8 Marcas e Certificação Os produtos artesanais tradicionais com referente geográfico, associado à origem histórica da respetiva produção, podem ser protegidos como Indicação Geográfica, no INPI, desde que se observem os seguintes requisitos: Importância cultural do produto, considerando a tradição da atividade em causa no território que lhe está associado, bem como a carga simbólica e a capacidade de significação que lhe conferem uma identidade própria; Importância económica e social da atividade.
9 Processo de certificação: implicações Realização de estudo qualificado (investigação e trabalho de campo) Elaboração do caderno de especificações Registo de marca no INPI (Indicação Geográfica) Seleção de entidade de controlo e certificação Desenvolvimento de ações experimentais que visem a introdução de inovação/design Desenvolvimento de ações de promoção
10 Processo de certificação: objetivos Valorização/garantia de qualidade e autenticidade Qualificação/requalificação das produções e artesãos Diferenciação/produto único, singular Desenvolvimento dos núcleos de produção Valorização da renovação/inovação, assente nos aspetos tradicionalmente observados Melhor colocação nos mercados Maior informação/conhecimento/visibilidade Dinamização das economias locais
11 Certificação: situação atual Produções artesanais tradicionais certificadas: Bordado da Madeira Bordado, tecelagem e rendas dos Açores Ourivesaria tradicional portuguesa Lenços de namorados do Minho Figurado de Barcelos Olaria de Barcelos Bordado de Guimarães Bordado de Viana do Castelo
12 Bordado da Madeira
13 Bordado, tecelagem e rendas dos Açores
14 Ourivesaria tradicional portuguesa
15 Lenços de namorados do Minho
16 Figurado de Barcelos
17 Olaria de Barcelos
18 Bordado de Guimarães
19 Bordado de Viana do Castelo
20 Certificação: processos em curso Rendas de Bilros de Vila do Conde Bordado da Terra de Sousa Olaria negra de Bisalhães Olaria negra de Vilar de Nantes Bordado de Castelo Branco Barro preto de Olho Marinho Tapete de Arraiolos de Portugal Junça da Beselga Penedono Traje à Vianesa
21 Rendas de bilros de Vila do Conde
22 Bordado da Terra de Sousa
23 Olaria negra de Bisalhães
24 Olaria negra de Vilar de Nantes
25 Bordado de Castelo Branco
26 Barro preto de Olho Marinho
27 Tapete de Arraiolos de Portugal
28 Junça da Beselga - Penedono
29 Traje à Vianesa
30 Certificação: o futuro Artesanato certificado: Produto de qualidade, diferenciado, competitivo e economicamente viável Abordagem a novos mercados Atrativo para camadas jovens que pretendem inovar mantendo a identidade portuguesa Mais-valia para o turismo local e desenvolvimento regional
31 Graça Ramos
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