Captação de águas de superfície
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- Luiz Sacramento Farinha
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1 Captação de águas de superfície 45
2 II. ESTADO DOS SISTEMAS PÚBLICOS URBANOS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E DE DRENAGEM E TRATAMENTO DE ÁGUAS RESIDUAIS 46
3 II. ESTADO DOS SISTEMAS PÚBLICOS URBANOS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E DE DRENAGEM E TRATAMENTO DE ÁGUAS RESIDUAIS II.1. CARACTERIZAÇÃO GERAL DAS ENTIDADES GESTORAS No passado, os serviços públicos urbanos de abastecimento de água e/ou drenagem e tratamento de águas residuais eram prestados exclusivamente pela Administração Local. Actualmente existem diversos tipos de estruturas organizacionais, as EG, que actuam no contexto destes sistemas públicos urbanos. As EG que operam no Continente e nas R.A. são municípios, serviços municipalizados, associações de municípios ou de utilizadores, empresas municipais ou intermunicipais, empresas públicas ou de capitais públicos e empresas privadas, como se pode verificar pela Figura 3. A actividade económica destas EG está associada a um sistema físico e organizacional que engloba uma parte ou a totalidade do ciclo urbano da água. Em cada uma das fases deste ciclo existem diversas actividades cuja função é assegurar o abastecimento de água aos clientes finais, bem como a descarga com qualidade adequada das respectivas águas residuais no meio receptor. Este conjunto de actividades tanto pode ser realizado apenas por uma EG, desde a captação de água até ao tratamento e descarga do efluente no meio, como por várias EG que asseguram uma ou mais das operações do sistema. 47
4 II.1.1. ENTIDADES GESTORAS POR TIPO DE ENTIDADE Continente nte Universo: 319 EG Açores Universo: 20 EG Madeira Universo: 12 EG Figura 3. Número de EG por tipo nas Regiõs Hidrográficas do Continente e das Regiões Autónomas. Tanto no Continente como nas R.A. dos Açores e da Madeira, a composição do universo de entidades gestoras registou alterações. Por esta razão, os indicadores da Caracterização Geral apresentam diferenças face à campanha de 2007 (Figura 4 e Figura 5). 48
5 II.1.2. ENTIDADES GESTORAS POR NATUREZA DO SERVIÇO PRESTADO Continente Universo: 319 EG Açores Universo: 20 EG Madeira Universo: 12 EG Figura 4. Número de EG por natureza do serviço nas Regiõs Hidrográficas do Continente e das Regiões Autónomas. 49
6 II.1.3. ENTIDADES GESTORAS POR TIPO DE SERVIÇO PRESTADO, POR NATUREZA DE SERVIÇO Abastecimento de água Drenagem e Tratamento de Águas Residuais Continente Universo: 319 EG Açores Universo: 20 EG Madeira Universo: 12 EG Figura 5. Número de EG por tipo de serviço prestado, por natureza de serviço, nas Regiões Hidrográficas do Continente e das Regiões Autónomas. 50
7 II.1.4. POPULAÇÃO SERVIDA POR TIPO DE ENTIDADE GESTORA A população servida por tipo de entidade gestora e por tipo de serviço prestado é um indicador cujo cálculo não é linear, havendo a necessidade de ter em conta os conceitos de serviço em alta e de serviço em baixa. A produção deste indicador partiu da necessidade de aferir o real peso dos serviços prestados pelas EG mas evitando a análise redutora de considerar apenas uma das fases do percurso da água, distinguindo-se, por isso, a adução da distribuição de água e a drenagem do tratamento de águas residuais. Assim, acompanhando a lógica do INSAAR, em que a caracterização se pretende por componente, as figuras 6 a 10 apresentam em percentagem a população servida por tipo de entidade gestora para a captação de água, para o tratamento de água, para a distribuição de água, para a drenagem de águas residuais e para o tratamento de águas residuais, respectivamente. Figura 6. População servida por tipo de entidade gestora Captação de água. Figura 7. População servida por tipo de entidade gestora Tratamento de água. 51
8 Figura 8. População servida por tipo de entidade gestora Distribuição de água. Figura 9. População servida por tipo de entidade gestora Drenagem de águas residuais. Figura 10. População servida por tipo de entidade gestora Tratamento de águas residuais. 52
9 Da análise das figuras 6, 7 e 10 verifica-se que são as empresas públicas ou de capitais públicos, seguidas pelos municípios, que têm maior representatividade, no que se refere à percentagem da população servida, nos serviços de captação de água (55,5% e 24,2%), tratamento de água (64,1% e 16,3%) e tratamento de águas residuais (51,2% e 18,7%), respectivamente. No que se refere à distribuição de água e drenagem de águas residuais a maior representatividade é atribuída aos municípios seguidos pelos serviços municipalizados. Representando 34,4% e 28,8% para a distribuição de água e 43,4% e 30,1% para a drenagem de águas residuais, respectivamente. 53
10 II.2. CARACTERIZAÇÃO FÍSICA FÍSIC E DE FUNCIONAMENTO Neste capítulo são ão apresentados os resultados obtidos na campanha INSAAR e será também, quando possível, feita uma comparação com as campanhas anteriores. No ponto I.1.3 foi apresentada a metodologia de cálculo cá culo para os indicadores que serão analisados neste capítulo. II.2.1. ABASTECIMENTO DE ÁGUA II Componentes dos sistemas de abastecimento de água As componentes inventariadas dos sistemas de abastecimento de água são: Captações de água (superficiais e subterrâneas); Instalações de tratamento de água (ETA e PC); Estações elevatórias; Reservatórios; Adutoras; Redes de distribuição de água. A título de exemplo, apresenta-se apresenta na Figura 11 um sistema de abastecimento de água georreferenciado eferenciado para o concelho de Marco de Canaveses. Canaveses Figura 11.. Localização de um sistema de abastecimento (Concelho de Marco de Canaveses). Canaveses 54
11 II Nível de atendimento II População servida por sistemas públicos de abastecimento de água Para este índice e na ausência de dados de população servida para o ano 2007, foram adoptados os procedimentos descritos na metodologia apresentada no ponto I.1.3. Na Tabela 15 apresentam-se os dados de população servida e o índice de atendimento por RH e ao nível do Continente. Tabela 15. População servida por sistema público de abastecimento de água e índice de abastecimento. Regiões Hidrográficas População servida (x1000 habitantes) Índice de abastecimento Continente Minho e Lima (RH 1) Cavado, Ave e Leça (RH 2) Douro (RH 3) Vouga, Mondego, Lis e Ribeiras do Oeste (RH 4) Tejo (RH 5) Sado e Mira (RH 6) Guadiana (RH 7) Ribeiras do Algarve (RH 8) Açores (RH 9) Madeira (RH 10) Tabela 16. Origem de dados databela 15. Universo Consideradas Redes de abastecimento Entidade Gestora Estimativa INSAAR Importados de campanhas anteriores Continente ,9 3,0 39,1 RH ,4 0,0 45,6 RH ,7 6,2 50,1 RH ,6 6,7 42,6 RH ,0 1,3 34,7 RH ,2 1,6 34,2 RH ,2 0,0 58,8 RH ,9 1,0 38,1 RH ,3 2,0 60,7 55
12 Universo Consideradas Redes de abastecimento Entidade Gestora Estimativa INSAAR Importados de campanhas anteriores RH ,6 0,0 36,4 RH ,9 2,0 9,1 A Tabela 15 mostra um índice de abastecimento para o Continente de 92%, de 97% para a Madeira (RH 10) e 99% para os Açores (RH 9). Ao nível de Portugal Continental verificou-se uma ligeira subida deste índice, devido ao aumento da população servida por rede de abastecimento de água de cerca de habitantes de 2006 para O índice Nacional é de cerca de 92%, apresentando uma subida de 1% em relação ao ano de A RH do Continente com índice de abastecimento mais baixo é a Cávado, Ave e Leça (RH 2) com 86%, apresentando, no entanto, uma subida de 6% em relação ao índice apresentado em As RH com índices mais elevados continuam a ser a Tejo (RH 5) e Guadiana (RH 7) com índices de abastecimento de 96% e 99%, respectivamente, mantendo o mesmo índice percentual em relação a O PEAASAR II ( ) aponta como meta a atingir no final deste período tal como o seu antecessor PEAASAR I uma cobertura de 95% da população servida com água potável no domicílio. Actualmente existe um novo ciclo de fundos comunitários enquadrado pelo QREN e que poderá ter reflexos nos resultados das campanhas futuras, demonstrando se o cumprimento dos objectivos traçados pelo PEAASAR II está a ser conseguido. Analisando os dados obtidos, verifica-se que para o Continente o índice de abastecimento em 2007 encontrase a 3 pontos percentuais da meta estabelecida pelo PEAASAR II apresentando um aumento de 1 ponto percentual relativamente a Observa-se ainda que no Continente existem concelhos que já apresentam um índice de 100%, representando cerca de 37 % dos concelhos. No entanto, ressalta-se que ainda existem 5 concelhos que apresentam índices de abastecimento inferiores a 50 %. O PRAA estabelece objectivos para 2011 e para a Área Temática 1 Abastecimento de água, i.e. uma cobertura de população servida com acesso regular a água através de ligação domiciliária de 99%. Deste modo verifica-se que o objectivo delineado já foi atingido nos Açores (RH 9). O PRAM estabelece objectivos para 2012 e 2020 de 97% e 98%, respectivamente, para abastecimento à população residente. Verifica-se portanto, que o objectivo para 2012 já foi alcançado, faltando apenas 2 pontos percentuais para que o objectivo de 2020 seja atingido. Efectuando uma análise comparativa dos índices de abastecimento obtidos no INSAAR 2006 com os obtidos no INSAAR 2008 (figura 12) verificam-se variações pouco significativas, 56
13 embora se possa já depreender uma tendência para um aumento progressivo nos níveis de abastecimento no país. Figura 12. Comparação dos índices de abastecimento de 2006 e A Figura 13 ilustra os índices de abastecimento por concelho para todo o território nacional. Para o Continente observa-se que cerca de 26% dos concelhos apresentam índices de abastecimento inferiores a 90%, sendo que a maior parte destes encontram-se localizados no Minho e Lima (RH 1), Cávado, Ave e Leça (RH 2) e Douro (RH 3). Na Madeira (RH 10) apenas três concelhos apresentam um índice inferior a 80%. 57
14 Figura 13. População servida por sistema público de abastecimento de água, por concelho. 58
15 II População servida por tipo de origem de água (superfície e subterrânea) Para este indicador e na ausência de dados de população servida para o ano 2007 estimaramse os valores de população com base nos mesmos critérios referidos em I.1.3. As massas de água onde há captações de água para abastecimento público são consideradas na DQA e na LA como zonas protegidas. Deste modo, a população servida por origem de água é um dado importante para assegurar o cumprimento dos objectivos para as zonas protegidas preconizados no artigo 7º da DQA e artigo 58º da LA, respectivamente, onde é referido que devem ser identificadas em cada RH, todas as massas de água destinadas a captações para consumo humano que forneçam mais de 10 m 3 por dia em média ou que sirvam mais de 50 pessoas assim como as massas de água previstas para esses fins. Constatou-se na campanha INSAAR 2008, tal como nas campanhas anteriores, dificuldade no fornecimento dos dados referentes a população servida pelas captações por parte das EG. Um dos problemas observados durante a validação desses dados é o facto de terem sido apresentados os mesmos valores de população servida para todas as captações geridas por determinadas EG ou a indicação dos mesmos valores de população paras as captações permanentes e para as de reforço. Deste modo, procedeu-se a uma revalidação junto às EG a fim de definir a população servida por captação. A Tabela 17 e a Figura 14 apresentam a população servida por tipo de origem de água para cada RH e para o Continente. Tabela 17. População servida por tipo de origem de água. População servida Regiões Hidrográficas Águas de superfície Águas subterrâneas Continente Minho e Lima (RH 1) Cavado, Ave e Leça (RH 2) 95 5 Douro (RH 3) Vouga, Mondego, Lis e Ribeiras do Oeste (RH 4) Tejo (RH 5) Sado e Mira (RH 6) Guadiana (RH 7) Ribeiras do Algarve (RH 8) Açores (RH 9) 4 96 Madeira (RH 10)
16 Tabela 18. Origem de dados da tabela 17. Captações de água Universo Subterrânea (consideradas) Superfície (consideradas) Subterrâneas Superfície Total Entidade Gestora Estimativa INSAAR Importados de campanhas anteriores Total Entidade Gestora Estimativa INSAAR Importados de campanhas anteriores Continente ,8 9,7 47, ,2 9,5 36,4 RH ,6 11,7 31,7 6 64,8 19,1 16,1 RH ,0 0,0 77, ,4 7,0 25,6 RH ,6 9,9 55, ,7 4,4 32,9 RH ,2 7,2 37, ,5 10,8 40,6 RH ,9 8,4 45, ,0 16,9 40,1 RH ,9 15,7 36, ,8 6,2 60,0 RH ,8 17,7 25, ,1 18,9 12,0 RH ,5 18,8 61,7 3 70,2 7,7 22,1 RH ,6 8,9 59,5 4 75,0 0,0 25,0 RH ,3 1,7 15, ,0 0,0 45,0 Figura 14. População servida por tipo de origem de água. Analisando os dados da Tabela 17 e a Figura 14 verifica-se no Continente que 61% da população servida por sistemas públicos de abastecimento de água, é servida por água proveniente de captações em águas de superfície e 39% é servida por captações em águas subterrâneas. É de referir que as RH onde se verificam maiores diferenças entre a percentagem de população servida por águas de superfície e águas subterrâneas são as do Cávado, Ave e Leça (RH 2) (95% de águas de águas de superfície e 5% de águas subterrâneas) e do Sado e Mira (RH 6) (20% águas de superfície e 80% de águas subterrâneas). Nas R.A. situação inverte-se, ou seja, a maioria da população das ilhas é servida por água de origem subterrânea (96% nos Açores (RH 9) e 66% na Madeira (RH 10)). 60
17 II População servida com água tratada, por tipo de instalação de tratamento Para este indicador e na ausência de dados de população servida para o ano 2007 estimaramse os valores de população com base nos mesmos critérios referidos em I.1.3. À semelhança do que se verificou para os dados de população servida pelas captações (II ), e também para o ano de 2006, têm vindo a identificar-se dificuldades recorrentes em apresentar um valor de população servida nas instalações de tratamento de água por parte das EG, tendo sido igualmente detectadas situações de populações replicadas em postos de cloragem no mesmo concelho. A Tabela 19 e a Figura 15 apresentam os valores de população servida por tipo de instalação de tratamento. Tabela 19. População servida com água tratada, por tipo de instalação de tratamento. Regiões Hidrográficas População servida ETA PC Continente Minho e Lima (RH 1) Cavado, Ave e Leça (RH 2) Douro (RH 3) Vouga, Mondego, Lis e Ribeiras do Oeste (RH 4) Tejo (RH 5) Sado e Mira (RH 6) Guadiana (RH 7) Ribeiras do Algarve (RH 8) Açores (RH 9) Madeira (RH 10) Tabela 20. Origem de dados da tabela 19. Estações de tratamento de água e Postos de Cloragem Universo ETA (consideradas) PC (consideradas) ETA PC Total Entidade Gestora Estimativa INSAAR Importados de campanhas anteriores Total Entidade Gestora Estimativa INSAAR Importados de campanhas anteriores Continente ,4 3,0 36, ,1 3,8 34,2 RH ,6 0,0 0, ,3 25,6 6,0 RH ,4 0,0 14, ,6 0,0 32,4 61
18 Estações de tratamento de água e Postos de Cloragem Universo ETA (consideradas) PC (consideradas) ETA PC Total Entidade Gestora Estimativa INSAAR Importados de campanhas anteriores Total Entidade Gestora Estimativa INSAAR Importados de campanhas anteriores RH ,2 3,2 43, ,5 2,0 39,6 RH ,0 0,9 39, ,3 0,4 32,3 RH ,3 5,4 41, ,4 5,4 43,2 RH ,6 2,0 46, ,9 0,1 43,0 RH ,8 4,3 3, ,2 4,9 6,9 RH ,5 0,0 13, ,1 11,8 22,1 RH ,8 0,0 69, ,2 0,0 35,8 RH ,7 6,7 86, ,4 0,0 24,6 Figura 15. População servida com água tratada, por tipo de instalação de tratamento. A Tabela 19 mostra que no Continente e na Madeira (RH 10) 67% e 52% da população, respectivamente, é servida com água tratada em ETA. No entanto, verifica-se que no Sado e Mira (RH 6) e nos Açores (RH 9) a situação é inversa, i.e. 67% e 73% da população, respectivamente, é servida com água tratada em PC. Esta percentagem de 67% da população que é servida por água tratada em ETA é corroborada pelo facto de a maioria da população servida por sistemas públicos (61%) ser abastecida por água de superfície. Na Madeira (RH 10), verificou-se para o ano de 2007 que praticamente houve uma distribuição equitativa, i.e., 52% da população é servida por água tratada em ETA e 48% por água tratada em PC. II Captação de água II Número de captações (águas de superfície e águas subterrâneas) e volume de água captado 62
19 Para o indicador volume de água captada e na ausência de volume captado para o ano 2007 foram adoptados os procedimentos descritos na metodologia no ponto I.1.3 A Tabela 21 apresenta o número de captações em águas de superfície e subterrâneas cadastradas para o Continente e por RH para o ano Tabela 21. Número de captações, por origem. Regiões Hidrográficas Águas de superfície Águas subterrâneas Total (nº) (nº) (nº) Continente Minho e Lima (RH 1) Cavado, Ave e Leça (RH 2) Douro (RH 3) Vouga, Mondego, Lis e Ribeiras do Oeste (RH 4) Tejo (RH 5) Sado e Mira (RH 6) Guadiana (RH 7) Ribeiras do Algarve (RH 8) Açores (RH 9) Madeira (RH 10) Para o ano em análise procedeu-se a uma revalidação do número de captações em águas de superfície e subterrânea cadastradas no sentido de identificar infra-estruturas cujo tipo de captação se encontrasse incorrectamente identificado. Foi efectuada a comparação do cadastro geográfico do INSAAR com a carta militar e, nomeadamente, com a rede hidrográfica. Foi ainda tida em consideração a rede de monitorização da qualidade da água nas origens de água. A análise foi feita para todas as captações cadastradas no INSAAR o que acarretou alterações que se reflectiram directamente nos resultados desta campanha e nas possíveis comparações com campanhas anteriores. No entanto, este trabalho conjunto entre a equipa técnica do INSAAR e as EG ajudou a melhorar a qualidade dos dados inventariados no INSAAR e contribuiu também para que as EG actualizassem os seus cadastros. A Tabela 22 apresenta o volume de água captado em águas de superfície e subterrânea para o Continente e por região hidrográfica. 63
20 Tabela 22. Volume de água captado. Regiões Hidrográficas Águas de superfície Águas subterrâneas Total (x10 3 m 3 ) (x10 3 m 3 ) (x10 3 m 3 ) Continente Minho e Lima (RH 1) Cavado, Ave e Leça (RH 2) Douro (RH 3) Vouga, Mondego, Lis e Ribeiras do Oeste (RH 4) Tejo (RH 5) Sado e Mira (RH 6) Guadiana (RH 7) Ribeiras do Algarve (RH 8) Açores (RH 9) Madeira (RH 10) Tabela 23. Origem de dados da tabela 22. Captações de água Universo Subterrânea (consideradas) Superfície (consideradas) Subterrâneas Superfície Total Entidade Gestora Estimativa INSAAR Importados de campanhas anteriores Total Entidade Gestora Estimativa INSAAR Importados de campanhas anteriores Continente ,2 0,8 47, ,8 3,9 36,2 RH ,6 0,1 51,3 9 83,9 0,0 16,1 RH ,5 0,2 75, ,4 0,0 23,6 RH ,2 1,9 49, ,8 0,0 35,2 RH ,9 0,3 36, ,1 10,8 42,1 RH ,7 0,4 50, ,4 2,4 42,1 RH ,9 0,6 32, ,9 0,0 24,1 RH ,0 0,6 37,4 9 77,6 10,2 12,3 RH ,1 0,3 60,6 2 23,4 0,9 75,7 RH ,0 10,8 38, ,0 0,0 0,0 RH ,1 0,0 58, ,0 5,0 45,0 Analisando os dados da Tabela 22, verifica-se que ao nível do Continente cerca de 64% do volume captado para abastecimento urbano tem origem em águas de superfície, corroborando os dados da tabela 17 em que se verifica que a maioria da população é servida por água de 64
21 superfície. Por oposição, nos Açores (RH 9) e na Madeira (RH 10), 98% e 67%, respectivamente, do volume captado é de águas subterrâneas, verificando-se também uma percentagem semelhante para a população servida por águas subterrâneas. Nas RH do Continente verifica-se que a maior diferença entre os volumes captados em águas de superfície e subterrânea ocorre na do Cávado, Ave e Leça (RH 2), sendo que 95% do volume captado é de origem superficial. Em sentido inverso está a do Sado e Mira (RH 6) com 70% do volume captado em águas subterrâneas. Através dos gráficos da figura 16, que mostram a relação entre o número de captações e o volume captado por classes de águas, verifica-se no Continente uma diferença notória entre o volume de água com origem em captações de águas de superfície ( x10 3 m 3 ) e o volume captado em águas subterrâneas ( x10 3 m 3 ), sendo que em número verifica-se precisamente o contrário, ou seja, 254 captações de águas de superfície para captações de água subterrânea. Nas R.A. verifica-se um maior número de captações de água subterrâneas, mas também um maior volume de água captada (figura 16). 65
22 Figura 16. Número de captações e volume de água captado. II Localização das captações de água Nas figuras 17 e 18 apresentam-se as localizações geográficas das captações de águas de superfície e subterrânea, respectivamente. Os mapas reflectem apenas o universo de componentes validadas, ou seja, as componentes declaradas como Em Serviço ou Funcionamento de Recurso. De entre este universo apenas são representadas as componentes cadastradas no SIG, ou seja, as componentes georeferenciadas pelas EG. De um modo geral, identifica-se em ambos os mapas a predominância de captações no norte do país, reflectindo as maiores disponibilidades hídricas face às regiões a sul do Tejo. Estes mapas permitem uma visão global das pressões quantitativas sobre as massas de água. 66
23 Figura 17. Localização geográfica das captações de água (águas de superfície). 67
24 Figura 18. Localização geográfica das captações de água (águas subterrâneas). 68
25 II Tratamento de água II Número de instalações de tratamento de água (ETA e PC) Na tabela 24 apresenta-se o número de instalações de tratamento de água cadastradas para o Continente e por RH. Tabela 24. Número de instalações de tratamento de água. Regiões Hidrográficas ETA PC Total (nº) (nº) (nº) Continente Minho e Lima (RH 1) Cavado, Ave e Leça (RH 2) Douro (RH 3) Vouga, Mondego, Lis e Ribeiras do Oeste (RH 4) Tejo (RH 5) Sado e Mira (RH 6) Guadiana (RH 7) Ribeiras do Algarve (RH 8) Açores (RH 9) Madeira (RH 10) Verifica-se que no Continente cerca de 77% das instalações de tratamento são PC, o que representa um aumento de cerca de 10% em relação a Observa-se que em todas as RH há a predominância do PC. No entanto, nas Ribeiras do Algarve (RH 8) apesar de apresentar uma maior percentagem de PC, verifica-se que há praticamente uma distribuição equitativa na percentagem de ETA e PC, 47% e 53%, respectivamente. Nos Açores (RH 9) e na Madeira (RH 10) verifica-se uma predominância dos PC, 90% e 81%, respectivamente. II Volume de água tratado, por tipo de instalação de tratamento (ETA e PC) Para este indicador e na ausência de dados de volume de água tratado para o ano 2007 foram adoptados os procedimentos descritos na metodologia apresentada no ponto I
26 Na Tabela 25 apresenta-se o volume de água tratada em ETA e PC para o Continente e por RH. Tabela 25. Volume de água tratado. ETA PC Total Regiões Hidrográficas (x10 3 m 3 ) (x10 3 m 3 ) (x10 3 m 3 ) Continente Minho e Lima (RH 1) Cavado, Ave e Leça (RH 2) Douro (RH 3) Vouga, Mondego, Lis e Ribeiras do Oeste (RH 4) Tejo (RH 5) Sado e Mira (RH 6) Guadiana (RH 7) Ribeiras do Algarve (RH 8) Açores (RH 9) Madeira (RH 10) Tabela 26. Origem de dados da Tabela 25. Estações de tratamento de água e Postos de Cloragem Universo ETA (consideradas) PC (consideradas) ETA PC Total Entidade Gestora Estimativa INSAAR Importados de campanhas anteriores Total Entidade Gestora Estimativa INSAAR Importados de campanhas anteriores Continente ,1 1,1 39, ,0 5,9 33,1 RH ,6 0,0 7, ,5 3,7 7,9 RH ,5 8,0 30, ,5 5,1 32,5 RH ,6 0,0 42, ,9 8,4 34,7 RH ,7 1,8 35, ,2 12,2 38,5 RH ,1 0,7 50, ,9 4,2 39,8 RH ,1 0,1 58, ,4 1,3 42,3 RH ,8 3,4 3, ,2 0,0 5,8 RH ,9 0,0 8, ,9 0,4 11,8 RH ,2 0,0 30, ,7 10,4 50,9 RH ,0 0,0 20, ,3 13,8 53,8 70
27 Analisando estes dados, verifica-se que no Continente e na Madeira (RH 10) cerca de 68% e 70%, respectivamente, do volume tratado para abastecimento urbano é proveniente de ETA. Por oposição, no Açores (RH 9) cerca de 64% do volume de água é tratado em PC, confirmando os dados da tabela 19. No Continente verifica-se que as maiores diferenças entre os volumes tratados em ETA e PC se verificam nas RH do Cávado, Ave e Leça (RH 2) (94% em ETA) e do Sado e Mira (RH 6) (33% em ETA). A relação entre o número de instalações de tratamento e o volume tratado por tipo de instalação visualiza-se nos gráficos da figura 19, verificando-se que no Continente é notória a diferença entre o volume de água tratado nas ETA ( x10 3 m 3 ) e o volume de água tratada nos PC ( x10 3 m 3 ), sendo que em número verifica-se precisamente o contrário, ou seja, o número de ETA (469) é significativamente inferior ao número de PC (1550). Nas R.A. são em maior número os PC que tratam a água, no entanto na Madeira (RH 10) a maior percentagem de volume de água (70%) é tratada em ETA. 71
28 Figura 19. Número de instalações de tratamento de água e volume de água tratado. II Localização das instalações de tratamento de água (ETA e PC) Nas figuras 20 e 21 apresenta-se a localização geográfica das ETA e PC, respectivamente. Os mapas reflectem apenas o universo de componentes validadas, ou seja, as componentes declaradas como Em Serviço ou Funcionamento de Recurso. De entre este universo, apenas são representadas as componentes cadastradas no SIG, ou seja, as componentes georeferenciadas pelas EG. De um modo geral, reflecte-se o paralelismo entre a distribuição de captações de águas de superfície e a distribuição de ETA. Apesar de não ser uma relação linear, é sem dúvida mais comum uma ETA estar associada a uma captação superficial. Um padrão semelhante é perceptível na relação entre captações de águas subterrâneas e os PC. 72
29 Figura 20. Localização geográfica das Estações de tratamento de água (ETA). 73
30 Figura 21. Localização geográfica dos Postos de cloragem (PC). 74
31 II Distribuição de água II Volume distribuído (sector doméstico) Para este indicador e na ausência de dados de volumes fornecidos pelas redes de abastecimento de água para o sector doméstico para o ano de 2007 foram adoptados os procedimentos descritos na metodologia apresentada no ponto I.1.3. Nas Tabela 27 e Figura 22 apresentam-se o volume de água fornecido para o sector doméstico para o Continente e por RH. Tabela 27. Fornecimento de água para o sector doméstico. Regiões Hidrográficas Volume de água distribuído (x10 3 m 3 ) Continente Minho e Lima (RH 1) Cavado, Ave e Leça (RH 2) Douro (RH 3) Vouga, Mondego, Lis e Ribeiras do Oeste (RH 4) Tejo (RH 5) Sado e Mira (RH 6) Guadiana (RH 7) Ribeiras do Algarve (RH 8) Açores (RH 9) Madeira (RH 10) Tabela 28. Origem de dados da tabela 27. Universo Consideradas Redes de abastecimento Entidade Gestora Estimativa INSAAR Importados de campanhas anteriores Continente ,8 2,5 46,7 RH ,2 0,0 51,8 RH ,2 0,7 54,2 RH ,9 6,2 48,0 RH ,9 2,0 43,1 RH ,3 0,7 43,0 RH ,6 0,3 66,1 75
32 Universo Consideradas Redes de abastecimento Entidade Gestora Estimativa INSAAR Importados de campanhas anteriores RH ,2 0,5 47,3 RH ,1 1,4 72,4 RH ,2 5,3 36,4 RH ,0 5,4 16,6 A tabela 27 e a figura 22 permitem verificar que são as regiões Tejo (RH 5) e Vouga, Mondego, Lis e Ribeiras do Oeste (RH 4) as que apresentam maiores volumes de água distribuídos (à semelhança de 2006), o que está directamente relacionado com a representatividade destas regiões em termos populacionais. Figura 22. Água fornecida para o sector doméstico, por RH. II Capitação Para este indicador e na ausência de dados para população servida e para os volumes fornecidos pelas redes de abastecimento de água para o sector doméstico para o ano de 2007 foram adoptados os procedimentos descritos na metodologia apresentada no ponto I.1.3. Na Tabela 29 apresenta os valores de capitação doméstica de água obtidos para o Continente e por RH. 76
33 Tabela 29. Capitação doméstica. Regiões Hidrográficas Capitação (L/hab.dia) Continente 154 Minho e Lima (RH 1) 177 Cavado, Ave e Leça (RH 2) 134 Douro (RH 3) 104 Vouga, Mondego, Lis e Ribeiras do Oeste (RH 4) 163 Tejo (RH 5) 157 Sado e Mira (RH 6) 210 Guadiana (RH 7) 173 Ribeiras do Algarve (RH 8) 320 Açores (RH 9) 157 Madeira (RH 10) 206 Nacional 155 Analisando a Tabela 29 verifica-se uma capitação média do sector doméstico para o Continente de 154 L/hab.dia, apresentando um aumento de 17 L/hab.dia relativamente ao ano de Observa-se para as Ribeiras do Algarve (RH 8) um valor de capitação de água elevado relativamente à média do Continente, na ordem dos 320 L/hab.dia. No entanto, se se fizer a análise para esta RH, fortemente influenciada pela actividade turística, considerando a população flutuante, de cerca de habitantes (com base nos dados fornecidos por algumas EG desta RH), verifica-se uma capitação média é de cerca de 200 L/hab.dia, aproximando-se assim da média do Continente, mantendo-se no entanto entre as três RH que apresentam maiores valores para Portugal Continental (Minho Lima (RH 1), Sado e Mira (RH 6) e Guadiana (RH 7)). É de referir que apesar de ser possível a inserção na base de dados dos valores de população flutuante, estes dados continuam a não ser na grande maioria dos casos preenchidos pelas EG pelo que este indicador é calculado com base na população servida residente. 77
34 Tabela 30. Volume total nos sistemas urbanos de abastecimento. Volume urbano no abastecimento Captado Tratado Distribuído (x10 3 m 3 ) (x10 3 m 3 ) (x10 3 m 3 ) Continente Açores (RH 9) Madeira (RH 10) Nacional A Tabela 30 pretende ilustrar a distribuição quantitativa dos volumes de água envolvidos no sistema de abastecimento em Portugal Continental e nas R.A.. As diferenças registadas das captações para as ETA ou PC e depois para as redes de distribuição evidenciam de uma forma global as perdas ao longo do sistema que se cifram em cerca de 37%. II.2.2. DRENAGEM E TRATAMENTO DE ÁGUAS RESIDUAIS II Componentes dos sistemas de drenagem e tratamento de águas residuais As componentes inventariadas para os sistemas de drenagem e tratamento de águas residuais são: Redes de drenagem de Águas Residuais; Instalações de tratamento de águas residuais (ETAR e FSC); Estações elevatórias; Emissários; Pontos de rejeição de águas residuais: A título de exemplo apresenta-se na Figura 23 um sistema de drenagem de águas residuais para o concelho de Ílhavo. 78
35 Figura 23.. Localização de um sistema de d drenagem (Concelho de Ílhavo). Ílhavo II Nível de atendimento II População servida por sistema público de drenagem de águas residuais Para este indicador e na ausência de dados de população população servida para o ano 2007 foram adoptados os procedimentos descritos no ponto I.1.3. Na Tabela 31 apresentam-se se os dados de população servida e o índice de drenagem para cada RH e para o Continente. Tabela 31. População servida ervida por sistema de drenagem de águas residuais e índice de drenagem. Regiões Hidrográficas População servida (x1000 habitantes) Índice de drenagem Continente Minho e Lima (RH ( 1) Cavado, Ave e Leça (RH ( 2) Douro (RH 3)) Vouga, Mondego, Lis e Ribeiras do Oeste (RH ( 4) Tejo (RH 5) Sado e Mira (RH ( 6)
36 Regiões Hidrográficas População servida (x1000 habitantes) Índice de drenagem Guadiana (RH 7) Ribeiras do Algarve (RH 8) Açores (RH 9) Madeira (RH 10) Tabela 32. Origem de dados da tabela 31. Universo Consideradas Redes de Drenagem Entidade Gestora Estimativa INSAAR Importados de campanhas anteriores Continente ,9 2,1 44,0 RH ,7 9,6 27,7 RH ,0 0,0 68,0 RH ,6 2,8 45,6 RH ,9 1,2 39,9 RH ,7 1,1 48,2 RH ,1 0,6 38,4 RH ,2 8,3 18,5 RH ,2 5,4 53,5 RH ,1 0,6 50,3 RH ,4 0,0 2,6 Analisando a Tabela 31 e tendo em conta o PEAASAR II para o período ,que aponta como uma das metas, a cobertura nacional de 90% da população servida com drenagem e tratamento de águas residuais no ano de 2013, verifica-se que para a maioria das regiões do país as taxas de cobertura por redes de drenagem, ainda estão abaixo do recomendado colocando o índice do Continente nos 80%. Ressalta-se que o índice de drenagem obtido do INSAAR 2008 contempla as redes que estão ligadas e as que não estão ligadas a sistemas de tratamento de águas residuais. Verifica-se uma ligeira subida deste índice no Continente, devido ao aumento da população servida por rede de drenagem de água de cerca de habitantes de 2006 para A nível nacional este índice encontra-se nos 77,5%, cerca de 1,5 % superior ao índice de O PRAA para o ano de 2011 estabelece um objectivo de população servida por sistemas de drenagem de águas residuais de 85%. Verifica-se no entanto, que o índice de drenagem para o ano de 2007 nos Açores (RH 9) foi de 37% encontrando-se ainda muito abaixo do índice estipulado pelo referido plano para este ano. 80
37 O PRAM estabelece objectivos para o atendimento com drenagem e tratamento de águas residuais para a população residente na Ilha da Madeira, só com sistemas públicos de 74,7% e 77,2% para os anos de 2012 e 2020, respectivamente. O índice de drenagem obtido na campanha 2008 para a Madeira (RH 10) foi de 64 %. Apesar do valor obtido desta campanha representar toda a RH e não só a Ilha da Madeira, pode-se dizer que este objectivo ainda está longe de ser atingido. As RH do Continente com índices de drenagem mais baixos são a Minho e Lima (RH 1) com 56%, apresentando uma subida de 10% em relação ao índice apresentado em 2006, e as RH com índices mais elevados continuam a ser a Tejo (RH 5) e Guadiana (RH 7), com índice de drenagem de 92%, apresentando um aumento de 6% e 3%, respectivamente, em relação a Efectuando uma análise comparativa dos índices de drenagem obtidos no INSAAR 2006 com os obtidos na campanha INSAAR 2008 (Figura 24) verificam-se variações pouco significativas entre as RH. Em particular a RH do Minho e Lima (RH 1) apresenta valores de cobertura por redes de drenagem de águas residuais abaixo do recomendado pelo PEAASAR II (o que já era mencionado no PEAASAR I) que em cada sistema integrado o nível de atendimento desejável seja de pelo menos 70% da população abrangida no ano de No entanto, observa-se que em 2007 esta RH apresentou um aumento de 10 pontos percentuais em relação ao ano de 2006, passando de 46% para 56%. Figura 24. Comparação dos índices de drenagem de água residuais de 2006 e Observando os resultados apresentados na figura 24, é possível verificar que ocorreu um ligeiro decréscimo no índice da RH 8, uma vez que a estimativa de população residente do INE, I.P. para esta região é superior ao aumento de população servida das redes de drenagem ( habitantes em 2006 e habitantes em 2007), enquanto nas RH dos Açores (RH 9) e Madeira (RH 10) o índice reflecte os dados actualizados pelas EG para o ano A figura 25 ilustra os índices de drenagem por concelho para todo o território nacional. Para o Continente no ano de 2007 observa-se que cerca de 34% dos concelhos estão abaixo do 81
38 índice recomendado pelo PEAASAR II (pelo menos 90% da população abrangida por redes de drenagem), localizados principalmente na região Centro e Norte do país, sendo que deste universo 55% tem menos de 50% da população servida por redes de drenagem. Por outro lado, verifica-se que cerca de 66% dos concelhos já atingiram o referido índice, sendo que destes cerca de 25% possuem 100% da população atendida por redes de drenagem, o que representa apenas 16% dos concelhos de Portugal Continental. 82
39 Figura 25. População servida por sistema de drenagem de águas residuais, por concelho. 83
40 II População servida por sistema público de tratamento de águas residuais Para este indicador e na ausência de dados de população servida por sistema público de tratamento de águas residuais para o ano 2007 foram adoptados os procedimentos descritos no ponto I.1.3. Para este indicador são considerados os dados de população servida pelas ETAR e FSC, conforme a Tabela 33. Tabela 33. População servida com sistema de tratamento de águas residuais e índice de tratamento. Regiões Hidrográficas População servida (x1000 habitantes) Índice de tratamento Continente Minho e Lima (RH 1) Cavado, Ave e Leça (RH 2) Douro (RH 3) Vouga, Mondego, Lis e Ribeiras do Oeste (RH 4) Tejo (RH 5) Sado e Mira (RH 6) Guadiana (RH 7) Ribeiras do Algarve (RH 8) Açores (RH 9) Madeira (RH 10) Tabela 34. Origem de dados da Tabela 33. Estações de tratamento de águas residuais e Fossas sépticas colectivas Universo ETAR (consideradas) FSC (consideradas) ETAR FSC Total Entidade Gestora Estimativa INSAAR Importados de campanhas anteriores Total Entidade Gestora Estimativa INSAAR Importados de campanhas anteriores Continente ,3 9,9 25, ,9 4,0 47,1 RH ,2 14,5 7, ,7 0,0 53,3 RH ,3 2,8 26, ,5 1,3 93,1 RH ,1 10,9 30, ,1 2,5 51,4 RH ,5 10,3 22, ,4 4,4 41,2 RH ,8 9,5 31, ,0 8,8 42,3 84
41 Estações de tratamento de águas residuais e Fossas sépticas colectivas Universo ETAR (consideradas) FSC (consideradas) ETAR FSC Total Entidade Gestora Estimativa INSAAR Importados de campanhas anteriores Total Entidade Gestora Estimativa INSAAR Importados de campanhas anteriores RH ,6 0,0 28, ,8 0,9 28,3 RH ,1 4,7 14, ,6 7,7 7,7 RH ,3 38,8 15, ,6 7,3 33,0 RH ,4 0,0 63, ,9 1,8 50,3 RH ,0 16,7 8,3 1 0,0 0,0 100,0 Analisando a Tabela 33 verifica-se que o índice de tratamento para o Continente é de 70% e que há uma diferença entre os índices de tratamento das RH situadas a sul do Tejo (RH 5), inclusive, e os das regiões situadas a norte, as quais registam os valores percentuais mais baixos no Continente. A título de exemplo destaca-se a do Minho e Lima (RH 1) com 42% e a do Sado e Mira (RH 6) com 82%. O PEAASAR II para o período , aponta como uma das metas, a cobertura nacional de 90% da população servida com drenagem e tratamento de águas, portanto verifica-se que o índice de tratamento para o ano de 2007 no Continente encontra-se ainda a 10% abaixo do estipulado pelo referido plano. Figura 26. Comparação dos índices de tratamento de águas residuais de 2006 e Nos Açores (RH 9) verifica-se que o índice de tratamento ainda é baixo registando-se somente 29% o que corresponde a cerca de habitantes servidos por sistemas de tratamento de águas residuais. O PRAA para o ano de 2011 estabelece um objectivo de população servida por sistemas de tratamento de águas residuais de 95%. Verifica-se portanto que o índice de tratamento para o ano de 2007 nos Açores (RH 9) se encontra abaixo do estipulado pelo referido Plano. Apesar de tudo, é de notar o esforço nos Açores (RH 9) que foi a região que, ainda assim, registou maior subida no seu índice de tratamento de águas residuais (Figura 26). A Figura 27 ilustra os índices de tratamento de águas residuais por concelho para o Continente e ilhas. Observa-se para o Continente que cerca de 70% dos concelhos apresentam índice de 85
42 tratamento acima dos 50%, sendo que apenas 31 concelhos têm um índice de tratamento de 100%. O Continente apresenta no entanto um índice de tratamento de 70%, sendo visível através do mapa que existem ainda muitos concelhos, cerca de 81, que têm índices de tratamento abaixo dos 50%, em que 11% destes concelhos têm mesmo menos 25% de população servida por sistemas de tratamento de águas residuais. 86
43 Figura 27. População servida por sistema de tratamento de águas residuais, por concelho. 87
44 II População servida por tipo de instalação de tratamento (ETAR e FSC) Para este indicador e na ausência de dados de população servida por sistema público de tratamento de águas residuais para o ano 2007 foram adoptados os procedimentos descritos no ponto I.1.3. Tabela 35. População servida por tipo de instalação de tratamento de águas residuais. Regiões Hidrográficas População servida ETAR FSC Continente 94 6 Minho e Lima (RH 1) 97 3 Cavado, Ave e Leça (RH 2) 96 4 Douro (RH 3) Vouga, Mondego, Lis e Ribeiras do Oeste (RH 4) 92 8 Tejo (RH 5) 98 2 Sado e Mira (RH 6) 94 6 Guadiana (RH 7) 92 8 Ribeiras do Algarve (RH 8) 99 1 Açores (RH 9) Madeira (RH 10) 99,7 0,3 A Tabela 35 permite concluir que tanto para o Continente como para a Madeira (RH 10) as águas residuais são maioritariamente tratadas em ETAR, não se tendo notado alterações significativas relativamente a Nos Açores (RH 9), o tratamento das águas residuais é praticamente distribuído de forma equitativa entre ETAR e FSC. II Drenagem de águas residuais II Volume de águas residuais drenado (sector doméstico) Para este indicador e na ausência de dados de volume de águas residuais drenado para o ano 2007 foram adoptados os procedimentos descritos no ponto I.1.3. Na Tabela 36 apresenta-se o volume de águas residuais drenado para o Continente e por RH. 88
45 Tabela 36. Volume de águas residuais drenado para o sector doméstico. Regiões Hidrográficas Volume drenado (x10 3 m 3 ) Continente Minho e Lima (RH 1) Cavado, Ave e Leça (RH 2) Douro (RH 3) Vouga, Mondego, Lis e Ribeiras do Oeste (RH 4) Tejo (RH 5) Sado e Mira (RH 6) Guadiana (RH 7) Ribeiras do Algarve (RH 8) Açores (RH 9) Madeira (RH 10) Tabela 37. Origem de dados da Tabela 36. Universo Consideradas Redes de Drenagem Entidade Gestora Estimativa INSAAR Importados de campanhas anteriores Continente ,0 2,0 54,0 RH ,7 9,6 27,7 RH ,9 0,0 69,0 RH ,3 4,5 55,1 RH ,1 1,4 47,4 RH ,7 0,3 65,0 RH ,6 0,6 50,8 RH ,1 0,4 31,5 RH ,7 1,0 58,4 RH ,6 0,0 54,4 RH ,2 0,0 12,8 89
46 Figura 28. Águas residuais drenadas no sector doméstico, por RH. A Tabela 36 e a Figura 28 permitem verificar que, à semelhança dos dados obtidos em 2006 e 2005, são as regiões Douro (RH 3), Vouga, Mondego, Lis e Ribeiras do Oeste (RH 4) e Tejo (RH 5) as que apresentam maiores volumes de águas residuais drenados, confirmando a representatividade destas regiões em termos populacionais. II Capitação Para este indicador e na ausência de dados de volume de águas residuais drenado para o ano 2007 foram adoptados os procedimentos descritos no ponto I.1.3. Na Tabela 38 apresentam-se os valores de capitação doméstica de águas residuais obtidos para o Continente e por RH. Analisando esta tabela verifica-se uma capitação média do sector doméstico para o Continente de 126 L/hab.dia, valor igual relativamente ao ano de Observa-se para as Ribeiras do Algarve (RH 8) um valor de capitação de água elevado relativamente à média do Continente, na ordem dos 284 L/hab.dia pelo facto de ser uma região fortemente influenciada pela actividade turística. No entanto, se a análise para esta RH for feita considerando a população flutuante, cerca de habitantes (dados fornecidos pelas EG), verifica-se uma capitação média é cerca de 166 L/hab.dia, aproximando-se assim da média do Continente. Os Açores (RH 9) e a Madeira (RH 10) apresentam uma capitação média para 2007 de 131 L/hab.dia e 191 L/hab.dia, respectivamente, superior à registada em 2006 e superior à média do Continente. 90
47 Tabela 38. Capitações domésticas de águas residuais. Regiões Hidrográficas Capitação (L/hab.dia) Continente 126 Minho e Lima (RH 1) 116 Cavado, Ave e Leça (RH 2) 127 Douro (RH 3) 111 Vouga, Mondego, Lis e Ribeiras do Oeste (RH 4) 128 Tejo (RH 5) 117 Sado e Mira (RH 6) 130 Guadiana (RH 7) 142 Ribeiras do Algarve (RH 8) 284 Açores (RH 9) 131 Madeira (RH 10) 191 Nacional 128 II Tratamento de águas residuais II Número de instalações de tratamento de águas residuais (ETAR e FSC) A Tabela 39 apresenta o número de instalações de tratamento de águas residuais cadastradas para o Continente e por região hidrográfica. Tabela 39. Número de instalações de tratamento de águas residuais. Regiões Hidrográficas ETAR FSC Total (nº) (nº) (nº) Continente Minho e Lima (RH 1) Cavado, Ave e Leça (RH 2) Douro (RH 3) Vouga, Mondego, Lis e Ribeiras do Oeste (RH 4) Tejo (RH 5) Sado e Mira (RH 6)
48 Regiões Hidrográficas ETAR FSC Total (nº) (nº) (nº) Guadiana (RH 7) Ribeiras do Algarve (RH 8) Açores (RH 9) Madeira (RH 10) Como está patente nos dados da Tabela 39, verifica-se uma tendência para o aumento do número de ETAR em detrimento das tradicionais FSC quando comparados com os dados de No Continente houve um aumento de 12% em relação a 2006 no número de ETAR e registouse uma diminuição de 6% em relação às FSC quando comparados com II Volume de águas residuais tratado por tipo de instalação (ETAR e FSC) Para este indicador e na ausência de dados de volume de águas residuais tratado por tipo de instalação (ETAR ou FSC) para o ano 2007 foram adoptados os procedimentos descritos no ponto I.1.3. Na Tabela 40 apresenta-se o volume de águas residuais tratado para o Continente e por RH, por tipo de instalação de tratamento. Tabela 40. Volume de águas residuais tratado por tipo de instalação (ETAR ou FSC). ETAR FSC Total Regiões Hidrográficas (x10 3 m 3 ) (x10 3 m 3 ) (x10 3 m 3 ) Continente Minho e Lima (RH 1) Cavado, Ave e Leça (RH 2) Douro (RH 3) Vouga, Mondego, Lis e Ribeiras do Oeste (RH 4) Tejo (RH 5) Sado e Mira (RH 6) Guadiana (RH 7) Ribeiras do Algarve (RH 8) ,7 99 0, Açores (RH 9)
49 ETAR FSC Total Regiões Hidrográficas (x10 3 m 3 ) (x10 3 m 3 ) (x10 3 m 3 ) Madeira (RH 10) ,8 19 0, Tabela 41. Origem de dados da Tabela 40. Estações de tratamento de águas residuais e Fossas sépticas colectivas Universo ETAR (consideradas) FSC (consideradas) ETAR FSC Total Entidade Gestora Estimativa INSAAR Importados de campanhas anteriores Total Entidade Gestora Estimativa INSAAR Importados de campanhas anteriores Continente ,5 7,2 32, ,7 5,6 54,7 RH ,7 7,5 7, ,5 0,0 56,5 RH ,2 5,5 24, ,9 0,9 93,2 RH ,9 12,0 46, ,3 5,7 56,9 RH ,7 7,4 23, ,7 3,7 49,5 RH ,1 8,2 33, ,0 14,1 50,9 RH ,9 0,0 40, ,0 0,9 40,1 RH ,0 0,0 26, ,1 0,1 35,8 RH ,8 1,7 20, ,1 0,1 41,8 RH ,0 0,0 70, ,8 4,1 64,2 RH ,3 16,7 0,0 1 0,0 0,0 100,0 Analisando a Tabela 40, verifica-se que ao nível do Continente e da Madeira (RH 10), continuam a registar-se maiores volumes de águas residuais (respectivamente 96% e 99,8%) tratados em ETAR. No Continente verifica-se uma maior percentagem de volume tratado em ETAR em todas as RH sendo a Douro (RH 3) que apresenta uma maior percentagem de tratamento por FSC (12%). Nos Açores (RH 9) verifica-se que existe uma diferença de 32% entre o volume de águas residuais tratados por FSC e ETAR, sendo que a maior percentagem é tratada em ETAR. A relação entre o número de instalações de tratamento e o volume tratado por tipo de instalação é visível nos gráficos da figura 29, verificando-se que no Continente é substancialmente maior o volume de água residual tratado em ETAR relativamente ao volume tratado em FSC, sendo que em número se verifica precisamente o contrário, ou seja, o número de FSC é bastante superior ao número de ETAR. Existe ainda um elevado número de FSC mas servindo volumes significativamente baixos de águas residuais, devendo-se à existência de aldeias e aglomerados populacionais espacialmente dispersos e onde se torna difícil a sua integração em sistemas de drenagem e tratamento por ETAR. 93
50 Figura 29. Número de instalações de tratamento e volume de águas residuais tratado por tipo de instalação (ETAR ou FSC). 94
51 II Localização das instalações de tratamento de águas residuais (ETAR e FSC) Nas figuras 29 e 30 apresentam-se as localizações geográficas das ETAR e FSC respectivamente. Os mapas reflectem apenas o universo de componentes validadas, ou seja, as componentes declaradas como Em Serviço ou Funcionamento de Recurso. De entre este universo apenas são representadas as componentes cadastradas no SIG, ou seja, as componentes georreferenciadas pelas EG. Numa análise global, é possível detectar uma oposição norte-sul e litoral interior na distribuição de ETAR e FSC, com estas últimas a predominar na região nordeste do país. Tal dever-se-á em parte ao relevo mais acidentado destas regiões, o que potencia uma maior dispersão dos aglomerados populacionais, dificultando assim a implementação de sistemas mais integrados de tratamento e com maior abrangência espacial. A análise da Figura 30 e da Figura 31 permite ainda efectuar uma apreciação global das pressões exercidas por instalações de tratamento de águas residuais sobre as massas de água. Verifica-se que as do Cavado, Ave e Leça (RH 2), do Douro (RH 3) e do Vouga, Mondego, Lis e Ribeiras do Oeste (RH 4) são as que apresentam maior densidade de ETAR, embora a distribuição seja relativamente uniforme pelas restantes RH. Relativamente às FSC verifica-se uma maior densidade nas regiões Douro (RH 3) e Vouga, Mondego, Lis e Ribeiras do Oeste (RH 4), em particular nas zonas do interior do país. 95
52 Figura 30. Localização das estações de tratamento de águas residuais (ETAR). 96
53 Figura 31. Localização das estações de tratamento de águas residuais (FSC). 97
54 II Carga bruta e carga rejeitada Para este indicador e na ausência de valores de CBO5 para o efluente bruto para o ano 2007, foram adoptados os procedimentos descritos no ponto I.1.3. A Tabela 42 apresenta os valores de carga bruta gerada e a da carga rejeitada ETAR e FSC, para o Continente e por RH. Tabela 42. Carga bruta e rejeitada em ETAR/FSC. Regiões Hidrográficas Carga bruta Carga rejeitada Eficiência de remoção CBO5 (ton O2/ano) CBO5 (ton O2/ano) Continente Minho e Lima (RH 1) Cavado, Ave e Leça (RH 2) Douro (RH 3) Vouga, Mondego, Lis e Ribeiras do Oeste (RH 4) Tejo (RH 5) Sado e Mira (RH 6) Guadiana (RH 7) Ribeiras do Algarve (RH 8) Açores (RH 9) Madeira (RH 10) Tabela 43. Origem de dados da Tabela 42. Carga Bruta Carga Rejeitada Universo 4330 Entidade Gestora Estimativa INSAAR Entidade Gestora Estimativa INSAAR Continente 9,4 90,6 11,7 88,3 RH 1 32,5 67,5 34,4 65,6 RH 2 5,9 94,1 8,7 91,3 RH 3 0,8 99,2 1,2 98,8 RH 4 11,6 88,4 11,3 88,7 RH 5 16,3 83,7 16,2 83,8 RH 6 16,8 83,2 20,9 79,1 RH 7 20,7 79,3 45,1 54,9 RH 8 39,3 60,7 69,9 30,1 RH 9 8,7 91,3 7,1 92,9 98
55 Carga Bruta Carga Rejeitada Universo 4330 Entidade Gestora Estimativa INSAAR Entidade Gestora Estimativa INSAAR RH 10 30,8 69,2 30,8 69,2 Da análise da Tabela 42 verifica-se uma eficiência média de remoção para Portugal Continental de 71% - um acréscimo de 4 pontos percentuais relativamente a No caso da R.A. da Madeira este aumento na eficiência de remoção é ainda mais significativo, passando de cerca de 40% para cerca de 70%. Nos Açores (RH 9) houve um aumento em relação a 2006 passando de 41% para 49%. A região Tejo (RH 5) é a que apresentou menor taxa de remoção em 2007, no entanto, com 8 percentuais acima de Ressalta-se que estes valores reflectem uma grande percentagem de valores estimados através de valores teóricos de eficiências de remoção. As Figura 32 e 33 ilustram a distribuição nas diferentes RH dos tipos de tratamento em ETAR e em FSC, respectivamente. No que se refere as ETAR, verifica-se que o tratamento preliminar só é utilizado nas R.A., sendo que é a Região da Madeira (RH 10) é a que apresenta maior percentagem desse tipo de tratamento, aproximadamente 30%. Observa-se que o tratamento secundário é o mais utilizado nas ETAR do Continente, tendo maior representatividade nas regiões do Cávado, Ave, Leça (RH 2), do Douro (RH 3) e das Ribeiras do Algarve (RH 8). No que se refere ao tratamento terciário verifica-se que há uma baixa representatividade sendo ao Cávado, Ave e Leça que apresenta a maior percentagem desse tipo de tratamento seguido pela R.A. dos Açores (RH 9) ambas com aproximadamente 20%. No que diz respeito às FSC, na sua maioria asseguram o tratamento Primário, sendo que na região do Douro (RH 3) e do Tejo (RH 5) (em menor escala) encontram-se fossas com tratamento Preliminar e Secundário. Nas ilhas, na região de Minho e Lima (RH 1) e na Cávado, Leça e Ave (RH 2) o tratamento a nível das FSC resume-se ao grau Primário. Figura 32. Distribuição do tipo de tratamento das ETAR por RH. 99
56 Figura 33. Distribuição do tipo de tratamento das FSC por RH. II Rejeição de águas residuais II Número de pontos de rejeição de águas residuais (DAT e DD) Na Tabela 44 apresenta-se o número de pontos de rejeição de águas residuais no Continente e por RH com descarga após tratamento e com descarga directa. Tabela 44. Número de pontos de rejeição de águas residuais por tipo de descarga. Regiões Hidrográficas Descarga após tratamento (DAT) Descarga directa (DD) Total Continente Minho e Lima (RH 1) Cavado, Ave e Leça (RH 2) Douro (RH 3) Vouga, Mondego, Lis e Ribeiras do Oeste (RH 4) Tejo (RH 5) Sado e Mira (RH 6) Guadiana (RH 7) Ribeiras do Algarve (RH 8) Açores (RH 9) Madeira (RH 10)
57 Figura 34. Distribuição dos pontos de rejeição de águas residuais por RH e por tipo de descarga. A Tabela 44 e a Figura 34 mostram que na generalidade das regiões do Continente, bem como nas R.A., a descarga de águas residuais no meio é efectuada após um tratamento. Os Açores (RH 9) é a região que apresenta a maior percentagem de pontos de rejeição de águas residuais com descarga directa, o que resulta também do facto de se a região com um menor índice de tratamento de águas residuais (29%, Tabela 33) sendo que em todo o restante país o número desses pontos diminuiu e o número de pontos com descarga após tratamento aumentou, em comparação com Este indicador constitui um bom indício para a melhoria da qualidade dos meios receptores, quer se trate de massas de água quer do próprio solo. II Volume de águas residuais descarregado (descarga após tratamento e descarga directa) Para este indicador e na ausência de valores dos volumes dos pontos de rejeição de águas residuais para o ano 2007, foram adoptados os procedimentos descritos no ponto I.1.3. Na Tabela 45 apresenta-se o volume de águas residuais descarregado, por tipo de descarga, para o Continente e RH. Tabela 45. Volume de águas residuais descarregado. Regiões Hidrográficas Descarga após tratamento (DAT) Descarga directa (DD) Total (x10 3 m 3 ) (x10 3 m 3 ) (x10 3 m3) Continente Minho e Lima (RH 1) Cavado, Ave e Leça (RH 2) Douro (RH 3) Vouga, Mondego, Lis e Ribeiras do Oeste (RH 4)
58 Regiões Hidrográficas Descarga após tratamento (DAT) Descarga directa (DD) Total (x10 3 m 3 ) (x10 3 m 3 ) (x10 3 m3) Tejo (RH 5) Sado e Mira (RH 6) Guadiana (RH 7) Ribeiras do Algarve (RH 8) Açores (RH 9) Madeira (RH 10) ,7 36 0, Tabela 46. Origem de dados da Tabela 45. Universo Volume de águas residuais descarregado Consideradas Entidade Gestora Estimativa INSAAR Importados de campanhas anteriores Continente ,4 3,7 52,8 RH ,8 0,0 17,2 RH ,8 1,0 57,2 RH ,4 5,2 62,5 RH ,1 3,3 41,6 RH ,7 4,5 62,8 RH ,4 1,4 52,2 RH ,1 0,1 29,8 RH ,7 2,2 33,1 RH ,0 0,6 39,4 RH ,3 20,0 6,7 Analisando os dados da Tabela 45, verifica-se que nas regiões do Continente os volumes descarregados após tratamento são muito superiores aos registados pela descarga directa, aproximadamente x10 3 m 3. Nas R.A., tal como verificado em 2006, mais de 70% do volume rejeitado é já realizado após tratamento, em particular na Madeira (RH 10) esse volume passou de 71% em 2006 para quase a totalidade (99,7%) das descargas a serem efectuadas após tratamento. A relação entre o número de pontos de rejeição por tipo e o volume rejeitado visualiza-se nos gráficos da figura 35 para o Continente e R.A.. 102
59 Figura 35. Número de pontos de rejeição de águas residuais e volume descarregado. Pode-se observar pela figura 35, quer para o Continente quer para as R.A., que existe uma relação directa entre o número de pontos de rejeição por tipo e o volume rejeitado ou seja, 103
60 quando o número de pontos com descarga directa é menor do que o número com descarga após tratamento o volume rejeitado também é menor e vice-versa. A Tabela 47 pretende ilustrar a distribuição quantitativa dos volumes de água envolvidos no sistema de drenagem em Portugal Continental e nas R.A.. As diferenças registadas das redes de drenagem para as ETAR e para o volume rejeitado evidenciam de uma forma global infiltrações ao longo do sistema. De referir que na Madeira (RH 10) não foi possível obter dados de algumas EG, pelo que estes valores não reflectem a realidade da região. Tabela 47. Volume total nos sistemas urbanos de drenagem. Volume urbano na drenagem Drenado Tratado Rejeitado (x10 3 m 3 ) (x10 3 m 3 ) (x10 3 m 3 ) Continente Açores (RH 9) Madeira (RH 10) Nacional II Localização dos pontos de rejeição de águas residuais Nas figuras 36 e 37 apresentam-se as localizações geográficas dos pontos de rejeição cadastrados, por tipo: descarga directa e descarga após tratamento. Os mapas reflectem apenas o universo de componentes validadas, ou seja, as componentes declaradas como Em Serviço ou Funcionamento de Recurso. De entre este universo apenas são representadas as componentes cadastradas no SIG, ou seja, as componentes georreferenciadas pelas EG. A análise dos mapas permite efectuar uma apreciação global das pressões exercidas pela descarga de águas residuais com e sem tratamento sobre as massas de água. Verifica-se que à semelhança das ETAR, as regiões do Cavado, Ave e Leça (RH 2), Douro (RH 3) e Vouga, Mondego, Lis e Ribeiras do Oeste (RH 4) são as que apresentam maior densidade de pontos de descarga após tratamento, embora a distribuição seja relativamente uniforme pelas restantes RH. Relativamente aos pontos de rejeição com descarga directa verifica-se uma maior densidade na região Vouga, Mondego, Lis e Ribeiras do Oeste (RH 4). 104
61 Figura 36. Localização dos Pontos de Rejeição, com descarga em meio receptor após tratamento. 105
62 Figura 37. Localização dos Pontos de Rejeição, com descarga directa em meio receptor. 106
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