A RAA em números. Geografia
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- Anderson Belém Ávila
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2 09 Foto: Espectro A RAA em números Geografia O arquipélago dos Açores é constituído por nove ilhas dispersas no Atlântico Norte ao longo de 600 km, segundo uma orientação noroeste-sudeste e enquadrado entre os 24º49' - 31º15' de longitude Oeste e os 36º55' - 39º45' de latitude Norte. O arquipélago estende-se por uma área de km 2, que corresponde a 2,5% da superfície total nacional, formando três grupos de ilhas: o grupo Oriental constituído por Santa Maria e São Miguel; o grupo Central constituído por Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico e Faial; e o grupo Ocidental constituído por Flores e Corvo. O extremo ocidental do arquipélago situa-se na ilha das Flores, a cerca de km do sub-continente América do Norte e o extremo oriental localiza-se na ilha de Santa Maria, a uma distância aproximada de km da costa ocidental do continente Europeu. A Zona Económica Exclusiva (ZEE) dos Açores é de cerca de km 2 e representa 57% da ZEE de Portugal e aproximadamente 30% da ZEE Europeia.
3 10 A RAA EM NÚMEROS As nove ilhas que constituem o arquipélago dos Açores apresentam diferenças significativas entre si, não só em termos biofísicos, mas também económicos e sociais. O clima no arquipélago é classificado como temperado marítimo, variando as temperaturas normalmente entre os 14 e os 25º C. Em termos orográficos, as ilhas são caracterizadas por um relevo acidentado, com declives acentuados. O ponto mais alto do arquipélago localiza-se na ilha do Pico com m. No que toca a área, a maior ilha é São Miguel, com 745 km 2 e a menor a do Corvo, com apenas 17 km 2. Administrativamente, a RAA está organizada em três distritos, 19 concelhos e 156 freguesias. FIGURA 1 Mapa do arquipélago dos Açores QUADRO 1 Área, perímetro e altitude máxima das ilhas da RAA Ilha Área (km 2 ) Perímetro (km) Altitude máxima (m) Santa Maria 96,9 50,0 587 São Miguel 744,6 175, Terceira 400,3 95, Graciosa 60,7 36,3 405 São Jorge 243,7 124, Pico 444,8 109, Faial 173,1 61, Flores 141,0 57,0 914 Corvo 17,1 17,8 717
4 A RAA EM NÚMEROS 11 FIGURA 2 Evolução da população residente na RAA, entre 1900 e 2001 nº indivíduos (10 3 ) FIGURA 3 Estrutura etária da população por sexo, em e mais anos 50 a 64 anos Demografia Enquanto região insular, a RAA registou variações significativas na sua população no último século, principalmente devido a fenómenos migratórios. Depois de um aumento significativo registado entre os anos 20 e 60, seguiu-se um decréscimo, não menos significativo, estabilizando a população em torno dos habitantes residentes. Os Censos de 2001, revelaram uma população total de indivíduos, relativamente jovem quando comparada com a registada nas restantes regiões do país. A estrutura etária da população revela uma maior percentagem de indivíduos na faixa etária dos 25 aos 49 anos. Esta realidade, conjugada com o reduzido número de jovens, antevê o agravamento do envelhecimento da população, mesmo considerando que a RAA apresenta um índice de envelhecimento que é quase metade da média nacional. Em termos espaciais, a população distribui-se de forma irregular pelas várias ilhas, concentrando-se mais de metade da população açoriana na ilha de São Miguel e mais de três quartos da população do arquipélago nas ilhas de São Miguel e Terceira. Por sua vez, no Corvo apenas reside 0,2% da população açoriana. Ao nível da sua distribuição por concelhos, verificam-se grandes assimetrias entre os concelhos mais urbanos - Ponta Delgada e Lagoa, cujas densidades populacionais ultrapassam os 250 hab.km -2, e os concelhos mais rurais - São Roque do Pico, Lajes das Flores e Corvo - cujas densidades populacionais não são superiores a 30 hab.km a 49 anos 15 a 24 anos 0 a 14 anos 20% 15% 10% 5% 0% 5% 10% 15% 20% Homens Mulheres
5 12 A RAA EM NÚMEROS De acordo com os principais indicadores demográficos de 2001, as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores registaram uma taxa de crescimento efectivo negativa, contrariamente às restantes regiões de Portugal. Quanto às taxas de natalidade e mortalidade, os Açores apresentam valores superiores à média nacional, sendo a taxa de natalidade a mais elevada do país. A taxa de mortalidade infantil é superior à média nacional. FIGURA 4 Densidade populacional por ilha, em 2002 Corvo RAA Santa Maria hab.km -2 São Miguel Terceira Flores Graciosa Faial São Jorge Pico
6 A RAA EM NÚMEROS 13 FIGURA 5 Análise comparativa do PIB PIB per capita (10 3 ) PIB per capita Açores Madeira Portugal PIB Açores FIGURA 6 VAB por sector de actividade na RAA, em 2001 PIB Açores (10 6 ) Socioeconomia A RAA apresentou em 2001 um Produto Interno Bruto (PIB) a preços correntes de milhões de Euros. No que respeita ao crescimento do PIB, a RAA registou entre e um crescimento semelhante ao do PIB nacional. No período , esse aumento foi inferior ao nacional, contrariamente aos dados desde 1998 até 2001 em que o crescimento real da economia açoriana ultrapassa o crescimento nacional. No que respeita ao PIB per capita, em 2001, este foi de 9,4x10 3.hab -1 na RAA, valor inferior ao da média nacional (11,9x10 3.hab -1 ) e o mais baixo de todo o país. Ainda assim, o crescimento do PIB per capita na Região foi significativo para o período entre 1997 e O Valor Acrescentado Bruto (VAB) a preços de mercado da RAA para o ano de 2001 foi de milhões de Euros, repartindo-se de forma heterogénea pelas diferentes actividades da Região. O sector dos serviços mantém-se como o mais importante para a economia regional, sendo que as actividades ligadas ao sector primário (agricultura, pescas e indústria extractiva) continuam a perder relevo, não representando mais de 9% do VAB da Região.
7 14 A RAA EM NÚMEROS A educação continua a ser uma das principais condicionantes ao crescimento da Região, uma vez que, à semelhança do que acontece com a média nacional, quando comparada com as médias europeias, os níveis de escolaridade da população são muito reduzidos. Nos Açores, existem cerca de 9% de analfabetos com mais de 10 anos e apenas 8% da população frequentou um curso de ensino superior ao secundário, o que, no entanto, representa o dobro de população com ensino médio ou superior registado em FIGURA 7 População por nível de instrução na RAA, em 2001
8 A RAA EM NÚMEROS 15 FIGURA 8 Evolução do emprego na RAA por sector de actividade 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% QUADRO 2 Taxa de desemprego Primário Secundário Terciário No que se refere ao emprego na RAA, o sector terciário mantém-se como o mais significativo, sendo responsável por cerca de 59% dos postos de trabalho em Verifica-se que o sector primário, que já chegou a empregar mais de 23% da população empregada em 1990, no ano de 2003 representava menos de 13%, registando uma diminuição mais acentuada desde Neste sector a produção de leite emprega o maior número de habitantes e as pescas constituem uma das grandes potencialidades da Região. Entre 1990 e 2003, o sector secundário manteve-se relativamente constante (com 28,2% em 2003). Das indústrias transformadoras existentes na Região, as ligadas à "alimentação, bebidas e tabaco" ocupam o primeiro lugar em número, logo seguidas da "indústria de madeira". Ao nível do sector terciário, a dispersão geográfica das ilhas do arquipélago aliada à distância que separa a Região do continente português gera uma significativa movimentação de mercadorias e passageiros nos aeroportos e portos regionais. A taxa de desemprego na RAA, em 2003, foi de 2,9% valor significativamente inferior ao nacional, mas ligeiramente superior ao registado no ano anterior (2,6%) RAA 3,0% 2,4% 2,6% 2,9% Portugal 4,0% 4,1% 5,0% 6,3%
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