AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL
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- Thereza Alvarenga Graça
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1 AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL
2 POLÍTICA NACIONAL DO MEIO-AMBIENTE Instrumentos da PNMA Art. 9º - São instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente III - a avaliação de impacto ambiental;
3 A Lei 6.938/81 prevê a Avaliação de Impacto Ambiental-AIA e uma série de outros instrumentos complementares e inter-relacionados, como por exemplo: o licenciamento e a revisão de atividades efetivas ou potencialmente poluidoras, que exige a elaboração de EIA/RIMA e/ou de outros documentos técnicos, os quais constituem instrumentos básicos de implementação da AIA;
4 o zoneamento ambiental, o estabelecimento de padrões de qualidade ambiental e a criação de unidades de conservação, que condicionam e orientam a elaboração de estudos de impacto ambiental e de outros documentos técnicos necessários ao licenciamento ambiental;
5 os Cadastros Técnicos, os Relatórios de Qualidade Ambiental, as penalidades disciplinares ou compensatórias, os incentivos à produção, a instalação de equipamentos e a criação ou absorção de tecnologia, voltados para a melhoria da qualidade ambiental, que facilitam ou condicionam a condução do processo de AIA em suas diferentes fases.
6 RESOLUÇÃO CONAMA 1/86 estabeleceu a exigência de elaboração de Estudo de Impacto Ambiental-EIA e respectivo Relatório de Impacto Ambiental-RIMA para o licenciamento de diversas atividades modificadoras do meio ambiente, bem como as diretrizes e atividades técnicas para sua execução. De acordo com essa Resolução, o EIA/RIMA deve ser realizado por equipe multidisciplinar habilitada, não dependente direta ou indiretamente do proponente do projeto e que será responsável tecnicamente pelos resultados apresentados (art. 7º). Os custos referentes à realização do EIA/RIMA correrão à conta do proponente (art. 8º).
7 RESOLUÇÃO CONAMA 1/86 O artigo 2º define que o EIA/RIMA deve ser submetido à aprovação do órgão estadual competente e, em caráter supletivo, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis-IBAMA. A este cabe, também, a aprovação do EIA/RIMA para o licenciamento de atividades modificadoras do meio ambiente que, por lei, seja de competência federal. Os artigos 10 e 11 estabelecem os procedimentos para manifestação de forma conclusiva do órgão estadual competente ou do IBAMA ou, quando couber, do Município, sobre o RIMA apresentado. Sempre que julgarem necessário, esses órgãos realizarão Audiência Pública para informar sobre o projeto e seus impactos ambientais e discutir o RIMA.
8 A CF/88, finalmente, fixou, através de seu artigo 225, inciso IV, a obrigatoriedade do Poder Público exigir o Estudo Prévio de Impacto Ambiental para a instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, despontando como a primeira Carta Magna do planeta a inscrever a obrigatoriedade do estudo de impacto no âmbito constitucional.
9 DOCUMENTOS TÉCNICOS NECESSÁRIOS AO LICENCIAMENTOAMBIENTAL: O PCA, O RCA E O PRAD O Plano de Controle Ambiental - PCA Exigido pela Resolução CONAMA 009/90 para concessão de Licença de Instalação-LI de atividade de extração mineral de todas as classes previstas no Decreto-Lei 227/67. O PCA é uma exigência adicional ao EIA/RIMA apresentado na fase anterior (Licença Prévia- LP). O PCA tem sido exigido por alguns órgãos estaduais de meio ambiente também para o licenciamento de outros tipos de atividade.
10 Relatório de Controle Ambiental - RCA Exigido pela Resolução CONAMA 010/90, na hipótese de dispensa do EIA/RIMA, para a obtenção de Licença Prévia-LP de atividade de extração mineral da Classe II, prevista no Decreto-Lei 227/67. Deve ser elaborado de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo órgão ambiental competente. O RCA tem sido exigido por alguns órgãos de meio ambiente também para o licenciamento de outros tipos de atividade.
11 Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD Utilizado para a recomposição de áreas degradadas pela atividade de mineração. É elaborado de acordo com as diretrizes fixadas pela NBR 13030, da Associação Brasileira de Normas Técnicas, e outras normas pertinentes. Não há diretrizes para outros tipos de atividade.
12 RCA/PRAD Para o licenciamento das atividades mineradoras, exige-se o RCA, Relatório de Controle Ambiental, o PRAD, Plano de Recuperação de Áreas Degradadas, para a atividade durante a exploração minerária. Para empreendimento localizados em áreas de mananciais, ou que acarrete algum tipo de intervenção na flora, como corte de árvores, compete também ao DPRN Departamento Estadual de Proteção dos Recursos Naturais zelar pelos recursos naturais do Estado de São Paulo e a consulta para eventual atividade.
13 RAP/EIA/RIMA Aos empreendimentos que possam causar significativo impacto ambiental, poderá ser exigido um documento chamado Relatório Ambiental Prévio RAP a ser analisado pelo Departamento de Avaliação de Impacto Ambiental DAIA e SMA. A resolução federal CONAMA nº1/86 dispõe a obrigatoriedade do EIA/RIMA para determinador ramos de atividades produtoras de impacto ambiental
14 Outros documentos necessários à elaboração de um estudo de impacto ambiental EAS Estudo Ambiental Simplificado (Res. SMA-SP 54 de 30/11/2004), para analisar e avaliar as conseqüências ambientais de atividades de atividades e empreendimentos considerados de impactos ambientais muito pequenos e não significativos. Plano de desativação (Dec. Estadual SP ), de 04/12/2002) para o encerramento de empreendimentos sujeitos ao licenciamento ambiental.
15 LEGISLAÇÃO PERTINENTE AO LICENCIAMENTO AMBIENTAL Lei 6.938/81 - estabelece como um dos instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente o licenciamento e a revisão de atividades efetivas ou potencialmente poluidoras; Decreto /90, Capítulo IV - trata do licenciamento ambiental de atividades utilizadoras de recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, bem como dos empreendimentos capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental; Resolução CONAMA 001/86 - estabelece a exigência de elaboração de Estudo de Impacto Ambiental-EIA e respectivo Relatório de Impacto Ambiental-RIMA para o licenciamento das atividades constantes do seu artigo 2º; Resolução CONAMA 237/97 estabelece procedimentos e critérios utilizados no licenciamento ambiental, de forma a efetivar a utilização do sistema de licenciamento como instrumento de gestão ambiental, instituído pela Política Nacional do Meio Ambiente
16 Resolução CONAMA 006/86 - trata dos modelos de publicação de pedidos de licenciamento, em quaisquer de suas modalidades, sua renovação e a respectiva concessão de licença; Resolução CONAMA 011/86 - altera e acrescenta atividades no artigo 2º, da Resolução 001/86; Resolução CONAMA 006/87 - estabelece regras gerais para o licenciamento ambiental de obras de grande porte de interesse relevante da União, como a geração de energia elétrica;
17 Resolução CONAMA 010/87 - estabelece como pré-requisito para licenciamento de obras de grande porte a implantação de uma estação ecológica pela instituição ou empresa responsável pelo empreendimento com a finalidade de reparar danos ambientais causados pela destruição de florestas e outros ecossistemas; Resolução CONAMA 005/88 - dispõe sobre licenciamento das obras de saneamento para as quais seja possível identificar modificações ambientais significativas; Resolução CONAMA 008/88 - dispõe sobre licenciamento de atividade mineral, o uso do mercúrio metálico e do cianeto em áreas de extração de ouro; Resolução CONAMA 009/90 - estabelece normas específicas para o Licenciamento Ambiental de Extração Mineral das classes I, III, IV, V, VI, VII, VIII e IX; Resolução CONAMA 010/90 - estabelece critérios específicos para o licenciamento ambiental de extração mineral da classe II.
18 Além das referências acima, existe uma legislação básica, em nível federal, estadual e municipal, que deve ser observada no momento da solicitação do licenciamento ambiental: a Constituição Federal; as Leis Orgânicas municipais; o Código de Águas; o Código Florestal; o Estatuto da Terra; as Resoluções do CONAMA sobre padrões de qualidade do ar e da água e sobre unidades de conservação; as leis de proteção do patrimônio arqueológico, histórico e cultural, etc.
19 LICENCIAMENTO AMBIENTAL O Pedido de Licenciamento Ambiental de um empreendimento (projeto, plano ou programa), o empreendedor deve: procurar o órgão ambiental licenciador - o órgão estadual de meio ambiente ou o IBAMA, dependendo da(s) atividade(s) a ser(em) implantada(s). O órgão licenciador informa o empreendedor se o licenciamento ambiental é necessário e que tipo de documento técnico deverá ser apresentado para a obtenção de licenças. É da competência legal do IBAMA licenciar, em caráter supletivo, as atividades consideradas modificadoras do meio ambiente previstas na Lei 6.938/81 e nas Resoluções CONAMA 001/86, 011/86, 237/97, 009/90 e 010/90.
20 LICENCIAMENTO AMBIENTAL No caso de haver necessidade de elaboração de EIA/RIMA ou de outro documento técnico semelhante (PCA, RCA, PRAD, etc.), o órgão licenciador aproveita esse momento para colher subsídios para preparar o Termo de Referência, que orientará a realização daqueles documentos. Para aquelas atividades identificadas como modificadoras do meio ambiente, o empreendedor deverá preencher obrigatoriamente a ficha do Cadastro Técnico Federal e/ou Estadual de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais, caso a atividade a ser implantada não tenha sido ainda cadastrada.
21 Elaboração do termo de referência para estudos ambientais O Termo de Referência é o instrumento orientador para a elaboração de qualquer tipo de Estudo Ambiental (EIA/RIMA, PCA, RCA, PRAD, PLANO DE MONITORAMENTO, etc). Em alguns casos, o Termo de Referência é elaborado pelo empreendedor ficando o OEMA apenas com o papel de aprová-lo ou não. Existem situações em que o órgão de meio ambiente busca a articulação com outras instituições, especialmente da administração pública, para obter subsídios à elaboração do Termo de Referência.
22 ROTEIRO BÁSICO DE TERMO DE REFERÊNCIA PARA EIA/RIMA E OUTROS DOCUMENTOS TÉCNICOS EXIGIDOS PARA O LICENCIAMENTO AMBIENTAL
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27 Agentes envolvidos nos pedidos de licenças ambientais IBAMA Órgão condutor do processo de licenciamento ambiental de atividades que envolvam a participação de mais de um estado ou que, por lei, sejam de competência federal. Cabe o IBAMA licenciar as atividades em caráter supletivo e a primazia dos Estados em proceder o licenciamento ambiental.
28 EMPREENDEDOR É o proponente da atividade modificadora do meio ambiente, devendo fornecer OEMA ou ao IBAMA as informações requeridas para a concessão de licenças ambientais a seu empreendimento. Pode ser do setor público ou privado.
29 Agentes envolvidos nos pedidos de licenças ambientais OEMA Órgão responsável pela condução do processo de licenciamento ambiental das atividades modificadoras do meio ambiente, cabendo-lhe orientar o empreendedor sobre: as atividades que necessitam de licenciamento ambiental; os tipos de licenças a serem obtidas; os estudos ambientais e outros documentos técnicos semelhantes a serem elaborados (PCA, RCA, PRAD, etc.); os documentos que devem ser apresentados para o pedido formal da licença.
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31 PROCESSO DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL Empreendedor Consulta Prévia EAS RAP EIA/RIMA Estudo insuficiente Estudo insuficiente Plano de trabalho LP Deliberação Consema Parecer Técnico conclusivo (DAIA) Termo de referência LI Elaboração do EIA/RIMA LO Análise do EIA/RIMA Publicação Audiência pública
32 DIRETRIZES PARA A ELABORAÇÃO DO EIA/RIMA INFORMAÇÕES GERAIS CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO E I A ÁREA DE INFLUÊNCIA DIAGNÓSTICO AMBIENTAL PROGRAMA DE MONITORAMENTO ANÁLISE DOS IMPACTOS AMBIENTAIS MEDIDAS MITIGADORAS RIMA
33 DIRETRIZES PARA A ELABORAÇÃO DO EIA/RIMA INFORMAÇÕES GERAIS Nome, razão social, endereço, etc. Histórico do empreendimento Nacionalidade de origem e das tecnologias Porte e tipos de atividades desenvolvidas Objetivos e justificativas no contexto econômico-social do país, região, estado e município Localização geográfica, vias de acesso Etapas de implantação Empreendimentos associados e/ou similares
34 DIRETRIZES PARA A ELABORAÇÃO DO EIA/RIMA CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO Para cada uma das fases (planejamento, implantação, operação e desativação): Objetivos e justificativas do projeto, sua relação e compatibilidade com as políticas setoriais, planos e programas governamentais; A descrição do projeto e suas alternativas tecnológicas e locacionais, especificando: área de influência, matérias primas, mão-de-obra, fontes de energia, processos e técnica operacionais, prováveis efluentes, emissões, resíduos de energia, geração de empregos.
35 DIRETRIZES PARA A ELABORAÇÃO DO EIA/RIMA ÁREA DE INFLUÊNCIA (AI) Limitação geográfica das áreas: diretamente afetada (DA) e indiretamente afetada (IA) Sempre considerar a bacia hidrográfica onde se localiza o empreendimento como unidade básica para a AIDA Apresentar justificativas para a determinação das AI s Ilustrar através de mapeamento
36 DIRETRIZES PARA A ELABORAÇÃO DO EIA/RIMA DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA AI Caracterização atual do ambiente natural, ou seja, antes da implantação do projeto, considerando: as variáveis suscetíveis de sofrer direta ou indiretamente efeitos em todas as fases do projeto; os fatores ambientais físicos, biológicos e antrópicos de acordo com o tipo e porte do empreendimento; informações cartográficas com as AI s em escalas compatíveis com o nível de detalhamento dos fatores ambientais considerados.
37 DIRETRIZES PARA A ELABORAÇÃO DO EIA/RIMA DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA AI Meio fisico: subsolo, as águas, o ar e o clima condições meteorológicas e o clima qualidade do ar; níveis de ruído; caracterização geológica e geomorfológica; usos e aptidões dos solos; recursos hídricos: hidrologia superficial; hidrogeologia; oceanografia física; qualidade das águas; usos das águas.
38 DIRETRIZES PARA A ELABORAÇÃO DO EIA/RIMA DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA AI Meio biológico e os ecossistemas naturais: fauna e flora Ecossistemas terrestres descrição da cobertura vegetal descrição geral das inter-relações fauna-fauna e fauna-flora Ecossistemas aquáticos mapeamento da populações aquáticas identificação de espécies indicadoras biológicas Ecossistemas de transição banhados, manguezais, brejos, pântanos, etc.
39 DIRETRIZES PARA A ELABORAÇÃO DO EIA/RIMA DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA AI Meio Antrópico ou sócioeconômico Dinâmica populacional Uso e ocupação do solo Nível de vida Estrutura produtiva e de serviços Organização social
40 DIRETRIZES PARA A ELABORAÇÃO DO EIA/RIMA ANÁLISE DOS IMPACTOS AMBIENTAIS Identificação, valoração e interpretação dos prováveis impactos em todas as fases do projeto e para cada um dos fatores ambientais pertinentes. De acordo com a AI e com os fatores ambientais considerados, o impacto ambiental pode ser: direto e indireto; benéfico e adverso; temporários, permanentes e cíclicos; imediatos, a médio e a longo prazo; reversíveis e irreversíveis locais e regionais
41 DIRETRIZES PARA A ELABORAÇÃO DO EIA/RIMA ANÁLISE DOS IMPACTOS AMBIENTAIS Avaliação da inter-relação e da magnitude Metodologias utilizadas: Método ad hoc (grupo multidisciplinar) Listas de checagem/controle ( Check Lists - identifica consequências) ; Matrizes de interação (Matriz de Leopold); Análise de Rede ( NetWorks ); Mapeamento por superposição ( over-lays )
42 DIRETRIZES PARA A ELABORAÇÃO DO EIA/RIMA ANÁLISE DOS IMPACTOS AMBIENTAIS Apresentação final: Síntese conclusiva relevância de cada fase: planejamento, implantação, operação e desativação identificação, previsão da magnitude e interpretação, no caso da possibilidade de acidentes Descrição detalhada - p/ cada fator ambiental impactos sobre o meio físico impactos sobre o meio biológico impactos sobre o meio antrópico Para cada análise: mencionar métodos e técnicas de previsão aplicados
43 DIRETRIZES PARA A ELABORAÇÃO DO EIA/RIMA MEDIDAS MITIGADORAS Apresentadas e classificadas quanto a: sua natureza: preventivas ou corretivas; fase do empreendimento em que deverão ser implementadas; o fator ambiental a que se destina; o prazo de permanência de sua aplicação; e a responsabilidade por sua implementação.
44 DIRETRIZES PARA A ELABORAÇÃO DO EIA/RIMA PROGRAMA DE ACOMPANHAMENTO E MONITORAMENTO DOS IMPACTOS Neste item deverão ser apresentados os programas de acompanhamento da evolução dos impactos ambientais positivos e negativos causados pelo empreendimento, considerando-se as fases de planejamento, de implementação, operação e desativação e quando for o caso, de acidentes. Indicar e justificar: os parâmetros selecionados para avaliação; a rede de amostragem proposta; os métodos de coleta e análise das amostragens; periodicidade das amostragens para cada parâmetro, de acordo com os fatores ambientais; os métodos a serem empregados para o armazenamento e tratamento dos dados.
45 DIRETRIZES PARA A ELABORAÇÃO DO EIA/RIMA RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL O Relatório de Impacto Ambiental RIMA refletirá as conclusões do Estudo de Impacto Ambiental EIA. Suas informações técnicas devem ser expressas em linguagem acessível ao público, ilustradas por mapas com escalas adequadas, quadros, gráficos e outras técnicas de comunicação visual, de modo que possam entender claramente as possíveis conseqüências ambientais do projeto e suas alternativas, comparando as vantagens e desvantagens de cada uma delas.
46 DIRETRIZES PARA A ELABORAÇÃO DO EIA/RIMA RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL Objetivos e justificativas do projeto; Descrição do projeto e suas alternativas tecnológicas e locacionais; Síntese dos resultados dos estudos de diagnóstico; Descrição dos impactos ambientais; Caracterização da qualidade ambiental futura da AI; Descrição dos efeitos esperados das medidas mitigadoras; Programa de acompanhamento e monitoramento; Recomendação quanto à alternativa mais favorável.
47 Procedimentos para elaboração de um EIA/RIMA A contratação da equipe multidisciplinar é realizada através de contrato direto (empreendedor privado) ou de processo licitatório (órgão da administração pública). Na maioria dos casos, a elaboração do EIA/RIMA é orientada por um Termo de Referência, baseado nas diretrizes estabelecidas pela Resolução CONAMA 001/86.
48 CONTEÚDO MÍNIMO DO EIA descrição do projeto e alternativas, nas etapas de planejamento, construção, operação e, quando for o caso, desativação; delimitação e o diagnóstico ambiental da área de influência; identificação; medição e a valorização dos impactos; comparação das alternativas e a previsão de situação ambiental futura (adoção de cada uma das alternativas, ou não execução) identificação das medidas mitigadoras e do programa de monitoramento dos impactos, preparação do relatório de impacto ambiental - RIMA. (Resolução 001/86 do CONAMA)
49 RIMA RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL Relatório baseado no EIA Tem praticamente o mesmo conteúdo que o EIA É exigido para o licenciamento das atividades modificadoras do meio ambiente (Decreto n o , de ) Formato Melhor visualização linguagem acessível, vantagens/desvantagens do projeto informações ilustradas por e todas conseqüências ambientais mapas, cartas, quadros, (CONAMA 001/ 86 art. 9 o) gráficos CONSTITUIÇÃO DE 88: RIMA E EIAS DEVEM SER DE LIVRE ACESSO AO PÚBLICO. Exceção: processos industriais protegidos por segredo.
50 Alguns aspectos observados na elaboração de um EIA/RIMA independência da equipe em relação ao empreendedor: os estudos têm se restringido ao desenvolvimento de argumentações para justificar o projeto apresentado pelo empreendedor, não incorporando análises de alternativas tecnológicas e locacionais a esse projeto. descrição do empreendimento em função dos efeitos ambientais dele esperados. A equipe multidisciplinar pode não dominar o conhecimento científico necessário para prognosticar esses efeitos; as equipes multidisciplinares encontram dificuldades em delimitar áreas de influência direta e indireta com base nos efeitos ambientais potenciais do projeto e de suas alternativas;
51 proposição de medidas mitigadoras coerentes com os resultados da análise dos impactos, acompanhada de uma avaliação de sua eficiência e de indicação de equipamentos de controle e sistemas adequados de tratamento de despejos; apresentação de programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos positivos e negativos do projeto, com nível de detalhamento que permita implementação imediata por parte do empreendedor e acompanhamento e fiscalização por parte do órgão de meio ambiente; elaboração do RIMA, de forma objetiva e de fácil compreensão pelo público em geral.
52 SISNAMA ÓRGÃOS FEDERAL ESTADUAL MUNICIPAL Gerenciador ou coordenador Ministério do Meio Ambiente Secretaria de Estado do Meio Ambiente Secretaria do Verde e do Meio Ambiente Consultivo ou deliberativo CONAMA CONSEMA CONDEMA Executivo IBAMA Secretaria M.A. CETESB I.Florestal nas UCs DPRN CADE Conselho Municipal M.A. e Desenvolvimento Sustentável CONAMA: Conselho Nacional do Meio Ambiente CONSEMA: Conselho Estadual do Meio Ambiente CONDEMA: Conselho Municipal de Meio Ambiente
53 Para empreendimentos que visam obter certificação do Sistema de Gestão Ambiental ISO 14001, a norma no item requer que todos os aspectos e impactos ambientais sejam identificados
54 AVALIAÇÃO DE ASPECTOS E IMPACTO AMBIENTAL DO EMPREENDIMENTO
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