Pragas da Cultura do Café

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Pragas da Cultura do Café"

Transcrição

1 Pragas da Cultura do Café

2 ADULTO: Broca-do-café, Hypothenemus hampei Coleoptera: Scolytidae * Besourinho preto *As fêmeas apresentam asas membranosas normais e voam. *Os machos possuem as asas posteriores (membranosas) atrofiadas, não voam e permanecem dentro das sementes nos frutos de onde se originaram.

3

4

5 Proporção dos sexos: um macho para 10 fêmeas. Macho Fêmea Adultos broca-do-café, Hypothenemus hampei (Coleoptera: Scolytidae).

6

7 Biologia -Após o acasalamento a fêmea perfura o fruto -Abre um túnel até a semente -Inicia a postura

8

9

10

11 30 dias

12 Ciclo de ovo a adulto

13 Normalmente, a infestação começa em outubro a dezembro, época de trânsito da broca, quando ela deixa os frutos que lhe serviram de abrigo para infestar novos frutos. Condições microclimáticas de alta umidade (ou seja, espaçamentos menores e lavouras bem enfolhadas) favorece o aumento da praga.

14 Perdas econômicas causadas pela broca. 1.Perda de peso no café beneficiado devido aos danos das larvas da broca. 2.Queda de frutos novos broqueados. 3.Apodrecimento de grãos de frutos broqueados Fruto cai precocemente no chão. Fruto caído apodrece.

15 4. Depreciação do tipo e da bebida, pelo aumento do número de defeitos: Grãos brocados, quebrados, preto verde e preto ardido Grãos contaminados por microrganismos. Grãos com presença de resíduos de insetos Na classificação por tipo, Cinco(5) grãos broqueados: constitui 1 defeito. Presença de microorganismos nas galerias construídas pela broca altera a qualidade da bebida.

16

17

18

19 Frutos atacados pela broca e com posterior infecção por fungos

20

21 Manejo da broca em cafeeiro 1.Controle cultural Espaçamento Os cafezais devem ser plantados em espaçamentos que permitam arejamento e penetração de luz, a fim de propiciar baixa umidade em seu interior, condições desfavoráveis à praga.

22 2. Colheita (repasse) A colheita deve ser bem feita devendo-se evitar que fiquem frutos nas plantas e no chão. Essas brocas sobrevivem na entressafra e poderão infestar a nova frutificação. Depois da colheita fazer o repasse ou catação dos frutos remanescentes na planta e no solo.

23

24 3.Local de início da colheita A colheita deve ser iniciada nos talhões que apresentam cafeeiros mais infestados para evitar a dispersão para outros locais. Eliminar os cafeeiros não explorados comercialmente (talhões velhos, já improdutivos) com o objetivo de reduzir fontes de infestação da broca.

25 4. Controle biológico 4.1. Fungo Beauveria bassiana (existem formulações comerciais, como o Boveril)

26 4.2.Parasitóides da broca: parasitóide de larvas e pupas da broca. *vespa de Uganda Prorops nasuta (Hymenoptera: Bethylidae)

27 *Vespa da Costa do Marfim: Cephalonomia stephanoderis

28 5. CONTROLE COM ARMADILHA ISCA 500 ml de Metanol (álcool metílico comercial) 500 ml de Álcool de cozinha (álcool etílico comercial) 10 g de café puro torrado ou moído ou 6 g de café solúvel Colocar em um vidro transparente de 10 ml, com uma tampa de borracha com furo de 2mm de diâmetro na parte central da tampa. Água + detergente

29 *Ao entrar na armadilha, o inseto vai de encontro à parede interna da garrafa e cai na solução de água e detergente, morrendo afogado. *Pode ser usada como método de controle ou em integração com outros métodos de combate à praga, como o uso do fungo Beauveria bassiana. *Colocar 25 dispositivos por hectare, com espaçamento de 20 metros entre cada um. *Plantas jovens: prender as armadilhas em estacas fixadas a 1,20 metro do solo. *No cafeeiro adulto, colocar as garrafas nos galhos. *Trocar a água com detergente e a mistura de metanol toda semana.

30 MONITORAMENTO Do período de trânsito da broca (outubro a dezembro) até a colheita TALHÃO DE 2000 COVAS AVALIAÇÃO DE 50 COVAS POR TALHÃO COLETAR 100 FRUTOS POR COVA (25 de cada face da planta) DO TERÇO MÉDIO/INFERIOR, AO REDOR DA PLANTA NIVEL DE CONTROLE 5% DE FRUTOS ATACADOS

31 Bicho-mineiro, Leucoptera coffeella Lepidoptera: Lyonetiidae -África: origem -Hoje: mundo todo -Mariposa pequena, de coloração branca

32 Características * Postura à noite * Ovos na parte superior da folha, depositados isoladamente * 7 ovos por noite (60)

33 -As lagartas penetram diretamente no mesófilo foliar (não entram em contato com o meio) -Destruição do parênquima -As regiões atacadas vão secando

34

35

36 * As lagartas abandonam o interior das folhas, saindo pela página inferior * Confeccionam um casulo em forma de X

37

38

39

40 Sintomas

41 Bicho mineiro: porque produz minas nas folhas devido à destruição do mesófilo foliar Diminui a área foliar Diminui a fotossíntese Provoca queda de folhas

42

43

44

45 Antes de 1970, esta praga era frequente apenas no período seco do ano, com poucos prejuízos. Posteriormente, passou a ocorrer, também, no período chuvoso. Em geral, a população de P. coffeella é maior em cafezais com maiores espaçamentos; portanto, mais abertos e arejados.

46 Em regiões mais quentes ocorre maior número de gerações, com maior risco de prejuízos. Assim, em São Paulo, nas regiões da Paulista, Alta Paulista e Noroeste, a praga ocorre em altas infestações quase o ano todo. Na região da Mogiana (São Paulo) e Sul de Minas, onde as temperaturas são menores, a praga ocorre em determinadas épocas e em níveis populacionais menores.

47 Perdas econômicas causadas pelo bicho mineiro 1.Desfolha drástica até julho Não ocorre a formação de botões florais normais em setembro/outubro. Não há frutificação. 2.Desfolha drástica entre agosto e outubro. Há formação de botões florais normais em setembro/outubro e fecundação, mas com baixo pegamento de frutos.

48 3. Longevidade do cafeeiro. Menor longevidade devido às desfolhas drásticas que ocorrem anualmente. As plantas desfolhadas gastam mais energia para recompor a parte aérea destruída.

49 Danos -Até 37% (SP) e 53% (MG) de prejuízos -Redução capacidade fotossintética -Queda das folhas: 82% das folhas com lesões caem precocemente.

50 Manejo do bicho mineiro do cafeeiro Controle biológico natural 1. Vespas predadoras As vespas predadoras dilaceram a epiderme superior ou inferior da lesão à procura das larvas.

51 5 Perioto et al. Pesquisa & Tecnologia, vol. 8, n. 2, Jul-Dez 2011 Vespas predadoras. 5. Polybia paulista Ihering, 6. Brachygastra lecheguana Latreille, 6

52 2. Vespas parasitoides A fêmea do parasitóide detecta a larva dentro da lesão. Em cada larva o parasitóide coloca somente um ovo. Ocorre 18% de parasitismo da larva do bicho mineiro por microhimenópteros.

53 Orgilus niger Penteado-Dias (Hymenoptera: Braconidae). Fotomicrografia: PqC Dra. Rogéria Inês Rosa Lara. Vespas parasitoides Stiropius reticulatus Penteado-Dias (Hymenoptera: Braconidae). Fotomicrografia: PqC Dra. Rogéria Inês Rosa Lara.

54 Controle químico Monitoramento Talhão de ± 2000 covas, coletar folhas em 20 covas, sendo 5 folhas por cova. Coletar folhas do 4º par de folhas a partir do ápice do ramo. Coletar folhas do ramo localizado na saia da planta.

55 Posição das folhas em ramos de cafeeiros

56 NÍVEL DE CONTROLE EM SÃO PAULO 1. Ocorrência no período seco (julho a agosto) 40% de folhas minadas com lagartas vivas 2. Ocorrência no período chuvoso (dezembro a fevereiro) 20% de folhas minadas com lagartas vivas.

57 NÍVEL DE CONTROLE EM MINAS GERAIS Em Minas Gerais, o nível de controle é de 30% nas regiões de clima ameno (como o sul de Minas) e de 20% nas regiões mais quentes (como o Triangulo e Alto Paranaiba).

58 Considerações -Fungicidas cúpricos e uso indiscriminado de inseticidas podem alterar o complexo de parasitoides causando explosões populacionais do bicho mineiro. Piretroides e fungicidas cúpricos pode provocar aumento populacional do ácaro vermelho, Oligonychus ilicis.

59 Oligonychus ilicis Ácaro vermelho do cafeeiro Roberto Lomba Nicastro

60 Foto: Carlos Amadeu de Oliveira

61 Foto: Eng.Agr. Eduardo Mosca

62 Foto: Eng.Agr. Eduardo Mosca

63 Foto: Eng.Agr. Eduardo Mosca

64 Foto: Eng.Agr. Eduardo Mosca

65 Foto: Eng.Agr. Eduardo Mosca

66 Cochonilhas: Coccus viridis Saissetia coffeae Planococcus spp. Orthezia praelonga

67 Sintomas e Danos: Devido à sucção de seiva e introdução de toxinas Amarelecimento de folhas Desfolhamento de plantas Queda prematura de frutos Frutos pequenos Maturamento precoce de frutos Definhamento e morte de plantas

68 Sintomas e Danos * Devido à excreção de substância açucarada Desenvolvimento de fumagina: fungo Capnodium sp. de coloração preta que pode recobrir a superfície foliar dificultando a fotossíntese.

69 Folhas com fumagina devido à infestação de cochonilhas

70 Cochonilha verde - Coccus viridis Fotos: Heraldo Negri de Oliveira

71 Cochonilha-parda Saissetia coffeae

72 Planococcus spp.

73 Planococcus sp. em cafeeiro Santa-Cecília et al. Centro de Pesquisa em Manejo Ecológico de Pragas e Doenças de Plantas-EcoCentro/EPAMIG/Lavras-MG

74 Planococcus sp. em cafeeiro Santa-Cecília et al. Centro de Pesquisa em Manejo Ecológico de Pragas e Doenças de Plantas-EcoCentro/EPAMIG/Lavras-MG

75 Planococcus sp. em cafeeiro Santa-Cecília et al. Centro de Pesquisa em Manejo Ecológico de Pragas e Doenças de Plantas-EcoCentro/EPAMIG/Lavras-MG

76 Cochonilha-de-placa, Orthezia praelonga Ataca várias frutíferas, dentre elas citros e outras espécies de plantas, como o café, plantas ornamentais e plantas daninhas

77 Cochonilha Orthezia praelonga em folha de cróton

78 ovissaco Fêmea de cochonilha Orthezia praelonga em folhas de cróton

79 Cochonilha-da-raiz, Dysmicoccus cryptus -Vive nas raízes de cafeeiros novos formando nodosidades, e pela sucção de seiva, causam definhamento das plantas com amarelecimento e queda total das folhas.

80

81 Cochonilha-da-raiz, Dysmicoccus cryptus

82 Santa-Cecília et al. Centro de Pesquisa em Manejo Ecológico de Pragas e Doenças de Plantas-EcoCentro/EPAMIG/Lavras-MG

83

84 Cochonilha-da-raiz, Dysmicoccus cryptus Plantas com até 3 anos de idade em solos arenosos são as mais prejudicadas

85 Como realizar a inspeção Examinar a região do colo e interior da planta, raízes e rosetas com botões florais e frutos. Anotar a presença de formigas doceiras. Constatada a presença da praga, identificar as reboleiras e efetuar o controle.

86 Santa-Cecília et al. Centro de Pesquisa em Manejo Ecológico de Pragas e Doenças de Plantas-EcoCentro/EPAMIG/Lavras-MG

87 Controle químico Coccus viridis, Saissetia coffeae: Óleo mineral Planococcus spp.: clorpirifós (organoforado) - Lorsban Orthezia: fenpropatrina (piretróide) Dysmicoccus: tiametoxam (Actara); dissulfotom (Baysiston)

88 Controle biológico natural * Coccinelidae (joaninhas): Azya luteipes Pentilia egena

89 Cigarras Quesada gigas

90 Cigarras: Quesada gigas (principal) e outras: Dorisiana drewseni; Dorisiana viridis; Fidicinoides pronoe; Carineta fasciculata; Carineta spoliata; Carineta matura -A fêmea coloca os ovos no interior da casca dos ramos do cafeeiro com o uso do ovipositor -Ninfas penetram no solo (20 a 50 cm) -Fixam-se nas raízes, onde sugam a seiva - A fase ninfal dura mais de um ano e no seu final as ninfas abandonam o solo por orifícios circulares

91 Ninfa da cigarra Quesada gigas em raiz do cafeeiro. Rogério Antonio Silva - EPAMIG

92 -Fixam-se em seguida no tronco das plantas durante algum tempo (ninfa imóvel) -Rompe-se o tegumento na região dorsal do tórax e emergem os adultos, deixando a exúvia

93

94 -Devido à sucção de seiva, as plantas apresentam uma clorose nas folhas da extremidade dos ramos, semelhante a deficiências nutricionais -Queda precoce de folhas e frutos - Extremidades dos ramos secam -São registradas, em ataques intensos, até 400 ninfas por cova, o que pode levar a planta à morte

95 Controle com armadilha sonora

96 A armadilha é deslocada dentro da lavoura, em cima de uma carreta puxada pelo trator. Como o som alcança um raio de 80 metros, o caminhamento deve ser feito pelos carreadores e a distância entre os mesmos deve ser de, no máximo, 160 metros.

97

98

99 *Devem ficar ligadas de 30 a 40 minutos por ponto de amostragem. O rendimento do levantamento por armadilha e de 20 a 30 ha/dia. *A máquina deve percorrer a mesma área todos os dias, pois todas as noites surgem novas fêmeas que devem ser eliminadas. UTILIZAR DE SETEMBRO A OUTUBRO

100 CONTROLE QUÍMICO * Utilização de inseticidas sistêmicos para o bicho-mineiro, aumentando-se a dose em 20 a 30% * A poda, após o controle em altas infestações, pode favorecer a recuperação da planta

101 Tecnologia de aplicação do controle químico

102 Tecnologia de aplicação do controle químico

103 Aplicação via drench ou esguicho com equipamento costal em cafeeiro. Usado em áreas muito declivosas e pequenas propriedades. O mesmo equipamento pode ser usado em citros e outras plantas de grande porte

104 Aplicação tratorizada tipo drench ou esguicho em cafeeiro. O equipamento possui uma haste que aciona o esguicho ao ser pressionada contra o tronco da planta Fonte: Correio Bayer, 2002.

105 Detalhe do equipamento. O solo deve estar livre de folhas, para que o produto não fique retido e seja absorvido pelas raízes das plantas Fonte: Correio Bayer, 2002.

Nematóide PRAGAS DO CAFEEIRO. Época de ocorrência pragas-chave no campo LOCAIS DE ATAQUE DE PRAGAS 02/09/2015 NAS RAÍZES: Nematóides

Nematóide PRAGAS DO CAFEEIRO. Época de ocorrência pragas-chave no campo LOCAIS DE ATAQUE DE PRAGAS 02/09/2015 NAS RAÍZES: Nematóides PRAGAS DO CAFEEIRO Época de ocorrência pragas-chave no campo AGO. SET. OUT. NOV. DEZ. JAN. FEV. MAR. ABR. MAI. JUN. JUL. NEMATÓIDES Nematóides BICHO-MINEIRO Broca-dos-frutos BROCA-DO-CAFÉ Bicho-mineiro

Leia mais

7. Manejo de pragas. compreende as principais causadoras de danos na citricultura do Rio Grande do Sul. Mosca-das-frutas sul-americana

7. Manejo de pragas. compreende as principais causadoras de danos na citricultura do Rio Grande do Sul. Mosca-das-frutas sul-americana Tecnologias para Produção de Citros na Propriedade de Base Familiar 63 7. Manejo de pragas Dori Edson Nava A cultura dos citros possui no Brasil mais de 50 espécies de artrópodes-praga, das quais pelo

Leia mais

José Luiz Silva Representante de Desenvolvimento de Mercado FMC

José Luiz Silva Representante de Desenvolvimento de Mercado FMC José Luiz Silva Representante de Desenvolvimento de Mercado FMC Evolução Reflexão Diferentes Visão da Evolução Diferentes Visão da Evolução Diferentes Visão da Evolução Diferentes Visão da Evolução Princípios

Leia mais

A Cultura do Algodoeiro

A Cultura do Algodoeiro A Cultura do Algodoeiro Saul Carvalho Complexo significativo de pragas Raízes, folhas, caule, botões florais, flores, maçãs e capulhos Principais pragas bicudo, lagarta-das-maçãs, curuquerê, pulgão, lagarta

Leia mais

SURTOS POPULACIONAIS DE ÁCAROS FITÓFAGOS

SURTOS POPULACIONAIS DE ÁCAROS FITÓFAGOS SURTOS POPULACIONAIS DE ÁCAROS FITÓFAGOS Surto populacional Pode ser definido como um aumento populacional exagerado, além do que é normalmente registrado. DOIS FATORES ESTÃO FREQUENTEMENTE ASSOCIADOS

Leia mais

Manejo dos ácaros do gênero Brevipalpus em citros e cafeeiro

Manejo dos ácaros do gênero Brevipalpus em citros e cafeeiro Manejo dos ácaros do gênero Brevipalpus em citros e cafeeiro Brevipalpus phoenicis era uma espécie associada com a transmissão de viroses em citros, café, maracujá e plantas ornamentais. Pesquisas recentes

Leia mais

Manual de Manejo Integrado de Pragas e Doenças - MIPD Café Conilon (Coffea canephora)

Manual de Manejo Integrado de Pragas e Doenças - MIPD Café Conilon (Coffea canephora) Manual de Manejo Integrado de Pragas e Doenças - MIPD Café Conilon (Coffea canephora) Na parte inferior das folhas aparecem manchas de coloração amarelo pálido, pequenas, que depois crescem e formam uma

Leia mais

Diaphorina citri. Os ovos são colocados em brotações novas Apresentam forma alongada e afilada na extremidade e coloração amarelo-alaranjado.

Diaphorina citri. Os ovos são colocados em brotações novas Apresentam forma alongada e afilada na extremidade e coloração amarelo-alaranjado. Diaphorina citri O psilídeo Diaphorina citri é o inseto vetor das bactérias que causam o grenning (Huanglongbing/HLB), a principal doença que afeta a citricultura do estado de São Paulo. Ele vive em plantas

Leia mais

n março

n março n. 48 - março - 2009 Cochonilha-negra: principal praga da oliveira no Brasil 1 Júlio César de Souza 2 Rogério Antônio Silva 3 Paulo Rebelles Reis 4 Lenira Vieira Costa Santa-Cecíla 5 6 INTRODUÇÃO Todos

Leia mais

A Cultura da Cana-de-Açúcar

A Cultura da Cana-de-Açúcar A Cultura da Cana-de-Açúcar Saul Carvalho 85 espécies no Brasil pragas importantes (nacional/regional) Variável com fenologia e região Manejo ecológico: Controle biológico Controle cultural Cultivares

Leia mais

MONITORAMENTO E CONTROLE DO BICUDO DA CANA-DE-AÇÚCAR, Sphenophorus levis.

MONITORAMENTO E CONTROLE DO BICUDO DA CANA-DE-AÇÚCAR, Sphenophorus levis. MONITORAMENTO E CONTROLE DO BICUDO DA CANA-DE-AÇÚCAR, Sphenophorus levis. Eng.Agrº. Luiz Carlos de Almeida Eng.Agrº. Luís Gustavo de Almeida [email protected] Especialista em Tecnologia Agroindustrial

Leia mais

INCIDÊNCIA DA BROCA DOS RAMOS Xylosandrus compactus (Eichhoff) (Coleoptera :

INCIDÊNCIA DA BROCA DOS RAMOS Xylosandrus compactus (Eichhoff) (Coleoptera : INCIDÊNCIA DA BROCA DOS RAMOS Xylosandrus compactus (Eichhoff) (Coleoptera : Scolytidae) EM INTRODUÇÕES DE CAFÉ ROBUSTA NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. M.J. Fornazier, INCAPER/CRDR Centro Serrano, [email protected];

Leia mais

BROCA DA CANA DE AÇÚCAR DIATRAEA SACCHARALIS

BROCA DA CANA DE AÇÚCAR DIATRAEA SACCHARALIS BROCA DA CANA DE AÇÚCAR DIATRAEA SACCHARALIS 1. DESCRIÇÃO DA PRAGA A broca-da-cana é uma mariposa em que a fêmea coloca os ovos nas folhas da cana, de preferência na parte debaixo da folha. O número de

Leia mais

Manual de prevenção e combate a broca-do-café

Manual de prevenção e combate a broca-do-café Manual de prevenção e combate a broca-do-café Apresentação A Federação dos Cafeicultores do Cerrado tem como propósito integrar, desenvolver e conectar as pessoas, buscamos ajudar as pessoas do mundo do

Leia mais

Família: Brevipalpus phoenicis. Descrição e Biologia. Sintomas e Danos. Controle. lavourasempragas.com.br

Família: Brevipalpus phoenicis. Descrição e Biologia. Sintomas e Danos. Controle. lavourasempragas.com.br ÁCARO DA MANCHA-ANULAR (LEPROSE) - Brevipalpus phoenicis Família: Brevipalpus phoenicis O ciclo evolutivo de B. phoenicis compreende as fases de ovo, larva, protocrisálida, protoninfa, deutocrisálida,

Leia mais

Universidade Federal de Minas Gerais Instituto de Ciências Agrárias Insetário G.W.G. de Moraes

Universidade Federal de Minas Gerais Instituto de Ciências Agrárias Insetário G.W.G. de Moraes Universidade Federal de Minas Gerais Instituto de Ciências Agrárias Insetário G.W.G. de Moraes Pragas do Pêssego Germano Leão Demolin Leite Vinícius de Abre D Ávila Pêssegueiro Bom dia amigos! O tema da

Leia mais

CONTROLE INTEGRADO DA BROCA DA HASTE DA MANDIOCA Sternocoelus spp.

CONTROLE INTEGRADO DA BROCA DA HASTE DA MANDIOCA Sternocoelus spp. CONTROLE INTEGRADO DA BROCA DA HASTE DA MANDIOCA Sternocoelus spp. Rafaela Shaiane Marques Garcia 1 ; Luiz Henrique dos Santos¹; Romulo da Silva Carvalho 2 1 Graduandos Curso de Tecnologia em Agroecologia

Leia mais

O que é o Bicho-Furão. Prejuízos

O que é o Bicho-Furão. Prejuízos O que é o Bicho-Furão Uma praga cuja lagarta ataca os frutos das plantas cítricas, provocando queda e apodrecimento, tornando-os impróprios tanto para o consumo in natura quanto para o processamento pela

Leia mais

A tomada de decisão do controle químico deve ser feita quando a população da praga atinge o NC (nível de controle)

A tomada de decisão do controle químico deve ser feita quando a população da praga atinge o NC (nível de controle) MONITORAMENTO A tomada de decisão do controle químico deve ser feita quando a população da praga atinge o NC (nível de controle) Crescimento populacional Curva do potencial de reprodução Curva de crescimento

Leia mais

Reconheça o psilídeo

Reconheça o psilídeo Diaphorina citri O psilídeo Diaphorina citri é o inseto que transmite as bactérias associadas ao grenning (Huanglongbing/HLB), uma das principais doenças que afetam a citricultura. De origem asiática,

Leia mais

AMOSTRAGEM DE PRAGAS EM SOJA. Beatriz S. Corrêa Ferreira Entomologia

AMOSTRAGEM DE PRAGAS EM SOJA. Beatriz S. Corrêa Ferreira Entomologia AMOSTRAGEM DE PRAGAS EM SOJA Beatriz S. Corrêa Ferreira Entomologia INSETICIDAS CONTROLE BIOLÓGICO FEROMÔNIOS MANIPULAÇÃO GENÉTICA DE PRAGAS VARIEDADES RESISTENTES A INSETOS (plantas modificadas geneticamente)

Leia mais

Manchas de Phoma. Manchas de Phoma. Cercosporiose Mancha de Olho Pardo Mancha de Olho de Pomba

Manchas de Phoma. Manchas de Phoma. Cercosporiose Mancha de Olho Pardo Mancha de Olho de Pomba Centro Universitário do Triângulo Patógeno: Hemileia vastatrix Doenças do Cafeeiro Engenharia Agronômica 5º período Professor: João Eduardo Ribeiro da Silva Iniciou no Brasil da década de 70 atualmente

Leia mais

TECNOLOGIA WG. Tecnologia de formulação WG desenvolvida pela Syngenta para a aplicação liquida no solo de fungicida e inseticida em lavouras de Café.

TECNOLOGIA WG. Tecnologia de formulação WG desenvolvida pela Syngenta para a aplicação liquida no solo de fungicida e inseticida em lavouras de Café. TECNOLOGIA WG Tecnologia de formulação WG desenvolvida pela Syngenta para a aplicação liquida no solo de fungicida e inseticida em lavouras de Café. APLICAÇÃO LÍQUIDA: HISTÓRICO Facilidade aplicação e

Leia mais

Universidade Federal de Minas Gerais Instituto de Ciências Agrárias Insetário G.W.G. de Moraes

Universidade Federal de Minas Gerais Instituto de Ciências Agrárias Insetário G.W.G. de Moraes Universidade Federal de Minas Gerais Instituto de Ciências Agrárias Insetário G.W.G. de Moraes PRAGAS DO CAFEEIRO GERMANO LEÃO DEMOLIN LEITE VERÔNICA ALVES MOTA Olá amigos, hoje nós vamos falar de uma

Leia mais

EFICÁCIA DO PRODUTO SULFURGRAN (ENXOFRE 90 %) NO CONTROLE DA CIGARRA, Quesada gigas, EM CAFEEIRO NA REGIÃO SUL DE MINAS

EFICÁCIA DO PRODUTO SULFURGRAN (ENXOFRE 90 %) NO CONTROLE DA CIGARRA, Quesada gigas, EM CAFEEIRO NA REGIÃO SUL DE MINAS EFICÁCIA DO PRODUTO SULFURGRAN (ENXOFRE 90 %) NO CONTROLE DA CIGARRA, Quesada gigas, EM CAFEEIRO NA REGIÃO SUL DE MINAS Paulo Rebelles Reis D.Sc. EPAMIG Sul de Minas/EcoCentro Pesquisador do CNPq Introdução

Leia mais

MANEJO DE PRAGAS. Leila L. Dinardo-Miranda

MANEJO DE PRAGAS. Leila L. Dinardo-Miranda MANEJO DE PRAGAS Leila L. Dinardo-Miranda Manejo integrado de pragas Kogan (1998) Sistema de decisão para uso de táticas de controle, isoladas ou associadas harmoniosamente, numa estratégia de manejo baseada

Leia mais

Manual Ilustrado de Pragas em Cedro (Cedrela fissilis Vellozo)

Manual Ilustrado de Pragas em Cedro (Cedrela fissilis Vellozo) Manual Ilustrado de Pragas em Cedro (Cedrela fissilis Vellozo) 1 2 Manual Ilustrado de Pragas em Cedro (Cedrela fissilis Vellozo) Marineide Rosa Vieira Ingrid Amaral Michelle Missono Watanuri Cristiane

Leia mais

Broca-do-café: previsão de infestação e recomendações de controle para a safra 2000/2001 no estado de Rondônia 1

Broca-do-café: previsão de infestação e recomendações de controle para a safra 2000/2001 no estado de Rondônia 1 Nº22, nov./00, p.1-5 Broca-do-café: previsão de infestação e recomendações de controle para a safra 2000/2001 no estado de Rondônia 1 José Nilton Medeiros Costa 2 Rachel Barbosa da Silva 3 Paulina de Araújo

Leia mais

Série Tecnológica Cafeicultura Defeitos do café

Série Tecnológica Cafeicultura Defeitos do café Série Tecnológica Cafeicultura Defeitos do café SÉRIE TECNOLÓGICA CAFEICULTURA DEFEITOS DO CAFÉ De acordo com a sua natureza, os defeitos em um lote de café podem ser atribuídos tanto às imperfeições do

Leia mais

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO SFA/SSV MG - PROCAFÉ BOLETIM DE AVISOS Nº 104 ESTAÇÃO DE AVISOS FITOSSANITÁRIOS - ABRIL/2007

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO SFA/SSV MG - PROCAFÉ BOLETIM DE AVISOS Nº 104 ESTAÇÃO DE AVISOS FITOSSANITÁRIOS - ABRIL/2007 MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO SFA/SSV MG - PROCAFÉ BOLETIM DE AVISOS Nº 104 ESTAÇÃO DE AVISOS FITOSSANITÁRIOS - ABRIL/2007 VARGINHA, MG LOCALIZAÇÃO: Latitude 21º 34 00 S Longitude 45º 24

Leia mais

Manejo. Broca. Rizoma. Manejo. Bananeira. da broca do rizoma da

Manejo. Broca. Rizoma. Manejo. Bananeira. da broca do rizoma da Manejo Manejo da broca do rizoma da Bananeira Broca Rizoma Broca-do-rizoma Adulto e Larvas Broca-do-rizoma Cosmopolites sordidus (Germ.) (Coleoptera: Curculionidae) Foto: Nilton F. Sanches Adulto: besouro

Leia mais

Pragas da cultura da erva-mate. ERVA-MATE - Ilex paraguariensis St. Hil., Família Aquifolíaceae

Pragas da cultura da erva-mate. ERVA-MATE - Ilex paraguariensis St. Hil., Família Aquifolíaceae Pragas da cultura da erva-mate ERVA-MATE - Ilex paraguariensis St. Hil., Família Aquifolíaceae ÁREA DE OCORRÊNCIA NO BRASIL Mato Grosso do Sul,Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul IMPORTÂNCIA ECONÔMICA

Leia mais

Cigarrinha das raízes Mahanarva fimbriolata Monitoramento e manejo

Cigarrinha das raízes Mahanarva fimbriolata Monitoramento e manejo Cigarrinha das raízes Mahanarva fimbriolata Monitoramento e manejo Rafael Divino Alves da Silva Entomologia/Biotecnologia/Melhoramento Genético Entomotestes materiais Bt / Manejo de pragas CTC Email: [email protected]

Leia mais

EFICÁCIA DO PRODUTO SULFURGRAN NO CONTROLE DA CIGARRA, Quesada gigas, EM CAFEEIRO NA REGIÃO SUL DE MINAS

EFICÁCIA DO PRODUTO SULFURGRAN NO CONTROLE DA CIGARRA, Quesada gigas, EM CAFEEIRO NA REGIÃO SUL DE MINAS EFICÁCIA DO PRODUTO SULFURGRAN NO CONTROLE DA CIGARRA, Quesada gigas, EM CAFEEIRO NA REGIÃO SUL DE MINAS Paulo Rebelles Reis DSc. EPAMIG Sul de Minas/EcoCentro Minas Gerais, Brasil Introdução A cigarra

Leia mais

INSETOS-PRAGA NO BRASIL: LAGARTA-DA-ESPIGA

INSETOS-PRAGA NO BRASIL: LAGARTA-DA-ESPIGA INSETOS-PRAGA NO BRASIL: LAGARTA-DA-ESPIGA BOAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS Soluções para um Mundo em Crescimento ÍNDICE Contexto 01 Ocorrência 02 Abrangência nacional 03 Características 05 Curiosidades 09 Alerta

Leia mais

PRINCIPAIS GRUPOS DE PRAGAS

PRINCIPAIS GRUPOS DE PRAGAS PRINCIPAIS GRUPOS DE PRAGAS PULGÕES SIFÚNCULOS Pulgão: Myzus persicae http://entomologreuni.blogspot.com.br/2011_0 9_01_archive.html http://aphid.aphidnet.org/toxopte ra_citricidus.php http://www.invasive.org/browse/subthumb.cf

Leia mais

5.9 Controle de Pragas e Doenças

5.9 Controle de Pragas e Doenças 5.9 Controle de Pragas e Doenças 1 5.9.1 Medidas gerais de controle de pragas 2 a) Métodos Legislativos -Realizado pelo serviço de vigilância sanitária; - Consiste na fiscalização de portos, aeroportos,

Leia mais

DOENÇAS DO QUIABEIRO

DOENÇAS DO QUIABEIRO DOENÇAS DO QUIABEIRO ÍNDICE: A Cultura do Quiabo Doenças Causada por Fungos Oídio (Erysiphe cichoraceaarum de Candolle - Oidium ambrosiae thum.) Cercosporiose (Cercospora malayensis, Cercospora hibiscina)

Leia mais

MANUAL DO CAFÉ Distúrbios fisiológicos, pragas e doenças do cafeeiro

MANUAL DO CAFÉ Distúrbios fisiológicos, pragas e doenças do cafeeiro MANUAL DO CAFÉ Distúrbios fisiológicos, pragas e doenças do cafeeiro (Coffea arabica L.) MANUAL DO CAFÉ DISTÚRBIOS FISIOLÓGICOS, PRAGAS E DOENÇAS DO CAFEEIRO BELO HORIZONTE EMATER-MG ABRIL DE 2016 FICHA

Leia mais

BIOLOGIA DE Dirphia rosacordis WALKER, 1855 (LEPIDOPTERA - SATURNIIDAE) EM PEQUIZEI- RO (Caryiocar brasiliensis CAMBESS)

BIOLOGIA DE Dirphia rosacordis WALKER, 1855 (LEPIDOPTERA - SATURNIIDAE) EM PEQUIZEI- RO (Caryiocar brasiliensis CAMBESS) 153 BIOLOGIA DE Dirphia rosacordis WALKER, 1855 (LEPIDOPTERA - SATURNIIDAE) EM PEQUIZEI- RO (Caryiocar brasiliensis CAMBESS) ANTONIO HENRIQUE GARCIA * INTRODUÇÃO Quanto ao valor econômico, a espécie C.

Leia mais

SITUAÇÃO ATUAL DAS PRAGAS EXÓTICAS DO EUCALIPTO

SITUAÇÃO ATUAL DAS PRAGAS EXÓTICAS DO EUCALIPTO unesp 16a. Reunião Técnica PROTEF Nov/2010 SITUAÇÃO ATUAL DAS PRAGAS EXÓTICAS DO EUCALIPTO Carlos F. Wilcken FCA/UNESP - Botucatu Percevejo bronzeado do eucalipto 2008 Detecção no Brasil (SP e RS) 2009

Leia mais

PODRIDÃO FLORAL Medidas essenciais de controle

PODRIDÃO FLORAL Medidas essenciais de controle PODRIDÃO FLORAL Medidas essenciais de controle PODRIDÃO FLORAL A podridão floral, também conhecida como estrelinha é uma doença de ocorrência esporádica que pode se tornar uma epidemia severa em anos de

Leia mais

MANEJO BIOLÓGICO DE PRAGAS DE SOLO

MANEJO BIOLÓGICO DE PRAGAS DE SOLO 4º TECNOBIO PRAGAS MANEJO BIOLÓGICO DE PRAGAS DE SOLO Enrico De Beni Arrigoni ENRICO ARRIGONI SOLUÇÕES EM MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS LTDA. (019) 97128-6262 17 DE AGOSTO DE 2016 Importância econômica das

Leia mais

BOLETIM TÉCNICO IHARA INSETICIDA

BOLETIM TÉCNICO IHARA INSETICIDA BOLETIM TÉCNICO IHARA INSETICIDA INOVAÇÃO E QUALIDADE JAPONESAS A SERVIÇO DA AGRICULTURA BRASILEIRA Há mais de 50 anos, trabalhamos com os agricultores brasileiros para proteger suas lavouras contra pragas,

Leia mais

DOENÇAS DE PLANTAS CULTIVADAS

DOENÇAS DE PLANTAS CULTIVADAS DOENÇAS DE PLANTAS CULTIVADAS Principais doenças da Melancia CENTRO UNIVERSITÁRIO CATÓLICO SALESIANO AUXÍLIO COORDENADORIA DE ENGENHARIA AGRONÔMICA DOENÇAS FÚNGICAS QUE ATINGEM A MELANCIA INTRODUÇÃO Condições

Leia mais

INSETOS-PRAGA NO BRASIL:

INSETOS-PRAGA NO BRASIL: INSETOS-PRAGA NO BRASIL: BROCA-DA-CANA-DE-AÇÚCAR BOAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS Soluções para um Mundo em Crescimento ÍNDICE Contexto Ocorrência Abrangência nacional Características Curiosidades Alerta 01 02

Leia mais

PRAGAS POLÍFAGAS GERAIS

PRAGAS POLÍFAGAS GERAIS PRAGAS DE FRUTÍFERAS PRAGAS POLÍFAGAS GERAIS 1 Pragas polífagas mosca-das-frutas DIPTERA, TEPHRITIDAE MOSCA-DAS-FRUTAS Anastrepha spp. Ceratitis capitata Bactrocera carambolae Rhagoletis sp. 2 CICLO DE

Leia mais

CVC. É comum o citricultor confundir os sintomas da CVC com deficiência de zinco ou sarampo.

CVC. É comum o citricultor confundir os sintomas da CVC com deficiência de zinco ou sarampo. CVC A Clorose Variegada dos Citros (CVC), conhecida como amarelinho, é uma doença causada pela bactéria Xylella fastidiosa, que atinge todas as variedades comerciais de citros. Restrita ao xilema (tecido

Leia mais

unesp DIA DE CAMPO SOBRE PERCEVEJO BRONZEADO DO EUCALIPTO Carlos F. Wilcken FCA/UNESP - Botucatu

unesp DIA DE CAMPO SOBRE PERCEVEJO BRONZEADO DO EUCALIPTO Carlos F. Wilcken FCA/UNESP - Botucatu unesp DIA DE CAMPO SOBRE PERCEVEJO BRONZEADO DO EUCALIPTO Carlos F. Wilcken FCA/UNESP - Botucatu 1. INTRODUÇÃO O percevejo bronzeado tem avançado com rapidez em SP e RS. Desde outubro de 2008 foi encontrado

Leia mais

Efeito do Inseticida Match no Controle de Spodoptera frugiperda (Smith, 1797) (Lepidoptera: Noctuidae) na Cultura do Milho.

Efeito do Inseticida Match no Controle de Spodoptera frugiperda (Smith, 1797) (Lepidoptera: Noctuidae) na Cultura do Milho. Efeito do Inseticida Match no Controle de Spodoptera frugiperda (Smith, 1797) (Lepidoptera: Noctuidae) na Cultura do Milho. Previous Top Next 1MARIA DE L. C. FIGUEIREDO, 2 ANGÉLICA M. PENTEADO-DIAS e 3

Leia mais

Ordem Lepidoptera. Ordem Lepidoptera. Ordem Lepidoptera. Borboletas e mariposas

Ordem Lepidoptera. Ordem Lepidoptera. Ordem Lepidoptera. Borboletas e mariposas Borboletas e mariposas Asas membranosas cobertas por escamas que se destacam facilmente Aparelho bucal sugador maxilar que fica enrolado em repouso (espirotromba) As formas jovens (larvas) são denominadas

Leia mais

A tomada de decisão do controle químico deve ser feita quando a população da praga atinge o NC (nível de controle)

A tomada de decisão do controle químico deve ser feita quando a população da praga atinge o NC (nível de controle) MONITORAMENTO A tomada de decisão do controle químico deve ser feita quando a população da praga atinge o NC (nível de controle) Crescimento populacional Curva do potencial de reprodução Curva de crescimento

Leia mais

ATUALIZAÇÃO DO MANEJO DO BICHO-FURÃO

ATUALIZAÇÃO DO MANEJO DO BICHO-FURÃO ATUALIZAÇÃO DO MANEJO DO BICHO-FURÃO Prof. Dr. José Roberto Postali Parra Depto. de Entomologia e Acarologia ESALQ/USP Ecdytolopha aurantiana ou Gymnandrosoma aurantianum 1 A PRAGA VOLTOU A SER PROBLEMA

Leia mais

n março

n março n. 0 - março - 01 Departamento de Informação Tecnológica Av. José Cândido da Silveira, 1.67 - União - 1170-9 Belo Horizonte - MG - site: www.epamig.br - Tel. (1) 89-000 Cafeicultor: saiba como monitorar

Leia mais

DESFOLHA DOS CAFEEIROS CAUSAS, EVOLUÇÃO E EFEITOS. J.B. Matiello Eng Agr Mapa-Fundação Procafé

DESFOLHA DOS CAFEEIROS CAUSAS, EVOLUÇÃO E EFEITOS. J.B. Matiello Eng Agr Mapa-Fundação Procafé DESFOLHA DOS CAFEEIROS CAUSAS, EVOLUÇÃO E EFEITOS J.B. Matiello Eng Agr Mapa-Fundação Procafé Importância do enfolhamento As folhas são o órgão de síntese de energia para a planta, através da fotossíntese.

Leia mais

MANUAL DE PSILÍDEO Diaphorina citri MEDIDAS ESSENCIAIS DE CONTROLE

MANUAL DE PSILÍDEO Diaphorina citri MEDIDAS ESSENCIAIS DE CONTROLE MANUAL DE PSILÍDEO Diaphorina citri MEDIDAS ESSENCIAIS DE CONTROLE 1 2 FUNDECITRUS I PSILÍDEO Diaphorina citri MEDIDAS ESSENCIAIS DE CONTROLE PSILÍDEO Diaphorina citri O psilídeo Diaphorina citri é o inseto

Leia mais

GESTÃO AVANÇADA DO CONTROLE DE PRAGAS EM GRANDES LAVOURAS DE CANA-DE-AÇÚCAR

GESTÃO AVANÇADA DO CONTROLE DE PRAGAS EM GRANDES LAVOURAS DE CANA-DE-AÇÚCAR INSECTSHOW - IDEA GESTÃO AVANÇADA DO CONTROLE DE PRAGAS EM GRANDES LAVOURAS DE CANA-DE-AÇÚCAR Enrico De Beni Arrigoni ENRICO ARRIGONI SOLUÇÕES EM MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS LTDA. (019) 97128-6262 14 DE

Leia mais

BOAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS. Soluções para um Mundo em Crescimento

BOAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS. Soluções para um Mundo em Crescimento BOAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS Soluções para um Mundo em Crescimento ÍNDICE Contexto Origem Abrangência nacional Alerta nas lavouras Características e hábitos Ciclo biológico Curiosidade 01 02 03 04 05 06 10

Leia mais

GRAVENA Manejo Ecológico de Pragas Ltda.

GRAVENA Manejo Ecológico de Pragas Ltda. GRAVENA Manejo Ecológico de Pragas Ltda. A Maior Especialidade em Inimigos Naturais de Pragas Rodovia SP 253, Km 221.5, Caixa Postal 546, Cep 14.870-990, Jaboticabal, SP, Brasil Telefones (16) 3203.2221

Leia mais

Comunicado Técnico. Novas formas de manejo integrado da Traça-do-Tomateiro. Geni Litvin Villas Bôas Marina Castelo Branco Maria Alice de Medeiros

Comunicado Técnico. Novas formas de manejo integrado da Traça-do-Tomateiro. Geni Litvin Villas Bôas Marina Castelo Branco Maria Alice de Medeiros Comunicado Técnico 29 ISSN 1414-9850 Dezembro, 2005 Brasília, DF Novas formas de manejo integrado da Traça-do-Tomateiro Geni Litvin Villas Bôas Marina Castelo Branco Maria Alice de Medeiros A traça-do-tomateiro

Leia mais

AS CINCO PRINCIPAIS LAGARTAS DA CULTURA DO MILHO NO BRASIL.

AS CINCO PRINCIPAIS LAGARTAS DA CULTURA DO MILHO NO BRASIL. INFORMATIVO DE DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO ANO 2 NÚMERO 1 ABRIL 2013 AS CINCO PRINCIPAIS LAGARTAS DA CULTURA DO MILHO NO BRASIL. A cultura do milho é uma das mais importantes na agricultura brasileira,

Leia mais

PALAVRAS CHAVE: mandarová, Erinnyis ello, monitoramento do mandarová, controle do mandarová, baculovirus, Baculovirus erinnyis.

PALAVRAS CHAVE: mandarová, Erinnyis ello, monitoramento do mandarová, controle do mandarová, baculovirus, Baculovirus erinnyis. METODOLOGIA DE MONITORAMENTO DO MANDAROVÁ (Erinnyis ello L.), PARA O CONTROLE COM BACULOVIRUS (Baculovirus erinnyis) Eduardo Barreto Aguiar 1 ; Silvio José Bicudo 2 1- Aluno do Curso de Doutorado em Agricultura

Leia mais

CONTROLE BIOLÓGICO DO BICUDO DA CANA, Sphenophorus levis.

CONTROLE BIOLÓGICO DO BICUDO DA CANA, Sphenophorus levis. CONTROLE BIOLÓGICO DO BICUDO DA CANA, Sphenophorus levis. Eng.Agrº. Luiz Carlos de Almeida Eng.Agrº. Luís Gustavo de Almeida [email protected] Especialista em Tecnologia Agroindustrial www.entomolconsultoria.com

Leia mais

FITOSSANIDADE DO CAFEEIRO FITONEMATÓIDES, INSETOS E ÁCAROS- PRAGA

FITOSSANIDADE DO CAFEEIRO FITONEMATÓIDES, INSETOS E ÁCAROS- PRAGA FITOSSANIDADE DO CAFEEIRO FITONEMATÓIDES, INSETOS E ÁCAROS- PRAGA Rodrigo José Sorgatto Plantas Estimulantes Prof. Dr. José Laércio Favarin 14 de maio de 2012. ROTEIRO 1. Agradecimentos 2. Conceituação

Leia mais

ENCICLOPÉDIA DE PRAGAS

ENCICLOPÉDIA DE PRAGAS - Folha 1 Cicadoidea é uma superfamília da ordem Hemiptera que agrupa os insectos conhecidos pelos nomes comuns de cigarra e cega-rega. Existem mais de 1 500 espécies conhecidas deste insetos (sendo que

Leia mais

10/06/2015. Setor de árvores plantadas no Brasil. Registro histórico de pragas exóticas em plantios de eucalipto

10/06/2015. Setor de árvores plantadas no Brasil. Registro histórico de pragas exóticas em plantios de eucalipto PRAGAS EXÓTICAS EM EUCALIPTO NO BRASIL Leonardo Rodrigues Barbosa Embrapa Florestas Setor de árvores plantadas no Brasil 7,6 milhões de hectares plantados (Eucalipto, pinus, etc.) 72% com Eucalyptus 57%

Leia mais

MANEJO INTEGRADO DA LAGARTA-Da-CARTUCHO DO MILHO

MANEJO INTEGRADO DA LAGARTA-Da-CARTUCHO DO MILHO \...J IV SEMINÁRIO S08RE A CULTURA DO MILHO "SAFRINHA" MANEJO INTEGRADO DA LAGARTA-Da-CARTUCHO DO MILHO Ivan Cruz (1) A cultura do milho, nos países em desenvolvimento, tem vivenciado nos últimos anos

Leia mais

Palavras-chaves: Pragas do pequizeiro, Megalopigidae, Levantamento de pragas

Palavras-chaves: Pragas do pequizeiro, Megalopigidae, Levantamento de pragas PRIMEIRA OCORRÊNCIA DE UMA NOVA PRAGA DO PEQUIZEIRO NA REGIÃO DE IPAMERI-GO. Nilton Cezar Bellizzi 2,3 ; Vitor Cruvinel Ribeiro 1,3 ; Wagner Cruvinel Ribeiro 1,3. 1 Voluntários de Iniciação Científica

Leia mais

Monitoramento e controle do bicudo da cana-de-açúcar, Sphenophorus levis Luiz Carlos de Almeida Erich Stingel Enrico De Beni Arrigoni

Monitoramento e controle do bicudo da cana-de-açúcar, Sphenophorus levis Luiz Carlos de Almeida Erich Stingel Enrico De Beni Arrigoni Monitoramento e controle do bicudo da cana-de-açúcar, Sphenophorus levis Luiz Carlos de Almeida Erich Stingel Enrico De Beni Arrigoni Introdução - Sphenophorus levis, conhecido como bicudo da cana, é uma

Leia mais

CONTROLE DE PRAGAS E INCIDÊNCIA DE DOENÇAS OPORTUNISTAS

CONTROLE DE PRAGAS E INCIDÊNCIA DE DOENÇAS OPORTUNISTAS CONTROLE DE PRAGAS E INCIDÊNCIA DE DOENÇAS OPORTUNISTAS USINA DIANA STAB 5 DE OUTUBRO DE 2017 ENRICO ARRIGONI SOLUÇÕES EM MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS LTDA PIRACICABA - SP (19) 97128-6262 [email protected]

Leia mais

CUSTOS DE PRODUÇÃO DE CAFÉ CONILLON. Matiello

CUSTOS DE PRODUÇÃO DE CAFÉ CONILLON. Matiello CUSTOS DE PRODUÇÃO DE CAFÉ CONILLON Matiello Produção mundial de café robusta Evolução da produção mundial de café robusta no mundo Períodos Produção média % da produção (milhões de sacas) mundial total

Leia mais

Manejo da Mosca-branca na Soja. Eliane D. Quintela Embrapa Arroz e Feijão

Manejo da Mosca-branca na Soja. Eliane D. Quintela Embrapa Arroz e Feijão Manejo da Mosca-branca na Soja Eliane D. Quintela Embrapa Arroz e Feijão Mosca-branca Bemisia tabaci 1. Quantos biótipos ou espécies? 2. Porque se tornou uma praga tão importante? 3. Quais ações de manejo

Leia mais

Controle de Pragas. Pedro Takao Yamamoto Departamento de Entomologia e Acarologia USP/ESALQ

Controle de Pragas. Pedro Takao Yamamoto Departamento de Entomologia e Acarologia USP/ESALQ Controle de Pragas Pedro Takao Yamamoto Departamento de Entomologia e Acarologia USP/ESALQ Helicoverpa armigera Traça-do-tomate Tuta absoluta Broca-grande-do-fruto Helicoverpa zea Broca-pequena-do-fruto

Leia mais