Algoritmos e Funções Recursivas
|
|
|
- Neusa Marques Farias
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 Considere a definição da função fatorial: n! = 1 se n <= 0 n.(n-1).(n-2) se n > 0 Considere agora a seguinte definição equivalente: n! = 1 se n <= 0 n.(n-1)! se n > 0 Dizemos que essa última definição é uma definição recursiva, pois usa a função fatorial para definir a função fatorial. Note que chamando a função de f temos: f(n) = 1 se n <= 0 n.f(n-1) se n > 0 A princípio parece estranho usar uma função para definir a si própria, mas vejamos como se calcula o fatorial usando a definição recursiva. 5!=5.4!=5.4.3!= != != != = 120 A definição acima faz sentido, pois tem uma regra de parada, isto é, tem um caso (n igual a zero) onde a função não é usada para calcular a si própria e que sempre vai ocorrer. Muitas outras funções admitem definições recorrentes deste tipo, ou seja, usa-se a função para definir a si própria, com um caso particular não recorrente. Funções recursivas em C Já vimos que uma função em C pode chamar outras funções. Em particular pode chamar a si mesma. Quando isso ocorre dizemos que a função é recursiva. A função fatorial pela definição recursiva acima ficaria: int fatrec(int n) { if (n <= 0) return 1; return n * fatrec(n-1); Vamos agora ilustrar as chamadas recorrentes da função fatrec com o programa abaixo. Para isso, fizemos uma pequena modificação na fatrec e colocamos dois comandos printf. O primeiro mostra qual o parâmetro com o qual a função foi chamada e o segundo mostra o mesmo parâmetro após a multiplicação. Observe na saída do programa abaixo a ordem das chamadas e a ordem das multiplicações. As multiplicações ficam pendentes até que a última chamada da função fatrec (fatrec(0)) seja feita.
2 Dado n inteiro, calcular o valor de n!, usando a função recursiva fatrec. #include <stdio.h> #include <stdlib.h> int fatrec(int n) { int f; printf("\nchamando fatorial de %10d", n); if (n <= 0) return 1; f = n * fatrec(n-1); printf("\nfeita a multiplicacao por %10d", n); return f; /* dado n>=0 calcular o fatorial de n usando fatrec */ int main() { int n; /* numero dado */ /* ler o n */ printf("digite o valor de n:"); scanf("%d", &n); /* calcule e imprima o resultado de fatorial de n */ printf("\n\nfatorial de %10d = %10d\n", n, fatrec(n)); system("pause"); return 0; Veja o que será impresso: digite o valor de n:5 chamando fatorial de 5 chamando fatorial de 4 chamando fatorial de 3 chamando fatorial de 2 chamando fatorial de 1 chamando fatorial de 0 feita a multiplicacao por 1 feita a multiplicacao por 2 feita a multiplicacao por 3 feita a multiplicacao por 4 feita a multiplicacao por 5 fatorial de 5 = 120 Outro exemplo: digite o valor de n:10 chamando fatorial de 10 chamando fatorial de 9 chamando fatorial de 8 chamando fatorial de 7 chamando fatorial de 6 chamando fatorial de 5 chamando fatorial de 4 chamando fatorial de 3
3 chamando fatorial de 2 chamando fatorial de 1 chamando fatorial de 0 feita a multiplicacao por 1 feita a multiplicacao por 2 feita a multiplicacao por 3 feita a multiplicacao por 4 feita a multiplicacao por 5 feita a multiplicacao por 6 feita a multiplicacao por 7 feita a multiplicacao por 8 feita a multiplicacao por 9 feita a multiplicacao por 10 fatorial de 10 = Números Harmônicos Considere agora a função que calcula o n-ésimo número harmônico: H(n) = 1 + 1/2 + 1/3 + 1/ /n (n >= 1) Uma outra definição recursiva: H(n) = 1 se n <= 1 1/n + H(n-1) se n > 1 Usando a definição recursiva acima: H(4)=1/4+H(3)=1/4+1/3+H(2)=1/4+1/3+1/2+H(1)=1/4+1/3+1/2+1 Análogo ao fatorial, a função acima também tem o caso de parada (n igual a 1 ), onde o valor da função não é recorrente. Portanto, usando a definição acima: double harmrec(int n) { if (n == 1) return 1; return 1.0 / (double)n + harmrec(n-1); Para ilustrar o funcionamento de harmrec, veja o programa abaixo, no qual adicionamos um printf dentro de harmrec, para esclarecer qual a chamada em andamento: Dado n>0 inteiro, calcular o número harmônico de ordem n, usando a função recursiva harmrec. #include <stdio.h> double harmrec(int n) { printf("\nchamando harmrec de %10d", n); if (n == 1) return 1; return 1.0 / (double)n + harmrec(n-1);
4 /* dado n > 0 calcular o número harmônico de ordem n */ int main() { int n; /* numero dado */ /* ler o n printf("digite o valor de n:"); scanf("%d", &n); /* calcule e imprima o n-ésimo número harmônico */ printf("\n\nharmonico de %10d = %lf", n, harmrec(n)); Veja o que será impresso: digite o valor de n:10 chamando harmrec de 10 chamando harmrec de 9 chamando harmrec de 8 chamando harmrec de 7 chamando harmrec de 6 chamando harmrec de 5 chamando harmrec de 4 chamando harmrec de 3 chamando harmrec de 2 chamando harmrec de 1 harmonico de 10 = Nos dois casos acima, não parece existir nenhuma vantagem, da solução recursiva para a solução iterativa. De fato, a solução recursiva é até pior em termos de gasto de memória e de tempo, pois a cada chamada é necessário guardar o contexto da chamada anterior, até ocorrer o caso de parada, ou o caso não recorrente. Isto é, as chamadas todas ficam pendentes, esperando a chamada sem recorrência, só ocorrendo o retorno de cada uma delas seqüencialmente após esse evento. A vantagem, se é que há alguma, é que a estrutura da função em C, fica análoga à estrutura da definição da função. A seqüência de Fibonacci Vejamos outro exemplo: A seqüência de Fibonacci, assim conhecida porque foi proposta pelo matemático italiano do século XI, Leonardo Fibonacci, é tal que cada elemento (com exceção dos dois primeiros que são 0 e 1), é igual a soma dos dois anteriores. 0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89,... A seqüência possui algumas propriedades matemáticas que não são objeto de análise neste curso.
5 Dado n > 1, imprimir os n+1 primeiros números de Fibonacci. #include <stdio.h> /* dado n > 1, imprime os n+1 primeiros elementos da sequência de fibonacci (f0, f1, f2,... fn) */ int main() { int n, /* numero dado */ i, atual = 1, anterior = 0, auxiliar; /* ler o n */ printf("digite o valor de n:"); scanf("%d", &n); /* imprima os 2 primeiros f0 e f1 */ printf("\nfibonacci de %10d = %10d", 0, 0); printf("\nfibonacci de %10d = %10d", 1, 1); /* calcule e imprima f2, f3,..., fn */ for (i = 2; i <= n ; i++) { auxiliar = atual; atual = atual + anterior; anterior = auxiliar; printf("\nfibonacci de %10d = %10d", i, atual); Veja o que será impresso: digite o valor de n:20 fibonacci de 0 = 0 fibonacci de 1 = 1 fibonacci de 2 = 1 fibonacci de 3 = 2 fibonacci de 4 = 3 fibonacci de 5 = 5 fibonacci de 6 = 8 fibonacci de 7 = 13 fibonacci de 8 = 21 fibonacci de 9 = 34 fibonacci de 10 = 55 fibonacci de 11 = 89 fibonacci de 12 = 144 fibonacci de 13 = 233 fibonacci de 14 = 377 fibonacci de 15 = 610 fibonacci de 16 = 987 fibonacci de 17 = 1597 fibonacci de 18 = 2584 fibonacci de 19 = 4181 fibonacci de 20 = 6765 Uma função não recursiva para determinar o n-ésimo número de Fibonacci: int fibonacci(int n) { int i, atual = 1, anterior = 0, auxiliar; if (n == 0) return 0; if (n == 1) return 1;
6 for (i = 2; i <= n ; i++) { auxiliar = atual; atual = atual + anterior; anterior = auxiliar; return atual; Por outro lado, a definição da função para o n-ésimo número de Fibonacci é claramente recursiva: f(0) = 0 f(1) = 1 f(n) = f(n-1) + f(n-2) se n > 1 Vejamos agora uma versão recursiva da mesma função: int fibonaccirec(int n) { if (n == 0) return 0; if (n == 1) return 1; return fibonaccirec(n - 1) + fibonaccirec(n - 2); Para ilustrar o funcionamento de fibonaccirec, veja o program abaixo, onde inserimos na função o printf, para esclarecer qual a chamada corrente: Dado n, calcular o número de Fibonacci de ordem n, usando fibonaccirec e fibonacci. #include <stdio.h> int fibonaccirec(int n) { printf("\nchamando fibonacci recursiva de %10d", n); if (n == 0) return 0; if (n == 1) return 1; return fibonaccirec(n - 1) + fibonaccirec(n - 2); int fibonacci(int n) { int i, atual = 1, anterior = 0, auxiliar; if (n == 0) return 0; if (n == 1) return 1; for (i = 2; i <= n ; i++) { auxiliar = atual; atual = atual + anterior; anterior = auxiliar; return atual; /* dado n > 0 calcular o n-ésimo número de Fibonacci */ int main() { int n; /* numero dado */ /* ler o n */
7 printf("digite o valor de n:"); scanf("%d", &n); /* calcule e imprima o n-ésimo número de Fibonacci */ printf("\n\nfibonacci de %10d recursivo = %10d nao recursivo = %10d", n, fibonaccirec(n), fibonacci(n)); Veja o que será impresso: digite o valor de n:5 chamando fibonacci recursiva de 5 chamando fibonacci recursiva de 4 chamando fibonacci recursiva de 3 chamando fibonacci recursiva de 2 chamando fibonacci recursiva de 1 chamando fibonacci recursiva de 0 chamando fibonacci recursiva de 1 chamando fibonacci recursiva de 2 chamando fibonacci recursiva de 1 chamando fibonacci recursiva de 0 chamando fibonacci recursiva de 3 chamando fibonacci recursiva de 2 chamando fibonacci recursiva de 1 chamando fibonacci recursiva de 0 chamando fibonacci recursiva de 1 fibonacci de 5 recursivo = 5 nao recursivo = 5 A versão recursiva é muito mais ineficiente que a versão interativa, embora mais elegante. Note que cada chamada gera duas novas chamadas. No exemplo acima, para calcular fibonaccirec(5), foram geradas 14 chamadas adicionais. Exercício Quantas chamadas são necessárias, em função de n, para se calcular fibonaccirec(n). Máximo Divisor Comum Algoritmo de Euclides Um outro exemplo que converge rapidamente para o caso de parada, mas também não é melhor que a versão iterativa, já vista anteriormente, é o cálculo do mdc entre dois números, usando o algoritmo de Euclides. Quociente dividendo/divisor Resto Veja a versão iterativa: int mdc(int a, int b) { int r; r = a % b; while (r! = 0) {a = b; b = r; r = a % b;
8 return b; Estamos usando a seguinte definição (recursiva) para o mdc: mdc(a, b) = b se b divide a, ou seja a%b = 0 mdc(b, a%b) caso contrário Portanto a versão recursiva ficaria: int mdc_recursiva(int a, int b) { {if (a % b == 0) return b; return mdc_recursiva (b, a % b); Veja agora no programa abaixo, o funcionamento de mdc_recursiva. Também acrescentamos um printf na função. Dados a e b inteiros > 0, calcular mdc entre a e b, usando mdc_recursiva. #include <stdio.h> int mdc_recursiva(int a, int b) { printf("\nchamando mdc entre %5d e %5d", a, b); if (a % b == 0) return b; return mdc_recursiva (b, a % b); /* dados a e b > 0 calcular o mdc entre a e b usando mdc_recursiva */ int main() { int a, b; /* dados */ /* ler a e b */ printf("digite os valores de a e b:"); scanf("%d%d", &a, &b); /* calcule e imprima o resultado de fatorial de n */ printf("\n\nmdc entre %5d e %5d = %5d", a, b, mdc_recursiva(a, b)); Veja o que será impresso: digite os valores de a e b: chamando mdc entre 14 e 568 chamando mdc entre 568 e 14 chamando mdc entre 14 e 8 chamando mdc entre 8 e 6 chamando mdc entre 6 e 2 mdc entre 14 e 568 = 2 Busca Sequencial Outra função que já conhecemos é a busca seqüencial numa tabela, cuja versão iterativa é: /* procura x no vetor a, devolvendo o índice do elemento igual ou -1 */
9 int busca (int a[], int n, int x) { int i; for (i = 0; i < n; i++) if (a[i] == x) return i; return 1; /* foi até o fim do for e não encontrou */ Vejamos agora a seguinte definição: Procurar um elemento numa tabela de n elementos, é o mesmo que comparar com o primeiro e se não for igual, voltar a procurar o mesmo elemento na tabela restante de n-1 elementos. Ou seja: busca (a, k, n, x) = -1 se k == n (não encontrou) k se a[k] == x busca (a, k+1, n, x) caso contrário A chamada inicial teria que ser: busca (a, 0, n, x). /* procura x no vetor a, devolvendo o índice do elemento igual ou -1 */ int busca (int a[], int k, int n, int x) { if (k == n) return -1; if (a[k] == x) return k; return busca (a, k + 1, n, x); Veja agora um programa que usa a busca e o que imprime: Programa que testa a função busca recursiva. #include <stdio.h> int busca (int a[], int k, int n, int x) { if (k == n) return -1; if (a[k] == x) return k; return busca (a, k + 1, n, x); int main() { int tabela[] = {2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23, 29; int n = 10, zz, r; zz = 23; /* procura o valor zz na tabela */ r = busca(tabela, 0, n, zz); printf("\nprocura %d resultado = %d", zz, r); zz = 26; /* procura o valor zz na tabela */ r = busca(tabela, 0, n, zz); printf("\nprocura %d resultado = %d", zz, r); procura 23 resultado = 8 procura 26 resultado = -1
10 Na solução acima, adicionamos um parâmetro k, cujo objetivo na verdade é funcionar como um contador. Outra forma é usar o número de elementos como um contador e nesse caso seriam necessários apenas 3 parâmetros: busca (a, k, x) = -1 se k == 0 (não encontrou) k-1 se a[k-1] == x busca (a, k-1, x) caso contrário A chamada inicial teria que ser busca (a, n, x). Veja que na primeira chamada o valor do parâmetro k é n. Enquanto na versão anterior os elementos são comparados na ordem a[0], a[1],..., a[n-1], nessa as comparações são feitas na ordem a[n-1], a[n-2],..., a[0]. Exercício Reescreva a função busca com essa nova definição. Se não for necessário devolver o índice do elemento encontrado e apenas 0(sim) ou (1) não, há outra forma de resolver fazendo a busca na ordem a[0], a[1],..., a[n-1]. As soluções abaixo fazem uso do fato que ponteiro é vetor e vice-versa. int BuscaRecF(int * a, int x, int n) { if (n == 0) return -1; if (a[0] == x) return 0; return BuscaRecF(&a[1], x, n - 1); Ou ainda: int BuscaRecFF(int * a, int x, int n) { if (n == 0) return -1; if (*a == x) return 0; return BuscaRecFF(a + 1, x, n - 1); Busca Binária Quando a tabela está ordenada, fazemos busca binária. Comparamos com o elemento médio da tabela. Se for igual, a busca termina. Se for maior, fazemos a busca na metade superior, senão na metade inferior. /* procura x no vetor a, devolvendo o índice do elemento igual ou -1 */ int busca_binaria (int a[], int inicio, int final, int x) { int k; if (inicio > final) return -1; k = (inicio + final) / 2; if (a[k] == x) return k; if (a[k] > x) return busca_binaria(a, inicio, k - 1, x); if (a[k] < x) return busca_binaria(a, k + 1, final, x);
11 A chamada inicial tem como parâmetros os índices inicial e final da tabela, zero e n-1: busca_binaria(a,0,n-1,x) Maior elemento da tabela Outro exemplo no mesmo estilo é uma função que calcular o máximo entre os elementos de um vetor, cuja versão iterativa está abaixo: int maximo (int a[], int n) { int i, max; max = a[0]; for (i = 1; i < n; i++) if (a[i] > max) max = a[i]; return max; Uma forma recursiva de entender a função maximo: O máximo de uma tabela de n elementos, é o maior entre o último e o máximo entre os n-1 elementos anteriores. Usando a forma (ii): maximo(a, n) = a[0] se n = 1 maior entre a[n-1] e maximo(a, n-1) se n > 1 int maior (int x, int y) { if (x >= y) return x; else return y; int maximo_recursiva (int a[], int n) { if (n == 1) return a[0]; return maior (a[n-1], maximo_recursiva(a, n-1)); Agora, um programa e o que é impresso usando a função. Acrescentamos também um printf, tanto na maximo_recursiva como na maior. Verifique pela saída a seqüência de chamadas. As chamadas da função maior ficam pendentes, até que a última chamada da maximo_recursiva seja resolvida, isto é, até chegar o caso em que a função não é recorrente. Programa que dado n inteiro > 0, gera uma sequência de n elementos aleatórios e calcula o máximo dos elementos, usando a função maximo_recursiva acima. #define nmax 100 #include <stdio.h> #include <stdlib.h> int maior (int x, int y) { printf("\n>>>>chamada de maior com x = %5d e y = %5d", x, y);
12 if (x >= y) return x; else return y; int maximo_recursiva (int a[], int n) { printf("\n####chamada de maximo_recursiva com n = %3d", n); if (n == 1) return a[0]; return maior (a[n-1], maximo_recursiva(a, n-1)); int main() { int tabela[nmax]; int n, i; /* ler n */ printf("**** entre com n:"); scanf("%d", &n); /* gerar e imprimir n números aleatórios inteiros entre 0 e 9999 */ srand(1234); printf("\n********** numeros gerados\n"); for (i = 0; i < n; i++) printf("%5d", tabela[i] = rand() % 10000); /* calcular e imprimir o máximo */ printf("\n\n********** maximo dos elementos gerados:%5d\n", maximo_recursiva(tabela, n)); **** entre com n:7 ********** numeros gerados ####chamada de maximo_recursiva com n = 7 ####chamada de maximo_recursiva com n = 6 ####chamada de maximo_recursiva com n = 5 ####chamada de maximo_recursiva com n = 4 ####chamada de maximo_recursiva com n = 3 ####chamada de maximo_recursiva com n = 2 ####chamada de maximo_recursiva com n = 1 >>>>chamada de maior com x = 213 e y = 4068 >>>>chamada de maior com x = 2761 e y = 4068 >>>>chamada de maior com x = 8758 e y = 4068 >>>>chamada de maior com x = 3056 e y = 8758 >>>>chamada de maior com x = 7717 e y = 8758 >>>>chamada de maior com x = 5274 e y = 8758 ********** maximo dos elementos gerados: 8758 Outra forma recursiva de entender a função maximo: O máximo de uma tabela de n elementos, é o maior entre o primeiro e o máximo entre os n-1 elementos posteriores. Exercício refaça a função recursivamente usando a definição acima. Neste caso, como no exemplo acima de busca sequencial, use ponteiros para a tabela.
13 Em todos os exemplos acima, a versão recursiva, embora às vezes mais elegante, pois é mais aderente à definição da função, não é mais eficiente que a versão iterativa. Em alguns casos, no entanto, pensar na solução de forma recursiva, facilita muito. Listas ligadas e recursão Listas ligadas simples (não circulares e sem sentinela) são estruturas claramente recursivas. Por isso, admitem também algoritmos recursivos. Cada nó de uma lista ligada pode ser entendido como um ponteiro para uma nova lista ligada. Vejamos uma definição informal: Definição: Lista Ligada = { NULL ou Elemento contendo um campo de informação e um ponteiro para uma Lista Ligada Algumas funções recursivas com lista ligada /* Função conta(x) que conta o número de elementos de uma lista apontada por x. */ int conta(link x) { if (x == NULL) return 0; return 1 + conta(x->prox) /* Função procura(x,v) que procura elemento com info = v na lista apontada por x. */ link procura(link x, int v) { if (x == NULL) return NULL; if (x->info == v) return x; return procura(x->prox, v); /* Função compara(x, y ) que compara o conteúdo (campo info) de duas listas ligadas apontas por x e y respectivamente. Devolve 0 se forem iguais, 1 se x>y e -1 se x<y. */ int compara(link x, link y) { if (x == NULL && y == NULL) return 0; if (x == NULL) return -1; /* x<y */ if (y == NULL) return 1; /* x>y */ /* ambos são não NULL */ if (x->info == y->info) return compara(x->prox,y->prox); if (x->info > y->info) return 1; return -1;
14 /* Função remove(x,v) que remove item com info = v da lista apontada por x. Solução um pouco artificial. */ link remove(link x, int v) { if (x == NULL) return NULL; if (x->info == v) { link t; /* retorna o próximo elemento da lista */ t = x->prox; free(x); return t; x->prox = remove(x->prox, v); return x; Torres de Hanói Um exemplo é o problema conhecido como Torres de Hanói. O problema consiste em mover n discos empilhados (os menores sobre os maiores), de uma haste de origem, para uma haste de destino, na mesma ordem, respeitando as seguintes regras: 1) Apenas um disco pode ser movido por vez 2) Não colocar um disco maior sobre um menor 3) Pode usar uma haste auxiliar ORIGEM DESTINO AUXILIAR Por exemplo, uma solução para 2 discos seria: move disco 1 da torre ORIGEM para a torre AUXILIAR move disco 2 da torre ORIGEM para a torre DESTINO move disco 1 da torre AUXILIAR para a torre DESTINO E para 3 discos, uma solução seria: move disco 1 da torre ORIGEM para a torre DESTINO move disco 2 da torre ORIGEM para a torre AUXILIAR move disco 1 da torre DESTINO para a torre AUXILIAR move disco 3 da torre ORIGEM para a torre DESTINO move disco 1 da torre AUXILIAR para a torre ORIGEM
15 move disco 2 da torre AUXILIAR para a torre DESTINO move disco 1 da torre ORIGEM para a torre DESTINO Faça agora para 4 e 5 discos só para ver o trabalho que dá. Vejamos como seria uma função recursiva para resolver este problema. Supondo que saibamos como mover n-1 discos respeitando as regras acima, vamos então mover n discos: Mover n discos de ORIGEM para DESTINO, é o mesmo que: Mover n-1 discos de ORIGEM para AUXILIAR, usando DESTINO como auxiliar Mover disco n de ORIGEM para DESTINO Mover n-1 discos de AUXILIAR para DESTINO, usando origem como auxiliar Em qualquer das operações acima, não transgredimos as regras do jogo. Falta a regra de parada que ocorre quando n é 1. Neste caso, basta mover o disco 1 de ORIGEM para DESTINO. Usando a definição acima a função ficaria: void hanoi(int n, char a[], char b[], char c[]) { if (n == 1) writemove(1, a, b); else {hanoi(n - 1, a, c, b); writemove(n, a, b); hanoi(n - 1, c, b, a); O programa abaixo usa a função hanoi recursiva: Dado o número de discos n e o nome das torres de origem, destino e auxiliar, resolver o problema das Torres de Hanói para n discos. #include <stdio.h> void writemove(int k, char origem[], char destino[]) { printf("\n move disco %3d da torre %10s para a torre %10s", k, origem, destino); void hanoi(int n, char a[], char b[], char c[]) { if (n == 1) writemove(1, a, b); else {hanoi(n - 1, a, c, b); writemove(n, a, b); hanoi(n - 1, c, b, a); int main() { int n; char origem[10], destino[10], auxiliar[10];
16 printf("entre com o numero de discos:"); scanf("%d", &n); printf("entre com os nomes dos discos (origem destino auxiliar):"); scanf("%s%s%s", origem, destino, auxiliar); /* chama a função para movimentar os discos */ hanoi(n, origem, destino, auxiliar); entre com o numero de discos:4 entre com os nomes dos discos (origem destino auxiliar):azul amarelo vermelho move disco 1 da torre azul para a torre vermelho move disco 2 da torre azul para a torre amarelo move disco 1 da torre vermelho para a torre amarelo move disco 3 da torre azul para a torre vermelho move disco 1 da torre amarelo para a torre azul move disco 2 da torre amarelo para a torre vermelho move disco 1 da torre azul para a torre vermelho move disco 4 da torre azul para a torre amarelo move disco 1 da torre vermelho para a torre amarelo move disco 2 da torre vermelho para a torre azul move disco 1 da torre amarelo para a torre azul move disco 3 da torre vermelho para a torre amarelo move disco 1 da torre azul para a torre vermelho move disco 2 da torre azul para a torre amarelo move disco 1 da torre vermelho para a torre amarelo Exercício: Mostre que para N discos, o algoritmo acima precisa de 2 N -1 movimentos. A Regra de Horner Considere o cálculo do valor de um polinômio. Dados x, a[n], a[n-1],..., a[0] calcular Pn(x) = a[n]x^n + a[n-1]x^(n-1) a[1]x + a[0]. Por exemplo, para n = 4 o cálculo seria: a[4]x^4 + a[3]x^3 + a[2]x^2 + a[1]x + a[0] que pode ser escrito pela regra de Horner como: (((a[4]x + a[3])x + a[2])x + a[1])x + a[0] Com quatro multiplicações e quatro somas calculamos o valor. No caso geral com n multiplicações e com n somas se calcula o valor do polinômio para um dado x. Abaixo uma definição iterativa: double P(double x, double a[], int n) { double s = a[n]; while (--n >= 0) s = s * x + a[n]; return s; Observe que:
17 a[n]x^n a[0] = x(a[n]x^(n-1) +...+a[1]) + a[0] se n > 0 a[0] se n = 0 Ou seja: P(x, a, 0, n) = x * P(x, a, 1, n-1) + a[0] se n > 0 a[0] se n = 0 Note que foi necessária a inclusão de um parâmetro adicional em P para refletirmos a recursão. Com isso a versão recursiva da função fica: double P(double x, double a[], int k, int n) { if (n > 0) return x * P(x, a, k+1, n-1) + a[k]; return a[n-1]; Usando ponteiros para vetores, podemos economizar um parâmetro: double P(double x, double *a, int n) { if (n > 0) return x * P(x, a + 1, n - 1); return *a; Potência com expoente inteiro Considere o cálculo de x^n com n inteiro e não negativo. Embora a função intrínseca pow(x, y) calcule x^y, o faz para x e y genéricos. Vamos tentar achar maneiras melhores para o caso particular acima. Seja f(x, n) = x^n (n >= 0 inteiro). f(x, n) = 1 se n = 0 e x*f(x, n-1) se n > 0 Exercício: Escreva a função acima nas versões iterativa e recursiva. Observe que são feitas n multiplicações na definição acima. Será que é possível diminuir? Veja que: x^4 = x.x.x.x = x^2.x^2 = (x^2)^2 x^5 = x.x.x.x.x = x^2.x^2.x = (x^2)^2.x Podemos fazer menos multiplicações usando produtos anteriores. Veja a seguinte definição: x^n = 1 se n = 0 (x^h)^2 se n > 1 e par (x^h)^2.x se n > 1 e ímpar Onde h é o quociente de n/2 truncado. Veja a seguir:
18 int Pot(int x, int n) { if (n == 0) return 1; int k = Pot(x, n / 2); if (n % 2 == 0) return k * k; return k * k * x; Exercício: Quantas multiplicações são feitas para se calcular x^n no algoritmo acima? Exercício: Refaça os 2 exercícios anteriores expandindo a definição para n negativo. x^n = 1/(x^(-n) se n < 0. Se n < 0 e x = 0 a função não está definida. Exercício: Dado n e uma seqüência com n números, imprimir a seqüência na ordem inversa a que foi lida. Fazer isso sem usar vetor. Sugestão: faça uma função recursiva imprime, que lê um número, chama a si própria se não chegou ao fim da seqüência e imprime o número lido. Exercício: Idem para uma seqüência terminada por zero. Exercício: Considere o cálculo do número de combinações de n elementos k a k, isto é o número de subconjuntos de k elementos dentre n, denominado C(n, k). C(n, k) = n!/(k!. (n-k)!) Outra forma de calcular C(n, k) é C(n, k) = C(n-1, k-1) + C(n-1, k) quando n e k são ambos maiores que zero. Essa é a forma do triângulo de Pascal e é claramente recursiva. Faça uma função recursiva para calcular C(n, k).
Aula 21 - Algoritmos e Funções Recursivas
Aula 21 - Considere a definição da função fatorial: n! = 1 se n 0 Considere agora a seguinte definição equivalente: n! = 1 se n 0 Dizemos que essa
Aula 10 Algoritmos e Funções Recursivas
Aula 10 Algoritmos e Funções Recursivas Considere a definição da função fatorial: n! = 1 se n 0 Considere agora a seguinte definição equivalente: n! = 1 se n
Programação Estruturada
Programação Estruturada Recursão Professores Emílio Francesquini e Carla Negri Lintzmayer 2018.Q3 Centro de Matemática, Computação e Cognição Universidade Federal do ABC Recursão Recursão 1 Recursão 2
1. Listas sequenciais versus listas ligadas. Lista sequencial
Alocação Dinâmica Listas Ligadas 1. Listas sequenciais versus listas ligadas Lista sequencial Uma lista sequencial é um conjunto de elementos contíguos na memória. Um vetor é o melhor exemplo de lista
Aula 15 Variáveis Indexadas (vetores)
Aula 15 Variáveis Indexadas (vetores) Além das variáveis normais já conhecidas, podemos ter também variáveis indexadas. Tais variáveis são referenciadas por um nome e um índice. Especialmente úteis para
Aula 18 Algoritmos básicos de busca e classificação
Aula 18 Algoritmos básicos de busca e classificação Dentre os vários algoritmos fundamentais, os algoritmos de busca em tabelas e classificação de tabelas estão entre os mais usados. Considere por exemplo
MC102 Algoritmos e Programação de Computadores
MC102 Algoritmos e Programação de Computadores Instituto de Computação UNICAMP Primeiro Semestre de 2014 Roteiro 1 Maior número 2 Soma de n números 3 Fatorial 4 Máximo Divisor Comum (MDC) 5 Números primos
Aula 11 - Repetições Encaixadas
Aula 11 - Repetições Encaixadas Já vimos os seguintes comandos de repetição: while for do while O formato geral destes comando é: while (comparação) {c1; c2;...; cn; for (inicialização; comparação; incremento)
imprimir seus quadrados.
1) Dada uma seqüência de números inteiros não-nulos, seguida por 0, imprimir seus quadrados. int numero, /* usada para leitura da sequencia */ quadrado; /* guarda o quadrado do numero lido */ printf("\n\tcalculo
Recursão. Aula 1. Liana Duenha. Faculdade de Computação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
Recursão Aula 1 Liana Duenha Faculdade de Computação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul Algoritmos e Programação II, Análise de Sistemas, 2010 Martinez & Rubert (FACOM) Recursão APIIAS 1 / 25 Conteúdo
SCC Capítulo 2 Recursão
SCC-501 - Capítulo 2 João Luís Garcia Rosa 1 1 Departamento de Ciências de Computação Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação Universidade de São Paulo - São Carlos http://www.icmc.usp.br/~joaoluis
Estruturas de Dados, Análise de Algoritmos e Complexidade Estrutural. Carlos Alberto Alonso Sanches
CT-234 Estruturas de Dados, Análise de Algoritmos e Complexidade Estrutural Carlos Alberto Alonso Sanches CT-234 2) Algoritmos recursivos Indução matemática, recursão, recorrências Indução matemática Uma
Recursividade. Recursividade
A recursão é uma técnica que define um problema em termos de uma ou mais versões menores deste mesmo problema. Esta ferramenta pode ser utilizada sempre que for possível expressar a solução de um problema
Aula 4 Introdução ao C
Considere o nosso MSC. O Processador Central, entende o conjunto de instruções, leia, imprima, atribuição e condicional e com ela resolvemos vários problemas, construindo vários algoritmos. As instruções
Funções Vetores Matrizes
Funções Vetores Matrizes Além dos tipos elementares (float, double, char, etc.), é possível também passar um vetor ou uma matriz como parâmetro de funções. Quando um vetor é passado como parâmetro, o que
Aula 12- Variáveis e valores reais
Aula 12- Variáveis e valores reais Até agora todos os nossos problemas continham apenas valores inteiros e portanto variáveis do tipo int. Para resolver problemas que usam valores com parte fracionária,
Suponha um conjunto habitacional, com várias famílias... imagina se todas elas morassem em uma única casa?
Funções Suponha um conjunto habitacional, com várias famílias...... imagina se todas elas morassem em uma única casa? Funções Introdução à Computação 1 de 28 Funções Na Programação, funções são conjuntos
Aula 14: Repetição (Parte 2)
Aula 14: Repetição (Parte 2) Introdução a Programação Túlio Toffolo & Puca Huachi http://www.toffolo.com.br BCC201 2019/1 Departamento de Computação UFOP Aula Anterior Laços de repetição Comando de repetição
Algoritmos de Busca em Tabelas
Dentre os vários algoritmos fundamentais, os algoritmos de busca em tabelas estão entre os mais usados. Considere por exemplo um sistema de banco de dados. As operações de busca e recuperação dos dados
Aula 10 Comandos de Repetição For e Do While
Aula 10 Comandos de Repetição For e Do While 1) O comando for É muito comum usarmos o comando while para repetir alguns comandos um número definido de vezes. Fazemos isso usando um contador. Considere
PROGRAMAÇÃO DE COMPUTADORES V - TCC Modulo 6 : Funções Escopo de Variáveis: Globais x Locais Aura - Erick
PROGRAMAÇÃO DE COMPUTADORES V - TCC- 00.323 Modulo 6 : Funções Escopo de Variáveis: Globais x Locais Aura - Erick [email protected], [email protected] Roteiro Funções Escopo de Variáveis Variáveis Globais
1) Operadores de auto incremento ++ e auto decremento --
Aula 09 - Operadores de auto incremento e auto decremento, atribuição múltipla, atribuição na declaração, atribuição resumida e algumas regras de boa programação. 1) Operadores de auto incremento ++ e
Universidade Federal de Goiás Instituto de Informática Introdução à Computação Professor: Julliano Rosa Nascimento
Universidade Federal de Goiás Instituto de Informática Introdução à Computação Professor: Julliano Rosa Nascimento Parte 1: Vetores Gabarito - Lista de Exercícios 5 Vetores e Matrizes 1) O que será impresso
1ª Lista de Exercícios
Universidade Federal do Rio de Janeiro Data: 26/04/05 Disciplina: Computação I 1ª Lista de Exercícios 1) Faça um programa, em pseudo-código, que peça ao usuário que informe n números reais e então calcule
Aula prática 5. Funções Recursivas
Programação Funcional UFOP DECOM 2014.1 Aula prática 5 Funções Recursivas Resumo Definições recursivas são comuns na programação funcional. Nesta aula vamos aprender a definir funções recursivas. Sumário
Aula 16: Laços aninhados e desvios
Aula 16: Laços aninhados e desvios Introdução a Programação Túlio Toffolo & Puca Huachi http://www.toffolo.com.br BCC201 2019/1 Departamento de Computação UFOP Aula Anterior Comandos de Repetição (Parte
MAC 2166 Introdução à Computação para Engenharia
MAC 2166 Introdução à Computação para Engenharia PROVA 2 QUESTÃO 1. Simule a execução do programa abaixo, destacando a sua saída. A saída do programa consiste de tudo que resulta dos comandos printf. int
Aula 5 - Mais C e repetição
Vamos nesta aula mostrar mais detalhes e a forma geral dos comandos C vistos até agora. O comando de atribuição A forma geral do comando de atribuição é: = A expressão
Recursividade. Estrutura de Dados. Prof. Kleber Rezende
Recursividade Estrutura de Dados Prof. Kleber Rezende Considerações Iniciais Em aulas anteriores fizemos uma função que permite calcular o fatorial de um número. Naquela função, a cada nova iteração o
Roteiro Prático Nº 13 Recursividade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ UNIFEI CAMPUS ITABIRA BAC004 TÉCNICAS DE PROGRAMAÇÃO Professores: Claudia, Denílson, Fabiana, Fernando, Juliano, Natália, Raquel, Rodrigo, Sandro e Walter Roteiro Prático
LISTA DE EXERCÍCIOS MÊS 04
São José dos Campos, 05 de Junho de 2008 Disciplina: CES 10 Introdução à Computação. Semestre 2008-2º Período Professor: Carlos Henrique Quartucci Forster Estagiária: Michelle de Oliveira Parreira Instituto
Lista 1 - PMR2300. Fabio G. Cozman 3 de abril de 2013
Lista 1 - PMR2300 Fabio G. Cozman 3 de abril de 2013 1. Qual String é impressa pelo programa: p u b l i c c l a s s What { p u b l i c s t a t i c void f ( i n t x ) { x = 2 ; p u b l i c s t a t i c void
MC102 Aula 27 Recursão II
MC102 Aula 27 Recursão II Instituto de Computação Unicamp 17 de Novembro de 2016 Roteiro 1 Recursão Relembrando 2 Cálculo de Potências 3 Torres de Hanoi 4 Recursão e Backtracking 5 Exercício (Instituto
Permite modularidade (dividir programa em partes): Facilita a depuração (debug) e portabilidade.
222222222222222222222222222 8 - FUNÇÕES 81 - Características básicas É um trecho independente de código, com objetivos bem definidos Programas em C, geralmente consistem em várias pequenas funções, ao
ALGORITMOS I. Procedimentos e Funções
Procedimentos e Funções Jaime Evaristo (http://professor.ic.ufal.br/jaime/) Slide 1 MÓDULOS São blocos de instruções que realizam tarefas específicas. Carregado uma vez e pode ser executado quantas vezes
Aula 15: Repetição (Parte 3)
Aula 15: Repetição (Parte 3) Introdução a Programação Túlio Toffolo & Puca Huachi http://www.toffolo.com.br BCC201 2019/1 Departamento de Computação UFOP Aula Anterior Breve Revisão Comandos de Decisão
Algoritmos de Enumeração
Em muitos casos para fazer a simulação de um algoritmo é necessário testar-se com um conjunto exaustivo de dados, ou seja, gerar várias ou todas as sequências possíveis de dados e verificar o comportamento
Programação: Vetores
Programação de Computadores I Aula 09 Programação: Vetores José Romildo Malaquias Departamento de Computação Universidade Federal de Ouro Preto 2011-1 1/62 Motivação Problema Faça um programa que leia
ALGORITMOS AVANÇADOS UNIDADE II Recursividade. Luiz Leão
Luiz Leão [email protected] http://www.luizleao.com Conteúdo Programático 2.1 - Definições recursivas 2.2 - Como implementar recursividade 2.3 - Quando não usar recursividade 2.4 - Desenvolvendo algoritmos
Árvores Binárias de Busca
0. Um breve comentário sobre os algoritmos de busca em tabelas De uma maneira geral, realizam-se operações de busca, inserção e remoção de elementos numa tabela. A busca sequencial tradicional é O(N).
MC-102 Aula 06 Comandos Repetitivos
MC-102 Aula 06 Comandos Repetitivos Instituto de Computação Unicamp 2 de Setembro de 2016 Roteiro 1 Comandos Repetitivos 2 Comando while 3 Comando do-while 4 O comando for 5 Exemplos com Laços Variável
Atividade de laboratório listas encadeadas simples
Atividade de laboratório listas encadeadas simples 1. Estrutura básica Uma lista encadeada simples é uma estrutura de dados composta de uma seqüência de estruturas elementares chamadas nós. Cada nó contém
Suponha um conjunto habitacional, com várias famílias... imagina se todas elas morassem em uma única casa?
Funções Suponha um conjunto habitacional, com várias famílias...... imagina se todas elas morassem em uma única casa? Funções Programação de Computadores 1 de 28 Funções Na Programação, funções são conjuntos
Algoritmos e Estruturas de Dados I
Algoritmos e Estruturas de Dados I Prof. Daniel M. Martin ([email protected]) Aula 10 (Baseada nos slides do Prof. André Balan) Recursão Recursão Da wikipedia: A recursão é o processo pelo qual
Algoritmos e Lógica de Programação. 6ª Lista de Exercícios Comandos de Repetição
Algoritmos e Lógica de Programação 6ª Lista de Exercícios Comandos de Repetição 1. Qual a saída do programa abaixo? int i; for (i = 0; i < 10; i += 2) printf("%d\n", i / 2); 2. Qual a saída do programa
Recursividade. Prof. Jesus José de Oliveira Neto
Recursividade Prof. Jesus José de Oliveira Neto Algoritmos podem ser definidos de duas formas: Forma iterativa ou não recursiva: utiliza laços de repetição (while, for, do/while) Forma recursiva: métodos
ESTRUTURAS CONDICIONAIS. Introdução à Ciência da ComputaçãoI Simone Senger de Souza
ESTRUTURAS CONDICIONAIS Introdução à Ciência da ComputaçãoI Simone Senger de Souza Estruturas de Controle ESTRUTURA SEQUENCIAL ESTRUTURA CONDICIONAL ESTRUTURA DE REPETIÇÃO 2 Estruturas Condicionais Estrutura
MC-102 Aula 04 Expressões Relacionais, Lógicas e Comandos Condicionais
MC-102 Aula 04 Expressões Relacionais, Lógicas e Comandos Condicionais Instituto de Computação Unicamp 26 de Agosto de 2016 Roteiro 1 Expressões relacionais 2 Expressões lógicas 3 4 Exercícios (Instituto
Universidade Federal da Grande Dourados Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia Bacharelado em Sistemas de Informação Estruturas de Dados I Lista II
Universidade Federal da Grande Dourados Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia Bacharelado em Sistemas de Informação Estruturas de Dados I Lista II Professor: MSc. Rodrigo Porfírio da Silva Sacchi 30
Vetores são estruturas indexadas utilizadas para armazenar dados de um mesmo tipo: int, char, float ou double. Oexemploaseguirédeumvetordeinteiros:
18 Vetores Ronaldo F. Hashimoto e Carlos H. Morimoto Nessa aula vamos introduzir o tipo vetor. Aofinaldessaaulavocêdeverásaber: Descrever o que são vetores na linguagem C. Declarar vetores. Como acessar
SSC300- Linguagens de Programação e Aplicações Profa Vânia de Oliveira Neves. ICMC/USP São Carlos
Funções SSC300- Linguagens de Programação e Aplicações Profa Vânia de Oliveira Neves ICMC/USP São Carlos Slides baseados no material gentilmente cedido pela Profa Simone Senger Souza 2 MODULARIZAÇÃO Um
Programação Estruturada
Programação Estruturada Estruturas de repetição Professores Emílio Francesquini e Carla Negri Lintzmayer 2018.Q3 Centro de Matemática, Computação e Cognição Universidade Federal do ABC Comandos de repetição
ESTRUTURAS CONDICIONAIS. Baseado nos slides de autoria de Rosely Sanches e Simone Senger de Souza
ESTRUTURAS CONDICIONAIS Baseado nos slides de autoria de Rosely Sanches e Simone Senger de Souza Estruturas de Controle ESTRUTURA SEQUENCIAL ESTRUTURA CONDICIONAL ESTRUTURA DE REPETIÇÃO 2 Estruturas Condicionais
Universidade Federal do ABC Programação Estruturada Fabrício Olivetti França Lista de Exercícios 02
1 Objetivos da lista Universidade Federal do ABC Programação Estruturada Fabrício Olivetti França Lista de Exercícios 02 Esta lista de exercícios tem como objetivo introduzir funções na linguagem C. Como
Recursividade. Objetivos do módulo. O que é recursividade
Recursividade Objetivos do módulo Discutir o conceito de recursividade Mostrar exemplos de situações onde recursividade é importante Discutir a diferença entre recursividade e iteração O que é recursividade
Algoritmos e Programação. AULA 21: Recursividade UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS CENTRO DE DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO
1 Algoritmos e Programação AULA 21: Recursividade UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS CENTRO DE DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO 2 Recursividade A recursão é o processo pelo qual passa um
Faculdade Anglo-Americano Curso de Ciência da Computação Linguagem de Programação. Lista de Exercícios 1
Faculdade Anglo-Americano Curso de Ciência da Computação Linguagem de Programação Lista de Exercícios 1 1. O programa seguinte tem vários erros em tempo de compilação. Encontre-os. Main() int a=1; b=2,
INF 1010 Estruturas de Dados Avançadas
INF 1010 Estruturas de Dados Avançadas Complexidade de Algoritmos 2012 DI, PUC-Rio Estruturas de Dados Avançadas 2012.2 1 Introdução Complexidade computacional Termo criado por Hartmanis e Stearns (1965)
SCC0601 Projeto de Algoritmos. Recursão
SCC0601 Projeto de Algoritmos Recursão Definição Uma função é dita recursiva quando é definida em seus próprios termos, direta ou indiretamente Dicionário Michaelis: ato ou efeito de recorrer Recorrer:
Divisão e Conquista. Norton T. Roman. Apostila baseada nos trabalhos de Cid de Souza, Cândida da Silva e Delano M. Beder
Divisão e Conquista Norton T. Roman Apostila baseada nos trabalhos de Cid de Souza, Cândida da Silva e Delano M. Beder Divisão e Conquista Construção incremental Ex: Consiste em, inicialmente, resolver
Linguagem C. Prof.ª Márcia Jani Cícero
Linguagem C Prof.ª Márcia Jani Cícero A estrutura Básica de um Programa em C Consiste em uma ou várias funções ou programas. main( ) // primeira função a ser executada // inicia a função // termina a função
Lógica de Programação I
Gilson de Souza Carvalho [email protected] 1 Comando Switch O comando Switch pode ser visto como uma especialização do comando if. Foi criado para facilitar um uso particular de comandos if encadeados.
1 Resumo: Matrizes. 2.1 Como declarar uma matriz IME/USP. Departamento de Ciência da Computação
Departamento de Ciência da Computação MAC2166 Introdução a Computação IME/USP Matrizes 1 Resumo: Matrizes são estruturas bi-dimensionais utilizadas para armazenar dados de um mesmo tipo. Para declarar
Modelagem com relações de recorrência. Exemplo: Determinada população dobra a cada ano; população inicial = 5 a n = população depois de n anos
Relações de recorrência 8. RELAÇÕES DE RECORRÊNCIA Introdução a relações de recorrência Modelagem com relações de recorrência Solução de relações de recorrência Exemplos e aplicações Relações de recorrência
UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR
UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR Programação MIEA 1º Semestre Frequência Resolução 13/12/2016 1. Escreva uma expressão lógica em linguagem C para cada uma das seguintes condições: (a) o valor da variável
Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais Programa de Pós-Graduação em Modelagem Matemática e Computacional
Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais Programa de Pós-Graduação em Modelagem Matemática e Computacional Disciplina: Algoritmos e Estruturas de Dados Professor: Flávio Cardeal Lista de
