Classificação: Público. Relatório Geral
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- David Brás Angelim
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1 Classificação: Público Relatório Geral Belo Horizonte Abril/2012
2 Equipe Superintendente de Gestão Ambiental da Geração e Transmissão: Enio Marcus Brandão Fonseca Superintendente de Sustentabilidade Empresarial: Luiz Augusto Barcelos Almeida Gerente de Estudos e Manejo da Ictiofauna e Programas Especiais: Newton Jose Schmidt Prado Equipe do Programa Peixe Vivo: Ana Carolina Lacerda Rêgo Angelo Barbosa Monteiro Atila Rodrigues de Araújo Fernanda de Oliveira Silva Flávia Silveira Lemos Ivo Gavião Prado João de Magalhães Lopes Leonardo Cardoso Resende Mateus Moreira de Carvalho Raphael Jardim do Nascimento Raquel Coelho Loures Fontes Ricardo José da Silva Thiago Teixeira da Silva
3 SUMÁRIO Nota da Coordenação Apresentação Estrutura Conceitual do Programa Peixe Vivo Equipe do Programa Peixe Vivo Projetos em Desenvolvimento pelo Programa Avaliação de risco de morte de peixes em usinas da Cemig Comportamento de peixes a jusante de barragens, subsídios para a conservação da ictiofauna Desenvolvimento de índices de integridade biótica para avaliação de qualidade ambiental e subsídio para a restauração de hábitats em áreas de soltura de alevinos Avaliação da eficácia de repovoamento nas represas de Nova Ponte e Volta Grande Transposição de Peixes: comportamento na natureza e características bio-mecânicas e natatórias de espécies migradoras brasileiras Subsídios para a conservação da ictiofauna da bacia do Rio Jequitinhonha Centro de Excelência em Ictiologia de Volta Grande Programas de Manejo e Conservação Programa de Repovoamento de Espécies Nativas Novos contratos Monitoramento da Ictiofauna Sistemas de transposição de peixes UTE Igarapé UHE Igarapava UHE Funil PCH Salto Morais UHE Aimorés UHE Baguari Apoio em Operações em Usinas Metodologia para a avaliação prévia de riscos à ictiofauna em usinas da Cemig Criação de um indicador estratégico para a empresa Resultados globais da implantação da metodologia Relacionamento com a Comunidade Ações para o público interno da CEMIG Publicações Internas Cursos para o Público Interno Ações para o público externo Publicações Externas Encontros, Reuniões, Seminários e Fóruns Visitas Técnicas Premiações Ações Comunitárias Site do Programa Peixe Vivo Realização Orçamentária Análise do Cumprimento dos Objetivos do Programa Peixe Vivo ANEXO 1: Contato e currículo dos profissionais do Programa Peixe Vivo
4 Nota da Coordenação O Programa Peixe Vivo surgiu em junho de 2007, da percepção por parte do corpo diretivo da Cemig de que era necessária a adoção de medidas mais efetivas para a conservação da ictiofauna dos rios onde a Empresa possui empreendimentos. Suas principais ações estão sintetizadas na missão do programa, que é Minimizar o impacto sobre a ictiofauna buscando soluções e tecnologias de manejo que integrem a geração de energia elétrica pela Cemig com a conservação das espécies de peixes nativas, promovendo o envolvimento da comunidade. Desde a sua criação, o programa atua em duas frentes, uma buscando a preservação da ictiofauna no estado de Minas Gerais e a outra focando nas definições de estratégias de proteção para evitar e prevenir a morte de peixes nas usinas hidrelétricas da Cemig. A adoção de critérios científicos para tomada de decisão, o estabelecimento de parcerias com outras instituições e a modificação de práticas adotadas com as informações geradas são os princípios que norteiam o trabalho desenvolvido pela equipe do Peixe Vivo. Além disso, é de grande importância a divulgação das informações geradas para a sociedade, garantindo a transparência do programa e criando oportunidades para que a comunidade exponha seus anseios e sugestões. Em 2012, o programa completa cinco anos e os resultados alcançados apontam um retorno positivo do investimento da Empresa. Atualmente, mais de 12 projetos estão em andamento e outros quatro em fase de contratação. Mais de 75 pessoas estão envolvidas no desenvolvimento desses projetos, entre pesquisadores, estudantes, mestrandos e doutorandos. Somente em 2011, mais de 30 trabalhos técnicos foram apresentados em eventos como seminários, simpósios e congressos, sendo que dois foram divulgados em eventos internacionais. A biomassa afetada, indicador estratégico da Diretoria de Geração e Transmissão (DGT), tem se mantido dentro dos limites estabelecidos. Desde a criação do programa, foi observada uma redução de 87% nas mortes de peixes nas usinas hidrelétricas. A diminuição do impacto ocorreu principalmente durante operações de manutenção, nas quais o impacto foi reduzido praticamente a zero. Raquel Coelho Loures Fontes Coordenadora do Programa Peixe Vivo
5 Apresentação
6 1. Apresentação A Cemig é um dos mais sólidos e importantes grupos do segmento de energia elétrica do Brasil, sendo constituído por 59 empresas e 10 consórcios. Companhia de capital aberto controlada pelo Governo do Estado de Minas Gerais, a Cemig possui 117 mil acionistas em 40 países. Suas ações são negociadas nas Bolsas de Valores de São Paulo, Nova York e Madri. Hoje a Empresa é uma referência na economia global, reconhecida pela sua atuação sustentável. Há 11 anos consecutivos, faz parte do Dow Jones Sustainability World Index (DJSI World). O Grupo Cemig é reconhecido pela sua dimensão e competência técnica, sendo a maior empresa integrada do setor de energia elétrica do Brasil. Em Minas Gerais, responde por 96% da área de concessão, com cerca de 6,8 milhões de consumidores em 774 municípios. Também é a maior fornecedora de energia para clientes livres do País, com 25% do mercado. É um dos maiores grupos geradores, responsável pela operação de 65 usinas, com capacidade instalada de megawatts. A atuação da Cemig estende-se a 19 estados brasileiros, além do Distrito Federal, e ao Chile, com a operação de uma linha de transmissão em consórcio com a Alusa. Tornou-se controladora da Light, ampliando participação na distribuidora que atende o Rio de Janeiro e outras cidades fluminenses. Também possui participação em empresas transmissoras de energia elétrica (TBE e Taesa), investimentos no segmento de gás natural (Gasmig), telecomunicações (Cemig Telecom) e eficiência energética (Efficientia). Seguindo a política de investimentos em alternativas energéticas, a Cemig adquiriu participação acionária em três parques eólicos da Energimp S.A. (Impsa), com capacidade instalada de 99,6 megawatts, no Ceará. Destaque para outras fontes renováveis, como biomassa, pequenas centrais hidrelétricas, energia solar e projetos de cogeração. A Cemig é também a única concessionária do setor elétrico da América Latina a fazer parte do The Global Dow Index. Criado em 2008, o índice americano inclui 150 empresas de 25 países, consideradas líderes mundiais, e tem por objetivo servir como referência no mercado internacional. No Brasil, apenas três companhias foram listadas (fonte: A Superintendência de Gestão Ambiental da Geração e Transmissão (GA) foi criada em dezembro de 2008 para apoiar a Diretoria de Geração e Transmissão da CEMIG (DGT) em uma gestão eficiente de suas demandas ambientais. A superintendência é composta por duas gerências, a Gerência de Licenciamento e Gestão Ambiental da Geração (GA/LA) e Gerência de Estudos e Manejo da Ictiofauna e Programas Ambientais (GA/IP). O Programa Peixe Vivo é um dos núcleos que compõem a GA/IP.
7 O Programa Peixe Vivo foi lançado em junho de 2007 pela Cemig. Ele prevê a expansão e criação de medidas mais efetivas para a conservação da ictiofauna nas bacias hidrográficas onde estejam instaladas usinas da empresa, favorecendo as comunidades que utilizam os recursos hídricos como fator de desenvolvimento. Com a ajuda dos diversos segmentos da comunidade, que auxiliaram no planejamento de alternativas preventivas incorporadas às diretrizes da política ambiental da Cemig, o Peixe Vivo atua em três frentes: os programas de conservação da ictiofauna e bacias hidrográficas, a produção de conhecimento científico para subsidiar esses programas e a promoção do envolvimento da comunidade nas atividades previstas Estrutura Conceitual do Programa Peixe Vivo Missão Minimizar o impacto sobre a ictiofauna buscando soluções e tecnologias de manejo que integrem a geração de energia elétrica pela Cemig com a conservação das espécies de peixes nativas, promovendo o envolvimento da comunidade. Visão Tornar a Cemig reconhecida por seus empregados, acionistas, pesquisadores e pela sociedade como um todo, como a empresa mais comprometida para a conservação da ictiofauna e que possua os programas de manejo e conservação de espécies de peixes nativas mais eficientes do Brasil até Princípios Os objetivos e as estratégias de conservação da ictiofauna adotadas pelo Programa Peixe Vivo devem ser cientificamente defensáveis. Os objetivos e as estratégias de conservação adotados pelo Programa Peixe Vivo devem ser consistentes com o conhecimento científico disponível atualmente. Quando houver lacunas neste conhecimento, hipóteses devem ser formuladas e projetos específicos devem ser desenhados e colocados em prática para obter as informações necessárias. Os objetivos e as estratégias de conservação da ictiofauna adotadas pelo Programa Peixe Vivo devem ser flexíveis, incorporando novas informações.
8 As decisões acerca das estratégias de conservação e manejo adotados pelo Programa Peixe Vivo devem ser tomadas através da constante avaliação e monitoramento das ações em andamento, através do uso de informações científicas provenientes dos projetos e programas desenvolvidos. Resultados deste monitoramento e avaliação precisam ser levados para um processo de tomada de decisões de uma forma clara e concisa para que as ações necessárias sejam tomadas. O Programa Peixe Vivo deve sempre incentivar a divulgação e intercâmbio de informações com a sociedade. Um dos aspectos mais relevantes na operacionalização do Programa Peixe Vivo é a interação com a sociedade. Uma das formas de estimular esta participação será a disponibilização de todos os resultados obtidos pelo programa periodicamente. Isto será feito através de publicações científicas, publicações de divulgação e relatórios técnicos. Também será estimulada a realização de seminários, fóruns e palestras sobre o Programa Peixe Vivo para a integração da sociedade com os resultados alcançados. O Programa Peixe Vivo deve sempre buscar fazer a diferença na melhoria da conservação ambiental através da parceria com diversos atores públicos e privados. O conhecimento científico gerado pelo Programa Peixe Vivo não deve ficar restrito aos seus colaboradores. Para que este conhecimento possa ser integrado às práticas de conservação ambiental, ele deve ser divulgado e aplicado por diversas instituições. Dentro disso, é importantíssimo que o Programa Peixe Vivo trabalhe integrado com centros de pesquisa, órgãos ambientais, ONGs e empresas, de forma a poder aplicar de maneira integrada os conhecimentos gerados por seu corpo técnico e parceiros. Objetivos 1. Identificar espécies e estratégias de conservação de interesse 1.1. Seleção das espécies de peixes, bacias e usinas a serem trabalhadas Identificação das estratégias a serem adotadas por espécie, bacia e usina. 2. Desenvolver técnicas de piscicultura e soltura de peixes 2.1. Reprodução em cativeiro das espécies de interesse, observando critérios genéticos e observando técnicas para aumentar as possibilidades de sobrevivência dos alevinos após a soltura.
9 2.2. Soltura das espécies de interesse (produzidas em cativeiro) conforme critérios estabelecidos em função da história de vida de cada espécie Avaliação e monitoramento dos resultados obtidos com a soltura. 3. Avaliar o recrutamento natural de espécies de interesse desenvolvendo técnicas para aumentar a sua eficiência 3.1. Desenvolvimento de projetos para a melhoria do recrutamento através da proteção e restauração de habitat Desenvolvimento de projetos para a melhoria do recrutamento através de alterações em condições operativas das usinas Desenvolvimento de projetos para a melhoria de recrutamento através de implantação de estruturas de transposição (jusante montante, montante jusante) Desenvolver métodos para se detectar a reprodução e recrutamento de espécies de interesse em bacias hidrográficas. 4. Preservar espécies ameaçadas Desenvolvimento de projetos específicos para a conservação de espécies ameaçadas e/ou de interesse especial Desenvolvimento de projetos para a identificação de espécies ameaçadas. 5. Incentivar a participação da sociedade e desenvolver programas de educação ambiental com tema Peixe Desenvolvimento de projetos que incentivem a participação da sociedade no Programa Peixe Vivo Desenvolvimento de material educativo de tema Peixe 5.3. Incentivo à publicação dos resultados gerados pelo programa Peixe Vivo Organização de programas e eventos voltados para a educação ambiental e/ou troca de informações científicas de tema Peixe. 6. Evitar morte de peixes em decorrência da operação de usinas e reservatórios da Cemig GT Elaboração e adoção de procedimentos operacionais e regras operativas, verificações de execução e treinamento Buscar maneiras de se reduzir o número de peixes resgatados na manutenção de unidades geradoras Definição de obras, equipamentos e adaptações operativas.
10 6.4. Planejamento das operações e manobras Desenvolvimento de projeto para formação de banco de dados sobre ictiofauna à jusante das usinas para que subsidie o planejamento das operações. 7. Prover soluções para o resgate de peixes em manobras operativas 7.1. Desenvolvimento de metodologia que minimize riscos de acidentes no resgate de peixes em usinas Avaliação de estresse de peixes durante o resgate, suas conseqüências ambientais e formas de minimizar este impacto 8. Desenvolver projetos para o entendimento de padrões de comportamento de peixes Estudo do comportamento de peixes no canal de fuga Estudo do comportamento migratório de espécies de piracema Estudo do comportamento de espécies ameaçadas ou de interesse especial Estudo do comportamento de peixes provenientes de piscicultura. 9. Avaliar historicamente a ictiofauna dos reservatórios e subsidiar tecnicamente o monitoramento que é realizado 9.1. Elaboração de banco de dados para gestão das informações coletadas; 9.2. Levantando de informações atuais e históricas do monitoramento dos reservatórios; 9.3.Definir especificamente as diretrizes do monitoramento dos reservatórios, elaborando especificações técnicas que subsidiarão contratações de serviços (serão avaliadas e adequadas conforme outras solicitações pelos órgãos ambientais em condicionantes de licenças); 9.4. Acompanhamento dos resultados dos monitoramentos em andamento; 9.5. Análises dos dados e divulgação das informações. Atribuições Redigir procedimentos operacionais para se evitar acidentes com peixes nas usinas da Cemig GT. Revisar procedimentos operacionais já existentes para se evitar acidentes com peixes nas usinas da Cemig GT. Treinar equipes das gerências de engenharia e gerências operacionais nos procedimentos criados para se evitar acidentes com peixes na Cemig GT.
11 Auditar as gerências de engenharia e gerências operacionais para garantir que os procedimentos criados para se evitar acidentes com peixes estão sendo seguidos na Cemig GT. Criar em parceria com as gerências de engenharia e gerências operacionais barreiras físicas e soluções de engenharia que minimizem a chance da ocorrência de acidentes com peixes nas usinas da Cemig GT. Acompanhar todas as manobras programadas em máquinas e que envolvam risco à ictiofauna, de acordo com a IS-47, atuando de forma a minimizar os riscos de ocorrência de acidentes com peixes nas usinas da Cemig GT. Coletar informações para criação de banco de dados sobre peixes a jusante de usinas da Cemig GT. Estas informações são essenciais para a criação de estratégias mais eficientes para a minimização de impactos ambientais de usinas sobre a ictiofauna, tais como: programação de manutenção das unidades geradoras, operação de vertedouro, etc. Determinar prioridades de projetos de pesquisa para o ganho de conhecimento em áreas estratégias para a Cemig GT. Contratar projetos de pesquisa estratégicos. Acompanhar a execução dos projetos de pesquisa estratégicos. Apresentar os resultados dos projetos de pesquisa para a empresa e sociedade. Apoiar as gerências operacionais nos temas relativos à ictiofauna (piscicultura, transposição, biologia pesqueira, etc), analisando informações fornecidas pelas gerências e desenvolvendo programas e projetos para o correto manejo da ictiofauna Equipe do Programa Peixe Vivo Para alcançar seus objetivos, o Programa Peixe Vivo conta com uma equipe formada por profissionais da área de biologia, engenharia e comunicação. Abaixo um organograma representando a organização da equipe do programa:
12 O Programa Peixe Vivo conta em seu quadro fixo com cinco analistas ambientais na CEMIG e um na Universidade Federal de Minas Gerais em Belo Horizonte além de outros seis biólogos no Triângulo Mineiro e em Três Marias. O programa conta ainda com o apoio de um comunicador social da Superintendência de Comunicação Empresarial (CE) para apoiar nas ações de comunicação social e divulgação de informações do programa. Há ainda o apoio de diversos engenheiros (eletricistas, mecânicos e civis) das áreas de engenharia da Diretoria de Geração e Transmissão da CEMIG. As atribuições apresentadas no organograma acima definem os responsáveis pelas áreas técnicas do programa. Estes responsáveis respondem por suas áreas, mas contam com o suporte e com a troca de informações com os demais integrantes do programa e com profissionais de outras áreas da empresa. Os currículos e contatos dos profissionais do Programa Peixe Vivo se encontram no Anexo 1 deste relatório.
13 Pesquisa e Desenvolvimento
14 2. Projetos em Desenvolvimento pelo Programa O Programa Peixe Vivo deu continuidade em 2010 e 2011 aos projetos que já estavam em andamento no ano de 2009, sendo que novos projetos foram incorporados ao portfolio. Esses projetos são frutos das consultas realizadas a vários segmentos da sociedade, como pesquisadores nacionais e internacionais que realizam pesquisas relacionadas a ictiofauna, representantes de ONGs, de órgãos ambientais como o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis IBAMA e Instituto Estadual de Florestas IEF/MG, do segmento pesqueiro artesanal e comunidade de Três Marias, com o objetivo de identificar as diretrizes e ações mais importantes para a melhoria e proteção da ictiofauna no estado de Minas Gerais e definir estratégias de proteção para evitar e prevenir a morte de peixes nas usinas hidrelétricas da Cemig. Abaixo, quadro resumindo as informações sobre os projetos do Programa Peixe Vivo em 2010 e 2011:. Projetos em Andamento: -Avaliação de risco e morte de peixes em usinas da Cemig (UFMG); - Comportamento de peixes a jusante de barragens -subsídios para a conservação da ictiofauna (UFLA); -Desenvolvimento de índices de integridade biótica para avaliação de qualidade ambiental e subsídio para a restauração de hábitats em áreas de soltura de alevinos (UFMG, UFLA, CEFET, PUC-Minas) - Avaliação da eficácia de repovoamento nas represas de Nova Ponte e Volta Grande (UFMG). - Subsídios para conservação e manejo da ictiofauna da bacia do rio Jequitinhonha (UNIMONTES) -P&D 200: Transposição de Peixes: comportamento na natureza e características bio-mecânicas e natatórias de espécies migradoras brasileiras; -P&D 345: Desenvolvimento de ferramentas moleculares (DNA) para monitoramento ambiental de peixes e plantéis de piscicultura -Centro de Excelência em Ictiologia de Volta Grande. Custo total dos projetos: -R$ ,58 (Despesa) e R$ ,70 (Investimento)
15 2.1. Avaliação de risco de morte de peixes em usinas da Cemig Investimento: R$ ,78 Coordenador CEMIG: Raquel Coelho Loures Fontes Coordenador Suplente: Ricardo José da Silva Coordenador UFMG: Alexandre Lima Godinho Instituições envolvidas: CEMIG e UFMG Equipe: Mateus Carvalho, Thiago Teixeira, Ivo Prado Gavião Prado, Leonardo Resende, Ana Carolina Lacerda Rêgo, Atila Rodrigues de Araújo, Angelo Barbosa Monteiro Duração: 4 anos O projeto, Avaliação de risco e morte de peixes em usinas da Cemig, com a Universidade Federal de Minas Gerais UFMG tem por objetivos: monitorar continuamente as densidades de peixes e as condições ambientais de trechos estratégicos das bacias de drenagem, que sejam influenciados por usina(s) da CEMIG; estudar aspectos da biologia (reprodução, alimentação, distribuição, migração, etc) das espécies de peixes mais afetadas pelos procedimentos de manutenção de unidades geradoras e criar banco de dados padrão, com as informações de monitoramentos da ictiofauna que serão realizados nas usinas da CEMIG. Dentre os resultados encontrados nestes últimos dois anos, destaca-se o modelo de regressão linear construído para a UHE Amador Aguiar II (UHEAD), mostrando que a variação da abundância de Pimelodus maculatus (mandi) capturados nos monitoramentos prévios às manobras de drenagem, explicou 78% da variação na quantidade de indivíduos desta espécie resgatados no tubo de sucção. Com este poder de explicação, presume-se que a metodologia que vem sendo empregada pode trazer maior confiabilidade na estimativa da abundância de peixes aprisionados no tubo de sucção de unidades geradoras. O estudo continua em desenvolvimento, não só na UHEAD como também em outras usinas da empresa, para obtenção de um número maior de amostras e construção de modelos preditos mais robustos. Além disso, com a maior amostragem ao longo do tempo, pretende-se avaliar relações entre a abundância de peixes no canal de fuga com variáveis abióticas como: vazão turbinada e vertida, sazonalidade, nível da água do rio a jusante, temperatura e oxigênio dissolvido na água. O estabelecimento destas relações poderá subsidiar procedimentos operativos mais seguros ambientalmente, não só relacionados à drenagem de máquina, mas também visando mitigar impactos gerados pelas partidas das unidades geradoras e operação normal da usina.
16 2.2. Comportamento de peixes a jusante de barragens, subsídios para a conservação da ictiofauna. Investimento: R$ ,00 Coordenador CEMIG: Raquel Coelho Loures Fontes Coordenador Suplente: Ricardo Jose da Silva Coordenador UFLA: Paulo dos Santos Pompeu Instituições Envolvidas: CEMIG, UFLA, CEFET-MG, UFMG Equipe: Hersília de Andrade e Santos, Carlos Bernardo Mascarenhas Alves, Luiz Gustavo Martins Silva Duração: 4 anos. O projeto visa compreender as variações temporais e espaciais na abundância de espécies de peixes imediatamente a jusante da barragem de Três Marias; entender como se comportam imediatamente a jusante das barragens, submetidos a diferentes regimes de operação; propor medidas que levem à diminuição do risco de acidentes com entrada de peixes em tubos de sucção, entre outros. Para isso foram adotadas técnicas hidroacústicas: ecossondagem e telemetria acústica, inédita no Brasil. Os resultados encontrados até o momento com a técnica de ecossondagem, indicam que programar manobras de risco de morte de peixes, de abril a outubro, período de menor abundância de peixes no canal de fuga, e reduzir o número de partidas de novembro a março quando a abundância é significativamente maior, podem reduzir impactos sobre a ictiofauna a jusante da UHE Três Marias. Além disso, foi atestado que a hidroacústica pode ser uma técnica útil para amostrar os peixes não só nos reservatórios, como à jusante de barragens desde que a interferência por bolhas e vazão no canal de fuga não seja elevada a ponto de impedir a detecção dos ecos. A técnica de telemetria acústica está sendo utilizada na busca de informações sobre o comportamento dos peixes. Para isso, 200 peixes estão sendo marcados com transmissores
17 acústicos e rastreados por hidrofones instalados na área próxima à barragem da usina e submersos na água. Quando o peixe entra na área de abrangência dos receptores, todo o seu movimento fica armazenado no computador, sendo possível identificar o indivíduo marcado, a data e hora de entrada e saída, tempo de permanência e o tipo de comportamento do mesmo no local. Ao final do projeto, espera-se entender como os peixes se aproximam da usina, buscando subsidiar ações para evitar acidentes Desenvolvimento de índices de integridade biótica para avaliação de qualidade ambiental e subsídio para a restauração de hábitats em áreas de soltura de alevinos Investimento: R$ ,53 Coordenador CEMIG: João de Magalhães Lopes Coordenador Suplente: Fernanda de Oliveira Silva Coordenador UFMG: Marcos Callisto Instituições Envolvidas: CEMIG, UFMG, UFLA, CEFET-MG, PUC-MG Equipe: Paulo dos Santos Pompeu, Gilmar Bastos Santos, Volney Vono, Carlos Bernardo Mascarenhas Alves, Hersília Santos. Duração: 4 anos No presente projeto as unidades de estudo são os reservatórios de Nova Ponte, Três Marias, São Simão e Volta Grande e seus tributários. O objetivo é desenvolver índices de integridade biótica (IBI) como ferramenta para avaliar a qualidade ambiental e subsidiar a restauração de habitats em áreas de soltura de alevinos pela CEMIG. O índice incorpora informações ecológicas nos níveis de indivíduos, populações e comunidades correlacionando com o grau de degradação, podendo ser positiva ou negativa. A realização deste projeto será uma inovação metodológica no desenvolvimento de Índices de Integridade Biótica para a região neotropical utilizando as assembléias bentônicas e a ictiofauna e, principalmente,
18 podendo vir a ser uma importante ferramenta no gerenciamento da qualidade ambiental de reservatórios e bacias hidrográficas no Brasil. Este projeto envolve uma equipe de 4 pesquisadores brasileiros (UFMG, UFLA, PUC-Minas e CEFET), dois pesquisadores americanos (Oregon State University, US Environmental Protection Agency), um aluno de pós-doutorado, quatro alunos de doutorado, sete alunos de mestrado e quatorze alunos de iniciação científica. Até o presente momento já foram realizadas coletas nos tributários dos reservatórios de Nova Ponte, Três Marias e Volta Grande e nos corpos dos reservatórios de Nova Ponte e Três Marias. Em 2011 foram apresentados onze trabalhos científicos em congressos, simpósios e seminários nacionais da área ambiental como resultado deste trabalho. Também foi organizado um Workshop Internacional (Workshop on Ecological Assessment: the foundation for evaluating ecological patterns), em Oregon, EUA (Oregon State University), no período de 3 a 7 de outubro para a discussão dos dados gerados com o projeto Avaliação da eficácia de repovoamento nas represas de Nova Ponte e Volta Grande Investimento: R$ ,73 Coordenador CEMIG: João de Magalhães Lopes Coordenador Suplente: Flávia Silveira Lemos Coordenador UFMG: Evanguedes Kalaphotakis Instituições Envolvidas: CEMIG, UFMG, UFV, UFSCar e UFSJ Equipe: Alexandre Lima Godinho, Jorge Dergan, Pedro Galetti, Gabriel Yazbeck, Érika Alvarenga, Tatiana Barroca, Monica A. Gutierrez. Duração: 4 anos.
19 O objetivo deste projeto é avaliar a eficiência do repovoamento de espécies nativas como estratégia de conservação da ictiofauna em rios e reservatórios do estado de Minas Gerais. O repovoamento é uma medida utilizada para mitigar o impacto de barramentos em rios. No Brasil, ele vem sendo empregado desde a década de 1970 para, primariamente, restaurar, manter ou aumentar a produção pesqueira. Além de determinar essa eficiência, esforços estão sendo conduzidos para testar a hipótese que o local de soltura dos peixes influencia essa eficiência. Além de determinar a eficiência do repovoamento para o curimbatá (Prochilodus lineatus), a piapara (Leporinus elongatus) e a piracanjuba (Brycon orbignyanus) em diferentes represas da Cemig utilizando marcadores físicos e/ou moleculares; formar banco de DNA de material coletado das espécies de peixes utilizadas em repovoamento nas represas da Cemig; e avaliar as práticas de produção de alevinos de curimbatá destinados ao repovoamento em curso na Estação Ambiental de Volta Grande (EAVG). Tem-se obtido sucesso na extração, amplificação e seqüenciamento de um dos marcadores e o mesmo mostrou-se bastante útil para o estudo devido suas características genéticas. Os resultados obtidos a partir do seqüenciamento dos indivíduos permitirão concluir a caracterização genética das matrizes. As amostras obtidas, ou seja, o DNA extraído e identificado será armazenado em um banco de DNA com intuito de conservar importantes informações, como o conhecimento histórico da diversidade genética da ictiofauna. Entretanto, para a obtenção de dados mais robustos sobre a eficiência do repovoamento, o presente estudo foi iniciado pela represa de Jaguara, caracteristicamente um reservatório menor, e posteriormente será replicado à Volta Grande e Nova Ponte.
20 2.5. Transposição de Peixes: comportamento na natureza e características biomecânicas e natatórias de espécies migradoras brasileiras Investimento: R$ ,33 Coordenador CEMIG: João de Magalhães Lopes Coordenador Suplente: Fernanda de Oliveira Silva Coordenador UFMG: Carlos Barreira Martinez Instituições Envolvidas: CEMIG e UFMG Equipe: Alexandre Lima Godinho, Edna Vianna; Carlos Barreira Martinez Duração: 4 anos. Os objetivos gerais desse projeto são: i) ampliar o conhecimento sobre o comportamento de espécies migradoras no médio rio Grande (Volta Grande, Igarapava e Jaguara) e no rio Paranaíba (São Simão) através de utilização de biotelemetria e ii) medir as características bio-mecânicas de oito espécies migradoras das bacias do Paraná, São Francisco e rio Doce de forma a possibilitar o planejamento de Sistemas de Transposição de Peixes adequados a estas espécies. Dentre as atividades desenvolvidas destacam-se a marcação e rastreamento de peixes selvagens migradores nas represas do médio Grande (Volta Grande, Igarapava e Jaguara) e baixo Paranaíba (São Simão); marcação e rastreamento de peixes de cativeiro na represa de Jaguara; aperfeiçoamento de equipamentos para testes de capacidade natatória em laboratório e testes preliminares de capacidade natatória com a espécie Pimelodus maculatus. Foi necessário fazer uma alteração na tecnologia de rastreamento de peixes visando minimizar as interferências no sinal dos transmissores provocadas pela UHE São Simão. Desta forma, serão adquiridos equipamentos de telemetria acústica. Os resultados preliminares do projeto revelaram divergências no comportamento migratório entre peixes capturados e soltos em diferentes regiões, podendo indicar a presença de mais de uma população na área do médio rio Grande. Dentre as atividades previstas para iniciarem-se em 2012 destacam-se a marcação e soltura de P. maculatus para avaliação da taxa de mortalidade em turbinas no trecho do médio Grande e avaliação da capacidade natatória de oito espécies dos rios Paraná, Doce e São Francisco.
21 2.6. Subsídios para a conservação da ictiofauna da bacia do Rio Jequitinhonha Investimento: R$ ,60 Coordenador CEMIG: Raquel Coelho Loures Fontes Coordenador Suplente: Flávia Silveira Lemos Coordenador UFMG: Francisco Ricardo de Andrade Neto Instituições Envolvidas: CEMIG, Unimontes, UFMG e PucMinas Equipe: Anderson Medeiros, Daniel Carvalho, Gilmar Bastos e Nilo Bazzoli Duração: 4 anos A bacia do rio Jequitinhonha apresenta áreas recentemente impactadas pela construção de barragens (Usinas Hidrelétricas de Itapebi em 2002 e Irapé em 2005) e áreas que ainda apresentam algo grau de conservação dentro do estado de Minas Gerais. Apesar de serem áreas com requisitos diferentes em termos de manejo e conservação dos recursos naturais, elas se assemelham no baixo conhecimento disponível sobre sua ictiofauna. De um lado, a assembléia de peixes do reservatório de Irapé atravessa um período de reorganização, onde espécies com habilidades para colonização de ambientes lênticos e zonas pelágicas apresentam maiores chances de sucesso. Além disso, a bacia do Jequitinhonha apresenta áreas cuja ictiofauna ainda é desconhecida para a ciência. Essa fauna parece estar concentrada fora da calha principal, em riachos de pequena ordem. Esses locais serão, no futuro, alvos de mais barramentos e outros tipos de impactos. Desta forma, este projeto objetiva acompanhar a reorganização da comunidade de peixes no reservatório da Usina Hidrelétrica de Irapé e sua área de influência; acumular conhecimento sobre a reprodução das espécies de peixes mais abundantes ou importantes comercialmente no alto médio Jequitinhonha; e inventariar a ictiofauna da bacia em três trechos prioritários para a conservação. O projeto se subdivide em três subprojetos que serão realizados em parceria
22 com instituições de pesquisa que possuem experiência em cada um dos três temas: 1º subprojeto: Levantamento da ictiofauna da bacia do rio Jequitinhonha; 2º subprojeto: Monitoramento da ictiofauna do rio Jequitinhonha na área de influência da Usina Hidrelétrica de Irapé e 3º subprojeto: Desenvolvimento inicial de peixes da bacia do rio Jequitinhonha Centro de Excelência em Ictiologia de Volta Grande Investimento: R$ ,36 Coordenador CEMIG: João de Magalhães Lopes Coordenador Suplente: Flávia Silveira Lemos Apoio Técnico: Maria Paula Gomes Rossi, Wilton Paranhos, Carlos Henrique S. Mendes - Gerência de Engenharia Civil da Expansão da Geração e Transmissão Instituições Envolvidas: CEMIG, PUC-MG, UFLA, UFMG, IBAMA e IEF Equipe: Hugo Pereira Godinho, Paulo dos Santos Pompeu, Carlos Bernardo Mascarenhas Alves, Evanguedes Kalaphotakis; Leandro Gervásio, Mônica Vaz. Duração: 4 anos. Um projeto muito importante que é parte da estratégia do Programa Peixe Vivo é a criação do "Centro de Excelência em Ictiologia de Volta Grande" (CEIVG). Este projeto irá investir na melhoria e construção de instalações físicas da Estação de Piscicultura de Volta Grande, na realização de parcerias e convênios com universidades para assegurar conhecimento e melhoria das práticas de manejo da ictiofauna das bacias do baixo e médio rio Grande, rio Araguari e rio Paranaíba. Este centro também tem o potencial de se tornar referência nacional em gestão de recursos pesqueiros, desenvolvendo e transferindo tecnologia na área para demais concessionárias de energia e centros de pesquisa. O projeto
23 está sendo desenvolvido dentro da Superintendência de Gestão Ambiental da Geração e Transmissão com o apoio da Gerência de Engenharia Civil da Expansão da Geração e Transmissão e Gerência de Usinas do Oeste. Conta também com a participação de um grupo de pesquisadores da UFMG, UFLA e PUC-Minas além de analistas ambientais do IBAMA e IEF e do Programa Peixe Vivo que formam o Grupo de Revisão Científica de Volta Grande (GRCVG). Em 2010 e 2011 continuaram em andamento as reformas nos prédios já existentes na Estação de Piscicultura de Volta Grande. Também foram finalizados os projetos arquitetônicos dos laboratórios de reprodução e laboratório multifuncional além de ter sido contratada a empresa de engenharia responsável pela construção dos dois prédios. Ao final de 2011 estes dois laboratórios estavam em fase final de construção. O plano de gestão do CEIVG foi redigido e discutido com a Gerência de Manutenção dos Ativos de Geração do Oeste (MG/OE). Este plano deverá ser finalizado em 2012.
24 Manejo e Conservação
25 3. Programas de Manejo e Conservação 3.1. Programa de Repovoamento de Espécies Nativas A Estação de Piscicultura de Volta Grande possui 107 tanques que perfazem uma área total de lâmina d água de m². Deste total, m² de lâmina d água são usados para alevinagem e manutenção de matrizes. A lâmina d água restante constitui uma lagoa de decantação (lago 1) que recebe todos os efluentes gerados nos tanques restantes, conforme representado na figura abaixo. Para a reprodução artificial das espécies de piracema, a estação conta com um laboratório de reprodução, com 12 aquários com capacidade de 2000 litros e 18 incubadoras de 200 litros cada. A estação conta também com 2 laboratórios para larvicultura indoor de siluriformes, cada um com 12 caixas de 500 litros. Anexo ao laboratório de reprodução existe o laboratório de qualidade de água. Neste laboratórios estão diversos equipamentos usados para a análise de água dos tanques de piscicultura, dentre eles microscópios, lupas, espectofotômetro, etc. O laboratório conta ainda com uma sala para armazenagem de produtos químicos. O programa de peixamento coordenado pela Estação de Piscicultura de Volta Grande, abrange atualmente seis reservatórios nas bacias dos rios Grande (Volta Grande e Jaguara), Araguari (Nova Ponte e Miranda) e Paranaíba (Emborcação e São Simão). O repovoamento das bacias dos reservatórios segue cronograma definido no início da safra, o que em geral ocorre no mês de outubro. Cada reservatório possui um número mínimo de alevinos que deverão ser reintroduzidos, caracterizando uma meta que deve ser cumprida pela Estação de Piscicultura. Na grande maioria dos peixamentos organizados pela estação ocorre a participação da comunidade local, representada por autoridades e alunos de escolas públicas e particulares. O público assiste a uma breve palestra sobre meio ambiente e piscicultura no local do peixamento e participa ativamente na soltura dos alevinos. Estação de Piscicultura de Volta Grande
26 A Estação de Piscicultura de Itutinga tem atualmente 08 tanques escavados em terra que perfazem uma área total de lâmina d água de m² e 01 lagoa de decantação de cerca de 600 m² na saída do sistema que recebe todos os efluentes gerados nos tanques restantes. Para a reprodução artificial das espécies de piracema, a estação conta com 8 aquários com capacidade total de 2000 litros e 16 incubadoras de 200 litros cada. O programa de peixamento coordenado pela Estação Ambiental de ltutinga, abrange todas as áreas de influência das Usinas da MG/CS (Gerência de Manutenção de Ativos da Geração Sul) no sul de Minas Gerais, em seus reservatórios ou de tributários da bacia do rio Grande. O repovoamento dos reservatórios e tributários do rio Grande segue cronograma definido no início da safra. Na grande maioria dos peixamentos organizados pela Estação Ambiental de Itutinga ocorre a participação da comunidade local, representada por autoridades e alunos de escolas públicas e particulares. O público assiste a uma breve palestra sobre meio ambiente e piscicultura no local do peixamento e participa ativamente na soltura dos alevinos. Estação de Piscicultura de Itutinga A Estação de Piscicultura de Machado Mineiro possui 14 tanques que perfazem uma área total de lâmina d água de 6800 m² que são usados para alevinagem e manutenção de matrizes. Além dos tanques a área da piscicultura ainda possui uma lagoa de decantação que recebe todos os efluentes gerados nos tanques. Para a reprodução artificial das espécies de piracema, a estação conta com um laboratório de reprodução, com 02 aquários com capacidade de 2400 litros e 08 incubadoras de 200 litros cada. Anexo ao laboratório de reprodução existe o laboratório de qualidade de água. Neste laboratório estão diversos equipamentos usados para a análise de água dos tanques de piscicultura, dentre eles microscópios, lupas, espectrofotômetro, etc. O laboratório conta ainda com uma sala para armazenagem de produtos químicos.
27 O programa de peixamento coordenado pela Estação de Piscicultura de Machado Mineiro abrange atualmente os reservatórios de Irapé e de Machado Mineiro, localizados respectivamente nas bacias dos rios Jequitinhonha e Pardo, além das barragens de perenização. O repovoamento das bacias dos reservatórios segue cronograma definido no início da safra, o que em geral ocorre no mês de outubro. Este programa só é possível devido ao o convênio firmado entre a Horizontes Energia S.A. e a Fundação de Apóio e Desenvolvimento do Ensino Tecnológico da Escola Agrotécnica Federal de Salinas FADETEC e também devido ao contrato entre a mesma FADETEC e a Cemig Geração e Transmissão, onde cada convênio/contrato possui um número mínimo de alevinos que deverão ser reintroduzidos, caracterizando uma meta que deve ser cumprida pela Estação de Piscicultura. Para tanto, a FADETEC dispõe ainda, de 04 viveiros de piscicultura e um laboratório de piscicultura, localizados na Escola Agrotécnica Federal de Salinas, onde ocorre toda a fase de alevinagem dos peixes da bacia do Rio Jequitinhonha. Na grande maioria dos peixamentos organizados pela estação ocorre a participação da comunidade local, representada por autoridades e alunos de escolas públicas e particulares. O público assiste a uma breve palestra sobre meio ambiente e piscicultura no local do peixamento e participa ativamente na soltura dos alevinos. Estação de Piscicultura de Machado Mineiro O programa de peixamentos coordenado pelas Estações de Piscicultura de Volta Grande, Machado Mineiro e Itutinga na safra totalizou a produção e soltura de ,51kg de alevinos. Essas ações atendem os reservatórios existentes nos rios Araguari, Paranaíba, Grande, Jequitinhonha e Pardo. Após restrições em relação a importação da hipófise de carpa, e o uso de hormônios artificiais, esta foi a primeira safra utilizando hipófise de catfish. Este hormônio de ação e eficiência até então desconhecidas para os peixes
28 trabalhados nas estações ambientais da Cemig não permitiu recuperação da produção. Ainda vem sendo realizados testes para algumas espécies em relação a quantidade de hormônio que deve ser aplicada. Além disso, a safra da Estação Ambiental de Volta Grande foi voltada quase que exclusivamente para produção científica, tendo como apoio a produção em parceria com produtores rurais e IEF. Em alguns reservatórios não foi atingida a meta estabelecida, devido a vários fatores inibitórios a reprodução tais como a proibição do uso da hipófise e sua substituição por outro hormônio sintético, além da escassez de matrizes de algumas espécies. Ainda assim, foi possível alcançar 67,5% da meta estabelecida para a safra, com indivíduos soltos em 74 peixamentos realizados. Os gráficos abaixo apresentam os resultados obtidos na safra da CEMIG. A B A) Número de alevinos produzidos nas estações de piscicultura da empresa. B) Biomassa de peixes soltos e meta de soltura das estações de piscicultura da empresa.
29 Peixamento em Rio Pardo de Minas, realizado em março de Novos contratos Estação de Piscicultura de Leopoldina-EPAMIG Em 2011, foi firmado entre a Cemig Geração e Transmissão S/A, e a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais EPAMIG, um convênio com o objeto de incrementar das ações de pesquisa e produção em piscicultura, limnologia e biologia pesqueira na Região da Zona da Mata, bacia do rio Paraíba do Sul, no Estado de Minas Gerais, através da conjugação de esforços entre a CEMIG GT e a EPAMIG. Com o apoio técnico da equipe da FELP/ EPAMIG serão produzidos na primeira fase, alevinos das espécies curimba (Prochilodus vimboides), e/ou curimba (Prochilodus lineatus), piau-vermelho (Leporinus copelandii), e na segunda fase, com a estruturação da estação e formação da equipe técnica, pretende-se produzir alevinos das espécies piabanha (Brycon insignis) Pirapitinga do sul (Brycon opalinus) e surubim do Paraíba do Sul (Steindachneridion parahybae). A EPAMIG se compromete a produção de no mínimo alevinos ou 50% da produção anual da Fazenda Experimental de Leopoldina, bem como subsidiar pesquisas na área.
30 Centro Integrado De Recursos Pesqueiros E Aquicultura De Três Marias E Centro Integrado De Recursos Pesqueiros E Aquicultura De Gorutuba Após reformas na Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Três Marias, a estação retornou com sua produção na safra Neste momento, com um novo contrato firmado entre a CODEVASF e a CEMIG GT, que além deste centro, contará também com o Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Gorutuba, esperase uma produção de alevinos em cada CIRPA. Serão produzidos alevinos das espécies curimatã-pacu (Prochilodus argenteus), curimatã-pioa (Prochilodus costatus), piau-verdadeiro (Leporinus obtusidens), matrinxã (Brycon orthotaenia), dourado (Salminus franciscanus), surubim (Pseudoplatystoma corruscans), pacamã (Lophiosilurus alexandri) e cascudo-amarelo (Pterygoplichthys etentaculatus). Serão produzidos 200 mil alevinos/ano no CIRPA Três Marias de espécies nativas da bacia do rio São Francisco para atender os programas de peixamento na região do alto São Francisco, principalmente nos reservatórios de Três Marias, Cajuru e Gafanhoto e nos rios Paraopeba, Pará e São Francisco (a montante da barragem de Três Marias). E 200 mil alevinos/ano de espécies nativas da bacia do rio São Francisco que serão repassados à CEMIG GT, para peixamento de reservatórios, açudes, rios e riachos na bacia do rio São Francisco, no Estado de Minas Gerais, contribuindo para o Programa Peixe Vivo. Será realizado intercâmbio com técnicos da CIRPA Três Marias para capacitação dos técnicos do CIRPA Gorutuba em técnicas de reprodução, larvicultura e alevinagem das espécies de peixes nativas da bacia do rio São Francisco. Dos alevinos a serem liberados em peixamentos, serão marcados (marcas hidrostáticas) cerca de 25 mil alevinos/ano para avaliação da eficiência dos peixamentos. Duas vezes por ano serão efetuadas coletas de peixes nos locais de peixamentos (através de pesca experimental), na tentativa de recaptura de parte dos alevinos marcados. Com esses novos contratos de parcerias, a Cemig expande a atuação de pesquisa e soltura de alevinos como forma de manejo em seus reservatórios.
31 3.2. Monitoramento da Ictiofauna O monitoramento da ictiofauna em reservatórios brasileiros é uma prática recente, e sua maior difusão ocorreu após a implementação da nova legislação ambiental, que visa o licenciamento de empreendimentos que tem potencial de impactar o meio ambiente. Tal monitoramento visa detectar eventuais variações na abundância, riqueza e composição da fauna de peixes, e, no nosso contexto, relacionar essas variações aos impactos da construção das barragens que deram origem ao reservatório. Dessa forma, serve como importante ferramenta para a tomada de decisão sobre possíveis formas de manejo que têm como objetivo reduzir esses impactos, inerentes ao barramento do rio. A Cemig há muitos anos realiza o monitoramento da ictiofauna de seus reservatórios. Muitos destes monitoramentos ocorreram devido às cobranças dos Órgãos Ambientais, a fim de que os impactos causados pelos barramentos fossem analisados ao longo do tempo. Devido às várias questões como a relativa baixa qualidade dos relatórios que são emitidos e a ausência de análises temporais, o Programa Peixe Vivo buscou fazer um diagnóstico dos monitoramentos atuais para que medidas de melhorias fossem tomadas. Uma dessas medidas ligada fortemente ao ponto chave da execução do serviço contratado, foi a elaboração de uma especificação técnica para monitoramento de peixes, mais adequada para cada empreendimento. Além disso, o Programa Peixe Vivo está desenvolvendo um banco de dados com todas as informações disponíveis dos monitoramentos já ocorridos na empresa como também dos trabalhos atuais. Desta forma, se tornou ainda mais importante a contratação de serviços bem delineados e com parâmetros padronizados que permitirão a análise temporal da comunidade de peixes dos reservatórios. A previsão é de que no fim de 2012 este banco de dados esteja consolidado.
32 3.3. Sistemas de transposição de peixes Uma das ferramentas de manejo utilizadas para minimizar o efeito negativo do bloqueio da migração é a instalação de sistemas de transposição de peixes (STPs) nos barramentos. Seis usinas de Cemig apresentam esse tipo de ferramenta de manejo, listados abaixo: UTE Igarapé A Usina Termelétrica Igarapé (UTE Igarapé) foi construída no rio Paraopeba, um dos afluentes mais importantes do rio São Francisco. Nessa usina foi instalada, em 1994, um sistema de transposição para peixes do tipo escada. As informações geradas pelos trabalhos realizados na escada da UTE Igarapé evidenciaram que espécies migradoras utilizam o STP e que o mesmo possibilita o retorno dos peixes para trechos de jusante. Dessa forma, a transposição dos peixes para montante, que apresenta pior qualidade ambiental, não poderá ser prejudicial às populações abaixo do barramento UHE Igarapava A UHE Igarapava foi implantada no rio Grande entre as usinas de Volta Grande e Jaguara. A UHE Igarapava possui um sistema de transposição do tipo escada, que entrou em operação em Segundo trabalhos desenvolvidos na área de influência da UHE Igarapava, a montante da usina estão presentes pequenos tributários que não oferecem condições de desova e recrutamento para peixes migradores. A jusante da usina existe um importante afluente, o rio do Carmo, que pode funcionar como sítio de desova para curimbatás. Os resultados de monitoramento da escada mostram que a maioria dos peixes
33 (65%) que utiliza o mecanismo é compreendida por duas espécies: Pimelodus maculatus e Leporinus octofasciatus UHE Funil A UHE Funil foi construída no rio Grande, entre as barragens das UHEs Itutinga e Furnas. Na UHE Funil encontra-se instalado um sistema de transposição de peixes do tipo elevador, que faz o transporte de peixes do canal de fuga até o reservatório da usina. Importantes tributários estão presentes no trecho a montante da UHE Funil, sendo eles o rio das Mortes e o rio Capivari, que podem funcionar como locais de desova nesse trecho. A presença do rio do Cervo e de lagoas marginais ao rio Grande indica a existência de boas condições para recrutamento no trecho a jusante da UHE Funil. Os trabalhos de monitoramento do elevador de Funil mostram que a grande maioria dos peixes que utilizam o mecanismo (88%) é composta por apenas duas espécies: Bryconamericus stramineus e Pimelodus maculatus PCH Salto Morais A PCH Salto Morais foi implantada no rio Tijuco em 1957 e apresenta uma escada para peixes instalada em sua barragem. O rio Tijuco possui grande importância biológica, uma vez que é tributário do reservatório da UHE São Simão, rio Paranaíba, podendo funcionar como potencial rota migratória para os peixes. O estudo realizado na escada e na área de influência da PCH Salto Morais mostrou que o mecanismo é seletivo para a maioria das espécies. Adultos e alevinos de espécies migradoras foram capturados na região, indicando a importância desse tributário.
34 UHE Aimorés A Usina Hidrelétrica de Aimorés é uma das três usinas instaladas no rio Doce. Em seu trecho de vazão reduzida foi construído um STP do tipo escada, na margem esquerda do barramento. Os estudos realizados na área revelaram a presença de indivíduos jovens em todos os pontos de coleta, indicando que o trecho estudado atua como área de recrutamento para espécies de peixes migradores da bacia do rio Doce. Quanto ao sistema de transposição, a maioria dos peixes que utiliza a escada é de não migradores ou exóticos UHE Baguari A UHE Baguari está instalada no rio Doce, a montante da UHE Aimorés, tendo iniciado sua operação em outubro de Na margem percentual das espécies que utilizam o STP. direita do canal de fuga da UHE Baguari foi construído um STP do tipo escada. Peixes migradores apresentam baixas abundâncias região da UHE Baguari e, consequentemente, representam baixo
35 3.4. Apoio em Operações em Usinas O Programa Peixe Vivo trabalha desde setembro de 2007 para o desenvolvimento de uma metodologia para avaliação de risco de morte de peixes em usinas da Cemig. O ponto de partida foi a análise dos dados históricos de acidentes com a ictiofauna em usinas da Cemig. A identificação das principais manobras que impactam os peixes é muito importante para que medidas específicas sejam adotadas a fim de reduzir o risco de acidentes ambientais. Drenagem e Partida de máquina figuram entre as maiores causas de impacto sobre a ictiofauna, correspondendo a 52,5% e 20,8% da biomassa afetada respectivamente, de toda as causas de mortalidade considerando todas as usinas da empresa. Entretanto, partida de máquina é a operação mais recorrente, correspondendo a 39,85% dos registros sobre morte de peixes. A análise histórica das ocorrências mostrou que o período que vai de novembro a abril é o que apresenta maior risco, possivelmente por ser o período em que a concentração de peixes a jusante das usinas da Cemig é maior, fato observado pelos monitoramentos periódicos realizados pela equipe. De posse destas informações, tanto para todas as usinas em conjunto, como para cada uma individualmente, foi proposto um calendário de manobras para a área de manutenção da empresa. A premissa de criação deste calendário foi a de que nos meses que apresentavam historicamente a maior concentração de peixes à jusante da usina, a realização de manobras deve ser evitada. A espécie mais citada nos registros de morte de peixes é o mandi (Pimelodus spp), com 65% da frequência, seguida pela curimba (Prochilodus spp) com 23% e corvina com 16% (Plagioscion squamosissimus). Os acidentes com mandis parecem estar mais relacionados com as manobras de drenagem do tubo de sucção das usinas, enquanto curimbas e corvinas são mais atingidas por retornos de máquinas e testes de comissionamento das unidades geradoras. Além disso, a partir da análise foram identificadas as usinas em que os acidentes com a ictiofauna eram mais frequentes. A partir desta identificação todas as usinas da CEMIG foram classificadas de acordo com o seu grau de risco à ictiofauna: categoria A) Grandes (GCHs) e Pequenas (PCHs) Centrais Hidrelétricas que têm potencial de alto risco (avaliado pela abundância de peixes encontrada a jusante) e/ou que historicamente já apresentaram grandes acidentes envolvendo a ictiofauna; categoria B) GCHs e PCHs que têm potencial de médio e baixo risco e/ou que historicamente já não apresentaram grandes acidentes envolvendo a ictiofauna; categoria C) PCHs que realizam descarga de fundo e categoria D) PCHs que não realizam descarga de fundo. Para cada uma das categorias foram
36 propostas ações de avaliação de risco e mitigação de impactos específicos, de acordo com o potencial de acidentes à ictiofauna e de acordo com as manobras a serem realizadas em cada uma das usinas. Após a análise dos dados de acidentes ambientais envolvendo a ictiofauna em usinas da CEMIG e a classificação de riscos das usinas, o próximo passo tomado pela equipe do Programa Peixe Vivo foi a redação de uma instrução de serviço específica que disciplinasse as atividades de manobras em usinas hidrelétricas da empresa em relação aos cuidados a serem tomados para a proteção da ictiofauna. A implantação desta instrução em toda a empresa permitiu que as equipes de operação, manutenção e meio ambiente diretamente ligadas às manutenções e operações de risco das usinas tivessem um direcionamento de suas atividades durante estas operações. Dentre os pontos tratados pela instrução destacam-se: a determinação de responsabilidades e autoridades antes, durante e após as manobras realizadas; a criação de uma sistemática de planejamento das manobras que levasse em conta não só os aspectos de engenharia, mas também os aspectos ambientais; a oficialização da classificação das usinas da empresa em categorias específicas segundo o risco potencial que possuem de causar impactos à ictiofauna; a determinação de controles específicos para cada usina de acordo com a sua categoria de risco; a obrigatoriedade de comunicação prévia das manobras a serem realizadas pela Cemig aos órgãos ambientais (estadual ou federal de acordo com o rio no qual se localiza a usina); a obrigatoriedade de que qualquer manobra programada a ser realizada em usinas da Cemig cumprisse todos os requisitos listados pela instrução de serviço; e finalmente, a execução de uma avaliação prévia dos riscos à ictiofauna (monitoramento a jusante) que deve ser realizada antes de manobras mais arriscadas, por uma equipe especializada de biólogos Metodologia para a avaliação prévia de riscos à ictiofauna em usinas da Cemig A metodologia de avaliação prévia de riscos à ictiofauna foi desenvolvida partindo-se do pressuposto de que a quantidade de peixes existente à jusante de uma determinada usina em um determinado momento é proporcional ao risco de acidentes ambientais caso seja realizada qualquer manobra nesta usina neste momento. Desta forma, foi desenvolvido um sistema de amostragem de peixes que buscasse correlacionar a quantidade de peixes coletada antes da realização de determinada manobra com o risco potencial desta manobra. As coletas deveriam ser realizadas cerca de três dias antes da manobra programada. Para que esta metodologia pudesse ser implantada foi contratada uma equipe de biólogos,
37 distribuída em cinco regiões do estado de Minas Gerais: região oeste, triângulo mineiro, região norte, região sul e região leste. A coleta de ictiofauna foi adaptada para cada região de acordo com as características do rio e das populações de peixes existentes, mas todas as metodologias adotadas foram padronizadas para permitir a comparação de dados no tempo e espaço. Os apetrechos de coleta utilizados pelas equipes são anzol, tarrafas e redes de espera. Os peixes coletados devem ser identificados, pesados, medidos além de terem o seu estádio reprodutivo avaliado. Espécies de interesse (espécies migradoras ou comumente envolvidas em acidentes ambientais) devem ser fixadas e terem o seu conteúdo estomacal identificado em laboratório. Nas coletas que utilizam tarrafas e anzol, a maioria dos peixes é solta novamente no rio, sendo identificada a espécie e obtidos os dados biométricos. Com a realização de diversas manobras a jusante de algumas usinas da empresa é possível se correlacionar a quantidade de peixes coletada com o risco que a manobra apresentava à ictiofauna. Após a coleta, um relatório deve ser gerado pela equipe de campo do Programa Peixe Vivo avaliando o grau de risco daquela manobra para a ictiofauna e sugerindo que a manobra fosse realizada ou não, de acordo com este grau de risco Criação de um indicador estratégico para a empresa Um passo importante dado pela Cemig e que tornou instrução de serviço amplamente utilizada por todas as áreas de geração da empresa foi a criação de um indicador estratégico do Sistema Integrado de Gestão (SIG) da empresa que contemplasse os acidentes ambientais com a ictiofauna. Este indicador foi denominado de Biomassa Afetada (BA). A Cemig possui sistemas de gestão certificados e que estão sujeitos a auditorias periódicas. Os indicadores estratégicos dos sistemas permitem que os resultados empresariais da Cemig sejam medidos, através da criação de metas e avaliação do seu cumprimento. A criação deste indicador permitiu que toda a empresa tomasse conhecimento mensalmente do desempenho de cada usina em relação a impactos sobre a ictiofauna e criou enorme motivação das equipes de geração da empresa para a diminuição dos impactos ambientais das usinas sob a sua responsabilidade sobre a ictiofauna Resultados globais da implantação da metodologia A figura abaixo apresenta os resultados de acidentes ambientais da Cemig nos últimos 11 anos. Fica claro que a biomassa de peixes afetada por usinas da empresa sofreu
38 uma drástica redução após a implantação da metodologia para a avaliação de riscos de morte de peixes. Os anos em que a metodologia foi integralmente aplicada (2008 a 2011) tiveram os menores números de biomassa afetada, desde que estes números começaram a ser registrados pela empresa. Os valores médios de biomassa de peixes afetada por usinas da Cemig por mês caiu de 641kg para 85kg após a implantação da metodologia, uma queda de cerca de 87%. Biomassa de peixes afetada por usinas da Cemig nos últimos 11 anos (as colunas em preto indicam os anos em que a metodologia para avaliação de risco de morte de peixes em usinas da Cemig foi integralmente aplicada). A avaliação de padrões históricos, a classificação de risco das usinas, a adoção de procedimentos específicos e o desenvolvimento de um método de análise prévia dos riscos às manobras se mostraram ferramentas robustas para diminuir o impacto direto da operação das usinas da empresa sobre a ictiofauna. É também importante ressaltar que os resultados obtidos se deveram, em grande parte, à decisão do corpo diretivo da empresa em criar uma equipe multidisciplinar que pudesse avaliar o problema de maneira ampla, criando soluções específicas para cada um dos impactos observados. Como pôde ser observado, com a implantação da metodologia foram observadas quedas expressivas nos acidentes que envolviam a ictiofauna em usinas da empresa. A diminuição dos impactos se deu principalmente em manobras/operações de alto risco como paradas de máquina com drenagem da sucção e retornos de máquina ao funcionamento. Com a diminuição destes riscos novos padrões foram observados. Em algumas das usinas puderam ser identificados riscos ocultos antes não identificados por serem de menor magnitude. Um exemplo são os acidentes que ocorrem com a ictiofauna mesmo sem haver qualquer manutenção/operação na usina. Nestes casos os peixes muitas vezes conseguem acessar o tubo de sucção da usina
39 mesmo com a turbina em funcionamento. Atualmente, estes são os principais impactos observados em usinas da empresa e o Programa Peixe Vivo está desenvolvendo em parceria com as áreas de operação e manutenção da Cemig novas estratégias e métodos que possam diminuir estes impactos. Muitas destas abordagens trabalham com a avaliação de faixas operativas ótimas para cada máquina de determinada usina hidrelétrica, faixas que impedem que os peixes acessem o tubo de sucção. Outro aspecto a ser ressaltado é a possibilidade de se replicar esta metodologia em qualquer usina que apresente riscos associados à ictiofauna. A padronização de métodos e padrões de avaliação de riscos permite que decisões sejam tomadas de maneira integrada entre a área ambiental, de operação e manutenção da empresa, já que a informação gerada cria padrões de análise do risco baseados em fatos e dados. Com a implantação da metodologia, a escolha sobre a realização ou não de determinada manobra deixa de ser subjetiva ao permitir que comparações sejam feitas entre períodos e usinas distintas. Mais resultados sobre este estudo podem ser encontrados em publicações disponíveis em nosso site, através do endereço:
40 Relacionamento com a Comunidade
41 4. Relacionamento com a Comunidade 4.1. Ações para o público interno da CEMIG O Programa Peixe Vivo tem como estratégia a disponibilização periódica de informações para os empregados da Diretoria de Geração e Transmissão da CEMIG. A comunicação com este público é feita através de reuniões, seminários, workshops e relatórios. Abaixo estão descritas as principais ações adotadas em 2010/11 para melhorar a comunicação entre o Programa Peixe Vivo e os empregados da CEMIG envolvidos com o processo de geração de energia Publicações Internas Uma das formas utilizadas para a disponibilização das informações do programa para o público interno da CEMIG é a redação de relatórios técnicos do programa. Em 2010/11 foram redigidos relatórios mensais do Programa para empregados das áreas de operação, manutenção e meio ambiente da empresa. Estes relatórios trazem informações resumidas sobre o programa e seus indicadores Cursos para o Público Interno Tópicos em Manejo e Conservação da Ictiofauna para o Setor Elétrico Foram realizados pelo Programa Peixe Vivo em parceria com Univercemig dois cursos chamados Tópicos em Manejo e Conservação da Ictiofauna para o Setor Elétrico nos dias 21, 22 e 23 de setembro de 2010 na UHE Volta Grande e 29, 30 de setembro e 01 de outubro de 2010 em Três Marias no Centro de Educação Permanente Mário Bhering. O curso reuniu analistas ambientais e empregados de outras áreas da Cemig que discutiram temas como sistemática, anatomia e fisiologia de peixes, impactos causados pela implantação de barramentos, investigação da cena de mortandade dentre outros assuntos. O objetivo deste curso foi de proporcionar aos participantes conhecimentos básicos em ictiologia, limnologia, legislação, interação entre usinas hidrelétricas e a ictiofauna e política de geração elétrica. O curso se repetiu no ano de 2011 na UHE Três Marias e recebeu também profissionais externos à Cemig como analistas ambientais do IBAMA, profissionais da área ambiental de outras empresas do setor elétrico e consórcios.
42 Workshop Peixe Vivo Nos dias 26 e 27 de maio de 2010 foi realizado em Belo Horizonte o Workshop Peixe Vivo, com a participação de todas as regionais da Superintendência de Manutenção da Geração, diversas gerências da Diretoria de Geração e Transmissão e consórcios. O encontro teve como objetivos: divulgar os resultados do Programa Peixe Vivo internamente; avaliar os riscos que a empresa corre na interação usina x ictiofauna; nivelar as informações acerca dos procedimentos que garantem a conservação da ictiofauna em usinas e captar sugestões de melhoria da atuação do Programa Peixe Vivo. Curso de Sistemática e taxonomia de peixes de água doce da América do Sul Foi realizado na Estação Ambiental de Volta Grande, o Curso de Sistemática e taxonomia de peixes de água doce da América do Sul, ministrado pelo professor Francisco Langeani da UNESP/São José do Rio Preto nos dias 29 e 30 de junho de O curso teve como objetivo realizar um treinamento com os integrantes do programa para auxiliar na identificação de espécies capturadas durante monitoramentos. Foram aulas teóricas e práticas que
43 ofereceram além de capacitação e treinamento, uma troca de experiência entre os biólogos do programa e outros participantes. Reunião de Piscicultura O Encontro Anual de Piscicultura, realizado nos dias 27 e 28 de outubro de 2010 na Usina Hidrelétrica de Três Marias, reuniu profissionais da Cemig e de empresas parceiras para promover a interação entre os participantes e nivelar a experiência em piscicultura e repovoamento de reservatórios. Além das discussões sobre os trabalhos de cada estação de piscicultura, foi apresentado o Plano de Manejo das Pisciculturas da Cemig, elaborado com objetivo de padronizar metodologias de armazenamento e apresentação dos dados que compõem os relatórios produzidos a cada safra, como biomassa, espécies e número de alevinos. Com a padronização, será possível comparar o trabalho realizado nas estações confrontando dados como o de biomassa em relação à lâmina d água e dividir as informações de produção e de peixamento.
44 Workshop sobre impactos da UHE São Simão sobre a ictiofauna No dia 3 de agosto de 2011 ocorreu em Uberlândia o Workshop sobre impactos da UHE São Simão sobre a ictiofauna. Este workshop foi resultado de uma parceria entre GA/IP, MG/TA, RM, CE e PO/PE reunindo profissionais das áreas ambientais, de operação, manutenção e planejamento energético e tendo como objetivo desenvolver um plano de ação para diminuir os impactos ambientais da UHE São Simão sobre a ictiofauna na piracema 2011/12. Diversas gerências apresentaram estudos e dados referentes à operação da UHE São Simão e em seguida foi acordado um Plano de Ação em que as áreas participantes se comprometeram a desenvolver ações conjuntas para tentar mitigar o problema Ações para o público externo Publicações Externas Em 2010 a equipe do Programa Peixe Vivo participou das seguintes publicações técnicas: Três edições da revista MG Biota: a revista MG Biota é uma publicação do Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais. As edições, coordenadas por técnicos do Programa Peixe Vivo, trataram do estado de conservação das bacias hidrográficas mineiras com ênfase aos riscos ambientais para a ictiofauna nativa.
45 Técnicos do Programa Peixe Vivo participaram de seminários, congressos e simpósios em 2010/11 gerando Informes Técnicos publicados nos anais destes encontros. Os trabalhos publicados como informes técnicos foram: Metodologia para a definição de objetivos e espécies alvo de sistemas de transposição de peixes já implantados ; apresentado no IV Seminário Brasileiro de Meio Ambiente e Responsabilidade Social no Setor Elétrico. Programa Peixe Vivo: Cidadania e Cultura para as Comunidades Ribeirinhas ; apresentado no IX Seminario Del Sector Electrico Paraguayo Cigre. Desenvolvimento de Metodologia para a Avaliação de Riscos de Morte de Peixes em Usinas da Cemig ; apresentado no XXI Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica. Developing a methodology to evaluate risks and reduce fish mortality caused by Hydropower plants in Brazilian rivers ; publicado nos anais do Congresso Hydro 2011: Practical Solutions for a Sustainable Solution.
46 4.3. Encontros, Reuniões, Seminários e Fóruns. Um aspecto muito importante relacionado à ação do Programa Peixe Vivo é a disponibilização de informações para a sociedade através de encontros, reuniões, seminários e fóruns. Ao longo de 2011 foram apresentados diversos trabalhos na forma de pôsteres em Congressos, Seminários e Encontros por integrantes do programa e por equipes de universidades parceiras. Abaixo uma tabela que resume estas apresentações.. XIX Encontro Brasileiro de Ictiologia (Manaus). 18 trabalhos apresentados. XIII Congresso Brasileiro de Limnologia (Natal). 7 trabalhos apresentados. XIX Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos (Maceió). 2 trabalhos apresentados.xxi Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica (Florianópolis):. 1 trabalho apresentado. Cigre Paraguai (Ciudad del Este). 1 trabalho apresentado. Congresso Brasileiro de Genética (Águas de Lindóia). 1 trabalho apresentado. HYDRO 2011 (Praga Rep. Tcheca). 1 trabalho selecionado para compor a Publicação Técnica do Evento Total: 31 trabalhos O Programa Peixe Vivo também organizou alguns encontros e treinamentos durante os anos de 2010/11 para disponibilizar informações à sociedade. Abaixo uma breve descrição de alguns encontros nos quais integrantes da equipe do Programa Peixe Vivo apresentaram trabalhos: Biodiversity: Brazilian Cases- Nagóia/Japão O programa Peixe Vivo, foi um dos representantes do Brasil na décima edição da Conferência das Partes das Nações Unidas sobre a Convenção da Diversidade Biológica (COP-10), que aconteceu em Nagóia, no Japão em outubro de O programa que se destaca como um dos principais programas de conservação de biodiversidade do Brasil, garantindo a conservação da ictiofauna dos rios de Minas Gerais, participou com a apresentação de dois
47 cases, por Rafael Fiorine, durante o evento promovido pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), intitulado Biodiversity: Brazilian Cases, no dia 28 de outubro. O COP-10 reúne 193 países que integram a Convenção da Diversidade Biológica (CDB), que vão revisar o processo de implementação da convenção, considerar a adoção de um protocolo ABS (do inglês Internacional Regime on Access and Benefit-Sharing ou regime de acesso aos recursos genéticos), além de atualizar os programas de trabalho para atingir seus objetivos. O desafio é encontrar um caminho mais eficiente para a contenção das perdas de biodiversidade, depois que as metas adotadas fracassaram. Workshop da ABRAGE Realizado nos dias 27 e 28 de outubro de 2010 pela ABRAGE em parceria com o Programa Peixe Vivo, o Workshop da ABRAGE sobre Técnicas da Proteção da Fauna Ictiológica durante a Operação e Manutenção de UHE s, teve como objetivo atender a uma demanda já manifestada por algumas associadas da ABRAGE. Gerou-se um discussão interna e troca de experiências entre as associadas, com a participação de empresas geradoras convidadas, a respeito de técnicas de proteção da fauna ictiológica durante a operação de e manutenção de unidades geradoras e vertedouros de UHEs. As experiências trocadas constituem importantes subsídios para novos projetos.
48 2º Seminário Estratégias para Conservação de Peixes em Minas Gerais O 2º Seminário Estratégias para Conservação de Peixes em Minas Gerais, realizado nos dias 17 e 18 de novembro de 2010, reuniu em Belo Horizonte 206 participantes, dentre eles pesquisadores, ambientalistas e analistas ambientais de diversas empresas e órgãos ambientais. Os principais temas discutidos foram estocagem de peixes, transposição, biodiversidade e estado de conservação de peixes no estado e avaliação de programas ambientais. Curso de Piscicultura Entre os dias 13 a 17 de dezembro de 2010 e 12 e 16 de dezembro de 2011 foi realizada o Curso de Piscicultura na Estação Ambiental Volta Grande. O público alvo destes cursos foram estudantes e profissionais que atuam na área ambiental. Anualmente a MG/OE em parceria com o Programa Peixe Vivo, realiza este curso com o objetivo de capacitar profissionais e estudantes interessados na área de piscicultura. O curso contou com a participação de palestrantes da Estação Ambiental de Volta Grande, do Programa Peixe Vivo, e das instituições parceiras PUC-MG, UFTM e IEF. Foram ministradas também aulas práticas, onde os alunos aprendem a manejar e reproduzir espécies nativas da região.
49 Reunião com a comunidade da região de Nova Ponte No dia 01 de março de 2011 na cidade de Nova Ponte, a equipe do Peixe Vivo em parceria com a MG/OE promoveu uma reunião com a comunidade da região para apresentar os resultados obtidos com o projeto Desenvolvimento de Índices de Integridade Biótica para a Bacia de Drenagem do Reservatório de Nova Ponte. Este projeto é fruto de uma parceria entre CEMIG, UFMG, UFLA, PUC-Minas e CEFET-MG e tem como objetivo analisar fatores bióticos (insetos, peixes, vegetação ripária) e abióticos (fluxo hidráulico, assoreamento, ocupação humana) de diversos pontos em tributários e no corpo do reservatório de Nova Ponte para avaliar o estado de conservação ambiental destes pontos. Os resultados obtidos com o projeto permitem que se faça um amplo diagnóstico do estado de conservação da bacia de drenagem do reservatório e possibilitarão que medidas mais efetivas de mitigação de impactos ambientais sejam tomadas por prefeituras, órgãos ambientais, empresas e pela comunidade que atua na região. Esta reunião teve como objetivo divulgar para estes atores os resultados obtidos até o momento com o projeto e permitir o debate sobre eles. II Fórum de Inovação Tecnológica promovido pela Superintendência de Tecnologia da Cemig Nos dias 30 e 31/05 e 01 e 02/06 de 2011 aconteceu, no auditório da Cemig, o II Fórum de Inovação Tecnológica promovido pela Superintendência de Tecnologia da Cemig. No dia 31 o Programa Peixe Vivo apresentou o P&D 403 ROV- Desenvolvimento de Metodologia para Mitigação dos impactos de operação de usinas hidrelétricas sobre a ictiofauna com uso de ROV (Veiculo com operação remota) numa Parceira entre Cemig GT AXXIOM UFLA, com recursos da ANEEL. No dia 02/06 foi apresentado uma das demanda do Peixe Vivo para o ciclo 2011/2012 denominado Avaliação da dinâmica migratória de espécies de peixes nativos da bacia do Rio Jequitinhonha com ênfase na avaliação de viabilidade de sistemas de transposição para a UHE Irapé.
50 Seminário Desenvolvimento Sustentável e os Limites do Crescimento O Seminário Desenvolvimento Sustentável e os Limites do Crescimento foi uma promoção conjunta da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - Semad e da Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio, Indústria e Artesanato de Minas Gerais. O seminário reuniu em Belo Horizonte autoridades de todo o país para discutir crescimento e desenvolvimento sustentável. O evento realizado no dia 6 de junho de 2011, na Cidade Administrativa, evidenciou as melhores práticas sustentáveis dos setores público, privado e da sociedade civil. O jornalista Marcelo Micherif apresentou as ações socioambientais do Programa Peixe Vivo neste seminário. Seminário Construção de Centrais Hidrelétricas e Mitigação de Impactos Sócio- Ambientais Nos dias 09 e 10 de junho de 2011 o Programa Peixe Vivo representado pelo biólogo João Lopes participou do seminário Construção de Centrais Hidrelétricas e Mitigação de Impactos Sócio-Ambientais em La Paz, Bolívia. O seminário foi promovido pela UFRJ em conjunto com a Embaixada do Brasil, CAF-Bolívia e Banco Mundial atendendo solicitação do Ministério de Hidrocarburo e Energia da Bolívia. O evento teve como objetivo apresentar para o governo boliviano, pesquisadores e setores industriais do país as práticas de mitigação ambiental desenvolvidas no Brasil além de discutir o potencial hidroelétrico da Bolívia. Foram discutidos empreendimentos hidrelétricos brasileiros e algumas empresas brasileiras foram convidadas a apresentar cases de programas ambientais considerados como referência no país.
51 XIX Plenária Ordinária do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco Realizada no auditório do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), em Petrolina/PE, nos dias 07 e 08 de julho de 2011, marcou a comemoração dos 10 anos do Comitê. O Programa Peixe Vivo também estava presente com um estande apresentado o trabalho que é desenvolvido pela Cemig no âmbito de manejo e conservação de peixes e mitigação de impactos por hidrelétricas sobre a ictiofauna. Os visitantes do estande puderam ter acesso às informações do programa através de vídeos, site, blog, material de divulgação e conversa diretamente com um representante do programa. III Conferência Latino-Americana sobre o cultivo de peixes nativos Técnicos do Programa Peixe Vivo participaram da III Conferência Latino-Americana sobre o cultivo de peixes nativos realizada em Lavras no período de 13 a 15 de julho de O evento foi organizado pela UFLA e contou com a participação de diversos pesquisadores brasileiros e latino-americanos que discutiram e apresentaram trabalhos técnicos referentes à reprodução, larvicultura, nutrição e comercialização de peixes nativos. O Programa Peixe Vivo apresentou o trabalho desenvolvido pela Cemig através de um estande montado na área de convívio do evento.
52 23ª Semana da Família Rural em Uberlândia No dia 07 de julho os técnicos da Cemig Caissor e Edmundo, e a bióloga do Peixe Vivo Ana Carolina, ministraram uma palestra na 23ª Semana da Família Rural em Uberlândia. O evento foi realizado na Escola Agrotécnica da UFU (Universidade Federal de Uberlândia) e contou com a participação principalmente de produtores rurais da região, que buscavam adquirir mais informações sobre o tema piscicultura. A apresentação abordou as medidas de manejo adotadas pela empresa para conservação da ictiofauna nativa, com foco em piscicultura e peixamento. As experiências e resultados obtidos na produção de peixes nativos na Estação de Piscicultura de Volta Grande foram enfatizados. Workshop sobre Gestão de Bacias Hidrográficas O Programa Peixe Vivo participou do Workshop sobre Gestão de Bacias Hidrográficas que ocorreu nos dias 11 e 12 de agosto na UFMG. O workshop teve como objetivo discutir as bases teóricas, políticas públicas e ações transdisciplinares em bacias hidrográficas. Este evento foi resultado de uma iniciativa conjunta do Programa de pós-graduação em Ecologia, Conservação e Manejo de Vida Silvestre da UFMG e do Projeto Manuelzão/UFMG, e tem o apoio do Programa de pós-graduação em Ecologia da UFLA, AGB Peixe Vivo, CBH Rio das Velhas, SECTES-MG, CNPq, FAPEMIG, CAPES e CEMIG. Além de apresentações orais que sintetizam diferentes experiências em gestão de bacias hidrográficas no Brasil, Portugal e Equador, foram discutidos aspectos relacionados à importância da pesquisa científica para a sociedade atual, com especial ênfase no subsídio a tomada de decisão em gestão ambiental de bacias hidrográficas. O programa Peixe Vivo foi representado pelo biólogo João Lopes que proferiu a palestra: Programa Peixe Vivo da Cemig: a formação de parcerias para uma melhor gestão das bacias hidrográficas em Minas Gerais.
53 Seminário de Sustentabilidade Ambiental Visando uma maior interação com seus clientes do poder público, a Cemig Distribuição promoveu, em parceria com a Associação dos Municípios da Área Mineira da SUDENE AMANS, o Seminário de Sustentabilidade Ambiental com o tema Um olhar para a realidade Norte Mineira. Foram ministradas palestras sobre arborização urbana, o papel do município na gestão ambiental, Minas sem Lixões e melhores práticas dos municípios. O Programa Peixe Vivo apresentou as ações ambientais desenvolvidas em Minas Gerais com ênfase nas realizadas no norte de Minas. O evento ocorreu no dia 30 de setembro de 2011 na sede da AMANS em Montes Claros. Plano de Ação Nacional (PAN) do Mogi-Pardo-Grande A bióloga Fernanda de Oliveira Silva participou da oficina de elaboração do Plano de Ação Nacional (PAN) do Mogi-Pardo-Grande, realizada pelo ICMBio, em Iperó-SP, entre os dias 21 e 25 de novembro de Nessa oficina foram estabelecidas as ações que deverão ser implementadas na área com o objetivo de restaurar as populações de espécies de peixes ameaçadas de extinção. A oficina contou com a participação de diferentes setores, tais como pesquisadores do CEPTA/ICMBio, biólogos de secretarias de meio ambiente e prefeituras, estudantes e professores de universidades, empresas do setor elétrico, entre outros.
54 4.4. Visitas Técnicas Visita Técnica a Biosonics e Universidade de Washington em Seattle Com o objetivo de participar de um treinamento para utilização da Ecossonda Científica Digital DT-X da Biosonics, a Analista de Meio Ambiente, Raquel Loures, esteve durante uma semana na cidade de Seattle, WA em março de Esta ecossonda será utilizada em projeto do Peixe Vivo para avaliação de comportamento de peixes a jusante de barragens. O treinamento foi oferecido pela empresa fabricante do equipamento, Biosonics. Visita Técnica a Usina Hidrelétrica de Tucuruí As biólogas Fernanda Oliveira e Flávia Silveira do Programa Peixe Vivo visitaram a Usina Hidrelétrica de Tucuruí/PA no período de 22 a 30 de março de A visita teve como objetivo conhecer o banco de dados de ações ambientais (SIAMPA) e acompanhar o monitoramento da pesca realizado pelo CPA (Centro de Pesquisas Ambientais) da Eletronorte. A troca de experiências com a Eletronorte foi importante para conhecer outras metodologias de trabalho e auxiliar no delineamento e implantação do banco de dados de ictiofauna do Peixe Vivo.
55 Visita Técnica às obras da usina de Santo Antônio, rio Madeira - Porto Velho (RO) Os biólogos João Lopes e Fernanda Oliveira visitaram as obras da usina de Santo Antônio, no rio Madeira em abril de O objetivo da visita foi acompanhar os estudos desenvolvidos no canal provisório de transposição, construído no rio Madeira para testar aspectos relacionados à migração de peixes nativos. Os estudos desenvolvidos neste canal, que é uma estrutura experimental, auxiliarão na definição dos Sistemas de Transposição de Peixes a serem implantados na UHE Porto Velho e na UHE Jirau. Estão participando do estudo pesquisadores da UFMG e do Conte Anadromous Fish Research Center (USA). Os biólogos também conheceram as obras de construção da usina de Santo Antônio, o centro de recuperação de animais nativos e a Universidade Federal de Rondônia, setor de ictiologia. Visita Técnica ao NUPELIA As biólogas Fernanda Oliveira e Flávia Silveira, do Programa Peixe Vivo, visitaram o Núcleo de Pesquisa em Limnologia, Ictiologia e Aquicultura NUPELIA/UEM-Maringá/PR no período de 07 a 09 de junho de A visita teve como objetivo conhecer o banco de dados e acompanhar o monitoramento da ictiofauna realizado pelo PELD (Pesquisas Ecológicas de Longa Duração) desde A visita fez parte do delineamento para implantação do banco de dados de ictiofauna do Programa Peixe e padronização de metodologia de monitoramento.
56 Visita da equipe do meio ambiente da CHESF Nos dias 21 e 22 de fevereiro de 2011, o Programa Peixe Vivo e a Gerência de Manutenção de Ativos do Oeste receberem a visita da equipe do meio ambiente da CHESF. A visita teve por objetivo conhecer a forma de gestão das Pisciculturas e a implantação do Centro de Excelência em Ictiologia de Volta Grande, além de conhecer também a escada de peixes de Igarapava.
57 4.5. Premiações 4º Prêmio Brasil de Meio Ambiente O Programa Peixe Vivo foi escolhido pelas Comissões Julgadoras formadas pela FIRJAN como vencedor na Categoria Melhor Trabalho em Flora e Fauna do 4º Prêmio Brasil de Meio Ambiente. A premiação é capitaneada pela JB Ecológico, uma das mais importantes publicações da grande mídia impressa nacional voltada exclusivamente para a questão socioambiental e o desenvolvimento sustentável. A solenidade de entrega do prêmio aconteceu no dia 29 de janeiro de 2010, às 19h30min, no Jockey Club do Rio de Janeiro. Prêmio Aberje Regional No dia 5 de novembro de 2010, em São Paulo, a Cemig recebeu o Prêmio Aberje Regional na categoria Comunicação de Programas voltados à Sustentabilidade Empresarial. A Empresa venceu o prêmio na região Minas e Centro-Oeste com o trabalho Programa Peixe Vivo, empatada com a Copasa, que apresentou o case Programa Chuá: sustentabilidade além da teoria.
58 XXI SNPTEE O trabalho que o Programa Peixe Vivo apresentou no XXI SNPTEE realizado em 2011 em Florianópolis, intitulado: Desenvolvimento de Metodologia para a Avaliação de Riscos de Morte de Peixes em Usinas da Cemig foi selecionado como o melhor trabalho apresentado no Grupo Impactos Ambientais no evento. A seleção foi feita através de votação da comissão técnica avaliadora dos trabalhos e pelos participantes do seminário que assistiram às sessões técnicas. O trabalho do programa Peixe Vivo foi selecionado entre os 35 apresentados dentro deste grupo no seminário.
59 4.6. Ações Comunitárias Oficinas integradas Foram realizadas no segundo semestre de 2010 sete oficinas com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Paranaíba (Codevasf), Associação Mineira de Defesa do Ambiente (AMDA), Projeto Manuelzão (UFMG), Fundação Biodiversitas, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Federação dos Pescadores Artesanais de Minas Gerais e com representantes das colônias de pescadores de Três Marias, Pirapora, Buritizeiro, Ibiaí e da associação da Barra do Guacuí (Várzea da Palma), além das lideranças da comunidade de Três Marias e pesquisadores de centros diversos. Os eventos buscaram apresentar aos participantes os trabalhos desenvolvidos pelo programa, identificar as ações mais importantes para a proteção da ictiofauna em Minas Gerais, definir estratégias de proteção para evitar e prevenir a morte de peixes nas usinas da Cemig e discutir e coletar contribuições para a consolidação da Política de Biodiversidade da Empresa. Espetáculo Os Olhos do Surubim Rei Durante o ano de 2010 o espetáculo Os Olhos do Surubim Rei percorreu o Vale do São Francisco, apresentando-se para mais de 11 mil moradores de 8 municípios, incluindo Pirapora, Buritizeiro, Ibiaí, Januária, São Gonçalo do Abaeté, Várzea da Palma (Barra do Guacuí), Morada Nova e Felixlândia. Foram 76 apresentações, com a participação de estudantes de 76 escolas públicas e moradores locais. O roteiro da peça foi criado pelo Grupo Kabana com o intuito de explorar a rica cultura popular do Vale do São Francisco. No espetáculo, 23 bonecos esculpidos em madeira deslizam sobre a água (técnica popular no Vietnã), embalados por melodias e instrumentos de percussão executados ao vivo
60 representando 15 personagens, desde o pescador e lavadeiras até o mítico caboclo d água e o imenso surubim rei. Projeto Versol Cerca de 300 pessoas, incluindo o então vice-governador Antonio Anastasia, participaram do lançamento do Projeto Versol - Vela, Remo, Responsabilidade Socioambiental e Lazer na cidade de Três Marias, em fevereiro de Referência no setor elétrico, o Projeto Versol investe na iniciação esportiva, educação ambiental e profissionalizante de jovens, com idade entre 9 e 24 anos, de escolas públicas da região. Idealizado pela Cemig, em parceria com a Prefeitura de Três Marias e o Instituto Rumo Náutico, coordenado pelos irmãos Axel, Lars e Torben Grael, o projeto oferece, há dois anos, aulas práticas e teóricas de natação, vela (classes Dingue e Optimist) e remo. Por semestre, são formados cerca de 150 alunos. Um aluno e um instrutor do Versol, além de um instrutor que é ex-aluno, terão a chance de partiripcar do 38º Campeonato Brasileiro da Classe Laser, que neste ano ocorre em Três Marias.
61 29º Campeonato Centro-Oeste da Classe Laser, I Copa Versol De 13 a 15 de novembro de 2011, foram realizados três eventos envolvendo a comunidade de Três Marias: 29º Campeonato Centro-Oeste da Classe Laser, I Copa Versol; e a terceira edição do Tiro de Canoa. Os eventos foram patrocinados pela Cemig e Prefeitura Municipal de Três Marias, com organização da Associação Brasileira de Classe Laser (ABCL), Projeto Grael e da Federação dos Pescadores Artesanais de Minas Gerais. Os eventos tiveram como objetivo promover a cultura da pesca e preservar as tradições regionais recuperando o brilho de um personagem importante do São Francisco. O Projeto Versol atende 150 crianças e jovens entre 9 e 24 anos de escolas públicas da região com o objetivo de promover a iniciação esportiva e profissionalizante e oferecer educação complementar. O campeonato Tiro de Canoa envolveu pescadores de Pirapora, Ibiaí, Várzea da Palma (Barra do Guacuí), Buritizeiro, Três Marias, São Gonçalo do Abaeté, Morada Nova de Minas e Felixlândia Site do Programa Peixe Vivo Uma das ações de relacionamento mais importantes do Programa Peixe Vivo em 2011 foi a reformulação de seu site. O novo site do programa que pode ser acessado através do endereço: apresenta notícias atualizadas do programa além de fornecer informações sobre todos os projetos e ações em andamento. Também através do site é possível entrar em contato com os integrantes do programa para se tirar dúvidas e propor ações. O site também dá acesso ao blog do Programa Peixe Vivo que permite uma interação direta entre a comunidade e a equipe do Programa.
62 Realização Orçamentária
63 5. Realização Orçamentária O Programa Peixe Vivo realizou cerca de 96,90% do orçamento previsto para o ano de 2010 e 99,40% para o ano de Os gastos se distribuíram entre rotina, projetos de arquitetura e engenharia, projetos sociais e projetos de pesquisa. Abaixo tabelas que avaliam a realização orçamentária do programa em 2010 e Tabela de Prestação de Contas das despesas do Programa Peixe Vivo em 2010 e 2011
64 Além das despesas de rotina do programa, existem gastos realizados na categoria investimentos. Estes recursos são destinados à construção de obras civis (novos prédios, laboratórios e tanques de piscicultura) além da construção e instalação de grades que previnem a entrada de peixes nos tubos de sucção da UHE Três Marias. Abaixo a tabela que detalha estes gastos em Tabela de Prestação de Contas dos Investimentos do Programa Peixe Vivo em 2011 Nome Projeto Orçamento Máx. Compromissado Realizado Disposto Disponível Adiantamento Centro de Excelência em Ictiologia V.Grande Construção de Grades Stop-Fish Na UHE Três Marias Construção de Tanques para Piscicultura em Itutinga Total
65 Análise do Cumprimento dos Objetivos do Programa Peixe Vivo
66 6. Análise do Cumprimento dos Objetivos do Programa Peixe Vivo Quando da criação do Peixe Vivo em 2007 foram propostas 16 ações estratégicas para o programa. Na época foi realizada uma análise do status atual de conhecimento e ação da Cemig em cada uma das estratégias e o ideal a ser alcançado em Durante a reunião do Peixe Vivo em dezembro de 2011 estas ações foram reavaliadas pela equipe do programa, atualizando o status em 2011 e o ideal de cada estratégia em 2015 (Figuras 1 e 2). As ações podem ser agrupadas nas duas grandes vertentes que guiaram as primeiras ações do Peixe Vivo: Melhoria e proteção da ictiofauna no estado de Minas Gerais: 1. Seleção das espécies de peixes, bacias e usinas a serem trabalhadas. 2. Identificação das estratégias a serem adotadas por espécie, bacia e usina. 3. Reprodução em cativeiro das espécies de interesse, observando critérios genéticos (e observando técnicas para aumentar as possibilidades de sobrevivência dos filhotes após a soltura). 4. Soltura das espécies de interesse (produzidas em cativeiro) conforme critérios estabelecidos em função da história de vida de cada espécie. 5. Avaliação e monitoramento dos resultados obtidos com a soltura. 6. Execução e análise da eficácia de projetos de reprodução natural através de proteção e melhoria de habitats. 7. Análise da eficácia e pertinência de projetos de reprodução natural através de alterações em condições operativas das usinas. 8. Análise da eficácia e pertinência de projetos de reprodução natural através de implantação de estruturas de transposição (jusante montante, montante jusante). 9. Condução de projetos para espécies ameaçadas de interesse especial. 10. Educação ambiental e participação da sociedade.
67 Análise das ações da estratégia realizada em 2007 e reavaliação ocorrida em Os valores de 2011 são médias dos resultados das avaliações individuais dos membros da equipe do PV durante a reunião Estratégias de proteção para evitar e prevenir a morte de peixes nas usinas hidrelétricas da Cemig. 11. Manutenção de estrutura de planejamento, apoio e acompanhamento Peixe Vivo. 12. Elaboração e adoção de procedimentos e regras operativas e verificações de acompanhamento e treinamento. 13. Obras, equipamentos e adaptações operativas. 14. Planejamento das operações e manobras. 15. Estudo do comportamento dos peixes no canal de fuga e máquinas. 16. Melhorias para resgate, cadastro e manejo de peixes.
68 Análise das ações da estratégia realizada em 2007 e reavaliação ocorrida em Os valores de 2011 são médias dos resultados das avaliações individuais dos membros da equipe do PV durante a reunião Considerando a vertente de Melhoria e proteção da ictiofauna no estado de Minas Gerais, comparando a análise feita em 2007 com a realizada em 2011, podemos verificar que o maior avanço ocorreu nos itens 1, 2 e 3, com aumento na realização na ordem de 31, 24 e 23% respectivamente. As ações 6 e 7 que não eram tratadas em 2007 já começaram a ser atendidas pelo programa. A análise de 2011 mostrou que a percepção sobre a realização da ação: avaliação e monitoramento dos resultados obtidos com a soltura está abaixo daquela anteriormente considerada em As metas para 2015 foram reanalisadas de forma a ficarem mais realistas, considerando que em 4 anos não será possível atingir 100% de realização na maioria das ações. Considerando as ações estratégicas de proteção para evitar e prevenir a morte de peixes nas usinas hidrelétricas da Cemig (grupo B) percebemos que as metas permaneceram basicamente as mesmas. A maior realização foi observada no planejamento das operações e manobras e no estudo do comportamento dos peixes no canal de fuga e máquinas, com 68 e 61%, respectivamente. De forma geral, proporcionalmente a realização das ações nos últimos 4 anos foi maior neste grupo.
69 Grupo B Grupo A Realização das ações da estratégia do Programa Peixe Vivo, avaliada em 2011 considerando as novas metas para 2015 (atual em 2011/ideal em 2015). Esta análise nos dá um indicativo de que nos próximos anos devemos focar nas ações do grupo A para melhorarmos a realização do planejamento da estratégia do programa.
70 Anexos Relatório do Programa Peixe Vivo /2011
71 ANEXO 1: Contato e currículo dos profissionais do Programa Peixe Vivo Ana Carolina Lacerda Rego Cargo: Bióloga de Campo Currículo: Bióloga, Mestre em Ecologia e Conservação dos Recursos Naturais pela Universidade Federal de Uberlândia. Atua na área de ictiologia, com ênfase em dinâmica reprodutiva e alimentar de peixes e ecologia de reservatórios. Possui experiência na execução de trabalhos no setor hidrelétrico, realizando inventários, monitoramentos e operações de resgate e salvamento da ictiofauna. Endereço: Uberlândia, Centro Regional Integrado de Uberlândia. [email protected] Área de atuação: Apoio em Operações de Usinas na MG/TA e MG/OE Angelo Barbosa Monteiro Cargo: Biólogo de Campo Currículo: Formado em Ciências Biológicas pelo Centro Universitário de Belo Horizonte UniBH. Atualmente trabalha no programa Peixe Vivo como Biólogo de campo da Regional Norte. Endereço: Endereço: Av Castanheiras, 50 Bairro Cemig, Três Marias - MG [email protected] Área de atuação: Apoio em Operações de Usinas na MG/NT Atila Rodrigues de Araújo Cargo: Biólogo de Campo Currículo: Formado em Biologia pelo Centro Universitário do Planalto de Araxá em Cursa especialização em Avaliação de Fauna e Flora em Estudos Ambientais na Universidade Federal de Lavras. Experiência nas áreas de monitoramento da ictiofauna, mastofauna e avifauna. Endereço: Rodovia MG-427, Km 40, Conceição das Alagoas - MG [email protected] Área de atuação: Apoio em Operações de Usinas na MG/TA
72 Fernanda de Oliveira Silva Cargo: Bióloga Currículo: Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Minas Gerais (2005) e mestre em Ecologia Conservação e Manejo da Vida Silvestre pela Universidade Federal de Minas Gerais (2008). Atua principalmente nas áreas de ecologia e manejo da ictiofauna, com ênfase em transposição de peixes. Endereço: Av. Barbacena, 1200, Belo Horizonte - MG. [email protected] Área de atuação: Transposição de Peixes. Flávia Silveira Lemos Cargo: Bióloga Currículo: Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho-UNESP/Bauru (2005), mestrado em Biologia Celular pela Universidade Federal de Minas Gerais (2009) e especialização em Piscicultura pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) em andamento. Tem experiência na área de morfologia, com ênfase em reprodução de peixes teleósteos de água doce, atuando principalmente em biologia de ovos, embriões e larvas de teleósteos, e dinâmica da apoptose no desenvolvimento de teleósteos neotropicais. Endereço: Av. Barbacena, 1200, Belo Horizonte - MG. [email protected] Área de atuação: Monitoramento da Ictiofauna, Piscicultura e Peixamentos Ivo Gavião Prado Cargo: Biólogo de Campo Currículo: Graduado em Ciências Biológicas com ênfase em Gestão Ambiental pela PUC Minas. Mestrando em Ecologia Aplicada pela Universidade Federal de Lavras - UFLA. Tem interesse em gestão ambiental, conservação e ecologia de peixes de água doce. Endereço: Av Avenida Das Castanheiras, Nº20, Três Marias - MG. Área de atuação: Apoio em Operações de Usinas na MG/NT
73 João de Magalhães Lopes Cargo: Analista de Meio Ambiente Currículo: Formado em Ciências Biológicas com bacharelado em ecologia pela UFMG em 1999, Mestre em Ecologia Conservação e Manejo da Vida Silvestre pela UFMG em 2003, MBA em Gestão Empresarial pela UFU em Foi coordenador técnico da Estação de Piscicultura de Volta Grande de 2003 a Endereço: Av. Barbacena, 1200, Belo Horizonte - MG. [email protected] Área de atuação: Transposição de Peixes, Piscicultura e Peixamentos. Mateus Moreira de Carvalho Cargo: Biólogo de Campo Currículo: Bacharel licenciado em Ciências Biológicas pela PUC Minas (2002). Consultor para coleta de dados em projeto de pesquisa com primatas da mata Atlântica, na Associação Mico Leão Dourado, Casimiro de Abreu, RJ ( ). Consultoria junto à empreendimentos hidrelétricos (UHEs Risoleta Neves, Porto estrela, Salto Grande, Queimado, Capim Branco I) ( ). Biólogo integrante da equipe de gestão ambiental na PCH Mosquitão, Arenópolis, GO ( ). Biólogo de Campo do Programa Peixe Vivo da CEMIG (2009 em diante). Endereço: Av. Coronel José Teófilo Carneiro, 2777, Uberlândia - MG. Área de atuação: Apoio em Operações de Usinas na MG/TA. Leonardo Resende Cargo: Biólogo de Campo Currículo: Graduado em Ciências Biológicas (2006) pelo Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (UnilesteMG) e mestre em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre (2009) pela Universidade Federal de Minas Gerais. Tem interesse em ecologia e conservação de peixes de água doce. Endereço: Av. Antônio Carlos, 6627, Pampulha, ICB, sala E2 180, Belo Horizonte - MG [email protected] Área de atuação: Apoio em Operações de Usinas na MG/CS.
74 Raphael Jardim do Nascimento Cargo: Comunicador Empresarial Currículo: Graduado em Comunicação Social - Jornalismo pela PUC Minas (2010). Cursa especialização em Gestão na Fundação Dom Cabral (FDC). Desde junho de 2010 é comunicador social da Cemig, atuando na coordenação editorial de publicações impressas e eletrônicas e em campanhas de comunicação. Endereço: Av. Barbacena, 1200, Belo Horizonte MG. [email protected] Área de atuação: Comunicação Social e Relacionamento com a Comunidade Raquel Coelho Loures Fontes Cargo: Analista de Meio Ambiente Currículo: Possui graduação em Ciências Biológicas, licenciada (2004) e bacharel em Ecologia (2006) pela Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG. Mestre em Ecologia Aplicada pela Universidade Federal de Lavras UFLA. Analista de Meio Ambiente desde 2006 na CEMIG Geração e Transmissão atuante no Programa Peixe Vivo principalmente nas áreas de ecologia e manejo de peixes de água doce, com ênfase em impactos de hidrelétricas e monitoramento da ictiofauna. Atualmente é a coordenadora do Programa Peixe Vivo Endereço: Av. Barbacena, 1200, Belo Horizonte MG. [email protected] Área de atuação: Monitoramento da ictiofauna e apoio em operações de usinas. Ricardo José da Silva Cargo: Analista de Meio Ambiente Currículo: Formado em curso técnico agrícola e em contabilidade. Atua na gestão e apoio nos processos de manejo e produção de alevinos de peixes nativos, de mudas nativas e de arborização urbana, educação ambiental, apoio ambiental em manobras de risco na operação e manutenção de usinas hidrelétricas, licenciamentos ambientais e cumprimento de condicionantes ambientais. Como analista de meio ambiente atua em consultorias ambientais diversas, participando em reuniões e grupos de trabalho multifuncionais, na emissão de pareceres técnicos, gestão de contratos e participação em due dilligence. Endereço: Av. Barbacena, 1200, Belo Horizonte - MG. [email protected] Área de atuação: Apoio em operações de usinas.
75 Thiago Teixeira Silva Cargo: Biólogo de Campo Currículo: Biólogo, especialista em Gestão Ambiental pelo Centro de Ensino Superior de Uberaba CESUBE, atua na área de Ecologia de Ecossistemas Aquáticos, com ênfase em Ictiologia (monitoramento e estudo da ictiofauna). Experiência também em Percepção e Educação Ambiental e Inglês Intermediário. Endereço: Rodovia MG-427, Km 40, Conceição das Alagoas - MG [email protected] Área de atuação: Apoio em Operações de Usinas na MG/OE
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