Inovação e Propriedade Intelectual no mercado de biotecnologia
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- Rubens Faria Filipe
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1 Inovação e Propriedade Intelectual no mercado de biotecnologia Ana Claudia Dias de Oliveira Gerente de PI e Biodiversidade (ABIFINA) Consultora de Inovação e Propriedade Intelectual
2 O profissional de biotecnologia que o mercado precisa
3 Harmonia Ciência como doutrina x Ciência como negócio
4 Quais são as características que o mercado de biotecnologia quer? Estudo Criatividade Iniciativa Flexibilidade Objetivo do cliente Conhecimento de ferramentas
5 Busca de bibliografias Estudo Leitura de artigos Leitura de patentes Análise da bibliografia Detecção de tendências
6 Criação de ideias Criatividade Questionamentos Suposições Ideias na manga
7 Vontade de questionar Iniciativa Hábito de questionar Aprofundamento Discussões
8 Flexibilidade Visão de diferentes pontos de vista Adequação a processos Flexibilização dentro de uma rotina estabelecida
9 Objetivo do cliente Conhecer o cliente Cliente = CEO, chefe, orientador, gerente, diretor Cliente como foco do processo de inovação Inovação = meio de satisfazer e fidelizar clientes Escolha da estratégia Planejamento estratégico Plano por área - produtos e serviços
10 Estratégia Reduzir Criar Eliminar Curva de valor Elevar Estratégia Oceano Azul
11 Conhecimento de ferramentas Sistema de busca de informações de artigos científicos; Bases de dados de documentos de Patentes.
12 Bases de patentes
13 Propriedade Intelectual em Biotecnologia
14 Criatividade Invenção Inovação
15 Criatividade Ponto de partida para a inovação. Habilidade de conceber ideias novas; Habilidade de trazer um ponto de vista original; Habilidade de desenvolver um pensamento inédito.
16 Invenção Transformação de uma ideia nova e original apresentada em algo concreto e tangível. É a implementação da criatividade.
17 Inovação Objetivo final Resultado da introdução de algum elemento com certo grau de novidade capaz de criar valor econômico.
18 Para ser considerada uma inovação, a invenção precisa ter viabilidade comercial e ser adotada pelo mercado, gerando retorno aos envolvidos.
19 Quando não vinga no mercado, não causa nenhum impacto na sociedade e nem é absorvida pelos consumidores, ela é somente uma invenção.
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22 Tipos principais de invenções PI - a invenção deve atender aos requisitos de novidade, atividade inventiva e aplicação industrial. MU - nova forma ou disposição envolvendo ato inventivo que resulte em melhoria funcional do objeto.
23 Patente de invenção É considerada invenção o resultado de atividade inventiva que: a) esteja revestida do requisito de novidade; b) para um técnico especializado no assunto, não seja uma decorrência evidente do estado da técnica; c) não seja uma concepção puramente teórica; d) seja suscetível de utilização industrial.
24 Não se considera invenção Art. 10 [LPI] - Não se considera invenção nem modelo de utilidade: I - descobertas, teorias científicas e métodos matemáticos; II - concepções puramente abstratas; III - esquemas, planos, princípios ou métodos comerciais, contábeis, financeiros, educativos, publicitários, de sorteio e de fiscalização;
25 Não se considera invenção Art. 10 [LPI] - Não se considera invenção nem modelo de utilidade: IV - as obras literárias, arquitetônicas, artísticas e científicas ou qualquer criação estética; V - programas de computador em si; VI - apresentação de informações; VII - regras de jogo;
26 Não se considera invenção Art. 10 [LPI] - Não se considera invenção nem modelo de utilidade: VIII - técnicas e métodos operatórios, bem como métodos terapêuticos ou de diagnóstico, para aplicação no corpo humano ou animal; e
27 Não se considera invenção Art. 10 [LPI] - Não se considera invenção nem modelo de utilidade: IX - o todo ou parte de seres vivos naturais e materiais biológicos encontrados na natureza, ou ainda que dela isolados, inclusive o genoma ou germoplasma de qualquer ser vivo natural e os processos biológicos naturais.
28 Não são patenteáveis Art Não são patenteáveis: I - o que for contrário à moral, aos bons costumes e à segurança, à ordem e à saúde públicas; II - as substâncias, matérias, misturas, elementos ou produtos de qualquer espécie, bem como a modificação de suas propriedades físico-químicas e os respectivos processos de obtenção ou modificação, quando resultantes de transformação do núcleo atômico; e
29 Não são patenteáveis Art Não são patenteáveis: III - o todo ou parte dos seres vivos, exceto os micro-organismos transgênicos que atendam aos três requisitos de patenteabilidade - novidade, atividade inventiva e aplicação industrial - previstos no art. 8o. e que não sejam mera descoberta.
30 Não são patenteáveis Art Não são patenteáveis: Parágrafo único - Para os fins desta lei, micro-organismos transgênicos são organismos, exceto o todo ou parte de plantas ou de animais, que expressem, mediante intervenção humana direta em sua composição genética, uma característica normalmente não alcançável pela espécie em condições naturais.
31 Matérias não patenteáveis em Biotecnologia Sequências de nucleotídeos e peptídeos isolados de organismos vivos naturais per se (por não serem considerados invenções). Extratos e todas as moléculas, substâncias e misturas per se obtidas de ou produzidas a partir de vegetais, animais ou microrganismos encontrados na natureza (por não serem considerados invenções). Fonte: INPI, 2007
32 Matérias não patenteáveis em Biotecnologia Os animais e suas partes, mesmo quando isolados da natureza ou quando resultantes de manipulação por parte do ser humano; As plantas e suas partes, mesmo quando isoladas da natureza ou quando resultantes de manipulação por parte do ser humano (Lei de Cultivares - Lei n 9.456, de 25/04/1997); Fonte: INPI, 2007
33 Matérias não patenteáveis em Biotecnologia Métodos terapêuticos: os métodos terapêuticos biotecnológicos incluem, por exemplo, terapias gênicas (por não serem considerados invenções). Fonte: INPI, 2007
34 Matérias patenteáveis em Biotecnologia Vetores devidamente descritos quanto às sequências nucleotídicas naturais compreendidas nos mesmos (não são considerados produtos biológicos naturais); Composições que contenham material genético ou sequências de aminoácidos ou vírus, desde que devidamente caracterizadas como composições; Fonte: INPI, 2007
35 Matérias patenteáveis em Biotecnologia Composições contendo extratos, moléculas, substâncias ou misturas obtidas de ou produzidas a partir de vegetais, animais ou microrganismos encontrados na natureza, desde que devidamente caracterizadas como composições, não são consideradas como produtos biológicos naturais; Fonte: INPI, 2007
36 Matérias patenteáveis em Biotecnologia Processos de extração/isolamento; Processos de produção de plantas geneticamente modificadas são considerados patenteáveis, uma vez que não há restrição na LPI. Porém, a Lei de Biossegurança /2005, em seu Art. 6 e incisos II, IV e VII, estabelece a proibição da engenharia genética em célula germinal, zigoto e embrião humano, da clonagem humana e da utilização, a comercialização, o registro, o patenteamento e o licenciamento de tecnologias genéticas de restrição do uso; Fonte: INPI, 2007
37 Matérias patenteáveis em Biotecnologia Processos de produção de animais geneticamente modificados ou de obtenção de um produto em que uma das etapas envolve a obtenção de um animal, desde que tais processos não tragam sofrimento ao animal e caso o façam, que produzam algum benefício médico substancial ao ser humano ou animal. Também nesse caso, deve-se considerar o Art. 6º da Lei /2005; Fonte: INPI, 2007
38 Matérias patenteáveis em Biotecnologia Microorganismos mutantes são patenteáveis desde que sejam estáveis e reproduzíveis; Hibridomas e anticorpos monoclonais; Processos para obtenção de hibridomas e de anticorpos monoclonais. Fonte: INPI, 2007
39 Patente com componentes do patrimônio genético nacional
40 Patente com componentes do patrimônio genético nacional Pedidos de patente de invenção sobre processo ou produto obtido a partir de amostra de componentes do patrimônio genético nacional, depositados a partir de 30 de junho de 2000, devem observar as normas estabelecidas na MP /01 de 23/08/2001, bem como as resoluções Nº 34 do CGEN e Nº 207/09 do INPI, em vigor a partir de 30/04/2009.
41 Patente com componentes do patrimônio genético nacional Patrimônio genético: plantas, animais, fungos, bactérias, arquea, partes de organismos (folhas, pele, muco, sangue, raízes, extratos, órgãos, óleos, venenos, etc.), moléculas isoladas de organismos (DNA, RNA, proteínas, açúcares, lipídeos, etc.), e seus correspondentes sintéticos, bem como composições e processos contendo qualquer um dos itens acima (exceto patrimônio genético humano).
42 Como introduzir práticas de inovação Melhorar a capacidade de produzir ideias; Buscar ou oferecer treinamentos; Estabelecer processos; Estimular novas formas de pensar e de elaborar soluções;
43 Como introduzir práticas de inovação Estimular o fluxo de conhecimento entre as equipes e as pessoas de cada equipe; Melhorar a liderança da equipe; Avaliar a sua atitude para a inovação; Melhorar o ambiente de trabalho;
44 Algumas questões para reflexão 1. Você conhece a instituição em que trabalha? 2. Qual o papel da inovação para a sua instituição? 3. Você é uma pessoa com iniciativa? 4. Como a criação de ideias pode ser estimulada no seu ambiente de trabalho? 5. Quais os riscos de inovar? E os de não inovar? 6. Você consegue apontar alguma lacuna na sua atividade profissional?
45 Algumas questões para reflexão 7. Você pensa nas lideranças de sucesso que conhece? Tenta conhecer seus passos? 8. Você avalia suas atitudes para a inovação? E conhece as ferramentas que pode utilizar? 9. Estabelece projetos e desafios a curto, médio e longo prazos? 10. Os líderes da sua empresa (instituição) agem como facilitadores para a inovação?
46 Obrigada!
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