CONCEITOS BÁSICOS DE GEOLOGIA ECONÔMICA
|
|
|
- Ilda Chaves Gonçalves
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 CONCEITOS BÁSICOS DE GEOLOGIA ECONÔMICA O Que É Minério? Jazidas e Ocorrências Minerais Classificação das Jazidas Minerais Dimensões e Forma dos Corpos Mineralizados Controles das Mineralizações
2 O que é minério? Minério é um mineral ou uma associação de minerais (rocha) que pode ser explorado economicamente. Assim, um mineral pode, durante uma certa época e em função de circunstâncias culturais, tornarse um minério, podendo em seguida, desde que substituído por outros produtos naturais ou sintéticos, perder a sua importância econômica e voltar a ser um simples mineral. Fontes: Dicionário de Mineralogia - Pércio de Moraes Branco
3 Tabela de Clarke Elemento químico Alumínio Ferro Cobre Níquel Zinco Urânio Chumbo Ouro Mercúrio % na crosta (de peso) 8,00 5,8 0,0058 0,0072 0,0082 0, ,0001 0, , Fator de enriquecimento Fator de enriquecimento = quantidade de enriquecimento para obter um depósito (rentável). P.ex.: Alumínio se apresenta em média na crosta terrestre com 8%. Um depósito de alumínio contém entre 3 a 4 vezes mais alumínio (= 24% - 32%).
4 Unidades Para expressar a quantidade de um elemento químico em uma rocha se pode usar porcentos (%), ppm (partes por milhão) ou gramas por tonelada (g/t). Todas estas medidas são razões entre o elemento de interesse / rocha total. É dizer que a rocha total será 100 no caso de porcentos ou no caso de ppm ou tonelada. Tb se pode expressar a quantidade em uma fração por peso ou por volume. Ex.: Uma amostra com 100 partículas do mesmo tamaho, onde 99 partículas são de quartzo e uma partícula é de ouro. Expressa em % (volume) será 1%(vol) de ouro. A mesma distribuição expressa em "% peso" leva a 6,85%(peso) no caso do ouro: Quartzo tem peso específico de 2,65 g/cm 3, ouro 19,3 g/cm 3. A amostra total contém 99 X 2.65 = 262,35 g quartzo e 1 X 19,3 = 19,3 g de ouro. O total da amostra tem um peso de 281,65 g (262,35g + 19,3g = 281,65 g). Então 281,65 g será equivalente a 100 % e 19,3 g representam 6,85 % por peso. quantidade por peso quantidade por unidades relativamente abundante Cu, Fe, Al, Si, porcento% (peso) % (volume) elementos traços Au, Ag, gramas/ tonelada ppm (partes por milhões)
5 Representação gráfica de 1 %,2%, 3%, 4% e 5% em uma matriz de píxeles. 1 % 2 % 3 % 4 % 5 % fino Tabla: Unidades relativamente abundante Cu, Fe, Al, Si, elementos de traza Au, Ag, cantidad por peso porciento% (peso) gramos/ tonelada mediano cantidad por unidades % (volumen) ppm (Partes por millones grosso
6 Jazidas e Ocorrências Minerais Fatores: teor do minério; existência de métodos de beneficiamento apropriados; distância da jazida em relação aos centros de consumo; e custo da tonelada do minério.
7 Oferta versus Procura diagrama aranha P2 S2 ABASTECIMENTO Preço (p) P1 S1 P3 S3 PROCURA Q3 Q1 Q2 Quantidade (q)
8 Conceito de teor flutuações do preço do minério ou do concentrado no mercado de commodities; extensão e o tipo de jazida; o tipo de mina a ser implantada: a céu aberto ou subterrânea; presença de minerais acessórios, que tb podem ser extraídos (sub-produtos); elementos associados que oneram os processos de beneficiamento; novas descobertas tecnológicas; características do minério e das rochas encaixantes.
9 Classes de Recursos Minerais - Diagrama de McKelvey IDENTIFICADOS Demonstrados Inferidos Medidos Indicados NÃO IDENTIFICADOS Hipotéticos (em províncias conhecidas) Especulativos (em províncias por definir) SUBECONÔMICOS ECONÔMICOS Submarginais Paramarginais Reservas Recursos Totais Exequibilidade econômica Conhecimento geológico
10 Texturas e Estruturas dos Minérios e da Ganga Percolação Substituição Inclusões Fluidas Alteração
11 Percolação de Espaços Abertos Precipitação de liquidus silicáticos Ex.: Grãos de cromita em anortositos corrosão 1,3 cm resorção Bandas de cromita, Complexo de Bushveld
12 Cromitito exibindo grãos idiomórficos de cromita (cr) e massa silicática intersticial, no minério do depósito de Pedra Branca (CE)
13 Percolação De Espaços Abertos (cont.) precipitação de soluções aquosas Ex.: veio mostrando bandamento crustiforme
14 Veio preenchido por bornita (bn), calcosita (cc) e magnetita (mt) com sobrecrescimento acicular de anfibólio a partir da rocha encaixante, no minério sulfetado da Jazida do Salobo 3A (PA)
15 Substituição Grão de pirita (py) parcialmente substituído por goethita (gt) no minério oxidado da jazida de ouro de Passa Três (PR).
16 Inclusões Fluidas informações a respeito dos componentes voláteis associados ao magmatismo Tipos principais: L = aquosa V = vapor S = sólido Quartzo Fluorita Halita Calcita Apatita
17 Inclusões Fluidas (cont.) (1) PRANCHA 1 - Fotomicrografias em Luz Plana (LP) V L O S FOTO 1 - Fotomicrografia do campo 1 da amostra JJ-NB 28 - C. Presença de inclusões do tipo V com formato elíptico, associado as zonas do berilo (LP - 25x). FOTO 2 - Fotomicrografia referente ao campo 8 da amostra JJ-NB 28-B. Nota-se a presença de inclusão aquocarbônica associada a inclusão L V L S (2) T T B M (3)
18 Alteração das Encaixantes Relações de equilíbrio no sistema K 2 O Al 2 O 3 SiO 2 H 2 O
19 Tipos De Alteração Argilitização avançada Sericitização Argilitização intermediária Alteração potássica Propilitização
20 Tipos De Alteração (cont.) Cloritização Carbonatização Silicificação Feldspatização Turmalinização
21 Condicionantes: Influência do tipo das rochas originais Correlação com o tipo de mineralização Tempo de alteração da encaixante A natureza das soluções mineralizantes deduzidas da alteração das encaixantes
22 Exemplo: Mina de Ouro no Canadá Zonalidade da alteração nas encaixantes, com % de minerais nos diferentes estágios.
23 Bibliografia (leitura complementar) EVANS, A.M Ore geology and industrial minerals. Blackwell Science, 389p.. EVANS, A.M An introduction to Economic Geology and its environmental impact. Blackwell Science, 364p.. HUTCHISON, C.S Economic deposits and their tectonic setting. MacMillan Education Ltd., 365p. JENSEN, M.L. & BATEMAN, A.M Economic mineral deposits. John Wiley & Sons, 593 p. THE OPEN UNIVERSITY/UNICAMP 1997.Os recursos físicos da Terra. Bloco 3, Parte 1. Depósitos minerais 1: origem e distribuição. Editora da UNICAMP, 121P.
Exploração Sustentada de Recursos Geológicos. Aula nº88 29 Maio 09 Prof. Ana Reis
Exploração Sustentada de Recursos Geológicos Aula nº88 29 Maio 09 Prof. Ana Reis A nossa sociedade assenta sobre, e está dependente, da utilização de recursos como a água, solo, florestas e minerais. O
ESTRUTURAÇÃO INDÚSTRIA MINEIRA
ESTRUTURAÇÃO DA INDÚSTRIA MINEIRA Novas fronteiras Novas oportunidades Recursos Base Solo Subsolo Fundo oceânico Prospecção Pesquisa Investigação Geológica Jazigos e Massas Minerais Utilização Final Resíduos
Conceitos e Classificações de Jazigos Minerais. Morfologias. Estruturas internas. Texturas. Preenchimento. Substituição.
RG2009 Conceitos e Classificações de Jazigos Minerais Morfologias. Estruturas internas. Texturas. Preenchimento. Substituição. Explorabilidade. Métodos de exploração. Tratamento mineralúrgico. Qual a importância
Produção NÃO é função da abundância É função de Fatores Econômicos e Energéticos
INTRODUÇÃO O 47% Si 27% Al 8% Fe 5% Ca 4% Na 3% K 2,5% Mg 2% Ti 0,5% Total 99% CROSTA TERRESTRE (5 Km de profundidade) d Cr 0,01% Ni 0,008% Zn 0,007% 007% Cu 0,005% Co 0,0025% Nb 0,0021% 0021% Pb 0,0013%
Figura 1 Mapa de localização do Depósito Pilar (fonte: arquivos MSOL/2006)
LISTA DAS FIGURAS Figura 1 Mapa de localização do Depósito Pilar (fonte: arquivos MSOL/2006) Figura 2 - Mapa geológico simplificado do Cráton do São Franciso (segundo Schobbenhaus e Bellizzia, 2000); Limites
Apresentação de Dados Geoquímicos
Elementos de Interesse: são aqueles mais abundantes na crosta terrestre: Apresentação de Dados Geoquímicos Geoquímica de Rochas - Litoquímica Grupo dos 8 Grandes na Crosta Continental O Si Al Fe Ca Na
Tratamento de minérios. Introdução
Tratamento de minérios Introdução 9/3/2017 Conceitos, Terminologias e Minas Conceitos e terminologias MINÉRIOS São conjuntos de minerais ou rochas que contém um metal ou um mineral EXPLORÁVEL em condições
GEOLOGIA. Professor: Adilson Soares Site:
GEOLOGIA Professor: Adilson Soares E-mail: [email protected] Site: www.geologia.wiki.br Minerais e Rochas 1. Minerais e Rochas - conceito - propriedades dos minerais - tipos de rochas - ciclo das
18 de Maio de A redefinição de ambientes geotectônicos pode levar à descoberta de novos depósitos minerais: Projeto Troia - CE
A redefinição de ambientes geotectônicos pode levar à descoberta de novos depósitos minerais: Projeto Troia - CE Serviço Geológico do Brasil - CPRM Residência de Fortaleza - REFO 18 de Maio de 2016 Maciço
Investimentos minerais. Minas Gerais Bahia Tocantins
Investimentos minerais Minas Gerais Bahia Tocantins Localização dos alvos BX: Bauxita Mn: Manganês Au: Ouro Ti: Titânio Ni: Níquel Cr: Cromo Fe: Ferro Bauxita O Estado de Minas Gerais é o segundo maior
Revisão sobre Rochas e Minerais
Revisão sobre Rochas e Minerais Quando conhecemos melhor as pedras, elas deixam de ser simples objetos inanimados e transformam-se em pequenos capítulos da história do planeta Terra e da nossa própria
PMI INTRODUÇÃO À ENGENHARIA APLICADA À INDÚSTRIA MINERAL Prof. Maurício Guimarães Bergerman 1 o semestre de Lista de exercícios
PMI3101 - INTRODUÇÃO À ENGENHARIA APLICADA À INDÚSTRIA MINERAL Prof. Maurício Guimarães Bergerman 1 o semestre de 2015 Revisão de conceitos básicos Lista de exercícios 1) Qual o teor máximo de ferro de
Uso de Separação Gravimétrica na Concentração de Metais Provenientes de Sucatas de Placas de Circuito Impresso.
Uso de Separação Gravimétrica na Concentração de Metais Provenientes de Sucatas de Placas de Circuito Impresso. Nichele de Freitas Juchneski Agosto de 2014 RESÍDUO ELETRÔNICO É todo produto que utiliza
PRÉ CONCENTRAÇÃO. Arthur Pinto Chaves Escola Politécnica da USP Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo
WORKSHOP REPROCESSAMENTO DE REJEITOS DA MINERAÇÃO E ALTERNATIVAS INOVADORAS PARA SUA DISPOSIÇÃO PRÉ CONCENTRAÇÃO Arthur Pinto Chaves Escola Politécnica da USP Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo
R E C U R S O S M I N E R A I S
RECURSOS MINERAIS R E C U R S O S M I N E R A I S RECURSO FÍSICO Correspondem a produtos pertencentes aos ciclos naturais, os quais apresentam interação com todas (ou maior parte) das esferas terrestres.
Recursos Minerais. Prof Robert Oliveira Cabral
Recursos Minerais Prof Robert Oliveira Cabral Minério X Mineral Rocha na qual notamos a concentração de um ou mais substâncias que podem ser exploradas pelo seu valor econômico ou sua utilidade. Substâncias
Introdução à mineralogia
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAPÁ COLEGIADO DE LICENCIATURA EM QUÍMICA- PARFOR PROFESSORA ANA JÚLIA DE AQUINO Introdução à mineralogia Acadêmicos: Abenanias Furtado Vilhena Sonia Luiza Marques Valdiléia
CAPÍTULO V-MINERAGRAFIA E QUÍMICA MINERAL DA UNIDADE SULFETADA
CAPÍTULO V-MINERAGRAFIA E QUÍMICA MINERAL DA UNIDADE SULFETADA V.1- MINERAGRAFIA V.1.1- INTRODUÇÃO Estudos microscópicos detalhados para a caracterização dos minerais opacos foram realizados sobre preparações
ROCHAS ORNAMENTAIS FELDSPATO E QUARTZO
ROCHAS ORNAMENTAIS FELDSPATO E QUARTZO Ricardo Dutra (SENAI PR) [email protected] Resumo O Brasil possui uma das maiores reservas mundiais de granitos, e a lavra extensiva dos mesmos gera um volume
2. LOCALIZAÇÃO, FISIOGRAFIA E GEOLOGIA
25 2. LOCALIZAÇÃO, FISIOGRAFIA E GEOLOGIA 2.1. Localização O depósito mineral Animas encontra-se na província de Cailloma, no estado de Arequipa, ao sul do Peru. A área está definida pelas longitudes oeste
INTRODUÇÃO AOS PROCESSOS METALÚRGICOS. Prof. Carlos Falcão Jr.
INTRODUÇÃO AOS PROCESSOS METALÚRGICOS Prof. Carlos Falcão Jr. Sucatas de ferro (componentes desgastados, quebrados) também servem como matériaprima. INTRODUÇÃO AOS PROCESSOS METALÚRGICOS 1) Matérias-primas
A importância da litodependência na gênese do depósito de Ni laterítico do Complexo Onça Puma e suas implicações econômicas Carajás PA
A importância da litodependência na gênese do depósito de Ni laterítico do Complexo Onça Puma e suas implicações econômicas Carajás PA 1 Maio de 2016 Ouro Preto MG genda 1. Localização 2. Geologia 3. Perfil
PESQUISA MINERAL I. Professora: Thaís Dornelas
PESQUISA MINERAL I Professora: Thaís Dornelas Unidade 05 PESQUISA MINERAL Conceitos básicos de prospecção mineral EMENTA Fundamentos da pesquisa mineral (conceitos básicos) Métodos de pesquisa mineral
Parte 2. Química Aplicada. Professor Willyan Machado Giufrida
Tópicos especiais Corrosão na construção civil Parte 2 Propriedades de alguns elementos metálicos Química Aplicada 1 Professor Willyan Machado Giufrida Propriedades Físicas dos Metais São, geralmente,
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA METALÚRGICA. Introdução à metalurgia dos não ferrosos
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA METALÚRGICA Introdução à metalurgia dos não ferrosos 1 Eng. Metalúrgica Divisões da Metalurgia A metalurgia pode ser dividida nas seguintes áreas: Metalurgia física (propriedades)
Composição química: 74,2% de SiO 2 (rocha ácida) e mais de de Al 2 O 3, K 2 O e Na 2 O.
1. Identificação da Equipa Escola: Equipa: Localização [Vila/cidade/distrito e país] Escola Secundária de Maximinos Gregorianos (alunos do 11º 2 e prof. Adelaide Sousa) Braga/ Braga/ Portugal 2. Caracterização
METAIS BÁSICOS: PROJETOS DA CVRD
METAIS BÁSICOS: PROJETOS DA CVRD METAIS BÁSICOS: PROJETOS DA CVRD AGENDA Projeto 118 Salobo Níquel do Vermelho Cristalino Alemão LOCALIZAÇÃO LOCALIZAÇÃO Belém São Luís Pará Brasília Belo Horizonte Rio
Prof. Dr. Renato Pirani Ghilardi Dept. Ciências Biológicas UNESP/Bauru - SP. Tipos de Rochas
Prof. Dr. Renato Pirani Ghilardi Dept. Ciências Biológicas UNESP/Bauru - SP Tipos de Rochas MINERAIS E ROCHAS Mineral: elemento ou composto químico resultante de processos inorgânicos, de composição química
Geometalurgia Aplicada na Mina de Zinco de Vazante, Minas Gerais
Geometalurgia Aplicada na Mina de Zinco de Vazante, Minas Gerais EXPLORAÇÃO MINERAL 18/05/2016 Apresentando a usina de Vazante 6 1 5 4 3 2 1 - Britagem 4 - Flotação 2 - Formação de Pilha 5 - Espessamento
Metalurgia de Mates. Essencialmente, mates são misturas líquidas de sulfetos de metais. Produção de Cu, Ni e Co. Definição
Metalurgia de Mates Metalurgia de Mates Produção de Cu, Ni e Co Definição Essencialmente, mates são misturas líquidas de sulfetos de metais. Calcopirita CuFeS 2 34,5% Cu, 30,5% Fe, 35% S outros minerais
LITOSFERA SIMA SIAL. Litosfera (crosta): camada rochosa da Terra (até 70 km de profundidade).
ESTRUTURA GEOLÓGICA ESTRUTURA DA TERRA LITOSFERA SIMA SIAL Litosfera (crosta): camada rochosa da Terra (até 70 km de profundidade). DESCONTINUIDADE DE MOHOROVICIC Limite entre a Litosfera e o manto MANTO
MINERAL É uma substância inorgânica ocorrendo na natureza, mas não necessariamente de origem inorgânica (ex: petróleo e âmbar), a qual tem
TERMOS TÉCNICOST MINERAL É uma substância inorgânica ocorrendo na natureza, mas não necessariamente de origem inorgânica (ex: petróleo e âmbar), a qual tem propriedades físicas e composição química definidas
PROJETO SEARA ESTUDOS DE CARACTERIZAÇÃO E CONCENTRAÇÃO DE AMOSTRA DE ITABIRITO FRIÁVEL
PROJETO SEARA ESTUDOS DE CARACTERIZAÇÃO E CONCENTRAÇÃO DE AMOSTRA DE ITABIRITO FRIÁVEL Introdução O Projeto Seara consiste na avaliação de uma formação ferrífera com aproximadamente 3,6 km de extensão
Compreendendo a Terra
Frank Press Raymond Siever John Grotzinger Thomas H. Jordan Compreendendo a Terra 4a Edição Mineral: matéria prima da Terra Lecture Slides prepared by Peter Copeland Bill Dupré Copyright 2004 by W. H.
Recursos Geológicos e o Ordenamento do Território: o exemplo do PDM de Bragança Carlos A. Pinto Meireles - (L.N.E.G.)
Recursos Geológicos e o Ordenamento do Território: o exemplo do PDM de Bragança Carlos A. Pinto Meireles - (L.N.E.G.) Com base no trabalho de C. Meireles, A. Moreira, A.P. Pereira, A. Parra & L. Martins
MODALIDADE EM2. 3 a Olimpíada de Química do Rio de Janeiro 2008 EM2 1 a Fase
MODALIDADE EM2 Leia atentamente as instruções abaixo: Esta prova destina-se exclusivamente aos alunos das 2 a séries do ensino médio. A prova contém dez questões objetivas, cada uma com cinco alternativas,
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE TECNOLOGIA FACULDADE DE ENGENHARIA MECÂNICA CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA
Disciplina: Materiais de Construção Mecânica Assunto: Diagrama de equilíbrio de fases Professor: Jorge Teófilo de Barros Lopes 1) Determine a composição e a quantidade relativa de cada fase presente em
Beneficiamento gravimétrico. Apresentação da componente curricular Súmula Objetivos Conteúdo Critérios de avaliação Cronograma Bibliografia
Beneficiamento gravimétrico Apresentação da componente curricular Súmula Objetivos Conteúdo Critérios de avaliação Cronograma Bibliografia Beneficiamento gravimétrico SEMESTRE: 4º semestre CARGA HORÁRIA:
A MINERAÇÃO E A GLOBALIZAÇÃO
TENDÊNCIAS TECNOLÓGICAS: GEOCIÊNCIAS PAINEL EXPLORAÇÃO MINERAL A MINERAÇÃO E A GLOBALIZAÇÃO Iran F. Machado Consultor CPRM Rio de Janeiro 12 de julho de 2006 A globalização no setor mineral se traduz em:
Serviço Geológico do Brasil CPRM
Serviço Geológico do Brasil CPRM PROGRAMA DE LEVANTAMENTOS GEOQUÍMICOS PARA EXPLORAÇÃO MINERAL DA CPRM VI SIMEXMIN SIMPÓSIO BRASILEIRO DE EXPLORAÇÃO MINERAL Ouro Preto-MG, 11 a 14 de maio de 2014 FRANCISCO
INTRODUÇÃO À GEOTECNIA (TEC00249)
INTRODUÇÃO À GEOTECNIA (TEC00249) Minerais constituintes das rochas Prof. Manoel Isidro de Miranda Neto Eng. Civil, DSc A crosta terrestre: rochas e minerais Minerais São os materiais naturais, de origem
Atual Estágio de Desenvolvimento Tecnológico da Produção de Energia Nuclear no Brasil. Alfredo Tranjan Filho Presidente.
Atual Estágio de Desenvolvimento Tecnológico da Produção de Energia Nuclear no Brasil Alfredo Tranjan Filho Presidente Julho, 2008 MISSÃO DA INB Garantir o fornecimento de combustível nuclear para geração
3 O Ciclo do Combustível Nuclear
42 3 O Ciclo do Combustível Nuclear O ciclo do combustível nuclear é o conjunto de etapas do processo industrial que transforma o mineral urânio, desde quando ele é encontrado em estado natural até sua
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E ENGENHARIAS DEPARTAMENTO DE PRODUÇÃO VEGETAL. DPV 053 Geologia e Pedologia
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E ENGENHARIAS DEPARTAMENTO DE PRODUÇÃO VEGETAL DPV 053 Geologia e Pedologia Rochas Ígneas Alegre - ES 2017 ROCHAS ÍGNEAS Etnologia termo
Fundamentos de mineralogia e o ciclo de geração das rochas
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA Fundamentos de mineralogia e o ciclo de geração das rochas Prof. Paulo Jorge de Pinho Itaqui, março de 2017 Generalidades Crosta terrestre composta por ROCHAS compostas por
Processos de Concentração de Apatita Proveniente do Minério Fósforo- Uranífero de Itataia
Processos de Concentração de Apatita Proveniente do Minério Fósforo- Uranífero de Itataia Leandro Almeida Guedes de Jesus Bolsista PCI, Técnico Químico Marisa Bezerra de Mello Monte Orientadora, Engenheira
EVOLUÇÃO DAS RESERVAS MEDIDAS E INDICADAS DE MINERAIS METÁLICOS E FERTILIZANTES NO BRASIL: PANORAMA
VI Simpósio Brasileiro de Exploração Mineral ADIMB - Agência para o Desenvolvimento Tecnológico da Indústria Mineral Brasileira EVOLUÇÃO DAS RESERVAS MEDIDAS E INDICADAS DE MINERAIS METÁLICOS E FERTILIZANTES
CERÂMICA INCORPORADA COM RESÍDUO DE ROCHAS ORNAMENTAIS PROVENIENTE DA SERRAGEM DE BLOCOS UTILIZANDO TEAR MULTIFIO: CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL
CERÂMICA INCORPORADA COM RESÍDUO DE ROCHAS ORNAMENTAIS PROVENIENTE DA SERRAGEM DE BLOCOS UTILIZANDO TEAR MULTIFIO: CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL GADIOLI, M. C. B., PIZETA, P. P., AGUIAR, M. C. Setor de Rochas
Mineração no Paraná e Evolução Humana Parte 2. Prof. Dr. Antonio Liccardo Departamento de Geociências Universidade Estadual de Ponta Grossa
Mineração no Paraná e Evolução Humana Parte 2 Prof. Dr. Antonio Liccardo Departamento de Geociências Universidade Estadual de Ponta Grossa Evolução histórica 4 fases 1 - Desbravamento e ocupação do território
ROCHAS ÍGNEAS ENG1202-LABORATÓRIO DE GEOLOGIA. Prof. Patrício Pires 20/03/2012
ROCHAS ÍGNEAS ENG1202-LABORATÓRIO DE GEOLOGIA 20/03/2012 Prof. Patrício Pires [email protected] Rochas Magmáticas O que é uma Rocha Magmática? O que acontece durante o arrefecimento e cristalização
QUÍMICA. Soluções: características, tipos de concentração, diluição, mistura, titulação e soluções coloidais. Parte 5. Prof a.
QUÍMICA Parte 5 Prof a. Giselle Blois Costuma-se usar a unidade parte por milhão (ppm) para soluções de concentrações extremamente pequenas. * Partes por milhão (ppm): Indica quantas partes de soluto (em
GEOLOGIA PARA ENGENHARIA CIVIL MINERAIS E ROCHAS
GEOLOGIA PARA ENGENHARIA CIVIL MINERAIS E ROCHAS Prof. Dr. Daniel Caetano 2011-2 Visão Geral 1 2 3 4 5 6 Motivação Matéria Sólida Minerais Grupos de Minerais Identificação dos Minerais Origens: Minerais
Metalurgia de Metais Não-Ferrosos
Metalurgia de Metais Não-Ferrosos Metalurgia de Sulfetos Principais metais que ocorrem na forma de sulfetos: Zn, Pb, Cu Problema: extrair o metal do sulfeto: altemativa1 redução por C ou H 2 ; alternativa
GEOLOGIA PARA ENGENHARIA CIVIL MINERAIS E ROCHAS
GEOLOGIA PARA ENGENHARIA CIVIL MINERAIS E ROCHAS Prof. Dr. Daniel Caetano 2012-1 Objetivos Compreender a diferença entre minerais e rochas Apresentar os conceitos químicos que embasam a compreensão do
Aula 5. Lembrete de regras de distribuição de Goldschmidt. Coeficiente de Partição/Distribuição. Aula de solução de exercicios visando a prova 1
Aula 5 Lembrete de regras de distribuição de Goldschmidt Coeficiente de Partição/Distribuição Aula de solução de exercicios visando a prova 1 18/04/2017 1 Pot. iôn < 2 LFSE, LILE Pot. iôn > 2 Dois íons
Machado Leite, Laboratório Nacional de Energia e Geologia
INICIATIVA MATÉRIAS PRIMAS: RUMO AO FORNECIMENTO SEGURO E À GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RECURSOS MINERAIS EUROPEUS 23 de Fevereiro de 2010 Raw Materials Initiative: towards to mineral resources secure supply
Considerações sobre amostragem de rochas
Escolha do Tipo de Amostragem Considerações sobre amostragem de rochas Geoquímica de Rochas 2007 No geral, a seleção do tipo de amostragem e a definição de parâmetros para tanto se faz por: Forma e tamanho
Pegmatito Itatiaia, Conselheiro Pena: uma nova ocorrência de esmeraldas em Minas Gerais
SP11 - Geologia dos depósitos de gemas e gemologia, 01 de outubro de 2012 Pegmatito Itatiaia, Conselheiro Pena: uma nova ocorrência de esmeraldas em Minas Gerais Jurgen Schnellrath 1 ; Ricardo Scholz 2
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE TECNOLOGIA FACULDADE DE ENGENHARIA MECÂNICA CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA
Disciplina: Materiais de Construção Mecânica Assunto: Diagrama de equilíbrio de fases Professor: Jorge Teófilo de Barros Lopes 1) Determine a composição e a quantidade relativa (proporção) de cada fase
UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA DA REGIÃO DE CHAPECÓ - UNOCHAPECÓ MINERAIS
UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA DA REGIÃO DE CHAPECÓ - UNOCHAPECÓ MINERAIS Prof. Carolina R. Duarte Maluche Baretta [email protected] Chapecó (SC), 2014. O QUE SÃO : MINERAIS? ROCHAS? Ametista MINÉRIOS?
Conteúdo: Aula 1: Rochas e minerais: o que são? Tipos de rocha. Aula 2: O solo. FORTALECENDO SABERES APRENDER A APRENDER CONTEÚDO E HABILIDADES
A Conteúdo: Aula 1: Rochas e minerais: o que são? Tipos de rocha. Aula 2: O solo. 2 A Habilidades: Aula 1: Entender o que são rochas e como elas se formam. Saber diferenciar as rochas de acordo com os
Como vimos no capítulo anterior, os metais sempre estiveram presentes na história da humanidade, até mesmo, na própria Pré-História, quando o ser
Como vimos no capítulo anterior, os metais sempre estiveram presentes na história da humanidade, até mesmo, na própria Pré-História, quando o ser humano passou a desenvolver técnicas rudimentares de forja
Simexmin. Ouro Preto, Maio 2012
Simexmin Ouro Preto, Maio 2012 1 A Empresa Fundada em Janeiro de 1976 Aproximadamente 100 colaboradores Sede em Cuiabá (MT) e escritório administrativo em São Paulo (SP) 3 Atuação Exploração e pesquisa
XI NOVOS CASOS DE SUCESSO EM EXPLORAÇÃO MINERAL E DESENVOLVIMENTO DE MINAS NO BRASIL. Ouro Preto MG, 23 de maio de 2012
XI NOVOS CASOS DE SUCESSO EM EXPLORAÇÃO MINERAL E DESENVOLVIMENTO DE MINAS NO BRASIL Ouro Preto MG, 23 de maio de 2012 1 Agenda 1. INTRODUÇÃO Localização Histórico 2. PROVÍNCIA CUPRÍFERA DO VALE DO RIO
Capítulos 7 e 8 SOLIDIFICAÇÃO E DIFUSÃO ATÓMICA EM SÓLIDOS
Capítulos 7 e 8 SOLIDIFICAÇÃO E DIFUSÃO ATÓMICA EM SÓLIDOS 1*. Considere a nucleação homogénea durante a solidificação de um metal puro. Sabendo que a energia livre de Gibbs de um agregado de átomos aproximadamente
Mineral. é um sólido natural, inorgânico, homogêneo, de composição química definida, com estrutura cristalina.
Mineral é um sólido natural, inorgânico, homogêneo, de composição química definida, com estrutura cristalina. Mineralóide são substâncias provenientes de atividades ou processos orgânicos biológicos (e
Disciplina: Mineralogia. Aula 1 Betim 2015/1
Disciplina: Mineralogia Aula 1 Betim 2015/1 Onde estão os minerais? de ocorrência natural Indica que um mineral deve ter sido formado por processos naturais. Serve para diferenciar dos feitos em laboratório.
O Homem sempre utilizou materiais de origem geológica que a Natureza lhe fornecia. Idade da Pedra Idade do Bronze Idade do Ferro
O Homem sempre utilizou materiais de origem geológica que a Natureza lhe fornecia. Idade da Pedra Idade do Bronze Idade do Ferro Os são os materiais sólidos, líquidos ou gasosos que podem ser extraídos
GEOLOGIA GERAL GEOGRAFIA
GEOLOGIA GERAL GEOGRAFIA Segunda 18 às 20h Quarta 20 às 22h museu IC II Aula 6 Rochas Sedimentares Turma: 2016/01 Profª. Larissa Bertoldi [email protected] Ciclo das Rochas Rochas Sedimentares Rochas
Separação magnética e separação eletrostática de minérios 16/6/16
Separação magnética e separação eletrostática de minérios 16/6/16 Separação magnética de minérios Separação Magnética Introdução Introdução Separação Magnética Baseia-se no comportamento individual das
Força relativa de oxidantes e redutores
Força relativa de oxidantes e redutores Os metais comportam-se como redutores nas reações de oxidação-redução e a sua oxidação está associada à sua corrosão. Reação ácido-metal Se colocarmos uma placa
Composição dos Solos
Composição dos Solos Composição do Solo Fragmentos de rocha Minerais primários Minerais secundários: Argilo-minerias Silicatos não cristalinos Óid Óxidos e hidróxidos hidóid de ferro e alumínio íi Carbonatos
7. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS ROCHAS ALTERADAS/SOLOS
7. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS ROCHAS ALTERADAS/SOLOS Na tentativa de melhor identificar os materiais de alteração de rocha, como rocha alterada ou solo residual, realizou-se a imersão das mesmas em água,
DEFINIÇÃO DE MINERAL. Fig. 1: ametista
MINERALOGIA DEFINIÇÃO DE MINERAL Um mineral é uma substância sólida, natural e inorgânica, de estrutura cristalina e com composição química fixa ou variável dentro de limites bem definidos (exceto o mercúrio).
A geologia é uma ciência que estuda a composição, estruturas e movimentos formadores da crosta terrestre. Esta subdivide-se em:
Colégio Henrique Hennry Curso: Técnico de operações em Sistemas de petróleo Disciplina: Princípio de Geologia Introdução -1 A geologia é uma ciência que estuda a composição, estruturas e movimentos formadores
LISTA DE EXERCÍCIOS 6 1 (UNIDADE III INTRODUÇÃO À CIÊNCIA DOS MATERIAIS)
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO CENTRO DE ENGENHARIAS DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA E TECNOLOGIA DISCIPLINA: QUÍMICA APLICADA À ENGENHARIA PROFESSOR: FREDERICO RIBEIRO DO CARMO Estrutura cristalina
Mineração e sua Importância na Economia Brasileira
Mineração e sua Importância na Economia Brasileira 25 de novembro de 2010 2º CONGRESSO DE MINERAÇÃO DA AMAZÔNIA ANTONIO LANNES Área > 3 milhões Km² Brasil no Mundo Bangladesh Pop > 140 milhões Nigéria
