4 Detecção de Silhueta
|
|
|
- Sofia Madeira Castelhano
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 4 Detecção de Silhueta No decorrer deste capítulo é proposto um modelo de detecção da silhueta da mão capaz de lidar com os erros da segmentação e ruídos na sua morfologia. Num primeiro passo são considerados os filtros morfológicos, depois técnicas de detecção de bordas, e finalmente algoritmos de detecção, coleta e representação dos pontos que definem a silhueta da mão. Na próxima seção é apresentada uma motivação geral da detecção de silhueta considerando-se a sua importância no plano deste trabalho. Em seguida é feito um breve resumo do modelo de detecção e finalmente apresenta-se em forma mais detalhada cada um dos seus passos, os resultados obtidos e algumas considerações finais Motivação A capacidade de se reconhecer objetos em uma imagem depende muito da quantidade de informações que se conheça de cada objeto. Logo, extrair características dos objetos é uma etapa e tarefa fundamental para alcançar os objetivos no processo de reconhecimento. A extração de características depende fortemente de como os objetos são representados computacionalmente. Por este motivo, é necessário um cuidado especial na escolha da representação dos objetos de tal maneira que o processo de detecção das características possa se dar da maneira mais natural possível. Para que o processo de reconhecimento possa ser realizado é necessário que os objetos de interesse sejam identificados e representados adequadamente. Uma forma bastante comum de representação dos objetos e que foi utilizada neste trabalho é a representação baseada na silhueta. A silhueta é uma representação concisa e suficiente para capturar a morfologia do objeto. Particularmente no caso da mão em movimento (objeto de estudo deste trabalho), muitas informações podem ser obtidas extraindo-se a silhueta ou contorno [16] a partir das imagens geradas pela segmentação de fundo. Se a cada momento pode-se conhecer a silhueta de mão, então pode-se saber as
2 Detecção de Silhueta 56 diferentes formas que a mão está descrevendo ao longo do tempo. Isto ajuda muito e é uma grande vantagem, principalmente para objetos que mudam a sua morfologia ao longo do tempo. Interfaces baseadas em gestos, no caso da mão, poderiam facilmente ser suportadas com uma modelagem de silhueta. A detecção de silhueta é o processo que determina quais são os pontos da imagem que fazem parte da silhueta. Neste processo, são coletados pontos de forma a capturar a morfologia do objeto e finalmente estruturá-los de modo que possam servir como dado de entrada para as etapas posteriores do reconhecimento. No processo de detecção de silhueta são considerados três passos fundamentais. Em um primeiro passo, é feita uma abordagem de melhoria da segmentação; aqui são considerados filtros morfológicos para tentar corrigir e diminuir ao máximo os erros de segmentação e ruídos na morfologia do objeto. No segundo passo considera-se uma abordagem para a detecção das bordas dos objetos, que está diretamente influenciada pelo passo anterior. No último passo é feita a coleta e estruturação dos pontos que fazem parte da silhueta da mão. É fundamental que este passo seja capaz de lidar com os ruídos e erros ainda presentes após os dois passos anteriores. Nas seções seguintes são apresentados, com mais detalhes, cada um dos passos do processo de detecção de silhueta Refinamento da Segmentação O objetivo principal nesta etapa é corrigir ou pelo menos diminuir os erros e ruídos do processo de segmentação. Para isto, é utilizada uma abordagem de processamento de imagens baseada em filtros morfológicos que visam corrigir a imagem do objeto segmentado completando pequenos buracos e eliminando regiões isoladas de poucos pixels. Os filtros morfológicos utilizados foram: o filtro de Dilatação e o filtro de Erosão [34]. A Dilatação, em geral, faz com que os objetos se dilatem ou aumentem de tamanho, enquanto que a Erosão faz com que eles encolham. Ambos filtros atuam nas bordas internas e externas dos objetos. A quantidade e a forma como os objetos se dilatam ou encolhem depende fortemente da escolha de uma máscara. As máscaras mais comuns são a de vizinhança 4 ( N 4 ) e de vizinhança 8 ( N 8 ), que estão ilustradas na Figura 17.
3 Detecção de Silhueta 57 A característica principal destes filtros é trabalhar com um ponto de referência (ponto do meio) e com as características da sua vizinhança. Assim, diferentes funções podem ser definidas nesta relação de vizinhança. Considerando apenas imagens binárias (preto ou branco), um exemplo desta relação seria: atribuir a cor preta ao ponto de referência se todos os vizinhos, definidos na máscara, forem da cor preta também. Na Figura 17, além da geometria de vizinhança definida pela máscara, mostram-se os valores dos vizinhos, onde a cor preta representa o fundo e a cor branca representa os objetos. Figura 17 - Máscaras utilizadas nos filtros morfológicos de Dilatação e Erosão; vizinhança 4 ( N 4 ) e vizinhança 8 ( 8 ) N. Além da vizinhança definida pela máscara, mostram-se em preto os pontos que representam o fundo e em branco os pontos que representam os objetos. Na aplicação dos filtros morfológicos nas imagens provenientes da segmentação, foi utilizada a máscara ( N 8 ). A seqüência de aplicação dos filtros foi: primeiro aplica-se a Dilatação e depois, na imagem dilatada, aplica-se o filtro de Erosão. Na Dilatação foi definido o seguinte critério: se um ponto faz parte do fundo e tem um vizinho que faz parte de um objeto, então ele também faz parte do objeto. Na Erosão, se um ponto faz parte do objeto e tem um vizinho que faz parte do fundo, então ele também faz parte do fundo. Com a aplicação destes filtros na seqüência indicada, procura-se em princípio com a Dilatação expandir o objeto através das suas bordas internas e externas. Assim os buracos tendem a ser preenchidos e as bordas a serem expandidas uniformemente. Depois, aplicando a Erosão na imagem dilatada, procura-se retornar ao objeto original; apenas as bordas serão afetadas, e os buracos totalmente preenchidos na etapa de Dilatação serão mantidos. A aplicação destes filtros na seqüência indicada é conhecida também como
4 Detecção de Silhueta 58 fechamento. Os resultados obtidos da aplicação desta seqüência de filtros morfológicos nas imagens de entrada são do tipo ilustrado na Figura 18. Figura 18 - Resultados obtidos da aplicação dos filtros morfológicos. Na seqüência (a) imagem resultado da segmentação; (b) resultado da aplicação da Dilatação em (a); e (c) resultado da aplicação da Erosão em (b). Considera-se (c) como resultado final desta etapa. Número médio de quadros por segundo igual a 53 qps Detecção de Bordas O objetivo principal desta etapa é localizar os contornos internos e externos dos objetos, dado que estes contornos são a representação da silhueta. A conexidade do contorno é um fator importante; essa propriedade garante uma vantagem para os algoritmos no processo de detecção e coleta dos pontos que representam a silhueta da mão. Considera-se como a saída deste processo uma imagem binária onde os objetos são representados apenas pelos seus contornos. Existem diversas abordagens para a obtenção de contornos em imagens binárias, como, por exemplo, as ilustradas por Trucco & Verri [38]. Tipicamente estas abordagens estão baseadas em medidas de gradiente ou na aplicação de filtros que exploram as características dos contornos. No presente trabalho, para
5 Detecção de Silhueta 59 encontrar as bordas nesta etapa foi considerada uma abordagem diferente, que explora os resultados da aplicação dos filtros morfológicos nas imagens da segmentação. Na Dilatação as bordas dos objetos se expandem, e na Erosão essas mesmas bordas se contraem, então através da diferença destas imagens (a dilatada e a erodida) podemos achar uma aproximação das bordas dos objetos. Esta abordagem tem uma vantagem, pois aproveita os resultados da etapa anterior, tornando o processo computacionalmente barato comparado com os outros. Além disso, não incorpora medidas de limiar e depende somente do tamanho da máscara. Outra vantagem é que garante a conexidade dos contornos. Os resultados da aplicação deste processo com as imagens (b) e (c) da Figura 18 são mostrados na Figura 19. Figura 19 - Obtenção de contornos a partir da subtração das imagens (b) e (c) da Figura 18. O objeto mão é representado apenas pelo seu contorno, o mesmo acontece com o ruídos e erros da segmentação. Número médio de quadros por segundo igual a 45 qps. A Figura 19 mostra o resultado para a mão totalmente estendida com a silhueta externa. Alguns testes foram feitos com diferentes posições da mão e a presença de contornos internos; esses resultados são mostrados na Figura 20. Nota-se nesta figura ainda alguns ruídos e erros da segmentação, os quais serão removidos na próxima etapa do processo de detecção de silhueta. As figuras em preto e branco são consideradas como sendo o resultado da etapa de detecção de contornos.
6 Detecção de Silhueta 60 Figura 20 - Alguns resultados da detecção de contornos realizada em diferentes orientações da mão, (a) presença de ruídos, (b) presença de contornos internos ou buracos. 45 qps Detecção de Contornos O problema de detecção da silhueta está fortemente relacionado como o processo de reconhecimento em si. Ainda que de certo modo o processo de detecção da silhueta possa ser visto como sendo um processo de reconhecimento (porque já identifica qual contorno representa um objeto), ele é considerado como sendo apenas um processo de identificação, diferente do processo de reconhecimento total, em que relações, características especiais e mudanças na morfologia dos objetos são reconhecidas e exploradas nas aplicações. Para localizar a silhueta dos objetos, os contornos presentes na imagem são percorridos em algum sentido e em seguida são armazenados. Como as bordas são todas conexas os objetos estarão sempre representados por um ou mais contornos. Após o percurso e armazenamento dos contornos é feito um processo de seleção, no qual alguns contornos são descartados e outros são identificados como sendo os objetos. Assim existem duas etapas: uma que
7 Detecção de Silhueta 61 percorre e armazena os objetos, e a outra de seleção, esta última mais diretamente ligada ao reconhecimento. O percurso e armazenamento dos contornos é tradicionalmente feito numa ordem predeterminada, horária ou anti-horária. Partindo de um ponto qualquer do contorno os pontos são visitados seguindo a ordem estabelecida e o percurso é armazenado de forma que o contorno seja fielmente representado. Lista de Códigos (Chain Codes) é uma das abordagens mais utilizadas para a representação dos contornos [40]. Como seu nome bem o diz, é uma lista de códigos onde, para cada ponto na lista, existe uma direção a seguir para achar o próximo ponto do contorno. As direções definidas nesta representação, na ordem anti-horária, podem ser vistas na Figura 21. Figura 21 - Lista de Códigos (Chain Codes). Para cada ponto de referência (em azul) existem 4 ou 8 direções possíveis que se podem seguir na representação do contorno. A Lista de Códigos é uma representação que traz algumas vantagens, principalmente no que se refere ao armazenamento. Considerando a vizinhança 8 ( C 8 ) necessitamos apenas de 3 bits para representar um ponto na cadeia. Definida a forma de representação dos pontos do contorno, o algoritmo parte de um ponto arbitrário escolhendo, em cada passo, um novo vizinho. As direções consideradas para a busca deste vizinho na nossa implementação foram as da vizinhança 8 ( C 8 ) mostrada na Figura 21. A idéia para percorrer os contornos é mostrada na Figura 22, em três passos. Nesta figura apenas é mostrado um trecho de um contorno maior, que serve para esquematizar alguns passos do algoritmo e entender a idéia de como é feito o percurso. Os pontos em branco representam o fundo e os pontos em preto representam o contorno que está sendo percorrido. Os pontos marcados com um X já fazem parte da silhueta, e os pontos onde as setas começam são
8 Detecção de Silhueta 62 os que estão sendo analisados; estes também pertencem à silhueta. As setas que apontam para os pontos marcados com X indicam a direção do ponto que o antecede na silhueta, e as setas que apontam para os pontos marcados com P indicam o próximo ponto da silhueta. As setas curvas indicam a direção de busca (anti-horária) para procurar o próximo ponto da silhueta. Todos os pontos de análise (onde começam as setas), a cada passo, têm um apontador para a direção do ponto que os antecede na silhueta. Tomando como referência essa direção e utilizando o sentido de busca (anti-horário), procura-se o próximo ponto que fará parte da silhueta; esse ponto é aquele que ainda não foi visitado, faz parte do contorno e é o primeiro a ser escolhido ou visitado a partir da direção inicial de busca. Em cada um dos passos (a), (b) e (c) as setas para os pontos X indicam a direção inicial de busca, as setas curvas indicam o sentido da busca e as setas para os pontos P apontam para o próximo ponto que faz parte da silhueta. O percurso do algoritmo tem dois critérios de parada: no caso de contornos fechados o algoritmo pára quando são alcançadas posições próximas do ponto inicial de partida, e no caso de contornos não fechados o algoritmo para quando não existem mais posições de busca na direção oposta à direção de partida. Figura 22 - Passos do algoritmo de percurso de contornos. A cada passo, novos pontos da silhueta são detectados e alguns pontos N são descartados. As setas curvas indicam o sentido de busca, as setas que apontam para os pontos marcados com X indicam a direção inicial de busca, as setas que apontam para os pontos marcados com P indicam o próximo ponto. Como se pode ver no passo (a) da Figura 22, nem todos os pontos do contorno são considerados para fazer parte da silhueta, estes pontos não considerados estão marcados com N. Levando em conta que os contornos nem sempre são de largura unitária, muitos pontos são descartados ao longo do
9 Detecção de Silhueta 63 percurso e assim pode-se achar um número menor ainda de pontos que definem a silhueta. Na Figura 23 mostram-se alguns trechos de contornos com algumas particularidades produzidas durante o processo de detecção de silhueta. Nesta figura pode-se ver, dentro do contorno, um pequeno ciclo que deve ser considerado pelo algoritmo de percurso, já que este representa um problema para a robustez do algoritmo. Como se vê em (b) o percurso pode acabar prematuramente, afetando a detecção. Uma solução para este problema consiste em considerar o ponto z como sendo uma ponte especial, e deixar a Lista de Códigos passar duas vezes por este ponto. O ponto z é um ponto no meio do contorno (que não é nem começo e nem fim) para onde o percurso volta em uma direção diferente à da direção original de saída (utilizando uma aresta diferente). O percurso não permite se percorrer uma determinada aresta mais de uma vez. Figura 23 - Pequenos ciclos dentro dos contornos. Estes ciclos representam problemas para o algoritmo de percurso, pois como é indicado em (b) a detecção da silhueta pode acabar muito antes de percorrer o contorno inteiro, o que traz problemas na detecção. Uma vez que se tenham percorrido todos os contornos da imagem, as silhuetas dos objetos são armazenadas em um conjunto de listas. O próximo passo é a seleção das listas de códigos que representam o objeto de interesse Seleção da Silhueta da Mão No processo de seleção existe um problema de decisão. No caso de objetos ou gestos da mão que são representados por silhuetas internas e externas, qual ou quais silhuetas considerar? Considerar apenas a silhueta
10 Detecção de Silhueta 64 externa? Ou considerar todas as silhuetas que o objeto apresenta? A alternativa escolhida para lidar com este problema afeta diretamente a abordagem utilizada no reconhecimento, trazendo as suas vantagens e desvantagens. No caso particular dos gestos da mão, sabe-se que um dos objetos mais representativos na imagem é a própria mão. O tamanho da silhueta externa da mão é muito maior do que as silhuetas internas e do que os ruídos presentes nas imagens. Com base nesta hipótese a detecção da silhueta da mão é feita considerando, em número de pontos, a maior silhueta encontrada na imagem. Para expandirmos nossa aplicação para reconhecer duas mãos, necessitaremos de uma abordagem diferente e mais complexa. A abordagem utilizada neste trabalho é baseada apenas na silhueta externa de uma única mão. A Figura 24 ilustra os resultados da aplicação de detecção de silhueta nas imagens das Figuras 19 e 20 utilizando o critério de só considerarmos a maior Lista de Códigos.
11 Detecção de Silhueta 65 Figura 24 - Resultados do processo de detecção da silhueta da mão aplicados à imagem da Figura 19 em (a), e às imagens da Figura 20 em (b) e (c). Em (a) e (b) são removidos os ruídos e em (c) não é considerada a silhueta interna. Número médio de quadros por segundo igual a 35 qps. As imagens da Figura 24 representam o resultado final da etapa de detecção de silhueta. A amostragem dos pontos da silhueta pode ser mudada para se ter uma amostragem menor, descartando assim um número maior de pontos da silhueta. Esta subamostragem pode ser feita sem afetar a morfologia da mão até um certo limite. A Figura 25 mostra a detecção de uma silhueta com uma subamostragem contendo um quinto dos pontos originalmente detectados.
12 Detecção de Silhueta 66 Figura 25 - Subamostragem dos pontos na silhueta detectada. A imagem à direita tem um quinto dos pontos da imagem à esquerda Considerações Finais do Capítulo A abordagem utilizada é baseada na silhueta externa da mão; uma única silhueta é considerada e a etapa de identificação de características no reconhecimento é feita sobre o conjunto de pontos que representa a silhueta da mão. A decisão de levar em conta as silhuetas externas certamente restringe e ao mesmo tempo facilita os processos que serão realizados na etapa do reconhecimento. É possível utilizar somente silhuetas externas em uma grande quantidade de aplicações, mas pode-se realizar tarefas de reconhecimento mais complexas utilizando mais informações provenientes do processo de detecção de silhueta.
Morfologia Matemática. Guillermo Cámara-Chávez
Morfologia Matemática Guillermo Cámara-Chávez Morfologia Matemática Foi desenvolvida inicialmente por Georges Matheron e Jean Serra na década de 60 Baseada na Teoria dos Conjuntos Originalmente desenvolvida
Processamento Digital de Imagens. Análise de Imagens
Processamento Digital de Imagens Análise de Imagens Eduardo A. B. da Silva Programa de Engenharia Elétrica - COPPE/UFRJ Laboratório de Sinais, Multimídia e Telecomunicações [email protected] Sergio L.
Processamento Digital de Imagens
Ciência da Computação Processamento Digital de Imagens Tópicos Detecção de Pontos Isolados Detecção de Linhas Prof. Sergio Ribeiro 2 Operações lógicas e aritméticas orientadas a vizinhança utilizam o conceito
Processamento de Imagens Digitais
Processamento de Imagens Digitais Antonio Cesar Germano Martins 2º semestre de 2018 Apresentações Nascido em Sorocaba. Graduado em Bacharelado em Física pela UNICAMP em 1989, tendo participado de pesquisas
Processamento de Imagens
Processamento de Imagens Prof. Marcelo Portes de Albuquerque Prof. Márcio Portes de Albuquerque Monitores: Fernanda Dutra Moraes (CBPF) Pedro de Souza Asad (CBPF) IX Escola do CBPF 22 IX Escola do CBPF
Morfologia Matemática em Imagens
Processamento e nálise de Imagens Médicas Morfologia Matemática em Imagens Prof. Luiz Otavio Murta Jr. FMB Departamento de Computação e Matemática (FFCLRP/USP) Principais Tópicos Introdução Morfologia
Ferramenta de Reconhecimento de Gestos da Mão
Ferramenta de Reconhecimento de Gestos da Mão Rodrigo Bambineti Acadêmico Dalton Solano dos Reis Orientador Roteiro Introdução Objetivo Motivação Processo Visão computacional: Técnicas Realce Morfologia
Visão Computacional. Alessandro L. Koerich. Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica Universidade Federal do Paraná (UFPR)
Visão Computacional Alessandro L. Koerich Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica Universidade Federal do Paraná (UFPR) Processamento da Informação Capturei uma Imagem! E agora? Assumindo que
Grafos: Busca. Algoritmos e Estruturas de Dados 2. Graça Nunes
Grafos: Busca Algoritmos e Estruturas de Dados Graça Nunes Percorrendo um grafo Percorrendo um Grafo Percorrer um grafo é uma tarefa fundamental Pense no caso de se procurar uma certa informação associada
MORFOLOGIA MATEMÁTICA
MORFOLOGIA MATEMÁTICA Morfologia Na Biologia área que trata com a forma e a estrutura de plantas e animais Processamento de Imagens Ferramenta para extração de componentes de imagens que sejam úteis na
VISÃO COMPUTACIONAL. Marcelo Henrique dos Santos
VISÃO COMPUTACIONAL Marcelo Henrique dos Santos [email protected] São Paulo SP, Agosto/2013 INTRODUÇÃO Processamento de imagens é um processo onde a entrada do sistema é uma imagem e a saída é
Processamento digital de imagens
Processamento digital de imagens Agostinho Brito Departamento de Engenharia da Computação e Automação Universidade Federal do Rio Grande do Norte 6 de outubro de 2016 Segmentação de imagens A segmentação
Descritores de Imagem (introdução)
Descritores de Imagem (introdução) André Tavares da Silva [email protected] Roteiro da aula Definição de descritor de imagem Extração de Característica Tipos Geral x Específico Global (cor, textura,
ESTUDO DE TÉCNICAS PARA SOLUÇÃO DE PROBLEMAS DE PROCESSAMENTO DE IMAGENS UTILIZANDO A LINGUAGEM PYTHON
ESTUDO DE TÉCNICAS PARA SOLUÇÃO DE PROBLEMAS DE PROCESSAMENTO DE IMAGENS UTILIZANDO A LINGUAGEM PYTHON Marcus Vinícius Teodoro Silva, Marcos William da Silva Oliveira Instituto Federal de Educação, Ciência
Universidade Federal do Rio de Janeiro COPPE. Trabalho de Processamento de Imagens Reconhecimento de Símbolos de Componentes Eletrônicos
Universidade Federal do Rio de Janeiro COPPE Trabalho de Processamento de Imagens Reconhecimento de Símbolos de Componentes Eletrônicos Nome: Fernanda Duarte Vilela Reis de Oliveira Professores: Antonio
x y Grafo Euleriano Figura 1
Grafo Euleriano Um caminho simples ou um circuito simples é dito euleriano se ele contém todas as arestas de um grafo. Um grafo que contém um circuito euleriano é um grafo euleriano. Um grafo que não contém
DEFEITOS EM IMAGENS RADIOGRÁFICAS DE JUNTAS SOLDADAS EM TUBULAÇÕES: SEGMENTAÇÃO E EXTRAÇÃO DE DEFEITOS
DEFEITOS EM IMAGENS RADIOGRÁFICAS DE JUNTAS SOLDADAS EM TUBULAÇÕES: SEGMENTAÇÃO E EXTRAÇÃO DE DEFEITOS * Aluno do curso Tecnologia em Sistemas de Telecomunicações da UTFPR [email protected] ** Aluno
Processamento Digital de Imagens
Ciência da Computação Processamento Digital de Imagens Prof. Sergio Ribeiro Tópicos Transformações de Intensidade Transformações Logarítmicas Comparação entre Diversas Técnicas 2 Transformações de Intensidade
Universidade Federal do Rio de Janeiro - IM/DCC & NCE
Universidade Federal do Rio de Janeiro - IM/DCC & NCE Processamento de Imagens Segmentação Antonio G. Thomé [email protected] Sala AEP/133 Conceituação Segmentação é uma tarefa básica no processo de análise
T5 Processamento de Imagem e Vídeo
T5 Processamento de Imagem e Vídeo Proc. Sinal e Imagem Mestrado em Informática Médica Hélder Filipe Pinto de Oliveira Resumo 1. Segmentação baseada em regiões 2. Morfologia matemática 3. K-Means 4. Processamento
Compressão de Imagens Usando Wavelets: Uma Solução WEB para a Codificação EZW Utilizando JAVA. Utilizando JAVA. TCC - Monografia
Compressão de Imagens Usando Wavelets: Uma Solução WEB para a Codificação EZW Utilizando JAVA TCC - Monografia Wanderson Câmara dos Santos Orientador : Prof. Dr. Luiz Felipe de Queiroz Silveira 1 Departamento
INF Fundamentos da Computação Gráfica Professor: Marcelo Gattass Aluno: Rogério Pinheiro de Souza
INF2608 - Fundamentos da Computação Gráfica Professor: Marcelo Gattass Aluno: Rogério Pinheiro de Souza Trabalho 02 Visualização de Imagens Sísmicas e Detecção Automática de Horizonte Resumo Este trabalho
Processamento de Imagem. Relaçionamentos entre pixels e Operações Aritméticas e Lógicas Professora Sheila Cáceres
Processamento de Imagem Relaçionamentos entre pixels e Operações Aritméticas e Lógicas Professora Sheila Cáceres Relacionamentos básicos entre elementos de uma imagem Vizinhança Conectividade Adjacência
Árvores Binárias e AVL Felipe Barros Pontes Gustavo Márcio de Morais Cunha Márcio de Medeiros Ribeiro
Universidade Federal de Alagoas - UFAL Departamento de Tecnologia da Informação - TCI Ciência da Computação Árvores Binárias e AVL Felipe Barros Pontes Gustavo Márcio de Morais Cunha Márcio de Medeiros
ÁRVORES E ÁRVORE BINÁRIA DE BUSCA
ÁRVORES E ÁRVORE BINÁRIA DE BUSCA Prof. André Backes Definição 2 Diversas aplicações necessitam que se represente um conjunto de objetos e as suas relações hierárquicas Uma árvore é uma abstração matemática
CAPÍTULO 4 SEGMENTAÇÃO DE IMAGENS SAR
CAPÍTULO 4 SEGMENTAÇÃO DE IMAGENS SAR Segundo Gonzales e Wintz (1987), um dos primeiros passos do processo de análise de uma imagem digital consiste em particioná-la em seus elementos constituintes. O
Árvores. Thiago Martins, Fabio Gagliardi Cozman. PMR2300 / PMR3201 Escola Politécnica da Universidade de São Paulo
PMR2300 / PMR3201 Escola Politécnica da Universidade de São Paulo Árvore: estrutura composta por nós e arestas entre nós. As arestas são direcionadas ( setas ) e: um nó (e apenas um) é a raiz; todo nó
CARACTERÍSTICAS DE IMAGENS: PONTOS E SUPERFÍCIES
CARACTERÍSTICAS DE IMAGENS: PONTOS E SUPERFÍCIES O que são? CARACTERÍSTICAS DE IMAGENS (Image Features) o Propriedades Globais de uma imagem, ou de parte dela (característica global). Por exemplo: Médias
3 Fundamentos. 3.1 Pipeline de renderização em OpenGL
3 Fundamentos Este capítulo apresenta uma visão geral do pipeline de renderização da versão 4.0 da API OpenGL, tendo como foco os recém-introduzidos estágios de tesselação. Em seguida, é realizada uma
Extração de objetos de interesse em imagens digitais utilizando a biblioteca de Visão Computacional OpenCV
Extração de objetos de interesse em imagens digitais utilizando a biblioteca de Visão Computacional OpenCV Izadora Aparecida RAMOS 1,3,4 ; Servílio Souza de ASSIS 1,3,4 ; Bruno Alberto Soares OLIVEIRA
2.1. Construção da Pista
2 Malha de Controle Para que se possa controlar um dado sistema é necessário observar e medir suas variáveis de saída para determinar o sinal de controle, que deve ser aplicado ao sistema a cada instante.
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Departamento de Informática. Fundamentos de Computação Gráfica
1. Imagens sísmicas Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Departamento de Informática Fundamentos de Computação Gráfica Aluno: Stelmo Magalhães Barros Netto Relatório do trabalho Imagens Sísmicas
Um sistema de identificação biométrica utilizando reconhecimento de íris e OpenCV
Um sistema de identificação biométrica utilizando reconhecimento de íris e OpenCV Rodrigo Mendes Garcês 1, Geraldo Braz Júnior 2 1 Laboratório de métodos de otimização e robótica Universidade Federal do
Compressão de Textos. Introdução. Introdução. Introdução. O volume de informação textual disponível on-line é imenso:
Compressão de Textos Estrutura de Dados II Prof. Guilherme Tavares de Assis Universidade Federal de Ouro Preto UFOP Instituto de Ciências Exatas e Biológicas ICEB Departamento de Computação DECOM O volume
PMR2560 Visão Computacional Processamento morfológico. Prof. Eduardo L. L. Cabral
PMR256 Visão Computacional Processamento morfológico Prof. Eduardo L. L. Cabral Objetivos Processamento de imagens: Algumas operações de processamento morfológico de imagens; Imagens binárias; Imagens
4 C odigos de Huffman 4.1 Arvores de c odigo folhas os internos n ıvel altura Arvore bin aria arvore bin aria ordenada
4 Códigos de Huffman 4.1 Árvores de código Numa árvore qualquer, os nós que não têm filhos são chamados de folhas e os demais nós são chamados de nós internos. Se um nó de uma árvore é filho de outro,
Definição de uma Imagem Digital
Definição de uma Imagem Digital Por que um objeto é visível? vel? http://www.luminous-landscape.com/tutorials/color_and_vision.shtml O olho humano o dispositivo de entrada da informação visual Funciona
PMR2560 Visão Computacional Detecção de bordas. Prof. Eduardo L. L. Cabral
PMR56 Visão Computacional Detecção de bordas Prof. Eduardo L. L. Cabral Objetivos Processamento de imagens: Características; Detecção de bordas. Características Tipos de características: Bordas; Cantos;
Filtros e Morfologia. Prof. Dr. Geraldo Braz Junior
Filtros e Morfologia Prof. Dr. Geraldo Braz Junior Filtragem Operações que visam extrair informações importantes da imagem CaracterísAcas Cantos, bordas, agrupamentos Melhoramento rearada de ruídos, aumento
Aula 08. Estruturas de dados Árvore e Grafo
Logo Aula 08 Estruturas de dados Árvore e Grafo 2 Árvore Estruturas estudadas até agora não são \ adequadas para representar dados que devem ser dispostos de maneira hierárquica Ex., hierarquia de pastas
Desenvolvimento de um método para segmentação de imagens histológicas da rede vascular óssea
Desenvolvimento de um método para segmentação de imagens histológicas da rede vascular óssea Pedro Henrique Campos Cunha Gondim Orientador: André Ricardo Backes Coorientador: Bruno Augusto Nassif Travençolo
Processamento de Imagem. Prof. MSc. André Yoshimi Kusumoto
Processamento de Imagem Prof. MSc. André Yoshimi Kusumoto [email protected] Filtragem de Imagens A utilização de filtros tem como objetivo melhorar a qualidade das imagens através da: ampliação
Modelagem Geométrica. André Tavares da Silva. Mortenson 2006: Cap11.2 e 11.6 Foley
Modelagem Geométrica André Tavares da Silva [email protected] Mortenson 2006: Cap11.2 e 11.6 Foley 1996 12.5 Boundary Representation (B-rep) Representação por Superfícies Limítrofes Representação por
Processamento de Imagens
Processamento de Imagens André Tavares da Silva [email protected] Roteiro O que é imagem Operações com imagens Convolução discreta Transformada de Fourier Transformada de Wavelets Morfologia matemática
Matemática Discreta 10
Universidade Federal do Vale do São Francisco Curso de Engenharia da Computação Matemática Discreta 10 Prof. Jorge Cavalcanti [email protected] - www.univasf.edu.br/~jorge.cavalcanti 1 Muitas
Estruturas de Dados Grafos
Estruturas de Dados Grafos Prof. Eduardo Alchieri (introdução) Grafo é um conjunto de pontos e linhas que conectam vários pontos Formalmente, um grafo G(V,A) é definido pelo par de conjuntos V e A, onde:
2 Subtração de fundo
14 2 Subtração de fundo Este capítulo apresenta a subtração de fundo, tarefa para qual foi reservado um grande esforço inicial devido a sua enorme importância para a boa funcionalidade das outras etapas.
Resolução de problemas por meio de busca. Capítulo 3 Inteligência Artificial Sistemas de Informação
Resolução de problemas por meio de busca Capítulo 3 Inteligência Artificial Sistemas de Informação Conteúdo Um exemplo Resolução de problemas por meio de busca Exemplos de problemas Em busca de soluções
Introdução à Computação Gráfica Recorte. Claudio Esperança Paulo Roma Cavalcanti
Introdução à Computação Gráfica Recorte Claudio Esperança Paulo Roma Cavalcanti O Problema de Recorte Dada uma superfície M fechada de codimensão 1 do R n, o complemento de M, (R n -M), possui duas componentes
Diego Martin Mancini Orientador: Prof. Paulo A. V. de Miranda Instituto de Matemática e Estatística Universidade de São Paulo
Estudo de comparação do descritor de imagens coloridas BIC empregando diferentes abordagens de classificação de detecção de bordas: Canny e Operador Laplaciano Diego Martin Mancini Orientador: Prof. Paulo
