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1 CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA PROJETO DESAFIO COMPETIÇÃO DE VEÍCULOS MECATRÔNICOS 1. Descrição e Objetivos Este documento especifica as regras do Desafio Tecnológico proposto aos estudantes do Curso de Engenharia Elétrica da FANOR matriculados na Disciplina 5MAZN Conversão de Energia, com o objetivo de motivá-los para a carreira de Engenharia Elétrica e demonstrar as etapas básicas de um projeto de Engenharia. O relatório do projeto será utilizado para a geração de uma das notas que serão consideradas no cálculo da média da AP1 dos alunos matriculados na citada disciplina. O Desafio Tecnológico é proposto na forma de uma competição com duas modalidades: (i) tiro livre em velocidade e (ii) sumô de veículos, no qual os atletas são pequenos veículos impulsionados por motores elétricos de corrente contínua e controlados remotamente. Os veículos devem ser construídos pelos estudantes, com recursos próprios, de acordo com um conjunto de regras estabelecidas neste documento. Obs: uma das competições pode ser substituída ou complementada pela competição shock car, onde o último veículo funcionando que não sair em nenhum momento da arena vence a competição. Os estudantes matriculados na disciplina serão solicitados a se organizar em equipes, sendo que cada equipe apresentará um veículo projetado segundo estas regras. Em seguida será realizada uma competição entre as equipes na forma de um torneio. A competição, no entanto, tem como objetivo unicamente motivar os participantes para a construção dos veículos; a nota que será atribuída a cada equipe será baseada no Relatório Final de Projeto, não pela posição no ranking final de cada equipe. 2. Equipes Cada equipe será formada por um número mínimo de 03 (três) e um número máximo de 05 (cinco) alunos. Cada equipe deverá entregar ou enviar por até o dia 28 de abril de 2013 ao professor responsável pela disciplina um requerimento de inscrição, com os seguintes dados: Nome e Número de Matrícula de todos os componentes da equipe; Nome da equipe; Lema da equipe, na forma de uma frase. para contato com a equipe. Obs.: É vedada a inscrição de equipes com nomes e/ou lemas que possam ser considerados obscenos ou ofensivos a grupos étnicos, raciais ou sexuais, bem como que promovam o consumo de bebidas alcóolicas, fumo e drogas. 3. Especificações dos veículos Cada equipe poderá ser representada na competição por um único veículo. O veículo pode ter qualquer tamanho ou formato, desde que se encaixe dentro de uma vasilha com as seguintes dimensões internas: 0,30 m de comprimento, 0,20 de largura e 0,10 m de altura.

2 O veículo deve ter obrigatoriamente rodas, sendo essas em qualquer número e qualquer diâmetro, respeitando as dimensões máximas do veículo. O veículo não poderá ser alterado mecanicamente ou eletricamente entre as competições do torneio, devendo ser construído para o melhor compromisso de velocidade/torque exigido. A fonte de energia de cada veículo deve ser provida por meio de pilhas ou baterias elétricas de qualquer tipo, tensão, peso, tamanho, capacidade ou potência, instaladas no próprio veículo ou no controle remoto, respeitando as dimensões máximas do veículo. É permitida a instalação de qualquer número de motores elétricos em cada veículo, sendo tais motores de qualquer tipo, tensão, peso, tamanho ou potência, respeitando as dimensões máximas do veículo. O veículo poderá ter pontas, lanças, ou outras saliências para que possam danificar um outro veículo que se encoste a ele. Recomenda-se o uso de para-choques ou outro tipo de proteção nas rodas. Deve-se evitar lâminas ou outras ferramentas que apresentem risco para as pessoas. O veículo deverá ostentar obrigatoriamente a sigla FANOR e o nome da equipe grafado em letras com no mínimo 1 cm de altura em alguma das superfícies laterais ou superiores. É permitida a afixação de propaganda nos veículos, desde que esta não promova o consumo de bebidas alcoólicas, fumo ou drogas. O veículo deve ser dotado de um controle remoto alojado em uma caixa metálica ou plástica, que permita a um operador humano ligar e desligar os motores elétricos e inverter o sentido de rotação dos mesmos. A equipe deverá definir o participante que irá guiar o controle remoto, como também definir o participante que irá sustentar o cabo durante as competições. A caixa do controle remoto pode ter qualquer tamanho ou forma, porém deverá permitir ao operador ficar de pé para comandar o veículo, com a caixa de controle segura com as próprias mãos. A caixa de controle remoto deve ser interligada ao veículo por um conjunto de cabos elétricos flexíveis e finos, que possibilitem a movimentação do veículo. Não é permitido o controle remoto dos veículos sem fios. Os cabos que interligam o veículo até a caixa de controle devem ter, no mínimo, 4 m de comprimento e, no máximo, 8 m de comprimento. A caixa de controle remoto do veículo deverá conter interruptores e/ou chaves de reversão, juntamente com as baterias e/ou pilhas que alimentam os motores do veículo, caso necessário. A título de sugestão, mostra-se na Figura 1 um circuito elétrico que poderá ser adotado para controle do veículo por um cabo com seis condutores, supondo-se nesse caso um veículo dotado de dois motores de corrente contínua e a alimentação no próprio veículo. A título de sugestão, mostra-se na Figura 2 um circuito elétrico que poderá ser adotado para controle do veículo por um cabo com quatro condutores, supondo-se nesse caso um veículo dotado de dois motores de corrente contínua e a alimentação no controle remoto. A figura 3 mostra como deve ficar a ligação das chaves que controlam os dois motores cc.

3 Figura 1: Sugestão de circuito para comando dos motores do veículo. S1 e S2 são chaves reversíveis duplas, tipo H-H, também conhecidas como DPDT, dotadas de alavancas (alimentação no veículo). Figura 2: Sugestão de circuito para comando dos motores do veículo. S1 e S2 são chaves reversíveis duplas, tipo H-H, também conhecidas como DPDT, dotadas de alavancas (alimentação no controle).

4 Figura 3: Ligação das chaves: (i)jumpers 1 e 2 cruzados em uma chave; (ii)jumpers 3 e 4 cruzados na outra chave; (iii)jumpers 5 e 6 paralelos entre as duas chaves; (iv) Motor M1 ligado entre o Jumper 1 e 2; (v) Motor M2 ligado entre o Jumper 3 e 4; (vi) Bateria ligada entre o Jumper 5 e 6; 4. Especificações da pista de corrida e do tatâmi do sumô Pista com dimensões de largura dependentes do números de veículos participantes, com comprimento de 10 m, com superfície dependendo do local a ser escolhido para a competição. O tatâmi deverá ser escolhido como a mesa circular de madeira da FANOR ou um círculo com 1,5m de diâmetro. Deverá ser averiguada a mesa de madeira do 1º andar sobre a possibilidade de o evento ocorrer nela. Haverá uma zona de segurança de dois metros e meio (2,5 m) de raio medidos a partir do centro da arena onde somente o árbitro e os competidores poderão circular durante a competição. A pista e o tatâmi serão localizados em locais abrigados. 5. Validação Até uma semana (5 dias úteis) antes da data do evento, cada equipe deverá apresentar o seu veículo finalizado ao professor responsável pela disciplina, com o intuito de validar o seu projeto e obter autorização para participar da competição. Para a validação, a equipe deverá demonstrar que o veículo consegue percorrer um percurso reto de no mínimo 10 metros, fazer uma curva de 180º e voltar ao ponto de partida. Caso o veículo falhe nesse teste por qualquer motivo, a equipe deverá realizar um novo teste de validação em data e horário a ser determinado, sem o que não poderá participar da competição. Será também verificado, nesta mesma ocasião, se o veículo obedece às regras de construção estabelecidas no item 3.

5 6. Competição A título de teste final do desempenho de cada veículo, será promovida uma competição entre as equipes inscritas, a se realizar em data determinada a posteriori, divulgada no fórum do curso. Cada equipe só poderá participar da competição com um único veículo, apresentando-o previamente ao professor responsável pela disciplina conforme estabelecido no item 5. No momento de abertura da competição serão efetuadas novamente medições visando determinar se forem respeitadas as dimensões máximas do veículo mencionadas anteriormente neste documento. O(s) veículo(s) que tiver(em) violado qualquer daqueles limites será(ao) desclassificado(s) da competição e a(s) equipe(s) deverá(ao) apresentar, dentro de um prazo a ser estipulado, novo(s) veículo(s) ou efetuar(em) modificações de modo que o(s) mesmo(s) seja(m) adequado(s) às regras aqui estabelecidas. É permitido às equipes, após cada jogo, efetuar pequenos reparos no seu veículo e/ou efetuar a troca das pilhas ou baterias, sem no entanto mudar a forma externa do veículo, que deverá permanecer inalterada durante todos os jogos. A competição será realizada na forma de um campeonato com duas chaves, onde o número de equipes em cada chave será determinado após a fase de inscrição das equipes. A distribuição das equipes nas chaves será feita por sorteio, previamente à competição. O campeonato constará de uma fase de classificação, seguida de uma fase final com os dois melhores colocados de cada chave. Na fase de classificação cada equipe competirá contra todas as outras, dentro da mesma chave. A pontuação na fase classificatória será feita da seguinte forma: TIRO LIVRE: Três tiros livres de 10m para cada chave. Pontuação depende da posição obtida na linha de chegada. A pontuação máxima por tiro será igual a quantidade de participantes a cada tiro, onde o 1º colocado ganhará a pontuação máxima, e os demais ganharão pontuações inferiores em uma unidade para cada colocação a partir da segunda. Os dois participantes com a maior soma de pontos de cada chave serão classificados para a final. Os participantes da final disputarão um único tiro livre de 10m, onde as três primeiras colocações poderão receber algum tipo de premiação, não obrigatória. SUMÔ DE ROBOS Três tempos (rounds) de 1 minuto cada. Pontuação depende da permanência de todo o veículo dentro do tatâmi. O pisar na linha delimitadora implica em saída do veículo do tatâmi e perda do round. O descarregamento do veículo após os pedidos de tempo implicam em derrota no round. A quebra do veículo após os pedidos de tempo implicam em perda da disputa. Cada tempo de 1 minuto equivale a um round. A disputa ocorre em três rounds. A luta pode terminar com um vencedor ou empate. Caso a disputa termine empatada resultará 01 (um) ponto a cada equipe; a partida que for ganha dará 02 (dois) pontos à equipe ganhadora e 0 (zero) pontos à equipe perdedora. As duas equipes com maior pontuação, em cada chave, na fase de classificação irão para a fase final. As quatro equipes classificadas jogarão entre si na fase final, da seguinte forma:

6 1ª Luta: 1º classificado da Chave A x 2º classificado da Chave B 2ª Luta: 1º classificado da Chave B x 2º classificado da Chave A 3ª Luta: Vencedor da 1ª Luta x Vencedor da 2ª Luta, definindo o campeão e o vice-campeão. 4ª Luta: Perdedor da 1ª Luta x Perdedor da 2ª Luta, definindo o terceiro lugar e quarto lugar. Um árbitro dirigirá os eventos, sinalizando com um apito o início e o término de cada disputa. Ao longo de cada disputa, cada equipe poderá solicitar ao árbitro até duas interrupções técnicas de 30 segundos de duração cada uma, ou uma interrupção de 1 minuto, para efetuar pequenos ajustes nos veículos. Durante as interrupções o cronômetro de contagem do tempo de jogo será bloqueado. Nessas interrupções poderá ser feita a troca de baterias, mas não do veículo como um todo. Para auxiliar o árbitro, haverá dois alunos, indicados pelo professor responsável pela disciplina. Estes auxiliares farão a contagem dos rounds vencidos ou empatados, marcarão também os tempos pedidos e farão a cronometragem das lutas. Antes do início de cada luta a equipe deverá escolher um de seus integrantes para operar os controles do veículo. Esta pessoa deverá então permanecer durante todo o jogo como operador do veículo, não podendo vir a ser substituída durante aquela luta. Um membro da equipe, apenas, será escolhido para segurar o cabo, para que o cabo não atrapalhe a luta e se encarregará dos ajustes do veículo durante as interrupções solicitadas. No início da partida cada um dos veículos deve estar posicionado dentro da área demarcada. Após cada round e após os pedidos de interrupções técnicas, os veículos devem ser posicionados novamente dentro da área demarcada, para que o árbitro autorize o reinício da luta. Ocorrendo empate nas lutas da fase final, poderão ser concedidos rounds adicionais. 7. Prêmios O Curso de Engenharia Elétrica estará envidando esforços no sentido de obter prêmios a serem distribuídos aos participantes da competição, em ordem de desempenho. Não há, no entanto, garantia de que se venha a obter tais prêmios; a competição será realizada mesmo com a ausência de prêmiação. 8. Relatório Técnico Após a competição, num prazo máximo de uma semana, cada equipe deverá entregar ao professor responsável pela disciplina o Relatório Técnico Final do projeto executado. Tal relatório deverá ser entregue pessoalmente ao professor. O Relatório deverá conter os seguintes itens obrigatórios: 1. Caracterização da equipe: nomes e número de matrícula dos participantes, nome da equipe e lema da equipe. 2. Descrição técnica do veículo, contendo dados tais como dimensões, materiais utilizados, características dos motores e do sistema de alimentação, circuito de comando utilizado, descrição do funcionamento do circuito, relação de todas as peças e componentes utilizados. 3. Dados do desempenho do veículo, contendo os seguintes itens: (a) Velocidade máxima à

7 frente; (b) velocidade máxima à ré; (c) raio de giro mínimo. O relatório deverá mostrar os procedimentos adotados pela equipe para a obtenção destes dados. 4. Desenho cotado, realizado segundo as Normas da ABNT em papel tamanho A3, contendo vistas de topo, de frente e de perfil do veículo. O desenho deverá indicar também a escala que foi utilizada para a representação do veículo. Este desenho deve ser as built, ou seja, baseado no veículo real construído, e não no projeto original realizado pela equipe. Outros desenhos podem ser também adicionados ao Relatório Técnico, caso a equipe ache conveniente. 5. Descrição minuciosa dos passos realizados no desenvolvimento do projeto, desde sua concepção inicial até a construção da versão final do veículo, enfatizando as alternativas estudadas pela equipe e os testes realizados. 6. Tabela de cálculo do custo total do projeto, computando todos os materiais, peças e componentes adquiridos, mesmo que não tenham sido incluídos na versão final do veículo. No cálculo do custo total do projeto deverão também ser incluídas todas as despesas assessórias realizadas pela equipe em função das várias etapas do projeto, tais como passagens de ônibus e gastos com combustível, desde que tenham sido feitas para realizar alguma etapa do projeto. 7. Tabela de custo do veículo, computando somente os materiais, peças e componentes efetivamente aplicados na fabricação do veículo em sua versão final. 8. Atas simplificadas de todas as reuniões realizadas pela equipe, contendo: data, local, horário, nomes dos participantes, temas discutidos e decisões tomadas. 9. Descrição dos resultados obtidos em cada jogo que a equipe tenha participado no dia da competição, comentando eventuais dificuldades técnicas enfrentadas e propostas de solução, caso existisse uma nova competição posterior. 10. Conclusões. 11. Referências de livros, revistas, catálogos e de sites da Internet eventualmente consultadas pela equipe durante o projeto, incluindo livros, revistas, catálogos e documentos online. As referências devem ser listadas de acordo com a norma específica da ABNT (NBR 6023/2002). Em caso de dúvidas sobre como organizar as referências, sugere-se consultar as bibliotecárias na Biblioteca da FANOR. 12. Opcionalmente podem-se incluir no Relatório Técnico fotografias e desenhos do veículo construído e de suas partes, bem como fotografias tomadas durante a competição. 9. Considerações Finais Este documento poderá sofrer alterações em sua redação até a data da competição, em função de erros ou omissões não verificados. Qualquer alteração será comunicada às equipes pelos meios disponíveis ( ). Todas as decisões sobre eventuais omissões nas presentes regras serão decididas pelo professor responsável pela disciplina, não cabendo recurso. Fortaleza, 13 de fevereiro de Prof. Emannuel Julião Fernandes CAC do curso de Engenharia Elétrica

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