ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO
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- Izabel Abreu Paixão
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1 plano diretor municipal 2013 CÂMARA MUNICIPAL DE VISEU
2 REVISÃO DO PDM DE VISEU 2
3 ÍNDICE I Estratégia Territorial I.1 Introdução I.2 Enquadramento Legal I.2.1 Conceito de revisão I.2.2 Fundamento da decisão de revisão do PDM I.2.3 Objetivos da Revisão I.3 Enquadramento do PDM no Sistema de Gestão Territorial I.3.1 Âmbito Nacional I.3.2 Âmbito Regional I.3.3 Âmbito Municipal I.3.4 Relação do PDM com o PNPOT I.3.5 Opções para o Desenvolvimento do Território I.3.6 Revisão do PDM em Conformidade com o Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial I.3.7 Objeto do Plano I Generalidades I Classificação I.3.8 Conteúdo Material do PDM I Generalidades I Conteúdo Material I.3.9 Conteúdo Documental do PDM I.3.10 Sistemas de Execução do PDM I.3.11 Relação do PDM com o Regulamento Geral do Ruído I.4 Objetivos Decorrentes da Revisão do PDM I.4.1 Aspetos Genéricos I.4.2 Objetivos Fundamentais II Modelo Territorial II.1 Caracterização do Concelho
4 II.1.1 Localização II.2 Demografia II.2.1 Evolução da população II.2.2 Distribuição da população no território municipal II.2.3 Análise comparativa do crescimento demográfico II.2.4 Estrutura Etária II Grupos Etários II Coeficientes de dependência II Índice de envelhecimento II.2.5 Indicadores demográficos II Taxa de natalidade II Taxa de mortalidade II Migração II.2.6 Povoamento II Evolução dos lugares II População por lugar II Tipo de povoamento II.2.7 Densidade populacional II.3 Gestão Urbanística II.3.1 Relação entre o número de lotes, fogos e alvarás II.3.2 Relação entre o crescimento urbano e os Planos de Pormenor II.3.3 Relação entre o número de edifícios concluídos e licenciados II.3.4 Enquadramento prévio da Proposta de Revisão II Generalidades II Programa Polis II Princípios e elementos de cálculos do mecanismo de perequação compensatória a que se refere o artigo 24º do Regulamento do Plano de Pormenor do Parque Urbano da Aguieira II Introdução II Índices adotados
5 II Reclassificação de solo urbano como solo rural II Conformação das Áreas de Edificação Dispersa e Aglomerados Rurais II Correções cartográficas dos perímetros urbanos II Indicadores físicos de urbanização e edificação, morfologias de povoamento e padrões de urbanização II.3.5 Análise comparativa da ocupação do solo PDM 95/ proposta de revisão II.4 Atividades Económicas II.4.1 Introdução II.4.2 Setor Primário II Generalidades II Uso do Solo e Ocupação Cultural II A Agricultura II Caracterização das explorações agrícolas do concelho de Viseu II Ocupação cultural dos terrenos agrícolas II Culturas temporárias II Culturas permanentes II Breve Caracterização da Região Demarcada do Dão II Efetivo Animal II Mão-de-obra agrícola II Fileiras Estratégicas II Caracterização do Povoamento Florestal do Concelho de Viseu II.4.3 Setor secundário II.4.4 Setor Terciário II Termalismo II Semana Académica II Cavalhadas de Vildemoinhos II Viseu Cidade Natal II.5 Infraestruturas II.5.1 Introdução II.5.2 Análise
6 II Abastecimento de Água e Saneamento Básico II Gestão de Resíduos II Gestão de Resíduos Seletivos II Objetos Volumosos II Óleos Alimentares Usados II Outras Redes de Infraestruturas II.6 Rede de Equipamentos II.6.1 Introdução II.6.2 Rede de equipamentos II Equipamentos de Educação e Ensino II Equipamentos de Saúde II Prevenção e Segurança Pública II Cultural e Lazer II Parque desportivo do Fontelo II Ecopista do Dão II Rede Municipal Percursos Pedestres II Rede Municipal Polidesportivos II Rede Municipal de Circuitos Seniores II.6.3 Síntese II.7 Caracterização Biofísica II.7.1 Introdução II.7.2 Clima II Temperatura II Precipitação II Vento II Humidade Relativa do Ar II Nebulosidade II Insolação II Classificações Climáticas
7 II.7.3 Relevo e Hidrografia II Relevo e Altimetria II Hidrografia II.7.4 Geologia e Solos II Formações Geológicas II Solos II.7.5 Flora e Fauna II Flora II Fauna II.8 Acessibilidades e Transporte II.8.1 Introdução II.8.2 Mobilidade Urbana II.8.3 Rede Viária Nacional e Municipal II.9 Património Arquitetónico e Arqueológico II.9.1 Monumentos Nacionais II.9.2 Imóveis de Interesse Público II.9.3 Imóveis de Interesse Municipal II.9.4 Imóveis em Vias de Classificação II.9.5 Sítios Arqueológicos II.9.6 Rede Municipal de Museus II.9.7 Jardins Históricos e Parques de Lazer II.10 Sistema Ambiental II.10.1 Reserva Agrícola Nacional II.10.2 Reserva Ecológica Nacional II.10.3 Estrutura Ecológica Municipal II Introdução II Metodologia de Trabalho e Componentes da Estrutura Ecológica Municipal II Proposta de Estrutura Ecológica Municipal II.10.4 Plano regional de Ordenamento das Florestas de Dão Lafões
8 II.10.5 Risco de Incêndio II.10.6 Redes de Defesa da Floresta Contra Incêndios II.10.7 Áreas Protegidas e de Conservação da Natureza III Anexos III.1 Número de alvarás, lotes e fogos por freguesia III.2 Edifícios concluídos e licenciados período entre 2005 e IV Bibliografia Apêndice Dossier de alterações no âmbito da emissão do parecer final da Proposta de Revisão do PDM 8
9 ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1 Mapa de ruído situação existente indicador Lden Figura 2 Mapa de ruído situação existente indicador Ln Figura 3 Carta de classificação acústica zonas sensíveis e mistas Figura 4 Sistema urbano, acessibilidades e povoamento (PNPOT, 2006) Figura 5 NUT II Centro e NUT III Dão-Lafões (CCDR-C, 2012) Figura 6 Mapa das 34 freguesias do Concelho de Viseu (CMV, 2012) Figura 7 Taxa de variação da população por freguesia (período 2001 a 2011) (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Figura 8 Distribuição da população no concelho de Viseu (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Figura 9 Urbanização da Quinta do Bosque, em Coração de Jesus (alvará 6/1994 correspondente à parte colorida da imagem) (CMV, 2012) Figura 10 Áreas sujeitas a planos de pormenor e unidades de execução (CMV, 2012) Figura 11 Programa POLIS Viseu (CMV, 2012) Figura 12 Planta de descritiva de transformação do solo (Reclassificação de solo Urbano para solo Rural) (CMV, 2012) Figura 13 Planta com Proposta de Áreas de Edificação Dispersa, Áreas de Edificação Dispersa sujeitas a plano de intervenção em espaço rural (PIER) e Aglomerados Rurais (CMV, 2012) Figura 14 Planta referente à sobreposição de AED, AR e Reajustamentos (5ªVersão-R) com o EFII e EAII Figura 15 Planta de Ordenamento Proposta Figura 16 Planta elucidativa do PDM/95 (no sentido de evidenciar as diferenças de edificabilidade no solo rural) Figura 17 Planta adaptada do PDM/95 (no sentido aglutinador dos espaços) Figura 18 Planta de Ordenamento PDM/
10 Figura 19 Carta de Uso e Ocupação do Solo do Concelho de Viseu (IGP, Carta de Ocupação de Solo, 2007) Figura 20 Planta comparativa do Espaço Industrial PDM95 e Espaço de Atividades Económicas 5.ª Versão-R (CMV, 2012) Figura 21 Zona Industrial de Abraveses (CMV, 2012) Figura 22 Planta do loteamento do Parque Empresarial de Mundão (CMV, 2012) Figura 23 Planta do loteamento do Parque Industrial de Coimbrões (CMV, 2012) Figura 24 Zona Industrial de Santiago (CMV, 2012) Figura 25 Zonas de abastecimento no concelho de Viseu (SMAS, 2012) Figura 26 Planta de Condicionantes Vários (CMV, 2012) Figura 27 Estabelecimentos de Ensino Público Politécnico em Portugal (DGES, 2012) Figura 28 Planta de Equipamentos Escolares do Concelho de Viseu (CMV, 2012) Figura 29 Ecopista do Dão (CMV, 2012) Figura 30 Valores de velocidade média (Km/h) e frequência (%) de vento verificados na estação de Viseu, para o período (INMG, 2001) Figura 31 Representação altimétrica do Concelho de Viseu (CMV, 2012) Figura 32 Representação da rede hidrográfica do Concelho de Viseu (CMV, 2012) Figura 33 Carta Geológica de Portugal (escala 1: ), concelho de Viseu (SNIG, 2012) Figura 34 Rede viária no Concelho de Viseu (CMV, 2012) Figura 35 Rede Viária (DGOTDU, 2012) Figura 36 Rede viária da Região Centro (DGOTDU, 2012) Figura 37 Localização da Variante à EN229 entre Viseu e o Sátão (CMV, 2012) Figura 38 Localização do IC37 entre Viseu (A25/IP5) e Seia (IC7) (CMV, 2012) Figura 39 Rede Ferroviária (DGOTDU, 2012)
11 Figura 40 Localização dos corredores da ligação ferroviária de Alta Velocidade (CMV, 2012) Figura 41 Planta do Património Arquitetónico e Arqueológico do Concelho de Viseu (CMV, 2012) Figura 42 Planta da Reserva Agrícola Nacional do Concelho de Viseu (DRAPC, 2007) Figura 43 Planta da Reserva Ecológica Nacional do Concelho de Viseu (CCDR-C, 2012). 275 Figura 44 Planta da Estrutura Ecológica Municipal Versão de Janeiro de 2012 (CMV, 2012) Figura 45 Planta da Estrutura Ecológica Municipal Versão com o Regime Florestal Parcial integrado (tendo em conta a nova delimitação da REN bruta enviada pela CCDR-C em Abril de 2012) (CMV, 2012) Figura 46 Planta da Estrutura Ecológica Municipal Versão sem o Regime Florestal Parcial integrado (tendo em conta a nova delimitação da REN bruta enviada pela CCDR-C em Abril de 2012) (CMV, 2012) Figura 47 Planta da Estrutura Ecológica Municipal Versão Final (com integração parcial do Regime Florestal Parcial) (CMV, 2012) Figura 48 Planta do Regime Florestal Parcial do Concelho de Viseu (AFN, Autoridade Florestal Nacional, 2012) Figura 49 Cartografia das áreas percorridas por incêndios no período de 2002 a 2011, no concelho de Viseu (AFN, Autoridade Florestal Nacional, 2012) Figura 50 Mapa de perigosidade do concelho de Viseu (CMV, 2012) Figura 51 Mapa da Rede Primária de Faixas de Gestão de Combustíveis (CMV, 2012) Figura 52 Zona Especial de Conservação (CMV, 2012)
12 ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1- Caracterização das freguesias do Concelho de Viseu (Censos 2011, 2012) Tabela 2 População residente no Concelho de Viseu por freguesia (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Tabela 3 Crescimento demográfico em Viseu face aos totais nacionais (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Tabela 4 Crescimento demográfico em Viseu face à região centro e suas sub-regiões (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Tabela 5 Crescimento demográfico em Viseu face à sub-região Dão-Lafões e seus municípios (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Tabela 6 Coeficiente de dependência no município de Viseu (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Tabela 7 Valores absolutos e percentuais da população por grupo etário ( ) (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Tabela 8 Índices de envelhecimento no município de Viseu (%)(INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Tabela 9 Taxa de natalidade no período de 1950 a 2010 (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Tabela 10 Taxa de mortalidade no período de 1950 a 2010 (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Tabela 11 Valores do saldo migratório em 2001 e 2010 (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Tabela 12 Densidade populacional por freguesia em 2011 (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Tabela 13 Número de alvarás, lotes e fogos (período entre 1989 e 2011) (CMV, 2012) 72 Tabela 14 Número de alvarás, lotes e fogos por freguesia (período entre 1989 e 2011) (CMV, 2012) Tabela 15 Áreas sujeitas a prévia elaboração de planos de pormenor e unidades de execução (CMV, 2012)
13 Tabela 16 Número de edifícios concluídos e licenciados (período entre 1995 e 2011) (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Tabela 17 Índices Perequativos dos troços do PP1 (CMV, 2012) Tabela 18 Índices do Parque Urbano da Aguieira 1 (CMV, 2012) Tabela 19 Índices do Parque Urbano da Aguieira 2 (CMV, 2012) Tabela 20 População residente empregada no concelho de Viseu por ramos de atividade económica e sexo, nas atividades que compõem o setor primário (INE, Recenseamento Geral da População e Habitação-2001 (Resultados Definitivos), 2002) Tabela 21 Uso do Solo do Concelho de Viseu por Freguesia (IGP, Carta de Ocupação de Solo, 2007) Tabela 22 Indicadores relativos à estrutura das explorações agrícolas (INE, Recenceamento Geral da Agricultura, 1999 e 2009, 2010) Tabela 23 Variação percentual da superfície das culturas temporárias nas explorações agrícolas do concelho de Viseu (INE, Recenceamento Geral da Agricultura, 1999 e 2009, 2010) Tabela 24 Variação percentual da superfície das culturas permanentes nas explorações agrícolas do concelho de Viseu (INE, Recenceamento Geral da Agricultura, 1999 e 2009, 2010) Tabela 25 Classes de grandeza da superfície vitivinícola (CVRD, 2006) Tabela 26 Variação do efetivo animal (%) da exploração agrícola, no concelho de Viseu (INE, Recenceamento Geral da Agricultura, 1999 e 2009, 2010) Tabela 27 Variação da Mão-de-obra agrícola (N.º), por tipo de mão-de-obra, no concelho de Viseu, (INE, Recenceamento Geral da Agricultura, 1999 e 2009, 2010) Tabela 28 Nome e tipo de Actividade das empresas existentes no Zona Industrial de Abraveses. (AIRV, 2008) Tabela 29 Nome e tipo de Actividade das empresas existentes no Parque Empresarial de Mundão (AIRV, 2008) Tabela 30 Nome e tipo de Actividade das empresas existentes na Zona Industrial de Mundão (AIRV, 2008)
14 Tabela 31 Nome e tipo de Actividade das empresas existentes no Parque Industrial de Coimbrões (AIRV, 2008) Tabela 32 Nome e tipo de Atividade das empresas existentes no Parque Industrial de Coimbrões (AIRV, 2008) Tabela 33 Nome e tipo de Atividade das empresas existentes no Parque Industrial de Coimbrões (AIRV, 2008) Tabela 34 Nome e tipo de Atividade das empresas existentes na Zona Industrial de Santiago (AIRV, 2008) Tabela 35 Valores relativos à recolha seletiva para os anos 2004 a 2010 no município de Viseu (CMV, 2012) Tabela 36 Número de alunos na Região de Dão-Lafões e Viseu Tabela 37 Número de hospitais por localização geográfica e natureza institucional (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Tabela 38 Valores da temperatura do ar ( C) verificados na estação climatológica de Viseu, para o período de (INMG, 2001) Tabela 39 Valores de precipitação (mm) verificados na estação climatológica de Viseu, para o período de (INMG, 2001) Tabela 40 Valores de velocidade média (Km/h) e frequência (%) de vento verificados na estação de Viseu, para o período (Fonte: INMG, 2001) Tabela 41 Valores médios mensais de humidade relativa do ar (%) verificados na estação de Viseu, para o período de (INMG, 2001) Tabela 42 Valores de nebulosidade (0-10), verificados na estação de Viseu, para o período de (INMG, 2001) Tabela 43 Valor de neve, granizo, nevoeiro e geada, verificados na estação de Viseu, para o período de (INMG, 2001) Tabela 44 Valores utilizados e obtidos na aplicação do balanço hidrológico sequencial a um solo com uma capacidade utilizável de 100 mm, sujeito às condições meteorológicas médias mensais registadas em Viseu (INMG, 2001) Tabela 45 A classificação climática segundo Thornthwaite para a região de Viseu (Mendes, 1980)
15 Tabela 46 Lista de espécies - Estrato arbóreo Tabela 47 Lista de espécies - Estrato arbustivo Tabela 48 Lista de espécies - Estrato herbáceo Tabela 49 Lista de Árvores de Interesse Público no concelho de Viseu (AFN, Autoridade Florestal Nacional, 2012) Tabela 50 Lista de espécies Mamíferos Tabela 51 Lista de espécies - Aves Tabela 52 Lista de espécies - Anfíbios e répteis Tabela 53 Distância Viseu/Lisboa, Viseu/Porto e Viseu/Vilar Formoso (CMV, 2012) Tabela 54 Elementos da EEM (PROT-C, 2011) Tabela 55 Área total da Estrutura Ecológica Municipal Versão de Janeiro de 2012 (CMV, 2012) Tabela 56 Áreas de Regimes Legais Específicos e Rede de Conetividade face à área total do município Versão de Janeiro de 2012 (CMV, 2012) Tabela 57 Áreas de Regimes Legais Específicos e Rede de Conetividade face à EEM Versão de Janeiro de 2012 (CMV, 2012) Tabela 58 Área total da Estrutura Ecológica Municipal Versão com Regime Florestal Parcial integrado (CMV, 2012) Tabela 59 Áreas de Regimes Legais Específicos e Rede de Conetividade face à área total do município Versão com Regime Florestal Parcial integrado (CMV, 2012) Tabela 60 Áreas de Regimes Legais Específicos e Rede de Conetividade face à EEM Versão com Regime Florestal Parcial integrado (CMV, 2012) Tabela 61 Área total da Estrutura Ecológica Municipal Versão sem Regime Florestal Parcial integrado (CMV, 2012) Tabela 62 Áreas de Regimes Legais Específicos e Rede de Conetividade face à área total do município Versão sem Regime Florestal Parcial integrado (CMV, 2012) Tabela 63 Áreas de Regimes Legais Específicos e Rede de Conetividade face à EEM Versão sem Regime Florestal Parcial integrado (CMV, 2012)
16 Tabela 64 Área total da Estrutura Ecológica Municipal Versão Final (CMV, 2012) Tabela 65 Áreas de Regimes Legais Específicos e Rede de Conetividade face à área total do município Versão Final (CMV, 2012) Tabela 66 Áreas de Regimes Legais Específicos e Rede de Conetividade face à EEM Versão Final (CMV, 2012) Tabela 67 Relação da rede de conetividade em corredor ecológico com a área do corredor ecológico Versão Final (CMV, 2012) Tabela 68 Relação da rede de conetividade fora de corredor ecológico com a área fora de corredor ecológico Versão Final (CMV, 2012) Tabela 69 Relação da rede de conetividade em corredor ecológico com a área da Estrutura Ecológica Municipal em corredor ecológico Versão Final (CMV, 2012) Tabela 70 Relação da rede de conetividade fora de corredor ecológico com a área da Estrutura Ecológica Municipal fora de corredor ecológico Versão Final (CMV, 2012) Tabela 71 Relação da rede de conetividade em corredor ecológico com a área de regimes legais específicos da Estrutura Ecológica Municipal em corredor ecológico Versão Final (CMV, 2012) Tabela 72 Relação da rede de conetividade fora de corredor ecológico com a área de regimes legais específicos da Estrutura Ecológica Municipal fora de corredor ecológico Versão Final (CMV, 2012) Tabela 73 Regime Florestal Parcial em rede de conetividade Versão Final (CMV, 2012) Tabela 74 Número de alvarás, lotes e fogos Abraveses Tabela 75 Número de alvarás, lotes e fogos Barreiros Tabela 76 Número de alvarás, lotes e fogos Boaldeia Tabela 77 Número de alvarás, lotes e fogos Bodiosa Tabela 78 Número de alvarás, lotes e fogos Calde Tabela 79 Número de alvarás, lotes e fogos Campo Tabela 80 Número de alvarás, lotes e fogos Cavernães Tabela 81 Número de alvarás, lotes e fogos Cepões
17 Tabela 82 Número de alvarás, lotes e fogos Coração de Jesus Tabela 83 Número de alvarás, lotes e fogos Côta Tabela 84 Número de alvarás, lotes e fogos Couto de Baixo Tabela 85 Número de alvarás, lotes e fogos Couto de Cima Tabela 86 Número de alvarás, lotes e fogos Fail Tabela 87 Número de alvarás, lotes e fogos Farminhão Tabela 88 Número de alvarás, lotes e fogos Fragosela Tabela 89 Número de alvarás, lotes e fogos Lordosa Tabela 90 Número de alvarás, lotes e fogos Mundão Tabela 91 Número de alvarás, lotes e fogos Orgens Tabela 92 Número de alvarás, lotes e fogos Povolide Tabela 93 Número de alvarás, lotes e fogos Ranhados Tabela 94 Número de alvarás, lotes e fogos Repeses Tabela 95 Número de alvarás, lotes e fogos Ribafeita Tabela 96 Número de alvarás, lotes e fogos Rio de Loba Tabela 97 Número de alvarás, lotes e fogos S. Cipriano Tabela 98 Número de alvarás, lotes e fogos S. João de Lourosa Tabela 99 Número de alvarás, lotes e fogos S. José Tabela 100 Número de alvarás, lotes e fogos S. Pedro de France Tabela 101 Número de alvarás, lotes e fogos S. Salvador Tabela 102 Número de alvarás, lotes e fogos S. Maria Tabela 103 Número de alvarás, lotes e fogos Santos Evos Tabela 104 Número de alvarás, lotes e fogos Silgueiros Tabela 105 Número de alvarás, lotes e fogos Torredeita
18 Tabela 106 Número de alvarás, lotes e fogos Vil de Souto Tabela 107 Número de alvarás, lotes e fogos Vila Chã de Sá
19 ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico 1 - Frequência relativa da taxa de crescimento das sub-regiões integradas no NUT II Centro Gráfico 2 Frequência relativa acumulada da taxa de crescimento das sub-regiões integradas no NUT II Centro Gráfico 3 Frequência relativa da taxa de crescimento dos concelhos integrados no NUT III Dão-Lafões, à exceção de Viseu Gráfico 4 Frequência relativa acumulada da taxa de crescimento dos concelhos integrados no NUT III Dão-Lafões, à exceção de Viseu Gráfico 5 Distribuição da população por estrutura etária (ano 2011) (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Gráfico 6 Distribuição da população por estrutura etária (ano 2001) (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Gráfico 7 Estrutura etária no município (ano 2011) (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Gráfico 8 Estrutura etária no município (ano 2001) (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Gráfico 9 Percentagem de população residente segundo a dimensão dos lugares (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Gráfico 10 Evolução do número de alvarás/ lotes e fogos (período entre 1989 e 2011) Gráfico 11 Relação entre o número de alvarás, lotes e fogos por freguesia (período entre 1989 e 2011) (CMV, 2012) Gráfico 12 Número de edifícios concluídos no concelho de Viseu construções novas e ampliações alterações e reconstruções (período entre 1995 e 2011) (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Gráfico 13 Número de edifícios licenciados no concelho de Viseu construções novas e ampliações alterações e reconstruções (período entre 1995 e 2011) (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Gráfico 14 Número de edifícios concluídos por freguesia (período entre 2005 e 2010) (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012)
20 Gráfico 15 Número de edifícios licenciados por freguesia (período entre 2005 e 2010) (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Gráfico 16 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Côta; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 17 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Côta; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 18 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Calde; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 19 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Calde; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 20 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Calde; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 21 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Ribafeita; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 22 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Lordosa; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 23 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Lordosa; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 24 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Cepões; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 25 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Cepões; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 26 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Barreiros; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 27 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Barreiros; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 28 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Bodiosa; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 29 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Bodiosa; dados retirados da proposta de planta de ordenamento
21 Gráfico 30 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Campo; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 31 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Campo; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 32 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Mundão; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 33 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Mundão; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 34 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Cavernães; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 35 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Cavernães; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 36 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de São Pedro de France; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 37 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de São Pedro de France; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 38 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Abraveses; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 39 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Abraveses; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 40 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Couto de Cima; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 41 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Couto de Cima; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 42 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Couto de Baixo; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 43 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Couto de Baixo; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 44 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Vil de Souto; dados retirados da planta de ordenamento em vigor
22 Gráfico 45 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Vil de Souto; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 46 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Orgens; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 47 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Orgens; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 48 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de São José; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 49 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de São José; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 50 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Coração de Jesus; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 51 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Coração de Jesus; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 52 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Santa Maria; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 53 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Santa Maria; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 54 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Rio de Loba; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 55 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Rio de Loba; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 56 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Santos Evos; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 57 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Santos Evos; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 58 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Povolide; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 59 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Povolide; dados retirados da proposta de planta de ordenamento
23 Gráfico 60 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Torredeita; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 61 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Torredeita; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 62 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de São Cipriano; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 63 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de São Cipriano; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 64 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de São Salvador; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 65 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de São Salvador; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 66 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Repeses; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 67 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Repeses; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 68 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Ranhados; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 69 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Ranhados; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 70 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Fragosela; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 71 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Fragosela; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 72 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Boaldeia; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 73 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Boaldeia; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 74 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Farminhão; dados retirados da planta de ordenamento em vigor
24 Gráfico 75 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Farminhão; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 76 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Fail; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 77 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Fail; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 78 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Vila Chã de Sá; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 79 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Vila Chã de Sá; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 80 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de São João de Lourosa; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 81 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de São João de Lourosa; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 82 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Silgueiros; dados retirados da planta de ordenamento em vigor Gráfico 83 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Silgueiros; dados retirados da proposta de planta de ordenamento Gráfico 84 Empresas sedeadas no conselho de Viseu, segundo a CAE-Ver.2 (INE, 2004) 175 Gráfico 85 População residente empregada no concelho de Viseu por ramo de atividade económica (INE, Recenseamento Geral da População e Habitação-2001 (Resultados Definitivos), 2002) Gráfico 86 População empregada por ramo de atividade do setor primário (INE, Recenseamento Geral da População e Habitação-2001 (Resultados Definitivos), 2002) Gráfico 87 Uso do Solo do Concelho de Viseu (IGP, 2007) Gráfico 88 Uso do Solo do Concelho de Viseu (IGP, Plano Municipal da Defesa de Floresta Contra Incêndios, 2006) Gráfico 89 Decomposição da superfície das explorações agrícolas do concelho de Viseu (INE, Recenceamento Geral da Agricultura, 1999 e 2009, 2010)
25 Gráfico 90 Composição da SAU das explorações agrícolas do concelho de Viseu (INE, Recenceamento Geral da Agricultura, 1999 e 2009, 2010) Gráfico 91 Superfície das culturas temporárias (ha) no concelho de Viseu (INE, Recenceamento Geral da Agricultura, 1999 e 2009, 2010) Gráfico 92 Superfície das culturas permanentes (ha) no concelho de Viseu (INE, Recenceamento Geral da Agricultura, 1999 e 2009, 2010) Gráfico 93 Efetivo animal (N.º) da exploração agrícola, no concelho de Viseu (INE, Recenceamento Geral da Agricultura, 1999 e 2009, 2010) Gráfico 94 Mão-de-obra agrícola (N.º), por tipo de mão-de-obra, no concelho de Viseu, (INE, Recenceamento Geral da Agricultura, 1999 e 2009, 2010) Gráfico 95 Áreas dos povoamentos florestais por espécie de árvore dominante no Concelho de Viseu (AFN, 2005) Gráfico 96 N.º de Estabelecimentos Industriais por Freguesia (2008) (DREC, 2008) Gráfico 97 Evolução da separação Seletiva nos Ecopontos do Concelho de Viseu entre 2004 e 2010 (CMV, 2012) Gráfico 98 Número de estabelecimentos de ensino, segundo a natureza do estabelecimento (GEPE, 2011) Gráfico 99 Taxa de participação em cursos profissionais no ensino secundário regular (%) por Localização geográfica (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Gráfico 100 Taxa de escolarização no ensino superior (alunos com idade entre 18 e 22 anos - %) por localização geográfica (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Gráfico 101 Temperaturas mínimas, médias e máximas do ar, para a estação climatológica de Viseu, para o período de (INMG, 2001) Gráfico 102 Amplitude Térmica registada para a estação climatológica de Viseu, para o período de (INMG, 2001) Gráfico 103 Gráfico Termo pluviométrico na estação climatológica de Viseu, para o período de (INMG, 2001) Gráfico 104 Valores médios mensais de humidade relativa do ar (%) verificados na estação de Viseu, para o período de (INMG, 2001)
26 Gráfico 105 Balanço hídrico sequencial mensal do solo para a região de Viseu (INMG, 2001) Gráfico 106 Áreas Ardidas no Concelho de Viseu, de 2002 a 2011 (AFN, Autoridade Florestal Nacional, 2012) Gráfico 107 Relação lotes/ alvarás Abraveses Gráfico 108 Relação lotes/ fogos Abraveses Gráfico 109 Relação lotes/ alvarás Barreiros Gráfico 110 Relação lotes/ fogos Barreiros Gráfico 111 Relação lotes/ alvarás Boaldeia Gráfico 112 Relação lotes/ fogos Boaldeia Gráfico 113 Relação lotes/ alvarás Bodiosa Gráfico 114 Relação lotes/ fogos Bodiosa Gráfico 115 Relação lotes/ alvarás Calde Gráfico 116 Relação lotes/ fogos Calde Gráfico 117 Relação lotes/ alvarás Campo Gráfico 118 Relação lotes/ fogos Campo Gráfico 119 Relação lotes/ alvarás Cavernães Gráfico 120 Relação lotes/ fogos Cavernães Gráfico 121 Relação lotes/ alvarás Cepões Gráfico 122 Relação lotes/ fogos Cepões Gráfico 123 Relação lotes/ alvarás Coração de Jesus Gráfico 124 Relação lotes/ fogos Coração de Jesus Gráfico 125 Relação lotes/ alvarás Côta Gráfico 126 Relação lotes/ fogos Côta Gráfico 127 Relação lotes/ alvarás Couto de Baixo
27 Gráfico 128 Relação lotes/ fogos Couto de Baixo Gráfico 129 Relação lotes/ alvarás Couto de Cima Gráfico 130 Relação lotes/ fogos Couto de Cima Gráfico 131 Relação lotes/ alvarás Fail Gráfico 132 Relação lotes/ fogos Fail Gráfico 133 Relação lotes/ alvarás Farminhão Gráfico 134 Relação lotes/ fogos Farminhão Gráfico 135 Relação lotes/ alvarás Fragosela Gráfico 136 Relação lotes/ fogos Fragosela Gráfico 137 Relação lotes/ alvarás Lordosa Gráfico 138 Relação lotes/ fogos Lordosa Gráfico 139 Relação lotes/ alvarás Mundão Gráfico 140 Relação lotes/ fogos Mundão Gráfico 141 Relação lotes/ alvarás Orgens Gráfico 142 Relação lotes/ fogos Orgens Gráfico 143 Relação lotes/ alvarás Povolide Gráfico 144 Relação lotes/ fogos Povolide Gráfico 145 Relação lotes/ alvarás Ranhados Gráfico 146 Relação lotes/ fogos Ranhados Gráfico 147 Relação lotes/ alvarás Repeses Gráfico 148 Relação lotes/ fogos Repeses Gráfico 149 Relação lotes/ alvarás Ribafeita Gráfico 150 Relação lotes/ fogos Ribafeita Gráfico 151 Relação lotes/ alvarás Rio de Loba
28 Gráfico 152 Relação lotes/ fogos Rio de Loba Gráfico 153 Relação lotes/ alvarás S. Cipriano Gráfico 154 Relação lotes/ fogos S. Cipriano Gráfico 155 Relação lotes/ alvarás S. João de Lourosa Gráfico 156 Relação lotes/ fogos S. João de Lourosa Gráfico 157 Relação lotes/ alvarás S. José Gráfico 158 Relação lotes/ fogos S. José Gráfico 159 Relação lotes/ alvarás S. Pedro de France Gráfico 160 Relação lotes/ fogos S. Pedro de France Gráfico 161 Relação lotes/ alvarás S. Salvador Gráfico 162 Relação lotes/ fogos S. Salvador Gráfico 163 Relação lotes/ alvarás Santa Maria Gráfico 164 Relação lotes/ fogos Santa Maria Gráfico 165 Relação lotes/ alvarás Santos Evos Gráfico 166 Relação lotes/ fogos Santos Evos Gráfico 167 Relação lotes/ alvarás Silgueiros Gráfico 168 Relação lotes/ fogos Silgueiros Gráfico 169 Relação lotes/ alvarás Torredeita Gráfico 170 Relação lotes/ fogos Torredeita Gráfico 171 Relação lotes/ alvarás Vil de Souto Gráfico 172 Relação lotes/ fogos Vil de Souto Gráfico 173 Relação lotes/ alvarás Vila Chã de Sá Gráfico 174 Relação lotes/ fogos Vila Chã de Sá Gráfico 175 Edifícios concluídos
29 Gráfico 176 Edifícios licenciados Gráfico 177 Edifícios concluídos Gráfico 178 Edifícios licenciados Gráfico 179 Edifícios concluídos Gráfico 180 Edifícios licenciados Gráfico 181 Edifícios concluídos Gráfico 182 Edifícios licenciados Gráfico 183 Edifícios concluídos Gráfico 184 Edifícios licenciados Gráfico 185 Edifícios concluídos Gráfico 186 Edifícios licenciados
30 30 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO
31 Abreviaturas AFN Autoridade Florestal Nacional AMU Área Medianamente Urbana APR Área Predominantemente Rurais APU Área Predominantemente Urbana CCDR-C Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional Centro CTA Comissão Técnica de Acompanhamento DGOTDU Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano DRAPC Direção Regional de Agricultura e Pescas Centro EAII Espaço Agrícola II EEM Estrutura Ecológica Municipal EFII Espaço Florestal II ENCNB Estratégia Nacional da Conservação da Natureza e da Biodiversidade Eu Espaço Urbano INE Instituto Nacional de Estatística NUT Nomenclatura Comum das Unidades Territoriais Estatísticas PDM Plano Diretor Municipal PIER Plano de Intervenção em Espaço Rural PNPOT Programa Nacional de Política de Ordenamento do Território PP Plano de Pormenor PROF-DL Plano Regional de Ordenamento Florestal Dão-Lafões PROT-C Plano Regional de Ordenamento do Território Centro PU Plano de Urbanização RAN Reserva Agrícola Nacional REN Reserva Ecológica Nacional RFP Regime Florestal Parcial RJIGT Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial RJUE Regime Jurídico de Urbanização e Edificação TMU Taxa Municipal de Urbanização UIIP Unidade de Intervenção Integrada de Planeamento UOPG Unidade Operativa de Planeamento e Gestão 31
32 32 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO
33 I Estratégia Territorial I.1 Introdução O presente relatório fundamenta os termos de referência e a oportunidade de revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) de Viseu, tendo como objetivo principal enquadrar os resultados do desenvolvimento territorial mais recente, nomeadamente desde que o PDM se encontra em vigor. A caracterização socioeconómica e os Elementos Sumários sobre o Concelho pretendem apresentar um diagnóstico prévio do estado do território. Pretende-se assim avaliar a evolução do território em termos quantitativos e o nível de execução do PDM em vigor tomando como referência o nível de concretização dos Projetos Estratégicos propostos no PDM em vigor. A articulação entre os instrumentos de planeamento, os meios de atingir uma maior coesão sócio espacial, uma gestão mais justa e equilibrada dos meios financeiros, dosear a acessibilidade com a centralidade e a mobilidade, equacionar uma estrutura territorial ecológica, e uma competitividade territorial aliada às infraestruturas, são aspetos críticos a ter em conta no processo de revisão do PDM de Viseu. O novo PDM na sua vertente estratégica não deixará de acolher o trabalho já realizado no âmbito de outros instrumentos de gestão territorial recentes, Planos de Pormenor (PP) recentemente concluídos e em conclusão, incorporará também os contributos de trabalhos como sejam a Carta Educativa do Concelho de Viseu. Temos a legítima expectativa de que o novo PDM elaborado com recurso a cartografia e com utilização intensiva de todas as novas tecnologias hoje disponíveis seja um instrumento capaz de traduzir sem margem para dúvidas as opções urbanísticas do município em termos de ordenamento do território. O novo PDM tem assim de garantir a simbiose entre um verdadeiro plano estratégico e uma carta de ordenamento do território clara e percetível quer para a administração quer para os particulares. I.2 Enquadramento Legal Nesta parte do documento pretende-se definir em termos simples, esquemático e sumário o quadro legal que estrutura e envolve a revisão do PDM. 33
34 I.2.1 Conceito de revisão Entende-se por revisão do plano a (...) reponderação global dos princípios, objetivos e regras do uso do solo, podendo o resultado do procedimento aberto para esse efeito resultar na confirmação do seu conteúdo ou na adoção de um modelo de planeamento novo (Miranda, 2002). I.2.2 Fundamento da decisão de revisão do PDM A decisão de promover o processo de revisão do PDM é fundada na obrigatoriedade legal de proceder àquela decorridos 10 anos sobre a sua entrada em vigor 1 (Cf. nº. 3 do art.º 98 do RJIGT). I.2.3 Objetivos da Revisão Articulação do PDM com os Instrumentos de Gestão Territorial posteriores à sua entrada em vigor e com os que estão atualmente em preparação; Adaptação do PDM às normas e terminologia do diploma que atualmente regula os Instrumentos de Gestão Territorial; Adequação à legislação em vigor, designadamente ao Regulamento Geral do Ruído. Adequação do PDM à evolução das condições económicas, sociais, culturais e ambientais que determinaram, inicialmente, a sua elaboração; Ajustamentos decorrentes de deficiências detetadas na aplicação do regulamento do PDM. I.3 Enquadramento do PDM no Sistema de Gestão Territorial I.3.1 Âmbito Nacional Programa Nacional da Politica de Ordenamento do Território (PNPOT) (2007) Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) (2007) Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável (ENDS) (2006) Programa Nacional de Ação para o Crescimento e o Emprego (PNACE ) 1 NOTA: O PDM do Concelho de Viseu entrou em vigor em 19 de Dezembro de 1995, com a redação dada pela Resolução do Conselho de Ministros nº173/95 (D.R. nº291 Série I - B) sendo objeto de alteração pela Declaração de Retificação nº10-f/96 de 31 de Maio (D.R. nº127, Série I - B), pela Declaração nº306/2000 de 23 de Setembro (D.R. nº221, Série II), pelo Aviso n.º27224/2008 de 13 de Novembro (D.R. nº221, 2.ª Série), pela Declaração de Retificação nº121/2009 de 15 de Janeiro (DR nº10, 2ª Série), pelo Aviso nº21853/2011 de 3 de Novembro (DR nº211, 2ªSérie), pelo Aviso nº22604/2011 (DR nº220., 2ªSérie) e pelo Aviso nº22605/2011 de 16 de Novembro (DR nº220, 2ª Série). 34
35 Programa Nacional para as Alterações Climáticas (PNAC) Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ENCNB) (2001) Estratégia Nacional para os Efluentes Agropecuários e Agroindustriais (ENEAPAI) Planos Sectorial da Rede Natura 2000 (PSRN2000) (2006) Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação (PANCD) Plano Estratégico dos Resíduos Sólidos Urbanos (PERSU II) ( ) Plano Nacional da Água (2002) Plano Estratégico de Abastecimento de Água e Saneamento de Águas Residuais (PEAASAR II) Plano Estratégico Nacional para o Desenvolvimento Rural Estratégia Nacional para as Florestas Plano Rodoviário Nacional PRN 2000 I.3.2 Âmbito Regional Plano Regional de Ordenamento do Território para a Região Centro (PROT-Centro) Plano Regional de Ordenamento Florestal Dão-Lafões (PROF DL) Plano Operacional Regional da Região Centro (PO) ( ) Plano da Bacia Hidrográfica do Rio Douro Plano da Bacia Hidrográfica do Rio Vouga Plano da Bacia Hidrográfica do Rio Mondego I.3.3 Âmbito Municipal Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios I.3.4 Relação do PDM com o PNPOT A revisão do PDM coincide temporalmente com o início de um novo quadro de apoio comunitário, agora designado Quadro de Referência Estratégica Nacional 2007/13. O QREN marca também uma nova etapa na aplicação de fundos comunitários, passando estes a ter uma articulação mais estreita com políticas, de onde importa salientar para o presente efeito as de carácter territorial. Apesar de este conter um conjunto de orientações a médio / longo prazo, começará a ter aplicação já a partir do próximo ano. Neste âmbito o Governo fez publicar em Diário da República as Grandes Opções do Plano para 2007, do qual se destacam as prioridades ao nível do ordenamento do território: A opção de Melhorar a Qualidade de Vida e Reforçar a Coesão Territorial num Quadro Sustentável de Desenvolvimento; 35
36 Dentro desta opção, as medidas para a criação de Mais Qualidade Ambiental, melhor Ordenamento do Território, maior Coesão e melhores Cidades, Políticas essenciais para o Desenvolvimento Sustentável Mobilidade e Comunicação e Mais e Melhor Desporto, Melhor Qualidade de Vida e melhor Defesa do Consumidor. O Decreto-Lei nº 380/99, de 22 de Setembro, na redação dada pelo Decreto-Lei nº 46/2009, de 20 de Fevereiro, refere, no seu art.º 24, o papel do PNPOT, a par das orientações do Plano Regional de Ordenamento do Território (PROT), na definição do conteúdo estratégico da revisão dos PDMs. Apesar de estar ainda em preparação a sua versão final, apresenta-se uma síntese relativa às orientações para Dão-Lafões, baseada na versão disponível para discussão pública. I.3.5 Opções para o Desenvolvimento do Território Sustentar o dinamismo de Viseu, reforçando a sua articulação com as cidades do Centro Litoral, e valorizar o seu papel estratégico para a estruturação de um eixo de desenvolvimento que se prolongue para o interior até à Guarda; Reforçar a dinâmica do sistema urbano sub-regional, nas suas diversas valências, de forma a suportar a base económica do território de Viseu ; Assegurar que a aposta de Viseu no ensino superior conduz à exploração de sinergias entre as suas várias componentes (universitário, politécnico, público, privado) para estimular um ambiente favorável à investigação e ao empreendedorismo e para desenvolver infraestruturas de suporte de atividades intensivas em conhecimento e tecnologia, em articulação com as Universidades do litoral e das regiões fronteiriças de Espanha; Explorar a posição estratégica de Viseu na rede de transportes nacional e transeuropeia; Preservar as condições de genuinidade dos produtos regionais de qualidade e reforçar a sua projeção e imagem nos mercados nacionais e internacionais; Fomentar o turismo através da criação de um produto turístico sub-regional que combine o potencial existente nas múltiplas vertentes: cultura e património, natureza e paisagem, turismo ativo, termalismo e turismo da saúde, e no turismo e gastronomia; Estruturar o sistema urbano sub-regional, apostando na especialização e na complementaridade de equipamentos, infraestruturas e funções urbanas, suportadas por soluções eficientes e inovadoras de mobilidade. Viseu é a aglomeração estruturante deste território e, embora inserida num espaço de fraca dinâmica demográfica, faz parte do conjunto de áreas urbanas que na década de 90 apresentaram os mais elevados crescimentos populacionais. A capacidade de Viseu estruturar uma aglomeração urbana alargada (Mangualde, S. Pedro do Sul, Tondela, Nelas) será determinante para a dinâmica de desenvolvimento desta área. 36
37 I.3.6 Revisão do PDM em Conformidade com o Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial Considerando que o PDM foi elaborado antes da entrada em vigor da Lei de Bases do Ordenamento do Território e de Urbanismo (LBOTU) Lei nº. 48/98, de 11 de Agosto e do Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial (RJIGT) Decreto-Lei nº. 380/99, de 22 de Setembro, sucessivamente alterado por vários diplomas julga-se oportuno aproveitar a revisão para estruturar o PDM em conformidade com aquela legislação. Neste contexto destaca-se aqui os aspetos mais relevantes e que têm de necessariamente ser considerados e contemplados na revisão do PDM: Objeto do PDM; Conteúdo Material; Conteúdo Documental; Sistema de Execução do Plano; I.3.7 I Objeto do Plano Generalidades Estabelece o modelo de estrutura espacial do território municipal que constitui uma síntese da estratégia de desenvolvimento e ordenamento local prosseguida, devendo, por isso, integrar as opções de âmbito nacional e regional com incidência no nosso território municipal. É no âmbito da definição do modelo que é importante atender aos instrumentos de gestão territorial em vigor e aos que estão em preparação, em especial ao PNPOT e ao PROT-C bem como, a outro tipo de planos, de carácter estratégico. Este modelo assenta na classificação do solo em rural e urbano, consoante o destino básico dos terrenos, e desenvolve-se através da qualificação do mesmo, atendendo ao critério do uso dominante. I Classificação Solo Rural Qualificação: Espaço agrícola de produção; Espaço florestal de produção; Espaço florestal de conservação; 37
38 Espaço florestal condicionado; Espaços Naturais; Espaços afetos a atividades à exploração de recursos geológicos; Espaço cultural; Aglomerado rural; Área de edificação dispersa; Espaços destinados a equipamentos e outras estruturas ou ocupações compatíveis com o estatuto de solo rural; Solo Urbano Qualificação: Espaço central; Espaços residenciais; Espaços verdes; Espaços de atividades económicas; Espaços de uso especial; Áreas pormenorizadas Planos de Pormenor eficazes; Áreas sujeitas a prévia elaboração de Plano de Pormenor; Unidades de execução; Por estarmos no âmbito de um procedimento de revisão o que ocorre é uma reclassificação ou requalificação do solo. A reclassificação do solo como solo urbano tem carácter excecional. Só pode ocorrer quando for comprovadamente necessária face: À dinâmica demográfica; Ao desenvolvimento económico e social; À indispensabilidade de qualificação urbanística. I.3.8 I Conteúdo Material do PDM Generalidades Sendo objeto do PDM a definição de um modelo de organização municipal do território o legislador fixa o que deve ser estabelecido por este, isto é, o conteúdo material do plano. Neste âmbito deve atender-se ao disposto no art.º 85º, do RJIGT, na perspetiva de uma revisão do Plano e não da elaboração, o que significa que em alguns casos é uma redefinição de critérios e o reajuste de estratégias desadequadas à realidade atual, contudo, o importante é que os elementos enunciados neste preceito legal devem estar contemplados na versão revista do PDM. O legislador ao utilizar a expressão nomeadamente deixa em aberto a possibilidade de serem estabelecidos no PDM outros aspetos compreendidos no objeto do plano que se considerem importantes. 38
39 I Conteúdo Material Entre outros elementos são nomeadamente referidos os seguintes: Caracterização económica, social e biofísica, incluindo estrutura fundiária do território municipal; Identificação das vias, infraestruturas e equipamentos que suportam o território municipal; Identificação da estrutura ecológica; Definição dos objetivos de desenvolvimento estratégico a prosseguir e os critérios de sustentabilidade a adotar; Definição de classes e categorias de espaço; Fixação de estratégias de localização; Definição de estratégias para o espaço rural Identificação das condicionantes; Identificação de áreas de interesse público; Condições especiais de ação em áreas críticas; Definição das Unidades Operativas de Planeamento e Gestão (UOPG)/ Unidades de Intervenção Integrada de Planeamento (UIIP)/ Unidade de Execução (U.E.) e áreas sujeitas a prévia elaboração de Plano de Pormenor; Especificações regulamentares, que sirvam de referência na elaboração e execução dos planos de urbanização e de áreas sujeitas a prévia elaboração de plano de pormenor, bem como a especificação de índices de natureza supletiva e critérios de aplicação da perequação compensatória dos benefícios e encargos; Critérios para cedências; Programação de execuções das opções de ordenamento estabelecidas; Articulação com os outros instrumentos de gestão territorial; Prazo de vigência e as condições de revisão. I.3.9 Conteúdo Documental do PDM Apesar da sua natureza regulamentar o PDM não se reduz a um regulamento. Como instrumento de gestão territorial é fundamental que faça parte integrante do seu conteúdo, peças desenhadas que representem o modelo de estrutura espacial do território municipal e que identifiquem as áreas cujo aproveitamento esteja limitado ou vedado, deste modo facilitase a sua aplicação. Além da documentação que constitui parte integrante do Plano, este é acompanhado por um conjunto de documentos que justificam e fundamentam as opções inseridas no PDM e que são úteis na interpretação e aplicação do plano. O RJIGT prevê para além dos documentos expressamente previstos no art.º 86.º que sejam fixados outros por Portaria. Na sequência desta previsão legal foi publicada a Portaria nº. 39
40 138/2005, de 02 de Fevereiro, que fixa os demais documentos que devem acompanhar o PDM. Documentos que constituem o PDM: Regulamento; Planta de Ordenamento; Planta de condicionantes. Documentos que acompanham o PDM: Estudos de caracterização do território municipal; Relatório fundamentado das soluções adotadas; Programa com disposições indicativas sobre a execução de intervenções municipais; Planta de Enquadramento Regional; Planta da situação existe à data da revisão; Planta com a indicação das licenças ou autorizações de operações urbanísticas emitidas e informações prévias favoráveis em vigor ou declaração da C.M. comprovativa da inexistência desses compromissos urbanísticos na área do plano; Carta da estrutura ecológica municipal; Participações recebidas em sede de discussão pública e respetivo relatório de ponderação; Fichas de Dados Estatísticos, elaborada de acordo com um modelo a disponibilizar pela Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano (DGOTDU); Relatório Ambiental; Mapa de Ruído; Carta Educativa; Carta das Instalações Desportivas Artificiais. I.3.10 Sistemas de Execução do PDM O PDM para além de conter as regras relativas à ocupação dos solos também estabelece as bases de gestão do território, isto é, o modo da sua concretização. Resulta do próprio regime jurídico que disciplina o PDM a necessidade daquele prever os mecanismos para a sua execução. Neste sentido, o art.º 85.º, do RJIGT ao definir o conteúdo material daquele inclui a questão da execução e realização efetiva do plano ao preceituar que o plano deve definir: As UOPG para efeitos da programação da execução do plano; A programação da execução das opções de ordenamento estabelecidas; Os critérios da perequação compensatória de benefícios e encargos decorrentes da gestão urbanística a concretizarem nos instrumentos de planeamento previstos. 40
41 Os sistemas de execução previstos no artigo 119º do RJIGT correspondem aos seguintes: a) Sistema de compensação Neste sistema a iniciativa de execução pertence aos particulares, que ficam obrigados a prestar ao município a devida compensação. A adoção deste sistema implica que o PDM defina: As regras relativas à compensação a prestar ao Município; Os critérios para os particulares procederem à perequação dos benefícios e encargos entre todos os proprietários e titulares de direitos inerentes à propriedade abrangidos na unidade de execução (U.E.); b) Sistema de cooperação Neste sistema a iniciativa da execução e respetiva programação cabe ao município com a colaboração dos particulares interessados. Os direitos e as obrigações das partes são definidos por contrato de urbanização. c) Sistema de imposição administrativa Neste sistema a iniciativa da execução é municipal, que atua diretamente ou mediante concessão de Urbanização. A concessão só pode ter lugar precedendo concurso público. I.3.11 Relação do PDM com o Regulamento Geral do Ruído O Regulamento Geral do Ruído fixa medidas gerais de prevenção e controlo da poluição sonora no âmbito da execução da politica de ordenamento do território e urbanismo na perspetiva de assegurar a qualidade do ambiente sonoro, nesse sentido reserva aos instrumentos de gestão territorial, em especial ao PDM, a tarefa de promover a distribuição adequada das funções de habitação, trabalho e lazer. Assim no PDM deve constar a: Classificação de Zonas Sensíveis e Mistas Delimitação dessas zonas Na revisão do PDM a questão deve ser enquadrada com o auxílio dos mapas de ruído. 41
42 Figura 1 Mapa de ruído situação existente indicador Lden. 42
43 Figura 2 Mapa de ruído situação existente indicador Ln. 43
44 Figura 3 Carta de classificação acústica zonas sensíveis e mistas. 44
45 I.4 Objetivos Decorrentes da Revisão do PDM I.4.1 Aspetos Genéricos O PNPOT aprovado pela Lei n.º58/2007, e publicado na 1.ª série N.º170 do D.R. de 4 de Setembro, veio consagrar o carácter estratégico dos PDM s decorrendo desta opção, uma relevância acrescida para outros instrumentos de gestão territorial, bem como evidenciar opções estratégicas com incidências diretas no território e de modo especial nas próprias opções a nível da estrutura ecológica municipal, valorização dos recursos hídricos e na proteção, valorização e gestão sustentável dos recursos florestais. Por outro lado as alterações introduzidas e induzidas pelo Decreto n 316/2007, de 19 de Setembro (já considerando a Declaração de Retificação n 104/2007, de 6 de Novembro em relação ao RJIGT, aprovado pelo Decreto-Lei n 380/99, de 22 de Setembro, em desenvolvimento da Lei n 48/98, de 11 de Agosto e posteriormente alterado pelo Decreto-Lei n 310/2003, de 10 de Dezembro) vieram consolidar uma abordagem mais eficiente e simplificada dos procedimentos de elaboração, alteração e revisão dos instrumentos de gestão territorial, face às dinâmicas de processos económicos, sociais e ambientais, assegurando-se paralelamente outra operacionalidade à gestão territorial propriamente dita. É relevante referir a importância que o próprio PROF Dão-Lafões, aprovado pelo Decreto Regulamentar n 7/2006, de 18 de Julho e atento o disposto no seu artigo 10, veio suscitar na definição de Estrutura Ecológica Municipal (EEM), potenciada ainda, e no caso de Viseu, pela existência de significativas áreas sujeitas a Regime Florestal Parcial (RFP), sem prejuízo, porém, do desenvolvimento específico dos Planos de Gestão Florestal (PGF). Salienta-se, em síntese, que a carta da EEM se constitui como elemento integrador das áreas integradas em Reserva Agrícola Nacional (RAN), Reserva Ecológica Nacional (REN), corredores ecológicos, aproveitamentos hidroagrícolas (regadios), linhas de água e áreas integradas no RFP (respeitando os novos limites facultados pelo Núcleo Florestal Dão-Lafões e que se constituem como elementos diferenciados dos limites agregados ao PDM em vigor), bem como as áreas da Rede Natura 2000 adicionalmente percursos pedestres, ecopista, Espaços Verdes, árvores de interesse público e áreas significativas de espaços naturais, potenciando a criação em zonas de fronteira do Concelho, de áreas de dimensão expressiva, eventualmente até com carácter intermunicipal. A publicação do PDM de Viseu em 19 de Dezembro de 1995 permitiu, face ao decurso do tempo, aferir o grau de eficácia de opções então assumidas, nomeadamente ao nível de uma integração dos PP, com aplicação sistemática a partir de 2003 de mecanismos de natureza perequativa, e da necessidade de potenciar intervenções integradas de planeamento nas zonas envolventes da cidade propriamente dita e das zonas periurbanas, com recurso a Planos 45
46 de Urbanização (PU) ou à definição com carácter mais sistemático, de U.E., refletindo-se esta vertente na definição das UOPG, procurando assegurar-se uma maior coerência aos respetivos aglomerados urbanos no sentido lato do termo (e ultrapassando uma abordagem meramente urbana/urbanizável do território), tendo em conta a maior ou menor expansão linear ao longo da estrutura viária (quer sejam vias de carácter nacional ou municipal) e a própria fragmentação do território e da paisagem induzidas por operações urbanísticas suportadas por loteamentos e licenciamentos (no sentido lato do termo), mesmo que integrados nos espaços urbanos/urbanizáveis consagrados no PDM. Nesse sentido o PDM deverá assumir-se como elemento de carácter estratégico, transferindo a conceptualização da morfologia urbana para os PU e ou PP quando necessário considerando a densificação específica destes instrumentos, de modo também a potenciar a racionalização das infraestruturas existentes e ou a criar, salvaguardando-se de modo mais preciso e eficaz a identidade da paisagem, nomeadamente pela consagração dos solos ecológicos necessários ao equilíbrio urbano. De facto o quadro definido no anterior regime jurídico relacionado com a elaboração dos instrumentos de gestão territorial (aprovado pelo Decreto-Lei n 69/90, de 2 de Março) potenciando um carácter excessivamente regulamentador dos PDM s, em termos de gestão urbanística, manifestou-se claramente como insuficiente para uma abordagem pluridisciplinar ao nível do território, já que a mera definição de espaços urbano/urbanizável, só por si não permitia assegurar uma coerência da estrutura urbana, não densificando os critérios de transformação fundiária e não clarificando o modo de intervenção da Administração Local ao nível dos sistemas de execução dos planos e das próprias operações urbanísticas, não concretizando, de modo inequívoco, a reestruturação da propriedade e o reparcelamento (já que a previsão no âmbito da Lei de Solos aprovada pelo Decreto-Lei nº794/76, de 5 de Novembro e desenvolvida pelo Decreto-Lei n.º 15/77, de 16 de Fevereiro, se evidenciou claramente como instrumento insuficiente em operações de Associação do Município com os proprietários). Importa igualmente referir que determinadas opções consagradas à data, como resposta efetiva à ausência de efetivas operações de transformação fundiária, ou por força da dimensão média das parcelas, se constituíram indiretamente como uma extensão dos perímetros urbanos, nomeadamente pela definição de áreas mínimas das parcelas iguais ou maior a 2500m 2 como suscetíveis de suportar edificações de habitação unifamiliar, em zonas integradas em Espaço Agrícola II (EAII) ou Espaço Florestal li (EFII), tendo no caso de Viseu e após a elaboração de estudo especifico já facultado à Comissão Técnica de Acompanhamento (CTA), sido quantificado em cerca de os fogos potencialmente construíveis naqueles espaços (excluindo as zonas afetas à RAN e à REN aprovados e não considerando contudo as zonas que eventualmente pudessem colidir com os novos limites de áreas integradas em RFP. 46
47 Parece relevante referir que o impacto ao nível da paisagem e da própria coerência dos aglomerados urbanos, seria certamente superior ao decorrente das novas UOPG ou UIIP, já que estes pressupõem a definição de instrumentos de gestão territorial que possibilitam uma intervenção integrada de planeamento, tendo em conta o referido anteriormente. As implicações decorrentes das novas infraestruturas viária ou ferroviária (IC37, Variante à EN229 e corredores ferroviários) foram cartografadas em conformidade com os procedimentos específicos implementados até à data, pelas respetivas entidades de tutela. Referir que dada a especial configuração da orografia envolvente à área urbana e periurbana propriamente dita, bem como da especificidade de certas áreas territoriais se entendeu pertinente que dentro de uma linha de previsão e concretização de médio/longo prazo, a criação de uma segunda cintura verde, constituída por espaço florestal de conservação, espaço natural e espaços florestais ou agrícolas, mas que de algum modo corresponderá, embora de modo mitigado aos green belts. I.4.2 Objetivos Fundamentais Considerando que o próprio PNPOT expressa com clareza as opções para o desenvolvimento do território da região Dão-Lafões, fortemente sustentadas no dinamismo de Viseu no papel estratégico na ligação de eixos de desenvolvimento, fomento do turismo nas suas diversas vertentes e estruturação do sistema sub-regional, nomeadamente, forçoso seria que a proposta de ordenamento refletisse esse conjunto de objetivos, pelo que se considera relevante referir os mais representativos: 1- Assegurar um desenvolvimento harmonioso e racionalizado quanto ao aproveitamento de diversas infraestruturas existentes ou a criar, considerando que as próprias propostas de reajustamento, devidamente articuladas com os atuais espaços urbanizados, visam possibilitar a definição de UOPG mais coerentes, decorrendo desta opção conjugação de fatores relacionados com as dinâmicas demográficas, desenvolvimento económico-social, bem como a qualificação urbanística, que pela sua conjugação pressupõem uma abordagem mais alargada ao nível do território, nomeadamente por força da presença de espaços abertos nas próprias UOPG s, UIIP e áreas sujeitas a prévia elaboração de PP, enquanto elementos integráveis, no sentido lato do termo, em solos ecológicos necessários ao equilíbrio urbano, e como elementos determinantes de preservação e reforço da identidade dos próprios aglomerados urbanos, evitando-se a segmentação de análise quase sempre empobrecedora de uma visão holística do território e das suas dinâmicas. 2- Definição da EEM de um modo mais integrador, potenciando a preservação e valorização dos ecossistemas de maior ou menor expressão geográfica articulando- se as diversas componentes daqueles de uma forma mais efetiva, nomeadamente a Norte do Concelho e contigua ao limite do mesmo visando a conservação da Natureza e da Biodiversidade. 47
48 3- Assegurar tanto quanto possível a proteção dos recursos hídricos, tendo em conta a tendência manifesta e evidente das alterações climáticas, assegurando a cartografia correspondente ao Nível de Pleno Armazenamento (NPA) de maior impacto suscetível de ser considerado nas diversas hipóteses. 4- Definição de uma estrutura viária mais coerente, suscetível de reconfigurar a excessiva tendência para a radialização das mesmas ao longo dos tempos nomeadamente pela previsão de uma via designada por circular externa concelhia, visando possibilitar uma abordagem mais qualificadora do território e consequentemente mais atrativa para as zonas mais periféricas do concelho, potenciando sinergias cumulativamente com a futura implementação da rede ferroviária prevista no PNPOT (ver figura 4 sistema urbano, acessibilidades e povoamento do Modelo Territorial). 48
49 Figura 4 Sistema urbano, acessibilidades e povoamento (PNPOT, 2006) 5- Diversificação e potenciação da estrutura produtiva, na base da melhor adequação das áreas afetas ao seu suporte. 6- Reforço da identidade cultural, por força do desenvolvimento específico de ações, de PP ou de unidades de execução. 7- Implementação de procedimentos sistemáticos, diferenciado em função das realidades locais, de aplicação da perequação compensatória de benefícios e encargos decorrentes da gestão urbanística, em que a vinculação situacional condicione de modo preciso e efetivo os mecanismos de perequação compensatória, nomeadamente por força da valorização diferenciada das áreas que integram o solo ecológico necessário ao equilíbrio urbano, em 49
50 função das servidões administrativas que sobre estes incidam e ou outros fatores igualmente relevantes. 8- Salvaguarda de áreas que pela sua configuração, localização e características especificas, se constituam como elementos de proteção, de reserva, ou especialmente vocacionados para certos fins (como o ensino superior, a titulo de exemplo), atendendo à dinâmica dos processos de desenvolvimento económico. 50
51 II Modelo Territorial II.1 Caracterização do Concelho II.1.1 Localização NUT II - Centro O Centro ou Região do Centro é uma Unidade Territorial para Fins Estatísticos de Nível II (NUTS II) de Portugal, que compreende, integralmente, os distritos de Coimbra, Castelo Branco e Leiria, a maior parte do distrito de Viseu, Aveiro e Guarda, e cerca de um terço do distrito de Santarém. Limita a norte com a Região do Norte, a leste com a Espanha, a sul com o Alentejo, a sudoeste a Região de Lisboa e Vale do Tejo e a oeste com o Oceano Atlântico. Tem uma área de km² (31% do Continente) e uma população de (Censos 2011), correspondendo a 23,2% do Continente e a 22% de Portugal. Está incluída na Unidade de Nível I (NUTS I) de Portugal Continental e compreende 10 Unidades de Nível III (NUTS III): Baixo Mondego Baixo Vouga Beira Interior Norte Beira Interior Sul Cova da Beira Dão-Lafões Pinhal Interior Norte Pinhal Interior Sul Pinhal Litoral Serra da Estrela Oeste Médio Tejo NUT III Dão-Lafões Dão-Lafões é uma sub-região estatística que abrange a maioria dos concelhos do distrito de Viseu, e ainda um concelho do distrito da Guarda (Aguiar da Beira). É limitada a norte pelo rio Tâmega e o rio Douro, a leste com a Beira Interior Norte e com a Serra da Estrela, a sul com o Pinhal Interior Norte e com o Baixo Mondego e a oeste com o Baixo Vouga e o Entre Douro e Vouga. Viseu é a sua principal cidade e sede, sendo a segunda maior e mais populosa cidade do centro de Portugal a seguir a Coimbra. 51
52 O NUT III-Dão-Lafões tem uma área de km² e uma população de habitantes (Censos 2011, 2012) e compreende 15 concelhos: Aguiar da Beira Carregal do Sal Castro Daire Mangualde Mortágua Nelas Oliveira de Frades Penalva do Castelo Santa Comba Dão São Pedro do Sul Sátão Tondela Vila Nova de Paiva Viseu Vouzela Figura 5 NUT II Centro e NUT III Dão-Lafões 2 (CCDR-C, 2012) 2 As NUTS, sigla consagrada para designar a Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos, representam as sub-regiões estatísticas em que se divide o território português e correspondem a três distintos níveis de desagregação territorial: -Ao primeiro nível (NUTS I) correspondem três unidades territoriais: o território do Continente e o de cada uma das Regiões Autónomas. -O segundo nível (NUTS II) compreende sete unidades territoriais: cinco regiões no Continente mais as duas Regiões Autónomas. -Num terceiro nível (NUTS III) encontram-se 30 unidades territoriais, distribuídas pelas NUTS II, cada uma das quais resulta da agregação de vários municípios. 52
53 Concelho de Viseu Como se verifica na Figura 5, o concelho de Viseu, capital de distrito com área de 507,1 km 2, é limitado a norte pelo município de Castro Daire, a nordeste por Vila Nova de Paiva, a leste por Sátão e Penalva do Castelo, a sueste por Mangualde e Nelas, a sul por Carregal do Sal, a sudoeste por Tondela, a oeste por Vouzela e a noroeste por São Pedro do Sul. Envolvido num sistema montanhoso constituído a norte pelas serras de Leomil, Montemuro e Lapa, a nordeste pela Serra do Arado, a Sul e a Sudoeste pela Serra da Estrela e Lousã, e a oeste a serra do Caramulo. O concelho de Viseu é constituído por 34 freguesias das quais, 16 são Predominantemente Rurais (APR), 13 são Predominantemente Urbanas (APU) e 5 são Medianamente Urbanas (AMU) 3. Este mapa de freguesias ficou concluído a 11 de Junho de 1993 com a criação da freguesia de Repeses, que teve origem na freguesia de Ranhados. 3 As freguesias do Concelho são divididas, segundo definição do Instituto Nacional de Estatística (INE), em Freguesias Predominantemente Urbanas, Medianamente Urbanas e Predominantemente Rurais: Freguesias predominantemente urbanas são freguesias que contêm uma densidade populacional superior a 500 h/km² ou que integrem um lugar com população residente superior ou igual a habitantes. Freguesias medianamente urbanas são freguesias que possuem densidade populacional superior a 100 h/km² e inferior ou igual a 500 h/km², ou que integrem um lugar com população residente superior ou igual a habitantes e inferior a habitantes. Freguesias predominantemente rurais são freguesias que possuem densidade populacional inferior a 100 h/km2, ou que integrem um lugar com população residente inferior a habitantes. 53
54 Figura 6 Mapa das 34 freguesias do Concelho de Viseu (CMV, 2012) 54
55 Tabela 1- Caracterização das freguesias do Concelho de Viseu (Censos 2011, 2012) População (hab.) Área Distância à sede de Freguesia Tipologia (Censos 2011) (km 2 ) município (km) Abraveses APU ,2 2,4 Barreiros APR 300 6,0 15,6 Boaldeia APR 518 8,5 12,6 Bodiosa AMU ,4 9,4 Calde APR ,1 13,7 Campo APU ,2 5,6 Cavernães APR ,1 9,2 Cepões APR ,2 13,4 Coração de Jesus APU ,3 0,22 Côta APR ,5 17,4 Couto de Baixo APR ,3 7,9 Couto de Cima APR ,1 7,9 Fail AMU 664 6,8 8 Farminhão APR ,0 9,7 Fragosela APU ,0 5,4 Lordosa APR ,3 9,5 Mundão AMU ,4 5,7 Orgens APU ,9 2,2 Povolide APR ,8 10,1 Ranhados APU ,2 1,9 Repeses APU ,5 1,8 Ribafeita APR ,1 12,7 Rio de Loba APU ,8 3 S. Cipriano APR ,6 5,4 S. João de Lourosa AMU ,0 5,1 S. José APU ,1 0,7 S. Pedro de France APR ,8 13 S. Salvador APU ,5 2,2 Santa Maria APU ,5 0,3 Santos Evos APR ,6 7,7 Silgueiros AMU ,2 11,6 Torredeita APU ,7 9,2 Vil de Souto APR 667 8,1 5,8 Vila Chã de Sá APU ,9 6 TOTAL
56 II.2 Demografia II.2.1 Evolução da população Para a análise da evolução demográfica de Viseu privilegiou-se a informação censitária realizada pelo INE para os últimos 100 anos. Esta análise visou a compreensão das tendências de desenvolvimento do território, realçando-se o período de 1991 a 2011, que compreende a vigência do PDM de 1995 e o período de revisão do novo PDM. No período de 1911 a 2011, verificou-se no município de Viseu um acréscimo populacional nos últimos 100 anos, aumentando, aproximadamente, 78% a sua população ( ; ). No entanto, este crescimento não é uniforme em todo o período, uma vez que a década de 60 se caracterizou pela diminuição da população em cerca de 5,35% devido, essencialmente, à emigração. Nos finais da década de 70, o município apresentou um forte crescimento populacional, 10% (taxa referente a um período de dez anos), devido ao regresso dos emigrantes e dos retornados das ex-colónias. Salienta-se ainda a estagnação na evolução demográfica verificada no concelho de Viseu entre 1981 e Relativamente ao período entre 1991 e 2011, verificou-se um forte crescimento da população, traduzido por um aumento de habitantes (18,75%), sendo que na última década esse aumento foi de 5773 habitantes (6,17%), referindo-se que na Informação Sintética elaborada aquando da 5ªVersão da Proposta de Revisão o valor adotado para o diferencial populacional entre 1991 e 2011 foi de 15992, porquanto se adotaram os valores preliminares dos Censos. 56
57 Tabela 2 População residente no Concelho de Viseu por freguesia (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) O acréscimo populacional de 6,17% verificado em Viseu na última década não é uniforme em todas as freguesias do Município, como se verifica pela análise da Tabela 2 e Figura 7. 57
58 Figura 7 Taxa de variação da população por freguesia (período 2001 a 2011) (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Das 34 freguesias que compõem o concelho, 12 apresentam um acréscimo populacional entre 2001 e 2011, destacando-se as freguesias do Campo, Fragosela, Ranhados, S. Salvador e Repeses (acréscimo populacional entre 15 e 25%),Coração de Jesus (acréscimo de 29,02%) e Mundão (acréscimo de 40,02%). À exceção de Coração de Jesus, são as freguesias contíguas às freguesias centrais que apresentam maiores taxas de crescimento da população. Relativamente às freguesias que apresentam decréscimo da população destacam-se Barreiros, Boaldeia, Calde, Fail, Silgueiros, Povolide e Ribafeita (com decréscimos populacionais entre 9 e 16%) e Côta (com decréscimo populacional de 23,97%). Pelo que se conclui que são as freguesias limítrofes do Concelho as que apresentam maior decréscimo demográfico (Figura 7). Nota: A título meramente supletivo e face a um trabalho anteriormente elaborado em termos académicos, esclarece-se que as projeções demográficas quer sejam efetuadas na base de crescimento aritmético ou geométrico poderão sempre em função dos parâmetros suscitar valores diferenciados, sendo pertinente referir que a aplicação das fórmulas P t=p 0(1+ct) ou P t=p 0(1+c) t com P 0=população de 2001 e c=taxa de crescimento verificada entre 1991 e 2001, suscitavam valores na base de ou para o ano de 2011, pelo que a modelação do crescimento populacional deve suscitar períodos maiores em termos 58
59 de representatividade e procurando a eventual aplicação de componentes tradutores de outras variáveis articuladas com a situação económica, emigração, etc. (Fonte: Demografia e Gestão Urbanística do Concelho de Viseu, Ana Isabel Almeida Mendes, Setembro de 2005). II.2.2 Distribuição da população no território municipal A distribuição da população não é homogénea no concelho (Figura 8). À exceção de Bodiosa, é no centro e sul do concelho que se concentra o maior número de habitantes. Por outro lado, são as freguesias a norte, este e oeste que apresentam valores de população inferiores. Figura 8 Distribuição da população no concelho de Viseu (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) II.2.3 Análise comparativa do crescimento demográfico Ao longo do presente subcapítulo fez-se a análise comparativa dos diferenciais da população no período , bem como da taxa de crescimento da população para o mesmo período. Tabela 3 Crescimento demográfico em Viseu face aos totais nacionais (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) 59
60 Assim, pela comparação do crescimento demográfico do concelho de Viseu e dos valores para todo o território português verifica-se que este concelho apresenta uma taxa de crescimento superior à nacional (6,17% e 1,98% respetivamente) (Tabela 3). Tabela 4 Crescimento demográfico em Viseu face à região centro e suas subregiões (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Relativamente à taxa de crescimento do NUT II Centro esta apresentou um decréscimo da população de 0,89%. Quanto às sub-regiões que integram o NUT II Centro, verificou-se que apenas três destas apresentavam um crescimento da população no período em análise (Baixo Vouga, Pinhal Litoral e Oeste). A região Dão-Lafões, onde se insere a totalidade do concelho de Viseu apresentou, ao contrário deste município, um decréscimo da população de 3,18% (Tabela 4). Gráfico 1 - Frequência relativa da taxa de crescimento das sub-regiões integradas no NUT II Centro Constata-se que mais de 80% das sub-regiões apresentam valores da taxa de crescimento da população negativos, existindo 8% (valor correspondente à sub-região Oeste) que apresenta um crescimento superior 6%. 60
61 Gráfico 2 Frequência relativa acumulada da taxa de crescimento das sub-regiões integradas no NUT II Centro Tabela 5 Crescimento demográfico em Viseu face à sub-região Dão-Lafões e seus municípios (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Quanto à sub-região Dão-Lafões a taxa de crescimento da população apresentou um valor negativo de 3,18%. Esta tendência verificou-se em todos os concelhos deste NUT III Dão- Lafões, à exceção do município de Viseu que apresentou um crescimento de 6,17%. Pela análise dos 15 concelhos deste NUT III Dão-Lafões verificou-se que 33% destes (5 municípios) apresentam um decréscimo da população superior a 10%. Em termos absolutos foram os concelhos de Tondela (-2206 habitantes) e São Pedro do Sul (-2232 habitantes) aqueles que tiveram uma maior diminuição da sua população (Tabela 5). 61
62 Gráfico 3 Frequência relativa da taxa de crescimento dos concelhos integrados no NUT III Dão- Lafões, à exceção de Viseu Constatou-se que, à exceção de Viseu, apenas Nelas teve um decréscimo populacional que não ultrapassou os 2%. Na análise do gráfico da frequência relativa acumulada verificou-se que este apresenta um crescimento inicial muito acentuado que demonstra o decréscimo de população verificado na generalidade dos concelhos que compõem o NUT III Dão-Lafões. Gráfico 4 Frequência relativa acumulada da taxa de crescimento dos concelhos integrados no NUT III Dão-Lafões, à exceção de Viseu II.2.4 II Estrutura Etária Grupos Etários O crescimento populacional relacionou-se com fatores naturais (natalidade e mortalidade) e com a mobilidade da população (movimento migratório). Contudo, sob o ponto de vista da dinâmica da população não é indiferente a existência de maior ou menor número de jovens ou idosos. Na análise da estrutura etária desde 1950 a população do município distingue-se por ser jovem e ter a mais alta natalidade do período. É a partir de 1950 que se verificam alterações nestes valores notando-se um ligeiro envelhecimento da população. 62
63 No ano de 1970 encontra-se a população mais envelhecida do período, não pela melhoria das condições de vida, mas pela saída de jovens e população ativa que, ao emigrarem, acentuam a tendência de envelhecimento da população e a diminuição da natalidade. Com o já citado regresso das ex-colónias e dos emigrantes predominam na população de 1981 adultos, havendo uma diminuição gradual da natalidade. Gráfico 5 Distribuição da população por estrutura etária (ano 2011) (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Gráfico 6 Distribuição da população por estrutura etária (ano 2001) (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Da análise do Gráfico 5 e Gráfico 6 conclui-se que houve uma redução da população com idade até 19 anos, no período entre 2001 e 2011, de 23,88% para 21,18%. Relativamente à população com idade compreendida entre os 20 e os 64 anos verificou-se um aumento de 60,67% para 61,28%. Enquanto na população acima dos 64 anos houve um acréscimo percentual de 15,45% para 17,55%. 63
64 Gráfico 7 Estrutura etária no município (ano 2011) (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Gráfico 8 Estrutura etária no município (ano 2001) (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Ao analisar o Gráfico 7 e Gráfico 8 confirmou-se o decréscimo da população jovem no período de referência, uma vez que a parte inferior do gráfico tem menor amplitude no gráfico correspondente ao ano de Por comparação gráfica conclui-se ainda que os intervalos de idade com maior peso percentual são distintos, para o ano de 2001 estes compreendem-se entre os 15 e os 34 anos, enquanto no ano de 2011 estão compreendidos entre os 25 e os 44 anos. Relativamente à comparação entre homens e mulheres verificou-se que em ambos os casos a população masculina é superior à feminina na população mais jovem, enquanto o oposto se 64
65 passa nos intervalos de população com idade superior, em que existem mais mulheres do que homens. Deve ser salientado que a nível nacional, devido à atual situação económica, financeira e social, verifica-se uma tendência para o aumento da emigração que poderá provocar uma diminuição da população ativa, bem como da taxa de natalidade, o que levará a um envelhecimento gradual da população. Esta condicionante poderá afetar a análise realizada para o concelho de Viseu. II Coeficientes de dependência 4 Na análise da relação entre a população ativa/não ativa, verificou-se que em 1950 para cada 100 pessoas dos grupos etários dos anos existem 89 dos outros grupos etários (0-14; 65 e mais anos). Esta dependência acentuou na década de 70 (95 para cada 100 ativos) devido exclusivamente à saída do município, de população ativa. Neste período diminuiu igualmente a dependência dos jovens (68,6% em 1960 e 67,7% em 1970) e aumentou, significativamente, a dependência da população mais idosa (20,6% em 1960 e 26,8% em 1970). Contrastando com 1970, o ano de 1981 caracterizou-se pelo enfraquecimento dos não ativos, (naturalmente devido ao aumento dos ativos, com o regresso dos emigrantes e das excolónias) e continuando a diminuição dos jovens devido à baixa natalidade. As três últimas décadas 1991, 2001 e 2011 caracterizam-se igualmente pelo enfraquecimento dos não ativos, continuando a diminuição da população jovem e aumentando a população idosa, devido à fraca natalidade e ao aumento da esperança média de vida. Tabela 6 Coeficiente de dependência no município de Viseu (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Com a atual situação do país prevê-se que o coeficiente de dependência volte a aumentar devido à emigração da população ativa, embora devido à baixa natalidade a população jovem tenda a descer ainda mais. 4 Coeficiente de dependência número existente de pessoas da classe etária correspondente à população não ativa, para cada 100 pessoas da classe etária correspondente à população ativa, num período de um ano. 65
66 II Índice de envelhecimento 5 Tabela 7 Valores absolutos e percentuais da população por grupo etário ( ) (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) No que diz respeito ao envelhecimento da população, podemos afirmar que o município quase duplicou o seu número de idosos em 1981 comparando-o com o ano de 1950 (Tabela 7). Na realidade, enquanto em 1950 existiam 28 idosos (65 e mais anos) por cada 100 jovens, em 1981 esse valor é de 46. Este gradual envelhecimento da população é mais acentuado nos anos de 1970 e de 1981, que se explica pelo natural desenvolvimento das condições médico sanitárias e pela entrada ou saída de população. Em 1991, verificou-se novamente um aumento significativo do número de idosos comparativamente ao ano de 1981, havendo uma estagnação deste valor até 2001, onde passaram a existir cerca de 95 idosos por cada 100 jovens. Tabela 8 Índices de envelhecimento no município de Viseu (%)(INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Na última década voltou a verificar-se um aumento do índice de envelhecimento, que se cifra em 112,1%. Este facto deve-se essencialmente ao aumento da esperança média de vida e à diminuição da taxa de natalidade (Tabela 8). II.2.5 Indicadores demográficos A variação da população depende do processo natural de renovação (natalidade e mortalidade) e da mobilidade desta. O crescimento natural traduz-se, pois pela diferença entre os nascimentos e os óbitos numa determinada população. A variação da população entre 1991 e 2011 foi de cerca de 18,75% (mais habitantes em relação a 1991). 5 Índice de envelhecimento número existente de idosos para cada 100 jovens, num período de um ano. 66
67 II Taxa de natalidade 6 A tendência verificada no município de Viseu, nos últimos trinta anos, caracteriza-se pelo recuo das taxas de natalidade passando de 26 nados-vivos por mil habitantes em 1950, para cerca de 19 em 1981, posteriormente para cerca de 12 em 2001 e 10 em 2010 (Tabela 9). Contudo verifica-se um acréscimo das taxas de natalidade no ano de 1970, por um lado devido à diminuição da população na globalidade e por outro devido à emigração preferencialmente dos homens permanecendo as mulheres com os filhos. Tabela 9 Taxa de natalidade no período de 1950 a 2010 (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) II Taxa de mortalidade 7 No município de Viseu houve, na generalidade, uma pequena diminuição das taxas de mortalidade, apresentando o valor de cerca de 11,7%0 em 1950 e 9,4%0 em Em 1970 verificou-se um ligeiro acréscimo da referida taxa, devido à permanência no município de população jovem e idosa, grupos etários mais afetados pela mortalidade. Em 2001, a taxa de mortalidade continuou a tendência de decréscimo, cerca de 8,9%, atingindo o seu mínimo no último ano em análise 8,8% (Tabela 10). Tabela 10 Taxa de mortalidade no período de 1950 a 2010 (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) 6 A taxa de natalidade é um índice demográfico que nos dá o número de nascimentos em cada mil habitantes, num período de um ano. 7 Este índice dá-nos o número de óbitos por cada mil habitantes num período de um ano. 67
68 II Migração Os movimentos migratórios são, igualmente, responsáveis pela variação populacional. A população do município sofreu alterações devido à saída dos habitantes para o estrangeiro, no período de (em 1970 saem cerca de 1429 habitantes). Salienta-se, no entanto, que as migrações internas têm igualmente um papel importante na diminuição da população neste período, com a saída significativa de população do município para outras regiões do país, principalmente para as regiões do litoral. A partir de 1975, com a crise existente na Europa e as alterações politicas e económicas do país inverteram-se as tendências, sendo significativo o retorno dos emigrantes e o regresso dos retornados. Tabela 11 Valores do saldo migratório em 2001 e 2010 (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Relativamente ao saldo migratório 8 verifica-se uma forte diminuição deste nas regiões analisadas entre o período de 2001 e Resultando o saldo migratório da diferença entre o número de entradas e saídas por migração poderá concluir-se que houve uma diminuição do número de entradas em Portugal na última década e, por outro verificou-se um aumento da emigração (Tabela 11). Com a atual situação do país estes factos tendem a acentuar-se sendo de esperar que, num futuro próximo, o saldo migratório de Viseu apresente valores negativos. II.2.6 II Povoamento Evolução dos lugares Relativamente a este índice ainda não estão disponíveis informações dos últimos dados censitários, pelo que apenas se realiza a análise até Diferença entre o número de entradas e saídas por migração, internacional ou interna, para um determinado país ou região, num dado período de tempo. 68
69 Em termos gerais, o número de lugares no município teve um incremento desde 1911 até 1970, respetivamente de 238 lugares para 275, aumentando pois, 15,5 % o número de lugares. De referir que este acréscimo, se acentua no período de diminuição populacional no município. Na década de 70, o número de aglomerados diminui apresentando, em 1981, 252 aglomerados. O número de lugares no município teve um incremento desde 1981 até 2001, respetivamente de 252 lugares para 323, aumentando pois, 22% o número de lugares. Esta variação de lugares é diferenciada pelas freguesias. O número de lugares não apresenta qualquer relação com a dimensão das freguesias, já que não são as freguesias com maior área as que apresentam um maior número, freguesias há com grande área como Calde e Cota que têm número inferior de aglomerados em relação a outras freguesias de menor área, como são exemplo Cavernães, Fragosela, Mundão, São Cipriano e Vil Soito. A freguesia que apresenta, tradicionalmente, o maior número de lugares é a de S. Pedro de France, que tem 32 lugares, excetuando, naturalmente, as freguesias da cidade, em oposição às freguesias de Fail, Boaldeia e Repeses que apresentam um aglomerado. II População por lugar A população residente por lugar reparte-se, na sua maioria, por lugares com menos de 600 habitantes (cerca de 40%) (Gráfico 9). Cerca de 14% da população do concelho residem em lugares entre os 60 e os 1000 habitantes. Cerca de 21% da população total reside, em lugares entre os 1000 e os 4000 habitantes. A população isolada (Residual) corresponde a 3% da população total. Gráfico 9 Percentagem de população residente segundo a dimensão dos lugares (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) II Tipo de povoamento As diferenças entre os aglomerados caracterizam-se por: 69
70 A Norte os aglomerados caracterizam-se por serem mais pequenos com pouca população e mais dispersos entre si, provavelmente pelas condições menos favoráveis para a agricultura. Existem casos em que as casas de emigrante se sobrepõem à construção rural. A Sul encontramos uma grande ligação das povoações à agricultura o que permite a existência de maiores aglomerados, com número superior de habitantes existindo um maior número de casas solarengas. Não é tão acentuada, nestes lugares, a casa do emigrante. II.2.7 Densidade populacional Existem algumas diferenças em relação à distribuição da população, quando analisamos as densidades populacionais, que são um indicador que nos traduz o número de habitantes por km 2. O concelho de Viseu tem uma densidade populacional (em 2011) de 195,7 hab/km 2. Tabela 12 Densidade populacional por freguesia em 2011 (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) 70
71 As freguesias da cidade são aquelas que apresentam as maiores concentrações populacionais superiores a 1300 hab/km 2, apresentando as freguesias de Coração de Jesus e Santa Maria, densidades populacionais superiores a 2000 hab/km 2 (Tabela 12). As freguesias de Abraveses, Ranhados, Repeses, Rio de Loba e São Salvador apresentam, igualmente, uma elevada densidade, embora inferior às da cidade (entre 500 hab/km2 e 800 hab/km2 densidade média de cerca de 652,8 hab/km 2 ), mas superiores à densidade do município (195,7 hab/km 2 ). As restantes freguesias em contiguidade com as centrais apresentam densidades populacionais superiores aos 300hab/km2, destacando-se ainda a freguesia de Vila Chã de Sá com uma densidade populacional superior a 200hab/km2. As freguesias do Norte do município Ribafeita, Calde, Cepões e Côta distinguem-se por terem as menores densidades populacionais, inferiores a 70hab/km2. 71
72 II.3 Gestão Urbanística II.3.1 Relação entre o número de lotes, fogos e alvarás A elaboração deste estudo focalizou-se nas obras de construção, excluindo todos os processos relativos a outras obras consagradas no artigo 2º do Regime Jurídico da Urbanização e Edificação (RJUE) (obras de reconstrução, obras de ampliação, obras de alteração, obras de conservação e obras de demolição) por se considerar que este tipo de intervenção não é fundamental face aos objetivos delineados para esta fase do trabalho, por assumir menos visibilidade no contexto urbano e não implicar a apropriação de solo de modo mais expressivo. A pesquisa realizada para a elaboração deste trabalho contemplou o período entre 1989 e 2011, analisando-se assim o período de vigência do PDM 95 e uma fase anterior onde se realizaram alguns empreendimentos privados, significativos, para a transformação do espaço urbano do território municipal. Tabela 13 Número de alvarás, lotes e fogos (período entre 1989 e 2011) (CMV, 2012) Concelho de Viseu Ano Alvarás Lotes Fogos TOTAL
73 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Alvarás Lotes Fogos 0 Gráfico 10 Evolução do número de alvarás/ lotes e fogos (período entre 1989 e 2011) Assim, para a totalidade do território municipal, no período entre 1989 e 2011, foram emitidos 499 alvarás de loteamento distribuídos por 33 das 34 freguesias que compõem o concelho de Viseu para Couto de Cima não foi emitido qualquer alvará para o período em causa (Tabela 13). Observou-se que o primeiro ano analisado (1989) foi aquele em que foram emitidos mais alvarás de loteamento, num total de 51 alvarás. Antagonicamente, no ano de 2009 apenas foram emitidos 3 alvarás de loteamento. Estes dados confirmam a tendência de decréscimo na emissão de alvarás de loteamento verificada no período em análise. O referido decréscimo acentuou-se consideravelmente no ano de 1995, onde foram emitidos menos 24 alvarás de loteamento do que no ano anterior (Gráfico 10). Salienta-se que dos 499 alvarás, 267 corresponderam a alvarás emitidos nos 17 anos em análise de vigência do PDM de 1995, sendo que nos restantes anos analisados foram emitidos 232 alvarás. De acordo com a pesquisa efetuada constatou-se que o número de lotes e número de fogos, no período entre 1989 e 2011, é de 4887 e 13818, respetivamente. Ao contrário do verificado para o número de alvarás emitidos, foi o ano de 1999 aquele que apresenta maior número de lotes (450), enquanto que o ano de 1994 foi o que apresentou maior número de fogos (1959), determinado em grande medida pela Urbanização da Quinta do Bosque (fase correspondente ao alvará 6/1994), em Coração de Jesus, em que 1 alvará, com 47 lotes contempla 1047 fogos. 73
74 Figura 9 Urbanização da Quinta do Bosque, em Coração de Jesus (alvará 6/1994 correspondente à parte colorida da imagem) (CMV, 2012) Tal como acontece com o número de alvarás emitidos, verifica-se uma tendência de decréscimo para o número de lotes e para o número de fogos. Contudo estas relações não apresentam a linearidade da anterior, uma vez que à semelhança do que acontece na Urbanização da Quinta do Bosque (fase correspondente ao alvará 6/1994), existem outras em que um alvará corresponde a vários lotes com muitos fogos, nomeadamente em zonas centrais do município e que, em alguns casos, correspondem a áreas pormenorizadas (Figura 9). Apresentam-se alguns exemplos de alvarás correspondentes à situação referida no parágrafo anterior: Praça de Goa (Coração de Jesus) 1alvará/ 11 lotes/ 174 fogos ano de 1989; Quinta de Santa Eugénia (Santa Maria) 1 alvará/ 41 lotes/ 74 fogos ano de 1989; Urbanização de Gumirães (Santa Maria) 1 alvará/ 84 lotes/ 201 fogos ano de 1989; Urbanização de Sto. Estevão (Abraveses) 1 alvará/ 35 lotes/ 231 fogos ano de 1990; Viso Sul (Ranhados) 1 alvará/ 70 lotes/ 180 fogos ano de 1990; Vilabeira (Ranhados) 1 alvará/ 18 lotes/ 254fogos ano de 1991; Urbanização da Quinta do Bosque (fase correspondente ao alvará 22/1992) (Coração de Jesus) 1 alvará/ 26 lotes/ 35 fogos ano de A diferença entre o número de lotes e fogos permite aferir sobre a tipologia (habitação unifamiliar e multifamiliar) dos alvarás emitidos. Dos exemplos anteriores verifica-se que a Urbanização da Quinta do Bosque (fase correspondente ao alvará 22/1992) privilegia a 74
75 habitação unifamiliar, enquanto que urbanizações como a de Sto. Estevão contemplam maioritariamente habitação multifamiliar. Nas freguesias predominantemente rurais do concelho de Viseu verifica-se que predominam alvarás emitidos na base de um lote/ um fogo ou na base de um lote/ dois fogos. Estes alvarás correspondem, por norma, a privados que constroem habitação própria, contrariando a maioria dos alvarás das freguesias predominantemente urbanas que correspondem a investidores privados que constroem na perspetiva de efetuar futuras transações imobiliárias. Tabela 14 Número de alvarás, lotes e fogos por freguesia (período entre 1989 e 2011) (CMV, 2012) Alvarás Lotes Fogos Abraveses Barreiros Boaldeia Bodiosa Calde Campo Cavernães Cepões Coração de Jesus Côta Couto de Baixo Couto de Cima Fail Farminhão Fragosela Lordosa Mundão Orgens Povolide Ranhados Repeses Ribafeita Rio de Loba S. Cipriano S. João de Lourosa S. José S. Pedro de France S. Salvador Santa Maria Santos Evos Silgueiros Torredeita Vil de Souto Vila Chã de Sá TOTAL
76 Abraveses Barreiros Boaldeia Bodiosa Calde Campo Cavernães Cepões Coração de Jesus Côta Couto de Baixo Couto de Cima Fail Farminhão Fragosela Lordosa Mundão Orgens Povolide Ranhados Repeses Ribafeita Rio de Loba S. Cipriano S. João de Lourosa S. José S. Pedro de France S. Salvador Santa Maria Santos Evos Silgueiros Torredeita Vil de Souto Vila Chã de Sá ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Alvarás Lotes Fogos Gráfico 11 Relação entre o número de alvarás, lotes e fogos por freguesia (período entre 1989 e 2011) (CMV, 2012) 76
77 O número total de alvarás depende das freguesias em causa, existindo um número superior de emissões nas três freguesias centrais, bem como nas que lhes são limítrofes: Abraveses, Campo, Coração de Jesus, Orgens, Ranhados, Rio de Loba, S. João de Lourosa, S. José, S. Salvador e Santa Maria. Salienta-se que destas apenas as freguesias do Campo, Rio de Loba e S. João de Lourosa não são abrangidas por áreas pormenorizadas. Por outro lado, apenas a freguesia de Repeses não figura no grupo das que apresentam maior número de alvarás no período em estudo, sendo que esta freguesia apenas é abrangida em 0,29ha por áreas pormenorizadas; contudo na proposta de revisão do PDM, reserva-se uma área de 73,39ha para áreas sujeitas a prévia elaboração de PP. As freguesias periféricas do concelho de Viseu são as que apresentam um número de alvarás emitidos inferior. Salientam-se ainda as freguesias de Bodiosa, Fragosela, Mundão e Povolide, que têm totais de alvarás entre os 13 e 14 para o período em causa. Anexam-se os valores totais de número de alvarás, número de lotes e número de fogos para cada uma das freguesias do concelho de Viseu, para o período estudado, bem como gráficos que estabelecem a relação entre o número de alvarás e o número de lotes e o número de lotes e número de fogos (III.1). II.3.2 Relação entre o crescimento urbano e os Planos de Pormenor A relação alvará/ fogos poderá ser indiciadora de uma crescente densificação nos loteamentos em termos tipológicos e adotando-se o conceito definido no Decreto-Regulamentar 9/2009, de 29 de Maio, nomeadamente quanto aos índices de aproveitamento e a relação alvará/ lotes poderá ser indicadora de um maior impacto relativo ao nível da ocupação do território em parcelas localizadas. À relação alvará/lotes e principalmente na zona predominantemente urbana e/ou mista é possível definir uma relação com a elaboração dos PP visando uma maior densificação e uma racionalização do território sendo também claramente expressa uma relação com a obtenção de áreas verdes ou afetas a equipamento não com caráter residual, mas com caráter estruturante ao nível da morfologia urbana. Com a execução dos PP pretendem-se estabelecer um conjunto de critérios de densificação, qualificação do edificado, potenciando a emergência de novas atividades, através de qualificação do espaço público e evitando a proliferação de edificações de volumetria e tipologia dissonantes e carentes de um sentido estruturante ao nível do território (em boa medida pelo fato de ser potenciada a expansão linear ou a urbanização difusa ou a construção dispersa. 77
78 Por outro lado, os impactos das circulares e radiais foram configuradores de modo estruturado e hierarquizando, compatibilizando-as com os subsistemas ecológicos. Complementarmente ao expresso é relevante referir os grandes problemas para o ordenamento do território elencados na página 86 do relatório do PNPOT, aprovado pela Lei nº58/2007, de 4 de Setembro, e retificado pela Declaração Nº80-A, de 7 de Setembro de 2007, com especial realce em relação aos PP, para a complexidade, rigidez, centralismo e opacidade de legislação e dos procedimentos de planeamento e gestão territorial afetando a sua eficiência e aceitação social. Ao longo das últimas décadas assistiu-se à emergência de uma nova realidade urbanística nas freguesias urbanas do concelho de Viseu, procurando criar-se novas centralidades, como por exemplo na Avenida da Europa e nas zonas de Jugueiros, integrandose a Quinta do Galo, independentemente das opções a nível de desenho urbano, bem como as áreas envolventes afetas ao AP2. Figura 10 Áreas sujeitas a planos de pormenor e unidades de execução (CMV, 2012) Para tal, foram elaborados diversos PP cuja execução ainda decorre, mas cujo ritmo se adequa à dinâmica económica e financeira atual, embora parcialmente compensada pelo acréscimo da delimitação das unidades de execução e de operações de reparcelamento, enquanto instrumento mais expedito, embora mais limitado, na estruturação do território, com base na aplicação da perequação compensatória de benefícios e encargos. Assim, para o concelho de Viseu, estão publicados os seguintes instrumentos de gestão territorial: 78
79 UOPG 1.1 Plano de Pormenor do Prolongamento da Av. Dr. António José de Almeida (90,2ha); (Declaração n.º 308/2003 (2.ª série), objeto de publicação em Diário da República - II Série, N.º de Outubro de 2003); UOPG 1.2 Plano de Pormenor do Parque Urbano da Aguieira (30,3ha) - (Aviso n.º 9872/ Diário da República, 2.ª série N.º de Março de 2008); UOPG 1.3 Plano de Pormenor da Cava de Viriato e Áreas Envolventes (102,06ha) - (Publicação em Diário da República - II Série, N.º 25 Aviso n. º 2652/ de Fevereiro de 2010; UOPG 1.4 AP13 - Alteração ao PGU de Viseu - área Sul da Avenida do Capitão Homem Ribeiro; (Publicação em Diário da República - II Série, N.º 206 de 6/9/1988); UOPG 1.5 Plano de Pormenor da envolvente urbana do Rio Pavia (44,7ha); (Resolução do Conselho de Ministros n.º23/2003, objeto de publicação no Diário da República I Série - B, N.º 42, de 19 de Fevereiro de 2003;Alteração por adaptação Aviso nº8348/2012 DR nº118, Série II de 20 de Junho de UOPG 1.6 AP7 (0,8ha) - Plano de Pormenor da Avenida de Emídio Navarro - alteração ao PGU de Viseu; (Publicação em Diário da República - II Série, N.º 290, de 17/12/ Declaração de ratificação); UOPG 1.7 AP8 (0,2ha) - Plano de Pormenor da zona Sul / Nascente da Rua de Serpa Pinto; (Publicação em Diário da República - II Série, N.º 290, de 17/12/ Declaração de ratificação); UOPG 1.8 AP3 (1,5ha) - Plano de Pormenor de zona definida pelas Ruas de José Branquinho, de César Anjo e Circunvalação; (Publicação em Diário da República - II Série, N.º 240, de 18/10/1989); UOPG 1.9 AP1 (62,7ha) - Plano de Pormenor da zona envolvente do troço da Circunvalação entre a Praça de Carlos Lopes e a Praça de Paulo VI e zona envolvente da Praça de D. João I e alteração ao Plano de Pormenor da zona envolvente do troço da Circunvalação entre a Praça de Carlos Lopes e a Praça de Paulo VI e zona envolvente da Praça de D. João I; (Publicação em Diário da República - II Série, N.º 47, de 26/2/1991; Alterações ao P.P.: Portaria n.º 951/93 de 29 de Setembro, publicação em Diário da República I Série B, N.º 229 de 29/09/93; alterações ao P.P.: Portaria n.º 551/96 de 7 de Outubro, publicação em Diário da República - I Série B, N.º 232, de 7/10/1996); UOPG 1.10 AP10 (1,9ha) - Plano de Pormenor da Rua de Paulo Emílio e quarteirões envolventes; (Publicação em Diário da República - II Série, N.º 97, de 27/4/1990); UOPG 1.11 AP11 (0,1ha) - Plano de Pormenor da área do novo mercado, junto à Rua de 21 de Agosto; (Publicação em Diário da República - I Série B, n.º 249, de 23/10/1993), Portaria nº de 23/10/1993; UOPG 1.12 AP2 (97,5ha) - Plano de Pormenor da zona envolvente da Circunvalação da 1ª. Circular Sul (Jugueiros) e da zona do novo Hospital; (Publicação em Diário da República - I Série B, N.º 103, de 4/5/1993, Portaria n.º 468/93 de 4 de Maio; Alteração 79
80 ao PP: Portaria n.º 336/97 de 16 de Maio, publicação em Diário da República - I Série B, N.º113, de 16/5/1997); Alterações ao P.P.: Portaria n.º 551/96 de 7 de Outubro, publicação em Diário da República - I Série B, N.º 232, de 7/10/1996); Aviso nº22862/2010 Diário da República, 2ªSérie nº217, de 9 de Novembro; UOPG 1.13 AP14 - Alteração pontual ao PGU de Viseu (Loteamento da Quinta de Santa Eugénia, requerido por Luís Filipe Almeida e Nelson Almeida); (Publicação em Diário da República - II Série, N.º 253, de 2/11/1988); UOPG 1 14 AP5 - Plano de Pormenor da Quinta de São Caetano (parcela Sul); (Publicação em Diário da República - I Série B, N.º98, de 27/4/1993), Portaria n.º 444/93, de 27/4/1993; UOPG 1 15 AP6 (1,7ha) - Plano de Pormenor da Zona a Sul da Avenida Gulbenkian e Plano de Pormenor que altera o Plano de Pormenor da Zona a Sul da Avenida Gulbenkian; (Publicação em Diário da República - I Série - B, N.º5, de 7/1/1993), Portaria n.º 12/93 de 7/1/1993; UOPG 1.16 AP4 (5,0ha) - Plano de Pormenor da Zona Sul da Quinta do Cerrado; (Publicação em Diário da República - II Série, N.º 290, de 17/12/ Declaração de ratificação) Alteração ao P.P: Alteração sujeita a regime simplificado (Aviso n.º 4859/ Diário da República, 2.ª série N.º 44-4 de Março de 2009); UOPG 1.17 AP9 - Plano de Pormenor da zona envolvente do Liceu Feminino e prolongamento da Rua de Gaspar Barreiros; (Publicação em Diário da República - II Série, N.º 74, de 28/3/ Declaração de ratificação); UOPG 1.18 AP12 (3,7ha) - Plano de Pormenor da zona Norte do Instituto Politécnico de Viseu; (Publicação em Diário da República I Série -B, N.º 294, de 23/10/1993), Portaria nº de 23/10/1993; UOPG 1.19 Inclui o Plano de Pormenor do Parque Industrial de Coimbrões; (Publicação em Diário da República II Série, N.º 211, de 13/9/1991; Declaração de ratificação; Alteração de pormenor, publicada em Diário da República - II Série, N.º 89, de 16/4/1998) com a área de 25,80ha e integra, por adição, uma área referente a um loteamento aprovado pela CMV, implicando no total 65,17ha; UOPG 1.20 AP15 - Alteração ao PGU de Viseu - aumento de um piso da cércea do edifício sito naquela cidade, no Largo de Luís de Camões; (Publicação em Diário da República - II Série, N.º 99, de 30/4/1991); Nota 1: As áreas em causa correspondem às áreas referenciadas nas publicações do Diário da República, elaboradas em suporte analógico salvo 4 planos de pormenor que foram elaborados em suporte digital (Programa Polis). Nota 2:A designação AP corresponde à caraterização do artigo 29º do Regulamento do PDM publicado em
81 Tabela 15 Áreas sujeitas a prévia elaboração de planos de pormenor e unidades de execução (CMV, 2012) Com a análise anterior compreende-se a importância assumida pelos planos de pormenor no desenvolvimento urbano do concelho de Viseu no PDM de Esta estratégia adota-se novamente na proposta de PDM agora apresentada, existindo uma área de 548,34ha (492,59+55,75) reservada a PP a elaborar e 329,11ha (301,19+27,92) reservada a unidades de execução (U.E.). Nestes valores não se contabilizam as áreas de planos de pormenor a elaborar e de U.E. destinadas a Espaços de Atividades Económicas (EAE) (Tabela 15). II.3.3 Relação entre o número de edifícios concluídos e licenciados Com recurso aos dados disponibilizados pelo INE fez-se a análise do número de edifícios concluídos e do número de edifícios licenciados, no período em 1995 e 2011, para a globalidade do concelho de Viseu, sendo que essa análise se subdivide em construções novas e ampliações, alterações e reconstruções. Seguidamente fez-se a análise por freguesia, para a totalidade das construções, no período entre 2005 e
82 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 16 Número de edifícios concluídos e licenciados (período entre 1995 e 2011) (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Construções novas Ampliações, alterações e reconstruções Gráfico 12 Número de edifícios concluídos no concelho de Viseu construções novas e ampliações alterações e reconstruções (período entre 1995 e 2011) (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) 82
83 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Construções novas Alterações, ampliações e reconstruções Gráfico 13 Número de edifícios licenciados no concelho de Viseu construções novas e ampliações alterações e reconstruções (período entre 1995 e 2011) (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Da análise global dos dados que compõem o estudo verifica-se um decréscimo do número de edifícios concluídos para construções novas, ao longo do período em análise. Por outro lado, o número de edifícios concluídos para alterações, ampliações e reconstruções demonstra uma ligeira tendência de subida para o período entre 1995 e 2011 (Gráfico 12). A tendência de decréscimo observada para os valores do número de edifícios concluídos em construções novas acentua-se ainda mais para o número de edifícios licenciados em construções novas. Quanto aos edifícios licenciados para alterações, ampliações e reconstruções, também se verifica-se uma amplitude elevada dos valores, embora a sua variação não seja significativa para os valores em análise (Gráfico 13). 83
84 Gráfico 14 Número de edifícios concluídos por freguesia (período entre 2005 e 2010) (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) 84
85 No que concerne ao número de edifícios concluídos nas 34 freguesias que compões o território municipal, constata-se que são as freguesias de Abraveses, Campo, Rio de Loba e S. João de Lourosa que apresentam valores superiores para qualquer dos anos em análise. Antagonicamente, as freguesias com valores inferiores para o número de edifícios concluídos são Barreiros, Boaldeia, Côta, Couto de Baixo, Fail, Farminhão e Vil de Souto. O valor máximo que se verificou em 2006 deve-se em grande parte às freguesias de Abraveses, Mundão, Orgens, Rio de Loba e S. João de Lourosa que, à semelhança da globalidade do concelho de Viseu, também apresentam picos nesse ano. Por outro lado, e contrariamente aos valores globais apresentados, as freguesias de Coração de Jesus, Couto de Cima, Silgueiros, Santa Maria e S. José têm um número de edifícios concluídos superior no ano de 2010, relativamente ao ano anterior. 85
86 Gráfico 15 Número de edifícios licenciados por freguesia (período entre 2005 e 2010) (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) 86
87 Quanto ao número de edifícios licenciados, a análise gráfica permite concluir que existe uma relação muito próxima com as tendências verificadas no número de edifícios concluídos, quer nas freguesias que têm maior número de licenciamentos no período em causa, quer para as que apresentam um número de licenciamentos inferior. Com a atual situação do mercado imobiliário, agravada com a crise económica e financeira que se vive no país, prevê-se que a tendência de decréscimo dos parâmetros estudados tenda a agravar-se nos anos posteriores a Anexam-se gráficos do número de edifícios concluídos e do número de edifícios licenciados, nas diversas freguesias do município para os anos compreendidos nos intervalos de 2005 a 2010 (III.2). II.3.4 II Enquadramento prévio da Proposta de Revisão Generalidades Na sequência das diversas versões enviadas (22/9/2008, 20/2/2009, 11/8/2009, 28/4/2010, 11/10/2010, 20/10/2010 retificativo, 30/12/2011 e 24/1/2012) e das próprias disposições que foram facultadas no âmbito da revisão da elaboração do PROT (Normas de Planeamento e Gestão Territorial reportadas a Dezembro de 2009, princípios de 2010, versão de 28 de Setembro de 2010 e PROT-C versão de Maio de 2011), bem como da prévia definição dos buffers referentes à delimitação das áreas livres em relação às edificações existentes, ou de áreas legalmente comprometidas nos termos reportados na nota 17, página 124 do PROT-C, de Maio de 2011, e tendo em conta que a própria CCDR-C comunicou que a REN deveria ter em conta a delimitação bruta elaborada e comunicada em 5/4/2012 e 11/4/2012, bem com a orientação da CCCRC e DRAPC em que as áreas de edificação dispersa e aglomerados rurais não deveriam suscitar qualquer libertação da RAN ou REN, foi em definitivo elaborada a versão final da proposta de revisão aprovada em Reunião da Câmara Municipal de Viseu, em 10 de Maio de 2012, integrando deste modo as diversas orientações provenientes inclusive das normas expressas no item TG9 das Normas Específicas de Base Territorial, nomeadamente quanto à reclassificação do solo em ordem a respeitar os limites de 70% e 40%, respetivamente consagrados nas alíneas ii e iii embora convocando o mecanismo compensatório referenciado na alínea nº5. Por pertinente refere-se e dada a importância atribuída à elaboração de PP enquanto instrumento ativo de planeamento e gestão, que a Câmara Municipal de Viseu no âmbito da consulta pública do PROT-C entendeu contribuir com um conjunto de observações/ sugestões (enviado a 30/11/2010) que de algum modo tiveram expressão e acolhimento no relatório de ponderação dos resultados da consulta pública vide alínea nº17 das Normas Específicas de Base Territorial TG9 2ii. 87
88 É relevante contudo referir que mesmo no âmbito da delimitação do RFP, houve que atender a diversas formulações e delimitações do mesmo, da qual resultou uma posição consensual com representantes da DRFC Unidade de Gestão Florestal do Dão-Lafões no sentido de se cartografar um conjunto de áreas como Espaço Florestal Condicionado (face à sua efetiva ocupação ao longo de décadas e parcialmente enquadradas pelas delimitações à data facultadas no âmbito da publicação do PDM de 1995, embora ressalvando os competentes procedimentos que em fase posterior possam vir a ser implementados no âmbito do artigo 97º- B do RJIGT aprovado pelo Decreto-Lei 380/1999, de 22 de Setembro, na sua redação atual (em função do Decreto-Lei 46/2009 de 20 de Fevereiro). Face ao exposto e de modo a sintetizar os diversos procedimentos entendeu-se que mesmo assim a versão da EEM deveria ser reconvertida face à nova delimitação da REN bruta, sem prejuízo da preocupação de assegurar uma expressiva conectividade articulada com os corredores ecológicos do PROF, considerando entre outros fatores que a preservação e proteção dos ecossistemas se constitui como um fator absolutamente relevante com uma maior expressão ao nível destes corredores ecológicos e potenciando as orientações de maior conetividade de sul para norte, face às alterações climáticas e as próprias orientações globalmente definidas, nomeadamente pela União Internacional para a Conservação da Natureza UICN, de modo a travar a erosão acelerada espécies animais e vegetais e que de modo sintético e expressivo se pode traduzir em proteger, restauração ecológica, assegurar a conetividade, produzir de forma diferente pela utilização não massiva de produtos químicos ou monoculturas em áreas de grande expressão, densificar a construção e obviar a construção difusa e edificação dispersa e aumentar a sensibilidade e consciência da importância da biodiversidade. Face a este quadro e sem prejuízo do respeito das diversas opções estratégicas da Estratégia Nacional da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ENCNB), aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros Nº152/2001, de Novembro de 2010, o próprio PNPOT, o PROF, aprovado pelo Decreto-Regulamentar Nº7/2006, de 18 de Junho, e da explicitação da própria proposta agora formulada da EEM (atendendo neste particular à própria ERPVA Estrutura Regional de Proteção e Valorização Ambiental PROT-C) e das implicações que a própria definição da EEM de alguns concelhos contíguos a Viseu acabam por ter na própria conetividade e continuidade espacial dos intercâmbios genéticos em diferentes áreas, entendeu-se como pertinente face à conjugação de todos os desideratos decorrentes das restrições e servidões de utilidade pública na explicitação freguesia a freguesia de uma análise comparativa de ocupação de solo. II Programa Polis O PDM de Viseu publicado em 19 de Dezembro de 1995, foi alterado em 23/09/2000 (1.ª Alteração de Pormenor) sendo posteriormente publicados quatro PP no âmbito do Programa Polis - Programa de Requalificação Urbana e Valorização Ambiental das Cidades, Plano de 88
89 Pormenor da Envolvente Urbana do Rio Pavia (Resolução do Conselho de Ministros nº23/2003, D.R. nº42, Série I B de 19 de Fevereiro de 2003), Plano de Pormenor de Prolongamento da Avenida Dr. António José de Almeida (Declaração nº308/2003, D.R. nº233, Série II de 8 de Outubro de 2003), Plano de Pormenor do Parque Urbano da Aguieira (Aviso nº9872/2008, D.R. nº63, Série II de 31 de Março de 2008) e o Plano de Pormenor da Cava de Viriato e Áreas Envolventes (Aviso nº2652/2010, D.R. nº25, Série II de 5 de Fevereiro de 2010). O Programa Polis em Viseu apostou numa forte marca de ligação da cidade às pessoas, quer através da requalificação do espaço público, quer através de medidas, no âmbito da comunicação, destinadas a promover a empatia, o empenho e a participação dos viseenses num projeto que é de todos. Estes objetivos orientaram o desenvolvimento de um projeto de educação ambiental e sensibilização, que reforça a imagem de modernidade da cidade, valorizando também as suas raízes históricas e monumentais. O Programa Polis teve por principais objetivos específicos: Desenvolver grandes operações integradas de requalificação urbana com uma forte componente de valorização ambiental; Desenvolver ações que contribuíram para a requalificação e revitalização das cidades e que promoveram a sua multifuncionalidade; Apoiar outras ações de requalificação que permitiram melhorar a qualidade do ambiente urbano e valorizar a presença de elementos ambientais estruturantes tais como frentes de rio ou de costa; Apoiar iniciativas que visaram aumentar as zonas verdes, promover áreas pedonais e condicionar o trânsito automóvel nas cidades. A requalificação ambiental foi uma das traves mestras que sustentou o lançamento do Programa Polis. Em Viseu, esse desígnio foi materializado pelos Parques Urbanos da Aguieira e da Radial de Santiago. Toda a zona urbana do Rio Pavia vai ser objeto de uma valorização ambiental, através do Parque Linear do rio Pavia, que ligará os dois Parques Urbanos, concretizando um contínuo verde pedonal ao longo do curso de água. Nesta opção estratégica da intervenção, implementaram-se as seguintes acções: Requalificação ambiental e enquadramento do rio Pavia, plantação de árvores, relvados e criação de zonas pedonais, pontes e passadiços sobre o rio; Construção do Parque Urbano da Aguieira e do Parque Urbano da Radial de Santiago; Criação de uma ciclovia, estabelecendo ligação entre os dois Parques e a Cava de Viriato; 89
90 Criação do Centro de Interpretação e Monitorização Ambiental, para acções de investigação e educação ambiental. Figura 11 Programa POLIS Viseu (CMV, 2012) Na preservação do património arquitetónico e histórico, a Cava de Viriato, expoente máximo da secular história da urbe, voltará neste contexto, a gozar da dignidade que um Monumento Nacional exige, estando previstas ou já executadas as seguintes ações: a criação de percursos pedonais de atravessamento; a marcação e evocação do talude demolido da Cava; a reestruturação viária, permitindo a constituição de uma nova Praça junto à estátua de Viriato; a requalificação da Calçada de Viriato; 90
91 a instalação de um novo meio de transporte não poluente de ligação da Cava de Viriato à zona histórica. e a construção de um parque de estacionamento, suavizando a circulação viária no Centro Histórico. A requalificação urbana executada através do Programa Polis, assumiu especial importância, ao tentar corrigir erros passados e apontar a direção de um futuro de crescimento sustentado. Em Viseu a reabilitação de espaços públicos, traduz em parte este desígnio, nomeadamente na área da secular Feira de S. Mateus. Por ser relevante como aplicação prática dos mecanismos perequativos consagrados no Dec. - Lei n.º 380/99, de 22 de Setembro, na sua atual redação, nomeadamente tendo em conta os artigos 137º e 138º, transcreve-se os Princípios e elementos de cálculo, documentados e publicados no Diário da República em 31/3/2008: II Princípios e elementos de cálculos do mecanismo de perequação compensatória a que se refere o artigo 24º do Regulamento do Plano de Pormenor do Parque Urbano da Aguieira II Introdução A construção do futuro Parque Urbano da Aguieira é uma das ações mais relevantes a levar a cabo pela Viseu Polis, S. A., entidade responsável pelas intervenções do Programa Polis em Viseu. No PDM de Viseu, ratificado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 173/95, de 21 de Setembro e publicado no Diário da República, n.º 291/95, 1.ª Série B, de 19 de Dezembro, os terrenos abrangidos pelo Plano de Pormenor do Parque Urbano da Agueira, integram-se em classes de espaços, correspondentes a Parque Urbano, Espaço Natural I e Espaço Urbano, classes estas previstas no artigo 22.º do Regulamento do P.D.M., inserindo-se na unidade operativa de planeamento e gestão 1 (UOPG1). O próprio P.D.M. prevê que a área destinada ao Parque Urbano da Aguieira, seja obrigatoriamente integrada no processo de urbanização conjunta, decorrente da implantação do PP1 (Plano de Pormenor do Prolongamento da Av. Dr. António José de Almeida artigo 30.º, n.º 3, alínea 1 do Regulamento do P.D.M.), em uma ou diversas fases, nos termos da legislação em vigor (artigo 48.º, n.º 5 do Regulamento do P.D.M.), no pressuposto, aliás consagrado pelo próprio Decreto-Lei n.º 380/99, de 22 de Setembro, da imperatividade de redistribuição de encargos e benefícios de modo mais equitativo. Contudo, e não obstante as bases da política de ordenamento do território e de urbanismo terem sido estabelecidos pela Lei n.º 48/98, de 11 de Setembro, a CMV, em ordem a assegurar também o cumprimento do disposto no Regulamento do PDM, foi efetivando dentro dos 91
92 princípios de igualdade, proporcionalidade, justiça e imparcialidade, consagrados no próprio CPA (Código do Procedimento Administrativo) todo um conjunto de protocolos com os proprietários de parcelas abrangidas pelas diversas fases da Av. Da Europa (nos quais se incluem os relacionados com terrenos da REFER e SOGRAPE embora com especificidades próprias) e das quais resultaram a obtenção de determinados terrenos necessários à concretização daquela via estruturante, que se integra na rede rodoviária municipal principal (conforme artigo 9.º e n.º 2.5 do Regulamento do P.D.M.), bem como de terrenos necessários à construção do Palácio da Justiça e da constituição da designada Bolsa de Reserva Negocial, sendo tal desiderato baseado na definição da proposta urbanística do PP1, de modo a precisar também os índices de construção bruta resultantes, além da explicitação de outros índices ou parâmetros urbanísticos compatíveis com as disposições do próprio PDM. Embora a concretização do principio de perequação compensatória dos benefícios e encargos, decorrentes dos instrumentos de gestão territorial vinculativos dos particulares, se possa consubstanciar de diversos modos, por força da aplicação concreta dos mecanismos previstos no Decreto-Lei n.º 380/99, de 22 de Setembro, a verdade, é que, a sua explicitação neste diploma não impede, porém, a adoção de outros mecanismo suscetíveis de prosseguir aquele objetivo, devendo contudo os pressupostos a considerar respeitarem as disposições consagradas nos artigos 120º e 136º do aludido normativo legal, nomeadamente quanto à definição das U.E. Nesse sentido, e tendo até presente os próprios objetivos da perequação, bem como o quadro de desenvolvimento da solução urbanística do PP1, em ordem a salvaguardar a volumetria e morfologia adequadas em função da zona, preservação do equilíbrio urbanístico e outros fatores (enunciados aliás no n.º 3 do artigo 30 do regulamento do P.D.M.), optou-se pelo estabelecimento do índice médio de utilização por zonas do PP1, em termos compatíveis com disposições análogas conhecidas quanto à aplicação do mecanismo perequativo (independentemente da especificidade de cada unidade de execução quer ela corresponda a uma cidade, Plano de Pormenor ou parte deste), sendo certo, que no próprio Troço Central (devidamente explicitado na planta à escala 1/2000 da proposta do PP1 e não obstante as suas características), o respetivo índice tem um valor nominal superior ao definido a nível de Coimbra ou Évora no âmbito da cidade. Por outro lado, a integração no índice médio de utilização de fatores relacionados com a obtenção de meios financeiros adicionais, para a realização de infraestruturas urbanísticas e para o pagamento de expropriações, além da salvaguarda de lotes destinados a cumprir o disposto no artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 794/76, de 5 de Novembro, quanto a solos (não obstante o carácter relativamente aleatório que os primeiros fatores induzem no processo), permite concluir que o procedimento adotado, ao assegurar a consubstanciação da compensação com os proprietários de parcelas do Parque Urbano da Aguieira, não prejudica o reajustamento dos valores a liquidar por força de T.M.U. (taxa pela realização manutenção e 92
93 reforço das infraestruturas urbanísticas), em função dos custos médios de infraestruturas urbanísticas por m 2 de construção, a calcular no âmbito das operações urbanísticas que cada proprietário venha a promover, dada a estrutura da T.M.U. já aprovada anteriormente pela Câmara Municipal de Viseu (e prevista igualmente no artigo 116.º do Decreto-Lei n.º 555/99, de 16 de Dezembro, com a alteração dada pelo Decreto-Lei n.º 177/2001, de 4 de Junho. II Índices adotados No âmbito do estudo do PP1 concluiu-se pela obtenção dos seguintes índices globais por zona, em que o Icb corresponde à definição consagrada no artigo 6.º do Regulamento do P.D.M. e o Icbf corresponde ao Icb reajustado em função da não consideração no numerador, da área de construção afeta à Sogrape, da área de construção consistente (correspondendo a áreas integradas em conservação, reabilitação e construção condicionada e reabilitação condicionada), e da área de construção de equipamentos e, não consideração no denominador, do terreno afeto à Sogrape e do terreno correspondente à área de construção consistente, para efeitos de protocolo de áreas de construção (não obstante a REFER ser tratada de modo especifico face à deliberação da C. M. de Viseu de 17/12/90). Tabela 17 Índices Perequativos dos troços do PP1 (CMV, 2012) Troço Central Zona Intermédia Zona Excêntrico Icb 1,02 0,63 0,44 Icbf 0,927 0,604 0,35 Imu 0,65 0,3975 0,2775 Em que: Icbf do Troço Central = ( , ,53) / ( , ,16) At Com./Serviços = ,68 m2 At Hab. = ,23 m2 A const. Hotel =9 830,20 m2 A const. Equip. = ,89 m2 A t terreno = ,88 m2 Icbf da Zona Intermédia = ( , ,24) / ( , ,86) At Com./Serv. = ,80 m2 At Hab. = ,37 m2 A const. Hotel = 5 993,60 m2 A const. Equip. = 7 169,08 m2 At terreno = ,72 m2 93
94 Icbf da Zona Excêntrica = (43 454,56 / ,18 -(10 883, , , , ,73) At Com./Serv. = 8 661,00 m2 At Hab. = ,57 m2 A Const Equip. = ,82 m2 At terreno = ,17 m2 Face à localização do Parque Urbano da Agueira, às servidões administrativas e restrições de utilidade pública e à própria vinculação situacional decorrente também de zonas suscetíveis de cheias e atendendo ao disposto no n.º 1 do artigo 143 do Decreto-Lei n.º 380/99, de 22 de Setembro, bem como ao próprio carácter mais ou menos restritivo decorrente da existência de servidões como a REN e RAN (tendo para o efeito presente os próprios mecanismos consagrados no artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 93/90, de 19/03 com a alteração do Decreto-Lei n.º 213/92, de 12/10 e artigos 8.º e 9.º do Decreto-Lei n.º 196/89, de 14/06 com a alteração decorrente do Decreto-Lei n.º 274/92, de 12/12), consideraram-se preenchidos os requisitos para que fosse elaborado a Tabela 18, dentro do principio da proporcionalidade e da equidade, por se considerar que face aos diversos condicionalismos do próprio Parque Urbano da Aguieira (e correspondente à área definida no P.D.M.), essencialmente desvalorizadores, não deveria o Imu ser superior ao definido para a zona excêntrica do PP1. Tabela 18 Índices do Parque Urbano da Aguieira 1 (CMV, 2012) PARCELAS DO PARQUE DA AGUIEIRA COMPENSAÇÕES Parcela Área Área Área Área Área Área A * B* C* D* Total RAN / total abrangida RAN REN REN restante (0,2775*0,25) (0,2775*0,2) 0,2775 (0,2775*0,4) E+F+G+H (A) (B) (C) (D) (E) (F) (G) (H) (I) Total Para o efeito, adotaram-se fatores corretivos a afetar às zonas inseridas em R.A.N. (0,4), em R.E.N. (0,25) e R.A.N. / R.E.N. (0,20), nos termos considerados mais justos face às características dos diplomas acima referenciados, no tocante à ocupação dos solos afetados por essas servidões. 94
95 Tabela 19 Índices do Parque Urbano da Aguieira 2 (CMV, 2012) PARCELAS DO PARQUE DA AGUIEIRA COMPENSAÇÕES Parcela Benfeitorias Benfeitorias Conversão Total Transferência Transferência diversos construção em área (I+M) N*0,64 N*0,81 55 cts/m2 (J) (L) (M) (N) (O) (P) , , , Total Importa referir que o valor assinalado para as benfeitorias diversas, benfeitorias de construção e conversão em área, resultou do estudo elaborado no âmbito do projecto de expropriações e ou da opção assumida quanto ao valor médio da construção/m 2, de modo a operacionalizar as equivalências de áreas de construção atribuíveis, sendo os coeficientes de transferência de 0,64 ou de 0,81 (referindo-se que os resultados finais de ,00m 2 e de ,00m 2 são indicativos dos valores globais mobilizados em qualquer das hipóteses) a base de transferência dos direitos concretos de construção atribuídos aos titulares das parcelas referenciadas, para lotes a localizar no Troço Central ou na Zona Intermédia (em função da constituição da Bolsa de Reserva Negocial, estruturada no âmbito dos protocolos assumidos pela CMV e proprietários envolvidos aquando da construção das diversas fases da Av. da Europa), sendo a respetiva localização mesmo assim determinada por razões de carácter operacional, de igualdade de tratamento e de oportunidade, nos futuros lotes a disponibilizar (após assunção da plena eficácia do PP1 face ao facto de só agora ser possível a sua tramitação tendo em conta a definição do terreno a afetar à construção da subestação que possibilitará o fornecimento de energia elétrica ao mesmo e ao PP3). Referir por último que o coeficiente de 0,64 decorre da adoção, com base em valoração de mercado correspondente da relação de 4.500cts / 7.000cts (em relação aos fogos em habitação multifamiliar parcialmente infraestruturadas pela CMV numa base equivalente a 95
96 cerca de 70% a 80% do valor estimado da infraestrutura de carácter geral), estimada por fogo e correspondente à diferença de valores médios entre a Zona Excêntrica e a Troço Central, e que o valor de 0,81 resulta da afetação do coeficiente de 0,64 pelo coeficiente de 0,784 (transferência em média e em termos estimativos de área da Zona Intermédia para o Troço Central na Zona Norte da Av. da Europa na base de valoração decorrente de mercado em termos estimativos). II Reclassificação de solo urbano como solo rural Considerando as disposições do Decreto-lei nº380/99, de 22 de Setembro, na sua redação atual, bem como as disposições do Decreto-Regulamentar nº11/2009, de 29 de Maio, nomeadamente pela conjugação do disposto no artigo 5º, artigo 7º (inclusive pela aplicação das orientações do PROT-C de Maio de 2011) e artigo 8º, deste último diploma, procedeu-se a uma redefinição de solo urbano como solo rural a que corresponde um dossier anexo, envolvendo 372 parcelas, num total de 751,72ha, contemplando áreas afetas a espaços de atividades económicas (referenciado no PDM/95 como espaço industrial, zona de eventual expansão industrial ou espaço industrial potencialmente reestruturável) ou áreas afetas a espaços urbanos, urbanizáveis ou áreas de equipamento ou de reserva (PDM/95) envolvendo em termos globais os seguintes valores: a) Reclassificação de solo urbano como solo rural proveniente de espaços urbanos ou urbanizáveis 477,89ha b) Reclassificação de solo urbano como solo rural nos espaços de atividades económicas (espaço industrial, zona de eventual expansão industrial ou espaço industrial potencialmente reestruturável) 273,79ha c) Reclassificação de áreas de equipamento ou de reserva (outras classes de espaço) 0,04ha É pertinente referir que a alteração da diretriz proposta no PDM/95, referente à A24 originam consequências diretas ao nível da estruturação do espaço industrial inserido na UOPG5, daí decorrendo um contributo significativo na reclassificação da respetiva área, constituindo-se como um todo. 96
97 Figura 12 Planta de descritiva de transformação do solo (Reclassificação de solo Urbano para solo Rural) (CMV, 2012) II Conformação das Áreas de Edificação Dispersa e Aglomerados Rurais Face à evolução do conceito de AED e de AR e tendo em conta a definição concetual correspondente à versão do PROT-C, de Maio de 2011, bem como às orientações expressas ou facultadas pela CCDR-C e DRAPC em relação ao domínio de interseção entre as AED e AR com áreas integradas em RAN e REN, elaborou-se uma nova proposta que em termos metodológicas foi objeto de aprovação pela CMV na sua reunião de 10/05/2012, tendo sido feita uma reconversão das áreas inicialmente definidas na 5ªVersão (enviada à CCDR-C em 30/12/2011)) de 838,27ha para 291,35ha, acrescido de 19,41ha para PIER (Plano de Intervenção em Espaço Rural) nas AED, e de 61,56ha para 25,21ha nos AR, assim classificadas no âmbito das Normas Específicas de Base Territorial da referida proposta do PROT-C (Maio de 2011). 97
98 Acresce referir que, face ao fato de certas áreas afetas a AED e AR, na 5ªVersão por força da sua reponderação não poderem colidir com RAN e REN, foi necessário por uma questão de coerência e de razoabilidade, até em termos urbanísticos, reformular pontualmente certas áreas de modo a que face ao edificado existente se integrassem em áreas reclassificadas de solo rural para urbano, implicando esta opção a definição de um conjunto de reajustamentos, à escala do plano, de 632 parcelas com o valor de 1868,20ha face aos 1797,42ha da 5ªVersão. Figura 13 Planta com Proposta de Áreas de Edificação Dispersa, Áreas de Edificação Dispersa sujeitas a plano de intervenção em espaço rural (PIER) e Aglomerados Rurais (CMV, 2012) 98
99 II Correções cartográficas dos perímetros urbanos Em função das orientações transmitidas por parte da CCDR-C e tendo em conta a reformulação face à nova delimitação da REN bruta (fornecida pela CCDR-C em 05/04/2010 e complementada em 11/04/2012) procedeu-se à efetivação das correções cartográficas, importando afinal em 71,74ha. Esta situação foi ponderada e tida na devida conta na verificação dos limiares de 40% e 70%, previstos nas Normas Específicas de Base Territorial, da versão do PROT-C, de Maio de 2011, anexando-se um dossier específico sobre esta temática em que são assinalados os locais que foram considerados ao nível das correções cartográficas. Importa referir que parte das correções cartográficas decorre diretamente da aplicação do disposto na alínea b) do nº4 do artigo 22º do Regulamento do PDM (quer na redação correspondente à publicação no DR de 19/12/1995, quer na redação correspondente à alteração sujeita a regime simplificado, publicada na 2ªSérie do DR de 13/11/2008), referente a ajustamento dos limites de espaços urbanos e urbanizáveis. II Indicadores físicos de urbanização e edificação, morfologias de povoamento e padrões de urbanização Face aos critérios estabelecidos na legislação em vigor, nomeadamente o nº3 do artigo 72º do RJIGT e ao preenchimento dos requisitos consagrados no nº3 do artigo 93º do mesmo regime jurídico, bem como do disposto no artigo 7º do Decreto Regulamentar nº11/2009, de 29 de Maio, e ainda das orientações do PROT-C, de Maio de 2011 nomeadamente do item TG9 (Normas Específicas de Base Territorial), procedeu-se a uma a uma ponderação dos indicadores finais de urbanização e de edificação nomeadamente pela aferição específica das alíneas ii e iii do ponto 2 da TG9, com base nas orientações facultadas quanto aos buffers face às construções cartografadas e devidamente complementadas pela cartografia dos compromissos válidos e eficazes, acolhendo também as orientações consagradas na observação n.º17 da página 124 da Proposta do PROT-C, concluindo-se pela adequabilidade da proposta de revisão do PDM porquanto e de modo sumário ficarem salvaguardados os limiares limite de 70% e 40% e de modo efetivo atendendo aos seguintes dados: Somatório das áreas urbanas consolidadas e legalmente comprometidas (incluindo a estrutura ecológica municipal) = 72,76% Somatório das áreas livres dos atuais perímetros urbanos, mais a ampliação proposta (não contabilizando as áreas de EEM e as zonas industriais/empresariais) e tendo em conta as alíneas iv, v e vi do TG9 = 27,24%. Salvaguarda do condicionamento estabelecido pela CCDR-c quanto ao somatório dos dois valores anteriores. 99
100 Possibilidade de acomodação posterior, embora ressalvando os limites acima referidos de eventuais contributos decorrentes da própria discussão pública ou por força de ponderação das observações, sugestões ou reclamações, com eventuais incidências no âmbito dos perímetros urbanos. Considerando que a proposta de revisão se adequa à estrutura urbanística existente ou efetivamente executada por força de operações urbanísticas decorrentes do PDM em vigor considerada no sentido lato do termo, integram-se contudo e de modo compatível com os respetivos procedimentos, a variante à EN229 e o traçado do IC37, bem como o eixo do corredor referente à Circular Externa Concelhia, assegurando-se a conformidade com as orientações do PROF Dão e Lafões, aprovado pelo Decreto Regulamentar n.º7/2006, de 18 de Julho, nomeadamente referente aos corredores ecológicos, procurando-se, dentro do razoável, obstaculizar a expansão linear e a fragmentação dos espaços agrícolas ou florestais, potenciando-se a nucleação dos aglomerados territorialmente mais fragmentados, bem como procedendo à respetiva colmatação, maximizando a existência da infraestruturação dos mesmos. Não obstante se reconhecer a dificuldade inerente à compatibilização dos diversos pontos de vista das entidades com interesses específicos ou diretos no território, tendo em conta a aquisição por força do PDM/95 de áreas expressivas afetas a EAII e EFII (em que a área da parcela mínima é de 2500 m2, no caso de edificação de habitação unifamiliar de agricultores ou proprietários), por um lado como resposta, à data, à diversidade do cadastro, e por outro como resposta expedita à concretização gradualista no tempo dos instrumentos de maior rigor em termos de planeamento (PU, PP, U.E. ou outras figuras), concluiu-se que por força do artigo 97º e artigo 97º-B do RJIGT, seria inevitável uma nova alteração a curto prazo, caso agora não se adotassem os novos eixos de orientação decorrentes das Normas Especificas de Base Territorial da versão do PROT-C, de Maio de 2011, sendo a este propósito pertinente analisar, supletivamente, os elementos anteriormente enviados e que agora por uma questão de legibilidade e de apreciação mais expedita se constituem num dossier anexo que integra uma planta à escala 1/25.000, explicitando os limites da classe de espaço EAII e EFII, incluindo ou excluindo RAN e ou REN, cartografando-se na mesma as áreas de reajustamento, áreas de edificação dispersa e aglomerados rurais, complementando o mesmo com um conjunto de dados elucidativos e que a grosso modo define uma expetativa de construção de fogos. 100
101 Figura 14 Planta referente à sobreposição de AED, AR e Reajustamentos (5ªVersão-R) com o EFII e EAII 101
102 Sem prejuízo do que é exposto no item II (Áreas de Edificação Dispersa e Aglomerados Rurais) é relevante referir que o somatório total das áreas de reajustamentos integra em parte os diferenciais resultantes da compressão de áreas de edificação dispersa e aglomerados rurais, devendo face a um concelho com um crescimento demográfico e com manifesta preocupação urbanística, ser enquadrada a proposta formulada. A título meramente complementar refere-se que a 1ªVersão da proposta de revisão e face à vacuidade de critérios à data explicitados e às próprias orientações facultadas suscitou uma área global de 4021,02ha de reajustamentos, embora e no âmbito de um trabalho mais profícuo de acompanhamento foram sendo reduzidas sucessivamente para 2641,19ha, 1910,83ha, 1536,19ha e reconvertidas para 1797,42ha e finalmente para 1868,20ha (embora neste particular e nesta versão final considerando que as áreas de edificação dispersa e aglomerados rurais sofreram uma compressão de 838,27ha para 291,35ha, acrescido de 19,41ha para PIER e os AR de 61,56ha para 25,21ha em relação aos 1797,42ha da 5ª Versão). Independentemente das diversas especificidades relacionadas com as justificações das desafetações da RAN ou REN, expressa-se que o número de parcelas a desafetar da RAN é de 153 envolvendo 143,91ha e as referentes à REN são de 191 parcelas correspondentes a 137,91ha desagregados em dois conjuntos correspondentes às parcelas identificadas com E (áreas para satisfação de carências existentes em termos de habitação, atividades económicas e infraestruturas) envolvendo 107 parcelas com área de 67,65ha e às parcelas identificadas com a letra C (áreas efetivamente já comprometidas, legalmente construídas, licenciadas ou autorizadas) envolvendo 84 parcelas com a área de 70,26ha. Supletivamente e na sequência da análise efetuada com base no ofício de 26/07/2012 da CCDR-C constata-se a existência de uma área global de 418,91ha que cumprem os referidos critérios, não sendo por consequência relevantes para efeitos de pedido de desafetação e correspondentes a áreas que colidem com os perímetros urbanos do PDM/95. Supletivamente por se constatar que há parcelas com área inferior a 500m2 e de acordo com as orientações da CCDR-C não foram considerados relevantes para efeitos de pedido de desafetação envolvendo ao todo 3,02ha. Face à manifesta evidência da vantagem da execução do planeamento mobilizando tanto quanto possível a figura de PP e/ou UE, a proposta de ordenamento decorrente do PDM em vigor, inclusive pela vantagem de potenciar o regime perequativo enquanto aplicação sistemática da perequação compensatória dos benefícios e encargos. Anexam-se com caráter indicativo as expressões gráficas de ordenamento do PDM/95 e da atual proposta com base nos reajustamentos e com a definição da classificação e qualificação, em como a planta de ordenamento. 102
103 Figura 15 Planta de Ordenamento Proposta. 103
104 104 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO
105 Figura 16 Planta elucidativa do PDM/95 (no sentido de evidenciar as diferenças de edificabilidade no solo rural). 105
106 106 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO
107 Figura 17 Planta adaptada do PDM/95 (no sentido aglutinador dos espaços). 107
108 108 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO
109 Figura 18 Planta de Ordenamento PDM/
110 110 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO
111 II.3.5 Análise comparativa da ocupação do solo PDM 95/ proposta de revisão A presente fase do relatório incide sobre uma comparação da ocupação do solo, bem como de outros parâmetros relevantes, das freguesias em estudo, entre 1995 (Plano Diretor Municipal (PDM) em vigor) e a atual proposta do PDM de Viseu. 111
112 Dados Descritivos da Freguesia de Côta Na freguesia de Côta, a proposta de ordenamento visa a criação de áreas destinadas a espaços de atividades económicas, de modo a poder fixar várias atividades que por força da indisponibilidade local se têm localizado fora do concelho, assegurando áreas de expansão urbana, suscetíveis de, face aos diversos condicionalismos, possibilitar a fixação de residentes. Da análise do Gráfico 16 relativamente ao PDM em vigor, é visível que o uso florestal é dominante, com 78,18%, sendo o uso agrícola afetado em 10,74%, sem prejuízo de outras classes de espaço nomeadamente o espaço natural por força da Rede Natura Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável (PDM95 com a reclassificação de solo urbano para rural), constata-se que dos 159,36ha, 84% se encontram consolidados, e dos 73,53ha de reajustamento (com fim para aglomerado), 44,89% já estão consolidados. No Gráfico 17, as outras qualificações de solo rural referem-se a espaço natural, espaço florestal condicionado, aglomerado rural e espaço destinado a equipamentos e outras estruturas ou ocupações compatíveis com o estatuto de solo rural. 7.03% 10.74% ORDENAMENTO PDM % Espaço urbano e urbanizável Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) Uso Agricola (espaço agricola I e II) Outras classes de espaço 78.18% Gráfico 16 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Côta; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. 11,29% 2,23% 5,59% ORDENAMENTO PROPOSTA 0,25% Outras qualificações de solo urbano Solo urbano: Espaço de atividades económicas (0.25%)- Nota 1 Uso Florestal Uso Agricola 80,64% Outras qualificações de solo rural Gráfico 17 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Côta; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. Nota1: A presente análise envolvendo parcelas em Espaço Florestal Condicionado, foi objeto de ponderação prévia com a AFN, salvaguardando-se contudo o respeito dos procedimentos estabelecidos para a desafetação de áreas afetas a RFP. 112
113 Dados Descritivos da Freguesia de Calde A proposta de ordenamento visa garantir um conjunto de percursos pedonais, considerando a envolvente florestal e a proximidade da barragem. Visa promover a recuperação e valorização de moinhos, valorizar a praia fluvial de Almargem, bem como o museu de Calde e atividades tipicamente rurais (produção de linho), potenciando o turismo rural, valorizar áreas de interesse paisagístico que se relacionam com a EEM. Visa salvaguardar e valorizar áreas de interesse agrícola, sem prejuízo da maior nucleação de certos aglomerados, nomeadamente por força da articulação com a Circular Externa Concelhia, e da resolução de áreas comprometidas e integradas em Regime Florestal Parcial. Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável (PDM95 com a reclassificação de solo urbano para rural), constata-se que dos 274,12ha, 72,27% se encontram consolidados, e dos 57,07ha de reajustamento (com fim para aglomerado), 34,85% já estão consolidados. No Gráfico 19, as outras qualificações de solo rural referem-se a áreas de edificação dispersa, espaço florestal condicionado, espaços destinados a equipamentos e outras estruturas ou ocupações compatíveis com o estatuto de solo rural e espaços afetos à exploração de recursos geológicos. ORDENAMENTO PDM95 10,78% 0,27% 79,50% 9,45% Espaço urbano e urbanizável Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) Uso Agricola (espaço agricola I e II) Outras classes de espaço Gráfico 18 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Calde; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. ORDENAMENTO PROPOSTA 12,65% 3,64% 9,45% 74,27% Outras qualificações de solo urbano Uso Florestal Uso Agricola Outras qualificações de solo rural Gráfico 19 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Calde; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 113
114 Dados Descritivos da Freguesia de Ribafeita A proposta de ordenamento visa potenciar as componentes paisagísticas da envolvente do rio Vouga, bem como disciplinar o processo de urbanização, potenciando uma maior nucleação e colmatação e devidamente articulada com a previsão da Circular Externa Concelhia. Da análise do Gráfico 20 relativamente ao PDM em vigor, é visível que o uso florestal é dominante, com 71,68%, seguindo-se o espaço urbano e urbanizável com 13,99%. O espaço urbano e urbanizável corresponde a cerca de 14% da área da freguesia, procedendo-se a uma reclassificação do espaço industrial, atendendo a uma otimização das áreas afetas a este fim, dada a necessidade de uma infraestruturação adequada. Nas outras classes de espaço (PDM 95) refere-se unicamente a espaço equipamento ou reserva. Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável (PDM95 com a reclassificação de solo urbano para rural), constata-se que dos 203,66ha, 72,02% se encontram consolidados, e dos 57,42ha de reajustamento (com fim para aglomerado), 36,80% estão consolidados. No Gráfico 21, as outras qualificações de solo rural referem-se a áreas de edificação dispersa. 114
115 ORDENAMENTO PDM95 0,25% 12,79% 13,99% 1,29% Espaço urbano e urbanizável Espaço Industrial Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) Uso Agricola (espaço agricola I e II) 71,68% Outras classes de espaço (0,25%) Gráfico 20 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Calde; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. ORDENAMENTO PROPOSTA 17,61% 2,48% 14,41% Outras qualificações de solo urbano Uso Florestal Uso Agricola Outras qualificações de solo rural 65,50% Gráfico 21 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Ribafeita; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 115
116 Dados Descritivos da Freguesia de Lordosa Possuindo esta freguesia potencialidades naturais e económicas e infraestruturas, a proposta de ordenamento visa potenciar a proximidade do Aeródromo, bem como dos ecossistemas relacionados com o rio Vouga e o rio Troço, assegurando-se também uma maior unificação de alguns aglomerados excessivamente fragmentados e possibilitando a resolução de situações pendentes ao nível do Regime Florestal Parcial (Sanguinhedo das Maças). Da análise do Gráfico 22 relativamente ao PDM em vigor, é visível que o uso florestal é dominante, com 57,32%, seguindo-se o uso agrícola com 15,67%. O espaço urbano e urbanizável/ 95 ocupa cerca de 14,37% da área da freguesia. Nesta freguesia o espaço industrial corresponde a 8,78%, tendo sido efetuada uma reclassificação parcial do mesmo tendo em conta a diretriz da A24 (que dividiu a área inicialmente prevista). As outras classes de espaço (PDM 95) englobam a área destinada ao Aeródromo bem como o espaço natural. Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável (PDM95 com a reclassificação de solo urbano para rural), constata-se que dos 277,2ha, 78,5% se encontram consolidados, e dos 95,92ha de reajustamento (com fim para aglomerado), 49.79% estão consolidados. Quanto ao espaço destinado a atividades económicas houve um decréscimo de aproximadamente 5% em relação ao PDM de 95. No Gráfico 23, as outras qualificações de solo rural referem-se a áreas de edificação dispersa, espaço florestal condicionado, espaço natural e áreas de equipamentos e outras estruturas ou ocupações compatíveis com o estatuto de solo rural. 116
117 15,67% ORDENAMENTO PDM95 3,86% 14,37% 8,78% 57,32% Espaço urbano e urbanizável Espaço Industrial Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) Uso Agricola (espaço agricola I e II) Outras classes de espaço Gráfico 22 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Lordosa; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. ORDENAMENTO PROPOSTA 20,78% 3,61% 54,86% 16,72% 4,03% Outras qualificações de solo urbano Solo urbano: Espaço de atividades económicas Uso Florestal Uso Agricola Outras qualificações de solo rural Gráfico 23 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Lordosa; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 117
118 Dados Descritivos da Freguesia de Cepões A proposta de ordenamento visa estruturar e programar a ocupação urbana e articular as categorias de espaço abrangidas mediante um desenho urbano coerente, visando uma maior nucleação de alguns aglomerados e assegurar a resolução das questões decorrentes da nova delimitação do RFP. Da análise do Gráfico 24 relativamente ao PDM em vigor, é visível que o uso florestal é dominante, com 77,88%, seguindo-se o uso agrícola com 14,99%. As outras classes de espaço (PDM 95) refere-se a espaço natural. Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável (PDM95 com a reclassificação de solo urbano para rural), constata-se que dos 173,81ha, 76,84% se encontram consolidados, e dos 77,78ha de reajustamento (com fim para aglomerado), 48,03% estão consolidados. No Gráfico 25, as outras qualificações de solo rural referem-se a espaço florestal condicionado e Aglomerado rural. 14,99% 0,68% 6,45% 77,88% ORDENAMENTO PDM95 Espaço urbano e urbanizável Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) Uso Agricola (espaço agricola I e II) Outras classes de espaço Gráfico 24 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Cepões; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. 16,86% 0,96% 8,62% 73,56% ORDENAMENTO PROPOSTA Outras qualificações de solo urbano Uso Florestal Uso Agricola Outras qualificações de solo rural Gráfico 25 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Cepões; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 118
119 Dados Descritivos da Freguesia de Barreiros O espaço urbano e urbanizável ocupa apenas 7,97% da área da freguesia. Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável (PDM 95), constata-se que dos 47,93ha, 76,11% se encontram consolidado, e dos 15,78ha de reajustamento (com fim para aglomerado), 31,81% estão consolidados. A proposta de ordenamento, não obstante da dimensão específica da freguesia quer em termos físicos quer populacionais, visa assegurar uma maior compacidade da estrutura urbana atual e ao mesmo tempo alguma requalificação de solo urbano em rural, de modo a dar maior coerência e expressão a uma unidade de exploração agrícola de dimensão expressiva e característica da própria freguesia. Analisando o Gráfico 27 em termos comparativos com o Gráfico 26, verificam-se algumas alterações significativas, nomeadamente ao nível do uso agrícola e florestal. O uso agrícola, na proposta reduziu em relação ao PDM em vigor, concentrando-se sobretudo na envolvente dos aglomerados. O uso florestal aumentou em cerca de 20% face ao PDM em vigor. 119
120 ORDENAMENTO PDM95 0,37% 7,97% 55,35% 36,30% Espaço urbano e urbanizável Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) Uso Agricola (espaço agricola I e II) Outras classes de espaço Gráfico 26 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Barreiros; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. ORDENAMENTO PROPOSTA 10,58% 33,62% Outras qualificações de solo urbano Uso Florestal Uso Agricola 55,80% Gráfico 27 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Barreiros; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 120
121 Dados Descritivos da Freguesia de Bodiosa A proposta de ordenamento visa superar as disfunções decorrentes de uma expansão linear apoiada essencialmente na estrada EN16, assegurando-se uma maior nucleação de certos aglomerados a par de uma colmatação pontual. Analisando o Gráfico 28 relativo ao PDM em vigor verifica-se que em Bodiosa o uso florestal ocupa a maior percentagem com 64,16%. Segue-se o uso agrícola com 20,73%. As outras classes de espaço dizem respeito ao espaço natural e área de equipamento ou reserva. Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável (PDM95 com a reclassificação de solo urbano para rural), constata-se que dos 305,16ha, 78,5% se encontram consolidados, e dos 116,35ha de reajustamento, 46,5% estão consolidados. As outras qualificações em solo rural referem-se a áreas de edificação dispersa e a espaço destinado a equipamentos e outras estruturas ou ocupações compatíveis com o estatuto de solo rural. ORDENAMENTO PDM95 20,73% 2,41% 12,15% 0,56% Espaço urbano e urbanizável Espaço Industrial Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) Uso Agricola (espaço agricola I e II) 64,16% Outras classes de espaço Gráfico 28 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Bodiosa; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. ORDENAMENTO PROPOSTA 21,45% 0,43% 17,31% Outras qualificações de solo urbano Uso Florestal Uso Agricola Outras qualificações de solo rural 60,81% Gráfico 29 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Bodiosa; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 121
122 Dados Descritivos da Freguesia de Campo A proposta de ordenamento visa estruturar e programar a ocupação urbana e articular as categorias de espaço abrangidas mediante um desenho urbano coerente e que proporcione ambientes aprazíveis com espaços verdes, nomeadamente pelo facto da influência periurbana se sentir de modo mais expressivo. Analisando o Gráfico 30 relativo ao PDM em vigor verifica-se que o uso florestal ocupa a maior percentagem com 31,81%. O espaço urbano e urbanizável ocupa 29,5%, o que traduz o caracter periurbano desta freguesia, tendo-se procedido a uma reclassificação do espaço industrial que ocupava 9,25%, tendo em conta a diretriz da A24 e a necessidade de calibrar as áreas de modo mais adequado inclusive por força do grau de infraestruturação. As outras classes de espaço (PDM 95) referem-se ao espaço natural e área destinada ao Aeródromo. Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável (PDM95 com a reclassificação de solo urbano para rural), constata-se que dos 434,63ha, 87,1% se encontram consolidados, e dos 30,81ha de reajustamento, 57,6% estão consolidados. Analisando o Gráfico 31 em termos comparativos com o Gráfico 30, verificam-se alterações sobretudo ao nível do uso agrícola que aumenta em cerca de 11%, passando de 8,84% para 19,89%. As outras qualificações em solo rural referem-se a espaço natural e a áreas de edificação dispersa (sujeita a plano de intervenção em espaço rural), tendo-se potenciado a zona envolvente do rio Troço, do Crasto e do Monte de Santa Luzia, pelas suas qualidades ambientais, paisagísticas e ecológicas 122
123 ORDENAMENTO PDM95 8,84% 20,58% 31,81% 29,53% 9,25% Espaço urbano e urbanizável Espaço de atividades económicas Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) Uso Agricola (espaço agricola I e II) Outras classes de espaço Gráfico 30 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Campo; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. 6,46% ORDENAMENTO PROPOSTA 19,89% 29,25% Outras qualificações de solo urbano Solo urbano: Espaço de atividades económicas Uso Florestal 34,15% 10,25% Uso Agricola Outras qualificações de solo rural Gráfico 31 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Campo; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 123
124 Dados Descritivos da Freguesia de Mundão A proposta de ordenamento visa disciplinar a ocupação nas áreas de transição, de modo a garantir a integração dos valores paisagísticos e ambientais dos terrenos agrícolas adjacentes, garantindo-se uma maior integração das áreas de expansão. O uso florestal, corresponde a 63,3%, e o espaço urbano e urbanizável corresponde a 14,9%, seguindo-se o espaço agrícola com 13,45%. O espaço de atividades económicas, engloba o espaço industrial, espaço industrial potencialmente reestruturável e uma zona de eventual expansão industrial, devidamente conformadas à nova delimitação do RFP, sendo relevante referir a existência de uma área afeta a barragem, potenciando o reforço do caudal do rio Pavia na época estival. A variante à estrada EN229, possibilitará no futuro uma acessibilidade menos conflitual à freguesia de Mundão, tendo em conta as características da atual EN229. As outras classes de espaço dizem respeito a área verde e área de equipamento ou de reserva. Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável (PDM95 com a reclassificação de solo urbano para rural), constata-se que dos 207,89ha, 74,27% se encontram consolidados, e dos 31,62ha de reajustamento para aglomerado, 54,84% estão consolidados. Analisando o Gráfico 33 em termos comparativos com o Gráfico 32, as alterações mais significativas ocorreram ao nível do uso florestal que diminui a sua percentagem em cerca de 7,6%, passando de 63,29% em 1995 para 55,66 na proposta de ordenamento. O uso agrícola aumenta em cerca de 4,5%, passando de 13,45% para 17,97%. As outras qualificações de solo rural referem-se a área de edificação dispersa, espaço destinado a equipamentos e outras estruturas ou ocupações compatíveis com o estatuto de solo rural e espaço florestal condicionado. 124
125 13,45% ORDENAMENTO PDM95 4,72% 14,90% 3,64% 63,29% Espaço urbano e urbanizável Espaço Industrial Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) Uso Agricola (espaço agricola I e II) Outras classes de espaço Gráfico 32 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Mundão; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. ORDENAMENTO PROPOSTA 17,97% 4,84% 16,58% 4,94% Outras qualificações de solo urbano Solo urbano: Espaço de atividades económicas Uso Florestal Uso Agricola 55,66% Outras qualificações de solo rural Gráfico 33 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Mundão; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 125
126 Dados Descritivos da Freguesia de Cavernães A proposta de ordenamento visa unificar os aglomerados e assegurar colmatações específicas de modo a evitar uma fragmentação dos espaços residenciais, tendo em conta a diretriz proposta para a variante EN229, que permitirá no futuro uma alteração profunda da geografia das acessibilidades. Analisando o Gráfico 34, referente ao PDM em vigor, a maior parcela corresponde ao uso florestal com 65,59%, seguindo-se o espaço urbano e urbanizável com 14,61%. As outras classes de espaço correspondem na totalidade ao espaço natural. Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável (PDM95 com a reclassificação de solo urbano para rural), constata-se que dos 176,97ha, 74,9% se encontram consolidados, e dos 56,23ha de reajustamento para aglomerado, 45,7% já estão consolidados. Comparando o Gráfico 35 referente à proposta de ordenamento com o Gráfico 34, verifica-se que a percentagem do uso agrícola aumentou em 15,6% ocupando 27,59% face aos 12% em A sua localização é sobretudo junto dos aglomerados. O espaço destinado a atividades económicas com 2,21% é referente a um reajustamento inserido em zona com vocação para atividades económicas, parcialmente contigua ao ecocentro/estação de transferência, potenciando infraestrutura existente As outras qualificações de solo rural referem-se a áreas de edificação dispersa e espaço florestal condicionado. 126
127 ORDENAMENTO PDM95 12,00% 7,80% 14,61% 0,01% Espaço urbano e urbanizável Espaço Industrial Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) Uso Agricola (espaço agricola I e II) Outras classes de espaço 65,59% Gráfico 34 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Cavernães; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. ORDENAMENTO PROPOSTA 27,59% 1,00% 17,74% 2,21% 51,45% Outras qualificações de solo urbano Solo urbano: Espaço de atividades económicas Uso Florestal Uso Agricola Outras qualificações de solo rural Gráfico 35 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Cavernães; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 127
128 Dados Descritivos da Freguesia de São Pedro de France A proposta de ordenamento para a freguesia de São Pedro de France, visa desenvolver a estrutura viária complementar e articulá-la quer com as vias existentes, quer com as propostas no PDM, nomeadamente a variante à EN229 e a Circular Externa Concelhia, tendo em conta o carater polinucleado da freguesia. Analisando o Gráfico 36, referente ao PDM em vigor, a maior parcela corresponde ao uso florestal com 68,51%, seguindo-se o uso agrícola com 19,58%. As outras classes de espaço com apenas 0,31%, correspondem na totalidade ao espaço natural. Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável (PDM95 com a reclassificação de solo urbano para rural), constata-se que dos 210,36ha, 67,54% se encontram consolidados, e dos 62,81ha de reajustamento para aglomerado, 37,72% já estão consolidados. Comparando o Gráfico 37 referente à proposta de ordenamento com o Gráfico 36, verifica-se que a percentagem do uso agrícola aumentou em 11,78% ocupando 31,36% face aos 19,58% em A sua localização é sobretudo junto dos aglomerados. As outras qualificações de solo rural com apenas 0,1% incluem área de edificação dispersa e aglomerados rurais. 128
129 19,58% ORDENAMENTO PDM95 0,31% 11,60% 68,51% Espaço urbano e urbanizável Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) Uso Agricola (espaço agricola I e II) Outras classes de espaço Gráfico 36 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de São Pedro de France; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. ORDENAMENTO PROPOSTA 31,36% 0,23% 14,55% Outras qualificações de solo urbano Uso Florestal Uso Agricola Outras qualificações de solo rural 53,86% Gráfico 37 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de São Pedro de France; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 129
130 Dados Descritivos da Freguesia de Abraveses Semelhantemente a outras freguesias, em contiguidade com as freguesias afetas a espaço central, diversas áreas decorrem de operações urbanísticas já concretizadas ou interligadas com outras figuras de planeamento implicando uma visão integrada na abordagem territorial, inclusive por força da previsão de vias, circulares ou radiais, que condicionam de modo direto ou indireto a conceção das diversas figuras de planeamento. Analisando o Gráfico 38, referente ao PDM em vigor, a maior parcela corresponde ao espaço urbano e urbanizável com 40,91%. Este valor demonstra o caracter urbano desta freguesia sendo considerada uma freguesia predominantemente urbana. No PDM em vigor estão previstas áreas afetadas a planos de pormenor, nomeadamente 1, 2,3,4,5,6,31,32,33 e 34, ressalvando a alterações sujeitas a regime simplificado e afetando a prévia obrigatoriedade da elaboração de determinados Planos de pormenor. O espaço industrial potencialmente reestruturável, localiza-se junto à estrada EN2, distando do centro da cidade de Viseu cerca de 4 km. Segundo o PDM em vigor, esta zona visa a reconversão funcional do espaço, não sendo permitida a implantação de nova instalação industrial, qualquer que seja o tipo ou de unidade de armazenagem (ponto1 do artigo n.º45 da Resolução do Conselho de Ministros n.º173/95). O uso agrícola representa apenas 5,24%, localizado sobretudo na zona mais a norte da freguesia. As outras classes de espaço com 31,5% incluem o espaço natural, espaço natural com aproveitamento turístico (Monte de Santa Luzia), parque urbano, área verde, área de equipamentos (reserva, desportivo e ensino) e área do aeródromo existente, sendo relevante referir que a construção do Museu do Quartzo potenciou a função daquele espaço natural. Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável (PDM95 com a reclassificação de solo urbano para rural), constata-se que dos 460,47ha, 84% se encontram consolidados, e dos 20,53ha de reajustamento para aglomerado, unidade de execução ou plano de pormenor, 41,7% já estão consolidados. Comparando o Gráfico 39 referente à proposta de ordenamento com o Gráfico 38, verifica-se que a percentagem do uso agrícola aumentou cerca de 8% ocupando 13,16% face aos 5,24% em O uso florestal aumentou 13,08%, passando de 21,79% para 34,63%. As outras qualificações de solo rural referem-se a área de edificação dispersa e espaço natural. 130
131 ORDENAMENTO PDM95 31,51% Espaço urbano e urbanizável 40,91% Espaço Industrial Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) 5,24% 21,79% 0,56% Uso Agricola (espaço agricola I e II) Outras classes de espaço Gráfico 38 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Abraveses; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. ORDENAMENTO PROPOSTA 8,58% 13,16% 41,36% Outras qualificações de solo urbano Solo urbano: Espaço de atividades económicas Uso Florestal 34,63% 2,27% Uso Agricola Outras qualificações de solo rural Gráfico 39 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Abraveses; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 131
132 Dados Descritivos da Freguesia de Couto de Cima A proposta de ordenamento, visa a valorização da componente ecológica e paisagística do uso agrícola junto dos aglomerados, sem prejuízo de uma maior unificação e colmatação dos mesmos, não obstante de uma morfologia urbana com expressão linear e em parte condicionada pelo IP5 e Circular Externa Concelhia. Analisando o Gráfico 40, referente ao PDM em vigor, a maior parcela corresponde ao uso florestal com 64,84%, seguindo-se o uso agrícola com 18,08%. As outras classes de espaço corresponde ao espaço natural. Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável (PDM95 com a reclassificação de solo urbano para rural), constata-se que dos 131,88ha, 76,9% se encontram consolidado, e dos 33,13ha de reajustamento para aglomerado, 73,23% já estão consolidados. Comparando o Gráfico 41 referente à proposta de ordenamento com o Gráfico 40, verifica-se que a grande alteração foi ao nível das outras classes de espaço, passando de 6,12% para 0,82% uma vez que deixou de existir espaço natural na freguesia de Couto de Cima. As outras qualificações de solo rural na proposta de ordenamento, referem-se a áreas de edificação dispersa. A maior parte do espaço natural, foi convertido em uso florestal (espaço florestal de conservação). 132
133 18,08% 6,12% 10,97% 64,84% ORDENAMENTO PDM95 Espaço urbano e urbanizável Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) Uso Agricola (espaço agricola I e II) Outras classes de espaço Gráfico 40 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Couto de Cima; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. 19,79% 0,82% ORDENAMENTO PROPOSTA 12,56% Outras qualificações de solo urbano Uso Florestal Uso Agricola 66,83% Outras qualificações de solo rural Gráfico 41 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Couto de Cima; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 133
134 Dados Descritivos da Freguesia de Couto de Baixo A proposta de ordenamento visa preservar o coberto vegetal existente, bem como, potenciar a valorização da zona junto ao rio Asnes, disciplinar o processo de urbanização, assegurando a sua correta articulação paisagística e funcional, não obstante à existência do IP5 e da Circular Externa Concelhia. Analisando o Gráfico 42, referente ao PDM em vigor, a maior parcela corresponde ao uso florestal com 64,81%, seguindo-se o uso agrícola com 20.41%. Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável (PDM95 com a reclassificação de solo urbano para rural), constata-se que dos 106,25ha, 77,2% se encontram consolidados, e dos 16,65ha de reajustamento para aglomerado, 39% já estão consolidados. As outras qualificações de solo rural referem-se a espaço canal, resultante do traçado do IP5. ORDENAMENTO PDM95 20,41% 10,21% 4,57% Espaço urbano e urbanizável Espaço de indústria extrativa Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) Uso Agricola (espaço agricola I e II) 64,81% Gráfico 42 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Couto de Baixo; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. ORDENAMENTO PROPOSTA 20,95% 0,38% 10,91% 5,98% 61,78% Outras qualificações de solo urbano Solo urbano: Espaço de atividades económicas Uso Florestal Uso Agricola Outras qualificações de solo rural Gráfico 43 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Couto de Baixo; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 134
135 Dados Descritivos da Freguesia de Vil de Souto A proposta de ordenamento visa sobretudo o reforço da envolvente do espaço urbano em termos paisagísticos tendo em conta a exposição, morfologia e composição, assegurando-se uma maior nucleação dos aglomerados, com colmatação pontual, tendo em conta e especificidade da A24 e do próprio IP5. Analisando o Gráfico 44, referente ao PDM em vigor, é visível a grande expressão das outras classes de espaço que se referem unicamente ao espaço natural. O uso florestal ocupa a maior parcela com 44,71%, seguindo-se o espaço urbano e urbanizável e por fim o uso agrícola. Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável (PDM95 com a reclassificação de solo urbano para rural), constata-se que dos 87,24ha, 71,44% se encontram consolidados, e dos 40,05ha de reajustamento para aglomerado, 41,35% já estão consolidados. Comparando o Gráfico 45 referente à proposta de ordenamento com o Gráfico 44, verifica-se que houve alterações muito significativas, nomeadamente ao nível das outras classes de espaço que se reduzem em aproximadamente 26%. Esta redução deve-se sobretudo ao fato de deixar de existir espaço natural nesta freguesia. Na proposta de ordenamento as outras qualificações de solo rural referem-se a áreas de edificação dispersa, espaço destinado a equipamento e outras estruturas ou ocupações compatíveis com o estatuto de solo rural e espaço canal devido ao traçado do IP5 e A24. O espaço de uso florestal aumenta no Gráfico 45 em 15,44%, bem como o espaço de uso agrícola que aumenta 7,24%, sendo pertinente referir que uma área significativa integrada em Regime Florestal Parcial, foi integrada em espaço florestal de conservação e em parte a Estrutura Ecológica Municipal, por força da especificidade do Crasto. 135
136 ORDENAMENTO PDM95 30,86% 12,18% 12,25% 44,71% Espaço urbano e urbanizável Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) Uso Agricola (espaço agricola I e II) Outras classes de espaço Gráfico 44 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Vil de Souto; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. ORDENAMENTO PROPOSTA 19,42% 4,73% 15,71% Outras qualificações de solo urbano Uso Florestal Uso Agricola 60,14% Outras qualificações de solo rural Gráfico 45 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Vil de Souto; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 136
137 Dados Descritivos da Freguesia de Orgens A maior parte da freguesia de Orgens está contida na Unidade de Intervenção Integrada de Planeamento I, que diz respeito à zona periurbana de Viseu envolvida pelo IP3, IP5 e A25. Esta freguesia articula-se em termos de morfologia urbana com áreas que implicam uma maior integração urbanística quer na vertente da categoria operativa do solo urbanizável, quer na vertente viária ou paisagística e ambiental, tendo em conta a sua articulação com diversas áreas já pormenorizadas e a própria previsão de vias correspondentes a circulares ou radiais, que de modo expressivo condicionam a conceção de diversos instrumentos de planeamento. As disfuncionalidades mais expressivas do crescimento urbano são em parte superadas por áreas de colmatação ou de unificação da expansão urbana. Analisando o Gráfico 46, relativamente ao PDM em vigor, verifica-se que a parcela de maior expressão corresponde às outras classes de espaço que engloba o espaço natural (com 32,60%), parque urbano e área de equipamento ou reserva. O espaço urbano e urbanizável apresenta também caracter de destaque com 27%, evidenciando assim o caracter urbano desta freguesia, sobretudo devido à sua proximidade com a cidade propriamente dita. Comparando o Gráfico 47 referente à proposta de ordenamento com o Gráfico 46, verifica-se que houve alterações muito significativas, nomeadamente ao nível das outras classes de espaço que se reduzem em aproximadamente 29,5%. Esta redução deve-se sobretudo ao fato de o espaço natural no PDM de 95 com 286,40ha passar a ocupar somente 9,96ha na proposta de ordenamento. As outras qualificações de solo rural na proposta de ordenamento referem-se a espaço natural, espaço destinado a equipamento e outras estruturas ou ocupações compatíveis com o estatuto de solo rural, áreas de edificação dispersa, e espaço canal devido ao traçado da A24. O espaço de uso florestal aumenta no Gráfico 47 cerca de 21%, devido sobretudo à reconversão do espaço natural (PDM 95) em espaço florestal de conservação, potenciando-se o Crasto enquanto grande unidade paisagística ambiental e ecológica. 137
138 ORDENAMENTO PDM95 32,60% 17,74% 27,07% 22,59% Espaço urbano e urbanizável Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) Uso Agricola (espaço agricola I e II) Outras classes de espaço Gráfico 46 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Orgens; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. ORDENAMENTO PROPOSTA 20,34% 43,73% 3,07% 32,86% Outras qualificações de solo urbano Uso Florestal Uso Agricola Outras qualificações de solo rural Gráfico 47 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Orgens; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 138
139 Dados Descritivos da Freguesia de São José A freguesia de São José integra-se em parte em espaço central, estando contida na UIIP I, tendo sido objeto de diversas intervenções ao nível do Programa Polis, nomeadamente pela execução de parques urbanos ou pela aprovação de diversas figuras de planeamento, correspondente a Planos de Pormenor de grande expressão, conforme é explicitado no presente relatório. Devido à consolidação histórica desta freguesia e ao fato de os Planos de Pormenor na zona imediatamente contigua à Circunvalação (independentemente de áreas pormenorizadas e interiorizadas em relação a esta via) se constituírem como um elemento maior em termos de planeamento urbano, procurando cerzir os espaços não ocupados entre a coroa periurbana e a cidade propriamente dita, a abordagem ao nível da proposta de ordenamento em termos de revisão será efetivamente de reajustamentos relativamente pontuais, dado o grau de consolidação das operações urbanísticas em curso aprovadas ou previstas e a consolidação da malha viária imediata (1.ª Circular Norte, 1.ª Circular Sul e troços de radiais). Analisando o Gráfico 48, relativo ao PDM em vigor, verifica-se que a parcela de maior expressão corresponde ao espaço urbano e urbanizável com 73,33%, demostrando assim o carater urbano desta freguesia. São José não apresenta uso florestal e o uso agrícola ocupa apenas 4,54%. As outras classes de espaço referem-se a espaço natural, parque urbano áreas de equipamento. Da análise do grau de consolidação do solo urbano, dos 312,81ha, 89,6% encontra-se consolidado, e dos 2,33ha de reajustamento para aglomerado, 53,6% está consolidado. Comparando o Gráfico 49, referente à proposta de ordenamento, com o Gráfico 48, é visível que as outras qualificações de solo urbano apresentaram um aumento de 12,3%. As outras qualificações de solo rural referem-se a espaço de equipamentos e outras estruturas ou ocupações compatíveis com o estatuto de solo rural. 139
140 ORDENAMENTO PDM95 20,40% 4,54% 1,72% 73,33% Espaço urbano e urbanizável Espaço Industrial Uso Agricola (espaço agricola I e II) Outras classes de espaço Gráfico 48 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de São José; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. 10,64% 2,39% 1,35% ORDENAMENTO PROPOSTA 85,62% Outras qualificações de solo urbano Solo urbano: Espaço de atividades económicas Uso Agricola Outras qualificações de solo rural Gráfico 49 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de São José; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 140
141 Dados Descritivos da Freguesia de Coração de Jesus A freguesia localiza-se em parte no espaço central, estando contida na UIIP I. Devido à consolidação histórica desta freguesia e ao fato de os Planos de Pormenor na zona imediatamente contigua à Circunvalação (independentemente de áreas pormenorizadas e interiorizadas em relação a esta via) se constituírem como um elemento maior em termos de planeamento urbano, procurando cerzir espaços não ocupados entre a coroa periurbana e a cidade propriamente dita, a abordagem ao nível da proposta de ordenamento em termos de revisão será efetivamente de reajustamentos relativamente pontuais, dado o grau de consolidação das operações urbanísticas em curso aprovadas ou previstas e a consolidação da malha viária imediata (1.ª Circular Norte, 1.ª Circular Sul e troços de radiais). Analisando o Gráfico 50, relativo ao PDM em vigor, verifica-se que a parcela de maior expressão corresponde ao espaço urbano e urbanizável com 76,39%, evidenciando assim o caracter urbano desta freguesia. Coração de Jesus não apresenta uso agrícola e o uso florestal ocupa apenas 9,77%. As outras classes de espaço referem-se a espaço natural, parque urbano áreas de equipamento. Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável, constata-se que dos 178,15ha, 99,4% se encontram consolidados, e a área de reajustamento proposta para aglomerado já se encontra totalmente consolidada. As outras qualificações de solo rural referem-se a espaço cultural. 141
142 ORDENAMENTO PDM95 13,84% 9,77% Espaço urbano e urbanizável Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) Outras classes de espaço 76,39% Gráfico 50 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Coração de Jesus; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. 5,54% ORDENAMENTO PROPOSTA 1,55% 0,80% Outras qualificações de solo urbano Uso Florestal Uso Agricola 92,11% Outras qualificações de solo rural Gráfico 51 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Coração de Jesus; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 142
143 Dados Descritivos da Freguesia de Santa Maria A freguesia localiza-se em parte no espaço central, estando contida na UIIP I. Devido à consolidação histórica desta freguesia e ao fato de os Planos de Pormenor na zona imediatamente contigua à Circunvalação (independentemente de áreas pormenorizadas e interiorizadas em relação a esta via) se constituírem como um elemento maior em termos de planeamento urbano, procurando cerzir os espaços não ocupados entre a coroa periurbana e a cidade propriamente dita, a abordagem ao nível da proposta de ordenamento em termos de revisão será efetivamente de reajustamentos relativamente pontuais, dado o grau de consolidação das operações urbanísticas em curso aprovadas ou previstas e a consolidação da malha viária imediata (1.ª Circular Norte, 1.ª Circular Sul e troços de radiais). Analisando o Gráfico 52, relativo ao PDM em vigor, verifica-se que a parcela de maior expressão corresponde ao espaço urbano e urbanizado com 73,88%, evidenciando assim o caracter urbano desta freguesia. As outras classes de espaço referem-se a espaço natural, área verde e áreas de equipamento. Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável, constata-se que dos 274,95ha, 82% se encontram consolidados, e dos 4,54ha de reajustamento proposto 87% já estão consolidados. As outras qualificações de solo rural referem-se a espaço cultural e espaço destinado a equipamentos e outras estruturas ou ocupações compatíveis com o estatuto de solo rural. 143
144 ORDENAMENTO PDM95 25,83% Espaço urbano e urbanizável 0,29% Espaço Industrial Outras classes de espaço 73,88% Gráfico 52 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Santa Maria; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. 0,28% 0,62% ORDENAMENTO PROPOSTA 5,81% Outras qualificações de solo urbano Solo urbano: Espaço de atividades económicas (0,28%) Uso Florestal Uso Agricola (0,62%) 93,29% Outras qualificações de solo rural Gráfico 53 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Santa Maria; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 144
145 Dados Descritivos da Freguesia de Rio de Loba Semelhantemente a outras freguesias, em contiguidade com as freguesias afetas a espaço central, diversas áreas decorrem de operações urbanísticas já concretizadas ou interligadas com outras figuras de planeamento implicando uma visão integrada na abordagem territorial, inclusive por força da previsão de vias, circulares ou radiais, que condicionam de modo direto ou indireto a conceção das diversas figuras de planeamento. A articulação da variante à EN229 (prevista) com a 1.ª Circular Norte e intercetando a 2.ª Circular, determinou também uma nova estruturação territorial, recuperando em parte as áreas de afetação florestal do PDM/95 e reconvertendo-as em espaço florestal de conservação, inclusive pela localização de duas pedreiras de grande expressão e localizadas a nascente do IP5. Grande parte desta freguesia está contida na Unidade de Intervenção Integrada de Planeamento I, que diz respeito à zona periurbana/urbana de Viseu envolvida pelo IP3, IP5 e A25. Analisando o Gráfico 54, referente ao PDM em vigor, é visível a grande expressão do uso florestal e do espaço urbano e urbanizável. As outras classes de espaço dizem respeito ao espaço natural, área verde e áreas de equipamento. Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável (PDM95), dos 574,42ha, constata-se que 63,26% se encontram consolidados, e dos 55,16ha de reajustamento, 57,72% já estão consolidados. Comparando o Gráfico 55 referente à proposta de ordenamento com o Gráfico 54, verifica-se que houve algumas alterações, nomeadamente ao nível do uso florestal que foi reduzido em 8,6%, tendo o uso agrícola por sua vez aumentado 3,7%. As outras qualificações de solo rural referem-se a espaço natural, espaço florestal condicionado, áreas de edificação dispersa, espaço canal e espaços afetos à exploração de recursos geológicos. 145
146 14,68% 43,85% 5,86% ORDENAMENTO PDM95 34,85% 0,76% Espaço urbano e urbanizável Espaço Industrial Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) Uso Agricola (espaço agricola I e II) Outras classes de espaço Gráfico 54 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Rio de Loba; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. 6,45% ORDENAMENTO PROPOSTA 18,35% 35,29% 1,65% 38,26% Outras qualificações de solo urbano Solo urbano: Espaço de atividades económicas Uso Florestal Uso Agricola Outras qualificações de solo rural Gráfico 55 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Rio de Loba; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 146
147 Dados Descritivos da Freguesia de Santos Evos Nesta freguesia, localiza-se parte da variante à EN229 (prevista) que permitirá uma articulação sensível da geografia das acessibilidades, potenciando a localização de polos de espaços de atividades económicas. A Circular Externa Concelhia desenvolve-se a nascente e a sul dos limites da freguesia, potenciando no futuro um interesse acrescido em termos de desenvolvimento urbano. Pela análise do Gráfico 56, referente ao PDM em vigor nota-se a grande expressão do uso florestal, seguindo-se o uso agrícola. As outras classes de espaço dizem respeito somente ao espaço natural. Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável, constata-se que dos 134ha, 76,4% se encontram consolidados, e dos 53,62ha de reajustamento, 46,6% já estão consolidados. Comparando o Gráfico 57 referente à proposta de ordenamento com o Gráfico 56, verifica-se que houve algumas alterações, nomeadamente ao nível do uso florestal que foi reduzido em cerca de 18%, tendo o uso agrícola por sua vez aumentado 11,58%. As outras qualificações de solo rural referem-se a espaço natural e áreas de edificação dispersa. 147
148 ORDENAMENTO PDM95 16,18% 3,37% 11,22% 69,22% Espaço urbano e urbanizável Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) Uso Agricola (espaço agricola I e II) Outras classes de espaço Gráfico 56 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Santos Evos; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. ORDENAMENTO PROPOSTA 5,26% 15,82% 27,76% 51,16% Outras qualificações de solo urbano Uso Florestal Uso Agricola Outras qualificações de solo rural Gráfico 57 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Santos Evos; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 148
149 Dados Descritivos da Freguesia de Povolide A previsão da Circular Externa Concelhia, a barragem de Fagilde e o expressivo aproveitamento vitivinícola, caracterizam entre outros aspetos a freguesia de Povolide, visando-se com a proposta de ordenamento uma articulação efetiva de áreas representativas afetas a espaço natural, espaço agrícola de produção e espaço florestal de produção, assegurando-se uma maior nucleação em certos aglomerados, embora aceitando-se que a morfologia urbana tem uma componente relativamente expressiva em termos de expansão linear, dadas as suas características intrínsecas. Pela análise do Gráfico 58, referente ao PDM em vigor nota-se a grande expressão do uso florestal, seguindo-se as outras classes de espaço, que neste caso é apenas o espaço natural. Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável, constata-se que dos 163,91ha, 73,61% se encontram consolidados, e dos 84,15ha de reajustamento para aglomerado, 42,73% já estão consolidados. Comparando o Gráfico 59 referente à proposta de ordenamento com o Gráfico 58, verifica-se que houve algumas alterações, nomeadamente ao nível do uso florestal que foi reduzido em cerca de 17%. O uso agrícola por sua vez aumentou 20,94%. As outras qualificações de solo rural referem-se a espaço natural, áreas de edificação dispersa, aglomerados rurais e espaço destinado a equipamentos e outras estruturas ou ocupações compatíveis com o estatuto em solo rural. 149
150 ORDENAMENTO PDM95 28,58% 18,91% 8,07% 0,40% 44,04% Espaço urbano e urbanizável Espaço Industrial Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) Uso Agricola (espaço agricola I e II) Outras classes de espaço Gráfico 58 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Povolide; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. ORDENAMENTO PROPOSTA 20,90% 39,86% 11,93% 0,35% 26,97% Outras qualificações de solo urbano Solo urbano: Espaço de atividades económicas (0,35%) Uso Florestal Uso Agricola Outras qualificações de solo rural Gráfico 59 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Povolide; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 150
151 Dados Descritivos de Torredeita A proposta de ordenamento visa disciplinar a ocupação bem como garantir a integração dos valores paisagísticos e ambientais, considerando para o efeito a articulação com IP5, A25 e o corredor da Circular Externa Concelhia, bem como a possibilidade de articulação em fase posterior com uma via integrada na malha complementar proposta. A ciclovia cartografada na planta de Estrutura Ecológica Municipal apresenta um fator acrescido de qualidade da valorização das componentes ambientais, potenciadas em termos de fruição pela existência da Escola Profissional de Torredeita. Pela análise do Gráfico 60, referente ao PDM em vigor nota-se a grande expressão do uso florestal, seguindo-se o uso agrícola com 23%. Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável (PDM95 com a reclassificação de solo urbano para rural), constata-se que dos 239,5ha, 67,97% se encontram consolidados, e dos 34,18ha de reajustamento, 29,14% já estão consolidados. Comparando o Gráfico 61 referente à proposta de ordenamento com o Gráfico 60, verifica-se que houve algumas alterações. O uso agrícola aumentou cerca de 3,36%, bem como as outras classes de espaço que passam de 0,03% para 4,35%. As outras qualificações de solo rural referem-se a áreas de edificação dispersa, espaço canal, devido ao traçado da A25 e IP5 e espaços afetos à exploração de recursos geológicos / Concessão mineira. 151
152 23,00% ORDENAMENTO PDM95 0,03% 16,47% 7,75% 52,75% Espaço urbano e urbanizável Espaço Industrial Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) Uso Agricola (espaço agricola I e II) Outras classes de espaço (0,03%) Gráfico 60 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Torredeita; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. ORDENAMENTO PROPOSTA 4,37% 17,48% Outras qualificações de solo urbano 26,37% 1,27% Solo urbano: Espaço de atividades económicas Uso Florestal 50,51% Uso Agricola Gráfico 61 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Torredeita; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 152
153 Dados Descritivos de São Cipriano A proposta de ordenamento nesta freguesia visa integrar as diversas componentes de organização territorial, considerando os traçados da A24, A25, em parte a Circular Externa Concelhia, e da própria EN337-1 enquanto radial. Pela análise do Gráfico 62, referente ao PDM em vigor nota-se a grande expressão do uso florestal com 75,4%, seguindo-se o uso agrícola com14,5%. Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável (PDM95 com a reclassificação de solo urbano para rural), constata-se que dos 118,53ha, 75,7% se encontram consolidados, e dos 36,14ha de reajustamento (com fim para aglomerado), 41,5% já estão consolidados. Comparando o Gráfico 63 referente à proposta de ordenamento com o Gráfico 62, verifica-se que houve alterações bastante significativas. O uso florestal foi reduzido em cerca de 17%, por sua vez o uso agrícola aumentou cerca de 10,6%. As outras qualificações de solo rural referem-se a áreas de edificação dispersa, aglomerados rurais e espaço natural. 153
154 ORDENAMENTO PDM95 14,52% 10,05% Espaço urbano e urbanizável Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) Uso Agricola (espaço agricola I e II) 75,43% Gráfico 62 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de São Cipriano; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. ORDENAMENTO PROPOSTA 4,43% 12,27% 25,07% 58,24% Outras qualificações de solo urbano Uso Florestal Uso Agricola Outras qualificações de solo rural Gráfico 63 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de São Cipriano; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 154
155 Dados Descritivos de São Salvador Semelhantemente a outras freguesias, em contiguidade com as freguesias afetas a espaço central, diversas áreas decorrem de operações urbanísticas já concretizadas ou interligadas com outras figuras de planeamento implicando uma visão integrada na abordagem territorial, inclusive por força da previsão de vias, circulares ou radiais, que condicionam de modo direto ou indireto a conceção das diversas figuras de planeamento. Pela análise do Gráfico 64, referente ao PDM em vigor é visível a expressão do uso florestal com 52,75%. A segunda maior percentagem com 34,35% é ocupada pelo espaço urbano e urbanizável. O uso agrícola ocupa apenas 6,52% da freguesia. As outras classes de espaço com 6,36% referem-se ao espaço natural, parque urbano e a área de equipamento. Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável (PDM95 com a reclassificação de solo urbano para rural), constata-se que dos 234,61ha, 76,92% se encontram consolidados, e dos 20,83ha de reajustamento, 51,70% já estão consolidados. As outras qualificações de solo rural referem-se a espaço natural. O uso florestal foi reduzido em 9,6%, contudo ainda ocupando a maior parcela da freguesia, sendo relevante referir a existência de uma mancha integrada em espaço florestal de conservação a norte da U.E.22, cuja importância em termos ambientais é evidente. 155
156 ORDENAMENTO PDM95 6,52% 6,36% 34,35% Espaço urbano e urbanizável Espaço Industrial Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) Uso Agricola (espaço agricola I e II) 52,75% 0,02% Outras classes de espaço Gráfico 64 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de São Salvador; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. ORDENAMENTO PROPOSTA 13,61% 43,16% 4,61% 0,01% 38,61% Outras qualificações de solo urbano Solo urbano: Espaço de atividades económicas Uso Florestal Uso Agricola Outras qualificações de solo rural Gráfico 65 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de São Salvador; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 156
157 Dados Descritivos de Repeses Semelhantemente a outras freguesias, em contiguidade com as freguesias afetas a espaço central, diversas áreas decorrem de operações urbanísticas já concretizadas ou interligadas com outras figuras de planeamento implicando uma visão integrada na abordagem territorial, inclusive por força da previsão de vias, circulares ou radiais, que condicionam de modo direto ou indireto a conceção das diversas figuras de planeamento. A existência de diversos estabelecimentos de ensino de grau superior ou secundário, bem como a previsão da 2.ª Circular passível de em fase posterior ser articulada com o IC37, após a definição do Corredor Ferroviário efetivo, implica que a área em causa reúne potencialidades para a efetivação de um interface rodo/ferroviário, com incidência direta nas zonas envolventes. Pela análise do Gráfico 66, referente ao PDM em vigor nota-se a grande expressão do espaço urbano e urbanizável com 51,16%. As outras classes de espaço englobam áreas verdes e áreas de equipamento. Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável (PDM95 com a reclassificação de solo urbano para rural), constata-se que dos 162,23ha, 64,03% se encontram consolidados, e dos 27,72ha de reajustamento, 28,3% já estão consolidados. Estão previstas áreas destinadas à elaboração de planos de pormenor e unidades de execução. O uso florestal foi reduzido em 11%, e o uso agrícola e solo urbano: espaço de atividades económicas aumentaram em 5,3% e 6% respetivamente. 157
158 8,43% 3,72% 33,45% 3,24% ORDENAMENTO PDM95 51,16% Espaço urbano e urbanizável Espaço Industrial Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) Uso Agricola (espaço agricola I e II) Outras classes de espaço Gráfico 66 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Repeses; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. 9,01% ORDENAMENTO PROPOSTA 22,44% 9,33% 59,22% Outras qualificações de solo urbano Solo urbano: Espaço de atividades económicas Uso Florestal Uso Agricola Gráfico 67 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Repeses; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 158
159 Dados Descritivos de Ranhados Semelhantemente a outras freguesias, em contiguidade com as freguesias afetas a espaço central, diversas áreas decorrem de operações urbanísticas já concretizadas ou interligadas com outras figuras de planeamento implicando uma visão integrada na abordagem territorial, inclusive por força da previsão de vias, circulares ou radiais, que condicionam de modo direto ou indireto a conceção das diversas figuras de planeamento. O desenvolvimento urbanístico expressivo, foi suportado pelo Plano de Pormenor (AP2), tendo em conta a sua interligação com as vias Radial e Circular (respetivamente a EN231 e a 1.ª Circular Sul), decorrendo de novos planos de pormenor, a elaborar, com uma abordagem claramente valorativa das componentes ambiental, ecológica e paisagística. A área localizada entre o Viso Sul e Ranhados será objeto de um Plano de Pormenor que articule áreas já urbanizadas, e ao mesmo tempo possibilite a reserva para a implantação de equipamentos ou de espaços verdes de utilização coletiva, potenciando a articulação ao nível viário, face à densidade da malha prevista, em função de operações urbanísticas ou outras iniciativas decorrentes de ações conjuntamente assumidas com a Câmara Municipal de Viseu. Pela importância de certas zonas localizadas em solo rural, está prevista a sul da 2.ª Circular, uma zona integrada em espaço florestal de conservação e contigua a espaço agrícola de produção, constituindo-se como uma expressiva base territorial em termos de mais-valia ambiental e suporte da biodiversidade, articulando-se também, com uma expressiva área integrada em espaço florestal de produção, localizada parcialmente na freguesia de Fragosela. Pela análise do Gráfico 68, referente ao PDM em vigor nota-se a grande expressão do espaço urbano e urbanizável com 56,28%. As outras classes de espaço (PDM95) englobam área verde e área de equipamentos. Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável (PDM95 com a reclassificação de solo urbano para rural), constata-se que dos 350,16ha, 69% se encontram consolidados, e dos 7,6ha de reajustamento, 57% já estão consolidados. As outras qualificações de solo rural referem-se a espaço natural. 159
160 11,63% 12,04% 16,78% 3,27% ORDENAMENTO PDM95 56,28% Espaço urbano e urbanizável Espaço Industrial Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) Uso Agricola (espaço agricola I e II) Outras classes de espaço Gráfico 68 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Ranhados; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. 11,96% 0,25% ORDENAMENTO PROPOSTA 19,35% 2,14% 66,31% Outras qualificações de solo urbano Solo urbano: Espaço de atividades económicas Uso Florestal Uso Agricola Outras qualificações de solo rural Gráfico 69 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Ranhados; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 160
161 Dados Descritivos de Fragosela A proposta de ordenamento visa colmatar a estrutura de povoamento existente, procurando-se potenciar uma maior nucleação em certos aglomerados, pelo espessamento de solo urbano, sem prejuízo da importância assumida pelos espaços afetos a atividades económicas, prevendo-se ao nível do parque Empresarial de Coimbrões uma nova expansão do mesmo, em contiguidade com o limite Norte. As malhas viárias previstas, que pela sua importância e particularmente pela sua densidade, revestem-se de uma importância primordial não só para a freguesia (em termos de condicionamentos), mas também ao nível da malha viária estruturante do concelho e salvaguardando-se a otimização do traçado da A25. Pela análise do Gráfico 70, referente ao PDM em vigor é visível a expressão do uso florestal com 55,73%, seguindo-se o espaço urbano e urbanizável com 29,87%. Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável (PDM95 com a reclassificação de solo urbano para rural), constata-se que dos 239,45ha, 78,17% se encontram consolidados, e dos 29,82ha de reajustamento, 33,67% já estão consolidados. O uso florestal foi reduzido em 22,75%, o uso agrícola aumentou 19%, bem como o espaço de atividades económicas que aumentou 7,3%. As outras qualificações de solo rural referem-se a áreas de edificação dispersa, aglomerado rural e espaço canal devido ao traçado da A
162 ORDENAMENTO PDM95 14,09% 0,23% 29,87% Espaço urbano e urbanizável Espaço Industrial (0,08%) Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) 0,08% Uso Agricola (espaço agricola I e II) 55,73% Outras classes de espaço (0,23%) Gráfico 70 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Fragosela; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. ORDENAMENTO PROPOSTA 33,31% 1,93% 24,39% Outras qualificações de solo urbano Solo urbano: Espaço de atividades económicas 7,38% Uso Florestal Uso Agricola 32,99% Outras qualificações de solo rural Gráfico 71 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Fragosela; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 162
163 Dados Descritivos de Boaldeia Dadas as características morfológicas, orográficas e pedológicas da freguesia e as tendências de consolidação de solo urbano, tornou-se pertinente uma maior nucleação do aglomerado, potenciando uma expansão no sentido de Viseu, ao longo da estrada municipal, e anulando uma área prevista no PDM/95 no limite poente da freguesia. Reconfigurou-se a área afeta a espaço de atividades económicas e potenciou-se o limite da freguesia como área integrada na Estrutura Ecológica Municipal, como modo até de assegurar uma certa identidade paisagística e ambiental na zona envolvente dos nós da A25 e IP5. Pela análise do Gráfico 72, referente ao PDM em vigor é visível a expressão do uso florestal com 58,57%, seguindo-se o uso agrícola com 19,36%. O espaço industrial ocupa uma percentagem de 7,36% Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável (PDM95 com a reclassificação de solo urbano para rural), constata-se que dos 93,58ha, 71,6% se encontram consolidados, e dos 20,72ha de reajustamento, 24,8% já estão consolidados. As outras qualificações de solo rural referem-se a área de edificação dispersa e espaço canal devido ao traçado da A25. ORDENAMENTO PDM95 19,36% 1,42% 13,29% 7,36% Espaço urbano e urbanizável Espaço Industrial Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) Uso Agricola (espaço agricola I e II) 58,57% Outras classes de espaço Gráfico 72 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Boaldeia; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. 20,60% 2,48% 62,33% 13,44% 1,15% ORDENAMENTO PROPOSTA Outras qualificações de solo urbano Solo urbano: Espaço de atividades económicas Uso Florestal Uso Agricola Outras qualificações de solo rural Gráfico 73 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Boaldeia; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 163
164 Dados Descritivos de Farminhão A proposta de ordenamento visa compatibilizar a estrutura de povoamento, tendo em conta a colmatação associada a uma nucleação parcial dos diversos aglomerados, e potenciando a existência do equipamento do golfe, associado a um processo de requalificação e urbanização, de modo a assegurar a sua adequada integração e sustentabilidade. Por essa razão considera-se pertinente a articulação da estrutura do povoamento consolidada com a área afeta a espaço de uso especial (EUE) disciplinada com base numa abordagem integrada do território, constituindo-se como uma Unidade Operativa de Planeamento e Gestão (UOPG), e potenciando as acessibilidades decorrentes quer do novo traçado para o IP3 (nomeadamente pela redefinição do nó de São Miguel de Outeiro ), quer pela previsão de uma via inserida em Malha Complementar, e suscetível de ser articulada com a A25, a médio prazo. A previsão da Circular Externa Concelhia e dada a natureza da orografia deverá ser definida com base em estudos complementares, embora fiquem salvaguardados os corredores suscetíveis de ser ponderados; a ciclovia articulada com as freguesias contiguas constitui-se como um elemento de reforço das componentes ambientais do território. Pela análise do Gráfico 74, referente ao PDM em vigor é visível a expressão do uso florestal com 50,84%, que ocupa metade da área desta freguesia. A segunda maior percentagem com 20,07% é ocupada pelo uso agrícola. O espaço industrial mais propriamente espaço de indústria extrativa, ocupa uma percentagem de 4,52%. As outras classes de espaço enunciadas no Gráfico 74 dizem respeito a área de equipamento ou de reserva. Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável (PDM95 com a reclassificação de solo urbano para rural), constata-se que dos 88,17ha, 69,83% se encontram consolidados, e dos 71,01ha de reajustamento, 21,98% já estão consolidados. Comparando o Gráfico 75 referente à proposta de ordenamento com o Gráfico 74, verifica-se que houve alterações, nomeadamente ao nível do espaço de indústria extrativa que deixa de existir. As outras qualificações de solo rural referem-se a áreas de edificação dispersa. 164
165 20,07% 15,62% 8,96% 4,52% ORDENAMENTO PDM95 50,84% Espaço urbano e urbanizável Espaço Industrial Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) Uso Agricola (espaço agricola I e II) Outras classes de espaço Gráfico 74 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Farminhão; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. ORDENAMENTO PROPOSTA 20,65% 2,02% 23,87% Outras qualificações de solo urbano Uso Florestal Uso Agricola 53,47% Outras qualificações de solo rural Gráfico 75 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Farminhão; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 165
166 Dados Descritivos de Fail A proposta de ordenamento fortemente influenciada pela existência do corredor ecológico do rio Pavia e ribeira de Asnes e pelo conjunto de troços da A24 e IP3, praticamente contíguos, constitui-se como um reforço da morfologia urbana existente no sentido nascente e poente, de algum modo condicionadas pela previsão da Circular Externa Concelhia. Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável (PDM95 com a reclassificação de solo urbano para rural), constata-se que dos 68,63ha, 76,8% se encontram consolidados, e dos 17,81ha de reajustamento, 47% já estão consolidados. Comparando o Gráfico 77 referente à proposta de ordenamento com o Gráfico 76, verifica-se que houve alterações, nomeadamente ao nível do uso florestal que reduz em 10,75%, passando de 79,03% para 68,27% As outras qualificações de solo rural referem-se a áreas de espaço canal devido ao traçado da A24. ORDENAMENTO PDM95 9,15% 0,37% 11,46% Espaço urbano e urbanizável Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) Uso Agricola (espaço agricola I e II) Outras classes de espaço 79,03% Gráfico 76 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Fail; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. 17,84% 1,09% 12,79% ORDENAMENTO PROPOSTA Outras qualificações de solo urbano Uso Florestal Uso Agricola 68,27% Outras qualificações de solo rural Gráfico 77 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Fail; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 166
167 Dados Descritivos de Vila Chã de Sá A proposta de ordenamento visa nuclear e colmatar a estrutura urbana, potenciando a existência de uma linha de água integrada em espaço agrícola de produção, que pela sua localização se reveste de uma importância acrescida em termos ambientais e paisagísticos, salvaguardando contudo uma articulação viária entre a EN2 e a estrutura urbana de Vila Chã de Sá. Complementarmente é definida uma zona afeta a Plano de Intervenção em Espaço Rural (PIER), bem como se procedeu a uma reclassificação de solo urbano em solo rural (nomeadamente na componente de espaço industrial). Pela análise do Gráfico 78, referente ao PDM em vigor é visível a expressão do uso florestal com 53,67%, que ocupa um pouco mais de metade da área desta freguesia. A segunda maior percentagem com 24,51% é ocupada pelo espaço urbano e urbanizável. O espaço industrial ocupa uma percentagem de 3,77%. Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável (PDM95 com a reclassificação de solo urbano para rural), constata-se que dos 211,32ha, 80,37% se encontram consolidados, e dos 44,47ha de reajustamento, 37,9% já estão consolidados. Comparando o Gráfico 79 referente à proposta de ordenamento com o Gráfico 78, verifica-se que houve alterações, nomeadamente ao nível do espaço industrial que deixa de existir. O uso florestal teve uma redução de 9,64% e o uso agrícola um aumento de 5,95%. As outras qualificações de solo rural referem-se a áreas de edificação dispersa sujeitas a plano de intervenção em espaço rural, aglomerados rurais e espaço canal, devido ao traçado da A
168 18,03% 53,67% 0,02% ORDENAMENTO PDM95 24,51% 3,77% Espaço urbano e urbanizável Espaço Industrial Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) Uso Agricola (espaço agricola I e II) Outras classes de espaço Gráfico 78 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Vila Chã de Sá; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. 3,39% ORDENAMENTO PROPOSTA 23,98% 28,61% Outras qualificações de solo urbano Uso Florestal Uso Agricola 44,03% Outras qualificações de solo rural Gráfico 79 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Vila Chã de Sá; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 168
169 Dados Descritivos de S. João de Lourosa A proposta de ordenamento visa assegurar uma maior unificação da estrutura de povoamento, tendo em conta a sua singularidade em termos de morfologia urbana, com base numa expansão linear, baseada em áreas a colmatar e outras a expandir, em boa medida condicionadas pela existência da A25, corredor previsto para o IC37 e corredor proposto da Circular Externa Concelhia, que dada a orografia do terreno, apresenta variantes pontuais. É salvaguardado um corredor para a retificação do traçado da A25, no sentido de conferir uma maior coerência ao respetivo traçado. Dada a existência do rio Dão e as termas de Alcafache, bem como a sua relação com o corredor ecológico previsto no PROF, fica cartografado uma área afeta a Estrutura Ecológica Municipal, representativa da importância ambiental, paisagística e ecológica das áreas afetadas, que em parte são suporte das diversas hipóteses dos novos corredores ferroviários previstos. A exposição solar de grande parte da área geográfica da freguesia, determinou a expressiva afetação a espaço agrícola de produção, conjugando-se este fator com as orientações do PROT-C, para um reequacionar das áreas afetas a espaço agrícola II e espaço florestal II em espaço agrícola de produção ou espaço florestal de produção. Pela análise do Gráfico 80, referente ao PDM em vigor é visível a expressão do uso florestal com 60,67% A segunda maior percentagem com 19,75% é ocupada pelo espaço urbano e urbanizável, seguindo-se o uso agrícola com 18,14%. As outras classes de espaço com 0,6% referem-se somente a área verde. Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável (PDM95 com a reclassificação de solo urbano para rural), constata-se que dos 462,84ha, 78,03% se encontram consolidados, e dos 138,6ha de reajustamento, 52,2% já estão consolidados. O uso agrícola passou de 18,14% para 34,10%, o espaço de atividades económicas aumentou cerca de 2,33%. As outras qualificações de solo rural referem-se a espaço natural e áreas de edificação dispersa. 169
170 ORDENAMENTO PDM95 18,14% 0,60% 19,75% Espaço urbano e urbanizável 0,84% Espaço Industrial Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) Uso Agricola (espaço agricola I e II) Outras classes de espaço 60,67% Gráfico 80 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de São João de Lourosa; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. ORDENAMENTO PROPOSTA 34,10% 4,59% 23,16% 3,17% Outras qualificações de solo urbano Solo urbano: Espaço de atividades económicas Uso Florestal Uso Agricola 34,98% Outras qualificações de solo rural Gráfico 81 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de São João de Lourosa; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 170
171 Dados Descritivos de Silgueiros A proposta de ordenamento visa nuclear, colmatar e expandir pontualmente as estruturas de povoamento diferenciadas da freguesia, potenciando uma conformação mais compacta do espaço agrícola de produção, tendo em conta a relevância da componente vitivinícola (com incidência direta nos espaço designados por espaço agrícola II e espaço florestal II / PDM95), se bem que nestas áreas seja possível em parte optar por uma reafectação a reajustamentos ou áreas de edificação dispersa. Pela sua importância o espaço florestal de produção e dada a articulação do corredor ecológico do rio Dão, integra também uma área afeta a espaço florestal de conservação, que coincide com a galeria ripícola do rio Dão, salvaguardando-se uma área de conetividade bastante expressiva ao nível do limite poente da freguesia, de modo a unificar diversas linhas de água em termos ambientais e ecológicos. Pela análise do Gráfico 82, referente ao PDM em vigor é visível a expressão do uso florestal com 73,99% A segunda maior percentagem com 14,11% é ocupada pelo uso agrícola, seguindo-se o espaço urbano e urbanizável com 10,74%. As outras classes de espaço com 1,16% refere-se somente a área de equipamento. Da análise do grau de consolidação do espaço urbano e urbanizável (PDM95 com a reclassificação de solo urbano para rural), constata-se que dos 348,76ha, 76,39% se encontram consolidados, e dos 116,35ha de reajustamento, 51,25% já estão consolidados. O uso agrícola passou de 14,11% para 38,79%. As outras qualificações de solo rural referemse a áreas de edificação dispersa, aglomerado rural e pedreiras. 171
172 14,11% 1,16% 10,74% ORDENAMENTO PDM95 Espaço urbano e urbanizável Uso Florestal (espaço florestal I, II e III) Uso Agricola (espaço agricola I e II) Outras classes de espaço 73,99% Gráfico 82 Usos do solo relativos ao PDM de 1995 (Plano em vigor) para a freguesia de Silgueiros; dados retirados da planta de ordenamento em vigor. ORDENAMENTO PROPOSTA 2,24% 12,95% 38,79% 46,02% Outras qualificações de solo urbano Uso Florestal Uso Agricola Outras qualificações de solo rural Gráfico 83 Usos do solo relativos à proposta de PDM para a freguesia de Silgueiros; dados retirados da proposta de planta de ordenamento. 172
173 II.4 Atividades Económicas II.4.1 Introdução No contexto da Região centro, o Distrito de Viseu e, em particular, a parte centro-sul Dão- Lafões ocupa um espaço próprio com características que fazem deste território um lugar de charneira entre o Interior e o Litoral beirão. Os movimentos demográficos e a atividade empresarial são bem a prova de que estamos em presença de uma atividade socioeconómica distinta e de transição dentro do espaço regional mais amplo. Assiste-se ao reforço do movimento de urbanização da população e, simultaneamente, a iniciativa empresarial tem crescido ao abrigo de programas de incentivos que favorecem o aparecimento de novos empreendedores e a concretização de novas ideias dos empresários existentes. Este movimento da atividade empresarial reforçou o peso do sector da Construção Civil que apresentou um dinamismo interessante. O crescimento do sector da Construção Civil e Obras Publicas, associado à crescente procura de habitação nos centros urbanos e, em particular, na cidade de Viseu é, certamente, um fator de dinamismo associado a outras atividades da mesma fileira, como a indústria das madeiras, a indústria da metalomecânica ligeira ou o comércio de inputs diversos para a construção. Num estudo realizado em 1998 às maiores empresas industriais foram constituídos dois grupos de empresas, um formado por aquelas que têm pelo menos uma atividade exportadora regular e um outro pelas restantes. Da análise sobre os resultados obtidos constatou-se que as empresas que têm pelo menos uma atividade exportadora se distinguem das outras pelo facto de operarem em mercados mais competitivos e mais exigentes, obtiveram melhor performance económica, têm um melhor desempenho comercial e uma gestão interna da organização também mais exigentes no que respeita ao enquadramento dos trabalhadores e à qualificação profissional. Os anos 90 vieram confirmar o importante papel da cidade de Viseu enquanto fator da atividade para a região; reforçaram o papel do sector da construção civil; representaram um esforço de maior abertura da região ao exterior, embora se reconheçam algumas fraquezas na sua internacionalização e na imagem que alguns sectores têm desta região. Apesar do fraco grau de internacionalização, a economia da região de Viseu está longe de ser uma economia que gire em torno de si mesma. As empresas viseenses disputam o mercado nacional, estão sujeitas à concorrência dentro de portas movida por empresas nacionais e estrangeiras que aqui fazem chegar os seus produtos e serviços por via de diferentes canais de distribuição. Sejam organizações com vocação eminentemente exportadora ou que 173
174 assentem em exclusivo a sua atividade na sua base doméstica, sentem com maior ou menor intensidade os efeitos da concorrência que se manifesta livremente, sem protecionismo. O crescimento do sector industrial na Região de Viseu tem-se feito desde os anos 70 em permanente articulação com o desenvolvimento da região. O processo de industrialização tem sido financiado por capitais exteriores (da União Europeia (UE), de investidores nacionais e estrangeiros) mas é verdade que muitas iniciativas empresariais na indústria nasceram sob o financiamento de recursos financeiros acumulados com origem quer no próprio sector industrial, quer nos sectores do comércio e da agricultura. Muitas iniciativas resultaram de decisões e do empenho de empresários que começaram a sua atividade no sector do comércio ou no sector agrícola. Assiste-se, por outro lado, a industriais que procuram diversificar os seus negócios para outros sectores, fora do secundário, umas vezes na atividade de hotelaria ou comércio e outras vezes nos sectores mais especializados da agricultura como, por exemplo, a vitivinicultura. Ao longo destes anos, o crescimento populacional dos centros urbanos (nomeadamente da cidade de Viseu e da "constelação urbana" que a rodeia) e a melhoria do poder de compra das populações foram alterando os hábitos de consumo e diversificando as necessidades. De cada vez que surgiam novas oportunidades, nasciam também na Região mais iniciativas e originando um adensamento e diversificação da malha empresarial. De acordo com a análise do Gráfico 84, verifica-se que o tecido empresarial no concelho de Viseu é manifestamente dominado pelas atividades comerciais (37,7%) e atividades da construção (16,6%), tendo as empresas ligadas á agricultura um peso relevante de 10,2%. 174
175 1,8% 4,2% 8,2% 4,2% 10,2% 0,2% 7,7% 0,01% 9,2% 16,6% 37,7% A+B- Agricultura, produção animal, sivicultura+pesca C- Indústrias extractivas D- Indústrias transformadoras E- Produção e distribuição de electricidade F- Construção G- Comércio por grosso e a retalho, reparação de veículos automóveis, motociclos e bens de uso pessoal e doméstico H- Alojamento e restauração (restaurantes e similares) I- Transportes, armazenagem e comunicações J- Actividades financeiras K- Actividades imobiliárias, alugueres e serviços prestados às empresas L a Q- Administração, Defesa e segurança Social Obrigatória; Educação; Saúde e Acção Social; Outras Actividades e Serviços Colectivos, Sociais e Pessoais;Famílias com Empregados Domésticos; Organismos Internacionais e outras Instituições Extra-Territoriai Gráfico 84 Empresas sedeadas no conselho de Viseu, segundo a CAE-Ver.2 (INE, 2004) II.4.2 Setor Primário II Generalidades Em 2001, o sector primário ocupava 5% da população ativa do concelho de Viseu, sendo 62,7% do sexo masculino. O sector secundário tinha um peso de 27% e o sector terciário é o que significativamente empregava mais população (68%) (Tabela 20,Gráfico 85). 175
176 Ramos de Atividade Económica ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 20 População residente empregada no concelho de Viseu por ramos de atividade económica e sexo, nas atividades que compõem o setor primário (INE, Recenseamento Geral da População e Habitação-2001 (Resultados Definitivos), 2002) HM H M População empregada no concelho de Viseu Agricultura Produção animal Produção agrícola e animal associadas At.serv.rel. a agric. prod.animal, serv. vet Caça, rep. cineg. ativ. dos serv. relacionados Silv.,expl. florestal e ativ. serv. relacionados Pesca, aquacult. e ativ. serv.relacionados Somatório do Setor Primário % 68% 27% Setor Primário Setor Secundário Setor Terciário Gráfico 85 População residente empregada no concelho de Viseu por ramo de atividade económica (INE, Recenseamento Geral da População e Habitação-2001 (Resultados Definitivos), 2002). Dentro do sector primário, por ramos de atividade económica, verifica-se que mais de 95% da população ativa se dedicava à agricultura, 2,6% à silvicultura, e aproximadamente 2% às outras atividades e serviços relacionados com a agricultura, produção animal e serviços veterinários (Gráfico 86). 176
177 1,77% 0,16% 2,60% Agricultura 95,47% Act.serv.rel. a agric. prod.animal, serv. vet Caça, rep. cineg. activ. dos serv. relacionados Silv.,expl. florestal e activ. serv. relacionados Gráfico 86 População empregada por ramo de atividade do setor primário (INE, Recenseamento Geral da População e Habitação-2001 (Resultados Definitivos), 2002). II Uso do Solo e Ocupação Cultural Pela análise dos Gráfico 87 e Gráfico 88, que de forma sintética revelam os valores percentuais de uso e ocupação cultural do solo para o concelho de Viseu, no período de 1990 e 2007, verifica-se um aumento significativo das áreas de floresta (de 54% para 66%) e áreas sociais (de 5,28 para 8%), reduzindo-se a área destinada á agricultura (de 30% para 24%). 0,57% 0,17% 66% 0,5% 8% 24% Áreas Sociais (ha) Agricultura (ha) Floresta (ha) Improdutivos (ha) Incultos (ha) Superfícies Aquáticas (ha) Gráfico 87 Uso do Solo do Concelho de Viseu (IGP, 2007). 177
178 1% 9% 0,17% 5,28% 30% Áreas Sociais (ha) Agricultura (ha) Floresta (ha) Improdutivos (ha) 54% Incultos (ha) Superfícies Aquáticas (ha) Gráfico 88 Uso do Solo do Concelho de Viseu (IGP, Plano Municipal da Defesa de Floresta Contra Incêndios, 2006). 178
179 Tabela 21 Uso do Solo do Concelho de Viseu por Freguesia (IGP, Carta de Ocupação de Solo, 2007). Freguesias Áreas Sociais (ha) Agricultura (ha) Floresta (ha) Improdutivos (ha) Incultos (ha) Superfícies Aquáticas (ha) Viseu 4297, , ,06 255,21 286,92 83,78 Abraveses 246,56 236,61 716,34 15,80 7,39 - Barreiros 20,51 204,79 375, Boa Aldeia 65,40 197,08 584,22 3, Bodiosa 178,26 532, ,14 6,29 144,31 - Calde 168,19 485, ,92 3,64 9,14 6,16 Campo 309,09 403,98 895,68 10,29 4,97 - Cavernães 59,91 353,14 896,64-4,68 - Cepões 87,96 460, ,09-9,10 - Coração de Jesus 188,15 16,00 23,33 5,54 0,37 - Cota 78,57 507, ,62-17,42 - Couto de Baixo 62,45 208,33 826,34 25,91-3,68 Couto de Cima 60,04 284,14 963,50 0,14 6,28 - Fail 45,34 114,81 513,61 1, Farminhão 158,68 211,68 726, Fragosela 129,30 362,66 604,81 7, Lordosa 134,72 510, ,63-32,15 - Silgueiros 137, , ,22 14,80 5,09 - Mundão 127,98 180, ,28 20,25 5,40 - Orgens 135,42 256,74 493,36 3,56 1,08 - Povolide 73,14 802, ,64 0,03 0,71 69,33 Ranhados 103,90 198,28 299,52 16,94 3,73 1,11 Ribafeita 73,75 421, ,42-1,34 0,59 Rio de Loba 348,47 430,00 935,85 53,73 6,98 - Santa Maria 198,71 59,41 83,81 6,71 2,08 - Santos Evos 56,88 326,25 802,20-0,35 - São Cipriano 97,40 312,46 840,18 1,88 8,77 - S. João de Lourosa 228, , ,25 13,44 1,88 - S. José 182,35 142,55 62,84 22,45 1,47 - S. Pedro de France 49,41 590, , São Salvador 84,26 103,87 440,06 11,58 6,41 - Torredeita 130,12 415, ,06 2,75 3,07 - Vil de Souto 73,86 173,63 559,78-1,28 1,85 Vila Chã de Sá 120,22 277,92 493,38 0,07 1,48 1,06 Repeses 81,89 68,58 197,11 7,
180 Figura 19 Carta de Uso e Ocupação do Solo do Concelho de Viseu (IGP, Carta de Ocupação de Solo, 2007). 180
181 II A Agricultura A atividade agrícola, pelo papel determinante que detém na provisão de bens alimentares essenciais à subsistência humana, apresenta-se como basilar na atividade económica de uma região. Apesar de, ao longo dos tempos a sua importância relativa ter vindo a diminuir, a atividade agrícola e florestal representam uma parte significativa do concelho de Viseu (90,3%) e detêm um papel importante não apenas no abastecimento alimentar, como também, ao nível da paisagem e proteção da natureza com todas as consequências que daí advêm para outras atividades, como por exemplo a turística. II Caracterização das explorações agrícolas do concelho de Viseu Os elementos que constituem a Estrutura Agrária de uma dada região ou País correspondem ao conjunto de características sócio estruturais e técnico-económicas das empresas agrícolas que nela se localizam. No ano 2009 foram recenseadas na Região Centro explorações agrícolas 9, correspondendo a uma ocupação de cerca de 31% do território regional, ou seja, ha, conduzindo a que a área média por exploração fosse de 8,4ha. No Dão-Lafões registou-se o maior número de explorações da região (cerca de 16,2% do total regional), as quais tinham, no entanto, uma dimensão média reduzida (4,4ha) Os valores que traduzem a realidade a nível do concelho de Viseu são inferiores aos anteriormente referidos, uma vez que, as explorações abrangiam cerca de 2,14% do território e essas explorações ocupavam, em média, 3,9ha (Tabela 22). 9 Exploração agrícola é uma unidade técnico-económica que utiliza em comum fatores de produção (mão-de-obra, máquinas, instalações, terrenos, etc.) e que tem de satisfazer, quatro condições: a) Produzir produtos agrícolas ou manter em boas condições agrícolas e ambientais as terras que já não são utilizadas para fins produtivos; b) Atingir ou ultrapassar uma certa dimensão (em termos de área e/ou número de animais); c) Estar localizada num local bem determinado e identificável; d) Estar submetida a uma gestão única. 181
182 Tabela 22 Indicadores relativos à estrutura das explorações agrícolas (INE, Recenceamento Geral da Agricultura, 1999 e 2009, 2010) Explorações (1) Superfície Total (2) Superfície Agrícola Utilizada (3) 2009 Variação Área Média por Nº das Exploração Peso da SAU nas Explorações (2)/(1) Explorações (3)/(2) (4) Superfície Agrícola Utilizada (SAU) (5) Nº Ha % Região Centro ,4 64,8-35,3-21,3 Dão Lafões ,4 53,5-30,6-22,3 Viseu ,9 51,9-49,9-39,8 As explorações agrícolas compreendem superfícies com utilizações diferenciadas. Para além da superfície agrícola utilizada (SAU) 10, que conjuga terras aráveis (quer limpas quer sob coberto de matas e florestas), culturas permanentes, pastagens permanentes e horta familiar, as explorações podem ainda ser compostas por área florestal sem aproveitamento agrícola simultâneo, superfícies agrícolas não utilizadas, mas suscetíveis de fácil recuperação para aproveitamento agrícola e outras superfícies como, por exemplo, edifícios, logradouros, caminhos, albufeiras, etc. 46% 1% 1% 52% Superfície Agrícola Utilizada (SAU) Matas e florestas sem cult. sob-coberto Superfície agrícola não utilizada Outras superfícies Gráfico 89 Decomposição da superfície das explorações agrícolas do concelho de Viseu (INE, Recenceamento Geral da Agricultura, 1999 e 2009, 2010). A SAU representa 52% da área das explorações, sendo clara a expressividade da mancha florestal existente no concelho de Viseu, onde as explorações com uma ocupação de matas e florestas sem aproveitamento agrícola são em simultâneo muito elevadas (46%) (Gráfico 89). A diminuição das explorações, entre os anos de 1999 e 2009 (-49,9%), foi acompanhada por um decréscimo na respetiva superfície total (-40,1%) e SAU (-39,8%) (Tabela 22). 10 Por superfície agrícola utilizada (S.A.U.) entende-se a área constituída pelas terras aráveis (limpas ou sob coberto de matas e florestas), culturas permanentes e prados e pastagens permanentes. 182
183 II Ocupação cultural dos terrenos agrícolas No que respeita à composição da SAU, pela análise do Gráfico 90, no período de 1999 a 2009, verifica-se essencialmente uma diminuição das culturas temporárias 11 em detrimento das culturas permanentes 12, de pousio 13 e de horta familiar. Gráfico 90 Composição da SAU das explorações agrícolas do concelho de Viseu (INE, Recenceamento Geral da Agricultura, 1999 e 2009, 2010). 11 Culturas cujo ciclo vegetativo não excede um ano (anuais) ou que são ressemeadas com intervalos que não excedem os cinco anos (por exemplo, prados temporários). Não estão aqui consideradas as culturas temporárias sob coberto de culturas permanentes. 12 Superfícies semeadas ou espontâneas, em geral herbáceas, destinadas a serem comidas pelo gado no local em que vegetam, mas que acessoriamente podem ser cortadas em determinados períodos do ano. Não estão incluídas numa rotação e ocupam o solo por um período superior a 5 anos. Apenas foram consideradas as pastagens permanentes que não se encontram sob coberto de culturas permanentes. 13 Áreas incluídas no afolhamento ou rotação, trabalhadas ou não, sem fornecer colheitas durante o ano agrícola, tendo em vista o melhoramento das superfícies. Inclui as superfícies em regime de pagamento único (RPU) sem produção. 183
184 Superfície (Ha) ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO II Culturas temporárias Na ocupação da maioria dos terrenos com culturas temporárias, a cultura principal 14 era representada, em 2009, pelos cereais para grão (46%) e as culturas forrageiras 15 (39%), estando esta intimamente associada à alimentação animal. No entanto, verificou-se um decréscimo muito acentuado na produção de batata e das culturas hortícolas, respetivamente de 58% e 67% (Gráfico 91 e Tabela 23) Cereais para grão Leguminosa s secas para grão Prados temporários Culturas forrageiras Batata Culturas industriais Culturas hortícolas Flores e plantas ornamentais Outras culturas temporárias Gráfico 91 Superfície das culturas temporárias (ha) no concelho de Viseu (INE, Recenceamento Geral da Agricultura, 1999 e 2009, 2010). 14 Na mesma parcela de terreno podem efetuar-se sucessivamente duas culturas no mesmo ano agrícola. Considerase como principal a que proporciona maior rendimento sob o ponto de vista económico, designando-se secundária sucessiva à outra cultura. 15 Plantas herbáceas destinadas ao corte antes de atingirem a maturação completa para serem dadas ao efetivo animal em verde ou, depois de conservadas, como feno ou silagem. 184
185 Superfície (Ha) ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 23 Variação percentual da superfície das culturas temporárias nas explorações agrícolas do concelho de Viseu (INE, Recenceamento Geral da Agricultura, 1999 e 2009, 2010) % Variação 99/2009 Cereais para grão Leguminosas secas para grão Prados temporários Culturas forrageiras Batata Culturas industriais Culturas hortícolas Flores e plantas ornamentais Outras culturas temporárias II Culturas permanentes Ao nível das culturas permanentes é de salientar a importância crescente do olival, cuja superfície teve um aumento de 41,7% na última década, relativamente ao seu peso no total da superfície das culturas permanentes. Apesar de menos relevante, em termos de superfície, também os frutos subtropicais e os citrinos apresentam acréscimos significativos. O decréscimo mais acentuado verifica-se na vinha com uma redução de 32,5% de superfície (Gráfico 92 e Tabela 24) Frutos frescos (excepto citrinos) Citrinos Frutos subtropicais Frutos de casca rija Olival Vinha Outras culturas permanentes Gráfico 92 Superfície das culturas permanentes (ha) no concelho de Viseu (INE, Recenceamento Geral da Agricultura, 1999 e 2009, 2010). 185
186 Tabela 24 Variação percentual da superfície das culturas permanentes nas explorações agrícolas do concelho de Viseu (INE, Recenceamento Geral da Agricultura, 1999 e 2009, 2010) % Variação 99/2009 Frutos frescos (excepto citrinos) 7,8 10,8-41,0 Citrinos 0,3 0,2 16,7 Frutos sub-tropicais 0,12 0,06 50,0 Frutos de casca rija 3,6 3,3-11,32 Olival 33,6 19,4 41,7 Vinha 54,5 66,1-32,5 Outras culturas permanentes 0,1 0,2-40,0 II Breve Caracterização da Região Demarcada do Dão A cultura da vinha é uma das culturas de maior importância do sector agrícola do concelho de Viseu, daí esta breve caracterização de forma a analisar a sua importância no sector económico, com influências ao nível sociocultural. A zona demarcada para a produção de vinhos com denominação de origem Dão situa-se ao centro de Portugal, na metade sul da província da Beira Alta, ocupando a bacia do rio Mondego e do seu principal afluente, o Dão. Estende-se por quase quilómetros quadrados, sendo quase 5% ocupados por vinha. Abrange 16 concelhos: no distrito de Coimbra, Arganil, Oliveira do Hospital e Tábua; no distrito da Guarda: Aguiar da Beira, Fornos de Algodres, Gouveia e Seia; no distrito de Viseu: Carregal do Sal, Mangualde, Mortágua, Nelas, Penalva do Castelo, Santa Comba Dão, Sátão, Tondela e Viseu (IVV, 1996). Neste território, distinguem-se ainda 7 sub-regiões: Alva, Besteiros, Castendo, Serra da Estrela, Silgueiros, Terras da Azurara e Terras de Senhorim, cuja designação pode ser utilizada em complemento da denominação de origem dos vinhos Dão, desde que estes sejam obtidos exclusivamente a partir de uvas produzidas e vinificadas naquelas áreas (IVV, 1996). Segundo dados da Comissão Vitivinícola Regional do Dão (CVRD), a produção média anual de Vinho do Dão é de hl, o que corresponde a uma importância média no volume de produção nacional de 5 a 6%. Um dos principais problemas da produção de vinho na região do Dão, está associado à idade das vinhas, a qual é de um modo geral muito elevada. As vinhas não consociadas representam cerca de 25% da área de vinha da região, segundo dados do Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão, a restante, para além da cultura da vinha, tem outro tipo de cultura associada tal como: oliveiras, árvores de fruto e diversas culturas. As freguesias do concelho de Viseu em cuja vinha tem maior expressão são, São João de Lourosa, Silgueiros e Povolide, quer no que respeita ao número de explorações quer à superfície com classes de maior grandeza (Tabela 25). 186
187 Tabela 25 Classes de grandeza da superfície vitivinícola (CVRD, 2006) Classes de grandeza da superfície vitivinícola Até 1ha 1-2,5ha 2,5-5ha 5-7,5ha 7,5-10ha Mais de 10ha Total Área Média Freguesias Nº expl. Superf.(ha) Nº expl. Superf.(ha) Nº expl. Superf.(ha) Nº expl. Superf.(ha) Nº expl. Superf.(ha) Nº expl. Superf.(ha) Nº expl. Superf.(ha) (ha) Abraveses 3 1,63 2 2, ,74 Barreiros 75 11,53 1 1,2 1 16, ,38 Boa Aldeia ,55 1 1, ,15 Cavernães 94 21, ,64 1 2,82 1 6, ,47 Cepões , ,22 Coração de Jesus 14 3,55 4 6, ,55 Côta 92 9,15 1 4, ,15 Couto de Baixo ,47 7 8,26 2 5,07 1 5, ,19 Couto de Cima ,51 3 5,27 2 7,33 1 7, ,21 Fail ,46 1 1,15 1 3,04 1 5, ,22 Farminhão , ,08 2 7, ,25 Fragosela , ,2 7 21,03 1 5, , ,37 Mundão 50 8,02 1 1, ,19 Orgens ,7 4 5,5 1 10, ,21 Povolide , ,71 1 5, , , ,51 Ranhados , , ,86 1 5,36 1 9, ,34 Repeses 2 7, ,73 Rio de Loba , , ,18 São Cipriano , ,28 2 7, ,22 S. João de Lourosa , , ,4 7 44, , , ,57 S. Pedro de France , , ,12 1 5,4 1 7, ,27 Santos Evos ,7 4 6, ,17 São José 44 12, ,29 São Salvador , ,24 1 5, ,27 Silgueiros , , , , , , ,56 Santa Maria 25 10, ,18 1 2, , ,95 Torredeita , ,46 2 5, ,2 Vil de Soito , ,06 1 2,71 1 6, ,27 Vila Chã de Sá , ,67 2 5, ,33 TOTAL , , ,49 (Nota: As freguesias de Bodiosa, Calde, Campo, Lordosa e Ribafeita não fazem parte da Região Demarcada do Vinho do Dão.) 187
188 II Efetivo Animal Em 2009, uma parte significativa da atividade pecuária a nível nacional encontrava-se na Região Centro. Efetivamente, o efetivo animal da região representava mais de um terço dos animais de determinadas espécies do país. No concelho de Viseu, o efetivo animal apresenta uma variação negativa em todas as espécies animais, no entanto, é predominantemente representado pelas aves (94,48%) (Gráfico 93 e Tabela 26). Colmeias e cortiços povoados Coelhos Aves Equídeos Caprinos Ovinos Suínos Bovinos Efetivo animal (nº) Bovinos Suínos Ovinos Caprinos Equídeos Aves Coelhos Colmeias e cortiços povoados Gráfico 93 Efetivo animal (N.º) da exploração agrícola, no concelho de Viseu (INE, Recenceamento Geral da Agricultura, 1999 e 2009, 2010). Tabela 26 Variação do efetivo animal (%) da exploração agrícola, no concelho de Viseu (INE, Recenceamento Geral da Agricultura, 1999 e 2009, 2010) Variação 99/2009 % Bovinos 0,15 0,19-67,6 Suinos 0,27 0,62-81 Ovinos 2,27 1,56-37,7 Caprinos 0,28 0,18-33,1 Equídeos 0,04 0,03-54,5 Aves 94,48 94,6-57,2 Coelhos 2,32 2,65-62,4 Colmeias e cortiços povoados 0,19 0,16-50,8 188
189 II Mão-de-obra agrícola Nas explorações agrícolas do concelho de Viseu, em 2009, prestaram atividade regular 6758 indivíduos, conforme se observa no Gráfico 94. Aqueles pertenciam essencialmente ao agregado doméstico do produtor singular ou eram deste familiares, representando os assalariados com trabalho regular na exploração agrícola, ou seja, os trabalhadores permanentes apenas 3% da mão-de-obra agrícola com ocupação regular. Face a 1999, os valores apresentados traduzem uma redução significativa tanto do volume de mão-de-obra agrícola como do seu peso na população. Efetivamente, em dez anos registou-se o abandono da atividade por cerca de 46% dos indivíduos (Gráfico 94 e Tabela 27) Mão-de-obra agrícola familiar Mão-de-obra agrícola não familiar Gráfico 94 Mão-de-obra agrícola (N.º), por tipo de mão-de-obra, no concelho de Viseu, (INE, Recenceamento Geral da Agricultura, 1999 e 2009, 2010) Tabela 27 Variação da Mão-de-obra agrícola (N.º), por tipo de mão-de-obra, no concelho de Viseu, (INE, Recenceamento Geral da Agricultura, 1999 e 2009, 2010) Variação 99/2009 Mão-de-obra agrícola familiar 97 95,6-45 Mão-de-obra agrícola não familiar 3 4,4-63 % II Fileiras Estratégicas A valorização dos produtos locais de qualidade, face a uma procura específica crescente e exigente em matéria de qualidade e segurança alimentar, constitui uma das potencialidades de desenvolvimento não só do próprio sector agrícola como de todas as atividades a jusante daquela. 189
190 É necessário promover a interação entre o desenvolvimento de produtos agrícolas, através do reforço da competitividade das várias fileiras produtivas e o desenvolvimento dos espaços rurais enquanto espaços de oportunidades, nas suas vertentes económicas, sociais, ambientais e culturais. Tendo em conta os dados anteriormente analisados e aquilo que são as principais orientações da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC), relativamente aos objetivos de orientação na perspetiva da competitividade de mercado das principais fileiras, para a região do concelho de Viseu temos: a vitivinicultura (notoriedade do vinho do Dão e reestruturação das adegas cooperativas do Dão); a fruticultura (a Denominação de Origem Protegida (DOP) Bravo de Esmolfe e a Indicação Geográfica Protegida (IGP) Maçã da Beira Alta ); a ovinocultura (queijarias e produção do Queijo Serra da Estrela); os bovinos de leite; avicultura; pequenos ruminantes; a horticultura e floricultura; as culturas em modo de produção biológico; a caça (boas práticas e ordenamento cinegético), e a promoção da multifuncionalidade da floresta (micologia, silvo pastorícia e biomassa florestal). Desta forma as potencialidades associadas à riqueza em variedades animais e vegetais tradicionais, genericamente adaptadas a sistemas de produção menos intensivos, constituem não só um potencial genético a conservar para o futuro, como uma fonte de produtos alimentares diferenciados e de qualidade incorporados na imagem da região, podem contribuir em muito para a rentabilidade das atividades agrícolas que lhe dão origem e para o desenvolvimento da região. A existência de importantes e diversificados recursos naturais, paisagísticos, patrimoniais, culturais e gastronómicos, a possibilidade de diversificação de atividades e serviços conexos, a valorização de produtos locais de qualidade, constituem elementos essenciais do desenvolvimento sustentável e da valorização do território, assim como da dinamização do desenvolvimento económico e social das zonas rurais. Importa ainda, referir, que a atividade agrícola, tendo em conta a sua representatividade anteriormente descrita, assim como a sua evolução, apresenta, face à percentagem de território classificado como RAN, que corresponde a 11,6% do concelho de Viseu, em subaproveitamento económico deste território II Caracterização do Povoamento Florestal do Concelho de Viseu A área florestal do Concelho de Viseu representa, de acordo com a Carta de Ocupação do Solo referente a 2007, 66% do território, o que corresponde a 335Km². No entanto, a diversificação florestal é reduzida uma vez que o pinheiro bravo apresentava, em 2005, uma taxa de 75%, a segunda espécie mais representativa é o carvalho com uma predominância de 9,9%, logo seguido do eucalipto com 7,8% (Gráfico 95). 190
191 0,004% 7,8% 9,9% 0,1% 1% 3% 3% 75% pinheiro-bravo eucaliptos azinheira carvalhos pinheiro-manso acácias outras folhosas outras resinosas Gráfico 95 Áreas dos povoamentos florestais por espécie de árvore dominante no Concelho de Viseu (AFN, 2005) As grandes manchas florestais são dominantes a norte do concelho nas freguesias de Cepões, Cota, Calde e Lordosa; a sul, nas freguesias onde a componente agrícola é privilegiada a propriedade florestal também apresenta elevadas extensões, caso de Silgueiros e São João de Lourosa, o que demonstra a complementaridade entre as duas atividades (Figura 19,Tabela 21). II.4.3 Setor secundário Considera-se que uma das mais importantes vantagens de Viseu é a proximidade em relação ao porto de Aveiro, Porto, Coimbra e ao Norte do país. A situação ainda tenderá a melhorar em redução do tempo de transporte e em aumento da segurança rodoviária com o alargamento/duplicação do I.P.5, a atual A25. Por outro lado, esta vantagem poderá ainda alargar-se significativamente tomando em consideração o importante mercado a leste, de Castilla y León. Esta centralidade de Viseu, que resulta da posição geográfica que a Região ocupa no contexto do País e da Península, consolidou-se com o desenvolvimento das novas vias de comunicação, mas necessita agora de assumir-se com uma centralidade de novo tipo que facilite a implantação de novas unidades industriais e a modernização dos sectores tradicionais existentes. A Região de Viseu está, naturalmente, inserida no espaço económico nacional e, consequentemente, sujeita às estratégias nacionais para a indústria. 191
192 Segundo dados cedidos pela Direção Regional da Economia do Centro (DREC) (dados de 2008), existem 375 Estabelecimentos Industriais no Concelho de Viseu. A Freguesia com maior número de Estabelecimentos Industriais é São João de Lourosa (46) contrastando com a Freguesia de Fail com apenas 1 Estabelecimento Industrial. Gráfico 96 N.º de Estabelecimentos Industriais por Freguesia (2008) (DREC, 2008) Atualmente, o concelho de Viseu possui diversas zonas afetas a atividades industriais/empresariais, nomeadamente, Zona Industrial de Abraveses, Zona Industrial do Mundão e sua expansão (Parque Empresarial do Mundão), Zona Industrial de Santiago, Parque Empresarial de Coimbrões (designado também por PIC) e outras áreas com maior ou menor expressão, nomeadamente a zona contigua a Vila Nova do Campo e expandida para nascente (sentido do Aeródromo). Estas zonas industriais, algumas com bastantes anos de existência, nomeadamente a zona industrial de Abraveses, existente desde os anos 60, e a zona industrial do Mundão, existente desde os anos 70, esgotaram a sua capacidade de expansão, devido à sua localização próxima de zonas urbanas ou por falta de terrenos disponíveis. 192
193 Figura 20 Planta comparativa do Espaço Industrial PDM95 e Espaço de Atividades Económicas 5.ª Versão-R (CMV, 2012) A Zona Industrial de Abraveses localiza-se na Freguesia de Abraveses na estrada EN2, distando do centro da cidade de Viseu cerca de 4 km. Segundo o PDM em vigor, esta zona insere-se na classe de espaço industrial potencialmente reestruturável que visa a reconversão funcional das zonas, não sendo permitida a implantação de nova instalação industrial, qualquer que seja o tipo ou de unidade de armazenagem (ponto1 do artigo n.º45 da Resolução do Conselho de Ministros n.º173/95). 193
194 Figura 21 Zona Industrial de Abraveses (CMV, 2012) Tabela 28 Nome e tipo de Actividade das empresas existentes no Zona Industrial de Abraveses. (AIRV, 2008) Nome Abrecol - Comércio de Tintas, Lda. Auto Laf Auto Troca Tintas de Jacinto Francisco Pereira Lopes Beirafer - Comércio de Ferro, Lda. Correia Marques Decorações Diamant Board Portuguesa, S.A. Eco, S.A. Facovil - Fábrica de Madeiras para Construção Civil, Lda. Lubridão - Comércio de Combustíveis e Lubrificantes, Lda. Madeiras Peralta "Portugal", Lda. Metalomecânica Resistente de Viseu, Lda. Mobilar de Fernando de Sousa José Móveis Suzana, Lda. Nascimento & Filhos - Mármores e Granitos, Lda. Nova Publicidade Pavidão - Comércio de Automóveis e Máquinas Agrícolas, S.A. Só Soares - Máquinas e Ferragens, S.A. Soteporta - Sociedade Técnica de Portas, Lda. Tivera - Tintas, Vernizes e Afins, Lda. Wirquin Ibérica - Industria e Comércio de Sanitários, Lda. Actividade Oficina de Reparação de Automóveis Oficina de Reparação de Automóveis Armazenamento de Aço Inoxidável e sua Comercialização Decoração Fabricação de madeiras para construção civil Comercialização de Gás e Combustíveis Com. Madeira e Derivados Fabricação de portas, janelas e elementos em metal Comercialização de Material Hoteleiro Comércio e Industria de móveis Fabricação e Comercialização de Granitos e Mármores Publicidade Comércio e Reparação de Automóveis Comercialização de máquinas e ferragens Comercialização de portas Comercialização de tintas, vernizes e afins Comercialização de materiais de construção O Parque Empresarial do Mundão consiste numa área de localização empresarial que visa criar condições que permitam melhorar a competitividade das empresas, nomeadamente, através da exploração de sinergias ou de economias de escala na sua localização. 194
195 A expansão do Parque existente, visa disponibilizar espaços para atrair novos investimentos, importantes para o concelho de Viseu e também para a região de Dão-Lafões. Assim, a expansão do Parque empresarial do Mundão surge para diminuir a falta de espaços com capacidade para receber indústrias e, permitir às empresas uma escolha de localização. A área do Parque Empresarial do Mundão bem como a sua expansão localizam-se na freguesia do Mundão, a cerca de 7 km de Viseu e a 3,5 km do IP5 e é administrado pela GestinViseu,S.A (Figura 22). Segundo a mesma o Parque apresenta as seguintes características: Área total: m 2 Área dos Lotes: de 750m 2 a m 2 N.º de lotes: 21(actualmente) Infra-estruturas existentes: -Rede de distribuição de energia BT e MT -Rede de telecomunicações -Rede de distribuição de gás -Rede de distribuição de águas pluviais -Rede de distribuição de águas residuais - Rede de distribuição de água potável - Rede de combate a incêndios -Rede de rega -Arruamentos e passeios -Zonas de estacionamentos Ocupação do Parque à data: 15% Tipo de indústrias/empresas: na sua maioria comercial, indústria de vestuário e prestação de serviços no ramo automóvel Grau de procura: moderada 195
196 Figura 22 Planta do loteamento do Parque Empresarial de Mundão (CMV, 2012) Na Tabela 29 são apresentados o nome das indústrias existentes no Parque Empresarial de Mundão com referência ao tipo de actividade. Tabela 29 Nome e tipo de Actividade das empresas existentes no Parque Empresarial de Mundão (AIRV, 2008) Nome da Empresa Analidiesel - Reparação de Bombas Injectoras e Turbos, Lda. BP Portugal - Comércio de Combustíveis e Lubrificantes, S.A. Eurofrente - Sociedade Comercial de Têxteis, S.A. Indisil - Sociedade de Comércio de Equipamentos Industriais, Lda. Viselbi - Bicicletas de Viseu, Lda. Actividade Reparação de Bombas Injectoras e Turbos Comércio de Combustíveis e Lubrificantes Comércio de têxteis por grosso Reparação de Máquinas, Ferramentas e Distribuidora da Air Liquide Armazenamento, montagem e comercialização de alfaias, bicicletas e peças 196
197 Tabela 30 Nome e tipo de Actividade das empresas existentes na Zona Industrial de Mundão (AIRV, 2008) Nome Águas em Processo, S.A. Alfervis - Máquinas, Aluminios e Acessórios, Lda. Campos & Correia, Lda. Export Beiras, S.A. Fábrica de Móveis Oliveira & Jesus, Lda. G.M.A. - Gonçalves, Alves & Marques, Lda. Habidecor - Industria Têxtil para Habitação, S.A. Habitávis - Materiais para construção, Lda. Incoveca - Granitos, S.A. Joaninha - Fábrica de Fogões a Lenha e Similares, Lda. José Gonçalves da Silva Santos & Irmão - Ind. Metálica Lactogal - Produtos Alimentares, S.A. Manuel de Castro & Filhos, Lda. Marviseu - Serração de Mármores de Viseu, Lda. Materlis - Madeiras, S.A. Metalomecânica AR Júnior, Lda. Qualigest - Equipamentos e Gestão da Qualidade Sapa Anodil Sidor Socimavis - Comércio e Reparação de Máquinas, Lda. Tecnilac, Lda. Zantia Climatização, Lda. Tratamento de águas Actividade Máquinas, alumínios e acessórios Serração de madeira; carpintaria; fabricação de mobiliário de cozinha em madeira; fabricação de mobiliário de madeira para outros fins. Sociedade de importação e exportação Fabrico de móveis de madeira Fabricação de alcatifas, tapetes e passadeiras com secção de tinturarias Serração de madeiras; carpintaria; fabricação de portas, janelas e elementos similares em metal Fabricação de artigos de granito e rochas similares Fabricação de fogões a lenha; recuperadores de calor e salamandras Fabricação de portas, janelas e elementos similares em metal Produtos alimentares Serração de madeiras; fabricação de paletes; soalho para cofragens Serração, corte e polímero de mármores, granitos e rochas similares Fabricação de outros componentes metálicos Fabricação de outros componentes metálicos Actividade de mecânica geral Técnicas agro-industriais O Parque Empresarial de Coimbrões, correntemente designado por P.I.C. localiza-se ao longo do Caminho Municipal nº 1362, em Coimbrões, nas freguesias de S. João de Lourosa e de Fragosela, distando do centro da cidade de Viseu cerca de 5 km (Figura 23). O P.I.C. é servido por uma estrada de acesso com características nacionais, que liga o nó de Fragosela e fica a escassos metros da A25 (Aveiro Viseu - Vilar Formoso). A estação de caminho de ferro mais próxima é a de Mangualde que dista cerca de 18 km, ganhando relevância a sinergia decorrente da futura estação ferroviária, prevista no corredor ferroviário Aveiro Viseu Salamanca. 197
198 Figura 23 Planta do loteamento do Parque Industrial de Coimbrões (CMV, 2012). A área do P.I.C. é de aproximadamente m 2. Segundo dados fornecidos pela A.I.R.V. as Tabela 31, Tabela 32 e Tabela 33 apresentam as empresas existentes no Parque Industrial de Coimbrões com referência ao tipo de atividade. No total fazem parte do Parque 84 empresas. Tabela 31 Nome e tipo de Actividade das empresas existentes no Parque Industrial de Coimbrões (AIRV, 2008) 198 Nome da Empresa Actividade 1º Cartório Notarial de Competência Especializada Cartório Notarial de Competência Especializada A Cozinha A F Car, Lda. A.I.R.V. - Associação Empresarial da Região de Viseu AEB - Bioquimica Portuguesa, SA Aluminibeira - Industria de Aluminios, Lda. António Carvalho Aquisol, Lda. Associação de Apicultores da Beira Associação dos Criadores de Gado da Beira Alta ATS - Soluções Informáticas, Lda. Auto Travões Viseu - R.T.E., Lda. Aves do Campo de António Pereira da Escada, Lda. Baviera - Comércio de Automóveis, S.A. Beira Nova - Industria de Congelados, Lda. Caixa Geral de Depósitos - Agência Expobeiras Centro de Formação Profissional - IEFP CEV - Consultores em Engenharia do Valor, Lda. CFE - Centro de Formalidades de Empresas Chronopost Internacional Coelho e Dias, S.A. COMEV - Construções Metalurgicas de Viseu, Lda. Confecções Mara - Carlos e Fernanda, Lda. Controlauto - Controlo Técnico Automóvel, SA Cosimpor - Importação e Comércio de Automóveis, Lda. Comércio e instalação de mobiliário de cozinha e electrodomésticos Revenda de veiculos novos e usados Associativismo Comércio de Produtos Quimicos para Enologia Fabricação de portas, janelas e elementos similares em aluminio. Projectos de construção civil Ar Condicionado e Aquecimento Doméstico Apicultura Instalações para a feira do gado e veterinária Comércio de Produtos Informáticos Recondicionamento de Travões e Embraiagens Comércio e Transformação de Aves Comércio de Automóveis Congelados Agência Bancária Centro de Formação Profissional de Viseu Consultores de Engenharia de Valor Centro de formalidades de empresas Distribuição Postal Distribuição de produtos congelados Empresa de Construção Civil Confecção de Vestuário Controlo Técnico Automóvel Importação e Comércio de Automóveis
199 Tabela 32 Nome e tipo de Atividade das empresas existentes no Parque Industrial de Coimbrões (AIRV, 2008) Nome da Empresa Atividade CTT - Correios de Portugal, S.A. Distribuição de Correios (Código ) CTT Expresso Dabeira - Sociedade de Construções, Lda. Dispromar - Produtos Alimentares, Lda. Duquebel - Fábrica de Tintas e Vernizes, Lda. EAB - Escola Estudos Avançados das Beiras Empresa Berrelhas de Camionagem, Lda. Estação de Serviço Concessionário Alves Bandeira Feifil - Feijão e Filhos, SA Ferlito - Ferros do Litoral, SA Fix'n'Go GestinViseu - Parques Empresariais de Viseu, S.A. Glaciar - Gelados e Congelados, Lda. Gouveia & Campos, SA Guedes & Guedes, Lda. Ignition-Labs, Lda. Ila - Industria de Lacagem de Aluminios, Lda. Inovturis, Lda. Iprom - Produtos Metálicos, Lda. Jaime Alberto, Lda. Leitão e Mamede, Lda. Lourapa, Lda. Lubridão, Lda. Lunelda - Máquinas e Acessórios, Lda. Lusitânia - Agência de Desenvolvimento Regional Macovex - Materiais de Construção, Lda. Manuel Rui Azinhais Nabeiro, Lda. (Cafés Delta) Marcovil - Metalomecânica de Viseu, S.A. Martins & Filhos - Fabrico e Comércio de Móveis, Lda. Mob - Industria de Mobiliário, S.A. Mundágua Navarra - Extursão de Aluminio, S.A. Nova Ibérica Automóveis, Lda. Pavimetal - Produtos Metálicos, Lda. PC-Control Ramiro Augusto do Vale Rectificadora Moderna, Lda. Restaurante "O Casarão" Ruautocar Automóveis, Lda. (Citroên) Distribuição Postal Urgente Produção de Artefactos de Cimento Transformação de Produtos Congelados Tintas e afins Escola de Estudos Avançados Transporte Colectivo Pesado de Passageiros Estação de Serviço para ligeiros e pesados Fabricação de Betão Pronto Fabrico de Ferros Reparação automóvel Gestão de Parques Empresariais de Viseu Gelados e Congelados Fabricação de Vestuário em Série Comércio de artigos escolares e de escritório Lacagem de Aluminios, Tratamento de Superficies Fabricação de Chassis para material informático Distribuição e Grossista de Produtos Alimentares Distribuição de Produtos Alimentares Electricidade de automóveis, GLP e montagens diversas Comércio de Combustiveis Comércio de Máquinas e Acessórios Agência de Desenvolvimento Regional Materiais para Construção - Representante das Tintas Dyrup Representante da marca de cafés Delta Metalomecânica Fabrico e Comercialização de Móveis Mobiliário de Cozinha Equipamentos de Água Produção e Comércio de sistemas de aluminio Venda de Automóveis (Seat) Hangares e Pavilhões Grossista de Produtos Alimentares Rectificação de motores Restaurante Comércio de Automóveis 199
200 Tabela 33 Nome e tipo de Atividade das empresas existentes no Parque Industrial de Coimbrões (AIRV, 2008) Nome da Empresa Sibs - Sociedade Interbancária de Serviços, S.A. SK Gruas - Seixas, Lda. SMARTZENER, Lda. Superpneus Tangível - Desenvolvimento de Software e Soluções informáticas, Lda. Tipografia Guerra - Vasco A Guerra, Lda. Transportes Fernando Pinheiro, Lda. Trigo, S.A. Truly Control União das ADS Vidis - Distribuição de Produtos Alimentares, Lda. Vidroconfort Vismec- Instalações Electromecânicas, Lda. Vismoldes - Industria de Moldes, Lda. Visofibracar - Isotermicos e Poliesters de Viseu, Lda. Visogran - Granitos e Marmores de Viseu, Lda. Visopoli - Poliesters de Viseu, Lda. Visotela - Sociedade Técnica Electrotécnica, Lda. Vouga Tintas, Lda. Workway Atividade Serviços Bancários Comércio de Gruas Venda a retalho de aparelhos de robótica para casas Comércio de Pneus Desenvolvimento de Software e Soluções informática Tipografia Transportadora Comercialização de material eléctrico Desinfecção de parasitas Distribuição de Refrigerantes, Águas e Cervejas Fabricação e Transformação de vidro Instalações de Ar Condicionado e electromecânicas Industria de Moldes Isotermicos e Poliesters Granitos Comércio de Caixas Isotérmicas Projectos e Empreitadas de Montagens Eléctricas Indústria de tintas Recrutamento de pessoal para o estrangeiro A Zona Industrial de Santiago localiza-se na Freguesia de Abraveses sito no lugar de Canta Paíma, distando do centro da cidade de Viseu cerca de 4 km (Figura 24). De acordo com o PDM em vigor com as alterações conferidas pela Declaração nº306/2000 de 23 de Setembro (D.R. nº221 Série II) esta área insere-se no PP33. Desta zona com 77537,79 m 2 fazem parte 21 lotes. A área destes lotes varia de 411m 2 a 6.700m 2 ambas destinada a armazém. 200
201 Figura 24 Zona Industrial de Santiago (CMV, 2012) Tabela 34 Nome e tipo de Atividade das empresas existentes na Zona Industrial de Santiago (AIRV, 2008) Nome A Vidreira - Constante & Filhos, Lda. Alexandre de Oliveira Pais, Lda. Ambinova, Lda. Área Publicidade - Design e Serviços, Lda. Beiratoldos, Lda. Bovisil - Bobinagens de Viseu, Lda. Atividade Comercialização e Transformação de Vidro Serralharia Civil e Metalomecânica Com. e Instalação de Aquecimento Central e Ar Condicionado Publicidade Fabricação e Comércio de Toldos Reparação de Motores e Máquinas Eléctricas J. Henriques, Lda. Acabamentos em Borracha Unipessoal Jorge Albuquerque - Comércio de Calçado, Lda. Madiera - Comércio de Madeiras e Derivados, Lda. Manuel Ferreira, Lda. Mário Melo Unipessoal, Lda. - Grossista de Electrodomésticos Papelaria Fernandes - Industria e Comércio, S.A. Pê-Ér Carnes Préscopia, Lda. Rimpocar - Peças e Acessórios Auto, Lda. Roda Clássica - Veículos Antigos, Lda. Salsicharia Beira Alta - de Vasco Martins Rodrigues, Lda. Visicarnes - Comércio e Industria de Carnes, Lda. Visign - Design e Construções, Lda. Visquipa - Eq. e Mat. de Escritório Comércio por Grosso de Calçado Pavimentos e Derivados de Madeira Comercialização de Alumínios Grossista de Electrodomésticos Industria e Comércio de Material de Escritório Comércio de Carnes Comércio e Assistência de Equipamentos de Escritório Importação de Peças para Automóveis Recuperação e Restauração de Veículos Antigos Fabricação e Comercialização de Produtos Artesanais e Talho Industria e Comércio de Carnes Construção Civil Comercialização de Material de Escritório II.4.4 Setor Terciário O turismo alcançou uma dimensão que o coloca a par das atividades económicas numa posição mais relevante, prevendo-se que na próxima década se transforme na maior indústria a nível mundial. A dimensão que já atingiu, as suas características peculiares, os efeitos que provoca e as relações que estabelece, transformam-no numa das atividades que melhor pode 201
202 protagonizar e impulsionar o desenvolvimento económico a nível nacional, regional e local (Cunha, 1994). A Região Centro de Portugal, dispõe de grandes potencialidades que podem ser aproveitadas do ponto de vista turístico, sendo necessário, para tal, criar e melhorar as infraestruturas do sector e apostar fortemente nos Recursos Humanos. O sector tem uma importância extrema na região de Viseu e esperam-se fortes áreas de crescimento como sejam as do Turismo Rural e de Habitação e a do Termalismo. É notório o papel de determinados grupos empresariais da região no desenvolvimento do setor, visando de modo direto ou indireto o reforço da qualificação turística do concelho ou da região. As áreas de relevância turística na região são as do Turismo de Montanha, Percursos Turísticos Rurais, Espaços Termais, Cidade de Viseu, Caramulo, Turismo Cultural, Gastronomia, Golfe e Hipismo (IPV, 2012). II Termalismo A crescente importância das atividades turísticas na economia portuguesa, para além de possuir um elevado significado macroeconómico, reflete-se igualmente na atenção que tem vindo a ser dada à relevância regional destas atividades. De facto, cada vez mais as atividades do turismo e do lazer são colocadas como alternativas regionais aos problemas e bloqueios de sectores tradicionais das estruturas produtivas de diversas regiões do território nacional (João Albino Matos Silva, 2003). Naquela perspetiva, o turismo de saúde e bem-estar é assumido como um dos setores com maior capacidade para rentabilizar os recursos locais e dinamizar um conjunto de outras atividades que lhe são conexas. Quanto ao produto específico termalismo, enquadrado no turismo de saúde e bem-estar, a sua localização, essencialmente no interior do país, permite contribuir para atenuar as assimetrias e desequilíbrios regionais, pelos empregos que gera, pelas atividades que arrasta e pelos fluxos de turistas que atrai. Nos últimos anos, surgiram novas perspetivas para o termalismo português. A remodelação de grande parte das infraestruturas de muitas estâncias termais veio permitir revitalizar o termalismo, quer na vertente terapêutica, quer enquanto centros turísticos. A Região Dão-Lafões possui 6 estâncias termais, das quais 5 em funcionamento e uma que esteve com atividade suspensa durante mais de 15 anos (para remodelação) Caldas da Cavaca. As 5 estâncias termais em funcionamento representam uma quota de mercado de 41,2% do total nacional, em relação ao número de frequentadores e 47,3% em relação ao valor 202
203 das receitas. Portanto, estes resultados mostram bem a importância desta atividade nesta região. Das 10 primeiras estâncias a nível nacional, 4 estâncias são da região Dão-Lafões. A principal estância termal do país S. Pedro do Sul, tem uma quota de mercado de 22,7% em relação ao número de inscrições e 28,4% em relação ao valor das receitas (IPV, 2012). Termas de Alcafache As Termas de Alcafache Spa Termal são um dos principais centros de atração turística do Conselho de Viseu, recebendo anualmente milhares de visitantes oriundos de todos os cantos do País, com o objetivo de realizar curas termais e programas de bem-estar. As propriedades da água sulfurosa de Alcafache que brota a mais de 50º são já uma referência no sector termal e que em muito contribuíram para que Viseu tenha sido considerada uma das cidades com maior qualidade de vida na Europa. A funcionar há mais de 50 anos, são um dos grandes pilares da economia desta região e a aposta na requalificação tem sido uma constante. II Semana Académica A Semana Académica de Viseu, ocorrendo normalmente na segunda quinzena de Maio, arrasta até à cidade milhares de pessoas para participarem nas diversas atividades, quer sejam familiares dos estudantes das diversas instituições de ensino superior, quer meros turistas curiosos. Não tendo uma tradição tão antiga como as suas congéneres de Coimbra, Lisboa, Porto ou Évora, a Academia de Viseu, já com cerca de alunos, promove eventos como a Serenata Monumental, o Cortejo Académico, o Encontro de Tunas ou a Bênção das Pastas que se constituem como momentos importantes do calendário cultural da cidade (CMV, 2012). II Cavalhadas de Vildemoinhos Todos os anos, na manhã de 24 de Junho, dia de São João, a cidade assiste a um cortejo com dezenas de carros alegóricos, cavaleiros, bandas musicais, majoretes e ranchos folclóricos, atraindo sempre mais de visitantes. A festividade remonta a 1652, surgindo como um agradecimento dos moleiros de Vildemoinhos, aldeia então a cerca de 5 km da urbe, hoje bairro citadino, por lhes ter sido reconhecida a razão em tribunal numa querela relativa à utilização das águas do rio Pavia (CMV, 2012). II Viseu Cidade Natal Os festejos natalícios enchem as ruas da cidade de Viseu de cor e turistas. As iluminações e as decorações das rotundas constituem-se como uma imagem de marca viseense. A Aldeia do Natal, em pleno Rossio, atrai os turistas para as barracas de comes e bebes e para os carrosséis. Ao longo de todo o mês de Dezembro, sucedem-se os encontros de cantadores de Janeiras e a animação das ruas da cidade com duendes e Pais Natais. Na última noite do ano, 203
204 a Noite Encantada leva milhares de pessoas ao recinto da Feira de São Mateus para aí se despedirem do ano velho e darem as boas vindas ao novo, com um espetáculo piromusical, iluminado com um esplendoroso fogo-de-artifício emoldurado pela paisagem noturna do centro histórico e da Sé Catedral (CMV, 2012). II.5 Infraestruturas II.5.1 Introdução Neste capítulo abordar-se-á a infraestruturação do concelho de Viseu, nomeadamente em relação ao Abastecimento de Água, Saneamento Básico e Recolha de Resíduos. II.5.2 II Análise Abastecimento de Água e Saneamento Básico Aos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Viseu (SMASV), na qualidade de Segmento Municipal, cabe concretizar as Políticas Municipais para os Sectores de Abastecimento de Água e Drenagem de Águas Residuais e Pluviais, nomeadamente captação, tratamento, adução, elevação, armazenamento e distribuição até ao domicílio das populações servidas, bem como a recolha das águas residuais desde o domicílio das populações servidas, transporte, incluindo elevação (quando necessária), tratamento e rejeição das águas residuais, após o tratamento, nas linhas de água. (SMAS, 2012). Estão, também, a cargo dos SMASV, as Piscinas Municipais de Viseu, as Fontes Ornamentais, a Limpeza das Linhas de Água na Zona Urbana e a Rede de Fontanários do Concelho (SMAS, 2012). 204
205 Figura 25 Zonas de abastecimento no concelho de Viseu (SMAS, 2012) II Gestão de Resíduos A gestão dos resíduos sólidos urbanos no Município de Viseu, é efetuada pela Câmara Municipal de Viseu conjuntamente com a Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão (AMRPB). Cabe à Câmara a recolha dos resíduos sólidos domésticos de particulares com uma produção diária inferior a 1100 l. A recolha dos resíduos no Município de Viseu é feita: 205
206 Interior da circunvalação e alguns Bairros periféricos AMRPB Exterior da circunvalação por Administração Direta CMV Após recolhidos pelas viaturas de recolha de RSU s os resíduos são transportados para a Estação de Transferência de Mundão, onde são descarregados para camiões de maiores dimensões, designados Galeras, sendo transportados para o Aterro Sanitário da AMRPB. II Gestão de Resíduos Seletivos A Gestão dos Resíduos Seletivos é da responsabilidade da AMRPB. Não obstante desta responsabilidade de gestão ser da AMRPB, a Câmara Municipal de Viseu, tem feito um elevado esforço financeiro, por forma a dotar o Concelho com contentores de deposição seletiva de maior capacidade, tendo já instalado 62 conjuntos de Ecopontos Molok, com o dobro da capacidade dos Ecopontos de superfície. Tabela 35 Valores relativos à recolha seletiva para os anos 2004 a 2010 no município de Viseu (CMV, 2012) Ano Ecopontos (kg) Vidro Papel e cartão Embalagens Variação percentual da quantidade recolhida entre 2004 e % % % Variação percentual da quantidade recolhida entre 2009 e % 5.90% 15.00% 206
207 Ecopontos (kg) ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Vidro Papel e cartão Embalagens Ano Gráfico 97 Evolução da separação Seletiva nos Ecopontos do Concelho de Viseu entre 2004 e 2010 (CMV, 2012) II Objetos Volumosos O serviço de recolha de monstros constitui uma mais-valia para a proteção do ambiente no Concelho de Viseu, evitando que os resíduos volumosos se acumulem em locais inadequados como a floresta ou a via pública. Frequentemente os munícipes depositam grandes quantidades destes resíduos junto aos contentores do lixo. A remoção dos mesmos não pode ser efetuada pelo carro de recolha do lixo sendo os mesmos posteriormente recolhido por equipamentos próprios. Este serviço possui uma crescente procura por parte dos munícipes, pelo facto das preocupações ambientais estarem cada vez mais na ordem do dia. A recolha de monstros domésticos (sofás, colchões, móveis ou outros resíduos volumosos) é realizada, gratuitamente, pela Câmara. II Óleos Alimentares Usados Os óleos alimentares usados produzidos em casa, uma preocupação em termos ambientais uma vez que são bastantes poluentes, podem ser reciclados e utilizados para outros fins. Neste sentido foram colocados 6 contentores para deposição dos óleos alimentares usados nos seguintes locais: Marzovelos - R. Estêvão Lopes Morago Quinta do Galo - R. Pintor António de Almeida Bairro 1º de Maio - R. César Anjo 207
208 Santo Estêvão - R. Viriato Bairro Vale Abraveses Gumirães - Travessa Carvalhas II Outras Redes de Infraestruturas Para além das redes de abastecimento e de saneamento, existem a rede elétrica 15KV, 60KV e 400KV; rede de gás natural; a rede PT e Datacenter, devidamente cartografadas na planta de condicionantes enquanto servidão administrativa (Figura 26). Figura 26 Planta de Condicionantes Vários (CMV, 2012) 208
209 II.6 Rede de Equipamentos II.6.1 Introdução Os Espaços de Equipamento correspondem a espaços onde são prestados serviços à população, nomeadamente no âmbito da saúde, da educação, da segurança social e da prevenção e segurança, onde são facultadas as condições para a prática de atividades desportivas de recreio e lazer, bem como de atividades culturais, podendo ainda contemplar estabelecimentos de restauração e bebidas de apoio, bem como locais de entretenimento complementares. As necessidades dos cidadãos cuja satisfação é promovida através de equipamentos, correspondem a um conjunto dinâmico reconhecido em cada momento no quadro político e normativo. Os equipamentos representam, um estímulo para o desenvolvimento (reforçando a atração e fixação de recursos) e desempenham funções de coesão territorial. A política de equipamentos e serviços deve estar ao serviço da qualidade de vida. Destina-se este capítulo, a uma caraterização e diagnóstico da situação existente das redes de educação, saúde, segurança, salubridade (cemitérios), formação profissional, segurança social, cultura e lazer, desporto, equipamento religioso, mercados e feiras, equipamento administrativo e equipamento judicial. II.6.2 II Rede de equipamentos Equipamentos de Educação e Ensino Neste item, procurar-se-á traçar um quadro retrospetivo e prospetivo da procura de ensino e avaliar os níveis de escolarização, de sucesso e de abandono escolar. A diferença entre equipamentos novos e encerrados apresenta no distrito de Viseu, um saldo positivo. As respostas sociais dirigidas às Crianças e Jovens têm revelado um desenvolvimento significativo na última década. Ao relacionar-se a oferta de respostas para a Primeira Infância (Creche e Ama) e a população até aos 3 anos de idade, a relação é positiva na maioria dos distritos do território, incluindo o de Viseu. 209
210 Número de Estabelecimentos ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO No distrito de Viseu em 2005 havia uma cobertura de creches de 2549, passando esse valor para 3221 em (carta social, 2010) No concelho de Viseu existem 39 creches (equipamentos lucrativos e não lucrativos), com uma capacidade total de 1544 crianças e com uma ocupação de 1202 crianças. (carta social, 2010) Com base no Gráfico 98, o número de estabelecimentos de ensino, segundo a natureza do estabelecimento, é mais elevado no setor público, para o concelho de Viseu, notando-se um decréscimo desde o ano letivo de 2004/05 com 168 estabelecimentos públicos, até 2008/2009 com 134 estabelecimentos, os mesmos que em 2009/2010. Os estabelecimentos privados sendo em menor número, mantêm-se constantes desde o ano letivo de 2004/05 até 2008/09 com 23 estabelecimentos, aumentando para 24 no período de 2009/ Público Privado / / / / / /10 Ano Letivo Gráfico 98 Número de estabelecimentos de ensino, segundo a natureza do estabelecimento (GEPE, 2011) A Tabela 36 que se segue, referente ao número de alunos matriculados por ano letivo, traduz o aumento significativo desde 2004/05 até 2009/10, tanto para a região de Dão Lafões como para Viseu. Na região de Viseu, nomeadamente ao nível do ensino básico, para o 3.º ciclo o número de alunos desde 2004/05 para 2009/10 aumentou em 1681 alunos. Para o ensino secundário a subida para o mesmo período de tempo foi de 1237 alunos. 210
211 Taxa de participação em cursos profissionais no ensino secundário regular (%) ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 36 Número de alunos na Região de Dão-Lafões e Viseu NUTSIII / Concelho/Nível e ciclo de ensino Ano Letivo 2004/ / / / / / Educação pré-escolar Dão-Lafões 1.º Ciclo Ensino básico 2.º Ciclo º Ciclo Ensino secundário Educação pré-escolar Viseu 1.º Ciclo Ensino básico 2.º Ciclo º Ciclo Ensino secundário Os cursos tecnológicos, de carater técnico e tecnológico, proporcionam a aprendizagem de competências profissionais qualificantes e visam, prioritariamente, o ingresso no mercado de trabalho, embora permitam igualmente o prosseguimento de estudos no ensino superior. Analisando o Gráfico 99, referente à taxa de participação em cursos profissionais no ensino secundário regular, por localização geográfica, observa-se que para as regiões analisadas há um aumento desde 2004/2005 até 2007/2008. Em Viseu, o valor da taxa de participação nos cursos profissionais para o ano de 2004/2005 é de 15,5% e de 21,1% para 2007/ Centro Dão-Lafões Viseu / / / / 2005 Período de referência Gráfico 99 Taxa de participação em cursos profissionais no ensino secundário regular (%) por Localização geográfica (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) 211
212 Atualmente existem cinco estabelecimentos de ensino superior no concelho de Viseu: Universidade Católica Portuguesa (UCP) - Centro Regional das Beiras; Instituto Politécnico de Viseu (IPV); Instituto Superior de Estudos Interculturais e Transdisciplinares - Viseu; Escola Superior de Educação Jean Piaget de Arcozelo Viseu; Escola Superior de Saúde Jean Piaget. (Direção Geral do Ensino Superior Ministério da Educação e Ciência). O Instituto Superior Politécnico de Viseu (ISPV) tem uma elevada importância no desenvolvimento da região de Viseu, já que é o primeiro e único estabelecimento de ensino superior público da cidade. O Instituto Politécnico de Viseu é considerado o melhor Politécnico de Portugal e assim sendo a 7ª melhor instituição de Ensino Superior em Portugal. O Instituto Politécnico de Viseu é composto por cinco escolas superiores Escola Superior de Educação, Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Escola Superior Agrária, Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego e Escola Superior de Saúde. Uma comunidade constituída por alunos, 405 professores e 229 funcionários. (Direção Geral do Ensino Superior Ministério da Educação e Ciência/INE) Figura 27 Estabelecimentos de Ensino Público Politécnico em Portugal (DGES, 2012) O Gráfico 100, referente à taxa de escolarização no ensino superior, mostra que no concelho de Viseu, houve um aumento significativo da percentagem de alunos no ano letivo 2004/05 face a 212
213 Taxa de escolarização no ensino superior (%) ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO 2003/04. Em 2005/06 verificou-se um decréscimo face ao anterior ano letivo, voltando a aumentar a partir de 2006/07. Taxa de escolarização no ensino superior (alunos com idade entre 18 e 22 anos -%) por localização geográfica Centro Dão-Lafões Viseu / / / / / / 2004 Período de referência Gráfico 100 Taxa de escolarização no ensino superior (alunos com idade entre 18 e 22 anos -%) por localização geográfica (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) 213
214 Figura 28 Planta de Equipamentos Escolares do Concelho de Viseu (CMV, 2012) II Equipamentos de Saúde Os dois hospitais do concelho de Viseu (um oficial e outro particular) localizam-se na Freguesia de Santa Maria Viseu, sendo que a Freguesia Côta é a mais distante deste equipamento, ficando a 25 km (segundo dados do Inventário Municipal da Região Norte, 1998). Tabela 37 Número de hospitais por localização geográfica e natureza institucional (INE, Instituto Nacional de Estatística, 2012) Hospitais (N.º) por Localização geográfica e Natureza institucional; Anual Localização geográfica Oficial Privado Oficial Privado Oficial Privado Oficial Privado 214
215 N.º N.º N.º N.º N.º N.º N.º N.º Centro Dão-Lafões Viseu Tal como o número de hospitais ao longo dos anos não sofreu alterações, também os centros de saúde se mantêm em igual número, 3, sem o serviço de internamento, contudo as extensões dos centros de saúde foram reduzidas passando de 5 em 2008 para 2 em (INE, 2012) Segundo dados do INE, a taxa quinquenal de mortalidade infantil ( ) por Local de residência da mãe, sofreu um decréscimo ao longo dos anos passando de 4,4 em 2004 até 2008, para 4,1 em 2005 até Também segundo o INE, o número de médicos por 1000 habitantes sofreu um aumento, passando de 4,6 médicos por 1000 habitantes em 2007, para 5,1 em A rede de farmácias, mantem-se constante com 23 farmácias (período de 2007 a 2010), havendo uma maior cobertura nas freguesias da cidade com 16 farmácias, sendo que as restantes se distribuem pelas freguesias de Abraveses, Bodiosa, Cepões, Lordosa, Silgueiros e Torredeita (Ministério da Saúde, 2012) II Prevenção e Segurança Pública Segundo a base de dados da Policia de Segurança Pública (P.S.P.), existe em Viseu um comando distrital de P.S.P. na freguesia de Santa Maria, com Esquadra de Trânsito, Esquadra, Esquadra de Investigação Criminal e Esquadra de Intervenção e Fiscalização Policial. A Guarda Nacional Republicana (G.N.R.), possuí no concelho de Viseu o Comando Territorial de Viseu do qual faz parte o Destacamento de Trânsito de Viseu, o Destacamento de Intervenção e o Destacamento Territorial de Viseu, incluindo este o Posto Territorial de Viseu e o Posto Territorial de Torredeita. Viseu dispõe ainda de Polícia Municipal, criada em 2002, que conta com 22 efetivos entre agentes e administrativos. (Portal da Segurança, 2012) As instalações dos Bombeiros são 2, uma referente aos Bombeiros Municipais, na freguesia de Coração de Jesus (cidade) e outra referente aos Bombeiros Voluntários, com novas instalações inauguradas em 2011, na freguesia de Rio de Loba. Em Viseu existe ainda uma comarca da Judiciária de Coimbra, na freguesia de Santa Maria, bem como a Delegação Regional do SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) e a Proteção Civil, com o Comando distrital de operações de socorro (CDOS). 215
216 Viseu conta ainda com o Regimento de Infantaria n.º14, bem como um Centro de Recrutamento. II Cultural e Lazer A Cultura tende a afirmar-se como um valor independente, representando cada vez mais um espaço de convivência e de partilha entre os cidadãos que podem não comungar, necessariamente, as mesmas ideias e credos, mas sentem o mesmo desejo de convivialidade. A dimensão cultural longe de ser um simples acessório da vida moderna, constitui uma componente essencial para humanizar a nossa comunidade, recuperando para ela espaços e tempos que lhe foram retirados. É uma cultura diversificada e plural que se expressa tanto à escala da cidade como na dimensão global do Concelho. A Câmara Municipal de Viseu tem-se assumido como agente efetivo na promoção, dinamização, concretização e credibilização de importantes projetos culturais, não só à escala local mas também a nível nacional e internacional. Viseu veste, frequentemente, as suas melhores cores na Festa da Cultura e os vários espaços emblemáticos de um tempo memória de emoções para todos os Viseenses, constituem-se os lugares naturais do encontro e da fruição de múltiplos acontecimentos: o Rossio, o Parque Aquilino Ribeiro, o Centro Histórico, Viriato Teatro Municipal, o Mercado 2 de Maio, a Biblioteca Municipal D. Miguel da Silva, as Igrejas e os seus Largos, as Freguesias, entre muitos outros. A Câmara Municipal de Viseu tem criado diversas ações no sentido de melhor promover o turismo local, sempre consciente da qualidade e variedade de produtos que a região oferece, promovendo a Marca Viseu, tentando deste modo cativar novos públicos e mercados. Ações desenvolvidas: Participação em Feiras, Mostras e Exposições; Promoção do Comboio Turístico e Charrete Turística; Assinalando dias Internacionais e Mundiais com as mais variadas atividades, Dia dos Monumentos e Sítios, Dia e Noite dos Museus, Dia Mundial da Criança, Jornadas Europeias do Património, Dia Mundial do Turismo, Organização de Feiras Temáticas (Feira do Artesanato Urbano e Feira da Tradição Viva); Cinema ao Ar Livre e Jardins Efémeros. A intervenção municipal tem-se estendido, nos últimos anos, com maior expressividade, às questões culturais, turísticas, desportivas, educativas, sociais, de cidadania e de relacionamento com os munícipes, conferindo-lhes uma importância significativa em termos da sua atuação nos diferentes domínios da atividade municipal. O objetivo claro é o de proporcionar maiores e melhores oportunidades culturais através de um programa qualificado de oferta, que visa, por um lado: a criação de novos públicos e a fidelização de outros, promovendo a acessibilidade às oportunidades culturais; e, por outro lado, mediatizar os equipamentos culturais e espaços públicos enquanto espaços de cultura, 216
217 reconfigurando-os às valências e características da oferta cultural. Paralelamente estimula e apoia os agentes culturais na produção e prática nesta área prosseguindo objetivos de interesse mútuo. Viseu naturalmente é o programa cultural de referência que assume como valores essenciais a qualidade, a diversidade e a descentralização traduzidos num vasto leque de ações promovido ao longo do ano: Cantando As Janeiras, Desfile de Carnaval, Dia Mundial do Teatro, Festival de Música da Primavera de Viseu, Dia Internacional da Dança, Festival de Teatro Jovem; Viseu Naturalmente (Verão); As Marchas dos Santos Populares; Feira de Artesanato Urbano; Feira da Tradição Viva; Cinema na Praça; Viseu a Minha Terra Natal, Feira do Livro e a Festa das Freguesias. O programa de ações do Viseu Naturalmente tem continuidade em vários locais da cidade mais propriamente no Centro Histórico de Viseu, Mercado 2 de Maio, Escadaria da Igreja dos Terceiros, Praça D. Duarte, Adro da Sé, Viriato Teatro Municipal com a realização de várias ações, todas elas diferenciadas desde Cinema, Jazz, Música Popular, Tunas Académicas, Teatro, música ligeira e moda. Na área do cinema, o Município de Viseu em parceria com o Cine Clube de Viseu realizaram, na Praça D. Duarte, sessões, utilizando tecnologia especializada onde foram exibidos filmes premiados no VistaCurta Festival de Curtas de Viseu. O VistaCurta na sua segunda edição Ano I, contou com o apoio do Município de Viseu e foi promovido pelo ANTROPODOMUS - Projecto Património e Cine Clube de Viseu. Esta iniciativa complementou a parceria da iniciativa Jardins Efémeros. A Feira de São Mateus, atualmente a mais antiga da Península Ibérica, datando de 1392, realiza-se anualmente de meados de Agosto a meados de Setembro, ocupando uma área de 18000m2, onde estão presentes centenas de expositores e feirantes, representando todos os setores de atividade com relevo, sendo uma marca com enorme potencial económico, turístico e cultural, com a apresentação ao vivo de vários grupos e artistas, entre vários outros espetáculos e animação Recentemente, outro evento passou a marcar a agenda cultural da cidade e a atrair inúmeros visitantes. Todos os anos, no feriado de 5 de Outubro, por iniciativa do INATEL, recria-se um mercado de venda de produtos tradicionais da região, nomeadamente olarias e tecelagens, ferragens, ferramentas agrícolas, produtos hortícolas, castanhas, enchidos, pão, mel e vinho do Dão, replicando a feira que, nos anos 1920 e 30 do século XX, tinha lugar na Praça de Dom Duarte. Para além disso, assiste-se à atuação de grupos etnográficos e ranchos folclóricos. 217
218 II Parque desportivo do Fontelo O Parque Desportivo do Fontelo, considerado o pulmão da cidade, constitui-se como uma área privilegiada para a prática de atividades físicas de lazer e competição. A sua centralidade em relação à cidade, os seus excelentes acessos, a sua diversidade de instalações e espaços desportivos tornam-no num complexo desportivo de elevada procura pelos viseenses. Integra o Estádio Municipal, Pista de Atletismo, Complexo de Piscinas, Pavilhão Desportivo, Circuitos de Manutenção, entre vários campos de futebol relvados e salas de desporto. Hoje, o Parque Desportivo do Fontelo assume-se como fundamental no desenvolvimento do desporto de formação de vários clubes do concelho, nomeadamente nas modalidades de Futebol, Basquetebol, Andebol, Atletismo, Natação e Voleibol, assim como local de realização de inúmeras atividades desportivas de organização municipal. II Ecopista do Dão A reconversão do antigo ramal ferroviário em Ecopista inicia-se em 2001, momento em que a REFER (entidade responsável por esta infraestrutura) decide promover um Plano Nacional de Ecopistas no sentido de salvaguardar todo o património desativado, protocolando ao longo dos anos seguintes com os vários municípios envolvidos a concessão dos ramais e património edificado. No âmbito desse processo, a REFER promove o desenvolvimento de um Estudo Prévio de Requalificação Ambiental da Linha do Dão em 2003 que constituirá o ponto de partida para a reconversão desta infraestrutura. Em 2007 os municípios de Santa Comba Dão, Tondela e Viseu delegam na Comunidade Intermunicipal da Região Dão Lafões a gestão do Projeto de Execução da Ecopista do Dão tendo a execução da Obra sido parcialmente suportada pelo QREN - Quadro de Referência Estratégica Nacional. A Obra foi lançada por um Consórcio supra municipal constituído pelos municípios de Santa Comba Dão, Tondela e Viseu. A utilização deste canal ferroviário foi finalmente devolvida à população após décadas de abandono, através da sua reconversão em Ecopista, tendo sido inaugurada no dia 01 de Julho de
219 Figura 29 Ecopista do Dão (CMV, 2012) II Rede Municipal Percursos Pedestres Os Percursos Pedestres são uma atividade física com elevados níveis de procura e que se inserem numa perspetiva de Desporto para Todos, uma vez que abrange vários escalões etários e segmentos socioeconómicos. A Câmara Municipal de Viseu iniciou em 2007 a criação de uma Rede Municipal de Percursos Pedestres, através da Rota da Ribeira de Várzea, na freguesia de Calde. Durante os anos de 2008, 2009 e 2010 mais 11 Percursos Pedestres foram inaugurados, nomeadamente nas freguesias de Campo, Cepões, Côta, Mundão, S. João de Lourosa, Santos-Evos, Ranhados, Fragosela, Torredeita, Silgueiros e Barreiros. PR1 VIS - Rota da Ribeira de Várzea (Calde) PR2 VIS - Rota de Corvos (Santos Evos) PR3 VIS - Rota do Feto (Mundão) PR4 VIS - Rota das Termas de Alcafache (São João Lourosa) 219
220 PR5 VIS - Rota do Quartzo (Campo) PR6 VIS - Rota de Vale de Cavalos (Côta) PR7 VIS - Rota de Santa Eufémia (Cepões) PR9 VIS - Rota da Lage (Ranhados) PR10 VIS - Rota dos Três Trilhos (Fragosela) PR11 VIS - Rota dos Moinhos de Água D alte (Torredeita) PR12 VIS - Rota do Dão (Silgueiros) PR13 VIS - Rota da Carqueja (Barreiros) II Rede Municipal Polidesportivos Os Polidesportivos são instalações desportivas de proximidade, vocacionadas para o lazer e recreação nas modalidades de andebol, basquetebol, futsal, ténis e voleibol, consoante os equipamentos disponíveis em cada instalação. II Rede Municipal de Circuitos Seniores A Câmara Municipal de Viseu iniciou em 2009 um processo de implementação de Circuitos de Manutenção Seniores (Parques de Lazer e Manutenção da Condição Física), constituídos por vários equipamentos de exterior, destinados essencialmente, à população sénior e que poderão funcionar como ginásios ao ar livre com exercícios adaptados às características físicas deste segmento etário. Circuito de Manutenção Sénior do Fontelo Circuito de Manutenção Sénior do Viso Circuito de Manutenção Sénior do Parque Santiago Circuito de Manutenção Sénior de Rio de Loba Circuito de Manutenção Sénior de Cavernães Circuito de Manutenção Sénior da Cumieira Circuito de Manutenção Sénior do Viso Sul Circuito de Manutenção Sénior de Tondelinha Circuito de Manutenção Sénior da Quinta do Catavejo Circuito de Manutenção Sénior de Marzovelos II.6.3 Síntese Várias alterações desencadearam novas necessidades por parte da população, que está cada vez mais envelhecida. Os jovens por sua vez têm práticas quotidianas e mais tempo livre, pelo que há que alargar a oferta dos equipamentos de desporto, de cultura e lazer. 220
221 Por outro lado, a população urbana é mais exigente pelo que, além da dotação de níveis ótimos, é necessário pensar na qualidade da infraestrutura e envolver os cidadãos na definição de novos equipamentos. A localização dos equipamentos é importante, uma vez que os padrões de mobilidade evoluíram (as deslocações são mais intensas e os equipamentos são usufruídos por populações de outros concelhos) e tendem para a personalização. O peso do Estado na dotação de equipamentos diminuiu e o sector privado tem uma lógica de mercado dificilmente compaginável com as necessidades de estruturação territorial que os equipamentos visam cobrir. Conclui-se assim, que, por um lado, é necessário diversificar e tornar mais eficiente a rede de equipamentos. Por outro lado, a dotação de equipamentos tem de ser pensada com ambição e à escala do concelho. II.7 Caracterização Biofísica II.7.1 Introdução O Decreto-Lei n.º380/99 de 22 de Setembro, na sua redação atual Decreto-Lei nº. 46/2009 de 20 de Fevereiro, determina no seu artigo 12º, a obrigatoriedade dos instrumentos de gestão territorial identificarem os recursos e valores naturais do território, assim como os sistemas indispensáveis à utilização sustentável do mesmo. Deste modo, neste capítulo procura-se caracterizar os meios biótico e abiótico do concelho de Viseu, de modo a encontrar no território os elementos naturais que constituem potencialidades/condicionantes ao planeamento e ordenamento do território. Os fatores naturais considerados nesta caracterização são: Fatores Abióticos - clima, morfologia do terreno, hidrografia, geologia e solos. Fatores Bióticos fauna e flora. Simultaneamente a caracterização realizada será parcialmente e posteriormente utilizada para delimitar a Estrutura Ecológica Municipal. Esta, segundo o Decreto-Lei n.º380/99 de 22 de Setembro, visa garantir a salvaguarda dos ecossistemas e intensificar os processos biofísicos (art. 14º) assim, recorrerá a alguns dos componentes analisados para a sua delimitação. 221
222 II.7.2 Clima O clima assume-se como uma das condicionantes mais significativas para a espacialização geográfica das atividades humanas e, de certa forma, de toda a evolução socioeconómica a longo prazo. Em traços gerais, considera-se que Portugal apresenta um clima mediterrânico, caracterizado por Invernos chuvosos e estios prolongados e secos. No entanto, conforme as regiões e épocas do ano, aquele clima sofre maior ou menor influência atlântica. De acordo com as províncias climáticas de Portugal, o concelho de Viseu insere-se na Província da Beira Interior. Corresponde aos planaltos da Beira Transmontana e à plataforma inclinada da Beira Alta. Na metade oriental caracteriza-se por invernos frios, com fortes quedas de neves ocasionais, na metade ocidental, inverno mais suave, por causa da menor altitude e da maior proximidade do mar (Ribeiro, O. et al, 1999). O concelho de Viseu encontra-se numa região com um clima de tipo Marítimo de transição. A leste da faixa atlântica convém distinguir uma área de transição, de largura bastante variável, em função da disposição das massas de relevo que a delimitam. Trata-se de espaços que continuam largamente abertos às massas de ar marítimos, mas já de maneira indireta. Nestes espaços os dias ou períodos francamente atlânticos alternam segundo um ritmo bastante caprichoso com os de matiz continental. As terras baixas são frequentemente invadidas por nevoeiro persistente (Ribeiro, O. et al, 1999). Situado numa zona de transição, o município apresenta um conjunto de microclimas que surgem devido à localização e disposição do relevo em termos climáticos ao atenuar as influências das massas de ar de Oeste (massas de ar húmido do Oceano Atlântico), embora o vale do Mondego facilite a penetração destas, desempenhando pois, um papel de moderação no clima continental da região. Para a caracterização climática do concelho utilizaram-se mapas de valores climatológicos do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica da série da estação meteorológica de Viseu. Esta estação está localizada na Estação Agrária de Viseu, situada a 443 metros de altitude, a 40 40' de latitude e a 7 54' de longitude. II Temperatura A distribuição espacial da temperatura do ar numa região, é principalmente condicionada pelos fatores fisiográficos, nomeadamente o relevo (altitude e exposição), a natureza do solo e do seu revestimento, a proximidade de grandes superfícies de água e pelo regime de ventos. A temperatura é a quantidade de calor que existe no ar, a diferença entre a maior e a menor temperatura designa-se por amplitude térmica. A temperatura máxima absoluta mensal é a 222
223 mais alta das temperaturas máximas mensais observadas num dado mês, durante um número determinado de anos, a temperatura mínima absoluta mensal é a mais baixa das temperaturas mínimas mensais observadas num dado mês, durante um número determinado de anos, sendo a temperatura média a média da leitura de temperaturas verificada num período específico de tempo, frequentemente a média entre temperaturas máxima e mínima. O concelho de Viseu, apresenta segundo Daveau et al (1985) Verões quentes e Invernos frios. A temperatura média anual registada na estação climatológica de Viseu é de 13,4 C, logo, segundo classificação simples dos climas, a região tem um clima Temperado (INMG, 1991). Tabela 38 Valores da temperatura do ar ( C) verificados na estação climatológica de Viseu, para o período de (INMG, 2001). Mês Média das Máximas Média das Mínimas Máximas Absolutas Mínimas Absolutas Min Máx Min <0,0 > 25 > 20 Mensal Janeiro 11,5 2,2 20-6,6 9, ,8 Fevereiro 12,5 3,4 22,5-7,3 4, Março 14,9 4,3 27,4-3,5 2,5 0,2 0 9,6 Abril 16,8 5,7 27,8-3,8 0,7 0,7 0 11,3 Maio 20,4 8,2 34-0,5 0 6,2 0 14,3 Junho 25,1 11, ,1 0 18,3 Julho 28,8 13,2 39,5 5,5 0 24,6 0,4 21 Agosto 29 12,3 39,5 5,6 0 25,8 0,1 20,7 Setembro 26,1 11,6 39, ,8 Outubro 20,1 8,5 31,2-2,8 0,2 4,3 0 14,3 Novembro 14,6 4,9 27, ,2 0 9,8 Dezembro 11,8 3 22,5-6,5 7, ,4 Ano 19,3 7,4 39,6-7,3 28,3 95,1 0,5 13,4 A temperatura média do mês mais frio é de 6,8 C, em Janeiro, e a correspondente ao mês mais quente é de 21 C, em Julho (INMG, 2001). A temperatura média do ar no ano é de 13,4 C, enquanto a temperatura média mínima é de 2,2 C, registada no mês de Janeiro, e a temperatura média máxima do ar mensal é de 29,0 C, no mês de Agosto. As temperaturas do ar apresentam valores rigorosos de Inverno com as médias do mês mais frio de 6,4 C e a temperatura mínima extrema a atingir os -7,3 C (Fevereiro). 223
224 Temperatura ( C) ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO O verão com temperaturas médias não muito altas pode apresentar, no entanto, uma temperatura máxima extrema de 39,6 C (Setembro). Quanto ao número de dias do ano com temperaturas superiores a 25 C, o valor mais elevado verifica-se no mês de Agosto com 25,8 dias, num total no ano de 95,1 dias Média Mínima Média Mensal Média Máxima 5 0 Meses Gráfico 101 Temperaturas mínimas, médias e máximas do ar, para a estação climatológica de Viseu, para o período de (INMG, 2001). 224
225 Amplitude Térmica ( C) ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Meses Gráfico 102 Amplitude Térmica registada para a estação climatológica de Viseu, para o período de (INMG, 2001). A análise efetuada da temperatura reflete a existência de amplitudes térmicas consideráveis sobretudo nos meses de verão, refletindo alguma variação entre as temperaturas mínimas e máximas. A ocorrência de temperaturas inferiores a 0 C, constitui uma informação importante, dado poder indicar condições de formação de gelo no solo, especialmente nos locais menos expostos à radiação solar. II Precipitação O quantitativo anual médio de precipitação é de 1200,2 mm na estação de Viseu, caracterizando-se o clima da região, segundo a classificação simples dos climas, como, chuvoso (INMG, 2001). Tal como, a generalidade do território de Portugal Continental, o concelho de Viseu insere-se numa região mediterrânica, em que a maior parte da precipitação anual concentra-se nos meses de Inverno, ao passo que o período estival coincide com a época de maior secura. Como tal, entre os meses chuvosos destaca-se o mês de Fevereiro como o mais pluvioso com 176,9 mm de precipitação. Os quantitativos pluviométricos mantêm-se elevados entre Outubro e Março, assistindo-se, a partir deste mês à diminuição progressiva da precipitação. O valor mínimo regista-se em Agosto 14,0 mm, Setembro, com quantitativos mais elevados, assinala já a transição para o período chuvoso, que se inicia verdadeiramente no mês seguinte. 225
226 Tabela 39 Valores de precipitação (mm) verificados na estação climatológica de Viseu, para o período de (INMG, 2001). Mês Total Máxima (diária) R>0,1mm R>1,0mm R>10,0mm Janeiro 167,9 72,5 13,9 12,9 6,0 Fevereiro 176,9 81,4 13,2 12,2 5,9 Março 98,7 66,5 11,7 9,8 3,2 Abril 102,6 69,5 11,9 10,2 3,1 Maio 83,3 45,0 9,6 8,2 3,3 Junho 55,7 51,0 7,3 6,1 2,1 Julho 16,3 49,3 2,7 2,0 0,6 Agosto 14,0 28,5 2,5 1,9 0,5 Setembro 54,4 63,5 6,3 4,9 1,8 Outubro 121,5 85,4 11,1 9,7 4,2 Novembro 149,1 95,5 12,4 10,8 5,1 Dezembro 159,8 80,6 12,4 11,1 5,8 Ano 1200,2 95,5 115,0 99,8 41,6 A precipitação máxima diária verifica-se no mês de Novembro, com um valor de 95,5 mm. O número médio de dias com precipitação, R > 0,1 mm é de 115,0 dias, 13,9 no mês de Janeiro e 2,5 no mês de Agosto. Para R > 1,0 mm, temos 99,8 dias, 12,9 no mês de Janeiro e 1,9 no mês de Agosto. No que diz respeito a R> 10,0 mm, representa 41,6 dias do ano, 6,0 em Janeiro e 0,5 em Agosto. Cruzando a distribuição da precipitação com a distribuição da temperatura, conforme se pode observar pelo Gráfico 103, distinguem-se dois períodos em termos de precipitação e temperatura, ocorrendo o período mais chuvoso na época mais fria do ano e o período menos chuvoso, durante os meses de Verão. Conclui-se também que, apenas no período de Julho a Agosto, o valor da precipitação (mm) é inferior ao do valor da temperatura ( C), o que significa que são meses biologicamente secos. 226
227 Precipitação (mm) Temperatura Média ( C) ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO 200,0 25,0 150,0 20,0 100,0 15,0 10,0 50,0 5,0 0,0 0,0 Meses Precipitação (mm) Temperatura Média Gráfico 103 Gráfico Termo pluviométrico na estação climatológica de Viseu, para o período de (INMG, 2001) II Vento Os parâmetros mais frequentemente utilizados para caracterizar o regime dos ventos são: a velocidade (km/h), a direção, a frequência (%) e as situações de calma atmosférica que ocorrem quando a velocidade do vento é inferior a 1km/h e sem rumo determinável. Na estação de Viseu, a velocidade média do vento ao longo do ano é de 5,4 km/h. Os ventos notoriamente mais frequentes e as velocidades médias anuais mais intensas são do quadrante nordeste (NE), com registos na ordem dos 20,6 % e 6,9 km/h, respetivamente. Segundo a escala de Beaufort, o vento classifica-se como aragem e vento fraco (INMG, 1990). É nos quadrantes nordeste (NE) e sudoeste (SW) que o vento apresenta maior frequência anual, estes rumos predominam ao longo de todos os meses do ano, verificando-se um claro domínio dos ventos NE, seguidos dos ventos SW. Os restantes rumos atingem valores de frequência entre 3,0 % e 10,1 %. A presença de calmas regista maior frequência nos meses de Outubro e Novembro. 227
228 Tabela 40 Valores de velocidade média (Km/h) e frequência (%) de vento verificados na estação de Viseu, para o período (Fonte: INMG, 2001). Vento Rumos N NE E SE S SW W NW Frequência (%) 5,2 20,6 5,4 3,0 3,9 15,7 8,5 10,1 Velocidade Média (Km/h) 3,9 6,9 5,4 4,1 4,5 6,6 6,3 5,5 W NW 25,0 N 20,0 NE 15,0 10,0 5,0 0,0 E Frequência (%) Velocidade Média (Km/h) SW SE S Figura 30 Valores de velocidade média (Km/h) e frequência (%) de vento verificados na estação de Viseu, para o período (INMG, 2001). II Humidade Relativa do Ar A humidade do ar é a quantidade de vapor de água contida na atmosfera. A humidade relativa é a relação entre a quantidade de vapor de água existente na atmosfera, a uma determinada temperatura e aquela para a qual o ar ficaria saturado a essa mesma temperatura. Exprime-se em percentagem. No caso de o ar estar saturado será 100%, se o ar estiver absolutamente seco será 0%. A humidade relativa traduz o estado higrométrico do ar e avalia-se por meio de aparelhos denominados higrómetros. Chama-se humidade absoluta ao peso em gramas do vapor de água contido num m 3 de ar. A quantidade máxima de vapor de água que uma massa de ar pode conter depende da temperatura a que se encontra. Excedido esse limite, chamado estado de saturação, realiza-se a condensação da quantidade de vapor de água que está em excesso. À temperatura correspondente ao estado de saturação do ar denomina-se ponto de orvalho. A estação de Viseu faz observações às 9h e às 18h, para esta estação o valor de humidade relativa mais elevado verifica-se no mês de Janeiro às 9h. Os meses que apresentam valores de humidade relativa mais baixos são os meses de Julho e Agosto, em que a percentagem de vapor de água que o ar contém é menor. 228
229 Humidade Relativa do ar (%) ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Quanto à humidade relativa do ar, o clima da área em estudo, caracteriza-se como sendo do tipo Seco e Húmido (INMG, 1985). Tabela 41 Valores médios mensais de humidade relativa do ar (%) verificados na estação de Viseu, para o período de (INMG, 2001). Humidade Relativa do Ar (%) Mês 9h 18h Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Ano h 18h Meses Gráfico 104 Valores médios mensais de humidade relativa do ar (%) verificados na estação de Viseu, para o período de (INMG, 2001) 229
230 Pela análise do Gráfico 104, constata-se que os valores de humidade registados na estação climatológica de Viseu às 9 horas da manhã são sempre superiores aos registados às 18 horas, apresentando alguma variação ao longo do ano, ditando a ocorrência de Invernos húmidos e Verões secos na região. II Nebulosidade Os valores de nebulosidade (quantidade de nuvens) são expressos num intervalo de números, em que o 0 (zero) representa céu limpo, sem nuvens e 10 representa céu encoberto, sem qualquer porção de azul visível. Verifica-se pela análise do Tabela 42 que os valores de nebulosidade mais elevados (6) se verificam nos meses de Janeiro, Fevereiro e Abril, e os valores mínimos verificam-se em Agosto, predominando, no entanto, os dias de céu nublado. Tabela 42 Valores de nebulosidade (0-10), verificados na estação de Viseu, para o período de (INMG, 2001). Mês 9h Nebulosidade (0-10) Janeiro 6 6 Fevereiro 6 6 Março 5 6 Abril 6 6 Maio 5 5 Junho 4 5 Julho 3 3 Agosto 3 2 Setembro 4 4 Outubro 5 5 Novembro 5 5 Dezembro 5 5 Ano h Segundo Daveau et al (1985), na área em estudo ocorre o fenómeno da Vertente Nebulosa (dias nebulosos frequentes nem sempre chuvosos). Note-se que as vertentes nebulosas encontram-se normalmente na periferia dos maciços de colinas ou de montanhas, quer do lado diretamente virado para o Atlântico, quer ainda no seu rebordo setentrional ou meridional, desde que nenhum obstáculo se interponha no percurso das massas de ar húmido. A diversidade dos tipos de tempo, capazes de provocarem advecção do ar marítimo húmido sobre o continente, explica que não seja sempre na mesma vertente que a nebulosidade é máxima. 230
231 II Insolação Na estação climatológica de Viseu regista-se um total de 2532,6h de insolação, correspondendo a 56% de sol descoberto ao longo de um ano. Os meses de Julho e Agosto são os que apresentam mais horas de Sol descoberto, 338,3h e 314,4h, respetivamente, o que corresponde, em ambos os casos, a uma percentagem total de 74% de insolação. Por outro lado, o mês de Janeiro é o que se apresenta com maior nebulosidade, com apenas 122,7h de sol descoberto (Fonte: INMG, 2001). Outros meteoros (Neve, Granizo, Nevoeiro e Geada) Verifica-se pelos valores apresentados no Tabela 43 que, a neve foi muito pouco abundante, registando apenas 1,1 dias ao ano. Este meteoro apresentou o valor mais elevado (0,4) em Janeiro. O granizo/saraiva apenas se registou nos meses de Fevereiro a Abril, Junho e Outubro, ambos com 0,1 dias, sendo o valor médio anual de 0,5 dias. Relativamente ao nevoeiro, apresenta-se em 24,2 dias por ano, sendo mais frequente no mês de Agosto, 3,3 dias. Tabela 43 Valor de neve, granizo, nevoeiro e geada, verificados na estação de Viseu, para o período de (INMG, 2001). Mês Neve Granizo/Saraiva Nevoeiro Geada Janeiro 0,4 0,0 1,8 11,0 Fevereiro 0,3 0,1 1,4 7,7 Março 0,1 0,1 1,2 4,2 Abril 0,1 0,1 1,6 1,2 Maio 0,0 0,0 1,7 0,3 Junho 0,0 0,1 2,7 0,0 Julho 0,0 0,0 3,1 0,0 Agosto 0,0 0,0 3,3 0,0 Setembro 0,0 0,0 2,1 0,0 Outubro 0,0 0,1 2,0 0,5 Novembro 0,0 0,0 1,5 5,7 Dezembro 0,2 0,0 1,8 9,9 Ano 1,1 0,5 24,2 40,5 II Classificações Climáticas O clima que caracteriza o concelho de Viseu deriva entre outros fatores, do seu posicionamento geográfico e da orografia da região. Para complementar a caracterização do clima da área em estudo, apresenta-se de seguida classificações climáticas, que resultam de relações e análises de alguns parâmetros descritos anteriormente. 231
232 Classificação de Köppen A Classificação Climática de Köppen caracteriza o clima a partir dos valores médios da temperatura do ar e da quantidade de precipitação, e na distribuição correlacionada destes dois elementos pelos meses do ano. Esta é uma classificação quantitativa que se adapta bem à paisagem geográfica e aos aspetos de revestimento do coberto vegetal. De acordo com Ribeiro, O. et al, 1999, o concelho de Viseu apresenta um clima do tipo Csb (Clima Temperado húmido com Verão quente e temperado), que significa: C Clima mesotérmico (temperado) húmido, em que a temperatura do mês mais frio é inferior a 18ºC, mas superior a -3ºC e a temperatura do mês mais quente é superior a 10ºC; s Estação seca no Verão, a quantidade de precipitação do mês mais chuvoso é superior a três vezes a quantidade de precipitação do mês seco e esta deve ser inferior a 40 mm; b Verão Quente, a temperatura média do ar no mês mais quente do ano é inferior a 22 ºC. Classificação de Thornthwaite Esta classificação, mais sensível que a de Köppen, é estruturada no balanço hídrico (resultado da quantidade de água que entra e sai de uma certa porção do solo em um determinado intervalo de tempo), ou seja, tendo em conta a Evapotranspiração de Thornthwaite, a precipitação e a capacidade de reserva de água utilizável no solo num mesmo local (INAG, 2001). A evapotranspiração potencial, conceito introduzido por Thornthwaite em 1944, representa a quantidade de água que poderá passar para a atmosfera diretamente ou através das plantas, se a humidade existente no solo estiver sempre disponível em quantidade suficiente. A evapotranspiração real representa a quantidade de água que efetivamente passa para a atmosfera sob a forma de vapor e depende dos seguintes parâmetros: evapotranspiração provisionamento em água do solo, que representa a oportunidade para a evapotranspiração. O balanço hídrico sequencial mensal é obtido através do Método de Thorntwaite Mather (Mendes et al., 1980), a partir das Normais Climatológicas de , relativas à estação de Viseu, e dos respetivos valores de evapotranspiração potencial (ETP) e evapotranspiração real (ETR) obtidos no Tabela 44, considerando que a capacidade de água utilizável no solo é de 100 mm (valor utilizado pelos climatólogos). 232
233 Tabela 44 Valores utilizados e obtidos na aplicação do balanço hidrológico sequencial a um solo com uma capacidade utilizável de 100 mm, sujeito às condições meteorológicas médias mensais registadas em Viseu (INMG, 2001). Meses Out. Nov. Dez. Jan. Fev. Mar. Abr. Mai. Jun. Jul. Ago. Set. T ( C) 14,3 9,8 7,4 6,8 8,0 9,6 11,3 14,3 18,3 21,0 20,7 18,8 i (t) 4,9 2,8 1,8 1,6 2,0 2,8 3,5 4,9 7,2 8,8 8,7 7,5 N (lat) 11,2 10,0 9,4 9,7 10,6 12,0 13,3 14,4 15,0 14,7 13,7 12,5 N (dias) 31,0 30,0 31,0 31,0 28,0 31,0 30,0 31,0 30,0 31,0 31,0 30,0 K 29,9 25,0 25,1 25,9 23,1 32,0 33,3 38,4 37,5 39,2 36,6 31,3 ε (i) 1,9 1,1 0,7 0,7 0,8 1,1 1,3 1,9 2,7 3,3 3,3 2,8 ETP 56,8 27,5 17,6 18,1 18,5 35,2 43,2 73,0 101,3 129,5 120,7 87,5 P (mm) 121,5 149,1 159,8 167,9 176,9 98,7 102,6 83,3 55,7 16,3 14,0 54,4 P - ETP 64,7 121,6 142,2 149,8 158,4 63,5 59,4 10,3-45,6-113,2-106,7-33,1 Reserva 64,7 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 54,5 0,0 0,0 0,0 Δ Reserva 64,7 35,3 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0-45,6-54,5 0,0 0,0 ETR 56,8 27,5 17,6 18,1 18,5 35,2 43,2 73,0 101,3 70,8 14,0 54,4 Déficit ,7 106,7 33,1 Excedente - 86,3 142,2 149,8 158,4 63,5 59,4 10, i (t) índice calórico (função da temperatura, valor tabelado in (Custódio & Lamas, 1983)) N (lat) humidade (função da latitude, valor tabelado in Custódio et al., 1983) N (dias) número de dias do mês K = N (lat)/12 *N (dias)/30*30 I = ε (i) índice calórico anual (função da temperatura e da evapotranspiração potencial diário (I 49,2) ETR evapotranspiração real ETP evapotranspiração potencial Déficit = ETP-ETR 200,0 180,0 mm 160,0 140,0 120,0 100,0 80,0 60,0 P (mm) ETP ETR 40,0 20,0 0,0 Out. Nov. Dez. Jan. Fev. Mar. Abr. Mai. Jun. Jul. Ago. Set. Meses Gráfico 105 Balanço hídrico sequencial mensal do solo para a região de Viseu (INMG, 2001). Analisando o Gráfico 105, identifica-se um período de excesso de água não utilizada pela vegetação, entre os meses de Outubro e Maio. A utilização das reservas satisfaz as 233
234 necessidades hídricas da vegetação nos meses de Maio e Junho, sendo o défice hídrico (situação na qual as precipitações exibem valores inferiores aos da evaporação e a transpiração das plantas) de Julho a Setembro. Com base nos valores do Tabela 45, proceder-se-á à elaboração da classificação climática segundo Thorntwaite, através do cálculo de quatro índices mensuráveis: índice hídrico (Ih), índice de aridez (Ia), índice de humidade (Iu), eficácia térmica (C) e evapotranspiração potencial (ETP). Tabela 45 A classificação climática segundo Thornthwaite para a região de Viseu (Mendes, 1980). Fórmula Valor Classificação Índice Hídrico (Ih) Iu - 0,6*la 75,58% B₃ - Muito húmido Índice Aridez (Ia) (DH/ETP) 27,20% Indice Humidade (Iu) (SH/ETP) 91,90% s moderada deficiência de água no Verão Eficácia Térmica (C) (ETP meses mais quentes) / ETP 48,20% B₄' - moderada ETP (mm) ETP 728,86 B₂'- 2 Mesotérmico (temperado) DH - défice hídrico SH - superávit hídrico ou excedente ETP - evapotranspiração potencial A classificação climática de Thornthwaite, expressa simbolicamente para a região de Viseu é B3 B2 s B4, o que indica estarmos na presença de um clima húmido, mesotérmico, com défice de água moderado no Verão e moderada eficácia térmica no Verão. II.7.3 II Relevo e Hidrografia Relevo e Altimetria Portugal Continental é constituído por três grandes unidades geológicas: Maciço Antigo (ou Hespérico), que ocupa cerca de dois terços do território, Orlas Mesocenozóicas (Meridional e Ocidental) e Bacias do Tejo e do Sado. O concelho de Viseu insere-se no Maciço Antigo, onde o relevo é condicionado pela litologia, tectónica e pela ação de agentes erosivos, sendo caracterizado por áreas aplanadas, mas onde, por vezes, surgem fortes declives, devido ao encaixe dos cursos de água mais importantes. O concelho de Viseu tem uma superfície irregular com altitudes compreendidas entre os 400 e os 700 metros, havendo contudo áreas onde estes valores não se verificam. É o caso da bacia do Rio Dão onde se verificam cotas de 200 a 300 metros, enquanto a Norte, encontram-se pontos mais altos com valores próximos dos 900 metros. 234
235 A cidade de Viseu tem uma posição quase central em relação ao distrito e ao município, localizando-se no designado Planalto de Viseu. É envolvido por um sistema montanhoso constituído a norte pelas Serras de Leomil, Montemuro e Lapa, a Noroeste pela Serra do Arado, a Sul e Sudoeste pelas Serras da Estrela e da Lousã, e a Oeste pela Serra que mais influencia esta área, a Serra do Caramulo Figura 31 Representação altimétrica do Concelho de Viseu (CMV, 2012). II Hidrografia O concelho de Viseu é abrangido por três Planos de Bacias Hidrográficas (PBH), Douro (Decreto Regulamentar nº. 19/2001 D.R. 284 Série I-B de ), Mondego (Decreto Regulamentar nº. 9/2002 D.R. 51 Série I-B de ) e Vouga (Decreto Regulamentar nº. 15/2002 D.R. 62 Série I-B de ); no entanto, o PBH do Mondego é o mais expressivo, abrangendo 78% do concelho, o PBH do Vouga é menor que 20% e o PBH do Douro é praticamente insignificante. O rio Vouga nasce em plena serra da Lapa, a cerca de 930 metros de altitude e percorre 148 km até desaguar na Barra de Aveiro. A sua bacia hidrográfica, com 3645 km2 de área, situa-se na zona de transição entre o Norte e o Centro de Portugal Continental, apresenta uma forma alongada e orientação dominante Leste-Oeste. É confinada, a Sul pela Serra do Buçaco, que a separa da bacia hidrográfica do rio Mondego, e a Norte pelas serras de Leomil, Montemuro, Lapa e Serra da Freita, que a separam da bacia hidrográfica do rio Douro. Os principais afluentes da margem direita do Vouga são os rios Sul (115 km²), Caima (196 km²) e Antuã (149 km²), desaguando este último diretamente no braço Norte da ria de Aveiro (631 km²). Na margem esquerda, os principais afluentes são o Águeda (972 km²), com os seus 235
236 afluentes mais importantes, o Cértima (541 km²), que desagua no Águeda através da lagoa da Pateira de Fermentelos e o Alfusqueiro (205 km²). O rio Mondego nasce na serra da Estrela a 1425 m de altitude e apresenta um comprimento de 234 km da origem até à foz no Oceano Atlântico junto à Figueira da Foz. A bacia hidrográfica do rio Mondego apresenta uma forma retangular e uma orientação dominante NE-SW, cobrindo uma área de 6644 km2 do território Português. Esta bacia é limitada a Norte e Este pelas bacias hidrográficas dos rios Vouga e Douro e a Sul pelas bacias dos rios Tejo e Liz. Os principais afluentes do rio Mondego são na margem esquerda, os rios Pranto (260 km2), Arunca (765 km2), Ceira (737 km2) e Alva (711 km2) e na margem direita o rio Dão (1377 km2). O concelho de Viseu apresenta numerosos cursos e linhas de água. De um modo geral estas organizam-se em três bacias: o Rio Vouga (norte do concelho); o Rio Dão (sentido sudoeste); o Rio Paiva (delimita o norte do concelho). O rio Dão é um rio português que nasce na freguesia de Eirado, mais propriamente na Barranha, concelho de Aguiar da Beira, Distrito da Guarda, na região dos planaltos de Trancoso-Aguiar da Beira, numa zona em que a altitude oscila entre os 714 metros e os 757 metros e que faz parte da Região do Planalto Beirão. Figura 32 Representação da rede hidrográfica do Concelho de Viseu (CMV, 2012). 236
237 Existem outros cursos e linhas de água de menor caudal mas que têm alguma importância tais como: o rio Pavia, o rio de Mel, o Rio Troço, as ribeiras de Sátão e Asnes afluentes do Dão e a ribeira de Várzea afluente do Vouga. Relativamente aos caudais, estes não são uma constante ao longo do ano atingindo um mínimo na época estival onde a maior parte dos cursos de água quase secam. De qualquer modo os cursos de água que mantém um caudal exequível de utilização para rega ao longo de todo o ano, são os rios Vouga, Dão, Pavia e as ribeiras de Sátão e Asnes. Recursos Hídricos Subterrâneos A água precipitada escorre à superfície ou infiltra-se nos terrenos. A maior ou menor quantidade de água que se infiltra vai depender do tipo de solo e da morfologia da superfície. A natureza litológica e a estrutura das formações geológicas têm incidências no seu comportamento hidrogeológico. As rochas porosas e as rochas fissuradas apresentam propriedades distintas no que concerne ao armazenamento de água. Genericamente, poderá afirmar-se que as rochas porosas armazenam maiores volumes de água do que as rochas fissuradas. Como já foi referido anteriormente o concelho de Viseu insere-se no Maciço Antigo onde predominam as rochas ígneas e metamórficas. Embora consideradas como impermeáveis, estas formações têm uma capacidade de armazenamento não desprezável quer nas zonas de alteração superficial quer no sistema de fraturas que as afetam e que se traduz pela regularização do escoamento dos cursos de água que as atravessam, desempenhando um papel fulcral por exemplo na definição dos caudais ecológicos em rios que fluam em regiões semiáridas (Alves et al., 2001). A água que circula por esses sistemas de fraturas dá origem não raro a numerosas nascentes que debitam durante todo o ano pequenos caudais. Constata-se que é frequente os terrenos, nas zonas baixas cultivadas, se encontrarem saturados, traduzindo-se na pouca capacidade de suporte do solo e linhas de água com caudais apreciáveis. Os depósitos coluvionares e co-aluvionares constituem zonas mal drenadas, onde ocorrem níveis freáticos altos, com consequente alagamento na época de chuvas. Do ponto de vista hidrogeológico a estrutura dos maciços graníticos conduz a um comportamento hidrogeológico complexo (permeabilidade em pequeno nas zonas de saibros e permeabilidade em grande no maciço rochoso). As zonas de contacto entre unidades de permeabilidade diferente constituem linhas de percolação preferenciais, tais como o contacto entre saibros e o maciço granítico pouco alterado ou zonas de rocha mais fraturada. 237
238 No que diz respeito às formações de natureza xistenta da unidade CBR, dependendo da sua natureza mais arenosa, ou mais argilosa, assim terão uma maior ou menor permeabilidade. II.7.4 II Geologia e Solos Formações Geológicas De acordo com a Carta Geológica de Portugal, à escala 1/500000, a maior extensão do município de Viseu é ocupada por granitos, cerca de 77,3%, sendo esta rocha a principal responsável na formação dos solos existentes. A Oeste existem granitos alcalinos e a norte, leste e sul existem grano-perfiroides que caraterizam o Maciço Antigo do chamado Planalto de Viseu. Em cerca de 18,6% da área do município ocorrem formações quartzitos e gneisses do précâmbrico e arcaico, desenvolvendo-se em três sentidos diferentes: um no sentido sudeste até Santos Evos, outro de maior largura, desenvolvendo-se até às proximidades da freguesia de Cota e o terceiro no sentido noroeste que vai estreitando até à margem do Vouga, estendendose pelos concelhos contíguos até ao Douro. Existe ainda uma outra mancha com as mesmas características que se situa no município do Sátão e penetra em faixa estreita junto a Barreiros. A noroeste e nordeste de Cota surgem outras formações litológicas que ocupam as zonas de maior altitude do concelho. São formações de rochas metamórficas duras (grauvaque) de câmbrico e selúrico que ocupam cerca de 4,1% da área do município. Legenda: Rochas Magmáticas Intrusivas - g_13 Granito de duas micas indiferenciado Orogénico sintectónico (Sin F3) - g_22b* Granitos e granodioritos porfifóides Orogénicos (Sin F3) - g_23b Granitos monzoníticos porfiroides Orogénicos (Tardi a pós F3) -g_23d Granitos moscovítico-biotíticos Orogénicos (Tardi a pós F3) Paleozóico CDA Unidades autóctones não diferenciadas: turbiditos das Formações de Ervedosa e Bateira (Complexo Xisto- Grauváquico). CBR Formação de Rosmaninhal: turbiditos finos (Complexo Xisto-Grauváquico). HPM Formação de S. Pedro-Mioma: pelitos, arenitos e conglomerados. OQADB Formação de Quartzito Armoricano (Douro-Beiras): quartzitos, conglomerados e xistos. OVA Formação de Valongo: xistos ardosíferos siltíticos. Figura 33 Carta Geológica de Portugal (escala 1: ), concelho de Viseu (SNIG, 2012). 238
239 II Solos Genericamente os solos do município de Viseu situam-se na mancha do grande grupo de solos Pardo Acinzentados Pedzolizados, sendo maioritariamente provenientes de granitos, os quais se intercalam com solos originários de outras rochas com fraca expressão (quartzitos, gneisses e xistos metamórficos), que são de difícil desagregação, produzindo assim com maior frequência afloramentos rochosos agrestes ou materiais muito grosseiros. De acordo com a sua origem, os solos com maior representatividade são os graníticos (litossolos e litólicos húmidos). Na área das outras rochas aparecem os litossolos das respetivas matérias originárias nas zonas de relevo pronunciado, sendo possível também encontrar os seus equivalentes argiluviados nas zonas mais planas e menos onduladas. Nas baixas junto às linhas de água surgem algumas manchas com certa expressão em largura e comprimento de aluviossolos e coluviossolos. Em regra, os solos nas cotas mais altas serão mais delgados, melhorando um pouco nas encostas suaves se forem protegidos da erosão por revestimento vegetal ou estiveram em socalcos largos. Podem ocorrer bons solos agrícolas em profundidade, nos coluviais e nas faixas aluvionares se estiverem bem drenadas e trabalhadas e se adicionalmente forem enriquecidas. Pode referir-se, de forma geral, que os solos graníticos desta zona são fáceis de trabalhar, mas constituem solos pobres carecendo de correções, excetuando-se os provenientes de granitos mais ricos em feldspatos onde a presença de argila os torna mais férteis sobretudo se submetidos ao regadio. II.7.5 II Flora e Fauna Flora A diversidade florística de uma determinada região é o resultado da interação dos vários fatores bióticos e abióticos e é um bom indicador da ação antrópica aí existente, sendo o estado de conservação de um habitat muito importante para a preservação das espécies quer florísticas quer faunísticas. A caracterização das espécies florísticas, que potencialmente ocorrem no concelho de Viseu, fundamentou-se na informação disponível no Herbário da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). 239
240 Relativamente ao Tipo Fisionómico, com base na posição das gemas de renovo, no referido herbário da UTAD consideram-se, segundo Raunkier, mais tarde corrigido por Braun-Blanquet, 1982: Helófito - planta de meios aquáticos com as gemas de renovo enterradas no leito; Terófito - planta anual cujas gemas de renovo provêm da germinação de sementes Hemicriptófito - planta com as gemas de renovo situadas na superfície do solo, muitas vezes envolvidas por folhas em forma de roseta; Geófito - planta não aquática com as gemas de renovo enterradas (tubérculo, bolbo ou rizoma); Caméfito - planta perene cujas gemas de renovo se situam a menos de 25 cm da superfície do solo; Nanofanerófito - pequenos arbustos com comprimento não superior aos 2 metros (raramente ultrapassando o 1,5 metros) e cujas gemas de renovo se encontram entre os cm de altura; Microfanerófito - arbustos com as gemas de renovo nas plantas adultas acima dos 2 metros e com comprimento inferior a 8 metros; Mesofanerófito - gemas de renovo nas plantas adultas entre 8 e 20 metros; Megafanerófito - gemas de renovo nas plantas adultas a uma altura superior a 20 metros. Pode referir-se que quanto ao Habitat, local onde a planta vegeta, estes podem ser: Matos - comunidades vegetais de bosque, ou seja, com um estrato arbóreo mais ou menos denso e contínuo; Matagais - comunidades arbustivas, nas quais o estrato arbóreo é inexistente ou pouco significativo; Terrenos cultivados - conjunto de comunidades arvenses, ou seja, aquelas em que se desenvolvem as diferentes culturas (vinhedos, amendoais, pomares, olivais, hortas, cultura cerealífera, etc.); Terrenos incultos - comunidades herbáceas caracteristicamente pioneiras, com estrato arbustivo pouco desenvolvido ou mesmo inexistente; Ruderal - comunidades ligadas à atividade antrópica, corresponde aos espaços periodicamente alterados mas não agricultados. Assim referem-se àqueles que surgem nas margens dos caminhos e estradas, culturas, edificações, pousios e entulheiras, etc.; Relvados húmidos - vegetação de clareiras temporária ou permanentemente húmidas, comuns na proximidade de muitos cursos de água ou de relvados destinados à pastorícia (integram-se nesta tipologia os lameiros, pastagens permanentes, etc.); 240
241 Rupícola - vegetação sobre substrato rochoso, ou seja, sobre afloramentos de rocha fragmentada, ou não; Ripícola - vegetação desenvolvida nas galerias ribeirinhas, cursos de água, lagos ou albufeiras; Ornamental - espécie atualmente utilizada com fins não agro-florestais ou com elevado potencial paisagístico. Estão referenciadas na área em estudo 17 espécies do estrato arbóreo (Tabela 46), 33 do estrato arbustivo (Tabela 47) e 91 do estrato herbáceo (Tabela 48), perfazendo um total de 141 espécies. Tabela 46 Lista de espécies - Estrato arbóreo. Espécie Nome Comum Tipo Fisionómico Habitat Acacia deablata Acácia Acácia- Mimosa Micro ou mesofanerófito Matagais Alnus glutinosa Amieiro Mesofanerófito Ripícola Morus nigra Amoreira-preta Mesofanerófito Ruderal Quercus robur Carvalho-alvarinho Mesofanerófito Matos Quercus pyrenaica Carvalho-negral Mesofanerófito Matos Castanea sativa Castanheiro-comum Mesofanerófito Matos e terrenos cultivados Populus nigra Choupo-negro Mesofanerófito Ripícola e ruderal Eucalyptus globulus Eucalipto-comum Mesofanerófito Matos Fraxinus angustifolia Freixo Mesofanerófito Matos e ripícola Cydonia oblonga Marmeleiro Vários Vários Ruderal Matos, terrenos incultos e Olea europaea Oliveira-brava Mesofanerófito rupícola Matos, matagais e terrenos Pinus pinaster Pinheiro-bravo Mesofanerófito incultos Matos, matagais e terrenos Pinus pinea Pinheiro-manso Mesofanerófito incultos Salix salvifolia Salgueiro-branco Microfanerófito Ripícola Salix atrocinerea Salgueiro-preto Microfanerófito Ripícola e relvados húmidos Ulmus minor Ulmeiro-de-folha-lisa Mesofanerófito Ripícola e ruderal Betula alba Vidoeiro Mesofanerófito Matos e ripícola 241
242 Tabela 47 Lista de espécies - Estrato arbustivo. Espécie Nome Comum Tipo Fisionómico Habitat Rosmarinus officinalis Alecrim Nanofanerófito Matos, matagais, terrenos incultos e rupícola Lavandula angustifolia Alfazema Nanofanerófito Terrenos incultos,matagais e matos Rubus ulmifolius Silva Microfanerófito Terrenos incultos,matos, matagais e ruderal Thymus mastichina Bela-luz Caméfito Rupícola, matos,matagais e terrenos incultos Pterospartum tridentatum Carqueija Nanofanerófito Matos, matagais e terrenos incultos Daphne gnidium Erva-de-João- Pires Nanofanerófito Matos, matagais e terrenos incultos Asparagus acutifolius Espargo-bravomenor Nanofanerófito Matos e terrenos incultos Cistus ladanifer Esteva Nanofanerófito Matos e matagais Cistus salvifolius Estevinha Nanofanerófito Matos e matagais Cytisus scoparius Giesta Nanofanerófito Matos, matagais e ripícola Cytisus striatus Giesta-amarela Nanofanerófito Matos, matagais e rupícola Cytisus multiflorus Giesta-branca Nanofanerófito Matos, matagais e rupícola Hedera Helix Hera-comum Microfanerófito Matos, ruderal, terrenos cultivados e ripícola Phyllyrea angustifolia Lentisco-bastardo Nanofanerófito Matos, matagais e terrenos incultos Lonicera periclymenum Madressilva Microfanerófito Matos e ruderal Erica scoparia Moita-alvarinha Microfanerófito Matos e matagais Lythrum portula Patinha Terófito Relvados húmidos e rípicola Crataegus monogyna Pilriteiro Microfanerófito Matos e ruderal Sambucus nigra Sabugueiro Microfanerófito Ripícola Lythrum salicaria S Salguerinha Helófito Rípicola, relvados húmidos e ruderal Halimium lasianthum Sargaço Nanofanerófito Matos, matagais e terrenos incultos Ulex europeaus Tojo-bravo Nanofanerófito Matos, matagais e terrenos incultos Genista triacanthos Tojo-molar Nanofanerófito Terrenos incultos,matagais e rupícola Ulex minor Tojo-molar Nanofanerófito Matos, matagais e terrenos incultos Erica umbelata Torga Nanofanerófito Matos e matagais Calluna vulgaris Urze Nanofanerófito Matos e matagais Erica arborea Urze-branca Nanofanerófito Matos, matagais e rípicola Erica ciliaris Urze-carapaça Vários Matagais Erica cinerea Urze-roxa Caméfito Matos e matagais Erica australis Urze-vermelha Nanofanerófito Matos e matagais Verbascum thapsus Verbasco Hemicriptófito Terrenos incultos e ruderal Phytolacca america Vinagreira Hemicriptófito Ruderal Vitis vinifera Vinha-brava Nanofanerófito Ruderal 242
243 Tabela 48 Lista de espécies - Estrato herbáceo. Espécie Nome Comum Tipo Fisionómico Habitat Briza maxima Abelhinhas Terófito Terrenos incultos, matagais e matos Cardamine hirsuta Agrião-de-canário Terófito Relvados húmidos, terrenos cultivados e ruderal Cardamine pratensis Agrião-dos-prados Vários Relvados húmidos Agrostis capillaris Agrostide-ténue Hemicriptófito Terrenos incultos Cyperus longus Albaflor Vários Terrenos cultivados, ruderal e ripícola Andryala integrifolia Alface-do-monte Hemicriptófito Matos, terrenos cultivados, incultos e ruderal Arenaria montana Arenária Caméfito Matos e rupícola Oenanthe crocata Arrabaça Geófito Rípicola, ruderal e relvados húmidos Sedum brevifolium Arroz-dos-muros Caméfito Rupícola e terrenos incultos Silene latifolia Assobios Hemicriptófito Ruderal, matos e rupícola Avena sativa Aveia Terófito Cultivada como cereal e como forrageira Avena barbata Aveia-barbada Terófito Terrenos cultivados, incultos e ruderal Lolium rigidum Azevém Terófito Terrenos cultivados, incultos e ruderal Umbilicus rupestris Bacelos Hemicriptófito Rupícola e ruderal Portulaca oleracea Baldroega Terófito Ruderal e terrenos cultivados Agrostis castellana Barbas-de-raposa Hemicriptófito Matos,terrenos incultos, cultivados e ruderal Erodium cicutarium Bico-de-cegonha Terófito Terrenos cultivados, incultos e ruderal Geranium dissectum Bico-de-pomba Terófito Terrenos cultivados, incultos e ruderal Digitalis purpurea Boca-de-sapo Hemicriptófito Matos, relvados húmidos e ruderal Jasione montana Botão-azul Vários Matos, matagais e ruderal Ranunculus repens Botão-de-ouro Hemicriptófito Relvados húmidos e ripícola Ranunculus muricatus Botões-de-ouros Terófito Terrenos incultos, cultivados, ruderal e ripícola Bromus hordeaceus Bromo cevada Terófito Ruderal, terrenos cultivados e incultos Poa annua Cabelo-de-cão Vários Relvados húmidos, terrenos cultivados e incultos Verbascum sinuatum Cachapeiro Hemicriptófito Terrenos incultos Chamaemelum nobile Camomila-de-Paris Hemicriptófito Ruderal, terrenos cultivados e incultos Campanula lusitanica Campaínhas Terófito Terófito Terrenos cultivados e ruderal Campanula rapunculus Campaínhas-rabanete Hemicriptófito Matos e ruderal Carduus tenuiflorus Cardo Vários Ruderal e terrenos incultos Eryngium campestre Cardo-corredor Hemicriptófito Ruderal e terrenos incultos Galactites tomentosa Cardo-dos-picos Terófito Terrenos cultivados, incultos e ruderal Chenopodium album Catassol Terófito Terrenos cultivados e ruderal Scilla monophyllos Cebola-albarrã Geófito Matos e matagais Daucus carota Cenoura-brava Vários Terrenos cultivados, incultos e ruderal Hordeum murinum Cevada-das-lebres Terófito Terrenos incultos, ruderal e rupícola Plantago major Chantage Hemicriptófito Relvados húmidos e ruderal Cynodon dactylon Chapim-das-bermudas Hemicriptófito Terrenos cultivados e incultos, ruderal e rípicola Briza minor Chocalheirinha Terófito Matagais, terrenos cultivados e incultos Echium plantagineum Chupa-mel Vários Terrenos cultivados e ruderal Plantago coronopus Corno-de-veado Vários Terrenos cultivados, incultos e ruderal Convolvulus arvensis Corriola Hemicriptófito Campos cultivados, incultos e ruderal Simethis mattiazzi Cravo-do-monte Geófito Matos 243
244 Carum verticillatum Cuminho Hemicriptófito Relvados húmidos e rípicola Dactylis glomerata Dactila Hemicriptófito Relvados húmidos, rupícola e ripícola Geranium robertianum Erva- roberta Terófito Terrenos incultos e ruderal Erodium moschatum Erva-alfinete Terófito Terrenos cultivados, incultos e ruderal Polygonum lapathifolium Erva-bastarda Terófito Rípicola, ruderal, relvados húmidos e terrenos cultivados Polygonum persicaria Erva-das-pulgas Terófito Rípicola, ruderal, relvados húmidos e terrenos cultivados Anagallis arvensis Erva-do-garrotilho Terófito Terrenos cultivados, incultos e ruderal Fallopia convolvulus Erva-feijoeira Terófito Ruderal e terrenos cultivados Molinerielle laevis Erva-fina-maior Terófito Terrenos incultos Ranunculus ficaria Erva-hemorroidal Geófito Relvados húmidos e ripícola Rumex conglumeratus Erva-labaça Hemicriptófito Relvados húmidos e ruderal Holcus lanatus Erva-mansa Hemicriptófito Terrenos incultos e relvados húmidos Parentucellia viscosa Erva-peganhenta Terófito Relvados húmidos, terrenos cultivados e ruderal Corynephorus canescens Erva-pinchoneira Hemicriptófito Terrenos incultos Rumex acetosa Erva-vinagreira Hemicriptófito Matos Vicia disperma Ervilhaca-brava Terófito Terrenos cultivados, relvados húmidos e ruderal Vicia sativa Ervilhaca-comum Terófito Ruderal, terrenos cultivados e incultos Bromus diandrus Espigão Terófito Matos, terrenos cultivados e incultos Anthoxanthum aristatum Feno-de-cheiro Terófito Matagais, terrenos cultivados e incultos Terrenos cultivados, incultos, matagais, matos e Pteridium aquilinum Feto Geófito ruderal Polypodium vulgare Feto-doce Vários Rupícola Foeniculum vulgare Funcho-bravo Hemicriptófito Ruderal Ruscus aculeatus Gilbardeira Geófito Matos Hedera helix Hera-comum Microfanerófito Matos, ruderal, terrenos cultivados e ripícola Mentha suaveolens Hortelã-brava Hemicriptófito Ruderal, ripícola e relvados húmidos Juncus acutiflorus Junco-de-flor-aguda Vários Relvados húmidos e ripícola Junco-de-folhasvariadas Juncus heterophyllus Geófito Rípicola Juncus effusus Junco-solto Hemicriptófito Relvados húmidos Tolpis barbata Leituga Terófito Matagais, terrenos cultivados e ruderal Lingua-de- vacaondeada Anchusa undulata Hemicriptófito Terrenos cultivados, incultos e ruderal Plantago lanceolata Língua-de-ovelha Hemicriptófito Terrenos cultivados, incultos e ruderal Linum usitatissimum Linho-comum Hemicriptófito Relvados húmidos, matos e ruderal Chamaemelum fuscatum Margaça-de- Inverno Terófito Ruderal e terrenos cultivados Chamaemelum mixtum Margaça-vulgar Terófito Ruderal, terrenos cultivados e incultos Anagallis monelli Morrião-dos-xistos Terófito Terrenos cultivados, incultos Coleostephus myconis Olhos-de-boi Terófito Terrenos cultivados e ruderal Poa trivialis Poa-comum Hemicriptófito Relvados húmidos Polypodium interjectum Polipódio Vários Rupícola Trifolium angustifolium Rabo-de-gato Terófito Relvados húmidos, ruderal, terrenos cultivados e incultos Ranunculus ollissiponensis Ranúnculo-das-paredes Geófito Matagais e terrenos incultos Galium aparine Rapa-saias Terófito Ruderal, terrenos cultivados e incultos Teucrium scorodonia Salva-bastarda Hemicriptófito Matos e ruderal 244
245 Ornithopus compressus Senradela-amarela Terófito Relvados húmidos, terrenos cultivados, incultos e matos Trifolium campestre T Trevo-amarelo Terófito Terrenos cultivados, incultos, matos e matagais Urtica dioica Urtiga Hemicriptófito Terrenos cultivados e ruderal Tamus communis Uva-da-cão Geófito Matos e ripícola Cadendula arvensis Vaqueira Terófito Terrenos cultivados, incultos e ruderal Echium vulgare Viperina Terófito Ruderal Vulpia bromoides Vúlpia Terófito Matos, terrenos incultos e rupícola Dos taxa identificados na área em estudo, apenas um tem estatuto de conservação, encontrase incluído no Anexo B-II, do Decreto-Lei n.º 49/2005, de 24 de Fevereiro. Esta espécie, Ruscus aculeatus (gibardeira), encontra-se vulgarmente no nosso País, mas o seu estatuto deve-se à sua colheita como planta substituta do azevinho. Relativamente ao extrato arbóreo, é dominado pelo pinheiro bravo (Pinus pinaster), surgindo, normalmente em fase muito avançada de sucessão ecológica e sempre associado ao feto vulgar (Pteridium aquilinum). Mais para sul do concelho aparecem em determinados locais o pinheiro manso (Pinus pinea) e o eucalipto (Eucalyptus globulus). Pontualmente em todo o concelho aparece o carvalho alvarinho (Quercus robur), o carvalho negral (Quercus pyrenaica) e o castanheiro (Castanea sativa). Ao nível do extracto arbustivo as espécies dominantes são o tojo (Ulex sp.), a giesta (Cytisus sp.), a urze (Erica sp.) e a carqueija (Pterospartum tridentatum). Quanto ao extracto herbáceo é dominado pelos fetos (Pteridium aquilinum), planta cosmopolita plenamente adaptada a áreas perturbadas. Ao longo dos principais cursos de água, observou-se uma conservação bastante razoável da vegetação ribeirinha, com presença frequente do amieiro (Alnus glutinosa), do salgueiro (Salix sp.), do ulmeiro (Ulmus minor), do freixo (Fraxinus angustifolia), da silva (Rubus ulmifolius), entre outras. Em alguns locais os afloramentos graníticos marcam forte presença, pelo que aí a densidade florística e a taxa de cobertura do solo são bastantes menores. Neste locais dominam as espécies rupícolas como por exemplo o Bacelo (Umbilicus rupestris). É ainda de salientar a presença de árvores e arvoredos classificados como Árvores de Interesse Público, ou seja, devido ao seu porte, desenho, idade e raridade se distinguem dos outros exemplares, constituindo-se como património de elevadíssimo valor ecológico, paisagístico, cultural e histórico. 245
246 Tabela 49 Lista de Árvores de Interesse Público no concelho de Viseu (AFN, Autoridade Florestal Nacional, 2012) Freguesia Lugar Espécie Nome Comum Descrição Idade São José Coração de Jesus Santa Maria Santa Maria Cava do Viriato Junto à EN 2 Viseu - Coimbra No cruzamento da R. do Cerrado com a R. Trás do Cerrado No cruzamento da R. do Cerrado com a R. Trás do Cerrado Quercus robur, Eucalyptus globulus Labill., Platanus spp., outras Quercus robur L. Quercus robur L. Quercus robur L. carvalho-roble, eucalipto (11 exemplares), plátano, outras espécies. carvalho-roble ou carvalhoalvarinho carvalho-roble ou carvalhoalvarinho Nº1 carvalho-roble ou carvalhoalvarinho Nº2 Silgueiros Loureiro de Silgueiros Tilia tomentosa Moenchen tília prateada Silgueiros Loureiro de Silgueiros Taxus baccata L. teixo Silgueiros Silgueiros Loureiro de Silgueiros Loureiro de Silgueiros Eucalyptus globulus Labillardière Sequoia sempervirens (Don) Endl. São Cipriano Lugar de Figueiró Quercus robur L. Santa Maria Jardim do Hotel Grão Vasco Cedrus atlantica ( Endl.) Manetti ex Carrière eucalipto sequóia carvalho-roble ou carvalhoalvarinho cedro-do-atlas Arvoredo Árvore Isolada Árvore Isolada Árvore Isolada Árvore Isolada Árvore Isolada Árvore Isolada Árvore Isolada Árvore Isolada Árvore Isolada II Fauna De um modo geral, as espécies referenciadas no concelho de Viseu são em boa parte comuns em toda a Europa ocidental, evidenciam a profunda antropogenização do meio e a genérica degradação das comunidades, reflexo da intensa atividade antropogénica aí desenvolvida. Os nomes vulgares utilizados são os constantes do Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal (SNPRCN, 2006), estando, nos quadros seguintes, as espécies ordenadas alfabeticamente pelo Nome Comum. As espécies inventariadas foram classificadas segundo o seu estatuto de conservação. As categorias utilizadas pela UICN são: Extinto (EX), Regionalmente Extinto (RE) referem-se a taxa desaparecidos no território no momento atual. Criticamente em Perigo (CR), Em Perigo (EN) e Vulnerável (VU) traduzem um grau de ameaça atribuído com base em critérios quantitativos. A categoria Quase Ameaçado (NT) aplica-se a taxa que podem estar perto da situação de ameaça se persistirem ou se agravarem as condições verificadas. Pouco Preocupante (LC), refere-se a taxa que não se classificam como ameaçados nem como próximo de ameaça. Informação Insuficiente (DD) é atribuído aos taxa cuja informação disponível não é adequada para avaliara o risco de extinção. Não Avaliado (NE) e Não aplicável (NA) dizem respeito a taxa não passíveis de aplicação dos critérios considerados. Como tipo de ocorrência considera-se: espécie/população reprodutora (Rep) ou visitante (Vis). Sempre que possível, distinguem-se no primeiro grupo as residentes (Res) das 246
247 migradoras reprodutoras (MigRep). Adicionalmente, assinala-se o carácter endémico dos taxas do Continente (End) e Ibérico (EndIb) e das espécies não-indígenas (NInd). Uma vez que, devido à sua raridade, estatuto de ameaça ou outros fatores, muitas espécies estão sujeitas a disposições legais sobre a sua proteção e conservação do seu habitat. Deste modo, são mencionadas as seguintes convenções internacionais e diretivas comunitárias transpostas para o quadro legal nacional: Diretiva 79/409/CEE Diretiva Aves, Diretiva 92/43/CEE Diretiva Habitats ambas transpostas para o quadro nacional 140/99, de 24 de Abril, Convenção de Berna (Decreto-Lei n.º 316/99), Convenção de Bona (Decreto-Lei n.º 103/80) e Convenção CITES (Decreto- Lei n.º 114/90). Mamíferos No concelho de Viseu ocorrem potencialmente 26 espécies de mamíferos terrestres, estando incluídas em 16 famílias diferentes, como pode ser observado na Tabela 50. Segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal (SNPRCN, 2006), das espécies listadas, e ainda de acordo com o quadro 13, há 18 espécies com estatuto de Pouco Preocupante (LC), 1 espécie com estatuto de Quase Ameaçado (NT), 5 espécies com estatuto de Vulnerável de (VU), 1 espécie com Informação Insuficiente (DD) e 1 espécie com estatuto de Não aplicável (NA). Ao nível dos Mamíferos destaca-se a presença do ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus), da Toupeira (Talpa occidentalis), do Rato-doméstico (Mus domesticus) e do Rato-do-campo (Apodemus sylvaticus). Pelo seu valor conservacionista, dado que é um dos grupos de mamíferos mais ameaçados em Portugal, há a mencionar que na área em estudo não foram detetadas grutas nem abrigos que possam albergar populações de morcegos. A espécie de morcego, nomeadamente o morcego-hortelão, que provavelmente habitará na área em estudo é uma espécie não ameaçada que procura como abrigo as construções humanas existentes nas proximidades. Observa-se ainda que as espécies encontradas são maioritariamente residentes (Res) e migradoras reprodutoras (MigRep), salientando-se o Geneta (Genetta genetta), a Ratazana (Rattus norvegicus) e o Rato-doméstico (Mus domesticus), considerados não-indígeneos e a Toupeira (Talpa occidentalis) um endemismo ibérico (Res Endlb). 247
248 Berna Bona CITIES Dir. Aves/Habitats ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 50 Lista de espécies Mamíferos Instrumentos Legais Espécie Nome Comum Categoria Tipo de Ocorrência Oryctolagus cuniculus Coelho-bravo NT Res Mustela nivalis Doninha LC Res III Sciurus vulgaris Esquilo LC Res III Martes foina Fuinha LC Res III Felis silvestris Gato-bravo VU Res II II A B-IV Genetta genetta Geneta LC NInd III B-V Sus scrofa Javali LC Res Lepus granatensis Lebre LC Res III Lutra lutra Lontra LC Res II I A B-II, B-IV Miniopterus schreibersii Morcego-de-peluche VU Res II II# B-II, B-IV Rhinolophus ferrumequinum Morcego-de-ferradura-grande VU Res II II# B-II, B-IV Rhinolophus hipposideros Morcego-de-ferradura-pequeno VU Res II II# B-II, B-IV Eptesicus serotinus Morcego-hortelão LC Res II II# B-IV Plecotus austriacus Morcego-orelhudo-cinzento DD Res II II# B-IV Crocidura russula Musaranho-de-dentes-brancos LC Res III Erinaceus europaeus Ouriço-cacheiro LC Res III Vulpes vulpes Raposa LC Res D Arvicola sapidus Rata-de-água LC Res Rattus norvegicus Ratazana NA NInd Microtus lusitanicus Rato-cego LC Res Mus spretus Rato-das-hortas LC Res Apodemus sylvaticus Rato-do-campo LC Res Mus domesticus Rato-doméstico LC NInd Meles meles Texugo LC Res III Talpa occidentalis Toupeira LC Res Endlb Galemys pyrenaicus Toupeira-de-água VU Res II B-II, B-IV Aves As aves são a classe com maior número de espécies referenciadas para a o concelho de Viseu, estando registadas 84 espécies, incluídas em 37 famílias, tal como se pode analisar na Tabela 51. Em termos gerais, as populações potencialmente ocorrentes são espécies bem distribuídas no território nacional. Conforme o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal (SNPRCN, 2006), das 84 espécies listadas, e de acordo com o quadro 14 existem 74 espécies com estatuto de Pouco Preocupante (LC), 3 espécies com estatuto de Quase Ameaçado (NT), 3 espécies com estatuto de Vulnerável (VU) e 4 espécies com Informação Insuficiente (DD). 248
249 Berna Bona CITIES Dir. Aves/Habitats ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO No conjunto das espécies atribuídas apenas 5 estão incluídas no Anexo I da Diretiva Aves, possuindo, por isso, um estatuto de conservação elevado no seio da União Europeia. Destas 5 espécies referenciadas, apenas o Gavião (Accipiter nisus) se trata de uma espécie prioritária (Anexo I do Decreto-Lei n.º 49/2005, de 24 de Fevereiro). Observa-se ainda que das espécies encontradas, 57,14% são residentes (Res), 23,81% são migradoras (Mig), 10,72% são residentes/visitantes (Res/Vis), 4,76% são visitantes (Vis) e as migradoras-reprodutoras/visitantes/residentes (MigRep/Vis/Res), migradoras reprodutoras/residentes (MigRep/Res) e reprodutoras/visitantes (Rep/Vis) representam 1,19% respetivamente. Ao nível das Aves, destaca-se a presença das seguintes espécies: Carriça (Troglodytes troglodytes), Corvo (Corvus corax), Cuco (Cuculus canorus), Estorninho-preto (Sturnus unicolor), Gralha-preta (Curvus corone), Pardal (Passer domesticus), Pega (Pica pica) e Melropreto (Turdus merula). Tabela 51 Lista de espécies - Aves. Instrumentos Legais Espécie Nome Comum Categoria Tipo de Ocorrência Vanellus vanellus Abibe LC MigRep III II Buteo buteo Águia-de-asa-redonda LC Res II II II A Motacilla flava Alvéola-amarela LC MigRep II Motacilla alba Alvéola-branca LC Res/Vis II Motacilla cinerea Alvéola-cinzenta LC Res/Vis II Riparia riparia Andorinha-das-barreiras LC MigRep II Hirundo rustica Andorinha-das-chaminés LC MigRep II Ptyonoprogne rupestris Ptyonoprogne rupestris LC Res II Delichon urbicum Andorinha-dos-beirais LC MigRep II Apus apus Andorinhão-preto LC MigRep III Coccothraustes coccothraustes Bico-grossudo LC Res II Bubo bubo Bufo-real NT Res II II A A-I Troglodytes troglodytes Carriça LC Res II Saxicola torquatus Cartaxo LC Res II II Serinus serinus Chamariz LC Res II Parus caeruleus Chapim-azul LC Res II Parus cristatus Chapim-de-poupa LC Res II Parus ater Chapim-preto LC Res II Aegithalos caudatus Chapim-rabilongo LC Res III Parus major Chapim-real LC Res II Oenanthe hispanica Chasco-ruivo VU MigRep II II 249
250 Emberiza cia Cia LC Res II Coturnix coturnix Codorniz LC MigRep/Vis/Res III II Tyto alba Coruja-das-torres LC Res II II A Strix aluco Coruja-do-mato LC Res II II A Corvus corax Corvo NT Res III Galerida cristata Cotovia-de-poupa LC Res III Lullula arborea Cotovia-pequena LC Res/Vis III Cuculus canorus Cuco LC MigRep III Emberiza citrinella Escrevedeira-amarela VU Res II Emberiza cirlus Escrevedeira LC Res II Sturnus unicolor Estorninho-preto LC Res II Regulus regulus Estrelinha-de-poupa LC Vis II II Regulus ignicapilla Estrelinha-real LC Res/Vis II II Phylloscopus collybita Felosa-comum LC Vis II II Phylloscopus bonelli Felosa-de-bonelli LC MigRep II II Sylvia undata Felosa-do-mato LC Res II Hippolais polyglotta Felosa-poliglota LC MigRep II II Prunella modularis Ferreirinha LC Res II Garrulus glandarius Gaio LC Res D Fulica atra Galeirão LC Res/Vis III II D Gallinula chlopus Galinha-d'água LC Res III D Scolopax rusticola Galinhola DD Vis III II D Ardea cinerea Garça-real LC Res/Vis III Accipiter nisus Gavião LC Res II II II A A-I Curvus corone Gralha-preta LC Res D Alcedo atthis Guarda-rios LC Res II A-I Alauda arvensis Laverca LC Res/Vis III Turdus merula Melro-preto LC Res III II D Milvus migrans Milhafre-preto LC MigRep II II II A A-I Otus scops Mocho-de-orelhas DD MigRep II II A Athene noctua Mocho-galego LC Res II II A Falco subbuteo Ógea VU MigRep II II II A Sylvia communis Papa-amoras LC MigRep II II Oriolus oriolus Papa-figos LC MigRep II Passer domesticus Pardal LC Res Passer montanus Pardal-montês LC Res III Pica pica Pega LC Res D Falco tinnunculus Peneireiro LC Res II II II A Alectoris rufa Perdiz LC Res III D Anthus campestris Petinha-dos-campos LC MigRep II A-I Anthus pratensis Petinha-dos-prados LC Vis II Picus viridis Peto-verde LC Res II Dendrocopos major Picapau-malhado-grande LC Res II Dendrocopos minor Picapau-malhado-pequeno LC Res II Carduelis cannabina Pintarroxo LC Res 250
251 Carduelis carduelis Pintassilgo LC Res II Erithacus rubecula Pisco-de-peito-ruivo LC Res/Vis II II Columba livia Pombo-das-rochas DD Res III A D Columba palumbus Pombo-torcaz LC Res/Vis II D Upupa epops Poupa LC MigRep/Res II Phoenicurus ochrusros Rabirruivo-preto LC Res II II Streptopelia turtur Rola LC MigRep III A D Luscinia megarhynchos Rouxinol LC MigRep II II Cettia cetti Rouxinol-bravo LC Res II II Emberiza hortulana Sombria DD MigRep III Fringilla coelebs Tentilhão LC Res III Turdus viscivorus Tordeia LC Res III D Turdus philomelos Tordo-músico NT Rep/Vis III II D Sylvia atricapilla Toutinegra-de-barrete-preto LC Res II II Sylvia cantillans Toutinegra-carrasqueira LC MigRep II II Sitta europaea Trepadeira-azul LC Res II Certhia brachydactyla Trepadeira LC Res II Carduelis chloris Verdilhão LC Res II Anfíbios e Répteis Como se pode observar na Tabela 52, estão referenciadas 8 espécies de Anfíbios e 9 de Répteis, incluídas em 4 e 3 famílias, respetivamente. De acordo com o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal (SNPRCN, 2006), existem 7 espécies de Anfíbios com estatuto de Pouco Preocupante (LC) e 1 espécie com estatuto de Vulnerável de (VU), enquanto que, no que respeita aos Répteis, encontram-se 8 espécies com estatuto de Pouco Preocupante (LC) e 1 espécie com estatuto de Vulnerável (VU). Observa-se ainda que as espécies listadas são maioritariamente consideradas residentes (Res), salientando-se nos Anfíbios a presença da Rã-ibérica (Rana ibérica), da Salamandra lusitânica (Chioglossa lusitanica) e do Tritão-de-ventre-laranja (Triturus boscai) e nos Répteis o Lagarto-de-água (Lacerta schreiberi) como endemismos ibéricos (Res Endlb). 251
252 Répteis Anfíbios Berna Bona CITIES Dir. Aves/Habitats ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 52 Lista de espécies - Anfíbios e répteis. Instrumentos Legais Espécie Nome Comum Categoria Tipo de Ocorrência Rana iberica Rã-ibérica LC Res Endlb II B-IV Rana perezi Rã-verde LC Res III B-V Salamandra salamandra Salamandra-de-pintas-amarelas LC Res III Chioglossa lusitanica Salamandra-lusitânica VU Res Endlb II B-II, B-IV Bufo bufo Sapo-comum LC Res III Bufo calamita Sapo-corredor LC Res II B-IV Alytes obstetricans Sapo-parteiro-comum LC Res II B-IV Triturus boscai Tritão-de-ventre-laranja LC Res Endlb III Elaphe scalaris Cobra-de-escada LC Res III Natrix maura Cobra-de-água-viperina LC Res III Macroprotodon cucullatus Cobra-de-capuz LC Res III Malpolon monspessulanus Cobra-rateira LC Res III Psammodromus algirus Lagartixa-do-mato LC Res III Podarcis hispanica Lagartixa-ibérica LC Res III B-IV Lacerta lepida Lagarto LC Res II Lacerta schreiberi Lagarto-de-água LC Res Endlb II B-II, B-IV Vipera latastei Víbora-cornuda VU Res II II.8 Acessibilidades e Transporte II.8.1 Introdução É fundamental promover uma mobilidade urbana sustentável como caminho para a melhoria global do ambiente urbano e para a manutenção da viabilidade económica da cidade e dos territórios. A especificidade e enquadramento da resolução das questões urbanas exigem uma integração das políticas de desenvolvimento socioeconómico, de ordenamento do território e de transportes, que o PDM deve enquadrar espacialmente. II.8.2 Mobilidade Urbana O concelho de Viseu possui uma distribuição viária principal em anéis. O primeiro anel envolve o núcleo urbano principal da cidade, com um raio entre 800/1000m, designado por Circunvalação. A partir desta desenvolvem-se vias de saída/ entrada, em Viseu, interligadas/ a interligar com a 1ª Circular, Sul ou Norte (parcialmente executadas), 2ª Circular (projetada e 252
253 pontualmente executada através da reconversão de um troço da EN16 em Abraveses e conformada em termos de diretriz entre a EN2-Repeses e a EN337-1), Circular Externa Concelhia (projetada), e um outro anel viário com funções diferenciadas de caráter internacional/ Itinerário principal, constituído por um troço do IP5 a Norte e pela A25 e A24 Figura 34. Figura 34 Rede viária no Concelho de Viseu (CMV, 2012) II.8.3 Rede Viária Nacional e Municipal A construção dos grandes eixos viários do IP3 e A25 (antigo IP5) transformou Viseu num Pólo de preponderância acrescida em termos económicos, sociais, culturais e turísticos, uma vez que proporcionou uma importante ligação à zona litoral do País, mais precisamente ao eixo Setúbal, Lisboa, Leiria, Coimbra, Aveiro, Porto e Braga, bem como ao Norte do País (A24) e Espanha (A25). No âmbito das previsões do PDM atualmente em vigor, face à UIIPI foram requalificados diversos troços das antigas estradas nacionais, cartografadas como radiais, visando a efetivação de uma malha não só viária como uma malha estruturante em termos urbanísticos, de modo a possibilitar uma acréscimo efetivo da qualidade da acessibilidade nomeadamente a partir da A24 e A
254 Tabela 53 Distância Viseu/Lisboa, Viseu/Porto e Viseu/Vilar Formoso (CMV, 2012) Figura 35 Rede Viária (DGOTDU, 2012) 254
255 Figura 36 Rede viária da Região Centro (DGOTDU, 2012) Variante à EN229 entre Viseu e o Sátão A variante à EN229 entre Viseu e o Sátão, tem como principal objetivo a melhoria do nível de serviço e da segurança rodoviária, relativamente aos níveis que a atual EN229 oferece aos seus utentes. O estudo rodoviário da variante à EN229 entre Viseu e Sátão desenvolve-se no concelho de Viseu (freguesia de Rio de Loba, Cavernães, São Pedro de France e Santos Evos), sendo que o final do traçado 2 ainda se insere no concelho de Sátão (freguesia de Sátão). (EP- Estradas de Portugal, 2011). As atuais condições da EN229, não permitem o seu alargamento por aproveitamento da atual plataforma, pelo que a variante é a resposta necessária à requalificação deste eixo de importância estratégica regional. A variante à EN229 virá ao encontro da comodidade e da segurança, permitindo velocidades de circulação da ordem dos 80km/h, garantindo as ligações necessárias à rede rodoviária existente e assegurando ainda o acesso a infraestruturas rodoviárias previstas como é o caso da via apresentada na proposta da planta de ordenamento, que articula a EN229 e a EN
256 Figura 37 Localização da Variante à EN229 entre Viseu e o Sátão (CMV, 2012) Contributo da CMV no âmbito da Consulta Pública - Avaliação de Impacte Ambiental (14/12/2011) - Variante à EN229 entre Viseu e Sátão Estudo Prévio. No âmbito da consulta pública e do pedido de parecer através do ofício DAA 3627/11 de 4 de Novembro de 2011, referente ao procedimento da Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) do projeto da Variante à EN229 Viseu / Sátão, informa-se que da análise efetuada aos traçados, a Câmara Municipal de Viseu (CMV) considerou na sua essência as seguintes posições: 1) Da análise do RNT e das próprias abordagens efetuadas ao longo do tempo, referente quer à definição dos corredores, quer à importância relativa na formação e desenvolvimento de um eixo de base económica de Viseu/Sátão/Aguiar da Beira/Vila Nova de Paiva, considera-se que o traçado 2 é o que mais se adequa em termos globais ao adequado desenvolvimento territorial. - De facto a comparação tout-court da extensão de traçados é suscetível de induzir conclusões menos precisas, já que o traçado 1 ou o traçado 2+1 devem ser complementados com uma extensão adicional de cerca de 2,5Km, se comparados com o traçado 2 (que se apresenta com uma extensão de metros contra os metros mais 2500 metros, já que o condutor no percurso de Viseu-Sátão ou vice-versa, deve percorrer em termos comparativos uma distância reportada aos mesmos pontos de referência e por certamente serem necessárias obras de requalificação adicional naquele troço de 2500m, da atual EN229). 256
257 2) Os estudos desenvolvidos no âmbito da EIA deveriam em coerência com o Anexo II do PROT Centro (proposta de Maio de 2011) ter abordado a suscetibilidade a episódios extensivos de gelo, com implicação direta nas inclinações do projeto, de modo mais desenvolvido já que a referência constante na página 36 de Tomo 1.1, embora reconhecendo a expressão do fenómeno, não suscita medidas concretas em relação ao mesmo. 3) Afigura-se-nos que o Quadro Síntese de Análise Comparativa de Soluções de Traçado ao não definir uma base quantitativa (se bem que discricionária, do respetivo peso relativo dos descritores ambientais), permita uma interpretação demasiado cromática em função da legenda, (+) mais favorável (verde), dos traçados em análise, o que por um lado relativiza a respetiva conclusão e ou permite a sustentabilidade de outras posições. - Neste caso afigura-se-nos que os itens Geologia e Geomorfologia, Planeamento e Ordenamento do Território e de Condicionantes Legais (REN), deveriam ter um peso mais expressivo em relação a outros, que se situam como equivalentes ou menos favoráveis. 4) A articulação com a Circular Externa Concelhia deve ser aferida em termos de projeto, assegurando-se que as obras de arte de articulação com esta sejam executadas, já que esta via acaba por assumir um carácter estruturante e de reforço da importância da variante à EN229. 5) Finalmente referir conforme já foi evidenciada anteriormente a adoção de uma plataforma (PTT) de 2,5m (berma) + 2x3,5m (faixa de rodagem) + 2,5m (berma), ou quando existir via de lentos, com uma reconversão para + 3,25m (via de lentos) e de berma 1,5m (vide ponto 6.3 do RNT, página 6), não permite assegurar em determinados períodos do ano ou mesmo em horas ditas de ponta a adequada fluidez de tráfego, podendo e sem margem de dúvidas ser mais um exemplo da construção/requalificação a médio prazo, um processo em tudo semelhante ao atual IP5, pelo que as obras de arte deveriam ser projetadas e executadas para uma plataforma de 2x2 vias e os próprios movimentos de terra com a consequente afetação geomorfológica deveriam obedecer a este desígnio (tendo supletivamente em conta que o traçado 2 é o menos oneroso por Km, já que se apresenta com uma estimativa de custo de /Km e com um valor global, em termos estimativos, bastante inferior ao traçado 2+1). IC37 entre Viseu (A25/IP5) e Seia (IC7) O IC 37, que suporta a articulação e polarização de Viseu com o Eixo Beira Serra (Viseu (IP5 / A25) Nelas Seia (IC7), define uma via estruturante de grande interesse nacional, regional e local, traduzindo do ponto de vista territorial benefícios para o reforço destes eixos de ligação. Este eixo irá, por um lado, mitigar as dificuldades na mobilidade entre estas cidades, permitindo 257
258 uma melhor articulação social e económica dos concelhos de Viseu, Nelas e Seia, ao facilitar os movimentos pendulares da população de curto e médio curso, e por outro facilitar o acesso ao litoral, e ao resto do país através da rede fundamental, facilitando o escoamento dos produtos da região e a potenciação da sua economia. Figura 38 Localização do IC37 entre Viseu (A25/IP5) e Seia (IC7) (CMV, 2012) Contributo da CMV no âmbito da Consulta Pública Procedimento de Avaliação e Impacte Ambiental (08/06/2010) IC37 Viseu (IP5/A25) / Seia (IC7) Estudo Prévio. Na sequência dos elementos enviados, referentes ao processo em epígrafe, conforme ofício circular 244/2010/GAIA AIA2178/Gaia, referenciado por S /2010 de 21/04/2010, proveniente da Agência Portuguesa do Ambiente, vem a Câmara Municipal de Viseu expressar a sua opinião e formular sugestões, no âmbito da Consulta Pública. Nestes termos indicam-se de modo sistemático os pontos considerados mais pertinentes: 1 Após análise do Resumo Não Técnico (RNT) e Aditamento do EIA, bem como de outros elementos complementares, considera-se que a Solução 2, considerando os troços 1 e 2 ou o conjunto dos troços é a mais adequada, nomeadamente por ser aquela que colide em menor escala com os corredores ecológicos consagrados no PROF (aprovado pelo Decreto Regulamentar n.º7/2006 de 18 de Julho, na extensão de aproximadamente 1870m, dos quais 1300m em ponte (ponte sobre o Rio Dão), permitindo deste modo evitar a fragmentação dos ecossistemas, favorecendo o intercâmbio genético, essencial para a manutenção da biodiversidade, contrariamente ao que acontece na Solução 1, com uma extensão de aproximadamente 5229m, dos quais 3468m se desenvolvem em Viaduto (Viaduto Póvoa de 258
259 Muscoso, Viaduto de Barreiros 1 e Viaduto de Barreiros 2) ou Ponte (Ponte sobre o Rio Dão) e os restantes 1761 m desenvolvendo-se ao longo do relevo natural do terreno, constituindo uma barreira física mais gritante, em contrapondo aos 570 m da Solução 2. A solução 2 permite também, entre outros aspetos, a melhor ligação às Termas de Alcafache, a partir do nó de Santar, como aliás, e bem, é consagrado no penúltimo paragrafo da pág.27 do RNT e n.º4 paragrafo da página 32 do mesmo Resumo (em relação à comparação das alternativas). 2 Considera-se relevante a constatação de que a solução 2 não afeta nenhuma área de elevada relevância ecológica, não afetando qualquer núcleo do narciso-do-mondego. 3 Apesar da eventual afetação do Restaurante Snack-Bar Flor do Dão, reportado diretamente na componente social do RNT, pág.25, consideramos mesmo assim que a solução 2 é indiscutivelmente a mais adequada, podendo eventualmente minorar-se o impacto no referido Restaurante (sem prejuízo do desenvolvimento do projeto possibilitar de modo coerente, uma diretriz suscetível de evitar a sua demolição, não pondo em causa a regularidade do traçado do IC37). 4 A Circular Externa Concelhia (CEC), e cujos corredores, reportados à diretriz graficamente consagrada em planta à escala 1/25000, e aprovada em reunião ordinária da Câmara Municipal de Viseu de 14/12/2006, são constituídos por faixas de 50,00m para cada lado do eixo, ou seja de 100,00 m de largura no total, atento ao disposto no artigo 9º 2.1-c) e 2.4 do Regulamento do PDM. Face ao facto de ser referenciada no Anexo D Descrição dos Traçados por Referencias Quilométricas, pág.3, do Volume I Parte B Anexos, e na parte A do mesmo Volume I, pág.193, considera-se que por força do haver uma conjugação da localização das duas hipóteses variantes (quer da Circular Externa Concelhia, quer do próprio IC37), seria pertinente que fosse estudada uma solução, de nó em semi-trevo associada a uma rotunda na CEC (e que neste particular retifica a designada, tipo trompete, referida no ponto 4 do Parecer Externo enviado pela Câmara Municipal de Viseu conforme ofício com n.º de registo S.15313/2010 de 18/05/20120), mesmo que implicasse a demolição do referido Restaurante Snack-Bar Flor do Dão, considerando que a sua consagração permitiria a possibilidade de articulação com qualquer das variantes da CEC (dada a feliz coincidência da localização das variantes quer do IC37, quer da CEC na mesma área geográfica), não se justificando, dada a disponibilidade da CMV, que não seja já definido a nível de projeto a articulação entre as duas vias, estando os serviços técnicos da CMV disponíveis para a superação de todos os aspetos técnicos atinentes à decisão. Além da Solução 2 assegurar uma maior regularidade do perfil longitudinal, poderse-á, in extremis, caso as Estradas de Portugal, S:A: assim o entenda, privilegiar a variante mais a Norte da Circular Externa Concelhia como a vinculativa para efeitos de definição do nó de interceção com o IC
260 No âmbito da avaliação das implicações das soluções, realizou-se uma inspeção visual ao local e tendo em conta as diretrizes dos traçados propostos, verificou-se de acordo com as características geomorfológicas, que o traçado referente à Solução 2 é mais viável, o que implicará menores custos de execução. Referir a título supletivo que a Solução 2 é manifestamente a que mais se adequa, no caso concreto do concelho de Viseu, aos objetivos genericamente definidos na Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável, aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º109/2007 e publicada na I Série do Diário da República de 20/08 de 2007, bem como na Estratégia Nacional da Conservação da Natureza e Biodiversidade, aprovada pela Resolução de Conselho de Ministros n.º152/2001 e publicada na I Série do Diário da República de 11/10/2001, tendo em conta os objetivos, preocupações e metas sectoriais consagradas nestes documentos, nomeadamente pela importância dada aos corredores ecológicos. 5 Em relação especificamente à articulação do IC37 com a A25, no designado nó de Teivas com a tipologia de trompete (associada a rotunda desnivelada com a EN231) esclarece-se que é absolutamente indispensável, a sua articulação com a EN231, nos termos indicados à escala 1/25000 e 1/5000, que essencialmente radicam na não saturação pontual da A25 e ao mesmo tempo na possibilidade de reduzir eventuais acidentes, face à viabilidade de articular diretamente com uma rotunda prevista e já em execução na EN231 (atualmente em requalificação com 2x2 vias), conforme já foi dado conhecimento, embora informalmente, à Divisão de Projetos/EP, em 10/03/ Referir contudo que a Solução 2 (enquadrando os troços 1 e 2 da mesma solução) é a mais adequada nomeadamente em termos de acessibilidade a Seia, assegurando a acessibilidade a Oliveira do Hospital e a Gouveia, enquanto municípios constituintes do Sistema Urbano da Beira Serra (Oliveira do Hospital, Seia, Gouveia) de modo mais equitativo, conforme decorre da análise da carta EIA RF.00 DFJ 01. Por outro lado enquanto que a Solução 2 do IC37 permite a acessibilidade a Seia a partir de Vila Chã, de modo que quase imediato, o troço 2 da Solução 1 implica que seja adicionalmente feito um percurso de cerca de 3,4 km, a mais, no futuro IC37, o que é manifestamente excessivo face à diferença das duas soluções (km ,327 contra km ,799). 7 - Por último referir que, não obstante o Estudo Prévio ser baseado no perfil transversal tipo de 1x1 via, entende-se contudo que o PTT de 2x2 vias seria de facto o mais adequado, mesmo que se efetuasse a pavimentação em certos troços correspondentes ao PTT 1x1 via, mas salvaguardando a ocorrência de situações futuras relacionadas com a adaptação de obras de arte, como aliás já tem acontecido ao nível de outros eixos viários, além de que a consideração do eixo ferroviário Aveiro/Viseu/Guarda/Salamanca irá implicar um reforço do eixo constituído por Viseu, Nelas e Eixo Beira Serra, com implicação direta no dimensionamento das capacidades de serviço das vias existentes à data. 260
261 Rede ferroviária Atualmente, Viseu, conjuntamente com Bragança, é uma das duas únicas capitais de distrito dos países da antiga União Europeia dos quinze, que não tem uma serventia ferroviária. Contudo, a cidade já foi servida diretamente por 2 ferrovias de via estreita, que estão atualmente encerradas: a Linha do Dão, entre Santa Comba Dão e Viseu, que fechou em 1988, e a Linha do Vouga, entre Espinho e Viseu, na qual o troço Sernada do Vouga - Viseu encerrou em Figura 39 Rede Ferroviária (DGOTDU, 2012) Ligação ferroviária de Alta Velocidade ente Aveiro e Salamanca Estão previstos corredores, no concelho de Viseu, da linha de alta velocidade entre Aveiro e Salamanca. Esses corredores foram fornecidos pela entidade responsável dos estudos (na altura a RAVE), prevendo duas hipóteses de estação, sendo certo que uma das hipóteses ficaria na envolvente do nó de articulação do IC37 com a EN231 potenciando ligações suplementares à segunda circular prevista (Figura 40). 261
262 Figura 40 Localização dos corredores da ligação ferroviária de Alta Velocidade (CMV, 2012) II.9 Património Arquitetónico e Arqueológico A defesa e a valorização do Património são fatores determinantes no processo de qualificação urbanística dos espaços urbanos, contribuindo para o desenvolvimento económico e cultural, revelando-se um veículo privilegiado de coesão social. O Património urbano e rural tem um papel fundamental e insubstituível na produção simbólica e na imagem das diferentes formas da cidade contemporânea e da paisagem rural e, atualmente, em articulação com a vertente turística do mesmo ajuda a promover o desenvolvimento cultural, o crescimento das economias locais gerando emprego o que faz com que os habitantes locais lhe atribuam um sentimento de pertença. Para a identificação e caraterização do património arquitetónico e arqueológico do concelho de Viseu recolheu-se informação da base de dados do IGESPAR, IP, com a colaboração da Direção regional de Cultura do Centro e núcleo do IGESPAR, IP de Viseu. 262
263 Figura 41 Planta do Património Arquitetónico e Arqueológico do Concelho de Viseu (CMV, 2012) II.9.1 Monumentos Nacionais DESIGNAÇÃO CATEGORIA / TIPOLOGIA ABRANGIDO EM ZEP DIPLOMAS ASSOCIADOS FREGUESIA Edifício do Antigo Seminário Casa da Rua de D. Duarte (Paço da Torre Casa do Ducado) Sé de Viseu Cava do Viriato Muralhas e Portas Antigas da Cidade Anta de Mamaltar do Vale de Fachas Arquitetura Religiosa / Seminário Arquitetura Civil / Casa Arquitetura Religiosa / Sé, Catedral Arqueologia / Acampamento Arquitetura Militar / Muralha Arqueologia / Anta Portaria publicada no DG, II Série, n.º 42, de Portaria publicada no DG, II Série, n.º 42, de Portaria publicada no DG, II Série, n.º 42, de Portaria publicada no DG, II Série, n.º 48, de Não Não Decreto n.º 9 953, DG n.º 171, de Decreto de , DG n.º 136, de Decreto de , DG n.º 136, de Decreto de , DG n.º 136, de Decreto n.º 2 167, de , DG n.º 265, de Decreto n.º 45/93, DR, I Série-B, n.º 280, de , Decreto de , DG n.º 136, de Santa Maria de Viseu Santa Maria de Viseu Santa Maria de Viseu São José Santa Maria de Viseu Rio de Loba 263
264 II.9.2 Imóveis de Interesse Público DESIGNAÇÃO CATEGORIA / TIPOLOGIA DIPLOMAS ASSOCIADOS FREGUESIA Pelourinho de Couto de Baixo Arquitetura Civil / Pelourinho Decreto n.º , DG n.º 231, de Couto de Baixo Igreja de Santo António do antigo Convento das freiras Beneditinas Arquitetura Religiosa / Igreja Decreto n.º 45/93, DR, I Série-B, n.º 280, de Santa Maria Casa de São Miguel Arquitetura Civil / Casa Decreto n.º 95/78, DR n.º 210, de Santa Maria Pelourinho de Povolide Arquitetura Civil / Pelourinho Decreto n.º , DG, I Série, n.º 231, de Povolide Anta do Repilau Arqueologia / Anta Decreto n.º 45/93, DR, I Série-B, n.º 280, de Couto de Cima Anta da Lameira do Fojo 1 Arqueologia / Anta Decreto n.º 26-A/92, DR, I Série-B, n.º 126, de Couto de Cima Troço de via romana entre Ranhados e Coimbrões Arqueologia / Via Decreto n.º 29/90, DR, I Série, n.º 163, de São João de Lourosa Troço de via romana entre Ranhados e Coimbrões Arqueologia / Via Decreto n.º 29/90, DR, I Série, n.º 163, de Ranhados Troço da Estrada Romana de Almargem, com 600 m de extensão Arqueologia / Via Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de Lordosa Conjunto de quatro lagares cavados na rocha Arquitetura Civil / Lagar Decreto n.º 735/74, DG, I Série, n.º 297, de Vila Chã de Sá Casa da Calçada (calçada da vigia) Arquitetura Civil / Casa Decreto n.º 95/78, DR n.º 210, de Santa Maria Casa dos Primes/Solar dos Condes de Prime Arquitetura Civil / Casa Decreto n.º 95/78, DR n.º 210, de Santa Maria Casa de Treixedo/Solar Visconde de Treixedo Capela de São João da Carreira Castro de Santa Luzia Arquitetura Civil / Casa Arquitetura Religiosa / Capela Arqueologia / Castro Decreto n.º 95/78, DR n.º 210, de Decreto n.º 1/86, DR, I Série, n.º 2, de Decreto n.º 67/97, DR, I Série-B, n.º 301, de Santa Maria São José Abraveses Casa senhorial, apoiada sobre as muralhas de Viseu Arquitetura Civil / Casa Decreto n.º , DG n.º 162, de Santa Maria Pelourinho de Barreiros Arquitetura Civil / Pelourinho Decreto n.º , DG n.º 231, de Barreiros II.9.3 Imóveis de Interesse Municipal DESIGNAÇÃO CATEGORIA / TIPOLOGIA DIPLOMAS ASSOCIADOS FREGUESIA Casa do Conselheiro Afonso de Melo Arquitetura Civil / Casa Despacho da Autarquia em , Edital de Coração de Jesus Casa do Loureiro Arquitetura Civil / Casa Despacho da Autarquia em , Edital de Silgueiros Solar dos Peixotos Arquitetura Civil / Solar Decreto n.º 28/82, DR, I Série, n.º 47, de Santa Maria 264
265 II.9.4 Imóveis em Vias de Classificação DESIGNAÇÃO CATEGORIA / TIPOLOGIA DIPLOMAS ASSOCIADOS FREGUESIA Capela de Nossa Senhora da Vitória Capela da Senhora da Saúde Casa de Vilela Igreja Paroquial de Cavernães (Igreja de Santo Isidro) Igreja da Misericórdia de Viseu Via romana da Senhora do Crasto Convento de Orgens/Igreja de São Francisco do Monte Quinta de Chão de São Francisco e Capela de Nossa Senhora dos Escravos Quartel dos Viriatos (Antigo Quartel de Infantaria nº 14) Arquitetura Religiosa / Capela Arquitetura Religiosa / Capela Arquitetura Civil / Casa Arquitetura Religiosa / Igreja Arquitetura Religiosa / Igreja Arqueologia / Via Arquitetura Religiosa / Igreja Arquitetura Civil / Quinta e Capela Arquitetura Militar/Quartel Procedimento prorrogado até 31 de Dezembro de 2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de Despacho de homologação de Procedimento prorrogado até 31 de Dezembro de 2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de Despacho de homologação de do Ministro da Cultura Procedimento prorrogado até 31 de Dezembro de 2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de Procedimento prorrogado até 31 de Dezembro de 2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de Procedimento prorrogado até 31 de Dezembro de 2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de Procedimento prorrogado até 31 de Dezembro de 2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de Procedimento prorrogado até 31 de Dezembro de 2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de Coração de Jesus Repeses São João de Lourosa Cavernães Santa Maria Orgens Orgens São João de Lourosa Repeses II.9.5 Sítios Arqueológicos N.º DESIGNAÇÃO TIPO CNS 1 Mamoa 2 da Cumeeira ou Catevejo Mamoa Mamoa 1 da Cumeeira ou Catevejo Mamoa Mamoa 1 de Moselos Mamoa Mamoa 2 de Moselos Mamoa Fonte da Malga 2 Mamoa Mamoa 1 do Salgueiral Mamoa Mamoa 2 do Salgueiral Mamoa Mamoa 3 do Salgueiral Mamoa Mamoa 1 do Campo de Carrazede Mamoa Mamoa 4 do Campo de Carrazede Mamoa Mamoa 2 do Campo de Carrazede Mamoa Mamoa 3 do Campo de Carrazede Mamoa Antela do Repilau Mamoa Mamoa 5 do Campo de Carrazede Mamoa Dólmen 1 das Queimadas Mamoa Mamoa 5 das Queimadas Mamoa
266 17 Mamoa 6 das Queimadas Mamoa Dólmen 4 das Queimadas Mamoa Dólmen 3 das Queimadas Mamoa Dólmen 2 das Queimadas Mamoa Mamoa da Cabecinha Aguda Mamoa Mamoa da Lobagueira/Mamoa 3 de Pereiras Mamoa Mamoa 2 de Pereiras Mamoa Mamoa 1 de Pereiras Mamoa Lagareta do Fontão Lagareta Mamoa 7 das Queimadas Mamoa Baldante III Mamoa Baldante I Mamoa Baldante II Mamoa Mamoa do Alto do Marco Mamoa Mamoa do Forninho Mamoa Mamoa 9 das Queimadas Mamoa Mamoa 8 das Queimadas Mamoa Mamoa 4 do Campo de Futebol Mamoa Mamoa 3 do Campo de Futebol Mamoa Mamoa 1 do Outeiro do Sobreiro Mamoa Mamoa 1 do Campo de Futebol Mamoa Viseu - cidade Arqueológico Vários 39 Cerrado Necrópole Pinhô Lagareta Chão das Pedras Menir Moselos Via Antas Estela Vale de Cavalos Mamoa Vale de Cavalos 1 Mamoa Vale de Cavalos 2 Mamoa Vila de Um Santo Mamoa Vale do Poço Mamoa Jugueiros Necrópole Lagar dos Jugueiros Lagareta Quinta de Chantre Necrópole Vale da Cabra Mamoa Serno Habitat Vila Mêa Achado(s) Isolado(s) Coitos de Baixo/Couto de Baixo Inscrição Ribeira do Buraco Anta Pedralta 3 Tumulo Pedralta 2 Dolmen Pedralta 5 Tumulo Pedralta 4 Tumulo
267 61 Pedralta 1 Anta Orca do Lajedo Dolmen Mamoa do Lajedo Dolmen Casa Velha Dolmen Lameira do Fojo 2 Dolmen Cabeço do Cucão Atalaia Mamaltar de Vale de Fachas 2 Mamoa Casinha Derribada 1 Mamoa Casinha Derribada 2 Mamoa Casinha Derribada 3 Mamoa Casinha Derribada 4 Mamoa Casinha Derribada 5 Mamoa Pedra da Lufinha/Pedra da Cobra Moura Arte Rupestre Marco Territorial Pedra da Cobra Moura Arte Rupestre Casal de Gumiei/Mamoa 1 de Casal de Castro de Gumiei Mamoa Mamoa 2 de Casal de Castro de Gumiei Mamoa Mamoa 3 de Casal de Castro de Gumiei Mamoa Senhora do Crasto Povoado Fortificado Senhora do Crasto Sepultura Senhor do Pedrão Mamoa Senhor do Padrão 1 Mamoa Senhor do Pedrão 4 Mamoa Senhor do Pedrão 3 Mamoa Senhor do Pedrão 2 Mamoa Gravuras rupestres de Água Afonso Arte Rupestre Água Afonso Necrópole Gravuras supestres de Boa Aldeia Arte Rupestre Pontão de Routar Ponte Magarelas Necrópole Pascoal Via Serra da Muna 1 Monumento Megalítico Serra da Muna 2 Monumento Megalítico Serra da Muna 3 Monumento Megalítico Cumieira Vestigios Diversos Castelo dos Mouros Povoado Fortificado Esculca Villa Quinta da Pena Necrópole Quinta da Prepita Necrópole Cruzeiro Necrópole Mamoa do Marco da Anta Mamoa Lage de Silgueiros Tesouro Quintal do Espinhal Lagareta
268 103 Regada Necrópole Lourosa Sepultura Regada Sepultura Quinta da Capela Necrópole Póvoa Dão Calçada Escoiral Necrópole Sepultura de Nogueira de Cota Sepultura Tocos Habitat Alto do Gaio I Mamoa Alto do Gaio II Mamoa Outeiro das Campas Necrópole Paçô I Arte Rupestre Paçô III Arte Rupestre Terremonte Anta Pedra d'arca/pedra das Feiticeiras Anta Assentamento Romano entre Vale e Mancha de Monte Ocupação 119 Abraveses Via Franqueira Habitat Oiteiro Tesouro Bigas Sepultura Pereiras Menir Pereiras Lagareta Oliveira de Cima Sepultura Bodiosa Velha Via Nogueira de Côta 1 Dolmen Nogueira de Côta 2 Tumulo Via Romana do Campo Via Banhos de Alcafache/Ponte de 130 Ponte Alcafache 131 Orca 2 da Lameira Mamoa Orca 1 da Lameira Mamoa Senhor do Pedrão 5 Mamoa Fonte da Malga 9 Mamoa Quinta do Carvalhal Vestígios Diversos Antas Lagareta Durigos Necrópole 3365 II.9.6 Rede Municipal de Museus Casa da Ribeira A Casa da Ribeira, situada junto às margens do Rio Pavia, construção talhada no granito, tem na sua origem, uma lógica de funcionalidade que lhe advém da sua geminação com a água, de onde colhia a força motriz geradora do seu moinho de azeite. 268
269 A Casa da Ribeira tem como objetivo principal e primeiro restituir um espaço e uma dignidade perdidos. Faculta o espaço e as condições necessárias à continuidade da secular arte do artesanato, da manufatura de objetos com matéria-prima regional, na sua divulgação e comercialização. A Casa da Ribeira desenvolve ainda atividades que procuram estimular a criatividade e estimular os sentidos das crianças como visitas guiadas e oficinas de trabalho Casa da Lavoura/ Oficina do Linho O Museu de Várzea de Calde, com a identificação de Casa de Lavoura e Oficina do Linho, inserido no núcleo histórico da Aldeia de Várzea, Freguesia de Calde, é resultado de uma respeitável recuperação de uma antiga Casa de Lavoura, característica da região. O projeto de requalificação do atual Museu, andou a par com um projeto designado Contrato de Aldeia que integrava um destacável núcleo de espigueiros, canastros e palheiras, assim como de um adro, integrando capela, fontanário e todo um conjunto de casario com caraterísticas representativas da cultura e dinâmica da aldeia. O referido núcleo composto por três edifícios pretende contribuir para a salvaguarda e preservação da tradição do linho, cultura de identificação local, bem como da lavoura tradicional, promovendo atividades de dinamização cultural, numa perspetiva antropológica, educativa e turística. CMIA (Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental) O CMIA está instalado em dois edifícios situados na margem esquerda do Rio Pavia, na zona da Balsa, onde anteriormente funcionava um moinho e um lagar de azeite. Estas construções datam do final do séc. XVI e mantiveram-se em funcionamento até à década de 60. Constituem um conjunto de dois edifícios, sendo o maior, um lagar de azeite, que funcionava com uma roda vertical (azenha) e o mais pequeno um moinho de rodízio para cereais. O moinho de cereais terá tido como seu primeiro usufrutuário uma padaria situada nas proximidades. Os cereais eram ali moídos, seguindo-se o fabrico do pão na padaria. Os edifícios foram reabilitados em 2005, no âmbito do Projeto Polis levado a cabo pela Sociedade Viseu Polis, tendo sido criado o CMIA - Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental de Viseu. O CMIA tem como principais objetivos ser um veículo de promoção das questões ambientais, fornecendo informação, promover e gerir a informação resultante das monitorizações ambientais, contribuir para a tarefa global de sensibilização e educação Ambiental dos cidadãos, necessária para a aquisição de valores, conhecimentos e práticas que contribuem para a manutenção e promoção da qualidade ambiental. 269
270 Museu do Quartzo O Museu foi concebido com dois pisos, disponibiliza uma área total de 1240 metros quadrados. O edifício, conta com um piso inferior, onde se destaca a exposição permanente dedicada ao quartzo, com uma forte componente interativa onde o mineral é explorado em toda a sua importância mineralógica, geológica e económica. O primeiro piso disponibiliza também um auditório, uma sala de estudo e uma biblioteca. O piso superior do edifício conta com uma área para exposições temporárias, uma área adaptada para experimentação pedagógica e um espaço para os mais pequenos - Rochas, Rochinhas, Minerais e Miúdos. O Museu do Quartzo pretende suscitar interesse pelo património geológico como parte integrante do património natural, promovendo a sua proteção, preservação e valorização. Visa dar a conhecer a geologia regional e o quartzo no contexto geológico e mineralógico e constituir-se como mais-valia pedagógico-didática para os vários níveis de escolaridade. O projeto em que se enquadra o Museu do Quartzo visou a requalificação do Monte de Santa Luzia, que durante alguns anos, foi alvo de exploração desse mineral. O aproveitamento deste recurso deixou uma cratera, como que uma janela aberta na crosta terrestre que vale a pena observar. Solar dos Condes de Prime Casa solarenga barroca, mandada edificar na 1ª metade do século XVIII, por José de Teixeira Carvalho. A longa fachada é engrandecida pelas janelas, dispostas em dois registos, com plásticas molduras de granito de recortes sinuosos e extremidades relevadas. São interrompidas por dois importantes portais, coroados por frontões de lanços, nos quais se elevam os brasões dos Teixeiras de Carvalho. A Capela, edificada em 1748, completa a frontaria. A exuberante cantaria da fachada reflete o decorativismo barroco no interior da Capela, dedicada a Santo António, onde se conjugam as diferentes linguagens artísticas numa obra de arte total: o retábulo de talha dourada de estilo joanino combina-se com o azul dos painéis de azulejos figurativos que revestem a totalidade das paredes e com o colorido da pintura da cobertura. A Capela de Santo António foi alvo de obras de restauro, tendo sido inaugurada a 13 de Junho de II.9.7 Jardins Históricos e Parques de Lazer Parque Aquilino Ribeiro O parque Aquilino Ribeiro apresenta-se à cidade como um aprazível espaço de fruição da Natureza. Um parque onde existem grandes árvores, diversas espécies botânicas, lago e zona relvada, tendo feito parte da quinta do antigo Convento de Sto. António dos Capuchos (doado aos franciscanos em 1635). No parque pode ainda visitar-se a Capela da Senhora da Vitória e 270
271 observar-se a estátua do Dr. João de Barros. A designação atual Parque Aquilino Ribeiro é com certeza a homenagem merecida do povo da beira ao grande escritor beirão Quinta de Recreio do Fontelo Ocupando uma vasta área a nascente da cidade, fazia parte da Quinta do Paço dos Bispos, que teve o seu maior esplendor no século XVI, com o bispo D. Miguel da Silva. A mata é rica em espécies vegetais e arvores (castanheiros e carvalhos) que devem ter acompanhado toda a história de Viseu no último milénio. O bispo D. Gonçalo Pinheiro mandou edificar ali uma pequena capela dedicada a S. Jerónimo de que apenas restam ruínas e memórias. Na parte mais baixa, com melhor aptidão agrícola, instalou-se a Estação Agrária de Viseu. A parte restante constitui o maior espaço verde público da cidade e tem sido utilizada para implantação de importantes equipamentos de lazer e desporto. Possui hoje um estádio, com bancadas renovadas, piscinas, courts de ténis, pavilhão polivalente, vários campos de treinos e ainda um parque de campismo e um parque infantil. Junto ao antigo Portal do Fontelo constitui-se a sede do Instituto português da Juventude. Quinta da Cruz Localizada na freguesia de São Salvador, nas imediações da povoação de Vil de Moinhos, a 5 minutos do centro da cidade. A propriedade foi recentemente adquirida pela Câmara Municipal de Viseu, com a finalidade de a converter numa mansão de arte, de cultura e de lazer para fruição pública, em ordem ao que irá receber bem delineadas obras de requalificação. A propriedade tem uma assinalável biodiversidade dendrológica, com a ocorrência de muitas árvores e outras lenhosas (arbustos e subarbustos) e de várias herbáceas e epífitas. Esta diversidade seria ainda maior, mas grande parte da Quinta é ocupada por um denso e fresco acacial de austrálias. Pese embora a presença de algumas espécies autóctones, como o carvalho-alvarinho, o sobreiro, o loureiro ou o medronheiro, esta quinta não constitui exceção à regra dos nossos espaços verdes, onde sistematicamente se privilegiam espécies exóticas. Monte de Santa Luzia O património geológico é o património mais antigo da Terra, merecendo ser olhado com redobrada atenção e interesse. É neste último quadro que é lançado uma parte importante do Projecto de Valorização de Santa Luzia - O Museu do Quartzo. À volta do quartzo, pretexto para olhar a Geologia, valorizamos uma zona de Viseu que a exploração do mineral não acautelou, na voracidade do lucro material deixando para um segundo plano a importância do imaterial. O património a edificar servirá para acolher muitos interessados em saber mais sobre a História da Terra, sobre o seu impacto na vida das pessoas, mas é ainda uma parte de um bem intangível que se traduz no viver o local e o seu espírito, contribuindo para a formação dos jovens estudantes que ali encontrarão mais um motivo para serem mais, para ampliarem os seus conhecimentos, relembrando, em suma, que há só uma Terra. As outras vertentes do 271
272 Monte de Santa Luzia serão ainda um campo aberto a explorar: o seu interesse botânico, arqueológico, geográfico e antropológico, a paisagem dos belos horizontes das serras da Estrela e do Caramulo; os viveiros de plantas e a espiritualidade da capelinha em honra de Santa Luzia. Jardim das Mães Um simpático espaço ajardinado que recebe o toque afetuoso de um menino que dorme no colo de sua mãe, que Oliveira Ferreira soube captar num bronze artístico e de singular beleza, homenageando desta forma a terra de sua mãe. Jardim de Santa Cristina Junto da imponente Estátua do Bispo Alves Martins, podemos apreciar uma grande variedade de espécies de plantas e árvores, algumas das quais consideradas de interesse público. Um local de descanso bem no centro da Cidade Jardim de Santo António Neste Jardim pode relaxar à sombra de todos os verdes que a ele o compõem deixe-se apenas contagiar pelo olhar cabisbaixo, que apela à introspeção, da Estátua do Soldado Desconhecido. O espaço deve o seu nome ao antigo convento de Santo António do qual resta a atual Igreja de Santo António. Jardim Tomás Ribeiro Ao lado do Rossio, contra a fachada poente da Câmara Municipal, o Jardim Tomás Ribeiro oferece-se à cidade como um local ajardinado, de sossego, com um recanto mais intimista e que desta forma romântica homenageia Tomás Ribeiro. Um espaço também de encontro entre convivas, onde nos podemos demorar e observar como a cidade vive. Monte do Crasto A toponímia conservou a recordação do povoado primitivo ali situado. Como em Santa Luzia o Cristianismo santificou o lugar mais alto do povoado pagão consagrando-o a Nossa Senhora. Situa-se a uma altitude de 612m e não foi alvo de qualquer exploração sistemática. No entanto, o seu estado de conservação aparente é melhor que o de Santa Luzia. A cerâmica que se apanha a esmo pelas encostas intra-muralhas leva-nos a pensar que teria sido habitado numa época contemporânea ao de Santa Luzia, finais da Idade de Bronze. No entanto, este castro continuaria a ser habitado na época seguinte, só assim se compreendendo a fortaleza das suas muralhas que, nalguns pontos, aparecem reforçadas por um segundo perímetro. É possível ainda fazer o percurso das muralhas, pois elas permaneceram quase intatas. Mesmo 272
273 na base da encosta passa a antiga estrada romana que se liga ao castro por um troço bem conservado. Cava de Viriato Trata-se de um imenso octógono com mais de 2Km de perímetro e trinta e oito hectares de área. Dos primitivos muros restam quadro lados num estado razoável de conservação. A rodear todo o monumento existia um enorme fosso, de que resta um bom troço no lado noroeste. A construção terá que se relacionar com a situação geográfica privilegiada de Viseu, em pleno coração da Lusitânia e principal centro viário do interior da Lusitânia. Qualquer destacamento militar que aqui se encontrasse estacionado podia, com a maior das facilidades, colocar-se rapidamente em qualquer ponto onde ocorressem problemas para a presença romana. No séc. XVIII, o Rei D.João V mandou que se protegesse a Cava para as gerações vindouras e no séc. XIX foi dada uma função social aos seus muros através da plantação de árvores e da instalação de um passeio público no topo dos muros ainda conservados, procedendo à inauguração o rei D. Luís. Papel social que ainda hoje assume uma vasta zona verde. II.10 Sistema Ambiental II.10.1 Reserva Agrícola Nacional As áreas da Reserva Agrícola Nacional, destinam-se à atividade agrícola, podendo ser autorizados os usos, atividades ou instalações que se enquadrem no regime de exceção previstos no artigo 22.º n.º1, do Decreto-Lei n.º 73/2009, de 31 de Março. A RAN vigente ocupa uma área de 5.789,94Ha e a RAN proposta uma área de 5859,14ha, sendo esta enviada pela DRAPC, em Julho de 2007, reconhecendo-se deste modo, que a RAN proposta tem um grau de identificação praticamente total com a RAN vigente, evitando-se deste modo alterações profundas com reflexo direto na estrutura de ordenamento consolidáveis no tempo. 273
274 Figura 42 Planta da Reserva Agrícola Nacional do Concelho de Viseu (DRAPC, 2007). II.10.2 Reserva Ecológica Nacional Em áreas integradas na Reserva Ecológica Nacional, são admissíveis, usos e ações compatíveis com os objetivos de proteção ecológica e ambiental, de prevenção e redução de riscos naturais de acordo com o disposto no artigo 20.º, n.º2 e 3 do Decreto-lei n.º 166/2008, de 22 de Agosto, complementado pela Portaria n.º1356/2008, de 28 de Novembro A REN em vigor ocupa uma área de ,50Ha (reportadas à sua publicação no DR I Série- B 26/06/1996). A REN Bruta (REN proposta) formulada pela Direção Regional do Ambiente e Ordenamento do Território (DRAOT) em Março de 2003, com ,67Ha, foi objeto de uma redefinição, tendo por base as orientações provenientes da Comissão Nacional da Reserva Ecológica Nacional (CNREN), a qual foi facultada pela CCDRC em 05/04/2012 e complementada em 11/04/2012, ocupando agora 9.793,00Ha. A proposta de REN Bruta traduz-se numa alteração francamente significativa da REN aprovada. 274
275 Figura 43 Planta da Reserva Ecológica Nacional do Concelho de Viseu (CCDR-C, 2012). II.10.3 Estrutura Ecológica Municipal II Introdução A Estrutura Ecológica Municipal (EEM) é uma estrutura espacial da paisagem, constituída pelas componentes terrestres dos ecossistemas que são indispensáveis ao seu funcionamento. Esta estrutura tem por objetivo reunir e integrar os espaços necessários à conservação dos recursos naturais, entendidos, não como elementos isolados, mas sim como fatores dinâmicos que interagem entre si, constituindo o essencial do subsistema natural da paisagem. Os objetivos da definição da EEM de Viseu traduzem-se no âmbito da revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) produzindo orientações transponíveis para este instrumento. A EEM deverá ser a base do modelo territorial que suportará a revisão do PDM, de modo a assumir o seu papel de componente ativa do modelo de desenvolvimento sustentável para o município de Viseu. O quadro legal em vigor, enquadra o conceito de estrutura ecológica no âmbito da Lei de Bases do Ambiente (Lei nº11/87, de 7 de Abril), da Lei de Bases do Ordenamento do Território e Urbanismo (Lei nº48/98, de 11 de Agosto) e a sua regulamentação, do Decreto-Lei nº380/99, 275
276 de 22 de Setembro, com a redação dada pelos Decreto-Lei nº310/2003, de 10 de Dezembro, Decreto-Lei nº316/2007, de 19 de Setembro, e Decreto-Lei nº46/2009, de 20 de Fevereiro, da Estratégia Nacional para a Conservação da Natureza e Biodiversidade (Resolução do Conselho de Ministros nº152/2001, de 11 de Outubro) e da Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável (Resolução do Conselho de Ministros nº109/2007, de 20 de Agosto. O Decreto-Lei nº380/99 de 22 de Setembro, com a redação dada pelo Decreto-Lei nº46/2009, de 20 de Fevereiro, refere no artigo 10º, que a estrutura ecológica deverá ser identificada nos instrumentos de gestão territorial, correspondendo (art.º 14º) às áreas, valores e sistemas fundamentais para a proteção e valorização dos espaços rurais e urbanos, designadamente as áreas reserva ecológica. O artigo 70º do RJIGT reporta a definição da estrutura ecológica municipal ao nível dos planos municipais de ordenamento do território; por sua vez, o artigo 85º, que trata do conteúdo material do Plano Diretor Municipal, diz que este define um modelo de organização municipal do território, estabelecendo nomeadamente a definição dos sistemas de proteção dos valores e recursos naturais, culturais, agrícolas e florestais, identificando a estrutura ecológica municipal. Por outro lado, o Plano Nacional da Política de Ordenamento do Território (PNPOT), para além de assumir o inequívoco carácter estratégico dos PDM, refere que estes devem proceder à delimitação da Estrutura Ecológica Municipal e definir regras de gestão, em articulação com os regimes territoriais de proteção dos valores naturais numa lógica de continuidade com os municípios vizinhos. Também o Plano Regional de Ordenamento do Território do Centro (PROT Centro), na sua proposta de Maio de 2011, articula-se com a EEM no âmbito da Estrutura Regional de Proteção e Valorização Ambiental (ERPVA) de forma a promover a valorização da paisagem no planeamento, integrando as áreas nucleares e os corredores ecológicos, assim como as áreas de RAN, REN, Domínio Público Hídrico, áreas de floresta autóctone e outras áreas de mais-valia ambiental. As áreas nucleares correspondem às áreas de mais-valia ambiental, distinguindo-se em áreas classificadas (Rede Natura 2000), e em outras áreas sensíveis, que abrangem áreas que possuem valor para a conservação da natureza (biótopos naturais de valor), como sejam as áreas agroflorestais e outros sistemas biogeográficos, não classificados. Os corredores ecológicos são de dois tipos, os corredores ecológicos estruturantes, que assentam nas principais linhas de água (Rio Vouga, Rio Paiva, Rio Dão) e nos corredores identificados nos Planos Regionais de Ordenamento Florestal (PROF de Dão Lafões), que constituem os Corredores Ecológicos Secundários. 276
277 No seu conjunto, estes corredores assumem uma extrema importância, na salvaguarda da conectividade e continuidade espacial dos intercâmbios genéticos entre diferentes áreas nucleares de conservação da biodiversidade em todo o concelho. II Metodologia de Trabalho e Componentes da Estrutura Ecológica Municipal Neste contexto procurou-se analisar as diferentes componentes biofísicas do território, de modo a identificar os sistemas ecológicos fundamentais, bem como as componentes socioeconómicas mais determinantes na ocupação do solo a integrar na proposta da delimitação da EEM, tendo em vista a proteção dos sistemas naturais de maior fragilidade e a salvaguarda dos espaços com elevado valor paisagístico. Segundo uma abordagem morfológica da paisagem, os elementos fundamentais da estrutura ecológica municipal de Viseu, resultantes da interpretação das componentes paisagísticas, ambientais e dos recursos naturais em presença no território, são: Tabela 54 Elementos da EEM (PROT-C, 2011) Na sequência das diversas formulações da proposta de revisão do PDM e considerando os contatos efetuados com as entidades, que mais diretamente têm a ver com a Estrutura Ecológica Municipal no âmbito da CTA, e tendo em conta supletivamente a proposta existente, a este nível para os concelhos de Tondela e de Vouzela (atendendo à necessária concetividade nas zonas de fronteira), bem como à nova delimitação da REN bruta fornecida pela CCDR-C em 05/04/2012 e complementada em 11/04/2012, foram estabelecidas diversas hipóteses e das quais, por simplificação se apresentam os quadros resumo tendo em conta que o diferencial da REN bruta se quantifica em 5146,67ha face aos 14939,67ha, correspondentes à delimitação inicial da REN bruta, contra os 9793,00ha, correspondentes à delimitação acima referida, com incidência direta na delimitação das zonas de conetividade, nomeadamente. 277
278 São apresentados os seguintes quadros: a) Correspondente à 5ªVersão (Janeiro de 2012) com afetação, à escala do concelho, de 46,04% e com base na delimitação da REN bruta correspondente a 14939,67ha. Tabela 55 Área total da Estrutura Ecológica Municipal Versão de Janeiro de 2012 (CMV, 2012) Área Total Área Total da % FREGUESIA da Freguesia [ha] Estrutura Ecológica Municipal [ha] FREGUESIA ABRAVESES 1222,75 354,61 29,00 ABRAVESES BARREIROS 600,75 360,48 60,01 BARREIROS BOALDEIA 850,26 361,78 42,55 BOALDEIA BODIOSA 2539, ,86 39,69 BODIOSA CALDE 3505, ,42 63,59 CALDE CAMPO 1624,07 742,37 45,71 CAMPO CAVERNÃES 1314,41 596,73 45,40 CAVERNÃES CEPÕES 2918, ,73 61,23 CEPÕES CORAÇÃO DE JESUS 233,40 32,19 13,79 CORAÇÃO DE JESUS CÔTA 4154, ,01 75,53 CÔTA COUTO DE BAIXO 1126,74 606,51 53,83 COUTO DE BAIXO COUTO DE CIMA 1314,14 669,49 50,94 COUTO DE CIMA FAIL 675,63 305,95 45,28 FAIL FARMINHÃO 1097,38 336,55 30,67 FARMINHÃO FRAGOSELA 1103,85 320,74 29,06 FRAGOSELA LORDOSA 2231, ,69 45,75 LORDOSA MUNDÃO 1444,63 920,75 63,74 MUNDÃO ORGENS 890,18 389,44 43,75 ORGENS POVOLIDE 2080, ,19 54,33 POVOLIDE RANHADOS 623,51 135,71 21,77 RANHADOS REPESES 354,61 57,67 16,26 REPESES RIBAFEITA 1811,76 707,58 39,05 RIBAFEITA RIO DE LOBA 1775,09 770,78 43,42 RIO DE LOBA SÃO CIPRIANO 1260,74 508,00 40,29 SÃO CIPRIANO SÃO JOSÉ 411,67 89,17 21,66 SÃO JOSÉ SANTA MARIA 350,73 48,50 13,83 SANTA MARIA SÃO SALVADOR 646,20 324,82 50,27 SÃO SALVADOR S. JOÃO DE LOUROSA 2600,46 605,33 23,28 S. JOÃO DE LOUROSA S. PEDRO DE FRANCE 1875,21 740,80 39,50 S. PEDRO DE FRANCE SANTOS EVOS 1185,72 590,25 49,78 SANTOS EVOS SILGUEIROS 3617, ,50 29,15 SILGUEIROS TORREDEITA 1565,80 663,94 42,40 TORREDEITA VILA CHÃ DE SÁ 894,16 289,68 32,40 VILA CHÃ DE SÁ VIL DE SOITO 810,43 451,93 55,76 VIL DE SOITO TOTAL , ,15 46,04 TOTAL 278
279 Tabela 56 Áreas de Regimes Legais Específicos e Rede de Conetividade face à área total do município Versão de Janeiro de 2012 (CMV, 2012) Área Total de ÁREA TOTAL Áreas de EEM com Regimes Áreas de Rede de Conectividade FREGUESIA Freguesia [ha] Estrutura Ecológica Municipal Legais Específicos da EEM entre Ecossistemas [ha] % [ha] % [ha] % FREGUESIA ABRAVESES 1222,75 354,61 29,00 316,05 25,85 38,56 3,15 ABRAVESES BARREIROS 600,75 360,48 60,01 359,93 59,91 0,55 0,09 BARREIROS BOALDEIA 850,26 361,78 42,55 320,65 37,71 41,13 4,84 BOALDEIA BODIOSA 2539, ,86 39,69 958,93 37,76 48,93 1,93 BODIOSA CALDE 3505, ,42 63, ,53 53,67 347,89 9,92 CALDE CAMPO 1624,07 742,36 45,71 707,52 43,56 34,84 2,15 CAMPO CAVERNÃES 1314,41 596,73 45,40 557,87 42,44 38,86 2,96 CAVERNÃES CEPÕES 2918, ,73 61, ,33 55,77 159,4 5,46 CEPÕES CORAÇÃO DE JESUS 233,40 32,19 13,79 8,86 3,80 23,33 10,00 CORAÇÃO DE JESUS CÔTA 4154, ,01 75, ,4 73,73 74,61 1,80 CÔTA COUTO DE BAIXO 1126,74 606,51 53,83 591,13 52,46 15,38 1,36 COUTO DE BAIXO COUTO DE CIMA 1314,14 669,49 50,94 609,65 46,39 59,84 4,55 COUTO DE CIMA FAIL 675,63 305,95 45,28 202,4 29,96 103,55 15,33 FAIL FARMINHÃO 1097,38 336,55 30,67 262,66 23,94 73,89 6,73 FARMINHÃO FRAGOSELA 1103,85 320,74 29,06 166,76 15,11 153,98 13,95 FRAGOSELA LORDOSA 2231, ,69 45,75 898,51 40,27 122,18 5,48 LORDOSA MUNDÃO 1444,63 920,75 63,74 886,15 61,34 34,6 2,40 MUNDÃO ORGENS 890,18 389,44 43,75 302,03 33,93 87,41 9,82 ORGENS POVOLIDE 2080, ,19 54,33 661,62 31,81 468,57 22,53 POVOLIDE RANHADOS 623,51 135,71 21,77 105,8 16,97 29,91 4,80 RANHADOS REPESES 354,61 57,67 16,26 53,34 15,04 4,33 1,22 REPESES RIBAFEITA 1811,76 707,58 39,05 620,21 34,23 87,37 4,82 RIBAFEITA RIO DE LOBA 1775,09 770,78 43,42 740,57 41,72 30,21 1,70 RIO DE LOBA SÃO CIPRIANO 1260,74 508,00 40,29 272,34 21,60 235,66 18,69 SÃO CIPRIANO SÃO JOSÉ 411,67 89,17 21,66 66,77 16,22 22,4 5,44 SÃO JOSÉ SANTA MARIA 350,73 48,50 13,83 41,67 11,88 6,83 1,95 SANTA MARIA SÃO SALVADOR 646,20 324,82 50,27 173,64 26,87 151,18 23,40 SÃO SALVADOR S. JOÃO DE LOUROSA 2600,46 605,33 23,28 395,22 15,20 210,11 8,08 S. JOÃO DE LOUROSA S. PEDRO DE FRANCE 1875,21 740,80 39,50 628,18 33,50 112,62 6,01 S. PEDRO DE FRANCE SANTOS EVOS 1185,72 590,25 49, ,89 117,25 9,89 SANTOS EVOS SILGUEIROS 3617, ,50 29,15 739,1 20,43 315,4 8,72 SILGUEIROS TORREDEITA 1565,80 663,94 42,40 513,98 32,83 149,96 9,58 TORREDEITA VILA CHÃ DE SÁ 894,16 289,68 32,40 177,5 19,85 112,18 12,55 VILA CHÃ DE SÁ VIL DE SOITO 810,43 451,93 55,76 409,22 50,49 42,71 5,27 VIL DE SOITO TOTAL , ,14 46, ,52 39, ,62 7,01 TOTAL Nota: As áreas de EEM com regimes legais específicos integram RAN, REN, aproveitamentos hidroagrícolas, Rede Natura e parte do Regime Florestal Parcial. 279
280 Tabela 57 Áreas de Regimes Legais Específicos e Rede de Conetividade face à EEM Versão de Janeiro de 2012 (CMV, 2012) FREGUESIA ÁREA TOTAL Estrutura Ecológica Municipal Áreas de EEM com Regimes Legais Específicos Áreas de Rede de Conectividade da EEM entre Ecossistemas [ha] [ha] % [ha] % FREGUESIA ABRAVESES 354,61 316,05 89,13 38,56 10,87 ABRAVESES BARREIROS 360,48 359,93 99,85 0,55 0,15 BARREIROS BOALDEIA 361,78 320,65 88,63 41,13 11,37 BOALDEIA BODIOSA 1007,86 958,93 95,15 48,93 4,85 BODIOSA CALDE 2229, ,53 84,40 347,89 15,60 CALDE CAMPO 742,37 707,52 95,31 34,84 4,69 CAMPO CAVERNÃES 596,73 557,87 93,49 38,86 6,51 CAVERNÃES CEPÕES 1786, ,33 91,08 159,40 8,92 CEPÕES CORAÇÃO DE JESUS 32,19 8,86 27,52 23,33 72,48 CORAÇÃO DE JESUS CÔTA 3138, ,40 97,62 74,61 2,38 CÔTA COUTO DE BAIXO 606,51 591,13 97,46 15,38 2,54 COUTO DE BAIXO COUTO DE CIMA 669,49 609,65 91,06 59,84 8,94 COUTO DE CIMA FAIL 305,95 202,40 66,15 103,55 33,85 FAIL FARMINHÃO 336,55 262,66 78,04 73,89 21,96 FARMINHÃO FRAGOSELA 320,74 166,76 51,99 153,98 48,01 FRAGOSELA LORDOSA 1020,69 898,51 88,03 122,18 11,97 LORDOSA MUNDÃO 920,75 886,15 96,24 34,60 3,76 MUNDÃO ORGENS 389,44 302,03 77,55 87,41 22,45 ORGENS POVOLIDE 1130,19 661,62 58,54 468,57 41,46 POVOLIDE RANHADOS 135,71 105,80 77,96 29,91 22,04 RANHADOS REPESES 57,67 53,34 92,49 4,33 7,51 REPESES RIBAFEITA 707,58 620,21 87,65 87,37 12,35 RIBAFEITA RIO DE LOBA 770,78 740,57 96,08 30,21 3,92 RIO DE LOBA SÃO CIPRIANO 508,00 272,34 53,61 235,66 46,39 SÃO CIPRIANO SÃO JOSÉ 89,17 66,77 74,88 22,40 25,12 SÃO JOSÉ SANTA MARIA 48,50 41,67 85,92 6,83 14,08 SANTA MARIA SÃO SALVADOR 324,82 173,64 53,46 151,18 46,54 SÃO SALVADOR S. JOÃO DE LOUROSA 605,33 395,22 65,29 210,11 34,71 S. JOÃO DE LOUROSA S. PEDRO DE FRANCE 740,80 628,18 84,80 112,62 15,20 S. PEDRO DE FRANCE SANTOS EVOS 590,25 473,00 80,14 117,25 19,86 SANTOS EVOS SILGUEIROS 1054,50 739,10 70,09 315,40 29,91 SILGUEIROS TORREDEITA 663,94 513,98 77,41 149,96 22,59 TORREDEITA VILA CHÃ DE SÁ 289,68 177,50 61,27 112,18 38,73 VILA CHÃ DE SÁ VIL DE SOITO 451,93 409,22 90,55 42,71 9,45 VIL DE SOITO TOTAL , ,52 84, ,62 15,23 TOTAL 280
281 Figura 44 Planta da Estrutura Ecológica Municipal Versão de Janeiro de 2012 (CMV, 2012) 281
282 b) Correspondente à nova delimitação da REN bruta com 9793,00ha com as áreas de Regime Florestal Parcial inseridas na sua totalidade. Tabela 58 Área total da Estrutura Ecológica Municipal Versão com Regime Florestal Parcial integrado (CMV, 2012) Área Total Área Total da % FREGUESIA da Freguesia [ha] Estrutura Ecológica Municipal [ha] FREGUESIA ABRAVESES 1222,75 318,23 26,03 ABRAVESES BARREIROS 600,75 364,27 60,64 BARREIROS BOALDEIA 850,26 364,44 42,86 BOALDEIA BODIOSA 2539,55 741,23 29,19 BODIOSA CALDE 3505, ,31 66,07 CALDE CAMPO 1624,07 554,80 34,16 CAMPO CAVERNÃES 1314,41 450,79 34,30 CAVERNÃES CEPÕES 2918, ,67 56,36 CEPÕES CORAÇÃO DE JESUS 233,40 32,19 13,79 CORAÇÃO DE JESUS CÔTA 4154, ,44 70,65 CÔTA COUTO DE BAIXO 1126,74 477,74 42,40 COUTO DE BAIXO COUTO DE CIMA 1314,14 399,24 30,38 COUTO DE CIMA FAIL 675,63 279,59 41,38 FAIL FARMINHÃO 1097,38 336,51 30,66 FARMINHÃO FRAGOSELA 1103,85 317,34 28,75 FRAGOSELA LORDOSA 2231, ,75 48,40 LORDOSA MUNDÃO 1444,63 598,49 41,43 MUNDÃO ORGENS 890,18 380,03 42,69 ORGENS POVOLIDE 2080,09 717,60 34,50 POVOLIDE RANHADOS 623,51 140,85 22,59 RANHADOS REPESES 354,61 31,02 8,75 REPESES RIBAFEITA 1811,76 729,58 40,27 RIBAFEITA RIO DE LOBA 1775,09 488,22 27,50 RIO DE LOBA SÃO CIPRIANO 1260,74 408,68 32,42 SÃO CIPRIANO SÃO JOSÉ 411,67 93,00 22,59 SÃO JOSÉ SANTA MARIA 350,73 49,27 14,05 SANTA MARIA SÃO SALVADOR 646,20 267,45 41,39 SÃO SALVADOR S. JOÃO DE LOUROSA 2600,46 609,60 23,44 S. JOÃO DE LOUROSA S. PEDRO DE FRANCE 1875,21 698,08 37,23 S. PEDRO DE FRANCE SANTOS EVOS 1185,72 432,29 36,46 SANTOS EVOS SILGUEIROS 3617, ,18 31,10 SILGUEIROS TORREDEITA 1565,80 493,51 31,52 TORREDEITA VILA CHÃ DE SÁ 894,16 241,29 26,99 VILA CHÃ DE SÁ VIL DE SOITO 810,43 280,41 34,60 VIL DE SOITO TOTAL , ,09 40,22 TOTAL 282
283 Tabela 59 Áreas de Regimes Legais Específicos e Rede de Conetividade face à área total do município Versão com Regime Florestal Parcial integrado (CMV, 2012) Área Total de ÁREA TOTAL Áreas de EEM com Regimes Áreas de Rede de Conectividade FREGUESIA Freguesia [ha] Estrutura Ecológica Municipal Legais Específicos da EEM entre Ecossistemas [ha] % [ha] % [ha] % FREGUESIA ABRAVESES 1222,75 318,23 26,03 257,39 21,05 60,84 4,98 ABRAVESES BARREIROS 600,75 364,27 60,64 331,09 55,11 33,18 5,52 BARREIROS BOALDEIA 850,26 364,44 42,86 272,24 32,02 92,2 10,84 BOALDEIA BODIOSA 2539,55 741,23 29,19 591,76 23,30 149,47 5,89 BODIOSA CALDE 3505, ,31 66, ,82 58,50 265,49 7,57 CALDE CAMPO 1624,07 554,80 34,16 470,04 28,94 84,76 5,22 CAMPO CAVERNÃES 1314,41 450,79 34,30 366,66 27,90 84,13 6,40 CAVERNÃES CEPÕES 2918, ,67 56, ,65 47,96 245,02 8,40 CEPÕES CORAÇÃO DE JESUS 233,40 32,19 13,79 12,52 5,36 19,67 8,43 CORAÇÃO DE JESUS CÔTA 4154, ,44 70, ,06 67,08 148,38 3,57 CÔTA COUTO DE BAIXO 1126,74 477,74 42,40 288,84 25,63 188,9 16,77 COUTO DE BAIXO COUTO DE CIMA 1314,14 399,24 30,38 306,96 23,36 92,28 7,02 COUTO DE CIMA FAIL 675,63 279,59 41,38 178,43 26,41 101,16 14,97 FAIL FARMINHÃO 1097,38 336,51 30,66 294,47 26,83 42,04 3,83 FARMINHÃO FRAGOSELA 1103,85 317,34 28,75 165,43 14,99 151,91 13,76 FRAGOSELA LORDOSA 2231, ,75 48,40 889,22 39,86 190,53 8,54 LORDOSA MUNDÃO 1444,63 598,49 41,43 581,21 40,23 17,28 1,20 MUNDÃO ORGENS 890,18 380,03 42,69 323,14 36,30 56,89 6,39 ORGENS POVOLIDE 2080,09 717,60 34,50 489,9 23,55 227,7 10,95 POVOLIDE RANHADOS 623,51 140,85 22,59 100,59 16,13 40,26 6,46 RANHADOS REPESES 354,61 31,02 8,75 21,8 6,15 9,22 2,60 REPESES RIBAFEITA 1811,76 729,58 40,27 652,18 36,00 77,4 4,27 RIBAFEITA RIO DE LOBA 1775,09 488,22 27,50 429,72 24,21 58,5 3,30 RIO DE LOBA SÃO CIPRIANO 1260,74 408,68 32,42 242,96 19,27 165,72 13,14 SÃO CIPRIANO SÃO JOSÉ 411,67 93,00 22,59 77,55 18,84 15,45 3,75 SÃO JOSÉ SANTA MARIA 350,73 49,27 14,05 4,33 1,23 44,94 12,81 SANTA MARIA SÃO SALVADOR 646,20 267,45 41,39 106,08 16,42 161,37 24,97 SÃO SALVADOR S. JOÃO DE LOUROSA 2600,46 609,60 23,44 334,4 12,86 275,2 10,58 S. JOÃO DE LOUROSA S. PEDRO DE FRANCE 1875,21 698,08 37,23 613,36 32,71 84,72 4,52 S. PEDRO DE FRANCE SANTOS EVOS 1185,72 432,29 36,46 335,29 28, ,18 SANTOS EVOS SILGUEIROS 3617, ,18 31,10 705,87 19,51 419,31 11,59 SILGUEIROS TORREDEITA 1565,80 493,51 31,52 351,91 22,47 141,6 9,04 TORREDEITA VILA CHÃ DE SÁ 894,16 241,29 26,99 173,71 19,43 67,58 7,56 VILA CHÃ DE SÁ VIL DE SOITO 810,43 280,41 34,60 253,38 31,26 27,03 3,34 VIL DE SOITO TOTAL , ,09 40, ,96 32, ,13 7,76 TOTAL Nota: As áreas de EEM com regimes legais específicos integram RAN, REN, aproveitamentos hidroagrícolas, Rede Natura e parte do Regime Florestal Parcial. 283
284 Tabela 60 Áreas de Regimes Legais Específicos e Rede de Conetividade face à EEM Versão com Regime Florestal Parcial integrado (CMV, 2012) FREGUESIA ÁREA TOTAL Estrutura Ecológica Municipal Áreas de EEM com Regimes Legais Específicos * Áreas de Rede de Conectividade da EEM entre Ecossistemas [ha] [ha] % [ha] % FREGUESIA ABRAVESES 318,23 257,39 89,13 60,84 10,87 ABRAVESES BARREIROS 364,27 331,09 99,85 33,18 0,15 BARREIROS BOALDEIA 364,44 272,24 88,63 92,20 11,37 BOALDEIA BODIOSA 741,23 591,76 95,15 149,47 4,85 BODIOSA CALDE 2.316, ,82 84,40 265,49 15,60 CALDE CAMPO 554,80 470,04 95,31 84,76 4,69 CAMPO CAVERNÃES 450,79 366,66 93,49 84,13 6,51 CAVERNÃES CEPÕES 1.644, ,65 91,08 245,02 8,92 CEPÕES CORAÇÃO DE JESUS 32,19 12,52 27,52 19,67 72,48 CORAÇÃO DE JESUS CÔTA 2.935, ,06 97,62 148,38 2,38 CÔTA COUTO DE BAIXO 477,74 288,84 97,46 188,90 2,54 COUTO DE BAIXO COUTO DE CIMA 399,24 306,96 91,06 92,28 8,94 COUTO DE CIMA FAIL 279,59 178,43 66,15 101,16 33,85 FAIL FARMINHÃO 336,51 294,47 78,04 42,04 21,96 FARMINHÃO FRAGOSELA 317,34 165,43 51,99 151,91 48,01 FRAGOSELA LORDOSA 1.079,75 889,22 88,03 190,53 11,97 LORDOSA MUNDÃO 598,49 581,21 96,24 17,28 3,76 MUNDÃO ORGENS 380,03 323,14 77,55 56,89 22,45 ORGENS POVOLIDE 717,60 489,90 58,54 227,70 41,46 POVOLIDE RANHADOS 140,85 100,59 77,96 40,26 22,04 RANHADOS REPESES 31,02 21,80 92,49 9,22 7,51 REPESES RIBAFEITA 729,58 652,18 87,65 77,40 12,35 RIBAFEITA RIO DE LOBA 488,22 429,72 96,08 58,50 3,92 RIO DE LOBA SÃO CIPRIANO 408,68 242,96 53,61 165,72 46,39 SÃO CIPRIANO SÃO JOSÉ 93,00 77,55 74,88 15,45 25,12 SÃO JOSÉ SANTA MARIA 49,27 4,33 85,92 44,94 14,08 SANTA MARIA SÃO SALVADOR 267,45 106,08 53,46 161,37 46,54 SÃO SALVADOR S. JOÃO DE LOUROSA 609,60 334,46 65,29 275,14 34,71 S. JOÃO DE LOUROSA S. PEDRO DE FRANCE 698,08 613,36 84,80 84,72 15,20 S. PEDRO DE FRANCE SANTOS EVOS 432,29 335,29 80,14 97,00 19,86 SANTOS EVOS SILGUEIROS 1.125,18 705,87 70,09 419,31 29,91 SILGUEIROS TORREDEITA 493,51 351,91 77,41 141,60 22,59 TORREDEITA VILA CHÃ DE SÁ 241,29 173,71 61,27 67,58 38,73 VILA CHÃ DE SÁ VIL DE SOITO 280,41 253,38 90,55 27,03 9,45 VIL DE SOITO TOTAL , ,96 80, ,13 19,30 TOTAL 284
285 Figura 45 Planta da Estrutura Ecológica Municipal Versão com o Regime Florestal Parcial integrado (tendo em conta a nova delimitação da REN bruta enviada pela CCDR-C em Abril de 2012) (CMV, 2012) 285
286 c) Correspondente à delimitação da REN bruta com 9793,00ha e excluindo toda a área de Regime Florestal Parcial. Tabela 61 Área total da Estrutura Ecológica Municipal Versão sem Regime Florestal Parcial integrado (CMV, 2012) Área Total Área Total da % FREGUESIA da Freguesia [ha] Estrutura Ecológica Municipal [ha] FREGUESIA ABRAVESES 1222,75 263,11 21,52 ABRAVESES BARREIROS 600,75 268,34 44,67 BARREIROS BOALDEIA 850,26 364,44 42,86 BOALDEIA BODIOSA 2539,55 703,48 27,70 BODIOSA CALDE 3505, ,33 39,06 CALDE CAMPO 1624,07 439,93 27,09 CAMPO CAVERNÃES 1314,41 336,32 25,59 CAVERNÃES CEPÕES 2918,12 919,57 31,51 CEPÕES CORAÇÃO DE JESUS 233,40 32,19 13,79 CORAÇÃO DE JESUS CÔTA 4154, ,95 35,36 CÔTA COUTO DE BAIXO 1126,74 477,74 42,40 COUTO DE BAIXO COUTO DE CIMA 1314,14 353,34 26,89 COUTO DE CIMA FAIL 675,63 279,59 41,38 FAIL FARMINHÃO 1097,38 336,51 30,66 FARMINHÃO FRAGOSELA 1103,85 317,34 28,75 FRAGOSELA LORDOSA 2231,07 725,62 32,52 LORDOSA MUNDÃO 1444,63 280,53 19,42 MUNDÃO ORGENS 890,18 211,74 23,79 ORGENS POVOLIDE 2080,09 717,60 34,50 POVOLIDE RANHADOS 623,51 140,85 22,59 RANHADOS REPESES 354,61 31,02 8,75 REPESES RIBAFEITA 1811,76 729,58 40,27 RIBAFEITA RIO DE LOBA 1775,09 314,64 17,73 RIO DE LOBA SÃO CIPRIANO 1260,74 408,68 32,42 SÃO CIPRIANO SÃO JOSÉ 411,67 93,00 22,59 SÃO JOSÉ SANTA MARIA 350,73 49,27 14,05 SANTA MARIA SÃO SALVADOR 646,20 267,45 41,39 SÃO SALVADOR S. JOÃO DE LOUROSA 2600,46 609,60 23,44 S. JOÃO DE LOUROSA S. PEDRO DE FRANCE 1875,21 698,08 37,23 S. PEDRO DE FRANCE SANTOS EVOS 1185,72 419,34 35,37 SANTOS EVOS SILGUEIROS 3617, ,18 31,10 SILGUEIROS TORREDEITA 1565,80 493,51 31,52 TORREDEITA VILA CHÃ DE SÁ 894,16 241,29 26,99 VILA CHÃ DE SÁ VIL DE SOITO 810,43 122,97 15,17 VIL DE SOITO TOTAL , ,13 30,78 TOTAL 286
287 Tabela 62 Áreas de Regimes Legais Específicos e Rede de Conetividade face à área total do município Versão sem Regime Florestal Parcial integrado (CMV, 2012) Área Total de ÁREA TOTAL Áreas de EEM com Regimes Áreas de Rede de Conectividade FREGUESIA Freguesia [ha] Estrutura Ecológica Municipal Legais Específicos da EEM entre Ecossistemas [ha] % [ha] % [ha] % FREGUESIA ABRAVESES 1222,75 263,11 21,52 207,64 16,98 55,47 4,54 ABRAVESES BARREIROS 600,75 268,34 44,67 237,68 39,56 30,66 5,10 BARREIROS BOALDEIA 850,26 364,44 42,86 272,24 32,02 92,2 10,84 BOALDEIA BODIOSA 2539,55 703,48 27,70 557,64 21,96 145,84 5,74 BODIOSA CALDE 3505, ,33 39, ,3 32,10 244,03 6,96 CALDE CAMPO 1624,07 439,93 27,09 359,46 22,13 80,47 4,95 CAMPO CAVERNÃES 1314,41 336,32 25,59 255,98 19,47 80,34 6,11 CAVERNÃES CEPÕES 2918,12 919,57 31,51 726,81 24,91 192,76 6,61 CEPÕES CORAÇÃO DE JESUS 233,40 32,19 13,79 12,52 5,36 19,67 8,43 CORAÇÃO DE JESUS CÔTA 4154, ,95 35, ,57 31,78 148,38 3,57 CÔTA COUTO DE BAIXO 1126,74 477,74 42,40 288,84 25,63 188,9 16,77 COUTO DE BAIXO COUTO DE CIMA 1314,14 353,34 26,89 269,37 20,50 83,97 6,39 COUTO DE CIMA FAIL 675,63 279,59 41,38 178,43 26,41 101,16 14,97 FAIL FARMINHÃO 1097,38 336,51 30,66 294,47 26,83 42,04 3,83 FARMINHÃO FRAGOSELA 1103,85 317,34 28,75 165,43 14,99 151,91 13,76 FRAGOSELA LORDOSA 2231,07 725,62 32,52 562,92 25,23 162,7 7,29 LORDOSA MUNDÃO 1444,63 280,53 19,42 263,79 18,26 16,74 1,16 MUNDÃO ORGENS 890,18 211,74 23,79 184,12 20,68 27,62 3,10 ORGENS POVOLIDE 2080,09 717,60 34,50 489,9 23,55 227,7 10,95 POVOLIDE RANHADOS 623,51 140,85 22,59 100,59 16,13 40,26 6,46 RANHADOS REPESES 354,61 31,02 8,75 21,8 6,15 9,22 2,60 REPESES RIBAFEITA 1811,76 729,58 40,27 652,18 36,00 77,4 4,27 RIBAFEITA RIO DE LOBA 1775,09 314,64 17,73 268,12 15,10 46,52 2,62 RIO DE LOBA SÃO CIPRIANO 1260,74 408,68 32,42 242,96 19,27 165,72 13,14 SÃO CIPRIANO SÃO JOSÉ 411,67 93,00 22,59 77,55 18,84 15,45 3,75 SÃO JOSÉ SANTA MARIA 350,73 49,27 14,05 4,33 1,23 44,94 12,81 SANTA MARIA SÃO SALVADOR 646,20 267,45 41,39 106,08 16,42 161,37 24,97 SÃO SALVADOR S. JOÃO DE LOUROSA 2600,46 609,60 23,44 334,4 12,86 275,2 10,58 S. JOÃO DE LOUROSA S. PEDRO DE FRANCE 1875,21 698,08 37,23 613,36 32,71 84,72 4,52 S. PEDRO DE FRANCE SANTOS EVOS 1185,72 419,34 35,37 322,34 27, ,18 SANTOS EVOS SILGUEIROS 3617, ,18 31,10 705,87 19,51 419,31 11,59 SILGUEIROS TORREDEITA 1565,80 493,51 31,52 351,91 22,47 141,6 9,04 TORREDEITA VILA CHÃ DE SÁ 894,16 241,29 26,99 173,71 19,43 67,58 7,56 VILA CHÃ DE SÁ VIL DE SOITO 810,43 122,97 15,17 117,06 14,44 5,91 0,73 VIL DE SOITO TOTAL , ,13 30, ,37 23, ,76 7,38 TOTAL Nota: As áreas de EEM com regimes legais específicos integram RAN, REN, aproveitamentos hidroagrícolas, Rede Natura e parte do Regime Florestal Parcial. 287
288 Tabela 63 Áreas de Regimes Legais Específicos e Rede de Conetividade face à EEM Versão sem Regime Florestal Parcial integrado (CMV, 2012) FREGUESIA ÁREA TOTAL Estrutura Ecológica Municipal Áreas de EEM com Regimes Legais Específicos Áreas de Rede de Conectividade da EEM entre Ecossistemas [ha] [ha] % [ha] % FREGUESIA ABRAVESES 263,11 207,64 78,92 55,47 21,08 ABRAVESES BARREIROS 268,34 237,68 88,57 30,66 11,43 BARREIROS BOALDEIA 364,44 272,24 74,70 92,20 25,30 BOALDEIA BODIOSA 703,48 557,64 79,27 145,84 20,73 BODIOSA CALDE 1369, ,30 82,18 244,03 17,82 CALDE CAMPO 439,93 359,46 81,71 80,47 18,29 CAMPO CAVERNÃES 336,32 255,98 76,11 80,34 23,89 CAVERNÃES CEPÕES 919,57 726,81 79,04 192,76 20,96 CEPÕES CORAÇÃO DE JESUS 32,19 12,52 38,89 19,67 61,11 CORAÇÃO DE JESUS CÔTA 1468, ,57 89,90 148,38 10,10 CÔTA COUTO DE BAIXO 477,74 288,84 60,46 188,90 39,54 COUTO DE BAIXO COUTO DE CIMA 353,34 269,37 76,24 83,97 23,76 COUTO DE CIMA FAIL 279,59 178,43 63,82 101,16 36,18 FAIL FARMINHÃO 336,51 294,47 87,51 42,04 12,49 FARMINHÃO FRAGOSELA 317,34 165,43 52,13 151,91 47,87 FRAGOSELA LORDOSA 725,62 562,92 77,58 162,70 22,42 LORDOSA MUNDÃO 280,53 263,79 94,03 16,74 5,97 MUNDÃO ORGENS 211,74 184,12 86,96 27,62 13,04 ORGENS POVOLIDE 717,60 489,90 68,27 227,70 31,73 POVOLIDE RANHADOS 140,85 100,59 71,42 40,26 28,58 RANHADOS REPESES 31,02 21,80 70,28 9,22 29,72 REPESES RIBAFEITA 729,58 652,18 89,39 77,40 10,61 RIBAFEITA RIO DE LOBA 314,64 268,12 85,21 46,52 14,79 RIO DE LOBA SÃO CIPRIANO 408,68 242,96 59,45 165,72 40,55 SÃO CIPRIANO SÃO JOSÉ 93,00 77,55 83,39 15,45 16,61 SÃO JOSÉ SANTA MARIA 49,27 4,33 8,79 44,94 91,21 SANTA MARIA SÃO SALVADOR 267,45 106,08 39,66 161,37 60,34 SÃO SALVADOR S. JOÃO DE LOUROSA 609,60 334,40 54,86 275,20 45,14 S. JOÃO DE LOUROSA S. PEDRO DE FRANCE 698,08 613,36 87,86 84,72 12,14 S. PEDRO DE FRANCE SANTOS EVOS 419,34 322,34 76,87 97,00 23,13 SANTOS EVOS SILGUEIROS 1125,18 705,87 62,73 419,31 37,27 SILGUEIROS TORREDEITA 493,51 351,91 71,31 141,60 28,69 TORREDEITA VILA CHÃ DE SÁ 241,29 173,71 71,99 67,58 28,01 VILA CHÃ DE SÁ VIL DE SOITO 122,97 117,06 95,19 5,91 4,81 VIL DE SOITO TOTAL , ,37 76, ,76 23,99 TOTAL 288
289 Figura 46 Planta da Estrutura Ecológica Municipal Versão sem o Regime Florestal Parcial integrado (tendo em conta a nova delimitação da REN bruta enviada pela CCDR-C em Abril de 2012) (CMV, 2012) II Proposta de Estrutura Ecológica Municipal Para a efetiva delimitação da estrutura ecológica municipal teve-se em conta a ocupação atual do território e as propostas de classificação e qualificação do solo na fase atual de revisão do PDM. Desta forma, e de acordo com o quadro, a percentagem de áreas integradas na Estrutura Ecológica Municipal representam 32,61% da área total do concelho. 289
290 Tabela 64 Área total da Estrutura Ecológica Municipal Versão Final (CMV, 2012) Área Total Área Total da % FREGUESIA da Freguesia [ha] Estrutura Ecológica Municipal [ha] FREGUESIA ABRAVESES 1222,75 309,39 25,30 ABRAVESES BARREIROS 600,75 268,38 44,67 BARREIROS BOALDEIA 850,26 346,44 40,75 BOALDEIA BODIOSA 2539,55 786,29 30,96 BODIOSA CALDE 3505, ,99 40,73 CALDE CAMPO 1624,07 554,80 34,16 CAMPO CAVERNÃES 1314,41 334,84 25,47 CAVERNÃES CEPÕES 2918,12 890,01 30,50 CEPÕES CORAÇÃO DE JESUS 233,40 32,18 13,79 CORAÇÃO DE JESUS CÔTA 4154, ,55 41,22 CÔTA COUTO DE BAIXO 1126,74 477,74 42,40 COUTO DE BAIXO COUTO DE CIMA 1314,14 399,24 30,38 COUTO DE CIMA FAIL 675,63 279,59 41,38 FAIL FARMINHÃO 1097,38 336,51 30,66 FARMINHÃO FRAGOSELA 1103,85 317,34 28,75 FRAGOSELA LORDOSA 2231,07 771,11 34,56 LORDOSA MUNDÃO 1444,63 309,97 21,46 MUNDÃO ORGENS 890,18 380,03 42,69 ORGENS POVOLIDE 2080,09 717,60 34,50 POVOLIDE RANHADOS 623,51 140,85 22,59 RANHADOS REPESES 354,61 31,02 8,75 REPESES RIBAFEITA 1811,76 729,58 40,27 RIBAFEITA RIO DE LOBA 1775,09 308,22 17,36 RIO DE LOBA SÃO CIPRIANO 1260,74 408,50 32,40 SÃO CIPRIANO SÃO JOSÉ 411,67 93,00 22,59 SÃO JOSÉ SANTA MARIA 350,73 48,52 13,83 SANTA MARIA SÃO SALVADOR 646,20 267,46 41,39 SÃO SALVADOR S. JOÃO DE LOUROSA 2600,46 603,13 23,19 S. JOÃO DE LOUROSA S. PEDRO DE FRANCE 1875,21 698,08 37,23 S. PEDRO DE FRANCE SANTOS EVOS 1185,72 419,33 35,36 SANTOS EVOS SILGUEIROS 3617, ,18 31,10 SILGUEIROS TORREDEITA 1565,80 493,56 31,52 TORREDEITA VILA CHÃ DE SÁ 894,16 241,26 26,98 VILA CHÃ DE SÁ VIL DE SOITO 810,43 279,52 34,49 VIL DE SOITO TOTAL , ,21 32,61 TOTAL 290
291 Figura 47 Planta da Estrutura Ecológica Municipal Versão Final (com integração parcial do Regime Florestal Parcial) (CMV, 2012) A proposta da estrutura ecológica municipal de Viseu assentou na consideração dos espaços biofisicamente sensíveis e de solos com aptidão ecológica, de forma a garantir a existência de uma rede de conectividade entre os ecossistemas, contribuindo para uma maior resiliência dos habitats e das espécies, possibilitando as adaptações necessárias aos sistemas biológicos para o assegurar das suas funções, assim como, oferecer soluções de recreio e lazer diferenciadas, em harmonia com a identidade das paisagens locais, em respeito pelos valores ecológicos locais e promover espaços verdes urbanos de elevada qualidade estética e ecológica. 291
292 O regime de ocupação nas áreas integradas na Estrutura Ecológica Municipal é o previsto para a respetiva categoria de espaço, articulado, quando for o caso, com os regimes legais específicos aplicáveis às mesmas áreas, bem como as orientações contidas nos Planos Sectoriais com objetivos de equilíbrio ecológico, proteção, conservação e valorização ambiental e paisagística dos espaços urbanos e rurais e complementado com disposições regulamentares que visem assegurar a conetividade de forma efetiva As formas de concretização dos usos admitidos devem, para além de cumprir outras exigências constantes em Regulamento, contribuir para a valorização da Estrutura Ecológica Municipal e ser orientadas para a sua valorização ambiental e para a criação de corredores ecológicos contínuos e redes de proteção, desta forma propõe-se que as áreas inseridas em Estrutura Ecológica Municipal tenham dois níveis distintos de proteção, ou seja: - nas áreas com regimes legais específicos (RAN, REN, Rede Natura, Regime Florestal Parcial, Aproveitamentos Hidroagrícolas, Zonas de Proteção de Albufeiras e Barragens), aplicam-se os objetivos dos respetivos regimes assim como os usos e restrições específicos; - nas áreas em que as disposições anteriores não se verifiquem, deverá dispor-se em regulamento especificidades com o objetivo de garantir a existência de uma rede de conectividade entre os ecossistemas, os valores e os sistemas fundamentais para a proteção e valorização ambiental do território. Em termos globais, estas áreas correspondem respetivamente a 23,33% e 9,29% da área total do concelho de Viseu; e a 71,52% e 28,48% relativamente à área total de Estrutura Ecológica Municipal. 292
293 Tabela 65 Áreas de Regimes Legais Específicos e Rede de Conetividade face à área total do município Versão Final (CMV, 2012) FREGUESIA Área Total de Freguesia [ha] ÁREA TOTAL Estrutura Ecológica Municipal Áreas de EEM com Regimes Legais Específicos Áreas de Rede de Conectividade da EEM entre Ecossistemas [ha] % [ha] % [ha] % FREGUESIA ABRAVESES 1222,75 309,39 25,30 208,49 17,05 100,9 8,25 ABRAVESES BARREIROS 600,75 268,38 44,67 237,72 39,57 30,66 5,10 BARREIROS BOALDEIA 850,26 346,44 40,75 254,24 29,90 92,2 10,84 BOALDEIA BODIOSA 2539,55 786,29 30,96 563,8 22,20 222,49 8,76 BODIOSA CALDE 3505, ,99 40, ,25 32,07 303,74 8,66 CALDE CAMPO 1624,07 554,80 34,16 359,45 22,13 195,35 12,03 CAMPO CAVERNÃES 1314,41 334,84 25,47 250,55 19,06 84,29 6,41 CAVERNÃES CEPÕES 2918,12 890,01 30,50 670,32 22,97 219,69 7,53 CEPÕES CORAÇÃO DE JESUS 233,40 32,18 13,79 12,53 5,37 19,65 8,42 CORAÇÃO DE JESUS CÔTA 4154, ,55 41, ,98 32,80 349,57 8,41 CÔTA COUTO DE BAIXO 1126,74 477,74 42,40 288,74 25, ,77 COUTO DE BAIXO COUTO DE CIMA 1314,14 399,24 30,38 269,37 20,50 129,87 9,88 COUTO DE CIMA FAIL 675,63 279,59 41,38 178,43 26,41 101,16 14,97 FAIL FARMINHÃO 1097,38 336,51 30,66 296,18 26,99 40,33 3,68 FARMINHÃO FRAGOSELA 1103,85 317,34 28,75 165,43 14,99 151,91 13,76 FRAGOSELA LORDOSA 2231,07 771,11 34,56 564,87 25,32 206,24 9,24 LORDOSA MUNDÃO 1444,63 309,97 21,46 263,77 18,26 46,2 3,20 MUNDÃO ORGENS 890,18 380,03 42,69 184,34 20,71 195,69 21,98 ORGENS POVOLIDE 2080,09 717,60 34,50 489,51 23,53 228,09 10,97 POVOLIDE RANHADOS 623,51 140,85 22,59 100,58 16,13 40,27 6,46 RANHADOS REPESES 354,61 31,02 8,75 21,95 6,19 9,07 2,56 REPESES RIBAFEITA 1811,76 729,58 40,27 652,21 36,00 77,37 4,27 RIBAFEITA RIO DE LOBA 1775,09 308,22 17,36 261,82 14,75 46,4 2,61 RIO DE LOBA SÃO CIPRIANO 1260,74 408,50 32,40 243,03 19,28 165,47 13,12 SÃO CIPRIANO SÃO JOSÉ 411,67 93,00 22,59 77,55 18,84 15,45 3,75 SÃO JOSÉ SANTA MARIA 350,73 48,52 13,83 3,58 1,02 44,94 12,81 SANTA MARIA SÃO SALVADOR 646,20 267,46 41,39 106,09 16,42 161,37 24,97 SÃO SALVADOR S. JOÃO DE LOUROSA 2600,46 603,13 23,19 334,43 12,86 268,7 10,33 S. JOÃO DE LOUROSA S. PEDRO DE FRANCE 1875,21 698,08 37,23 613,39 32,71 84,69 4,52 S. PEDRO DE FRANCE SANTOS EVOS 1185,72 419,33 35,36 322,59 27,21 96,74 8,16 SANTOS EVOS SILGUEIROS 3617, ,18 31,10 705,46 19,50 419,72 11,60 SILGUEIROS TORREDEITA 1565,80 493,56 31,52 351,96 22,48 141,6 9,04 TORREDEITA VILA CHÃ DE SÁ 894,16 241,26 26,98 173,67 19,42 67,59 7,56 VILA CHÃ DE SÁ VIL DE SOITO 810,43 279,52 34,49 116,16 14,33 163,36 20,16 VIL DE SOITO TOTAL , ,21 32, ,44 23, ,77 9,29 TOTAL Nota: As áreas de EEM com regimes legais específicos integram RAN, REN, aproveitamentos hidroagrícolas, Rede Natura e parte do Regime Florestal Parcial. 293
294 Tabela 66 Áreas de Regimes Legais Específicos e Rede de Conetividade face à EEM Versão Final (CMV, 2012) FREGUESIA ÁREA TOTAL Estrutura Ecológica Municipal Áreas de EEM com Regimes Legais Específicos Áreas de Rede de Conectividade da EEM entre Ecossistemas [ha] [ha] % [ha] % FREGUESIA ABRAVESES 309,39 208,49 67,39 100,90 32,61 ABRAVESES BARREIROS 268,38 237,72 88,58 30,66 11,42 BARREIROS BOALDEIA 346,44 254,24 73,39 92,20 26,61 BOALDEIA BODIOSA 786,29 563,80 71,70 222,49 28,30 BODIOSA CALDE 1427, ,25 78,73 303,74 21,27 CALDE CAMPO 554,80 359,45 64,79 195,35 35,21 CAMPO CAVERNÃES 334,84 250,55 74,83 84,29 25,17 CAVERNÃES CEPÕES 890,01 670,32 75,32 219,69 24,68 CEPÕES CORAÇÃO DE JESUS 32,18 12,53 38,94 19,65 61,06 CORAÇÃO DE JESUS CÔTA 1712, ,98 79,59 349,57 20,41 CÔTA COUTO DE BAIXO 477,74 288,74 60,44 189,00 39,56 COUTO DE BAIXO COUTO DE CIMA 399,24 269,37 67,47 129,87 32,53 COUTO DE CIMA FAIL 279,59 178,43 63,82 101,16 36,18 FAIL FARMINHÃO 336,51 296,18 87,60 40,33 11,94 FARMINHÃO FRAGOSELA 317,34 165,43 52,13 151,91 47,87 FRAGOSELA LORDOSA 771,11 564,87 73,25 206,24 26,75 LORDOSA MUNDÃO 309,97 263,77 85,10 46,20 14,90 MUNDÃO ORGENS 380,03 184,34 48,51 195,69 51,49 ORGENS POVOLIDE 717,60 489,51 68,21 228,09 31,79 POVOLIDE RANHADOS 140,85 100,58 71,41 40,27 28,59 RANHADOS REPESES 31,02 21,95 70,76 9,07 29,24 REPESES RIBAFEITA 729,58 652,21 89,40 77,37 10,60 RIBAFEITA RIO DE LOBA 308,22 261,82 84,95 46,40 15,05 RIO DE LOBA SÃO CIPRIANO 408,50 243,03 59,49 165,47 40,51 SÃO CIPRIANO SÃO JOSÉ 93,00 77,55 83,39 15,45 16,61 SÃO JOSÉ SANTA MARIA 48,52 3,51 7,23 44,94 92,77 SANTA MARIA SÃO SALVADOR 267,46 106,09 39,67 161,37 60,33 SÃO SALVADOR S. JOÃO DE LOUROSA 603,13 334,43 55,45 268,70 44,55 S. JOÃO DE LOUROSA S. PEDRO DE FRANCE 698,08 613,39 87,87 84,69 12,13 S. PEDRO DE FRANCE SANTOS EVOS 419,33 322,59 76,93 96,74 23,07 SANTOS EVOS SILGUEIROS 1125,18 705,46 62,70 419,72 37,30 SILGUEIROS TORREDEITA 493,56 351,96 71,31 141,60 28,69 TORREDEITA VILA CHÃ DE SÁ 241,26 173,67 71,98 67,59 28,02 VILA CHÃ DE SÁ VIL DE SOITO 279,52 116,16 41,56 163,36 58,44 VIL DE SOITO TOTAL , ,44 71, ,77 28,48 TOTAL 294
295 Os elementos que a seguir são explicitados visam por um lado evidenciar a preocupação com a conetividade sendo apresentados elementos quantificadores que permitem concluir que a conetividade nas áreas afetas a corredores ecológicos importa em 11,16% em relação à área do mesmo corredor, contra os 7,92% fora dos corredores. Tabela 67 Relação da rede de conetividade em corredor ecológico com a área do corredor ecológico Versão Final (CMV, 2012) Corredores Rede de Conectividade em Corredores Ecológicos FREGUESIA FREGUESIA Ecológicos [ha] [ha] % ABRAVESES 923,81 51,44 5,57 ABRAVESES BARREIROS 122,26 10,75 8,79 BARREIROS BOALDEIA 607,13 70,97 11,69 BOALDEIA BODIOSA 9,25 0,00 0,00 BODIOSA CALDE 2220,84 225,96 10,17 CALDE CAMPO 723,59 64,84 8,96 CAMPO CAVERNÃES 456,03 21,12 4,63 CAVERNÃES CEPÕES 1610,76 131,42 8,16 CEPÕES CORAÇÃO JESUS 125,78 6,75 5,37 CORAÇÃO JESUS CÔTA 935,69 141,19 15,09 CÔTA COUTO DE BAIXO 0,00 0,00 COUTO DE BAIXO COUTO DE CIMA 0,00 0,00 COUTO DE CIMA FAIL 439,10 57,62 13,12 FAIL FARMINHÃO 0,00 0,00 FARMINHÃO FRAGOSELA 629,58 142,25 22,59 FRAGOSELA LORDOSA 1708,37 158,08 9,25 LORDOSA MUNDÃO 31,15 0,00 0,00 MUNDÃO ORGENS 560,16 26,09 4,66 ORGENS POVOLIDE 1235,04 179,84 14,56 POVOLIDE RANHADOS 0,00 0,00 RANHADOS REPESES 0,11 0,00 0,00 REPESES RIBAFEITA 1108,73 63,84 5,76 RIBAFEITA RIO DE LOBA 95,01 0,71 0,75 RIO DE LOBA S. CIPRIANO 921,40 134,15 14,56 S. CIPRIANO SÃO JOSÉ 396,38 15,36 3,88 SÃO JOSÉ SANTA MARIA 41,79 2,60 6,22 SANTA MARIA S. SALVADOR 439,00 149,22 33,99 S. SALVADOR S. J. LOUROSA 815,34 120,61 14,79 S. J. LOUROSA S. P. FRANCE 1404,35 63,82 4,54 S. P. FRANCE SANTOS EVOS 818,34 91,25 11,15 SANTOS EVOS SILGUEIROS 2376,46 396,28 16,68 SILGUEIROS TORREDEITA 0,00 0,00 TORREDEITA VILA CHÃ SÁ 605,31 59,98 9,91 VILA CHÃ SÁ VIL DE SOITO 16,90 0,16 0,95 VIL DE SOITO TOTAL , ,30 11,16 TOTAL 295
296 Tabela 68 Relação da rede de conetividade fora de corredor ecológico com a área fora de corredor ecológico Versão Final (CMV, 2012) FREGUESIA Área fora de Corredores Rede de Conectividade fora de Corredores Ecológicos Ecológicos FREGUESIA [ha] [ha] % ABRAVESES 298,94 49,46 16,55 ABRAVESES BARREIROS 478,49 19,91 4,16 BARREIROS BOALDEIA 243,13 21,23 8,73 BOALDEIA BODIOSA 2530,30 222,49 8,79 BODIOSA CALDE 1284,91 77,78 6,05 CALDE CAMPO 900,48 130,51 14,49 CAMPO CAVERNÃES 858,38 63,17 7,36 CAVERNÃES CEPÕES 1307,36 88,27 6,75 CEPÕES CORAÇÃO JESUS 107,62 12,90 11,99 CORAÇÃO JESUS CÔTA 3219,14 208,38 6,47 CÔTA COUTO DE BAIXO 1126,74 189,00 16,77 COUTO DE BAIXO COUTO DE CIMA 1314,14 129,87 9,88 COUTO DE CIMA FAIL 236,53 43,54 18,41 FAIL FARMINHÃO 1097,38 40,33 3,68 FARMINHÃO FRAGOSELA 474,27 9,66 2,04 FRAGOSELA LORDOSA 522,70 48,16 9,21 LORDOSA MUNDÃO 1413,48 46,20 3,27 MUNDÃO ORGENS 330,02 169,60 51,39 ORGENS POVOLIDE 845,05 48,25 5,71 POVOLIDE RANHADOS 623,51 40,27 6,46 RANHADOS REPESES 354,50 9,07 2,56 REPESES RIBAFEITA 703,03 13,53 1,92 RIBAFEITA RIO DE LOBA 1680,08 45,69 2,72 RIO DE LOBA S. CIPRIANO 339,34 31,32 9,23 S. CIPRIANO SÃO JOSÉ 15,29 0,09 0,59 SÃO JOSÉ SANTA MARIA 308,94 42,34 13,70 SANTA MARIA S. SALVADOR 207,20 12,15 5,86 S. SALVADOR S. J. LOUROSA 1785,12 148,09 8,30 S. J. LOUROSA S. P. FRANCE 470,86 20,87 4,43 S. P. FRANCE SANTOS EVOS 367,38 5,49 1,49 SANTOS EVOS SILGUEIROS 1240,93 23,44 1,89 SILGUEIROS TORREDEITA 1565,80 141,60 9,04 TORREDEITA VILA CHÃ SÁ 288,85 7,61 2,63 VILA CHÃ SÁ VIL DE SOITO 793,53 163,20 20,57 VIL DE SOITO TOTAL , ,47 7,92 TOTAL 296
297 Por ser necessário, incluíram-se mais dois índices de modo a evidenciar a preocupação com a efetividade da conetividade, sendo eles os seguintes: a 1 ) percentagem de conetividade em corredores ecológicos face à área de Estrutura Ecológica Municipal nesses corredores ecológicos 30,26%; Tabela 69 Relação da rede de conetividade em corredor ecológico com a área da Estrutura Ecológica Municipal em corredor ecológico Versão Final (CMV, 2012) FREGUESIA EEM em Corredores Rede de Conectividade em Corredores Ecológicos FREGUESIA Ecológicos [ha] [ha] % ABRAVESES 211,39 51,44 24,33 ABRAVESES BARREIROS 51,79 10,75 20,76 BARREIROS BOALDEIA 276,65 70,97 25,65 BOALDEIA BODIOSA 1,63 0,00 0,00 BODIOSA CALDE 1087,96 225,96 20,77 CALDE CAMPO 218,01 64,84 29,74 CAMPO CAVERNÃES 110,29 21,12 19,15 CAVERNÃES CEPÕES 556,82 131,42 23,60 CEPÕES CORAÇÃO JESUS 13,65 6,75 49,45 CORAÇÃO JESUS CÔTA 361,19 141,19 39,09 CÔTA COUTO DE BAIXO 0,00 0,00 COUTO DE BAIXO COUTO DE CIMA 0,00 0,00 COUTO DE CIMA FAIL 150,89 57,62 38,19 FAIL FARMINHÃO 0,00 0,00 FARMINHÃO FRAGOSELA 264,27 142,25 53,83 FRAGOSELA LORDOSA 672,47 158,08 23,51 LORDOSA MUNDÃO 0,00 0,00 MUNDÃO ORGENS 165,64 26,09 15,75 ORGENS POVOLIDE 410,48 179,84 43,81 POVOLIDE RANHADOS 0,00 0,00 RANHADOS REPESES 0,00 0,00 REPESES RIBAFEITA 574,17 63,84 11,12 RIBAFEITA RIO DE LOBA 0,00 0,71 RIO DE LOBA S. CIPRIANO 305,64 134,15 43,89 S. CIPRIANO SÃO JOSÉ 87,86 15,36 17,48 SÃO JOSÉ SANTA MARIA 2,60 2,60 100,00 SANTA MARIA S. SALVADOR 229,83 149,22 64,93 S. SALVADOR S. J. LOUROSA 218,74 120,61 55,14 S. J. LOUROSA S. P. FRANCE 479,80 63,82 13,30 S. P. FRANCE SANTOS EVOS 304,65 91,25 29,95 SANTOS EVOS SILGUEIROS 958,82 396,28 41,33 SILGUEIROS TORREDEITA 0,00 0,00 TORREDEITA VILA CHÃ SÁ 168,16 59,98 35,67 VILA CHÃ SÁ VIL DE SOITO 2,52 0,16 6,35 VIL DE SOITO TOTAL 7.885, ,30 30,26 TOTAL 297
298 a 2 ) percentagem de conetividade fora dos corredores ecológicos face à área de Estrutura Ecológica Municipal fora dos corredores ecológicos 26,87%; Tabela 70 Relação da rede de conetividade fora de corredor ecológico com a área da Estrutura Ecológica Municipal fora de corredor ecológico Versão Final (CMV, 2012) FREGUESIA EEM fora de Corredores Rede de Conectividade fora de Corredores Ecológicos FREGUESIA Ecológicos [ha] [ha] % ABRAVESES 98,00 49,46 50,47 ABRAVESES BARREIROS 216,59 19,91 9,19 BARREIROS BOALDEIA 69,79 21,23 30,42 BOALDEIA BODIOSA 784,66 222,49 28,35 BODIOSA CALDE 340,03 77,78 22,87 CALDE CAMPO 336,79 130,51 38,75 CAMPO CAVERNÃES 224,55 63,17 28,13 CAVERNÃES CEPÕES 333,19 88,27 26,49 CEPÕES CORAÇÃO JESUS 18,53 12,90 69,62 CORAÇÃO JESUS CÔTA 1351,36 208,38 15,42 CÔTA COUTO DE BAIXO 477,74 189,00 39,56 COUTO DE BAIXO COUTO DE CIMA 399,24 129,87 32,53 COUTO DE CIMA FAIL 128,70 43,54 33,83 FAIL FARMINHÃO 336,51 40, FARMINHÃO FRAGOSELA 53,07 9,66 18,20 FRAGOSELA LORDOSA 98,64 48,16 48,82 LORDOSA MUNDÃO 309,97 46,20 14,90 MUNDÃO ORGENS 214,39 169,60 79,11 ORGENS POVOLIDE 307,12 48,25 15,71 POVOLIDE RANHADOS 140,85 40,27 28,59 RANHADOS REPESES 31,02 9,07 29,24 REPESES RIBAFEITA 155,41 13,53 8,71 RIBAFEITA RIO DE LOBA 308,22 45,69 14,82 RIO DE LOBA S. CIPRIANO 102,86 31,32 30,45 S. CIPRIANO SÃO JOSÉ 5,14 0,09 1,75 SÃO JOSÉ SANTA MARIA 45,92 42,34 92,20 SANTA MARIA S. SALVADOR 37,63 12,15 32,29 S. SALVADOR S. J. LOUROSA 384,39 148,09 38,53 S. J. LOUROSA S. P. FRANCE 218,28 20,87 9,56 S. P. FRANCE SANTOS EVOS 114,68 5,49 4,79 SANTOS EVOS SILGUEIROS 166,36 23,44 14,09 SILGUEIROS TORREDEITA 493,56 141,60 28,69 TORREDEITA VILA CHÃ SÁ 73,10 7,61 10,41 VILA CHÃ SÁ VIL DE SOITO 277,00 163,20 58,92 VIL DE SOITO TOTAL 8.651, ,06 26,87 TOTAL 298
299 b 1 ) percentagem de conetividade em corredores ecológicos face à área de regimes legais específicos da Estrutura Ecológica Municipal em corredores 43,38%; Tabela 71 Relação da rede de conetividade em corredor ecológico com a área de regimes legais específicos da Estrutura Ecológica Municipal em corredor ecológico Versão Final (CMV, 2012) FREGUESIA Regimes legais específicos em Corredores Rede de Conectividade em Corredores Ecológicos FREGUESIA Ecológicos [ha] [ha] % ABRAVESES 159,95 51,44 32,16 ABRAVESES BARREIROS 41,04 10,75 26,19 BARREIROS BOALDEIA 205,68 70,97 34,51 BOALDEIA BODIOSA 1,63 0,00 0,00 BODIOSA CALDE 862,00 225,96 26,21 CALDE CAMPO 153,17 64,84 42,33 CAMPO CAVERNÃES 89,17 21,12 23,69 CAVERNÃES CEPÕES 425,40 131,42 30,89 CEPÕES CORAÇÃO JESUS 6,90 6,75 97,83 CORAÇÃO JESUS CÔTA 220,00 141,19 64,18 CÔTA COUTO DE BAIXO 0,00 0,00 COUTO DE BAIXO COUTO DE CIMA 0,00 0,00 COUTO DE CIMA FAIL 93,27 57,62 61,78 FAIL FARMINHÃO 0,00 0,00 FARMINHÃO FRAGOSELA 122,02 142,25 - FRAGOSELA LORDOSA 514,39 158,08 30,73 LORDOSA MUNDÃO 0,00 0,00 MUNDÃO ORGENS 139,55 26,09 18,70 ORGENS POVOLIDE 230,64 179,84 77,97 POVOLIDE RANHADOS 0,00 0,00 RANHADOS REPESES 0,00 0,00 REPESES RIBAFEITA 510,33 63,84 12,51 RIBAFEITA RIO DE LOBA 0,71 0,71 100,00 RIO DE LOBA S. CIPRIANO 171,49 134,15 78,23 S. CIPRIANO SÃO JOSÉ 72,50 15,36 21,19 SÃO JOSÉ SANTA MARIA 0,00 2,60 SANTA MARIA S. SALVADOR 80,61 149,22 - S. SALVADOR S. J. LOUROSA 98,16 120,61 - S. J. LOUROSA S. P. FRANCE 415,98 63,82 15,34 S. P. FRANCE SANTOS EVOS 213,40 91,25 42,76 SANTOS EVOS SILGUEIROS 562,54 396,28 70,44 SILGUEIROS TORREDEITA 0,00 0,00 TORREDEITA VILA CHÃ SÁ 108,18 59,98 55,44 VILA CHÃ SÁ VIL DE SOITO 2,36 0,16 6,78 VIL DE SOITO TOTAL 5.501, ,30 43,38 TOTAL 299
300 b 2 ) percentagem de conetividade fora dos corredores ecológicos face à área de regimes legais específicos da Estrutura Ecológica Municipal fora dos corredores 36,73%. Tabela 72 Relação da rede de conetividade fora de corredor ecológico com a área de regimes legais específicos da Estrutura Ecológica Municipal fora de corredor ecológico Versão Final (CMV, 2012) FREGUESIA Regimes legais específicos fora de Rede de Conectividade fora de Corredores Ecológicos Corredores FREGUESIA Ecológicos [ha] [ha] % ABRAVESES 48,54 49,46 - ABRAVESES BARREIROS 196,68 19,91 10,12 BARREIROS BOALDEIA 48,56 21,23 43,72 BOALDEIA BODIOSA 562,17 222,49 39,58 BODIOSA CALDE 262,25 77,78 29,66 CALDE CAMPO 206,28 130,51 63,27 CAMPO CAVERNÃES 161,38 63,17 39,14 CAVERNÃES CEPÕES 244,92 88,27 36,04 CEPÕES CORAÇÃO JESUS 5,63 12,90 - CORAÇÃO JESUS CÔTA 1142,98 208,38 18,23 CÔTA COUTO DE BAIXO 288,74 189,00 65,46 COUTO DE BAIXO COUTO DE CIMA 269,37 129,87 48,21 COUTO DE CIMA FAIL 85,16 43,54 51,13 FAIL FARMINHÃO 296,18 40,33 13,62 FARMINHÃO FRAGOSELA 43,41 9,66 22,25 FRAGOSELA LORDOSA 50,48 48,16 95,40 LORDOSA MUNDÃO 263,77 46,20 17,52 MUNDÃO ORGENS 44,79 169,60 - ORGENS POVOLIDE 258,87 48,25 18,64 POVOLIDE RANHADOS 100,58 40,27 40,04 RANHADOS REPESES 21,95 9,07 41,32 REPESES RIBAFEITA 141,88 13,53 9,54 RIBAFEITA RIO DE LOBA 262,53 45,69 17,40 RIO DE LOBA S. CIPRIANO 71,54 31,32 43,78 S. CIPRIANO SÃO JOSÉ 5,05 0,09 1,78 SÃO JOSÉ SANTA MARIA 3,58 42,34 - SANTA MARIA S. SALVADOR 25,48 12,15 47,68 S. SALVADOR S. J. LOUROSA 236,30 148,09 62,67 S. J. LOUROSA S. P. FRANCE 197,41 20,87 10,57 S. P. FRANCE SANTOS EVOS 109,19 5,49 5,03 SANTOS EVOS SILGUEIROS 142,92 23,44 16,40 SILGUEIROS TORREDEITA 351,96 141,60 40,23 TORREDEITA VILA CHÃ SÁ 65,49 7,61 11,62 VILA CHÃ SÁ VIL DE SOITO 113,80 163,20 - VIL DE SOITO TOTAL 6.329, ,06 36,73 TOTAL Dada a sobreposição de regimes específicos em certas áreas é anexado um quadro que desagrega o somatório de 858,71ha (correspondente à área de Regime Florestal Parcial em rede de conetividade) e de 1278,34ha (correspondente à área de Regime Floresta Parcial que coincide com RAN, REN e Regadios). A integração de parte do Regime Florestal Parcial, articulada com a AFN, resultou de uma posição consensual, visando a salvaguarda das áreas com expressivas mais-valias ambientais 300
301 e que não foram diretamente inseridas noutro regime de proteção, de modo a considerar na Estrutura Ecológica Municipal, enquanto elemento de proteção relativamente compatível com alguns já delimitados na envolvência do concelho de Viseu. Tabela 73 Regime Florestal Parcial em rede de conetividade Versão Final (CMV, 2012) Área Total Regime Florestal Parcial FREGUESIA da Freguesia [ha] em rede de conectividade [ha] % FREGUESIA ABRAVESES 1222,75 40,05 3,28 ABRAVESES BARREIROS 600,75 0,00 0,00 BARREIROS BOALDEIA 850,26 0,00 0,00 BOALDEIA BODIOSA 2539,55 34,12 1,34 BODIOSA CALDE 3505,75 59,64 1,70 CALDE CAMPO 1624,07 110,58 6,81 CAMPO CAVERNÃES 1314,41 0,00 0,00 CAVERNÃES CEPÕES 2918,12 20,71 0,71 CEPÕES CORAÇÃO DE JESUS 233,40 0,00 0,00 CORAÇÃO DE JESUS CÔTA 4154,83 225,07 5,42 CÔTA COUTO DE BAIXO 1126,74 0,00 0,00 COUTO DE BAIXO COUTO DE CIMA 1314,14 37,59 2,86 COUTO DE CIMA FAIL 675,63 0,00 0,00 FAIL FARMINHÃO 1097,38 0,00 0,00 FARMINHÃO FRAGOSELA 1103,85 0,00 0,00 FRAGOSELA LORDOSA 2231,07 34,73 1,56 LORDOSA MUNDÃO 1444,63 21,72 1,50 MUNDÃO ORGENS 890,18 138,18 15,52 ORGENS POVOLIDE 2080,09 0,00 0,00 POVOLIDE RANHADOS 623,51 0,00 0,00 RANHADOS REPESES 354,61 0,00 0,00 REPESES RIBAFEITA 1811,76 0,00 0,00 RIBAFEITA RIO DE LOBA 1775,09 0,00 0,00 RIO DE LOBA SÃO CIPRIANO 1260,74 0,00 0,00 SÃO CIPRIANO SÃO JOSÉ 411,67 0,00 0,00 SÃO JOSÉ SANTA MARIA 350,73 0,00 0,00 SANTA MARIA SÃO SALVADOR 646,20 0,00 0,00 SÃO SALVADOR S. JOÃO DE LOUROSA 2600,46 0,00 0,00 S. JOÃO DE LOUROSA S. PEDRO DE FRANCE 1875,21 0,00 0,00 S. PEDRO DE FRANCE SANTOS EVOS 1185,72 0,00 0,00 SANTOS EVOS SILGUEIROS 3617,39 0,00 0,00 SILGUEIROS TORREDEITA 1565,80 0,00 0,00 TORREDEITA VILA CHÃ DE SÁ 894,16 0,00 0,00 VILA CHÃ DE SÁ VIL DE SOITO 810,43 136,32 16,82 VIL DE SOITO TOTAL ,07 858,71 1,69 TOTAL (1) 858,71ha - Área total do Regime Florestal Parcial em rede de conectividade (excluindo as áreas integradas em Espaço Florestal Condicionado). (2) 1278,34ha - Área de Regime Florestal Parcial que coincide com RAN, REN, aproveitamentos hidroagrícolas e Rede Natura. 301
302 II.10.4 Plano regional de Ordenamento das Florestas de Dão Lafões O concelho de Viseu localiza-se maioritariamente na sub-região homogénea da Floresta da Beira Alta, abrangendo a norte a sub-região homogénea Terras Altas e Paiva e a sul a subregião homogénea Terras do Dão (nº2 do artigo 2º, anexo A, Titulo I, Capitulo I do Decreto- Regulamentar nº7/2006, de 18 de Julho) As orientações estratégicas do Plano Regional de Ordenamento Florestal de Dão e Lafões (Decreto-Regulamentar nº7/2006, de 18 de Julho), no que se refere à ocupação, uso e transformação do solo dos espaços florestais, pretendem promover o desenvolvimento sustentável dos espaços florestais, a sua utilização social, estabelecer interligações com outros planos e programas que permitam a manutenção da paisagem rural, a luta contra a desertificação, a conservação dos recursos hídricos, da natureza e da biodiversidade e definir normas florestais, de acordo com potencialidades e restrições. Na sub-região homogénea Floresta da Beira Alta os objetivos específicos (artigo 15º, Secção I, Capitulo III, Título II, Anexo A, do Decreto-Regulamentar nº7/2006, de 18 de Julho) incidem, sobre tudo, no aumento da área arborizada dos espaços florestais com espécies de elevado potencial produtivo, adequar os espaços para outras atividades ligadas à natureza, proteger rios e efluentes, executar planos de gestão adequados nos espaços florestais sob gestão da Administração Pública, tornando-os modelos a seguir pelos particulares, sendo os PGF (Planos de Gestão Florestal), sujeitos a uma dimensão mínima de 25 hectares. As espécies florestais a incentivar e privilegiar nesta região segundo o artigo 24º, secção III, Capitulo III, Título II, Anexo A, do Decreto-Regulamentar nº7/2006, de 18 de Julho, são: o pinheiro bravo, o eucalipto, o castanheiro, o carvalho-alvarinho, o carvalho-cerquinho e o carvalho negral; devem também ser privilegiadas o amieiro, o carvalho-americano, a bétula, a cerejeira, o cipreste-comum, o cipreste-de-lawson, o cipreste-do-buçaco, a faia, o medronheiro, a nogueira-preta, a pseudotsuga, a tília e o vidoeiro. O Plano Regional de Ordenamento Florestal de Dão e Lafões propõe e identifica para o concelho de Viseu, Zonas de Intervenção Florestal (Z.I.F.), ou seja, áreas territoriais continuas e delimitadas maioritariamente por espaços florestais, submetidas a um plano de gestão florestal e a um plano de defesa da floresta e geridas por uma única entidade (artigo 3º, Capítulo I do Decreto-Lei nº127/2005, de 5 de Agosto). As freguesias com espaços florestais prioritários para instalação de ZIF são as seguintes: Farminhão, São Cipriano, Fail, Boa Aldeia, Torredeita, Couto de Cima, Mundão, Cavernães, Rio de Loba, Santos Evos, São Pedro de France, Couto de Cima e Bodiosa. A área do concelho de Viseu em regime florestal é bastante representativa (12%), fundamentalmente a norte, áreas estas que têm sofrido com os incêndios florestais ao longo 302
303 dos anos, aumentando a responsabilização em estabelecer mais e melhores infraestruturas, pois para além da produção de madeira, são excelentes locais de recreio (Figura 48). Figura 48 Planta do Regime Florestal Parcial do Concelho de Viseu (AFN, Autoridade Florestal Nacional, 2012). II.10.5 Risco de Incêndio No concelho de Viseu é possível definir um padrão, que a grosso modo, define zonas de risco de incêndio, a Norte do concelho, onde o território é mais arborizado, com menor atividade agrícola e mais acidentado, predomina um grau de risco elevado, onde as áreas de menor risco se circunscrevem à periferia das povoações; a Sul onde predomina a atividade agrícola e o relevo é mais suave, o risco de incêndio é baixo Conforme à data, a Portaria nº. 1056/2004, de 19 de Agosto, definia para o Concelho de Viseu um conjunto de manchas designadas críticas que abrangem as freguesias de Vil de Souto, Orgens, Bodiosa, Campo, Abraveses, Mundão, Cavernães, Lordosa, Cepões, Barreiros, Calde e Cota e os perímetros florestais de São Salvador, de Mundão e da Serra do Crasto. Importa referir que todos os anos esta região sofre com os incêndios, a área ardida no período de 2002 a 2011 é apresentada no Gráfico 106 e Figura 49, onde se verifica que no ano de 2002 e, fundamentalmente, de 2005 os valores são extremamente expressivos, tendo na última 303
304 Superfície (Ha) ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO década ardido aproximadamente 10% do território concelhio, verificando-se, no entanto, que determinadas zonas do território são sujeitas a incêndios repetidamente, anos consecutivos, alertando para o carácter urgente de recriação de paisagens resistentes ao fogo Área Ardida (Ha) 892,99 415,73 98, ,26 368,06 34,55 52,47 36,34 497,58 36,87 Gráfico 106 Áreas Ardidas no Concelho de Viseu, de 2002 a 2011 (AFN, Autoridade Florestal Nacional, 2012). Figura 49 Cartografia das áreas percorridas por incêndios no período de 2002 a 2011, no concelho de Viseu (AFN, Autoridade Florestal Nacional, 2012) 304
305 Considerando a definição efetuada na alínea 1-b) do artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 17/2009, de 14 de Janeiro, referente a áreas edificadas consolidadas e outras áreas edificadas em solo rural classificadas deste modo pelo instrumento de gestão territorial vinculativos dos particulares, convocado para o efeito quer os conceitos consagrados no Decreto- Regulamentar nº.9/2009, de 29 de Maio (ficha nº. 14 e ficha nº. 65, nomeadamente), quer na Proposta do PROT-Centro (Maio/2011), nomeadamente as decorrentes das Normas Especificas de Base Territorial (itens TG9, nº.3 i) e ii)), e atendendo à necessidade dos condicionalismos à edificação também serem interpretados em relação às áreas de edificação dispersa e aglomerados rurais que não colidem com RAN e ou REN), assinalaram-se na planta, facultada, à escala 1/25000 somente as classes IV e V do risco espacial de incêndio, as zonas que como tal devam em função da proposta de revisão do PDM ser consideradas como inseridas em áreas edificadas consolidadas assinaladas a verde. Por se verificar contudo que há áreas, mesmo assim, que em termos formais e face ao disposto no Decreto-Regulamentar nº. 9/2009, de 29 de Maio, não são áreas urbanas consolidadas e também não são áreas de edificação dispersa ou aglomerados rurais, mas que se constituem como áreas correspondentes a compactação de edificados, entende-se como justificável que as áreas que integram o espaço florestal condicionado sejam neste aspeto tomadas equivalentes a áreas inseridas em áreas edificadas consolidadas, sem prejuízo da posterior desafetação formal, em função da servidão referente ao regime florestal parcial, conforme aos procedimentos tipificados. Verificando-se que há áreas afetas a espaços de atividades, com maior ou menor expressão, e também a áreas afetas a espaços de uso especial (por exemplo Instituto Piaget, na zona de Lordosa/Bodiosa), que são suscetíveis de ser consideradas como compactação de edificado face à sua possível evolução/ampliação, conclui-se pela pertinência de as mesmas serem objeto do redime correspondente a áreas edificadas consolidadas (atendendo à dimensão e escala daquela unidade), e como tal inseridas em áreas edificadas consolidadas, das quais se citam a titulo de exemplo as áreas destinadas a atividades económicas a Norte do Nó de Teivas, ou a Sul do IP5 e contigua a outro espaço de atividades económicas localizado a Nascente do novo cemitério municipal. Existem áreas pontualizadas como sejam as correspondentes às Termas de Alcafache, áreas afetas a espaços de atividades económicas a nascente do Nó de Fragosela, Santos Evos, Torredeita, reajustamento do Parque Empresarial de Coimbrões (antigo PIC), áreas de reajustamento em Vila Chã de Sá, Fail entre outras que, decorrendo da opção de planeamento/ordenamento do território, devem ser, contudo, consideradas, ressalvando que as construções a erigir e caso não estejam ainda eficazes os respetivos instrumentos de gestão territorial (eventualmente unidade de execução, neste aspeto) devam ser objeto de aplicação de medidas estritas de defesa de pessoas e bens, constantes do artigo 15.º e da aplicação dos 305
306 critérios supletivos para as faixas envolventes das edificações Anexo do Decreto-Lei nº. 17/2009, de 14 de Janeiro. É oportuno referir numa abordagem, à escala global do concelho, e reportada mais especificamente aos perímetros urbanos em zonas mais ruralizadas, a explicitação de uma certa variabilidade da tipologia dos reajustamentos propriamente ditos (solo rural transformado em solo urbano), em que se evidencia uma maior ou menor dispersão de construções existentes, pelo que neste particular se entende como razoável, mesmo assim, e face ao quadro de análise dos limiares de expansão (fora do perímetro central) considerar a sua integração em áreas edificadas consolidadas, já que a morfologia urbana e a infraestruturação se encontram estabilizadas (condição prévia à sua integração no conceito da ficha nº. 14), além de que se utilizou o buffers de 25 metros à volta das edificações (quando se reconhece contudo que poderá haver diferentes afastamentos à extrema da propriedade, o que determina um caráter indicativo daquele valor, ou pelo menos uma vinculação relativa do fator), mas que mesmo assim pode e deve legitimar a sua adoção, face ao alcance desta informação. Para o efeito anexa-se um quadro elucidativo, ao nível concelhio, que permite uma leitura global, ou uma leitura singular, com vista a uma aferição da satisfação do parâmetro 2/3 (vide ficha nº. 14, do Decreto-Regulamentar nº. 9/2009, de 29 de Maio), concluindo-se que à escala do concelho, e excluindo as áreas afetas a atividades económicas, o limiar de área urbana consolidada é de 72,56%, superior a 2/3, e que a nível especifico de freguesias, somente Barreiros, Boa Aldeia, calde, Farminhão, Povolide, Repeses, Ribafeita, São Pedro de France, Torredeita e Vil de Soito, se situam no plano ligeiramente inferior a 66,66%, mas que por razões de tal modo específicas e percetíveis pela análise gráfica, se encontra também legitimada a consideração da proposta de revisão do PDM, embora em Vil de Soito, se tenha de optar pela aglomeração a Sul do IP5, enquanto área de solo urbanizado, para se concluir em termos idênticos às outras freguesias referenciadas. Conforme decorre dos elementos anexos, será sempre possível alguns reajustamentos ao nível do ordenamento, desde que se contenham num patamar 70% (quer seja por força de correção ou ajustamento ou mesmo decorrente da própria discussão pública, estendendo-se esta possibilidade eventualmente à correção de limites de UOPG ou a limites de intervenção integrada de planeamento. Pelo exposto, a classificação e qualificação do solo definida no âmbito da revisão do PDM e corresponde à planta anexa à escala 1/25000, reflete a cartografia de risco de incêndio definida no Decreto-Lei nº. 124/2006, de 28 de Junho, com a redação dada pelo Decreto-Lei nº. 17/2009, de 24 de Janeiro, implicando a conformação desta. A onze de Maio de 2012 e, posteriormente à reunião da Câmara Municipal de Viseu de dez de Maio de 2012, foi aprovada a carta de perigosidade do concelho de Viseu, em conformidade com a proposta de revisão do Plano Diretor Municipal (Figura 50). 306
307 A perigosidade é a probabilidade de ocorrência de fenómenos potencialmente destruidores (incêndios), num determinado intervalo de tempo e numa dada área, engloba duas dimensões: tempo e espaço. Assim sendo, engloba duas componentes, a probabilidade, cujo cálculo se baseia no histórico existente para o evento (mapa das áreas ardidas- Figura 50), e a suscetibilidade, que endereça os aspetos relacionados ao território para o qual se estuda o fenómeno (ocupação do solo, relevo, etc.). Figura 50 Mapa de perigosidade do concelho de Viseu (CMV, 2012). 307
308 II.10.6 Redes de Defesa da Floresta Contra Incêndios A Rede Primária de Faixas de Gestão de Combustíveis é construída por faixas de redução ou interrupção de combustíveis, delineada com cerca de 125 metros de largura, que visam garantir condições favoráveis para diminuição da superfície percorrida por grandes incêndios, permitindo uma intervenção direta de combate. A Rede Primária é definida pelo plano distrital da defesa da floresta contra incêndios e obrigatoriamente integrado no plano municipal de defesa da floresta contra incêndios e implicitamente no plano diretor municipal, como se representa na Figura 51. Figura 51 Mapa da Rede Primária de Faixas de Gestão de Combustíveis (CMV, 2012) 308
309 II.10.7 Áreas Protegidas e de Conservação da Natureza O concelho de Viseu é abrangido pela Zona Especial de Conservação (ZEC) Lista Nacional de sítios 2.ª fase (Figura 52), cuja área coincide com a freguesia de Côta. Figura 52 Zona Especial de Conservação (CMV, 2012) 309
310 310 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO
311 III Anexos 311
312 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO III.1 Número de alvarás, lotes e fogos por freguesia Tabela 74 Número de alvarás, lotes e fogos Abraveses Alvarás Lotes Gráfico 107 Relação lotes/ alvarás Abraveses Fogos Lotes 50 0 Gráfico 108 Relação lotes/ fogos Abraveses 312
313 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 75 Número de alvarás, lotes e fogos Barreiros Alvarás Lotes Gráfico 109 Relação lotes/ alvarás Barreiros Fogos Lotes Gráfico 110 Relação lotes/ fogos Barreiros 313
314 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 76 Número de alvarás, lotes e fogos Boaldeia 3,5 3 2,5 2 1,5 1 Alvarás Lotes 0,5 0 Gráfico 111 Relação lotes/ alvarás Boaldeia 3,5 3 2,5 2 1,5 1 Fogos Lotes 0,5 0 Gráfico 112 Relação lotes/ fogos Boaldeia 314
315 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 77 Número de alvarás, lotes e fogos Bodiosa Alvarás Lotes 10 0 Gráfico 113 Relação lotes/ alvarás Bodiosa Fogos Lotes 10 0 Gráfico 114 Relação lotes/ fogos Bodiosa 315
316 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 78 Número de alvarás, lotes e fogos Calde Alvarás Lotes Gráfico 115 Relação lotes/ alvarás Calde Fogos Lotes 5 0 Gráfico 116 Relação lotes/ fogos Calde 316
317 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 79 Número de alvarás, lotes e fogos Campo Alvarás Lotes Gráfico 117 Relação lotes/ alvarás Campo Fogos Lotes 20 0 Gráfico 118 Relação lotes/ fogos Campo 317
318 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 80 Número de alvarás, lotes e fogos Cavernães Alvarás Lotes 2 0 Gráfico 119 Relação lotes/ alvarás Cavernães Fogos Lotes Gráfico 120 Relação lotes/ fogos Cavernães 318
319 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 81 Número de alvarás, lotes e fogos Cepões 4,5 4 3,5 3 2,5 2 1,5 1 0,5 0 Alvarás Lotes Gráfico 121 Relação lotes/ alvarás Cepões 4,5 4 3,5 3 2,5 2 1,5 1 0,5 0 Fogos Lotes Gráfico 122 Relação lotes/ fogos Cepões 319
320 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 82 Número de alvarás, lotes e fogos Coração de Jesus Alvarás Lotes Gráfico 123 Relação lotes/ alvarás Coração de Jesus Fogos Lotes Gráfico 124 Relação lotes/ fogos Coração de Jesus 320
321 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 83 Número de alvarás, lotes e fogos Côta 2,5 2 1,5 1 Alvarás Lotes 0,5 0 Gráfico 125 Relação lotes/ alvarás Côta 2,5 2 1,5 1 Fogos Lotes 0,5 0 Gráfico 126 Relação lotes/ fogos Côta 321
322 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 84 Número de alvarás, lotes e fogos Couto de Baixo Alvarás Lotes 2 0 Gráfico 127 Relação lotes/ alvarás Couto de Baixo Fogos Lotes 2 0 Gráfico 128 Relação lotes/ fogos Couto de Baixo 322
323 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 85 Número de alvarás, lotes e fogos Couto de Cima 1 0,9 0,8 0,7 0,6 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0 Alvarás Lotes Gráfico 129 Relação lotes/ alvarás Couto de Cima 1 0,9 0,8 0,7 0,6 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0 Fogos Lotes Gráfico 130 Relação lotes/ fogos Couto de Cima 323
324 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 86 Número de alvarás, lotes e fogos Fail Alvarás Lotes 1 0 Gráfico 131 Relação lotes/ alvarás Fail Fogos Lotes 1 0 Gráfico 132 Relação lotes/ fogos Fail 324
325 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 87 Número de alvarás, lotes e fogos Farminhão Alvarás Lotes Gráfico 133 Relação lotes/ alvarás Farminhão Fogos Lotes Gráfico 134 Relação lotes/ fogos Farminhão 325
326 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 88 Número de alvarás, lotes e fogos Fragosela Alvarás Lotes 10 0 Gráfico 135 Relação lotes/ alvarás Fragosela Fogos Lotes 20 0 Gráfico 136 Relação lotes/ fogos Fragosela 326
327 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 89 Número de alvarás, lotes e fogos Lordosa Alvarás Lotes 10 0 Gráfico 137 Relação lotes/ alvarás Lordosa Fogos Lotes 20 0 Gráfico 138 Relação lotes/ fogos Lordosa 327
328 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 90 Número de alvarás, lotes e fogos Mundão Alvarás Lotes Gráfico 139 Relação lotes/ alvarás Mundão Fogos Lotes 20 0 Gráfico 140 Relação lotes/ fogos Mundão 328
329 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 91 Número de alvarás, lotes e fogos Orgens Alvarás Lotes Gráfico 141 Relação lotes/ alvarás Orgens Fogos Lotes 50 0 Gráfico 142 Relação lotes/ fogos Orgens 329
330 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 92 Número de alvarás, lotes e fogos Povolide Alvarás Lotes Gráfico 143 Relação lotes/ alvarás Povolide Fogos Lotes Gráfico 144 Relação lotes/ fogos Povolide 330
331 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 93 Número de alvarás, lotes e fogos Ranhados Alvarás Lotes 20 0 Gráfico 145 Relação lotes/ alvarás Ranhados Fogos Lotes 50 0 Gráfico 146 Relação lotes/ fogos Ranhados 331
332 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 94 Número de alvarás, lotes e fogos Repeses Alvarás Lotes 2 0 Gráfico 147 Relação lotes/ alvarás Repeses Fogos Lotes 5 0 Gráfico 148 Relação lotes/ fogos Repeses 332
333 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 95 Número de alvarás, lotes e fogos Ribafeita 4,5 4 3,5 3 2,5 2 1,5 1 0,5 0 Alvarás Lotes Gráfico 149 Relação lotes/ alvarás Ribafeita 4,5 4 3,5 3 2,5 2 1,5 1 0,5 0 Fogos Lotes Gráfico 150 Relação lotes/ fogos Ribafeita 333
334 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 96 Número de alvarás, lotes e fogos Rio de Loba Alvarás Lotes 20 0 Gráfico 151 Relação lotes/ alvarás Rio de Loba Fogos Lotes 50 0 Gráfico 152 Relação lotes/ fogos Rio de Loba 334
335 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 97 Número de alvarás, lotes e fogos S. Cipriano 3,5 3 2,5 2 1,5 1 Alvarás Lotes 0,5 0 Gráfico 153 Relação lotes/ alvarás S. Cipriano 3,5 3 2,5 2 1,5 1 Fogos Lotes 0,5 0 Gráfico 154 Relação lotes/ fogos S. Cipriano 335
336 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 98 Número de alvarás, lotes e fogos S. João de Lourosa Alvarás Lotes 10 0 Gráfico 155 Relação lotes/ alvarás S. João de Lourosa Fogos Lotes 10 0 Gráfico 156 Relação lotes/ fogos S. João de Lourosa 336
337 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 99 Número de alvarás, lotes e fogos S. José Alvarás Lotes Gráfico 157 Relação lotes/ alvarás S. José Fogos Lotes Gráfico 158 Relação lotes/ fogos S. José 337
338 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 100 Número de alvarás, lotes e fogos S. Pedro de France Alvarás Lotes Gráfico 159 Relação lotes/ alvarás S. Pedro de France Fogos Lotes 5 0 Gráfico 160 Relação lotes/ fogos S. Pedro de France 338
339 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 101 Número de alvarás, lotes e fogos S. Salvador Alvarás Lotes 10 0 Gráfico 161 Relação lotes/ alvarás S. Salvador Fogos Lotes Gráfico 162 Relação lotes/ fogos S. Salvador 339
340 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 102 Número de alvarás, lotes e fogos S. Maria Alvarás Lotes 20 0 Gráfico 163 Relação lotes/ alvarás Santa Maria Fogos Lotes 50 0 Gráfico 164 Relação lotes/ fogos Santa Maria 340
341 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 103 Número de alvarás, lotes e fogos Santos Evos Alvarás Lotes 2 0 Gráfico 165 Relação lotes/ alvarás Santos Evos Fogos Lotes Gráfico 166 Relação lotes/ fogos Santos Evos 341
342 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 104 Número de alvarás, lotes e fogos Silgueiros 4,5 4 3,5 3 2,5 2 1,5 1 0,5 0 Alvarás Lotes Gráfico 167 Relação lotes/ alvarás Silgueiros 4,5 4 3,5 3 2,5 2 1,5 1 0,5 0 Fogos Lotes Gráfico 168 Relação lotes/ fogos Silgueiros 342
343 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 105 Número de alvarás, lotes e fogos Torredeita 4,5 4 3,5 3 2,5 2 1,5 1 0,5 0 Alvarás Lotes Gráfico 169 Relação lotes/ alvarás Torredeita Fogos Lotes Gráfico 170 Relação lotes/ fogos Torredeita 343
344 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 106 Número de alvarás, lotes e fogos Vil de Souto Alvarás Lotes Gráfico 171 Relação lotes/ alvarás Vil de Souto Fogos Lotes 2 0 Gráfico 172 Relação lotes/ fogos Vil de Souto 344
345 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Tabela 107 Número de alvarás, lotes e fogos Vila Chã de Sá Alvarás Lotes 1 0 Gráfico 173 Relação lotes/ alvarás Vila Chã de Sá Fogos Lotes Gráfico 174 Relação lotes/ fogos Vila Chã de Sá 345
346 Abraveses Barreiros Boa Aldeia Bodiosa Calde Campo Cavernães Cepões Viseu (Coração de Jesus) Cota Couto de Baixo Couto de Cima Fail Farminhão Fragosela Lordosa Silgueiros Mundão Orgens Povolide Ranhados Ribafeita Rio de Loba Viseu (Santa Maria de Viseu) Santos Evos São Cipriano São João de Lourosa Viseu (São José) São Pedro de France São Salvador Torredeita Vil de Souto Vila Chã de Sá Repeses N.º ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO III.2 Edifícios concluídos e licenciados período entre 2005 e Habitação familiar Outros Freguesia Gráfico 175 Edifícios concluídos
347 Abraveses Barreiros Boa Aldeia Bodiosa Calde Campo Cavernães Cepões Viseu (Coração de Jesus) Cota Couto de Baixo Couto de Cima Fail Farminhão Fragosela Lordosa Silgueiros Mundão Orgens Povolide Ranhados Ribafeita Rio de Loba Viseu (Santa Maria de Viseu) Santos Evos São Cipriano São João de Lourosa Viseu (São José) São Pedro de France São Salvador Torredeita Vil de Souto Vila Chã de Sá Repeses N.º ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Habitação familiar Outros Freguesia Gráfico 176 Edifícios licenciados
348 Abraveses Barreiros Boa Aldeia Bodiosa Calde Campo Cavernães Cepões Viseu (Coração de Jesus) Cota Couto de Baixo Couto de Cima Fail Farminhão Fragosela Lordosa Silgueiros Mundão Orgens Povolide Ranhados Ribafeita Rio de Loba Viseu (Santa Maria de Viseu) Santos Evos São Cipriano São João de Lourosa Viseu (São José) São Pedro de France São Salvador Torredeita Vil de Souto Vila Chã de Sá Repeses N.º ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Habitação familiar Outros Freguesia Gráfico 177 Edifícios concluídos
349 Abraveses Barreiros Boa Aldeia Bodiosa Calde Campo Cavernães Cepões Viseu (Coração de Jesus) Cota Couto de Baixo Couto de Cima Fail Farminhão Fragosela Lordosa Silgueiros Mundão Orgens Povolide Ranhados Ribafeita Rio de Loba Viseu (Santa Maria de Viseu) Santos Evos São Cipriano São João de Lourosa Viseu (São José) São Pedro de France São Salvador Torredeita Vil de Souto Vila Chã de Sá Repeses N.º ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Habitação familiar Outros Freguesia Gráfico 178 Edifícios licenciados
350 Abraveses Barreiros Boa Aldeia Bodiosa Calde Campo Cavernães Cepões Viseu (Coração de Jesus) Cota Couto de Baixo Couto de Cima Fail Farminhão Fragosela Lordosa Silgueiros Mundão Orgens Povolide Ranhados Ribafeita Rio de Loba Viseu (Santa Maria de Viseu) Santos Evos São Cipriano São João de Lourosa Viseu (São José) São Pedro de France São Salvador Torredeita Vil de Souto Vila Chã de Sá Repeses N.º ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Habitação familiar Outros Freguesia Gráfico 179 Edifícios concluídos
351 Abraveses Barreiros Boa Aldeia Bodiosa Calde Campo Cavernães Cepões Viseu (Coração de Jesus) Cota Couto de Baixo Couto de Cima Fail Farminhão Fragosela Lordosa Silgueiros Mundão Orgens Povolide Ranhados Ribafeita Rio de Loba Viseu (Santa Maria de Viseu) Santos Evos São Cipriano São João de Lourosa Viseu (São José) São Pedro de France São Salvador Torredeita Vil de Souto Vila Chã de Sá Repeses N.º ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Habitação familiar Outros Freguesia Gráfico 180 Edifícios licenciados
352 Abraveses Barreiros Boa Aldeia Bodiosa Calde Campo Cavernães Cepões Viseu (Coração de Jesus) Cota Couto de Baixo Couto de Cima Fail Farminhão Fragosela Lordosa Silgueiros Mundão Orgens Povolide Ranhados Ribafeita Rio de Loba Viseu (Santa Maria de Viseu) Santos Evos São Cipriano São João de Lourosa Viseu (São José) São Pedro de France São Salvador Torredeita Vil de Souto Vila Chã de Sá Repeses N.º ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Habitação familiar Outros Freguesia Gráfico 181 Edifícios concluídos
353 Abraveses Barreiros Boa Aldeia Bodiosa Calde Campo Cavernães Cepões Viseu (Coração de Jesus) Cota Couto de Baixo Couto de Cima Fail Farminhão Fragosela Lordosa Silgueiros Mundão Orgens Povolide Ranhados Ribafeita Rio de Loba Viseu (Santa Maria de Viseu) Santos Evos São Cipriano São João de Lourosa Viseu (São José) São Pedro de France São Salvador Torredeita Vil de Souto Vila Chã de Sá Repeses N.º ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Habitação familiar Outros Freguesia Gráfico 182 Edifícios licenciados
354 Abraveses Barreiros Boa Aldeia Bodiosa Calde Campo Cavernães Cepões Viseu (Coração de Jesus) Cota Couto de Baixo Couto de Cima Fail Farminhão Fragosela Lordosa Silgueiros Mundão Orgens Povolide Ranhados Ribafeita Rio de Loba Viseu (Santa Maria de Viseu) Santos Evos São Cipriano São João de Lourosa Viseu (São José) São Pedro de France São Salvador Torredeita Vil de Souto Vila Chã de Sá Repeses N.º ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Habitação familiar Outros Freguesia Gráfico 183 Edifícios concluídos
355 Abraveses Barreiros Boa Aldeia Bodiosa Calde Campo Cavernães Cepões Viseu (Coração de Jesus) Cota Couto de Baixo Couto de Cima Fail Farminhão Fragosela Lordosa Silgueiros Mundão Orgens Povolide Ranhados Ribafeita Rio de Loba Viseu (Santa Maria de Viseu) Santos Evos São Cipriano São João de Lourosa Viseu (São José) São Pedro de France São Salvador Torredeita Vil de Souto Vila Chã de Sá Repeses N.º ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Habitação familiar Outros Freguesia Gráfico 184 Edifícios licenciados
356 Abraveses Barreiros Boa Aldeia Bodiosa Calde Campo Cavernães Cepões Viseu (Coração de Jesus) Cota Couto de Baixo Couto de Cima Fail Farminhão Fragosela Lordosa Silgueiros Mundão Orgens Povolide Ranhados Ribafeita Rio de Loba Viseu (Santa Maria de Viseu) Santos Evos São Cipriano São João de Lourosa Viseu (São José) São Pedro de France São Salvador Torredeita Vil de Souto Vila Chã de Sá Repeses N.º ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Habitação familiar Outros Freguesia Gráfico 185 Edifícios concluídos
357 Abraveses Barreiros Boa Aldeia Bodiosa Calde Campo Cavernães Cepões Viseu (Coração de Jesus) Cota Couto de Baixo Couto de Cima Fail Farminhão Fragosela Lordosa Silgueiros Mundão Orgens Povolide Ranhados Ribafeita Rio de Loba Viseu (Santa Maria de Viseu) Santos Evos São Cipriano São João de Lourosa Viseu (São José) São Pedro de France São Salvador Torredeita Vil de Souto Vila Chã de Sá Repeses N.º ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO Habitação familiar Outros Freguesia Gráfico 186 Edifícios licenciados
358 IV Bibliografia AFN. (2012). Autoridade Florestal Nacional. AFN. (2005). Inventário Florestal Nacional. AIRV. (2008). Associação Empresarial da Região de Viseu. CCDR-C. (2012). Obtido de Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional-Centro: CCDR-C. (2012). Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regiona-Centro. Censos (2012). Obtido de Instituto Nacional de Estatística: CMV. (2012). Câmara Municipal de Viseu. CMV. (2012). Câmara Municipal de Viseu. Cunha, L. (1994). A importância do turismo na economia. Cadernos de Economia. Custódio & Lamas, M. R. (1983). Hidrologia Subterrânea. Barcelona: Edições Omega. CVRD. (2006). Comissão Vitivinícola Regional do Dão. DGES. (2012). Direção Geral do Ensino Superior - Ministério da Educação e Ciência DGOTDU. (2012). Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano. DRAPC. (2007). Direção Regional de Agricultura e Pescas - Centro. DREC. (2008). Direção Regional de Economia do Centro. GEPE. (2011). Regiões em Números 2009/2010. Lisboa: Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação, Ministério da Educação - Volume II. IGP. (2007). Carta de Ocupação de Solo. Instituto Geográfico Português. IGP. (2006). Plano Municipal da Defesa de Floresta Contra Incêndios. Instituto Geográfico Português. INE. (2004). Anuário Estatístiico da Região Centro INE. (2012). Instituto Nacional de Estatística. 358
359 INE. (2010). Recenceamento Geral da Agricultura, 1999 e Instituto Nacional de Estatística. INE. (2002). Recenseamento Geral da População e Habitação-2001 (Resultados Definitivos). INMG. (2001). Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica. IPV, E.. (2012). Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu - Instituto Politécnico de Viseu. IVV. (1996). Instituto da Vinha e do Vinho, IP. João Albino Matos Silva, J. A. (2003). Inserção Territorial das Atividades Turísticas em Portugal - Uma Tipologia de Caraterização. Estudos Regionais. Mendes, e. a. (1980). O Clima de Portugal. Lisboa: Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica. Miranda, J. (2002). A dinâmica jurídica do planeamento territorial. Coimbra: Coimbra Editora. PNPOT. (2006). Obtido de Plano Nacional da Política de Ordenamento do Território: PROT-C. (2011). Plano Regional de Ordenamento do Território. Coimbra: CCDR-C. SMAS. (2012). Serviços Municipalizados de Água e Saneamento - Viseu. SNIG. (2012). Sistema Nacional de Informação Geociêntifica. 359
360 360 ELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO
ESTRUTURA ECOLÓGICA MUNICIPAL
ESTRUTURA ECOLÓGICA MUNICIPAL Fevereiro 2013 Proposta de Revisão do PDM ÍNDICE I Proposta de Estrutura Ecológica Municipal I Proposta de Estrutura Ecológica Municipal Para a efetiva delimitação da estrutura
MUNICÍPIO DE ALENQUER
MUNICÍPIO DE ALENQUER IX Reunião da Comissão de Acompanhamento 3 de Novembro REVISÃO DO ponto de Situação Trabalhos / Estudos concluídos 1. Estudos de Caracterização (inclui rede natura, mapa de ruído
Avaliação Ambiental Estratégica: Âmbito e Alcance
Revisão do PDM de Vila Real de Santo António Avaliação Ambiental Estratégica: Âmbito e Alcance Pedro Bettencourt 1 1 Geólogo, Director-Geral NEMUS, Gestão e Requalificação Ambiental Vila Real de Santo
Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios ÍNDICE ÍNDICE DE FIGURAS... 6 ÍNDICE DE QUADROS... 7 ÍNDICE DE GRÁFICOS...
ÍNDICE ÍNDICE DE FIGURAS... 6 ÍNDICE DE QUADROS... 7 ÍNDICE DE GRÁFICOS... 10 LISTA DE ABREVIATURAS... 12 REFERÊNCIAS LEGISLATIVAS... 14 CADERNO I PLANO DE ACÇÃO... 19 1. ENQUADRAMENTO DO PLANO NO ÂMBITO
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