Ética Prof. Me. Leonardo Fetter

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1 1 DA ÉTICA EM GERAL Introdução: Ética dos Advogados O advogado deve zelar pela cultura ética e moral de sua atividade. Lembre-se que o advogado deverá ser exemplo para os demais, assim como as demais carreiras jurídicas também deverão ser e zelar pela boa conduta. Antes de mais nada ser advogado é ser auxiliar da justiça. Outrossim o advogado possui um papel de extrema importância para a sociedade: ele deverá ser um alicerce para a preservação da ordem, assim como um escudo dos cidadãos à fim de que lhes seja preservado os direitos reservados na Constituição Federal e demais leis. Leciona Helmo Freitas sobre a ética 1 :...a ética não é prerrogativa apenas do advogado, mas de todos os profissionais que laboram arduamente com o objetivo de obterem seu sustento e, indo além, ética é um dever de todos, pois dependemos dela ou deveríamos depender em nossas relações não apenas profissionais, mas também humanas. É um conceito que deve permear toda a sociedade, independentemente de classe profissional, social, sexo ou credo. Assim o que se espera dos novos e futuros advogados será sempre uma conduta ilibada, prestigiando o que a nossa Carta Maior nos proporcionou: ser essencial para a administração da justiça. 1 Disponível em: < Acesso em 10/02/2016.

2 Como auxiliares e cidadãos essenciais para a administração da justiça, os advogados deverão buscar sempre através do respeito, o zelo, a melhor interpretação da lei, para que de fato se faça justiça. 2 O ESTATUTO DA ADVOCACIA LEI 8.906/94 Introdução: Dos Advogados & sua Atividade Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil, representado pela Lei 8.906/94, tornou-se extremamente importante nos meandros jurídicos dado a necessidade de equalização entre a norma legal e carta mãe de Norma esta que foi propulsora da necessidade de modificação do Código de Ética igualmente. Sobre isto leciona Marco Aurélio Marin 2 : Podemos afirmar, categoricamente, que temos, hoje, os diplomas legais em conformidade com a Constituição da República de 1988 regulamentando tanto a atividade de advogado e seus direitos e deveres decorrentes como a postura ética desse profissional. Logo por intermédio da presente legislação iniciou-se a regulamentação da atividade do advogado. Vale ressaltar que tal atividade é privativa daqueles que integram a Ordem dos Advogados do Brasil, que iniciam seus estudos através do Bacharelado em Ciências Jurídicas e posteriormente são aprovados no Exame da Ordem. Mas afinal de contas, quais são as atividades privativas dos advogados? O que os mesmos poderão realizar praticamente em exclusividade? Reza à Lei 8.906/94 sobre: 2 MARIN, Marco Aurélio. Série Resumo Ética Profissional Volume 10. São Paulo: Editora Método. P. 21

3 Art. 1º São atividades privativas de advocacia: I - a postulação a qualquer órgão do Poder Judiciário e aos juizados especiais; II - as atividades de consultoria, assessoria e direção jurídicas. 1º Não se inclui na atividade privativa de advocacia a impetração de habeas corpus em qualquer instância ou tribunal. 2º Os atos e contratos constitutivos de pessoas jurídicas, sob pena de nulidade, só podem ser admitidos a registro, nos órgãos competentes, quando visados por advogados. 3º É vedada a divulgação de advocacia em conjunto com outra atividade. Quanto ao artigo primeiro cabe apenas uma ressalva: o seu inciso I, no tocante a palavra qualquer, foi objeto de questionamento por intermédio da ADIN , onde a mesma fora parcialmente aceita tendo-se decidido que o advogado não terá acesso à todo e qualquer ato emanado pelo Poder Judiciário, tendo em vista, por exemplo, a necessidade de se salvaguardar direitos superiores. Vale ressaltar ainda que em caso da prática de atividades privativas dos advogados por pessoa que não tenha habilitação para tanto, constituirá tal atividade de exercício ilegal da profissão, cabendo inclusive responsabilidade criminal contra aquele que praticou tal ato. A postulação ou qualquer requerimento realizado em órgãos administrativos, não poderá ser caracterizado como atividade privativa de advogado. Portanto, exemplificando, recurso de multa de trânsito administrativo não poderá ser questionado a necessidade de ser realizado por advogado. Outra questão importante diz respeito à pratica de atividades de consultoria/assessoria para terceiros, quando o advogado labora dentro de uma sociedade empresarial que não tem como objeto à sociedade de advogados. Aqui o advogado que por

4 exemplo trabalha para uma incorporadora de imóveis, o mesmo não poderá prestar serviços para terceiros. Sobre isto leciona com probidade Marco Aurélio Marin 3 : O Regulamento Geral da estabelece uma restrição à prática das atividades de consultoria e assessoria ao advogado. Não é permitido ao advogado prestar serviços de assessoria e consultoria jurídicas para terceiros, em sociedades que não possam ser registradas na. A título de exemplo, podemos citar uma imobiliária. Nada impede que uma imobiliária tenha um departamento jurídico constituído para verificar a regularidade dos seus contratos. Entretanto, o advogado que integra tal departamento não pode prestar serviços para terceiros, pois tal atividade está restrita aos advogados liberais e às sociedades de advogados. Por fim, no tocante a atividade do advogado, duas outras questões são importantes de serem ressaltadas: I - O advogado é indispensável para os atos de registro e arquivamento nós órgãos competentes para criação de Pessoa Jurídica. Portanto, será necessário a presença, consulta e visto do advogado para que um contrato social seja devidamente averbado na Junta Comercial. II - E o segundo tópico importante é: advogados da união, da fazenda estadual e todos os demais pertencentes à cargos da administração pública também deverão ser inscritos nos quadros da e inclusive poderão compor diretoria. 3 ESTATUTO DA ADVOCACIA LEI 8.906/94 Introdução: Dos Advogados & Introdução aos Direitos 3 MARIN, Marco Aurélio. Série Resumo Ética Profissional Volume 10. São Paulo: Editora Método. P. 24

5 O Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil leciona uma série de direitos que terão os advogados quando da efetiva prestação de seus serviços. Outrossim tais direitos inicialmente servem igualmente para preservar íntegros os direitos das pessoas físicas e jurídicas que são defendidas e passam a ter voz dentro de um processo, por exemplo, através das manifestações de um advogado. Desde já é importante ressaltar que tais direitos sofreram inúmeras mudanças ao decorrer do tempo, introduzidos inclusive por modificações legislativas datados neste ano, ou seja, no ano de Outrossim como tratam-se de inúmeros direitos, cabe salientar neste momento os mais importantes e aqueles que sofreram modificações recentes, seja através de decisões dos Tribunais Superiores ou aquelas atinentes a modificações legislativas. Vale ressaltar ainda que tais garantias estão expressas no artigo 7º do estatuto em tela. inciso II que: Iniciaremos pela questão da Inviolabilidade Profissional do Advogado. Reza o artigo 7º, II a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho, bem como de seus instrumentos de trabalho, de sua correspondência escrita, eletrônica, telefônica e telemática, desde que relativas ao exercício da advocacia; (Redação dada pela Lei nº , de 2008) Assim, de acordo com a legislação vigente é importante dizer que a regra é: é inviolável o escritório/local de trabalho do advogado, assim como todos os seus instrumentos necessários para à realização de seu labor. Esta inviolabilidade não será para sempre, ou seja, existe exceção para que seja quebrada. Tais regras de quebra da inviolabilidade foram previstas no 6º e 7º do artigo 7º do Estatuto, introduzidas através das alterações previstas na Lei /2008.

6 6º Presentes indícios de autoria e materialidade da prática de crime por parte de advogado, a autoridade judiciária competente poderá decretar a quebra da inviolabilidade de que trata o inciso II do caput deste artigo, em decisão motivada, expedindo mandado de busca e apreensão, específico e pormenorizado, a ser cumprido na presença de representante da, sendo, em qualquer hipótese, vedada a utilização dos documentos, das mídias e dos objetos pertencentes a clientes do advogado averiguado, bem como dos demais instrumentos de trabalho que contenham informações sobre clientes. (Incluído pela Lei nº , de 2008) 7º A ressalva constante do 6º deste artigo não se estende a clientes do advogado averiguado que estejam sendo formalmente investigados como seus partícipes ou co-autores pela prática do mesmo crime que deu causa à quebra da inviolabilidade. (Incluído pela Lei nº , de 2008) Logo se o advogado estiver cometendo crime ou indícios de, poderá ter a sua inviolabilidade quebrada. Sobre a presente quebra de inviolabilidade, leciona Marco Aurélio Maurin 4 : Embora a proteção da inviolabilidade seja de interesse público deve-se entendê-la como não absoluta, tendo em vista a possibilidade de sua vulnerabilidade quando presentes indícios de autoria e materialidade da prática de crime por parte de advogado, a autoridade judiciária competente poderá decretar a quebra da inviolabilidade, em decisão motivada, expedindo mandado de busca e apreensão (art. 7.o, 6.o, com a redação da Lei /2008). 4 MARIN, Marco Aurélio. Série Resumo Ética Profissional Volume 10. São Paulo: Editora Método. P. 28.

7 Por fim é importante ressaltar, se o advogado estiver sendo investigado ou suspeito de cometimento de crime, ele poderá obviamente ser investigado. O sigilo ou inviolabilidade serve para resguardar os direitos de seus clientes, e não do profissional advogado. 4 ESTATUTO DA ADVOCACIA LEI 8.906/94 Direitos dos Advogados: do Uso da Palavra e Acesso à Justiça É cediço que o uso da retórica é uma das grandes ferramentas dos advogados. Inclusive por isto o artigo 7º da lei 8.809/94 enumera e concede tal prerrogativa em inúmeros atos dos advogados. Leciona Marin que o advogado, por exemplo, poderá 5 : a) garantindo o direito de acesso às autoridades, conforme teor do inc. VIII ao prever o direito de dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente de horário previamente marcado ou outra condição, observando-se a ordem de chegada; b) garantindo o uso, pela ordem, em qualquer juízo ou tribunal, mediante intervenção sumária, para esclarecer equívoco ou dúvida surgida em relação a fatos, documentos ou afirmações que influam no julgamento, bem como para replicar acusação ou censura que lhe forem feitas (inc. X); c) garantindo o direito de reclamar, verbalmente ou por escrito, perante qualquer juízo, tribunal ou autoridade, contra a inobservância de preceito de lei, regulamento ou regimento (inc. XI); d) e garantindo o direito de sustentar oralmente as razões de qualquer recurso ou processo, nas sessões de julgamento, após o voto do relator, em instância judicial ou administrativa, pelo prazo de quinze minutos, salvo se prazo maior for concedido (inc. IX). 5 MARIN, Marco Aurélio. Série Resumo Ética Profissional Volume 10. São Paulo: Editora Método. P. 32.

8 No que tange ao item D do que acima citado, eis que o STF declarou a inconstitucionalidade desse inciso, portanto não sendo mais possível a aplicável desta prerrogativa. Ainda no que tange as prerrogativas, configura-se de extrema importância aquela que dá amplo e geral acesso à justiça. Lembre-se que você advogado é auxiliar da justiça, conforme carta constitucional, não tendo qualquer grau de inferioridade ante a juízes, promotores e delegados de polícia, por exemplo. Afirma Marin que o advogado terá 6 : Nesse diapasão o Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil (art. 7º, VI) garante ao advogado ingressar livremente nas salas de sessões dos tribunais (alínea a), nas salas e dependências de audiências, secretarias, cartórios, ofícios de justiça, serviços notariais e de registro, e, no caso de delegacias e prisões, mesmo fora da hora de expediente e independentemente da presença de seus titulares (alínea b), em qualquer edifício ou recinto em que funcione repartição judicial ou outro serviço público onde o advogado deva praticar ato ou colher prova ou informação útil ao exercício da atividade profissional (alínea c) e em qualquer assembleia ou reunião da qual participe ou possa participar o seu cliente, desde que munido de poderes especiais (alínea d). Vale ressaltar que tal interpretação, deste acesso à justiça, sempre deverá ser considerado de maneira mais ampla possível, poderá ficar de pé ou sentado e inclusive se retirar sem qualquer espécie de autorização para tanto. Marin finaliza que ainda será possível os advogados 7 : 6 MARIN, Marco Aurélio. Série Resumo Ética Profissional Volume 10. São Paulo: Editora Método. P MARIN, Marco Aurélio. Série Resumo Ética Profissional Volume 10. São Paulo: Editora Método. P. 37.

9 Nos locais de acesso permitido, a saber, secretarias, cartórios e ofícios de justiça é permitido ao advogado examinar autos de processos findos ou em andamento, mesmo sem procuração, assegurada a obtenção de cópias (inc. XIII). Nas delegacias e demais repartições policiais também resta garantido o exame dos autos de flagrante e de inquérito, findos ou em andamento, ainda que conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos (inc. XIV). 5 ESTATUTO DA ADVOCACIA LEI 8.906/94 Direitos dos Advogados: do Desagravo Público O ato de desagravo público trata-se de instrumento de extrema importância para a defesa dos direitos e prerrogativas dos advogados, que no exercício de sua atividade tenham recebido alguma ofensa. É importante salientar que tal desagravo não dependerá de concordância do ofendido, devendo sempre ser realizado através do Conselho da de ofício, a pedido do ofendido ou de qualquer pessoa. Igualmente cabe ressaltar que não é para toda e qualquer ofensa que ocorrerá o desagravo público. Sempre a ofensa deverá estar ligada ao exercício de cargo/função junto a Ordem dos Advogados do Brasil ou em razão do exercício efetivo da atividade profissional (ser advogado). Leciona Marin sobre a motivação do desagravo público no âmbito federal 8 : 8 MARIN, Marco Aurélio. Série Resumo Ética Profissional Volume 10. São Paulo: Editora Método. P. 32.

10 Ocorre, porém, que a esfera de atuação profissional do agravado pode ser mais ampla, não se limitando à própria seccional em que está inscrito, como se dá com os atos dos Presidentes de Conselho Seccional. Assim, entende o Regimento Geral que compete ao Conselho Federal promover o desagravo público de Conselheiro Federal ou de Presidente de Conselho Seccional, quando ofendidos no exercício das atribuições de seus cargos e ainda quando a ofensa a advogado se revestir de relevância e grave violação às prerrogativas profissionais, com repercussão nacional. Assim, de maneira resumida no tocante ao desagravo público ocorrendo ofensa injusta, o ofendido ou qualquer pessoa pode encaminhar representação ao Presidente do Conselho/, que vai designar algum conselheiro para cuidar do caso. Sobre o local do desagravo informa Marin que 9 : Importante notar que: I) se a ofensa ocorrer no território da Subseção a que se vincule o inscrito, a sessão de desagravo pode ser promovida pela diretoria ou conselho da Subseção, com representação do Conselho Seccional e; II) se a ofensa ocorrer em face do Presidente do Conselho Seccional a sessão de desagravo pode ser promovida na sede do Conselho Seccional, com a indicação de representantes do Conselho Federal para a sessão pública de desagravo. Outrossim acaso o relator compreender da existência de prova ou indício no tocante a ofensa relacionada ao exercício da profissão ou de cargo da, deverá propor ao Presidente que solicite informações da pessoa que ofendeu, no prazo máximo de 15 dias. Recebidas ou não as informações, o relator emitirá parecer para ser apreciado 9 MARIN, Marco Aurélio. Série Resumo Ética Profissional Volume 10. São Paulo: Editora Método. P. 32.

11 Outrossim o Conselho apreciará a representação e o parecer e, em caso de acolhimento, designará a sessão de desagravo, com divulgação em todos os meios de comunicação. Na sessão de desagravo, o Presidente lê a nota a ser publicada nos meios de comunicação, encaminhada ao ofensor e às autoridades, e ato contínuo registra nos assentamentos do advogado. 6 ESTATUTO DA ADVOCACIA LEI 8.906/94 Direitos dos Advogados: das Alterações de 2016 A primeira regra básica no tocante aos direitos dos advogados é saber que não existe qualquer grau de hierarquia entre advogado, juiz, promotor e delegado de polícia, por exemplo. Deverão ter tratamento recíproco e respeitoso. Isto também deverá ser incluído aos servidores públicos. Outrossim o artigo 7º do Estatuto da leciona uma série de direitos para os advogados. Entretanto, em face da extensão, iremos tratar precipuamente aqueles que foram objetos de mudança de Leciona o artigo 7º sobre os direitos dos advogados: Art. 7º São direitos do advogado: I - exercer, com liberdade, a profissão em todo o território nacional; II a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho, bem como de seus instrumentos de trabalho, de sua correspondência escrita, eletrônica, telefônica e telemática, desde que relativas ao exercício da advocacia; (Redação dada pela Lei nº , de 2008)

12 III - comunicar-se com seus clientes, pessoal e reservadamente, mesmo sem procuração, quando estes se acharem presos, detidos ou recolhidos em estabelecimentos civis ou militares, ainda que considerados incomunicáveis; IV - ter a presença de representante da, quando preso em flagrante, por motivo ligado ao exercício da advocacia, para lavratura do auto respectivo, sob pena de nulidade e, nos demais casos, a comunicação expressa à seccional da ; V - não ser recolhido preso, antes de sentença transitada em julgado, senão em sala de Estado Maior, com instalações e comodidades condignas, assim reconhecidas pela, e, na sua falta, em prisão domiciliar; (Vide ADIN ) VI - ingressar livremente: a) nas salas de sessões dos tribunais, mesmo além dos cancelos que separam a parte reservada aos magistrados; b) nas salas e dependências de audiências, secretarias, cartórios, ofícios de justiça, serviços notariais e de registro, e, no caso de delegacias e prisões, mesmo fora da hora de expediente e independentemente da presença de seus titulares; c) em qualquer edifício ou recinto em que funcione repartição judicial ou outro serviço público onde o advogado deva praticar ato ou colher prova ou informação útil ao exercício da atividade profissional, dentro do expediente ou fora dele, e ser atendido, desde que se ache presente qualquer servidor ou empregado; d) em qualquer assembléia ou reunião de que participe ou possa participar o seu cliente, ou perante a qual este deva comparecer, desde que munido de poderes especiais; VII - permanecer sentado ou em pé e retirar-se de quaisquer locais indicados no inciso anterior, independentemente de licença; VIII - dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente de horário previamente marcado ou outra condição, observando-se a ordem de chegada; X - usar da palavra, pela ordem, em qualquer juízo ou tribunal, mediante intervenção sumária, para esclarecer equívoco ou dúvida surgida em relação a fatos, documentos ou afirmações que influam

13 no julgamento, bem como para replicar acusação ou censura que lhe forem feitas; XI - reclamar, verbalmente ou por escrito, perante qualquer juízo, tribunal ou autoridade, contra a inobservância de preceito de lei, regulamento ou regimento; XII - falar, sentado ou em pé, em juízo, tribunal ou órgão de deliberação coletiva da Administração Pública ou do Poder Legislativo; XIII - examinar, em qualquer órgão dos Poderes Judiciário e Legislativo, ou da Administração Pública em geral, autos de processos findos ou em andamento, mesmo sem procuração, quando não estejam sujeitos a sigilo, assegurada a obtenção de cópias, podendo tomar apontamentos; XIV - examinar, em qualquer instituição responsável por conduzir investigação, mesmo sem procuração, autos de flagrante e de investigações de qualquer natureza, findos ou em andamento, ainda que conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos, em meio físico ou digital; (Redação dada pela Lei nº , de 2016) XV - ter vista dos processos judiciais ou administrativos de qualquer natureza, em cartório ou na repartição competente, ou retirá-los pelos prazos legais; XVI - retirar autos de processos findos, mesmo sem procuração, pelo prazo de dez dias; XVII - ser publicamente desagravado, quando ofendido no exercício da profissão ou em razão dela; XVIII - usar os símbolos privativos da profissão de advogado; XIX - recusar-se a depor como testemunha em processo no qual funcionou ou deva funcionar, ou sobre fato relacionado com pessoa de quem seja ou foi advogado, mesmo quando autorizado ou solicitado pelo constituinte, bem como sobre fato que constitua sigilo profissional; XX - retirar-se do recinto onde se encontre aguardando pregão para ato judicial, após trinta minutos do horário designado e ao qual ainda não tenha comparecido a autoridade que deva presidir a ele, mediante comunicação protocolizada em juízo.

14 XXI - assistir a seus clientes investigados durante a apuração de infrações, sob pena de nulidade absoluta do respectivo interrogatório ou depoimento e, subsequentemente, de todos os elementos investigatórios e probatórios dele decorrentes ou derivados, direta ou indiretamente, podendo, inclusive, no curso da respectiva apuração: (Incluído pela Lei nº , de 2016) a) apresentar razões e quesitos; (Incluído pela Lei nº , de 2016) b) (VETADO). (Incluído pela Lei nº , de 2016) 1º Não se aplica o disposto nos incisos XV e XVI: 1) aos processos sob regime de segredo de justiça; 2) quando existirem nos autos documentos originais de difícil restauração ou ocorrer circunstância relevante que justifique a permanência dos autos no cartório, secretaria ou repartição, reconhecida pela autoridade em despacho motivado, proferido de ofício, mediante representação ou a requerimento da parte interessada; 3) até o encerramento do processo, ao advogado que houver deixado de devolver os respectivos autos no prazo legal, e só o fizer depois de intimado. 2º O advogado tem imunidade profissional, não constituindo injúria, difamação ou desacato puníveis qualquer manifestação de sua parte, no exercício de sua atividade, em juízo ou fora dele, sem prejuízo das sanções disciplinares perante a, pelos excessos que cometer. (Vide ADIN ) 3º O advogado somente poderá ser preso em flagrante, por motivo de exercício da profissão, em caso de crime inafiançável, observado o disposto no inciso IV deste artigo. 4º O Poder Judiciário e o Poder Executivo devem instalar, em todos os juizados, fóruns, tribunais, delegacias de polícia e presídios, salas especiais permanentes para os advogados, com uso e controle assegurados à. (Vide ADIN ) 5º No caso de ofensa a inscrito na, no exercício da profissão ou de cargo ou função de órgão da, o conselho competente deve promover o desagravo público do ofendido, sem prejuízo da responsabilidade criminal em que incorrer o infrator.

15 6o Presentes indícios de autoria e materialidade da prática de crime por parte de advogado, a autoridade judiciária competente poderá decretar a quebra da inviolabilidade de que trata o inciso II do caput deste artigo, em decisão motivada, expedindo mandado de busca e apreensão, específico e pormenorizado, a ser cumprido na presença de representante da, sendo, em qualquer hipótese, vedada a utilização dos documentos, das mídias e dos objetos pertencentes a clientes do advogado averiguado, bem como dos demais instrumentos de trabalho que contenham informações sobre clientes. (Incluído pela Lei nº , de 2008) 7o A ressalva constante do 6o deste artigo não se estende a clientes do advogado averiguado que estejam sendo formalmente investigados como seus partícipes ou co-autores pela prática do mesmo crime que deu causa à quebra da inviolabilidade. (Incluído pela Lei nº , de 2008) 8o (VETADO) (Incluído pela Lei nº , de 2008) 9o (VETADO) (Incluído pela Lei nº , de 2008) 10. Nos autos sujeitos a sigilo, deve o advogado apresentar procuração para o exercício dos direitos de que trata o inciso XIV. (Incluído pela Lei nº , de 2016) 11. No caso previsto no inciso XIV, a autoridade competente poderá delimitar o acesso do advogado aos elementos de prova relacionados a diligências em andamento e ainda não documentados nos autos, quando houver risco de comprometimento da eficiência, da eficácia ou da finalidade das diligências. (Incluído pela Lei nº , de 2016) 12. A inobservância aos direitos estabelecidos no inciso XIV, o fornecimento incompleto de autos ou o fornecimento de autos em que houve a retirada de peças já incluídas no caderno investigativo implicará responsabilização criminal e funcional por abuso de autoridade do responsável que impedir o acesso do advogado com o intuito de prejudicar o exercício da defesa, sem prejuízo do direito subjetivo do advogado de requerer acesso aos autos ao juiz competente. (Incluído pela Lei nº , de 2016)

16 A primeira questão das alterações introduzidas no Estatuto por meio da Lei /2016 diz respeito a garantia do advogado de ter acesso a todos os documentos de procedimento investigatório policial, sejam físicos/digitais, findos/andamento, ainda que estejam conclusos para a autoridade policial. Igualmente o advogado poderá (deverá) acompanhar seu cliente no interrogatório sob pena de causar nulidade. Ademais o advogado poderá apresentar quesitos e questionamentos. Isto tudo, para muitos doutrinadores, acarreta no fim do inquérito policial como procedimento inquisitivo. Outrossim outra questão importante é na possibilidade do advogado ter acesso ao inquérito policial, inclusive sigiloso. Outrossim, neste último caso, somente poderá ocorrer quando da apresentação de procuração do cliente. Importante ainda dizer que acaso não ocorra à vontade do advogado, a autoridade policial poderá sofrer sanções civis e criminais. Mas é importante frisar: a lei limitou o acesso do advogado naqueles conteúdos cujos mesmos, acaso demonstrados, poderão incorrer em prejuízo ao procedimento investigatório. 7 ESTATUTO DA ADVOCACIA LEI 8.906/94 Da Inscrição: da Inscrição & Advogado Estagiário Para ser advogado se faz necessário a inscrição junto aos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil. Outrossim para que seja realizada a inscrição, ou seja, para que possa ter o documento hábil à fim de exercer as atividades privativas de um advogado é necessário: Art. 8º Para inscrição como advogado é necessário: I - capacidade civil;

17 II - diploma ou certidão de graduação em direito, obtido em instituição de ensino oficialmente autorizada e credenciada; III - título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro; IV - aprovação em Exame de Ordem; V - não exercer atividade incompatível com a advocacia; VI - idoneidade moral; VII - prestar compromisso perante o conselho. Vale ressaltar e torna-se importante observar: por tratar-se de ato solene, a prestação de compromisso perante ao conselho é ato indelegável, ou seja, não poderá ser delegado à terceiro. Igualmente importante dizer sobre idoneidade moral, na lavra de Marin 10 : No tocante à idoneidade moral, o Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil estabelece que: 3.o A inidoneidade moral, suscitada por qualquer pessoa, deve ser declarada mediante decisão que obtenha no mínimo dois terços dos votos de todos os membros do conselho competente, em procedimento que observe os termos do processo disciplinar. 4.o Não atende ao requisito de idoneidade moral aquele que tiver sido condenado por crime infamante, salvo reabilitação judicial. Note-se, outrossim, que outras hipóteses também impedem a inscrição no quadro de advogados. Assim, qualquer conduta considerável incompatível com a advocacia, comprovadamente imputável ao requerente, pode impedir a inscrição no quadro de advogados da. Igualmente o texto legal do Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil possibilita a inscrição de estagiário. Alguns autores lecionam a existência de estagiário no mundo jurídico dada a circunstância e necessidade de existir estágio profissional para o aprendizado de futuros e novos advogados. 10 MARIN, Marco Aurélio. Série Resumo Ética Profissional Volume 10. São Paulo: Editora Método. P. 46.

18 Ressalta-se ainda que o estágio profissional é uma ferramenta de extrema importância para a sedimentação dos conhecimentos adquiridos durante a realização da faculdade. Inicialmente cabe referir que: não existe necessidade de ser estagiário para obtenção da Carteira da. Entretanto, o que ocorre em todos os cursos do Brasil, é a possibilidade (obrigação) da realização de estágios profissionais à fim de que na própria instituição de ensino os alunos, mediante supervisão, possam colocar na prática seus conhecimentos técnicos. Leciona Marin sobre os estágios profissionais 11 : Note-se, porém, que à compete a disciplina do estágio profissional de advocacia, motivo pelo qual o Regulamento Geral define de modo claro que as atividades de estágio ministrado por instituição de ensino, para fins de convênio com a, são exclusivamente práticas, incluindo a redação de atos processuais e profissionais, as rotinas processuais, a assistência e a atuação em audiências e sessões, as visitas a órgãos judiciários, a prestação de serviços jurídicos e as técnicas de negociação coletiva, de arbitragem e de conciliação. Além disso, a também permite a complementação da carga horária do estágio curricular supervisionado com atividades práticas típicas de advogado e de estudo do Estatuto e do Código de Ética e Disciplina, observado, sempre, o tempo conjunto mínimo de trezentas horas, distribuído em dois ou mais anos. Por fim, e não menos importante, aponta-se quais são os requisitos necessários para a inscrição como estagiário na Ordem dos Advogados do Brasil. Ressalta-se: tal inscrição em nada tem a ver com a participação em programas de estágios profissionais que são realizados dentro das instituições de ensino. Aqui trata-se, simplesmente, da inscrição como estagiário. São os requisitos legais: 11 MARIN, Marco Aurélio. Série Resumo Ética Profissional Volume 10. São Paulo: Editora Método. P. 48.

19 Art. 9º Para inscrição como estagiário é necessário: I - preencher os requisitos mencionados nos incisos I, III, V, VI e VII do art. 8º; II - ter sido admitido em estágio profissional de advocacia. 1º O estágio profissional de advocacia, com duração de dois anos, realizado nos últimos anos do curso jurídico, pode ser mantido pelas respectivas instituições de ensino superior pelos Conselhos da, ou por setores, órgãos jurídicos e escritórios de advocacia credenciados pela, sendo obrigatório o estudo deste Estatuto e do Código de Ética e Disciplina. 2º A inscrição do estagiário é feita no Conselho Seccional em cujo território se localize seu curso jurídico. 3º O aluno de curso jurídico que exerça atividade incompatível com a advocacia pode freqüentar o estágio ministrado pela respectiva instituição de ensino superior, para fins de aprendizagem, vedada a inscrição na. 4º O estágio profissional poderá ser cumprido por bacharel em Direito que queira se inscrever na Ordem. 8 ESTATUTO DA ADVOCACIA LEI 8.906/94 Da Inscrição: da Inscrição Suplementar & Cancelamento É de conhecimento prático e acadêmico que o advogado inscrito nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil está apto à realizar as atividades privativas referente ao seu labor em todo o território nacional. Outrossim informação importante e que costuma sempre aparecer em provas de e Concursos é: existe uma limitação legal para que não exista a necessidade de que seja realizada inscrição suplementar. Sendo assim, vejamos:

20 I) O advogado inscrito na poderá realizar seu labor em todo território. II) Outrossim acaso o advogado tenha mais de 5 (cinco) ações judiciais por ano, em localidade diversa do seu Estado-Membro, o mesmo deverá realizar inscrição suplementar. Sendo assim conclui-se que: existirá necessidade da realização de inscrição suplementar desde que o advogado tenha mais de cinco ações judiciais no mesmo Estado- Membro, desde que este seja diverso daquele que está inscrito de maneira principal. Assim afirma Marin 12 : Assim, a inscrição principal do advogado deve ser feita no Conselho Seccional em cujo território pretende estabelecer o seu domicílio profissional, enquanto a inscrição suplementar será promovida pelo advogado nos Conselhos Seccionais em cujos territórios passar a exercer habitualmente a profissão, considerando-se habitualidade a intervenção judicial que exceder de cinco causas por ano. Outra questão importante é: ao realizar a inscrição nos quadros da o advogado irá receber dois documentos: uma carteira de identidade e um cartão de identificação. E desde logo deve ser consignado que o advogado poderá utilizar ambas para que faça o exercício de sua atividade profissional. A diferença é que a carteira de identidade permitirá anotações. Após realizada a inscrição poderá existir a necessidade de transferência da mesma para outra localidade. Logo, acaso o advogado continue ou queira continuar a exercer sua atividade deverá requerer a transferência de sua inscrição. Logo, se transferido o domicílio, impõe-se a necessidade de transferência da inscrição. 12 MARIN, Marco Aurélio. Série Resumo Ética Profissional Volume 10. São Paulo: Editora Método. P. 52.

21 Além da transferência, outra situação poderá ocorrer com o advogado inscrito na que é o licenciamento. O licenciamento trata-se da suspensão temporária da inscrição, que ocorrerá via de regra: pela assunção de cargo público ou transferência para outro país. Outrossim para que seja realizado o licenciamento será necessário atender aos requisitos do art. 12 do Estatuto da : Art. 12. Licencia-se o profissional que: I - assim o requerer, por motivo justificado; II - passar a exercer, em caráter temporário, atividade incompatível com o exercício da advocacia; III - sofrer doença mental considerada curável. Por fim, reza o artigo 11 do Estatuto da que poderá ocorrer o cancelamento da inscrição na. Leciona tal artigo que: Art. 11. Cancela-se a inscrição do profissional que: I - assim o requerer; II - sofrer penalidade de exclusão; III - falecer; IV - passar a exercer, em caráter definitivo, atividade incompatível com a advocacia; V - perder qualquer um dos requisitos necessários para inscrição. 1º Ocorrendo uma das hipóteses dos incisos II, III e IV, o cancelamento deve ser promovido, de ofício, pelo conselho competente ou em virtude de comunicação por qualquer pessoa. 2º Na hipótese de novo pedido de inscrição - que não restaura o número de inscrição anterior - deve o interessado fazer prova dos requisitos dos incisos I, V, VI e VII do art. 8º. 3º Na hipótese do inciso II deste artigo, o novo pedido de inscrição também deve ser acompanhado de provas de reabilitação. Ainda no tocante ao licenciamento cabe informar que mesmo após o cancelamento será possível à realização da nova inscrição nos quadros da. Da mesma sorte, mesmo

22 aquele que sofrer penalidade de exclusão, poderá retornar aos quadros desde que esteja acompanhado das provas de reabilitação. Sofre isto afirma Marin 13 : Após o cancelamento, é possível novo pedido de inscrição, ocasião na qual o interessado deverá fazer prova do cumprimento dos requisitos previstos nos incisos I, V, VI e VII do art. 8.o do Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil, a saber: I capacidade civil; V não exercer atividade incompatível com a advocacia; VI idoneidade moral; e VII prestar compromisso perante o Conselho. Para a nova inscrição do advogado que sofrer penalidade de exclusão é indispensável que o referido pedido esteja acompanhado de provas de reabilitação, conforme dispõe o 3.o do art. 11 do Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil. 9 ESTATUTO DA ADVOCACIA LEI 8.906/94 Da Inscrição: da Sociedade de Advogados Uma das maiores alterações e mais recentes no Estatuto da Ordem dos Advogados foram aqueles atinentes a Sociedade de Advogados. Outrossim é importante, para iniciar o tema, compreendermos quais foram as alterações: Art. 15. Os advogados podem reunir-se em sociedade simples de prestação de serviços de advocacia ou constituir sociedade unipessoal de advocacia, na forma disciplinada nesta Lei e no regulamento geral. (Redação dada pela Lei nº , de 2016) 1o A sociedade de advogados e a sociedade unipessoal de advocacia adquirem personalidade jurídica com o registro aprovado dos seus atos constitutivos no Conselho Seccional da em cuja 13 MARIN, Marco Aurélio. Série Resumo Ética Profissional Volume 10. São Paulo: Editora Método. P. 54.

23 base territorial tiver sede. (Redação dada pela Lei nº , de 2016) 2o Aplica-se à sociedade de advogados e à sociedade unipessoal de advocacia o Código de Ética e Disciplina, no que couber. (Redação dada pela Lei nº , de 2016) 3º As procurações devem ser outorgadas individualmente aos advogados e indicar a sociedade de que façam parte. 4o Nenhum advogado pode integrar mais de uma sociedade de advogados, constituir mais de uma sociedade unipessoal de advocacia, ou integrar, simultaneamente, uma sociedade de advogados e uma sociedade unipessoal de advocacia, com sede ou filial na mesma área territorial do respectivo Conselho Seccional. (Redação dada pela Lei nº , de 2016) 5o O ato de constituição de filial deve ser averbado no registro da sociedade e arquivado no Conselho Seccional onde se instalar, ficando os sócios, inclusive o titular da sociedade unipessoal de advocacia, obrigados à inscrição suplementar. (Redação dada pela Lei nº , de 2016) 6º Os advogados sócios de uma mesma sociedade profissional não podem representar em juízo clientes de interesses opostos. 7o A sociedade unipessoal de advocacia pode resultar da concentração por um advogado das quotas de uma sociedade de advogados, independentemente das razões que motivaram tal concentração. (Incluído pela Lei nº , de 2016) Art. 16. Não são admitidas a registro nem podem funcionar todas as espécies de sociedades de advogados que apresentem forma ou características de sociedade empresária, que adotem denominação de fantasia, que realizem atividades estranhas à advocacia, que incluam como sócio ou titular de sociedade unipessoal de advocacia pessoa não inscrita como advogado ou totalmente proibida de advogar. (Redação dada pela Lei nº , de 2016) 1º A razão social deve ter, obrigatoriamente, o nome de, pelo menos, um advogado responsável pela sociedade, podendo permanecer o de sócio falecido, desde que prevista tal possibilidade no ato constitutivo.

24 2º O licenciamento do sócio para exercer atividade incompatível com a advocacia em caráter temporário deve ser averbado no registro da sociedade, não alterando sua constituição. 3º É proibido o registro, nos cartórios de registro civil de pessoas jurídicas e nas juntas comerciais, de sociedade que inclua, entre outras finalidades, a atividade de advocacia. 4o A denominação da sociedade unipessoal de advocacia deve ser obrigatoriamente formada pelo nome do seu titular, completo ou parcial, com a expressão Sociedade Individual de Advocacia. (Incluído pela Lei nº , de 2016) Art. 17. Além da sociedade, o sócio e o titular da sociedade individual de advocacia respondem subsidiária e ilimitadamente pelos danos causados aos clientes por ação ou omissão no exercício da advocacia, sem prejuízo da responsabilidade disciplinar em que possam incorrer. (Redação dada pela Lei nº , de 2016) Pode-se afirmar que a grande alteração legal fora no tocante a criação da sociedade unipessoal de advocacia, ou seja, a sociedade formada por um só advogado. Mas porque tratase de um grande ganho para os advogados: eles terão vantagens fiscais no tocante ao recebimento e declaração de honorários. Outrossim duas outras consequências da sociedade unipessoal podemos apontar: formalização de empregos (empregados dos advogados terão seus empregos formalizados) e a diminuição dos riscos para o advogado em decorrência da responsabilidade poder ser limitada em quotas (e não mais pessoal). Lembre-se ainda que o registro desta sociedade unipessoal também deverá ser realizado na. Outrossim este um advogado não poderá estar em mais de uma sociedade, estar em mais de uma sociedade unipessoal e estar em uma sociedade normal e uma sociedade unipessoal ao mesmo tempo. Vale ressaltar que existirá a possibilidade para que este advogado abra uma filial para a sociedade individual.

25 10 ESTATUTO DA ADVOCACIA LEI 8.906/94 Do Advogado: do Advogado Empregado Importante o posicionamento da legislação no tocante a possibilidade de contratação do advogado empregado, ou seja, aquele que presta serviços, mediante remuneração, de maneira não eventual, subordinado a um chefe. A questão mais importante refere-se a não possibilidade de existir subordinação intelectual do advogado empregado, ou seja, ele jamais terá ou poderá sofrer interferência no que tange ao seu entendimento técnico. Sobre isto leciona com probidade Marin 14 : No caso do advogado, essa suposta subordinação, dependência, não se aplica quanto à questão técnica. Conforme prevê o art. 18 do Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil a relação de emprego não retira a isenção técnica nem reduz a independência profissional inerentes à advocacia. Com efeito, agindo enquanto empregado, tem o advogado total liberdade de ação, podendo recusar-se a praticar ato que viole os ditames de sua profissão. Outrossim o Estatuto da Ordem dos Advogados traz importante consideração sobre a jornada de trabalho de um advogado empregado. Art. 20. A jornada de trabalho do advogado empregado, no exercício da profissão, não poderá exceder a duração diária de quatro horas contínuas e a de vinte horas semanais, salvo acordo ou convenção coletiva ou em caso de dedicação exclusiva. 14 MARIN, Marco Aurélio. Série Resumo Ética Profissional Volume 10. São Paulo: Editora Método. P. 63.

26 1º Para efeitos deste artigo, considera-se como período de trabalho o tempo em que o advogado estiver à disposição do empregador, aguardando ou executando ordens, no seu escritório ou em atividades externas, sendo-lhe reembolsadas as despesas feitas com transporte, hospedagem e alimentação. 2º As horas trabalhadas que excederem a jornada normal são remuneradas por um adicional não inferior a cem por cento sobre o valor da hora normal, mesmo havendo contrato escrito. 3º As horas trabalhadas no período das vinte horas de um dia até as cinco horas do dia seguinte são remuneradas como noturnas, acrescidas do adicional de vinte e cinco por cento. No que tange a jornada de trabalho é importante considerar que: em razão da contratação por dedicação exclusiva a jornada de trabalho do advogado empregado nunca fica limitada ao tempo determinado no caput do art. 20. Vale dizer ainda que tal contratação por dedicação exclusiva seguirá as normas do contrato individual do trabalho. E aqui ainda mais um alerta cabe: serão 8 horas diárias máximas, e o que ultrapassar deverá ser remunerado mediante hora-extra extraordinária. : Já no que tange aos honorários sucumbenciais cabe referir o artigo 21 do Estatuto da Art. 21. Nas causas em que for parte o empregador, ou pessoa por este representada, os honorários de sucumbência são devidos aos advogados empregados. Parágrafo único. Os honorários de sucumbência, percebidos por advogado empregado de sociedade de advogados são partilhados entre ele e a empregadora, na forma estabelecida em acordo. Marin traz importante lição sobre os honorários sucumbenciais 15 : 15 MARIN, Marco Aurélio. Série Resumo Ética Profissional Volume 10. São Paulo: Editora Método. P. 64.

27 Com efeito, a situação atual é a seguinte: os honorários de sucumbência, percebidos por advogado empregado de sociedade de advogados, serão partilhados entre ele e a sociedade empregadora, desde que não exista estipulação contratual em sentido contrário. Por fim, é importante salientar que conforme entendimento do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil estes honorários sucumbenciais não integram a parte do salário. Logo: tais valores são referidos como extras, e não poderão ser considerados para efeitos trabalhistas. Veja o que diz o Regulamento da : Art. 14. Os honorários de sucumbência, por decorrerem precipuamente do exercício da advocacia e só acidentalmente da relação de emprego, não integram o salário ou a remuneração, não podendo, assim, ser considerados para efeitos trabalhistas ou previdenciários. Parágrafo único. Os honorários de sucumbência dos advogados empregados constituem fundo comum, cuja destinação é decidida pelos profissionais integrantes do serviço jurídico da empresa ou por seus representantes. 11 ESTATUTO DA ADVOCACIA LEI 8.906/94 Do Advogado: dos Honorários Advocatícios. É de conhecimento geral e inclusive dos clientes que os advogados deverão perceber pelo seu labor honorários advocatícios. Outrossim, conforme o Estatuto da e a prática jurídica, podemos afirmar que os advogados poderão perceber seus honorários de três formas: contratual, por arbitramento e através de sucumbência. Reza o artigo 22 do Estatuto da :

28 Art. 22. A prestação de serviço profissional assegura aos inscritos na o direito aos honorários convencionados, aos fixados por arbitramento judicial e aos de sucumbência. 1º O advogado, quando indicado para patrocinar causa de juridicamente necessitado, no caso de impossibilidade da Defensoria Pública no local da prestação de serviço, tem direito aos honorários fixados pelo juiz, segundo tabela organizada pelo Conselho Seccional da, e pagos pelo Estado. 2º Na falta de estipulação ou de acordo, os honorários são fixados por arbitramento judicial, em remuneração compatível com o trabalho e o valor econômico da questão, não podendo ser inferiores aos estabelecidos na tabela organizada pelo Conselho Seccional da. 3º Salvo estipulação em contrário, um terço dos honorários é devido no início do serviço, outro terço até a decisão de primeira instância e o restante no final. 4º Se o advogado fizer juntar aos autos o seu contrato de honorários antes de expedir-se o mandado de levantamento ou precatório, o juiz deve determinar que lhe sejam pagos diretamente, por dedução da quantia a ser recebida pelo constituinte, salvo se este provar que já os pagou. 5º O disposto neste artigo não se aplica quando se tratar de mandato outorgado por advogado para defesa em processo oriundo de ato ou omissão praticada no exercício da profissão. Sobre o artigo acima citado, duas questões são de extrema importância para serem trabalhadas. A primeira diz respeito aos honorários de advogado d ativo (espécie de voluntariado): estes honorários são devidos pelo Estado e pagos pelo respectivo ente público, mas, entretanto, atualmente não representam valores condizentes ao que estabelecido na Tabela da. Vale ressaltar ainda que as Seccionais Estaduais não têm medido esforços para tentar aumentar os valores estabelecidos no tocante aos d ativos. A outra questão diz respeito a possibilidade de bloqueio de valor dos honorários contrato diretamente com o cliente. Os Tribunais Superiores tem garantido aos advogados,

29 inclusive taxando os honorários de crédito alimentar, a possibilidade de que seja efetuada garantia dentro dos autos à fim de que o cliente garanta o pagamento de seu constituído. Para isto basta a juntada do contrato instrumentalizado com o cliente. Importante ainda salientar no tocante aos honorários contratuais é que valerá aquele que está definitivamente escrito através de contrato. Entretanto acaso não ocorra a instrumentalização, o valor dos honorários será aquele definido na Tabela Geral. Sobre os honorários Marin complementa o que acima dito 16 : Por outro lado, em termos de fixação de honorários, o advogado não pode exercer essa atividade com total liberdade; embora a Ordem dos Advogados do Brasil reconheça três modalidades de fixação de honorários, a saber, honorários convencionais, sucumbenciais e os arbitrados judicialmente, ela deixa claro que os convencionais são definidos entre o advogado e o cliente, tendo como parâmetro o que consta na Tabela de Honorários da Seccional. Portanto, liberdade total não existe. Primeiro, porque deve observar o valor mínimo fixado pela Tabela de Honorários, evitando o aviltamento de valores dos serviços profissionais. Segundo, porque é vedada a celebração de convênios para prestação de serviços jurídicos com redução dos valores estabelecidos na Tabela de Honorários por implicar captação de clientes ou causa, conforme estabelecido no art. 39 do Código de Ética e Disciplina. Terceiro, porque o próprio Código de Ética estabelece em seu art. 36 os parâmetros para a fixação dos honorários, que devem ser observados mesmo quando omissa a tabela, inclusive nas hipóteses de acordo. E no tocante ao quantum a ser fixado? Existe um teto? Um percentual mínimo? Estabelece o Estatuto da que o valor nunca poderá inferior ao mínimo estabelecido na Tabela da Ordem dos Advogados. Outrossim também não se considera ilegal estabelecer 16 MARIN, Marco Aurélio. Série Resumo Ética Profissional Volume 10. São Paulo: Editora Método. P. 68.

30 percentual de 30% sobre o ganho do cliente em ações previdenciárias e naquelas ações em que o procurador subsidia todos os custos da demanda (pacto quota litis). Já no tocante a forma de pagamento dos honorários cabe salientar que o Código de Ética não autoriza (regra) a emissão de títulos cambiários para o pagamento dos honorários. Entretanto, somente poderá ocorrer acaso seja exigência do cliente, desde que esteja devidamente pactuado, a emissão de boletos bancários. Por fim, no tocante a prescrição dos honorários, cabe trazer o que lecionado no artigo 25 do Estatuto da Advocacia: Art. 25. Prescreve em cinco anos a ação de cobrança de honorários de advogado, contado o prazo: I - do vencimento do contrato, se houver; II - do trânsito em julgado da decisão que os fixar; III - da ultimação do serviço extrajudicial; IV - da desistência ou transação; V - da renúncia ou revogação do mandato. Ainda no tocante a prescrição e cobrança de honorários cabe salientar duas questões: (I) prescreve em cinco anos a ação de prestação de contas que poderá ser movida por cliente contra o advogado à fim de que comprove a destinação dos valores por ele obtido. (II) quando houver substabelecimento, ou seja, concessão de procuração à outro procurador com reserva de poderes, o último advogado não poderá cobrar honorários sem permissão daquele que lhe deu condições de atuar. 12 ESTATUTO DA ADVOCACIA LEI 8.906/94 Do Advogado: do Impedimento & Incompatibilidade.

31 Lembre-se sempre: incompatibilidade diz respeito à proibição total para o exercício da advocacia. E afirma-se mais: é proibido inclusive o exercício da advocacia em causa própria. Leciona o artigo 28 do Estatuto da Ordem dos Advogados sobre a incompatibilidade: Art. 28. A advocacia é incompatível, mesmo em causa própria, com as seguintes atividades: I - chefe do Poder Executivo e membros da Mesa do Poder Legislativo e seus substitutos legais; II - membros de órgãos do Poder Judiciário, do Ministério Público, dos tribunais e conselhos de contas, dos juizados especiais, da justiça de paz, juízes classistas, bem como de todos os que exerçam função de julgamento em órgãos de deliberação coletiva da administração pública direta e indireta; III - ocupantes de cargos ou funções de direção em Órgãos da Administração Pública direta ou indireta, em suas fundações e em suas empresas controladas ou concessionárias de serviço público; IV - ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a qualquer órgão do Poder Judiciário e os que exercem serviços notariais e de registro; V - ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a atividade policial de qualquer natureza; VI - militares de qualquer natureza, na ativa; VII - ocupantes de cargos ou funções que tenham competência de lançamento, arrecadação ou fiscalização de tributos e contribuições parafiscais; VIII - ocupantes de funções de direção e gerência em instituições financeiras, inclusive privadas. 1º A incompatibilidade permanece mesmo que o ocupante do cargo ou função deixe de exercê-lo temporariamente. 2º Não se incluem nas hipóteses do inciso III os que não detenham poder de decisão relevante sobre interesses de terceiro, a juízo do conselho competente da, bem como a administração acadêmica diretamente relacionada ao magistério jurídico.

32 Já no que tange ao impedimento cabe dizer que se trata da proibição parcial da advocacia. Leciona o artigo 30 do Estatuto da sobre os impedimentos: Art. 30. São impedidos de exercer a advocacia: I - os servidores da administração direta, indireta e fundacional, contra a Fazenda Pública que os remunere ou à qual seja vinculada a entidade empregadora; II - os membros do Poder Legislativo, em seus diferentes níveis, contra ou a favor das pessoas jurídicas de direito público, empresas públicas, sociedades de economia mista, fundações públicas, entidades paraestatais ou empresas concessionárias ou permissionárias de serviço público. Parágrafo único. Não se incluem nas hipóteses do inciso I os docentes dos cursos jurídicos. de Marin 17 : Sobre o impedimento e para finalizar o presente estudo, colaciona-se importante lição Com efeito, serão considerados nulos os atos praticados por advogado impedido no âmbito do impedimento, suspenso, licenciado ou que passar a exercer atividade incompatível com a advocacia (art. 4.o, parágrafo único, do Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil). Em decisão proferida no REsp , a 4.a Turma do STJ entendeu ser relativa a nulidade decorrente de atos praticados por advogado cujo exercício profissional foi suspenso pela, tornando-se obrigatória a demonstração de efetivo prejuízo causado à defesa. 17 MARIN, Marco Aurélio. Série Resumo Ética Profissional Volume 10. São Paulo: Editora Método. P. 75.

33 13 ESTATUTO DA ADVOCACIA LEI 8.906/94 Ética do Advogado (1): do Dever de Urbanidade É cediço que todo o advogado deverá exercer sua atividade de maneira leal, atendendo aos interesses do seu cliente, sem descuidar-se da ética, do conteúdo legal e acima de tudo da moral. Lembre-se que o advogado é um auxiliar da justiça, portanto também deverá zelar pela mesma. Leciona o artigo 31 do Estatuto da Ordem dos Advogados: Art. 31. O advogado deve proceder de forma que o torne merecedor de respeito e que contribua para o prestígio da classe e da advocacia. 1º O advogado, no exercício da profissão, deve manter independência em qualquer circunstância. 2º Nenhum receio de desagradar a magistrado ou a qualquer autoridade, nem de incorrer em impopularidade, deve deter o advogado no exercício da profissão. Art. 32. O advogado é responsável pelos atos que, no exercício profissional, praticar com dolo ou culpa. Parágrafo único. Em caso de lide temerária, o advogado será solidariamente responsável com seu cliente, desde que coligado com este para lesar a parte contrária, o que será apurado em ação própria. Art. 33. O advogado obriga-se a cumprir rigorosamente os deveres consignados no Código de Ética e Disciplina. Parágrafo único. O Código de Ética e Disciplina regula os deveres do advogado para com a comunidade, o cliente, o outro profissional e, ainda, a publicidade, a recusa do patrocínio, o dever de assistência jurídica, o dever geral de urbanidade e os respectivos procedimentos disciplinares.

34 Importante dizer que muito embora o advogado esteja aliado ao caso de seu cliente, ele tem o dever de zelar pela justiça acima de tudo, portanto não podendo, por exemplo, ingressar com lide temerária. Sobre o presente fato leciona Marin 18 : Isso não quer dizer que pode ele agir contra o Estado de Direito ou contra a letra da lei, propondo, por exemplo, uma lide temerária. Neste caso, desde que coligado com a parte para lesar alguém, o advogado será solidariamente responsável com seu cliente. Lembre-se que além do presente Estatuto, motivo de estudo, o Código de Ética da Ordem dos Advogados traz inúmeras lições sobre a conduta e imagem do advogado, devendo o mesmo inclusive zelar por sua imagem. Ainda sobre o Código de Ética e Disciplina vamos tratar ao decorrer do presente material. Ademais para que o advogado possa exercer seu trabalho, agora já adentrando ao Código de Ética, é necessário que o mesmo preencha os requisitos do artigo 2º da lei citada: Art. 2º O advogado, indispensável à administração da Justiça, é defensor do Estado Democrático de Direito, dos direitos humanos e garantias fundamentais, da cidadania, da moralidade, da Justiça e da paz social, cumprindo-lhe exercer o seu ministério em consonância com a sua elevada função pública e com os valores que lhe são inerentes. Parágrafo único. São deveres do advogado: I - preservar, em sua conduta, a honra, a nobreza e a dignidade da profissão, zelando pelo caráter de essencialidade e indispensabilidade da advocacia; II - atuar com destemor, independência, honestidade, decoro, veracidade, lealdade, dignidade e boa-fé; III - velar por sua reputação pessoal e profissional; 18 MARIN, Marco Aurélio. Série Resumo Ética Profissional Volume 10. São Paulo: Editora Método. P. 79.

35 IV - empenhar-se, permanentemente, no aperfeiçoamento pessoal e profissional; V - contribuir para o aprimoramento das instituições, do Direito e das leis; VI - estimular, a qualquer tempo, a conciliação e a mediação entre os litigantes, prevenindo, sempre que possível, a instauração de litígios; VII - desaconselhar lides temerárias, a partir de um juízo preliminar de viabilidade jurídica; VIII - abster-se de: a) utilizar de influência indevida, em seu benefício ou do cliente; b) vincular seu nome a empreendimentos sabidamente escusos; c) emprestar concurso aos que atentem contra a ética, a moral, a honestidade e a dignidade da pessoa humana; d) entender-se diretamente com a parte adversa que tenha patrono constituído, sem o assentimento deste; e) ingressar ou atuar em pleitos administrativos ou judiciais perante autoridades com as quais tenha vínculos negociais ou familiares; f) contratar honorários advocatícios em valores aviltantes. IX - pugnar pela solução dos problemas da cidadania e pela efetivação dos direitos individuais, coletivos e difusos; X - adotar conduta consentânea com o papel de elemento indispensável à administração da Justiça; XI - cumprir os encargos assumidos no âmbito da Ordem dos Advogados do Brasil ou na representação da classe; XII - zelar pelos valores institucionais da e da advocacia; XIII - ater-se, quando no exercício da função de defensor público, à defesa dos necessitados. Assim o advogado deve zelar por sua profissão, pelos seus representados, pela justiça e acima de tudo pela norma legal. A ética é obrigação de todo profissional, independente de sua classe. Vale dizer ainda que tais deveres éticos não são meras sugestões de prosseguimento e carreira. Na realidade são institutos legais que acaso sejam descumpridas irão gerar para o profissional infração disciplinar.

36 Por fim, ainda poderíamos dizer que dentro destes padrões/deveres éticos do advogado, o mesmo deverá (sim, dever) manter se atualizado, estudando os novos mandamentos normativos à fim de prestar seu labor com a máxima qualidade. Daí a grande defesa a realização de um Exame da Ordem permanente, à fim de que obrigue aos advogados passarem por uma reciclagem. Sobre isto, leciona Marin 19 : Por fim, o dever de permanente qualificação, realidade atualmente encampada de forma ímpar pela Ordem dos Advogados do Brasil, para o bom cumprimento do compromisso social do advogado. Bem sabemos que a incompetência, infelizmente, pode causar muito mais prejuízos sociais e individuais que a própria desonestidade, sendo alguns irrecuperáveis. 14 ESTATUTO DA ADVOCACIA LEI 8.906/94 Ética do Advogado (1): da Responsabilidade Civil Talvez um dos grandes triunfos do advogado e que deverá para sempre ser mantido é a sua independência profissional. Um profissional jamais poderá ser coagido ou ameaçado à fim de que não possa atuar de maneira independente, conforme os ditames legais e atendendo aos interesses de seu cliente. : Sobre a independência do advogado reza o artigo 4º do Código de Ética e Disciplina da Art. 4º O advogado, ainda que vinculado ao cliente ou constituinte, mediante relação empregatícia ou por contrato de prestação permanente de serviços, ou como integrante de departamento jurídico, ou de órgão de assessoria jurídica, 19 MARIN, Marco Aurélio. Série Resumo Ética Profissional Volume 10. São Paulo: Editora Método. P. 85.

37 público ou privado, deve zelar pela sua liberdade e independência. Parágrafo único. É legítima a recusa, pelo advogado, do patrocínio de causa e de manifestação, no âmbito consultivo, de pretensão concernente a direito que também lhe seja aplicável ou contrarie orientação que tenha manifestado anteriormente. Lembre-se que será sempre o advogado e ninguém mais que deverá optar pelo caminhos mais favorável e seguro para seu cliente. Será o advogado a pessoa adequada para escolher o melhor caminho para seu constituído. Por fim, ainda no tocante a independência, nunca é demais salientar que o advogado não poderá constituir cliente, quando seus interesses particulares/ou de outrem, vierem colidir com o interesse desde que deseja agora constituir. A causa deverá ser independente, sempre. Sobre os dois aspectos acima abordados, leciona com probidade Marin 20 : Note-se, aliás, que mesmo na defesa dos interesses sob seu patrocínio, o advogado não deve fazer concessões a sua independência, inclusive em face do próprio cliente. É do advogado a escolha dos meios jurídicos, nunca devendo permitir que haja tutela direta ou indireta do cliente, ou de terceiro. Por fim, também deve o advogado preservar sua independência política e de consciência. Seus interesses jamais poderão colidir com os de seu cliente. Já no que tange a responsabilidade do advogado uma já de conhecimento geral da nação. Ou seja, o advogado apresenta responsabilidade subjetiva perante ao seu cliente. Logo, o mesmo não poderá ser chamado à responsabilização pela simples perda de uma ação judicial (obrigação de meio e não de resultado). 20 MARIN, Marco Aurélio. Série Resumo Ética Profissional Volume 10. São Paulo: Editora Método. P. 86.

38 Jamais qualquer advogado, deveria pelo menos, comprometer-se com a garantia de um resultado positivo através de uma ação judicial. Lembre-se que os magistrados detêm autonomia, independência nos seus julgados, portanto, não podendo o profissional prometer ao seu cliente um resultado que lhe seja favorável. Entretanto também é importante ressaltar que o advogado não poderá se eximir de qualquer responsabilidade no contrato com seu cliente. Muito embora é cediço que sua obrigação é de meio, o mesmo responderá acaso não tenha zelado pelo interesse de seu cliente, assim como tenha atuação inferior ao seu dever técnico e profissional. Não podemos, por exemplo, tolerar que um advogado perca prazo de um recurso. E deste dever de cuidado do advogado é que surge a teoria da perda de uma chance. Teoria esta que vêm sendo adotado em algumas decisões do Superior Tribunal de Justiça, vindo a condenar o advogado inclusive pela perca de uma chance de vitória ao seu cliente. Por fim, sobre a responsabilidade, é importante trazer a baila a lição de Marin 21 : O advogado também não pode pretender excluir sua responsabilidade. Lembra Paulo Luiz Netto Lôbo que se considera nula a cláusula de irresponsabilidade, no contrato de prestação de serviços de advocacia. Não se pode excluir responsabilidade por atos próprios, sobretudo em face do que dispõe o art. 51 do CDC (lembrese que o advogado é fornecedor de serviços e ingressa em relação de consumo). Com efeito, a responsabilidade do advogado se faz presente sempre que o mesmo tenha atuado com negligência, imprudência ou imperícia, como ocorre quando perde prazos, comete erros grosseiros ou deixa de formular os pedidos necessários. 15 ESTATUTO DA ADVOCACIA LEI 8.906/94 Ética do Advogado (1): da Relação com o Cliente 21 MARIN, Marco Aurélio. Série Resumo Ética Profissional Volume 10. São Paulo: Editora Método. P. 87.

39 Sabemos que a contratação de um advogado passa e para sempre passará pela relação de confiança existente entre advogado e cliente. Tal relação jamais será definida pelo tempo, mas sim pela qualidade da mesma. Tanto é verdade que costumasse afirmar que onde perdese a confiança, o contrato deverá ser logo rescindido. Afirma o artigo 18º do Código de Ética da : O mandato judicial ou extrajudicial não se extingue pelo decurso de tempo, salvo se o contrário for consignado no respectivo instrumento.. Sobre esta relação leciona e complementa Marin 22 : O cliente mantém uma relação de confiança inabalável com seu advogado e se, porventura, algo ocorrer nessa relação, deve-se, imediatamente, romper-se o vínculo existente entre as partes. A sociedade preocupa-se sobremaneira com esse assunto, afinal, aquele que trair, na qualidade de advogado ou procurador, o dever profissional, prejudicando interesse, cujo patrocínio, em juízo, lhe é confiado, comete o crime de patrocínio infiel, previsto no caput do art. 355 do CP. Devido a esta relação de confiança é que o advogado, nos exatos termos do art. 9º do Código de Ética e Disciplina. Art. 9º O advogado deve informar o cliente, de modo claro e inequívoco, quanto a eventuais riscos da sua pretensão, e das consequências que poderão advir da demanda. Deve, igualmente, denunciar, desde logo, a quem lhe solicite parecer ou patrocínio, qualquer circunstância que possa influir na resolução de submeterlhe a consulta ou confiar-lhe a causa. 22 MARIN, Marco Aurélio. Série Resumo Ética Profissional Volume 10. São Paulo: Editora Método. P. 89.

40 Outrossim jamais o advogado poderá abandonar a causa sem consentimento e comprovada ciência do seu cliente. Acaso não tenha mais interesse em patrocinar a causa, deverá sim renunciar ao seu mandato e rescindir o contrato. Tal vínculo, é importante que seja dito, não se desfaz à partir do encerramento da demanda, mas sim por mais 2 anos, sob pena de infringir o dever de lealdade para com seu cliente. Mas à partir de quando inicia-se a relação entre cliente e advogado? Cuidado eis que muitos compreendem insistir que o início da relação se constitui através de contrato. Entretanto, conforme doutrina e jurisprudência majoritária, a relação cliente X advogado inicia-se a partir da outorga da procuração. E se o cliente já tiver constituído advogado? Daí o advogado não poderá aceitar a demanda sem consentimento do antigo procurador, salvo por motivo de urgência e grande relevância. E como ocorrerá a finalização deste contrato (relação) advogado e cliente. Uma das formas de extinção será por meio da renúncia. Sobre a renúncia leciona Marin 23 : Em sentido geral, renúncia é o ato jurídico pelo qual alguém abandona um direito sem transferi-lo a outrem. Tal ato é unilateral, irrevogável e não se presume, devendo, portanto, ser expresso. Em sentido aplicável ao EA, renúncia é o ato jurídico pelo qual o advogado constituído abandona a representação do constituinte. A formalização da renúncia ao mandato, segundo o RG, deverá ser por escrito. Nestes termos, o advogado deve notificar o cliente da renúncia ao mandato (art. 5.o, 3.o, do Estatuto), preferencialmente mediante carta com aviso de recepção, comunicando, após, o Juízo (art. 6.o do RG). 23 MARIN, Marco Aurélio. Série Resumo Ética Profissional Volume 10. São Paulo: Editora Método. P. 90.

41 Ademais outra forma de extinção é a revogação. Tal ato será realizado por meio da vontade do cliente. Mas lembre-se: tal revogação não exonera o cliente ao pagamento dos honorários. Tal regra está estabelecida no art. 17 do Código de Ética e Disciplina: Art. 17. A revogação do mandato judicial por vontade do cliente não o desobriga do pagamento das verbas honorárias contratadas, assim como não retira o direito do advogado de receber o quanto lhe seja devido em eventual verba honorária de sucumbência, calculada proporcionalmente em face do serviço efetivamente prestado Por fim e importante que seja dita a terceira forma de extinção do mandato: é o substabelecimento sem reserva de poderes, ou seja, a entrega (abandono) da causa para outro procurador sem a reserva de quaisquer poderes ao antigo. Outrossim para que seja realizado e tenha validade tal ato, se faz necessário o conhecimento do cliente. 16 ESTATUTO DA ADVOCACIA LEI 8.906/94 Ética do Advogado (2): dos Deveres de Representação. O advogado deverá ter respeito tanto ao seu cliente quanto aos demais colegas advogados. Portanto ele jamais deverá aceitar procuração daquele cliente, por exemplo, que já constituiu outro procurador (salvo por medida urgente e relevante). Lembro ainda que os advogados da mesma sociedade jamais poderão representar clientes diversos com interesses opostos na mesma lide. Inclusive este advogado, em caso de processo futuro contra ex-cliente, deverá resguardar sigilo daquelas informações que lhe foram confidenciadas pelo antigo constituído.

42 Outrossim sobre o Novo Código de Ética publicado em novembro de 2015, cabe colacionar os seguintes artigos que serão objeto de explanação nas vídeos aulas: Art. 20. Sobrevindo conflitos de interesse entre seus constituintes e não conseguindo o advogado harmonizá-los, caber-lhe-á optar, com prudência e discrição, por um dos mandatos, renunciando aos demais, resguardado sempre o sigilo profissional. Art. 21. O advogado, ao postular em nome de terceiros, contra excliente ou ex-empregador, judicial e extrajudicialmente, deve resguardar o sigilo profissional. Art. 22. Ao advogado cumpre abster-se de patrocinar causa contrária à validade ou legitimidade de ato jurídico em cuja formação haja colaborado ou intervindo de qualquer maneira; da mesma forma, deve declinar seu impedimento ou o da sociedade que integre quando houver conflito de interesses motivado por intervenção anterior no trato de assunto que se prenda ao patrocínio solicitado. Art. 23. É direito e dever do advogado assumir a defesa criminal, sem considerar sua própria opinião sobre a culpa do acusado. Parágrafo único. Não há causa criminal indigna de defesa, cumprindo ao advogado agir, como defensor, no sentido de que a todos seja concedido tratamento condizente com a dignidade da pessoa humana, sob a égide das garantias constitucionais. Art. 24. O advogado não se sujeita à imposição do cliente que pretenda ver com ele atuando outros advogados, nem fica na contingência de aceitar a indicação de outro profissional para com ele trabalhar no processo. Art. 25. É defeso ao advogado funcionar no mesmo processo, simultaneamente, como patrono e preposto do empregador ou cliente. Art. 26. O substabelecimento do mandato, com reserva de poderes, é ato pessoal do advogado da causa. 1º O substabelecimento do mandato sem reserva de poderes exige o prévio e inequívoco conhecimento do cliente. 2º O substabelecido com reserva de poderes deve ajustar antecipadamente seus honorários com o substabelecente.

43 17 ESTATUTO DA ADVOCACIA LEI 8.906/94 Ética do Advogado (2): do Sigilo Profissional O advogado tem o dever de guardar sigilo sobre todas as informações que lhe foram trazidas pelo cliente. Veja que a lei leciona inclusive que tal sigilo é matéria de ordem pública, não sendo necessário, portanto a reserva e/ou solicitação por parte de qualquer um dos contratantes. Sobre o que acima informado, leciona o Novo Código de Ética da : Art. 35. O advogado tem o dever de guardar sigilo dos fatos de que tome conhecimento no exercício da profissão. Parágrafo único. O sigilo profissional abrange os fatos de que o advogado tenha tido conhecimento em virtude de funções desempenhadas na Ordem dos Advogados do Brasil. Art. 36. O sigilo profissional é de ordem pública, independendo de solicitação de reserva que lhe seja feita pelo cliente. 1º Presumem-se confidenciais as comunicações de qualquer natureza entre advogado e cliente. 2º O advogado, quando no exercício das funções de mediador, conciliador e árbitro, se submete às regras de sigilo profissional. Por fim, no tocante ao sigilo duas outras questões são de extrema importância para serem abordadas: (I) inicialmente cabe dizer que o advogado somente poderá quebrar o sigilo em situações excepcionais, inclusive aquelas que o mesmo é colocado em risco em razão da função. (II) o advogado não será obrigado à depor, em qualquer instância, sobre fatos que tenha conhecimento mediante relação de confiança com cliente. Sobre isto leciona o Novo Código de Ética da :

44 Art. 37. O sigilo profissional cederá em face de circunstâncias excepcionais que configurem justa causa, como nos casos de grave ameaça ao direito à vida e à honra ou que envolvam defesa própria. Art. 38. O advogado não é obrigado a depor, em processo ou procedimento judicial, administrativo ou arbitral, sobre fatos a cujo respeito deva guardar sigilo profissional. No que tange a vulnerabilidade do sigilo (não absoluto) leciona Marin 24 : A disciplina do sigilo restou reservada ao Código de Ética e Disciplina, que determinou ser o mesmo inerente à profissão, impondo-se o seu respeito. Nesse sentido devemos observar que, embora inviolável, o sigilo não é absoluto, sendo passível de vulneração. Outrossim é importante frisar que para análise de tal vulnerabilidade pouco importa se o advogado é particular (privado) ou exerce a advocacia através do serviço público. 18 ESTATUTO DA ADVOCACIA LEI 8.906/94 Ética do Advogado (2): da Publicidade A publicidade foi uma das principais motivações para a criação de um Novo Código de Ética. Inicialmente cabe informar que a publicidade na advocacia, conforme artigo 39, "caráter meramente informativo e deve primar pela discrição e sobriedade, não podendo configurar captação de clientela ou mercantilização da profissão. Assim para a observância de qualquer veiculação se faz necessário a análise do artigo 40, desde que obviamente atenda aos requisitos exposto no que acima visto: 24 MARIN, Marco Aurélio. Série Resumo Ética Profissional Volume 10. São Paulo: Editora Método. P. 103

45 Art. 40. Os meios utilizados para a publicidade profissional hão de ser compatíveis com a diretriz estabelecida no artigo anterior, sendo vedados: I - a veiculação da publicidade por meio de rádio, cinema e televisão; II - o uso de outdoors, painéis luminosos ou formas assemelhadas de publicidade; III - as inscrições em muros, paredes, veículos, elevadores ou em qualquer espaço público; IV - a divulgação de serviços de advocacia juntamente com a de outras atividades ou a indicação de vínculos entre uns e outras; V - o fornecimento de dados de contato, como endereço e telefone, em colunas ou artigos literários, culturais, acadêmicos ou jurídicos, publicados na imprensa, bem assim quando de eventual participação em programas de rádio ou televisão, ou em veiculação de matérias pela internet, sendo permitida a referência a ; VI - a utilização de mala direta, a distribuição de panfletos ou formas assemelhadas de publicidade, com o intuito de captação de clientela. Parágrafo único. Exclusivamente para fins de identificação dos escritórios de advocacia, é permitida a utilização de placas, painéis luminosos e inscrições em suas fachadas, desde que respeitadas as diretrizes previstas no artigo 39. Outra questão importante lecionada pelo Novo Código de Ética foi a proibição do procurador que escreva nos meios de comunicação social (inclui-se portanto redes sociais) de induzir ao leitor que venha ao judiciário litigar, assim como não poderá destinar a sua escrita para a captação de novos clientes. Outrossim, igualmente, o advogado não poderá fazer: Art. 42. É vedado ao advogado: I - responder com habitualidade a consulta sobre matéria jurídica, nos meios de comunicação social; II - debater, em qualquer meio de comunicação, causa sob o patrocínio de outro advogado;

46 III - abordar tema de modo a comprometer a dignidade da profissão e da instituição que o congrega; IV - divulgar ou deixar que sejam divulgadas listas de clientes e demandas; V - insinuar-se para reportagens e declarações públicas. Ainda sobre a publicidade, podemos afirmar que poderá o advogado: Art. 44. Na publicidade profissional que promover ou nos cartões e material de escritório de que se utilizar, o advogado fará constar seu nome ou o da sociedade de advogados, o número ou os números de inscrição na. 1º Poderão ser referidos apenas os títulos acadêmicos do advogado e as distinções honoríficas relacionadas à vida profissional, bem como as instituições jurídicas de que faça parte, e as especialidades a que se dedicar, o endereço, , site, página eletrônica, QR code, logotipo e a fotografia do escritório, o horário de atendimento e os idiomas em que o cliente poderá ser atendido. 2º É vedada a inclusão de fotografias pessoais ou de terceiros nos cartões de visitas do advogado, bem como menção a qualquer emprego, cargo ou função ocupado, atual ou pretérito, em qualquer órgão ou instituição, salvo o de professor universitário. No tocante ainda a publicidade via métodos informativos, vale ressaltar que o advogado poderá enviar informativos para seus clientes (diretamente fisicamente ou eletronicamente) ou pessoas do meio jurídico. Por fim, no tocante a publicidade, leciona o artigo 46 do Novo Código de Ética: Art. 46. A publicidade veiculada pela internet ou por outros meios eletrônicos deverá observar as diretrizes estabelecidas neste capítulo. Parágrafo único. A telefonia e a internet podem ser utilizadas como veículo de publicidade, inclusive para o envio de mensagens a

47 destinatários certos, desde que estas não impliquem o oferecimento de serviços ou representem forma de captação de clientela. 19 ESTATUTO DA ADVOCACIA LEI 8.906/94 Das Infrações Disciplinares: Introdução & Penalidades O Estatuto da Advocacia fez constar de seu texto uma série de infrações disciplinares que não são submetidas à interpretação dos Conselhos, nem tampouco podem analisadas ao livre critério do ínclito julgador. Leciona o artigo 34 do Estatuto da sobre infrações disciplinares: Art. 34. Constitui infração disciplinar: I - exercer a profissão, quando impedido de fazê-lo, ou facilitar, por qualquer meio, o seu exercício aos não inscritos, proibidos ou impedidos; II - manter sociedade profissional fora das normas e preceitos estabelecidos nesta lei; III - valer-se de agenciador de causas, mediante participação nos honorários a receber; IV - angariar ou captar causas, com ou sem a intervenção de terceiros; V - assinar qualquer escrito destinado a processo judicial ou para fim extrajudicial que não tenha feito, ou em que não tenha colaborado; VI - advogar contra literal disposição de lei, presumindo-se a boa-fé quando fundamentado na inconstitucionalidade, na injustiça da lei ou em pronunciamento judicial anterior; VII - violar, sem justa causa, sigilo profissional; VIII - estabelecer entendimento com a parte adversa sem autorização do cliente ou ciência do advogado contrário; IX - prejudicar, por culpa grave, interesse confiado ao seu patrocínio;

48 X - acarretar, conscientemente, por ato próprio, a anulação ou a nulidade do processo em que funcione; XI - abandonar a causa sem justo motivo ou antes de decorridos dez dias da comunicação da renúncia; XII - recusar-se a prestar, sem justo motivo, assistência jurídica, quando nomeado em virtude de impossibilidade da Defensoria Pública; XIII - fazer publicar na imprensa, desnecessária e habitualmente, alegações forenses ou relativas a causas pendentes; XIV - deturpar o teor de dispositivo de lei, de citação doutrinária ou de julgado, bem como de depoimentos, documentos e alegações da parte contrária, para confundir o adversário ou iludir o juiz da causa; XV - fazer, em nome do constituinte, sem autorização escrita deste, imputação a terceiro de fato definido como crime; XVI - deixar de cumprir, no prazo estabelecido, determinação emanada do órgão ou de autoridade da Ordem, em matéria da competência desta, depois de regularmente notificado; XVII - prestar concurso a clientes ou a terceiros para realização de ato contrário à lei ou destinado a fraudá-la; XVIII - solicitar ou receber de constituinte qualquer importância para aplicação ilícita ou desonesta; XIX - receber valores, da parte contrária ou de terceiro, relacionados com o objeto do mandato, sem expressa autorização do constituinte; XX - locupletar-se, por qualquer forma, à custa do cliente ou da parte adversa, por si ou interposta pessoa; XXI - recusar-se, injustificadamente, a prestar contas ao cliente de quantias recebidas dele ou de terceiros por conta dele; XXII - reter, abusivamente, ou extraviar autos recebidos com vista ou em confiança; XXIII - deixar de pagar as contribuições, multas e preços de serviços devidos à, depois de regularmente notificado a fazê-lo; XXIV - incidir em erros reiterados que evidenciem inépcia profissional; XXV - manter conduta incompatível com a advocacia; XXVI - fazer falsa prova de qualquer dos requisitos para inscrição na ;

49 XXVII - tornar-se moralmente inidôneo para o exercício da advocacia; XXVIII - praticar crime infamante; XXIX - praticar, o estagiário, ato excedente de sua habilitação. Parágrafo único. Inclui-se na conduta incompatível: a) prática reiterada de jogo de azar, não autorizado por lei; b) incontinência pública e escandalosa; c) embriaguez ou toxicomania habituais. O art. 35 do Estatuto da define as modalidades de sanções informando que as mesmas consistem em: I censura; II suspensão; III exclusão; IV multa, bem como que sempre deverão constar dos assentamentos do inscrito, após o trânsito em julgado da decisão. A primeira penalidade será a censura de acordo com o artigo 36 do Estatuto da : Art. 36. A censura é aplicável nos casos de: I - infrações definidas nos incisos I a XVI e XXIX do art. 34; II - violação a preceito do Código de Ética e Disciplina; III - violação a preceito desta lei, quando para a infração não se tenha estabelecido sanção mais grave. Analisando o artigo 36 vislumbramos que a pena de censura terá mais caráter educativo do que repressivo propriamente dito. Já no que tange a penalidade de suspensão: Art. 37. A suspensão é aplicável nos casos de: I - infrações definidas nos incisos XVII a XXV do art. 34; II - reincidência em infração disciplinar. 1º A suspensão acarreta ao infrator a interdição do exercício profissional, em todo o território nacional, pelo prazo de trinta dias a doze meses, de acordo com os critérios de individualização previstos neste capítulo.

50 2º Nas hipóteses dos incisos XXI e XXIII do art. 34, a suspensão perdura até que satisfaça integralmente a dívida, inclusive com correção monetária. 3º Na hipótese do inciso XXIV do art. 34, a suspensão perdura até que preste novas provas de habilitação. 20 ESTATUTO DA ADVOCACIA LEI 8.906/94 Das Infrações Disciplinares: da Reabilitação & Prescrição Segundo o art. 41 do Estatuto da Advocacia é permitido ao profissional que tenha sofrido qualquer sanção disciplinar requerer, um ano após seu cumprimento, a reabilitação, em face de provas efetivas de bom comportamento. Por fim, no que tange a reabilitação é importante frisar que quando da pena disciplinar resultar em crime, o pedido de reabilitação também dependerá de uma reabilitação criminal. Já no que tange a prescrição da infração disciplinar, leciona o Estatuto da : Art. 43. A pretensão à punibilidade das infrações disciplinares prescreve em cinco anos, contados da data da constatação oficial do fato. 1º Aplica-se a prescrição a todo processo disciplinar paralisado por mais de três anos, pendente de despacho ou julgamento, devendo ser arquivado de ofício, ou a requerimento da parte interessada, sem prejuízo de serem apuradas as responsabilidades pela paralisação. 2º A prescrição interrompe-se: I - pela instauração de processo disciplinar ou pela notificação válida feita diretamente ao representado; II - pela decisão condenatória recorrível de qualquer órgão julgador da.

51 Importante ressaltar que o Estatuto da prevê uma forma de interrupção da prescrição da sanção disciplinar: que será mediante instauração do procedimento disciplinar ou pela notificação válida feita diretamente ao representado, como pela decisão condenatória recorrível de qualquer órgão julgador da Ordem dos Advogados do Brasil. 21 ESTATUTO DA ADVOCACIA LEI 8.906/94 Da Ordem dos Advogado (1): Introdução De acordo com o artigo 44 do Estatuto da : Art. 44. A Ordem dos Advogados do Brasil (), serviço público, dotada de personalidade jurídica e forma federativa, tem por finalidade: I - defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado democrático de direito, os direitos humanos, a justiça social, e pugnar pela boa aplicação das leis, pela rápida administração da justiça e pelo aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas; II - promover, com exclusividade, a representação, a defesa, a seleção e a disciplina dos advogados em toda a República Federativa do Brasil. 1º A não mantém com órgãos da Administração Pública qualquer vínculo funcional ou hierárquico. 2º O uso da sigla é privativo da Ordem dos Advogados do Brasil. A primeira questão que é salutar informar é que de acordo com o artigo 44 (acima exposto) a finalidade da deverá ser cumprida tanto pelo Conselho Federal, quanto pelas Seccionais e as demais Subseções. Portanto é correto afirmar que para o cumprimento da finalidade o modo de atuação é integrado, obviamente respeitando a competência de cada um destes.

52 Outra questão importante de abordagem diz respeito a representação da. De fato, ela representa todos os advogados no Brasil inteiro. Entretanto nada obstará a criação de um sindicato, por exemplo, para a defesa dos advogados empregados. Portanto, são órgãos da conforme Estatuto: Art. 45. São órgãos da : I - o Conselho Federal; II - os Conselhos Seccionais; III - as Subseções; IV - as Caixas de Assistência dos Advogados. 1º O Conselho Federal, dotado de personalidade jurídica própria, com sede na capital da República, é o órgão supremo da. 2º Os Conselhos Seccionais, dotados de personalidade jurídica própria, têm jurisdição sobre os respectivos territórios dos Estadosmembros, do Distrito Federal e dos Territórios. 3º As Subseções são partes autônomas do Conselho Seccional, na forma desta lei e de seu ato constitutivo. 4º As Caixas de Assistência dos Advogados, dotadas de personalidade jurídica própria, são criadas pelos Conselhos Seccionais, quando estes contarem com mais de mil e quinhentos inscritos. 5º A, por constituir serviço público, goza de imunidade tributária total em relação a seus bens, rendas e serviços. 6º Os atos conclusivos dos órgãos da, salvo quando reservados ou de administração interna, devem ser publicados na imprensa oficial ou afixados no fórum, na íntegra ou em resumo. Ademais a questão patrimonial da não está disposta no Estatuto, mas sim no Regulamento Geral. Ocorre, portanto, que o Regulamento Geral se ocupou dessa tarefa determinando que:

53 a) o patrimônio do Conselho Federal, do Conselho Seccional, da Caixa de Assistência dos Advogados e da Subseção é constituído de bens móveis e imóveis e outros bens e valores que tenham adquirido ou venham a adquirir. (Cf. art. 47 do RG). b) a alienação ou oneração de bens imóveis depende de aprovação do Conselho Federal ou do Conselho Seccional, competindo à Diretoria do órgão decidir pela aquisição de qualquer bem e dispor sobre os bens móveis (Cf. art. 48 do RG). c) a alienação ou oneração de bens imóveis também depende de autorização da maioria das delegações, no Conselho Federal, e da maioria dos membros efetivos, no Conselho Seccional (Cf. parágrafo único do art. 48 do RG). Por fim, através de que maneira a arrecada fundos para ter este patrimônio, por exemplo? A regra é que esta arrecadação será realizada mediante a anuidade cobrada dos advogados, assim como na obtenção das quantias referentes à realização do Exame da Ordem. Sobre isto, leciona o Estatuto da : Art. 46. Compete à fixar e cobrar, de seus inscritos, contribuições, preços de serviços e multas. Parágrafo único. Constitui título executivo extrajudicial a certidão passada pela diretoria do Conselho competente, relativa a crédito previsto neste artigo. Art. 47. O pagamento da contribuição anual à isenta os inscritos nos seus quadros do pagamento obrigatório da contribuição sindical. 22 ESTATUTO DA ADVOCACIA LEI 8.906/94 Da Ordem dos Advogado (1): Atuação Política & Institucional da

54 Conforme Regulamento Geral da a atuação política e institucional da Ordem dos Advogados do Brasil é cada vez mais importante. Lembre-se que a também é uma guardiã da lei, moral e bons costumes, devendo sempre atuar quando houver ofensa à todo e qualquer direito. Portanto sobre a atuação política da, determina o Regulamento Geral: a) a elaboração das listas constitucionalmente previstas, para preenchimento dos cargos nos tribunais judiciários, é disciplinada em Provimento do Conselho Federal (art. 51 do RG); b) a participa dos concursos públicos, previstos na Constituição e nas leis, em todas as suas fases, por meio de representante do Conselho competente, designado pelo Presidente, incumbindo-lhe apresentar relatório sucinto de suas atividades (art. 52 do RG); c) incumbe ao representante da velar pela garantia da isonomia e da integridade do certame, retirando-se quando constatar irregularidades ou favorecimentos e comunicando os motivos ao Conselho (parágrafo único do art. 52 do RG). Já no que tange a atuação institucional, inicialmente cabe salientar que a Ordem dos Advogados não mantém qualquer espécie de vínculo com a administração pública. Lembre-se que a atuação da deverá sempre ser autônoma, imparcial e livre de qualquer partidarismo político e social. Por isto, podemos lecionar inúmeros direitos pertencentes a Ordem dos Advogados do Brasil, tais como: a) usar privativamente sigla.

55 b) a imunidade tributária total: (bens, serviços e rendas). c) fixação de valores de anuidade, multas e taxas. d) a elevação ao status de título executivo extrajudicial da certidão passada pela diretoria do Conselho competente, relativa a crédito previsto no art. 46 do Estatuto da Advocacia da Ordem dos Advogados do Brasil. e) a concessão aos Presidentes dos Conselhos e das Subseções da de legitimidade para agir, judicial e extrajudicialmente, contra qualquer pessoa que infringir as disposições ou os fins desta Lei;11 f) requisitar cópias de peças de autos e documentos a qualquer tribunal, magistrado, cartório e órgão da Administração Pública direta, indireta e fundacional. Marin 25 : Por fim, ainda sobre a atuação institucional da é importante trazer a lição de Cada um desses órgãos é dotado de personalidade jurídica própria, com peculiaridades que os caracterizam. Assim, o Conselho Federal, sediado na capital da República, é o órgão supremo da ; os Conselhos Seccionais, sediados nas Capitais dos Estados-membros e no Distrito Federal, têm jurisdição sobre os respectivos territórios; as Subseções são partes autônomas do Conselho Seccional, na forma desta Lei e de seu ato constitutivo; e as Caixas de Assistência dos Advogados que são criadas pelos Conselhos Seccionais, quando estes contarem com mais de mil e quinhentos inscritos. 25 MARIN, Marco Aurélio. Série Resumo Ética Profissional Volume 10. São Paulo: Editora Método. P. 118.

56 23 ESTATUTO DA ADVOCACIA LEI 8.906/94 Da Ordem dos Advogado (1): do Conselho Federal Conforme artigo 51 do Estatuto da : Art. 51. O Conselho Federal compõe-se: I - dos conselheiros federais, integrantes das delegações de cada unidade federativa; II - dos seus ex-presidentes, na qualidade de membros honorários vitalícios. 1º Cada delegação é formada por três conselheiros federais. 2º Os ex-presidentes têm direito apenas a voz nas sessões. Sobre o artigo acima é importante ressaltar que os ex-presidentes não tem poder de voto nas sessões, mas sim somente poder de participar e emitir opiniões sobre os assuntos debatidos em sede de Conselho. Tal questão também serve para os Presidentes das Seccionais conforme artigo 52 do mesmo Estatuto. Estatuto: Por falar em participação e voto, como se realiza tais aspectos de acordo com o Art. 53. O Conselho Federal tem sua estrutura e funcionamento definidos no Regulamento Geral da. 1º O Presidente, nas deliberações do Conselho, tem apenas o voto de qualidade. 2º O voto é tomado por delegação, e não pode ser exercido nas matérias de interesse da unidade que represente. 3o Na eleição para a escolha da Diretoria do Conselho Federal, cada membro da delegação terá direito a 1 (um) voto, vedado aos membros honorários vitalícios. (Incluído pela Lei nº , de 2005)

57 Diante do que exposto acima é importante novamente frisar e inclusive para eleição de Diretoria de Conselho que os membros vitalícios, ou seja, os ex-presidentes não poderão votar. Questão igualmente importante refere-se as competências do Conselho Federal expostas no artigo 54: Art. 54. Compete ao Conselho Federal: I - dar cumprimento efetivo às finalidades da ; II - representar, em juízo ou fora dele, os interesses coletivos ou individuais dos advogados; III - velar pela dignidade, independência, prerrogativas e valorização da advocacia; IV - representar, com exclusividade, os advogados brasileiros nos órgãos e eventos internacionais da advocacia; V - editar e alterar o Regulamento Geral, o Código de Ética e Disciplina, e os Provimentos que julgar necessários; VI - adotar medidas para assegurar o regular funcionamento dos Conselhos Seccionais; VII - intervir nos Conselhos Seccionais, onde e quando constatar grave violação desta lei ou do regulamento geral; VIII - cassar ou modificar, de ofício ou mediante representação, qualquer ato, de órgão ou autoridade da, contrário a esta lei, ao regulamento geral, ao Código de Ética e Disciplina, e aos Provimentos, ouvida a autoridade ou o órgão em causa; IX - julgar, em grau de recurso, as questões decididas pelos Conselhos Seccionais, nos casos previstos neste estatuto e no regulamento geral; X - dispor sobre a identificação dos inscritos na e sobre os respectivos símbolos privativos; XI - apreciar o relatório anual e deliberar sobre o balanço e as contas de sua diretoria; XII - homologar ou mandar suprir relatório anual, o balanço e as contas dos Conselhos Seccionais;

58 XIII - elaborar as listas constitucionalmente previstas, para o preenchimento dos cargos nos tribunais judiciários de âmbito nacional ou interestadual, com advogados que estejam em pleno exercício da profissão, vedada a inclusão de nome de membro do próprio Conselho ou de outro órgão da ; XIV - ajuizar ação direta de inconstitucionalidade de normas legais e atos normativos, ação civil pública, mandado de segurança coletivo, mandado de injunção e demais ações cuja legitimação lhe seja outorgada por lei; XV - colaborar com o aperfeiçoamento dos cursos jurídicos, e opinar, previamente, nos pedidos apresentados aos órgãos competentes para criação, reconhecimento ou credenciamento desses cursos; XVI - autorizar, pela maioria absoluta das delegações, a oneração ou alienação de seus bens imóveis; XVII - participar de concursos públicos, nos casos previstos na Constituição e na lei, em todas as suas fases, quando tiverem abrangência nacional ou interestadual; XVIII - resolver os casos omissos neste estatuto. Parágrafo único. A intervenção referida no inciso VII deste artigo depende de prévia aprovação por dois terços das delegações, garantido o amplo direito de defesa do Conselho Seccional respectivo, nomeando-se diretoria provisória para o prazo que se fixar. Por fim é importante ressaltar que tal diretoria, de acordo com o artigo 55 do presente Estatuto é composta de um Presidente, de um Vice-Presidente, de um Secretário-Geral, de um Secretário-Geral Adjunto e de um Tesoureiro. 24 ESTATUTO DA ADVOCACIA LEI 8.906/94 Da Ordem dos Advogado (2): do Conselho Seccional da

59 O Conselho Seccional trata-se de órgão ligado ao Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, mas é dotado de personalidade jurídica própria e tem jurisdição em cada Estado-Membro e Distrito Federal. Quem compõe o Conselho Seccional conforme o Estatuto da : Art. 56. O Conselho Seccional compõe-se de conselheiros em número proporcional ao de seus inscritos, segundo critérios estabelecidos no regulamento geral. 1º São membros honorários vitalícios os seus ex-presidentes, somente com direito a voz em suas sessões. 2º O Presidente do Instituto dos Advogados local é membro honorário, somente com direito a voz nas sessões do Conselho. 3º Quando presentes às sessões do Conselho Seccional, o Presidente do Conselho Federal, os Conselheiros Federais integrantes da respectiva delegação, o Presidente da Caixa de Assistência dos Advogados e os Presidentes das Subseções, têm direito a voz. Art. 57. O Conselho Seccional exerce e observa, no respectivo território, as competências, vedações e funções atribuídas ao Conselho Federal, no que couber e no âmbito de sua competência material e territorial, e as normas gerais estabelecidas nesta lei, no regulamento geral, no Código de Ética e Disciplina, e nos Provimentos. Conforme artigo 57 o Conselho Seccional desenvolve duas modalidades de atribuições, na primeira, como órgão delegado do Conselho Federal, pois, no respectivo território, exerce as competências, vedações e funções atribuídas ao Conselho Federal, no que couber e no âmbito de sua competência material e territorial, e as normas gerais estabelecidas nesta Lei, no Regulamento Geral, no Código de Ética e Disciplina, e nos Provimentos. Outrossim podemos apontar como competência do Conselho Seccional:

60 Art. 58. Compete privativamente ao Conselho Seccional: I - editar seu regimento interno e resoluções; II - criar as Subseções e a Caixa de Assistência dos Advogados; III - julgar, em grau de recurso, as questões decididas por seu Presidente, por sua diretoria, pelo Tribunal de Ética e Disciplina, pelas diretorias das Subseções e da Caixa de Assistência dos Advogados; IV - fiscalizar a aplicação da receita, apreciar o relatório anual e deliberar sobre o balanço e as contas de sua diretoria, das diretorias das Subseções e da Caixa de Assistência dos Advogados; V - fixar a tabela de honorários, válida para todo o território estadual; VI - realizar o Exame de Ordem; VII - decidir os pedidos de inscrição nos quadros de advogados e estagiários; VIII - manter cadastro de seus inscritos; IX - fixar, alterar e receber contribuições obrigatórias, preços de serviços e multas; X - participar da elaboração dos concursos públicos, em todas as suas fases, nos casos previstos na Constituição e nas leis, no âmbito do seu território; XI - determinar, com exclusividade, critérios para o traje dos advogados, no exercício profissional; XII - aprovar e modificar seu orçamento anual; XIII - definir a composição e o funcionamento do Tribunal de Ética e Disciplina, e escolher seus membros; XIV - eleger as listas, constitucionalmente previstas, para preenchimento dos cargos nos tribunais judiciários, no âmbito de sua competência e na forma do Provimento do Conselho Federal, vedada a inclusão de membros do próprio Conselho e de qualquer órgão da ; XV - intervir nas Subseções e na Caixa de Assistência dos Advogados; XVI - desempenhar outras atribuições previstas no regulamento geral. Vale ressaltar que de acordo com as inúmeras competências acima expostas o Conselho Seccional poderá se dividir em órgãos deliberativos e inclusive estabelecer

61 comissões para o melhor desenrolar de suas atividades, visando sempre a especialização. Outrossim dispondo de Conselho, é obrigatória a instalação e o funcionamento da Comissão de Direitos Humanos, da Comissão de Orçamento e Contas e da Comissão de Estágio e Exame de Ordem. Marin leciona duas questões importantes sobre o Conselho Seccional 26 : Existem duas outras atribuições que o Conselho Seccional tem como de importante efeito na rotina dos advogados. São elas: a) a atribuição de fixar tabela de honorários advocatícios, definindo as referências mínimas e as proporções, quando for o caso, que deverá ser amplamente divulgada entre os inscritos e encaminhada ao Poder Judiciário para os fins do art. 22 do Estatuto; b) a atribuição de definir a composição, o modo de eleição e o funcionamento dos Tribunais de Ética e Disciplina, observados os procedimentos do Código de Ética e Disciplina. Por fim, é importante ainda dizer que os membros e inclusive Presidente do Tribunal de Ética serão eleitos na primeira sessão ordinária após a posse do Conselho Seccional. Vale ressaltar que para a eleição destes membros observo as mesmas regras de eleição do Conselho Seccional. O mandado destes membros do Tribunal de Ética tem lapso temporal de 3 anos. 25 ESTATUTO DA ADVOCACIA LEI 8.906/94 Da Ordem dos Advogado (2): da Subseção da 26 MARIN, Marco Aurélio. Série Resumo Ética Profissional Volume 10. São Paulo: Editora Método. P. 123.

62 A Subseção não é órgão obrigatório de criação. Somente se realizará acaso exista necessidade para tanto. E quem criará a subseção é o Conselho Seccional (por exemplo Ordem dos Advogados Conselho do Rio Grande do Sul). Leciona o Estatuto sobre a criação da Subseção: Art. 60. A Subseção pode ser criada pelo Conselho Seccional, que fixa sua área territorial e seus limites de competência e autonomia. 1º A área territorial da Subseção pode abranger um ou mais municípios, ou parte de município, inclusive da capital do Estado, contando com um mínimo de quinze advogados, nela profissionalmente domiciliados. 2º A Subseção é administrada por uma diretoria, com atribuições e composição equivalentes às da diretoria do Conselho Seccional. 3º Havendo mais de cem advogados, a Subseção pode ser integrada, também, por um conselho em número de membros fixado pelo Conselho Seccional. 4º Os quantitativos referidos nos 1º e 3º deste artigo podem ser ampliados, na forma do regimento interno do Conselho Seccional. 5º Cabe ao Conselho Seccional fixar, em seu orçamento, dotações específicas destinadas à manutenção das Subseções. 6º O Conselho Seccional, mediante o voto de dois terços de seus membros, pode intervir nas Subseções, onde constatar grave violação desta lei ou do regimento interno daquele. Sobre a criação da subseção leciona Marin 27 : Apesar de serem partes autônomas as Subseções deverão observar rigorosamente as finalidades de sua criação, bem como a competência definida. A autonomia existe, mas está ela vinculada ao estabelecido pelo Conselho Seccional, afinal devemos sempre lembrar que nos termos da lei, 5.o do art. 60, cabe ao Conselho Seccional fixar, em seu orçamento, dotações específicas destinadas à manutenção das Subseções, bem como intervir nas Subseções, 27 MARIN, Marco Aurélio. Série Resumo Ética Profissional Volume 10. São Paulo: Editora Método. P. 133.

63 onde constatar grave violação desta Lei ou do Regimento Interno daquele nos termos do 6.o do mesmo artigo, sempre mediante o voto de dois terços de seus membros. Além disso, a criação de Subseção depende, além da observância dos requisitos estabelecidos no Regimento Interno do Conselho Seccional, de estudo preliminar de viabilidade realizado por comissão especial designada pelo Presidente do Conselho Seccional, incluindo o número de advogados efetivamente residentes na base territorial, a existência de comarca judiciária, o levantamento e a perspectiva do mercado de trabalho, o custo de instalação e de manutenção. E qual será a competência da Subseção conforme o Estatuto da : Art. 61. Compete à Subseção, no âmbito de seu território: I - dar cumprimento efetivo às finalidades da ; II - velar pela dignidade, independência e valorização da advocacia, e fazer valer as prerrogativas do advogado; III - representar a perante os poderes constituídos; IV - desempenhar as atribuições previstas no regulamento geral ou por delegação de competência do Conselho Seccional. Parágrafo único. Ao Conselho da Subseção, quando houver, compete exercer as funções e atribuições do Conselho Seccional, na forma do regimento interno deste, e ainda: a) editar seu regimento interno, a ser referendado pelo Conselho Seccional; b) editar resoluções, no âmbito de sua competência; c) instaurar e instruir processos disciplinares, para julgamento pelo Tribunal de Ética e Disciplina; d) receber pedido de inscrição nos quadros de advogado e estagiário, instruindo e emitindo parecer prévio, para decisão do Conselho Seccional. Questão de extrema importância é de salientar que a Subseção deverá instruir os processos disciplinares. Sendo assim o Presidente da Subseção irá nomear um conselheiro

64 para instruir e relatar tais processos. Lembre-se que tal conselheiro terá liberdade para levantar as provas necessárias e inclusive solicitar arquivamento. ocorrer: Concluída a instrução do processo disciplinar, duas questões somente poderão a) no caso de pedido de inscrição, o relator submete parecer prévio ao conselho da Subseção, que pode ser acompanhado pelo relator do Conselho Seccional; b) no caso de processo disciplinar, nos termos previstos no Estatuto e no Código de Ética e Disciplina, o relator emite parecer prévio, o qual, se homologado pelo Conselho da Subseção, é submetido ao julgamento do Tribunal de Ética e Disciplina. 26 ESTATUTO DA ADVOCACIA LEI 8.906/94 Da Ordem dos Advogado (2): da Caixa de Assistência do Advogado Importante dizer que a existência da Caixa de Assistência dos Advogados é dotada de personalidade jurídica própria e serve para a prestação de serviços em benefício dos advogados inscritos nos Conselhos Seccionais. Sendo assim tal criação ocorrerá por meio destes últimos. Mas como se realizará a aquisição da personalidade jurídica da Caixa de Assistência dos Advogados? O seu estatuto terá que ser aprovado e registrado junto ao Conselho Seccional. Outrossim será no próprio Estatuto da Caixa que estará disposta a diretoria e inclusive seus departamentos à fim de que prestem serviços assistenciais aos advogados. Sobre a Caixa de Assistência dos Advogados, leciona o artigo 62 do Estatuto da :

65 Art. 62. A Caixa de Assistência dos Advogados, com personalidade jurídica própria, destina-se a prestar assistência aos inscritos no Conselho Seccional a que se vincule. 1º A Caixa é criada e adquire personalidade jurídica com a aprovação e registro de seu estatuto pelo respectivo Conselho Seccional da, na forma do regulamento geral. 2º A Caixa pode, em benefício dos advogados, promover a seguridade complementar. 3º Compete ao Conselho Seccional fixar contribuição obrigatória devida por seus inscritos, destinada à manutenção do disposto no parágrafo anterior, incidente sobre atos decorrentes do efetivo exercício da advocacia. 4º A diretoria da Caixa é composta de cinco membros, com atribuições definidas no seu regimento interno. 5º Cabe à Caixa a metade da receita das anuidades recebidas pelo Conselho Seccional, considerado o valor resultante após as deduções regulamentares obrigatórias. 6º Em caso de extinção ou desativação da Caixa, seu patrimônio se incorpora ao do Conselho Seccional respectivo. 7º O Conselho Seccional, mediante voto de dois terços de seus membros, pode intervir na Caixa de Assistência dos Advogados, no caso de descumprimento de suas finalidades, designando diretoria provisória, enquanto durar a intervenção. Muito embora alguns afirmem que a Caixa é totalmente independente, tal afirmação não é correta eis que, por exemplo, os salários das pessoas que laboram para a Caixa terão que ser aprovados pela Diretoria e homologado pelo Conselho Seccional. Igualmente é importante ressaltar que não bastará ser advogado para ter assistência da Caixa dos Advogados. Leciona o regulamento que tal assistência somente ocorrerá quando: I regularidade do pagamento, pelo inscrito, da anuidade à ; II carência de um ano, após o deferimento da inscrição; III disponibilidade de recursos da Caixa.

66 Por fim no tocante a Caixa de Assistência aos Advogados é importante ressaltar algumas informações expostas no Regulamento Geral: a) Criação de seguridade complementar, se o estatuto permitir. b) Criação de convênios. c) Conselho Federal constituir fundos nacionais de seguridade para o advogado. 27 ESTATUTO DA ADVOCACIA LEI 8.906/94 Da Ordem dos Advogado (2): das Eleições e Mandatos da As eleições da em todo o Brasil tem sido importante instrumento para a realização da democracia dentro da própria Ordem. Outrossim, muito embora se pregue por um exercício igualitário, consciente e leal, tais eleições tem sido objeto de acirramento de ânimos e divisão entre a categoria. Sobre a data e período de eleições, estabelece o Estatuto da Advocacia: Art. 63. A eleição dos membros de todos os órgãos da será realizada na segunda quinzena do mês de novembro, do último ano do mandato, mediante cédula única e votação direta dos advogados regularmente inscritos. 1º A eleição, na forma e segundo os critérios e procedimentos estabelecidos no regulamento geral, é de comparecimento obrigatório para todos os advogados inscritos na. 2º O candidato deve comprovar situação regular junto à, não ocupar cargo exonerável ad nutum, não ter sido condenado por

67 infração disciplinar, salvo reabilitação, e exercer efetivamente a profissão há mais de cinco anos. Realizada as eleições, será considerado eleito aquele candidato que obtiver a maioria dos votos nos termos do artigo 64 do Estatuto da Advocacia. Outrossim o mandato de qualquer órgão da será de 3 anos, iniciando-se em primeiro de janeiro do ano seguinte ao daquele que fora realizada a eleição. Tenha muito cuidado, eis que o mandato dos conselheiros federais (e somente destes), se iniciará dia primeiro de fevereiro do ano seguinte ao daquele que ocorreu a eleição. Ademais ocorrerá a extinção do mandato quando: Art. 66. Extingue-se o mandato automaticamente, antes do seu término, quando: I - ocorrer qualquer hipótese de cancelamento de inscrição ou de licenciamento do profissional; II - o titular sofrer condenação disciplinar; III - o titular faltar, sem motivo justificado, a três reuniões ordinárias consecutivas de cada órgão deliberativo do conselho ou da diretoria da Subseção ou da Caixa de Assistência dos Advogados, não podendo ser reconduzido no mesmo período de mandato. Parágrafo único. Extinto qualquer mandato, nas hipóteses deste artigo, cabe ao Conselho Seccional escolher o substituto, caso não haja suplente. Importante ainda frisar que em muitas Subseções quando da votação já estão sendo utilizadas urnas eletrônicas através da parceria da com o TSE. Tudo isto à fim de agilizar a apuração dos votos. Por fim, no tocante a eleição da Diretoria do Conselho Federal: Art. 67. A eleição da Diretoria do Conselho Federal, que tomará posse no dia 1º de fevereiro, obedecerá às seguintes regras:

68 I - será admitido registro, junto ao Conselho Federal, de candidatura à presidência, desde seis meses até um mês antes da eleição; II - o requerimento de registro deverá vir acompanhado do apoiamento de, no mínimo, seis Conselhos Seccionais; III - até um mês antes das eleições, deverá ser requerido o registro da chapa completa, sob pena de cancelamento da candidatura respectiva; IV no dia 31 de janeiro do ano seguinte ao da eleição, o Conselho Federal elegerá, em reunião presidida pelo conselheiro mais antigo, por voto secreto e para mandato de 3 (três) anos, sua diretoria, que tomará posse no dia seguinte; (Redação dada pela Lei nº , de 2005) V será considerada eleita a chapa que obtiver maioria simples dos votos dos Conselheiros Federais, presente a metade mais 1 (um) de seus membros. (Redação dada pela Lei nº , de 2005) Parágrafo único. Com exceção do candidato a Presidente, os demais integrantes da chapa deverão ser conselheiros federais eleitos. 28 ESTATUTO DA ADVOCACIA LEI 8.906/94 Da Disciplina: do Processo Disciplinar do Advogado Muito embora possa se afirmar categoricamente a existência de um certo corporativismo no tocante as punições (ou não) disciplinares aos advogados, é notável e de fácil visualização a preocupação que o Estatuto da teve no tocante ao procedimento disciplinar. Sobre o processo disciplinar e poder de punir leciona o Estatuto da : Art. 70. O poder de punir disciplinarmente os inscritos na compete exclusivamente ao Conselho Seccional em cuja base

69 territorial tenha ocorrido a infração, salvo se a falta for cometida perante o Conselho Federal. 1º Cabe ao Tribunal de Ética e Disciplina, do Conselho Seccional competente, julgar os processos disciplinares, instruídos pelas Subseções ou por relatores do próprio conselho. 2º A decisão condenatória irrecorrível deve ser imediatamente comunicada ao Conselho Seccional onde o representado tenha inscrição principal, para constar dos respectivos assentamentos. 3º O Tribunal de Ética e Disciplina do Conselho onde o acusado tenha inscrição principal pode suspendê-lo preventivamente, em caso de repercussão prejudicial à dignidade da advocacia, depois de ouvi-lo em sessão especial para a qual deve ser notificado a comparecer, salvo se não atender à notificação. Neste caso, o processo disciplinar deve ser concluído no prazo máximo de noventa dias. Art. 71. A jurisdição disciplinar não exclui a comum e, quando o fato constituir crime ou contravenção, deve ser comunicado às autoridades competentes. Logo a primeira regra importante é que será o local da infração que irá definir qual Conselho Seccional que terá competência para eventual punição do advogado infrator. Sobre o poder de punir, Marin colaciona importante lição 28 : Outra questão é importante. Não devemos confundir o poder de punir, que é do Conselho Seccional, com a competência para julgar, que é do Tribunal de Ética e Disciplina. Por outro lado, a suspensão preventiva deverá observar uma regra especial de competência. Apenas o Tribunal de Ética e Disciplina do Conselho onde o acusado tenha inscrição principal é competente para suspendê-lo preventivamente, em caso de repercussão prejudicial à dignidade da advocacia, depois de ouvi-lo em sessão especial para a qual deve ser notificado a comparecer, salvo se não atender à notificação. 28 MARIN, Marco Aurélio. Série Resumo Ética Profissional Volume 10. São Paulo: Editora Método. P. 135.

70 Outrossim o processo disciplinar será instaurado de ofício ou mediante representação de qualquer pessoa interessada nos termos do artigo 72 do Estatuto da. Igualmente é importante salientar que tal procedimento será sigiloso, tendo acesso aos autos somente às partes, seus defensores constituídos e a autoridade competente para análise/parecer. Já no que tange ao procedimento, ensina o artigo 73 do Estatuto da : Art. 73. Recebida a representação, o Presidente deve designar relator, a quem compete a instrução do processo e o oferecimento de parecer preliminar a ser submetido ao Tribunal de Ética e Disciplina. 1º Ao representado deve ser assegurado amplo direito de defesa, podendo acompanhar o processo em todos os termos, pessoalmente ou por intermédio de procurador, oferecendo defesa prévia após ser notificado, razões finais após a instrução e defesa oral perante o Tribunal de Ética e Disciplina, por ocasião do julgamento. 2º Se, após a defesa prévia, o relator se manifestar pelo indeferimento liminar da representação, este deve ser decidido pelo Presidente do Conselho Seccional, para determinar seu arquivamento. 3º O prazo para defesa prévia pode ser prorrogado por motivo relevante, a juízo do relator. 4º Se o representado não for encontrado, ou for revel, o Presidente do Conselho ou da Subseção deve designar-lhe defensor dativo; 5º É também permitida a revisão do processo disciplinar, por erro de julgamento ou por condenação baseada em falsa prova. Por fim, algumas questões sobre o procedimento disciplinar deverão ser ressaltadas dada a sua importância:

71 Será sempre assegurado ao advogado o contraditório e ampla defesa. Sua defesa poderá ser realizada por outro advogado e inclusive este último poderá realizar sustentação oral. O advogado infrator tomará ciência do procedimento disciplinar por correspondência enviada para seu endereço, presumindo-se sempre recebida, eis que é dever do advogado manter atualizado o seu endereço. Entretanto se o advogado infrator não receber a correspondência permite-se a expedição de edital de notificação, resguardando obviamente o sigilo. Tal edital só conterá que o advogado infrator terá que comparecer na sede do Conselho Seccional ou da Subseção para tratar de assunto do seu interesse. Vale ressaltar igualmente, por fim, que poderá inclusive ser marcada audiência de instrução. 29 ESTATUTO DA ADVOCACIA LEI 8.906/94 Da Disciplina: dos Recursos do Processo Disciplinar Aplicada a penalidade no procedimento disciplinar, prestigiando a garantia constitucional do contraditório, da dúvida e da ampla defesa, o Estatuto da também sugeriu a possibilidade da realização de recursos. Sobre os recursos leciona o Estatuto da : Art. 75. Cabe recurso ao Conselho Federal de todas as decisões definitivas proferidas pelo Conselho Seccional, quando não tenham sido unânimes ou, sendo unânimes, contrariem esta lei, decisão do Conselho Federal ou de outro Conselho Seccional e, ainda, o regulamento geral, o Código de Ética e Disciplina e os Provimentos.

72 Parágrafo único. Além dos interessados, o Presidente do Conselho Seccional é legitimado a interpor o recurso referido neste artigo. Art. 76. Cabe recurso ao Conselho Seccional de todas as decisões proferidas por seu Presidente, pelo Tribunal de Ética e Disciplina, ou pela diretoria da Subseção ou da Caixa de Assistência dos Advogados. Art. 77. Todos os recursos têm efeito suspensivo, exceto quando tratarem de eleições (arts. 63 e seguintes), de suspensão preventiva decidida pelo Tribunal de Ética e Disciplina, e de cancelamento da inscrição obtida com falsa prova. Parágrafo único. O regulamento geral disciplina o cabimento de recursos específicos, no âmbito de cada órgão julgador. É interessante recordar que os prazos nos processos da são de 15 dias. Outrossim conforme Regulamento Geral da o prazo para recursos será de 15 dias igualmente, contados do primeiro dia útil seguinte ao do conhecimento da decisão. O Regulamento traz algumas situações, para evitar dúvidas interpretativas. Assim estabelece o regulamento que: a) o recurso poderá ser interposto via fac-símile ou similar, devendo o original ser entregue até 10 (dez) dias da data da interposição. b) o recurso poderá ser protocolado perante os Conselhos Seccionais e as Subseções, devendo o interessado indicar a quem este se dirige e remeter cópia integral da peça, no prazo de 10 (dez) dias, ao órgão julgador superior competente, via sistema postal rápido, fac-símile ou correio eletrônico. c) os prazos são suspensos durante o período de recesso do Conselho da que proferiu a decisão recorrida, reiniciando-se no primeiro dia útil após o seu término. d) a decisão, inclusive dos Conselhos Seccionais, que conflitar com orientação de órgão colegiado superior, fica sujeita ao duplo grau de jurisdição.

73 A atenção deverá ser grande no tocante a admissibilidade do recurso e o efeito suspensivo, eis que a regra será sempre o recebimento em efeito suspensivo. Entretanto em três situações os recursos somente serão recebidos em efeito devolutivo quando: a) eleições. b) suspensão preventiva decidida pelo Tribunal de Ética e Disciplina. c) cancelamento da inscrição obtida com falsa prova. Por fim, é importante colacionar lição de Marin sobre Embargos Declaratórios 29 : Tal qual ocorre nas regras do processo judicial, o processo na também admite a utilização dos embargos de declaração, com a mesma finalidade já por nós conhecida. Nesse sentido, os embargos de declaração serão dirigidos ao relator da decisão recorrida, que lhes pode negar seguimento, fundamentadamente, se os entender por manifestamente protelatórios, intempestivos ou carentes dos pressupostos legais para interposição. Tal juízo de admissibilidade é exclusivo do relator, não cabendo qualquer recurso contra essa decisão, seja negativa, seja positiva. Admitindo os embargos de declaração, o relator os colocará em mesa para julgamento, independentemente de inclusão em pauta ou publicação, na primeira sessão seguinte, salvo justificado impedimento. 30 ESTATUTO DA ADVOCACIA LEI 8.906/94 Da Disciplina: da Conferência Nacional da 29 MARIN, Marco Aurélio. Série Resumo Ética Profissional Volume 10. São Paulo: Editora Método. P. 149.

74 A CNA ou Conferência Nacional da foi criada para que os advogados de todo o país se encontrem e debatam sobre situações da advocacia, assim como demais legislações e seus reflexos dentro da profissão. Sobre a CNA leciona Marin 30 : Historicamente, as Conferências Nacionais da 1 foram idealizadas por saudoso presidente Nehemias Gueiros. Na sua concepção original, havia o intuito de criar um espaço de reflexão relativo às questões que envolvem a profissão de advogado, proporcionando o acompanhamento da evolução do Direito brasileiro e sua relação com os problemas que se destacam no cenário político-social do País. Tal ideário foi mantido pelo Regulamento Geral que disciplina a Conferência em seu art. 145, determinando: A Conferência Nacional dos Advogados é órgão consultivo máximo do Conselho Federal, reunindo-se trienalmente, no segundo ano do mandato, tendo por objetivo o estudo e o debate das questões e problemas que digam respeito às finalidades da e ao congraçamento dos advogados. Indubitavelmente, o congraçamento é importante e, assim se faz presente, uma vez que a Conferência possibilita a aproximação entre o advogado que atua na mais modesta e longínqua subsecção como o Presidente do Conselho Federal, numa assembleia sem distinções nem graus de jurisdição ou hierarquia, proporcionando um sentido de comunicação e solidariedade apta a manter a unidade orgânica, de uma organização encerrada em problemas e peculiaridades regionais das mais diversas naturezas. Assim cabe dizer que a CNA é um grande instrumento para a participação da no processo de garantia dos direitos fundamentais de todos os cidadãos. Inclusive suas conclusões servem como recomendação para os demais Conselhos. 30 MARIN, Marco Aurélio. Série Resumo Ética Profissional Volume 10. São Paulo: Editora Método. P. 151.

75 De acordo com o Regulamento Geral são membros da CNA: I efetivos: os Conselheiros e Presidentes dos órgãos da presentes, os advogados e estagiários inscritos na Conferência, todos com direito a voto; II convidados: as pessoas a quem a Comissão Organizadora conceder tal qualidade, sem direito a voto, salvo se for advogado. Os trabalhos das conferências são realizados de várias maneiras, através de painéis, palestras ou debates. Tais trabalhos são dirigidos por pessoas escolhidas, ou seja, um Presidente e um Relator, que irão direcionar da melhor maneira possível à fim de que a finalidade seja atingida. Por fim, ao final das conferências, serão obtidas as conclusões para que sirvam de diretrizes para todos os advogados e conselhos respectivos.

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