ESTATUTO ECONÓMICO DO CLERO
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- Victor Osório Veiga
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1 ESTATUTO ECONÓMICO DO CLERO PREÂMBULO Em 2 de Dezembro de 1990, foi criado na nossa diocese O Fundo Diocesano do Clero e publicado o seu estatuto, com a finalidade de providenciar à condigna sustentação dos padres. Devido a diversas causas, este Estatuto foi sendo lentamente aplicado. Foi necessário agora revê-lo e integrá-lo mais claramente na organização administrativa das paróquias. Por outro lado, a extinção da Fraternidade de Previdência e Assistência ao Clero, que a nossa diocese tinha em comum com as Dioceses de Lisboa e Santarém, leva a alterar o que diz respeito ao Fundo Diocesano do Clero que passa também a ter funções supletivas de assistência e previdência que eram garantidas pela referida Fraternidade. É oportuno lembrar, diante deste Estatuto, que é verdade que «o operário é digno do seu salário» (Lc 10, 7) e que «o Senhor determinou que aqueles que anunciam o Evangelho vivam do Evangelho» (1 Cor 9, 14), mas também é verdade que este direito do apostolado não pode de forma alguma confundir-se com qualquer pretensão de submeter o serviço do Evangelho e da Igreja às vantagens e interesses que daí possam derivar. Só a pobreza assegura ao presbítero disponibilidade para ser enviado aonde o seu trabalho se torna mais útil e urgente, mesmo com sacrifício pessoal (João Paulo II, Pastores dabo vobis, 30, 3). Assim, ouvido o Conselho Presbiteral, havemos por bem aprovar e mandar publicar o novo Estatuto Económico do Clero, como segue, para vigorar a partir de 1 de Janeiro de I OBJECTIVOS E DESTINATÁRIOS Artigo 1.º (Objectivo) Com o fim de o ajustar convenientemente ao espírito e exigências do Concílio Vaticano II, em especial ao seu Decreto Presbyterorum Ordinis sobre o ministério e a vida dos sacerdotes, e às determinações do Código de Direito Canónico, é definido como segue o Estatuto Económico do Clero da Diocese. Artigo 2.º (Sacerdotes a quem o estatuto se destina) 1. Quer se trate do clero paroquial quer do clero não paroquial, os direitos e deveres correspondentes ao estatuto económico objecto deste diploma respeitam: a) a todos os sacerdotes incardinados na Diocese e que prestam serviço a favor da Diocese ou que, se o prestarem a favor de outras entidades eclesiásticas ou civis, tenham recebido do Prelado diocesano a necessária autorização; b) aos sacerdotes que não pertencem ao clero da Diocese e se acham ao serviço da Diocese, com nomeação canónica, tendo presente todavia o que se dispõe no número 5 do artigo 21.º.
2 2. Na designação de clero paroquial, consideram-se incluídos, além dos párocos, os sacerdotes que servem de maneira estável as paróquias, com nomeação de vigário paroquial ou equivalente. Os demais sacerdotes consideram-se incluídos na designação de claro não-paroquial. Artigo 3.º (Clero religioso) Se os sacerdotes mencionados na alínea b) do número 1 do artigo anterior foram religiosos, a aplicação deste estatuto terá as particularidades que expressamente constarem do acordo a estabelecer, em cada caso, entre o respectivo instituto e a Diocese. Artigo 4.º (Diáconos permanentes) A situação económica dos diáconos permanentes regula-se segundo o can II DEVERES E DIREITOS ECONÓMICOS DO CLERO Artigo 5.º (Aspectos fundamentais do estatuto económico) Os dois aspectos fundamentais que caracterizam o estatuto económico do clero são o da atribuição aos sacerdotes de uma remuneração mensal superiormente fixada para todos e o da sua assistência social de forma a dar-se cumprimento ao que dispõem os parágrafos 1 e 2 do can Artigo 6.º (Entreajuda sacerdotal) A adequada efectivação dos vários direitos económicos a seguir enumerados apenas é possível se os presbíteros assumirem, com sincero sentido cristão de entreajuda, o dever de partilhar com os outros membros do presbitério os bens temporais de que porventura usufruam. Na actual prática da Igreja, esta partilha concretiza-se de modo estruturado na contribuição de cada um para o Fundo Diocesano do Clero, como adiante se prevê. Artigo 7.º (Exercício da caridade) Os bens recebidos por ocasião do exercício do ofício eclesiástico, que lhes sobejarem de pois de providenciarem à sua honesta sustentação e ao cumprimento dos deveres do próprio estado, procurem os sacerdotes empregá-los para o bem da Igreja e em obras de caridade (cf. can 282 2). Artigo 8.º (Critérios para a remuneração) 1. A quantia a fixar para a remuneração mensal dos sacerdotes obedece aos seguintes critérios: a) é como regra a mesma para todos, considerando a igual dignidade de que se encontram revestidos, membros por título igual do único e mesmo presbitério
3 diocesano, embora a diversidade de circunstâncias justifique que, para alguns, a remuneração seja acrescida de um suplemento nos casos a que os artigos 11.º, 12.º e 16.º se referem (cf. Presbyterorum Ordinis, n. 20); b) garante-lhes a honesta sustentação a que têm direito (cf. can ); c) corresponde à moderação, desprendimento e simplicidade de vida de que devem dar exemplo (cf. can ). 2. Na obediência a estes critérios, a remuneração tem o valor pedagógico de levar os fiéis a mais facilmente compreenderem que os bens recebidos pelos sacerdotes se justificam pela necessidade de garantirem a sua condigna subsistência e não como pagamento do serviço prestado, o qual não tem preço. Artigo 9.º (Quantitativo da remuneração) 1. A remuneração mensal dos sacerdotes é aprovada pelo Prelado diocesano, ouvido o Conselho Presbiteral. 2. Sempre que mudarem as condições económicas gerais que, num determinado momento, justificaram a retribuição estabelecida, esta será ajustada às novas condições, seguindo-se o processo referido no número anterior. Artigo 10.º (A quem incumbe o dever de remunerar) Os sacerdotes são remunerados, primariamente, pelas instituições ou serviços em que exercem o ministério. Artigo 11.º (Suplemento da remuneração) 1. A remuneração pode ser crescida de um suplemento, a determinar caso a caso, quando o aconselharem circunstâncias particulares. 2. Tais circunstâncias podem ser: a) de ordem pessoal ou familiar; b) relativas ao próprio serviço, mormente se este, pela sua dispersão, implicar despesas de transporte. Artigo 12.º (Acumulação de funções) 1. A acumulação de funções não dá direito à acumulação de remunerações. 2. Se, porém, o sacerdote tiver a seu cargo mais do que uma paróquia ou qualquer outro serviço pastoral, pode atribuir-se-lhe, considerando os particulares ónus ou dificuldades em causa, um suplemento, a determinar em cada caso. Artigo 13.º (Repartição de encargos em caso de acumulação de funções)
4 1. Em caso de anexação de paróquias, a remuneração, acrescida do suplemento que eventualmente se conceda, reparte-se equitativamente pelas várias paróquias, segundo as circunstâncias. 2. Em caso de acumulações de funções não-paroquiais, a remuneração é assegurada pelo principal dos serviços que o sacerdote desempenha e, só se o principal não puder suportar por inteiro a remuneração, esta será distribuída pelos outros, de modo equitativo. Mas se houver lugar para o suplemento, responde por ele o serviço em razão do qual se concede. Artigo 14.º (Estipêndio das missas e outras ofertas pessoais) 1. De harmonia com o direito eclesiástico, «é lícito a qualquer sacerdote, que celebre ou concelebre a missa, receber o estipêndio oferecido para que a aplique por determinada intenção», muito se lhe recomendando, todavia, «que, mesmo sem receber estipêndio, celebre missa por intenção dos fiéis, em particular dos pobres» (can. 945). No caso em que o receba, o estipêndio pertence-lhe independentemente da remuneração que lhe for atribuída. 2. Pertencem-lhe também quaisquer outras ofertas, se constar expressa e claramente que lhe são entregues a título pessoal (cf. cann. 531 e ). Artigo 15.º (Intervenção supletiva do Fundo Diocesano) Se as possibilidades económicas da entidade em que o sacerdote exerce o ministério não lhe consentem a remuneração na íntegra, mesmo incluindo qualquer outra receita que lhe advenha de eventual acumulação de funções, o que faltar para o total é concedido, a título supletivo, pelo Fundo Diocesano do Clero. Artigo 16.º (Direito a residência) 1. Os sacerdotes têm direito a residência, garantida pelas instituições ou serviços para que foram designados pelo Prelado diocesano. 2. O direito a residência, em casa convenientemente mobilada e em bom estado de conservação, compreende o consumo de água, gás, electricidade e telefone, mas não as despesas com a alimentação. 3. Quando as instituições ou serviços não puderem proporcionar residência aos sacerdotes que nelas exercem o ministério, atribuir-lhes-ão um suplemento além da remuneração, a determinar em cada caso. 4. No caso particular das residências paroquiais, aplica-se o disposto no Artigo 29.º n.º 4 do decreto sobre Administração das Paróquias, de 16 de Julho de Artigo 17.º (Direito a férias) 1. Por motivo de férias, é lícito aos sacerdotes ausentar-se do serviço todos os anos no máximo por um mês inteiro, contínuo ou descontínuo. Os párocos, porém, para que
5 possam ausentar-se por mais de uma semana, devem dar conhecimento do facto ao Ordinário diocesano (cf. can ), indicando quem os substitui. 2. Como tempo de férias não se contam os dias reservados anualmente ao retiro espiritual ou aos cursos promovidos pela Diocese especialmente para o clero (cf. can ). Artigo 18.º (Direito a assistência social) 1. A teor do can , o direito de assistência social implica, em favor dos sacerdotes, que se proveja convenientemente às suas necessidades: a) em caso de doença; b) em caso de velhice ou invalidez. 2. Nestes casos, os sacerdotes merecem particular solicitude por parte do presbitério em geral, segundo o modo e pelos meios, quer institucionais quer ocasionais, que melhor exprimam a caridade fraterna entre todos os presbíteros. Artigo 19.º (Apoio da Casa Sacerdotal) Independentemente de outros direitos, os sacerdotes que sofrerem de doença, velhice ou invalidez podem beneficiar da Casa Sacerdotal, nos termos dos respectivos estatutos. Artigo 20.º (Inscrição na segurança social) Para garantia da conveniente assistência em caso de doença, invalidez ou velhice, os sacerdotes são obrigados a inscrever-se na segurança social. Artigo 21.º (Reforma) 1. A reforma dos sacerdotes por motivo de velhice ou invalidez dá-lhes direito a uma pensão igual à remuneração que lhes competia enquanto ligados ao serviço pastoral activo, mas não o direito aos suplementos de que então beneficiavam, excepto se se mantiverem os motivos que lhes serviam de justificação, a estudar caso a caso. 2. A reforma é-lhes assegurada cumulativamente: a) pela pensão do Centro Nacional de Pensões ou, se for o caso, da Caixa Geral de Aposentações; b) pelo subsídio que eventualmente lhes possam atribuir as instituições ou serviços de que estejam encarregados no momento em que por motivo de velhice ou invalidez se reformarem; c) por um subsídio do Fundo Diocesano do Clero, se tal subsídio for necessário e na medida em que o for, até se perfazer a totalidade da remuneração a que tinham direito pelo exercício do ministério. 3. Relativamente aos sacerdotes que, por sua culpa, perderam os direitos próprios da segurança social, considera-se que renunciam ipso facto àquela fracção que lhes deveria caber a esse título como reforma.
6 4. Para efeito dos subsídios previstos nas alíneas b) e c) do número 2, a idade referida é de setenta e cinco anos (cf. can ), se outra, por justa causa, não fr considerada. 5. Quando se trata de sacerdotes que, não estando incardinados na Diocese, exercerem nela o ministério pastoral, com nomeação canónica, o disposto na alínea c) do número 2 só é aplicável em relação àqueles que, ao atingirem a reforma, se encontrem ao serviço da Diocese pelo menos há 20 anos, salvo se circunstâncias particulares excepcionalmente aconselharem a considerar um período mais reduzido. Em caso afirmativo, decidir-se-á qual o montante a atribuir pelo Fundo Diocesano na proporção dos anos de serviço prestado à Diocese. Artigo 22.º (Direito de renúncia) 1. A afirmação dos diversos direitos que no presente diploma se mencionam não prejudica a possibilidade de renunciar, no todo ou em parte, a qualquer deles. 2. Se mudarem as circunstâncias em que haja exercido o direito de renúncia, poderá este, com aprovação do Prelado diocesano, dar-se como findo, sem direito à retroactividade de benefícios. III FUNDO DIOCESANO DO CLERO Artigo 23.º (Objectivo) 1. O Fundo Diocesano do Clero, instituído pelo Decreto de 2 de Dezembro de 1990, tem o objectivo genérico de providenciar à condigna sustentação dos sacerdotes (cf. can ). 2. O Fundo Diocesano do Clero prossegue o seu objectivo: a) garantindo aos sacerdotes, no todo ou em parte, a remuneração a que têm direito, na medida em que não o possam fazer por si as instituições ou serviços onde exerçam o ministério; b) atribuindo-lhes, para efeitos de reforma, o subsídio previsto na alínea c) do número 2 do artigo 21.º. Artigo 24.º (Beneficiários) 1. Podem beneficiar do Fundo Diocesano todos os sacerdotes abrangidos pelo presente diploma. 2. Não obstante, quaisquer outros sacerdotes que exerçam o ministério na Diocese poderão ocasionalmente, mediante autorização do Prelado diocesano, beneficiar do Fundo Diocesano se se encontrarem em situação de carência a que não possa acudir-se por outra via. Artigo 25.º (Receita) Constituem receita do Fundo Diocesano do Clero:
7 a) a ajuda económica pessoal que os sacerdotes, mesmo os que se encontram em situação de reforma e em especial os que recebem pensões muito elevadas, são exortados a oferecer voluntariamente por ocasião da actualização anual do bilhete de identidade sacerdotal ou noutras circunstâncias; b) o tributo anual de 2 % sobre a remuneração de todos os sacerdotes; c) o tributo paroquial prescrito no artigo 27.º; d) o tributo anual que vier a definir-se para as reitorias, irmandades e quaisquer outras pessoas jurídicas públicas, bem como para os secretariados ou serviços diocesanos com receita própria; e) as colectas especiais determinadas, com tal finalidade, pelo Prelado diocesano; f) as dádivas dos fiéis, seja por acto entre vivos, seja por acto para depois da morte; g) os bens eventualmente atribuídos ao Fundo Diocesano pela administração central da Diocese; h) os rendimentos dos bens imóveis ou imóveis que vierem a pertencer ou a estar consignados ao Fundo Diocesano; i) as ofertas com que desejarem colaborar com o Fundo Diocesano as residências dos institutos de vida consagrada e das sociedade de vida apostólica existentes na área da Diocese. Artigo 26.º (Destino dos rendimentos excedentários) 1. Por força do dever de solidariedade e de partilha que liga entre si os membros do presbitério, os sacerdotes que recebem dos serviços que prestam, mesmo civis, um rendimento superior à remuneração que normalmente lhes seria fixada devem concorrer para o Fundo Diocesano com parte do excedente, a qual será fixada pelos próprios mas aproximando-se tanto quanto possível dos 50% desse excedente. 2. São dispensados do tributo da alínea b) do artigo anterior os sacerdotes que do excedente concorrerem para o Fundo Diocesano com quantia igual ou superior a esse tributo. Artigo 27º (Tributo paroquial) 1. Além do tributo destinado aos seminários (cf. can ), as paróquias ficam oneradas anualmente, em favor do Fundo Diocesano do Clero (cf. cann. 531 e 1263), com um tributo especial de 1% sobre o total das receitas, excluídos o saldo do ano anterior, os empréstimos e as receitas quer extraordinárias quer consignadas. 2. As paróquias que contribuírem para a reforma dos seus antigos párocos, a teor da alínea b) do número 2 do artigo 21.º, descontam neste tributo o valor do subsídio concedido. Artigo 28.º (Administração) O Fundo Diocesano é administrado pelo Prelado diocesano, que consultará para o efeito, quando achar conveniente, o Colégio dos Consultores ou outra Comissão a criar oportunamente. Artigo 29.º (Publicidade da situação financeira do Fundo) O presbitério, numa das suas reuniões plenárias, é anualmente informado da situação financeira do Fundo.
8 IV DISPOSIÇÕES FINAIS Artigo 30.º (Entidades compreendidas na designação de paróquia) No presente diploma, sob a designação de paróquia compreendem-se as quasiparóquias, os vicariatos paroquiais e, servatis servandis, também as reitorias (cf. cann ). Artigo 31.º (Resolução das dúvidas) As dúvidas que surgirem na interpretação e aplicação do presente diploma são resolvidas pelo Prelado diocesano. Setúbal, na Festa de Nossa Senhora do Carmo, 16 de Julho de Gilberto, Bispo de Setúbal
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