Recomendação IRAR n.º 03/2008
|
|
|
- José de Caminha Bento
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 Recomendação IRAR n.º 03/2008 CONTROLO DA QUALIDADE DA ÁGUA DESTINADA AO CONSUMO HUMANO NOS SISTEMAS DE ABASTECIMENTO PARTICULAR Considerando que: Ao abrigo do n.º 1 do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 243/2001, de 5 de Setembro, foi o IRAR investido como a autoridade competente para a qualidade da água destinada ao consumo humano, situação que se mantém no artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 306/2007, de 27 de Agosto. O IRAR, enquanto autoridade competente, procura apoiar as entidades gestoras na melhoria do seu desempenho, no sentido de garantir a qualidade da água distribuída por qualquer sistema de abastecimento particular. Para cumprimento do disposto no Decreto-Lei n.º 306/2007, de 27 de Agosto, é considerada como entidade gestora de sistema de abastecimento particular a entidade responsável pela exploração e gestão de sistemas de abastecimento de água destinada ao consumo humano para fins privativos, ou seja, quando a água é fornecida no âmbito de uma actividade privada, de natureza comercial, industrial ou de serviços, recordando-se para o efeito a definição de «Água destinada ao consumo humano» disposta na alínea b) do artigo 2.º do decreto-lei. O Decreto-Lei n.º 306/2007, de 27 de Agosto, institui algumas especificidades aos sistemas de abastecimento particular, nomeadamente a não obrigação de submeter o programa de controlo da qualidade da água para consumo humano (PCQA) à aprovação da autoridade competente. A experiência decorrente da actividade do IRAR mostra a necessidade de clarificar a interpretação de alguns requisitos legais, de forma a apoiar todos os responsáveis (entidades gestoras de sistemas de abastecimento particular, autoridades de saúde e entidades de fiscalização, de certificação ou de licenciamento) na aplicação do diploma aos sistemas de abastecimento particular. O Instituto Regulador de Águas e Resíduos entende formular a seguinte Recomendação relativa ao controlo da qualidade da água destinada ao consumo humano dirigida às entidades gestoras responsáveis pelos sistemas de abastecimento particular: 1. Sobre o objectivo Este documento pretende dar apoio às entidades gestoras de sistemas de abastecimento particular na interpretação do Decreto-Lei n.º 306/2007, de 27 de Agosto, que entrou em vigor a 1 de Janeiro de Para cumprimento dos requisitos legais dispostos no diploma legal deverá ser efectuada a verificação da qualidade da água destinada ao consumo humano, nos pontos de utilização, através de controlos analíticos periódicos definidos num PCQA.
2 2. Sobre o âmbito de aplicação O presente documento define algumas orientações sobre a elaboração e a implementação do PCQA para consumo humano em sistemas de abastecimento particular, no âmbito de uma actividade privada de natureza comercial, industrial ou de serviços. O seu âmbito será assim constituído por hotéis, restaurantes, cafés, cantinas, escolas, pontos de venda a retalho, instalações industriais, indústria alimentar, etc. A entidade gestora de um sistema de abastecimento de água para consumo humano para fins privativos, isto é, de um sistema de abastecimento particular que possui uma ou mais captações próprias de água destinada ao consumo humano, deve cumprir com o disposto no Decreto-Lei n.º 306/2007, de 27 de Agosto. Estão isentas da aplicação do decreto-lei as seguintes situações: sistemas de abastecimento particular que utilizam exclusivamente água adquirida a uma entidade gestora de um sistema de abastecimento público de água para consumo humano (rede pública), sem prejuízo do controlo analítico que poderão ter que fazer no âmbito de um programa de segurança alimentar; sistemas de abastecimento particular afectos a actividades descritas na Lista de utilizações da água nas indústrias alimentares, em que a salubridade do produto final não é afectada pela qualidade da água utilizada definida pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE). 3. Sobre a elaboração do PCQA De acordo com o exposto no número 6 do artigo 15.º do novo diploma, a entidade gestora de um sistema de abastecimento particular não fica obrigada a submeter anualmente o PCQA à aprovação da autoridade competente, sem prejuízo do cumprimento das restantes obrigações do decreto-lei. Apesar do atrás referido, a entidade gestora deve elaborar e implementar um programa de acordo com os requisitos da lei. Para este efeito, a entidade gestora particular deverá preparar e manter actualizados os registos com a seguinte informação: 3.1. Identificação e descrição das origens de água utilizadas e do processo de tratamento aplicado à água Planta do sistema de abastecimento instalado, assinalando os pontos de utilização da água, como por exemplo as torneiras utilizadas para beber, para a preparação de alimentos e para a higiene pessoal e outros pontos de utilização no processo industrial alimentar. No caso de um abastecimento misto (água de rede pública e captação própria), deverão estar bem identificados os dois tipos de sistemas utilizados, os pontos de água e o tipo de utilização Volume médio diário de água produzida, calculado como médias durante um ano civil, sendo o número de consumidores calculado no pressuposto de uma capitação de 200 l/hab/dia Frequência mínima de amostragem estabelecida por grupo de parâmetros a controlar, controlo de rotina 1 (CR1), controlo de rotina 2 (CR2) e controlo de inspecção (CI), em função do volume de água produzido (m 3 por dia). Nos casos 2
3 em que o volume médio diário seja superior a 100 m 3, o número de CR1 é calculado em função do número de consumidores (12 CR1 por cada consumidores). Nas situações em que não é possível quantificar o número de consumidores deve-se utilizar a capitação de 200 l/hab/dia. Como exemplo: uma entidade gestora que produza um volume de água inferior a 100 m 3 /dia (generalidade dos abastecimentos particulares) deverá realizar durante um ano civil seis CR1, dois CR2 e um CI Cronograma de amostragem com indicação das datas de colheita e locais de colheita (torneiras ou pontos de utilização). A programação das colheitas deve ter em conta uma distribuição equitativa no tempo e no espaço (contemplando, rotativamente, todos os pontos de utilização da água). Por exemplo, para seis CR1, dois CR2 e um CI, a distribuição equitativa no tempo será garantida realizando um CR1 de dois em dois meses, um CR2 de seis em seis meses e um CI anual. Salienta-se que a realização dos ensaios aos parâmetros correspondentes ao controlo de inspecção implica, em simultâneo (na mesma amostra), a realização dos parâmetros do controlo de rotina 2 e do controlo de rotina 1 e, identicamente, o controlo de rotina 2 implica a realização do controlo de rotina 1. Assim, qualquer lacuna, seja da responsabilidade da entidade gestora ou do laboratório, que origine a falta de realização de um ou mais parâmetros de um grupo, implica a repetição (na mesma amostra) de todos os parâmetros correspondentes aos grupos em questão Identificação do laboratório responsável pela colheita das amostras e pelo controlo analítico, devendo ser seleccionado a partir da lista de laboratórios considerados aptos pela autoridade competente para o efeito, conforme a informação disponibilizada em Definição dos grupos de parâmetros CR1, CR2 e CI, em função do estipulado no Anexo I do Decreto-Lei n.º 306/2007, de 27 de Agosto. Com efeito, deverão ser analisados todos os parâmetros constantes do Quadro B1 do Anexo II tendo em conta as notas referidas no diploma. Especificam-se algumas das notas mais relevantes: Os parâmetros alumínio e ferro integram o CR2. No entanto, caso não sejam utilizados sais de ferro ou de alumínio como agente floculante no tratamento da água, estes parâmetros podem ser analisados no CI (Nota 1 do Quadro A). O parâmetro Clostridium perfringens faz parte do CR2, tal como indicado nos Quadros A e B1 do Anexo II do mesmo diploma. No entanto, nos casos em que a origem de água não seja superficial ou por ela influenciada, este parâmetro pode ser analisado no CI (Nota 2 do Quadro A). O parâmetro nitritos faz parte do CR2. No entanto, no caso em que o processo de desinfecção não inclua a cloraminação (utilização em simultâneo de amónia e cloro), este parâmetro faz parte do CI (Nota 3 do Quadro A). Os pesticidas a pesquisar devem ser os publicados na lista da Direcção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural actualizada anualmente e divulgada no sítio do IRAR, ou de acordo com um eventual pedido de dispensa aprovado pelo IRAR (artigo 12.º). 3
4 O parâmetro carbono orgânico total não é obrigatório para abastecimentos com volumes médios diários inferiores a m 3. O cumprimento dos valores paramétricos dos parâmetros cloreto de vinilo, epicloridrina e acrilamida deve ser avaliado em função da especificação técnica dos produtos utilizados com estes monómeros (Nota 1 da Parte II do Anexo I), não sendo obrigatório o seu controlo na água. O parâmetro Microcistinas-LR total apenas deve ser controlado na água tratada no âmbito de um programa de controlo operacional (não do PCQA) e quando a entidade gestora utiliza uma origem de água superficial eutrofizada. Os parâmetros radiológicos (α-total, β-total, Trítio e Dose indicativa total) não estão incluídos no Quadro B1 porque não são obrigatórios, devendo a entidade gestora avaliar a necessidade da pesquisa destes parâmetros, uma vez que o Comité de Acompanhamento da Directiva 98/83/CE, do Conselho de 3 de Novembro, ainda não produziu orientações sobre os métodos analíticos, a frequência de amostragem e a selecção dos pontos de amostragem. 4. Sobre a implementação do PCQA A entidade gestora deve implementar o PCQA elaborado para o ano civil em questão, de acordo com os requisitos especificados no diploma vigente. Salientam-se os seguintes requisitos: 4.1. A entidade gestora deve assegurar um adequado tratamento da água destinada ao consumo humano, de modo a dar cumprimento ao disposto no artigo 6.º e no n.º 2 do artigo 8.º O diploma legal institui a desinfecção como processo de tratamento da água obrigatório. A entidade gestora deve assegurar a eficácia da desinfecção e garantir que, sem a comprometer, a contaminação por subprodutos na água é mantida a um nível tão baixo quanto possível e sem pôr em causa a sua qualidade para consumo humano (artigo 9.º) Nos termos do artigo 13.º, a entidade gestora pode solicitar à autoridade competente a dispensa da análise de um ou mais parâmetros do CI para uma zona de abastecimento com o volume médio diário inferior a 100 m 3. Se o pedido de dispensa for concedido, a autoridade competente emite um documento de aprovação especificando as condições da dispensa Na selecção dos produtos químicos utilizados no tratamento da água e dos materiais em contacto com a água para consumo humano, a entidade gestora deve ter em conta o disposto no artigo 21.º Os resultados analíticos da qualidade da água devem cumprir com os valores paramétricos estabelecidos nas Partes I, II e III do anexo I do Decreto-Lei n.º 306/2007, de 27 de Agosto; em caso de situações de incumprimento dos valores paramétricos, a entidade gestora deve cumprir com o disposto nos artigos 18.º, 19.º e 20.º do diploma, nomeadamente: Comunicação, de forma auditável, de qualquer situação de incumprimento à autoridade de saúde e à autoridade competente, até ao final do dia útil seguinte àquele a que tiveram conhecimento da sua ocorrência (número 1 do artigo 18.º). 4
5 No caso de situações de incumprimento dos valores paramétricos das Partes I e II do Anexo I do diploma, deve investigar imediatamente a causa do incumprimento e adoptar as medidas correctivas necessárias para restabelecer a qualidade da água. A eficácia das medidas correctivas implementadas deve ser avaliada mediante a realização de análises de verificação da qualidade da água em laboratórios considerados aptos pelo IRAR (números 1 e 5 do artigo 19.º). Concluída a investigação das causas dos incumprimentos, a adopção das medidas correctivas e a realização de ensaios para verificação da regularização da situação, deve comunicar esta informação à autoridade de saúde e à autoridade competente até ao 5.º dia útil seguinte à data de conclusão do processo (número 6 do artigo 19.º). Nas situações em que, apesar das medidas correctivas adoptadas, persista o incumprimento, a entidade gestora pode solicitar a colaboração da autoridade competente e da autoridade de saúde, avaliando-se quais as medidas apropriadas à resolução da situação (artigo 20.º). Note-se que, nos termos do artigo 23.º, poderão ocorrer situações em que a entidade gestora pode requerer à autoridade competente uma derrogação do valor paramétrico. Caso a derrogação seja concedida, a autoridade competente emite um documento especificando as condições da derrogação A entidade gestora deve publicitar trimestralmente nas suas instalações os resultados da verificação da conformidade da qualidade da água distribuída e enviá-los à respectiva autoridade de saúde (número 7 do artigo 17.º) A entidade gestora está dispensada do envio anual à autoridade competente dos resultados da verificação da qualidade da água obtidos na implementação do PCQA A entidade gestora deve manter o arquivo por 5 anos de todos os registos inerentes à implementação do PCQA, dado que pode ser fiscalizado pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), conforme estipulado no número 3 do artigo 29.º. 5. Sobre outros requisitos legais aplicáveis Salienta-se que, para além do cumprimento dos requisitos especificados no Decreto-Lei n.º 306/2007, de 27 de Agosto, a entidade gestora de um sistema de abastecimento particular deverá ter em conta o cumprimento de outros requisitos legais aplicáveis a este tipo de utilização de água, como por exemplo: 5.1. Quanto à utilização de captações de água para consumo humano, o número 3 do Artigo 42.º do Decreto-Lei n.º 226-A/2007, de 31 de Maio, refere que um sistema de abastecimento particular que produz água para consumo humano sob responsabilidade de uma entidade particular só pode funcionar na condição de impossibilidade de acesso ao abastecimento público Quanto à obrigatoriedade de ligação à rede pública, o número 2 do Artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 379/93, de 5 de Novembro, refere que é obrigatória para quaisquer pessoas singulares ou colectivas, públicas ou privadas, enquanto utilizadores de água para consumo humano, a ligação aos sistemas municipais de captação, 5
6 tratamento e distribuição de água para consumo público. Assim, os imóveis localizados na área de influência de uma rede pública de distribuição de água para consumo humano devem ser ligados à mesma, deixando de ser necessário implementar um programa de controlo da qualidade da água, uma vez que a água fornecida é controlada através do PCQA da entidade gestora do sistema público de abastecimento de água, podendo eventualmente ser contemplado na lista dos pontos de amostragem dessa zona de abastecimento. 6. Sobre a bibliografia mais relevante Como informação complementar, o IRAR recomenda a consulta dos seguintes documentos, disponíveis para download no sítio do IRAR ( Recomendação IRAR n.º 01/2008 Comunicação e correcção dos incumprimentos dos valores paramétricos da qualidade da água Recomendação IRAR n.º 08/ Procedimento de amostragem de água para consumo humano em sistemas públicos de abastecimento. Recomendação IRAR n.º 05/ Desinfecção da água destinada ao consumo humano. Recomendação IRAR n.º 02/ Boas práticas na aquisição de produtos utilizados no tratamento da água. Guia Técnico n.º 6 - Controlo da qualidade da água para consumo humano em sistemas públicos de abastecimento, IRAR Guia Técnico n.º 7 Planos de segurança da água para consumo humano em sistemas públicos de abastecimento, IRAR Guia Técnico n.º 10 - Controlo operacional em sistemas públicos de abastecimento de água, IRAR de Dezembro de 2008 O Conselho Directivo do IRAR Esta recomendação foi aprovada pelo Conselho Directivo do Instituto Regulador de Águas e Resíduos ao abrigo do disposto nas alíneas i) e l) do artigo 11.º do Estatuto do IRAR, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 362/98, de 18 de Novembro, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 151/2002, de 23 de Maio. A sua elaboração foi assegurada pelo Departamento de Qualidade da Água do IRAR, com a participação de Cecília Alexandre. 6
Decreto-Lei 306/2007 de 27 de Agosto
Decreto-Lei 306/2007 de 27 de Agosto (Qualidade da água destinada ao consumo humano) (Entrada em vigor 1 de Janeiro de 2008) Sobreda, 20 de Novembro de 2007 M. Elisa Duarte 1 Artº 3º - Autoridade competente
Decreto-Lei Nº 306/2007
Decreto-Lei Nº 306/2007 de 27 de Agosto Competências e responsabilidades da Saúde M. Elisa Duarte - 22-01-2008 1 Funções da Saúde (AS) -(artº 4) As funções de autoridade de saúde (AS) relativas à aplicação
Qualidade da água da rede de abastecimento
Qualidade da água da rede de abastecimento Relatório do 1º trimestre de 2010 1- Introdução O Decreto-lei nº 306/2007 de 27 de Agosto, estabelece o regime da qualidade da água destinada ao consumo humano,
Sistema de Gestão da Prevenção em
Sistema de Gestão da Prevenção em SST Trabalho realizado por: André Andrade nº18990 Curso: Engenharia do Ambiente Data: 29/10/2008 Disciplina: PARP Índice Introdução... 3 Sistema de gestão da prevenção
Regulamento (CE) n. 852/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 29 de Abril de 2004
Regulamento (CE) n. 852/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 29 de Abril de 2004 relativo à higiene dos géneros alimentícios http://europa.eu.int/scadplus/leg/pt/lvb/ f84001.htm Âmbito de aplicação
Regime da Qualidade da Água Destinada ao Consumo Humano
CÓDIGOS ELECTRÓNICOS DATAJURIS DATAJURIS é uma marca registada no INPI sob o nº 350529 Regime da Qualidade da Água Destinada ao Consumo Humano Todos os direitos reservados à DATAJURIS, Direito e Informática,
Acção de Sensibilização sobre Higiene e Segurança Alimentar. 15 de Março de 2007
Acção de Sensibilização sobre Higiene e Segurança Alimentar 15 de Março de 2007 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 29 de Abril de 2004 Higiene dos géneros alimentícios (aplicável a partir de 1 de
ANEXO 13 MANUAIS E SISTEMAS
ANEXO 13 MANUAIS E SISTEMAS Conforme estabelecido na Cláusula 21.ª do Contrato de Concessão, o Concessionário obriga-se a elaborar os Manuais e a implementar os Sistemas previstos no presente anexo nos
REGULAMENTO GERAL DE CERTIFICAÇÃO DE PRODUTO CONDIÇÕES PARTICULARES
REGULAMENTO GERAL DE CERTIFICAÇÃO DE PRODUTO CONDIÇÕES PARTICULARES Modo Modo Produção Produção Integrado Biológico ÍNDICE 1. PREÂMBULO... 3 2. ÂMBITO... 3 3. ALTERAÇÕES... 3 4. DEFINIÇÕES E REFERÊNCIAS...
2 Âmbito Esta Instrução de Trabalho aplica-se à Certificação do Controlo da Produção de Cabos, de acordo com a norma NS 9415.
1 Objectivo Esta Instrução de Trabalho define o esquema de certificação do controlo da produção de Cabos, nomeadamente os Planos de Controlo Externo e Interno a efectuar pela EIC e pelo produtor, respectivamente.
COMISSÃO EUROPEIA DIRECÇÃO-GERAL DAS EMPRESAS E INDÚSTRIA. Grupo de Trabalho sobre Controlo de Medicamentos e Inspecções
1 COMISSÃO EUROPEIA DIRECÇÃO-GERAL DAS EMPRESAS E INDÚSTRIA Mercado único, ambiente regulamentar, indústrias reguladas por legislação vertical Produtos farmacêuticos e cosméticos Bruxelas, Julho de 2001
PROCEDIMENTOS PARA INÍCIO DA OFERTA DE REDES E SERVIÇOS DE COMUNICAÇÕES ELECTRÓNICAS
PROCEDIMENTOS PARA INÍCIO DA OFERTA DE REDES E SERVIÇOS DE COMUNICAÇÕES ELECTRÓNICAS Introdução A Lei nº 5/2004, de 10 de Fevereiro, estabelece o regime jurídico aplicável às redes e serviços de comunicações
Beira Tradição, Certificação de Produtos da Beira, Lda Gouveia, 24 de Janeiro de 2012 Luísa Barros, António Mantas
A Certificação de Produtos lácteos na Serra da Estrela Beira Tradição, Certificação de Produtos da Beira, Lda Gouveia, 24 de Janeiro de 2012 Luísa Barros, António Mantas A CERTIFICAÇÃO de um produto (ou
Ministérios da Economia e da Inovação
Ministérios da Economia e da Inovação Decreto-Lei n.º 170/2005 de 10 de Outubro O presente decreto-lei tem por objectivo dar cumprimento à recomendação n.º 3/2004 da Autoridade da Concorrência no que à
ELABORADO/VERIFICADO:
PÁG. 1 DE 5 ÍNDICE Parte Secção Página 1 OBJECTIVO 2 2 ÂMBITO 2 3 REFERÊNCIAS 2 4 DEFINIÇÕES 5 DESCRIÇÃO 2 5.1 Apelos/recursos 2 5.2 Reclamações 3 5.2.1 Reclamação contra Pessoa Certificada 3 5.2.2 Reclamação
8. Programas de Monitorização e Cronograma de Acções e Medidas
8. Programas de Monitorização e Cronograma de Acções e Medidas Quando se estabelece a necessidade de propor medidas que evitem, minimizem ou compensem os efeitos ambientais, está-se claramente a referir
Projeto de Regulamento de Procedimentos Regulatórios - síntese das principais propostas. Consulta pública n.º 3/2016
Projeto de Regulamento de Procedimentos Regulatórios - síntese das principais propostas Consulta pública n.º 3/2016 Enquadramento legal e estatutário Lei Quadro das Entidades Reguladoras Por forma a prosseguirem
Linhas Gerais para uma Proposta de Alteração Legislativa relativa a Projectos e Obras de Instalações Eléctricas de Serviço Particular
ORDEM DOS ENGENHEIROS Colégio Nacional de Engenharia Electrotécnica Linhas Gerais para uma Proposta de Alteração Legislativa relativa a Projectos e Obras de Instalações Eléctricas de Serviço Particular
REPRESENTANTE E SIGNATÁRIOS NOMEADOS: RESPONSABILIDADES, QUALIFICAÇÃO E APROVAÇÃO
Documento Nº: SADCAS TR 03 Edição Nº: 1 REPRESENTANTE E SIGNATÁRIOS NOMEADOS: RESPONSABILIDADES, QUALIFICAÇÃO E APROVAÇÃO Preparado por: SADCAS Aprovado por: Director Executivo Data de aprovação: 2009-10-26
Relatório Trimestral da Qualidade da Água
Relatório Trimestral da Qualidade da Água Outubro, Novembro e Dezembro de 2014 A qualidade da água fornecida aos seus consumidores é uma preocupação constante do Município de Torre de Moncorvo. Com o objetivo
Workshop Sobre Segurança de Barragens 2014 LEGISLAÇÃO SOBRE BARRAGENS EM MOÇAMBIQUE. Direcção Nacional de Águas
Workshop Sobre Segurança de Barragens 2014 LEGISLAÇÃO SOBRE BARRAGENS EM MOÇAMBIQUE Direcção Nacional de Águas Maputo, 17 e 18 de Novembro de 2014 Direcção Nacional de Águas Instrumentos para Segurança
PROGRAMA DE CONTROLO DE QUALIDADE ÁGUAS PARA CONSUMO HUMANO MUNICÍPIO DE REDONDO
PROGRAMA DE CONTROLO DE QUALIDADE ÁGUAS PARA CONSUMO HUMANO MUNICÍPIO DE REDONDO 2006 1) ZONAS DE ABASTECIMENTO a) ZONA DE ABASTECIMENTO DA VIGIA b) ZONA DE ABASTECIMENTO DA CADIEIRA 2) CARACTERIZAÇÃO
CONTROLO E CERTIFICAÇÃO EM AGRICULTURA BIOLÓGICA
CONTROLO E CERTIFICAÇÃO EM AGRICULTURA BIOLÓGICA SATIVA Controlo e Certificação de Produtos Av. Visconde de Valmor, 11, 3º. 1000-289 Lisboa Tel: 217991100 Fax: 217991119 [email protected] www.sativa.pt
3.5 Utilizador Pessoa ou entidade que utiliza betão fresco na execução de uma construção ou de um elemento.
1 Objectivo Esta Instrução de Trabalho define o esquema de certificação do controlo da produção de Betão, nomeadamente os Planos de Controlo Externo e Interno a efectuar pela EIC e pelo produtor, respectivamente.
Trabalho apresentado para obtenção do Título de Especialista (Desp. N.º 8590/2010 de 20 de Maio)
Trabalho apresentado para obtenção do Título de Especialista (Desp. N.º 8590/2010 de 20 de Maio) IMPLEMENTAÇÃO DO SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO DE QUALIDADE E AMBIENTE DE ACORDO COM OS REFERENCIAIS NORMATIVOS
Estabelece o regime contra-ordenacional do Regulamento de Segurança de Barragens aprovado pelo Decreto-Lei n.º 344/2007, de 15 de Outubro
DECRETO N.º 268/X Estabelece o regime contra-ordenacional do Regulamento de Segurança de Barragens aprovado pelo Decreto-Lei n.º 344/2007, de 15 de Outubro A Assembleia da República decreta, nos termos
Inventário e registo de substâncias Aplicação da Directiva SEVESO e do Regulamento REACH
Inventário e registo de substâncias Aplicação da Directiva SEVESO e do Regulamento REACH Objectivo Esclarecer todos os colaboradores da Empresa, que participam na compra de matérias primas e produtos,
Política de Remuneração dos Colaboradores da Real Vida Pensões, S.A.
Política de Remuneração dos Colaboradores da Real Vida Pensões, S.A. Aprovada pelo Conselho de Administração da Sociedade para o exercício de 2017. O presente documento tem como objectivo explicitar a
Procedimento interno que regula o processo de integração dos Organismos que prestam serviços de Avaliação da conformidade no Sistema Nacional da
2016 Procedimento interno que regula o processo de integração dos Organismos que prestam serviços de Avaliação da conformidade no Sistema Nacional da Qualidade de Cabo Verde (SNQC) SUMÁRIO: O presente
- Obrigações das Lavandarias face ao D.L. n.º 242/2001, de 31 de Agosto Maio DL 242/2001, de 31 de Agosto Maio 2006 Instituto do Ambiente
- Obrigações das Lavandarias face ao D.L. n.º 242/2001, de 31 de Agosto Maio 2006 »DL 242/2001, de 31 de Agosto- Enquadramento O Decreto-Lei nº 242/2001, de 31 de Agosto resulta da transposição da Directiva
Legislação Farmacêutica Compilada. Decreto-Lei n.º 135/95, de 9 de Junho. INFARMED - Gabinete Jurídico e Contencioso 21
Regime jurídico da distribuição por grosso de medicamentos de uso humano (Revogado pelo Decreto-Lei n.º 176/2006, de 30 de Agosto) A distribuição por grosso de medicamentos de uso humano no mercado interno
Por Constantino W. Nassel
NORMA ISO 9000 SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE ISO 9001:2000 REQUISITOS E LINHAS DE ORIENTAÇÃO PARA IMPLEMENTAÇÃO Por Constantino W. Nassel CONTEÚDOS O que é a ISO? O que é a ISO 9000? Histórico Normas
Comércio de madeira e produtos derivados A implementação das novas regras europeias
Comércio de madeira e produtos derivados A implementação das novas regras europeias Lisboa, 11 Dezembro 2012 1. Introdução e Enquadramento 2. Imposições do regulamento 3. Exemplos de aplicação 4. Próximos
Decreto-Lei nº 36/92, de 28 de Março
Diploma consolidado Decreto-Lei nº 36/92, de 28 de Março A Directiva do Conselho nº 86/635/CEE, de 8 de Dezembro de 1986, procedeu à harmonização das regras essenciais a que deve obedecer a prestação de
Global Standard for Food Safety Issue 5 - BRC
Global Standard for Food Safety Issue 5 - BRC http://www.brc.org.uk/standards Luísa Pestana Bastos 1 Referencial Global para a Segurança Alimentar 2 OBJECTIVO Desenvolvido para ajudar as empresas a cumprir
Decreto Relativo à organização e às modalidades de funcionamento da Direcção Geral dos Concursos Públicos
Decreto Relativo à organização e às modalidades de funcionamento da Direcção Geral dos Concursos Públicos Decreto N.º./2011 de de.. Preâmbulo Considerando a necessidade de reestruturação da Direcção Geral
PROGRAMA DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA DA ÁGUA DESTINADA AO CONSUMO HUMANO
REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA GOVERNO REGIONAL SECRETARIA REGIONAL DOS ASSUNTOS SOCIAIS INSTITUTO DE ADMINISTRAÇÃO DA SAÚDE E ASSUNTOS SOCIAIS, IP-RAM PROGRAMA DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA DA ÁGUA DESTINADA AO
GESTÃO SOLUÇÃO PARA O CONTROLO DA LEGISLAÇÃO. Destinatários. Benefícios
SOLUÇÃO PARA O CONTROLO DA LEGISLAÇÃO Destinatários Todas as Organizações em geral Organizações Certificadas ( ISO 9001 / ) Grupos Empresariais Prestadores de Serviços de Gestão e Contabilidade Sociedades
REGULAMENTO DO CONSELHO DE AUDITORIA DO BANCO CENTRAL DE S. TOMÉ E PRÍNCIPE (BCSTP)
REGULAMENTO DO CONSELHO DE AUDITORIA DO BANCO CENTRAL DE S. TOMÉ E PRÍNCIPE (BCSTP) Considerando a necessidade de se definir políticas, regras e procedimentos para o funcionamento do Conselho de Auditoria
Jornal Oficial da União Europeia L 146/7
8.6.2007 Jornal Oficial da União Europeia L 146/7 REGULAMENTO (CE) N. o 633/2007 DA COMISSÃO de 7 de Junho de 2007 que estabelece requisitos para a aplicação de um protocolo de transferência de mensagens
Políticas Corporativas
1 IDENTIFICAÇÃO Título: Restrições para Uso: POLÍTICA DE CONTROLES INTERNOS Acesso Controle Livre Reservado Confidencial Controlada Não Controlada Em Revisão 2 - RESPONSÁVEIS Etapa Área Responsável Cargo
Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural
Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural Decreto executivo n.º 1/06 de 9 de Janeiro Havendo necessidade de regulamentar o funcionamento, estruturação e organização do Secretariado Executivo do
AVALIAÇÃO DOS ACTIVOS QUE CONSTITUEM O PATRIMÓNIO DOS FUNDOS DE PENSÕES
Emitente: CONSELHO DIRECTIVO Norma Regulamentar N.º 26/2002-R Data: 31/12/2002 Assunto: AVALIAÇÃO DOS ACTIVOS QUE CONSTITUEM O PATRIMÓNIO DOS FUNDOS DE PENSÕES Considerando que nos termos dos n.º s 1 e
DIA - Estrutura e conteúdo Pós-avaliação RECAPE e Rel Monitorização
Engenharia Civil: 5º ano / 10º semestre Engenharia do Territorio: 4º ano / 8º semestre DIA - Estrutura e conteúdo Pós-avaliação RECAPE e Rel Monitorização IMPACTES AMBIENTAIS 11ª aula Prof. Doutora Maria
S.R. DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA. Despacho Normativo n.º 38/2007 de 26 de Julho de 2007
S.R. DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA Despacho Normativo n.º 38/2007 de 26 de Julho de 2007 Considerando a necessidade de adaptação dos termos do programa ESTAGIAR às alterações no sistema de ensino introduzidas
STANDARD CHARTERED BANK ANGOLA, S.A ( A SOCIEDADE ) TERMOS DE REFERÊNCIA DA COMISSÃO EXECUTIVA. Conselho de Administração da Sociedade ( Conselho )
STANDARD CHARTERED BANK ANGOLA, S.A ( A SOCIEDADE ) TERMOS DE REFERÊNCIA DA COMISSÃO EXECUTIVA NOMEADO POR: AUTORIDADE: FINALIDADE: Conselho de Administração da Sociedade ( Conselho ) A autoridade da Comissão
POLÍTICA DE PREVENÇÃO DO BRANQUEAMENTO DE CAPITAIS E FINANCIAMENTO DO TERRORISMO VICTORIA SEGUROS, S.A.
POLÍTICA DE PREVENÇÃO DO BRANQUEAMENTO DE CAPITAIS E FINANCIAMENTO DO TERRORISMO VICTORIA SEGUROS, S.A. INDICE CONTROLO DE VERSÕES... 2 Histórico de Versões... 2 1. ÂMBITO E ENQUADRAMENTO LEGAL... 3 2.
REGULAMENTO GERAL DE PARQUES. Preâmbulo
REGULAMENTO GERAL DE PARQUES Preâmbulo Com a revisão da política de estacionamento e mobilidade na cidade de Lisboa, tal como se encontra definida no âmbito do pelouro da Mobilidade, urge redefinir as
O sistema de abastecimento a cargo da EPAL tem evoluído de uma forma muito acentuada, de acordo com as necessidades da vasta região que abastece.
Capítulo I A EPAL A EPAL - Empresa Portuguesa das Águas Livres, S. A., é uma sociedade anónima de capitais públicos detida a 100% pelas Águas de Portugal, S.G.P.S., S.A., e integrante do Grupo Águas de
LICENÇA N.º ICP-ANACOM-7/2013-SP
LICENÇA N.º ICP-ANACOM-7/2013-SP O Vogal do Conselho de Administração do ICP - Autoridade Nacional de Comunicações (ICP- ANACOM), Prof. Doutor João Manuel Lourenço Confraria Jorge e Silva, decide, nos
DECRETO LEI N.º 134/2009, DE 2 DE JUNHO
Informação n.º 15/2009 DECRETO LEI N.º 134/2009, DE 2 DE JUNHO Define o regime jurídico aplicável à prestação de serviços de promoção, informação e apoio aos consumidores e utentes, através de call centers
