MUTABILIDADE DO REGIME DE BENS
|
|
|
- Aníbal Jardim Castel-Branco
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 MUTABILIDADE DO REGIME DE BENS A evolução da sociedade global, e a repercussão da mesma na sociedade brasileira, vêm sobrecarregando o trabalho estatal na medida em que o mesmo deve estar preparado aos anseios e modificações dos novos conflitos. Neste quadro de transformação legislativa, se observa mais precisamente no âmbito do Direito de Família as modificações quanto às questões patrimoniais do casamento trazidas pelo Novo Código Civil. Tratam-se estas da possibilidade da modificação do regime de bens no decorrer da relação matrimonial, pois a escolha do regime de bens feita antes de contraído o matrimônio nem sempre poderá prever as futuras situações, anseios e desejos do casal no seu âmbito patrimonial da sociedade conjugal. Assim, essa novação legislativa possibilita a flexibilização da organização patrimonial do casamento possibilitando aos cônjuges melhores condições de administrar seus interesses econômicos, em prol de seus benefícios financeiros na mantença da família como um todo. O Código Civil de 1916, optando as partes por um regime de bens, este jamais poderia ser modificado ao longo da relação conjugal em face a preocupação estatal em proteger os cônjuges e terceiros, princípio da imutabilidade do regime de bens. Entretanto, graças ao novo Código Civil de 2002 este paradigma foi vencido, podendo hoje as partes modificar o seu regime de bens durante o matrimônio princípio da mutabilidade do regime de bens. É indispensável, para o casamento, a estipulação do regime de bens. Impossível que a lei de qualquer estado ou sociedade silencie sobre tal instituto. Mesmo que a legislação dispusesse a total liberdade de regras para os cônjuges já estaria assim, determinando diretrizes para a sua administração. 1
2 Portanto, regime de bens é um conjunto de regras para a estipulação patrimonial dos cônjuges. É conceituada diferentemente por inúmeros doutrinadores. Vejamos a conceituação de Pontes de Miranda: Regime de bens é um conjunto de regras, mais ou menos orgânico, que estabelece para certos bens, ou para os bens subjetivamente caracterizados, sistema de destinação e de efeitos.... O regime diz se esses bens que cada um traz, ou que cada um adquire, continua a ser particulares, ou se são comunicados de modo a pertencerem a ambos os cônjuges, em comunhão". Diz mais: como se percebem os frutos e como se administram tais bens. É ainda de notar-se que o regime matrimonial de bens não representa só o aspecto positivo. Quer dizer: não se limita a ditar normas sobre a propriedade, gozo, uso e fruto, ou administração dos bens que cada cônjuge leva na data do casamento, ou depois adquire. O regime matrimonial de bens também estatui sobre elementos negativos, como as dívidas e outras responsabilidades assumidas por um cônjuge ou por ambos. 1 Já para Arnaldo Rizzardo O regime de bens significa o disciplinamento das relações econômicas entre o marido e a mulher, envolvendo propriamente os efeitos dele em relação aos bens conjugais. Ou seja, a fim de regulamentar as relações econômicas resultantes do casamento, vêm instituídas algumas formas jurídicas que tratam do patrimônio existente entre o casamento, e daquele que surge durante a sua vigência. 2 Dentre os fundamentais princípios que regem a todos os regimes de bens estão os princípios da liberdade de escolha, o princípio da variedade de regimes e o princípio da mutabilidade. 1 MIRANDA, Pontes Tratado de Direito de família, Volume II Atualizado por Vilson Rodrigues Alves, Editora e distribuidora Bookseller, SP, PG 144/143 2 RIZZARDO, Arnaldo. Direito de Família: lei n.º de , Rio de Janeiro, Forense 2004, pg
3 Evidente que o estado não deixou de elencar requisitos e regras indispensáveis para a modificação dos regimes, sendo estes: a necessidade de autorização judicial, a motivação do pedido, a formulação do mesmo por ambos os cônjuges, a procedência das razões e a ressalva dos direitos de terceiros. Dentro deste diapasão, e da própria possibilidade de mutabilidade dos regimes de bens, verificou-se que os mesmo podem ser modificados, desde que respeitem os princípios de ordem pública e dos bons costumes sob pena de tais modificações serem declaradas nulas. O princípio da imutabilidade adotado pelo código civil de 1916 tinha como preocupação maior a proteção dos cônjuges, a sua estabilidade econômica, os terceiros e a família como um todo. A mulher ainda era considerada como inexperiente à administração de negócios financeiros. E se tinha o espírito do regime de bens, assim como era o espírito das próprias relações conjugais: a perpetuidade das relações. Entretanto, várias já eram as situações em que tal princípio já estava sendo flexibilizado pela jurisprudência com base no antigo código. Além disso, não se pode esquecer que a estrutura familiar teve inúmeras modificações e transformações ao longo destes anos. O ingresso da mulher no campo de trabalho, a igualdade entre homem e mulher trazidos pela Constituição Federal de 1988 trouxe outro enfoque de interesses entre os nubentes, sobrevindo, neste quadro fático o Anteprojeto de Orlando Gomes a tese da mutabilidade do regime de bens a qualquer tempo. Afirmava ele não haver justificativa para a manutenção do regime, quando a própria lei punha à escolha dos nubentes diversos regimes matrimoniais, não impedindo que mesclassem disposições próprias de cada um dos regimes. Estampado nos anseios em que foi construído o princípio da imutabilidade, o estado no novo Código Civil traz três pressupostos necessários às partes para que se possibilite a quebra do princípio da imutabilidade do regime de bens: a autorização judicial dada através de sentença homologatória fundamentada; o pedido motivado de ambos os cônjuges, contendo as razões da alteração e apurada a procedência das razões invocadas; e a ressalva dos direitos de terceiro. 3
4 Estes requisitos devem ser minuciosamente observados pelas partes e pelo órgão julgador, face aos riscos que a alteração possa acarretar aos envolvidos, principalmente aos terceiros interessados. Esta é uma das principais preocupações dos julgados e da doutrina, entretanto vários doutrinadores concluem que o próprio ordenamento jurídico tem meios suficientes de reaver qualquer prejuízo a terceiros, uma vez que o casamento é um ato dotado de publicidade. Percebe-se que não se pode privar os cônjuges de livremente dispor de seu patrimônio, de administrar seus bens conforme a realidade fática lhes aprouver, dentro de suas perspectivas de melhoria de vida pessoal e de seus filhos. Deve-se primar o princípio da presunção da boa-fé dos cônjuges interessados na mutabilidade do regime. Analisando o princípio da mutabilidade, deparamo-nos com vários questionamentos que se demonstraram sem regulamentação ou regulamentados de maneira confusa pelo legislador. A primeira delas foi se o princípio da mutabilidade poderia ou não atingir os casamentos contraídos pelo Código Civil de 1916? A doutrina é bastante dividida quanto a este questionamento, entretanto, a maior parte dos estudiosos entende ser possível a modificação do regime de bens dos casamentos contraídos anteriormente à nova lei, inclusive a jurisprudência do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul tem sido neste mesmo sentido. Afirmam que o artigo 1639, parágrafo 2.º, não faz qualquer ressalva quanto aos casamentos contraídos pelo código Civil de 1916, portanto, entendem ser plenamente cabível. O segundo questionamento é referente quanto à abrangência dos efeitos, ex tunc ou ex nunc? Percebe-se posições doutrinárias que defendem ambos os efeitos. Contudo, ao que vem decidindo o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, entendo que o mais correto deles seriam os efeitos ex tunc, ou seja, retroagindo aos efeitos passados, desde que se resguarde os direitos de terceiros. 4
5 Dependerá muitas vezes do objetivo das partes, e o regime que pretendem adotar, trazendo à lógica de que se desejam ampliar o patrimônio, o efeito será ex tunc, entretanto se anseiam diminuir o patrimônio, se deverá, via de regra, partilhar os bens já adquiridos pelo casal. O terceiro questionamento consiste na possibilidade ou não, daqueles obrigados a casar pelo regime da separação total de bens, previstos no art do Código Civil, cessada a causa que originou a incidência do regime obrigatório, poderão as partes utilizar-se da mutabilidade do regime de bens? O entendimento majoritário da doutrina é de que, sanada as causas suspensivas do inciso I do art. 1641, e alcançados os requisitos determinados pela lei de todos os que dependerem, para casar, de suprimento judicial, conforme o inciso III do mesmo artigo ser plenamente possível a alteração do regime de bens de separação obrigatória ao regime que melhor atender os interesses dos cônjuges. Já, em relação à previsão do inciso II, do mesmo artigo, o qual priva os maiores de 60 da liberdade de escolha do regime de bens, entendo ser mais fácil este ter seu reconhecimento como um dispositivo inconstitucional do que ter como considerada a mutabilidade do regime de bens para seus casos. O quarto questionamento consiste na nova regulamentação que reza o art. 977 do Código Civil, o qual impede os cônjuges casados pelo regime da comunhão universal e pela separação obrigatória de contratar sociedade entre si ou com terceiros. A doutrina mostrou inúmeros questionamentos, inclusive se os casamentos anteriores à regra estariam incluídos neste dispositivo ou não. Concluiu-se que com base no ato jurídico perfeito, este dispositivo só afetaria as situações de casamentos efetuados posteriormente ao novo Código Civil, e os casados na vigência do presente código, podem tranquilamente requerer a alteração do regime de bens do casamento, sendo inclusive este uma das principais procuras pela mutabilidade nos tribunais. 5
6 O quinto e último questionamento, trata da omissão da lei quanto ao número possível de modificação do regime de bens e da existência ou não de prazos mínimos para as mesmas. Portanto, entendo ser difícil engessar o número de vezes possíveis para o pleito da mutabilidade do regime de bens, quanto mais o prazo para que tal situação possa ser requerida. O casal deve ter a liberdade para transformar, crescer e modificar, sem preocupar-se em limitar tempo ou limites concretos, é claro, desde que efetuadas a modificação dentro dos limites expressos em lei, protegendo os interesses da família, os interesses de terceiro e em respeito aos próprios cônjuges. Existem ainda possíveis e inúmeras indagações que tampouco devem ter surgido aos tribunais, pois são ainda poucos os julgados quanto ao princípio da mutabilidade do regime de bens, porém, entendo que os tribunais, se permanecerem buscando a real justiça aos casos concretos, não se terá qualquer prejuízo aos interessados em modificarem seus regimes de bens. 6
CASAMENTO E REGIMES DE BENS
CASAMENTO E REGIMES DE BENS Curso de Pós-Graduação Prof. Dr. Jorge Shiguemitsu Fujita 2017 CASAMENTO E REGIMES DE BENS 1 1. CONSIDERAÇÕES GERAIS CC, arts. 1.639 a 1.688. 1.1. PACTO ANTENUPCIAL (CC, arts.
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO PROCESSUAL CIVIL. Aula Ministrada pelo Prof. Nelson Sussumu Shikicima
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO PROCESSUAL CIVIL. Aula Ministrada pelo Prof. Nelson Sussumu Shikicima 1-) Prática de família e sucessões: A-) Casamento: a) Impedimentos matrimoniais: Previsto perante
REGIME DE BENS. 1 Conceito: 2 Princípios aplicados aos regimes de bens: 31/08/2014. Conjutno de regras patrimoniais. Normas de cogentes
REGIME DE BENS Prof.a Dra Cíntia Rosa Pereira de Lima 1 Conceito: Conjutno de regras patrimoniais Normas de cogentes X Normas dispositivas 2 Princípios aplicados aos regimes de bens: 2.1 Princípio da autonomia
Princípios Básicos ENTRE OS CÔJUGES. Princípios Básicos. Princípios Básicos
DO REGIME DE BENS ENTRE OS CÔJUGES 1. Irrevogabilidade ATENÇÃO -> A imutabilidade do regime de bens não é, porém, absoluta no novo Código Civil. O art. 1639, 2º., admite a sua alteração. 1. Irrevogabilidade
BuscaLegis.ccj.ufsc.br
BuscaLegis.ccj.ufsc.br Regime de bens entre os cônjuges José Carlos Vicente 1. INTRODUÇÃO O regime de bens no casamento faz parte do Título II do livro IV do Código Civil, destinando o direito patrimonial
Modalidades do Regime de Bens
BuscaLegis.ccj.ufsc.br Modalidades do Regime de Bens Raul Lennon Matos Nogueira Escritor, poeta, cronista, contista e cordelista, além de lecionar em Informática cursando o 6º semestre de Direito pela
Problemática da equiparação do Casamento com a União Estável para fins sucessórios
Problemática da equiparação do Casamento com a União Estável para fins sucessórios Por André Muszkat e Maria Letícia Amorim* Casamento e união estável são dois institutos jurídicos distintos, apesar de
BuscaLegis.ccj.ufsc.Br
BuscaLegis.ccj.ufsc.Br Os direitos dos companheiros na união estável. Sandra Ressel * A União estável é um instituto que consiste na união respeitável, a convivência contínua, duradoura e pública, entre
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO PROCESSUAL CIVIL. Aula Ministrada pelo Prof. Nelson Sussumu Shikicima. Previsão encontra-se art do C.C.
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO PROCESSUAL CIVIL. Aula Ministrada pelo Prof. Nelson Sussumu Shikicima 1-) Prática de família e sucessões: B-) Parentesco: Previsão encontra-se art. 1.591 do C.C. Art.
Curso de Direito - Parte Especial - Livro IV - Do Direito de Família - Prof. Ovídio Mendes - Fundação Santo André 1 / 5 DO PACTO ANTENUPCIAL
Curso de Direito - Parte Especial - Livro IV - Do Direito de Família - Prof. Ovídio Mendes - Fundação Santo André 1 / 5 DO PACTO ANTENUPCIAL P A R T E E S P E C I A L LIVRO IV DO DIREITO DE FAMÍLIA TÍTULO
BuscaLegis.ccj.ufsc.br
BuscaLegis.ccj.ufsc.br A outorga conjugal nos atos de alienação ou oneração de bens imóveis Ricardo Guimarães Kollet * Uma das inovações advindas da vigência do Código Civil de 2002 reside na dispensa
PROCEDIMENTO DE JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA
MÓDULOS 22 PROCEDIMENTO DE JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA Artigo 719 do Código de Processo Civil A jurisdição voluntária exerce uma função de administração pública de interesses privados exercida pelo Poder Judiciário.
UNIÃO ESTÁVEL. 1 Introdução: 1 Introdução: 28/09/2014. União Estável vs. Família Matrimonializada. CC/16: omisso. CF/88: art.
UNIÃO ESTÁVEL Prof.a Dra Cíntia Rosa Pereira de Lima União Estável vs. Família Matrimonializada CC/16: omisso CF/88: art. 226, 3º Hoje: CC/02 (arts. 1.723 a 1.726) Concubinato. Já está superada a divergência
RESUMO DE DIREITO CIVIL
RESUMO DE DIREITO CIVIL Descrição: Direito Civil 7 Período de Direito Direito de família Por Bianca Lilian da Silva Resumo de Direito Civil Oi pessoal! Segue abaixo um resuminho bem simples da matéria,
Escrito por Administrator Dom, 15 de Novembro de :29 - Última atualização Qua, 04 de Janeiro de :11
INFORMAÇÕES PARA HABILITAÇÃO DE CASAMENTO DIVORCIADO 1. DOCUMENTOS: 1.1. Certidão de Casamento com averbação de divórcio, original e cópia simples; 1.2. Cópia simples da petição inicial, sentença e certidão
Lydia Neves Bastos Telles Nunes
A alteração do regime de bens autorizada judicialmente: como proceder para que ela produza efeitos? Lydia Neves Bastos Telles Nunes Mestre e Doutora em Direito pela PUC-SP. Professora nos cursos de Graduação
Exoneração de Alimento a Ex-Cônjuge, é Possível?
Exoneração de Alimento a Ex-Cônjuge, é Possível? Certa feita, um internauta indagou se seria possível deixar de pagar pensão alimentícia a sua ex-mulher, oportunidade em que tive que responder que era
BuscaLegis.ccj.ufsc.br
BuscaLegis.ccj.ufsc.br As Espécies De Famílias E Ampliação Do Conceito De Entidade Familiar Com A Constituição Federal De 1988 E O Código Civil De 2002. Mariana Brasil Nogueira * A disciplina legal da
Direito Civil. Do Regime de Bens. Professora Alessandra Vieira.
Direito Civil Do Regime de Bens Professora Alessandra Vieira www.acasadoconcurseiro.com.br Direito Civil CÓDIGO CIVIL DE 2002 Do Regime de Bens entre os Cônjuges Art. 1.639. É lícito aos nubentes, antes
O PLURALISMO FAMILIAR E A LIBERDADE DE CONSTITUIÇÃO DE UMA COMUNHÃO DA VIDA FAMILIAR
O PLURALISMO FAMILIAR E A LIBERDADE DE CONSTITUIÇÃO DE UMA COMUNHÃO DA VIDA FAMILIAR 104 Ana Paula de Araujo Carina Ana de Oliveira Elieser Leal Germano Tatiane Alves Salles dos Santos. INTRODUÇÃO O presente
É preciso diferenciar a natureza jurídica da antecipação de tutela da decisão de antecipação de tutela, não sendo expressões sinônimas.
Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Processo Civil / Aula 24 Professor: Edward Carlyle Conteúdo: Antecipação de Tutela: Efetividade, Momento do Requerimento; Revogação e Modificação; Fungibilidade;
TUTELA PROVISÓRIA. Comentários aos artigos 294 a 299
Para acesso ao vídeo explicativo clique AQUI. TUTELA PROVISÓRIA Comentários aos artigos 294 a 299 Art. 294. A tutela provisória pode fundamentar-se em urgência ou evidência. Parágrafo único. A tutela provisória
O casamento é a união plena entre duas pessoas, na qual ambos têm os MESMOS direitos e deveres.
Casamento O casamento é a união plena entre duas pessoas, na qual ambos têm os MESMOS direitos e deveres. PRAZO PARA DAR ENTRADA No mínimo 40 (quarenta) dias antes da data prevista para celebração do casamento.
SEPARAÇÃO E SUCESSÃO NO CASAMENTO E NA UNIÃO ESTÁVEL. Aspectos Relevantes
SEPARAÇÃO E SUCESSÃO NO CASAMENTO E NA UNIÃO ESTÁVEL Aspectos Relevantes 1 2 Introdução O presente trabalho não tem o intuito de exaurir o tema, haja vista sua extensão e as particularidades de cada caso,
Acordam no Tribunal da Relação do Porto
PN 1092.01 1 ; Ag: TC Santo Tirso; Age 2 : José Julião João, Rua Senhora da Conceição 25/27 Peniche; Aga 3 : Ivone da Conceição Antunes Romão, Rua Senhora da Conceição 25 Peniche. Acordam no Tribunal da
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA www.trilhante.com.br ÍNDICE 1. NOÇÕES GERAIS E PRELIMINARES... 4 Previsão Legislativa...4 Improbidade...4 Abrangência e Incidência da Lei... 5 2. SUJEITOS DA IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA...7
PROJETO DE LEI N.º, DE 2007
PROJETO DE LEI N.º, DE 2007 Regulamenta o artigo 226 3º da Constituição Federal, união estável, institui o divórcio de fato. O Congresso Nacional decreta: DA UNIÃO ESTAVEL Art. 1º- É reconhecida como entidade
DA CONFUSÃO SANGÜÍNEA QUE PODE DECORRER DO DIVÓRCIO APÓS A EC 66: RECÉM-DIVORCIADA - NOVA CAUSA SUSPENSIVA PARA O CASAMENTO?
DA CONFUSÃO SANGÜÍNEA QUE PODE DECORRER DO DIVÓRCIO APÓS A EC 66: RECÉM-DIVORCIADA - NOVA CAUSA SUSPENSIVA PARA O CASAMENTO? Letícia Franco Maculan Assumpção Oficial de Registro do Cartório de Registro
SOCIEDADE LIMITADA HISTÓRICO
SOCIEDADE LIMITADA HISTÓRICO Decreto-lei nº 3.078/19: em princípio, era regulada por este decreto, mas foi revogada. Código Civil, arts. 1.052 e 1087: atual regulamentação Antes possuía o nome de sociedade
Pós Graduação Direito de Família e Sucessões.
Pós Graduação Direito de Família e Sucessões. Prof. Nelson Sussumu Shikicima. Aula ministrada dia 02/10/2017. Variedade do regime de bens. Comunhão parcial de bens. Bens que não se comunicam na comunhão
INFORMAÇÕES PARA HABILITAÇÃO DE CASAMENTO ESTRANGEIRO SOLTEIRO
INFORMAÇÕES PARA HABILITAÇÃO DE CASAMENTO ESTRANGEIRO SOLTEIRO 1. DOCUMENTOS 1.1. Certidão original de Nascimento do nubente - (Legalizada/Consularizada pela Embaixada ou Consulado brasileiro no País de
Direito Civil. Da Curadoria dos Bens do Ausente. Professor Fidel Ribeiro.
Direito Civil Da Curadoria dos Bens do Ausente Professor Fidel Ribeiro www.acasadoconcurseiro.com.br Direito Civil DA CURADORIA DOS BENS DO AUSENTE AUSÊNCIA: Iniciaremos o estudo do nosso próximo tópico
7. Casamento inválido. 7. Casamento inválido -> Casamento Inexistente. São de três espécies: Requisitos de Exisitência:
7. Casamento inválido São de três espécies: A) Casamento Inexistente B) Casameto Nulo 7. Casamento inválido -> Casamento Inexistente Requisitos de Exisitência: 1. Deferença de sexo 2. Consentimento 3.
DIREITO CIVIL. Direito de Família. Casamento Parte 03. Prof. Cláudio Santos
DIREITO CIVIL Direito de Família Casamento Parte 03 Prof. Cláudio Santos 1. Modalidades de casamento 1.1 Sistemas jurídicos matrimoniais a) somente o casamento civil, admitindo-se a celebração por cerimônia
ACÓRDÃO. São Paulo, 12 de abril de Salles Rossi Relator Assinatura Eletrônica
fls. 106 Registro: 2016.0000239471 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação nº 1056413-22.2014.8.26.0100, da Comarca de São Paulo, em que são apelantes ALEXANDRE SILVA D AMBROSIO
Segregação patrimonial do direito de superfície
Segregação patrimonial do direito de superfície Por Felipe Tremarin Uma das grandes preocupações quando da realização de um negócio jurídico, diz respeito à preservação do patrimônio das partes nele envolvidas.
Departamento Jurídico Sector Jurídico e de Contencioso
Departamento Jurídico Sector Jurídico e de Contencioso P.º CC 18/2010 SJC Regime de separação de bens Processo de separação de pessoas e bens Viabilidade a) No regime de separação de bens cada um dos cônjuges
O IMPACTO DA LEI MARIA DA PENHA NO DIREITO DE FAMÍLIA
O IMPACTO DA LEI MARIA DA PENHA NO DIREITO DE FAMÍLIA 1. INTRODUÇÃO A luta e garra da mulher brasileira, Maria, Maria, cantada por Ellis Regina, foi traduzida em lei com a força e persistência da também
ALGUNS ASPECTOS QUE DIFERENCIAM A UNIÃO ESTÁVEL DO CASAMENTO
ALGUNS ASPECTOS QUE DIFERENCIAM A UNIÃO ESTÁVEL DO CASAMENTO José Ricardo Afonso Mota: Titular do Ofício do Registro Civil e Tabelionato de Notas da cidade de Bom Jesus do Amparo (MG) A união estável,
Instituições de Direito Profª Mestre Ideli Raimundo Di Tizio p 31
Instituições de Direito Profª Mestre Ideli Raimundo Di Tizio p 31 DIREITO DE FAMÍLIA Conceito é o conjunto de normas jurídicas que disciplina a entidade familiar, ou seja, a comunidade formada por qualquer
Universidade de Brasília UnB - Faculdade de Direito Disciplina: Teoria Geral do Direito Privado Professora: Ana Frazão
Universidade de Brasília UnB - Faculdade de Direito Disciplina: Teoria Geral do Direito Privado Professora: Ana Frazão A INVALIDADE DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS As diferenças entre a nulidade, a anulabilidade
Família e o mundo jurídico: repercussão do Código Civil de 2002 nas relações familiares.
BuscaLegis.ccj.ufsc.br Família e o mundo jurídico: repercussão do Código Civil de 2002 nas relações familiares. Rebeca Ferreira Brasil Bacharela em Direito pela Universidade de Fortaleza -Unifor Os direitos
SUMÁRIO 1. DIREITO DE FAMÍLIA INTRODUÇÃO
SUMÁRIO 1. DIREITO DE FAMÍLIA INTRODUÇÃO... 1 1.1 Conceito de Direito de Família. Estágio atual... 1 1.2 O novo Direito de Família. Princípios... 5 1.2.1 Direito Civil Constitucional e Direito de Família...
PRINCÍPIO = começo; ideia-síntese
PRINCÍPIOS INFORMADORES DO DIREITO PROCESSUAL PENAL PRINCÍPIO = começo; ideia-síntese os princípios da política processual de uma nação não são outra coisa senão os segmentos de sua política (ética) estatal
1. Noções gerais Conceito de Direito Público
1. Noções gerais Todo o Direito objetivo, também conhecido como Direito positivado quando no aspecto exclusivamente normativo (Kelsen), é dividido em dois grandes ramos, quais sejam: o Direito Público
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA. NOÇÕES DE DIREITO PENAL
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA. NOÇÕES DE DIREITO PENAL OBJETIVOS ESPECÍFICOS APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA. NOÇÕES DE DIREITO PENAL Decreto-Lei n. 2.848, de 07/12/1940 Código Penal - Parte Geral (arts. 1º ao
LINDB. A Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro é uma lex legum, ou seja, lei das leis.
LINDB A Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro é uma lex legum, ou seja, lei das leis. Isso significa que a LINDB será aplicada a todos os ramos do direito, salvo lei específica em contrário.
CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE As normas elaboradas pelo Poder Constituinte Originário são colocadas acima de todas as outras manifestações de direito. A própria Constituição Federal determina um procedimento
Regime de Bens no Casamento. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda
Regime de Bens no Casamento Regime de Bens no Casamento Regime de bens é o conjunto de determinações legais ou convencionais, obrigatórios e alteráveis, que regem as relações patrimoniais entre o casal,
GUIA PRÁTICO DO DIVÓRCIO Do começo ao Fim de um Casamento
GUIA PRÁTICO DO DIVÓRCIO Do começo ao Fim de um Casamento Dra. Deborah Calomino - Advogada [email protected] Pág. 1 Lostado & Calomino - Advogados Contato Fone: (13) 3222-5688 Fone: (11)
24/04/2018 O DIREITO DE FAMÍLIA NO SISTEMA BRASILEIRO E SUAS REPERCUSSÕES LEGAIS UNIÃO ESTÁVEL CASAMENTO NO BRASIL
O DIREITO DE FAMÍLIA NO SISTEMA BRASILEIRO E SUAS REPERCUSSÕES LEGAIS GIOVANI FERRI PATRICIA BALENSIEFER CASAMENTO NO BRASIL BRASIL IMPÉRIO: CASAMENTO CATÓLICO - regulado pela Igreja Católica, religião
PARECER Nº, DE RELATOR: Senador ROBERTO REQUIÃO I RELATÓRIO
PARECER Nº, DE 2017 Da COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E CIDADANIA, em decisão terminativa, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 612, de 2011, de autoria da Senadora Marta Suplicy, que altera os arts.
ACORDAM OS JUÍZES NO TRIBUNAL DE SEGUNDA INSTÂNCIA DA R.A.E.M.:
Processo nº (Autos de Recurso Civil e Laboral) Data: 29 de Novembro de 2012 Recorrente: A (embargante) Recorridos: B (embargado) Banco Luso Internacional, S.A. (exequente) ACORDAM OS JUÍZES NO TRIBUNAL
Causas suspensivas. 1 Causas Suspensivas: CASAMENTO PARTE III: CAUSAS SUSPENSIVAS. INEXISTÊNCIA, INVALIDADE E INEFICÁCIA. EFEITOS DO CASAMENTO.
CASAMENTO PARTE III: CAUSAS SUSPENSIVAS. INEXISTÊNCIA, INVALIDADE E INEFICÁCIA. EFEITOS DO CASAMENTO. Prof.a Dra Cíntia Rosa Pereira de Lima Não geram a nulidade ou anulabilidade do casamento; Norma inibitória:
A FUNÇÃO SOCIAL DO CONTRATO
A FUNÇÃO SOCIAL DO CONTRATO Natália Pereira SILVA RESUMO: O contrato é um instrumento jurídico de grande importância social na modernidade, desde a criação do Código Civil de 2002 por Miguel Reale, tal
ARTIGO: O controle incidental e o controle abstrato de normas
ARTIGO: O controle incidental e o controle abstrato de normas Luís Fernando de Souza Pastana 1 RESUMO: Nosso ordenamento jurídico estabelece a supremacia da Constituição Federal e, para que esta supremacia
Pós Graduação em Direito de Família e Sucessões. Prof. Nelson Sussumu Shikicima. Aula dia 19/09/2018. Parentesco.
Pós Graduação em Direito de Família e Sucessões. Prof. Nelson Sussumu Shikicima. Aula dia 19/09/2018. Parentesco. Espécies de parentesco. Sogro / Sogra Genro / Nora 3- Afinidade Enteado / Enteada Madrasta
NOVO CODIGO DE PROCESSO CIVIL
NOVO CODIGO DE PROCESSO CIVIL INSTITUTOS IMPORTANTES PARA O MERCADO DE SEGUROS MARCIO MALFATTI NOVEMBRO 2016 DO INCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE DEMANDAS REPETITIVAS IRDR DO CABIMENTO Art. 976. É cabível a instauração
