BuscaLegis.ccj.ufsc.br
|
|
|
- Sabrina Arantes Teves
- 8 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 BuscaLegis.ccj.ufsc.br Regime de bens entre os cônjuges José Carlos Vicente 1. INTRODUÇÃO O regime de bens no casamento faz parte do Título II do livro IV do Código Civil, destinando o direito patrimonial no direito de família, e abrangendo os regimes de bens, o pacto antenupcial, o usufruto e a administração dos bens de filhos menores, os alimentos e o bem de família. O regime de bens significa o disciplinamento das relações econômicas entre marido e mulher, envolvendo propriamente os efeitos dele em relação aos bens conjugais. Ou seja, a fim de regulamentar as relações econômicas resultantes do casamento vêm instituídas algumas formas jurídicas que tratam do patrimônio existente antes do casamento, e daquele que surge durante sua vigência. Para Orlando Gomes, regime matrimonial é o conjunto de regras aplicáveis à sociedade conjugal considerada sob o aspecto dos seus interesses patrimoniais. Em síntese, é o estatuto patrimonial dos cônjuges. Os bens materiais são destinados a satisfazer as necessidades do casal e dos filhos, mas é indispensável um ordenamento que estruture as relações pecuniárias. Os cônjuges optam por um dos vários sistemas, que são denominados regimes de bens e que representam um verdadeiro estatuto do patrimônio das pessoas casadas. Quatro são os regimes de bens no casamento: o regime de comunhão parcial, o regime de comunhão universal, o regime de participação final nos aqüestos e o regime de separação. A qualquer regime faculta o Código Civil a eleição, de acordo com o art É lícito aos nubentes, antes de celebrado o casamento, estipular, quanto aos seus bens, o que lhes aprouver. Há exceções, segundo algumas regras, que obrigam, em situações especiais, o regime de separação total. A escolha do regime de bens deve proceder-se por meio de pacto antenupcial, a menos que seja o de comunhão parcial, que prevalece na omissão da escolha de outro regime, isto está descrito no art do código Civil: Não havendo convenção, ou sendo ela nula ou ineficaz, vigorará, quanto aos bens entre os cônjuges, o regime da comunhão parcial. O pacto antenupcial externa-se mediante escritura pública, esta
2 exigência está no art do mesmo Diploma Legal: É nulo o pacto antenupcial se não for feito por escritura pública, e ineficaz se não lhe seguir o casamento. O atual Código Civil traz o princípio da mutabilidade do regime adotado, nos termos do 2º do art : É admissível alteração do regime de bens, mediante autorização judicial em pedido motivado de ambos os cônjuges, apurada a procedência das razões invocadas e ressalvadas os direitos de terceiros. A data da vigência do regime é a do casamento, sendo expresso no 1º do art do Código Civil: O regime de bens entre os cônjuges começa a vigorar desde a data do casamento. Dependendo do regime de bens adotado pelos cônjuges, o titular de imóveis, pode, sem o consentimento do outro, transferir ou alienar, e onerar seus bens, como estabelece o art do Código Civil: Estipulada a separação de bens, estes permanecerão sob a administração exclusiva de cada um dos cônjuges, que os poderá livremente alienar ou gravar de ônus real. 2. PACTO ANTENUPCIAL Corresponde esta figura à convenção solene, através de escritura pública, na qual declaram os cônjuges o regime que adotam, e as condições ou adendos que resolvem acrescentar. Somente existe o pacto antenupcial em função do casamento, ao qual se vincula intimamente, sequer perdura se não exteriorizado por escritura pública e se não sobrevier o casamento, para isso, traz o art do Código Civil: È nulo o pacto antenupcial se não for feito por escritura pública, e ineficaz se não lhe seguir o casamento. Se realizado por menor, depende a convalidação à aprovação do respectivo representante legal, conforme prevê o art , III do Código Civil: de todos os que dependerem, para casar, de suprimento judicial. Complementa o art do mesmo Diploma Legal: A eficácia do pacto antenupcial, realizado por menor, fica condicionada à aprovação de seu representante legal, salvo as hipóteses de regime obrigatório de separação de bens. Ampla é a liberdade na celebração do pacto antenupcial, ali se estipulam o que se deseja, dentro dos limites da lei, para isso, esclarece o art do Código Civil: É nula a convenção ou cláusula dela que contravenha disposição absoluta de lei. Há em verdade, uma série de disposições relativas ao casamento que não podem ser modificadas por força da vontade dos cônjuges, especialmente aquelas que ratam da organização da família, dos direitos e deveres conjugais e de mútua assistência. 3. ALTERAÇÃO DO REGIME DE BENS Tal mudança foi introduzida no atual Código Civil, seu art , 2º diz: É admissível alteração do regime de bens, mediante autorização judicial em pedido motivado de ambos os cônjuges, apurada a procedência das razões invocadas e ressalvadas os direitos de terceiros. Por força da nova ordem, é admitida a mudança
3 do regime de bens, passando de qualquer regime para outro, desde que permitido. Em qualquer tempo fica viável a mudança, não abrangendo os casamentos celebrados sob o Código Civil de 1916, por força do art do atual Código Civil: O regime de bens nos casamentos celebrados na vigência do Código Civil anterior, Lei nº , de 1º de janeiro de 1916, é o por ele estabelecido. 4. REGIME DE COMUNHÃO PARCIAL DE BENS Segundo alguns doutrinadores, o regime de separação parcial de bens é o que melhor atende aos princípios da justiça, por assegurar a autonomia recíproca dos cônjuges, conservando, cada um deles, a propriedade, a administração e o gozo dos respectivos bens. O art do Código Civil traz que: No regime de comunhão parcial, comunicam-se os bens que sobrevierem ao casal, na constância do casamento, com as exceções dos artigos seguintes. Através desse regime, os cônjuges conservam a propriedade exclusiva dos bens que possuíam quando do casamento, os que venham a receber por doação e herança durante a vigência da sociedade conjugal, e aqueles que serão adquiridos com valores particulares. A adoção deste regime leva-se a termo no processo de separação para o casamento. Ao encaminharem os nubentes a petição para o casamento, já elegem o regime, se este for o da comunhão parcial, e basta anotar no processo da habilitação para o casamento. Escolhendo-se outro regime, é necessário o pacto antenupcial, por meio de escritura pública, a lavrar-se em tabelionato. Nesse sentido, explica o parágrafo único do art do Código Civil: Poderão os nubentes, no processo de habilitação, optar por qualquer dos regimes que este Código regula. Quanto à forma, reduzir-se-á a termo a opção pela comunhão parcial, fazendo-se o pacto antenupcial por escritura pública, nas demais escolhas. Neste regime, formam-se duas classes de bens: os bens particulares do marido e da mulher, e os bens comuns, no primeiro caso, excluem-se aqueles levados por qualquer dos cônjuges ara o casamento e os adquiridos a título gratuito. A enumeração completa está nos artigos e do Código Civil. Art Excluem-se da comunhão: I. os bens que cada cônjuge possuir ao casar, e os que lhe sobrevierem, na constância do casamento, por doação ou sucessão, e os sub-rogados em seu lugar; II. os bens adquiridos com valores exclusivamente pertencentes a um dos cônjuges em sub-rogação dos bens particulares; III. as obrigações anteriores ao casamento; IV. as obrigações provenientes de atos ilícitos, salvo reversão em proveito do casal;
4 V. os bens de uso pessoal, os livros e instrumentos de profissão; VI. os proventos do trabalho pessoal de cada cônjuge; VII. as pensões, méis-soldos, montepios e outras rendas semelhantes. Art São incomunicáveis os bens cuja aquisição tiver por título uma causa anterior ao casamento. Nesse regime há também os bens que se comunicam depois de celebrado o casamento. O art do Código Civil discrimina esses bens: Art Entram na comunhão: I. os bens adquiridos na constância do casamento por título oneroso, ainda que só em nome de um dos cônjuges; II. os bens adquiridos por fato eventual, com ou sem o concurso de trabalho u despesa anterior; III. os bens adquiridos por doação, herança ou legado, em favor de ambs os cônjuges; IV. as benfeitorias em bens particulares de cada cônjuge; V. os frutos dos bens comuns, ou dos articulares de cada cônjuge, percebidos na constância do casamento, ou pendentes ao tempo de cessar a comunhão. Nesse regime, ficam presumidos alguns bens móveis que irão se comunicar. O art do Código Civil regra: No regime da comunhão parcial, presumem-se adquiridos na constância do casamento os bens móveis, quando não se provar que o foram em data anterior. Para atentar sobre este problema, aconselha Arnoldo Wald: Será conveniente um inventário minucioso dos bens já pertencentes a cada um dos cônjuges no momento do casamento, especialmente tratando-se de móveis, a fim de estabelecer quais os haveres de cada um dos cônjuges e quais os pertences em comum ao casal. 5. REGIME DE COMUNHÃO UNIVERSAL DE BENS Através de sua adoção, com poucas exceções, todos os bens presentes e futuros dos cônjuges, bem como as dívidas, se comunicam. Não importa a natureza, sejam móveis ou imóveis, direitos ou ações, apreciáveis ou não economicamente, passam a formar um único acervo, um patrimônio comum, que se torna individual até a
5 dissolução da sociedade conjugal. Os bens que o cônjuge leva para o matrimônio se fundem com os trazidos pelo outro cônjuge, formando uma única massa. Expõe San Tiago Dantas: A sua característica dominante é estabelecer entre os cônjuges uma comunicação dos bens e da arte passiva do patrimônio, e o que, daí por diante, qualquer um deles adquirir, adquiri simultaneamente para si e para outro cônjuge, para a comunhão familiar. Surge aí um patrimônio indivisível e comum, sem definir, especificar, ou localizar a propriedade nos bens. Diante disso reza o art do Código Civil: O regime de comunhão universal importa na comunicação de todos os bens presentes e futuros dos cônjuges e suas dívidas passivas, com as exceções do artigo seguinte. A totalidade assim constituída é de ambos, na medida da meação sobre a totalidade do acervo, mesmo que nada tenha trazido ou adquirido um dos cônjuges. Segundo foi dito, entram na propriedade comum, no regime universal, todos os bens presentes e futuros, os bens excluídos da comunhão vêm discriminados no art do Código Civil: Art São excluídos da comunhão: I. os bens doados o herdados com a cláusula de incomunicabilidade e os subrogados em seu lugar; II. os bens gravados de fideicomisso e o direito do herdeiro fideicomissário, antes de realizada a condição suspensiva; III. as dívidas anteriores ao casamento, salvo se provierem de despesas com seus aprestos, ou reverterem em proveito comum; IV. as doações antenupciais feitas por um dos cônjuges ao outro com a cláusula da incomunicabilidade; V. os bens referidos nos incisos V e VII do art Os bens próprios ou excluídos da comunhão não se partilham com a dissolução do casamento, permanecem com o respectivo titular que os trouxe para o casamento, ou que os adquiriu ao longo de seu curso. Nesse regime, mesmo sendo alguns bens incomunicáveis, os fruto e rendimentos provenientes desses bens se comunicam ou passam para ambos os cônjuges. O art do Código Civil regra: A incomunicabilidade dos bens enumerados no artigo antecedente não se estende aos frutos, quando se percebam ou vençam durante o casamento. Quanto à administração dos bens, o art determina que se apliquem os princípios relativos à comunhão parcial. 6. REGIME DE PARTICIPAÇÃO FINAL NOS AQUESTOS
6 Tal regime vem disciplinado nos artigos à do Código Civil que suprimiu o regime dotal e introduziu o regime da participação final nos aqüestos. Nesse regime, aplicam-se regras da separação de bens e da comunhão de aqüestos. A noção geral está no art do Código Civil: No regime de participação final nos aqüestos, cada cônjuge possui patrimônio próprio, consoante disposto no artigo seguinte, e lhe cabe, à época da dissolução da sociedade conjugal, direito a metade dos bens adquiridos pelo casal, a título oneroso, na constância do casamento. Sua utilidade maior é para aqueles cônjuges que atuam em profissões diversas em economia desenvolvida e já possuem certo patrimônio ao casar-se ou a potencialidade profissional de fazê-lo posteriormente. Na parte introdutória ao regime de bens, o art do Código Civil estabelece: No pacto antenupcial, que adotar o regime de participação final nos aqüestos, poder-se-á convencionar a livre disposição dos bens imóveis, desde que particulares. Esse pacto, por si só, denota um negócio patrimonial que suplanta o cunho afetivo que deve conter o casamento. O casamento passa a exigir uma contabilidade permanente, sob pena de ser impossível efetuar a comunhão de aqüestos final. Nesse regime, existem duas massas de bens, a do marido e a da mulher, o art do Código Civil expressa: Integram o patrimônio os bens que cada cônjuge possuía ao casar e os por ele adquiridos, a qualquer título, na constância do casamento. Parágrafo único: A administração desses bens é exclusiva de cada cônjuge, que poderá livremente alienar, se forem móveis. Analisando os dispositivos, verifica-se que os nubentes terão grandes dúvidas quanto esse regime, mas segundo as doutrinas, esse tipo de regime supera com enormes vantagens os outros regimes, principalmente com relação a terceiros. 7. REGIME DE SEPARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE BENS Dentro do regime de separação de bens, há hipóteses expressamente previstas de separação, instituídas, sobretudo, com o escopo de proteger os bens de cada cônjuge em certas situações, ou por motivos de ordem pública, ou como forma de punição por infringência a certos impedimentos de menor relevância. Maria Helena Diniz diz: Parece-nos que a razão está com os que admitem a comunicabilidade dos bens futuros, no regime de separação obrigatória, desde que sejam produto do esforço comum do trabalho e economia de ambos, ate o princípio de que os consortes se constitui uma sociedade de fato ou comunhão de interesses. O regime obrigatório, é imposto em determinadas condições, que não pode ser confundido com o regime da comunhão parcial de bens, supletivo da vontade dos interessados. Quanto ao regime da separação obrigatória, o art do Código Civil dispõe:
7 Art É obrigatório o regime da separação de bens no casamento: I. das pessoas que o contraírem com inobservância das causas suspensivas da celebração do casamento; II. da pessoa maior de sessenta anos; III. de todos os que dependerem, para casar, de suprimento judicial. As causas suspensivas visam impedir a realização do casamento e se realizado com sua infringência, o casamento é válido, impondo a lei apenas sanções de natureza diversa. É de causa suspensiva porque sua argüição, na forma do art do Código Civil, suspende a realização do casamento, até que a causa seja eliminada. Ocorrendo o casamento com inobservâncias das causas suspensivas, o regime será obrigatoriamente o da separação obrigatória. As causas suspensivas podem ser argüidas pelos parentes em linha reta de um dos nubentes, sejam consangüíneos ou afins, e pelos colaterais em segundo grau, sejam também consangüíneos ou afins. Art As causa suspensivas da celebração do casamento podem ser argüidas pelos parentes em linha reta de um dos nubentes, sejam consangüíneos ou afins, e pelos colaterais em segundo grau, sejam também consangüíneos ou afins. Quanto a casamento da pessoa maior de anos, o legislador entendeu que, nessa fase da vida, na qual presumivelmente o patrimônio de um ou de ambos os nubentes já está estabilizado, o conteúdo patrimonial deve ser peremptoriamente afastado. A idéia é afastar o incentivo patrimonial do casamento de uma pessoa jovem que se consorcia com alguém mais idoso. Silvio Rodrigues posiciona-se contra a disposição, sustentando, com razão, que se trata de imposição legal atentatória contra a liberdade individual. Dizia, com base no antigo diploma: Aliás, talvez se possa dizer que uma das vantagens da fortuna consiste em aumentar os atrativos matrimoniais de que a detém. Não há inconveniente social de qualquer espécie em permitir que um sexagenário ou uma qüinqüagenária ricos se casem pelo regime da comunhão, se assim lhes aprouver. Quanto ao último inciso desse dispositivo, o princípio geral é de que, em todo casamento que necessita da autorização judicial, o regime será o da separação obrigatória. Entende-se que, se o menor que se casa com suprimento judicial da vontade de seus pais ou para furtar-se á imposição de pena criminal necessita de maior proteção no curso do casamento. Disponível em: Acesso em: 06 jul
Princípios Básicos ENTRE OS CÔJUGES. Princípios Básicos. Princípios Básicos
DO REGIME DE BENS ENTRE OS CÔJUGES 1. Irrevogabilidade ATENÇÃO -> A imutabilidade do regime de bens não é, porém, absoluta no novo Código Civil. O art. 1639, 2º., admite a sua alteração. 1. Irrevogabilidade
O casamento é a união plena entre duas pessoas, na qual ambos têm os MESMOS direitos e deveres.
Casamento O casamento é a união plena entre duas pessoas, na qual ambos têm os MESMOS direitos e deveres. PRAZO PARA DAR ENTRADA No mínimo 40 (quarenta) dias antes da data prevista para celebração do casamento.
Pós Graduação Direito de Família e Sucessões.
Pós Graduação Direito de Família e Sucessões. Prof. Nelson Sussumu Shikicima. Aula ministrada dia 02/10/2017. Variedade do regime de bens. Comunhão parcial de bens. Bens que não se comunicam na comunhão
Direito Civil. Do Regime de Bens. Professora Alessandra Vieira.
Direito Civil Do Regime de Bens Professora Alessandra Vieira www.acasadoconcurseiro.com.br Direito Civil CÓDIGO CIVIL DE 2002 Do Regime de Bens entre os Cônjuges Art. 1.639. É lícito aos nubentes, antes
Pós Graduação Direito de Família e Sucessões. Prof. Nelson Sussumu Shikicima. 2ª aula de laboratório de sucessão ministrada dia 13/06/2018. Casamento.
Pós Graduação Direito de Família e Sucessões. Prof. Nelson Sussumu Shikicima. 2ª aula de laboratório de sucessão ministrada dia 13/06/2018. Casamento. Feitos do casamento. Parentesco por afinidade. 1-
Regime de comunhão universal, cláusula de incomunicabilidade, fideicomisso
Curso de Direito - Parte Especial - Livro IV - Do Direito de Família - Prof. Ovídio Mendes - Fundação Santo André 1 / 5 DO REGIME DE COMUNHÃO UNIVERSAL P A R T E E S P E C I A L LIVRO IV DO DIREITO DE
Instituições de Direito Profª Mestre Ideli Raimundo Di Tizio p 31
Instituições de Direito Profª Mestre Ideli Raimundo Di Tizio p 31 DIREITO DE FAMÍLIA Conceito é o conjunto de normas jurídicas que disciplina a entidade familiar, ou seja, a comunidade formada por qualquer
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO PROCESSUAL CIVIL. Aula Ministrada pelo Prof. Nelson Sussumu Shikicima
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO PROCESSUAL CIVIL. Aula Ministrada pelo Prof. Nelson Sussumu Shikicima 1-) Prática de família e sucessões: A-) Casamento: a) Impedimentos matrimoniais: Previsto perante
PROF. DRA. ISABELLA PARANAGUÁ
PROF. DRA. ISABELLA PARANAGUÁ EMAIL: [email protected] MARIA HELENA DINIZ: O CONJUNTO DE NORMAS APLICÁVEIS ÀS RELAÇÕES E INTERESSES ECONÔMICOS RESULTANTES DO CASAMENTO, ENVOLVENDO QUESTÕES
CASAMENTO E REGIMES DE BENS
CASAMENTO E REGIMES DE BENS Curso de Pós-Graduação Prof. Dr. Jorge Shiguemitsu Fujita 2017 CASAMENTO E REGIMES DE BENS 1 1. CONSIDERAÇÕES GERAIS CC, arts. 1.639 a 1.688. 1.1. PACTO ANTENUPCIAL (CC, arts.
Continuação do Direito de Família
Continuação do Direito de Família 8. Invalidade do casamento: b. Casamento anulável (art.1550, CC/02): somente os interessados poderão ajuizar ação anulatória. Nesse caso, o Ministério Público não pode
REGIME DE BENS. 1 Conceito: 2 Princípios aplicados aos regimes de bens: 31/08/2014. Conjutno de regras patrimoniais. Normas de cogentes
REGIME DE BENS Prof.a Dra Cíntia Rosa Pereira de Lima 1 Conceito: Conjutno de regras patrimoniais Normas de cogentes X Normas dispositivas 2 Princípios aplicados aos regimes de bens: 2.1 Princípio da autonomia
Curso de Direito - Parte Especial - Livro IV - Do Direito de Família - Prof. Ovídio Mendes - Fundação Santo André 1 / 5 DO PACTO ANTENUPCIAL
Curso de Direito - Parte Especial - Livro IV - Do Direito de Família - Prof. Ovídio Mendes - Fundação Santo André 1 / 5 DO PACTO ANTENUPCIAL P A R T E E S P E C I A L LIVRO IV DO DIREITO DE FAMÍLIA TÍTULO
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO PROCESSUAL CIVIL. Aula Ministrada pelo Prof. Nelson Sussumu Shikicima. Previsão encontra-se art do C.C.
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO PROCESSUAL CIVIL. Aula Ministrada pelo Prof. Nelson Sussumu Shikicima 1-) Prática de família e sucessões: B-) Parentesco: Previsão encontra-se art. 1.591 do C.C. Art.
CASAMENTO. Vitor F. Kümpel PALESTRA CASAMENTO
PALESTRA CASAMENTO 1 1. VISÃO CONSTITUCIONAL - A Constituição Federal de 1988 inovou ao estabelecer novas formas constitutivas de família, além do casamento; - A família só era constituída pelo casamento;
SEPARAÇÃO E SUCESSÃO NO CASAMENTO E NA UNIÃO ESTÁVEL. Aspectos Relevantes
SEPARAÇÃO E SUCESSÃO NO CASAMENTO E NA UNIÃO ESTÁVEL Aspectos Relevantes 1 2 Introdução O presente trabalho não tem o intuito de exaurir o tema, haja vista sua extensão e as particularidades de cada caso,
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO CIVIL.
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO CIVIL. Aula Ministrada pelo Prof. Nelson Sussumu Shikicima Aula 07/08/2017 Regime de bens. Regime de bens. Pactos antenupciais: contrato realizado antes do casamento,
RESUMO DE DIREITO CIVIL
RESUMO DE DIREITO CIVIL Descrição: Direito Civil 7 Período de Direito Direito de família Por Bianca Lilian da Silva Resumo de Direito Civil Oi pessoal! Segue abaixo um resuminho bem simples da matéria,
Modalidades do Regime de Bens
BuscaLegis.ccj.ufsc.br Modalidades do Regime de Bens Raul Lennon Matos Nogueira Escritor, poeta, cronista, contista e cordelista, além de lecionar em Informática cursando o 6º semestre de Direito pela
EXERCÍCIO DIREITO DE FAMÍLIA
EXERCÍCIO DIREITO DE FAMÍLIA 1. São impedidos de casar a) os parentes colaterais até o quarto grau. b) os afins em linha reta e em linha colateral. c) o adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado
Na comunhão parcial, cônjuge só tem direito aos bens adquiridos antes do casamento
Curso de Direito - Parte Especial - Livro IV - Do Direito de Família - Prof. Ovídio Mendes - Fundação Santo André 1 / 8 DO REGIME DE COMUNHÃO PARCIAL P A R T E E S P E C I A L LIVRO IV DO DIREITO DE FAMÍLIA
BuscaLegis.ccj.ufsc.Br
BuscaLegis.ccj.ufsc.Br Os direitos dos companheiros na união estável. Sandra Ressel * A União estável é um instituto que consiste na união respeitável, a convivência contínua, duradoura e pública, entre
MUTABILIDADE DO REGIME DE BENS
MUTABILIDADE DO REGIME DE BENS A evolução da sociedade global, e a repercussão da mesma na sociedade brasileira, vêm sobrecarregando o trabalho estatal na medida em que o mesmo deve estar preparado aos
Sucessão que segue as regras da lei quando: DIREITO DAS SUCESSÕES
DIREITO DAS SUCESSÕES I. SUCESSÃO EM GERAL II. SUCESSÃO LEGÍTIMA III. SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA IV. INVENTÁRIO E PARTILHA SUCESSÃO LEGÍTIMA 1. Conceito 2. Parentesco 3. Sucessão por direito próprio e por
REGIME DE BENS NO NOVO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO
1 REGIME DE BENS NO NOVO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO Cleiton Graciano dos Santos 1 RESUMO: Este artigo trata sobre o Regime de Bens no novo Código Civil brasileiro, apresentando os principais aspectos do assunto,
A VIABILIDADE JURÍDICADA ALTERAÇÃO EXTRAJUDICIAL DO REGIME DE BENS
1 A VIABILIDADE JURÍDICADA ALTERAÇÃO EXTRAJUDICIAL DO REGIME DE BENS Nalu Caetano Da Silva.1. Altair Gomes Caixeta.2. RESUMO A alteração do regime de bens, na constância do casamento, por via judicial,
9/26/17. Contratos. ! Conceito: Contrato. Fontes obrigacionais no direito civil brasileiro. - Direito obrigacional
Fontes obrigacionais no direito civil brasileiro! Lei! *! Atos ilícitos e o abuso de direito! Atos unilaterais! Títulos de crédito! Conceito: Contrato - Direito obrigacional - Relação jurídica transitória:
DIREITO DE FAMILIA. Casamento, regime de bens, dissolução. Relações de parentesco. Multiparentalidade.
DIREITO DE FAMILIA Casamento, regime de bens, dissolução. Relações de parentesco. Multiparentalidade. NATUREZA JURIDICA DO CASAMENTO 1C- DOUTRINA INDIVIDUALISTA 2C- CORRENTE INSTITUCIONAL 3C- CORRENTE
DIREITOS SUCESSÓRIOS NA UNIÃO ESTÁVEL
UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ UNIVALI CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS, POLÍTICAS E SOCIAIS - CEJURPS CURSO DE DIREITO DIREITOS SUCESSÓRIOS NA UNIÃO ESTÁVEL MARIANA BUTORI JULIATTO Itajaí/SC, 15 de outubro
Como citar este material:
Como citar este material: MARTINS, Alan. Direito e Legislação: Direito de Família e das Sucessões. Caderno de Atividades. Valinhos: Anhanguera Educacional, 2015. Olá! Após vigorar por mais de oitenta anos
DIREITO CIVIL VI AULA 1: Introdução ao Direito das Sucessões
DIREITO CIVIL VI AULA 1: Introdução ao Direito das Sucessões Teoria do Direito das Sucessões Sucessão, do latim, succedere, significa vir no lugar de alguém. Ensina Carlos Roberto Gonçalves (2011, p. 19)
Escrito por Administrator Dom, 15 de Novembro de :29 - Última atualização Qua, 04 de Janeiro de :11
INFORMAÇÕES PARA HABILITAÇÃO DE CASAMENTO DIVORCIADO 1. DOCUMENTOS: 1.1. Certidão de Casamento com averbação de divórcio, original e cópia simples; 1.2. Cópia simples da petição inicial, sentença e certidão
A SUCESSÃO NO CASAMENTO E NA UNIÃO ESTÁVEL
A SUCESSÃO NO CASAMENTO E NA UNIÃO ESTÁVEL Prof. Dr. Francisco José Cahali CASAMENTO: Convocação p/a Concorrência CC, art. 1829, I: CÔNJUGE HERDA concorrendo CÔNJUGE NÃO HERDA Comunhão parcial com bens
Direito Civil. Doação. Professora Tatiana Marcello.
Direito Civil Doação Professora Tatiana Marcello www.acasadoconcurseiro.com.br Direito Civil LEI Nº 10.406, DE 10 DE JANEIRO DE 2002. Institui o Código Civil. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que
REGIMES MATRIMONIAIS DE BENS NO DIREITO BRASILEIRO: VISÃO LEGAL E DOUTRINÁRIA
UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ UNIVALI CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS, POLÍTICAS E SOCIAIS - CEJURPS CURSO DE DIREITO REGIMES MATRIMONIAIS DE BENS NO DIREITO BRASILEIRO: VISÃO LEGAL E DOUTRINÁRIA MILENA
BuscaLegis.ccj.ufsc.br
BuscaLegis.ccj.ufsc.br A outorga conjugal nos atos de alienação ou oneração de bens imóveis Ricardo Guimarães Kollet * Uma das inovações advindas da vigência do Código Civil de 2002 reside na dispensa
Sexta da Família: planejamento sucessório
Sexta da Família: planejamento sucessório LUIZ KIGNEL Advogado militante; Especialista em Direito Privado pela USP; Membro do IBDFam e do IBGC. Planejamento Sucessório Luiz Kignel [email protected] www.plkc.com.br
Introdução ao Direito de Família Casamento e União Estável Formalidades Preliminares. Habilitação para o Casamento
Sumário 1 Introdução ao Direito de Família 1.1 Compreensão 1.2 Lineamentos Históricos 1.3 Família Moderna. Novos Fenômenos Sociais 1.4 Natureza Jurídica da Família 1.5 Direito de família 1.5.1 Características
REGIME DE BENS. Resumo. 1 Regime de Bens. Jus Societas ISSN Nizangela Hetkowski 1 Jenaldo Alves de Araújo 2
REGIME DE BENS Nizangela Hetkowski 1 Jenaldo Alves de Araújo 2 Resumo Regime de bens é um conjunto de regras aplicáveis à sociedade conjugal que tem como objetivo regularizar o patrimônio dos cônjuges.
PROJETO DE LEI N.º, DE 2007
PROJETO DE LEI N.º, DE 2007 Regulamenta o artigo 226 3º da Constituição Federal, união estável, institui o divórcio de fato. O Congresso Nacional decreta: DA UNIÃO ESTAVEL Art. 1º- É reconhecida como entidade
PROCEDIMENTO DE JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA
MÓDULOS 22 PROCEDIMENTO DE JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA Artigo 719 do Código de Processo Civil A jurisdição voluntária exerce uma função de administração pública de interesses privados exercida pelo Poder Judiciário.
Horário para entrada do processo de habilitação no cartório: das 9h às 17h, de segunda a sexta-feira.
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL ESTADO DE SANTA CATARINA MUNICÍPIO E COMARCA DE JOINVILLE Rua Blumenau 953, 5º Andar, fone: (47) 3026-3760 REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS, INTERDIÇÕES E TUTELAS, TÍTULOS
Requisitos da União Estável
Curso de Direito - Parte Especial - Livro IV - Do Direito de Família - Prof. Ovídio Mendes - Fundação Santo André 1 / 6 DA UNIÃO ESTÁVEL P A R T E E S P E C I A L LIVRO IV DO DIREITO DE FAMÍLIA TÍTULO
PACTO ANTENUPCIAL REGIMES DE BENS
PACTO ANTENUPCIAL O Código Civil dita, em seu art. 1.639, que é lícito aos nubentes, antes de celebrado o casamento, estipular, quanto aos seus bens, o que lhes aprouver. Por oportuno, anote-se que segundo
5 Celebração e Prova do Casamento, Ritos matrimoniais, Cerimônia do casamento, Suspensão da cerimônia, 85
Sumário Nota do Autor à lfi edição, xiii 1 Introdução ao Direito de Família, 1 1.1 Compreensão, 1 1.2 Lineamentos históricos, 2 1.3 Família moderna. Novos fenômenos sociais, 5 1.4 Natureza jurídica da
DIREITO DE FAMÍLIA ROTEIRO DE AULA Profa. Dra. Maitê Damé Teixeira Lemos
DIREITO DE FAMÍLIA ROTEIRO DE AULA Profa. Dra. Maitê Damé Teixeira Lemos Direito Matrimonial o Conceito: o Natureza jurídica do casamento: o Finalidades do casamento: o Princípios do casamento: o Esponsais
Causas suspensivas. 1 Causas Suspensivas: CASAMENTO PARTE III: CAUSAS SUSPENSIVAS. INEXISTÊNCIA, INVALIDADE E INEFICÁCIA. EFEITOS DO CASAMENTO.
CASAMENTO PARTE III: CAUSAS SUSPENSIVAS. INEXISTÊNCIA, INVALIDADE E INEFICÁCIA. EFEITOS DO CASAMENTO. Prof.a Dra Cíntia Rosa Pereira de Lima Não geram a nulidade ou anulabilidade do casamento; Norma inibitória:
Noções Introdutórias Abertura da Sucessão. Transmissão da Herança. Aceitação e Renúncia da Herança. Cessão da Herança
Sumário 1. Noções Introdutórias 1.1 Sucessão. Compreensão do Vocábulo. O Direito das Sucessões 1.2 Direito das Sucessões no Direito Romano 1.3 Ideia Central do Direito das Sucessões 1.4 Noção de Herança
SUMÁRIO PREFÁCIO... 9 PARTE I O PANORAMA DO DIREITO PATRIMONIAL DA FAMÍLIA E DAS SUCESSÕES NO DIREITO BRASILEIRO
SUMÁRIO PREFÁCIO... 9 PARTE I O PANORAMA DO DIREITO PATRIMONIAL DA FAMÍLIA E DAS SUCESSÕES NO DIREITO BRASILEIRO A O PANORAMA DO DIREITO PATRIMONIAL NO ÂMBITO DO DIREITO DE FA- MÍLIA... 23 1. AS DIVERSAS
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
Código da Disciplina: 2742 Vigência: 1 / 2004 Disciplina: DIREITO CIVIL VI - FAMILIA Código do Curso: 17 Curso: Direito Unidade: NÚCLEO UNIV BH Turno: NOITE Período: 8 Créditos: 4 Carga Horária TOTAL 60
Regime de bens no casamento. 14/dez/2010
1 Registro Civil Registro de Pessoas Jurídicas Registro de Títulos e Documentos Regime de bens no casamento 14/dez/2010 Noções gerais, administração e disponibilidade de bens, pacto antenupcial, regime
ROTEIRO DIREITO CIVIL DIREITO DE FAMÍLIA PARA ANALISTA DO BACEN NOÇÕES GERAIS
ROTEIRO DIREITO CIVIL DIREITO DE FAMÍLIA PARA ANALISTA DO BACEN NOÇÕES GERAIS 1) Espécies de Entidade familiar a. Família matrimonial (casamento). b. Família informal (união estável). c. Família monoparental
