FIGURAS DE LINGUAGEM E HUMOR Com exercícios

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1 FIGURAS DE LINGUAGEM E HUMOR Com exercícios Prof. Jorge Jr. As figuras de linguagem se dividem em: figuras de pensamento, palavra, sintaxe e som. Abaixo seguem algumas das principais figuras de linguagem. FIGURAS DE LINGUAGEM PENSAMENTO As figuras de pensamento são recursos de linguagem que se referem ao significado das palavras, ao seu aspecto semântico. São figuras de pensamento: Antítese: Ocorre antítese quando há aproximação de palavras ou expressões de sentidos opostos. Exemplo: "Amigos ou inimigos estão, amiúde, em posições trocadas. Uns nos querem mal, e fazemnos bem. Outros nos almejam o bem, e nos trazem o mal." (Rui Barbosa). Apóstrofe: Ocorre apóstrofe quando há invocação de uma pessoa ou algo, real ou imaginário, que pode estar presente ou ausente. Corresponde ao vocativo na análise sintática e é utilizada para dar ênfase à expressão. Exemplo: "Deus! ó Deus! onde estás, que não respondes?" (Castro Alves). Paradoxo: Ocorre paradoxo não apenas na aproximação de palavras de sentido oposto, mas também na de idéias que se contradizem referindo-se ao mesmo termo. É uma verdade enunciada com aparência de mentira. Oxímoro (ou oximoron) é outra designação para paradoxo. Exemplo: "Amor é fogo que arde sem se ver; / É ferida que dói e não se sente; / É um contentamento descontente; / É dor que desatina sem doer;" (Camões) Eufemismo: Ocorre eufemismo quando uma palavra ou expressão é empregada para atenuar uma verdade tida como penosa, desagradável ou chocante. Exemplo: "E pela paz derradeira (morte) que enfim vai nos redimir Deus lhe pague". (Chico Buarque). Gradação: Ocorre gradação quando há uma seqüência de palavras que intensificam uma mesma idéia. Exemplo: "Aqui... além... mais longe por onde eu movo o passo." (Castro Alves). Hipérbole: Ocorre hipérbole quando há exagero de uma idéia, a fim de proporcionar uma imagem emocionante e de impacto. Exemplo: "Rios te correrão dos olhos, se chorares!" (Olavo Bilac). Ironia: Ocorre ironia quando, pelo contexto, pela entonação, pela contradição de termos, sugere-se o contrário do que as palavras ou orações parecem exprimir. A intenção é depreciativa ou sarcástica. Exemplo: "Moça linda, bem tratada, / três séculos de família, / burra como uma porta: / um amor." (Mário de Andrade). Prosopopéia: Ocorre prosopopéia (ou animização ou personificação) quando se atribui movimento, ação, fala, sentimento, enfim, caracteres próprios de seres animados a seres inanimados ou imaginários. Também a atribuição de características humanas a seres animados constitui prosopopéia o que é comum nas fábulas e nos apólogos, como este exemplo de Mário de Quintana: "O peixinho (...) silencioso e levemente melancólico..." Exemplos: "... os rios vão carregando as queixas do caminho." (Raul Bopp) Um frio inteligente (...) percorria o jardim..." (Clarice Lispector) Perífrase: Ocorre perífrase quando se cria um torneio de palavras para expressar algum objeto, acidente geográfico ou situação que não se quer nomear. Exemplo: "Cidade maravilhosa / Cheia de encantos mil / Cidade maravilhosa / Coração do meu Brasil." (André Filho). FIGURAS DE PALAVRA As figuras de palavra consistem no emprego de um termo com sentido diferente daquele convencionalmente empregado, a fim de se conseguir um efeito mais expressivo na comunicação. São figuras de palavras:

2 Comparação: Ocorre comparação quando se estabelece aproximação entre dois elementos que se identificam, ligados por conectivos comparativos explícitos - feito, assim como, tal, como, tal qual, tal como, qual, que nem - e alguns verbos - parecer, assemelhar-se e outros. Exemplos: "Amou daquela vez como se fosse máquina. / Beijou sua mulher como se fosse lógico." (Chico Buarque); "As solteironas, os longos vestidos negros fechados no pescoço, negros xales nos ombros, pareciam aves noturnas paradas..." (Jorge Amado). Metáfora: Ocorre metáfora quando um termo substitui outro através de uma relação de semelhança resultante da subjetividade de quem a cria. A metáfora também pode ser entendida como uma comparação abreviada, em que o conectivo não está expresso, mas subentendido. Exemplo: "Supondo o espírito humano uma vasta concha, o meu fim, Sr. Soares, é ver se posso extrair pérolas, que é a razão." (Machado de Assis). Metonímia: Ocorre metonímia quando há substituição de uma palavra por outra, havendo entre ambas algum grau de semelhança, relação, proximidade de sentido ou implicação mútua. Tal substituição fundamenta-se numa relação objetiva, real, realizando-se de inúmeros modos: - o continente pelo conteúdo e vice-versa: Antes de sair, tomamos um cálice (o conteúdo de um cálice) de licor. - a causa pelo efeito e vice-versa: "E assim o operário ia / Com suor e com cimento (com trabalho) / Erguendo uma casa aqui / Adiante um apartamento." (Vinicius de Moraes). - o lugar de origem ou de produção pelo produto: Comprei uma garrafa do legítimo porto (o vinho da cidade do Porto). - o autor pela obra: Ela parecia ler Jorge Amado (a obra de Jorge Amado). - o abstrato pelo concreto e vice-versa: Não devemos contar com o seu coração (sentimento, sensibilidade). - o símbolo pela coisa simbolizada: A coroa (o poder) foi disputada pelos revolucionários. - a matéria pelo produto e vice-versa: Lento, o bronze (o sino) soa. - o inventor pelo invento: Edson (a energia elétrica) ilumina o mundo. - a coisa pelo lugar: Vou à Prefeitura (ao edifício da Prefeitura). - o instrumento pela pessoa que o utiliza: Ele é um bom garfo (guloso, glutão). Sinédoque: Ocorre sinédoque quando há substituição de um termo por outro, havendo ampliação ou redução do sentido usual da palavra numa relação quantitativa. Encontramos sinédoque nos seguintes casos: - o todo pela parte e vice-versa: "A cidade inteira (o povo) viu assombrada, de queixo caído, o pistoleiro sumir de ladrão, fugindo nos cascos (parte das patas) de seu cavalo." (J. Cândido de Carvalho) - o singular pelo plural e vice-versa: O paulista (todos os paulistas) é tímido; o carioca (todos os cariocas), atrevido. - o indivíduo pela espécie (nome próprio pelo nome comum): Para os artistas ele foi um mecenas (protetor). Catacrese: A catacrese é um tipo de especial de metáfora, "é uma espécie de metáfora desgastada, em que já não se sente nenhum vestígio de inovação, de criação individual e pitoresca. É a metáfora tornada hábito lingüístico, já fora do âmbito estilístico." (Othon M. Garcia). São exemplos de catacrese: folhas de livro / pele de tomate / dente de alho / montar em burro / céu da boca / cabeça de prego / mão de direção / ventre da terra / asa da xícara / sacar dinheiro no banco. Sinestesia: A sinestesia consiste na fusão de sensações diferentes numa mesma expressão. Essas sensações podem ser físicas (gustação, audição, visão, olfato e tato) ou psicológicas (subjetivas). Exemplo: "A minha primeira recordação é um muro velho, no quintal de uma casa indefinível. Tinha várias feridas no reboco e veludo de musgo. Milagrosa aquela mancha verde [sensação visual] e úmida, macia [sensações táteis], quase irreal." (Augusto Meyer) Antonomásia: Ocorre antonomásia quando designamos uma pessoa por uma qualidade, característica ou fato que a distingue. Na linguagem coloquial, antonomásia é o mesmo que apelido, alcunha ou cognome, cuja origem é um aposto (descritivo, especificativo etc.) do nome próprio. Exemplos: "E ao rabi simples (Cristo), que a igualdade prega, / Rasga e enlameia a túnica inconsútil; (Raimundo Correia). / Pelé (= Edson Arantes do Nascimento) / O Cisne de Mântua (= Virgílio) / O poeta dos escravos (= Castro Alves) / O Dante Negro (= Cruz e Souza) / O Corso (= Napoleão) Alegoria: A alegoria é uma acumulação de metáforas referindo-se ao mesmo objeto; é uma figura poética que consiste em expressar uma situação global por meio de outra que a evoque e intensifique o seu significado. Na alegoria, todas as palavras estão transladadas para um plano que não lhes é comum

3 e oferecem dois sentidos completos e perfeitos - um referencial e outro metafórico. Exemplo: "A vida é uma ópera, é uma grande ópera. O tenor e o barítono lutam pelo soprano, em presença do baixo e dos comprimários, quando não são o soprano e o contralto que lutam pelo tenor, em presença do mesmo baixo e dos mesmos comprimários. Há coros numerosos, muitos bailados, e a orquestra é excelente..." (Machado de Assis). FIGURAS DE SINTAXE As figuras de sintaxe ou de construção dizem respeito a desvios em relação à concordância entre os termos da oração, sua ordem, possíveis repetições ou omissões. Elas podem ser construídas por: a) omissão: assíndeto, elipse e zeugma; b) repetição: anáfora, pleonasmo e polissíndeto; c) inversão: anástrofe, hipérbato, sínquise e hipálage; d) ruptura: anacoluto; e) concordância ideológica: silepse. Portanto, são figuras de construção ou sintaxe: Assíndeto: Ocorre assíndeto quando orações ou palavras deveriam vir ligadas por conjunções coordenativas, aparecem justapostas ou separadas por vírgulas. Exigem do leitor atenção maior no exame de cada fato, por exigência das pausas rítmicas (vírgulas). Exemplo: "Não nos movemos, as mãos é que se estenderam pouco a pouco, todas quatro, pegandose, apertando-se, fundindo-se." (Machado de Assis). Elipse: Ocorre elipse quando omitimos um termo ou oração que facilmente podemos identificar ou subentender no contexto. Pode ocorrer na supressão de pronomes, conjunções, preposições ou verbos. É um poderoso recurso de concisão e dinamismo. Exemplo: "Veio sem pinturas, em vestido leve, sandálias coloridas." (elipse do pronome ela (Ela veio) e da preposição de (de sandálias...). Zeugma: Ocorre zeugma quando um termo já expresso na frase é suprimido, ficando subentendida sua repetição. Exemplo: "Foi saqueada a vida, e assassinados os partidários dos Felipes." (Zeugma do verbo: "e foram assassinados...") (Camilo Castelo Branco). Anáfora: Ocorre anáfora quando há repetição intencional de palavras no início de um período, frase ou verso. Exemplo: "Depois o areal extenso... / Depois o oceano de pó... / Depois no horizonte imenso / Desertos... desertos só..." (Castro Alves). Pleonasmo: Ocorre pleonasmo quando há repetição da mesma idéia, isto é, redundância de significado. a) Pleonasmo literário: É o uso de palavras redundantes para reforçar uma idéia, tanto do ponto de vista semântico quanto do ponto de vista sintático. Usado como um recurso estilístico, enriquece a expressão, dando ênfase à mensagem. Exemplo: "Iam vinte anos desde aquele dia / Quando com os olhos eu quis ver de perto / Quando em visão com os da saudade via." (Alberto de Oliveira). "Morrerás morte vil na mão de um forte." (Gonçalves Dias) "Ó mar salgado, quando do teu sal / São lágrimas de Portugal" (Fernando Pessoa). b) Pleonasmo vicioso: É o desdobramento de idéias que já estavam implícitas em palavras anteriormente expressas. Pleonasmos viciosos devem ser evitados, pois não têm valor de reforço de uma idéia, sendo apenas fruto do descobrimento do sentido real das palavras. Exemplos: subir para cima / entrar para dentro / repetir de novo / ouvir com os ouvidos / hemorragia de sangue / monopólio exclusivo / breve alocução / principal protagonista. Polissíndeto: Ocorre polissíndeto quando há repetição enfática de uma conjunção coordenativa mais vezes do que exige a norma gramatical (geralmente a conjunção e). É um recurso que sugere movimentos ininterruptos ou vertiginosos. Exemplo: "Vão chegando as burguesinhas pobres, / e as criadas das burguesinhas ricas / e as mulheres do povo, e as lavadeiras da redondeza." (Manuel Bandeira). Anástrofe: Ocorre anástrofe quando há uma simples inversão de palavras vizinhas (determinante/determinado). Exemplo: "Tão leve estou (estou tão leve) que nem sombra tenho." (Mário Quintana). Hipérbato: Ocorre hipérbato quando há uma inversão completa de membros da frase. Exemplo: "Passeiam à tarde, as belas na Avenida. " (As belas passeiam na Avenida à tarde.) (Carlos Drummond de Andrade). Sínquise: Ocorre sínquise quando há uma inversão violenta de distantes partes da frase. É um hipérbato exagerado. Exemplo: "A grita se alevanta ao Céu, da gente. " (A grita da gente se alevanta ao Céu ) (Camões). Hipálage: Ocorre hipálage quando há inversão da posição do adjetivo: uma qualidade que pertence a um objeto é atribuída a outro, na mesma frase. Exemplo: "... as lojas loquazes dos barbeiros." (as lojas dos barbeiros loquazes.) (Eça de Queiros). Anacoluto: Ocorre anacoluto quando há interrupção do plano sintático com que se inicia a frase, alterando-lhe a

4 sequência lógica. A construção do período deixa um ou mais termos - que não apresentam função sintática definida - desprendidos dos demais, geralmente depois de uma pausa sensível. Exemplo: "Essas empregadas de hoje, não se pode confiar nelas." (Alcântara Machado). Silepse: Ocorre silepse quando a concordância não é feita com as palavras, mas com a idéia a elas associada. a) Silepse de gênero: Ocorre quando há discordância entre os gêneros gramaticais (feminino ou masculino). Exemplo: "Quando a gente é novo, gosta de fazer bonito." (Guimarães Rosa). b) Silepse de número: Ocorre quando há discordância envolvendo o número gramatical (singular ou plural). Exemplo: Corria gente de todos lados, e gritavam." (Mário Barreto). c) Silepse de pessoa: Ocorre quando há discordância entre o sujeito expresso e a pessoa verbal: o sujeito que fala ou escreve se inclui no sujeito enunciado. Exemplo: "Na noite seguinte estávamos reunidas algumas pessoas." (Machado de Assis). FIGURAS DE SOM Chamam-se figuras de som os efeitos produzidos na linguagem quando há repetição de sons ou, ainda, quando se procura "imitar" sons produzidos por coisas ou seres. As figuras de som são: Aliteração: Ocorre aliteração quando há repetição da mesma consoante ou de consoantes similares, geralmente em posição inicial da palavra. Exemplo: "Toda gente homenageia Januária na janela." (Chico Buarque). Assonância: Ocorre assonância quando há repetição da mesma vogal ao longo de um verso ou poema. Exemplo: "Sou Ana, da cama / da cana, fulana, bacana / Sou Ana de Amsterdam." (Chico Buarque). Paronomásia: Ocorre paronomásia quando há reprodução de sons semelhantes em palavras de significados diferentes. Exemplo: "Berro pelo aterro pelo desterro / berro por seu berro pelo seu erro / quero que você ganhe que você me apanhe / sou o seu bezerro gritando mamãe." (Caetano Veloso). Onomatopéia: Ocorre quando uma palavra ou conjunto de palavras imita um ruído ou som. Exemplo: "O silêncio fresco despenca das árvores. / Veio de longe, das planícies altas, / Dos cerrados onde o guaxe passe rápido... / Vvvvvvvv... passou." (Mário de Andrade). "Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno." (Fernando Pessoa). EXERCÍCIOS 1. (Fei 1995) Assinalar a alternativa que contém as figuras de linguagem correspondentes aos períodos a seguir: I. "Está provado, quem espera nunca alcança". II. "Onde queres o lobo sou o irmão". III. Ele foi discriminado por sofrer de uma doença contagiosa muito falada atualmente. IV. Ela quase morreu de tanto estudar para o vestibular. a) ironia - antítese - eufemismo - hipérbole b) eufemismo - ironia - hipérbole - antítese c) antítese - hipérbole - ironia - eufemismo d) hipérbole - eufemismo - antítese - ironia e) ironia - hipérbole - eufemismo - antítese 2. (G1 1996) Identifique as figuras de linguagem empregadas nas seguintes frases: a) Esses livros, eu já os comprei. b) O cheiro doce e verde do capim traziam recordações da fazenda. c) O vento varreu o vale. d) Ouviu-se um estalo seco. e) Ela chorou um choro de alegria. 3. (G1 1996) Assinalar a alternativa que corresponda correta e respectivamente à classificação das figuras de linguagem nas frases a seguir: 1. "... preparadas para enfrentar a SELVA DE ASFALTO." 2. "HORRÍVEL, mas DELICIOSO." 3. "... para não humilhá-las como a um SEXO FRÁGIL." 4. "Mas mulher dirige mal, e feminista, PIOR." a) ironia; metonímia; antítese; pleonasmo; b) metáfora; elipse; pleonasmo; eufemismo; c) metáfora; antítese; metonímia; elipse; d) eufemismo; ironia; antítese; metonímia; e) hipérbole; antítese; metonímia; eufemismo. 4. (G1 1996) Identifique as figuras de linguagem que ocorrem nas frases a seguir: a) "O mito é o nada que é tudo..." b) Fitei-a longamente, fixando meu olhar na menina dos olhos dela. c) "O povo estourava de rir." (Monteiro Lobato) 5. (Ufrs 2004) Leia o fragmento abaixo, extraído de "Dom Casmurro", de Machado de Assis. "Enfim, chegou a hora da encomendação e da partida. Sancha quis despedir-se do marido, e o desespero daquele lance consternou a todos. Muitos homens choravam também, as mulheres todas. Só Capitu, amparando a viúva, parecia vencer-se a si mesma. Consolava a outra, queria arrancá-la dali. A confusão era geral. No meio dela, Capitu olhou alguns instantes para o cadáver, tão fixa, tão apaixonadamente fixa, que não admira lhe

5 saltassem algumas lágrimas poucas e caladas... As minhas cessaram logo. Fiquei a ver as dela; Capitu enxugou-as depressa, olhando a furto para a gente que estava na sala. Redobrou de carícias para a amiga, e quis levá-la; mas o cadáver parece que a retinha também. Momento houve em que os olhos de Capitu fitaram o defunto, quais os da viúva, sem o pranto nem palavras desta, mas grandes e abertos, como a vaga do mar lá fora, como se quisesse tragar também o nadador da manhã." Sobre esse fragmento, são feitas as seguintes afirmações. I - Capitu revela-se uma mulher forte e dissimulada, capaz de sair-se bem em situações difíceis, o que a torna uma personagem ainda mais ambígua. II - O jogo de contrastes e o uso de figuras de linguagem mostram que a história não se esclarece para Bento Santiago, embora provoque no leitor a certeza do adultério. III - O romance, como o fragmento, se constrói como um grande jogo de fatos, aparências, e de fantasias criadas em torno dessas aparências. Quais estão corretas? a) Apenas I. b) Apenas I e II. c) Apenas I e III. d) Apenas II e III. e) I, II e III. 6. (Puc-rio 2008) RECORDAÇÃO Agora, o cheiro áspero das flores leva-me os olhos por dentro de suas pétalas. Eram assim teus cabelos; tuas pestanas eram assim, finas e curvas. As pedras limosas, por onde a tarde ia aderindo, tinham a mesma exalação de água secreta, de talos molhados, de pólen, de sepulcro e de ressurreição. E as borboletas sem voz dançavam assim veludosamente. Restitui-te na minha memória, por dentro das flores! Deixa virem teus olhos, como besouros de ônix, tua boca de malmequer orvalhado, e aquelas tuas mãos dos inconsoláveis mistérios, com suas estrelas e cruzes, e muitas coisas tão estranhamente escritas nas suas nervuras nítidas de folha, - e incompreensíveis, incompreensíveis. MEIRELES, Cecília. "Obra poética". Rio de Janeiro: José Aguilar Editora, 1972, p.154. com a natureza. A memória é a fonte de inspiração do eu poético. A partir dessas afirmações, determine o gênero literário predominante no texto, justificando sua resposta com suas próprias palavras. b) Observa-se no poema a utilização de inúmeras figuras de linguagem como recurso expressivo. Destaque do texto um exemplo de prosopopeia e outro de sinestesia. Pastora de nuvens, fui posta a serviço por uma campina tão desamparada que não principia nem também termina, e onde nunca é noite e nunca madrugada. (Pastores da terra, vós tendes sossego, que olhais para o sol e encontrais direção. Sabeis quando é tarde, sabeis quando é cedo. Eu, não.) Esse trecho faz parte de um poema de Cecília Meireles, intitulado Destino, uma espécie de profissão de fé da autora. 7. (Fgv 2007) Considerando-se as figuras de linguagem utilizadas no texto, pode-se dizer que a) as duas estrofes são uma metáfora de um pleno sentimento de paz. b) o texto revela a antítese entre dois universos de atuação, com diferentes implicações. c) há, nos versos, comparação entre atividades agrícolas e outras, voltadas à pecuária. d) o verso "Sabeis quando é tarde, sabeis quando é cedo." contém uma hipérbole. e) as estrofes apresentam, em sentido figurado, a defesa da preservação das ocupações voltadas ao campo. I Um mover de olhos, brando e piedoso, sem ver de quê; um riso brando e honesto, quase forçado; um doce e humilde gesto, de qualquer alegria duvidoso; (...) esta foi a celeste formosura da minha Circe, e o mágico veneno que pôde transformar meu pensamento. (Luis de Camões) II Uma noite, eu me lembro... Ela dormia Numa rede encostada molemente... Quase aberto o roupão... solto o cabelo E o pé descalço do tapete rente. (Castro Alves) a) O poema de Cecília Meireles caracteriza-se pela visão intimista do mundo, a presença de associações sensoriais e a aproximação do humano III Um dia ela veio para rede,

6 se enroscou nos meus braços, me deu um abraço, me deu as maminhas que eram só minhas. A rede virou, O mundo afundou. (Carlos Drummond de Andrade) 8. (Pucsp 1999) Levando em conta o "fragmento II", de Castro Alves, assinale a alternativa CORRETA. a) O poeta aceita e interpreta o byronismo, conforme fizeram todos os poetas românticos. b) O poeta supera o amor contemplativo, embora revele timidez em seus devaneios líricos. c) O poeta distancia-se do objeto representado, empregando figuras de linguagem que ocultam seus desejos. d) O poeta rompe com os excessos do idealismo amoroso ao apresentar o amor com feições físicas e materiais. e) O poeta versifica em linguagem contida, procedimento que lhe dá posição de destaque no Romantismo. MEU CARO DEPUTADO O senhor nem pode imaginar o quanto eu e a minha família ficamos agradecidos. A gente imaginava que o senhor nem ia se lembrar de nós, quando saiu a nomeação do Otavinho meu filho. Ele agora está se sentindo outro. Só fala no senhor, diz que na próxima campanha vai trabalhar ainda mais para o senhor. No primeiro dia de serviço ele queria ir na repartição com a camiseta da campanha mas eu não deixei, não ia ficar bem, apesar que eu acho que o Otavinho tem muita capacidade e merecia o emprego. Pode mandar puxar por ele que ele dá conta, é trabalhador, responsável, dedicado, a educação que ele recebeu de mim e da mãe foi sempre no caminho do bem. Faço questão que na próxima eleição o senhor mande mais material que eu procuro todos os amigos e os conhecidos. O Brasil precisa de gente como o senhor, homens de reputação despojada, com quem a gente pode contar. Meu vizinho Otacílio, a mulher, os parentes todos também votaram no senhor. Ele tem vergonha, mas eu peço por ele, que ele merece: ele tem uma sobrinha, Maria Lúcia Capistrano do Amara, que é professora em Capão da Serra e é muito adoentada, mas o serviço de saúde não quer dar aposentadoria. Posso lhe garantir que a moça está mesmo sem condições, passa a maior parte do tempo com dores no peito e na coluna que nenhum médico sabe o que é. Eu disse que ia falar com o senhor, meu caro deputado, não prometi nada, mas o Otavinho e a mulher tem esperanças que o senhor vai dar um jeitinho. É gente muito boa e amiga, o senhor não vai se arrepender. Mais uma vez obrigado por tudo, Deus lhe pague. O Otavinho manda um abraço para o senhor. Aqui vai o nosso abraço também. O senhor pode contar sempre com a gente. Miroel Ferreira (Miré) 9. (Puccamp 1995) Considerando-se expressões como "no caminho do bem", "trabalhador, responsável, dedicado" e "o Brasil precisa de gente como o senhor", pode-se afirmar que o remetente empregou na carta a) figuras de linguagem com alguma originalidade. b) termos concretizantes e precisos. c) linguagem enraizada em vivências muito pessoais. d) lugares-comuns pouco definidores. e) fórmulas retóricas da linguagem afetiva. ESTAMOS CRESCENDO DEMAIS? O nosso "complexo de vira-lata" tem múltiplas facetas. Uma delas é o medo de crescer. Sempre que a economia brasileira mostra um pouco mais de vigor, ergue-se, sinistro, um coro de vozes falando em "excesso de demanda" "retorno da inflação" e pedindo medidas de contenção. O IBGE divulgou as Contas Nacionais do segundo trimestre de Não há dúvidas de que a economia está pegando ritmo. O crescimento foi significativo, embora tenha ficado um pouco abaixo do esperado. O PIB cresceu 5,4% em relação ao segundo trimestre do ano passado. A expansão do primeiro semestre foi de 4,9% em comparação com igual período de 2006.(...) Aturma da bufunfa não pode se queixar. Entre os subsetores do setor serviços, o segmento que está "bombando" é o de intermediação financeira e seguros - crescimento de 9,6%. O Brasil continua sendo o paraíso dos bancos e das instituições financeiras. Não obstante, os porta-vozes da bufunfa financeira, pelo menos alguns deles, parecem razoavelmente inquietos. Há razões para esse medo? É muito duvidoso. Ressalva trivial: é claro que o governo e o Banco Central nunca podem descuidar da inflação. Se eu fosse cunhar uma frase digna de um porta-voz da bufunfa, eu diria (parafraseando uma outra máxima trivializada pela repetição): "O preço da estabilidade é a eterna vigilância". Entretanto, a estabilidade não deve se converter em estagnação. Ou seja, o que queremos é a estabilidade da moeda nacional, mas não a estabilidade dos níveis de produção e de emprego. A aceleração do crescimento não parece trazer grande risco para o controle da inflação. Ela não tem nada de excepcional. O Brasil está se recuperando de um longo período de crescimento econômico quase sempre medíocre, inferior à média mundial e bastante inferior ao de quase todos os

7 principais emergentes. O Brasil apenas começou a tomar um certo impulso. Não vamos abortá-lo por medo da inflação. (Folha de S.Paulo, Adaptado) 10. (Fgv 2008) Assinale a alternativa em que as frases repetem, respectivamente, as figuras de linguagem das frases - Entre os subsetores do setor serviços, o segmento que está"bombando" é de intermediação financeira e seguros.../ A turma da bufunfa não pode se queixar; estão comemorando. a) Com a alta dos preços do leite, produtores paulistas retomam investimentos para ampliar a produtividade do rebanho./ As taxas de juros estão de arrasar. b) A alta no preço do leite motivou outros produtores, e quem não desistiu da atividade está comemorando./ O pessoal de finanças está morrendo de felicidade com a economia. c) Durante a crise, São Paulo deixou de ser o segundo produtor do país, passando para o quinto lugar./ As expectativas de inflação continuam bem comportadas. d) O produtor diz: Enterrei muito dinheiro nessa fazenda e agora não vou desistir da atividade leiteira./ A gente brasileira tem"complexo de viralata", mas deveriam ter mais segurança em relação ao país. e) A saída é melhorar a produção de leite por vaca, reduzir o tempo entre gestações e o custo./ Os donos do dinheiro temem que a inflação acelere. Leia o texto: Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus! Se é loucura... se é verdade Tanto horror perante os céus... Ó mar! Por que não apagas Co'a esponja de tuas vagas Do teu manto este borrão? Astros! Noite! Tempestades! Rolai das imensidades! Varrei os mares, tufão! Castro Alves, Navio Negreiro, In: Os Escravos 11. (Espm 2005) Tendo em vista seu autor, o período literário a que pertence o fragmento reproduzido, assinale a opção que contenha informação errada: a) É poema com caraterísticas condoreiras, com imagens grandiosas da natureza e linguagem grandiloquente. b) As exclamações e utilização de figuras de linguagem são típicas da poesia social do autor. c) A indignação e o furor com a escravidão fazem do poema um paradigma abolicionista do séc. XIX. d) O lirismo subjetivo, abordando questões coletivas, lembra a sentimentalidade amena típica do Romantismo. e) A invocação de elementos da natureza confirma o fundamento romântico da identificação do eulírico com a paisagem que o cerca. Texto I ENTREVISTA COM JURANDIR FREIRE COSTA (Entrevistador) "Quando você fala do amor nos dias de hoje, parece identificar dois problemas opostos e complementares: a) uma espécie de utilitarismo sexual, em que os indivíduos se servem dos parceiros como quem consome produtos; b) o mito do amor romântico, que condena ao sofrimento as pessoas que se sentem incapazes de encontrar o parceiro ideal. Como essas duas distorções se combinam? (Entrevistado) "De fato, o que parece ser antagônico, como você bem observou, no fundo é complementar. Em função do crescente individualismo, queremos sempre descartar o que nos causa problema, o que nos entedia, o que é incapaz de despertar fortes sensações ou grandes instantes de êxtase. É assim que estamos aprendendo a ser felizes, como, em épocas anteriores, aprendemos a ser felizes de outras formas. No entanto, na raiz desse utilitarismo tosco existe a promessa oculta de que, um dia, iremos encontrar alguém que preencha todos esses requisitos, ou seja, alguém que, de forma permanente, seja interessante, excitante, apaixonante, tolerante. Ora, esse alguém, todos sabemos, não existe, exceto na ficção de nossos ideais. Mas, embora todos saibam que esse alguém não existe, ninguém pensa em desistir de procurar, porque, sem ele, a vida perde todo atrativo. Eis o impasse. Jamais encontramos a figura ideal de pessoa perfeita para amar, mas não podemos dispensar a ilusão porque não sabemos inventar outras formas de satisfação pessoal, exceto a obsessão amorosa e sexual. No fundo, o triste resultado disso tudo é a descrença, a amargura, o ressentimento, a inveja e a espera passiva e resignada do milagre amoroso - que quase nunca chega - ou da morte, que, com certeza, chega! Isso, fique claro, não significa "condenar" ou "menosprezar" a emoção amorosa, o que seria uma tolice. Isso significa constatar que a via de satisfação amorosa atual está condenada ao impasse, até que venhamos a inventar novos modos de amar. É porque fomos habituados a pensar que o "amor é único, universal, e sempre o mesmo de hoje em dia" que não encontramos ânimo para imaginar novos modelos de realização amorosa. Ora, o que procurei mostrar no trabalho é que isso, em absoluto, não é verdade. O romantismo amoroso é uma invenção cultural recente, recentíssima, na história da humanidade. Não temos por que imaginar que ele é a "última forma de amar" nem mesmo que seja a melhor." (Entrevista com Jurandir Freire Costa. In: CARVALHO, J. M. de et alii. Quatro autores em busca do Brasil. Entrevistas a José Geraldo Couto. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.)

8 Texto II CANTIGAS DE ACORDAR MULHER Vagueio aquém do teu sono com alma de marinheiro feliz de chegar a um porto sem previsão no roteiro, mais tonto de o descobrir que de lhe ser estrangeiro. Teu continente a dormir - pouso de barco ligeiro - para os relógios num tempo avesso a qualquer ponteiro: nem sei se o fico vivendo ou se te acordo primeiro. (...) Bom é sorrires, olhar em mim: não vês o inimigo, o rival jamais. Na caça, não serás a presa; não serás, no jogo, a prenda. Partilharemos, sem meias medidas, a espera, o arroubo, o gesto, o salto, o pouso, o sono e o gosto desse rir dentro e fora do tempo sempre que nova mente acordares. (...) Acorda, meu bem, acorda: são horas de vigilar feliz quem menos recorda e faz do tempo passar monjolo-pêndulo-corda tocando um relógio de ar onde o momento concorda com ser eterno e findar! Acorda, meu bem, acorda e ajuda teu madrugar: a mão do dia transborda de coisas para te dar! (CAMPOS, Geir. Antologia poética. Rio de Janeiro: Léo Christiano Editorial, 2003.) 12. (Uerj 2004) O emprego de figuras de linguagem é uma conhecida característica do discurso poético. O poema "Cantigas de Acordar Mulher" apresenta metáforas relacionadas a mais de um campo semântico. a) Note que, na primeira estrofe (l. 1 a 12), o eulírico exprime seu movimento em direção ao ser amado por meio de uma sequência metafórica iniciada pelo substantivo "marinheiro". Relacione mais quatro substantivos presentes neste trecho que pertençam à referida sequência metafórica. b) Na última estrofe (l. 28 a 39), o poeta empregou uma antítese e uma hipérbole. Transcreva os versos correspondentes a cada uma dessas figuras. 1MYSTERIUM "Eu vi ainda debaixo do sol que a corrida não é para os mais ligeiros, nem a batalha para os mais fortes, nem o pão para os mais sábios, nem as riquezas para os mais inteligentes, mas tudo depende do tempo e do acaso." Eclesiastes 1 Ao tempo e ao acaso eu acrescento o grão de imprevisto. E o grão da loucura, a razoável loucura que é infinita na nossa finitude. Vejo minha vida e obra seguindo assim por trilhos paralelos e tão próximos, trilhos que podem se juntar (ou não) lá adiante mas tudo sem explicação, não tem explicação. 2 Os leitores pedem explicações, são curiosos e fazem perguntas. Respondo. Mas se me estendo nas respostas, acabo por pular de um trilho para outro e começo a misturar a realidade com o imaginário, faço ficção em cima de ficção, ah! Tanta vontade (disfarçada) de seduzir o leitor, esse leitor que gosta do devaneio. Do sonho. Queria estimular sua fantasia mas agora ele está pedindo lucidez, quer a luz da razão. 3 Não gosto de teorizar porque na teoria acabo por me embrulhar feito um caramelo em papel transparente, me dê um tempo! Eu peço. Quero ficar fria, espera. Espera que estou me aventurando na busca das descobertas, "Devagar já é pressa!", disse Guimarães Rosa. Preciso agora atravessar o 2cipoal dos detalhes e são tantos! E tamanha a minha perplexidade diante do processo criador, Deus! Os indevassáveis signos e símbolos. Ainda assim, avanço em meio da névoa, quero ser clara em meio desse claro que de repente ficou escuro, estou perdida? 4 Mais perguntas, como nasce um conto? E um romance? Recorro a uma certa aula distante (Antonio Candido) onde aprendi que num texto literário há sempre três elementos: a ideia, o enredo e a personagem. A personagem, que pode ser aparente ou inaparente, não importa. Que pode ser única ou se repetir, tive uma personagem que recorreu à máscara para não ser descoberta, quis voltar num outro texto e usou disfarce, assim como faz qualquer ser humano para mudar de identidade. 5 Na tentativa de reter o questionador, acabo por inventar uma figuração na qual a ideia é representada por uma aranha. A teia dessa aranha seria o enredo. A trama. E a personagem, o inseto que chega naquele voo livre e acaba por cair na teia da qual não consegue fugir, enleado pelos fios grudentos. Então desce (ou sobe) a aranha e nhac! Prende e suga o inseto até abandoná-lo vazio. Oco. 6 O questionador acha a imagem meio dramática mas divertida, consegui fazê-lo sorrir?

9 Acho que sim. Contudo, há aquele leitor desconfiado, que não se deixou seduzir porque quer ver as personagens em plena liberdade e nessa representação elas estão como que sujeitas a uma destinação. A uma condenação. E cita Jean-Paul Sartre que pregava a liberdade também para as personagens, ah! Odiosa essa fatalidade dos seres humanos (inventados ou não) caminhando para o bem e para o mal. Sem mistura. 7 Começo a me sentir prisioneira dos próprios fios que fui inventar, melhor voltar às divagações iniciais onde vejo (como eu mesma) o meu próximo também embrulhado. Ou embuçado3? Desembrulhando esse próximo, também vou me revelando e na revelação, me deslumbro para me obumbrar4 novamente nesta viragem-voragem do ofício. Hipérbole: "a mão do dia transborda/de coisas pra te dar" 13: [B]... IRONIA - APROFUNDAMENTO Ironia é o efeito resultante do uso de uma palavra ou expressão que, em um contexto específico, ganha sentido oposto ou diverso daquele com que costuma ser utilizada 1 palavra latina para "mistério" 2 mato abundante de cipós 3 escondido 4 cobrir de sombras (TELLES, Lygia Fagundes. Durante aquele estranho chá: perdidos e achados. Rio de Janeiro: Rocco, 2002.) 13. (Uerj 2005) As figuras de linguagem são recursos que afastam as construções linguísticas de seu valor literal, com o objetivo de tornar essas construções mais expressivas. O emprego de uma figura de linguagem e sua correta nomeação estão presentes em: a) "E o grão da loucura, a razoável loucura que é infinita na nossa finitude." (10. parágrafo) - alusão b) "Ainda assim, avanço em meio da névoa," (30. parágrafo) - metáfora c) "quero ser clara em meio desse claro que de repente ficou escuro," (30. parágrafo) - ironia d) "O questionador acha a imagem meio dramática mas divertida," (60. parágrafo) - metonímia GABARITO 1: [A] 2: a) Pleonasmo. b) Sinestesia. c) Prosopopeia. d) Sinestesia. e) Pleonasmo. 3: [C] 4: a) Paradoxo e antítese b) Catacrese c) Hipérbole 5: [C] / 6: a) O gênero literário predominante no poema é o lírico, confirmado pela presença do "eu lírico", pela subjetividade na escolha das imagens, pela valorização das sensações e pela aproximação entre sujeito e objeto. b) O uso de prosopopeia é visto em: "E as borboletas sem voz/dançavam assim veludosamente." O emprego da sinestesia pode ser visto no seguinte verso: "Agora, o cheiro áspero das flores". 7: [B] / 8: [D] / 9: [D] / 10: [D] / 11: [D] / 12: a) Porto, roteiro, continente, barco. b) Antítese: "onde o momento concorda/com ser eterno e findar" Na charge acima a ironia consiste na fala da professora. Essa ironia é percebida pelo contexto: sua fisionomia e suas contas e responsabilidades. A ironia é, portanto, contextual. FUNÇÃO CRÍTICA DA IRONIA É freqüente encontrarmos ironia em diferentes textos com os quais entramos em contato diariamente. Para o desenvolvimento da nossa competência de bons leitores, é essencial que saibamos identificar a ocorrência da ironia em textoas, pois somente assim seremos acazes de dar a esses textos a interpretação pretendida pelo seu autor. O cartum é um Gênero textual que tem como uma de suas características promover uma reflexão critica sobre situações políticas, econômicas e sociais da atualidade.

10 Espera-se que, em uma sociedade democrática, todos os cidadãos tenham direitos e deveres iguais. Comente o que ocorre exatamente no cartum acima. IRONIA COMO RECURSO LITERÁRIO A ironia é um recurso muito utilizado por autores de textos literários. Em alguns casos, ela chega a definir um estilo. É o que acontece com Machado de Assis. Nos seus romances, o grande escritor brasileiro dirige um olhar claramente irônico para a sociedade do Segundo Reinado. Narradores descrentes da condição humana fazem da ironia uma verdadeira arma contra a hipocrisia de seus semelhantes. expirei às duas horas da tarde de uma sexta-feira do mês de agosto de 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério por onze amigos. Onze amigos! Verdade é que não houve cartas nem anúncios. Acresce que chovia peneirava uma chuvinha miúda, triste e constante, tão constante e tão triste, que levou um daqueles fiéis da última hora a intercalar esta engenhosa ideia no discurso que proferiu à beira de minha cova: Vós, que o conhecestes, meus senhores, vós podeis dizer comigo que a natureza parece estar chorando a perda irreparável de um dos mais belos caracteres que têm honrado a humanidade. Este ar sombrio, estas gotas do céu, aquelas nuvens escuras que cobrem o azul como um crepe funéreo, tudo isso é a dor crua e má que lhe rói à Natureza as mais íntimas entranhas; tudo isso é um sublime louvor ao nosso ilustre finado. Bom e fiel amigo! Não, não me arrependo das vinte apólices que lhe deixei. Memórias Póstumas de Brás Cubas... HUMOR DISCURSO HUMORÍSTICO A mãe de Juca estava grávida e perguntou a ele o que preferia ganhar: um irmãozinho ou uma irmãzinha. Juca respondeu: Anedota: particularidade curiosa ou jocosa que acontece no dia a dia, podendo provocar risos ou não. Houaiss EXERCÍCIOS EXERCÍCIOS 1. (Fuvest 2001) POLÍTICA LITERÁRIA O poeta municipal discute com o poeta estadual qual deles é capaz de bater o poeta [federal. Enquanto isso o poeta federal tira ouro do nariz. (Carlos Drummond de Andrade, "Alguma poesia") ANEDOTA BÚLGARA Era uma vez um czar naturalista que caçava homens. Quando lhe disseram que também se [caçam borboletas e andorinhas, ficou muito espantado e achou uma barbaridade. (Carlos Drummond de Andrade, "Alguma poesia") Costuma-se reconhecer que estes poemas, pertencentes ao Modernismo, apresentam aspectos característicos do "poema-piada", modalidade bastante praticada nesse período literário. a) Identifique um recurso de estilo tipicamente modernista que esteja presente em ambos os poemas. Explique-o sucintamente. b) Considere a seguinte afirmação: O POEMA-PIADA VISA A UM HUMORISMO INSTANTÂNEO E, POR ISSO, ESGOTA-SE EM SI MESMO, NÃO INDO ALÉM DESSE OBJETIVO IMEDIATO. A afirmação aplica-se aos poemas aqui reproduzidos? Justifique brevemente sua resposta. - Mamãe, se não for pedir muito, eu prefiro uma bicicleta Ocorre no decorrer do texto a MANIPULAÇÃO, direcionado pelo autor que faz com que o leitor tenha um pensamento que será transformado no final do texto. Ou seja, o riso tem como causa um jogo de duplicidade semântica. A interpretação literal de algo que precisa ser entendido em sentido figurado, representações estereotipadas de variedades lingüísticas estigmatizadas são recursos associados à linguagem presente em muitas piadas. Piada: história curta de final surpreendente, às vezes picante ou obscena, contada para provocar risos. 2. (Uel 2011) Com base no texto, é correto afirmar: a) O rei pede a opinião da rainha sobre tirar a barba, mas não compreende o sentido irônico de sua resposta. b) O rei quer saber o que o povo diria sobre ele tirar a barba e a rainha responde com palavras do povo. c) Ao rei é fundamental compreender a essência de seu poder, enquanto à rainha interessam questões ligadas à aparência do rei.

11 d) O rei demonstra ironia na pergunta e a rainha responde com a submissão que dela se espera. e) A rainha compartilha da preocupação do rei com a aparência, pois isso é importante para o exercício do poder. 3. (Pucpr 2009) Leia o capítulo IV de "Dom Casmurro", de Machado de Assis, transcrito integralmente a seguir: "José Dias amava os superlativos. Era um modo de dar feição monumental às ideias; não as havendo, servia a prolongar as frases. Levantou-se para ir buscar o gamão, que estava no interior da casa. Cosime muito à parede, e vi-o passar com as suas calças brancas engomadas, presilhas, rodaque e gravata de mola. Foi dos últimos que usaram presilhas no Rio de Janeiro, e talvez neste mundo. Trazia as calças curtas para que lhe ficassem bem esticadas. A gravata de cetim preto, com um arco de aço por dentro, imobilizava-lhe o pescoço; era então moda. O rodaque de chita, veste caseira e leve, parecia nele uma casaca de cerimônia. Era magro, chupado, com um princípio de calva; teria os seus cinquenta e cinco anos. Levantou-se com o passo vagaroso do costume, não aquele vagar arrastado se era dos preguiçosos, mas um vagar calculado e deduzido, um silogismo completo, a premissa antes da consequência, a consequência antes da conclusão. Um dever amaríssimo!". Fonte: Machado de Assis, "Dom Casmurro" Aponte, entre as alternativas, a que for INCORRETA em relação ao capítulo: a) O "dever amaríssimo" assumido por José Dias é o de lembrar Dona Glória - a quem respeita com um misto de veneração e interesse - de que ela havia feito, anos antes, a promessa de enviar seu único filho, Bentinho, para estudar em um seminário. Para reforçar seus argumentos, diz que isto deve ocorrer para que se interrompa o nascente relacionamento de Bentinho com Capitu, antes que seja tarde. b) José Dias representa no romance a figura do agregado, alguém sem recursos que vive de favor na casa de uma família de posses e que, no relacionamento com esta, cumpre pequenas "tarefas" como uma espécie de paga. Em relação a Dona Glória e a Bentinho, José Dias tanto é o conselheiro - que simula ilustração e conhecimento - como o humilde serviçal, sempre prevendo as vantagens que levará com seus atos. c) José Dias terá grande importância no transcurso da ação, após a denúncia que faz a Dona Glória dos perigos que a amizade de Bentinho e Capitu pode trazer. Na verdade, sua atitude é a de quem "joga" com seus "protetores". De um lado, ele suscita em Dona Glória a necessidade de cumprir a promessa. De outro, quando solicitado, oferecerá ajuda a Bentinho para que ele não vá para o seminário. d) Pode-se dizer que, a despeito de sua atitude intrometida ao aconselhar Dona Glória sobre a necessidade de separar Bentinho de Capitu - quando os dois ainda eram crianças - José Dias é o primeiro a perceber os defeitos da futura esposa de Bentinho. Sua observação a respeito dela aponta para o fato de ser "desmiolada", filha de uma família de moral condenável e intenções talvez interesseiras em relação àquela amizade. e) José Dias, descrito com ironia no fragmento citado, é a personificação dos vícios da aristocracia decaída e empobrecida depois do processo de Independência do Brasil no século XIX. Outrora rico e influente - tendo sido sócio do falecido marido de Dona Glória - José Dias tornou-se, com o tempo, uma figura pouco relevante nas rodas sociais de seu tempo, razão pela qual vive dos favores que lhe dirige a mãe de Bentinho, a quem respeita incondicionalmente, sem lhe pedir nada. Questão 04 A metáfora é uma figura de linguagem que se caracteriza por conter uma comparação implícita. O cartum de Sizenando constrói uma metáfora, que pode ser observada na comparação entre: a) o sentimento de desilusão e a floresta b) a propaganda dos bancos e os artistas c) a ironia do cartunista e a fala do personagem d) o artista desiludido e o personagem cabisbaixo Questão 05 a) O que produz a ironia nessa tira e como você interpreta a resposta de Hagar, no segundo quadrinho da tira? Justifique. TEXTO I Uma luta de adjetivos. Touro indomável foi uma solução mais precisa de "Ranging Bull" do que seria sua tradução literal, "touro enraivecendo". A

12 adaptação em português enfatiza o aspecto do termo, não a noção de tempo, como o original permitiria. Uma alternativa, "Touro irado", tem igualmente menos força que o adjetivo "indomável". TEXTO II "Million Dollar Baby" (a menina de um milhão de dólares) não entrega o ouro de cara: descreve a protagonista que tenta sair da sarjeta por meio do boxe. Emite a ideia de um prêmio a coroar a obstinação da heroína, que vive sentimentos crus e sem afagos. O título em inglês nos induz a uma expectativa que será redefinida. "Menina de ouro" esvazia a ambiguidade original e confere uma afetuosidade à personagem que não é a tônica da história. REVISTA LÍNGUA PORTUGUESA. São Paulo: Segmento, n. 5, 2006, p c) No texto, a forte chuva que incomodou os foliões foi um grande aliado do grupo de vendedores ambulantes de água e cerveja. d) Está explícito no depoimento do pedreiro G. C. que seu faturamento total durante o Carnaval foi de R$ 350,00. e) O texto revela que o esquema de repressão aos camelôs foi eficiente nos espaços de concentração das escolas de samba. Questão 08 Questão 06 Com base na leitura do texto II, pode-se afirmar que "'Million Dollar Baby' não entrega o ouro de cara" porque o título expressa a) a ambiguidade que induz a uma interpretação que será reformulada. b) a ideia de contraposição que sugere o caráter obstinado da personagem. c) a ironia que remete ao estado de pobreza incorporado pela protagonista. d) o sentido de afetuosidade que revela um tipo complexo de personagem. e) o pressuposto que conduz a uma expectativa que será comprovada. Questão 07 Leia atentamente o texto a seguir, adaptado da "Folha de S. Paulo" de 28/02/06. CAMELÔS FATURAM NA CONCENTRAÇÃO Apesar da repressão dos organizadores do Carnaval contra os camelôs, um grupo de cerca de dez ambulantes fez "fortuna" na concentração do desfile das escolas de samba. Mesmo sob forte chuva, eles ficaram posicionados na estrutura de um outdoor vendendo bebidas para os foliões. O grupo cobrava R$ 2,00 pela água e R$ 3,00 pela cerveja. "Vendi R$ 350,00 somente para as duas primeiras escolas. Já paguei o aluguel do meu barraco. Por mim, o Carnaval durava o ano inteiro", afirmou o pedreiro G. C., de 43 anos, um dos que escalaram o outdoor para ganhar um "extra" nos dias de folia. A partir da leitura atenta do texto, assinale a alternativa válida. a) "Fortuna" no texto corresponde a "extra", o que se sustenta na ironia alcançada com as aspas e à relatividade dos pontos de vista do jornalista e do pedreiro G. C. b) O texto assume o ponto de vista dos organizadores do Carnaval, declaradamente contrário à prática de comércio ambulante durante o desfile. No último quadrinho, observando-se a expressão de Liberdade e o que ela diz - seja pela pontuação (???), seja pela reiteração do verbo ("sabe") -, sua atitude revela a) medo e desespero. b) ironia e melancolia. c) indignação e agressividade. d) humor e surpresa. e) espanto e tristeza. TROCA DE S The New York Times Seguem abaixo trechos das mensagens de trocadas na terça-feira e ontem entre o Presidente vice-presidente-presidente AI Gore e o Governador George W. Bush, do Texas: Do: Sr. Gore Para: Sr. Bush Assunto: Campanha eleitoral Congratulações por sua indicação partidária. Penso que as vitórias mútuas desta noite nos proporcionam uma chance rara para a mudança no modo de se conduzir campanhas eleitorais e de se restabelecer a confiança dos eleitores em nosso processo eleitoral. Assim sendo, eu o desafio a aceitar minha proposta de que nós dois rejeitemos o uso do chamado "dinheiro fácil" na veiculação de propaganda eleitoral. Eu darei o primeiro passo pedindo ao Comitê Nacional Democrático para não veicular nenhuma propaganda eleitoral não regulamentada através do uso de verbas de procedência ignorada, a menos que o Partido Republicano passe a agir nesse sentido. Portanto, está nas mãos do senhor e de seu partido o início eventual de uma guerra acirrada de propaganda; o senhor tem o poder de unir-se a mim

13 na proibição do "dinheiro fácil". Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar a política para sempre. Do: Sr. Bush Para: Sr. Gore Assunto: RE: Campanha eleitoral Obrigado por seu e seus cumprimentos. Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões importantes do nosso tempo - a reforma educacional, a modernização de nossas forças armadas e o resgate de padrões de qualidade no nosso governo. O senhor e eu fizemos várias propostas de reforma de financiamento de campanha. Mas antes de debatermos estas mudanças, é importante que os americanos saibam se as leis de financiamento de campanha atuais foram obedecidas. Assim sendo, eu o desafio a esclarecer acusações graves. Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca e ao Departamento de Justiça para a liberação de todos os registros e fotos relativos à investigação sobre abusos no financiamento da sua própria campanha. Em seu , o senhor falou em restabelecer "a confiança em nosso processo eleitoral". E isso é o ponto central da questão. São necessárias novas leis de financiamento de campanha. O que é até mesmo mais importante é o dever dos funcionários públicos de obedecer às leis existentes, e eu receio que seu próprio histórico não inspire confiança. Agradeço seu . Esta sua Internet é uma invenção maravilhosa. (Traduzido do New York Times on line, 16/03/2000.) Questão 09 O vice-presidente Gore propõe em seu uma rejeição, de parte a parte, do chamado "dinheiro fácil", usado de maneira não regulamentada na veiculação de propagandas eleitorais. O tom da mensagem-réplica do governador Bush reflete basicamente as seguintes atitudes: a) crítica e desconfiança pela indicação do democrata Gore à sucessão presidencial b) animosidade e distanciamento do processo de moralização da campanha eleitoral c) ceticismo e ironia no tocante à seriedade das palavras e intenções de seu oponente d) ressentimento e desdém quanto às instruções dadas por Gore ao Comitê Democrático Questão 10 O CAPOEIRA - Qué apanha sordado? - O quê? - Qué apanhá? Pernas e cabeças na calçada Estão presentes no poema anterior, de Oswald de Andrade, os seguintes recursos de sua poética: a) instantâneo da realidade e transcrição de fala. b) paródia de poema romântico e lirismo contido. c) transcrição de fala e lirismo contido. d) ironia melancólica e instantâneo da realidade. e) humor irônico e paródia do parnasianismo. Questão 11 No baile da Corte Foi o Conde d'eu quem disse Pra Dona Benvinda Que farinha de Suruí Pinga de Parati Fumo de Baependi É comê bebê pitá e caí Andrade RELICÁRIO Oswald de Assinale a alternativa correta. a) Os termos rimados referem-se a coisas que produzem efeitos diferentes, já que supõem diferentes ações. b) CAÍ, no último verso, acentua o efeito provocado pelos termos dos três versos anteriores, tudo reunido na semelhança fonética das rimas. c) RELICÁRIO significa coisa preciosa, de muito valor, ou lugar onde se guardam preciosidades. Esse título, relacionado ao contexto, isenta o texto de ironia. d) O adjunto adverbial de lugar, bem como o sujeito sintático dos dois primeiros versos criam a ironia nesse primeiro período, sem que haja a necessidade de avançar na leitura. e) O último verso mostra uma linguagem inadequada à poesia, bem como aos personagens sugeridos, já que inclui um nobre, como falante, o Conde D'Eu. Essa incoerência do texto constitui uma falha da argumentação. OS CÃES - Lutar. Podes escachá-los ou não; 1 o essencial é que lutes. Vida é luta. Vida 2 SEM LUTA é um mar morto no centro do organismo universal. DAÍ A POUCO demos COM UMA BRIGA 3 de cães; fato que AOS OLHOS DE UM HOMEM VULGAR não teria valor. Quincas Borba fez-me parar e observar os cães. Eram dois. Notou que 4 ao pé deles estava um osso, MOTIVO DA GUERRA, e não deixou de chamar a minha atenção para a circunstância de que o osso não tinha carne. Um simples osso nu. Os cães 1(6) mordiam-se, rosnavam, COM O FUROR NOS OLHOS... Quincas Borba meteu a bengala 5 DEBAIXO DO BRAÇO, e parecia EM ÊXTASE. - Que belo que isto é! dizia ele de quando em quando. Quis arrancá-lo dali, mas não pude; ele estava arraigado AO CHÃO, e só continuou A ANDAR, quando a briga 2(7) cessou INTEIRAMENTE, e um dos cães, MORDIDO e vencido, foi levar a sua fome A OUTRA PARTE. Notei que ficara sinceramente ALEGRE, 6 posto contivesse a

14 ALEGRIA, segundo convinha a um grande filósofo. Fez-me observar a beleza do espetáculo, relembrou o objeto da luta, concluiu que os cães tinham fome; mas a privação do alimento era nada para os efeitos gerais da filosofia. Nem deixou de recordar que em algumas partes do globo o espetáculo é mais grandioso: as criaturas humanas é que 3(8) disputam aos cães os ossos e outros manjares menos APETECÍVEIS; luta que se complica muito, porque entra em ação a inteligência do homem, com todo o acúmulo de sagacidade que lhe deram os séculos etc. Questão 12 Algumas características presentes no texto "Os Cães" permitem reconhecer nele um excerto de " ", romance que se constitui em sátira, velada por uma ironia olímpica e um humor à inglesa, às instituições burguesas, em torno de sua chaga maior, o adultério. a) "Memórias Póstumas de Brás Cubas" b) "D. Casmurro" c) "Esaú e Jacó" d) "Angústia" e) "NDA" MEU GURI Chico Buarque Quando, seu moço, nasceu meu rebento não era o momento dele rebentar, já foi nascendo com cara de fome e eu não tinha nem nome pra lhe dar. Como fui levando, não sei lhe explicar fui assim levando, ele a me levar, e, na sua meninice, ele um dia me disse que chegava lá. Olha aí, olha aí... Olha aí, ai o meu guri, olha aí Olha aí, é o meu guri. E ele chega. Chega suado e veloz do batente e traz sempre um presente pra me encabular. Tanta corrente de ouro, seu moço, que haja pescoço pra enfiar! Me trouxe uma bolsa, já com tudo dentro, chave, caderneta, terço e patuá, um lenço e uma penca de documento pra finalmente eu me identificar, olha aí Chega estampado, manchete, retrato com venda nos olhos, legenda e as iniciais. Eu não entendo essa gente, seu moço, fazendo alvoroço demais. O guri no mato acho que tá rindo, acho que tá lindo de papo pro ar. Desde o começo eu não disse, seu moço? Ele disse que chegava lá! Olha aí, olha aí... Olha aí, ai o meu guri, olha aí Olha aí, é o meu guri... BUARQUE, Chico. Almanaque,CD , PolyGram, TEXTO IV MUDANÇA Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da caatinga rala. Arrastaram-se para lá, devagar, sinhá Vitória com o filho mais novo escachado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás. Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão. - Anda, condenado do diabo, gritou-lhe o pai. Não obtendo resultado, fustigou-o com a bainha da faca de ponta. Mas o pequeno esperneou acuado, depois sossegou, deitou-se, fechou os olhos. Fabiano ainda lhe deu algumas pancadas e esperou que ele se levantasse. Como isto não acontecesse, espiou os quatro cantos, zangado, praguejando baixo. RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 64ª ed.,rio de Janeiro, Ed. Record, 1993, p, 9. A LINGUAGEM DE BABEL O idioma usado pelos que circulam nos corredores do FMI e BIRD parece grego para a maioria dos mortais, embora os gregos jurem que também não entendem aquela língua. Os economistas dizem que são fluentes mas é possível ouvi-los embaralhando a pronúncia. Os jornalistas que cobrem a área fingem domínio, mas denunciam sua ignorância quando disputam, aos tapas, as edições do livro Glossário do FMI. A obra é um dicionário de termos com versões em inglês, francês e espanhol. (ISTO É, ) Questão 13 O Texto está resumido no(s) seguinte(s) item(ns): 1. A língua usada nas instituições econômicas internacionais é muito complicada. Nem os economistas entendem e os jornalistas consultam dicionários para poder entendê-la. 2. O grego é a língua falada nas instituições econômicas como o FMI e o BIRD. Os economistas

15 entendem porque falam bem o grego, mas os jornalistas necessitam de dicionários para entender. 3. A linguagem dos economistas do FMI e do BIRD é tão rebuscada, que parece grego. Os termos não são entendidos nem pelos jornalistas especializados. 4. Os economistas do FMI e do BIRD fingem ser fluentes no jargão utilizado nas instituições, mas frequentemente não sabem pronunciar os termos utilizados. Além disso, um dicionário com versões em inglês, francês e espanhol é sempre consultado por jornalistas que, no entanto, fingem dominar o texto. 5. Nem os jornalistas especializados entendem o jargão econômico usado no FMI e no BIRD, necessitando do auxílio de dicionários. Os economistas pronunciam mal os termos e, embora se diga com ironia que este jargão parece grego para o usuário comum, os próprios gregos não conseguem entendê-lo. Está(ão) correto(s) apenas o(s) item(ns): a) 1, 2 e 3; b) 2, 4 e 5; c) 4; d) 1, 3, 4 e 5; e) 1, 2, 3 e 4. GABARITO 1. a) A "percepção do contrário" consiste no reconhecimento de uma situação que contraria o esperado. O "sentimento do contrário" consiste não só em reconhecer essa situação oposta, mas também entender os motivos que a provocaram. b) Ao percebermos que aquela senhora não corresponde ao que uma velha senhora deveria ser, rimos (...). 2. a) 3. e) 04. a) 05. Temos dois sentidos: o literal, tal jantar seria importante; e o irônico, que é o oposto do primeiro: tal jantar não teria nenhuma importância, como se entende do diálogo do segundo quadrinho. A resposta de Hagar mostra que sua fala anterior era irônica e que, portanto, ele não atribuía importância ao rei da Inglaterra, fingindo o contrário apenas por temor da mulher. 06 a) 07 a) 08. c) 09. c) 10. a) 11. b) 12. a) 13. d) Acesse outros materiais no site:

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