A Regulação do Sector Energético
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- Maria das Dores Barata Franco
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1 A Regulação do Sector Energético Apresentação realizada na FEUC Vítor Santos 25 de Maio de 2012 Agenda 1. Dimensões estratégicas da liberalização do setor energético 2. Liberalização do sector Energético na União europeia 3. Liberalização do sector eléctrico em Portugal 4. Liberalização do sector do gás natural em Portugal 5. Desafios futuros Energé-cos 1
2 Dimensões estratégicas da liberalização do setor energético 3 Dimensões estratégicas da liberalização do sector energético Desintegração vertical nos setores elétrico e do gás natural Acesso não discriminatório de terceiros às redes Abertura dos mercados de eletricidade e gás natural Criação do Mercado Interno de Energia Energé-cos 2
3 Separação de actividades e acesso não discriminatório Separação de atividades e regime de mercado Produção / Aprovisionamento Transporte Distribuição Comercialização CONCORRÊNCIA MONOPÓLIOS NATURAIS CONCORRÊNCIA Mercado grossista Operação do sistema e das redes Mercado retalhista Consumidor Criação do Mercado Interno de Energia A perspetiva de um mercado integrado O modelo Europeu aponta para a crescente integração dos mercados Mercado nacional Mercado regional Mercado Interno Europeu (MIE) Vantagens da integração de mercado + segurança de fornecimento + concorrência + simplicidade e harmonização + eficiência e transparência Integração e coordenação dos sistemas Reforço das interligações Maior dimensão de mercado Aumento do número de participantes Harmonização regulatória Soluções partilhadas Racionalidade nos investimentos Informação de mercado alargada MIBEL e MIBGAS Processos de mútuo acordo entre Espanha e Portugal visando uma contribuição ativa de ambos os países para a construção do MIE Energé-cos 3
4 Liberalização do sector eléctrico na União europeia 7 Uma Nova Política Europeia para a Energia Desafios para a regulação económica no sector da energia O Quadro de Partida: contexto da regulação Mercados certificados verdes e brancos; Leilões para renováveis, Leilões para Programas de eficiência energética; Smart metering; Smart grids. Competitividade Os três pilares da política energética Mercados grossistas de energia, mercados de serviços de sistema, Mercados retalhistas, Eliminação progressiva das tarifas de Venda a Clientes Finais para fornecimentos, Diversificação aprovisionamento, Reforço de infra-estruturas de entrada e transporte. Internalização das externalidades ambientais; Promoção de energias renováveis; Promoção da eficiência no consumo. 8 Segurança de Abastecimento (Segurança, disponibilidade e suficiência) Energé-cos 4
5 Liberalização do Sector Energético na União Europeia Enquadramento legislativo Europeu 1.º e 2.º Pacote da Liberalização do sector Energético As primeiras directivas europeias dos mercados internos da electricidade (Directiva 96/92/CE) e do gás natural (Directiva 98/30/CE) foram publicadas, respectivamente, em Dezembro de 1996 e em Junho de 1998; Em 2003, ambas foram revogadas pelas segundas directivas do mercado interno da energia, que actualmente ainda se encontram em vigor (Directivas 2003/54/CE e 2003/55/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de Junho de 2003). O processo de liberalização do mercado europeu de energia baseia-se, essencialmente, nos seguintes princípios: Liberdade de investimento e comércio em todo o espaço comunitário; Acesso regulado e não discriminatório às infra-estruturas (redes de transporte e de distribuição e terminais de GNL); Liberdade de escolha de fornecedor atribuída a todos os consumidores. 9 Liberalização do Sector Energético na União Europeia O 3º Pacote para a Liberalização do Sector Energético Em 13 de Julho de 2009 foram publicadas as novas directivas que estabelecem regras comuns para a liberalização dos mercados de electricidade e do gás natural. O 3º Pacote Europeu de Legislação sobre os Mercados de Electricidade e Gás apresenta como aspectos mais relevantes, propostas para: Separação efectiva das actividades de transporte em relação à produção e à comercialização; Harmonização dos poderes e do grau de independência dos reguladores nacionais; Estabelecimento de uma instituição que promova a cooperação entre os reguladores europeus: Agência para a Cooperação dos Reguladores (Nacionais) da Energia. 10 Energé-cos 5
6 Mercados regionais um passo intermédio Ø A construção do mercado interno de electricidade têm-se revelado um processo complexo e demorado. Ø A criação de mercados regionais constitui um passo intermédio para a construção do mercado interno de electricidade, com as seguintes vantagens: Os mercados regionais agrupam realidades mais próximas entre si. A integração dos mercados nacionais em mercados regionais permite velocidades de adaptação/harmonização diferentes para atingir a meta mercado interno de electricidade. Ø Esta abordagem, apoiada pela Comissão Europeia, reconhece que a transição dos mercados nacionais para um mercado único europeu será muito difícil de atingir de uma só vez. 11 Sistema Eléctrico Ibérico Portugal 6 milhões de consumidores 49 TWh 13,4 GW 30 Milhões de consumidores 281 TWh Espanha 24 milhões de consumidores 232 TWh 71,8 GW Energé-cos 6
7 Avaliação de resultados Evolução positiva do mercado diário do MIBEL: A separação entre os mercados é hoje muito baixa 8,5% no final de 2011, face aos 80,6% registados em 2007 e a diferença de preços é hoje residual 53 cêntimos por MWh face aos 9,98 euros de Preços, diferencias de preço e separação de mercado EUR/MWh Aumento da integração de mercado Redução do número de horas e da % tempo de separação de mercado % % % % ,5% Redução dos diferenciais de preço de mercado ,98 /MWh ,55 /MWh ,67 /MWh ,32 /MWh ,53 /MWh Preço Espanha Preço Portugal Liberalização do sector eléctrico em Portugal 14 Energé-cos 7
8 Sector Elétrico Evolução do desempenho do mercado retalhista Um mercado mais repartido para os consumidores de eletricidade 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% EDP Comercial Endesa Iberdrola Unión Fenosa Galp Power EGL FORTIA Redução da concentração de mercado Aumento da componente de mercado livre % % % % % Redução de quota do principal operador em mercado livre % % % % % Sector Elétrico: Situação atual do mercado Eletricidade Ø 6,2 milhões de clientes Ø Comercializadores a atuar no mercado liberalizado Consumo 53,1% 46,9% Mercado Liberalizado Mercado Regulado Energé-cos 8
9 Tendência de evolução dos preços das energias primárias e dos GIEG Tendência de crescimento do preço do petróleo no longo prazo σ 23,58 0, ,8 0,7 0,6 Preço = Energia + Uso de Redes+CIEG USD/bbl ,5 0,4 40 0,3 0, ,1 0 CIEG Fonte: ERSE,EIA EUR Rendas de concessão Sobrecusto da PRE Sobrecusto das RAS Terrenos das centrais Custos com a garantia de potência Sobrecusto dos CAE CMEC Rendas dos défices tarifários Renda Decreto- lei n.º 165/2008 Outros (OMIP, Adc, ERSE, PPDA, PPEC) 17 Sector Elétrico Evolução da componente das redes Evolução dos custos com as redes ( /MWh) 40,00 35,00 Duração das interrupções 400 Média europeia /MWh 30,00 25,00 20,00 15,00 crescimento médio anual de - 4% Duração média anual das interrupções Portugal 10,00 Tarifas 2004 Tarifas 2005 Tarifas 2006 Tarifas 2007 Tarifas 2008 Tarifas 2009 Tarifas 2010 Tarifas 2011 Tarifas Redução de custos unitários com ganhos de desempenho em qualidade Energé-cos 9
10 Liberalização do sector do gás natural em Portugal 19 Sector Gás Natural : Situação atual do mercado Ø 1,3 milhões de clientes Ø Comercializadores a atuar no mercado liberalizado Consumo Quotas de mercado 4,8% 41,5% 51,4% EDP GALP ENDESA GAS NATURAL IBERDROLA INCRGAS OUTROS 90% 10% Mercado Liberalizado Mercado Regulado Energé-cos 10
11 Desafios Futuros Promoção da Concorrência Extinção das Tarifas Reguladas de Eletricidade e Gás Natural Integração de mercados ERSE Entidade Reguladora dos Serviços Edifício Restelo Rua Dom Cristóvão da Gama, 1, 3º Lisboa Portugal Phone +(351) Fax +(351) url: [email protected] Energé-cos 11
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