A Regulação do Sector Energético
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- Cristiana da Costa Tavares
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1 A Regulação do Sector Energético Seminário Internacional Portugal - Brasil Vítor Santos 16 de Fevereiro de 2012 ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços
2 Agenda 1. Liberalização do sector Energético na União europeia 2. Liberalização do sector eléctrico em Portugal 3. Liberalização do sector do gás natural em Portugal
3 Liberalização do sector eléctrico na União europeia 3
4 Uma Nova Política Europeia para a Energia Desafios para a regulação económica no sector da energia O Quadro de Partida: contexto da regulação Mercados certificados verdes e brancos; Leilões para renováveis, Leilões para Programas de eficiência energética; Smart metering; Smart grids. Competitividade Os três pilares da política energética Mercados grossistas de energia, mercados de serviços de sistema, Mercados retalhistas, Eliminação progressiva das tarifas de Venda a Clientes Finais para fornecimentos, Diversificação aprovisionamento, Reforço de infra-estruturas de entrada e transporte. Internalização das externalidades ambientais; Promoção de energias renováveis; Promoção da eficiência no consumo. 4
5 Liberalização do Sector Energético na União Europeia Enquadramento legislativo Europeu 1.º e 2.º Pacote da Liberalização do sector Energético As primeiras directivas europeias dos mercados internos da electricidade (Directiva 96/92/CE) e do gás natural (Directiva 98/30/CE) foram publicadas, respectivamente, em Dezembro de 1996 e em Junho de 1998; Em 2003, ambas foram revogadas pelas segundas directivas do mercado interno da energia, que actualmente ainda se encontram em vigor (Directivas 2003/54/CE e 2003/55/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de Junho de 2003). O processo de liberalização do mercado europeu de energia baseia-se, essencialmente, nos seguintes princípios: Liberdade de investimento e comércio em todo o espaço comunitário; Acesso regulado e não discriminatório às infra-estruturas (redes de transporte e de distribuição e terminais de GNL); Liberdade de escolha de fornecedor atribuída a todos os consumidores. 5
6 Liberalização do Sector Energético na União Europeia O 3º Pacote para a Liberalização do Sector Energético Em 13 de Julho de 2009 foram publicadas as novas directivas que estabelecem regras comuns para a liberalização dos mercados de electricidade e do gás natural. O 3º Pacote Europeu de Legislação sobre os Mercados de Electricidade e Gás apresenta como aspectos mais relevantes, propostas para: Separação efectiva das actividades de transporte em relação à produção e à comercialização; Harmonização dos poderes e do grau de independência dos reguladores nacionais; Estabelecimento de uma instituição que promova a cooperação entre os reguladores europeus: Agência para a Cooperação dos Reguladores (Nacionais) da Energia. 6
7 Mercados regionais um passo intermédio A construção do mercado interno de electricidade têm-se revelado um processo complexo e demorado. A criação de mercados regionais constitui um passo intermédio para a construção do mercado interno de electricidade, com as seguintes vantagens: Os mercados regionais agrupam realidades mais próximas entre si. A integração dos mercados nacionais em mercados regionais permite velocidades de adaptação/harmonização diferentes para atingir a meta mercado interno de electricidade. Esta abordagem, apoiada pela Comissão Europeia, reconhece que a transição dos mercados nacionais para um mercado único europeu será muito difícil de atingir de uma só vez. 7
8 Mercados regionais um passo intermédio Em 2006 foram lançadas as designadas Iniciativas Regionais, com a finalidade de promover o desenvolvimento dos mercados de gás e de electricidade. Para a electricidade foram identificados 7 potenciais mercados regionais. Portugal e Espanha integram a iniciativa regional para o Sudoeste da UE, que também inclui a França. Iniciativas regionais ERGEG Central Oeste Central Este Central Sul Norte Sudoeste Báltico França - UK - Irlanda Bélgica, França, Alemanha, Luxemburgo e Holanda Áustria, República Checa, Alemanha, Hungria, Polónia, Eslováquia e Eslovénia Itália, Áustria, França, Alemanha, Grécia e Eslovénia Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Noruega, Polónia e Suécia Espanha, França e Portugal Letónia, Estónia e Lituânia Reino Unido, França, República da Irlanda e Irlanda do Norte 8
9 MIBEL - um mercado regional O desenvolvimento e aprofundamento do MIBEL e MIBGAS constituem processos graduais e continuados que integram, quer a visão política e regulatória, quer a visão dos vários interessados nos sectores eléctrico e do gás natural, em particular os consumidores e a indústria. A integração das várias visões e perspectivas é efectuada através da utilização privilegiada de processos transparentes de consulta pública. A integração dos mercados eléctrico e de gás natural de Espanha e Portugal é benéfica para os consumidores de ambos os países. O MIBEL e o MIBGAS contribuem para: Aumentar a segurança de fornecimento através da integração e coordenação de ambos os sistemas eléctrico e de gás natural e do reforço das interligações. Aumentar o nível de concorrência reflectindo a maior dimensão do mercado e o aumento do número de participantes. Simplificar e harmonizar o quadro regulatório de ambos os países. Incentivar a eficiência das actividades reguladas e liberalizadas, bem como a transparência do mercado. Os processos de harmonização e construção do MIBEL e do MIBGAS têm sido desenvolvidos de forma gradual e de mútuo acordo entre Espanha e Portugal, estando subjacente uma contribuição activa de ambos os países na construção do Mercado Interno de Energia (MIE)
10 Sistema Eléctrico Ibérico Portugal 6 milhões de consumidores 49 TWh 13,4 GW Espanha 24 milhões de consumidores 232 TWh 71,8 GW
11 MIBEL um mercado regional Unidades: TWh 11
12 3. Aprofundamento e consolidação do Mibel e do Mibgás O que já foi concretizado Reforço da interligação Portugal-Espanha. Aumento das transacções de energia eléctrica entre os dois países e actuação ibérica dos principais grupos empresariais eléctricos. Criação do Conselho de Reguladores do MIBEL. Criação do OMIP (Mercado a Prazo, Pólo Português) e, mais recentemente, criação do Operador de Mercado Ibérico (OMI), a partir da integração dos dois pólos nacionais actualmente existentes.. Maior transparência no sector eléctrico ibérico com divulgação pública da informação em conformidade com os Regulamentos Europeus e alinhado com as melhores práticas internacionais. Entrada em funcionamento do mercado diário e intradiário ibérico e do mecanismo de market spliting na gestão conjunta de congestionamentos da interligação PT-ES. Proposta de metodologia harmonizada para o cálculo das tarifas de acesso elaborada pelo CR Mibel foi concluída e remetida aos Governos de Portugal e de Espanha em 4 de Março de
13 EUR/MWh Avaliação de resultados Evolução positiva do mercado diário do MIBEL: A separação entre os mercados é hoje muito baixa 8,5% no final de 2011, face aos 80,6% registados em 2007 e a diferença de preços é hoje residual 53 cêntimos por MWh face aos 9,98 euros de Preços, diferencias de preço e separação de mercado Aumento da integração de mercado Redução do número de horas e da % tempo de separação de mercado % % % % ,5% Redução dos diferenciais de preço de mercado ,98 /MWh ,55 /MWh ,67 /MWh ,32 /MWh ,53 /MWh Preço Espanha Preço Portugal
14 3. Aprofundamento e consolidação do Mibel e do Mibgás Em concretização Redução das assimetrias regulatórias em linha com o 3.º Pacote Legislativo Europeu sobre Energia. Aprofundamento e integração de mecanismos de segurança de abastecimento e de apoio em situações de escassez. Aprofundamento da coordenação ibérica no planeamento e construção de infra-estruturas de transporte envolvendo os agentes de mercado. Harmonização das condições de aplicação das tarifas de último recurso. Aproveitamento das sinergias no desenvolvimento do MIBEL e MIBGAS e das Iniciativas Regionais ERI Sudoeste e GRI Sul. Harmonização das tarifas e condições de acesso aplicáveis às interligações de gás natural (eliminação do pancaking de tarifas). 14
15 Em concretização: MIBEL, MIBGAS e Mercados Regionais Foco estratégico: Promoção da concorrência Através do aprofundamento da integração dos mercados e do reforço da supervisão MIBEL + Mercado do Sudoeste Aprofundamento dos mecanismos de troca e partilha de informação Leilões da PRE Tratamento harmonizado de questões estruturais de mercado (i.e. a produção em regime especial, em consulta pública no âmbito do MIBEL) MIBGAS + Mercado do Sul Aprofundamento das condições de harmonização do mercado A eliminação do pancaking de tarifas no mercado ibérico Harmonização dos mecanismos de atribuição de capacidade e gestão de congestionamentos na interligação Reforçar a supervisão dos mercados grossista e retalhista
16 Liberalização do sector eléctrico em Portugal 16
17 Mercado Liberalizado da Electricidade passos realizados para tornar possível o ML Separação das actividades no sector eléctrico Produção; Transporte; Distribuição; Comercialização. Monopólios naturais Separação de propriedade Regulação dos monopólios naturais Rede de transporte de energia eléctrica; Rede de distribuição de energia eléctrica. Liberdade de acesso com preço regulado Preço final da energia reflecte várias parcelas (tarifa aditiva) Serviços de interesse económico geral; Acesso às redes; Energia. 17
18 Mercado liberalizado no sector eléctrico Cronograma Decisão política de criar a ERSE e liberalizar o sector (Jul./95) Fase Abertura de mercado Consumo superior a 9GWh/ano Set.1998 Primeiros regulam. publicados pela ERSE 1.Jan Fase Abertura de mercado Todos os clientes industriais Fev Fase Abertura de mercado Clientes em BTE (peq.negoc. ) Estratégia nacional para a energia (RCM 69/2005) Princípios da organização do sector (DL 29/2006) 4.Set Fase Abertura de mercado Todos os clientes Detalhe da organização do sector (DL 172/2006) 1.Jul.2007 MIBEL Mercado grossista comum para Portugal e Espanha Extinção das tarifas reguladas 1ª,2ª e 3.ª fases do ML (DL 104/2010) Jan.2006 Procedimentos de mudança de comercializador Publicação das regras pela ERSE
19 2. Organização do Sector Eléctrico Passado PRODUÇÃO Verticalmente integrado Monopólio TRANSPORTE Tipicamente propriedade estatal Horizontalmente integrado DISTRIBUIÇÃO Não existência de possibilidade de escolha de comercializador COMERCIALIZAÇÃO 19
20 2. Organização do Sector Eléctrico Presente PRODUÇÃO/ BOMBAGEM PRODUÇÃO RENOVÁVEL PRODUÇÃO TRANSPORTE DISTRIBUIÇÃO PRODUÇÃO Separação de Actividades Concorrência (poucos agentes de grande dimensão) Preço regulado (agentes de média dimensão) Monopólio Regulado Acesso a todos os agentes COMERCIALIZADOR COMERCIALIZADOR Concorrência (poucos agentes de grande dimensão, os mesmos da actividade de Produção) CONSUMIDOR CONSUMIDOR Escolha livre de comercializador (milhares de agentes, elevada assimetria de informação, procura inelástica) 20
21 2. Promoção da concorrência e da eficiência no sector elétrico O que foi feito? A. Aumento da concorrência promovendo a entrada de novas empresas e reduzindo a quota de mercado do incumbente: mercado liberalizado de eletricidade representava em Dezembro de 2011, 49,4% do consumo global de eletricidade; mercado conta com sete operadores; a quota de mercado da EDP Comercial, em termos de consumos abastecidos, desceu, em Dezembro 2011, para 41%. assiste-se a uma redução progressiva da concentração de mercado, sustentada pela perda de quota do principal operador de mercado (EDP) : em termos médios anuais houve um aumento da componente do mercado livre para 47% em 2011 e uma redução da quota do principal operador para 41%
22 Avaliação de resultados Evolução do desempenho do mercado retalhista Um mercado mais repartido para os consumidores de eletricidade 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% EDP Comercial Endesa Iberdrola Unión Fenosa Galp Power EGL FORTIA Redução da concentração de mercado Aumento da componente de mercado livre % % % % % Redução de quota do principal operador em mercado livre % % % % %
23 2. Promoção da concorrência e da eficiência no sector elétrico O que foi feito? B. Realização do primeiro leilão de Produção em Regime Especial (PRE): 1.º leilão PRE registou uma procura inicial 7,15 vezes superior ao volume disponibilizado para o mercado; Foram colocadas ofertas iniciais de compra por um número total de 11 entidades, correspondente a um volume inicial de procura de MWh (cerca de 19% do consumo de eletricidade em Portugal continental); O volume de contratos colocado no leilão teve subjacente um total de energia equivalente de MWh (cerca de 2,6% do consumo de eletricidade em Portugal continental). O preço médio ponderado da energia adjudicada em leilão fixou-se em 53,12 /MWh, alinhado com os preços de energia a futuro disponibilizados pelo OMIP.
24 2. Promoção da concorrência e da eficiência no sector elétrico O que foi feito? C. Promoção da eficiência energética no sector elétrico: Plano de Promoção da Eficiência no Consumo (PPEC) criado pela ERSE vai já na quarta edição, estando atualmente em implementação o PPEC
25 Avaliação dos Resultados esperados das 4 edições do PPEC PPEC PPEC PPEC PPEC : Benefícios estimados (539 milhões ) RBC=9x Custos PPEC (66 milhões ) Poupanças de energia eléctrica acumuladas (6 895 GWh) equivale Consumo anual de 22% da população portuguesa Emissões de CO 2 evitadas (2,5 milhões tonco 2 ) equivale Emissões de 26% do parque automóvel
26 2. Promoção da concorrência e da eficiência no sector elétrico O que foi feito? D. Regulação eficiente das redes e melhorias expressivas na qualidade de serviço: metas de eficiência impostas às empresas permitiram baixar os custos em 4,5% ao ano; institucionalização do regulamento da qualidade de serviço permitiu aproximar índices de qualidade à média europeia.
27 /MWh Duração média anual das interrupções Avaliação de resultados Evolução da componente das redes Evolução dos custos com as redes ( /MWh) 40,00 35,00 Duração das interrupções 400 Média europeia 30, Portugal 25,00 crescimento médio anual de -4% , , ,00 Tarifas 2004 Tarifas 2005 Tarifas 2006 Tarifas 2007 Tarifas 2008 Tarifas 2009 Tarifas 2010 Tarifas 2011 Tarifas Redução de custos unitários com ganhos de desempenho em qualidade
28 Liberalização do sector do gás natural em Portugal 28
29 Mercado Liberalizado do Gás Natural cronograma 1.Jan Fase Abertura de mercado Centrais eléctricas 1.Jan Fase Abertura de mercado Grandes clientes 1.Jan Fase Abertura de mercado Clientes industriais 1.Jan Fase Abertura de mercado Todos os clientes Decisão política de introduzir o GN (DL 374/89) Atribuição da regulação GN à ERSE (DL 97/2002) Estratégia nacional para a energia (RCM 69/2005) Princípios da organização do SNGN (DL 30/2006) Detalhe da organização do SNGN (DL 140/2006) 2006 Primeiros regulam. GN publicados pela ERSE Jun Primeiras tarifas de acesso GN (publicadas pela ERSE) Jun Primeiras tarifas de fornecim. (publicadas pela ERSE) Fev º leilão de gás natural 15% do consumo do segmento em mercado 5.Mar.2009 Procedimentos de mudança de comercializador Publicação das regras pela ERSE 29
30 Mercado Liberalizado do Gás Natural passos seguintes para dinamizar o ML Alguns dos passos seguintes Promoção da concorrência, redução das barreiras à entrada e dinamização do mercado de gás natural com reflexos positivos nas tarifas e na qualidade de serviço (flexibilidade tarifária; reduzir as barreiras de acesso ao terminal e à rede de transporte); Desenvolvimento de mecanismos e instrumentos que estimulem desempenho eficiente das empresas reguladas, visando a redução dos custos unitários de utilização das redes; Reforço dos mecanismos de supervisão do mercado de gás natural e da actuação das empresas bem como dos instrumentos de monitorização do cumprimento dos regulamentos, visando a transparência e a defesa dos interesses dos consumidores. Criação e desenvolvimento do MIBGÁS. Este mercado é constituído por cerca de 7,3 milhões de consumidores (6,4 milhões em Espanha e 0,9 milhões em Portugal) envolvendo vendas anuais de cerca de GWh, o que o situa como o quarto mercado em termos de vendas na União Europeia. 30
31 3. MIBGAS MIBGAS MIBGAS: 450 TWh Consumo 7,5 milhões de consumidores 4.º Mercado de gás natural da Europa 7 Terminais de GNL representando ½ da capacidade de regaseificação da Europa 40% do consumo de gás usado em produção de electricidade Nível de interligação entre Espanha e Portugal elevado, situação que facilita o aprofundamento do MIBGAS (38% de utilização em base anual)
32 3. MIBGAS ERSE e CNE estão totalmente empenhadas no aprofundamento do MIBGAS e darão todo o seu contributo nesse sentido! 2007: Plano de Compatibilização da Regulação do Sector Energético entre Espanha e Portugal solicita à CNE e à ERSE a definição dos princípios de funcionamento e organização do Mercado Ibérico do Gás Natural (MIBGAS). 2008: ERSE e CNE aprovam documento com os princípios de funcionamento e de organização do MIBGAS. Documento objecto de consulta pública prévia integrando a visão dos vários stakeholders, definindo um plano de acção para o desenvolvimento gradual do MIBGAS. 2009: ERSE e CNE submetem a consulta pública proposta de reconhecimento mútuo das licenças de comercialização no MIBGAS. A proposta foi bem recebida pelos stakeholders tendo sido aprovada em Janeiro de 2010 e enviada aos governos de Portugal e Espanha. 2010: ERSE e CNE estão a preparar consulta pública com análise das tarifas de acesso aplicáveis aos fluxos entre Portugal e Espanha, tendo em vista a apresentação de proposta de harmonização facilitadora do desenvolvimento do MIBGAS
33 1. Reforço e consolidação da regulação do gás natural O que foi feito? A. Concretização do calendário de liberalização: mercado completamente liberalizado para todos os consumidores desde Janeiro de 2010: cerca de 90% do consumo industrial está já no mercado liberalizado; extinção das tarifas reguladas para consumos anuais superiores a 500 m 3 e inferiores a m 3 a partir de 1 de Julho de 2012; extinção das tarifas reguladas para consumos anuais inferiores a 500 m 3 a partir de 1 de Janeiro de B. Flexibilização das tarifas de acesso às redes de gás natural: redução das tarifas de acesso ao terminal de Sines; variabilização das tarifas de curta duração no acesso à rede de transporte e ao terminal de Gás Natural Liquefeito; nova estrutura tarifária no acesso ao terminal de Gás Natural Liquefeito que permitiu baixar o preço de armazenamento de gás natural.
34 REDES Mercado liberalizado do gás natural Evolução no mercado do gás natural e também para os consumidores de gás natural FLEXIBILIDADE Introdução de mecanismos de utilização flexível do uso das capacidades nas infraestruturas (swaps regulados) CUSTO Introdução de tarifas de curta utilização para minimizar custos com as infraestruturas Repartição do mercado (Jun 2011) Quotas de mercado (2010) 13% 4,8% EDP GALP 87% Mercado Livre Mercado Regulado 51,4% 41,5% ENDESA GAS NATURAL IBERDROLA INCRGAS OUTROS
35 FIM
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